Governo de Minas denunciará Aécio e Anastasia ao MPF; PT-MG abrirá CPI

Reportagem

mg

 

O deputado estadual Durval Ângelo, líder da bancada do PT no Legislativo mineiro, declarou à imprensa, semana passada, que houve “total corrupção” nas gestões do PSDB iniciadas no Estado em 2003, com a eleição de Aécio Neves para o governo do Estado. Segundo Ângelo, conclusões da auditoria sobre os governos anteriores são “estarrecedoras”.

Ângelo afirmou ao jornal O Estado de São Paulo, na última quinta-feira, que as irregularidades envolvem os governos anteriores exatamente com as mesmas empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Para levantar as irregularidades nos governos anteriores, a gestão Fernando Pimentel “importou” de São Paulo o “xerife” do prefeito Fernando Haddad, Mario Spinelli, que desbaratou uma quadrilha de fiscais que atuou livremente nas gestões José Serra e Gilberto Kassab.

Diante desses fatos, o Blog procurou o deputado Durval Ângelo, que forneceu mais detalhes sobre os alvos da investigação e sobre as providências que serão tomadas pelo governo Fernando Pimentel e pela bancada do PT na Assembleia Legislativa mineira.

Segundo o petista, os alvos da investigação conduzida pelo “xerife Spinelli” são a construção do estádio Mineirão – que será alvo de CPI que a bancada estadual do PT pretende abrir –, a construção da Cidade Administrativa pelo governo Aécio Neves, a construção de estradas dadas em concessão à iniciativa privada (empreiteiras da Lava Jato), pagamento de vantagens irregulares a servidores vinculados aos governos tucanos e irregularidades na companhia de saneamento básico de MG, a Copasa.

Esses são os focos principais das auditorias dos governos Aécio Neves e Antonio Anastasia que o governo Fernando Pimentel está levando a cabo, mas não são todos, são, apenas, os focos principais. Segundo Ângelo, há muitas outras linhas de investigação.

O deputado petista afirma que Spinelli, o controlador-geral do Estado de Minas, já dispõe de “elementos evidentes” sobre corrupção nas gestões tucanas e esses elementos serão tornados públicos no fim de março ou começo de abril.

Ângelo informa que os suspeitos sem foro privilegiado serão denunciados ao Ministério Público estadual, apesar de ser controlado por um procurador-geral indicado pelo ex-governador Anastasia. Com foro privilegiado só figuram nas investigações os ex-governadores tucanos, que, por conta disso, serão denunciados ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

O deputado também disse que durante os governos tucanos secretários de Estado, por exemplo, eram denunciados ao MP mineiro pela oposição, mas, como tinham foro privilegiado – só podiam ser investigados pelo chefe do MP estadual –, as investigações não andavam, pois o procurador-geral “sentava em cima”. Como agora esses servidores não têm mais foro privilegiado por não fazerem mais parte do governo qualquer procurador poderá investigá-los.

Já Aécio e Anastasia, por serem senadores poderão ser investigados pelo MPF, apesar de que a competência para investigá-los seria do procurador-geral do Estado. Mas como algumas supostas irregularidades os vinculam a empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, que tem escopo federal, a denúncia pode ser feita à Procuradoria Geral da República.

Perguntado pelo Blog sobre a consistência das acusações, o deputado Durval Ângelo diz que seriam fortes. Porém, como se trata do PSDB ele desconfia que um elemento fundamental em investigações, a pressão da imprensa, não existirá, facilitando a vida dos acusados. Mas afirma que o que cabe ao governo Pimentel fazer, está sendo feito.

105 comments

    • Força e coragem para Pimentel e o PT mineiro, denuncie e cobre do mesmo ministério público federal as investigações sobre a corrupção tucana.
      Desmascare o Ministério Público Federal, ou ele está a serviço da verdade…ou a serviço dos udenistas e golpistas.

  • O problema Edu é que estamos perdendo totalmente a confiança no MP, como em todo o judiciário, que ja demonstram estar alinhados ao golpe. Hoje, o judiciário brasileiro conseguiu a façanha de ser mais corrupto que o legislativo.

    • Pois não. Deixa comigo.
      O ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, diz que começou a receber propinas já em 1997.

      Fernando Henrique afirma que o depoimento é extremamente minucioso e que, sobre as propinas anteriores às recebidas no governo Lula, Barusco é explícito ao dizer que tratava-se de acordo direto entre ele – então funcionário da Petrobras – e o representante de uma empresa. Ah tá: as propinas recebidas por Barusco no tempo de FHC nada “teriam a ver” com o ex-presidente, já que ele, Barusco, agira por vontade própria.

      Só faltou FHC dizer que a plataforma P36 afundou “pro vontade própria”. Se tivesse dito, uma cambada de babacas manipulados pela rede globo teria acreditado.

  • Edu,

    No debate político Aécio se exaltou ao ser confrontado com temas como a violência contra a mulher, o nepotismo, a meritocracia e as sujeiras dos tucanos jogadas pra baixo do tapete, pela justiça. Será que se irritará com essa CPI?

  • Já que NENHUMA AUTORIDADE CONSTITUÍDA, em Minas, se interessa por investigar o que tem a dizer, sugiro aos chamados “Blogueiros Sujos” que entrevistem os Srs. Nilton Monteiro (Lista de Furnas) Marco Aurélio Carone (Novo Jornal) e o policial Lucas Arcanjo. Garanto que as entrevistas vão “bombar”. Bombar, aqui, vai empregado no sentido mais abrangente da palavra.

  • Estão fazendo em Minas o que eu achava que teriam feito no governo federal em 2003.

    Vamos ver no que dá.

    Se der em nada, o argumento de que a opção do PT por não investigar o governo FHC foi correto se fortalecerá.

    Se acabar em punição aos envolvidos, mais uma razão pra criticar o governo Lula por não ter passado o país a limpo quando teve chance.

    Minha aposta, esperando estar errado, é na primeira opção.

  • Auditoria a ser contratada deveria ser não so brasileira mas de institutos internacionais ligados aos direitos humanos de investigação sobre corrupção em países do terceiro mundo.

    Devassar totalmente as contas dos tucanos em Minas e disponibilizar na internet o relatorio final. Publicar nos jornais em todos os Estados da federação esse relatório.

    Deve o PT partir para a guerra TOTAL contra o PiG e os tucanos golpistas, divulgando a VERDADE.

    • Dois Estados merecem ser passados a limpo: o Maranhão, com o Flávio Dino e Minas, com o Pimentel.

      Um dia, quem sabe, São Paulo… Não sei se estarei viva para ver… 🙂

      • Mesmo que um dia um governo de esquerda ganhe as eleições (no executivo) em São Paulo, quem investiga é o MP.
        E não votamos nos servidores do MP. Dependemos da ética dos mesmos que já estarão por lá.

      • Lula deveria ter passado o pais a limpo. Perdeu uma grande oportunidade de limpar o país. Era partir para cima com TUDO. O que Brizola sempre pediu. Ainda há tempo. O que não pode é se acorvadar. Aliás não tem mais nem escolha pois o governo esta nas redes levando golpes abaixo da cintura. Se deixarem os proximos a frequentar a papuda serão Dilma e Lula. O PT fechado.

        • Vocês estão acompanhando o Flávio Dino no Maranhão?

          Ele vai ter muita dificuldade mas não perdeu tempo: embargou as licitações de patinha de caranguejo, lagosta, etc. que a Roseana fazia para servir as casas do governo, colocou a venda a casa de veraneio (o dinheiro vai para hospital que cuida de pacientes com câncer), suspendeu até segunda ordem cerca de 400 contratos suspeitos, etc.

          A partir desse post do Edu vou tentar acompanhar o que o Pimentel vai fazer em Minas, lá a coisa deve ser bem intrincada, com a máquina e a mídia dominada pelo pessoal do Aécio, aquele que surta e não sabe perder.

          Aliás, as reações absolutamente destemperadas do menino do rio me dão cada vez mais certeza do quanto eles têm a perder além das eleições.

          • Estava aqui pensando: não é mera coincidência que esses Estados dominados por oligarquias ‘hereditárias’, ou quadrilhas políticas, têm índices sociais tão baixos, o Maranhão como um todo (último no quesito Renda e penúltimo em geral no IDHM) e em Minas o Vale do Jequitinhonha e do Mucuri (das 15 cidades mineiras com menor IDHM, 7 estão nesses vales, onde há municípios em que o quesito Educação é baixíssimo).

          • O Flavio Dino age certo. Até porque ao se calar diante das irregularidades falgrantes do governo dos sarney estará no minimo sendo omisso, prevaricando.

            Lula foi omisso, no minimo. E em nome da governabilidade. Deu no que deu. Hoje o PT acusado de ter sido omisso para repetir as pratcias ilicitas, beneficiando o partido. Há um fundo de verdade nisso. Até porque caixa 2 era considerado um ilicito de pequena ofensividade. No maximo receberia uma multa. Isso se o PT fosse o PSDB. Como se tratava do PT, acabaram sendo presos, Dirceu e Genoino, os dois lideres do partido.

            Se quiser se diferenciar, Flavio Dino deve agir contra os demandos dos sarneys e responsabilizá-los pelos ilícitos praticados, doa a quem doer.

  • Edu, neste caso, ACUSAR E PROCESSAR TUCANOS, infelizmente não dará em NADA, e o perigo é acontecer o inverso e eles tentarem derrubar Pimentel e o controlador-geral Spinelli, e como ainda vai demorar até final de março e inicio de abril, certamente até lá a mídia dará um jeito de inocentar os ex-governadores e dizer que quem corrompeu foi o governador Petista Pimentel.. isso é perda de tempo, infelizmente!

      • desculpa Anac, mas não acredito, hoje em dia dá pra perceber que os tucanos compraram toda a mídia, judiciário e MPF, certamente conseguirão inverter toda situação favorável para eles, como sempre se farão de vitimas.

  • **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
    ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****

    “Em retrospectiva, não ter tratado da democratização dos meios de comunicação terá sido o maior dos imensos erros do PT e de suas lideranças. Chávez fez. Evo fez. Correia fez. Cristina fez. Mujica fez. Lula, Dilma e o PT não fizeram. Agora pagam a consequência política.”…

    ************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

    Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

  • Fora de Pauta

    Impressionante! Por que será que a Dilma insiste em manter Zé Cardozo, como ministro da justiça? É um mistério, um grande mistério.

    A matéria foi publicada no Vi o Mundo

    O grampo com áudio: “Meu Deus do céu, que absurdo!” e “Barbaridade”. Interjeições sem juízo de valor

    publicado em 7 de fevereiro de 2015 às 16:23

    PF intercepta ligação de Gilmar Mendes para investigado no STF

    Conversa foi gravada no dia em que o governador Silval Barbosa foi preso em flagrante; Ministro da Justiça também foi flagrado

    por FILIPE COUTINHO, na revista Época

    06/02/2015 20h15 – Atualizado em 06/02/2015 20h53

    Em 15 de maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-­Geral da República, autorizou a Polícia Federal a vasculhar a residência do então governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB, à cata de provas sobre a participação dele num esquema de corrupção. Cinco dias depois, uma equipe da PF amanheceu no duplex do governador, em Cuiabá.

    Na batida, os policiais acabaram descobrindo que Silval Barbosa guardava uma pistola 380, três carregadores e 53 munições. Como o registro da arma vencera havia quatro anos, a PF prendeu o governador em flagrante. Horas mais tarde, Silval Barbosa pagou fiança de R$ 100 mil e saiu da prisão.

    Naquele momento, o caso já estava no noticiário. Às 17h15, o governador recebeu um telefonema de Brasília. Vinha do mesmo Supremo que autorizara a operação.

    “Governador Silval Barbosa? O ministro Gilmar Mendes gostaria de falar com o senhor, posso transferi-lo?”, diz um rapaz, ligando diretamente do gabinete do ministro. “Positivo”, diz o governador. Ouve-se a tradicional e irritante musiquinha de elevador. “Ilustre ministro”, diz Silval Barbosa. Gilmar Mendes, que nasceu em Mato Grosso, parece surpreso com a situação de Silval Barbosa: “Governador, que confusão é essa?”.

    Começavam ali dois minutos de um telefonema classificado pela PF como “relevante” às investigações.

    O diálogo foi interceptado com autorização do próprio Supremo – era o telefone do governador que estava sob vigilância da polícia. Na conversa, Silval Barbosa explica as circunstâncias da prisão. “Que loucura!”, diz Gilmar Mendes, duas vezes, ao governador.

    Silval Barbosa narra vagamente as acusações de corrupção que pesam contra ele. Gilmar Mendes diz a Silval Barbosa que conversará com o ministro Dias Toffoli, relator do caso. Fora Toffoli quem, dias antes, autorizara a batida na casa do governador.

    Segue-se o seguinte diálogo:

    Silval Barbosa: E é com isso que fizeram a busca e apreensão aqui em casa.

    Gilmar Mendes: Meu Deus do céu!

    Silval Barbosa: É!

    Gilmar Mendes: Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa.

    
Silval Barbosa: Tá bom, então, ministro. Obrigado pela atenção!

    Gilmar Mendes: Um abraço aí de solidariedade!

    
Silval Barbosa: Tá, obrigado, ministro! Tchau!

    Meia hora após o telefonema de Gilmar Mendes, foi a vez de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ligar para Silval Barbosa. Isso mesmo: o chefe da PF foi interceptado… num grampo da PF. A secretária avisa: “Governador, é o ministro da Justiça”.

    Curiosamente, a conversa começa quase idêntica à anterior. “Que confusão, hein, governador?”, diz Cardozo. Silval Barbosa repete o que dissera a Gilmar Mendes sobre as acusações de corrupção.

    “Barbaridade!”, diz Cardozo. Silval Barbosa diz ao ministro que tinha uma arma com registro vencido. Cardozo responde: “Muita gente não sabe disso, viu, Silval?”, diz o ministro sobre as regras de renovação de porte.

    Cardozo ainda diz “que loucura” quando o governador critica o fato de a investigação ser tocada no Supremo, foro do ex-governador e atual senador Blairo Maggi, um dos investigados, e não no Superior Tribunal de Justiça, foro de Silval Barbosa.

    A conversa prossegue – em determinado momento, Silval Barbosa é chamado de “mestre” por Cardozo.

    “O pessoal da PF se comportou direitinho com você? (…) Eu queria saber muito se a PF tinha feito alguma arbitrariedade”, diz Cardozo. “Fizeram o trabalho deles na maior educação, tranquilo”, afirma o investigado. “Qualquer coisa me liga, tá, Silval?”, diz o ministro da Justiça.

    ÉPOCA teve acesso com exclusividade à íntegra do inquérito relatado por Dias Toffoli. É lá que se encontram os áudios transcritos nestas páginas – e as provas do caso. O inquérito foi batizado com o nome de Operação Ararath – uma referência bíblica ao monte da história de Noé, na qual só os policiais parecem encontrar sentido. Iniciada em 2013, a investigação da PF e do Ministério Público Federal desmontara um esquema de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e corrupção política no topo do governo de Mato Grosso.

    O caso subiu ao Supremo quando um dos principais operadores da quadrilha topou uma delação premiada. Entregou o governador e seus aliados, assim como comprovantes bancários. No dia em que Silval Barbosa foi preso, a PF também fez batidas em outros locais. Apreendeu documentos que viriam a reforçar as evidências já obtidas.

    A investigação exigiu do Ministério Público Federal uma força-tarefa de procuradores, além de uma investigação em sigilo absoluto, com direito à entrega de documentos em mãos ao procurador-­geral da República, Rodrigo Janot. Segundo as provas reunidas pelos investigadores, o esquema era simples. O grupo político que governava Mato Grosso desde 2008, representado pelo então governador Blairo Maggi, hoje senador, e Silval Barbosa, que era seu vice, usava a máquina do governo para financiar campanhas eleitorais.

    Empreiteiras com contratos no governo do Estado faziam ­pagamentos a in­ter­mediários, que por sua vez repassavam dinheiro às campanhas. Esses intermediários eram donos de empresas que funcionavam como pequenos bancos ilegais. Mantinham à disposição do grupo político uma espécie de conta-­corrente.

    Silval Barbosa foi acusado de articular pessoalmente o pagamento de R$ 8 milhões às campanhas dele e de seus aliados, nas eleições de 2008 e 2010. Há documentos bancários que confirmam o depoimento do delator.

    Antes mesmo da batida no apartamento do governador, os delegados foram peremptórios sobre a participação dele no esquema. “Além do crime contra o sistema financeiro nacional, revela-se por parte de Silval Barbosa a prática do crime de corrupção passiva, consubstanciada na solicitação – e posterior recebimento – de empréstimo de R$ 4 milhões (na campanha de 2008), quantia que não seria obtida mediante operação regular (vantagem indevida), para fins eleitorais e partidários (satisfação das necessidades do PMDB), circunstância ligada diretamente a sua atividade política e cargo ocupado (vice-governador); a conduta foi praticada, portanto, em razão da função”, escreveram os delegados ao STF.

    O irmão mais novo de Gilmar Mendes, Francisco Mendes, pertence ao mesmo grupo político de Silval Barbosa e Blairo Maggi.

    Francisco Mendes foi prefeito de Diamantino, cidade natal da família. Apesar da proximidade com Silval Barbosa, Francisco Mendes, ressalte-
se, não está sob investigação da PF. O ministro Gilmar Mendes também mantém boas relações com Silval Barbosa.

    Em 21 de junho de 2013, quando Silval Barbosa era governador e o caso começava a ser investigado pela for­ça-tarefa, Gilmar Mendes foi ao gabinete dele em Cuiabá para receber a medalha de honra ao mérito do Estado de Mato Grosso. Assim falou Gilmar Mendes: “É uma visita de cortesia ao governador. Somos amigos de muitos anos, temos tido sempre conversas muito proveitosas. Fico muito honrado. Faço tudo para que o nome de Mato Grosso seja elevado”.

    Em sete de outubro, quatro meses após o telefonema de solidariedade a Silval Barbosa, o ministro Gilmar Mendes foi convocado a desempatar um julgamento do inquérito.

    A Procuradoria-Geral da República pedira ao Supremo que o principal operador do esquema, segundo a PF, fosse preso novamente. Argumentava-se que ele tentara fugir – e tentaria de novo. Trata-se de Éder Moraes. Ele fora secretário da Casa Civil, da Fazenda e chefe da organização da Copa do Mundo em Mato Grosso nos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa.

    Quatro meses após ligar para Silval, Gilmar deu o voto decisivo para manter livre o operador do esquema

    O pedido foi julgado na primeira turma do Supremo, composta de cinco ministros. Meses antes, Toffoli, o relator do caso, votara por mantê-lo em liberdade. Os ministros Celso de Mello e Luís Roberto Barroso avaliaram que não poderiam atuar no caso.

    Sem declinar as razões, Celso de Mello e Barroso se declararam suspeitos. O ministro Luiz Fux votou com Toffoli, mas os ministros Marco Aurélio Mello e Rosa Weber votaram a favor do pedido do Ministério Público – pela prisão preventiva.

    O julgamento estava empatado. Faltava um voto.

    O ministro Gilmar Mendes avaliou que não tinha razões para se declarar impedido ou suspeito de participar do julgamento. Votou contra a prisão do acusado.

    Foi o voto que assegurou a liberdade de Éder Moraes – que, segundo as investigações, era o parceiro de Silval Barbosa no esquema.

    Procurados, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli disseram que não conversaram sobre o processo. ÉPOCA enviou ao ministro Gilmar Mendes cópia do diálogo interceptado pela PF.

    Em nota, o ministro negou qualquer conflito de interesses ao participar do julgamento do operador. Também não viu problemas no teor do telefonema de solidariedade ao investigado.

    “Ao ser informado pela imprensa sobre a busca e apreensão na residência do então governador do Estado do Mato Grosso, com quem mantinha relações institucionais, o Min. Gilmar Mendes telefonou ao Governador Silval Barbosa para verificar se as matérias jornalísticas eram verídicas”, diz a nota.

    A assessoria do ministro disse ainda que ele usou as expressões “que absurdo” e “que loucura” como interjeições, sem juízo de valor.

    Gilmar Mendes preferiu não fazer nenhum comentário adicional sobre o assunto.

    A amigos, Gilmar Mendes disse que seu voto no caso obedeceu aos mesmos princípios que ele sempre seguiu em julgamentos de pedido de prisão. Segundo a assessoria de Gilmar Mendes, o ministro não julgou Silval Barbosa e, mesmo nesse caso, não haveria motivo para impedimento ou suspeição porque, segundo Gilmar Mendes, eles não são amigos íntimos.

    “O ministro Gilmar Mendes foi convocado a participar do julgamento de agravo regimental pela Primeira Turma e, no caso, não se verificam quaisquer das hipóteses de suspeição e impedimento, estritamente reguladas nos artigos 277 a 287 do RISTF, 95 a 107 do CPP e 134 e 135 do CPC”, diz uma nota do ministro.

    As leis e as normas citadas pelo ministro estipulam os casos em que um magistrado pode se declarar impedido ou suspeito para julgar um caso. Há uma diferença entre impedimento e suspeição. Um juiz declara-se impedido de julgar determinado processo por critérios objetivos. Quando há razões subjetivas que possam comprometer a parcialidade do juiz, ele deve se declarar suspeito.

    Um juiz deve se declarar impedido quando, por exemplo, ele for parente de uma das partes do processo. Os critérios subjetivos que determinam a suspeição do juiz são vagos: incluem ser “amigo íntimo ou inimigo capital”.

    Na prática, com exceção de casos muito claros, como os que envolvem parentesco com os acusados, o juiz tem liberdade para decidir, caso a caso, quando deve se declarar impedido ou suspeito.

    Captura de Tela 2015-02-07 às 16.03.15

    SEM CONVERSA

    Ouvido por ÉPOCA, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que é seu dever apurar abusos da Polícia Federal e, por isso, ligou para o governador. “Sempre que recebo algum tipo de informação de que pode ter ocorrido algum tipo de abuso, é meu dever apurar. Era uma mera busca e apreensão, e não havia prisão. Posteriormente, pela imprensa, chegou a informação de que o governador tinha sido preso. Deputados também tinham dito que houve arbítrio. E para checar exatamente o que tinha acontecido, eu liguei para o governador para saber o que tinha acontecido.”

    Segundo Cardozo, ele mantinha contato frequente com Silval Barbosa por ser governador e, por isso, ligou diretamente. O ministro afirmou ainda que, ao falar em “loucura” e “barbaridade”, usou expressões de concordância, sem juízo de valor.

    O advogado de Silval Barbosa, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que não há provas contra o ex-governador. “O caso está sendo investigado e a única base das acusações é uma delação que já foi, inclusive, desmentida pelo delator mediante retratação formal. A defesa não considera que exista qualquer prova de irregularidade contra o governador Silval Barbosa”, disse.

    O senador Blairo Maggi negou qualquer participação no esquema.

    O advogado de Éder Moraes, Rodrigo Alencastro, negou a participação de seu cliente como operador do grupo de Silval Barbosa. “Ele jamais teve esse papel de operador e nem sequer conhece a existência do esquema. Essas afirmações do delator são todas peremptoriamente negadas por Éder Moraes”, disse.

    No Supremo, após a decisão que manteve solto o homem acusado de ser o principal operador do esquema, o inquérito contra Silval Barbosa e Blairo Maggi tramita lentamente.

    [O áudio dos telefonemas está no site da revista]

    PS do Viomundo: Enfim um grampo com áudio! Vai sair no Jornal Nacional?

    PS2 do Viomundo: A reportagem diz que não foi o caso, mas já imaginaram se Gilmar conversou com Toffoli e ambos decidiram votar para manter Éder Moraes, o parceiro do governador, em liberdade?

    • Horrível: o ministro da justiça ligar para o investigado e perguntar se a PF se comportou direitinho e um juiz ligar para o suspeito, com uma voz falsa de dar frio na espinha. Conheci mais Gilmar Mendes através da sua entonação nesse áudio que através de tudo que saiu em blog e imprensa.

    • Não vejo grande coisa de um Ministro da Justiça ligar pra um governador que acabou de ser “visitado” pela PF. Nem em perguntar se correu tudo bem. A PF responde a ele, oras. Ou, pelo menos, deveria.

      É apenas política e mais nada. Faz parte.

      Agora, um Ministro do STF ligar pro cara e dizer que “vai conversar” com o Ministro responsável pelo caso?

      Isso é matéria de impeachment.

      Mas o gozado é que todo mundo cai de pau no Cardoso, e a atitude do Gilmar fica meio em segundo plano.

      E depois ninguém entende como é que a imprensa consegue desestabilizar o governo desse jeito…

  • Às vezes, leio os comentários de alguns colegas do Blog e tenho a impressão que estamos assistindo a filmes diferentes.
    Ou então os colegas jogaram a toalha e se agarram em detalhes como se fosse uma tábua de salvação.
    Alguém, em sã consciência acha que o MP vai investigar tucanos? …De verdade?
    Eduardo,
    Dias negros estão se avizinhando.
    Acho que os “blogueiros sujos” serão o primeiro alvo da direita quando o poder for tomado.
    Acho, espero estar errado, que os olhos dos justos serão vendados.
    Minha esperança é que guerreiros como você, munidos de coragem e sabedoria, encontrem um caminho, uma forma, de continuar nos informando e jogando luz sobre esta escuridão que chega.
    Edú, não tenha dúvidas: Nós, dentro das limitações que nos forem impostas ajudaremos a manter a chama de blogs como o seu, acesa.
    Quando formos chamados, serei um dos primeiros, assim como o fui em outros blogs.
    Um abraço, Blogueiro maior.

    • O Procurador geral de Justiça de MG será escolhido pelo governador Pimentel do PT. Auditoria das contas é uma investigação. Documentos do governo aécio e anastasia estão a disposição. O centro Administrativode MG foi construido por tres empreiteiras emvolvidas na corrupção que a Petrobrás foi vitima. Os documentos, as irregularidades estão lá para sofrerem a devida devassa. É so Pimentel querer.
      Não precisa o MP mexer o dedo. MP acompanha no amximo a investigação feita pela Policia. É so entregar o inquérito – provas documentais – pronto. Disponibilizar antes na internet. O MP tem o poder dever de denunciar. Se não o fizer pode ser o orgão responsabilizado criminalmente.

    • Viram no Brito e no Nassif sobre a ordem na Globo de não citar o FHC na matéria sobre o Barusco?
      Eu gosto quando surgem ‘provas materiais’ do partidarismo da Globo, pois ainda há quem não acredite.

  • Edu, deixa eu fazer “propaganda” do meu trabalho: Mário Vinicius Spinelli é servidor de carreira da CGU (mais precisamente, Analista de Finanças e Controle). Conheci-o pessoalmente durante o curso de formação para entrar no órgão. Posso afirmar sem qualquer dúvida que ele é um profissional exemplar! Chegamos até a torcer para que ele assumisse a CGU neste segundo governo Dilma, mas o Pimentel foi mais rápido e o requisitou para CGE de MG.

  • Edu, pergunte ao Durval Ângelo se vão investigar o Nióbio, da minha vizinha Araxá? Ali a coisa é feia, mineral raro e nobre de valor altíssimo no mercado internacional é explorado sem controle e vendido sub faturado.

  • Parabéns pelo trabalho Edu, mas isso não vai pra frente. Seria a mesma coisa que pedir para os milicos punir a UDN nas décadas de 50/60. São faces da mesma moeda!

  • Não vai dar em nada, assim como não deu em nada a meia tonelada de pasta base de cocaína encontrada no helicóptero dos Perrelas, ou os aeroportos de Aécio, ou o Trensalão, ou a Pasta Rosa, ou o caso Banestado, ou a compra de voto por FHC, ou a privataria tucana, ou o mensalão tucano de Minas. E por que não vai dar em nada? Porque eles controlam a mídia nacional e as regionais, por total incompetência do PT e do governo federal, que não souberam sequer “comprar” algumas rádios e jornais regionais – embora tenham sustentado essa mesma mídia que destrói o governo federal, a Petrobras e a economia do país.

    Logo, sem mídia, qualquer denúncia vira pé de página no segundo dia, e como a PF dos tucanos é controlada pela mídia, já que o PT e o governo federal não sabem sequer lidar com uma instituição do governo federal, que é a PF, ela simplesmente não vai apurar nada, ou se apurar, será castigada, como foi o ex-diretor Paulo Lacerda, punido por usar a PF contra os poderosos. Punido por quem, além da mídia? Pelo governo federal do PT, que não teve peito para bancar a chefia da PF, assim como escolheu mal os ministros do STF (com as exceções honrosas, como o atual presidente do STF, e mais dois recentemente indicados).

    A mídia de Minas é 100% tucana e no dia do aniversário de 35 anos do PT, quando a capital mineira recebeu pessoas de todo o país e até visitantes ilustres como o presidente Mujica, ela estampou nas capas dos jornais nada menos que algo assim: “PT recebe propina de R$ 200 milhões do esquema da Petrobras … e ainda faz festa para comemorar aniversário”. Sem julgamento, sem nada, já condenaram o PT. E adivinhem o que a mídia dirá sobre as denúncias do novo governo mineiro petista? Que se trata de revanchismo, que o governo está tentando fugir de suas responsabilidades, e coisas afins.

    Infelizmente, a nossa democracia está sepultada pelo criminoso monopólio da mídia, e a depender do governo federal, continuará assim, ad aeternum.

  • Poema (Acróstico) para o prezado blogueiro progressista Eduardo Guimarães:

    Eduardo Guimarães, prezado blogueiro progressista
    Digno cidadão, responsável e muito humano
    Uma pessoa boa, sempre e sempre altruísta
    A expressão verdadeira do ser lhano
    Revelando no gesto nobre humana conquista
    Do que de melhor há no fraterno plano:
    O bem de todos na prática humanista.

    Gostar de gente, bem humana, é opção
    Um jeito de encarar a própria vida
    Incentivando cada ser a ser mais irmão
    Muito mais fraterno e justo,na lida
    Amorosa de sempre buscar dar atenção
    Real a cada um, na igual medida
    Ante a crítica observação
    Especial da experiência vivida
    Semeando o bem no bem sentir a razão.

    …………………………………………………………………………………………….

    **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
    **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
    ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****
    ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****

    “Em retrospectiva, não ter tratado da democratização dos meios de comunicação terá sido o maior dos imensos erros do PT e de suas lideranças. Chávez fez. Evo fez. Correia fez. Cristina fez. Mujica fez. Lula, Dilma e o PT não fizeram. Agora pagam a consequência política.”…

    ************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

    Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

  • Feitas algumas alterações, aí vai modificado o poema (acróstico) para o prezado Eduardo Guimarães:

    Poema (Acróstico) para o prezado blogueiro progressista Eduardo Guimarães:

    Eduardo Guimarães, prezado blogueiro progressista
    Digno cidadão, responsável e muito humano
    Uma pessoa boa, sempre e sempre altruísta
    A expressão verdadeira do ser lhano
    Revelando no gesto nobre natural conquista
    Do que de melhor há no fraterno plano:
    O bem de todos na prática humanista.

    Gostar de gente, bem gente, é opção
    Um jeito de encarar a própria vida
    Incentivando cada ser a ser mais irmão
    Muito mais fraterno e justo, na lida
    Amorosa de sempre buscar dar atenção
    Real a cada um, em igual medida
    Ãnte a crítica observação
    Especial da experiência vivida
    Semeando o bem no bem sentir e viver a razão.

    …………………………………………………………………………………………….

    **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
    **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
    ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****
    ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****

    ************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

    Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

  • E nós temos que fazer nossa parte, DENUNCIANDO À TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA AS FALCATRUAS DOS DOIS GOVERNOS AÉCIO NEVES E ANTÔNIO ANASTASIA E A CUMPLICIDADE DE GLOBO E SUA TURMA MIDIÁTICA, QUE NÃO FALARÃO NADA A RESPEITO DOS CRIMES INVESTIGADOS(SE MUITO, DARÃO “NOTINHAS” TÍMIDAS E ANÓDINAS)E DE QUALQUER AUTORIDADE QUE PORVENTURA “SENTAR EM CIMA” DO CASO OU PASSAR A ENCARÁ-LO COM UMA DISCRIÇÃO JAMAIS RESERVADA À OPERAÇÃO LAVA JATO(ALIÁS, NÃO À “OPERAÇÃO” TODA, MAS A QUAISQUER FATOS DELA QUE POSSAM ATINGIR O PT E DILMA). Por sinal, sugiro uma ideia, que tal se a Sociedade civil organizada, liderada pela mídia alternativa(quem sabe a ALTERCON)entrasse na Justiça com um Mandado de Segurança para obrigar a mídia(mais precisamente a TV Aberta, que é o que de fato conta; e na TV Aberta, o Jornal Nacional)a noticiarem esse escândalo envolvendo Aécio Neves, Antônio Anastasia e o PSDB. SÓ A FORÇA DA LEI OBRIGARIA A GLOBO A NOTICIAR ALGO CONTRA O PSDB DANDO O MESMO ESPAÇO RESERVADO ÀS DENÚNCIAS CONTRA O PT(OBVIAMENTE QUE SÓ NÃO CONSEGUIRÍAMOS ÀS PSEUDOINDIGNADAS CARAS E BOCAS DE WILLIAM BONNER. DELE SÓ TERÍAMOS UMA INÓCUA CARA DE PAISAGEM). Parece utópico? Não é. Quem não se lembra da famosa decisão da justiça que, no começo dos anos 90, obrigou a Globo a ler em pleno Jornal Nacional uma carta de Leonel Brizola dada como resposta às calúnias que Roberto Marinho dissera sobre ele na Globo(acredito que em artigo de O Globo e através de seus marionetes, em matéria do jornal nacional). Basta procurar no You Tube o vídeo histórico com a resposta, no tom bastante forte que caracterizava Brizola e falta ao PT, lida por Cid Moreira(apresentador do JN na época, na qual a audiência do Jornal nacional era de quase 90%, já que não havia INTERNET e a TV a Cabo mal começara). POR QUE NÃO CONSEGUIR O MESMO AGORA, DESSA VEZ COM ALGO BEM MAIS SIMPLES, JÁ QUE NÃO SE TRATARÁ DE NENHUMA RESPOSTA À GLOBO, MAS TÃO SOMENTE DE EXIGIR QUE ELA CUMPRA A SUA OBRIGAÇÃO : NOTICIE OS FATOS QUE ATINGEM O PSDB, COMO FAZ COM O PT. Acho que o MSM deveria levar essa sugestão à mídia alternativa e a quaisquer outros setores da Sociedade Civil, do mesmo modo que os deputados do PT de Minas deveriam estudar a possibilidade de encaminhar os fatos investigados à Operação lava Jato, já que as empreiteiras rés são as mesmas. Evidentemente que também conseguindo-se a divulgação justa dos fatos na Globo. Seria excepcional que a Justiça obrigasse a Globo a fazer o que é somente obrigação dela, a proposta tem que ser analisada com calma, assinarei qualquer abaixo assinado e participarei de qualquer cota que seja necessária para custear essa Ação que poderia ser um marco na luta contra a ditadura midiática, pois escancararia para os cidadãos que a Globo e sua turma são um partido político de direita, que usa concessões públicas para atingir seus objetivos, descumprindo sua função de informar, substituindo-a pela de manipular. Analise com calma. Iniciemos a luta contra o golpe antes que seja tarde demais.

  • Com respeito à política, atualmente as pessoas se dividem entre os petistas, os antipetistas e os indiferentes. Todos eles bebem da água fornecida pela grande mídia para formarem suas opiniões sobre o que acontece. A parcela petista, pela razão que o manchetômetro transformou em números, protesta contra a parcialidade já indisfarçada que a mídia trata o PT e o governo federal, que contrasta com a forma com que os governos tucanos são tratados por esta mídia.
    Os antipetistas buscam argumentos para atacar o PT. Encontram material fartamente publicado em blogs antipetistas e na grande mídia. Os indiferentes recebem exclusivamente material antipetista, visto que o único tipo de material publicado pela grande mídia. Já os petistas recorrem aos chamados blogs “sujos” para encontrar material não antipetista. Eles não são a linha de frente de combate petista existente na mídia. Eles são a única linha de combate. Sem eles, o governo nada teria a seu favor no campo da comunicação política.
    Que toda a grande mídia seja antitrabalhista não é novo. Decorre do processo histórico de formação política do país. O governo nada pode fazer para corrigir esta distorção em um intervalo de tempo de duas décadas. Mas isto não justifica sua inação diante deste desequilíbrio. É um milagre que o PT tenha vencido as últimas três eleições presidenciais nestas condições e será impossível vencer a próxima neste ritmo. O governo Dilma não tem esboçado a mínima reação a este massacre midiático diário.
    Os blogs sujos se contrapõem razoavelmente à grande mídia ao desarmar ataques em condições médias de ataque midiático. Contudo, após as últimas eleições, a escala de ataque cresceu consideravelmente. Esta nova intensidade desorganizou as tropas governistas. Os blogues “sujos” não estão mostrando eficácia. O caos se instalou. Petistas criticam o governo, outros se descabelam e perdem a esperança com um governo de dois meses. Os blogs “sujos” trabalham apenas amplificando o barulho da grande mídia. Agora, tudo que Merval, Noblat e outros dizem vira motivo de análise dos blogs sujos. Isto aumenta a fervura e mais petistas chegam ao desespero.
    A culpa maior é do próprio governo que deveria ter uma política de comunicação para atingir os seus e os indiferentes. Em condições extremas, deveria ter uma política de comunicação que, ao menos, organizasse e mantivesse alta a moral de suas tropas. Nenhuma coisa nem outra.
    A presidenta, e isso deve ser dito, é a maior culpada por esta situação. Sabe-se de sua preferência pelo gerenciamento. Contudo, a presidência é um cargo político e disto não se pode fugir. O preço a pagar por sua opção é o aumento da dificuldade de governar. E isto torna a gerência mais complicada. Ou seja, sua recusa em fazer política prejudica suas realizações gerenciais. Será que ela não se deu conta disso?
    A presidenta passou um mês sem falar e sem autorizar alguém a falar por ela. Em uma realidade em que a grande mídia toda ataca pesadamente o governo. Isto beira o suicídio político. Na prática, é irresponsabilidade na veia. Um chefe de governo não pode deixar que seu governo se esfacele. É a sociedade quem perde. Perder faz parte da vida, mas sem reação é imperdoável.
    E o mais surpreendente é que não precisaria muito para levantar as tropas petistas. Uma palavra de ânimo, um slogan, um desabafo seria o suficiente, mas ela nada faz, nada diz.
    Dilma é um enigma. Com sua experiência e vivência na política, mesmo do lado técnico, ela sabe que cotoveladas, chutes na canela e outras jogadas baixas são comuns. Muitas vezes, a melhor reação a uma cotovelada é outra cotovelada mais forte. No entanto, ela mantém um comportamento que define como republicano. Republicanismo, praticamos com republicanos. Contra aqueles que querem furar nossos olhos a todo custo, usamos métodos diferentes.
    A grande mídia está hoje em situação pré-falimentar. Apostaram muito nesta eleição. Um governo amigo iria ao menos trazer um alívio para sua situação. Juntos, tentariam influenciar o governo a elaborar a legislação que retardasse os efeitos da internet sobre suas empresas. Não conseguiram. Muitas tiveram que demitir. A que está em melhor situação é a rede globo, mas mesmo ela sabe que quatro anos é um tempo longo demais para esperar. Quando a sobrevivência está em jogo, dane-se a estabilidade de governos. Vale tudo e é assim que a mídia está se comportando. A tática é forçar o governo a ceder, ou derrubá-lo, se não ceder.
    No cumprimento da missão, não importa quem é o novo presidente da petrobras, levará chumbo grosso por estar lá. Se não tivesse lava-a-jato, procurariam uma tapioca qualquer. A realidade nunca foi entrave para a mídia, não será agora que ela se colocará no seu caminho.
    Diante desta realidade, o que faz o governo? Elabora um critério técnico para distribuição de recursos para publicitário que beneficia justamente seus adversários. Eu digo adversários, porque jornalismo tem compromissos com a realidade. Esta mídia tem compromissos apenas com seus interesses. Nada mais importa. Ora, em um dia seria possível elaborar ao menos três conjuntos de critérios técnicos de distribuição de recursos para publicidade. Criaram somente um. Aquele que beneficia a grande mídia. Ela está no melhor dos mundos: ataca o governo com a garantia de manutenção da publicidade. Na Minas Gerais de Aécio, o critério “técnico” conduzido pela primeira irmã era: se falar mal, não recebe. Funcionava perfeitamente. Não é nada democrático, mas ele teve paz para tocar seu governo. Dilma está sendo respeitosa com quem quer desestabilizar seu governo, e toda a nação para o preço alto dessa atitude.
    Já que esta política masoquista parece ser imutável, os blogs “sujos” podem tentar uma alternativa que independe de critérios técnicos da SECOM: a informação. Eles podem exigir. Isso mesmo, exigir que o governo repasse a eles informação em primeira linha. Por que exigir? Porque esses blogs são a única defesa que o governo possui. Sem eles, os simpatizantes do governo ficam em casa deprimidos e os porcos tomam conta de tudo. Em um mês o governo cai. Que tipo de informação? Entrevistas regulares com ministros, com a própria presidenta, furos etc. O objetivo é fazer com que os blogs publiquem o que a grande mídia publicará no dia seguinte. Claro que isto não seria aplicado à polícia federal, que possui uma agenda própria e independente do ministro da justiça (E que ministro…). Nem se aplicaria a Mercadante, cuja tara é dar entrevistas à FSP e à rede Globo. Mas ninguém é perfeito.

    • Parabens, perfeito! Sera que e tao dificil pra presidente e sua assessoria de comunicação perceberem que todas as vezes que saiu da defensiva muda ganhou muitos pontos com o povo, que é a unica arma eficaz contra mídia golpista. É só lembrar da capa criminosa da veja e a resposta no horario politico. Se nao pode falar em rede nacional direto, use os canais que tem, a internet e os blogueiros, que tem sido os herois das resistência.

      • Boa, Alcides. Através do seu resumo senti o vácuo que seria se não tivéssemos os blogs. Realmente eles poderiam ter mais contrapeso vs. mídia com informação de 1a hora. Já fazem isso sempre que podem.

        Sinto falta de um blog cujo objetivo seja elucidar de forma isenta as questões do momento. Ex:

        1. Na época em que o PSDB começou a chiar sobre as urnas, eu pesquisei tudo sobre a questão e postei, porque não se sabia que o Lula havia aprovado a impressão do voto em 2009 e justamente quem colocou areia na sanção da lei foi o Azeredo, do próprio PSDB. Depois as pessoas acreditaram na “cena” de vitória que o PSDB fez no congresso quando “conquistou” a auditagem das urnas. Bobagem. Essa auditagem está legalmente à disposição de partidos, políticos e coligações desde 2013. Não foi conquista nenhuma.

        2. As pessoas não sabem como são escolhidos os juízes, acham que se trata apenas de escolha da Dilma. Também postei uma elucidação no fb sobre esse processo de escolha.

        Esses posts foram bem compartilhados, mostrando que realmente havia desconhecimento sobre as questões.

        A questão da água foi a mais gritante, com pessoas atribuindo o descaso ao Haddad ou a Dilma.

        Não aprendemos na escola como funcionam as instituições e instâncias políticas e aí engolimos mais facilmente as falácias da mídia.

        Acredito que a democratização da mídia faz parte da Educação no nosso país.

        Não há Pátria Educadora sem democratização da mídia.

  • Xô vê se entendi..

    “companheiros” empoleirados e com o poder da caneta, se entopem de dinheiro vindo de trafico de influência, pagam imposto, corrompem e são corrompidos, e dizem que foi consultoria ..sei ..provar mesmo serviço, neca de pitibiriba

    e o PT diz que não recebeu doação ilegal ..jura ??!!!

    vamos tentar entender o que acontece com TODOS eles

    O partido, dono do governo, da caneta, dizendo tomar conta do Estado (que quer só pra si), dá as cartas, força a barra, sobrevaloriza as obras, aumenta o custo país, finge que não vê os aditivos, atrasos, remendos e gambiarras, e na outra ponta, BOA parte do sobrepreço volta pro partido ou pros pelegos que os registram dizendo que o dinheiro é limpo..

    desculpe, o que eu perdi, hein ?

    Em tempo ..fico pensando ..se os 1 milhão de mafagafos petistas se prontificassem a dar R$ 1 ou 2 mil/ano, o partido teria amealhado R$ 1 BILHÃO/ano pra suas campanhas (ao ano) ..muito pouco pra qq militante, a julgar que esta maioria esta empregada e mamando..

    ..mas não ..ainda querem dinheiro do Estado pra fazer campanha ..fora que os caras querem sempre mais, mais e mais

    ..agora, uma reflexão, precisavam mesmo ter avançado sobre o patrimônio do povo ?!

    https://www.youtube.com/watch?v=6qVWBVF2Oqk

  • Afinal, o que quer DILMA ?

    Ao substituir Graça,a Nação pensou que a Petrobrás sairia das manchetes ..deixando o circo de horrores restrito aos corruptores e corrompidos..

    mas aí Vanda, digo, Patricia, colocou o presidente do BB no seu lugar..

    ..um cara que até pouco tempo estava na mira por ter guardado dinheiro vivo em casa (tal qual Estela, digo, Luíza, a sua patroa do Planalto, costuma fazer ..dinheiro vivo em casa ..afinal, estamos na Suíça, não ??!!)

    ..e pior, nomeia o cara que nem faz 6 meses foi acusado de facilitar empréstimo pra socialite

    francamente ..qual que é a da Vana Roussef, hein ??!!

  • Não haverá qualquer denúncia veemente na imprensa sobre quaisquer irregularidades ocorridas na gestão Aécio/Anastasia. Os fatos, contudo, são de conhecimento da população, diga-se de passagem. Ou alguém aqui acha que a oposição – no caso o PT mineiro – elegeu o governador à toa, bem como se deu por acaso a vitória de Dilma Rousseff nas Minas Gerais?

    Só não dá, sinceramente, para esperar que a imprensa leve isso ao conhecimento do resto do país, de forma destacada. Por que ela faria isso, se ela é a favor do PSDB, se ela se comporta como força de oposição ao governo federal, justo quando tem um caso com potencial para vir a se tornar ainda mais grave, com maiores consequências do as emanadas do mensalão?

    Aécio já perdeu a eleição para presidente. Outro dia a imprensa noticiava um petista de SP anunciando que o senador é “bananeira que já deu cacho” (bananeira, em geral, só dá uma carga e o plantador a corta após extraí-lo). Possivelmente, dada a situação em Minas e as idiossincrasias entre os tucanos paulistas e os mineiros, o candidato do lado do PSDB venha a ser outro. Ou seja, Aécio já vem definhando de modo inercial.

    Por outro lado, no presente, o PT briga pela sobrevivência. O que poderá vir a acontecer com a sigla caso a hipótese do impeachment se torne realidade? O quadro está tornado a possibilidade hábil. A opinião pública começa a se afastar, a largas passadas, da presidenta – que não reage, pelo menos não de modo eficaz.

    O que eu torço é para que as coisas tomem o rumo da normalidade. Está difícil, porém. Fica a impressão de que o governo está a bater cabeça. Tomara que as cabeças se harmonizem e passem a pensar juntos.

    O fato é que, hoje, a menor das preocupações do PT é Aécio Neves.

  • Edu, não estou querendo botar mais lenha na fogueira, mas a verdade tem que ser dita: a comunicação do governo Dilma é ruim com os parlamentares da base aliada e com a sociedade.

    “Não é possível um governo de coalizão em que só um partido fala com a presidente”
    dom, 08/02/2015 – 10:41
    Atualizado em 08/02/2015 – 10:42

    Jornal GGN – Deputados petistas decidiram criticar publicamente as escolhas da presidente Dilma Rousseff no âmbito da reforma ministerial, além das medidas econômicas que desagradaram sindicatos de trabalhadores e associações em defesa da categoria. A articulação política falha e a falta de espaço no “conselho político” que Dilma impõe a aliados serviu de municação para os deputados Vicentinho e Carlos Zarattini [foto] defenderam até mesmo uma estratégia que pode render derrotas ao Planalto no Congresso.

    Por Ricardo Coletta

    Do Estadão

    Desgaste na Câmara faz PT criticar presidente

    Preocupados com a perda de espaço na Câmara e prevendo um longo isolamento do partido na Casa, deputados do PT passaram a criticar abertamente “erros” do governo Dilma Rousseff e a articular mudanças no principal pacote enviado pelo Planalto ao Congresso: o que endureceu o acesso a benefícios trabalhistas, uma das principais apostas para o ajuste fiscal.

    Petistas avaliam que a condução das negociações políticas no início do segundo mandato foi equivocada e resultou na derrota em turno único de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na eleição para a presidência da Câmara.

    “Não é possível ter um governo de coalizão em que apenas um partido participa do conselho político da presidente”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “É um erro atrás de outro. Com isso, articuladores como o (vice-presidente) Michel Temer ficam à parte, desperdiçados. E nenhum partido da base se sente obrigado a ter compromissos com o governo, porque de fato está alijado do processo de decisão.”

    O deputado Vicente Cândido (PT-SP) afirmou que os tropeços começaram na montagem do novo ministério, feito à revelia dos partidos aliados. “Kátia Abreu foi para o Ministério (da Agricultura) sem que houvesse conversa com o PMDB; Armando Monteiro (Desenvolvimento), sem falar com o PTB. O PP foi desalojado de Cidades sem a sinalização para onde iria. Tudo isso atrapalhou”, disse. Cândido observou que o novo cenário deixa claro que o governo precisa escalar um nome do PMDB para o “núcleo duro” das negociações com o Legislativo e, assim, distensionar o ambiente político.

    Ajuste. Com receio de que o isolamento seja maior, a sigla quer acenar às suas bases sindicais. Nesse sentido, a “dosagem” do aperto fiscal de Dilma também entrou na mira dos petistas. A assessoria da bancada realizou na semana passada reuniões com sindicalistas e os deputados já preparam emendas para serem apresentadas às Medidas Provisórias 664 e 665, que endurecem o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e à pensão por morte.

    As emendas vão propor, entre outros pontos, a redução do tempo de carência determinado pelas MPs para que o trabalhador receba o seguro-desemprego e o abono salarial, itens centrais para o movimento sindical. Só as “correções de distorções” – conforme o governo chama as alterações – nesses dois pontos devem render uma economia de R$ 16 bilhões aos cofres públicos.

    “Vamos retomar o debate com a pauta dos movimentos sociais e a nossa caminhada histórica com os aliados, como a CUT”, disse o deputado Décio Lima (PT-SC). Cândido alega que “o mais grave” é falta de conversa com os sindicatos. “O governo precisa controlar as contas mas não pode prejudicar os trabalhadores”, argumentou.

    Zarattini apoia o combate a fraudes, mas questiona outros pontos, como a não correção da tabela do Imposto de Renda, “Tem essa questão da retirada dos direitos trabalhistas. Tudo bem que pode haver fraude, mas isso tem de ser visto do ponto de vista da investigação policial, e não de forma geral. E por que vetou a correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%, punindo os que recebem salários menores? Era só criar faixas acima.”

    “O que for (corrigir) distorções vamos apoiar. O que puder mexer em direitos vamos questionar”, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). / COLABOROU JOÃO DOMINGOS

  • Fora de pauta, mas nem tanto.

    O primeiro mês do 2º mandato de FHC foi pior; por Marcos Coimbra
    dom, 08/02/2015 – 11:58

    Por Marcos Coimbra

    Dois Janeiros

    Da CartaCapital

    Janeiro foi um mês péssimo para o governo Dilma Rousseff. Nem é preciso enumerar as razões, da falta de chuvas à interminável agonia da Petrobras. Como se não bastassem, a presidenta enfrentou a hostilidade das esquerdas ao ministério e as malcriações da direita, que abusa de um discurso cada vez mais grosseiro. Para coroar os padecimentos, em 1º de fevereiro os deputados elegeram Eduardo Cunha presidente da Câmara.

    Ruim? Com certeza, mas esse janeiro está longe de ser o pior primeiro mês de um segundo mandato presidencial em nossa história. O título continua nas mãos de Fernando Henrique Cardoso, no início de seu segundo mandato em 1999.

    Para quem está impressionado com os problemas de Dilma no mês passado, a comparação com os de seu antecessor peessedebista é pedagógica. O que dizer de um mês no qual a inflação anualizada saltou de 1,78% para 20%? Do momento em que uma desvalorização não coordenada do real elevaria em pouco o tempo a cotação do dólar de 1,32 para 2,16? No qual as reservas internacionais haviam se exaurido após uma tentativa malsucedida de evitar o derretimento da moeda nacional? Calcula-se que o Brasil perdeu 48 bilhões de dólares naquele período, o que torna coisa miúda os desvios até agora denunciados na Petrobras.

    Janeiro de 1999 foi um mês de tanta balbúrdia na economia que o Banco Central teve três presidentes, um dos quais preso pela Polícia Federal. Ficou evidente que o governo tinha “amigos” no mercado financeiro, pois alguns bancos e corretoras receberam informações privilegiadas e amealharam uma fortuna, enquanto o resto do País pagava a conta.

    Inflação explosiva, erosão do real, fuga de capitais, descontrole administrativo, suspeitas de favores, policiais a vasculhar a vida do presidente do Banco Central. Assim foi o primeiro janeiro de Fernando Henrique depois da reeleição.

    FHC, óbvio, tinha uma vantagem sobre Dilma, a simpatia dos barões da mídia e, por extensão, da maioria dos jornalistas empregados nesses meios de comunicação. Por mais que se inquietassem com o vendaval a vergar a economia e as denúncias de malfeitos, nada do que se vê hoje contra Dilma acontecia. Se você duvida, imagine como ela seria tratada pelas corporações midiáticas se um cenário como o de 1999 se repetisse agora.

    A simpatia dos meios de comunicação pouco serviu, porém, a FHC. Todas as pesquisas feitas de janeiro de 1999 em diante mostraram quedas na popularidade e na avaliação positiva do governo. Em fevereiro daquele ano, um levantamento do Vox Populi revelou que a soma de “ótimo” e “bom” ficava em 19%, enquanto a de “ruim” e “péssimo” alcançava 47%. Em setembro, a positiva afundou a minguados 8% e a negativa saltou para estratosféricos 65%.

    Dilma, como sabemos, ostenta índices muitíssimo melhores: nas últimas pesquisas disponíveis, sua avaliação positiva estava em 42%, enquanto a negativa era quase a metade, perto de 22%. Quisera FHC obter números como esses.

    Os problemas do tucano e da petista no início de seus segundos mandatos não são iguais, mas a grande diferença entre janeiro de 1999 e o deste ano é outra. Por mais que tivesse de lidar com a oposição do PT e dos setores progressistas da sociedade, ninguém discutia, a sério, o impeachment do tucano. Depois dos erros cometidos no primeiro mandato, FHC meteu os pés pelas mãos no início do segundo, mas nunca enfrentou a onda golpista hoje em curso.

    É natural emergir o golpismo na opinião pública brasileira, a se considerar quão presentes são os elementos autoritários e antipopulares em nossa cultura política. Nenhum país, particularmente aqueles com trajetória semelhante à nossa, em que a democracia sempre foi exceção e nunca regra, está livre desse fenômeno.

    O problema não é existir na sociedade a oposição tosca e ignorante típica das velhas e novas “classes médias”, incapazes de entender os acontecimentos. Grave é o desembaraço com que se movimentam e se expressam lideranças políticas, empresariais e de instituições como o Judiciário, que deveriam ter compromisso com a preservação da democracia, mas, em vez disso, exibem um golpismo cada vez mais escancarado. Que saem derrotadas de uma eleição e, no dia seguinte, se põem a fazer o jogo antidemocrático.

    O desafio deste começo de 2015 é saber sustar as fantasias golpistas à solta. Quem preza a democracia tem o dever de denunciá-las e combatê-las…

  • EDU, ótima reportagem!
    Todos sabemos o tamanho do rabo destes se servidores da república.
    Só a justiça é que não quer medir.
    Agora, EDU, vc viu o menino de 14 anos que passou para medicina e a 15 também.
    E o primeiro lugar do ENEN que é do Piauí! O menino e a menina são Sergipe!
    EDU, temos que perguntar ao FGaGaC quem é o bovino na história?
    Um abraço e Saúde e Paz!

  • Cunha quer votar PEC da Bengala para reduzir indicações do governo ao STF (http://bit.ly/16HmhKk)

    Definitivamente, Aécio da Cunha Neves – candidato perdedor, lembrem sempre – é o menor, o mais ínfimo dos problemas com que o PT se deparará nos próximos meses.

  • Espera-se que o MP e o MPF tenha atitude para investigar essa turma que conseguiu jogar Minas nas trevas nesses 12 anos. Agora, olha a ironia! Um Estado que historicamente fez frente às bandeiras de lutas do nosso país ficou engessado no quesito informação e liberdade ao ponto de o senador playboy construir um aeroporto particular em terras da sua família e os mineiros tomarem conhecimento desse fato apenas na campanha eleitoral para presidente. Imaginem o que não existiu nas megas obras de construção de asfalto como um tal de pro-acesso – pequenos trechos de asfaltamento; os tais de pro-hosp – ajuda a hospitais particulares; o Centro Administrativo, a Brasilinha de Aécio; o padrasto de Aécio que presidia a Codemig, que cuidava da empresa de mineiro e as pedras preciosas… Tudo isso sem falar na meritocracia que quem cuidava da publicidade era a sua irmã, Andrea Neves, que era também dona da rádio Arco Iris a do carro do senador, embriagado, e pego na blitz no Rio de Janeiro.

  • Ninguém prefere corrupto de partido algum. O que se aponta é diferença de tratamento da mídia para casos envolvendo petistas e tucanos. No caso de Minas,o sujeito que está à frente da investigação, Spinelli, já desbaratou uma quadrilhs em SP. Ele vê corrupção rm MG

  • Revista Época do Sistema Globo chantageia Gilmar Mendes

    Nunca pensei que um dia eu fosse defendê-lo: “Reaja, Gilmar! Mostre que você tem dignidade!”

    http://jornalggn.com.br/blog/sergio-saraiva/para-entender-a-epoca-sobre-gilmar-mendes

    Para entender a Época sobre Gilmar Mendes.
    Sergio Saraiva
    dom, 08/02/2015 – 19:43

    A reportagem da revista Época desta semana traz um recado para Gilmar Mendes. Mas a intenção por trás dele talvez esteja na Folha do dia seguinte.

    Vazamentos de inquéritos no Brasil por nossas principais revistas semanais passaram a ser tão corriqueiros como quedas de energia elétrica após temporais. Ambos são indesejáveis, mas já nos acostumamos com eles.

    O vazamento em relação ao ministro Gilmar Mendes, no entanto, traz uma novidade – é um vazamento claramente intimidatório. Vazamentos sobre Gilmar Mendes, até então, foram sempre a favor. Basta ver o caso do “grampo sem áudio”.

    O caso Sinval Barbosa é antigo de maio do ano passado, Sinval já não é mais Governador do Mato Grosso e o conteúdo do vazamento é mais uma indiscrição do que comprometedor.

    No entanto, usando como subterfúgio a divulgação do vazamento da conversa de Gilmar com Sinval, a Época a correlaciona a outro assunto, o julgamento de um habeas corpus para Éder Moraes – investigado como operador de um esquema de caixa 2 eleitoral no qual Sinval Barbosa estaria envolvido. Note-se, embora a ação da Polícia Federal na casa do então governador fosse buscando documentos sobre o esquema de caixa 2, Sinval foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e o assunto do habeas corpus sequer é tratado entre Sinval e Gilmar.

    Mas, no destaque da matéria, Época não deixa por menos:

    “Quatro meses após ligar para Sinval, Gilmar deu o voto decisivo para manter livre o operador do esquema”.

    Não é verdade, o caso nem estava na turma do STF a qual o ministro Gilmar Mendes pertence. Gilmar, que é da 2ª turma do STF, foi chamado para desempatar uma decisão da 1ª turma que era a qual julgava o habeas corpus. Gilmar seguiu o voto dos ministros Toffoli e Fux. Mas o recado estava dado, a Época o responsabiliza claramente.

    Por que e por que só agora?

    Porque a Época, entenda-se a Globo e o grupo que ela representa, deve ter percebido no Ministro Gilmar Mendes alguma intenção contrária aos seus interesses. Logo, a reportagem é uma medida preventiva para que nada saia fora do controle.

    Que interesses seriam esses?

    Vejamos uma nota da coluna “Painel” da Folha de São Paulo de 08.fev.2015:

    “De olho – Advogados de presos da Lava Jato aguardam com ansiedade a sessão da Segunda Turma do STF, que vai analisar na terça recurso do Ministério Público Federal para que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque volte para a prisão.

    Vela – Para os criminalistas, a decisão sobre Duque indicará as chances de libertação de seus cliente”.

    E quem está na Segunda Turma julgando o caso? Gilmar Mendes.

    Recado dado, agora é só esperar o voto de Gilmar Mendes. Condenação garantida?

    • Não creio nisso.

      O Gilmar é o mais fiel arauto da oposição. Ele literalmente baba de ódio ao falar do PT. Não há a menor chance de ser uma “prevenção” contra uma possível “traição” ao anti-petismo.

      Se eu fosse chutar, diria que é uma prevenção a alguma denúncia realmente grave contra ele que aparecerá em breve e não poderá ser abafada, como sempre fazem.

      Uma dissociação preemptiva da oposição encabeçada pela imprensa da figura dele.

      Ou podem estar queimando-o pra expor o Zé Cardoso, procurando aumentar a cizânia do lado da situação, certos de que a atitude do Gilmar será devidamente “esquecida” enquanto criticam o Zé. E isso já está acontecendo.

      Mas seja lá qual a razão, CERTAMENTE não é pressão pro Gilmar fazer o que SEMPRE fez: prejudicar ao máximo o governo e o PT.

  • Mais cinco anos com Gilmar Mendes e assemelhados. O Brasil aguenta?

    Na 3a feira, Cunha tentará emplacar a PEC da Bengala
    DOM, 08/02/2015 – 22:50
    Luis Nassif

    http://jornalggn.com.br/noticia/na-3a-feira-cunha-tentara-emplacar-a-pec-da-bengala

    A guerra pelo impeachment não dá um minuto de folga e ocorre em várias frentes – sem que o governo Dilma monte uma estratégia eficiente em nenhuma delas.

    A próxima batalha será na 3a feira, quando será apresentado pelo deputado João Castelo (PSDB-MA) requerimento de inclusão da ordem do dia da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) no. 457/2005.

    Trata-se da PEC da bengala, que altera o artigo 40- da Constituição Federal, definindo novo limite de idade para a aposentadoria compulsória do servidor público.

    Os rumores são de uma parceria entre dois varões de Plutarco da República, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e o presidente da Câmara Eduardo Cunha.

    Recentemente, Gilmar insurgiu-se contra a PEC com a fidalguia que lhe é peculiar, levantando o risco de Dilma “bolivarizar” o STF com as próximas indicações.

    Aprovada a PEC, elevará de 70 para 75 anos a idade máxima para Ministros do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça). E adiará a aposentadoria dos Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber. No STJ, o lobby tem sido conduzido pelo presidente, Ministro Francisco Falcão.

  • acabo de escutar na BandNews 09:12h 09/02/2015 que farão reportagem especial mostrando que quase nada foi feito desde a crise elétrica de 2001 com fhc para evitar o “APAGÃO que país está sofrendo em 2015”. Reportagem em série!

    Eita PIGão!!!

    Juntos levarão o Brasil e a nósoutros pro buraco!

    Fala alguma coisa, Dilma! Desmente esta canalha do Millenium!!!!

  • Fora de Pauta. Edu segue mais uma matéria (fora de pauta?) imperdível, obrigatória. É sobre a operação Lava a Jato. Uma síntese perfeita sobre o que vem acontecendo até hoje com o objetivo exclusivo de lascar o Partido dos Trabalhadores. Recomendo a todos os internautas.

    A Lava Jato à luz de Hannah Arendt, por Miguel do Rosário
    seg, 09/02/2015 – 10:08

    Enviado por MCN

    A Lava Jato à luz de Hannah Arendt

    Por Miguel do Rosário

    Do O Cafezinho

    Se o leitor prestou atenção aos meus posts sobre o assunto, verá que fiz um esforço heroico para acreditar na Operação Lava Jato.

    Minha relação com a Lava Jato foi bipolar, pois eu não queria acreditar que testemunharíamos mais uma sequência de arbítrios protagonizados por autoridades cegas pelos holofotes da mídia.

    As relações promíscuas entre essas autoridades do Lava Jato e a oposição sempre estiveram em evidência.

    Primeiro, o flagrante patético dos delegados da Lava Jato xingando Lula e Dilma nas redes sociais.

    Segundo, descobrimos que a esposa do juiz Sergio Moro trabalha para o PSDB, e que ele mesmo foi estagiário e depois testemunha de defesa, de um tributarista condenado por associação com um prefeito tucano corrupto do interior do Paraná.

    Terceiro, um blogueiro nos revelou a história de que o pai de Sergio Moro é um antipetista sectario e raivoso, a ponto de nunca mais entrar numa locadora de video, apenas porque descobriu que o seu gerente votava no PT.

    Quarto, o advogado de Alberto Youssef, pivô de todo o esquema da Lava Jato, o senhor Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto, trabalhou por anos no Conselho da Sanepar, a companhia de saneamento do governo do Paraná, estado governado pelo PSDB.

    Quinto, o próprio Alberto Youssef foi durante toda a sua vida um dos principais operadores do PSDB.

    Os executivos “delatores”, por sua vez, também são ligados ao PSDB.

    O primeiro a “piar”, após a estratégia da República do Paraná, de manter os executivos presos por tempo indeterminado, foi Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos sócios da Toyo Setal, e primo de um tucano de alta plumagem, Marcos Mendonça, presidente da Fundação Anchieta.

    Mendonça Neto participa de esquemas tucanos desde meados dos anos 90, entre eles o já famoso “trensalão”.

    Júlio Camargo também é da Toyo Setal, empresa envolvida até o pescoço no trensalão tucano.

    O próprio Pedro Barusco, eleito a categoria de heroi pela mídia e pelas autoridades da Java Jato, após denunciar o PT, mesmo sem apresentar uma mísera prova, também fez escola na era tucana, vide que ele confessa que recebe propina, em negócios da Petrobrás, desde 1997.

    Pedro Barusco era diretor operacional da Sete Brasil, controlada pelo BTG, que pertence ao ultra-tucano Andre Esteves, o mesmo que pagou a viagem de lua de mel para Aécio Neves em Nova York.

    Entre os executivos presos, tanto das empreiteiras quanto da Petrobrás, não há nenhum petista ou com histórico na esquerda.

    Paulo Roberto Costa, funcionário da Petrobrás desde a década de 70, foi indicado pelo PP (legenda que, apesar de compor a base governista, é ideologicamente muito mais próxima do PSDB e DEM, do que do PT), e vinha crescendo na estatal desde a era FHC.

    Esses são os que “confessaram” crimes. Renato Duque é acusado de muitas coisas, mas ainda não confessou nada e não foi condenado.

    *

    O espetáculo promovido ontem fez cair a máscara de Sergio Moro?

    Sim.

    Tendo em vista que não havia necessidade de nenhuma decisão “coercitiva” para levar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a prestar depoimento, a operação visou apenas a mídia e constituiu uma arbitrariedade.

    Neto é um dos mais importantes dirigentes políticos do partido que governa o Brasil, tem residência fixa, e jamais se recusou a depor na Justiça. Cúmulo da truculência: não há sequer nenhuma acusação formal contra Vaccari.

    Por que a violência? Por que o arbítrio?

    Porque era preciso estabelecer uma narrativa.

    O depoimento “coercitivo” de Vaccari foi o único, entre dezenas de outros, todos arbitrários também, diga-se de passagem, visto que ninguém se recusou a depor, em momento algum, foi o único vazado de manhã cedo para a mídia.

    Portais e telejornais noticiaram que agentes da PF tiveram que pular o portão da casa de Vaccari. Uma mentira.

    O Jornal Nacional dedicou 20 minutos à Lava Jato, citando o nome do PT mais de 30 vezes. Fez acusações pesadíssimas contra o partido baseado num depoimento de uma pessoa declaradamente corrupta, que não apresentou nenhuma prova.

    Aliás, diversas denúncias feitas até agora pelos delatores não trouxeram nenhuma prova.

    Parece um roteiro pré-determinado. Sergio Moro lidera um espetáculo midiático na quinta-feira, com tempo de pegar os políticos de oposição ainda em plenário. Na sexta-feira, a bomba vai para a manchete de todos os jornalões. No sábado, para as revistas semanais. No domingo, chega ao Fantástico.

    E assim a semana se inicia sob fortíssimo bombardeio midiático.

    Ninguém se preocupa com um detalhe: a delação premiada deveria ser feita em sigilo absoluto, exatamente para não permitir que bandidos confessos se utilizem desse instrumento para se vingar de seus desafetos, ou pior, exercer ou traficar influência política.

    Ao invés de me torturar lendo os espasmos golpistas dos jornalões, passei a noite e a manhã de hoje, lendo um capítulo do livro As Origens do Totalitarismo, de Hannah Arendt. É o capítulo que fala do Caso Dreyfus, o oficial judeu condenado pela Justiça Francesa por alta traição, mas que era inocente.

    Há muitas semelhanças. Eu já havia abordado o caso Dreyfus ao discutir o caso Pizzolato, o petista do Banco do Brasil condenado no mensalão por algo que não fez, não podia ter feito, não tinha sequer instrumentos para fazê-lo.

    Hoje eu vejo que o verdadeiro Dreyfus contemporâneo não é Pizzolato, mas o PT.

    Arendt aponta o caso Dreyfus como uma das feridas nunca totalmente fechadas da história política e judicial da França, e que serviriam de caldo cultural para a explosão do nazismo europeu.

    Assim como o mensalão e agora o petrolão, o caso Dreyfus envolveu uma conspiração entre mídia e judiciário.

    A mídia francesa da época, assim como a brasileira, atiçou todos os preconceitos e rancores do populacho (mob, em inglês) contra Dreyfus e seus defensores, que de início eram uma minoria ilustre.

    Também a França vivia sob o impacto de um grande escândalo de corrupção no parlamento: o escândalo do Canal de Panamá.

    Um jornal reacionário e antissemita alcançara uma tiragem recorde após denunciar o clamoroso escândalo de propinas pagas a parlamentares e lobistas, como “comissão” aos financiamentos que o Estado francês dava à Companhia do Panamá.

    Igualzinho hoje. A Companhia do Panamá era um pool de empreiteiras, que viviam do dinheiro do Estado, assim como as nossas. Para ser justo, assim como todas as empreiteiras do mundo.

    Os deputados franceses haviam encontrado os métodos que deveriam pôr em prática. Nas palavras de Arendt: “a política correta era a defesa de interesses particulares e corporativos, e o método adequado seria a corrupção. Em 1881, a tramoia tornou-se a única lei”.

    Entretanto, não foram os deputados que tomaram a iniciativa de usar o caso Dreyfus como uma estratégia de poder. Eles surfariam na onda, satisfeitos de ver a atenção pública olhar para outro lado. A mesma coisa vale para a maioria dos nossos corruptos. É reconfortante para eles ver a mídia apontando o dedo apenas para o PT.

    No caso dos empreiteiros presos, o juiz já sinalizou: apontou o dedo para o PT, está solto. Não apontou: prisão por tempo indeterminado, com ameaças veladas contra toda a família.

    Na França, o golpe contra Dreyfus veio dos estamentos burocráticos e meritocráticos, onde a elite descendente do ancien regime, falida pelas revoluções, havia se refugiado, e onde procuravam se vingar pela perda de seus privilégios. No caso francês: o exército e o judiciário. No Brasil, o MP, PF e Judiciário, também histórico refúgio de antigas e decadentes elites nacionais.

    A mídia, como sempre, cumpriu o papel de instrumento da classe dominante, ontem e hoje. A Companhia de Jesus, os jesuítas, que dominavam o alto clero da época, foi a principal articuladora política do movimento contra Dreyfus. Nossos “jesuítas” de hoje são os tucanos e moralistas de ocasião da mídia.

    Arendt lembra que os socialistas demoraram a se enfileirar ao lado dos “dreyfusard” (os que defendiam Dreyfus), e mesmo assim vieram divididos, porque viam nisso apenas uma escaramuça da alta burguesia.

    Apenas quando Clemenceau convenceu o grande líder socialista Jean Jaurès, de que a injustiça praticada contra um era uma injustiça contra todos, é que este último aderiu à causa, e mesmo assim, não com os argumentos que, segundo Arendt, seriam os mais corretos, a defesa da justiça e da dignidade humana, mas com argumentos classistas, visto que aristocracia e alto clero lideravam o movimento contra Dreyfus.

    O erro dos socialistas franceses me parece o mesmo cometido pelo PT, por ocasião do mensalão.

    E a mesma desconfiança dos trabalhadores franceses, contra um problema que parecia se limitar a uma divergência doméstica das classes dominantes, vimos também surgir entre os petistas e na esquerda em geral, quando estes se defrontaram com a Ação Penal 470 e, agora, com a Operação Lava Jato.

    Tanto o mensalão quanto o petrolão levaram figuras dominantes da política e do capital à cadeia.

    O que foi vendido pela mídia brasileira como um “avanço” democrático, não passa de uma tática recorrente do arbítrio para empolgar o populacho, desde os primórdios da história. Todas as ditaduras, explícitas ou disfarçadas, fazem isso.

    É o que tentam fazer agora novamente.

    As próprias elites entendem que é preciso sacrificar alguns de seus mais queridos empregados, a fim de assegurar o poder no longo prazo.

    Por ocasião do julgamento da Ação Penal 470, os colunistas da grande mídia, e depois até mesmo alguns ministros do supremo, batiam na tecla que não era possível decepcionar a expectativa da “opinião pública”.

    Sequer escondiam a descarada solapagem do Estado Democrático de Direito, em nome de uma vulgar e covarde rendição a um populacho manipulado pela mídia.

    Arendt explica a diferença entre esta “opinião pública”, ou “populacho”, e o povo
    propriamente dito. O populacho é a representação dos setores frustrados de todas as classes sociais. Pobres, classe média e ricos insatisfeitos com a representação política, prontos a aderirem a qualquer aventura golpista: este é o populacho de todas as eras. Eles têm uma opinião instável, cambiante, mas com uma propaganda bem planejada, é possível orientá-lo na direção certa, enquanto este for útil.

    Não é difícil para a mídia, num segundo momento, descartar o populacho, com desprezo, tratando-o como uma massa desorganizada e inculta.

    Onde estão os protestos inflamados de juristas e ministros do supremo contra as arbitrariedades da polícia?

    Quando prenderam Daniel Dantas, e a PF começou a realizar uma série de operações para combater sobretudo crimes financeiros e sonegação (Daslu e automóveis de luxo, lembram?), um grito desesperado tomou conta das elites, através da mídia: é o Estado Policial!

    Gilmar Mendes aparecia diariamente nos jornalões para bradar contra isso, e até mesmo urdiu uma trama, em parceria com o senador Demóstenes Torres (mais tarde defenestrado por corrupção), para inventar um grampo de seu telefone, e criar um escândalo que iria derrubar o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda.

    A derrubada de Paulo Lacerda representa um momento chave da política brasileira contemporânea, porque, aparentemente, é a partir daí que a Polícia Federal toma um caminho diferente: ao invés de investigar a sonegação das grandes empresas, que contam com a cumplicidade da mídia (também grande sonegadora, como vimos), a PF voltou suas baterias contra agentes do Estado. E aí ela, a PF, passa a contar com entusiástica cumplicidade da mídia.

    Não há nada de errado na PF se voltar contra agentes do Estado. Ao contrário, é até saudável.

    Errado é a PF entrar no jogo da mídia, promovendo vazamentos seletivos e espetáculos que visam apenas interferir no debate político-partidário.

    Também já especulei sobre a tendência do Ministério Público em desenvolver um sentimento de oposição ao Executivo – um sentimento que é primo de seu orgulho corporativo.

    Entretanto, se o Executivo não reage, tanto a PF quanto o MP avançam o sinal, e transformam-se em instrumentos de arbítrio, sob forte influência da mídia.

    *

    Para piorar o quadro, o governo permanece num silêncio aterrorizante.

    Uma mera intervenção oral de Dilma, ou de seu ministro da Justiça, nem que fosse para pontuar o debate com algum comentário irônico ou crítico sobre a violência judicial cometida contra o tesoureiro de seu próprio partido, João Vaccari Neto, ajudaria a dar algum equilíbrio à crise política.

    (PS: Menos mal que o ministro da Comunicação, Ricardo Berzoini, manifestou-se sobre o tema).

    Mas essa postura vem desde a Ação Penal 470. Ao sacrificarem Henrique Pizzolato, por exemplo, o partido sacrificou o próprio Estado de Direito.

    Assim como Dreyfus era ridicularizado por seus adversários, e mesmo por seus amigos, porque ostentava arrogantemente a riqueza de sua família e a quantidade de dinheiro que gastava com mulheres e bebidas, assim os “amigos” de Pizzolato se negaram a defendê-lo porque ele usava “ternos caros”, gravatas borboleta, e conseguira juntar dinheiro para comprar imóveis.

    A AP 470 fez escola. O “Estado de Direito” começou a ruir ali, e não agora, com o depoimento “coercitivo” de João Vaccari Neto.

    Todos os métodos usados na frente midiática durante o mensalão estão sendo repetidos agora. Os jornais criaram uma nova alcunha, o “petrolão”, que já se tornou aba ou chapeu em todos os portais.

    Jamais a nossa mídia criou alcunha ou abas editoriais para a compra de votos para a reeleição de FHC, para o trensalão, para o Banestado, ou pelo menos nada que durasse muito.

    *

    O PT anuncia que “entrará na Justiça” contra Pedro Barusco, pela denúncia contra o partido.

    Está certo, tem que fazer isso mesmo.

    Porém mais uma vez o partido foge da política, única instância onde é um protagonista, e tenta se refugiar sob as asas do judiciário, onde a mídia tem mais influência.

    A política é o único palco onde o PT pode ganhar, porque é a legenda com maior número de filiados no país, várias vezes superior a todas as outras. Seus presidentes, sobretudo Lula, ainda são as figuras públicas mais populares da nossa história, até hoje. É o partido com maior número de deputados na Câmara Federal. O partido que tem mais ministros, incluindo o Ministério da Comunicação e da Justiça. Tem a presidência da república. É o único partido que tem uma militância orgânica de massa, real e digital.

    Por que o PT foge da luta política?

    A impressão que eu tenho é que o PT esqueceu o que é fazer política.

    Até mesmo alguns militantes esqueceram o que é fazer política. Alguns falam, incluindo Lula: temos que ir às ruas, como se bastasse vagar perdido por aí, sem saber o que dizer, para obter qualquer resultado prático na política.

    A política, numa democracia, é, antes de tudo, uma luta intelectual, que deve ser travada através da persuasão.

    Para isso, é preciso investir em cultura.

    Somente a cultura pode salvar a política brasileira.

    A cultura é o deus ex-machina que pode nos salvar da barbárie para onde a mídia está nos arrastando.

    Por exemplo, nos EUA, existem centenas de filmes e livros sobre os arbítrios da mídia. A começar pelo primeiro filme do cinema moderno: Cidadão Kane, uma terrível denúncia contra o monopólio e a concentração de poder em mãos de poucos.

    Aqui, são raríssimos as obras de arte que abordam a questão da mídia, apesar dela ser, desde os anos 50, o principal ator político do país.

    A campanha contra a criação da Petrobrás, o suicídio de Vargas, as marchas da família, o golpe de 64, a sustentação da ditadura, o poder das oligarquias nordestinas, o antipetismo do sudeste, mensalão, petrolão, a mídia é sempre o protagonista.

    Por que não são escritos ou filmados livros, séries, filmes, novelas sobre o tema?

    Por que o governo, principal patrocinador da cultura, nunca abriu editais voltados especificamente para a crítica de mídia?

    Alô, Juca, agora não podemos mais perder tempo!

    O governo, por sua vez, encontra-se paralisado, indeciso, com o pior sistema de comunicação dentre todos os poderes.

    O Legislativo, Câmara e Senado, tem ótimos portais, com várias TVs, e os próprios parlamentares agem como porta-vozes de si mesmos.

    O MP criou até uma historinha do mensalão para crianças…

    Já o Executivo tem uma comunicação dispersa, fragmentada, negligente.

    Todos os presidentes da república, em todo mundo, externam pontos-de-vista e intervêm constantemente no debate político. Falam e escutam, junto com seus ministros. Aqui, não.

    Há dias em que os únicos representantes do Estado que falam de política na mídia são ministros do Supremo, ou seja, justamente aqueles que são proibidos pela Constituição de exercer atividade politico-partidária.

    E agora toda a política nacional volta a girar em torno de um juiz tratado como heroi pela mídia – já ganhou até o prêmio da Globo – e cercado por todos os lados de conspiradores golpistas.

    A democracia brasileira se vê, mais uma vez, a mercê de arbítrios judiciais e conspirações midiáticas.

    O problema da política é a sua dinâmica desesperada. Tudo acontece rápido demais para que o bom senso prevaleça.

    A análise ponderada, objetiva, fria dos fatos, nunca chega a tempo, de maneira que os homens se tornam como que cobaias de si mesmos. No médio e longo prazo, as coisas tendem a se equilibrar, mas quantas revoluções, guerras, tragédias, golpes, não foram necessários para chegarmos onde chegamos?

    Enfim, dá vontade de forçar o relógio da história em alguns anos, quiçá décadas, para vermos logo o que será do país quando as novas gerações, mais saudáveis, mais bonitas, melhor alimentadas, mais escolarizadas, mais livres, tão distantes da neurastenia forçada e hipócrita do antipetismo midiático, ainda mais distantes desse conservadorismo quase sociopata de alguns medalhões do jornalismo, o que será do Brasil quando esta geração tomar o poder?

    – See more at: http://www.ocafezinho.com/2015/02/06/a-lava-jato-a-luz-de-hannah-arendt/

  • A ordem é não se publicar nada contra FHC, este santo homem.
    Na Globo, qualquer informação sobre FHC é mercadoria estragada.

    Publicado em 09/02/2015
    Grampo: Globo blinda
    FHC, zé e Gilmar !
    Dilma, o Berzoini vai ser bernardizado?
    No Confersa Afiada

    A propósito do post “Globo flagra zé e Gilmar num grampo com áudio” e “Melo: Barusco botou o FHC na roda”, acompanhe as medidas sanitárias que a Globo adotou:

    GLOBO MANDOU REMOVER TODAS CITAÇÕES A FHC EM REPORTAGENS SOBRE LAVA JATO

    O jogo da informação

    É por aí que se entende a campanha da mídia em busca do impeachment.

    Os vícios do modelo político brasileiro afetam todos os partidos. Mais ainda o governo FHC com a compra de votos e as operações ligadas ao câmbio e à privatização. A gestão Joel Rennó foi das mais controvertidas da história da empresa.

    Ao tornar o noticiário seletivo, os grupos de mídia conspiram contra o direito à informação, centrando todo o fogo em uma das partes e blindando todos os malfeitos dos aliados.

    Ontem, a diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, enviou um e-mail a todos os chefes de núcleo com o seguinte conteúdo:

    “Assunto: Tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava a Jato

    Atenção para a orientação

    Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique”.

    O recado se deveu ao fato da reportagem ter procurado FHC para repercutir as declarações de Pedro Barusco – de que recebia propinas antes do governo Lula.

    No Jornal Nacional, o realismo foi maior. Não se divulgou a acusação de Barusco, mas deu-se todo destaque à resposta de FHC (http://migre.me/oyiwP) assegurando que, no seu governo, as propinas eram fruto de negociação individual de Barusco com seus fornecedores; e no governo Lula, de acertos políticos.

    Proibiu-se também a divulgação da denúncia da revista Época (do próprio grupo) contra Gilmar Mendes.
    *
    Que primor de “isenção”!

    • Esse é o tipo de coisa que, se tivéssemos um canal concentrando a produção dos blogs progressistas, teria que ser martelado em primeira página todos os dias.

      Uma série de matérias sobre o assunto, escrita por cada blogueiro progressista, todos os dias, em vez desses pingados num ou noutro blog. Só assim pra esse assunto se transformar em conhecimento público.

      É simplesmente crucial tornar público e notório o fato de que a imprensa tem lado e OMITE parte importante da investigação com o objetivo de atingir o governo, enquanto blinda a oposição. Sem isso, não vamos a lugar algum e nosso limite será 2018.

      • esses ladroes sao apoiados pela rede globo no brasil so se é bom se for com a globo por iso que temos que nos unir e ajudar a nossa presidente a sair dessa teia que esses ladroes jogaram eles sao os demonios ante cristo k estao na terra

    • Essa “notícia” não quer nem de longe apurar alguma coisa. Quer jogar pó, espalhar boatos. Se lá adiante se provar alguma coisa “por acaso” será a glória, se não, não interessa, o objetivo já foi alcançado com os 15 min. de fama e os muitos que falarão de ouvir dizer.

  • É sério que vc acha que as investigações d PF de hoje não tem motivação política?

    Que há realmente alguma diferença fundamental entre as denúncias – inclusive vazadas seletivamente – feita pela PF e as feitas por parlamentares?

    Na boa, sério mesmo?

  • Sim, vc deveria preferir um corrupto do PT a um do PSDB por questões ideológicas.

    Não há como ter certeza de que alguém não seja corrupto. É provar uma negativa, afinal. Logo, não há como dizer que exista algum político, seja de que lado for, que seja certamente “não corrupto”. Todos são POTENCIALMENTE corruptos, enfim.

    Ou seja, todos se EQUIVALEM nesse ponto, e é estupidez escolher entre um e outro com base nisso. Assim, nas mesmas condições, sendo possível escolher entre um e outro, a escolha só pode se dar com base ideológica.

    Escolhe-se aquele que, apesar de ser ou poder ser corrupto como todos os outros, apresenta a disposição de fazer algo que consideramos correto com essa suposta ou potencial corrupção. Afinal, o sistema EXIGE a corrupção do político e, assim, qualquer resultado da política CERTAMENTE envolverá alguma forma de corrupção.

    É apenas uma questão de escolher os resultados que queremos, pois não temos como escolher os meios.

    Claro, havendo PROVAS da corrupção, é preciso agir. Não existe a possibilidade de escolher não agir por ser de um lado ou de outros, e NINGUÉM está sugerindo isso. Mas sem essa palhaçada de demonizar o corrupto “dos outros”, nem de santificar os potencias corruptos “dos nossos”. Há corrupção pra fins nobres e pra fins egoístas, e elas SÃO DIFERENTES.

    Como são diferentes o cara que furta pra comer e o que furta pra comprar um tênis de marca.

    A escolha, no final das contas, é sim ideológica. Se todos usam os mesmos meios, o que importa, na realidade, são os fins, que NÃO justificam o meio. Este é justificado pelo fato de ser o ÚNICO meio que existe.

    Por isso que todo discurso moralista anti-corrupção é sempre falso, já que parte de uma premissa falsa: a de que é possível fazer política sem corrupção.

  • A acusação de que fala o deputado deve ser da ‘reforma’ e concessão do Mineirão, não de sua construção; outro ponto: se não me engano ‘estradas’ concedidas a empresas privadas não está correto. Pelo que sei apenas uma estrada, a MG-050, foi privatizada. O que pesa sobre ela, além talvez da forma de contratação, é que deve ser o pedágio mais caro de todo o Brasil, por uma estrada com trajeto estranho, que vai de Mateus Leme, perto de BH, até São Sebastião do Paraíso. Já fui até Itaúna(+/- 80 km de BH) por essa estrada e, depois de vários anos, após meados do ano passado é que a duplicação estava chegando naquela cidade. De BH até lá, não vi motivos para pagar pedágio pois a estrada era estreita, passa dentro das cidades o que obriga os motoristas a enfrentarem diversos sinais de trânsito e lombadas – o que, se não me engano, é irregular -sem sinalização boa, traçado com erros de engenharia (curvas com inclinação contrárias ao que deveria ser, por exemplo), enfim, faz-se uma viagem que não rende e ainda causa prejuízo de combustível. Agora, os postos de arrecadação, ah! Estes, sim, funcionam…

    • QUAL estrada mineira não passa dentro de cidades?? São caminhos de carros de boi que foram asfaltados. Viadutos, túneis, a gente sente falta disso. As estradas margeiam morros.

  • Não existe processo contra a vagabunda da Direita. Isso tudo aí não vai dar em nada; não é do PT. O PSDB/DEM são protegidos do Império do Caos=Casa do Terror=casa Branca, pois não pensem que isto que está acontecendo no Brasil é obra do “Por acaso”, porque não é! Vem dos EUA/iSSrael, a grana corre solta! Basta ver que a gRoubo parece embaixada de iSSrael: Grosman, Waack, Valdvogel, Anennberg, Paglia, Zveiter, Weikert, decorador paulista, Sardenberg, Dan, …. Pois é isto faz parte da grana que entra para DEGRADAR tudo que é do BRASIL e dar emprego aos Patrões. Nós, Brasileiros, vamos CHORAR LÁGRIMAS de SANGUE com o BRASIL entregue a essa gentalha. Os 4P’s são verdades puras, justiça só para: Putas, Pobres, Pretos, PETISTAS e quem votou na Presidenta DILMA. Agora mesmo o juiz Fux (judeu) absolveu o Motorista Mateus e o José Inábil do PSDB de Propina da Siemens, mesmo o pessoal da Siemens dizendo que pagou propina para esses Dois Santinhos do PSDB. Chora povo Brasileiro!

Deixe uma resposta