Por que a maconha, menos prejudicial que o álcool, é proibida?

Análise

maconha 1

 

O interlúdio político e a distância da Paulicéia descontrolada – encontro-me em visita a Teresina, Piauí, no momento em que escrevo – oferecem possibilidade de uma reflexão curiosa sobre a cultura brasileira. De onde vêm essas correntes de opinião tão estridentes e poderosas que conseguem impor seus menores caprichos ao conjunto da sociedade?

Caso fosse vital para a esta sociedade que o poder do indivíduo de tomar determinada decisão de caráter pessoal fosse retirada dessa esfera privada e transferida para a comunidade, poder-se-ia entender esse contingente amplamente majoritário dos brasileiros que se opõe à legalização da maconha. Contudo, a decisão individual de usá-la não afeta a ninguém mais do que àquele que a toma. Então por que maioria dos brasileiros não aceita que a maconha seja liberada no país, assim como o álcool?

A liberação da maconha é defendida abertamente por políticos tão diferentes quanto Fernando Henrique Cardoso e Lula. O uso recreativo é liberado em algumas partes dos Estados Unidos e até aqui ao lado, no Uruguai. Os efeitos da erva são infinitamente mais leves que os do álcool.

Há mais argumentos pró-liberalização. A tomada de controle por empresas privadas do comércio da substância geraria impostos e inviabilizaria fabricação paralela por piratas. Assim como as pessoas preferem determinadas marcas de cerveja, vinho ou uísque, acabariam preferindo determinadas marcas de maconha.

Não duvidem da capacidade criativa dos publicitários. Logo, logo a erva seria apenas mais um produto, com nicho de mercado e níveis optativos de qualidade – que seriam todos superiores aos atuais, pois traficantes não têm regras de higiene, pureza e tantas outras que passariam a proteger o consumidor em caso de a maconha vir a ser fabricada em escala industrial.

Não existe um argumento lógico para ser contra a liberação da maconha. Talvez não afetasse muito os “negócios” dos traficantes no médio e longo prazos, pois eles substituiriam a maconha por outra coisa. Mas, no curto prazo, iria produzir um forte prejuízo, pois há toda uma “indústria” do tráfico voltada para o comércio ilegal de maconha e ela estaria em funcionamento sem ter onde colocar sua “produção.

Aliás, o “proibicionismo” em relação à maconha vai adquirindo um caráter tão arcaico que em país socialmente mais desenvolvidos o apoio à liberação da substância vem crescendo, como na Alemanha. Há cerca de uma semana, o Partido Liberal Democrata (FDP) alemão votou, com ampla maioria, a legalização da maconha.

Mais uma vez, então, a pergunta se torna obrigatória: por que, cargas d´água, essa maioria tão sólida dos brasileiros não aceita, de jeito nenhum, a liberação da substância?

No sábado 23, em São Paulo, segundo o noticiário, cerca de 4 mil pessoas marcharam da avenida Paulista até o Centro Velho da cidade em apoio à legalização da maconha. Essas “marchas da maconha” são quase sempre protagonizadas por jovens, mas todos sabem que o uso recreativo da substância é disseminado por todas as classes sociais, regiões do país e faixas etárias.

Os mais velhos e mais empregados acabam resistindo mais a defender uma prática que, no Brasil, “queima o filme”. Uma pessoa que participe de marcha da maconha e poste fotos de sua participação no Facebook corre o risco de não conseguir emprego ou até perdê-lo. Isso sem falar em reflexos com seu círculo de relações sociais, caso não seja tão “liberal”.

Mas se você bebe até ficar falando “mole” e andando em ziguezague, mesmo o mais conservador dos conservadores dará um sorrisinho cúmplice e comentará que você passou “um pouco” da conta – muitas vezes, mesmo que entre em um veículo e saia dirigindo. Por que? Porque “todo mundo” bebe; uns mais, outros menos.

Uma pesquisa de opinião recente, porém, explica, com razoável margem de sucesso, por que a sociedade brasileira prefere manter o uso da maconha quase que como evidência de que o usuário é alguma espécie de pervertido, irresponsável, capaz de fazer, do nada, as maiores barbaridades. As pessoas estão desinformadas sobre a maconha. Acalentam conceitos ultrapassados e distorcidos, fortalecidos por chavões que repetem pavlovianamente.

Em setembro do ano passado, em plena campanha eleitoral, pesquisa Ibope revelou que 79% dos eleitores brasileiros eram contra a descriminalização da maconha e apenas 17% eram favoráveis. Um placar semelhante envolveu a questão do aborto: 79% eram contrários à legalização e 16%, a favor. A maioria — ainda que por margem não tão larga — também rejeitava o casamento gay: 53% a 40%.

Como se vê, uma maioria avassaladora dos brasileiros faz questão de manter controle sobre questões da esfera privada de decisão do indivíduo. As pessoas poderem fumar maconha, fazer aborto ou oficializarem relação amorosa com pessoas do mesmo sexo é uma decisão pessoal que a maioria do nosso povo quer manter como decisão coletiva sobre a vida íntima de cada um.

O Senado Federal divulgou dados mais aprofundados sobre a opinião dos brasileiros relativa à maconha. Esse estudo mostra de onde vem essa posição equivocada da maioria: da desinformação. As pessoas pensam, por exemplo, que maconha faz mais mal do que o álcool. E a maioria esmagadora não conhece ninguém que usa maconha – ou pensa que não conhece, pois quem usa não revela.

Confira, abaixo, os gráficos

maconha 2

 

Alguns dirão que a questão da maconha é lateral. O Brasil pode muito bem conviver com isso. Liberar a maconha não vai acabar com o tráfico. Só que é bem diferente.

Enquanto a maconha não for liberada, as pessoas continuarão procurando bocas-de-fumo, onde outras drogas acabarão lhes sendo empurradas. E ainda correrão risco ao se relacionarem com criminosos.

Mas se mesmo assim você achar que a discussão sobre a liberação da maconha não é tão importante, entendamos que essa postura sobre o uso da substância se insere em um contexto bem maior.

A mesma forma de ver as coisas que leva as pessoas a quererem manter a maconha ilegal as leva a rejeitar, por exemplo, que uma mulher que não tem condições físicas, mentais, financeiras ou todas juntas para ter um filho possa interromper uma gravidez que agravará os problemas sociais do país não só para quem terá o filho, mas para este, pois nascerá sem ninguém que cuide responsavelmente de si e acabará jogado pelas ruas, onde a chance para pular para o crime ou para a mendicância será imensa.

A ignorância tem um alto custo para o país. Sobrecarrega o sistema público de saúde, cria barreiras sociais injustas e fornece ambiente para o cometimento de crimes (tráfico e execuções de aborto malfeitas). O atraso cultural é tão ou mais danoso que o tecnológico.

O ideal seria que os poderes constituídos empregassem o sistema educacional para dar às próximas gerações uma visão mais atualizada do mundo, mas, olhando para as forças políticas que hoje controlam o Legislativo e boa parte do Judiciário, as esperanças escasseiam. O Brasil terá que trabalhar muito para trazer essa maioria de seu povo para o século XXI.

137 comments

  • Sou contra o aborto, e não tenho uma opinião totalmente formada sobre a liberação da maconha, embora ache que o álcool e o cigarro já causam estragos o suficiente.
    Alguns pensam que a legalização combateria o tráfico de outras drogas ilícitas, pois os usuários de outras drogas poderiam vir a substituir o uso pela erva. Pela minha experiência trabalhando com dependência química acho pouco provável que isso aconteça. Quando um usuário chega a um nível de dependência de uma substância na maioria dos casos não vai trocar por outra.

    Mas enfim, esperarei os resultados da legalização da maconha no Uruguai; embora esse país seja diferente em muitos aspectos do nosso.

  • Parabéns pelo artigo, mas quando você afirma que a “maioria esmagadora não conhece ninguém que usa maconha – ou pensa que não conhece, pois quem usa não revela”, aparentemente houve um erro de leitura do gráfico já que, 78% afirma que conhece alguém que fuma ou fumou, contra 22% que diz que não conhece. O que me deixa mais intrigado ainda. Pois como sabemos a maconha não tem efeitos tão nocivos quanto o álcool, por exemplo, e as pessoas conhecem gente que certamente levam vidas normais, mesmo fumando ou tendo fumado e mesmo assim mantém opinião contrária a liberação. É um desejo atávico de se meter na vida privada dos outros. Outra coisa curiosa é se compararmos o número de entrevistados que admitem fumar, apenas 7%, com o número de pessoas que as pessoas declaram conhecer que fumam maconha, impressionantes 78%. Ou seja esses 7% devem ser muito populares.

    • Muito bem colocado. Isso demonstra como e pernicioso o proibicionismo e a criminalização das “drogas” gerando preconceito e desinformação.

  • Edu e colegas
    Sem esquecer que o México está diariamente em manchetes justamente pela indústria do tráfico.
    Enquanto isso o falso moralismo impera, todos são contra “drogas”, mas não se preocupam em associar a cara de pau de certos candidatos com suas conexões de helicópteros cheios de cocaína. As vezes bate um desânimo, percebo que país está sitiado por máfia política, midiática, judiciária, religiosa e um povo parece cada vez mais embrurrecendo…
    Vamos em direção ao México? Tomara que não…
    Vamos em frente!

  • Prezado Eduardo:

    “O interlúdio político e a distância da Paulicéia descontrolada – encontro-me em visita a Teresina, Piauí, no momento em que escrevo – oferecem possibilidade de uma reflexão curiosa sobre a cultura brasileira. De onde vêm essas correntes de opinião tão estridentes e poderosas que conseguem impor seus menores caprichos ao conjunto da sociedade?”

    Nós cultivamos a matéria prima do alcool desde o Brasil colônia de Portugal e aí formou-se uma classe empresarial que vem de algumas gerações. A maconha é coisa relativamente nova diante da nossa história. acredito que seja por isso a resistência de grupos contra essa ” nova droga”, Como ” a ação política induzida estrategicamente pelas elites mantém a maioria da sociedade alienada, evitando assim que ela reflita sobre o sistema dominador” e considerando que “a formação ideológica não se faz em nível de indivíduos, mas de classes sociais” vejo nessa sua frase o retrato da justificativa social da consciência da grupos e classes sociais dominadoras, que nada mais é do que o retrato das classes empresariais que determinam a sua vontadede como a sociedade deve se comportar e agir.

  • amigo, se o movimento do trafico no mundo representa 75% do movimento de wall street, será que isso vai liberar? holanda, suecia, dinamarca, noruega, países do 1º mundo já liberaram, o resto da humanidade,guiada pelos americanos, esquece amigo, lembre-se da lei seca……..aconteceu depois da quebra de 29 , aí os americanos começaram a “crescer”.
    reinaldo carletti

  • Não vejo grandes vantagens a serem auferidas na liberação da maconha, da cocaína ou do crack. Por mim, deveria haver ainda um controle mais rigoroso sobre o álcool,que é a droga que mais destrói famílias e arruína a vida de milhões de pessoas no planeta. Conheço pessoas que disseram já usado maconha mas procuro evitar que tenham contato com meus amigos e familiares. Não sou ingênuo, por trás desas manifestações supostamente liberalizantes devem estar laboratórios e grupos internacionais interessados na comercialização da maconha e no refino da cocaína. Ingenuidade supor que a liberação da maconha iria se resumir a uma plantaçãozinha caseira no jardim de casa. O que irá trazer para o País a liberação da maconha? Gerará mais empregos no campo? Haverá formação qualificada de trabalhadores? Criará novos postos no comercio? Ou apenas servirá para multinacionais venderem seus produtos e viciar a nossa juventude com um produto danoso à saúde, assim como o álcool e o cigarro?

  • Obrigado pelos posts inteligentes, coerentes e pela luta diária. Sou de São Paulo mas agora morando em Joao Pessoa. Ja morei em diversas regioes e cidades do Brasil e posso garantir, maconha tem em todo lugar, vc pode nao achar coca-cola, arroz ou feijao mas maconha acha. Cresci – eu e meus primos e primas e irmãos – fumando maconha e nunca repeti um ano na escola, surfo e escalo montanhas, tenho diversos cursos na USP de graduação, nunca bati em mulher, nunca fui preso, e não sou dependente – ja parei de fumar por 11 anos e voltei a fumar. Conheço bem o drama dos adictos tenho documentario na cracolandia, perdi amigos por doses altas de cocaina, ja vi gente se acabar nas ditas drogas licitas e ilicitas mas nada disso justifica a criminalização e o proibicionismo de qualquer que seja a substancia. O problema e de educação.

    Regularizar as drogas e legaliza-las e saber que o processo historico de humanização e civilização andaram juntos com o consumo das mais diferentes “drogas”.

  • Três motivos para a maioria do povo brasileiro ser contra a liberação: 1. Falta de educação formal e com isso dificuldade de entendimento em geral. 2. Igrejas e pastores evangélicos. 3. Programas de TV no fim da tarde, tais como Datena e outros, que exploram a ignorância do povo, citada no item 1.

  • MENOS PREJUDICIAL

    Por que a maconha, “menos prejudicial que o álcool”, é proibida? Ora, petista, quanto infantilidade! Além de estar dando uma eloquente demonstração de total ignorância das raízes históricas, sociais e culturais do uso do álcool e da maconha pelas sociedades humanas, ainda passa a nefasta mensagem de que esta deveria ser liberada pelo fato de ser “menos prejudicial” do que o álcool, cujo uso já se encontra, desde sempre – infelizmente! – no domínio da legalidade. Na verdade, você revela total desconhecimento sobre os malefícios da maconha, quando estudos de longo curso, do mais elevado teor científico, a colocam como extremamente danosa – mais, até, do que outras drogas! – para o cérebro humano, particularmente na adolescência. Além disto, os maconheiros têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão; duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar; 3,5 vezes maior incidência de esquizofrenia; risco de transtornos de ansiedade cinco vezes maior, 60% têm dificuldades com a memória recente,40% têm dificuldades de ler um texto longo, 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida, têm oito pontos a menos nos testes de QI, 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade. Quer mais? Então vá se informar melhor a respeito do tema.

    No entanto, fiel ao ideário politicamente correto das esquerdas, sempre interessadas em demolir os valores sobre os quais se assenta a vida civilizada – você empunha essa bandeira torta, baseado na desinformação da população sobre o tema, apontada por uma pesquisa qualquer. Não lhe ocorre pensar que, se bem informada a respeito dos reais malefícios da maconha – que muitos, como você, FHC e o “Cel.” Lula da Silva ainda têm, na maior ingenuidade ou ignorância, como sendo relativamente inofensiva -, a população se mostrasse mais contrária ainda à sua liberação? Em tempo: FHC foi usuário de maconha, não sei se ainda é, e Lula da Silva é ou foi usuário abusivo de álcool. Não tenho apreço por tais “formadores de opinião”, quando expressam ideias contrárias à saúde e ao bem estar das pessoas. Para mim, apenas defendem o vício a que se entregaram..

    Quanto ao mais, não há nenhuma prova de que a liberação do uso de uma droga promova a diminuição dos seu uso ou o seu uso mais consciente, bem como a diminuição do tráfico e da criminalidade que a cerca. No entanto, faz-se muito ruído em torno do assunto, pois os lobbies dos maconheiros são dos mais organizados e aguerridos no Brasil em em toda a parte. Por outro lado, no que diz respeito a intervir na vida privada dos cidadãos, a esquerda é campeã, e o nosso país já está pagando caro por isso, não acha? Mas, proibir o uso de drogas não se insere, sinto muito, nesse contexto.

    Com todo o respeito, petista, se quiser aceitar um conselho, volte a dizer bobagens sobre política, pois este é um campo em que você é “menos prejudicial”. Particularmente agora que o seu “partido” já foi completamente desmascarado .

    • Lucas Denn,
      Antes de qualquer coisa: não uso e jamais usei nenhum tipo de drogas nem as lícitas nem as ilícitas. Tenho um espirito por demais livre e amante da realidade para necessitar de me perder em espaços sobre os quais não tenha domínio e neles possa depender da direção de outros. Sou a favor da liberação de todas as drogas. Tanto as lícitas quanto as ilícitas.
      Você termina seu comentário dizendo: “com todo o respeito, petista…” Respeito! Que respeito?! Em todo o seu comentário você o insulta falando que ele não tem conhecimento e mais outras grosserias. Parece mais uma zacinta em terras férteis! Em sua jenialidade de elevado conhecimento sobre os assunto, quais são as raízes históricas, sociais e culturais do uso do álcool e da maconha, já que o Eduardo é ignorante no assunto? Eu também sou. Você por favor, queira nos brindar com sua infinita jenialidade! Mostre-nos os estudos de elevados teor científico. Talvez sejam tão elevados que nem um vivente nessa terra seja capaz de entender. E aí, você em sua jenialidade, poderá nos esclarecer! As pesquisas apontadas pelo Eduardo são tortas e sem informação passível de credibilidade. De que genialidades abissais vieram as suas informações para que mereçam credibilidade maior do que as do Eduardo?!
      ” Por outro lado, no que diz respeito a intervir na vida privada dos cidadãos…”. Dennizizinho, o Kant dizia que ” o conhecimento e a liberdade caminham juntos de mãos dadas”. Pelo visto, esses dois esqueceram você! Se você quer defender a tradição e o reacionarismos, o jugo e a obediência, sejam eles de que tamanho for, que venham de onde vier e estejam onde estiver, é um direito seu e tem toda a liberdade de fazer uso dele. Agora, dizer que a esquerda é quem intervêm na vida das pessoas e em sua liberdade é de uma ignorância tão acintosa que mais parece coisa de gente retardada! Ou seria fascista!? Se isso fosse verdadeiro, ó criatura demente!, por quê a luta pelas liberdades em todos os movimentos existentes no mundo são bandeiras das esquerdas?! Todas os direitos das minorias, em todo o universo humano foram e são defendidos pelos que são de esquerda — que quer dizer o seguinte: desejo um mundo, no qual todos os homens e mulheres possam ser donos de sua própria vida e sobre elas tenha todo o controle e direito. Ao Estado cabe garantir e regular esses direitos. Quem te deu o direito de bater panelas?! A esquerda. Qual a maior prova de que respeitamos as liberdades?! Você vem aqui, insulta o dono do blog e posta sua jenialidade! E ainda te damos importância! Fôssemos nós a um blog de direita, seríamos apenas insultados. Conheça seus limites e a eles se atenha!
      Maria Antônia

      • CARTA PARA A PETISTA MARIAZINHA

        Se você mesma admite, logo de início, que não tem domínio nenhum sobre o tema, causa espécie que seja a favor da liberação de todas as drogas, “tanto as lícitas quanto as ilícitas”. E mais, que decline do dever de informar-se para depois firmar posição, submetendo-se, passivamente, “à direção de outros”.
        .
        Quanto ao respeito a que você alude,Mariazinha, é do mesmo naipe que ele, o editor – e vocês, por extensão – prestam àqueles que, em comentando, discordam do pensamento único, opaco e bovino que prevalece no blog. Se você quer das raízes históricas, sociais e culturais do uso do álcool e da maconha, por quê não abdica da ignorância em que se chafurda com tanto gosto e vai pesquisar um pouco? Aí, talvez, você possa, então, grafar genialidade com “j”, mas com a ressalva das aspas. para evitar que eu interprete o que escreveu como mais um evidência da obtusidade córnea de que dá mostra em toda a sua horrorosa sopinha de letras.
        .
        Por outro lado, Mariazinha, no que diz respeito a intervir na vida privada dos cidadãos…”, se o Kant dizia que ” o conhecimento e a liberdade caminham juntos de mãos dadas”, fica evidente que você, como pretensa esquerdista que é, aprecia sobretudo a liberdade daqueles que desprezam o conhecimento e ostentam, com orgulho, a própria ignorância, apoiando-se nela para assumir posições supostamente libertárias Pelo visto, você não passa de uma adolescente mal resolvida, independentemente da idade que tenha. A abjeção de que dá mostra ao sair, atabalhoadamente, em defesa do “paizão”, ou melhor, do editor do blog, também atesta isso.

        Quanto ao besteirol que alinhavou sobre “reacionarismo”, Mariazinha, devo alertá-la de que não há nada mais reacionário do que o tascismo de esquerda, tal como o que prevalece, por exemplo, no Brasil corrompido pelo lulopetismo. Vocês, adeptos da seita lulopetista, são completamente anti-mudança, já que são contra privatizações, contra a modernização do Estado, contra a maior eficiência da economia, contra a inserção no mundo globalizado, contra aperfeiçoamentos institucionais, contra políticas realistas, contra a liberdade de expressão, contra a liberdade de imprensa, contra as liberdades e garantias fundamentais (oriundas ainda da Revolução Francesa). Foi por isso que se opuseram á Constituição de 1988, ao Plano Real, à Lei de Responsabilidade Fiscal, etc, etc etc. E o resultado está aí: depois de 12 anos de populismo desenfreado – quer algo mais reacionário do que isto? – estão levando o país à bancarrota política, ética, econômica e institucional Por outro lado, os seus ícones, como Cuba, por exemplo, são profundamente conservadores: o homossexualismo era considerado crime em Cuba até pouco tempo atrás.

        Além disto, Mariazinha, a esquerda chulé do lulopetismo revela-se, no âmbito político, como extremamente reacionária, pelo seu patrimonalismo exacerbado, pela institucionalização da corrupção e pela associação visceral com as figuras mais retrógradas no espectro político do país, como Renan Calheiros, Edson Lobão, Paulo Maluf, Romero Jucá, Fernando Collor Jader Barbalho, Newton Cardoso, José Sarney e etc….ou seja, com o que existe de pior na sociedade brasileira. E há algo mais reacionário também do que aparelhar a máquina pública ou constituir sofisticadas organizações criminosas para assaltar os cofres públicos e burlar o Estado Democrático de Direito, como aconteceu no Golpe do Mensalão e no Golpe do Petrolão? Pior: haveria algo mais retrógrado do que chamar “bandidos” condenados pela Justiça de “heróis do povo brasileiro” e fazer ‘vaquinhas” para pagar as multas que lhes foram impostas, juntamente com o confinamento na Papuda?

        Mas todo esse reacionarismo da esquerda é decorrente da ampla, geral e irrestrita ignorância de retardados como você, Mariazinha!. Vocês, burros, incompetentes como são, não conseguem compreender como funciona uma sociedade complexa, aberta e plural como é uma democracia liberal. Como suas mentes não lhes permite compreendê-la, tentam estabelecer um poder hegemônico sobre ela, o que resulta, invariavelmente, na supressão das liberdades democráticas, ou seja, em ditaduras.

        Por fim, Mariazinha, devo adverti-la de que não há nenhum direito de que os brasileiros desfrutam que lhes tenha sido outorgado pelas ‘zesquerdas”. Muito pelo contrário, se o contragolpe de 64 não tivesse corrido os fascistas-vermelhos à bala, hoje seríamos, muito provavelmente, uma imensa Cuba, e estaríamos chorando a morte de centenas de milhares de brasileiros. Assim, se nós batemos panelas hoje é porque vocês foram derrotados. Caso contrário, reitero, estaríamos,por assim, dizer, na panela. Ou, se preferirem, fritos.

        • Este Blog esta ficando lindo…aleluia

          Wilsonleak entendendo do que se trata e vozes contrarias sendo publicadas.

          Mas isto jaja acaba…censura vira a galope!!

        • Luccas, se todo mundo fosse igual à você, estaríamos na idade da pedra. Graças à Deus, o ser humano evolui, mas, infelizmente a evolução depende do caráter de cada um, por isso, ainda temos pessoas como você ainda atrasada na evolução espiritual. Te cuida.

        • Dennizizinho,
          A petista Mariazinha continua achando você jenial, sem aspas mesmos. Toda essa gonorreia mental que você destilou, foi copiada dos comentários de teus amados jenios?! Tem o mesmo tom das debilidades reinaldinas, vilarinas, mainardinas, etc. Ó criatura atoleimada, quem falou de raízes históricas foi tu. Eu apenas zoei com tua idiotice! E quando também falei que não compreendia do assunto foi apenas para que tu respondesse aos questionamentos que te fiz, para a partir daí debater contigo. Pelo visto tu tens muita dificuldade de fazer leituras de sutilezas, ou melhor, lê nas entrelinhas… Continuarei esperando que você responda aos questionamentos que te fiz.
          Quanto à quantidade de pseudo-argumentos sobre os quais arrogantemente pensa que domina, sobre não ter sido os homens e intelectuais de esquerda que produziram durante toda a nossa história humana é tudo fácil, fácil jogado no lixo. E quer saber sinceramente, se visse em você capacidade intelectual para um debate honesto e limpo te desafiaria. Contudo, se ainda assim quiser ser ridículo, fique à vontade.
          Maria Antônia
          P.S. Você não causa-me espécime! Só o acho simplesmente tolo!

          • Há vários estudos. VÁRIOS. Olha no link:

            http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=marijuana+brain

            Veja que a busca está restrita aos unitermos “marijuana” e “brain”

            Claro que o há relatos de notórios maconheiros que nada apresentam. O mesmo ocorre com notórios fumantes e beberrões.

            Por outro lado, há também dados de benefício do uso medicinal da maconha. Não é surpresa.

            Já temos drogas lícitas suficientes, que só permanecem lícitas por motivos históricos e culturais.

            Por princípio não seria contra a liberação da maconha, restaria educarmos os filhos para não se tornarem zumbis, que só falam gírias e não conseguem concluir um raciocínio. Cada um na sua. Depois da maioridade, aí eles que se virem para manter o vício. Dependendo da carreira, vai ser difícil. Professor de matemática, física, controlador de usina, piloto de avião…

    • Luccas, estudo científico? Como assim? Que estudos são esses? Nunca vi, ao contrário, li muito sobre estudos de cientistas que a maconha é MENOS prejudicial à saúde do que o tabaco por exemplo.

        • Nigro, fazer mal ao cérebro? queimar neurônios? Caiu por terra, pois tenho um amigo físico, programador, matemático, além de ser um ótimo programador e analista de sistema é um ótimo professor de física e matemática, e usa maconha diariamente há 30 anos, hoje ele tem 51 anos, e nunca conheci alguém mais inteligente que ele, não postarei o nome dele para resguardá-lo, senão ele poderia servir de cobaia para esses cientistas que dizem que faz mal ao cérebro….

          • Não Nadia. Conheço pessoas que fumam há 70 anos e não tem infarto nem ca de pulmão.

            Dados isolados como esse seu não tem validade científica. Estatisticamente usuários de maconha tem índices de desempenho cerebral inferiores aos não usuários. média, desvio padrão e significância estatística.

  • Há outra consequência grave, Edu: imagina um(a) jovem da periferia que decide ser usuário, ele(a) viverá entre o bandido traficante “amigo” de infância e o policial truculento que ele nem conhece. Qual será a tendência social desse indivíduo? A criminalização da maconha acaba sendo um grande fator de despolitização do povo.

  • Isso de “nunca fumei maconha”, me desculpem mas é de uma hipocrisia medonha.
    Pior que isso são aquelas pessoas que imaginam, e são milhões, que um grupo se reúne, fuma e depois vai assaltar e até matar.Eu não consigo imaginar alguém, depois de uma baita larica, quase morrendo de preguiça ir cometer um assalto.
    Gente que pensa assim está completamente drogada por décadas e décadas de falta de liberdade até para pensar.

  • A Pergunta é: Onde estão os estudos que afirmam sem opção de contestação que a maconha faz menos mal que o álcool.? É sabido que a maconha traz sequelas cerebrais e quanto mais cedo usada mais grave torna as sequelas.
    Tenho filha 12 anos chegou desesperada a amiguinha na sala 7º Ano confessou que ta fumando maconha e para conseguir a coleguinha de 13 anos e a outra de 14, se vendem, e por curiosidade as notas expostas são bem abaixo da média. Outro fato e a incidência de doenças e gravidez indesejadas, tudo pelo E-BUSSINES???? Por ser moda, ser a favor da liberação da maconha e ser progressista.
    Trabalho a anos e vi colegas serem demitidos por chegarem atrasados desconcentração e ate erros simples por falta de concentração. A questão é que sem trabalho e para sustentar o VICIO por que vicia, acabam ou roubando ou assaltando, ainda mais se não tem um nível educacional elevado.
    E os pais estarão preparados para aterem filhos MACONHEIROS, a sociedade e EXCLUDENTE e discriminatória, quem orientara estas famílias após a desestruturação??
    Teria mais perguntas mais me atenho a estas por enquanto.

    P.S. Fernando Henrique Cardoso , fumou Maconha na adolescência, e vejam a pessoa pública que se tornou DEPENDENTE, de USA.(r)

  • Sou a favor da legalização do aborto e também do uso da maconha (não sou usuária ) mas sou fumante e sei que faz um mal danado. Tive amigos que cultivavam maconha em vasos de planta em casa e apartamento, experimentei e não curti. Concordo com você há muita desinformação e preconceito, já ouvi muito maconheiro é vagabundo. Boa parte da rejeição deve estar ligada a estas concepções.

  • Grande Eduardo!!!

    Todas as drogas devem ser liberadas,chega de hipocrisia.

    O combate só traz muita grana para os mesmos e muita morte e

    miséria pra muitos.

  • “… que uma mulher que não tem condições físicas, mentais, financeiras ou todas juntas para ter um filho possa interromper uma gravidez que agravará os problemas sociais do país…”

    Edu, concordo com muito do que escreveu sobre a maconha e os gays, mas me desculpe, sou radicalmente contra o aborto, pois não é apenas a questão da gestante: é uma vida, um outro ser que está dentro dela. nada mais é do que um assassinato.
    Com relação a passagem que você escreveu e que destaquei acima, é simples: a gestante que não apresenta “condições físicas, mentais, financeiras ou todas juntas” pelo menos deixa a criança nascer. Depois coloca ela para adoção. Tem tantos casais que apresentam “condições físicas, mentais, financeiras ou todas juntas” e que querem adotar uma crianças. Alguns deles sonham em ter filhos, mas não conseguem. Pelo menos assim, poupa-se a vida da criança e também a gestante, que não tinha “condições físicas, mentais, financeiras ou todas juntas”, poderá seguir sua vida.

  • Antes de ser contra ou a favor, devemos colocar o assunto “maconha” para amplos debates. Vemos. diariamente os índices de mortes, presídios lotados por traficantes, crianças envolvidas com comércio de drogas, toda força policial envolvida para prender traficantes, enfim, estamos perdendo a guerra contra as drogas! A partir de uma boa discussão sobre tudo isso, envolvendo o maior nº de pessoas, poderemos tomar uma decisão.

  • Recentemente descobri mais um país onde a maconha é liberada:Japão.Lá vc compra a maconha em tabacarias e fica liberado o consumo dentro do lar, seja para fins recreativos ou medicinais, não importa.Fumar na rua é proibido e pode gerar detenção.Muito se fala do Uruguai, da Holanda e dos EUA…mas Japão?…..essa foi novidade.

    • O Alcool foi proibido nos EUA durante a lei seca e deu no que deu: tráfico de bebidas alcóolicas expandiu com os mafiosos da época (Al Capone que o diga)!

  • Sua argumentação em favor da liberação do uso da maconha é razoável, mas compará-la à liberação do aborto é um absurdo. Aborto não é simplesmente uma questão privada, é o assassinato de uma pessoa.

      • Mulheres desse país e de todos os países, e de todos os tempos, de que religião forem, quando não querem ou não podem ter um filho, fazem aborto. Essa é a maior hipocrisia da nossa sociedade, achar que católicos, evangélicos, crentes em geral, e até espíritas, deixem de fazer aborto. E aí, num país cheio de pobreza como o nosso, muita mulher morre por causa de aborto ou fica com sequelas. As que têm grana não se livram de ter algum problema, mas a chance é menor porque podem ir para clínicas mais limpas, com médicos mais preparados. Se as mulheres continuarão a fazer aborto como sempre fizeram, porque não dar condições melhores para elas?

        • “Mulheres desse país e de todos os países, e de todos os tempos, de que religião forem, quando não querem ou não podem ter um filho, fazem aborto”… isso não ameniza o fato de ser assassinato e de ser contra as leis de Deus… não muda nada! Só porque um monte de gente comete o mesmo erro não justifica “legalizar o erro”…

  • Eduardo. O doente mental “Lucas Denn.” é um homossexual enrustido e portanto um infeliz digno de comprensão de nossa parte e principalmente ” de todo o mundo …”. Ele é vítima, de modo particular, e como todos nós, de um modo geral, desta “cultura machista”, mundialmente perversa e milenarmente imposta pelos donos dos meios de produção e dos meios de comunicação e informação, hoje com avanços nunca antes imaginados. Preocupado com suas “feridas” que carrega dentro de si e do seu inconsciente – Freud explica! – necessita ter arroubos machistas para esconder os seus desvios morais e sexuais, todos doentios. Revela inconscientemente é claro. Desconhece que a nossa “Mãe Natureza” nos presenteou com tudo que está ao nosso redor, os “Elementos da Natureza” e que nós o chamamos de elementos Químicos, Físicos e biológicos . Todos “Eles” são dádivas divinas. E nenhuma dela, nenhuma mesmo, é “droga”, como a planta, vulgarmente conhecida como “maconha” e tal como tudo que existe neste nosso Universo. “Drogas são os poucos seres humanos, no diminutivo é claro, que são os donos do “Poder” ou dos “Poderes” e dos Meios de Enganação de Massa que possuem. Uma simples “pedra” têm miríades de utilidade, mas se usada inapropriadamente por qualquer um é transformada numa arma letal e portanto, numa “droga”. Qualquer “elemento da Natuereza”, todas as plantas, como exemplo, são “dádivas divinas quando usadas apropriadamentes”, mas se usadas inapropriadamentes serão sempre ” umas drogas”. O ” Lucas Denn.” foi tranformado numa “droga”. Qem foi a responsável? A “Cultura Machista”. Que é a mais perversa de todas as ideologias, a mais depravada e a mais opressora.

    • PREOCUPADO, E COM RAZÃO!

      “O doente mental Lucas Denn é um homossexual enrustido e portanto um infeliz digno de comprensão de nossa parte e principalmente ” de todo o mundo…”

      Já pelo preconceito, pela homofobia e pela projeção que faz, abertamente, dos seus próprios conflitos sexuais, não seria difícil prever o que viria em seguida. De fato, o que veio depois foi um festival de lulices, bem abaxo da linha do cretinismo. Ou seja, nem sequer merece resposta.;

      Permito-me, no entanto, dar-lhe um simples conselho. Não fique sofrendo com a sua “preocupação”! Vá se tratar, “Preocupado”! Verá, então, que a vida pode ser tão bela quanto as cores do arco-íris!

      .

      • Luccas, você é um doente mental que morre de preconceito contra PT, por aí a gente vê o quanto você é um manipulado. Você é a própria DROGA.

    • Preocupado – rj,
      Virou moda agora, ter peninha de fascista!? Essa choldra é bem parecida com Beto Richa a quem muitos vi chamá-lo de louco, doente. Não são doentes coisa nenhuma. São todos bem orientados e cientes de seus objetivos. Todos, apenas sequiosos de dar vazão às suas crueldades reprimidas.
      Sensatez em demasia beira os limites da inação. E a falta de ação desanima. É este desânimo que tomou conta politicamente da presidenta, e tem minado muitos petistas em suas forças e por consequência àqueles que nela acreditam! Tolerância em excesso deprime! Para tudo existem limites, para a provocação, também.
      Maria Antônia

    • ” a nossa “Mãe Natureza” nos presenteou com tudo que está ao nosso redor, os “Elementos da Natureza” e que nós o chamamos de elementos Químicos, Físicos e biológicos . Todos “Eles” são dádivas divinas. E nenhuma dela, nenhuma mesmo, é “droga”,”

      Mas então faz o seguinte Preocupado; mastigue por meia hora folhas de Comigo Ninguem Pode. Ou então faça um afago carinhoso numa jararaca, ou então ponha um vespeiro dentro da calça. Na certa você vai ficar confortável com essas “dádivas divinas”

      Quando você identifica o rapaz como homossexual enrustido sem conhecê-lo está pondo em prática a tal cultura machista que, ao que parece, você critica.

  • CARTA PARA MARIAZINHA

    Se você mesma admite, logo de início, que não tem domínio nenhum sobre o tema, causa espécie que seja a favor da liberação de todas as drogas, “tanto as lícitas quanto as ilícitas”. E mais, que decline do dever de informar-se para depois firmar posição, submetendo-se, passivamente, “à direção de outros”.
    .
    Quanto ao respeito a que você alude,Mariazinha, é do mesmo naipe que ele, o editor – e vocês, por extensão – prestam àqueles que, em comentando, discordam do pensamento único, opaco e bovino que prevalece no blog. Se você quer das raízes históricas, sociais e culturais do uso do álcool e da maconha, por quê não abdica da ignorância em que se chafurda com tanto gosto e vai pesquisar um pouco? Aí, talvez, você possa, então, grafar genialidade com “j”, mas com a ressalva das aspas. para evitar que eu interprete o que escreveu como mais um evidência da obtusidade córnea de que dá mostra em toda a sua horrorosa sopinha de letras.
    .
    Por outro lado, Mariazinha, no que diz respeito a intervir na vida privada dos cidadãos…”, se o Kant dizia que ” o conhecimento e a liberdade caminham juntos de mãos dadas”, fica evidente que você, como pretensa esquerdista que é, aprecia sobretudo a liberdade daqueles que desprezam o conhecimento e ostentam, com orgulho, a própria ignorância, apoiando-se nela para assumir posições supostamente libertárias Pelo visto, você não passa de uma adolescente mal resolvida, independentemente da idade que tenha. A abjeção de que dá mostra ao sair, atabalhoadamente, em defesa do “paizão”, ou melhor, do editor do blog, também atesta isso.

    Quanto ao besteirol que alinhavou sobre “reacionarismo”, Mariazinha, devo alertá-la de que não há nada mais reacionário do que o tascismo de esquerda, tal como o que prevalece, por exemplo, no Brasil corrompido pelo lulopetismo. Vocês, adeptos da seita lulopetista, são completamente anti-mudança, já que são contra privatizações, contra a modernização do Estado, contra a maior eficiência da economia, contra a inserção no mundo globalizado, contra aperfeiçoamentos institucionais, contra políticas realistas, contra a liberdade de expressão, contra a liberdade de imprensa, contra as liberdades e garantias fundamentais (oriundas ainda da Revolução Francesa). Foi por isso que se opuseram á Constituição de 1988, ao Plano Real, à Lei de Responsabilidade Fiscal, etc, etc etc. E o resultado está aí: depois de 12 anos de populismo desenfreado – quer algo mais reacionário do que isto? – estão levando o país à bancarrota política, ética, econômica e institucional Por outro lado, os seus ícones, como Cuba, por exemplo, são profundamente conservadores: o homossexualismo era considerado crime em Cuba até pouco tempo atrás.

    Além disto, Mariazinha, a esquerda chulé do lulopetismo revela-se, no âmbito político, como extremamente reacionária, pelo seu patrimonalismo exacerbado, pela institucionalização da corrupção e pela associação visceral com as figuras mais retrógradas no espectro político do país, como Renan Calheiros, Edson Lobão, Paulo Maluf, Romero Jucá, Fernando Collor Jader Barbalho, Newton Cardoso, José Sarney e etc….ou seja, com o que existe de pior na sociedade brasileira. E há algo mais reacionário também do que aparelhar a máquina pública ou constituir sofisticadas organizações criminosas para assaltar os cofres públicos e burlar o Estado Democrático de Direito, como aconteceu no Golpe do Mensalão e no Golpe do Petrolão? Pior: haveria algo mais retrógrado do que chamar “bandidos” condenados pela Justiça de “heróis do povo brasileiro” e fazer ‘vaquinhas” para pagar as multas que lhes foram impostas, juntamente com o confinamento na Papuda?

    Mas todo esse reacionarismo da esquerda é decorrente da ampla, geral e irrestrita ignorância de retardados como você, Mariazinha!. Vocês, burros, incompetentes como são, não conseguem compreender como funciona uma sociedade complexa, aberta e plural como é uma democracia liberal. Como suas mentes não lhes permite compreendê-la, tentam estabelecer um poder hegemônico sobre ela, o que resulta, invariavelmente, na supressão das liberdades democráticas, ou seja, em ditaduras.

    Por fim, Mariazinha, devo adverti-la de que não há nenhum direito de que os brasileiros desfrutam que lhes tenha sido outorgado pelas ‘zesquerdas”. Muito pelo contrário, se o contragolpe de 64 não tivesse corrido os fascistas-vermelhos à bala, hoje seríamos, muito provavelmente, uma imensa Cuba, e estaríamos chorando a morte de centenas de milhares de brasileiros. Assim, se nós batemos panelas hoje é porque vocês foram derrotados. Caso contrário, reitero, estaríamos,por assim, dizer, na panela. Ou, se preferirem, fritos..

  • Caro Eduardo vou destoar totalmente do assunto, mas porque acho relevante o que vou dizer. No site Tijolaço: http://tijolaco.com.br/blog/?p=26967&cpage=1#comment-191201, foi publicado texto em que juízes querem reformar a Loman e de acordo com a minuta do projeto em análise no STF um juiz de 1ª instância pode chegar a ganhar mais de 70 Mil reais mensalmente. Isto é um insulto aos trabalhadores que em sua maioria recebem apenas R$778,00 mensais, e também às demais categorias dos servidores públicos como são os juízes. Por isso, quero propor que façamos um abaixo-assinado contra este menosprezo deste poder pelas classes trabalhadoras. Não me importo de encabeçar este abaixo assinado que a meu ver deverá ser entre ao STF, Congresso Nacional e Presidência da República, só preciso de alguém que elabore o texto, pois, não tenho conhecimento jurídico para fazê-lo.

  • Edu, só pra saber: você está querendo afastar de novo os melhores leitores? Já sabemos que não temos oposição qualificada. Já sabemos que só vivem de agredir os outros, que são incapazes de argumentar de forma respeitosa. Por que está deixando passar insultos e agressões verbais nos últimos dias? Se tivessem o mínimo de respeito, poderíamos discutir e até aproveitar algumas de suas colocações. Mas não, querem apenas agredir, não defender ideias. Lamentável isso.

  • ♫ Comprei um fuminho bacana / P’ra queimar no meu fim de semana / É uma chibaba que é uma sensação / Em vez de palha é fumo do Carrão / Lá em casa todo mundo, óóó… / Lá em casa todo mundo, óóó… / Só quem não dá bolinha na chibaba é a vovó…

  • EDU:
    Não vou dar palpite ou criticar o tema em questão mas possa passar algo que sempre falei aos
    meios colegas de bar… (cachaça não faz mal mas a quantidade)…
    Nada na vida é ruim mas a quantidade sim.
    Para resumir e orientar o que tem que discutir não é as drogas mas os seres humanos…
    “Pai espero que eles nos perdoem, criamos a todos inocentes não sabem o que fazem”

  • Parabéns,Edu,por publicar comentários como o do Luccas Denn.Quanto mais lemos “preciosidades” da direita tresloucada e pretensiosa (pois todos se acham),mais temos a convicção que estamos no caminho certo e que o nosso rumo deve ser sempre mais à esquerda,desde que não alcancemos o extremo,pois os extremos sempre se parecem.O despudor do Luccas é tamanho que não só desdenhou do seu belo artigo (criticar em alto nível é outra coisa) ,como foi debochado com a resposta elegante e consistente de Maria Antonia Ferreira Monteiro. Continue provocando o “bom combate”,companheiro petralha.Tenho orgulho de fazer parte dessa turma.

  • Edu, fecho 100% com voce. Na minha opinião a solução para a violência aqui do Rio, e também SP, que tem seu epicentro no tráfico, é a liberação total de todas as drogas (talvez crack seja um caso a parte). As UPPs só dariam certo se fosse acompanhado por uma mudança gradativa na política para as drogas.
    O “war on drugs” que o Brasil copia dos EUA é um fracasso absoluta na AL todinha. Além de ser pretexto para os americanos meterem o bedelho aqui. Não há a menor dúvida, quanto mais liberal em relação ao uso por parte do cidadão que é dono de sua vida, menos violento é o país.
    O Brasil tem que fazer o contrário dos EUA. Liberar as drogas e proibir as armas. Mas com a bancada da bíblia e da bala, isso já era. Está tudo dominado, porque a grana que gira entorno do tráfico de drogas e armas, incluindo a corrupção de policiais e juízes é avassalador.
    Junte isso à ignorância e desinformação, e pronto, sem chance de evoluirmos como uma sociedade sensata como é a holandesa

    • Por que não o crack? Cada nova droga que inventarem vai ter que ter um “controle”, uma “comissão” que vai decidir se ela é “forte demais”, “viciante demais”, “prejudicial demais” para ser liberada ou não? Sentiram a “salada de confusões” que isso vai dar? Libera geral, então! Maconha, cocaína, heroína, crack… e depois se o cara virar viciado, querer cada vez mais, se ele começar a roubar/matar para ter isso. E se ele quiser largar o vício ele que pague do bolso 100% do tratamento, e por aí vai…

  • Prezado Eduardo,

    Esta alegação de que o hábito de fumar maconha (diambismo ou liambismo, no jargão técnico) é menos prejudicial do que o alcoolismo é uma deliberada falácia, propagada por grupos apoiadores da descriminalização e/ou da liberação do uso do THC (o princípio ativo da Cannabis sp.), mas não consegue o mínimo apoio em qualquer parecer técnico, seja de psiquiatras, neurologistas, fisiologistas, bioquímicos, etc.

    Com efeito, na contramão de eventuais declarações veiculadas pelos meios de comunicação, sobre curas miraculosas jamais constatadas cientificamente pelos testes duplo-cegos, o que temos certeza é do efeito vasoconstritor do THC sobre as microartérias cerebrais, que diminuem o afluxo sanguíneo em importantes regiões cerebrais, levando à morte de neurônios, problemas de memorização, aprendizagem, autocontrole emocional, etc.

    Sob o prisma exclusivamente médico, é comprovado também cientificamente funcionar o consumo de maconha como catalizador, ou gatilho de disparo de diversas síndromes psiquiátricas e neurológicas pré-existentes, mas que muito provavelmente jamais se manifestariam sem o concurso do THC, além é claro daquelas síndromes causadas diretamente pelo consumo de maconha, sem a necessidade de fatores genéticos.

    Se formos apelar para a saúde pública ou a ética social, é certo que o sistema público de saúde já é sobrecarregado pelo pagamento de verdadeiras fortunas para tratamento de doenças derivadas ou agravadas pelo consumo de tabaco e de álcool, pagamentos estes que recaem sobre toda a sociedade, e não apenas sobre os tabagistas ou etilistas. Não importa quanto o Estado arrecade em impostos com o tabaco ou o álcool, sempre dispenderá quantias muito maiores no tratamento das doenças oriundas destes maus hábitos. Pretenderem os defensores da liberação da maconha, que somente porque tabagistas e etilistas repartem com a sociedade as consequências de seus maus hábitos, significa que eles também tenham este direito, é usar a vileza alheia para justificar a própria.

    No que concerne exclusivamente aos aspectos atuariais previdenciários, também a afirmativa de que o alcoolismo é mais prejudicial do que a maconha é falaciosa. Com efeito, o alcoolismo incapacitante antes da idade média de aposentadoria é muito menor do que o que verificamos com o diambismo crônico, independentemente do surgimento de quadros psiquiátricos potencializados. Trocando em miúdos, se a um etilista médio é possível trabalhar satisfatoriamente os 35 anos até se aposentar, com perdas mínimas na sua produtividade, o mesmo não se pode afirmar do diambista, que em média se aposenta antes do tempo mínimo exigido, isto porque os danos cerebrais da maconha se apresentam muito mais rapidamente do que aqueles oriundos do consumo de álcool.

    Mesmo que aceitássemos a controversa afirmação de que tanto o etilismo quanto o diambismo produzam o mesmo dano cerebral, como os danos correspondentes ao uso do THC se expressam mais graves e mais rapidamente do que aqueles decorrentes do álcool, logicamente em caso de liberalização, toda a sociedade deveria arcar com os custos destas aposentadorias precoces, enquanto o suposto prazer dos usuários da maconha é exclusivamente deles, seus usuários. Não me parece muito justo e nem muito ético.

    A sociedade ocidental aos poucos vem conseguindo eliminar o hábito do tabagismo, que tantas mortes e mutilações causou e causa, desestimulando o consumo pela hipertributação, propaganda das terríveis consequências, proibição de propaganda pelos meios de comunicação de massa, etc. Por que motivos deveríamos substituir o tabagismo por outro hábito tão ou muito mais danoso à saúde, como no caso o uso do THC? Quer dizer que um erro justifica o outro? Só porque ainda existem tabagistas na população, devemos também permitir o diambismo? Então, por que motivos não liberamos também o uso do crack, da heroína, da cocaína, do ópio?

    O grande nó górdio da questão é o surgimento de uma geração solipsista, que pensa o mundo girando exclusivamente em torno de seus umbigos, extremamente individualista e que pensa em tudo como uma questão de direitos individuais, de liberdade individual descolada do sentido social. Para ela, consumir ou não cocaína ou maconha é decisão exclusivamente pessoal, na qual o “Estado malvadão” não pode se imiscuir, mesmo que ao depois, as consequências do “ato individual” devam ser suportadas pelo conjunto da sociedade, que deve ser sobrecarrega com aposentadorias precoces, tratamentos médicos desnecessários, porque realizados por doenças evitáveis. O tempora! O mores! (Cícero)

    Um abraço

  • mas tinha que ser o chaves mesmo !!

    Colega, a MACONHA traz consigo substancias NOCIVAS, sabia ?

    de seu abrandamento NENHUM digito nos livrará da violência urbana, do crime e trafico, ou do consumo e contrabando de outras drogas

    Vc já ouviu falar em MAMBA negra ? ..não ? então tá..

    as cepas hoje produzidas da maconha são infinitamente mais potentes que as anteriores ..estamos vivendo uma epidemia da PARANOIA ..hoje sua dependência e ESTRAGO é mais proeminente ..aliás, ela é tão nociva ao cérebro e pulmão quanto o álcool, variando aqui na quantidade em que se consome

    mais, EVIDENTE que a sua liberação interessa a todos debater, pois afinal, de seus males a SOCIEDADE é quem será convidada no futuro pra PAGAR a conta ou a “bolsa” ..como se tivéssemos clinicas, métodos e recursos suficientes

    sempre haverá um limite permissivo ..hoje é ela, e amanhã qual será a proposta ? liberar a coca e a heroína ? o crack tb ? ..e pensar que esta tão difícil limitarmos o cigarro e o álcool, e DEMAGOGOS agora vem com outras ?

    Francamente, prum cara que tem pena de assassino, de traficante e de ditadores, eu nem deveria ter me surpreendido ..VOCÊ é o U, viu ?! ..agora, citar THC e LULA como exemplos a serem seguidos ..JUSTO eles que falharam na política anti drogas e de segurança pública, francamente ?!

    e sobre o aborto é aquilo ..fiquemos com o que já temos ..HOJE existem contraceptivos, diversos e gratuitos ..as DSTs estão presentes ..o que se pede é um MÍNIMO ..responsabilidade na hora de afogar o ganso e de liberar a periquita, antes de gerarem mais uma vida indefesa com DNA exclusivo

    convenhamos, não é pedir muito, é ?

    colega, conselho, TENTE novas fórmulas e propostas mais OUSADAS e éticas, deixe de ser CONSERVADOR e reacionário ..admita-se propor do correto, embora trabalhoso (educar, educar, educar sempre) ..o “libertário” movimento dos hyppies já passou, esta esquecido já faz uns 50 anos

    ..aliás, mesmo passado todos este tempo, ainda faltam-nos terras boas pra produzir o que comer ..PORTANTO, melhor do que liberar a produção para fabricação da DROGA hedonista, melhor tomar a terra pra se fazer reforma agrícola

    tanta coisa e temas sérios pra nos preocuparmos (saúde, educação, mobilidade, segurança, maioridade) e vem esta tese diversionista ..tá parecendo outros que querem nos importar 3 mm de imigrantes/ano

    ..como se isso nos fizesse esquecer o que esta acontecendo ..sei sei

  • Excelente a frase:

    “Como se vê, uma maioria avassaladora dos brasileiros faz questão de manter controle sobre questões da esfera privada de decisão do indivíduo. As pessoas poderem fumar maconha, fazer aborto ou oficializarem relação amorosa com pessoas do mesmo sexo é uma decisão pessoal que a maioria do nosso povo quer manter como decisão coletiva sobre a vida íntima de cada um.”

    E digo mais, mesmo que esta ou aquela droga seja pior que o alcôol, se o cidadão quer prejudicar a própria saúde, isto é uma questão particular.

    P.S.
    Você escreve: ““E a maioria esmagadora não conhece ninguém que usa maconha”
    O segundo gráfico mostra o contrário.

    • vc deixaria seu filho ser conduzido por um motorista “de barato” ..e um operário na sua linha ?

      o que ? é só pra consumo em lugar fechado, dentro de casa e em momentos de folga ? sei sei

      ..já tô com o olho vermelho e a boca seca de tanto rir ..aliás, vou comer uma coisinha e já já eu volto ..se é que eu vou lembrar do endereço, claro ..mas o que eu dizia mesmo ?

      • A sua ignorância só encontra paralelo em sua falta de caráter. Não tem condições de dar espaço para gente como você. O que impede, seu cretino, que “o motorista do seu filho” tome umas doses de álcool a mais antes de dirigir? Sim, a maconha deixa o sujeito meio distraído, mas não se compara ao que acontece se tiver bebido. O que se espera é não contratar funcionários que usem drogas legais ou ilegais em serviço. Não dá para ter gente como você comentando aqui. A sua burrice é tanta que chega a feder.

      • Meu filho vai fazer sete anos no mês que vem. Esta sendo alfabetizado. Uma coisa a certa que eu não vou deixar ele fazer: ler os seus textos, pois é lendo que se aprende a escrever…

      • Romannelli, pense bem, desde a década de 30 que foi a proibição da maconha, começou a guerra contra o tráfico. Agora seja sincero, há mais de 80 anos de guerra contra a droga e qual o resultado disso????? Conseguimos acabar com o consumo????????????? ou aumentou ainda mais???????????? conseguimos acabar com o tráfico ou aumentou ainda mais???? Sou uma pessoa de pura lógica, não é à toa que estudei e trabalhei na área, então tenha um argumento lógico, pois, ao contrário não aceito, como já disse sou a própria lógica.

        • cara Nadia….essa sua logica esta furada a nao mais poder.
          Entao voce considera que se descriminalizarmos a pedofilia isso vai diminuir o problema?
          Que tal entao descriminalizar o homicidio, pois desde que o mundo e mundo existem leis que visam coibir tal pratica e a cada dia que passa mais gente e assassinada, em especial no Brasil, cujas estatisticas da violencia so aumentam.

          • Nestor,
            A sua comparação é sem paralelo! Não podem ficar no mesmo patamar. A pedofilia é crime em todo o Ocidente. Fere a dignidade humana! A maconha é relativa ao indivíduo e não fere a dignidade de nenhuma pessoa fora dele mesmo. Uma pessoa adulta ou adolescente quando usa drogas sabe o efeito que causa. Uma criança quando é abusada o é contra sua vontade, e, dependendo de sua idade nem sabe o que realmente está acontecendo. Como é que você tem coragem de colocar na mesma balança crimes absolutamente diferentes em natureza e grau?! Que raios de lógica é essa!
            Maria Antônia

          • Nestor, descriminalizar a pedofilia e o homicídio????? que ideia é essa???? o que uma coisa tem a ver com outra? Pedofilia e homicídio é crime contra outros e não a si próprio. Deu para entender a lógica? Por isso digo que sou a própria lógica.

  • Edu, há muito anos li na revista “Interessante” sobre a história da proibição da maconha nos anos 30 pelo EUA. Diante da lei seca, o povo americano começou a usar a maconha que os latinos fumavam, com o crescimento do uso incomodou muitos empresários poderosos, assim armaram, usaram a mídia divulgando um suicídio de uma moça que pulou da janela depois ter fumado maconha. Aí começou a proibição, não somente nos EUA como em todos os países. Sou a favor da liberação da maconha, é totalmente sem sentido essa proibição. Se for proibir todas as plantas que dá um “barato”, então tem que proibir a flor de Lírio, cujo o chá é muito mais delirante que fumar maconha, e proibir também o cogumelo. Então não sejamos hipócritas em proibir a planta cannabis. Na natureza nada é por acaso, se existe é por algum motivo, tudo é muito perfeito.

    • Nádia,

      “Na natureza nada é por acaso”. “Tudo na natureza tem necessariamente que ser bom” . Você já ouviu falar do mito do “Bom Selvagem”? Não?!?! Pois bem. A cocaína também é produzida pela folha da coca, para se proteger de dípteros machos; idem quanto ao ópio, produzido pelas papoulas para impedir que mosquitos suguem sua seiva e as contamine com vírus, bactérias e cogumelos; os crisântemos produzem o ácido crisantêmico, dos quais sintetizamos os piretróides, durante décadas os inseticidas mais eficazes depois do DDT.

      A nicotina mesmo, é produzida pelo tabaco para tentar evitar o herbivorismo, pois qualquer mamífero fica tonto e desorientado depois de comer determinada quantidade de folhas, de acordo com sua massa corporal.

      O LSD também não nos foi revelado por marcianos, mas é produzido por um cogumelo chamado Clavicepis purpurea que cresce sobre grãos de cevada.

      Então, se você conseguiu acompanhar o raciocínio, concluirá que todas estas substâncias psicotrópicas são da natureza, nenhuma delas foi inventada em um laboratório por um “Dr. Silvana” exótico, solitário e que detestava a humanidade.

      O grande problema é o título, o que em química significa a concentração. Os bolivianos mascam a folha de coca, mas a quantidade de cocaína ali é da ordem de PPM (partes por milhão), apenas para contrabalançarem os efeitos da rarefação do ar. Mas nossa química moderna descobriu métodos para concentrar os alcalóides de uma forma que afetam pesadamente o sistema nervoso central. Agora me vem você com a falácia do mito do selvagem, alegando que a maconha “é da natureza”. A maconha que vocês fumam não tem nada a ver com a Cannabis sativa descrita por Linnaeus, pois foi modificada nos últimos 500 anos de modo a conter quantidades cada vez maiores de THC.

      Esta planta cultivada em Pernambuco e no Paraguay, tem tanto a ver com a maconha trazida da Índia no século XVI, quanto os cachorros selvagens da África tem a ver com um “poodle”…

      • Roberto, você pode até ter razão, o homem transformou o que é natural para refinamentos, etc…, mas a maconha não passa por processo nenhum a não ser secagem da planta diferente da coca, papoula, ópio que passa por refinamento. Já vi maconha de perto e me parecia mais com chá verde e também já vi cocaína, a cocaína é pó branco parecido com bicarbonato de sódio, muito diferente da planta coca, a heroína também é muito diferente da papoula. Por isso eu digo que não vejo sentido nenhum dessa proibição a não ser por interesse dos que ganham com essa proibição.

    • Cara Nadia, desculpe mas nao havia a opcao de responder ao seu comentario e ao da Maria Antonia no topico em que eu postei o meu comentario, por isso vou colocar minha resposta aqui.
      Novamente, vou discordar da sua logica, pois voce usou o argumento de que as leis existentes para combater o uso das drogas nao foram capazes de faze-lo.
      Qual a lei que criminaliza o uso de drogas ? Nao se esqueca de que o usuario nao e mais considerado um criminoso, portanto, apenas a producao e o trafico de drogas ainda permanecem capitulados como crime.
      Pois bem…sua premissa, minha cara, nao tem nada de logica, pois quando eu lhe apresentei uma questao usando a mesma premissa voce alterou a sua a fim de sustentar a sua argumentacao.
      A sua premissa original foi: uma lei nao e capaz de diminuir a pratica criminosa, portanto, extiguindo-se a lei, ou deixando-se de criminalizar o ato, isso ira reduzir a sua pratica. Essa sua premissa e tao falsa como uma nota de R$ 3,00.

      • Nestor, chega de lero lero, você enrolou e não explicou e ainda criticou a minha lógica. Não entendi nada a sua argumentação, misturou tudo….

  • Essa posição retrógrada da maioria dos brasileiros contra a liberação da maconha é resultado de um século de lavagem / enxaguagem cerebral feita pela mídia a serviço da elite.

    Quem é contra a legalização da maconha?

    1) os traficantes, pois perderiam boa parte de sua renda, dificultando seu outro “negócio”: o tráfico de armas. As drogas ilegais financiam o tráfico de armas.

    2) os policiais corruptos e os juízes corruptos, pois perderiam boa parte de sua renda. Para eles, os salários são apenas complemento, o principal de seus ganhos vem do tráfico de drogas.

    3) a direita religiosa, pois haveria menos famílias levando usuários de drogas para serem “salvos”, prejudicando a santa renda desses santos homens.

    Por isso, a hipocrisia se mantém:

    1) cigarro é muito mais pesado que maconha, causando milhões de mortes no mundo. Mas é liberado.

    2) álcool é a mais pesada das drogas, matando ainda mais que o cigarro. Mas é legalizado.

    3) café é droga pesada, da mesma família do LSD. Mas é liberado, ATÉ PARA MENORES!! Que absurdo, deveríamos criminalizar o café!! Ou então, liberar a maconha… Manter o café legalizado e, ao mesmo tempo, proibir a maconha, não passa de hipocrisia.

    Os EUA criticam o governo boliviano por não proibir o povo de lá de mascar folha de coca, costume ancestral do país. No entanto, nos EUA, o café é liberado. Obama deveria fazer um acordo com a Bolívia: “vocês proíbem a folha de coca na Bolívia e nós proibimos o café nos EUA”. Que tal?

    Aproveito para falar da adoção de crianças por casais gays. Como disse uma assistente social, quando um menor está numa instituição e completa 18 anos, ele é colocado na rua com R$ 200,00 no bolso. Ou seja, há grandes chances de virar mendigo ou entrar para o crime. Mas os juízes (esses que recebem R$ 5.000,00 por mês de “auxílio-moradia”) em geral decidem contra a adoção. E, depois da audiência, alguns mandam um assistente lá para a boca de fumo para pegar o “um por fora” do tráfico de drogas.

    A hipocrisia do ser humano é infinita. E sua burrice também.

    • Perfeito, Roberto. Assino embaixo, hipocrisia e burrice. Acrescentaria apenas as doenças mentais, que também colaboram para o aumento do conservadorismo e do fanatismo religioso. Temos que entender que o Brasil necessita urgentemente de um programa massivo de saúde mental, talvez mais do qualquer outro país.

  • Eu sou a favor da descriminalização da maconha mas para fins terapêuticos. Tenho lido vários depoimentos favoráveis ao uso medicinal da maconha pois ela, comprovadamente, tem eficácia no combate à dor de muitas doenças, principalmente nas pessoas com câncer.

    • Helena,

      Pessoas em estado terminal de câncer, deveriam ter autorização para usar não somente maconha, mas qualquer droga que as faça felizes, mesmo que por momentos. Na minha opinião poderiam usar heroína, ópio, cocaína, LSD ou qualquer substância que as fizesse enfrentar com mais galhardia os difíceis momentos por que passam.

      Mas daí a querer fazer os outros de idiotas, dizendo que só porque é benéfico para alguns “morto-vivos”, deve automaticamente ser liberado para uso recreativo de coxinhas egoístas, vai uma grande diferença.

      Esquecem os coxinhas doidões que daqui a 35 anos minhas filhas ainda estarão trabalhando (até lá a expectativa de vida terá aumentado muito!) e previsivelmente estarão trabalhando para pagar a aposentadoria de um parasita que viveu a vida apenas fumando maconha, faltando ao trabalho, olhando a mulher dos outros indo para o trabalho e se “encostar” no INAMPS aos 28 anos de idade…

      • Roberto, o que você disse não tem coerência nenhuma, você está confundindo os usuários com os “nóias”. Como já disse anteriormente sobre um amigo usuário que é super inteligente, não é somente ele que conheço, no trabalho conheço muitos e digo mais, são os melhores na empresa, não faltam serviço, trabalham bem, e até o nosso chefe brincou dizendo que iria contratar mais usuários de maconha(rsrsrs). Conheço de perto os usuários, na minha juventude, no interior tem uma universidade estadual de engenharia, eu trabalhava no banco à noite onde os alunos dessa universidade faziam estágio, saíamos muito para passear, viajar, ouvir música(era a minha turminha) e eles ficavam fumando maconha, juro por Deus, nunca vi nenhum deles faltar a faculdade ou ao estágio, ao contrário eles eram empenhados no estudo e trabalho. Quando vejo pessoas como você dizer isso, me passa um total falta de conhecimento de perto. Temos que conhecer essas pessoas que são usuários de perto e não generalizar e achar que usuários e “nóias” é a mesma coisa.

        • Esses “usuários inocentes” durante a juventude, são exatamente os “nóia” aos 35/40 anos. Você deveria conversar sobre o assunto com médicos, psiquiatras ou neurologistas, bioquímicos e psicólogos, para poder falar com mais propriedade sobre o uso de drogas, ao invés de se contentar anedoticamente com os casos estatisticamente irrelevantes de alguns conhecidos de balada.
          Definitivamente, não é assim que se julga se determinada política de saúde pública é apropriada ou não, se alguma droga deve ser mais ou menos tolerada. Devemos nos basear em estatísticas do Ministério da Saúde, da OMS, etc., que nada tem a ver com interesses de policiais, juízes, etc., mas sim exclusivamente com o aspecto epidemiológico, sanitário, ou seja, técnico. Ou você acha que os médicos estão errados ou estão a serviço de outros interesses quando unanimemente condenam o tabagismo, o consumo de drogas, etc.?

          • É assustador ver como algumas pessoas não têm a menor noção daquilo que falam. Quem não sabe que o tabaco ou a maconha ou a cocaína ou o álcool fazem mal? Contudo, questões políticas e ideológicas permitem comércio de algumas substãncias e não de outras. Essa é a discussão, aqui. Esse seu comentário pretende ser profundo e é apenas ridículo, pois mostra dificuldade de entender qual é o debate, apesar de o título do post deixar bem claro

  • Caro Eduardo,

    Como é que um pai de família, sabidamente contrario a diminuição da maioridade penal, pode defender tão “probremente” o aborto?

    Maconha, cigarro, alcool, cada um sabe de si. O casamento gay já deveria estar liberado em todo o mundo.

    Porque para justificar a maconha são necessárias 67 linhas e uma figura enorme, e para o aborto 3?

  • Falou-se muito em estudos científicos mas ninguem os citou até agora. Portanto, se quiserem uma fonte acima de qualquer suspeita, fiquem com o The New England Journal of Medicine, 5 jun 14, vol 370, pg 2219: “Adverse health effects of marijuana use”.

    Dessa leitura tem-se que 10% dos usuários eventuais de maconha tornam-se viciados; se considerados só os adolescentes, esse número salta para 17% dos quais cerca de 50% adotam uso diário. Conforme demonstrado em animais de experimentação, há considerável perda de fibras neurais após exposição à droga, com afetação de sistemas integrativos, aprendizado e memória. Em pessoas geneticamente predisponentes o uso de maconha pode deflagrar número mais alto de quadros ansiosos ou depressivos, e de exacerbar esquisofrenia. Tanto após o consumo imediato como quanto a efeito a longo prazo, a maconha associa-se a maior incidência de desastres automobilísticos. Embora não demonstrável cientificamente, as substâncias contidas na maconha são potencialmente cancerígenas ou casadoras de doença pulmonar obstrutiva crônica. Há indícios de que usuários de maconha tenham maior labilidade imunológica e portanto maior suscetibilidade a infecções pulmonares.

    Isso posto, fica a critério de cada um saber o que é pior, se bebida alcoólica, cigarro ou maconha, sabendo-se que essa última, mais do que as outras, é porta de entrada para outras drogas. As bebidas alcoólicas e o cigarro já têm uma cadeia produtiva enraizada há séculos, e desmontá-la traria danos socio-econômicos imprevisíveis. Se a maconha passa a ser legalizada, deverá obedecer as etapas de plantio, colheita, industrialização, comercialização, o que a tornará muito mais dispendiosa do que o é atualmente, e basta lembrar que, se um dos itens mais contrabandeados no Brasil é o cigarro, mercê do alto custo do produto legalizado, o tráfico ilegal de maconha só terá a ganhar com a legalização.

    Finalmente, quanto ao direito de cada um de se drogar a seu bel prazer, esse é um conceito tipicamente não progressista, pois o custo social das doenças resultantes da adição a drogas pesa sobre toda a coletividade, daí a importância da prevenção.

    Se a proibição é a melhor maneira de reduzir o consumo? Não sei, parece que não tem sido assim, mas em compensação a liberação da maconha, sob o argumento de que “ou libera tudo ou não libera nada”, não parece o caminho mais adequado.

    • Eu não sabia esse dado de que quando há fator predisponente a maconha pode detonar a esquizofrenia. Mas um amigo que tem filho esquizofrênico e é atuante numa instituição relativa ao assunto, vive postando sobre isso.

      Eu sempre fui favorável à descriminalização e à legalização das drogas. Bebida alcoólica é um problema especialmente na adolescência, porque o cérebro só fica pronto de fato aos 21 anos e antes disso não há muito controle sobre os impulsos. Desse ponto de vista qualquer droga faz mal para qualquer adolescente.

      Como o vício em internet – que hoje é um problemão, já considerado questão de saúde pública em alguns países. Eu participei do grupo de apoio aos pais de filhos dependentes de internet, do Hospital das Clínicas. Meu filho superou logo o problema, mas os relatos que ouvi lá de pais e mães são de chorar. Não só adolescentes, mas filhos adultos, viciados em tecnologia/internet/jogos, deixam de tomar banho, de comer e ficam agressivos quando são interrompidos. Há casos graves. E poucas iniciativas de apoio. Um grupo de profissionais, do RS, faz um trabalho preventivo e já está fazendo isso com pais de bebês! Que colocam celulares nas mãos dos bebês para distraí-los. Há criancinha que, se você tirar o celular dela, faz xixi na calça na hora ou entra em surto. Coisa séria. Vejam na página do facebook, “dependência de internet” ou “dependência de tecnologia”, não lembro bem.

      O problema não é a droga, é como a usamos. Ela existe desde que o homem existe e sempre o acompanhou.

      Usamos com o mesmo consumismo com que consumimos outras coisas. Eu morei 3 meses numa aldeia indígena, lá o uso é ritual. Entre nós deveria ser recreativo, um ritual de fim de semana, por ex. O ser humano precisa de válvulas de escape. Mas a gente não tem limites. Digo isso porque sou viciada em cigarro desde sempre. Já fiz ‘n’ tratamentos para parar e fumo até hoje. Tão dependente que perdi a liberdade de decidir parar.

      Hoje, pra comprar maconha, não precisa subir o morro nem lidar com traficantes barra-pesada. É a coisa mais normal, segundo meu filho. Quando ele volta da escola à noite, vê adolescentes e adultos fumando tranquilamente enquanto andam na rua para o ponto de ônibus ou para casa.

      Enfim, acho que o problema não é realmente ser ou não proibido, é o que a gente deixa a droga fazer com a gente, por isso acho que devem liberar. Também pelo aspecto que o Edu comentou, de qualidade, pureza, algum controle. Há muita mistura perigosa hoje.

      • Renata, você disse tudo. Deveria ser legalizado e o dinheiro que é gasto com prisões, deveria ser gasto para informação e educação em relação à droga, tem que educar e conscientizar e não proibir…

        • Oi, Maria Antonia, embora meu único vício seja o cigarro Carlton da Souza Cruz, rs, entendo o que impulsiona os adictos, justamente pela minha dificuldade igual de interromper o vício. E sempre que posso me refiro a esse ‘vício’ novo, em internet/tecnologia, porque ainda se fala pouco sobre ele mas é tão pernicioso quanto outros e chega a destruir as relações familiares, de amizades, de trabalho. Quando vejo uma criança num carrinho, com o celular da mãe, brincando com o celular, me arrepio, porque sei que essa mãe não faz ideia de aonde isso pode levar. Quando percebi a dependência que meu filho havia criado de jogos de estratégia em grupo pelo computador (como o LoL, League of Legend, um dos jogos mais viciantes), resolvi falar e pedir ajuda. Aí descobri que várias famílias passam por isso mas têm vergonha de comentar. Eu havia decidido que não ia deixar meu filho adolescente perder a vida no escuro, só sentado, só no computador. Encontrei ajuda nesse grupo de apoio do Hospital das Clínicas.

  • Bota trabalhar nisso!!!!!!!!! Principalmente para educar a classe média débil mental, cujo cabedal de preconceitos e estupidez é imenso. Acho que você esquece um aspecto importante desse moralismo hipócrita que impede a liberação da maconha, e, que pode ser observado se pensarmos que o fim da criminalização acabaria não apenas com um grande nicho de Mercado para o tráfico, mas desmobilizaria toda uma estrutura opressiva, destinada a usar as drogas como forma de controle da população excluída, que vê no tráfico e na escravidão ao vício uma falsa válvula de escape, a qual na verdade a impede de enxergar sua condição oprimida e passar a participar ativamente na luta de classes. Com a legalização da maconha, que seria um primeiro passo para legalizar-se as outras drogas ilícitas, a Sociedade poderia discutir abertamente sobre elas, evidenciando o quanto são DANOSAS PARA A SAÚDE, o que levaria à diminuição do consumo no longo prazo, sem contar que os viciados poderiam receber acompanhamento médico mais especificado, uma vez que a aquisição desses produtos ocorreria em estabelecimentos credenciados pelo Ministério da Saúde, onde os compradores receberiam esclarecimentos(seguindo a linha do que é hoje feito com o cigarro, só que de forma muito mais assintosa e sem medo de “contrariar” uma indústria que, ao contrário da do cigarro, estaria iniciando e não teria o poder econômico que hoje tem o lobby do tabaco). Assim, ao invés de ficarmos no mito de que a maconha é “porta de entrada” para outras drogas, pensemos que a legalização da maconha, além de desmobilizar um imenso mecanismo de controle e opressão das classes excluídas(e também dos países da América Latina, já que a desculpa das drogas ainda é um mote para a ação imperialista dos EUA na região, ainda que o consumo de drogas dos ianques seja o principal sustentáculo da produção em nossa região), também serviria como primeiro passo para uma estratégia verdadeiramente eficiente de combate às drogas, qualquer tipo, lícitas e ilícitas, qual seja a de regulamentar e controlar seu consumo, acompanhando-o com supervisão médica, o que sem dúvida leva à diminuição do uso de drogas a níveis mínimos, baixa ver o exemplo da Holanda, que ainda tem uma população carcerária infinitamente menor em termos percentuais que a brasileira, já que o controle do uso e venda de drogas naquele país acabou com um dos principais filões para a formação de criminosos, o tráfico de drogas. Analisar essa questão sem mitos e de forma racional, é fundamental para combatermos um dos bastiões do conservadorismo brasileiro, que como tantos outros impede nossa população de compreender os verdadeiros interesses que escondem práticas de dominação por trás de um moralismo hipócrita e superficial. Parabéns ao Cidadania por levantar questão tão importante

  • “A maconha é a porta de entrada para as drogas “pesadas””.
    Se por outro lado dissermos que a liberação da maconha é a porta de entrada para a liberação das ditas drogas pesadas, chegaremos perto da resposta à sua pergunta.
    A narco-economia já chega perto da do petróleo, com uma vantagem: não é contabilizada e não paga imposto, mas sustenta o cassino financeiro internacional. Associada a ela há um enorme mercado “shadow” de armamento que também passa pelo cassino.
    O circuito da coca passa pela Colômbia, México, dois protetorados do consumidor final USA. Que é o patrocinador da “guerra” contra o tráfico.
    O maior produtor e exportador de ópio é o Afganistâo, também protetorado americano.
    E há, ainda, as histórias do envolvimento do “deep state” americano com toda a narco-indústria.

  • Não deu pra comentar antes mas é um assunto de suma importância e que deveria ser citado mais vezes (quanto for possível) a questão da descriminalização das drogas, pois o surto de violência do país tem a ver com isso. Já que o povo não associa uma coisa a outra, o maior alimentador de armas e violência hoje no país é o crime organizado, ligado ao tráfico de drogas ilícitas.

    Pralém dos estereótipos que os reaças costumam dar ao tema, até porque as passeatas em torno disso costumam ajudar nos ataques pela caricatura que fazem da coisa, não tratando como tema de saúde e segurança pública, a esquerda brasileira é literalmente uma piada de mau gosto com a questão da segurança pública e saúde pública em torno dessa questão.

    Deixam a direita ditar a pauta do debate e sempre na defensiva, não pode ser assim. Sai governo, entra governo, e os caras não têm qualquer discussão, proposta, agenda sobre segurança pública, drogas etc.

    Aí criaturas como o Bolsonaro posam de paladinos da moral, da segurança etc por essa falta de proposta e posição da esquerda como questões sobre essa das drogas e a ligação dela com os homicídios no país e circulação de armas.

    É nesse ponto que se deve bater sempre quando se for discutir a questão da descriminalização da maconha e afins. Esse ponto o povo costuma ouvir com mais atenção, pralém do moralismo e superstição em torno da maconha etc que só serve a discurso de pastor demagogo e extremista de direita pregando que tem a solução pra criminalidade no país, quando não têm coisa alguma pois eles são parte do problema e não da solução.

  • Acho difícil comentar, pois não tenho conhecimento científico sobre.. Mas acredito que a liberação é sempre melhor em todos os casos.

  • Alguém já viu bêbados assaltando banco ou mesmo pessoas? Prá comprar cerveja ou uísque? Comparar maconha com vinho então… mas, tem gente que insiste em dizer que pau é pedra…
    Véio Zuza ainda prefere marafo e charuto…

  • Baseado no gráfico: “Com a legalização da maconha o tráfico de drogas irá diminuir”, 32% acha que sim e 67% acha que não. Temos aqui um questão importante. Como será legalizada? Se for diferente de como se comercializa o álcool pode ser que os 67% estão certos. Se o “consumidor” tiver restrições tipo comprar apenas em farmácias, identificar-se, ou ter boletim médico para especificar seu consumo em uma semana, mês, ano, enfim, se houver controle de aquisição do produto como me parece ser o caso do Uruguai, aí é bem possível que o tráfico irá persistir. Sou a favor da liberação total. Assim como não se vende álcool a menor de 18 anos, também concordaria com essa restrição quanto à maconha. Apenas essa. E para quem pensa que usuário de maconha assalta banco é bom dizer que essa ideia não passa de um ledo engano. Por incrível que pareça o usuário de álcool sim, é capaz de assaltar um banco. Quem faz uso de maconha, quando muito, assalta a geladeira para aliviar a larica.

  • Edu,

    tem um livro muito bom do Içami Tiba “Educação familiar presente e futuro” que tem um capítulo dedicado ao assunto.
    Vale a pena ler.

  • A pergunta que eu faço, Edu:

    com a legalização da maconha, os traficantes vão fazer o quê?Vão se matricular em um supletivo e procurar um trabalho honesto?Não creio.Vão migrar para outra atividade ilegal com a mesma lucratividade.

  • Edu,

    assisti a um documentário em que um psiquiatra relatou que estudos mostram que as consequências de acidentes automobilísticos nos EUA em decorrência do uso de maconha já é equiparável ás de uso de álcool.
    Sou contra qualquer legalização sem um estudo aprofundado sobre o impacto social.Deixem outros países menores legalizarem e veremos as consequências.
    Que interesses estão por trás?

    • Mauro, nos EUA já há vários Estados onde é legalizada a maconha. Aliás, essa premissa parte do princípio de que a maconha deixa de ser usada por ser proibida, quando nunca foi tão usada. A proibição serve apenas ao crime organizado

        • Acho que toda proibição é ruim. Para saber o que fazer com outras drogas acho que o primeiro passo seria legalizar a maconha e acompanhar o processo

      • Mas o que eu defendo é que é preciso um estudo profundo do impacto social em ambas as situações.

        Há psiquiatra nos EUA que questiona se foi melhor ou pior, para a sociedade, a legalização do álcool.

        Pode ser que a proibição seja melhor do que a liberação.

        O estado está preparado para a legalização e seu impacto?

        Penso que a legalização está longe de ser uma solução óbvia e de consenso.

        Se o argumento é que vai diminuir a violência, ninguém provou ainda a lógica.E nem que o consumo vai diminuir.Por lógica, acho até que vai aumentar.Existem 3 universos de pessoas: as que sempre usarão sendo legal ou ilegal, as que nunca usarão, e as que só usarão se for legal.Não acredito que alguém deixará de usar só por ser legal.E a analogia que eu faço é com álcool.Eu só bebo porque é legal.Se fosse ilegal eu não beberia.E assim com outras pessoas.Não conheço ninguém que deixa de beber por ser legal e beberia se fosse ilegal.

  • Poderia liberar todas as drogas. Inclusive a cocaína para que ficassem baratas e saíssem do descontrole sanitário como acontece hoje. O pobre entra no crack porque é muito mais barato. Antes de tudo teria de se banir os financiamentos de campanhas indo para o financiamento público. Assim acabaríamos com a bancada das drogas. O judiciário tinha de ser escolhido pelo voto do povo também. Acabar com a influencia do dinheiro das drogas ilegais na política seria o passo fundamental. E nas escolas tratarmos do conhecimento sem preconceito.

  • Liberar a maconha sim

    Casamento gay sim

    Aborto NÃO

    Vc nem ninguém tem direito sobre a vida alheia

    A morte do ser humano nunca poderá ser a solução para qualquer problema

    Não se comporte como um fetofobico Eduardo, o fato da vida humana em seu estado embrionário não fazer passeata para se defender nem terem representatividade não faz deles menos humanos e nem tem menos direito à vida do que vc e seus filhos.

    Gays, negros, judeus também já foram considerados ‘seres humanos menores” e dizimados, igualzinho se faz agora com seres humanos em estágio embrionário,

    Assista no youtube o filme de horror chamado “grito silencioso” e depois vem escrever sobre o aborto.

    Abaixo a FETOFOBIA

  • Maconha não!

    Por Andreia Salles

    “Se você acha que a legalização da maconha acaba com a guerra das drogas, basta olhar de perto o estado norte-americano do Colorado, que legalizou o uso da maconha recreativa no final de 2013. Apenas 60% de toda droga consumida vem de lojas ou plantações individuais. Os outros 40% são vendidos por traficantes. Droga vinda do México. O motivo é simples. Com o imposto cobrado pelo governo, a maconha que sai a U$ 36 nas lojas, pode ser comprada a U$ 10 no traficante, em média. A melhor forma de tomar uma decisão difícil é olhar para trás e ver o que aconteceu com episódios parecidos.

    Primeiro, vamos olhar para a experiência que já temos com drogas lícitas, tabaco e álcool. A legislação brasileira não permite que menores de 18 anos ingiram bebida alcoólica. Quem aqui nunca viu um menor enchendo a cara em um bar? Não existe fiscalização, não existe punição, não existe campanha educativa.

    Outro argumento para a legalização é a arrecadação de impostos. O montante gasto na saúde pública com o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco é de R$ 21 bi, 30% do orçamento do Ministério da Saúde e 3,5 vezes maior do que a Receita Federal arrecadou com impostos de produtos derivados do tabaco.

    No início de maio, esteve no Brasil um dos maiores pesquisadores de esquizofrenia e psicoses desenvolvidas a partir do uso de maconha, o médico inglês Robin Murray. Ele apresentou índices alarmantes de desenvolvimento de doenças mentais a partir do uso. O médico ressaltou que é muito raro as pesquisas na área da psiquiatria apontarem todas para a mesma direção, mas que isso tem acontecido nos estudos com maconha.

    Um dos estudos apresentados pelo médico mostrou o risco ainda maior de desenvolver esquizofrenia nos usuários que começaram aos 15 anos, 4,5 vezes maior do que em quem começou a fumar na idade adulta. Só que todos sabemos que a maconha atinge principalmente os adolescentes. O médico-psiquiatra Valentim Gentil, um dos maiores pesquisadores dos efeitos psicóticos da maconha no Brasil, diz que “oficializar a maconha é abrir uma fábrica de esquizofrênicos”.

    Alguém pode dizer que “todo mundo já usa, então, é melhor legalizar logo, não é mesmo?”. Errado. E para desmascarar esta tese vou novamente mostrar a experiência da legalização no Colorado. Antes da liberação recreativa, o estado já autorizava o uso para fins medicinais. Até 31 de dezembro de 2013, existiam 100 mil usuários cadastrados. Um ano depois da legalização, em 31 de dezembro de 2014, estima-se que esse número tenha passado de 1 milhão de usuários. O motivo é simples: a droga, quando se torna legal, desperta interesse, principalmente entre os jovens. A pergunta que devemos fazer é se nosso país tem condições de ter mais uma droga legalizada. E mais, se realmente precisamos expor crianças e adolescentes a riscos irreversíveis, pois esquizofrenia não tem cura.”

    http://www.uniad.org.br/interatividade/noticias/item/23149-maconha-n%C3%A3o

    • O argumento mais ridìculo é o último. É óbvio que com a liberação o número de usuários cadastrados tende a subir; quem usava escondido se cadastra para ooder usar legalmente. É uma loucura achar que a liberação fez crescer 10 vezes, automaticamente, o contingente de usuârios. Outra: quem diz que um jovem sente-se atraído pelo que ê legalizado, nunca foi jovem; ê o contrário. O artigo inteiro parte da premissa de que a proibição inibe o uso. Há que levar quem escreveu isso à porta de qualquer faculdade, onde baseados circulam livremente de mão em mão. Com a liberação o que aumenta é a trsnsparência do uso, não o uso em si. Antes da liberação, o distema público de saúde gasta para tratar problemas relacionados à droga sem fonte de receita que nào sejam os impostos. Com liberação durge fonte de financiamento. Se for verdade que no Colorado 60% jâ compram maconha legalmente apesar do preço mais alto em 2 anos, é muito bom. Com o tempo tende s sumentar porque a droga legslizada tem mrlhor qualidade. Se a maconha pode causar danos psicológicos, o álcool csusa muito mais, além do fìgado etc. Isso sem falar do tabaco. Ora, por que não proíbem? Esse artigo é uma bobagem. Foi escrito sob a mesma mentalidade que proibia o divórcio; o Brasil chegou a querer obrigar as pessoas a permanecerem casadas. Está cheio de tarados neste país que querem controlar a vida alheia

      • Eduardo,

        Só porque minhas convicções neste pormenor em particular, sobre a propriedade ou não do uso da maconha, não concordam com as suas, acho que não te dá o direito de classificá-las como “ridículas”. Você não aceita que pensem diferentemente de você, sem que necessariamente tenha que desmerecer os argumentos? Você é o dono da verdade ou alguns médicos, psiquiatras e neurologistas, também podem estar certos?

        Esta tua atitude me faz pensar que você deve ser membro/simpatizante do PSOL, pelo sectarismo, pela prepotência e arrogância intelectual, pela negativa de tentar entender o argumento que te confronta, como qualquer dogmático escolástico, que só sabe que tem razão, sempre e até o final dos tempos…

Deixe uma resposta