Leitores mudaram o blog para cá

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Confesso que segurei por alguns dias o lançamento deste blog e que só consegui lançá-lo porque vocês o trouxeram para cá, leitores. Alguns de vocês o descobriram antes que eu o divulgasse e o divulgaram, simplesmente porque a internet é como uma gigantesca e avassaladora onda que ninguém pode controlar, e é aí que está a imprescindibilidade desse fenômeno que ninguém sabe aonde irá parar, se é que parará de se expandir algum dia.

Tentei segurar a mudança do blog mesmo anunciando a página para que vocês a visitassem. Pedi que não fizessem comentários, mas eles começaram a vir com força, como aquela onda, de novo. Vocês queriam vir, ansiavam por entrar nesta nova casa e se espalharem, e explorarem-na, e isso me trouxe felicidade e segurança para dar um passo que hesitava dar simplesmente porque o blog no UOL, o nosso Cidadania, mudou a minha vida, ensinou-me como jamais me ensinaram, inclusive sobre mim mesmo.

Ao fazer parar aquele blog dizendo que ele se mudou para cá, senti como se estivesse matando o Cidadania.com, tirando-lhe o ar que são vocês, leitores, que lhe sopraram a vida e o fizeram crescer e se consolidar, e que me permitiram dar as contribuições que pude ao país, uma história que este novo blog contará. Aqui será contada, em espaço específico – já que a casa é bem maior do que a anterior –, a história que eu e tantos de vocês construímos juntos naquele bom e velho blog, o qual será mantido respirando artificialmente, transformando-se em um arquivo da história política recente do país.

No Cidadania.com surgiram fenômenos como o ato público contra a Ditabranda da Folha, as representações ao Ministério Público, a formação do Movimento dos Sem Mídia e, talvez o que me marcou mais, a solidariedade de centenas e centenas de leitores quando a situação de saúde de minha filha Victoria começou a se agravar. Durante semanas a fio vocês me sustentaram, enquanto ela permaneceu naquela UTI. Não sei como teria sido se não fossem vocês…

Enfim, aqui estamos. Continuarei dando o melhor de mim por vocês, sim, mas, sobretudo, por nosso país, berço de nossos antepassados, futuro de nossos descendentes; pela verdade, pela justiça, pelo que é correto; sem pedir nada em troca, tentando provar que alguém pode fazer alguma coisa por todos sem esperar nada além da satisfação do dever cumprido. Ou melhor, esperando apenas que, em um futuro distante, alguém se lembre do que tentei fazer, mesmo que eu não consiga.

Muito obrigado por virem comigo. É uma honra poder escrever para vocês.