O Brasil não merece o BBB

Opinião do blog

Estou na sala de estar de casa com a esposa e a neta, de dez anos. Na tela da tevê, um rapagão de quase dois metros de altura e uma garota gorduchinha, ambos lá pelos vinte e poucos anos, protagonizam uma cena lamentável. Insultam-se, dizem palavrões e têm espasmos de verdadeira histeria, com berros assustadores e gritos ininteligíveis.

Precisam ser contidos por outro casal, que parece achar que se atracarão aos socos e pontapés. As imagens confirmam a percepção. Choca um pouco o pensamento de que o rapaz a agrediria – e talvez ela a ele – se não estivessem na tevê, mesmo que pareça que estão prestes a esquecer disso e partirem para as vias de fato.

Digo à minha esposa que não concordo com que a minha neta assista ao programa. E que ela mesma não deveria. Estão se divertindo, porém. Acreditam que é inofensivo. Dizem que já vão desligar, enquanto riem do que vêem.

Não posso culpá-las. Não há nada melhor na tevê aberta e acabaram de lavar a louça do jantar. Estão naquele momento em que as pessoas só querem relaxar e tirar a mente de qualquer coisa séria.

Dirão que é uma deficiência educacional com a minha neta, mas todos sabem que essa é a realidade de milhões e milhões de famílias de todas as classes sociais e regiões do país. Além do que, proibir jovens de fazer alguma coisa só funciona enquanto estão sob os nossos olhares vigilantes. Há que convencê-los do que não devem fazer. E estou tentando, mas não é fácil.

Na escola da minha neta, colegas discutem animadamente sobre o Big Brother Brasil; a enfermeira que cuida da minha filha caçula, moça simples que veio da Bahia sem nada, batalhou e rompeu com a lógica dessas garotas do Nordeste que vinham para São Paulo e se tornavam empregadas domésticas automaticamente, também adora.

A enfermeira já se tornou parte da família. Às vezes até dorme em casa, quando eu e minha mulher temos que sair cedo para o nosso escritório no dia seguinte. Ela adora o BBB. Torce por um dos rapazes marombados e desprovidos de neurônios, que considera “lindo”. Tem 24 anos. É uma moça simples, esforçada, honesta.  E minha mulher acha ótimo terem o programa para discutir.

Poderiam discutir uma boa teledramaturgia, por exemplo. Não precisaria ser esse lixo. Mas como não lhes oferecem coisa melhor, então “se viram” com o que têm.

Isso ocorre na residência de um ativista político de esquerda que desde que seus quatro filhos – sendo três deles adultos, hoje – eram bebês prega contra a baixaria na tevê e se dedica à causa da melhora da comunicação no Brasil. Imaginem o que acontece em famílias sem influência política ou intelectual…

Porque é inevitável. É “isso” o que temos na tevê aberta, no Brasil. Baixaria, vulgarização do sexo, bebedeira, ódio, mesquinhez, violência, inveja, desonestidade. Esses são os valores que a tevê aberta, um direito e uma propriedade da cidadania, incute em nossa juventude, em nossa infância e até em faixas etárias mais maduras.

Esse programa, porém, supera tudo o mais que há de ruim na tevê. Sobretudo por seu alcance, mas também pelos exemplos de lassidão dos costumes, do comportamento em sociedade. É um pisotear incessante de valores elevados que a tevê deveria difundir, mesmo que seja por sua condição de concessão pública.

O cinema ou o teatro que as tevês exibem, por exemplo, via de regra, mesmo exibindo comportamentos inaceitáveis, sempre terminam oferecendo a premissa de que o mau comportamento não compensa e de que tem um preço. Programas como o BBB, não. Aqueles dois ignorantes que discutiam com aquela virulência, ganham pelo que fazem. Nem que seja fama.

Quanto daquilo ficará na alma da minha neta? Que influência assistir a esse tipo de comportamento terá nas mentes mais simples? É liberdade de expressão vender a idiotia, a covardia, os maus instintos todos como características de jovens “descolados”?

O país suporta passivamente essa bofetada em sua face em que se consiste cada programa Big Brother Brasil, ano após ano. E, com a queda de audiência no Brasil de um programa que deixou de ser exibido no resto do mundo por falta justamente de audiência, pode-se prever que a apelação da Globo só fará aumentar.

E não há uma mísera autoridade que diga um A.

201 comments

  • Na história da TV brasileira estou por ver uma porcaria, digo, um programa tão rasteiro, tão terrivelmente baixaria.
    Com todo o respeito aos que o assistem, mas não entendo o que filtram dessa excrescência.

  • Na minha opinião a imensa maioria dos programas da Rede Globo é um concentrado de tudo que não presta, que não é saudável, para a construção, formação, de um bom caráter em uma pessoa.

    Pode ser piração minha mas chego a pensar que a Rede Globo usa principalmente esse programa BBB (dentre muitos outros) para fazer o papel de Diabo frente a Rede Record do pastor Edir Macedo.

    Quer chocar atraindo as pessoas justamente pelo lado mau. Metafóricamente sabe aquela coisa da boate atrair, seduzir, mais gente do que a igreja?

    Não que a Rede Record seja santa. Mas chego a pensar que a Rede Globo faz sim uso desse tipo de programa adentrando nessa seara.

    Dia desses havia uma declaração do tal de Boninho em um dos portais da internet: “se morrer algum na piscina será só menos um no programa”.

    Não assisto, e não participaria desse programa nem que fosse por um milhão e meio de reais.

    • Perfeito! Mas isso não lhe dá o direito de impedir a Globo de reproduzir nem tampouco o público de ver, afinal, ainda que de mau gosto, ninguém está praticando nada ilegal.

      • Realmente há um total desconhecimento, de sua parte, do que seja uma concessão pública e até das salvaguardas constitucionais criadas para evitar o abuso que uma Globo pratica, as quais, por falta de regulamentação, arrancada do Congresso a fórceps pelos lobistas do PIG, não são regulamentadas. Aliás, essa necessidade de regulamentar artigos da Carta Magna foi criada pela direita para impedir que o texto de 1988 fosse posto em prática.

        • Se o sr. me apontar em que a transmissão do tal programa em horário aprovado PELO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DO GOVERNO QUE O SR. APÓIA afronta as regras da concessão pública de sinal de rádio e TV e a própria Constituição Federal eu lhe darei razão. Enquanto isso, vou considerar seus argumentos mera retórica eivada de parcialidade.

  • Daí, com a banalização da exibição, por esse tipo de programa, de tantos escândalos e desmoralização, o estupro da garota de 13 anos pelo filho do delegado e pelo dono da RBS, afiliada da Rede Globo, em Santa Catarina, passa despercebido. Não choca a sociedade. “Aquilo” que aconteceu em Florianópolis-SC torna-se “um café pequeno”.

    Como bem constatado por Eduardo Guimarães: está faltando autoridade para dar um basta em tanta afrontosa desmoralização.

  • DESEDUCAÇÃO VOCÊ VÊ NA GLOBO

    “Antes de tudo, o que é deseducar?

    Bem, todo discurso que ensina e estabelece uma ordem de valores e comportamentos contrários aos ideais éticos da instituição escolar democrática é um agente de deseducação.

    Deseduca tudo aquilo que prega o preconceito.

    Ou a vaidade vã.

    Ou o individualismo exacerbado.

    O desprezo pela dor alheia.

    O apego à esperteza.

    A ambição cega.

    Ligue a TV num dos canais comerciais e você verá exemplos e mais exemplos de discursos que deseducam.

    O barateamento e a banalização do sexo e da violência constituem, como todos dizem, um dos principais fatores de deseducação no mundo contemporâneo.

    Chamamos, portanto, de deseducador aquele discurso que ensina algum tipo de vício moral ou que estimula a fraqueza de caráter.

    E, no entanto, isso também educa.

    Aí é que está o paradoxo deste artigo.

    Essa televisão que deseduca também educa. Em que sentido?

    Aqui é preciso ter em mente o significado da palavra educar.

    Na opinião de muitos estudiosos, a origem etimológica da palavra educar está na junção de ex (que quer dizer “fora”, em latim) com ducere (“levar”, “conduzir”), ou seja, educar seria “conduzir para fora”, “levar para o mundo” ou, numa adaptação mais livre, preparar para o mundo.

    Segundo essa perspectiva, bastante aceita, educar é um verbo que não supõe um objetivo moral nem se confunde com a formação do caráter na direção da virtude. Assim, o verbo educar não teria conotação moral. Educar seria conduzir para o mundo. Ponto.

    Conclusão: tudo aquilo que conduz ao mundo, preparando o sujeito, segundo suas próprias aptidões e talentos, para o mundo educa.

    Ora, se isso é verdade, também é verdade que a educação hoje se dá dentro e fora das escolas.

    E, muitas vezes, contra as mais elevadas utopias educacionais.

    Aí entenderemos que a televisão, mesmo quando deseduca (no campo moral), exerce uma função educativa (independentemente do que se entenda por moral). Isso porque a televisão conduz o telespectador ao mundo, sejam bons ou sejam maus os valores morais que ela difunde.

    O problema é que o mundo para o qual a televisão comercial prepara o telespectador não é o mundo do trabalho, nem o mundo da solidariedade, nem o mundo da participação política, mas o mundo do consumo e dos prazeres típicos do consumo.

    A televisão educa para o consumo.

    Na vida das crianças, isso é no mínimo preocupante.

    As crianças não são iniciadas na socialização, para além dos limites dos laços familiares, pelos professores convencionais.

    Seu contato com temas e com ambientes públicos já não tem lugar na escola. Tem lugar diante da televisão.

    No Brasil, onde há uma enorme carência de pré-escolas públicas, a televisão praticamente monopoliza a apresentação da criança para o mundo (do consumo) e vice-versa.

    Ela inicia o público infantil na socialização. Quando completa 7 anos e entra pela primeira vez numa sala de aula, a criança já chega mais ou menos socializada (pela cultura do consumo), mais ou menos educada (pelo consumo) e, pior, mais ou menos vacinada contra a educação que procura cultivar os valores éticos próprios de um projeto de democracia e de cidadania.

    A TV comercial é a nossa grande TV educativa. (???)

    É pouco, muito pouco, o que o professor ainda pode fazer.”

    Neste artigo do Eugenio Bucci podemos encontrar tudo aquilo que a Rede Globo faz atualmente em toda a sua grade de programação.

    Até na distribuição de fatos ditos jornalísticos ela distorce ou diz meias verdades, tudo com o objetivo de manter o telespectador anestesiado e sem senso critico.

    É um tipo de estimulo subliminar que criminosamente essas CONCESSÕES PÚBLICAS se utilizam impunemente já que não são reguladas por nada e ninguém!

    Não devemos confundir regulação com censura ou ataque à liberdade de expressão e de opinião.

    Isto é DESVIRTUAR!

    DIGA NÃO A REDE GLOBO!

  • Quando eu vejo,na Globo ou em qualquer canal,uma porcaria eu mudo.Se não tiver nada que preste em todos eles,DVD na caixa.Agora mesmo estava vendo os documentários que o Azenha fez: “Nova África”.
    O que vai mudar é a queda de audiência.Nossas autoridades são como esse execrável presidente da OAB.Só querem aparecer bem na fita.Fazer algo que,remotamente,os “queime” com alguma parcela da sociedade não.
    O negócio é,como se diz no Rio,não se comprometer e se dar bem.

    • Marco, “como se diz no Rio” ?? E é só no Rio que há essa mentalidade infeliz ?? Não sou afeito a “competir miséria” entre o Rio e outros estados; lamentavelmente, todos têm seus podres… Agora, por favor, até os telejornais do #PiG mostram atitudes à la “lei de Gerson” por todo o país… A demonização do Rio de Janeiro (e do Nordeste, etc) só serve bem a essa elite vil que se perpetua no poder se alimentando da ignorância das massas.
      Bem, concordo que não há (quase) nada de bom na tv, mas simplesmente mudar de canal, desligá-la ou assistir ao dvd do Azenha, o “Nova África” (aliás, não só muito bom, é veiculado pela TV Brasil, aberta e gratuita, para quem quiser assistir). Tampouco acho que a audiência da alienante Globo e suas seguidoras menores (Rede TV, CNT, SBT…) vá cair. Ela se renova e se fortalece à medida que o povo se anestesia, emburrece e perde o senso crítico. O povão (e a cRasse média tradicional também) segue o lixo pela inércia, e a mídia vai faturando cada vez mais pela publicidade e com os SMSs da vida…
      Parece uma luta perdida, mas todo oportunidade que tenho, tento, ao menos, colocar um ponto de vista diferente para as pessoas, tento, ao menos, fazê-las pensar que PODERIA ser diferente.
      Mudar de canal ou desligar a tv, APENAS, não ajuda a resolver o problema.
      Saudações cariocas do Roberto.

  • Aqui em casa firmei pé: não se liga tv em bbb . A filharada começou a tirar “sarro” da minha cara. Maiores de idade, se quiserem podem assistir na casa deles. Éum exercício de livre arbítrio não querer assistir, é uma questão de qualidade de vida não participar de mediocridades de “heróis”midiáticos. Haja paciência !

    • É isso aí, Angela. Faço o mesmo. Na minha casa nem criança nem adulto assiste BBB. Na casa dos meus filhos eu não posso fumar, dizem que faz mal para todos, só lá fora,….e eu aceito. ….nicotina faz mal, BBB também.

  • PERA AI!! mas , me falaram que a fazenda também era uma baixaria , não defendendo a globo isso nunca, mas pior é que todas as emissoras tem tambem uns programinhas que é digno s de pena!! ruins mesmo!!!!!!!vez enquando pego aquele malafai a rosnando, outros falando para o fiel colocar dinheiro num envelope, pois dai, jesus olha por ele e dá em dobro!!! ontem depois do bbb, teve o programa da fernanda , não sei o nome , mas estava na casa de uma amiga , então assisti a baixaria ela entrevistando homens na rua com a fita métrica, os caras ficavam constrangidos!!! que nada deixem o mundo girar!!!!!!srsrsrsrsrsrsrsrsrsr

  • ah sr edu dai o resultado da dita pesquiza, ou enquete!!!

    1- sao paulo.
    2-minas gerais.
    3-rio de janeiro
    4- rio grande do sul.
    só faltou o registro do cartório!!! srsrsrsrsrsrsr

  • Bom, Edu… pelo menos dá pra ver uma esperança. Aliás, duas:

    1) A audiência do programa cai edição após edição. Ainda é muito alta, muito mais do que deveria. Mas ainda assim, caiu tanto dessa vez que pode inviabilizar uma próxima edição

    2) Existe um movimento na sociedade, que começou meio com aquela velha mania da classe média de ser “do contra”, mas dá pra sentir um posicionamento das pessoas contra o Big Brother. Agora virou moda falar que o programa é ruim e que ninguém deveria assistir.

    Eu acho particularmente que o programa é MUITO ruim. MUITO chato. Acho que quem quer assistir tem o direito de assistir, mas me incomodava quando o troço era um “fenômeno de massa generalizado”.

    Mas enfim, eu tou relativamente feliz com a resposta da sociedade. Tanto a baixa audiência como formas de repúdio diretas como a sua. Acho muito bom que você tenha escrito esse texto.

    Eu tenho muita fé no povo. Acho que o Brasil e o povo Brasileiro agora tem mais orgulho, mais informação e mais senso crítico.

    Os tempos tão mudando. E mudando pra melhor.

  • Graças a Deus, a minha televisão quebrou e nunca mais a consertei. Portanto, nem eu e nem meus filhos sabem o que é Big Brother. Tanto eles quanto eu assistimos ao Youtube, eu vejo documentários e clipes da MPB e e meus filhos clipes de Led Zeppelin, rappers etc..

  • Pois muito bem, a mesma Rede Globo que promove esse tipo de sedução é a mesma Rede Globo que exibe a cara assustada do William Waack a alardear um “difícil realidade”: a falta de mão de obra especializada.

    Dirão talvez: “não é função da Rede Globo especializar, ou incentivar a especialização da mão de obra”. Sim, talvez tenha razão, mas digo que não é função de uma rede de televisão responsável , decente, (e na minha opinião a Rede Globo não é) promover o incentivo à mediocridade. Ou seja, se não é função da Rede Globo promover inventivo à especialização da mão de obra, também não é promover o desestímulo.

    Ou alguém pensa que as três candidatas ao cargo de secretária, apontadas pela reportagem da TV Globo como falta de qualidade no mercado de trabalho, não se envolvem com o BBB, e demais programas, e por isso não deixam de se especializar?

  • Isto tudo em uma concessão pública… é como se esta ¨normalidade¨ fosse comum na vida de todas as pessoas de bem e trabalhadoras deste país.

    Tá faltando gente de bem e indignação em todo o Brasil, para acabar com este lixo.

    Parabéns pelo escrito.

    sds

  • Edu,

    Não passa pela sua cabeça, nem assim rapidamente, que talvez as pessoas queiram assistir ao BBB?

    É só dar uma analisada nos índices de audiência. BBB é um sucesso. Isso é fato, indiscutível. Você defende tanto que o povo não é burro e por isso colocou o PT no poder por 3 vezes consecutivas, não pode agora desqualificar esse mesmo povo que assiste o BBB.

    Se o povo é inteligente para escolher seus representantes, também o é para escolher o canal que quer assistir.

    E se você está preocupado com o que sua neta vai aprender com o BBB, talvez devesse pensar que a responsabilidade de educa-la não é do Boninho. Essa responsabilidade é dos pais da menina. Pra isso que existe o controle remoto e a autoridade dos pais.

    Abraço!

    • Wellington Coelho, não é tão simples assim. As concessões públicas de tv, tem obrigações com a sociedade em diversas áreas e nesse momento é que eles não estão nem aí. Cobram rsponsabilidades dos governantes e não fazem a parte deles. Fazer menção ao controle remoto é simplificar uma coisa que não se tem controle. Você ficaria, ou treria condições de ficar, 24hs vigiando seus filhos para que não vissem porcarias midiáticas? É uma discussão boa essa do biscoito, não fecho questão sobre ela, mas no momento estou pendendo pela irresponsabilidade da Globo, onde a ordem é só faturar sem olhar como. Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, ah! existem sim!!!

  • O Povo brasileiro da audiência para uma coisa dessas, não sei se é falta de cultura/educação ou comodismo mesmo, realmente eu não entendo! Esse programa é um lixo, a globo atira para todos os lados, a procura por audiência mas, anda em baixa, não consegue pautar mais a opnião pública e o Gov. brasileiro, então dá seus últimos suspiros, rumo ao esgosto da história!

  • Eu sei qual é o destino de crianças e adolescentes que assistem e pautam suas conversas no BBB: se tornarem tão fúteis quanto os big brothers e big sisters, e achar normal pisar nos outros para ascender e vencer. Um neoliberal, portanto. Praticamente o protótipo de um demo-tucano, o tipo de político preferido pela Globo.

  • Este é o programa mais ridículo do mundo com alto poder de alienação. Eu já achava ruim antes, mas parece que agora a imbessilidade vem se aprimorando cada vez mais. A cada edição os seres que eles colocam lá são cada vez mais deprimentes. A baixaria reina.

  • Não sei nada disso. Só por ouvir falar. Não vejo a globo. Alem do mais, uso o controle remoto. Agora então só, pouco ligo a TV aberta.
    Vejo a Skay em reduzidos canais. Leio blogs.
    Leio Cidadania, Conversa afiada, Bastos, Azenha, Nassif, Vermelho (nessa sequencia) e outros poucos.
    Por mim a globo não precisa existir. Não leva nada proveitoso (com raríssimas exceções) ao povo. Desgraçadamente nas salas de espera dos consultórios só se vê a globo.

  • Entre as opiniões aqui veiculadas indagou-se se o povo é ou não é burro? recomendou-se exibir a autoridade do pai e o uso do contrôle remoto; lindamente, de verdade, foi descrita a educação às avessas pela TV, mas afinal porque esse BBB (e outros programas) têm tanta audiência?
    Em minha opinião vivemos um processo de colonização das consciências e esse fenômeno perpassa a sociedade inteira. Daí a sujeição das pessoas e a quase impossibilidade de interromper esse processo, principalmente quando envolve várias membros da família.
    O fascínio pela imagem é um fenômeno de nossa época não é bom nem mal. A questão, como sempre, é o uso que se faz disso. É uma questão política importante para a sociedade, pautar o modus operandi das redes de TV. Está muito comodo dizer que temos que preservar os conteúdos. Que pelo menos os horários de exposição dessas porcarias fossem controlados.

  • Talvez este, meu caro Eduardo, seja o caso mais grave que a emissora leva ao ar, embora existam outros. De uma maneira geral a programação é ruim e deve ser combatida por quem tem responsabilidade e compromisso com a educação no país. É uma afronta à nação brasileira o que faz a Globo e demais canais de televisão. As exceções são raríssimas. Ley de Medios urgentemente.

  • Eu adoraria ver de um lado Eduardo Guimarães, Rodrigo Viana, Paulo Henrique Amorin e Cloaca.
    Do outro Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Ricardo Noblat e Diogo Mainardi.

  • Caro Eduardo, amuito tempo me mantenho completamente alienado do que acontece na TV aberta. Assisto apenas documentários e filmes na TV a cabo e olha lá…

    A maioria das pessoas prefere se alienar da vida real, principalmente no que concerne à política e à cidadania, para manter-se em sintonia com os veículos de comunicação de massa e os modismos que eles criam, mas eu prefiro alienar-me dessa subcultura artificial criada pela mídia para manipular as pessoas.

    Uma consequência dessa minha alienação midiática é não entender certos comentários, brincadeiras e alguns bordões de programas, que as pessoas repetem aos borbotões nas conversas diárias na rua, no trabalho, etc. Essa situação me coloca um pouco como um visitante de outro país que sai às ruas, se relaciona com a população local (absatraindo-se aí a questão da língua) e entende o que se passa, mas não tem a referência da “cultura pop” local. Não sabe o nome dos famosos (eu só sei dos mais velhos e não tenho idéia de quem está rtrabalhando na novela das oito, ou do nome da novela, ou se ainda tem novela) e não entende referências a programas e comerciais da TV. Nessa situação insólita de exílio midiático eu percebo o quanto as pessoas são influenciadas pela mídia (principalmente a TV) nos assuntos, expressões e até no gestual. Por vezes vejo pessoas fazendo os mesmos gestos repetidamente e nesses casos já sei que é algum personagem de TV que faz tal gesto. Expressões idiomáticas e principalmente cacoetes de linguagem vindos de novelas ficam estranhos quando não se vê a origem da influência, mas percebe-se a homogenização na forma das pessoas se expresarem. Pena que o nivelamento sempre seja para baixo.

    Normalmente eu acho que cada um deve assistir o que quer e lamento a falta de alternativas de qualidade, muito amis do que a péssima qualidade do que é apresentado na TV. Mas esse programa citado em seu artigo, acho que é caso de proibição. Acho esse programa pernicioso. Não porque seja uma imbecilidade desprovida de conteúdo ou pelas baixarias promovidas (ao meu ver combinadas com script e tudo) para aumentar a audiência. Acho que é um programa que faz apologia da vagabundagem, da preguiça, da fofoca e da intriga. Enaltece e estimula as piores atitudes sociais enquanto simplesmente ignora a cultura, o conhecimento e o trabalho (entendendo trabalho como a capacidade humana de fazer alguma coisa produtiva). Sinceramente deveria ser proibido, como se proibiria um programa que fizesse apologia às drogas. Lembro-me de alguns anos atrás quando o ministério da educação (ou da cultura) pediu que esse programa incluísse ao menos algum conteúdo cultural relevante. O resultado foi uma gincaninha de perguntas e respostas com informações absolutamente rasteiras, onde os participantes demonstraram um nível absurdo de ignorância… e mesmo assim não passou disso.

    É por isso que eu digo que a mídia em geral não presta, mas a Globo em especial é um câncer que precisa ser extirpado da sociedade brasileira.

  • A evolução é um processo, não se evolui de um dia para outro. O censo crítico de cada um existe em diferentes níveis. Não me considero mais evoluida que qualquer outra pessoa…
    Para modificar isso só muita paciência, mostrar bons substitutos, fazê-los apreciar filmes, livros.

    Há mais de vinte anos deixei de assistir o gordo, tv globo (só assistia para conversar com minha mãe sobre…), novelas, veja, etc. Tomo conhecimento quando é comentado nos blogs.
    Há que não queira saber de PC ou outros objetos mais evoluidos…

    É preciso fazer muito ainda para ajudar o próximo a perceber isso tudo.

    • Negativo, isso não é democracia. É como alguém colocar um trio elétrico na porta de sua casa, tocando a todo volume dia e noite, e dizendo que escuta quem quer, pois isso é democracia. A TV é uma concessão pública, um espaço público como a rua. Não se pode fazer o que se quiser com a própria rua ou com a TV. O Estado só deve entregar uma concessão pública a quem se comprometa a usá-la em prol do bem comum. Essa visão de que a Globo é dona da faixa do espectro radio-elétrico que explora é uma confusão comum que as pessoas fazem. A maioria, como você, não entende que a emissora não pode usar a autorização que o Estado lhe deu pensando só no próprio bolso.

      • Não é assim, não, Edu, não é como colocar um trio elétrico em sua porta.
        Aqui em casa, a Dona Onça vê porque gosta, mas, eu acho um lixo.
        But, I have the power in my hands: mudo de ambiente e ligo a outra tv.
        E é nestas horas que eu acho que cada centavo pago, da fatura da tv a cabo, vale ouro.
        Isso é democracia.
        Tá vendo, outra coisa que você precisa fazer, além de parar de fumar: comprar mais uma tv.

        • Tenho 4 tevês em casa, além de três computadores com placa de TV. A questão não é essa. Espanta-me como lhe falta conhecimento do que são concessões públicas. Aliás, isso explica sua posição política. A TV não é um empreendimento comercial como qualquer outro. Ocupa uma faixa do espectro radio-elétrico que pertence à coletividade. É EXATAMENTE como a rua da sua casa. Se o seu vizinho instalar um trio-elétrico no quintal dele e mantiver ligado 24 horas por dia, apesar de estar fazendo tudo isso com seu dinheiro e na sua propriedade, ele está ocupando o ar, por onde trafegam as ondas sonoras, e o meio ambiente é de todos.

          • O vizinho tocar um trio elétrico 24 horas por dia acima do volume permitido é ilegal e passível de punição. Passar um programa ruim em horário apropriado e de acordo com a classificação indicativa do Ministério da Justiça não. Ademais, no caso da TV é só desligar.

            Agora, se o sr. que é o pater familiaris, que deveria, em tese, zelar pelo bem estar da família e, por tal razão, ser obedecido, não consegue influenciar 1 criança e 3 adultos que estão sob o manto de sua proteção, o que um legislador poderia fazer para evitar esse tipo de programa sem que parecesse censura, além do que já é feito (faixas de horário e programação idade por idade)?

            Na verdade, já há uma regulemantação sobre a relação horário/idade, e, em relação a sua neta, de 10 anos, creio que consta no início do tal BBB (que, concordo, é um lixo) a classificação indicativa (que não é livre). Portanto, o sr. me desculpe, mas em sua casa, em relação a sua neta, estão sendo descumpridas as normas previstas sobre a classificação indicativa. E não é por falta de aviso.

          • É um total desconhecimento do que seja comunicação. um processo dinâmico como a comunicação tem que estar sob constante análise. O que a Globo está fazendo nesta edição do BBB por conta da queda na audiência, nunca fizera. E fará mais, se achar necessário. É aí que entra o poder moderador do Estado, que funciona em todos os países civilizados. Alguém com a sua forma de pensar, ficaria espantado com a comunicação na Europa, por exemplo. O grande problema é discutir comunicação com quem tem uma visão paroquial do assunto, confundindo essa comunicação com as “liberdades” do capitalismo selvagem. E eu não acredito em proibir minha família. E o sucesso que tive na criação dos meus filhos mostra que estou certo. São jovens cultos, educados, honestos, sem vícios, emocionalmente estáveis. Querer proibir a família de ver um programa na TV seria uma bobagem.

          • Edu,

            Não estou entendendo mais nada.

            Você quer que o estado proíba uma rede de produzir e exibir um programa, mas você não quer proibir sua família de assistir?

            O Estado sabe melhor do que você a quais programas sua família deve assistir?

    • Então a Globo poderá exibir sexo explícito e a qualquer momento porque “vê quem quer”.
      Então o traficante poderá usar o argumento de que “compra quem quer’.

      As empresas de telefonia formarão cartel sob o argumento de que “usa quem quer”, bem como postos de combustível, Bancos, planos de saúde, hospitais, empresas aéreas… e por aí vai.

      Democracia é respeitar o povo; isso aí não é democracia, é esculhambação.

      • Perfeito Gerson, esta historia de que vê quem quer é para quem não conhece a realidade deste pais. Olha só, moro em Resende, cidade do sul fluminense, 120 mil habitantes entre SP e RJ e para quem não tem TV por assinatura ou parabólica só sobra a Globo que é a unica que pega só com antena comum. Sua colocação foi perfeita. Forte abraço

        • Na maior parte das vezes, as coisas são como parecem ser: travestidos de humanistas e politicamente corretos, vocês não passam de um grupo de censores.
          Isso é censura, minha gente!

          • É verdade Eduardo, veja que existe um forte apelo midiatico, levado a efeito pelos proprios detentores de concessão publica, pela desinformação que transforma o conhecimento popular.
            É uma caracteristica de nossas elites’, acho que cultura do império, de imiscuirem o publico com o privado e muita gente compra a confusão muito bem trabalhada por profissionais midiaticos.
            Assim vão vivendo, lucrando e se provalescendo sobre os demais cidadãos, que, inocentes úteis, ainda são usados em suas ignorancias para venderem a versão errada que compraram.

          • Como já disse no passado, em minha casa, como controle de conteúdo para com filhos, sobrinhos, etc., não entra Rede Globo.

            Quer chamar de censura, OK., estas são regras de minha casa. Em todos os pontos da casa, tudo quanto é canal da Globo foi removido dos receptores de parabólica. Felizmente, os receptores digitais permitem a eliminação de canais, além do simples bloqueio. No conversor terrestre, o mesmo.

            Eu não acredito em Controle Remoto e, neste caso, não sigo as opções da presidenta.

          • Não tenho medo da censura, tenho medo da ditadura! Censura há em qualquer lugar que se queira decente (seja lá o que isso signifique). Ao não deixar que meu/seu filho faça algo de ruim (?), estou sendo um censor e orgulho-me disso. O mau que a ditadura (antes dela já existia a censura prévia) fez ao significado da palavra foi enorme.

        • Vamos trepar com quem passar na rua.
          Pelados e drogados em praça pública a trepar sem pudor.
          E quem não quiser ver: que vire a cara para outro lado. Isso é “Democracia”.
          A trepança em praça pública está liberada!

          • Não senhor, pois isso que o sr. chama de “trepar em praça pública” é conduta tipificada como crime. E dá cadeia.

          • Caros amigos Gerson e Eduardo não percam tempo respondendo a elementos como o Sr Abel e o Sr Decio, no minimo eles devem pagar o pay-per alguma coisa e ainda votar no tal de paredão. Estas pessoas vão ser contra tudo que voce Eduardo coloca, se aparecer uma cena de sexo explicito na novela das 18.00 horas e alguem reclamar dirão que é censura.São no fundo falsos moralistas, pois fazer sexo numa praça, as vezes até deserta pode (lógico que estou brincando) agora numa emissora de TV aberta, em horario acessivel a crianças, cujos pais as vezes ainda nem chegaram do trabalho (principalmente se dependerem do Metro Tucano) não tem problema

          • Caro José Marcos, estás completamente enganado.
            Talvez não tenha lido meu post, onde dizia que aqui em casa, a coisa é a mesma da casa do Edu.
            A Dona Onça assiste, mas, eu não.
            Agora, se passa na tv, na hora que passa, deve ser porque está dentro da lei.
            E, só para lembrá-los, tem BB no mundo inteiro.

  • Eu acho interessante minhas filhas (13 e 11). Elas não vêm programa algum na rede Globo. É verdade que tenho tv a cabo com outras opções, mas elas simplesmente não se interessam por BBB, novela e outras porcarias globais, mesmo na escola todas as suas colegas comentando sobre o assunto e ainda tirando sarro da cara delas por não ver.
    Acho que aquele negócio de exemplo dado pelos pais às vezes funciona mesmo.

    • Marcelo, exemplos dos pais que, dizem, valem mais do que mil conselhos, não deve ser o caso do Edu.
      Não devem faltar bons exemplos, à família, vindos dele.
      Mas, admiro sua grandeza (a dele), por respeitar a escolha da esposa, em se interessar pelo BB.
      Aqui em casa é a mesma coisa.

      • Acabou essa história de “chefe” de família. Hoje, há que haver diálogo. Mulher e filhos levam meio na brincadeira minha opinião sobre novelas, BBB e outras porcarias. Tem que respeitar.

  • Eu fico muito preocupado quando vejo pessoas de tanto bom-senso como você defenderem ainda que indiretamente a censura. Quando vejo a esquerda em nome de suas boas-intenções e ideais dos quais compartilho, caírem nesse perigoso caminho de bradar que “nenhuma autoridade diz um A”.

    O que seria esse “A”?

    Eu juro que nem gostaria, mas eu tenho idade suficiente para já ter vivido sob uma DITADURA que também em nome dos “bons-costumes” e da “moral público” e “dos valores da família” censurava Chico Buarque, proibia filmes magníficos como (por ex.) Laranja Mecânica de um dos maiores cineastas de todos os tempos – Stanley Kubrick.

    Isso só para citar o que me surge à mente agora.

    Pra não falar de livros e revistas e jornais que eram proibidos de circular.

    EU NÃO ASSISTO SEQUER TV, o que dirá BBB.

    Mas pela internet eu percebo que as pessoas que estão dentro daquela casa não são pessoas do “Povo”.

    Todos são lindos, sarados, tatuados, perfeitos, dentes alinhados, vestidos e produzidos como se fossem para uma festa o tempo todo.

    Ali temos – pelo que eu sei – engenheiros, médicos e outras profissões de nível superior.

    O que vemos ali é o retrato em forma concentrada e algo exagerada dos valores que essa classe social e o mundo capitalista como um todo hoje venera e cultiva:

    O culto à aparência acima do saber e da ética
    O alpinismo social em que se dar bem é o vale tudo que todos devem aceitar e achar normal

    E tudo o que daí decorre.

    É lamentável que esses valores deturpados sejam transformados em atração de TV, MAS são esses valores que vigoram ainda que menos explícitos no cotidiano de qualquer pessoa.

    Se vc não for belo e atraente vc vai ser preterido
    Se vc não for descolado vc vai ser deixado de lado
    Se vc não for esperto vão te passar pra trás.

    É o BBB ou é a sociedade que é daquele jeito?

    Quem ensina quem?

    Deveria se proibir esse tipo de programa?

    Eu acho que pastores pedindo dinheiro na TV e difamando os homossexuais – como se esses fossem os judeus na Alemanha de Hitler – é ainda mais perigoso e deprimente para a saúde da sociedade e a vida de pessoas inocentes do que o BBB.

    Vimos na Paulista o que acontece com pessoas indefesas expostas a tanto ódio ainda socialmente aceito como “liberdade religiosa”.

    Sei que vc vai me criticar, mas prefiro ser honesto com você – a quem eu preso tanto – e tentar ampliar o debate.

    Em tempo: acho seu texto muito pertinente e concordo com tudo que vc escreveu, menos a parte da “autoridade que deveria dizer um A”.

    • Caro Roberto,

      Também vivi a ditadura, sou flho de Comunista nasci em 1960 e pelo meu nome vc. deve imaginar o que minha familia e eu passamos de 64 em diante. também tenho horror a censura, mas o que o Eduardo prega é controle o que é muito diferente de censura.
      Vamos tentar dar um exemplo diferente do Edu: Imagine-se dirigindo em uma estrada e o veiculo da frente atira um lixo qualquer pela janela que bate em seu parabrisa que no impacto quebra, vc. se distrai e sofre um terrível acidente.
      Muito bem, comparando:

      Veículos = Emissoras de TV’s e Televisores em geral
      Veículo da frente = Emissoras (no caso deste post rede globo)
      Veiculo de Trás = Acidentado = Seu televisor e vc.
      Lixo = As porcarias que as emissoras transmitem (no caso deste post BBB)
      Estrada = Espaço público destinado ao envio de ondas eletromagnéticas sob concessão do estado.

      Em uma estrada (de verdade) existem leis regulando, placas de sinalização, dinheiro público para educação no trânsito, impostos, e no caso de São Paulo, pedágios, muitos e caros pedágios. O que coibe alguem de atirar lixo pela janela de seu veículo é saber que se for pego, vai pagar multa e se provocar um acidente fatal, poderá até ser processado por homicídio culposo, isso é regulação e não censura, atire o lixo se quiser mas saiba que tem conseqüencias.

      O mesmo se pede para a “estrada da comunicação” se as emissoras jogarem lixo dentro da minha casa para meu filho de 4 anos assistir (tenho outras de 24 e 20 que graças ao bom Deus, consegui vacinar contra essas imundicies) saibam que tem de pagar por isso.

      A autoridade a que o Edu se refere, seria o DETRAN da sua estrada, que te cobra impostos, autoriza pedágios, te multa se vc. jogar lixo pra fora do carro e ninguém diz que o Detran censura alguem e nem se reclama por isso, em suma, todos concordamos que deve haver regulação e leis na estrada. Por que não na estrada da comunicação???

      • ISSO É CENSURA

        Não interessa o nome que vc dê é CENSURA.

        É alguém que você não sabe quem. Que se acha mais esclarecido e dono de uma sabedoria que lhe confere o direito de decidir POR MIM e POR MILHÕES de pessoas o que eu posso ou não assistir.

        Desculpe, mas não preciso de “exemplos” para me ensinar a suposta “boa intenção” de quem quer decidir NO MEU LUGAR o que eu posso, devo ou não assistir.

        Há regulações e leis. Se são fracas e não são cumpridas que se façam outras. Se a Globo ou a Record ou qualquer outra não cumprirem que se casse a licença dessas emissoras.

        Se o programa tal e qual ofender a lei que se processe, que se puna NA FORMA DA LEI.

        Mas um colegiado de notáveis e sábios, seja de DIREITA OU DE ESQUERDA decidir a PRIÓRI o que pode ou não passar, NUNCA MAIS!!!

        Por favor.

        Não chegamos na democracia com um governo levemente de esquerda para começar a defender a censura como na DITADURA.

        Muito mais útil é um artigo como esse do Eduardo – e tantos outros por aí – que denunciam o lixo que é esse programa do que a censura prévia a probição.

        PAREM DE SE ARVORAR EM TUTORES DO POVO, como se esse fosse formado por um bando de incapazes e ignorantes que tem que ser tutelados.

        A esquerda me assusta quando parte pra esse lado stalinista.

        • Tremenda bobagem. A Constituição define claramente o que pode e o que não pode. É o discurso do PIG enquanto envenena a sociedade com essas baixarias. Você não faz a menor idéia do que é a lei sobre comunicação no Brasil. Aliás, demonstra não fazer a menor idéia do que seja comunicação. Está se achando um guardião da democracia quando não passa de inocente útil. Pensa que a Globo é dona da concessão. É graças a pessoas como você, embebidas na falta de compreensão do assunto, que temos a mídia ruim que temos.

          • Eu não quero que ninguém, seja um Eduardo Guimarães ou um Reinaldo Azevedo se arvore no direito de decidir o que eu posso ou não ver, ler, consumir, etc.

            Escrevi que há a lei que deve ser cumprida – se for fraca que se modifique, onde eu disse que a Globo é dona de alguma coisa?

            A lei – democratimente votada é que deve regular a mídia.

            Não algum comitê de pseudo-gênios iluminados a guiar a cabeça dos ignorantes decidindo o que pode ou não passar na TV para a “patuleia ignara” que deve ser guiada como incapaz.

            Vc não aceita opinião divergente e passa a tachar de ignorante a todos que não concordam com vc.

            Lamento por isso, mas me reservo o direito de querer decidir POR MIM MESMO o que eu assisto ou não.

            Dispenso a genialidade dos que se arvoram em donos da verdade. Mesmo que seja com a melhor das intenções. Até porque já diz bem o ditado…

            Sou contra a CENSURA de qualquer tipo e IDEOLOGIA.

            EM tempo – Não to nem aí pra Globo. Acho que é tudo farinha do mesmo saco. Globo, Record (essa pior por usar abertamente de religião – isso sim deveria ser proibido), Band, etc

            Pra mim poderiam entregar a Globo pro PSOL tomar conta. rsrsrrs

          • Nos comentários abaixo, o doutor Donizeti, diretor jurídico do Movimento dos Sem Mídia, reproduz uma amostra da lei que autoriza que se impeça a Globo de publicar o lixo que publica. Mas como a Globo é muito poderosa, manda na Justiça, há que lutar para que seja aplicada, e é o que se faz aqui. Pessoas como você, que não têm a menor idéia do que seja a lei que comenta, precisam ser instruídas sobre a barbaridade que fazem meia dúzia de famílias midiáticas usando exatamente essa sua argumentação.

  • Há algum tempo, fui a um restaurante e a TV estava ligada na Globo. O casal 45 soltava sua verborragia contra o Pres. Luiz Inácio. Não me lembro do que se tratava. Perguntei ao garçom e ele respondeu:”Ah… isso é cascata da Globo”. Ontem fui à padaria onde a TV estava sempre ligada na Globo. Pois estava no Jornal da Record. Alvíssaras. Os ventos estão soprando em outras direções.

  • Edu, vivo o mesmíssimo drama que você. Com a diferença de que sou separado e ele só é totalmente imunizado contra esse lixo tóxico do BBB quando está na minha casa.
    Aos oito anos, meu filho fazia um blog chamado “pintura e escultura”. Hoje, assiste ao BBB, pela curiosidade natural e pela necessidade de ter assunto para conversar com os amigos da escola – igualmente seviciados diariamente por essa porcaria inútil. O duro é que muita gente aceita passivamente: “É o lazer do povo
    Menos mal que tenho conseguido fazer meu filho perceber o tamanho da inutilidade desse lamentável “programa”. Ele percebe a verdadeira ojeriza que tenho pelo BBB (outro dia, acabei discutindo com minha mãe por causa dessa, desculpe, b_sta de programa). Pergunta minhas razões e concorda com elas. Mas acaba assistindo. E o mal vai sendo feito: o tempo perdido para ver essa excrescência poderia ser bem melhor aproveitado estudando, lendo, brincando ou dormindo.
    O BBB representa tudo de ruim que uma emissora de TV pode fazer por seu público. E, infelizmente, me sinto impotente para lutar contra isso. OK, faço minha parte não assistindo e esclarecendo meu filho sobre a razão para não assistir. Mas será que basta? Me sinto uma formiga no meio dos elefantes.
    Abraços desalentados. (LAP)

  • Prezado Eduardo, a muito não assisto a programação aberta desta perniciosa emissora.
    E não o faço por que percebi que, apesar de todo o glamour que procuram apresentar, eles passam uma visão completamente distorcida da sociedade brasileira, talvez seja fruto de alguma estratégia de visão externa, se é que voce entende, que em função do espirito colono dos donos da rede introduzem modismos alienigenas que são incorporados por nossos cidadãos, por força do papel que esse grupo imprime em nossa sociedade.
    Mas isso não é de hoje, nos folhetins de lá, se voce perceber não verá um personagem que tenha carater ilibado, sempre haverá uma faceta que tende para algo desmerecedor.
    No BBB não é diferente, as pessoas ali são triadas pela capacidade de se disporem a execurtar qualquer papel que a emissora julgue conveniente a alavancar numeros no seu medidor de interesse, o tal IBOPE.
    Mas confesso que infelizmente ainda não consegui me desvencilhar por completo dos tentaculos desse grupo. Em função de termos poucas opções na TV paga sou obrigado a conviver com seu braço nessa area de atuação, mas te digo que muito a contragosto. Neste interim espero que nosso governo acorde e imprima uma Lei de médios que impeça a propriedade cruzada, pois assim talvem tenhamos numa possivel concorrencia algum grupo com disposição para mergulhar na verdadeira identidade nacional.

    • Sempre que vejo alguém comentar um texto sobre a Globo dizendo “eu não assisto a Globo”, fico triste. De que adianta um não assistir se milhões assistem? É uma concessão pública, gente. Não importa se você ou eu assistimos ou não. O que não pode é o concessionário usá-la como se fosse sua e para difundir lixo.

      • Concordo Eduardo, mas a sociedade ainda não adquiriu musculatura política para bancar os homens públicos com coragem suficiente para encarar um grupo tão forte como esse.
        Que hoje é o maior adversário de qualquer um que se proponha a revolver as leis, do período ditatorial, que lhes imponham algum risco a sua dominância, sob pena de campanhas insidiosas que procurem minar a visão de beneficio popular, invertendo a lógica.
        Aqueles como eu que tem senso critico e que se sentem fracos, neste momento, só tem essa saída não sem antes demonstrar nossa contrariedade em espaços como o seu.
        Afinal a pouco tempo nem espaços como esse dispúnhamos.
        Hoje pelo menos podemos demonstrar nossa insatisfação e propormos alternativa, nem que seja pela via do enfraquecimento financeiro, que como forma de protesto para mim não assisti-los é a melhor forma de alcançar, pelo menos enfraquecerá seus bolsos.

  • “Não há nada melhor na tevê aberta e acabaram de lavar a louça do jantar”.

    Ahhh, desculpe, Edu, mas dizer que não há nada melhor na TV aberta? Os outros canais também não são muito bons, mas dizer que são piores que o BBB? Aí não dá né? Além do mais, se der uma boa “peneirada” na TV aberta, pode-se encontrar programas bons. Não são os de maior entretenimento, mas são os que passam o mínimo de valores respeitaveis e que se possam assistir com a família. Abs.

    • Se eu acreditasse nisso, que há coisa boa, deixaria como está. Não há nada melhor, há igual. Seu argumento é igual ao do PIG. Ontem mesmo, um dos colunistas do PIG disse a mesma coisa, que “se procurar, encontrar-se-ão coisas boas”.

  • O programa eh manipulado de acordo com a interesse da emissora, bate boca, palavrões, besteirol de todos os tipos, tudo combinado na tentativa de aumentar o Ibope, mas parece que o tiro está saindo pela culatra é o que espero.

  • acredito que este programa será exibido até ao menos 2014, e até lá aja saco e paciencia, mas custa a crer que não tem tv a cabo? Mas tudo bem, aos pouco, o blog traz uma rotina sua, big blog, kkkk. Brincadeiras a parte, também não assisto ao programa, porém a esposa assiste, enquanto durmo.

  • Resumo do BBB = Biceps, Bundas & Boçalidades.

    Esse programa é esgoto em estado puro.

    Na minha casa começou a porcaria, a TV é desligada de pronto ou mudo de canal para um history channel, discovery ou outra coisa que preste, apesar que a tv a cabo mais repete programas do que outra coisa, mas afinal não é um emburrecedor de gente.

    Eu não aguento nem ouvir a musiquinha que anuncia a porcaria global do BBB, me irrita somente pensar que essa coisa escrota está no ar.

    Alô, alô Ministro das Comunicações Paulo Bernardo, como fica o cumprimento da faixa etária para essa merd..hein ?

    Essas baixarias deveriam passar somente depois da meia noite, para quem realmente não tem o que fazer na vida e não nesse horário que ainda tem crianças na sala das residências, como a inocente netinha do Eduardo.

    E ainda tem empresa como a Fiat e outras que patrocinam esse verdadeiro crime contra a familia e a sociedade brasileira, deveriam ter seus produtos boicotados pelas pessoas honestas e com alguma sensibilidade.

  • Caríssimos concidadãos,

    Antes de começar o programa, já havia postado um comentário sobre esse tipo de “coisa”… Ouvi dizer que o Brasil seria o único país onde isso chegou à 11ª edição! Nos demais, parou na 2ª, 3ª, certamente por ação dos seus cidadãos, fazendo “fechar” esse zoológico humano… Temos por aqui um MP com esse poder? O que pode fazer a cidadania?

  • Edu.

    Discordo de sua afirmativa “na TV aberta não existe nada melhor”. Em primeiro lugar QUAQUER coisa é melhor que BBB!!!! Mais, os canais “TV Brasil” e “TV Cultura”, sempre tem algo infinitamente melhor!!

    Jairo

      • Edu.

        Vou mais uma vez discordar de voce: a TV Brasil, antiga TVE do Rio pega em qualquer lugar. A TV Cultura de S. Paulo realmante virou ferramenta da direita, mas, mesmo assim tem programas culturais muito bons.

        Jairo

        • Pega não. Executivos da TV Brasil me contaram da dificuldade que é ampliar a transmissão. E os bons programas da Cultura são voltados para a elite. É preciso fazer coisa boa para o povo. Discordo de que o povo só goste de porcaria. É que fazer porcaria dá menos trabalho

  • BBB e outros programas afins são modelos importados. É justa a preocupação com este tipo de programa já que,como abordado no post,atinge desde a família do ativista político de esquerda que luta contra as baixarias na TV até o mais simples dos cidadãos.
    O que intriga é como em determinadas situações os modelos acabam se encaixando,ou seja,”pegam”,independetemente do nível cultural,econômico ou social,tornando-se um produto global no sentido estrito da palavra.
    Não trata-se de discutir controle sobre este tipo de programa o que ensejaria aos sempre ditos defensores da liberdade de opinião a oportunidade sempre esperada de qualificar aqueles que querem discutir a qualidade do espaço preenchido em uma concessão pública de censores ou autoritários.
    Talvez,o maior estudo que podemos fazer refira-se ao porquê isto ocorre. Porque,em determinados momentos algumas coisas pegam por mais estúpidas que possam parecer.
    Na recente eleição para presidente fomos testemunhas de como a oposição,após tentar utilizar-se de todas as formas possíveis de detratação da canddiata apoiada pelo presidente Lula,conseguiu,ainda que parcialmente,colar a imagem de defensora do aborto e de matadora de criancinhas.
    Assim como no BBB,o que intriga não é o matadora de criancinhas. Poderia ser qualquer outra coisa,por exemplo,torcedora de um determinado time de futebol. O que intriga é este fenomêno que homegeniza o pensamento,que talvez algum marqueteiro tenha mais habilidade em identificar,que possibilita uma reação em cadeia com pessoas de interesse tão díspares entre si.
    É isso que devemos temer. Guerras já foram iniciadas por este momento de transe coletivo. Mesmo no estado mais rico da federação,São Paulo,este transe parece não ter fim,com as seguidas eleições do mesmo grupo desde 1982,não porque sejam melhores.Não! Mas porque conseguiram fazer colar a imagem de que os outros (qualquer outros) são piores.
    Portanto,a preocupação se justifica e,apesar de não merecedores do BBB,ainda teremos que suportá-los por mais algum tempo.

  • Caro Eduardo,

    O texto é bom, mas não dá pra concordar com essa frase: “Poderiam discutir uma boa teledramaturgia, por exemplo”… de qual vc está falando??? Da Rede Globo??? Acho q esqueceram de te avisar que as novelas globais vão no mesmo caminho do BBB e tbém alienam e amortecem a mente e os corações de milhares de brasileiros… repito, de resto, o texto é bom, mas esse trecho deu uma certa manchada em seus argumentos… pelo menos na minha opinião… abs,

    CarlosCarlos
    bolaearte.wordpress.com

  • Chamar a esposa de Dona Onça?????? Sem comentários.

    Eduardo,

    Você ainda fuma? Sem comentários.

    Você já leu o Dr. Max Gerson?

    Juizo e abraços. Ertha

  • Fazer o quê, Eduardo, se copiam todo o porcariol dos States e despejam no quintal?
    A vulgaridade abunda nos meios de comunicação. Um pouco de “catigoria”, como dizia a Bebel (Camila Pitanga) em novela da própria Globo, não faria mal aos olhos e mente de ninguém.
    Quem é chefe de família que se prepare, vem aí uma bebida à base de maconha.
    Dessa tô livre, só tenho “filhos” caninos e felinos – mas me entristeço pelo desvario de nossa sociedade.
    Que ninguém me chame de carola, fui “avançadinha” da geração riponga, “paz e amor (livre)”.
    O problema está no limite. Saber dosar, eis a questão.

  • Para discutir:

    – Existe o lixo do BBB e existe a vigente Constituição Federal Brasileira, a Lei Maior do nosso País.

    Constituição Federal vigente – Capitulo V – DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

    Artigo 220 – A manifestação do pensamento , a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, OBSERVADO O DISPOSTO NESTA CONSTITUIÇÃO.

    – Parágrafo 3º- Compete a lei federal:

    Inciso II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à familia a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no artigo 221…

    – Artigo 221 – A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão os seguintes princípíos:

    I- preferencia a finalidades educativas, artisticas, culturais e informativas;

    IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

    – Pergunta: o que há de educativo, artístico, cultural, informativo e noções de respeito aos valores éticos e sociais da pessoa humana e da família, principalmente das crianças e adolescentes no BBB ?

    – A Rede Globo cumpre e observa o que determina nossa Constituição Federal no tocante a Comunicação Social quando coloca no ar um lixo como o BBB ?

    Artigo 223 – parágrafo 3º – Os meios de comunicação social eletrônica, independentemente da tecnologia utilizada para prestação do serviço, deverão observar os princípios do artigo 221 acima, na forma de lei específica.

    A pergunta que não quer calar: existe falta de vontade politica ou de coragem das autoridades competentes para colocar freios nesse tipo de lixo produzido pela TV Globo e despejado goela abaixo da sociedade em horário nobre ?

    Onde vai parar o baixo nível da televisão aberta brasileira ?

    Até quando a sociedade vai se omitir nessa questão crucial para a formação das futuras gerações de brasileiros ?

    • Amigo

      Estes artigos da Constituição ainda não estão regulados por lei, por conta de muito lobby dos detentores das mídias. De fato, os artigos são hoje objeto de 3 ADO’s (ações diretas de inconstitucionalidade por omissão) preparadas pelo jurista Fabio Konder Comparato.

    • Verdadeira aula que nos presenteou o Donizeti.

      É exatamente isto, não precisa nenhuma modificação nesta postagem.

      só uma observação:

      Pelo visto o BBB esta acima da Constituição Federal, lamentável.

  • Isso não me surpreende! Recentemente, Pedro Bial declarou que votou em Dilma nas últimas eleições. Logo se tornou o queridinho dos petistas, a ponto de ser convidado para visitar o diretório do partido. PT e baixaria: tudo a ver!!!

    • O Paulo Maluf pode declarar que votou na Dilma, nem por isto vou considerá-lo uma pessoa honesta.

      Se o Bial disse que votou na Dilma, isto não vai alterar a ideia que ele criou sobre ele após começar a apresentar esse lixo chamado BBB. Ele continuará a ser um jornalista submisso e, como dito pelo Eduardo Guimarães, uma propriedade da Rede Globo.

      O Bial jogou no lixo todo o respeito que eu e milhares de outros brasileiros tínhamos por ele como jornalista.

      Hoje esse Bial é mais um lixo, dos vários lixos produzido pela Rede Globo.

  • Acho que o PIG, o PT e o Ministério Público do Brasil já passaram dos limites.

    Recentemente, na Venezuela, o Ministério Público proibiu a rede de tv Televen de exibir OS SIMPSONS no horário matutino, por considerá-lo impróprio para menores de 14 anos. E, antes que venha algum direitista dizer que é porque na Venezuela existe “censura”, é bom que saibam que nos Estados Unidos a rede de tv FOX (uma das 4 grandes redes da tv aberta) só pode exibir OS SIMPSONS depois das 10 da noite. O ministério Público dos Estados Unidos e o da Venezuela consideram OS SIMPSONS inadequado para menores de 14 anos porque o principal personagem – o Hommer -, sempre aparece bêbado e com uma latinha de cerveja na mão. No Brasil, a globo exibe os SIMPSONS às 10 da manhã, como se fosse um programa infantil e niguém faz nada. Gosto dos SIMPSONS, mas sou de maior. Nos Estados Unidos também tem o Big Brother. É transmitido pela rede de tv CBS. Mas o BBB de lá , que é muito mais “comportado” que o nosso, e que não tem tanta audiência, só pode ir ao ar às 11 da noite. Sem falar que os americanos tem bons programas na tv aberta para assistirem. O ’60 Minutes’ da CBS, por exemplo, é um deles. Bons programas de debates e de entrevistas são transmitidos na tv aberta. Séries que pagamos pra ver no Brasil, são transmitidas na tv aberta. O que percebo também é que programas apelativos, com cenas de sexo e de violência, como o BIG Brother, ou como qualquer outro lixo que passa na globo, no SBT ou na record, são muito bem aceitos no Brasil, porque as pessoas pensam que estão vendo um “programa familiar”. A Globo sabe disso. Por isso ela faz questão de colocar um pseudo-intelectual, metido a poeta, pra apresentar esse tipo de programa. Por isso vemos tantos casos de pedofilia no Brasil. Crianças de 10, 11 anos, que deveriam estar brincando, ou conversando sobre outros assuntos, ficam conversando sobre o BBB com seus coleguinhas… LEY DE MEDIOS já!

      • Pela criação de comitês populares – formados por sindicatos, ONGs, entidades e poderes Legislativo e Judiciário – dentro das empresas jornalísticas para dar vez aa sociedade de decidir o quer e o que deve ser jogado no cesto de lixo. Ninguém deve ser obrigado a se subjugar aa Rede Globo!!!!

        • Não posso impedir que o leitor Paulo Ribeiro exponha a sua opinião, mas a sugestão dele nem me passa na cabeça e muito menos na de todos os outros que lutam com seriedade por uma comunicação decente no Brasil. O leitor em questão expressa a opinião de setores inexpressivos da ultra-esquerda que só servem para serem apresentados pela direita como exemplos “do que é a esquerda”, mas não representam os setores verdadeiramente progressistas deste país. De alguma maneira, portanto, peço desculpas pelo amontoado de sandices desse leitor. Ninguém deve endossar tal barbaridade.

          • Eduardo, em vez da desqualificação pura e simples, técnica aplicada com frequência pelo PIG, por que tamanha ojeriza aa participação de sindicatos na decisão de temas que dizem parte da nossa sociedade?

    • Apesar de sempre aparecer bêbado , ele também e mostrado como um exemplo a não ser seguido. No brasil tudo que e animação e considerado coisa de criança , mas quem assiste os simpson sabe que ele não e nada infantil, pelo contrario e um programa que critica a sociedade.

  • O cisne cantou.
    é a decadencia.
    o baile da Ilha Fiscal.
    E o ator suplica:” Por fvr, se representei bem meu papel nesta estrumeira, aplaudi-me!
    no final a tiririca (a graminea, não o deputado) tomará conta do Jardim Botânico…
    The end.

  • Bom texto, porem discordo. O Brasil merece sim, há anos carecemos de políticas educacionais, há descaso total, haja vista os últimos acontecimentos com o enem, sisu etc. O papel da televisão não é educar o cidadão, é informar e divertir.

    Por outro lado, causa espécie, que uma pessoa que se diz politizada, e possívelmente com educação formal, seja tão complacente e não tenha maneiras de desviar a atenção de uma garota de 10 anos, que a meu ver já deveria estar se preparando para dormir. Todos sabem o quanto o sono é importante para o crescimento sadio.

    Aqueles que assistem o tal BBB assistem porque querem, existe o CONTROLE REMOTO, temos opções, outro tipo de programa, ler um livro, ouvir música, intenet, bater um papo.
    Não venha culpar a tv, eles fazem a programação, nós damos o ibope. Nós temos o PODER de desligar.

    O BBB é apenas o retrato do nosso dia a dia, ou não é exatamente isso que se vê nos ambientes de trabalho, um querendo puxar o tapete do outro, futricas, disse me disse. Apenas no final do mês não se ganha um cheque de 1 milhão.

    Além de escrever este texto, ótimo por sinal, faça mais. DESLIGUE A TV.

    • Não adianta eu desligar a minha tevê – mesmo que conseguisse, porque tenho família com direito de escolher -, porque não posso desligar a de 20 centenas de milhões de brasileiros.

      • Hmmm, não sou favorável a censura. De jeito nenhum, mas é inimaginável que um adulto nao tenha autoridade sobre uma criança. Convenhamos, o adulto tem que ter o discernimento, dar o limite, guiar, conduzir, caso contrário, o que será dessa pessoa na vida adulta? achar que pode tudo?

        Um leitor deu exemplo da Venezuela que proibiu determinados programas, no estado atual, a Venezuela não é exemplo pra nada, citou tb a tv americana, ora, estamos falando da maior democracia do mundo, lá o povo tem força de tirar ou mudar um programa do ar. Há poucos dias a MTV foi obrigada, por força das mensagens dos telespectadores e por conseguinte da retirada dos patrocinadores, a mudar os rumos de um programa de sua grade.

        Eu nao vejo BBB, não pelos motivos que o senhor expos, simplesmente acho inaceitável que alguem ganhe esta quantidade imensa de dinheiro apenas pra ficar de bunda pra cima nas piscina, jogando conversa fora, futricando, etc. Talvez seja inveja. Contudo existem ‘realities shows’ muito interessantes nos EUA, exemplo TOP CHEF, BIGGEST LOSER, cujo premios nao chegam a 250 mil dolares, e são instrutivos, também nao estou dizendo que não existam baixarias na tv americana. Deus sabe que existe, e muitas. gd abs

          • Não acho uma boa idéia, proibir nossos filhos de verem o BBB, mas podemos conversar com eles que este programa não faz parte dos valores da nossa família. Acho que uma criança ou adolescente instruídos de nossos valores, pode até ver mas com olhos de crítica. Na escola quando comentarem sobre o programa, eles simplesmente vão dizer que não gosta de assistí-lo e, em seguida, enumerar as críticas. Por que nós não gostamos dele? Porque temos nossos valores bem arraigados, e este programa bate frontalmente contra. É isto que temos que passar para nossas crianças e jovens, nossos valores, para que também fiquem sedimentados em suas mentes.
            Agora, acho que Ministério Público devia sim ficar no pé do programa, porque existe muita baixaria. Não se trata de censura. Se trata de um mínimo de qualidade em nossa TV. Tem que haver um controle, sim por parte das instituições que zelam pela sociedade. Por exemplo, existem provas (não assisto o programa mas fico sabendo através da internet ou outros meios de comunicação) que são insalubres, a última é sobre os participantes vestirem umas roupas imitando frangos, parece que esta prova colocou as suas vidas em risco. Isto tinha que ser punido, ou proibido. Afinal a TV não está acima das Leis, esses caras do PIG ficam falando estas inverdades de que qualquer controle é censura, isto é uma balela, só acredita que está mal intencionado. Logo eles que foram coniventes com a ditadura.

        • DeaC, me desculpe, mas vocë tem o perfil do cara que assiste a Globo todo santo dia: admira os EUA e não gosta da Venezuela, acha que a educacão é a solucão para todos os males do Brasil, diz que a funcão da televisão é só divertir, acha que o “milagroso” controle remoto resolve tudo, diz que o que passa no BBB é o retrato do Brasil, como se a televisao não educasse. Só concordei com uma coisa que você disse: desligue a televisão.

        • a venezuela nao é exemplo para nada e os eua malditos é. esse imperio que massacra o mundo com suas guerras a fim de lucrar com o poderio belico e o resto do mundo que se dane , o hugo chaves nao tem medo do imperio e bota pra quebrar mesmo , ele , o evo e o fidel , ta faltando a dilma entrar nesse time para valer , nao que ela esteja do lado desses americanos malditos , mas que ela assuma a sua posiçao radical contra esse maldito imperio. viva a revoluçao bolivariana e ferro nos demonios tucanos e nos eua desgraçado.

    • Pode se desligar a TV, como se isso resolvesse o problema. O foco é que direito tem a Globo e derivativas de jogar lixo no ar e por consequência em nossas casas. E aí a pergunta, todos tem capacitação de saber o que é bom, o que não é prejudical para nossa sociedade? A cultura no geral da sociedade é muito frágil ainda, facilmente deixa se levar pelas chamadas modernidades televisivas. A televisão tem objetivos de distrair, de divertir tudo bem, mas direito de deseducar não tem. Acho também que nossas autoridades, diria dos três poderes, estão muito inoperantes perante esses abusos .

  • BBB – Balde de Bosta do Brasil…

    Este programa é um prato cheio de bosta!!!
    E pela audiência, tem muito brasileiro que come bosta e gosta…
    Fazer o quê????

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • Estou convencido que o governo deve considerar a abertura de concessões limitadas à redes de televisão estrangeiras. A televisão Brasileira esta muito defasada. É um sistema que contribui para o emburrecimento coletivo das pessoas e é talvez o melhor exemplo da falta de meritocracia na nossa sociedade.

    Morei boa parte da minha vida fora do Brasil, e em 20 anos, vi a televisão Norte Americana, Inglesa e Francesa mudar praticamente todo o seu visual (para o bem e para mal) enquanto a Rede Globo continua com suas novelas intermináveis e estupidas, continuava até ontem com o Casseta e Planeta e o SBT continua até hoje ganhando no Ibope esporadicamente com reprises do Chaves (um show Mexicano da década de 70).

    A abertura de concessões limitadas para mídias estrangeiras poderia fazer com a industria do entretenimento e informação o que a abertura do mercado automobilístico fez com a Gurgel. Não defendo no entanto a abertura completa, com concessões iguais as que as empresas Brasileiras desfrutam. Qualquer concessão deveria ser adotada com novas regras de qualidade, transparência de jornalismo e debate politico-social que se aplicariam apenas as concessões estrangeiras.

    Acredito que as regras impostas apenas as novas concessões eventualmente infectariam as televisões nacionais devido a concorrência natural do mercado. Uma manobra desta forma poderia evitar inclusive o desgaste das acusações esdruxulas de censura e criar a base para uma mídia menos caracterizada por não-criatividade vergonhosa e dominância de personalidades medíocres.

    Um abraço Eduardo e belo post.

    • Não creio que abrir o setor para os canais internacionais seja a melhor opção (embora não deva ser descartada), pois o que vemos em TVs da Europa e Estados Unidos não nos deixa muito mais confortáveis. É bom lembrar que o formato do BBB é originário da Holanda e que as muitas versões por aí a fora não é nem um pouco melhor do que a brasileira.

      Não tenho a solução, não é minha área de especialidade, mas sei que não gosto do que vejo na TV brasileira, na excessiva concentração e na baixíssima qualidade da programação.

      A censura não é uma opção, querem fazer BBB, que o façam, mas num canal pago, para ser acessado por quem realmente tiver interesse, o festival de baixarias não deve ser programação da TV aberta.

      Meu grande incômodo é ver a demora e uma certa covardia de setores do governo para enfrentar este problema.

      • Companheiro Josue

        Primeiramente gostaria de agradecer sua resposta ao meu comentário. Acho que a alternativa de abrir o mercado de mídia do Brasil para empresas estrangeiras não é discutida o suficiente na sociedade. Gostaria de estimular a discussão a esta alternativa, mesmo se eventualmente a sociedade acabar rejeitando-a.

        Concordo com a sua afirmação que as mídias estrangeiras também não são sempre saudáveis tigelas de morangos selvagens, e que inclusive muito do lixo que encontramos na televisão Brasileira trata de cópias baratas de shows estrangeiros, o Big Brother, o show do milhão, o roda roda e vários outros. Copiar o lixo estrangeiro é testamento claro da falta de criatividade da mídia Brasileira, ou seja não são capazes nem mesmo de criar o próprio lixo.

        O que não podemos esquecer é que, apesar de produzir muito lixo, as televisões de porte mundial também são responsáveis por conteúdo de altíssima qualidade. No âmbito de informação é absolutamente indiscutível o profissionalismo dos jornais da BBC, NBC, TV5, Al Jazeera etc. Sonhar em colocar os jornais da Globo, SBT e Record no mesmo patamar é tão ridículo como foi colocar o Maguila para lutar com Evander Holyfield e o George Foreman. Ou como foi colocar carros modernos da Europa, América do Norte e Asia no mesmo mercado que a Gurgel.

        Esta imagem do nosso querido Maguila sendo desmiuçado por verdadeiros pesos pesados, é a que gosto manter em mente quando penso na nossa querida Rede Globo tendo que colocar o Fantástico no mesmo horário que um programa criado pelos mesmos produtores de documentários da Norte Americana PBS (Frontline), da Britânica BCC ou da Francesa TV5. É fácil manter personalidades e talentos medíocres no topo da piramide quando o mercado permite que os caprichos e ilusões de grandiosidade de algumas famílias não sejam desafiados por lutadores do mesmo grau e porte que tal famílias alegam ter.

        Acredito que uma maldição na sociedade Brasileira é sempre sacrificar o bom em busca do perfeito, é adiar a melhoria indefinitivamente em esperança falsa de uma solução que passe no teste litmus de pureza ideológica (tanto da direita como da esquerda). O fato é que se o governo de Dilma lutar a batalha de sua vida para conquistar novas regras de conteúdo “informativo” ou “educacional” ainda estaremos presos com a versão insuportável da “Roda Viva” da Globo com Lillian Witte Fibe, e comentários de “especialistas” como Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. E segurem suas calcinhas para o momento cultural com a Sandy e Junior do apresentador Fausto Silva.

        Não acredito que nos livraremos da mediocridade por ato de proibição. Seria o equivalente a proibir que a Gurgel fabricasse um carro porcaria, ou legislar que Maguila nascesse de novo com um queixo reforçado. Foi necessário a Toyota para desbancar a Gurgel e o Holyfield para desbancar o Maguila, assim como apenas um Paul Krugman e Ravi Batra poderão desbancar a Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg.

        Abraços.

  • Descupe Edu, tenho uma grande admiração por você,mas fiquei decepcionada em saber que na sua casa entra esse programa.
    Eu nunca vi, mas mesmo não vendo a globo, a gente se intera através da internet e de pessoas. E quando eu ainda via a dita cuja, dava pra perceber o nivel de imbecibilidade do tal programa nas chamadas, por isso não permito na minha casa.
    Um abraço.
    mirtes

  • Bial e Boninho – Boninho e Bial – legítimos representantes brasileiros do megalixo que a mídia despeja sobre nossas casas diariamente, mundo afora. Para os pais (como eu tb.) preocupados com a formação de seus filhos cabe orientar muito, explicar muito e estar sempre alertas, porque são muitas as portas que esse e outros lixos piores tentam forçar para invadir nossa vida (internet inclusive). Sou contra a censura, mas acho que deve existir alguma forma de regulação, principalmente por se tratar de concessão pública e, francamente, ninguém merece ser atingido por tanta baixaria e falta de conteúdo.

  • O Bial disse numa outra edição do programa que o BBB é tão “cultural” quanto Guimarães Rosa!
    Quando ele escreveu o famoso “Filtro Solar”, já existia o BBB? rs

  • E o tal do seriado “Aline” (sobre uma jovem que mora – é “amigada” – com dois caras ao mesmo tempo…)???
    Maria Flor, a atriz que interpreta a personagem título, em entrevista na “Revista da TV”, do jornal O Globo, disse que já foi abordada por uma garota de 13 anos que lhe contou que tinha dois namorados “como a Aline”…
    A “Revista Domingo”, do mesmo jornal (que em determinada época se autoentitulou “o jornal da família”), já trouxe matéria onde praticamente ensinava como plantar maconha em casa….
    Que valores essa gente passa para o nosso povo?

  • Já senti esse problema em casa. Na rua, no trabalho, em toda lugar, eu convencia muita gente dos valores que achava éticos. Em casa, a coisa era mais difícil. Não causou tanto impacto porque meus filhos foram acostumados a brincar na rua e a baixaria na tv dez anos atrás era menor. Hoje em dia tá insuportável. Esse bbb é coisa do capeta, como diria um pastor.

  • Graças a Deus eu minha esposa e consequente meu filho de adoção não assistimos este lixo.
    Não foi imposição minha, e sim um pedido, disse que não estava fazendo bem pro meu espírito.
    Meu filho gosta do pica-pau, mas é um big-brother celulósico também, ali não é um bom exemplo pra aprender sobre ética.
    Minha esposa neste horário coloca (parabólica) na TV Aparecida, no clube TI, num desenho sobre uma agencia de espiões e suas aventuras, ainda bem gosta mais do que o desenho da Ave.
    Nada contra o Pica-Pau, nem qualquer outra ave, mas para comparar o Patolino também é suspeito, mas ao longo dos episódios o pato faz mea-culpa, aprende com as cagadas que faz e de vez em quando acaba mal. o que é didático. Não somos carolas, mas q

  • Edu
    Graças a Deus eu minha esposa e consequente meu filho de adoção não assistimos este lixo.
    Não foi imposição minha, e sim um pedido, disse que não estava fazendo bem pro meu espírito.
    Meu filho gosta do pica-pau, mas é um big-brother celulósico também, ali não é um bom exemplo pra aprender sobre ética. Mas somos responsáveis para o bem ou para o mal pelo que ele assiste aos 5-6 anos.
    Minha esposa neste horário coloca (parabólica) na TV Aparecida, no clube TI, num desenho sobre uma agencia de espiões e suas aventuras, ainda bem gosta mais do que o desenho da Ave.
    Nada contra o Pica-Pau, nem qualquer outra ave, mas para comparar o Patolino também é suspeito, mas ao longo dos episódios o pato faz mea-culpa, aprende com as cagadas que faz e de vez em quando acaba mal. o que é didático. Não somos carolas, mas queremos envelhecer com saúde mental, não tenho vergonha de dizer que até minha mãe e minha sogra perderam bastante de seu espírito crítico, de valores em relação aos semelhantes e visão de mundo universal consumindo estes lixos. É o que a globo deseja, e tem quem pague o preço.
    Abraços Giovani

  • E as girias?
    E ai véio? Beleza véio…num sei o que véio..

    Eu sou um “ouvinte” passivo deste programa, falo para minha mãe e esposa que o cérebro delas encolhe enquanto assistem ao dito cujo, mas elas riem e continuam assistindo.

    Ó vida!
    Ó céus!
    Ó azar!

  • Acho que o Brasil não merece MESMO é essa conversa nefasta de aumentarem os Juros Selic “para controlar a inflação”. isso arrebenta com a economia do país, lucros para Capital Especulativo. Lástima.
    Big brigues tem muitos ‘maus momentos’, mas tem utilidades também… Enfim.

  • O BBB de fato é muito ruim. Explora baixarias inomináveis em busca de audiência, que afinal é o que interessa à TV privada no Brasil, e em qualquer parte do mundo.
    Mas não concordo com comentaristas que elogiam as Tvs americanas e européias. Não são boas como dizem, apresentam muita porcaria, inclusive do ponto de vista informativo.
    E mais, não aceito também essa idéia de que TV tem que ser educativa. TV tem que divertir, afinal, o sujeito trabalha o dia inteiro, e à noite, em casa, quer se distrair um pouco com algo que lhe alegre a mente. A diversão e o prazer não são menos importantes na vida que a instrução e o conhecimento.
    O problema, a meu ver, está ligado a toda a sociedade em que vivemos, que privilegia excessivamente valores como dinheiro, fama, beleza, juventude, etc. Se vivemos num mundo em que políticos, empresários, donos de escolas e hospitais só vivem para lucrar e ganhar, seja de que modo for, como esperar que a TV – ou o jornal, a revista, o seriado – apresentem uma realidade diferente a seus consumidores?
    Que é preciso uma Ley de Medios no Brasil, não há dúvida, mas certamente não será para obstar a produção desse tipo de porcaria televisiva, mas para fazer com que as empresas de comunicação sigam a lei, informando corretamente aos espectadores, e não distorcendo fatos e mentindo descaradamente com fazem as Tvs no Brasil hoje.
    Programas ruins, de baixa qualidade, poderão ou não desaparecer, com o tempo. Mas só o próprio tempo o dirá.

  • Caro, Eduardo Guimarães.

    Sou frequentador assíduo do seu blog, leio suas publicações diariamente, e admiro seu trabalho jornalístico no Blog da Cidadania.

    Gostaria de expressar minha opinião a respeito da crítica feita por você aos que assistem ao Big Brother Brasil, mas, antes, quero dizer que respeito sua posição, que lhe confere, competência, para falar sobre o assunto que desejar, pois seus textos são sempre muito coerentes e seu raciocínio é interessantissímo.

    Não acredito que as pessoas que assistem ao Big Brother Brasil possam ser influenciadas pelo contéudo que este programa oferece, acredito sim, que terá influência, se a pessoa que assisti não tiver a capacidade de ter discernimento sobre aquilo que ela está recebendo de informação.

    No caso de crianças virem este tipo de conteúdo, conota claramente, a inadequação com a idade, pois esse é um programa com conteúdo adulto, a meu ver e de fato ocorre exatamente como vc diz na matéria acima, crianças, adultos, adolecentes, assistem ao Reality Show e nos dias de hoje, ninguém segura a molecada. Em minha casa ocorre da mesma forma, o BBB, Big Boninho Brasil, é pauta na hora do almoço, do jantar e do dia. Realmente esse é um novo mundo.

    Um mundo em que existem pessoas que gostam de gastar seu tempo ócio com futebol, carnaval, lendo, indo ao cinema, ao teatro, enfim, pessoas que gostam de “coisas”/afazeres, sem compromisso com estar absorvendo cultura nesse momento do BBB, o que agrega conhecimento, não está em questão, o que está em evidência é o gosto e a procura particular de conteúdo de cada indivíduo.

    Não vejo diferença em ver Futebol e ver Big Brother, a diferença é o conteúdo, ambos opium do povo, e cada um tem o direito de decisão de assistir ao conteúdo que mais lhe agrade, sem que essa decisão atrapalhe sua coerência e seu processo cognitivo.

    Penso, que um indivíduo que busca o conhecimento, acarreta um nível de raciocínio basico,para ter condições de discernir e observar um Reality ,por outros angulos, sem que essa atitude de assistir e acompanhar o BBB o diminua intelectualmente.

    Não é possível ser coerente dizer que um jornalista, médico, ou intelectual, que assitem ao Reality Show são pessoas “pequenas” e de gosto pouco refinado, para a busca do entretenimento, é necessario ter a liberdade de poder assitir ao que mais agradar, a procura pelo entretenimento não pode ser podada, só por não se tratar de Beethoven, Chopin, Stravinsky entre tantas outras coisas que são consideradas arte de qualidade.

    Arte de qualidade é muito salutar, agradável, e nos acrescenta muito para adquirirmos conhecimento e para lapidarmos nosso intelecto rumo ao desenvolvimento da espécie humana.

    A capacidade intelectual de cada um, não pode ser medida, pelo simples fato de assistir ao Big Brother e por isso ,ficar alienado, não é assim que funciona e desta forma o discurso argumentativo fica enfraquecido, pois a discussão se limita ao espaço do “não gostar” e repelir os que gostam como se esses fossem seres desprezíveis.

    O programa ficaria mais interessante se os mecanismos de escolhas dos candidatos fosse pelo viés da busca por pessoas comuns, e sem as condições financeiras que os participantes atuais possuem, concordo contigo, no critério de perfis Bombados e Mulheres Malhadas, ou ter posado nua ou nu, em revista porno, ou ser de baladas. Esse critério não condiz com o real da vida normal, esse é um perfil de pessoas que frequentam Maresias e Baladas carissímas não é o perfil da grande maioria.

    Esse BBB realmente foi um erro, tem candidatos pouco interessantes, não rolou a química, não pegou, justamente por causa das indicações de pessoas ao diretor do programa, agora o que fazer?

    É o que tem pra hoje.

    Viva o Reality Show! Adoro e sou com toda modéstia inteligente.
    Abração Edu.

  • George Orwel jamais imaginaria que o seu mais famoso,inteligente e premonitório romance pudesse servir de nome à tamanha e completa idiotia.E vc,Bial, estaria melhor no “topa tudo por dinheiro”.

  • Eduardo,a Globo esta agindo no seu conteúdo inconstitucionalmente,conforme os artigos já comentados;não caberia ai uma AÇÂO DE INCONSTITUCIONALIDADE???ADIN??

  • Eduardo,
    Concordo com o texto e com a intenção dele. Gostei muito mais quando você diz:
    “Não posso culpá-las. Não há nada melhor na tevê aberta e acabaram de lavar a louça do jantar. Estão naquele momento em que as pessoas só querem relaxar e tirar a mente de qualquer coisa séria”
    Me sinto assim quando finalmente consigo sentar no sofá tarde da noite, depois de ainda ter que cuidar dos afazeres domésticos após uma jornada de trabalho.
    Muitas mulheres assistem novela exclusivamente por este motivo. Para não pensar. Já fizeram isto o dia todo. Se um marido senta no sofá para ver futebol, que na nossa visão também é sempre a mesma coisa, porque muitas mulheres não podem fazer o mesmo? Não discuto que assistir o que quer que seja é certo ou errado. Discuto porque um pode e outro não pode optar . Parabéns pela sua interpretação perante a sua mulher. É um homem sábio! O importante não é concordar ou discordar. É entender e respeitar. Um abraço!

  • Eduardo, parabéns pelo texto, vou mandá-lo aos amigos. O nosso trabalho é de formiga mas não podemos desistir de sonhar com uma comunicacão mais justa e que cumpra o seu papel!

  • O Big Brother Brasil chegou a décima primeira edição. Isto significa que durante uma década inteira o telespectador foi brindado com o que há de pior na espécie humana.O Big Brother Brasil já dura 11 anos. Dá para acreditar que somos mais velhos que o BBB? Quem será que vai desistir primeiro?

    Acredito que o principal fator seja o baixo nível educacional da maioria da população, não tendo portanto condições de assimilar informação mais sofisticada, contentando-se com atrações que apelam para os instintos mais primitivos. Os produtores de programas de televisão, então, para ganhar a audiência dessa maioria, pressionados por uma concorrência feroz, e assim lucrar mais, criam e transmitem essas aberrações, aprofundando o problema educacional, numa espécie de círculo vicioso. Engraçado que, quando a televisão surgiu, foi considerada promessa para massificar a educação e, dessa forma, elevar o nível de conhecimento do tal povo.

  • Proibir criança ou adolescente de algo é colocá-lo no isolamento. Em um tempo em que as informações viajam tão rápido, o ideal seria colocar o programa (aquele que nos incomoda) em discussão. Em minha casa tem em média vinte pessoas convivendo todos os dias. Quando começou o tal BBB e tres sobrinhos assistiam e no dia seguinte se deliciavam em contar o que acontecia na casa, sentamos e discutimos os lados positivos e negativos do programa e deixamos que refletissem, hoje ninguém assiste BBB, aliás só assistiram até a segunda edição. Simples assim.

  • Com todo respeito aos telespectadores desocupados da globo, mas devo confessar que eu penso duas vezes antes de me consultar com um(a) médico(a) que assiste ao Big Brother.Brasil. Big Brother é lixo sim. Não há o que discutir. Uma coisa é colocar um sujeito negro e um racista dentro de uma casa para, depois de alguns dias, os telespectadores verem como os dois se comportam na frente das câmeras. Para todo o Brasil ver como um racista se comporta diante de um negro. Uma emissora privada da Inglaterra, certa vez, convidou uma Indiana e uma mocinha loira preconceituosa e rica pra participar do BBB inglês. Em suas casas, os ingleses puderam ver a loira preconceituosa e rica dar um show de falta de educação, chamando a Indiana de “porca”, falando que os Indianos não tomavam banho, etc. Se não me engano, a Indiana venceu. Outra coisa, é colocar um negro, não muito inteligente (como a maioria dos apresentadores brancos e burros que trabalham na Globo) para passar o dia inteiro dentro da casa do BBB sem abrir o bico porque não quer passar vergonha na frente dos seus companheiros brancos e “inteligentes” só pro povão achar que a globo não é racista. (Não sei se já fizeram isso no BBB, porque não o assisto. Mas já vi milhares de programas de “debates” da MTV Brasil convidarem um negro mal informado e alienado para discutir com um branco, professor, sociólogo, sobre cotas nas Universidades. O telespectador, em sua casa, deve ter pensado: Olha que negro burro., nem tem opinião formada. O CQC, da band também já fez algo parecido. Entrevistou um político do PSDB, muito bem informado, para atacar as cotas raciais e, em seguida, entrevistou uma atriz da globo, completamente alienada, para “defender” as cotas raciais. Tinha um desenho na MTV chamado “fudêncio e seus amigos” que vivia redicularizando um menino negro – o único da turma-, chamando-o de neguinho, e outros apelidos racistas. Sou branco e fiquei incomodado. Imagine um cidadão negro vendo aquilo… Infelizmente, é só isso o que vemos na tv aberta brasileira. Programas idiotas, apelativos e “humorísticos” que, por falta de inteligência e criatividade de seus roteiristas, apelam para as piadas preconceituosas e racistas para parecerem”engraçados” e degustáveis. São programas fracos, sem criatividade, conservadores, muitos deles partidários, que só servem para alienar e manipular a sociedade.Na tv aberta brasileira só vejo a TV BRASIL.

    ZULEICA,

    É verdade que nos Estados Unidos e na Europa há programas ruins. O Jersey Shore, da MTV americana é um exemplo. E fez muito sucesso por lá. Mas, não sei se é impressão minha, mas toda vez que assistia a algum reality show estadunidense, via aquilo como o comportamento de uma parte da sociedade americana, aquela que vive em bairros ricos de Los Angeles que só quer saber de curtir as festas â noite inteira, de passear com carrões pelas ruas de beverly hills, e de beber até cair. Há uma outra parte da sociedade, mais consciente e séria, que também pode ser vista nos programas e seriados da tv aberta americana. Como eu disse antes, as boas séries que passam na tv acabo do Brasil, como o The Office, vão a ar às 9 da noite na tv aberta dos EUA (horário da novela no Brasil) Respeito a opinião de todos. Mas acho que pensar não cansa.O americano sabe que BBB é puro entretenimento barato e pode mudar de canal quando quiser porque vai ter boas opções na tv aberta. Nós, do Brasil, não. Se o americano quer se entreter ele vê o American Idol ou o Jackass. Se quer ver ver bons programaS, ele vê o 60 minutes, o Meet The Press, o Face The Nation, entre outros programas jornalísticos. Ou então ele pode sintonizar na PBS, a tv pública de lá, que tem excelentes programas, filmes, documentários de graça, melhor do que qualquer coisa que passa na tv a cabo do Brasil. Outra coisa, os gringos não colocam um pseudo-intelectual metido a poeta como o Bial, com o objetivo de enganar as famílias brasileiras, dizendo que o BBB é um programa “educativo”, que o seu filho de 10 anos pode assistir à vontade, que os coleguinhas dele podem conversar na recreio à vontade sobre o BBB porque o titio Bial recita poesias, que podem ir para debaixo do edredon, etc, etc. Não estou pedindo para o Ministério Público do Brasil tirar o BBB do ar. Sei que tem pessoas como a ZULEICA, que gostam desse tipo de programa e ficariam muito revoltadas. Só acho que um programa apelativo como o BBB ou o Programa do Ratinho, não deveriam ir ao ar tão cedo. O canal Multishow, da globo, ainda exibe os melhores momentos no dia seguinte, em plena luz do dia horário em que as crianças estão em frente à tv.. Aí fica difícil. Sem regulação da mídia não dá.

  • Olha, Edu, eu não acho o BBB pior do que o Jornal Nacional. Para os dois programas, posso repetir a frase famosa do Paulo Francis: “não vi e não gostei.”

    Assisto muito pouco à TV. Futebol, às vezes um filme. De vez em quando eu tento. Fico zapeando um tempão e desisto. Ah, tem uns programas de culinária que até são legais.

    Mas eu fiquei pasmo, mesmo, foi vendo o anúncio de um programa do History Channel. Dizia assim: “maravilhas modernas – hoje, a metralhadora.”

  • Moro em uma casa onde ninguém assiste a esse lixo e concordo com cada palavra do que você disse! Todavia sei que fazemos parte de uma minoria; infelizmente, mesmo trabalhando em um órgão público onde quase todos os funcionários concursados têm curso superior, acabo convivendo diariamente com comentários sobre essa aberração global(cuja audiência abrange tanto os funcionários como os componentes da prestadora de serviços do órgão, pessoas pertencentes às classes sociais mais pobres, com menor nível de instrução). Soa como algo esquisofrênico : as mesmas pessoas que assitem àquela demonstração explícita da bestialidade humana concordam que nada vale, no entanto continuam a assitir ao “programa”, supostamente “só para rir”. RIR DO QUE, CARA PÁLIDA!!!!?????? RIR DO EGOÍSMO, DA VIOLÊNCIA, DA MESQUINHEZ, DA MEDIOCRIDADE, DA BURRICE, E EM ÚLTIMA INSTÂNCIA DA DEFESA REACIONÁRIA DO CONSERVADORISMO, UMA VEZ QUE TODAS ESSAS PERVERSÕES HUMANAS FAZEM PARTE DO “IDEÁRIO” CAPITALISTA, PRINCIPALMENTE DO CAPITALISMO NEO-LIBERAL(TÃO FANATICAMENTE DEFENDIDO POR NOSSA MÍDIA : A GLOBO NÃO FEZ O “BIG BOSTER” À TOA). POR QUE NÃO PROCURAR RIR COM A CRÍTICA INTELIGENTE, PERSPICAZ, REBELDE, SUBVERSIVA, REVOLUCIONÁRIA, A CRÍTICA FEITA AO SATUS QUO DOMINANTE, AO RIDÍCULO DA CONDIÇÃO HUMANA, O HUMOR DE GÊNIOS COMO ARIANO SUASSSUNA, MACHADO DE ASSIS, CHAPLIN, LIMA BARRETO, WOODY ALLEN???? Claro que há uma questão educacional nisso, e não apenas de falta de instrução formal(já que pessoas com instrução formal vêem o programa), mas de qualidade da educação, qualidade que teríamos com uma educação mais humanista, menos técnica, onde a busca pela cultura superior fôsse estimuilada, Da mesma forma, há um outro desvio, um desvio de valores, surgido em uma Sociedade que não apenas impinge nos seus jovens os “desvalores” do egoísmo e da competitividade; mas também ensina-lhes a serem covardes, a venerarem a subserviência, a esquivarem-se da contestação(observo alguns conhecidos, na faixa dos 20 e poucos anos, e espanto-me com o quanto são caretas, parece que vieram ao mundo com afã em obedecer, ganhar dinheiro e não pensarem). São razões como essa que explicam a persistência de um lixo como o “Big Brother” e que mostram que combatê-lo não é apenas uma questão de desejo por melhora na programação televisiva, mas faz parte de uma luta maior por um novo Brasileiro, menos covarde, menos serviçal e mais livre.

  • Meu caro Edu, gostei e concordo com o texto. Mas aí vem a pergunta que não quer calar: O que o governo Lula e agora Dilma fizeram ou fazem para mudar isso? Não há um veículo de comunicação de massas honesto no país. A tentativa da TV Brasil se esbarra numa programação tosca e sem noção.
    Além disso, os “cumpanheiros” não perdem a oportunidade para fazer média com a Vênus Platinada.
    LEI DE MÉDIOS JÁ !!!

    PS: A não ser que o companheiro do PSTU o tenha ofendido em comentário não publicado, acho que vc pegou pesado demais com o Paulo Ribeiro.

  • E o pior de tudo, Eduardo, é que essa mesma TV Globo passou grande parte da campanha eleitoral defendendo “VALORES MORAIS” que o candidato da direita vomitava em sua campanha, como o combate ao aborto e a defesa da homofobia, bem como exaltando as declarações do Papa imiscuindo-se na eleição brasileira. Por que eles NÃO PERGUnTAM AO PAPA AGORA O QUE SUA SANTIDADE ACHA DO BIG BROTHER BRASIL?
    A hipocrisia desses calhordas não tem fim.

    Tenho duas filhas adultas e aqui em casa ninguém assiste à TV Globo, Globo News et caterva.
    Não me parece tão difícil assim.

  • Edu,

    sou educador na área de linguagens. Fiquei muito feliz pela sua análise de mais esse lixo cultural imposto a milhões de infelizes brasileiros. Tenho feito o máximo para educar meus alunos no aquisição do bom gosto, com muita liberdade e tolerância. Infelizmente, é uma luta árdua, injusta, cansativa, pois somos poucos com bom-senso neste país, de encontro a muitos completamente alienados. Mesmo assim, incansavelmente, tenho procurado plantar a semente da qualidade de vida e da percepção crítica dos meus educandos. Espero, um dia, vir a colher estes frutos… se não eu, pelo menos, as três minhas filhas e seus descendentes.
    Um grande abraço!

  • Este tal de BBB talvez seja o pior lixo da TV, mas para mim, praticamente toda a programação da TV aberta é de um nivel muito ruim, incluindo os telejornais. A única coisa que ainda vejo na TV é jogo de futebol. Acredito que a educação e oferta e acessiblidade de atrações culturais de qualidade sejam o melhor meio de contrapor-se a este lixo midiático.

  • Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o “BBB” – O ZOOLÓGICO HUMANO DIVERTIDO
    Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço…A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
    Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
    Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE..
    Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
    Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
    Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
    Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
    Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
    Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
    São esses nossos exemplos de heróis?
    Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.
    Heróis são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
    Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
    Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos nos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
    Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás, pela própria Rede Globo.
    O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
    E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
    Veja o que está por detra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani, da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
    Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
    Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
    Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.
    Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

  • Eu não assisti um segundo sequer dessa porcaria. Tem coisa melhor na televisão aberta, sim, e se não tiver, existe a internet, livros, revistas e DVD´s.

    Também posso brincar com meus cães ou ficar conversando na varanda com meu marido… Ah, tem tanta coisa melhor pra se fazer… não há justificativa para ver essa droga.

  • O fim está próximo?

    No mesmo rumo, apesar do tom moralista, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também está no encalço do BBB. Em nota oficial, ela chegou a exortar “a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a sociedade”. E acionou o Ministério Público, solicitando “providências em relação à programação televisiva”.

    Diante a queda acentuada de audiência e do bombardeio de críticas, há boatos de que a TV Globo pode encerrar a exibição anual do Big Brother Brasil. O modelito mundial do BBB já foi abandonado em vários países do planeta. Se mantiver o atual formato, a fuga de telespectadores deve crescer; se “apimentar” ainda mais o programa, o Ministério Público Federal pode até punir a empresa, conforme garante o subprocurador Aurélio Rios. O fim do BBB faria um enorme bem à saúde dos brasileiros!

    ALELUIA!! Graças ao bom Deus…. Esse circo vai acabar….

  • Curtir o Pedro Bial
    E sentir tanta alegria
    É sinal de que você
    O mau-gosto aprecia
    Dá valor ao que é banal
    É preguiçoso mental
    E adora baixaria.

    Há muito tempo não vejo
    Um programa tão ‘fuleiro’
    Produzido pela Globo
    Visando Ibope e dinheiro
    Que além de alienar
    Vai por certo atrofiar
    A mente do brasileiro.

    Me refiro ao brasileiro
    Que está em formação
    E precisa evoluir
    Através da Educação
    Mas se torna um refém
    Iletrado, ‘zé-ninguém’
    Um escravo da ilusão.

    Em frente à televisão
    Lá está toda a família
    Longe da realidade
    Onde a bobagem fervilha
    Não sabendo essa gente
    Desprovida e inocente
    Desta enorme ‘armadilha’.

    Cuidado, Pedro Bial
    Chega de esculhambação
    Respeite o trabalhador
    Dessa sofrida Nação
    Deixe de chamar de heróis
    Essas girls e esses boys
    Que têm cara de bundão.

    O seu pai e a sua mãe,
    Querido Pedro Bial,
    São verdadeiros heróis
    E merecem nosso aval
    Pois tiveram que lutar
    Pra manter e te educar
    Com esforço especial.

    Muitos já se sentem mal
    Com seu discurso vazio.
    Pessoas inteligentes
    Se enchem de calafrio
    Porque quando você fala
    A sua palavra é bala
    A ferir o nosso brio.

    Um país como Brasil
    Carente de educação
    Precisa de gente grande
    Para dar boa lição
    Mas você na rede Globo
    Faz esse papel de bobo
    Enganando a Nação.

    Respeite, Pedro Bienal
    Nosso povo brasileiro
    Que acorda de madrugada
    E trabalha o dia inteiro
    Da muito duro, anda rouco
    Paga impostos, ganha pouco:
    Povo herói, povo guerreiro.

    fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/big-brother-brasil-em-cordel.html

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