Colunista da Folha ataca o próprio jornal

Humor

O colunista da Folha de São Paulo Clóvis Rossi foi um dos críticos mais ferozes do governo Lula. Além da criminalização daquele governo, insultava os seus simpatizantes, taxando-os de “descerebrados” e “idiotas de plantão”, entre outros mimos.

Neste domingo, porém, em sua coluna na página A2 da Folha, Rossi descreveu perfeitamente o comportamento político da grande imprensa ao desmontar a tese que ela tem vendido de que o recente voto do Brasil na ONU favorável ao envio de relator de direitos humanos ao Irã significaria ruptura com a política externa do governo Lula.

Como se não bastasse, o colunista casado com uma militante tucana “de carteirinha” e que trabalhou como poucos pelo PSDB desde 2003, reconhece o êxito da política externa do governo anterior.

O mais importante, porém, é a qualificação que Rossi faz de que a grande imprensa conservadora estaria querendo mandar na política externa do Brasil apesar de ter perdido a eleição.

Como todos sabem, os quatro cavaleiros midiáticos do apocalipse (Globo, Folha, Estadão e Veja) passaram os últimos oito anos querendo impor mudanças à política externa do governo Lula. Aliás, a própria Folha, dois dias antes da coluna de Rossi, foi pelo mesmo caminho em editorial que viu “Mudança e Coerência” na política externa de Dilma.

A coluna de Rossi é imperdível porque condena inquestionavelmente a posição do seu empregador, o que se torna um fato político que nunca acontece. Abaixo, reproduzo, primeiro, editorial da Folha do último dia 25; em seguida, a tal coluna de Rossi.

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Folha de São Paulo

25 de março de 2011

Editoriais

[email protected]

Mudança e coerência

O voto do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), a favor de uma investigação sobre violações humanitárias no Irã, coaduna-se com a correção de rumo imprimida por Dilma Rousseff na política externa. A presidente, mesmo antes de assumir, já sinalizara que será menos transigente nessa matéria do que foi o seu antecessor.

A decisão significa uma inflexão bem-vinda no posicionamento brasileiro dos últimos anos, tanto sob Luiz Inácio Lula da Silva quanto sob Fernando Henrique Cardoso. O país havia votado só uma vez (em 2003), na ONU, contra o regime dos aiatolás.

O contraste é tanto mais perceptível sob a luz do histórico recente. Em junho de 2010, o Brasil proferiu um dos dois votos (entre 15) contra sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU, por conta de seu programa nuclear. No final do mesmo ano, absteve-se de condenar no CDH punições medievais como o apedrejamento a que foi sentenciada Sakineh Ashtiani, decisão depois criticada por Dilma.

O atual voto não significa, no entanto, que o Brasil tenha rompido com o regime de Mahmoud Ahmadinejad. O apoio a uma investigação especial sobre a situação dos direitos humanos no país persa se traduz obviamente em uma crítica, mas não chega a representar uma condenação expressa.

A soberania iraniana não está sob ameaça, o que ajuda a explicar por que o Brasil não se absteve na votação sobre o país, agora, como fez no Conselho de Segurança quanto ao ataque à Líbia. A visita de um relator da ONU, apesar de incômoda para iranianos, não impede novas negociações, como prefere a diplomacia brasileira.

Não resta dúvida de que uma investigação sobre direitos humanos no Irã é necessária. Relatório apresentado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, revela que a repressão intensificou-se, com prisões e torturas.

O diplomata apontou “aumento dramático” das execuções neste ano. Após as contestadas eleições de 2009, mais de 2.000 ativistas foram encarcerados. Estimam-se ao menos 500 presos políticos.

A investigação aprovada ontem, mesmo que termine obstruída pela autocracia iraniana, reforça a mensagem de que o Brasil não mais se rende a alinhamentos automáticos nem a palavras de ordem geopolíticas quando se trata de violações de direitos humanos.

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Folha de São Paulo

27 de março de 2011

CLÓVIS ROSSI

Irã é ponto fora da curva

SÃO PAULO – São prematuras as notícias da morte da política externa Lula/Amorim. É verdade que, na quinta-feira, o Brasil votou contra o Irã, pela primeira vez em pelo menos oito anos, no caso da designação de um relator especial para investigar violações aos direitos humanos no país persa.

Mas é um acontecimento pontual demais para que se possa enxergar nele uma mudança abrangente e/ ou permanente.

Primeiro, porque não estavam em jogo sanções ao Irã. É até possível que o foguetório em torno de uma mudança profunda se deva ao fato de que causa certa confusão, em um país pouco atento à política externa, jogar na mesma sentença Brasil, Irã e Nações Unidas.

O voto do Brasil a favor do Irã foi no Conselho de Segurança, quando se debatia a imposição de sanções por causa do programa nuclear iraniano -sanções afinal aprovadas. O voto contra o Irã foi no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, no qual se debatia um passo prévio a eventuais sanções, qual seja, a investigação de violações aos direitos humanos.

É claro que a reação do governo iraniano foi furibunda, como só podia ser. Regimes que se creem a encarnação da palavra de Deus não podem tolerar que se duvide do que quer que digam, sobre a bomba ou sobre direitos humanos.

Mas a explicação da embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, a representante do Brasil perante o escritório da ONU em Genebra, é simples e coerente: “Há suspeitas de violações? Há. O país colabora com o Conselho? Não. Então, cabe uma investigação”.

Além desses aspectos factuais, há uma lógica para dizer que é no mínimo improvável qualquer mudança de fundo na política externa: Dilma Rousseff é herdeira dela. E recebeu um país com mais relevância internacional do que antes.

Faz sentido mudar só para agradar a oposição, que, convém não esquecer, perdeu a eleição?

69 comments

  • Na verdade a questão do Irã ter sido votada na Comissão de Direitos Humanos foi mais uma vitória do Brasil. Foi através do pedido de Amorim que a coisa saiu da esfera do Conselho de Segurança e foi para a CDH.
    O PIG et caterva, queria transformar em mudança de rumos, uma coisa que foi conquistada pela politica externa de Lula/Amorim.
    Bem, mas o PIG e honestidade andam em linhas paralelas e como você sabe, linhas paralelas nunca se encontram.,

  • Fantástico, Edu! Fantástico! rssssss

    Primeiro, editorial da “Foia”:

    Mudança e coerência

    “O voto do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), a favor de uma investigação sobre violações humanitárias no Irã, coaduna-se com a correção de rumo imprimida por Dilma Rousseff na política externa. A presidente, mesmo antes de assumir, já sinalizara que será menos transigente nessa matéria do que foi o seu antecessor.”

    Depois, Cóvis:

    Irã é ponto fora da curva

    “SÃO PAULO – São prematuras as notícias da morte da política externa Lula/Amorim. É verdade que, na quinta-feira, o Brasil votou contra o Irã, pela primeira vez em pelo menos oito anos, no caso da designação de um relator especial para investigar violações aos direitos humanos no país persa.”

    Mais:

    “Mas é um acontecimento pontual demais para que se possa enxergar nele uma mudança abrangente e/ ou permanente.”

    Mais um trechinho:

    “Além desses aspectos factuais, há uma lógica para dizer que é no mínimo improvável qualquer mudança de fundo na política externa: Dilma Rousseff é herdeira dela. E recebeu um país com mais relevância internacional do que antes.”

    Finalmente, o recibo, ou a mão à palmatória:

    “Faz sentido mudar só para agradar a oposição, que, convém não esquecer, perdeu a eleição?”

    hehehehehehehe… demais, demais, demais…

    Edu, parabéns por alegrar meu domingo. Sua análise é inapelável. Vc nos mostrou, de uma só vez, que o Clóvis contestou sua empregadora, a “Foia”, deixando à mostra o “batom na cueca”; que enalteceu a exitosa política externa do ex-presidente Lula e do embaixador Celso Amorim e que terminou puxando a orelha de Serra e seus jagunços. do armagedom.

    Vou abrir uma heineken e fazer-lhe um brinde, Edu.

    Parabéns!!!

  • Revolução pigueana a vista? Tal como nos países árabes, os jornalistas brasileiros, comandados há décadas com mão de ferro pelos ditadores da notícia (empresários, especuladores e editores), resolveram usar suas penas contra esses caquéticos e vetustos manipuladores. Rsrsrsrs

  • Não se iluda Edu. Nem sempre o que se vê é o que se vê. Ao fazer isso, a Folha tenta resgatar a imagem de pluralista de outrora. É uma falácia. Eles escrevem o que querem só enquanto o sargento não chama os soldados para entrar em forma para a “ordem unida”. Já vi este filme várias vezes. Numa delas, inclusive, deram férias de 20 dias para o Jânio de Freitas, que escreveu uma coluna impagável dizendo que estava se licenciando da coluna para ir ver outras colunas, na Grécia, se não me engano. Na hora que o patrão precisar a turma se alinha de novo. E quem não quer fazer o jogo se cala. É simples assim. Tenho acompanhado com entusiasmo sua “carreira” como formador de opinião sensato e com rigoroso senso de justiça. Continue firme, amigo. Estamos do seu lado, mesmo que muitas vezes em silêncio, para te dar todo o suporte necessário. O país precisa muito de gente como você. Abração, Marco.

  • “Se a imprensa não atacasse Lula sua popularidade seria ainda maior” (de um jornalista da FSP em off) “A imprensa assume o papel da oposição porque está fragilizada” (Judith presidente da ANJ e executiva da FSP em in) É o passado enfocado no âmbito da Folha.

    Eleição, vitoria de Dilma. Ela vai até a Folha.

    Conclusão que chego; De fato a oposição, esta oposição, é frágil para criticar/fiscalizar o governo de Dilma, ainda mais que o de Lula, já que foi batida mais uma vez. Derrotada pois o povo não aceita o que ela defende.

    Daí que a imprensa assume de forma mais visível o papel de como deva ser uma correta oposição. Se a nova oposição em construção também seguir o papel da imprensa (por hora restrito à Folha, não sei) estaremos vivendo o pleno regime democrático. Daí que respeito a ressalva do colunista. Quero dizer que respeito porem não concordo.

    “É claro que a reação do governo iraniano foi furibunda, como só podia ser. Regimes que se creem a encarnação da palavra de Deus não podem tolerar que se duvide do que quer que digam, sobre a bomba ou sobre direitos humanos”

    No caso especifico de direitos humanos abre o precedente de se apresentar outros votos para investigar crimes contra os direitos humanos e a midia/nova oposição aprovarem.

    Como fica então a Comissão da verdade no futuro e a ditabranda passada.

    E as prioridades continuam.
    -Erradicar a miséria. Educação de qualidade, uso do pré sal como a UNE reivindicou à presidenta (blog do Planalto) e esta inclui a banda larga.
    – CONFECOM- Regulamentação das comunicações, já iniciada no Congresso com ênfase sobre as que são concedidas.

  • Segue algumas opiniões que divergem entre si, postadas pelo Azenha no Vi o Mundo

    A adesão do Brasil à lógica de Washington
    24/03/2011 – 19:18 | Thaís Romanelli | Redação

    Voto do Brasil contra Irã provoca polêmica sobre nova política externa do governo

    do Opera Mundi

    O voto do Brasil a favor das investigações sobre violação de direitos humanos no Irã criou polêmica a respeito dos rumos da política externa do governo Dilma Rousseff. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ex-chanceler Celso Amorim afirmou que “provavelmente” não votaria pela medida, que prevê a nomeação de um relator especial para participar das investigações no país persa, mas garantiu que confia no chanceler Antonio Patriota, seu ex-chefe de gabinete.

    “As pessoas acham que sobre cada ação há apenas uma decisão moral. Mas a decisão é também política, não no sentido de agir em interesse próprio, mas de saber se o resultado será o que você deseja”, disse.

    Amorim, porém, afirmou que não fará “julgamento” da atual política externa, nem mencionou uma mudança explícita nos objetivos do governo brasileiro.

    Procurados pelo Opera Mundi, especialistas em relações internacionais classificaram como “precipitada” a avaliação sobre uma possível mudança de gestão na política externa de Dilma Rousseff.

    “Ainda é muito cedo para falar ou para supor uma alteração importante na política brasileira. Essas análises só poderão ser feitas de acordo com o decorrer dos fatos”, afirmou o professor de Relações Internacionais da Unifesp, Flávio Rocha de Oliveira.

    Para ele, a posição do Brasil representa a defesa dos interesses do país no cenário internacional, o que foi impulsionado de forma crescente durante o governo Lula. “No que diz respeito à busca pela colocação dos assuntos prioritários para o Brasil na pauta mundial e à busca de espaço de decisão em âmbito global, o governo Dilma está dando continuidade ao de Lula”, argumentou.

    A professora de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília) e da UNESP (Universidade Estadual de São Paulo), Cristina Pecequilo, concorda com Flávio, mas considera a decisão brasileira representa uma “alteração positiva” na política externa brasileira no campo dos direitos humanos.

    “Desde o início, Dilma foi enfática ao dizer que o Brasil passaria a ter uma preocupação diferenciada com o respeito aos direitos humanos. Portanto, a decisão foi bastante coerente com o que foi proposto”, disse.

    O ex-chanceler Celso Amorim, por sua vez, questionou a coerência da posição brasileira, não com o plano de governo da atual administração, mas em relação às violações de direitos humanos que acontecem em outros países.

    “Se quisermos ser absolutamente coerentes, temos que mandar um relator especial para o Irã, outro para Guantánamo, outro para ver a situação dos imigrantes na Europa. Se você for agir dessa maneira, eu até poderia ser a favor, mas acontece que não é assim”, argumentou.

    Para Amorim, a nomeação de um relator corta qualquer possibilidade de diálogo. “Se você começar a entrar numa política condenatória, esquece o diálogo, você opta por ela”, completou.

    Os dois professores de Relações Internacionais entrevistados discordam de Amorim, e ainda acreditam na possibilidade de diálogo com o Irã. “Por enquanto, o Brasil ainda não condenou o Irã e a possível violação dos direitos humanos, demos apenas o primeiro passo sendo partidários à investigação. É preciso tomar cuidado com isso”, alerta Cristina Pecequilo.

    Ela acredita que, caso o Brasil condene veementemente o Irã, as relações entre os países podem ser alteradas, mas que isso não acontecerá se a atitude brasileira for apenas em torno de uma investigação.

    “Temos que esperar o resultado das investigações e aguardar a posição brasileira no caso de termos que fazer uma condenação. Se o Brasil mudar efetivamente sua posição em relação ao Irã, é claro que isso terá algum custo na relação”, acrescentou.

    Já Flávio não acredita que a decisão brasileira irá interferir diretamente no diálogo com o Irã. “Veja o caso dos EUA, por exemplo. Eles constantemente condenam a China mas, por interesses próprios, mantém uma série de diálogos comerciais com os chineses”, argumenta.

    “É evidente que a manutenção de uma boa relação entre Brasil e Irã depende das partes envolvidas, mas ainda acredito na possibilidade de o governo brasileiro vir a ter um papel na mediação da questão da nuclear. Além disso, precisamos ser convidados por outros atores envolvidos para exercer essa função”, afirmou.

    Já Pecequilo acha que essa possibilidade se manterá viva apenas se o Brasil “não recair em posturas influenciadas pelos Estados Unidos, se manter isento e limitar sua atuação no campo de investigação e não da condenação”.

    Nesta quinta-feira (24/03), o Brasil votou favoravelmente ao envio de um relator especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU ao Irã. A medida determina uma investigação detalhada de denúncias de violação de direitos humanos.

    Outros 20 países votaram como o Brasil. Entre os contrários ao envio de um emissário para o Irã estão Cuba, Bangladesh, China, Cuba, Equador, Mauritânia, Paquistão e Rússia.

    Nos últimos dez anos, o Brasil se absteve ou votou contra resoluções que condenavam o Irã. Em junho de 2010, o Brasil e a Turquia votaram contra as sanções impostas pelo Conselho de Segurança em decorrência do programa nuclear iraniano.

    Líbia

    Questionada sobre a relação entre o voto do Brasil a favor das investigações sobre violação de direitos humanos no Irã e a abstenção do país no Conselho de Segurança sobre a determinação de uma zona de exclusão aérea na Líbia, os especialistas divergiram.

    Enquanto Flávio acha que os votos não estão diretamente relacionados e expressam a posição do Brasil sobre situações e momentos distintos, Pecequilo acredita que ambos expressam a coerência brasileira com sua ideologia e interesses.

    “Ficou claro que o Brasil não tolera abuso tanto das grandes potências, ao se abster e não votar a favor de uma intervenção internacional, quanto de países considerados aliados, como no caso do Irã”, disse a professora.

    PS do Viomundo: O voto pelo envio do investigador ao Irã é uma presepada da política externa brasileira, que adere à lógica dos Direitos Humanos de Washington, ou seja, aplicados apenas quando interessa. Teremos um investigador nos países do Golfo Pérsico, que discriminam os xiitas? Um investigador nos Estados Unidos, para tratar das condenações à morte de inocentes? Um investigador no Egito, para descobrir os casos em que a tortura foi aplicada a prisioneiros suspeitos de terrorismo entregues à polícia política pela CIA? É óbvio que não. É puro oportunismo dos que pretendem justificar troca de regime em Teerã, ponto. Os Estados Unidos usam os Direitos Humanos como ferramenta política para solapar a legitimidade internacional dos regimes com os quais não concordam. Usam os Direitos Humanos de forma oportunista, para justificar invasões ou guerras “humanitárias” (sim, eu sei, deveria ser um oxímoro, mas o newspeak dos dias de hoje engole tudo). Usam os Direitos Humanos para solapar a soberania alheia, quando não podem ou querem usar outros meios, legais ou ilegais. É a esta lógica que o governo Dilma aderiu.

  • Voto do Brasil sobre Irã gera polêmica : Reproduzo artigo de Thaís Romanelli, publicado no sítio Opera Mundi: (Blog do Miro, vale a pena conferir) …”O voto do Brasil a favor das investigações sobre violação de direitos humanos no Irã criou polêmica a respeito dos rumos da política externa do governo Dilma Rousseff. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ex-chanceler Celso Amorim afirmou que “provavelmente” não votaria pela medida, que prevê a nomeação de um relator especial para participar das investigações no país persa, mas garantiu que confia no chanceler Antonio Patriota, seu ex-chefe de gabinete. “As pessoas acham que sobre cada ação há apenas uma decisão moral. Mas a decisão é também política, não no sentido de agir em interesse próprio, mas de saber se o resultado será o que você deseja”, disse”. …’Amorim, porém, afirmou que não fará “julgamento” da atual política externa, nem mencionou uma mudança explícita nos objetivos do governo brasileiro’’. …”ser absolutamente coerentes, temos que mandar um relator especial para o Irã, outro para Guantánamo, outro para ver a situação dos imigrantes na Europa. Se você for agir dessa maneira, eu até poderia ser a favor, mas acontece que não é assim”, argumentou’. …”Para Amorim, a nomeação de um relator corta qualquer possibilidade de diálogo. …”O ex-chanceler Celso Amorim, por sua vez, questionou a coerência da posição brasileira, não com o plano de governo da atual administração, mas em relação às violações de direitos humanos que acontecem em outros países”. …“Se quisermos entrar numa política condenatória, esquece o diálogo, você opta por ela”, completou”. Em tempo 1: no seu conteúdo, editorial da folha e o Clovis Rossi, troca 6 por meia dúzia, dá na mesma, joga conversa fora, sem credibilidade! Ministros tiram o sapato, pasmem, aqui no Brasil, policia do Rio reprime manifestantes! No fundamental, pode não haver mudanças, acidente de percurso, trapalhada, jogar para a platéia, isso que dá! A Dilma é a Dilma, Palocci aqui, o Patriota lá, VIVA O BRASIL! Em tempo 2 : Na política externa o governo dividiu, na questão do salário mínimo, o governo uniu os trabalhadores, as centrais sindicais, a panela vai ferver, tomara!

  • Caro Edu, considero tudo isso uma grande bobagem. Não deveríamos estar aqui dscutindo possíveis mudanças na visão do Rossi, mas reforçar a oposição intransigente do PIG em relação ao governo Lula e a estratégia de elogiar a presidente Dilma para diminuir Lula. O PIG não vai arrefecer, NUNCA. Será sempre oposição a qualquer governo que não seja do Serra e Cia. Aliás, acho que nem deveríamos mencionar os nomes destes serviçais da elite preconceituosa, da “massa cheirosa”. Não devemos dar pérolas aos porcos.

  • A última frase do Clovis Rossi é lapidar. Só ela já diz tudo.
    Aliás, ela é válida também para o fortalecimento do Guido Mantega na Fazenda, saída do Roget Agnelli da Vale e assim por diante.
    Quando algum pigueano ou troll da vida quiser se assanhar, Clovis Rossi neles.

  • “Além desses aspectos factuais, há uma lógica para dizer que é no mínimo improvável qualquer mudança de fundo na política externa: Dilma Rousseff é herdeira dela. Faz sentido mudar só para agradar a oposição, que, convém não esquecer, perdeu a eleição?” Caros colegas. Dêem a isso o nome que quiserem: chiste, boutade, pilhéria, gracejo. Clóvis Rossi gosta de se divertir com os fatos. É claro que Dilma não ficará refém da política externa de Lula. O mundo se transforma em ritmo avassalador. Os Bric, países emergentes, já emergiram. O Brasil é a sétima economia e pode, em breve, ser a quinta, ou quarta. A China já é a maior potência industrial. O Japão enfrenta grave crise. É claro que pode surgir nova “concertación” do Brasil com os países que querem aplicar sanções ao Irã, como os EUA de dona Hilary e a Alemanha de dona Meckel. É claro que não estão em jogo os direitos humanos – esse é apenas o pretexto. Os interesses das potências ocidentais são outros, mas, o Brasil, não os contrariando, pode obter mais vantagens que os combatendo. Em política internacional nada se cria e tudo se negocia. Devemos esperar (e desejar) que nada mude? A oposição e a mídia continuam seu jogo de fritura de ministros. Um alvo preferencial é Antônio Patriota. Outro pode ser Nelson Jobim. A ultra-esquerda entra no jogo e pede mais cabeças: Eduardo Cardoso, Antônio Palloci, Ana Buarque, Guido Mântega. Esse último é, também, alvo predileto de alguns blogueiros progressistas, como José Dirceu e Luis Nassif. Estou fora.

  • Li no UOL-Frias-FALHA_PIG manchete de revoltar quem quer que seja brasileiro, seja de direita, de esquerda ou de nenhuma delas, a menos que incorpore um dos colonizados da pretensa elite que diz falar inglês com sotaque britânico. Já o PIG dos Williams (Vácuo e Bônus) festeja. Trata-se do seguinte: um ex-imperador do decadente império americano veio a Manaus e soltou o verbo contra as hidrelétricas brasileiras. Ah, quanta falta faz o Lula. Duvido que o mamulengo posudo fizesse tais declarações no governo do apedeuta. A resposta seria fulminante e demolidora. O Brasil não precisa assim de dinheiro deles para construir o futuro na mesma medida com que implorou, de pires na mão e de joelhos, na “jestão” FHC, pelas migalhas de Robert Rubin, secretário do Clinton . Pensem, os colonizados, que tal o Clinton entrar na China e discursar contra a hidrelétrica de Três Gargantas, agora a maior do mundo. Bill Clinton, com ares de estadista e desacompanhado da estagiária Monica Lewinsky, veio fazer o trabalho sujo a mando do verdadeiro império que são as grandes corporações americanas. Os EUA estão decadentes, os seus mercados e empresas estão sendo, um após outro, tomados pelos japoneses, tigres asiáticos e, agora, pelos chineses. É preciso parar com a concorrência, a América Latina ainda é um nicho de mercado americano e o Brasil é ameaça, já que faz parte dos BRICs. À época de Dom Fernando I, o Entreguista, para gáudio dos gringos o Brasil não investiu e viveu o verdadeiro apagão, falta de energia elétrica para tocar as máquinas do crescimento gerador de empregos no país. Por isto, no governo Lula, o Brasil não poderia crescer a taxas equivalentes às chinesas: faltaram energia, engenheiros e técnicos (viva o planejador Cerra). E ainda há iluminados que dizem que o governo Lula foi continuísta. Como diz o apedeuta, chega a ser hilário. FHC criou empregos em Cingapura, Hong-Kong, Coréia, mundo afora e, aqui, gerou um clima que levaria o país a uma guerra civil, com milhões de jovens desempregados e sem perspectivas. Menos para os colonistas do PIG, é obvio. É tão claro o que este salafrário porta-voz das corporações imperialistas veio fazer em Manaus, desde sempre ponto de parada obrigatória da espionagem gringa disfarçada de ecologista, que nos perguntamos: e se Dilma ou mesmo o Lula discursassem em Guantanamo sobre direitos humanos? E se declarassem que a costa leste americana poderá sofrer catástrofes naturais ou a California sofrer o BIG ONE, o terremoto final e que, considerando isto, os EUA deveriam desmontar todas as suas usinas atômicas, antes que se corra o risco de destruir as Américas. O cinismo destes gringos que insuflam uma oposição vazia, como a que temos, visando parar quaisquer obras que sejam imprescindíveis ao nosso crescimento beira a intromissão e ameaça a nossa soberania. Estão experimentando a presidentA. Será que ela responderá à altura? E os nossos ex, Collor, Sarney, Itamar e FHC, verdadeiras nulidades, peças de museu, o que teriam a dizer? Se o Brasil não deve investir nas centrais nucleares só porque os “ecologistas” de sotaque gringo são contra e nem, tampouco, deve investir em uma energia limpa como a hidrelétrica, vai fazer o que? Parar? Os gringos querem isto, enquanto se preparam para roubar os nossos mercados e os nossos minérios, como as maiores reservas de nióbio, 99% das jazidas mundiais, um mineral estratégico para as ligas em aços e que só se acha no Brasil.

  • Será que,agora,defendendo os direitos humanos universais,o governo vai punir os bandidos de farda que mataram brasileiros no regime militar???

  • Bem acho que temos projetos e um partido ,teremos neste a linha central que é o combate a miseria ,trabalho ,educação e saude .
    Agora não da para ver uns esquerdista ou socialista dizendo que vai mudar porque não gostou do batão da Dilma ou por não ter em um projeto, seu objetivo alcançado dentro todo o contesto.
    Chilique tem hora .

  • Em verdade, em verdade, podemos dizer que a Globo, a Folha, o Estadão e a Veja são as bestas midiáticas do apocalipse. Se deixar tocam trombetas e anunciam que eles representam a Midia Celestial brasileira. Oh! Céus…

  • Eduardo, fugindo ao assunto, este artigo escrito por Martha Mendonça, da revista Época, sobre a morte da atriz e escritora Cibele Dorsa é bem interessante. O PIG não consegue explicar ou tenta justificar de alguma forma porque uma moça bonita, famosa e rica como Cibele comete suicídio. É que o PIG não pode ir contra a máxima do sistema que diz que dinheiro traz felicidade, entre tantas outras máximas. Antes de morrer Cibele mandou uma carta para a revista Caras, expressão maior desse mundo louco das celebridades.

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    A morte de Cibele Dorsa, o Twitter e a Caras

    26/03/2011

    Martha Mendonça, editora-assistente da revista Época

    Acordei no sábado e li, no G1, de notícias, sobre a morte da atriz Cibele Dorsa. Pulou do sétimo andar do prédio onde morava, em São Paulo. Eu não sabia bem quem ela era. O nome era mais ou menos familiar, assim como o rosto. Bonita, sensual, com uma pinta a la Cindy Crawford em cima da boca.

    Li sobre ela. Tinha 36 anos. Namorou o diretor de TV Marcos Paulo. Foi casada com o cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda – hoje casado com a übermilionária Athina Onassis. Posou na Playboy em fevereiro de 2008. Trabalhava no momento numa peça de teatro infantil chamada O Castelo das Princesas. Fazia a Bela Adormecida. Estava noiva do empresário Gilberto Scarpa, sobrinho de Chiquinho Scarpa – e que há dois meses havia se jogado do mesmo apartamento. Ele tinha problemas com drogas.

    Ela tinha dois filhos. Um menino de 13 e uma menina de 10. Igual a mim: um casal, mesmas idades.

    No dia em que o noivo se matou, Cibele tuitou. “Meu noivo se suicidou essa noite, com ele morto eu me sinto morta. Prefiro ir com ele, minha força não faz mais sentido. Quero ir encontrá-lo.”
    Antes de se matar Cibele também tuitou: ” “Lamento, eu não consegui suportar a morte nos meus braços, mas lutei, até onde eu pude”

    Tuitar antes de morrer me pareceu algo muito estranho. Mas pensei: é comum suicidas deixarem bilhetes. Em vez de lápis e papel, ela usou a internet – ampliando para o público o que deveria ser particular.

    Mas à noite, olhando sites de notícias, me deparei com uma informação que realmente me chocou: Cibele Dorsa deixou uma carta para a revista Caras – símbolo maior da exposição das celebridades. No texto, pede perdão aos filhos, critica o ex-marido por ter levado seus filhos para o exterior e explica a solidão que sentia desde que perdeu o noivo.

    Perdoem a mamãe, mas, a solidão é uma prisão terrível, é como se eu estivesse trancada dentro de mim mesma, estou cansada, sinto muito a falta de vcs mas, confesso que com o Gilberto aqui era mais fácil suportar, eu o amo muito, não sei nem como posso continuar… aqui em casa ficou frio, me sinto fora do meu corpo às vezes, e, isso me dá uma pausa na dor, só que depois volta em dose mais pesada. Faz algumas semanas que sinto uma leveza no corpo, como se eu estivesse já com um pouco de ausência do mundo terreno. (…) Amo vcs e estarei olhando vcs (…) meu sonho é encontrar o Gilberto em Aruanda e virar guia espiritual. Vivi, ainda vamos nos encontrar em outras vidas, nunca te abandonei, seu pai fez um plano milionário para tirá-la de mim, não tive saída. Fe, idem… vou estar torcendo por vc no futebol, na realização de seus sonhos.. O inacabado, o interrompido tem que ter um fim. (…)

    Doda, Que um dia Deus te perdoe pelo que vc fez e faz comigo, com a Athina e com as crianças, tente ser alguém melhor, tenho pena da Athina… essa nunca vai conhecer um homem de verdade, um amor. Eu sofro agora, no entanto, fui plenamente feliz ao lado do Gilberto, homem de verdade, que mostra a cara, que não mente, não dissimula, e, assim ele foi até o final. Ele pulou do prédio por vergonha de ter sido vencido pelas drogas…uma pena. Quem devia se matar não se mata…

    Todos nós estamos (infelizmente) acostumados a ver capas de revistas de famosos em que artistas e pseudoartistas posam com rostos consternados depois do fim de um relacionamento. Também vemos fotos exclusivas de casamentos “íntimos” e até da lua-de-mel de celebridades. Mas dar uma exclusiva para ser noticiada depois da própria morte eu nunca tinha visto.

    Que Cibele Dorsa descanse em paz. Agora ela será sempre a Bela Adormecida. Que os filhos dela consigam superar esse trauma. Mas mandar carta para uma revista de famosos, antes de se matar, na minha opinião diz muito sobre o mundo estranho em que estamos vivendo.

    Nota da blogueira: Depois de ler alguns comentários, gostaria de deixar claro que meu objetivo não é discutir as razões que levaram a atriz ao suicídio – e muito menos as consequências “espirituais” desta decisão -, mas declarar minha estranheza

    • Marquinhos:
      O que me espanta é a moça não ter tido ninguém à volta que tomasse providências pra impedir seu suicídio.
      Ela emitiu sinais públicos de seu desespero, precisava ter recebido tratamento médico.
      A Caras recebeu a carta quando? Tá cheirando a omissão de socorro.

  • Ih Eduardo, eles vão ficar chutando em todas as direções para ver se conseguem fazer algum tipo de gol. Num ponto ele tem razão, é engano afirmar que a PEB tenha mudado com Dilma. Só se isto ainda for acontecer.

  • Eduardo, meu amigo, não seja ingênuo. A Folha é ardilosa e está apenas querendo mostrar como é democrática, ao permitir que colunista, clarametne identificado com a direita discorde do joranl em um assunto de política externa. Não é nada mais do que isso. Clovis Rossi continua tucano e a Folha continua em busca de desconstruir o governo do presidente Lula e de sua sucessora.

  • É o que tenho me perguntado desde o início: porque buscar tanto o apoio e aplauso dos entes mais conservadores deste país e que tudo fizeram, legal e ilegalmente, para prejudicar o governo Lula e a eleição de Dilma? Não entendo, mas como sou um ignorante nesse mundo subterrâneo da política… deixo pra os entendidos.

      • Edu, mas eles não farão a correlação entre as duas atitudes! Isso vai ficar limitado aos sites e movimentos progressistas. Temo que não tenha eco na maiorira da população. O movimento anti-Islã é MUITO mais forte na mente das pessoas. A propósito, gostaria, fora de pauta, de sugerir a leitura de um livro editado em 2005, de um jornalista espanhol, cujo título é Biografia não autorizada do Vaticano… imperdível para mim.

          • Não acredito em silêncio do pig em relação à Comissão da Verdade. Com o estremecimento da relação governo-Forças Armadas que certamente virá dela, eles vão é jogar lenha na fogueira.
            Se essa comissão da verdade for de “verdade” mesmo, farão tudo para melá-la através da ameaça de uma crise institucional entre os dois poderes. Claro, porque a verdade verdeira terá que forçosamente mostrar a cúmplicidade da oligarquia midiática com a ditadura militar

  • Edu, quero abordar um assunto que parece não influenciar no momento político do país, é muito importante e considero um erro da nossa corrente não dar importância para ele, é sobre o que está acontecendo no futebol, que é um braço estratégico na conjuntura política do país por ser o esporte do povo, uma marca da nossa cultura que não pode ser desprezada. com a crise economica mundial os clubes europeus não tem mais o monopólio dos grandes craques que surgem em seu cenário, a quebra do poder monopolista da rede de tv de preferência nacional é mais um sintoma da perda de poder concentrado que eles tiveram durante as últimas décadas, é de uma forma sútil uma mudança no tabuleiro do xadrez político, ecônomico e social que merece um olhar mais profundo, para as lentas transformações que acontece em nossa sociedade.

    • O problema, caro Brasdangola, é que o futebol aqui no Brasil sempre foi uma arma na mão da direita. Sempre foi usado para exaltar um falso e exagerado ufanismo (vide Galvão Bueno na Globo) e com isso desviar a atenção das questões mais graves no país. Tão cedo não vão largar o osso.

  • Hoje no jogo da seleção brasileira de futebol, ocorreu o terceiro caso de racismo na europa, imaginem o que não vemos, não posso admitir que um povo possa ser considerado de primeiro mundo usando de golpe baixo para manter sua hegemonia branca no mundo, é verdade que essa hegemonia está se esvaindo na mão dos homens brancos, ao mesmo tempo leio notícias que eles procuram outro planeta para colonizar, tenho certeza que os negros, mestiços e nordestinos como eu não seremos aceitos no mercado dos especuladores brancos.

  • O mais interessante para mim é ver no Brasil, grupos de minoria branca atacarem minorias e propagarem idéias de raça pura em uma sociedae majoritariamente mestiça e negra. O s incêndios em favelas de SP, o extermínio de jovens pobres, negros, mestiços e nordestinos nas periferias não existe por acaso.

  • ESSA É A CHAVE EDU!
    A DILMA DESMONTOU OS ARGUMENTOS DO PIG CONTRA O QUE É MAIS IMPORTANTE, NO MOMENTO, PARA O BRASIL, A COMISSÃO DA VERDADE.
    FEZ MAIS UM GOLAÇO.
    NÃO SE ENGANEM, O LULA SABIA E SABE QUEM É NOSSA PRESIDENTA.

  • “Faz sentido mudar só para agradar a oposição, que, convém não esquecer, perdeu a eleição?”

    Ha! Esse dormiu no sofazão… ou vai dormir rs

    Mas não vejo com os mesmos olhos esse texto. No fundo, ele ainda é a mesma condenação da política externa de Lula. Tudo o que o Rossi diz é que ainda é cedo pra elogiar a Dilma, mais nada.

    Por outro lado, eu não gosto dessa linha do governo Dilma. Não que tenha algum problema em enviar investigadores para o Irã, mas pq não se enviará investigadores contra tantos outros na mesma situação. O Brasil não deve agir como os EUA e escolher quem, dentre os tantos violadores de direitos humanos, “merece” ser investigado. Ainda mais se é a mesma escolha dos EUA.

    É bem verdade que o governo Dilma não poderia sustentar o voto contrário ao emissário especial, já que, domesticamente, busca investigar as violações do passado. Seria hipocrisia fazê-lo.

    Mas tbm é hipocrisia fingir que não há violações em todos os continentes, em especial nos EUA.

    Só há duas saídas: ser hipócrita como os EUA, ou ser coerente e trabalhar para uma investigação mundial sobre as violações, mesmo que não dê em nada, começando pelos países no CS e o Brasil.

    Lutemos pela investigação das violações apontadas pelo wikileaks no Iraque e Afeganistão, por exemplo. São de maior magnitude do que as violações das quais o Irã é acusado.

    Uma atitude corajosa, sem dúvida, mas fútil e suicida. Se não podemos ser coerentes, então, que sejamos hipócritas com nossos interesses em mente, e não para justificar uma política doméstica ou mesmo para agradar os EUA.

    Mas eu, pessoalmente, preferia a atitude corajosa e suicida, ainda que inútil. Faria muitobem pra nossa alma, pra nossa identidade nacional. Pena que não irá acontecer.

    • Veja, nesse ponto estou me sentindo confortável. Lula até endossou a medida de apoiar o envio do relator de direitos humanos ao Irã. E acredito que, aí, haja uma carta na manga de Dilma… Melhor ter paciência e esperar.

      • Edu, nem precisa ter carta na manga. Como a Dilma, primeira mulher presidente do país, poderia ter atitude diferente quando tem esse negócio de apedrejamento de mulheres no meio?
        Mas é claro que o pig aproveita e diz que o Lula não desaprova o apedrejemanto de mulheres porque é amiguinho do Ahmadinejad.

  • Depois desse editorial da Folha a respeito do Irã, certamente ela estará ao lado dos que defendem no Brasil a instalação da Comissão da Verdade, para saber o que aconteceu com os desaparecidos durante nossa ditadura militar. Ou não?.

  • Colo abaixo, com algumas correções, carta que encaminhei ao Painel do Leitor da Folha, com cópia à seção de editoriais, após ler, na sexta-feira, o editorial “Mudança e coerência”:

    “No editorial ‘Mudança e coerência’, a Folha comete erro ao afirmar que no final de 2010 o Brasil se absteve “de condenar no ‘CDH’ punições medievais como o apedrejamento a que foi sentenciada Sakineh Ashtiani”. Em verdade, aquela abstenção ocorreu na Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU e não em uma reunião específica do Conselho de Direitos Humanos da organização, como afirma o texto. Não é assunto sem importância, haja vista que o CDH é de fato a instância adequada para tal resolução, e não as comissões da Assembleia Geral das Nações Unidas.
    E nunca é demais lembrar que, no caso Sakineh especificamente, o governo brasileiro sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva teve uma atitude incalculavelmente mais significativa do que qualquer resolução contra o país persa em organismos internacionais: Lula colocou nosso País à disposição para receber a condenada iraniana na qualidade de asilada política. Tal reconhecimento vem sendo sistematicamente negado pelos mal-intencionados – e desinformados – editorialistas e colunistas do jornal.”

    É… Pelo jeito, o Clóvis Rossi não quer ficar com a fama de desinformado, pelo menos!

  • Alo Eduardo: Um fora de pauta, mas que causou indignação tão grande que acho mereceria um Post. Recebi em e-mail de amigos sobre: Mst rouba ovos de tartaruga no rio Solimões, só que uma simples pesquisa no google, já desmente esse absurdo dizendo que é mentira e que acontece na Costa Rica com ajuda da população local prá preservar a espécie. Obs : parece que já correu o mundo essa mentira que vem sendo colocada na internet a algum tempo.

  • Eu discordo que a imprensa terá que apoiar a Comissão da verdade, para se manter coerente com o apoio à investigação no Irã.

    Primeiro, a imprensa não tem nenhum problema em não ser coerente.

    Segundo, o argumento da imprensa será bem simples: a investigação no Irã visa acabar com os abusos, mas a da comissão da verdade, não, pois esta investigará fatos pretéritos, que não mais ocorrem e, assim, o “risco” de uma ruptura social por conta dessa investigação (um risco que todos sabemos ser uma grande balela, mas é o cavalo de batalha da direita) supera o benefício da investigação.

    Pode ter certeza de que o editorial já está pronto, e os discursos, devidamente afinados nas redações…

  • “Relator Especial” para tratar de supostas violação aos direitos humanos no Irã?… Hã, ham… – Como assim, Ministro PATRIOT?… Como assim, D. Dilma?!… Dá detalhe desse bizú aí, que eu não tô entendendo… Papo reto, no sapatinho, só aqui entre nós da ESQUERDA: A ONU enviará também um “relator especial” para tratar de violações aos direitos humanos cometidas pelos esbirros fardados do vagabundo e hipócrita Tio Sam em Guantánamo, ou no Afeganistão, ou no Iraque?… Ou pra verificar onde de fato estão caindo as bombas transportadas pelos mísseis de “precisão cirúrgica”, lançados como quem espalha sal na comida pelas “forças de coalizão”, lá no Líbano?… (O Barack disse que esses “excessos” serão investigados… Pergunta que não quer calar: se por acaso um estilhaço de bomba voasse do Líbano á Casa Branca e detonasse os cornos dele ou provocasse um prematuro adeus á “tudo de bom” e “popozuda” Michelle Obama (que alias eu pegaria geral, se me desse um mole, com todo o respeito) o suposto incidente seria tratado como um ato criminoso, absurdo, inaceitável, ou como mero”excesso à ser investigado”?… O “Relator Especial” visitará a Palestina embargada pelos “coitadinhos sobreviventes do Füher” e que se tornaram verdadeiros Pitbulls do Império Americano no Oriente Médio, os nefastos e abjetos assassinos da Direitona Fascista e Genocida Israelense?… Qual é, D. Dilma?… Isso é kaô, conversa fiada pra plateia do Faustão ou cookies atirados pros abana-rabos fascististóideszinhos-reacionários de plantão. Quanto aos efusivos aplausos da mídia golpista e oligopolizada tupiniquim em função de mais esse vexame (como se não bastasse ter ido pelar-saco e babar-ovo do Otavinho) da competente Presidenta que foi esculachada por esses [email protected] e que eu cheguei a FAZER CHÃO, SAIR NA PORRADA pra defender: vão enganar a [email protected]#lha cambada de vagabundos, PIGuianos, canalhas, kaozeiros…
    P.S: Aí D. Dilma, se liga… Tirando a merrequinha de 4% “Da Família Com Deus Pela Liberdade” e de meia dúzia de amarelões “zé-boquinhas” do PT, aqui no RJ “geral” não tá gostando nada, nada, dessas tuas últimas “Palosicces”, não… Fala sério… Cadê a “Lei dos Medios”?… Cadê a “Comissão Da Verdade”?… Ou acende vela pro santo, ou baba-ovo do capeta… Ficar em cima da mureta, é que não tá certo…

  • O blogueiro diz ; “o colunista reconhece o êxito da política externa do governo anterior.”

    Vou no texto do Rossi e encontro; “São prematuras as notícias da morte da política externa Lula/Amorim”, e “é no mínimo improvável qualquer mudança de fundo na política externa”. Onde o tal reconhecimento ?

    O blogueiro aponta; “A coluna de Rossi é imperdível porque condena inquestionavelmente a posição do seu empregador” Onde ? No maximo Rossi dá uma cutucada em quem pensa que Dilma vai na contramão da política de Amorim.

    O Eduardo, obcecado que é em achar deslizes da Folha, acaba achando chifres em cabeça de cavalo.

    Mas vejo que

    • Eu sempre digo que a ideologia cega. Rossi reconhece a política externa de Lula neste trecho:

      “é no mínimo improvável qualquer mudança de fundo na política externa: Dilma Rousseff é herdeira dela. E recebeu um país com mais relevância internacional do que antes.”

      • O Brasil ( de Lula ) foi destaque internacional na Rodada de Doha (mais um fracasso retumbante de Amorim) no caso do Obama chamando Lula de “o cara”, na descoberta do pré-sal, no caso Battisti e outros. Isso chama-se relevância internacional, Eduardo. Aliar estes fatos a um presumivel êxito na relações externas é usar a prática da antilogia.
        Nem sempre concordei com as posições de Rossi ( febre amarela, bolinha de papel no Serra ……) mas ele sempre foi coerente com elas. Não mudaria agora.

        No Paraná um cartunista colocou uma charge relacionando Obama com macaco e bananas. Paulo Henrique Amorim publicou dizendo que era racismo e o jornal demitiu-o.

        Se o rapaz processar o jornal e PHlA tem muta chance de ganhar porque não está claro, no desenho, que há incidência de crime por racismo.

  • O blogueiro diz ; “o colunista reconhece o êxito da política externa do governo anterior.”

    Vou no texto do Rossi e encontro; “São prematuras as notícias da morte da política externa Lula/Amorim”, e “é no mínimo improvável qualquer mudança de fundo na política externa”. Onde o tal reconhecimento ?

    O blogueiro aponta; “A coluna de Rossi é imperdível porque condena inquestionavelmente a posição do seu empregador” Onde ? No maximo Rossi dá uma cutucada em quem pensa que Dilma vai na contramão da política de Amorim.

    O Eduardo, obcecado que é em achar deslizes da Folha, acaba achando chifres em cabeça de cavalo.

    Mas vejo que, num aspecto, há uma afinidade entre nós; não perdemos a leitura diária da Folha.

    • Você tem razão, Anselmo, o Eduardo é um grande abnegado.
      Mas, se dependesse de mim, a Folha, o Globo. o Estadão, a Veja, a CBN, a TV Globo e demais integantes do clube morreriam de inanição. Não me fazem a menor falta. Ou seja, não servem para nada. Estou recebendo semanalmente edições gratuitas da Veja, que jogo imediatamente pela lixeira abaixo para que os funcionários do prédio não se contaminem.
      Em breve, a maioria dos brasileiros vai descobrir isso.

    • Isso é porque o Edu é um abnegado. É que nem aqueles cientistas que estão tentando consertar a Usina de Fukushima. Vão lá se arriscando a se cotaminarem para tentar impedir que a radiação se espalhe pelo país
      O Edu está se expondo a radiação piguenta na luta para que o lixo tóxico do pig não contamine a nós todos

  • Edu, estou relendo o livro Poder e Terrorismo do Noam Chomsk porque fui instigada em outro Blog, quando afirmei que o maior terrorista no mundo hoje é o governo norte americano. O dono do Blog me disse que não era o governo e sim o Estado, mas quem é que representa o Estado? Não são os governantes por meio de suas instituições!!! É certo que o Estado governa de acordo com as forças políticas que o apóiam. Bem , aonde quero chegar, é que O Brasil deveria ter se abstido ou não ter votado no Conselho de Direitos Humanos da ONU a favor de envio de representante para avaliar e fiscalizar as violações dos direitos humanos no Irã. simplesmente, por achar uma hipocrisia, uma vez que o próprio Estados Unidos são os maiores violadores dos direitos humanos na face da terra e que por conseqüência apoiá o também Estado de Israel nas suas atrocidades contra os palestinos. Diga-se de passagem que o EUA apoiaram e financiaram (ainda financiam e apóiam) vários governos (ditaduras) mundo afora, aparelhando-os com suas armas bélicas e politicamente e até hoje nunca cumpriu nenhuma sanção. Simplesmente não dá a menor bola e fica por isso mesmo. O próprio Brasil até hoje não reviu e não penalizou os responsáveis pelos crimes bárbaros cometidos na Ditadura Militar. Pra quê maior violação de direitos humanos ainda existente no Brasil que é o trabalho escravo de menores e adultos!!!
    Não confio na nossa mídia tradicional e nos seus interlocutores.

  • Edu,

    Tem algo também muito interessante hoje no site do jornalão O Globo. Acho que vale a pena escrever algo sobre a defesa que o Caetano Veloso fez do blog da Bethânia nesse jornal. O cantor dispara críticas à Veja, Folha, Noblat, etc, e diz que esses veículos fazem jornalismo “marrom” e escrevem notícias com o “fígado”. O engraçado é que ele não se importava nem um pouco com isso quando escrevia textos absurdos e ofensivos sobre o Lula. Segue o link:

    http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/03/27/caetano-veloso-sai-em-defesa-de-maria-bethania-na-polemica-sobre-blog-924098835.asp

    • As bobagens vociferadas por Caetano Veloso em defesa da talentosa maninha (da qual sou fã) são de um cretinismo atroz. Mistura alhos com bugalhos, pra TENTAR justificar o absolutamente injustificável: o assalto à mão armada travestido de “patrocínio cultural” chamado Blog da Bethânia… R$ 1.300.000, 00(!!!)… Fico pensando no “Cidadania” e centenas de outros blog que cumprem diariamente o cultural e relevante papel de adequadamente informar, sem custar um centavo sequer aos cofres públicos; muito pelo contrário, gerando despesas e eventuais aborrecimentos pros seus donos… Fala sério… Hipocrisia e oportunismo-cultural-demagógico e perdem.
      A única coisa boa é que ele espinafra os esbirros do PIG… De resto, se eu pudesse lhe perguntaria – Está te doendo o esculacho que tão dando na tua maninha, Caê?… Beeeeem feeeeeito!…

  • Essa do Rossi está sendo urdida para que eles possam ter ambos os dircursos, um morde outro assopra e com isso reforçam suas posições na tentativa de tutela ao governo e garantir suas conveniências.

  • Absurdo seria Dilma manter o mesmo estilo de Lula.
    Impossível
    Os dois são diferentes, governos diferentes, que bom, ainda mais se sabendo que os objeitos de um e de outro são os mesmos

  • E como explicar a frase “Saudoso Roberto Marinho” no blog do Planalto??? Um projeto bem bacana nascendo com o “saudoso Roberto Marinho”… é muito desrespeito aos eleitores de Dilma… Ou tem muita gente infiltrada no Planalto ou o governo Dilma está realmente mudando de lado…

    (…) Admirado pela comunidade internacional, Romero tem suas pinturas e esculturas presentes nos cinco continentes e em mais de 100 galerias no mundo, fazendo parte das mais expressivas coleções, como as de Eillen Guggenheim, senador Ted Kennedy, governador Arnold Schwarzenegger, o ator David Caruso, Pelé, o tenista André Agassi, Marta Stewart, a família Safra e a família do saudoso Roberto Marinho.

    http://blog.planalto.gov.br/romero-britto-doa-imagens-para-ilustrar-rede-cegonha-lancada-hoje-em-bh/

  • Bom enfim o PIG reconhece que o governo Dilma esta se alinhando a oposição. O editorial da folha é contraditório e o texto do Rossi é claro, a política externa de lula era um sucesso,e a nova que vem ai é de uma agenda derrotada, pelo menos para aqueles que como eu votaram na continuidade.Dilma não continua, ela muda. Concordo com seus twiters sobre o DH que o EUA defendem ´so não acusam os seus aliados. e é assim que penso e o Brasil caminha para isso.

  • Uma boa notícia Eduardo: o Big Brother Brasil, um dos programas de maior audiência na Globo, vem caindo ano após ano no Ibope, a exemplo de outros programas da emissora. Veja a média de pontos das 11 edições do BBB:

    BBB1 40.3 pontos
    BBB2 36.6 pontos
    BBB3 39.2 pontos
    BBB4 45.3 pontos
    BBB5 47.5 pontos
    BBB6 43.1 pontos
    BBB7 41.3 pontos
    BBB8 37.2 pontos
    BBB9 32.4 pontos
    BBB10 30.7 pontos
    BBB11 24.7 pontos (média até agora)

    fonte: TV Foco

    É Eduardo, parece que as pessoas estão começando abrir os olhos!

    • É isso que eu venho defendendo há tempos: é só desligar a TV Globo e pronto.
      O mesmo vale para a Folha, Estadão ,Veja, O Globo, CBN e assim por diante.
      Em breve, vão virar cinzas.

  • Na verdade Eduardo, eu creio que temos que tomar cuidado com essa história de focar nos direitos humanos pelo mundo. Primeiro porque não somos autoridade sobre o assunto. Um país que não pune, quando organismos internacionais nos impõem, torturadores, estupradores e assassinos de pessoas que lutaram para voltarmos a ter democracia, possui espaços públicos com amontoados de pessoas cumprindo penas, policiais que torturam e matam pessoas suspeitas e não suspeitas de crime, não é exemplo pra ninguém. O que realmente estamos fazendo para acabar com isso dentro de nosso país? Estes governadores que temos, tem compromisso com isso? Só vemos isso um pouco no RJ, nos demais, existe até a convivência, a parceria. Por outro lado, o grande Ministro de Lula Celso Amorim está correto ao afirmar que este tema não é problema, o problema é que só se discute ele para alguns. Digo mais, quem pauta a ONU hoje? Se pegarmos os países que votaram pela abstenção da resolução da ONU contra a Líbia veremos que lá estão mais da metade da população do mundo, porém quem é a comunidade internacional tão falada? Os EUA por si só e se der com o acompanhamento de alguns países da Europa.
    Podemos, em que pese nossa incoerência por questões internas não resolvidas, bater neste tema. Porém que tenhamos claro que temos que fazê-lo não pensando em assento na ONU e sim por princípio e para a médio prazo construirmos o concenso(menos na mídia PIG) de que somente com a construção de um sistema eficiente de defesa poderemos nos sentir minimamente autonomos. Para isso temos que pensar em artefatos nucleares também! Todos os países de ponta têm, essa história ingênua serve a interesses de alguns. A hora de não tivermos mais tempo, não vai adiantar perceber, será tarde! Parte dos militares já sabem disso, precisa é decisão política. Deixemos ser subservientes e ou bobos!!!

  • Nessa coisa da relação da Dilma com o Lula, o melhor foi a frase do Emir Sader que li na Carta Capital:
    Quem lê a imprensa nesses dias acaba achando que o Lula disputou a eleição contra a Dilma e esta ganhou dele com a ajuda da imprensa

  • Meus botões não param de me dizer que, por conta desta viagem de Lula e Dilma a Portugal acabou a lua-de-mel com o PIG
    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=150448

    Dilma e Lula visitam Portugal; ex-presidente será homenageado
    A presidenta Dilma Rousseff desembarcará, na próxima terça-feira (29), em Portugal para uma viagem de apenas dois dias ao país. Ela chega a Lisboa no momento em que os portugueses tentam contornar a crise interna política e econômica. Dilma tem reuniões com o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, e o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, que renunciou ao cargo no último dia 23.
    Porém, a visita de Dilma a Portugal registra uma situação especial, que é o fato de ela estar acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será homenageado por três entidades portuguesas. No entanto, a presidenta também tratará de questões políticas na visita a Portugal, que vive um momento delicado.

    Em meio a severas dificuldades econômicas, o Parlamento português rejeitou de forma unânime um pacote de medidas de austeridade. A decisão contrariou o primeiro-ministro, que apresentou sua renúncia ao cargo, na última semana. Porém, o presidente português decidiu que até a escolha do sucessor, ele será mantido com plenos poderes.

    Independentemente do impasse político em Portugal, Lula deve ser homenageado em solo português. Em Coimbra, o ex-presidente receberá o título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra – uma das mais antigas do mundo, criada no século 13.

    Lula também será homenageado pela Confraria do Vinho do Porto, uma organização criada em 1982, que premia aqueles que atuam em favor da difusão, promoção e consolidação da bebida. Também deverá receber um prêmio do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, uma instituição acadêmica que premia os defensores dos direitos humanos e que trabalham pela cooperação entre os povos.

    Dilma acompanhará Lula apenas em Coimbra, no dia 30, quando o ex-presidente receberá o título de honoris causa, concedido pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. A universidade, nos oito cursos que dispõe, reúne mais de 22 mil alunos. A faculdade mais tradicional é a de direito.

    A viagem de Dilma a Portugal será a segunda ao exterior da presidenta. No final de janeiro, ela esteve na Argentina. Nos próximos dias 12 a 15 de abril, Dilma irá à China para uma série de atividades cujas discussões serão dominadas pelas questões econômicas e comerciais.

    Fonte: Correio do Brasil

  • Meu caro Jesus Baccaro, saiba que duas linhas paralelas encontram-se sim, mas no infinito. Faça vc mesmo o teste: fique bem no meio de uma rua ou avenida com uma grande reta onde as calçadas sejam paralelas, então poderá observar que as calçadas irão se encontrar lá longe, no infinito. Quem afirma e prova isso não sou eu, mas a matemática, ok.

    Um abraço.

  • Dilma alterou toda cúpula da chancelaria brasileira. O ministro anterior, Celso Amorin, disse que não aprovaria este pedido de investigação da ONU. Estes fatos mostram uma certa divergência nesta área do governo atual com o governo Anterior.
    Igual não está.

  • Embora discorde radicalmente do voto favorável do Brail a “investigações sobre violações de direitos humanos no Irã”(as quais sebmos muito bem que têm como única motivação a política, ou seja, constranger, oprimir e isolar um país que não cede à arrogância do Imperialismo ianque. É óbvio que o Irã viola os Direitos Humanos, mas também os violam tanto quanto ele os EUA, o Brasil e as “ditaduras amigas” dos ianques, como a Arábia Saudita, o Bahrein. Sem contar Israel). Pois bem, embora seja contra o apôio brasileiro aos desígnos dos EUA na ONU, o artigo de Clóvis “PSDB Mulher” é importantíssimo(uma vez ele escreveu algo que prestasse). Afinal, logo Rossi(que chamava os que apôiavam Lula, entre outras coisas, de “idiotas de plantão”), confessa textualmente que seu “amiguinhos midiáticos amestrados”; e consequentemente ele mesmo, já que até ontem Rossi relinchava todas as asneiras de seus patrões sem contestar; SÃO AS GRANDES BESTAS QUADRADAS DE PLANTÃO, DIGA-SE DE PASSAGEM, UM PLANTÃO COMPRADO A PESO DE OURO PELOS DONOS DE SUAS MENTES, OS QUAIS POR SINAL NÃO COMPRARAM GRANDE COISA. É evidente que, embora errada, uma postura pontual do Brasil(e que não resultou no apôio a nenhuma ação mais extrema)não significa mudança na política externa de Lula, a qual está nas mãos, é sempre bom lembrar para os fanáticos de plantão, de uma sucessora que representa a continuidade de sua administração e, ainda mais que isso, tem um histórico de mais de 50 anos de defesa das ideias que geraram essa política externa : libertação do imperialismo estadunidense; busca da união com os povos oprimidos do mundo e viabilização de um comércio justo entre as nações exploradas do Sistema Capitalista. Portanto, não serão os relinchos, delírios e sandices de alguns barões da comunicação, e de seus “jornalistas” amestrados, que alterarão esse rumo, o qual demonstra sua continuidade de modo explíciot(embore os esquisofrênicos midiáticos tentem desesperadamente negá-lo)entre outras coisas ao programar para as próximas semanas uma visita de Dilma à Venezuela(já ocorreu uma na Argentina), marcando de forma clara o compromisso da Presidenta com a união dos povos da América do Sul.

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