Fórmula para Dilma vencer o golpismo e terminar seu mandato

Análise

 

Em setembro deste ano da graça de 2014, a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Mensal do Emprego, do IBGE, caiu para 4,9% no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas na série histórica daquela instituição. Já o salário médio do trabalhador brasileiro subiu para R$ 2.067,10 – um aumento de 1,5% em relação a um ano atrás.

No fim deste mês, serão divulgados os números da PME referentes a outubro, mas já se pode prever que, como vem ocorrendo há mais de uma década, os números serão ainda melhores. Até porque, no segundo semestre o desemprego sempre cai mais, historicamente.

Quanto à inflação (terceira perna do tripé do bem-estar social), para 2014, 2015 e 2016 a meta central é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência para medir o aumento dos preços, deve oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

No acumulado de 12 meses até setembro, o IPCA somou 6,75% – acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. Entretanto, a meta de inflação refere-se ao período de janeiro a dezembro de cada ano, não à comparação de cada mês com o mesmo mês do ano anterior, de forma que, como ocorre desde que o PT chegou ao poder, a meta de 2014 deve ser cumprida.

Para fechar esse tópico, a cereja do bolo: o rendimento médio do trabalhador em agosto foi de R$ 2.055,55, o que representa um aumento de 2,5% acima da inflação comparado a agosto de 2013 (R$ 2.005,72).

O que esses números significam, é espantoso. Significam, simplesmente, que não há uma razão lógica para que Dilma tenha tido tanta dificuldade para se reeleger. A população não sente mal-estar. Pelo contrário, com os salários subindo, o desemprego caindo e a inflação sob controle, os brasileiros veem suas vidas melhorarem a cada ano.

Alguns cientistas políticos afirmam que, apesar de a qualidade de vida do brasileiro não estar piorando nem estar estagnada, o ritmo de melhora caiu muito – devido à crise internacional, que nos afeta – e, assim, sob o discurso “certo” esse ritmo mais brando de progresso social pode ser caracterizado como “piora” pelos adversários políticos do governo federal.

Além disso, o combate mais intenso à corrupção a partir do governo Lula – com fortalecimento da Polícia Federal e dos órgãos de controle do próprio governo federal – deram aos adversários do PT a possibilidade de confundir a sociedade caracterizando a divulgação de mais casos de corrupção – decorrentes de mais investigação – com “aumento” da corrupção.

Se os adversários dos governos petistas e do próprio PT fossem apenas os partidos políticos, não seria nada. Tivéssemos, no Brasil, uma imprensa imparcial – ou menos parcial –, que noticiasse de forma equânime os problemas que todos os governos enfrentam, não pareceria que tudo caminha às mil maravilhas nos governos estaduais da oposição enquanto que, no âmbito federal, só há roubalheira e piora da economia.

Composto o quadro socioeconômico atual do Brasil, voltemo-nos à verdadeira rebelião que tomou a base aliada do governo Dilma no Congresso logo após a reeleição, com destaque para o PMDB, assustado com a possível hecatombe que a revelação completa das “delações premiadas” pode lhe trazer.

A rebelião em curso decorre, em grande medida, de declarações que a presidente Dilma deu em entrevistas às tevês logo após a reeleição, quando avisou que, no combate à corrupção, não vai deixar “pedra sobre pedra”, o que foi entendido como ameaça por políticos – sobretudo do PMDB – que têm consciência pesada.

Ciente disso tudo, o PSDB e seu novo “golden boy”, Aécio Neves, fizeram um circo no Congresso, com declarações grandiloquentes do novo “líder da oposição”, que foi recebido no Senado como se tivesse vencido a eleição enquanto prometia oposição sistemática a quem o derrotou nas urnas.

Supõe-se, portanto, que a presidente Dilma e seus conselheiros e assessores devem estar dando tratos à bola para formularem um meio de garantir governabilidade tendo uma base aliada em pé-de-guerra, sedenta de cargos e de proteção contra a política do quarto governo consecutivo do PT de combater sem trégua a corrupção.

Essa fórmula de pacificação da base aliada no Congresso passa, infelizmente, pela aliança formal com partidos como o PMDB e algumas legendas de aluguel. Tal fórmula, porém, desagrada profundamente os partidos de esquerda e os movimentos sociais que ao longo dos governos Lula e Dilma acabaram servindo, involuntariamente, como linha auxiliar da direita.

Desde as “jornadas de junho” e o movimento “não vai ter Copa”, os partidos de esquerda e os movimentos sociais – que, no segundo turno, assustados com a possibilidade de a extrema-direita chegar ao poder correram para debaixo das asas do PT e de Dilma – ajudaram a produzir a situação política que vige hoje no Brasil sobretudo por não quererem aceitar a realidade: o brasileiro é conservador e para fazer um povo assim votar na centro-esquerda, só com alianças à direita.

Costumo repetir sempre essa história: em 2012, a revista Fórum entrevistou, via streaming, o então candidato do PSOL a prefeito de São Paulo, Carlos Giannazi. Este blogueiro foi um dos entrevistadores. Perguntei ao candidato justamente sobre governabilidade.

Disse a Giannazi que o partido dele repelia alianças com partidos de direita ou de centro direita não na eleição, mas para governar. Porém, se fosse eleito prefeito dificilmente o PSOL conseguiria governar, pois teria uma bancada extremamente pequena que não lhe permitiria aprovar nada na Câmara Municipal.

A resposta de Giannazi – uma pessoa séria – foi estarrecedora: disse que governaria com pressão popular nas galerias da Câmara.

Trata-se de uma verdadeira loucura. Nem se “as galerias” invadissem o plenário e espancassem os deputados que votassem contra um hipotético prefeito do PSOL seria possível aprovar alguma coisa. A Polícia prenderia os manifestantes e a vida seguiria.

Contudo, mesmo com todos os equívocos da esquerda a partir de junho do ano passado, partidos como o PSOL, o PSTU, o PCB, o PCO e movimentos sociais como o MTST, o MST e outros que compactuaram com as “jornadas de junho” e o “não vai ter Copa” finalmente perceberam que, à diferença do que diziam, o PT não é “igual ao PSDB”.

Durante o primeiro turno da campanha eleitoral à Presidência, a brilhante Luciana Genro chegou a dizer isso. Passada a primeira etapa da eleição, o partido dela e todos os outros grupos de esquerda supracitados apoiaram Dilma extraoficialmente, convictos de que, não, o PT não é “igual ao PSDB” coisa nenhuma.

Aliás, quem melhor definiu o que se conseguiu com as “jornadas de junho” e o “não vai ter Copa” foi o entusiasta de primeira hora desses movimentos, o professor da USP Wladimir Safatle, que quase foi candidato a governador de São Paulo pelo PSOL.

Na Folha, Safatle escreveu um artigo desalentado em que reconheceu no que deu toda a mobilização de seu partido – e da “Rede”, de Marina Silva – em favor das tais “jornadas de junho”.

 

A partir dali, as mais importantes lideranças do PSOL acabaram ao lado de Dilma. O candidato do PSOL a governador de SP neste ano, Gilberto Maringoni, que passou 2013 e 2014 descendo a lenha no PT, acabou em uma cerimônia de apoio a Dilma pregando sua reeleição. Jean Willys e Marcelo Freixo, mais comedidos e lúcidos, idem.

O fato é que o PSOL e outros partidos e movimentos sociais citados têm boa intenção e foram importantíssimos para a reeleição de Dilma, mesmo que, no que diz respeito aos partidos de esquerda, não tenha havido apoio formal.

Mas por que, então, esses grupos de esquerda ajudaram tanto a fortalecer a direita? Em grande medida, porque não aceitam as alianças do PT com partidos de direita ou centro-direita. Essa esquerda sempre rejeitou a tese da governabilidade, apesar de nunca ter dito como fazer para governar um país conservador só com uma esquerda sem votos.

Note bem, leitor: o PSOL, com tudo que fez em 2013 e 2014, liderando as massas na rua contra o governo Dilma, elegeu míseros 5 deputados. Sim, foi um aumento de bancada de 66,66% em relação aos 3 deputados que o partido elegeu em 2010, mas, ainda assim, uma bancada que não ajuda em nada.

Nesse ponto, reproduzo, abaixo, outro artigo da Folha que mostra muito bem no que deu a mobilização de esquerda – inclusive da direita travestida de esquerda, a “Rede” de Marina Silva – ao longo do último um ano e tanto.

Eis, aí, a contribuição da esquerda extra-PT para fortalecer a direita como se viu ao longo do processo eleitoral recém-terminado. Ou seja: além dos erros do PT e da própria presidente Dilma, a oposição de esquerda entrou com a parte do leão do processo que quase elegeu presidente um mero despachante do canibalismo financeiro internacional.

Porém, não se pode atribuir tudo à oposição de esquerda. Dilma e o PT erraram muito. E o que se teme, agora, é que continuem errando.

Em junho/julho deste ano, a maioria dos brasileiros achava que o desemprego, então no patamar mais baixo da história brasileira, iria aumentar. Três meses depois, apenas 26% acreditavam nisso devido à propaganda eleitoral da reeleição de Dilma, que mostrou um Brasil que o povo não vê na mídia.

Mas como foi que a mídia conseguiu fazer crer aos brasileiros que o país estava afundando e que todos iriam ficar desempregados se a realidade era – e continua sendo – diametralmente oposta?

Em primeiro lugar, as “jornadas de junho” fizeram o país crer que as coisas iam muito mal. Ora, como é possível que tanta gente vá à rua protestar se o país vai bem? Depois, o “não vai ter Copa”, que muitos dos esquerdistas que apoiaram Dilma endossaram aos berros até junho/julho, convenceu o país de que o governo estaria jogando fora o dinheiro da saúde e da educação, o que era – e é – uma balela.

E, a isso, somou-se o envenenamento diário da sociedade pela mídia, com seu noticiário seletivo sobre corrupção e seu terrorismo econômico, que contaram com a colaboração da presidente da República e de seu partido, que passaram quatro anos apanhando calados.

Aliás, em 26 de setembro último este blogueiro, entre outros, entrevistou a presidente no Palácio da Alvorada e lhe fez uma pergunta que estava na cabeça de todos, mas que jamais havia sido feita a ela: perguntei por que o governo Dilma apanhou calado desde janeiro de 2011 até havia pouco e se iria continuar apanhando calado.

Dilma respondeu que não queria “ir por esse caminho” – do confronto –, mas que havia concluído que “não teria outro jeito”, o que permite supor que ela e seu partido não repetirão o erro de permitir que a mídia continue envenenando a sociedade contra o governo federal, um envenenamento que se dá em pequenas e ininterruptas doses diárias.

Todo santo dia sai uma notícia envenenadora da sociedade, seja sobre corrupção ou sobre terrorismo econômico. Parece aquela novela recente da Globo em que um rico dono de hospital abandou a esposa pela amante, que depois o cegou envenenando-o paulatinamente, dia após dia.

A fórmula para Dilma nem terminar seu 2º mandato, pois, será repetir o primeiro, deixando que a mídia vá envenenando a população contra si. Isso além de desprezar os movimentos sociais e sindicais e os partidos de esquerda que podem até não ter voto, mas têm muita capacidade de pôr gente na rua.

Na entrevista com a presidente, este blogueiro lhe disse que ela deveria usar o “púlpito” natural que o cargo lhe confere para responder aos ataques da mídia oposicionista. Ela respondeu que, em campanha eleitoral, dá para responder devido ao horário eleitoral, mas que, fora desse período, não dá para ficar indo à teve responder a cada ataque.

Dilma tem razão. Se ficar convocando redes nacionais para rebater os ataques da oposição ela correria até o risco de cometer crime de responsabilidade por usar um equipamento público (rede nacional) para fazer política. Mas a presidente pode convocar entrevistas coletivas. A mídia não poderá deixar de reproduzir o que uma presidente da República disser.

Por fim, os partidos de esquerda que já descobriram que o PT não é igual ao PSDB precisam pensar em crescer. Só assim um governo de esquerda como o de Dilma não precisará se aliar a partidos como PMDB, PP, PSD e outros lixos que, apesar de serem o que são, dispõem-se a dar sustentação ao governo, ainda que em troca de cargos.

Como pode um partido como o PSOL – que, nas “jornadas de junho”, ajudou a levar dezenas de milhares às ruas – só conseguir eleger míseros 5 deputados? O problema está na visão de partidos como esse de que têm que dizer tudo independentemente do efeito eleitoral que isso vier a causar.

Darei um exemplo. Luciana Genro, ex-candidata do PSOL a presidente, é uma mulher brilhante. Sua oratória é um show – se Dilma falasse como ela, teria triturado Aécio. Porém, no início da campanha eleitoral, em um dos debates entre os candidatos, atacou as religiões em um país em que cerca de 90% do povo é religioso.

É ou não é uma espécie de haraquiri político?

Esses partidos de esquerda precisam fazer cálculos políticos. Não há outro jeito. Ou melhor, há: ficarem no “honestismo” infantil enquanto a direita domina tudo e joga o povo na miséria, na desigualdade e na ignorância.

Fica aqui, pois, o vaticínio de alguém que alguns julgam que costuma acertar: Dilma só termina seu governo se impedir que o envenenamento diário da mídia atue solto e se se mantiver próxima dos movimentos sociais e sindicais, chamando para seu governo partidos de esquerda e, eventualmente, oferecendo-lhes cargos.

132 comments

  • Seu texto é início, meio e fim. Lucidez ao extremo, sensibilidade política apurada. “Esses partidos de esquerda” (sic) no Brasil, são, na verdade, covardes e oportunistas. E parece que desconhecem Maquiavel. Não há um pingo de virtude do príncipe em suas ações. Por esta razão, perdem sempre o reino. O PT se deu conta da “realpolitik” a tempo, razão de seu êxito. Agora, seria muito as esquerdas se unirem contra o inimigo comum? Mas, como diziam nos anos de chumbo, esquerda não é unida nem na cadeia…

  • Eu votei e votaria quantas vezes precisar Dilma Coração Valente.
    E só não estou satisfeita porque me tiraram do face e agora estou tentando desde segunda recuperar e não consigo, então tenho que dar uma olhada na TV que eu já estava me saindo pois não tem nada que se conta que se possa acreditar.
    E quanto aos protestos de junho contra a copa aí está o resultado de quem eles elegeram o que há de pior entrou muita coisa ruim. Eles não querem o melhor eles querem sim desestabilizar o governo que deu certo.

  • Edu, que Dilma te leia e te leve em consideração. Se continuar como antes, nós não vamos ter muito animo para defender quem não quer se defender.
    Dilma pode contra com a gente, mas tem que fazer o seu governo fazer a parte dele.

  • Ótima análise. Penso que o governo Dilma tem que mudar sua atitude frente aos ataques que vem sofrendo na mídia. Um plano tem que ser traçado para conter o avanço de toda uma onda de obscurantismos que aflorou com toda força durante o processo eleitoral e creio que temos que levantar a pauta do controle social da comunicaçâo como uma das metas mais importantes desse próximo mandato. Sinto-me profundamente indignada em relação a várias situações que ocorreram durante o processo eleitoral e com muita vontade de fazer algo para que elas não se repitam, pois o mais assustador é justamente constatar que essas estratégias abomináveis e repugnantes dos grupos de mídia no Brasil vêm se repetindo ao longo da nossa história e configuram-se em uma ameaça real à nossa democracia.

  • penso que aos partidos de esquerda e os movimentos sociais não basta apenas lutar nas ruas, é preciso lutar no congresso, esse negocio de negação da politica só favorece a direita conservadora, o psol eleger 5 deputados é muito pouco, quantos deputados o mst consegue eleger ? e os sindicatos e movimentos sociais? os movimentos sociais e precisam acordar que não adianta ficar brigando na rua é preciso ocupar o congresso tambem

  • Prezado Edu, sou seu leitor desde o primeiro mês de blog e a leitura diária é indispensável. Gostaria de fazer duas perguntas: 1) como faço para colaborar financeiramente com o blog?, 2) acerca da ação jurídica contra a tentativa golpista de manipular a eleição pela Veja, dentro outros direitos de resposta do PT, em que pé está esse julgamento, ou será que o PT novamente apanhou calado?
    Até logo.

  • Gosto de ser sempre otimista, Edu. Mas acho que o bicho vai pegar pro lado da nossa Presidenta Dilma. As forças de direita vão exigir tudo. Se esse governo não for ágil, se antecipando às armadilhas impostas, será duro a convivência com um congresso conservador e cheio de ódio. Muita luz para Dilma nesse momento.

  • Como sempre, parabéns… mas sempre tem um porém. Como pode um partido como PSOL, que levou milhares à rua, eleger só 05 deputados? Pura matemática: o sub-grupo dos que “vão prá rua” é infinitamente menor do que os que votam… para esse tipo de partideco aumentar sua representação teria que ser criado um outro sistema eleitoral, em que só os “manifestantes” votassem… quem tem mais o que fazer (trabalhar, cuidar da família, cuidar da sua roça… coçar o saco…), em geral não se manifesta…
    Além de serem um bando de chatos…
    Saravá!
    Em tempo: É verdade que o “lúcido” Jean Willys tem um projeto que regulamenta a cafetinagem? dizem que o cafetão poderia, por contrato, ficar com até 50% do dinheiro da moça…
    eheheeheheeh

  • Corte, corte, corte das verbas publicitárias para o PIG.
    Secar a fonte de recursos públicos para o PIG.
    PIG enfraquecido, Democracia fortalecida.

      • Daí que há blogs com muito mais alcance que o PIG.
        Edu, quero agradecer pelo seu trabalho. Ajudou bastante a esclarecer e tranquilizar durante essa atribulação que foram as eleições. Obrigada a você e aos seus leitores pelas participações.
        Quanto ao congresso conservador de 2015, talvez possamos usar esse conservadorismo contra eles mesmos. Acredito que o Congresso atual esteja com medo da fala “não ficará pedra sobre pedra”e o próximo também. Grande abraço Edu.

      • Eduardo, muita gente tem feito o mesmo comentário e você foi o único a dar esta resposta (pra você entender, vale dizer que não vi resposta de ninguém!). Entende por que tem que ser nosso ministro das comunicações?? 🙂

      • Edu,

        se a lei reza de fato isso que o amigo diz, é muito constrangedor. Porém, só há um meio: mudar a lei, com campanha maciça nas ruas, nos blogs, etc.. etc.. Ficarmos presos e aceitar o que determina essa lei (qual o número dela?) é arriar as calças aos ditames da grande imprensa. Esse é um grande problema a enfrentar sem medo e sem pejp.
        Meu abraço,

      • O Senador Requião cortou toda a publicidade quando era governador do Paraná, então talvez algo possa ser feito, nesse sentido. Pelo menos não poderia cortar linearmente a verba de publicidade em 80%, por exemplo?

  • Eduguim foi no x da questão : O combate mais intenso à corrupção a partir do governo Lula – com fortalecimento da Polícia Federal e dos órgãos de controle do próprio governo federal – deram aos adversários do PT a possibilidade de confundir a sociedade caracterizando a divulgação de mais casos de corrupção – decorrentes de mais investigação – com “aumento” da corrupção.

    Se os adversários dos governos petistas e do próprio PT fossem apenas os partidos políticos, não seria nada. Tivéssemos, no Brasil, uma imprensa imparcial – ou menos parcial –, que noticiasse de forma equânime os problemas que todos os governos enfrentam, não pareceria que tudo caminha às mil maravilhas nos governos estaduais da oposição enquanto que, no âmbito federal, só há roubalheira e piora da economia.

    Composto o quadro socioeconômico atual do Brasil, voltemo-nos à verdadeira rebelião que tomou a base aliada do governo Dilma no Congresso logo após a reeleição, com destaque para o PMDB, assustado com a possível hecatombe que a revelação completa das “delações premiadas” pode lhe trazer.

    A rebelião em curso decorre, em grande medida, de declarações que a presidente Dilma deu em entrevistas às tevês logo após a reeleição, quando avisou que, no combate à corrupção, não vai deixar “pedra sobre pedra”, o que foi entendido como ameaça por políticos – sobretudo do PMDB – que têm consciência pesada.

  • Excelente artigo, como sempre, aliás, Eduardo. Infelizmente, passado o período de campanha, a comunicação do governo voltou à letargia que foi a sua marca, desde primeiro de janeiro de 2011.
    Dilma deixou a população entregue à pregação da mídia oposicionista, a quem sempre coube a versão final sobre os fatos. Sonegaram-se informações sobre os sucessos do governo ou inseriram-se neles os condicionantes negativos (mas, porem, contudo etc).Incutiram nos menos atentos (a maioria) a ideia de que a corrupção foi inventada pelo PT e de que os partidos da oposição são um exemplo de pureza. Por fim (o mais grave) desviaram a atenção dos desatentos sobre a diferença fundamental entre a política de emprego, renda e inclusão social e o neoliberalismo, moribundo mundialmente, mas fortíssimo no pensamento das nossas classes mais abastadas. Sem uma comunicação rápida e eficaz o governo não vai longe.

  • Eduardo, sempre disse que temos (o Governo) que chamar a esquerda, mesmo a mais radical, para conversar. Queria vê-los ao nosso lado. Conversar com o PSDB não adianta; o PMDB, tudo leva a crer, que será oposição; PSD, para mim, continua sendo o DEM travestido de governista; PP, de Bolsonaro, nem a pau! Nossa mimlitância (virtual e nas ruas) já provou que faz a diferença! Precisamos de toda a esquerda conosco, para, assim, conseguirmos ser um governo efetivamente de esquerda. Abraços.

  • Hoje no whatsApp da minha familia a cantoria do “petrolão” pegou fogo. Ai vai lá eu explicar que a midia age que nem naqueles joguinhos de 7 erros onde temos que usar uma lupa para achar o que está escondido por interesses dela própria midia e do PSDB.
    Gente, se a sociedade não puder participar atraves de conselhos ai vai ficar dificil o povo brasileiro ser dono do seu proprio destino e deste pais, pois vai ficar tudo sendo um segredo o que acontece de fato, o que no caso do julgamento farsesco do mensalão foi batata, o pig venceu, se vingou de quem quis e protegeu quem quis, o Azeredo, do PSDB -MG, após 11 anos, tem seu processo transferido para a justiça de MG…que beleza….e o povo sendo envenenado pelo mensalão-II, sabe de nada inocente
    http://www.jornalggn.com.br/noticia/depois-de-11-anos-stf-transfere-mensalao-tucano-para-primeira-instancia

  • ENFIM, BASTA A ESQUERDA COLOCAR UMA PAUTA DE ESQUERDA NA RUA. QUE TAL UM PROJETO QUE OBRIGUE AS CONCESSÕES DE RADIO E TV A DESTINAR UM TEMPO MÍNIMO PARA O GOVERNO FAZER PEÇAS PUBLICITÁRIAS. O DIM DIM ECONOMIZADO IRIA PARA SAÚDE E EDUCAÇÃO. ALGUEM SERIA CONTRA ? AÉCIO SERIA CONTRA ? O PSDB SERIA CONTRA A EDUCAÇÃO E A SAÚDE ? QUE TAL CONVERTER SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS EM HOSPITAIS, UNIVERSIDADES E ESCOLAS TÉCNICAS ? PQ NÃO UMA LEI PARA JULGAR LOGO GRANDES VALORES E RESTITUIR COM URGÊNCIA A DEMANDA EM EDUCAÇÃO E SAÚDE ? PQ O PSOL NÃO COLOCA ISSO EM VOTAÇÃO COM 2 MILHÕES DE PESSOAS NA RUA ? ESTÁ DA ESQUERDA SAIR DO GABINETE, JOGAR SUA PAUTA NO COLO DA DIREITA E SUTILMENTE QUESTIONÁ-LA (DE PREFERÊNCIA COM A BANDEIRA DO BRASIL): E AÍ, VAI SER CONTRA SEU PRÓPRIO PAÍS ?

  • Estou preocupado com os companheiros que estão em regime aberto. Eles precisam tomar muito cuidado, porque estarão sendo vigiados implacavelmente, no seu dia a dia, pela mídia de um modo geral. A mídia está ávida pela volta deles para o regime fechado. Acredito que inventarão muitas coisas. Outra coisa importante é o papel de seus familiares: filhos, esposas(principalmente), parentes, pais e vai por aí afora. Não tentem fazer algo que contrariem as regras, por menor que seja, “pensando que ninguém vai saber”. VAI SABER SIM! Isto é sério. Eles possuem uma legião de inimigos. E não são poucos. Portanto, todo cuidado é pouco. Com certeza, colocarão pessoas somente para vigiá-los, controlando a cada minuto, seus movimentos(com relógio, para ver se eles estão obedecendo aos horários estabelecidos pela vara de execuções) nas ruas e em ambiente frequentados por eles. Mais um vez eu digo: Muita atenção e muito cuidado!

  • OBS: O PSOL SÓ VAI SER GRANDE QUANDO VIER A SER UMA AMEAÇA PARA A DIREITA (E NÃO PARA A ESQUERDA). QUANDO A GLOBO COMEÇAR A LINCHAR O PSOL, SABEREMOS QUE ELE ESTÁ NA DIREÇÃO CERTA.

  • Sinceramente, eu não entendo o PT.

    Jair Tedeschi é o atual diretor do DFTRANS.
    Jair Tedeschi foi Diretor-Geral do Detran-DF no governo Roriz. Roriz é inimigo declarado do PT.

    Rodrigo Rollemberg (governador eleito) apoiou Aécio Neves no segundo turno. A esposa dele, Márcia Rollember, ocupa cargo comissionado no Ministério da Cultura (ela é a titular da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural).

    Já encaminhei e-mail ao Diretório do PT-DF, todavia não obtive resposta.

  • Parabéns pelo texto. Uma aula de história e política. Os partidos que participaram dos movimentos, elegeram poucos candidatos porque eles negavam a política, lembra? Se eu nego e depois me apresento candidato fica estranho. Hoje, um dos grandes problemas é a negação da política. É quase geral. Acabam votando no primeiro que aparece, sem analisar o histórico do partido. Não lembro da estatística (tem) mas as pessoas não consideram partido quando votam. Votam em quem conhecem. Por isso jogador de futebol, apresentador de TV, tem eleição garantida, independente do partido. Uma lástima.

  • A TV Câmara no dia 04/11/2014 promoveu um debate sobre a cobertura da mídia brasileira nas eleições de 2014. Esse tipo de assunto não é visto nas emissoras abertas. Dentre os assuntos é abordado a dobradinha Veja e JN.
    Há a participação de um deputado petista da Bahia, que no meu sentir deveria ser ouvido pelos blog’s, uma vez que nos veículos de mídia tradicional o assunto regulamentação é tabu. Eis o link do programa: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/476839.html

  • Na Inglaterra com os canais da BBC e na França com os canais da TF, empresas estatais mantidas pelos respectivos governos e sem problemas de caixa (poderia suspender o dinheiro dado à mídia atual que sobraria para sustentar bons canais de televisão, rádio e jornais), oferecem aos seus cidadãos o mais confiável jornalismo e informação do mundo. A imprensa do mundo utiliza estas informações. Esta imprensa inglesa e francesa consegue ser estatal e independente. Por que isto não é possível aqui? Pois isto não seria mais do que uma possibilidade e sim um direito do cidadão (constitucional, aliás)? Esquece a lei da mídia. Ela só vai trazer dor de cabeça. Fazer uma BBC brasileira não precisa sequer de passar pelo congresso, pois já existe o canal Brasil.

  • Edu, escreve alguma coisa sobre: utilização de “nanicos” para manter viva a chama de 2o turno das eleições passadas. Veja que “nunca” na vida o tal de Everaldo tinha “aqueles 4%”; históricamente, os nanicos, como zé maria e outros, sempre fizeram menos 100 mil votos, 0,1%! Inflá-los para 1%, mais o Pastor, era dizer todo dia na televisão: “vai ter 2o turno” e manter a chama acesa.
    Seria interessante falar da manobra da Data Folha em falsear a margem de erro, quando o correto seria menos de 1%, mas inflaram para 2% só para o JN manter a chama acesa na noite anterior quando disse no JN: “Empate técnico no data folha”! Quando o correto seria: “segundo data folha, Dilma esta eleita amanhã”!

    Abs, js

  • Parabéns, Eduardo, pelo excelente artigo. Além de muito bem escrito – como de hábito – formula, com clareza didática, as especificidades do quadro político atual.

    As dificuldades prenunciadas para o segundo mandato são, de fato, graves demais – no mesmo ritmo os riscos que embutem – para serem “empurradas para além”.

    Quanto à participação efetiva da esquerda com representação parlamentar não pertencente ao PT ou ao PC do B – o PSOL, portanto -. considero muito improvável: Dilma, infelizmente, não tem como governar sem o concurso de partidos e frações partidárias de filiação naturalmente fisiológica. E não só por isso, mas principalmente por isso, o PSOL não terá como figurar formalmente no governo.

    O que não impedirá, creio, que em certos enfrentamentos pontuais, da pauta de interesses comuns às esquerdas, alianças estratégicas, com desdobramentos nas ruas (nunca tão essenciais), poderão e deverão ser construídas.

    Os interesses populares permanecerão reativos. E não por “mal” ou “desejo”, mas sim pela preponderância do princípio da realidade política, do qual o exame constante da correlação de forças é peça-chave.

  • Concordo plenamente no que diz respeito à necessidade de não permitir que a mídia continue envenenando a cabeça e o coração do povo brasileiro. É a leitura que as pessoas mais lúcidas vêm fazendo já há algum tempo. Se o governo federal nada fizer para se contrapor à máfia midiática, realmente não terá salvação. E todos nós assistiremos a um novo golpe sem nada poder fazer, já que a mídia golpista controla a agenda do judiciário, do legislativo e ocupa as salas e as cozinhas de todas as famílias brasileiras diariamente, sem direito ao contraditório. É até um milagre que o PT tenha conseguido manter o governo federal em todos estes anos, mesmo com a força das conquistas sociais. Como você bem disse, Eduardo, pela realidade econômica e social da maioria do povo brasileiro, era para Dilma se reeleger com enorme facilidade. Tomara que a presidenta encare esse desafio de frente. Com o nosso apoio, claro.

  • edu, eu acho que o pt deveria levar mais bandeiras do brasil nas passeatas junto com as bandeiras vermelhas porque a direita fica querendo se apoderar do símbolo nacional

  • Mas tem como a presidente cortar as verbas publicitárias do PIG sim. O próprio PÌG diz como e só eu estou vendo!!! O PIG está lardeando que a educação e saúde está o caos. Que tal a presidente dizer que para resolver o caos não ter recursos suficientes dizer que irá economizar nas área que julga não ser prioridade? Se cortar as verbas publicitárias durante um ano daria pra ver o efeito nessas empesas!!!!

  • Edu, você pode mostrar conteúdo desse contrato de publicidade gov.federal x pig ? Esse documento é papel público. Teve licitação, como é o negócio ?

    ( TAC ) Termo de Ajuste do Contrato, psdb conhece muito.

    Grato.

    Daniel

  • Caro Eduardo e demais
    Concordo em grau, gênero e número com você.
    A ultra esquerda foi usada em 2013 pela ultra direita e o resultado vemos agora, a bancada da direita aumentou e a de esquerdas diminuiu.
    Espero que fiquem mais espertos agora.
    Não sei se foi só comigo, mas escrevendo em sua caixa de mensagem, vogais ou consoantes estão dando pau no teclado. Fui em vários outros blogues e o mesmo acontece. Escrevi no Word.
    Saudações

  • Se a presidenta quiser terminar seu mandato,tem que ir pra cima,claro,com responsabilidade fazer a regulamentação econômica das comunicações,quando penso em econômica penso em suprimir todas as verbas governamentais ao PIG encabeçado pela globo,e não deixar que fique sem respostas todas as mentiras do PIG,o povo só sai em defesa do governo quando percebe-se que o governo está fazendo sua parte,quando isto não acontece a militância fica desmotivada e não atende ao chamado as ruas .

  • A Presidenta pode convocar entrevistas coletivas, desde que estejam presentes os blogs sujos, senão só ficaremos sabendo o que convém ao PIG.

  • NA ÉPOCA DO PRESIDENTE LULA, ELE TINHA UM PORTAVOZ, NÃO FICAVA NENHUMA CRITICA SEM RESPOSTA. EU NAO ENTENDO PORQUE A DILMA NÃO TEM UM PORTAVOZ PARA REBATER MENTIRAS E REPORTAGENS DISTORCIDAS DA VERDADE. E SIMPLES. A GLOBO E CIA JÁ COMEÇARAM AS DISTORÇÕES, SÓ QUE AGORA A DIFERENÇA É QUE O POVO ESTÁ DE FISCAL, QUANTO MAIS MENTIRAS, MENOS ESPAÇO A DILMA TEM PARA GOVERNAR.

  • Caro Edu, boa noite

    Perfeita a sua análise. Espero que alguém ligado à presidenta leia com muita atenção e a aconselhe a tomar as providências necessárias.

    Também gostaria muito que os camaradas da esquerda lessem o seu texto e refletissem bastante para não fazer mais besteiras, tais como aquelas manifestações passadas, que só serviram para tirar a direita e os fascistas do armário.

  • Bom, estamos aqui prontos para apoiar, discutir e fazer nossa parte, mas a liderança da Dilma é essencial para que a coisa aconteça. O que não da mais é fazer como no primeiro mandato. Se projeto de midia da um alvo para o pig, então começar a morder de outras maneiras, inclusive ajudando a montar e manter por um tempo mídias alternativas.

  • Edu,

    Melhorando a informação anterior: A TV Câmara no dia 04/11/2014, exibiu o programa “O Expressão Nacional ” promoveu um debate sobre a cobertura da mídia brasileira nas eleições de 2014. Esse tipo de assunto não é visto nas emissoras abertas. Os assuntos abordados começam com o “manchetrômetro”, propriedade cruzada, democratização dos meios de comunicação, monopólio, oligopólio, regulamentação dos artigos 220 a 224 da Constituição, o caso Rupert Murdoch, a tentativa de estelionato eleitoral da Veja, regulação dos meios de comunicação, dentre outros.
    Os convidados são os deputados Beto Mansur, do PRB de São Paulo, e Emiliano José, do PT da Bahia; Janaíne Aires, doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ; e Rogério Gimenes Giuliano, mestre em Sociologia, especialista em Monitoramento e Avaliação de Programas da Mídia.
    É um programa revelador, pois restou provado que as principais democracia do mundo tem regulação da mídia, a título de exemplo, cito: EUA. Inglaterra, França, Espanha e Portugal.
    PS:É UM PROGRAMA QUE DEVERIA SER ASSISTIDO POR TODOS OS CIDADÃOS DO AIAPOQUE AO CHUI (revisor, é em caixa alta).
    PS 2: Há um projeto de iniciativa popular coletando assinaturas para ser entregue na Câmara e no Senado, tratando de Mídia Democrática.
    Eis o link do programa: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/476839.html

  • Prezado Eduardo:

    “Mas como foi que a mídia conseguiu fazer crer aos brasileiros que o país estava afundando e que todos iriam ficar desempregados se a realidade era – e continua sendo – diametralmente oposta?”

    Citarei mais uma vez o ” camarada ” Stalin:” Dê-me uma criança por cinco anos eu eu farei dela um comunista para o resto da vida”, ou seja, lavagem cerebral; ou no nosso conhecido ditado popular ” água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

    A direita captou a mensagem do Barão de Montefione(1840), aprendeu com os detentores do capital financeiro, fez estágios na CIA e no Mossad e está aplicando há muito tempo em nível mundial e, é claro, no Brasil, pois, é aqui que se definirá o futuro da América Latina nos próximos dez anos, ou talvez menos, com a nova ordem mundial que está sendo redefinida pelos BRICS.

    ” Perdeis o tempo a tagarelar. Enquanto não se achar em nossas mãos a imprensa do mundo inteiro, tudo o que fizerdes será infrutífero. É preciso que dominemos a imprensa universal, ou ao menos influamos nela, se queremos iludir e escravizar os povos” Barão de Montefione.
    Há mais uma frase para reflexão ” Quem domina os meios de comunicação, domina a opinião de um povo”

  • E infelizmente ela está começando errado. Para começar tem que entender que seu segundo mandato já começou, não precisa esperar até primeiro de janeiro para iniciá-lo. A direita sabe muito bem disso, e, ao contrário de Dilma age de acordo com essa presunção. Os conservadores começaram poucos dias depois da eleição uma oposição golpista, destinada a derrubar a Presidenta ou ao menos torná-la uma rainha da Inglaterra, paralisada e sangrando até o fim num mandato inútil. Além da derrubada do decreto de participação popular na Câmara, da atuação do canalha Eduardo Cunha, das falácias de Aécio, das “manifestações” dos golpistas de direita, a guerra midiática intensificou-se como se a eleição fosse amanhã. Dia sim e outro também há ataque ao Governo, sempre “criando” um problema inexistente. A nova moda desse ataques, cujo centro de agressão é o Jornal nacional(o resto importa pouco)é a absurda tese de que há falta de água nos reservatórios das hidrelétricas. Com o claro objetivo de defender o indefensável Governo de Geraldo Alckmin em São Paulo, no que se refere à completa falta de água para beber no estado(e obviamente desgastar o Governo Dilma)a mídia usa de um artifício primário, facilmente desmacarável se o Governo tivesse acesso à informação ou resolvesse criar esse acesso que lhe é negado pela oligarquia que controla as comunicações no Brasil. E qual a resposta a essa nova mentira da mídia? Simples, os barões eletrônicos e seus lacaios comparam duas situações que não podem ser comparadas, simplesmente porque as baixas nos reservatórios das hidrelétricas dão-se dentro de uma previsão de diminuição normal nos níveis de água das produtoras de energia, cujos reservatórios estão chegando ao término do período de estiagem e iniciarão a partir deste mês até janeiro o período de chuvas, no qual serão recompostas suas reservas, uma vez que a previsão pluviométrica, prevista pelos institutos de metereologia, é favorável ao reabastecimento dos reservatórios. Além do que, ao contrário de São Paulo, o Sistema Elétrico Brasileiro é planejado, tem uma empresa pública criada para isso, desde o Governo Lula e conta com as termoelétricas, ativadas sempre neste período de seca para compensar a diminuição do nível dos reservatórios das hidrelétricas. Já em São Paulo, NÃO HOUVE DIMINUIÇÃO DO NÍVEL, MAS SECA MESMO. OS RESERVATÓRIOS ESTÃO SECOS POR FALTA DE PLANEJAMENTO E O QUE É PIOR, NUMA ÉPOCA DO ANO QUE EM SÃO PAULO(QUE SITUA-SE EM REGIÃO DISTINTA DAQUELAS ONDE LOCALIZAM-SE AS PRINCIPAIS HIDRELÉTRICAS BRASILEIRAS)NÃO HÁ PREVISÃO DE GRANDE VOLUME DE CHUVAS, OU SEJA A ESTAÇÃO SERÁ SECA, CONFORME INFORMAÇÕES DOS MESMOS INSTITUTOS DE METEREOLOGIA QUE AO CONTRÁRIO PREVEEM CHUVAS BEM MAIS FORTES NAS ÁREAS ONDE LOCALIZAM-SE OS RESERVATÓRIOS DAS HIDRELÉTRICAS. Ou seja, por pura torcida e partidarização política, Globo e sua turma fazem uma confusão primitiva em relação a situações completamente diferentes somente para esconder o crime praticado por Geraldo Alckmin e o PSDB que, devido à aplicação do mesmo modelo neoliberal que levou ao “apagão” de FHC(falta de energia para se consumir, que a mídia também tenta até hoje igualar a qualquer falha temporária na transmissão elétrica, outra comparação de situação incomparáveis)preferiram capitalizar as ações da SABESP na Bolsa de Nova Iorque a investir na expansão da rede; tanto em reserva , como em distribuição de água; mantendo inalterada a rede de água de São Paulo nos últimos 20 anos. É ISSO QUE O GOVERNO DILMA PRECISA DESMASCARAR, NÃO SOMENTE EM RELAÇÃO A FARSA DO INEXISTENTE “PERIGO” DE FALTA DE ENERGIA E AOS VERDADEIROS MOTIVOS DA FALTA DE ÁGUA EM SÃO, MAS AOS ZILHÕES DE MENTIRAS QUE GLOBO E SUA TURMA LANÇAM DIARIAMENTE CONTRA O GOVERNO DILMA E CONTRA O BRASIL. São tão fracas essas farsas que bastaram menos de dois meses de horário eleitoral para derrubar o pessimismo que a mídia tentava produzir no país dede 2011, com intensificação ainda maior a partir de 2013. Por isso que a Presidenta até pode usar entrevistas coletivas(e deve fazê-lo), mas essas entrevistas sempre serão deturpadas pela mídia. Temos a INTERNET para divulgar seu conteúdo verdadeiro, todavia o povão ainda não se informa pela INTERNET em sua maior parte(e menos ainda fora do período eleitoral). Por isso acho que Dilma deve usar principalmente o horário gratuito de rádio e televisão para responder ao PIG. Mesmo não podendo fazê-lo o tempo todo, pode sim usá-lo com alguma frequência, ao menos uma vez pro mês, em doses de precisão cirúrgica, necessárias para atacar as mentiras midiáticas, complementando esses ataques com as entrevistas coletivas. A proclamação da república no próximo sábado oferece uma excelente oportunidade para Dilma ir à televisão, na quinta ou na sexta próximas, e não se limitar a obviedades sobre o data histórica, mas apresentar um pequeno relatório aos cidadãos sobre as coisas boas que vêm acontecendo no Brasil, lançando golpes precisos nos que disseminam o pessimismo, Globo e sua turma, chamando-os pelo nome, como também mostrando que o Governo não admite golpismos, já desmoralizando as “manifestações” que a direita convoca para o dia da República. Sem dúvida que a esquerda deve participar do Governo, o PSOL tem que ter um Ministério, e junto com isso deve defender Dilma nas ruas, obviamente com a participação do PT que não precisa de “auxílio técnico” do PSOL para mobilizar ninguém. Só respondendo à mídia e mostrando sua força nas ruas, poderá Dilma reverter o clima de pessimismo golpista no país, atraindo a base parlamentar e impedindo outros golpes que poderão advir no futuro.

  • A cada dia vamos ficando mais esclarecidos sobre a direta brasileira e você é o responsável por nos esclarecer. Continuemos a luta, pois a vitória é conquistada a cada dia. Abraços para você e toda a família.

  • Eduardo.

    Fiquei sem o que dizer.
    Disseram tudo sobre sua genialidade em descrever esse poste.
    Que Deus te de vida longa para nos clarear em seus textos imbatíveis.
    Parabéns.

    • Se for verdade, é uma ótima notícia para a imprensa brasileira. Profissionais antiquados precisam se reciclar. Além do mais, ela já é contratada da globo; abre a possibilidade de espaço para um profissional. Embora a folha não tenha o costume de contratar com base em critérios profissionais.

  • Eduardo, Xará !

    Cheguei tarde hoje e só li seu texto agora, mas você num único texto apontou os principais problemas e desafios do PT, da Dilma e dos partidos de esquerda, nossos verdadeiros aliados.

    Mas algo me diz que a mídia grande anda com as barbas de molho, ninguém quer perder dinheiro nestes tempos bicudos para as empresas da mídia grande e uma simples canetada pode tirar milhões deste povo “cheiroso”, vide pé na bunda de Cantanhede !

    Quanto ao PSOL penso extamente como você, simplesmente não se pode deixar, até por responsabilidade histórica ( muito bem explicitada pelo amigo ) que a direita, com partidinhos de aluguel, infeste o congresso nacional com o lixo moral que a compõe. É necessário que o PSOL evolua e chegue ao século XXI.

    Já o PMDB e sua rebelião, na mosca amigo, rebelião que quer dizer- preciso de proteção, blindagem. Sinceramente, acho que a Dilma tem que partir pra cima ! Quem for limpo, sobrevive !

    Grande abraço e mais uma vez , parabéns, texto impecável !

  • Ler isso não tem preço:

    Reestruturação da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde,

    FOI DEMITIDA! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Eduardo

    A Dilma precisa partir para o enfrentamento já.
    Ela tem que exigir que o MPF cumpra o seu papel de apurar, identificar e processar os que tem utilizado a rede social para incentivar racismos e os que lideram manifestações nas ruas pedindo a volta das forças armadas ao poder. Isso é crime previsto na constituição.
    Até agora não vi nem ouvi nenhuma manifestação do MP.
    Será que ela vai repetir os mesmos erros?

    • E como se faz para exigir alguma coisa do MPF? Não é que você não tenha razão; mas, além de “o que fazer”, é preciso também saber “como fazer”. O MPF não é subordinado do Executivo. Mas acho que ela poderia e deveria exigir da PF, através do Ministério da Justiça. Claro que este precisa ser ocupado por um Ministro, pois, aparentemente, esteve vago nos últimos quatro anos.

  • Parabéns Edu mais uma vez por mais um brilhante post… está passando da hora dos seus textos irem para as faculdades de comunicação do nosso país !!

  • Eduardo,

    parabéns, sempre leio seus textos, pois o admiro muito, como pessoa, e como um grande pensador, tanto na área política, quanto na área econômica e social, mas quase nunca faço comentários.

    Porém, desta vez não tem como não deixar a minha admiração por este belíssimo texto.

    São pessoas como você, que nos inspiram, que nos fazem sentirmos melhores, que nos dá esperanças, e que nos fazem percebermos que não estamos sozinhos nesta luta, por um mundo melhor.

    Parabéns !!!!

    Abraços,

    Willian.

  • Edu, boa noite
    Seu texto é tão brilhante e abrangente que, a cada paragrafo, penso em uma questão a ser levantada. Vou começar e terminar, pelo tamanho do texto. A participação do PSOL, um partido sempre fechado, tão à esquerda que dava a mão à direita, no meu ponto de vista , até as eleições recentes. A Luciana Genro, se mostrou muito brilhante, inteligente e articulada,foi surpresa, mas me decepcionou pois o cavalo passou encilhado e ela não montou, explico: quando ao final do 1º turno ela pregou não votar em Aécio e votar nulo ou branco, ela perdeu uma grande oportunidade de alguma forma participar do governo, não estou falando em cargos mas, em defesa de algumas propostas do partido que poderiam pautar o governo, de uma forma mais à esquerda , pq é o q está faltando ao PT, desta forma, estaria em evidencia. No movimento contrário Chico Alencar e Jean Willys, do RJ, não correram da raia e o Jean está sendo difamado nas redes sociais por declarações que ele jamais deu ou defendeu, foi a grande surpresa, para mim deste pleito, assumiu a candidatura da Dilma, subiu em palanque, teve uma votação incrível, pois no primeiro mandato recebeu 13.000 votos e foi eleito pq Chico Alencar levou mais de 200.000 votos, agora Jean sozinho somou 150.000 votos. Não sou eleitora do PSOL, mas tenho que tirar o chapéu p alguns membros desse partido, que se opôs às deliberações nacionais e alguns participantes da legenda tiveram uma visão maior de cidadania e governabilidade. Não posso deixar de citar q a candidatura de Marcelo Freixo à Prefeitura do RJ em 2012, trouxe para as ruas uma juventude que não participava de nada politicamente. Hoje estão engajados e participando da política. Isto é alentador e saudável!

  • É simples, a presidenta e o pt sigam o ex dos blogs, como este que a 9 anos presta um serviço cívico sendo lido diariamente por milhões de brasileiros preocupados com esse país, sendo que este blog é produzido e forma voluntária por um cidadão pai de família que também precisa correr atrás de seu sustento, e o gov e o pt com milhões em recursos ainda não fazem o contraponto com mídia com a mesma competência desse blog. Acordem enquanto é tempo. Mais uma vez parabéns Eduardo pela lucidez de seu texto!

  • No comeco do PT, a centro-esquerda era o MDB, e o PT era o pequeno sonhador de aparencia radical, que é o PSOL é agora. Se na época o PT aderisse ao MDB, nao haveria o que é o PT hoje e os avanços conseguidos. Alguem tem que forçar o avanço, senão até hoje as mulheres não poderiam votar. Esse é o papel dos movimentos sociais e do PSOL. Conheço avós e mães de família que adoram a Dilma, votaram na Dilma no segundo turno e na Luciana Genro no primeiro. É o lado romântico sonhador , o tal “honestismo infantil” , também tem que existir. São pessoas assim que deram e continuam dando identidade ao PT nesses 30 anos. A esquerda tem que estar com o discurso da conservaçao do meio-ambiente, do desarmamento mundial pela Paz, da liberdade de orientaçao sexual, religiosa, da desmilitarizacão da sociedade. Sonhar é preciso.

  • Edu , quando terminei de ler seu texto lembrei de um livro Do Vladimir Uliánov intitulado “Esquerdismo, doença infantil do Comunismo” poxa ,nunca esteve tão atual, isto porque algumas obras do lenin até considero ultrapassadas, mas esta cai como uma luva para explicar o comportamento das esquerdas brasileiras, e infelizmente até te considero otimista em relação a eles , eu não , vivem divergindo nos detalhes, não se entendem nem entre eles , esperar astúcia política por parte deles é perda de tempo, o que temos que fazer é continuar a luta que travamos ,nas redes sociais e no boca a boca nas ruas, com o aumento constante da popularidade do governo nas ruas o congresso não vai conseguir levar a cabo seu projeto de desestabilização política .

  • Olá Edu, ótimo post, resumido e esclarecedor. Você conseguiu transformar em letras o pensamento de muitos. Fez um raio x exato da situação. Parabéns!

  • Edu ,parabéns pelo texto. Envie para a presidente ,quem sabe eles acordam e resolvem agir . Ela já esboça uma reação ,mais é muito pouco diante de tudo o que o PIG fez e continuará fazendo. Como é essa história dela não poder retirar toda a publicidade do PIG ?

  • Muito bom, o texto, como sempre.
    Este tipo de abordagem, longa, completa, e que mescla opiniões e fatos só pode ser escrita por editores brilhante e lidos e relidos (é preciso fazê-lo para melhor alinhavar fatos e opiniões) por pessoas abertas à verdade e ao futuro.
    Vamos prá frente que atrás vem gente!

  • Partido de esquerda tem que apoiar o governo Dilma, até pra que um governo de esquerda nao fique 100%dependente de partidos conservadores de direita. Se o PSOL tivesse parado pra pensar ao invez de fazer oposiçao burra e cega, talvez hoje o governo Dilma poderia realmente ter ao seu lado um bloco de esquerda muito maior levando o governo a fazer as reformas que esses partidos de esquerda tanto pedem. É hora da esquerda amadurecer e construir esse caminho ou a direita e esse conservadorismo todo que a esquerda irracional ajudou a plantar, pode ficar cada vez maior a ponto de esmaga-la. O Brasil e o povo pode pagar um preço caro se a esquerda nao acordar e formar um bloco junto do PT independente do que for, das denuncias , das calunias, das mentiras e de toda a conservadora maquina midiatica monopolista corrupta, golpista, ditadora de direita, que sempre é usada para destruir reputaçoes, e destruir governos de esquerda e suas politicas.

  • Caro Eduardo,

    E isso tem que começar logo. A Mídia não dará trégua, e já está demonstrando isso. A capa da Revista Veja após o segundo turno das eleições diz tudo. Outra questão a ser abordada, é a tão propalada Regulação da Mídia. Será muito difícil o governo conseguir realizá-la, uma vez que há muita influência dos Meios de Comunicações dentro do Congresso Nacional. A prova disso é a declaração recente do Deputado Eduardo Cunha do PMDB do Rio de Janeiro, que disse se eleito Presidente da Câmara, irá engavetar o tal Projeto.

  • Na minha opinião, a primeira coisa que deveríamos fazer é pressionar para que seja desengavetado o Direito de Resposta (PLS 141/2011), que já foi aprovado no Senado e agora aguarda aprovação da Câmara. Seria um pequeno passo, mas creio que ajudaria bastante a rebater as mentiras que a midiona inventa e vai inventar ainda mais quando forem para o Congresso as propostas de reforma política e regulação econômica da mídia. E também aproveitar a resposta para explicar algumas coisas altamente necessárias. Por exemplo, esta semana li um comentário, bastante moderado, de que a regulação da mídia não é necessária, pois tudo já está na Constituição. Alguns falam essas coisas por má-fé, mas a maioria não sabe que muitos dos artigos da Constituição ainda estão por regulamentar.

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