O livro de Conceição Lemes

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Outra grande amizade à qual quero dar espaço, e que faço com atraso, é à fecunda amizade que tenho pela jornalista Conceição Lemes, alguém que já se tornou parte da minha vida e da vida da minha família.

A amiga acaba de lançar um livro que, nas suas palavras, “É um livro sobre saúde e não sobre doenças. É para a população em geral”.

Estou um tanto quanto mortificado porque tive que viajar para o interior do Paraná para um negócio de última hora e não pude ir ao lançamento do livro da Conceição. Mas, enfim, ela conhece a minha vida…

Voltarei ao assunto do livro, porque é de suma importância, sobretudo por ter sido escrito por aquela que é considerada por muita gente entendida como a melhor jornalista de saúde do país.

Enfim, meus amigos, fiquem com a apresentação de uma obra que oferece informações que importam a cada cidadão vivo ou por nascer neste país.

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Saúde – A hora é agora

Por Conceição Lemes

Saúde é:

Ausência de doenças? Sentir-se bem física e mentalmente? Ter acesso a serviços médicos de qualidade? Ter moradia, emprego e salário dignos? Ter bons hábitos de vida? Ter uma boa noite de sono? Não depender de filhos, noras e netos para pagar as contas, fazer comida ou divertir? Exercitar-se frequentemente? Prevenir doenças e tratá-las quando aparecem? Ter uma alimentação saudável? Dar adeus ao cigarro? Morar em lugar com água e esgoto tratados? Rejeitar armas de fogo? Usar cintos de segurança? Se beber, não dirigir?

Pois ao contrário do que muitos imaginam, ausência de doenças não é saúde. Saúde é tudo isto: água, esgoto, moradia, alimentação, trabalho, salário, lazer, sono, atividade física, sexualidade, relacionamento, emoções, estresse, assim como prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Saúde é controle de doenças físicas e mentais, qualidade de vida e capacidade de interagir com outras pessoas, a comunidade e o ambiente. Logo, existem indivíduos saudáveis aos 20, 40, 60, 80, 90 ou mais. São pessoas que conseguem manter bom equilíbrio físico, psíquico, social e ambiental, consequentemente são funcionais para as coisas que pretendem fazer.

“Ter médicos, diagnósticos e tratamentos de qualidade, sempre que necessário, é vital”, frisa o doutor Mílton de Arruda Martins. “Porém, estilo de vida é o fator que mais contribui para reduzir a mortalidade das doenças que mais matam, como as cardiovasculares, pulmonares, câncer e acidentes de trânsito.”

O doutor Mário Ferreira Jr. reforça: “Promoção de saúde é o que mais traz grandes benefícios”.

Aqui, duas boas notícias.

Primeira, é possível, sim, intervir no principal determinante das doenças que mais matam no Brasil, e evitá-las.

Segunda, a editora Manole lança no dia 24 de junho este livro que vai ajudar a população em geral a viver mais e melhor: Saúde – a hora é agora.  Seus autores: o médico clínico Mílton de Arruda Martins, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP; o especialista em medicina ocupacional e promoção da saúde Mário Ferreira Jr., coordenador do Centro de Promoção da Saúde do Hospital das Clínicas de São Paulo; e a jornalista especializada em saúde Conceição Lemes, a mais premiada no Brasil por reportagens nessa área.

“É um livro sobre saúde e não sobre doença”, frisa o professor Mílton de Arruda Martins, que antecipa.  “Não há fórmulas mágicas. Cada um de nós tem que assumir parte da responsabilidade pela própria saúde. O que o livro faz é ensinar o que pode ser feito para se viver mais e melhor. Ele foge das ‘receitas de bolo’ e da medicalização excessiva dos tempos modernos.”

Saúde – A hora é agora não visa a prevenir esta ou aquela doença, mas a cuidar da saúde como um todo.

“Para isso é fundamental que tenham acesso às melhores informações”, salienta o doutor Mário Ferreira Jr. “Daí, o livro ser baseado totalmente em evidências científicas.”

O livro tem 463 páginas distribuídas em 11 capítulos. Cada um é um guia prático sobre o tema, feito em formato de reportagem. Grandes especialistas foram entrevistados. Entre eles, médicos, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos, assistentes sociais, nutricionistas, enfermeiros, dentistas e veterinários. Também foram ouvidos cerca 500 cidadãs e cidadãos brasileiros, inclusive algumas personalidades