Plínio ‘vence’ debate soporífero

Opinião do blog

Ironicamente, foram de dois blogueiros expoentes do PIG que vieram duas das análises mais generosas sobre o desempenho de Dilma Rousseff no debate da TV Bandeirantes de ontem. Ricardo Noblat, de O Globo, e Lauro Jardim, da Veja, foram precisos no que aconteceu ali ao lembrarem que o discurso dos tucanos era o de que o seu candidato iria “estraçalhar” a petista e isso não chegou nem perto de acontecer.

Dilma e Serra, expoentes do debate, estavam, literalmente, em pânico. Marina idem. E Dilma, um pouco mais do que esses dois adversários.

Mas quem acha que nervosismo determina alguma falta de qualidade do candidato ou lhe tira votos, está enganado. E se o nervosismo do tucano e da petista não lhes tirou votos, a serenidade e o bom humor de Plínio de Arruda Sampaio devem lhe render alguns poucos milhares de intenções de votos após um debate de baixíssima audiência.

Apesar do argumento válido de que Plínio estava calmo e bem-humorado porque é um franco-atirador que nada tem a perder, e de que se candidatou mais para puxar votos para o seu partido, foi estimulante ver a lucidez e o vigor de um homem de oitenta anos que foi o mais jovem e arrojado naquela arena eleitoral.

Pena que as idéias de Plínio sejam inexeqüíveis e malucas. Se acordasse de seus ideais intransigentes – que não são de todo maus –, poderia dar grande contribuição ao país em vez de ser mera curiosidade eleitoral.

Voltando ao que interessa, digo que quem mais perdeu nesse debate foram José Serra e Marina Silva. Dele, esperava-se que triturasse Dilma e não chegou nem perto disso, o que dá uma vitória por pontos à adversária. De Marina, também se esperava que brilhasse para dar algum salto nas pesquisas, mas ela, como disseram os desanimados blogueiros do PIG, em vez de brilhar, deu sono.

O lado bom do debate, foi o nível. Depois da invertida que Alckmin tomou nas pesquisas em 2006 quando, no primeiro debate, começou agredindo Lula verbalmente, Serra foi um docinho diante de Dilma. Todo meigo, tentou dar uma de Lula e deu até uma choradinha básica. Um momento patético e doloroso do fim de carreira de um político que um dia considerei promissor e no qual até votei, nos anos 1980.

Por outro lado, dizer que Dilma precisa melhorar nos debates será uma bobagem, pois Serra é extremamente experiente e estava extremamente nervoso, ainda que, a meu ver, menos do que a principal adversária. Lula, em 2006, com tantas eleições nas costas, também teve momentos de nervosismo.

Além disso, a petista marcou tentos como o de trazer o governo FHC para o debate e ao fazer Serra entrar no jogo dela pedindo-lhe avaliações sobre o popularíssimo governo Lula. A estratégia obrigou o tucano elogiar o governo a que se opõe. Depois, foi só Dilma se vincular ao mesmo governo e correr para o abraço.

Apesar de que a petista foi se soltando com o passar do tempo, ainda que de forma insuficiente, nas entrevistas de cada presidenciável depois de encerrado o debate ela estava extremamente tensa, de novo.

Finalmente, peço que reflitam o seguinte: se pessoas politizadas como eu, que escrevo um blog político, e como vocês, que lêem este e outros blogs políticos, achamos que o debate foi chato, imaginem o cidadão comum. Com 6 pontos de audiência, esse debate talvez gere algum benefício exclusivamente para Plínio, porque, com a irrisória situação que apresenta nas pesquisas, qualquer pontinho lhe fará alguma diferença estatística.

O que se viu no debate da Band, pois, nada mais foram do que propostas genéricas, platitudes disputando primazia e discursos tecnocratas absolutamente incompreensíveis para a quase totalidade da população. Quanto mais vejo esse pessoal instruído se perdendo na própria instrução, mais percebo que não viverei para conhecer político com a capacidade sobrenatural de Lula de falar de forma que o povo entenda.



150 comments

  • Eu não achei que a Marina estava nervosa, concordo com o Plínio, eles foram pouco requisitados, ela brilharia se não estivesse atrás de gigantes nas pesquisas como Serra de Dilma, foi ignorada.

  • O PIG BAND, fez questão de puxar o nanico PSOL, como fizera em 2006, com Heloísa Helena. A Traíra Marina que não convence aos moradore do Acre. que nãõ passam de 200 mil eleitores, achar que pode com seu Ecodiscurso, em MINAS- RIO E SÃO PAULO. O Plinio, o respeito. O Plínio desmascarou a Marina como sua aluna, nada mais nem menos, um lixo, a pergunta é a seguinte: A quem interessou trazer o Plínio, para o debate? Meu ponto de vista, a DILMA13, se saiu muito bem para nós o POVO. Vou de DILMA13. de Belo Horizonte.

    • Eu não tenho certeza, mas acho que a legislação eleitoral obriga que os debates tenham todos os candidatos de partidos com representação no Congresso, por isso a presença do PSOL. De qualquer maneira, acho que a presença dele não prejudicou a Dilma.

    • É que para não trazer todos os candidatos, a Band optou por trazer apenas aqueles candidatos cujos partidos tenham representação no Congresso, foi um jeito de filtrar.

    • Plínio foi convidado porque a lei eleitoral determina que só candidatos cujo partido tenha representação no Congresso Nacional podem participar de debates.

  • Respeito o Plínio, com seus sonhos utópicos, mas achei que ele pegou pesado qdo falou que o FHC assentou mais sem-terra do que o Lula, e embora a Dilma tenha mostrado os números de assentamentos, poderia ter comparado com os do governo anterior para dar uma idéia mais concreta. Se assim fosse, o MST não estaria apoiando a Dilma, como de fato está, e estão convictos de que, num eventual governo Serra, estariam ferrados. Na verdade, esse formato de debate é realmente um porre, e bem fez o Lula que não compareceu ao debate no 1º turno em 2006, e brilhou nos debates do 2º turno.

    • O MST apóia a Dilma por casa dos 8 anos de "boquinha" através de ONG's. E ela não deixou claro que apóia as invasões como forma de pressão. Só quem o fez foi o Plínio.

      • E os outros 502 anos de "boquinha" das oligarquias (Capitanias Hereditárias: pai para filho para neto…), não contam? Alegre-se: dizem que miopia tem cura.

        • Não foi o PSDB que liberou a "boquinha", nem nos 8 últios anos, nem nos tais 502 que vc falou. Aliás, não sei de onde vc tirou esse número.

          • O PSDB é o herdeiro dessa "boquinha". Seus quadros são descendentes dos Bandeirantes, assassinos e ladrões a serviço dos Orleans e Bragança. E não me venha dizer que eles são "desbravadores", isso é história da carochinha!

          • De fato, Haroldo, há duas coisas que me deixam, como brasileiro, produndamente envergonhado: profesores contando nas salas de aula que os bandeirantes foram heróis pioneiros, e dizerem para as crianças orgulharem-se da Guerra do Paraguai.

    • Sônia, é importante desmistificar essa estória, tantas vezes repetida, de que FHC assentou mais famílias que o Governo Lula. Até porque trata-se de um bom exemplo de como FHC manipulava magistralmente a estatística, sempre a seu favor.

      Vamos lá: quando o Governo FHC entregava um título de posse de reforma agrária, o fazia sem compromisso quanto à questão judicial. Em outras palavras: ele entregava um título decorrente de mero ato administrativo, sem garantia quanto a recursos judiciais, deixando para o assentado o risco de enfrentar, se fosse o caso, um embargo judicial promovido, por exemplo, pelo fazendeiro que se julgasse prejudicado pela desapropriação. Resultado: o assentado recebia o título num dia, e, no seguinte, não raras vezes, uma decisão judicial impedia sua posse. Um bom exemplo de tais ocorrências encontramos em São Gabriel (RS).

      É desnecessário dizer que, quando a Justiça impedia, na prática, um assentamento considerado na estatística de FHC, tal contagem não era revertida. "O que é bom a gente fatura, o que a ruim a gente esconde", lembra?

      Quando Lula assumiu seu governo, imediatamente determinou ao ministério envolvido que só fossem entregues títulos de posse após esgotadas todas as querelas judiciais, evitando que suas estatísticas considerassem assentamentos na prática não efetivados. Esta é a diferença, portanto, dos levantamentos estatísticos na reforma agrária de FHC e Lula: a de Lula considera assentamentos definitivos, enquanto a de FHC considerava, a rigor, apenas expectativas de posse, que muitas vezes não se confirmavam, pois eram levadas depois para a discussão judicial.

  • O que irrita nesse processo é avaliar o desempenho dos candidatos como se fossem atores se submetendo a um teste para alguma montagem teatral. Ora, não deveria ser o ponto mais relevante um candidato ter boa ou má desenvoltura, empostação de voz, expressão corporal ou ser fotogênico… Deveríamos avaliar propostas e habilidade para governar. Mesmo que o candidato seja gago, feio, desengonçado ou mal vestido – pode ser extremamente competente.

    • Este foi o argumento mais plausivel que ví por aqui até agora. Imaginem se tivesse que ser eleito (na primeria eleição) olhando os seguintes termos: falando bem, calmo, com boa aparência e outros prerequisitos que se traduzem mais em etiqueta. em que falar como Lula, com espontaneidade, enrvoso ounão, tem que falar as coisa de uma maneira que o povo possa entender.

    • Você tem toda razão. Ninguem contrataria Garrincha olhando para as suas pernas tortas e dispensaria a genialidade de João Gilberto se fizesse um teste de voz com ele.

      • Também concordo plenamente com o Roni…a elite gosta de espetáculo e impõe seu mau gosto ao povão…o que importa verdadeiramente é a intenção de quem vai assumir o cargo…as boas decisões governamentais não são tomadas diante de uma câmera de TV. Pelo contrário, elas são minuciosa e amplamente discutidas. A desenvoltura teatral só atende a exigências da etiqueta elitista, nada mais.

    • Estou de acordo com o Roni, e eu não gostei do formato do debate, antidemocrático e muito pouco tempo para os candidatos falar de suas propostas ou as defendê-las, para mim o que não presta nos debates é a maneira como eles são elaborados pelo PIG. Todos os candidatos realmente estavam nervosos menos o Plínio, mas para mim isso não significa nada, agora o serra deveria por obrigação ter se saido melhor, uma vez que já está calejado de debates e enfrentamentos com tantas eleições que ele próprio se gaba de ter participado, ficou clarto para mim que está muito longe de o serra ser esse preparado que tentaram nos vender, portanto estava com Dilma 13 e é com ela que continuo.

    • Roni, boa sintese.
      Muitos estavam preocupados se os candidato(a)s tinham maquiagem pesada e outras boubagens.
      Nervosismo eu vi em Lula e outros políticos tarimbados.
      Temos que avaliar o conteúdo do candidato, suas preposições, propostas em benefício do povo.
      Gostei do Plínio quando abordou a desigualdade, todos falam em desigualdade, mas na verdade quem fez alguma coisa nesse sentido, foi o governo Lula.
      Quando vejo um candidato de um partido (PSDB)que usufruiú oito anos do CPMF (a maior contribuição social que já foi criada) e por estar na oposição, resolveu retirar do governo 40 bilhões anuais.
      Quem pagava essa contribuição? Quem mais tem.
      Resolveram doar para quem mais tem essa bagatela de 40 bi.
      Assim sendo resolvi ir de Dilma.

    • PER-FEI-TO!!!!!!!!!Parabéns Roni.
      Conheci pessoas super competentes que não tinham esse lado descolado da oratória.
      Também tímdos ,acho que a competencia da Dilma está acima de sua gagueira,nervosismo(que é normal)etc

      Meu voto é para ela.
      O Plinio e Marina são crias do Pt…

  • A impressão que tive foi rigorosamente esta; aliás, chegava ser divertido ver os twitteiros ironizando o fato de que não sabiam que os problemas do país estavam na próstata, na indústria naval e na APAE.

    • também achei que beiraram o ridiculo as propostas "curtas" do vampirinho… mas uma qualidade ele tem: mente com a cara mais limpa do mundo. Pena que não é bom ator, é canastrão.
      Dilma transmitiu mais verdade, pareceu sincera. Marina foi bem na poesia ao menino Dado (achei bem legal, me emocionou).
      Plínio parecia a esquerda festiva dos anos 80… muitas idéias utópicas, quase nada de pés no chão. Mas teve seus bons momentos – pena que cômicos.

      Enfim, o debate foi chatinho, roda-presa demais.

      ( Eu queria mesmo é saber o que o Presidente LULA achou do Debate… )

  • Edu,

    Fico contente que vocês achem que quem perdeu mais foi o Serra. Porque eu achei que a Dilma foi a pior. Quer dizer, minha avaliação na verdade é oposta a sua. Acho que o Plínio foi o pior de todos, justamente porque as propostas dele são completamente fora da realidade. Aliás, como a velha esquerda ele não tem proposta realmente. Sem dúvida se mostrou mais tranquilo e bem humorado, mas não é suficiente,

    O que aconteceu com a Dilma??? Por que tanto nervosismo??? Eu já vi ela falando bem na TV antes. No programa do Datena, por exemplo, na Globo defendendo a Petrobras…. Ela parece que a cada dia fica mais nervosa, com a popularidade subindo….Acho que talvez a estratégia do PT não esteja sabendo trabalhar bem com ela.

    Já o Serra, esse pilantra virou ator! Patético, ao menos para mim. Espero que o povo também ache.

    Já a Marina, é mais maluca do que o Plínio. Com a diferença que ela não sabe. Ela parece achar que vai chegar em Brasília e governar só conversando…

  • Concordo plenamente. Foi muito chato e bota chato nisso. Exceção do Plínio, que atuou de forma mais solta, com posições claras de oposição no sentido de mudar a direção e rumo do governo, os outros três, Serra, Dilma e Marina, pareciam estar discutindo um plano de governo sabe-se lá de quem, numa mistura de posições aproximadas, com roupagem diferente. Marina e Serra propondo remendos nada impactantes, meros programas, sem que acrescentassem muita coisa ao que já vem sendo feito, perdoável no caso da Dilma que foi governo e pretende ser sua continuadora. Marina e Serra pouco mostraram que correções fariam, porque pareceu que não discordam, no geral dos rumos do governo Lula,. Marina fez até defesa do governo, e Serra nas críticas que fez demonstrou uma tremenda cara de pau em tudo que criticou, especialmente no campo da saúde, onde seu partido atuou e foi decisivo para derrubar a CPMF e retirar quase quarenta bilhões de reais que eram direcionados ao setor, sendo responsáveis por muitos retardos de ações nessa área, também nos investimentos nas estradas que o governo Fernando Henrique deixou em tal estado de desleixo e falta de conservação, que só por cinismo e bota cinismo nisso foi citada como problema de ineficiência do atual governo, mesmo estanto a maioria em estado incomparavelmente melhor. O cinismo do Serra chega ao limite quando diz porque Lula sendo contra as privatizações, não reestatizou as empresas e, principalmente quando se refere ter sido defensor da criação da Petrobrás, tendo participado ativamente do governo que quebrou o monopólio estatal do petróleo, que tentou enfraquece-la, para ser privatizada, e até tentou mudar seu nome para o ridículo Petrobrax. Se o debate fosse campeonato de cinismo, procurando mostrar quem se mostrava o maior cara de pau, não haveria dúvidas de que Serra foi o que melhor se saiu no debate.

  • Esse é um dos inúmeros talentos de Lula(e que os fascistas fingem não perceber):saber comunicar-se, ou seja, passar a mensagem da forma adequada a cada ambiente. Quanto ao debate, discordo veementemente da afirmação de que Plínio "brilhou". Só se for para quem esperava um show de humor(embora algumas piadas e ironias sejam ótimas, desde que não se restrinja o discurso a isso). Quem conhece o intelectual Plínio de Arruda Sampaio, suas propostas e posicionamentos(ainda que, não exatamente extremos, mas impraticáveis neste momento, na atual conjuntura de forças existente), DECEPCIONOU-SE com o vazio e a superficialidade do discurso dele que, nos raros momentos em que teve um mínimo conteúdo, não expôs o real caminho para construir-se as propostas apresentadas(Plínio quase não falou a palavra "Socialismo", mostrando que o PSOL é um partido "burocrático", que voltará, e morrerá, após o término das eleições ao discurso moralista vazio). Em suma, o conteúdo do seu discurso foi limitado e sua didática estreita e inacessível. Continua…

  • Continuação : Quanto a Serra, saltava aos olhos seu nervosismo e, mais que isso, a ENORME FALTA DE CONTEÚDO DOS DISCURSO QUE APRESENTAVA E O QUANTO ESTAVA "TREINADO"(PARA PIORAR ESSE TREINAMENTO, O DEPRIMENTE FINAL, COM "CONSELHOS DA FILHA" SOBRE SEU SORRISO E A TENTATIVA FRACASSADA DE IMITAR A NATURAL EMOTIVIDADE DE LULA CULMINARAM A HUMILHAÇÃO DE UMA CARREIRA POLÍTICA QUE ENCERRA-SE MELANCOLICAMENTE – E NÃO NEGO QUE ESSE MERECIDO FIM DEPRIMENTE DE SERRA CAUSA-ME GRANDE ALEGRIA). Acabou colocado por Dilma nas cordas, já que foi obrigado por ela a elogiar o Governo Lula(ou assasinaria previamente sua candidatura)e viu a petista colar-se a Lula e não pôde desassociar-se de FHC(sem contar a pergunta do tucanérrimo "jornalista" José Paulo de Andrade, sobre o "sumiço" que os tucanos deram em FHC nas duas eleições. Do jeito que Andrade odeia o PT, evidentemente recebeu "ordens" do patrão para fazer o questionamento, o que torna um pouco crível a sua afirmação de que a Band é "menos PIG"). Continua…

  • Serra? Tentou o tempo todo desvencilhar-se de temas incômodos, a ponto de de chegar ao limite de perder a calma. Foi salvo pelos intervalos. Buscou diminuir a experiência do passado como fator de aprendizagem. Projetou dimensões futuras como se não tivessem vínculo com o presente. Não passou confiabilidade, embora mais claro que Dilma em seu discurso vazio e repetitivo. Ao final, em entrevista, tentou minimizar o carimbo de hipocondríaco que Plínio lhe aplicou.

    Dilma? Começou muito nervosa. Saltou de um tema para o outro sem concluí-los, preocupada com o tempo que lhe era destinado. Assim como Serra, e os demais candidatos, não sabe se servir da epistemologia popular e dos dados de simiose que caracterizam suas formas de expressão. Isso Lula faz como Mestre. Melhorou muito no final, mas ainda é confusa ao se expressar. (CONTINUA)

  • (CONTINUAÇÃO)
    Marina? Perdeu-se entre o discurso de Serra e Dilma. Parecia referendar apenas as posturas dos dois adversários. Também levou um carimbo de ecocapitalista, aliás, seu samba de uma nota só. Deixou essa impressão.

    Plínio? O melhor entre todos, descontraído e, às vezes, até jocoso. Passa a impressão de uma responsabilidade serena. No entanto, se acertou na forma, deixa a desejar na metodologia a ser empregada para a implementação do socialismo com liberdade. Tanto como os outros precisa entender como se dá a vida das pessoas no seu dia-a-dia, como escalam seus problemas, como se expressam e como desejam administrar e superar contrariedades que as afetam. Faltou ao Plínio os pingos nos is de quem o ouve.

    Por fim, não foi fácil aturar a chatice desse primeiro debate. Ninguém dos candidatos conseguiu distinguir o novo, a partir do significado que as pessoas imprimem em suas experiências de vida.

  • Continuação : Continuando sobre a "mudança" da Band, embora ela seja contraditória : se por um lado Andrade desnudou um dos podres tucanos(esconder FHC, pois sabem que foi o pior presidente da história deste país); por outro, não dá para engolir os tais "sorteios", referentes à ordem aos candidatos, em que Serra foi o primeiro em que quase todos(o que dá grande vantagem). Voltando ao debate : Da mesma forma que Serra, Marina também tentou vestir uma "máscara"(a da equilibrada, que elogia os "méritos" de todos- a mentira que a direita construiu para ela) e saiu-se mal. Não "colou"(provavelmente devido ao estigma de "traíra" que justamente foi-lhe imputado). E Plínio colaborou nisso, ao lembrar que ela "estava no Governo atá pouco tempo atrás" e "tinha dificuldade de pedir demissão". Para piorar, sua falta de propostas, decorrência da natural limitação da candidatura(monocromática, só vinculada à ecologia)terminaram por fulminá-la, transformando-a numa candidata entediante. Continua…

  • Continuação : No seu "show" humorístico, Plínio terminou por fuzilá-la definitivamente, ao chamá-la de "ecocapitalista" e lembrar corretamente que, sem acabar-se com o Capitalismo(embora ele não tenha falado em "acabar", preferiu "limitar-se o lucro", mostrando o quanto o PSOL é protocolar), não se resolverá o problema ambiental(não posso deixar de lembrar o impagável momento em que Plínio chamou Serra de "hipocondríaco", face à obsessão do tucano em uma proposta idiota sobre saúde, pena que Plínio limitou-se apenas às piadas). Quanto à Dilma, sem dúvida estava muito nervosa, o que prejudicou-lhe a didática que, se não foi ruim, poderia ser muito melhor, mas teve UM FATOR IMPORTANTÍSSIMO A SEU FAVOR : OS NÚMEROS DO GOVERNO LULA. Continua..

    • Então Marina foi fuzilada com o epiteto "ecocapitalista". O ilustre comentarista poderia, por favor, nos brindar sobre o significado deste termo e tambem como Marina pode ser identificada como tal ? No caso de o ilustre atender-me, solicito que seja breve; uma frase com duas orações bastam.

  • Meu ponto de vista é o seguinte: Dilma se saiu otima para um primeiro debate em um canal aberto. Deve aparecer mais debates pela frente. No início do debate fiquei apreensivo com o que dilma iria falar e se portar, mas vi uma dilma que segurou a inesperiencia de debates pois, todos estavam de olho nela e em serra. Parabéns Dilma daqui para frente e só manter que vamos faturar essa no primeiro turno.

  • Continuação : Números que falam por si(é tão estrondosa a superioridade do Governo Lula sobre o de FHC e todos os outros que já existiram neste país, que basta "numerar" seus feitos e eles caminham sozinhos, sem contar que já há uma indiscutível "conscientização coletiva" sobre o sucesso de Lula). Isso não quer dizer que Dilma limitou-se a números frios, apesar do nervosismo(mais do que natural para uma inicante em debates como ela, aliás, pequeno, se pensramos em alguém na sua condição de debutante. Serra estava um pilha, com 40 anos de vida política. Dilma soube mostrar os méritos do governo também em palavras, colou-se a Lula(e colou Serra a FHC) e obrigou o tucano a elogiar Lula(sem contar que desmoralizou algumas mentiras de Serra, como quando ele tentou comparar o "Luz para Todos" a um ineficicente programa tucano). Tenho certeza que, a despeito das naturais hesitações de qualquer iniciante, vimos ontem o nascimento de uma grande debatedora.

  • A coisa mais patética e ridícula foi o tom emocional falso que o Serra tentou nas considerações finais. Ficou parecido com o cara super tímido, que ao tentar mudar o estilo, tenta passar uma imagem de desinibido, só que fica muito falso. Ele deve ter sido orientado a imitar o Lula(que é realmente emotivo e portanto, verdadeiro), só que ficou bem claro não passar apenas de estratégia. Muito ridículo!

    • Verdade. E logo que terminou o circo, repórter da rádio Band já levou um coice do animal por causa de uma pergunta que pertubou aquele semblante 171.

  • Serra veio da UNE.É experiente em assembleísmos.Dilma,realmente,estava nervosa mas não a ponto de se perder.É normal para quem nunca foi candidata.
    Eu acho que o povo tende mais a confiar em quem,nervoso,fala com honestidade do que em palanqueiros com os quais convive há dezenas de anos.Por isso,acho que Serra passou a imagem de político profissional-o que a população detesta.
    Para mim,Dilma só precisa de mais jogo de cintura.Ser mais engraçada,sorrir,ter mais picardia para(junto com a grande capacidade técnica que tem) brilhar em qualquer debate.
    Me ficou a impressão,também,de que Dilma mostrava o nervosismo das mulheres que começam a comandar o país em diversos campos.Parecia,um pouco,minha sobrinha aqui em Teresina que teve de assumir a escola do pai ao vinte e poucos anos.Ao falar em público as mãos suavam em bicas.É normal.Hoje ela dá aulas e coordena todo o segundo grau da escola.
    O mundo agora é de vocês,mulheres!!!Não temam!!!!!!!!

  • Não sei se o desempenho contido de Dilma foi planejado ou não, mas existe uma "lei" de marketing e comunicação que dia: Não se deve chegar ao apogeu antes da hora. Quem precisava dar uma largada mais brilhante, estimulante e aglutinadora era o Serra. E isso não chegou nem perto.

  • Por tratar-se do primeiro debate de Dilma, ela se saiu muito bem. Poderia ter questionado mais Serra a respeito dos pedágios, PCC e as privatizações do governo FHC. Agora o Serra defendendo as estatais e que irá valorizar os servidores públicos foi para dar rizada.

  • E o Serra falando do Mutirão das Varizes! Eu nã ouvi, (me disseram) Mas esta afirmação do Plinio de que o Serra é Hipocondríaco (só fala em doença! (dele é claro) Mas não faz por melhorar a da população com progamas de governo de maneiras plausíveis é de doer! Faltou só ele falar: estou como aquele pássaro "Condor"! Com dôr aqui , dôr ali. dôr lá etc e etc. é de doer mesmo!

  • Convenhamos, para um primeiro debate, na vida dela, logo para o maior posto da nação (não uma vaga de emprego), até que se saiu bem. Lula teve 20 anos para amadurecer. Poderemos esperar menos tempo dela?

  • Dilma deve assumir seu lado "estreante". Não há vergonha nisso. Deve se apresentar até como além de competente, realizadora , ministra , etc Estreante em "debates , câmeras, luzes , Ação…". Mas os marketeiros e os "tarimbados" políticos que a cercam jamais deixariam ela fazer isso. Eles querem moldá-la , cada um "a sua imagem e semelhança". Enfim… O povo terá sensibilidade para perceber isso. O que ela tem que fazer é mínimo. Representa um governo aprovado quase que totalmente. Não precisa complicar. Esse é o mote.

  • Com todo o respeito ao passado do candidato, Plino tende muito mais ao folclórico dado o conteúdo utópico de suas "propostas". Vi o debate do começo aofim e acho que a grande vencedora foi Dilma Rousseff. Conseguiu levar com clareza suas propostas, encurralou Serra e não caiu nas pegadinhas de Plinio. É sem dúvida, a candidata melhor preparada, debateu com classe e transmitiu segurança aos telespectadores. Serra está desesperado, não sabe para quie lado vai. Marina me causou boa impressão, evoluiu bastante e creio que poderá ser útil no governo da presidenta Dilma.

  • Apesar de não concordar c/ suas idéias ( e saber que são questões que merecem profunda reflexão por parte dos eleitores e políticos) Plínio deu o show . Se fosse analisa só o debate p/ votar votaria em Plínio.

  • Sorry….mas ver dilma chegando com Palocci não foi muito animador….
    Depois, nervosismo é falta de treino….cadê os assessores ??? Será que ela só tem assessor do PT que fala que ela está sempre bem???

  • Lamentável o "vamos ao que interessa" depois de comentar sobre o Plínio. Bom mesmo é discutir peculiaridade e não a grande política, discutir, como disse o Plínio, as divergências e não as convergências.

  • Foi um vazio de dar sono. Esperava coisa melhor. Um Plínio, do alto da sua escalada política, fazer piadas querendo ser diferente e por vezes conseguiu embora ali não fosse o lugar para isso. Marina é de uma nota só. Sua "sustentabilidade" já enche o saco. Ela não percebeu ainda que esteja jogando no ralo seus belos momentos de vida, nascida do zero-politica á senadoria e defensora das nossas matas. Dilma nervosa, intercalando muito o "é…" entre palavras. No fim disse o que eu realmente esperava: Dizer algo que mostrasse o governo Lula e sua intenção de dar continuidade em tudo que de bom foi feito. Faltou-lhe coragem para fazer paralelos com as lambanças do FHC ajudado pelo Serra, justamente no momento em ele falou da Petrobras e "raspou" pelas privatizações. Era o momento de a Dilma soltar o verbo nessa questão. Quando Serra falou nas suas qualidade de ministro da Saúde, pensei que alguém fosse fundo nas cobranças. Estradas velhas? É muito mais fácil deixar estragar em oito anos que reparar ou duplicar em sete. Serra nervoso, c reio que com medo de alguém tocar nos seus desmandos no governo paulista. Melhor mesmo foi a Dilma mesmo tendo os nervos a flor da pele. Para inicio não foi de todo ruim.

  • A observação do Plínio de que todos os candidatos presentes, inclusive a Marina, estavam "jogando para a torcida" com um patético bom mocismo foi realmente genial e deu a tônica do debate: chato, frio, com candidatos que não mostraram e que vieram. Agora, cá pra nós, o Lula, se quiser aganhar a eleição, tem que esconder a candidata atrás dele. Sozinha ela não passa confiança nenhuma. Gagueja, se distrai, confunde dados…

    • Excelente observação, Raphael. É isso mesmo. Por isso ele é o candidato de mais valor. Apesar de não concordar com um linha do que ele fala, admiro-o por seguir defendendo o o que acredita.

      • Realmente… A idéia báscia é transformar o Plínio, com décadas de luta entre os movimentos sociais em um palhaõ e ridicularizar suas idéias que, em suma, são as MESMAS que o PT defendeu ao longo da sua história, ao menos até a eleição que levou Lula ao poder…

        Aliás, idéias que várias tendências do próprio PT defendem!

        Mas, realmente, melhor o PMDB, Roseana, Hélio Costa, gente de esquerda de verdade!

        Pragmatismo, governabilidade… Mas Reforma Agrária? Pra que, né? Kátia abreu e seus comunistas que aproveitem…

          • Grande argumento, meu chapa! Discordar do PT é crime capital! Só os iluminados do PT irão nos salvar do buraco! Só existe este projeto, TODO o resto é Tucano! PCB, PSOL, PSTU… Realmente estamos condenados sem os grandes salvadores da pátria!

            Os maranhenses estão em festa, viva Roseana, a salvadora!

          • Raphael, é aí que o PSOL, PCB e PSTU, entre outros, se perdem. Aliás, desde sempre esse foi o problema da esquerda brasileira. Às, vezes, cara, é melhor ficar, aguentar o tranco e tentar mudar, do que sair, se separar e ficar sem nenhuma chance de realizar algo concretamente. Isso aconteceu em 62 também, quando uma ala do Partidão rachou e fundou o PC do B. Poucos comunas da época tentaram ficar e unificar o partido, unir as idéias, unir as formas de luta, unirem-se, em suma. Entende aonde quero chegar?

            Continuando, aí o PT chega no governo e realiza, ainda que timidamente, muito mais do que os partidos de direita jamais conseguiram em décadas e décadas. Antes, a direita só conseguiu fazer do Brasil um dos países mais desiguais do mundo. E o PSOL, PCB, PSTU? Quer seguir mudando ou ficar só no discurso?

            Esse, é o jogo da direita. É a esquerda que a direita adora. As razões do fracasso do PSOL, por exemplo, você mesmo postou em seu site. Ao invés dele apresentar-se como alternativa, apresentou-se como anti-Lula. De certa maneira, negou todas as pequenas conquistas que Lula conseguiu, em 8 anos. Distorceu a realidade em prol das ideias. Ideias (e ideais) sem base não existem, é sonho. Só quando a base tá fincada é que a realidade começa. E ideias que atropelam a realidade tão fadadas ao fracasso.

            Se o PT agora é situação – em que ainda pode realizar alguma coisa – a extrema esquerda, caricata e delirante, reduziu-se à pura e simples oposição, junto com PSDB, DEM et caterva. Ou seja, virou um projeto de ego. Só fica na teoria. Uma pena.

            A extrema esquerda precisa repensar seus projetos.

            Teoria é fácil.

          • Esse papo de "jogo da Direita" é realmente uma mordaça. Alguns tentam criar o medo da vitória do Serra para tentar calar a voz dissidente.

            Plínio toca em pontos fundamentais, como a Reforma Agrária, e ninguém pode respondê-lo, porque ninguém a fez ou tem propostas de fazê-la. então novamente entra o papo de ajudar a direita. Oras, se o PT em oito anos não se interessou em efetivamente fazer uma profunda reforma agrária no país, porque questionar este fato – como faz o MST constantemente – seria jogar com a direita?

            A verdade é de direita? Eu acho que não. Então, realmente, eu não entendo.

            Plínio mostra que existe uma alternativa. Em uma sociedade conservadora como a nossa sabemos que não será eleito, mas o crescimento de sua campanha forçaria a inclusão do PSOL na mesa de negociações. Com peso e força, o PSOL poderia pleitear junto ao PT, poderia pressionar e ter peso para isso. Seria uma chance de trazer o PT, ou o governo, para a esquerda.

            Isso tudo se chama d eintolerância. Aviso, o PT não é o único com projeto. Os petistas precisam parar de se achar os donos da verdade.
            http://tsavkko.blogspot.com/2010/08/plinio-social

    • Rafael, o Plínio é um grande brasileiro, suas idéias são as mesmas de sua juventude! Taí sua falha! Eu o admiro muito, mas infeliz do homem que vive sempre no mesmo. Raulzito já dizia que "prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter a mesma velha opinão sobre tudo"! Não discordo do Plínio quanto as ideias, mas nas formas de persegui-las. A direita esta viva, vivissíma, meu caro, não convém "desrespeitá-la", sabemos quais são as consequências de ignorá-la ou de enfrentá-la sem garantias (ou salvaguardas).

  • Edu acabo de ver em Lauro Jardim.
    Pesquisa que será divulgada pelo o Ibope no JN, trará más noticias para os tucanos.Na sexta-feira passada, o ibope mostrou Dilma cinco pontos a frente de Serra.Agora a diferença cresce-sobretudo por votos perdidos por Serra no Sudeste.

  • Concordo com a análise de Edu.
    Mas, acho também relevante, como foi dito aqui, considerar que Dilma estava estreando, e mesmo com todo treino, não há jeito de não ficar nervoso. Eu sou professor há quase vinte anos (com experiência desde crianças, adolescentes e nos últimos dez anos universidade), tenho especialização, mestrado e doutorado, e com certa frequência ainda fico nervoso.
    O nervosismo faz parte da responsabilidade, do levar a sério o que se estar fazendo.
    O debate enfim foi muito chato, não acho que atinja o povo diretamente. Talvez a repercussão do debate, através da mídia e das pessoas que se interessam por política (como nós), possa indiretamente ter alguma influência.
    Se alguém ganhou votos devido ao debate, este foi Plínio.
    E se alguém perdeu, este foi Serra, certamente….. (e talvez Marina, talvez).

  • Na verdade Plínio de Arruda Sampaio é o ÚNICO candidato de esquerda nessa eleição. Ele defende ideias que até pouco anos atrás eram bandeira do PT. E ele foi muito corajoso e preciso afirmando que Serra, Dilma e Marina são todos farinha do mesmo saco. Apenas fingem que são diferentes.

  • Plinio é Mestre. Ele defende teses que eu defendia há 20 anos atrás, faz bem em defende-las já que nelas acredita. estava bem a vontade.

    Serra não devia estar tão nervoso, afinal, já participou de muitos debates, tanto para prefeito, governador e presidente, foi na minha opinião excessivamente técnico.

    A Maria a vejo falar melhor em entrevistas, nervosa também, foi meio enfadonha.

    A Dilma acho que estava mais nervosa de todos, tem um problema na fala, parece que gagueija, sei lá o que é aquilo, mas se saiu bem ao trazer FHC para o debate e tem dos tres a pose de estadista, conseguiu transmitir isso.

  • Na primeira intervenção da Dilma o tempo dela venceu sem que ela conseguisse responder tudo que lhe fora perguntado. Mas Serra lhe deu ajuda, dando oportunidade de Dilma completar sua resposta.

  • "Pena que as idéias de Plínio sejam inexeqüíveis e malucas". O que é isso, Eduardo? O Plínio não é nenhum Suplicy e merece respeito. Talvez o discurso ideológico do Plínio te pareça estranho diante do "pragmatismo" do pt, mas é essencial que uma anticandidatura seja pautada pelo que você classifica como "ideais intransigentes".

  • SERRA, frases ufológicas (só acredita quer quer) sem nenhum conteúdo verificável = o mesmo velho mentiroso enganador de sempre.
    DILMA, na sua primeira sabatina de verdade, mostrou dados e comparou resultados = saiu-se muito melhor que o esperado e agradou.
    MARINA, muito bem intencionada mas falta vivencia no combate politico.
    PLINIO, idéias brilhantes, mas sem nenhuma chance no cenário político atual.

  • Não vi. Pelos comentários, deve ter sido um debate bem chinfrim. Se o Plinio se destacou, é justamente porque sobre ele não pesa responsabilidade alguma.

  • O Plínio ganhou o debate, e é uma pena que os eleitores da Dilma que comentam por aqui não reconheçam que ela foi muito mal, e que a Marina Silva foi muito bem.

    O Serra foi o Serra, e nem deveria ser mencionada a sua participação, pois ele não foi ao encontro. Serra é "fake" de si mesmo.

  • Acredito que a chatice fica por conta dos excessos de termos técnicos. Ora, o telespectador comum jamais vai entender aquilo. Quando deixou de falar para os acadêmicos e falou com o povo, Dilma foi muito bem no último bloco, por exemplos. O tom é aquele e precisa ser avançado, na minha opinião.

  • Embora o IBOBE não leve em consideração a nossa audiência (nordeste), não assiti ao debate, não
    concordo que eles sejam tão importantes para a tomada de decisão na hora de votar, como faz crer a Globo por exemplo que chegou a dizer que Lula foi ao segundo turno, que deveria calçar as sandálias da humildade, por não comparecer ao debate no primeiro turno em 2006. Há outras formas menos televisivas para se conhercer o nosso candidato, a minha decisão já está tomada e não o comportamento nos teatros dos debates que farão mudá-la.

  • Se ganhar Debate para o PiG (Noblat , Jardim, veja, globo, band e etc) é fazer piadas para os telepctadores, como fez o presidenciável Plino, utopiando em seus sonhos, aos demais adversários, prefiro dormir mais cedo ou simplesmente ir ao circo, talvez tenho mais motivo pra sorrir.

  • Dilma estava realmente nervosa no primeiro bloco. Mas não nos esqueçamos do que se passou quando de sua primeira participação, e que certamente contribuiu para ela iniciar insegura: a Band, como não poderia deixar de ser, lhe aplicou uma de suas constumeiras sacanagens: enquadrou uma câmera frontal, como o fez para os demais candidatos, mas abriu uma câmera lateral para a sua fala. Resultado: Dilma ficou esperando o sinal da câmera frontal para iniciar sua explanação, enquanto que a câmera lateral, que estava já com a cena no ar, a mostrava inerte, como que petrificada. Quando se deu conta, Dilma teve que se virar para a câmera lateral, numa posição totalmente desconfortável, e tão desenquadrada que os dois microfones ficaram quase que sobrepostos. Além de passar ao público a impressão de estar desconcentrada, perdeu preciosos segundos neste embaraço. Uma "casca de banana" certamente premeditada pela equipe técnica do debate. Nada que surpreenda alguém como eu, que conheço as tramóias dos debates da Band de longa data.

    • Muito interessante esta observação. Esse "truque" da Band fez com que Dilma parecesse vacilante, e, sem dúvida, surtiu algum efeito na estabilidade emocional dela.

  • Entdendo o motivo, mas é uma pena que Ciro não esteja participando. Seria enriquecedor para o debate. Com sua verve Ciro estraçalharia a tucanagem. Não deixaria pena sobre pena. Entretanto entendo que não podemos deixar magem para divisões como ocorreu no Chile e Ciro candidato iria disputar o eleitorado de Dilma beneficiando serra que já tem marina como aliada. Adorei a participação de Plinio como franco atirador. Taxar Serra de hipocondríaco foi ótimo e Marina de ecocapitalista melhor ainda. Torço para que Dilma melhore cada vez mais. O primeiro debate é sempre mais dificil. A experiência lhe dará a calma necessária.

  • Placar do debate? 0X0. Resultado serve mais a Dilma
    JOSIAS DE SOUZA (FOLHA)

    Ficou no zero a zero o primeiro debate presidencial da sucessão de 2010, promovido pela TV Bandeirantes.

    Ninguém saiu de campo contundido. E nenhum candidato fez um golaço capaz de levar a arquibancada a trocar de time.

    Melhor para Dilma Rousseff. Ruim para José Serra. Por quê? A oposição alardeara durante meses que, nos debates, Serra faria picadinho da rival.

    Ao deixar a arena inteira, a candidata de Lula cumpriu a tabela. Quanto a Serra, foi como se tivesse cedido o empate num campo que era considerado seu.

    De resto, em termos de audiência, o debate perdeu de goleada para o outro evento da noite: a partida entre São Paulo e Internacional.

  • Achei que Dilma Rousseff é mesmo um luxo de candidata.
    Nunca dantes na história deste país tivemos a oportunidade de ver uma Presidente pronta e acabada aspirando ao cargo.
    Pequeno nervosismo, modos de falar mineiros, a gentileza de não esmigalhar o Serra quando houve chance de nocauteá-lo de vez e para sempre – com uma boa esquerda bem aplicada – só agregaram valor à sua performance.
    Um debate tem que ser visto, na sua totalidade. Ver pedaços apenas não possibilita ter uma visão global. O fracionamento não ajuda a análise. Uma árvore sozinha é só uma árvore. É preciso olhar a floresta toda. E cada árvore, na floresta.
    A Dilma só fez confirmar como foram acertadas as escolhas de Lula e da maioria do povo brasileiro, que a está apoiando já maciçamente.
    Até o Serra a apoiou, quando identificou o governo de Lula com a Dilma. Se Lula está com 80% de aprovação pessoal e o seu governo com 77%. o que se pode inferir?
    É Dilma e não tem erro. Com a força do povo!

  • BomDilma a Todos,

    Dilma não é um politico profissional. Daquele tipo, bateu levou e “eu prometo acabar com a falta de segurança…” etc. e é isso que gosto nela. Uma certeza eu tenho, com ou sem debate:

    – DILMA é
    – Preparadíssima para o cargo
    – Honesta,
    _ competente;
    – compenetrada na medida certa;
    – inteligente;
    – com a idade adequada para o cargo;
    – mulher de fibra.
    – E tem Lula como mentor e conselheiro
    – Tem um histórico de sucesso nos cargos em que exerceu. – Tudo que toca vira ouro (sucesso como Ministra Minas e Energia e show na casa Civil.

    Ao contrário do oponente.

    – Patético;
    – com a filosofia do embromeixo:
    – mente,;
    – cheios de vícios politicos ultrapassados;
    – Perseguidor;
    – Rancoroso
    – politicamente incorreto quando prega que o homem tem que ter amante; (isso é coisa pra ele e a mulher dele resolver. Não precisa pregar)
    – relativamente idoso para o cargo (ser idoso não seria, por si só, um problema, se não fosse o tal índio na vice),

    Eu estou tranquila. Dilma tem conteúdo e o Serra não tem.

    Ponto.

  • Alguém tem que dar uma chegada forte no marqueteiro da Dilma.

    Ela ficou engessada o tempo inteiro. Quando Dilma dá entrevistas, ela é outra pessoa. Aliás, ela "é" uma pessoa. Ali na Band parecia que estava apresentando um seminário de quarta-série primária.

    Ela se comportou como se Serra não tivesse passado, não tivesse sido minsitro da saúde e governador. Dilma ficou nas cordas. É como se Mike Tyson no auge da carreira optasse por apenas se defender.

    A ministra do governo mais popular da história ficou nas cordas.

    Avisem a Dilma que ela deve falar ao povo sobre o que José Serra fez com o dinheiro da saúde em São Paulo. Tem que falar de como Serra lidou com a educação e com a segurança.

    Dilma tem que ser Dilma.

    Se ficar ouvindo a conversa mole de marqueteiro, vai tomar porrada em todos os debates, sem precisar.

  • Debate dos Presidenciáveis – Uma opinião (quase) imparcial
    O sonho (Plínio)
    A luta tem que ser contra o capital e sua força devastadora, promotora da desigualdade e calcada na exclusão da maioria em benefício dos donos dos meios de produção (primários, industrial e “cultural”). O desenvolvimento das condições sociais tem que ser pautado pela igualdade, combate aos privilégios e quebra do paradigma de felicidade imposto pelo capitalismo.
    O único a assumir um projeto verdadeiramente popular, com propostas radicais, sempre focadas na distribuição em contraponto à concentração. Fez questão de explicitar a semelhança dos outros três projetos e do preconceito sistêmico sofrido por aqueles que defendem uma proposta alternativa.
    Deu seu recado, com respeito, segurança e uma boa dose de ironia.
    (continua)

  • A iluminada (Marina)
    Um ser humano invejável. Sua história de vida, marcada pela superação de todas as adversidades geradas pela falta de oportunidade, somada a uma capacidade intelectual extraordinária, transformou-a em um ícone da luta pela ascensão social atrelada ao respeito à natureza. Respeito à diversidade regional, valorização dos aspectos culturais e, sobretudo, ao acesso universal aos meios educacionais.
    Muito segura e habilidosa com as palavras, conhece o funcionamento da democracia representativa, não omitindo do eleitor a importância do legislativo na implementação dos programas de governo. Sua sinceridade é latente e emociona. Finalizou sua participação com uma poesia sobre o menino pobre, Dado, cujo futuro depende inexoravelmente da garantia de oportunidades proporcionadas pelo futuro governo do país.
    (continua)

  • O deserto (O blefe)
    Profundidade não é seu forte. Visão ampla sobre as condições do país, muito menos. Apega-se a questões menores e generalizações prosaicas sobre que tipos de investimentos são necessários para o desenvolvimento do país. O discurso não condiz com suas (falta de) realizações quando prefeito e governador. O vazio evidente na exposição das idéias é o reflexo cristalino da ausência de sinceridade das propostas.
    Mostrou-se seguro e controlado, mas carrega a empáfia característica dos que desconhecem a real condição de grande parte da população brasileira.
    (continua)

  • Dificuldades na estréia
    Muito nervosa e titubeante. O discurso não era espontâneo, mostrando claramente a dificuldade em se comunicar de uma forma na qual não está acostumada. As frases construídas pelo marketing soavam falsas. Teve dificuldade em explicitar as conquistas do governo Lula.
    Não entrou em conflitos. Melhorou quando conseguiu trazer números comparando a herança do governo FHC perante a condição atual, sobretudo, no quesito emprego formal. Valorizou contundentemente a importância dos movimentos sociais no desenvolvimento das políticas públicas. Trouxe a luz do debate, a importância crucial dos programas sociais (Bolsa-Família, Luz pra Todos e PROUNI), como indutor inicial da ascensão social e melhoria na qualidade de vida da população brasileira. Enfatizou a importância do crescimento das universidades públicas federais, bem como da reativação da antes falida indústria naval brasileira. Demorou dois blocos para falar a palavra “Lula”. (continua)

  • Dilma é um quadro técnico (um dos melhores, sem dúvida), conhecedora profunda das questões administrativas envolvidas na gestão dos projetos do governo. Não tem o traquejo do discurso político eleitoral. Suas virtudes se destacam nas questões objetivas. É este aspecto, juntamente com a confiança depositada pelo Presidente Lula, que deve ser explorado pelo seu marketing eleitoral. Tem que se concentrar nas conquistas do governo, em especial, as do segundo mandato, quando ela foi a grande líder. Tem que mostrar que ela é o Governo Lula, que tem resultados substanciais e incontestáveis. Ao assumir um discurso que não é seu, passa a falsa impressão de despreparo administrativo. Acredito que, num segundo debate, ausente o nervosismo intrínseco a qualquer estréia, tende a melhorar seu desempenho.

    • Dilma inaugura um aspecto novo da politica. Mais que Lula que encontrou nela a EXECUTORA das ações de ESTADO. Vamos aprender a saber o que é administrar um Estado eficaz. A maquina precisa de uma gestora politica. A eleição de Dilma se encaixe em um novo paradigma planetário.

  • Tive a mesma impressão que voce e todos do 6%;apenas quanto quem lucro, acredito que Dilma quebrou a barreira, "desbundou"como diz ou dizia a garotada. Daqui prá frente Serra vira alvo de Dilma e não resisto, o chororo do Serra no final ele deve ter treinado com o Arruda e suas declarações quando violou,junto com o ACM, o placar de votações no congresso.

  • Caro Eduardo, ninguem, em sã consciência, deve esperar que os problemas nacionais sejam debatidos lucidamente e coerentemente em um ou dois minutos ( tempo para exposição de cada candidato)…mas algo salta aos olhos : como são FRACOS nossos debatedores..Uma por inexperiência completa( Dilma), outro (Serra) usando o egocentrismo a todo momento ;. A marina completamente inócua e o Plínio sampaio destoando da realidade aceitável. No mais, saudades do Brizola, Lula, Jânio quadros, Covas e ,pasmem, até do Maluf( este com sua demagogia visível, mas usando-a com esperteza ).

  • Se esse Plínio é um candidato de esquerda, não sei. Sei que suas idéias seriam boas se não fossem utópicas, devaneios de um mundo irreal. São muito bonitos esses sonhos mas não são possíveis. A natureza não dá saltos e o desenvolvimento social também não.Temos que passar por Lula-1, Dilma, Lula-2, Dilma-2… e assim vamos melhorando a condição social.

  • Para mim vence o debate quem demonstra sinceridade nas respostas, e neste quesito a Dilma, de longe, foi a mais sincera. O nervosismo dela não diminuiu em nada o seu poder de convencimento, muito pelo contrário, a favoreceu para aqueles que têm o mínimo de sensibilidade. Os outros são políticos profissionais; políticos carreiristas. A Dilma é uma administradora.

    Numa enquete do IG, ela venceu o debate engessado da BAND, com 47% dos votos. O Serra 30%. A Marina 17%. E o Plínio 07%. O Plínio foi apenas engraçadinho!

    • Está tendo uma enquete na Folha de São Paulo para saber quem venceu o debate, até quando eu votei o Serra estava ganhando, vamos reverter este quadro?

  • Resumo do debate:

    Plínio: fanfarrão, descompromissado.

    Serra: previsível; irônico e falso.

    Dilma, visivelmente nervosa e engasgando, certamente por ser seu primeiro debate.

    Marina: também previsível; cheia de apelos ambientalistas (parece a cantiga da minha vó: “as flores do jardim, são feitas para mim”).

  • Achei o debate chato, quanto a Dilma, por ser o primeiro, foi muito bem, nervosismo é natural, quem não ficaria. A forma desses debates é que deveriam mudar, acredito até que a participação do público ao vivo, com perguntas aos candidatos seria mais interessante.

  • Debate sem sal, os candidatos falaram pra eles mesmos. A Marina se orgulhava de seu talento, quis aplausos , declamando, ao final, uma poesia em homenagem ao menino Dado, que, a meu ver serviu-lhe, somente, para levantar o próprio ego. Gostei do candidato Plínio dá-lhe uma chamadaao real, quando disse que ela era a candidata ecocapitalista. A Dilma deu o seu recado, perdendo algumas oportunidades de colocar o Serra no seu devido lugar de sucessor do FHC, na questão dos portos e aeroportos. Mas isso vale pra quem está na tranquilidade do lar, doce lar. O Serra, com sua pegadinha e mentiras quanto ao próprio governo que fez na cidade de Sâo Paulo e estado, mostra-se um candidato vazio, se propondo a engordar a própria bancária e dos amigos que aparelharão o Estado chamado Brasil.

  • Talvez o Plínio tenha um papel importante, de chamar para si a imagem de candidato radical, assustador, tirando essa pecha de Dilma.

    Além disso, acho que um lutador de mais de meio século, como Plínio, merece estar num debate como esse, mesmo que não tenha chance de vencer as eleições. É como se fosse o coroamento de todos esses anos de luta contra o capitalismo desse guerreiro incansável.

    • Também concordo com você, quando ele disse que as terras tinham que ter no mínimo 1 hectare, ou 100 sei lá. A Dilma entrou com sua lucidez e disse que do Oiapoque ao Chuí, não dá para ter todas as terras com o mesmo tamanho. Achei que alí ela foi muito bem. Acho este contraponto com o Plinio favorece a Dilma. Mostra para os assustados (vide Regina Duarte) que ela não é comunista de comer criancinha.

  • O problema foi o dia do debate – mesmo dia do jogo São Paulo X Internacional, decisivo para indicar o finalista da Taça Libertadores. A maioria preferiu ver o jogo, que estava muito mais eletrizante. Não fosse isso, talvez a audiência teria sido maior.

    • isso demonstra que debates são ineficazes, inúteis e sem a mínima relevância .. porque futebol, na verdade, é menos relevante ainda …

  • Edu, assisti ao debate e cheguei as seguintes conclusões:

    + Foi civilizado, apesar do deboche do Plínio, que acabou por humorar um pouco aquilo que de tão civilizado tava chato;

    + Dilma se preparou para falar de determinados assuntos, mas são tantos os assuntos a serem tratados, que acabou não conseguindo, nem dizer o que tinha preparado para dizer, nem responder claramente o que lhe foi perguntado;

    + O tempo era curto demais para desenvolver um raciocínio técnico. E Dilma, como técnica, delonga mais na explicação do que quer dizer. Isso não significa que o tucano, mesmo sendo puramente político, conseguisse sintetizar suas ideias. Ao contrário, o tempo de resposta foi injusto com ele também;

    + Serra pediu a Dilma para jogá-lo no limbo. Ela não o fez. Inexperiência? Talvez. Mas essa de fazer mutirões para realizar procedimentos cirúrgicos, foi pedir para relembrar da incompetência de FHC, e dele próprio no ministério da saúde, de fazer com que as instituições públicas funcionem adequadamente. Dilma poderia ter desmoralizado o cara naquela hora e não o fez;

    + Faltou à Dilma clareza da situação dos aeroportos, que no período FHC era um caos;

    + Dilma poderia ter explorado mais a situação de São Paulo. No tocante aos portos, Dilma poderia ter explorado o fato de não exportarem pelo porto de Santos porque a quantidade de pedágios em São Paulo torna o frete mais caro. Seria uma boa pergunta pra saber se, já que o tucano diz que as estradas federais não estão boas, ele faria o mesmo que fez em São Paulo para melhorar as estradas, ou seja, pedágios.

    + Ela acertou em não entrar em confronto com Marina (que não fede nem cheira) e com o Plínio. Este, concordando com você, se não fosse pelas ideias ultrapassadas, inexequíveis e reprovadas pela sociedade, teria mais a ganhar, pois sua lucidez, bom humor, firmeza na exposição dos seus motivos o mostrou um bom debatedor;

    + O tucano acertou em explorar a questão dos aeroportos (pre-anunciados pela mídia). Dilma ficou muito nervosa, assim como acertou em explorar a questão das APAEs. Dilma não tinha argumentos para contrarresponder. Isso não significa que a política educacional do governo LULA para excepcionais esteja equivocada. Pelo contrário. Dilma é que não estava preparada para esta resposta.

    + Marina foi tão insonsa que não há o que comentar dela. Deu-nos a parecer que ela tinha jogado a toalha e tentava ajudar Dilma.

  • Qualquer candidato em debate que não vai chegar lugar nenhum acaba sendo o que melhor se apresenta, não tem nenhuma preocupação com o que fala, pode se dar ao luxo de dizer tudo que todos gostariam de dizer mas não podem.
    É muito facíl a posição do Plínio, comoda e tranguila, se estivesse no páreo agiria como os outros.

  • Eduardo, não concordo com sua analise, o Plínio quis dar uma de Brizola, mas está a anos-luz dele. Quem sabe quando tiver 100 anos cheque aos pés dele.

    Abraços,

  • Vejo um erro em considerar apenas a audiencia de 3 a 6% de ontem, como sendo a audiencia do debate. Muita gente que preferiu assistir o jogo ontem, e que se interessa por política, já viu a integra do debate hoje na Internet, desde ontem mesmo.

    Vcs esqueceram que já gastamos mais tempo na internet do que na televisão? e quantos ficaram de olho no jogo e ouvido no debate? via radios ou internet ? Enfim, estão enganados os que acreditam que este debate foi visto por poucos.

  • Não entendi a sua análise. Serra perdeu em razão de não ter metido uma goleada na Dilma? Tenha paciência, Edu… A nossa candidata perdeu e o seu post, querendo desmerecer o evento, quer minimizar os danos. Na boa, você tá deixando a torcida contaminar a sua análise. Eu vi o debate e fiquei preocupada. Muito preocupada. Até a Marta Suplicy ficou…

  • Eo debate da band que estão falando pq o que eu vi foi um desastre,somente sendo muito cego pra acreditar que dilma foi bem no debate,se estão mentindo pra si proprios não vou desmerece-la no fundo vcs sabem o que aconteceu ,talvez não tenham coragem para pensar por si mesmos.
    O que estranho e o PT ter escolhido a dilma pra lhes representar tendo tanta opções antonio palloci,jose dirceu,jose genuino,marta suplicy,joão paulo cunha,joão magno tanta gente boa e colocam um fantoche pra candidata .
    Agora queria saber quem vai ser o novo regente da republica pq se a dilma vencer não vai governar vai ser outra pessoa .

  • Alo Eduardo: Um fora de pauta interessante no blog do Amigos da Presidente Dilma, com o titulo "OS da Kombi fazem a hora", sobre a militancia heroica de alguns blogueiros, citando inclusive o seu Blog da Cidadania. Muito bom vale a pena ler.

  • Realmente Eduardo, Lula eclipsa sem sombra de dúvidas qualquer um neste país em termos de comunicação e empatia.
    Só Leonel Brizola foi seu rival nesse aspecto. Dois monstros que dificilmente serão superados.

  • eduardo, tenho duas observações a fazer:
    1) a Operação Segundo Turno está a todo vapor no PIG. Cansado de esperar pelo crescimento do Serra ou da Marina, o PIG resolveu inflar agora o Plínio. Apesar de ele não ter sequer 1% de intenção de votos, a Globo passou a cobrir agenda dele também. Folha e Estadão também descobriram de onde podem tirar alguns pontinhos para garantir o segundo turno.
    2) Sistematicamente as aparições de Serra estão sendo em ambientes abertos (com ajuntamento de populares); a de Dilma, ao contrário é em ambientes fechados, atrás de microfones.

    • Rubens,concordo com sua opinião e vou um pouco além:já fazem alguns dias que o jn tem mostrado o 'dia-a-dia' dos candidatos e tenho percebido outra artimanha.Quando mostram DILMA,aparece muito mais a(o) jornalista falando do que a figura dela.é só prestar atenção e vocês verão.

  • Tive a impressão de que a Band preparou a coisa para evitar tanto quanto possível a possibilidade de Dilma demonstrar a diferença abissal dos governos Lula e FHC, primeiro impondo os temas saúde, segurança e educação, de responsabilidade predominantemente estadual e municipal, e depois dando apenas 2 minutos para respostas que exigiam mais tempo para as explanações necessárias, como para desmentir certas afirmações falsas de Serra, principalmente sobre infraestrutura, sem falar na pegadinha inicial de tirar a câmera frontal na hora de Dilma iniciar o primeiro pronunciamento. Sutil, mas relativamente eficaz.

  • A Dilma deu uma boa resposta inicial sobre prioridades entre Educação, Saúde e Segurança. Ela sabe articular os conceitos e já deu entrevistas interessantes mas, realmente muito nervosa, em alguns momentos se enrolou e em outros deu respostas corretas. Sua fala final foi muito boa e espontânea; pra mim o ponto alto do debate, já que é impossível, dentro das regras desses debates, sair algo consistente, seja de qualquer um dos candidatos.
    Serra, experiente nesse tipo de coisa e autocontrolado (mesmo que no limite, como sempre) teve facilidade em articular o tipo de discurso vazio e pretencioso a que está acostumado há anos. Aliás esse tipo de discurso não estabelece mais empatia com as massas que, tenho a certeza, tendem a acreditar muito mais em um nervosismo espontâneo. A massa “parece” ter aprendido a distinguir a vacilação resultante de falsidade e de um discurso falacioso, da vacilação resultante de nervosismo normal para uma debuntante. Lula também ficou muito nervoso no debate com Collor em 89.
    Plínio, que, como Serra, também já tem muito experiência nesse tipo de coisa, soube fazer piadinhas, gracinhas, auxiliar a direita, mas só não explicou e precisa explicar, “como” faria pra implantar seu paraíso, seu governo perfeito. Seria através de uma ditadura? Como todos sabemos e ele, por sua experiência, sabe melhor do que ninguém, um presidente precisa jogar com uma conjunção de forças que, bem ou mal intencionadas,fazem parte do sistema democrático estabelecido politicamente. Piadinhas servem pra animar, mas não convecem mais ninguém. Muitos dos conceitos de Plínio são corretos, mas inaplicáveis na conjuntura imediata. Primeiro é preciso fortalecer a população em geral para que ela dite o jogo; mudar radicalmente, como querem os extrema esquerda, seria suicídio. Um povo fortalecido, com mais oportunidades vai, aos poucos, tomando as rédeas e traçando o seu destino. Se Lula tentasse fazer um governo perfeito dentro dos moldes utópicos da extrema esquerda, não teria alianças quantitativas, nada seria aprovado no congresso e não haveria mudanças.
    Debates são inúteis quando se busca conhecer os projetos e propostas de candidatos. Muito mais eficazes são as entrevistas individuais.
    Discordo da análise que diz que gostaria dos confrontos “quentes”, entre, por exemplo, um Brizola e um Maluf. Os debates políticos não provocam mais o clima competitivo como antes, como se fosse uma disputa entre Corinthians e Palmeiras, ou um Flaflu. A política não é entretenimento, não é espetáculo, mas dela depende o destino de milhões de seres humanos.
    Acho que as pessoas aprenderam a não acreditar mais em debates de TV, mas em resultados
    práticos.

  • …"pena que as idéias de Plínio sejam inexeqüíveis e malucas". Não concordo Edu. Temos aí um grande homem e um grande líder. O nosso Fidel. TÔ pensando seriamente e mtirar meu voto da Dilma e apostar no Plínio> Por que? porque ele é verdadeiro. Até meus filhos (formados em universidades públicas e privadas)que não querem mais votar (embora gostem do lula), amaram o Plínio. Sentimos emoção diante de suas falas!
    Diferentemente de trololós programados dos demais candidatos.

    Infelizmente o nivel das alianças políticas dos que poderão ser eleitos ainda prova que estamos aquém do país que desejamos para as a atuais e futuras gerações. Até acredito que a Dilma seja a eleita, porém esta certeza não traz alento de mudanças fora de esquemas e conluios e divisão de cargos e verbas públicas a bem de quem não se sabe. Esquema do atraso, nojento e politiqueiro de alianças escusas para o bem de grupelhos interessados em seus negócios . Serra ou Dilma é tudo do mesmo. Um pouquinho mais de esmolas aqui ou acolá, porém longe de um projeto de País, ou da construção de um Povo ou uma Utopia.

    • A mídia ensaia inflar Plínio pra levar a eleição pro 2o turno, mas não funcionará. Ele é só uma curiosidade. Uma versão melhorada de Marina Silva

      • Eduardo, qual é sua opinião, como um sem-mídia, sobre a visão que as famiglias detentoras da mídia têm sobre os partidos ditos radicais, afora o contexto atual deste pleito? Vc já fez defesa do MST, do Movimento Negro, Movimento Gay, pela saúde pública -caso febre amarela-, Renan Calheiros, Sarney, Chavez, Fidel, Evo… contra fraudes em pesquisas… Vc acha que os ditos radicais são marginalizados por esta mídia e isso tem alguma conseqüência para estes partidos? Não mereciam uma defesa frente a sede dos meios? Por último, gostaria de saber onde posso encontrar no estatuto do MSM a lista dos fundadores presentes no dia da assembléia.

    • Nesse período que antecede as eleições muitas ondas surgirão. Isso é muito interessante porque permite aprofundar a análise política, enseja muitas reflexões.
      Falar é fácil. O problema é que a "igualdade social" que o Plínio com justeza tem como meta principal só pode existir quando for superado o sistema capitalista. E isso não acontece só porque alguém é eleito e assim o deseja. Basta consultar a história para ver que a igualdade social só se obtem à medida que o processo social avança, de acordo com a acumulação de forças real.

  • Em termos políticos, penso que é uma fraude tentar convencer o povo brasileiro que "igualdade social" é algo que se consegue com canetadas de um presidente eleito, como fez o Plínio.
    Um político de larga trajetória,como ele, obrigatoriamente sabe que há uma diferença objetiva entre o possível,o provável e a fantasia. Quando opta por pregar a fantasia, não está defendendo o direito de se sonhar um sonho impossível. Está, na verdade, praticando o ilusionismo político.
    Um ilusionismo que não provoca nenhum acúmulo de forças para as massas trabalhadoras mas, em compensação, em face de sua inutilidade torna-se um fator de desalento para o povo e um fator de reforço para as classes dominantes.
    Foi assim que se perdeu a última eleição no Chile.Plínio é a esquerda que a direita adora.

  • Plínio pode tirar muitos votos da Dilma e se ele não ganhar o careca ganha, isso que é o pior. Uma parte dos eleitores da Dilma pode ir para o Plínio e no fim nem um e nem outro ganhar. E o nosso sonho de ver o Brasil progredindo se vai.

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