Não entendo Caetano, Bethania, Azevedo ou a lei Rouanet

Debate

Para um mero caixeiro-viajante e blogueiro diletante, discutir a cultura dos cultos – porque a cultura popular, tão carente, essa ninguém discute a sério – é um perigo. A possibilidade de dizer besteira, é enorme. Sendo assim, decidi declarar minha ignorância.

Por que artistas de (grande) renome precisam de dinheiro público – que empresários deixam de recolher aos cofres públicos – para fazerem aquilo que tem fila de financiadores privados querendo financiar?

Por que Caetano opina sobre tudo, ataca todo mundo, estigmatiza quem não precisa de mais estigmas – os que não sabem ler ou escrever, entre os quais incluiu o presidente Lula – e fica zangado com a imprensa que tantas vezes o escalou para atacar seus (dela) desafetos ?

Por que Bethania, mesmo que esteja apenas se beneficiando de uma sinecura que se estende a tantos outros famosos e que não constitui ilegalidade alguma, não abre mão desse projeto do blog de um milhão e insta o filho do Noblat a também largar a teta estatal?

Por que Reinaldo Azevedo tinha que ter uma opinião parecida – igual, não admitirei nunca – com a minha? Alguém pode me curar disso mostrando que estou errado? Adorarei mudar 75% desta opinião – menos os 25% relativos ao Esgoto.

88 comments

    • Santo Amaro da Purificação – Recôncavo Baiano – região que, por séculos, foi a base da formação econômica, social, cultural, administrativa e política do Brasil. A arquitetura desta região é predominantemente barroca. Ao analisarmos mais profundamente, melhor dizendo, o interior destas construções, veremos a imponência e o fausto que era o Brasil na época. Observamos, especialmente, os interiores das igrejas barrocas dessa região, vejamos as igrejas de Cachoeira, de Salvador, de Santo Amaro, além de hoje representar simbolicamente o esplendor e o florescimento de um povo luso-brasileiro que nascia, veremos, também, a vida religiosa desse povo bem como o sincretismo.

      Nessa estrutura sóciocultural, há, de um lado, o negro, os alforriados, marceneiros, tropeiros, verdureiros etc. Do outro, o senhor de engenho, o edil, o comerciante ultramarina, o traficante de escravo. Esta é a situação da região que, para o Brasil, define a estrutura de governança de estado através do português, deixa o samba, a capoeira, a religiosidade sincrética. Mas, há, também, um povo que, mesmo sendo perseguido, massacrado por séculos, mantenedor dessa cultura.

      Como não era permitido freqüentar a igreja do branco, o negro passou a lavar a escada e passou a dar nomes aos santos da igreja do senhor, o nome dos seus ancestrais africanos. Com tempo, ele deixou de ser ferrado a fogo, como se ferra o animal, passou a se batizar, a freqüentar a escola a ser alforriado. Mas este negro, ainda nos dias de hoje, não é aceito socialmente. O Recôncavo baiano continua sendo, até hoje, a matriz da cultura do samba popular no Brasil, lá que está o samba origniário com suas baianas sambando lindamente com suas indumentárias.

      O tempo passou Zeca casa-se com Cano. Ele, um funcionário público dos correios de Santo Amaro, ela uma menina que estudou em escola de freiras junto com mais três irmãs. Não são da elite desta sociedade baiana, são pessoas comuns. Cano tem oito filhos, um desde criança gostava de cantar de ir ao piano de cauda que o pai havia comprado e imitiar o que ouvia no rádio e ouvia a mãe cantar.

      Todos foram à escola pública de Santo Amaro. Uma tornou-se gerente de banco, ganhou uma música do irmão porque tinha algo diferente não se via muito em seu rosto o sorriso, algo comum nos baianos. O irmão prontamente, percebendo isto, fez uma música “Faça Irene rir”. Há uma outra que é poetisa, não é conhecida nacionalmente, mas também, é professora seus livros são conhecidos na Bahia.

      Dessa família, dois foram além das fronteiras baianas, mudaram conceitos, estabeleceram paradigmas para a MPB ao lado de outros baianos, imbuídos pelas mudanças que Edgar Santos tinha feito na UFBA, a Bahia de novo, floresce intelectualmente. A Tropicália foi uma criação eminentemente brasileira, oriunda de baianos.

      Todos os brasileiros conhecem o Brasil, mas nenhum estado é tão brasileiro quanto a Bahia, isto não desmerece os outros, pois os baianos não pensamos assim. Isso se explica pela formação originária de nossa terra. É lá que se origina o país e se estrutura erradamente no que respeita a sua formação social.

      Mas é lá que surgem já no princípio, vozes contra tais injustiças. Aliás, a literatura brasileira surge exatamente por meio da poesia, foi Gregório de Matos quem iniciou a nossa literatura com suas poesias críticas, satíricas e denunciadoras da sociedade em que vivia. A poesia sempre esteve presente na Bahia. Uns sobressaem outros, não são tão conhecidos assim.

      Lembro-me que quando era criança, no dia do folclore havia representações de várias culturas do país, não apenas a baiana, mas não faltava nesse dia, além do treze de maio, a poesia Navio de Negreiro de Castro Alves, declamada com fervura, com paixão, entusiasmo e vivência do significado daquilo para os baianos. O gosto pela poesia é tão intenso que, há um site na internet criado por baianos chamado Recanto das Letras, espaço dado para que os anônimos não apenas da Bahia, mas do Brasil possa expor o seu amor por tão delicada arte.

      O gosto baiano pela música, pela arte, pela expressividade do corpo movimentos, estão mais ligados as suas manifestações populares que emanam dessa sociedade do que qualquer outra coisa. É o gosto pela música que tivemos um Caymmi que inovou no arranjo brasileiro apenas com voz e violão. Quando o ouço, comparo seu arranjo ao barulho das ondas.

      Foi João Gilberto que, com voz e violão, criou a Bossa Nova e mudou fundiu a batida do samba com o jazz no violão, sem desmerecer a participação dos demais. Pessoas tão importantes para a música brasileira como ele, como é o caso de Tom, Nara, João Bosco, Vinícius e tantos outros.

      Foi a Tropicália que refez o conceito de música brasileira, enquanto a Jovem Guarda fazia canções adoçadas que imitavam o She loves yeh yeh yeh. A Tropicália inovou comeu tudo, digeriu e trouxe, trouxe, sofisticou a música brasileira e inovou a MPB “Sobre a cabeça os aviões”. A Tropicália revela o Brasil musical que surge através de uma poesia bastante concreta.

      Caymmi e João. João e os Doces Bárbaros. Caymmi, João e os Doces Bárbaros. Caymmi, João, Doces Bárbaros e os Novos Baianos. Caymmi, João, DB, NB e a axé music. São movimentos musicais criados dentro do Brasil de um estado que ao lado de outros, contribui para a música brasileira. Como o NE vem dessa estrutura colonial rica e repleta de bonança por uma elite excludente, a música culta e a popular dialogam, por incrível que pareça.

      Humberto Teixeira era médico, criava canções ao lado de Luiz Gonzaga com poesias eminentemente popular a fim de o povo entender. Outro fenômeno bastante comum na Bahia e em todo NE é a literatura de cordel e o repente. Está na cultura popular.

      Caetano contribui para a música brasileira quando ele refina, sofistica a MPB. Não apenas ele, mas outros nordestinos fazem isso. Mas chamo atenção para o gosto da poesia dos baianos. Portanto, condenar Bethânia por conta de uma doação que sequer veio do governo é no mínimo não conhecer o Brasil e não conhecer sobretudo o NE. Se de fato conhecesse saberia que as escolas trabalham isso sempre, buscam criatividades das crianças e são estimuladas sempre a criar.

      Vi outro dia, um vídeo no Youtube o aniversário centenário de dona Cano, lá estava ela visitando ao lado dos filhos, a escola pública que eles havia estudado e fazendo uma doação com ele de inúmeros livros da literatura brasileira. Claro que isso teve a colaboração dos filhos. Mas o fato está na representação disso, como eles estudaram e conheceram e fizeram algo diferente no país, eles sabem do potencial daquele mesmo povo para continuar com o legado. Simples assim.

      Condenar Bethânia por conta de uma lei que não é tão eficiente assim, é de uma tamanha má fé da FSP. Gosto de Caetano porque entendo suas canções e vejo a representação da Bahia ali, mas ele precisa ficar mais esperto com essa mídia. Ele sabe que há perseguição, sugiro que ele silencie e dialogue com a Bahia acerca disso. Este é o momento de internamente, nos fortalecermos.

      Todos os movimentos baianos quando aparecem na mídia serão criticados. Não deve ser visto mais como perseguição. Aliás, não é apenas baiano, todos os movimentos são criticados. Se ele for nordestino, então, terá uma acidez maior. Que o diga o Lobão, mas se for americano será aplaudido. Isso faz parte do pensamento do brasileiro para música, sobretudo do jornalista do SE que cresceu ouvindo Transamérica e JP, há paradigmas e jabás estabelecidos. Portanto, a crítica ao baiano será muito maior, porque ele é o que mais fura isso aí. Mas ele fura não é pelo espaço que a mídia lhe dá.

      Ele fura porque o baiano, o nordestino que está fora, quando vai à Bahia, leva isto para o lugar que ele reside. Como estão muitos fora, a pessoa acaba indo lá cantar. Então não tem como as rádios não divulgarem. Foi assim com Daniela Mercury, por exemplo.

      O que dizer do trio elétrico e da guitarra baiana? Dispensam comentários, hoje o trio elétrico é muito mais comercialmente vendido do que qualquer outra coisa de evento popular para carnavais e micaretas, bem como as músicas de axé.

      O gosto pela música, pela arte, passa pela nossa formação pelo nosso caldeirão cultural, pela nossa história, pelo nosso sincretismo. Se não cantamos para multidões a ponto de não sermos conhecidos como os outros, cantamos nas igrejas, nas bandinhas locais, na escola, nas apresentações de teatro. A música, o canto, a arte, a literatura, está na alma do baiano. Quando vemos alguém fazendo sucesso, ficamos felizes, pois mesmo que não gostamos do estilo, por exemplo não gosto do arrocha, mas não torço para que seus artistas não tenham público, sejam descaracterizado.

      A Bahia passou por um processo de deseducação por ACM e a TV foi a principal educadora, músicas chulas para um verão, um carnaval, sobressaem, mas é preciso entender, que da maneira que ela entrou, sairá, ou seja, descartavelmente. As que ficam serão sempre as boas. Mas mesmos estas músicas sendo criticadas, elas estarão na memória de uma geração, pois daqui a alguns anos ao ouvi-la, a memória dessas pessoas irão dizer: quando essa música fez sucesso, eu estava no carnaval em Salvador. Em outras palavras, seja ela qual for, se você participou, esta música entrou na cronologia da sua vida, sobretudo da sua jovialiadade, do riso, do gosto de ouvir os ritmos de nossa terra, de partilhar uma energia tão peculiar e única como a nossa.

      Esta é a contribuição que damos para a arte brasileira, da qual somos originários, talvez por ser tão eminentemente brasileira, poderá de alguma forma desagradar alguns. Mas me parece que os baianos não sairão desta caracterítica. Ele absorve o que vem de fora, mas dá uma forma baiana, brasileira. Isso quando ele não cria algo eminentemente baiano, com B de brasilidade. Não poderíamos contribuir de uma outra maneira com o senso de pertencer, de identidade que temos.

      Abraço a todos.

      • Prezada Luana
        Aplaudo suas certezas que me faltam: ” Recôncavo Baiano – região que, por séculos, foi a base da formação econômica, social, cultural, administrativa e política do Brasil”; ” mas nenhum estado é tão brasileiro quanto a Bahia”; “Foi João Gilberto que, com voz e violão, criou a Bossa Nova”; “Foi a Tropicália que refez o conceito de música brasileira”, ainda que discorde delas. Não entrarei nesse mérito.
        Não gosto do Caetano palpiteiro e tenho reservas quanto ao músico.
        Só que música é arte enquanto palpite é política.
        Caetano tem, arreganhados a sua disposição, amplos espaços nos jornalões e grande (?) mídia, o PIG, para, como corretamente acusou Eduardo Guimarães, detratar seus desafetos.
        Por isso, pela forma grosseira, deselegante e, geralmente, medíocre que os ataca, os desafetos, penso que ele, Caetano, não passa de um bate-pau; um pau-mandado como qualquer boneco de ventríloquo.
        Quanto a sua mãe ou irmãos, diz um tio meu, com a sabedoria daquela região, que “se nem os dedos da mão são iguais, como esperar que irmãos o sejam?”.
        Não tenho qualquer restrição a Bethânia como cantora ou empresária, só que outros têm o direito de “palpitar” se o fizerem com honestidade, característica esta que não vejo nas opiniões emitidas por esse caetano.
        Para concluir, gostaria que vc nos desse uma vaga definição que nos ajudasse a entender esse gênero chamado “tropicália” porque, do jeito que a coisa anda, falta pouco para dizerem que há “influências” de Lobo de Mesquita nela, ou algum “conselheiro acácio do PIG”, desavisado, a arrematar um “vice-versa”.
        Como dizia o poeta, saravá!

      • Não vamos confundir o talento com o caráter da pessoa. Sou admirador da Bethania, não simpatizo com o CAETANO apesar de ter algumas músicas boas. Mas a postura, suas opiniões e posições políticas não o qualificam melhor pelo talento que tem para cantar. a lei é espúria e a festa dessa cambada está grande. Pelo o que sei BETHANIA entendeu o erro e voltou a atrás. A dignidade prevelece em que a tem. Pois se chamam isso de cultura pelos projetos aprovados, prefiro minha alienação de grandes cantores do passado e da língua inglesa.

    • Uma coisa que não falei, dona Canô é conhecida no Recôncavo como mãe Canô não é porque ela é mae-de santo. Não é porque há problema nisso, as pessoas acolhem a religião que quer, mas como há preconceito com o pessoal do santo, é preciso explicar. Sinto-me à vontade para isso, pois como boa baiana, posso crer ou não, mas creio. Creio e tenho formação protestante.

      Mas mãe Canô vem por ela ser parteira. Mesmo os filhos famosos, fazendo sucesso, lá estava dona Canô pegando os filhos de pessoas comuns, que nem sempre tinham dinheiro para se deslocarem a um hospital mais próximo. Dizer que os Velosos eram ricos não procede, mas dizer que a música contribuiu para que Caetano e Betania mudassem a vida da família e ajudasse culturalmente sua cidade também procedem.

      E gostaria que a música mais e mais mudasse a vida dos baianos, sobretudo a dos negros, pois é deles a origem de tanta musicalidade, tanto ritmo, tanto canto e tanta coisa a ser explorada. Tudo isso porque o samba veio para as ruas, imagine quando as outras batidas vierem. Parece que estão incitando os terreiros a liberarem os sons, as vezes isso me ocorre. Mas enfim, a Bahia continuará cantando, criando ritmos, musicalisando, criando bregas, criando sofisticação. É como o azeite da viúva de sarepta, nunca seca.

    • Eduardo, para gosta de leitura, compreender o Brasil e fazer análises de nossa realidade compreendendo mais e mais e nossa formação, abaixo, site para download de Boca do Inferno, de Ana Maria Miranda, é o retrato de uma sociedade colonial, uma elite dominante, conflitos, interesses e, consequentemente a nossa formação. Boca do Inferno é a maneira como Gregório de Matos ficou conhecido.

      http://www.mediafire.com/?emyfn4kzhtm

      • Luana, baiana porreta, Essa polêmica despertada pelo Caetano gerou grande número de comentários e manifestações absolutamente inúteis, feitas mais com o fígado do que com o cérebro. Os seus comentários entretanto marcaram a diferença pois nos trouxeram informações e emoção.

        Receba o abraço sincero de um mineiro admirador da cultura baiana.

  • Percebo que há muitos artistas que não largam as têtas da Vaca Profana – “Dona das divinas tetas; Derrama o leite bom na minha cara”. Inclusive o Caetano Veloso.

  • CAETANO RESPONDE:

    O projeto que envolve o nome de Bethânia recebeu permissão de captar menos do que os futuros projetos de Marisa Monte, Zizi Possi, Erasmo Carlos ou Maria Rita. OPSSS!!!VAMOS ABRIR ESSA MALA PRETA???

  • Viva Betânia!!!!!!!!!!

    Manda o noblat devolver o Dinheiro alheio…..Público.

    Sugiro também o nobla fazer uma Enquete no blog (dele) perguntando a seus leitores se é prá devolver ou não o DINHEIRO…

  • Suas opiniões jamais seriam igualadas a um Reinaldo Azevedo,Eduardo.E vc sabe muito bem porque.Vc sempre foi uma pessoa coerente.Mas tambem não consigo entender como uma Bethania ou um Caetano,artistas consagrados,precisam do amparo estatal.Tantas companhias de teatro,por exemplo, que precisariam certamente de um maior apoio do Estado simplesmente deixam de existir de um dia para o outro justamente por falta de incentivo e apoio oficiais.

  • Gilberto Gil ao tomar posse como Ministro da Cultura criterizou a distribuição de verbas no MinC e muitos projetos artísticos que vinham sendo atendidos por empresas estatais como Petrobrás, BNDES, Banco do Brasil, deixaram de ser atendidos.

    Não sei como é hoje mas na época do Gilberto Gil, havia um conselho composto por sete membros que avaliavam os projetos partindo de vários critérios: primeiro o critério técnico e institucional, de adequação, documentação adequada, cumprimento das obrigações anteriores, prestação de contas.

    Na época houve um mal estar do Caetano em relação a Gilberto Gil.

    Carta Capital, nº 109, de abril de 2006, traz longa entrevista com Gilberto Gil aonde ele discorre sobre a questão dos privilegiados ante os desprivilegiados.

    • Na sua gestão, Gil criou os chamados Pontos de Cultura. Eram pequenas verbas( da ordem de R$ 20.000) para aquele grupo de teatro, aquele professor de Capoeira. Mas os critérios eram super-rigorosos e a cobrança era firme, como deve ser mesmo nesses casos.

      Muitas micro-iniciativas culturais cresceram por causa desse apoio.

  • Caro Eduardo,

    Se vc tem opinião parecida com a do Reinaldo Azevedo, as chances de vc estar errado são altíssimas. Na minha opinião, podemos discutir as regras dos prêmios literários, devemos discutir a lei Rouanet, mas chamar Chico Buarque de ladrão de Jabuti e Maria Bethânia de assaltante de cofres públicos é demais. Tô fora dessa onda de banditização dos artistas brasileiros — estou, portanto e como sempre, do lado oposto ao do Reinaldo Azevedo.

    Forte abraço do leitor e admirador,

  • Olha Eduardo também não sou grande especialista mas tenho minha modesta opinião.As leis de incentivo foram criadas justamente por haver poucas empresas de fato interessadas em financiar projetos culturaisMuita procura pouca oferta.A crítica a Betânia é por conta de ser famosa projeto muito caro tirando a oportunidade de outros .Só que não é bem assim.Os patrocinadores estão de olho nos hits do momento,com retorno rápido tipo Luan Santana.A Betânia já não é mais comercial,não sei se é tão fácil achar patrocinio para um projeto como o dela.Alguns talentos não são comerciais aí…é a lei do mercado.O Caetano infelizmente já desisti de entender.Continuo adorando suas músicas mais ficou uma pessoa chata.Acho que toda sua poesia foi para as músicas e ele ficou vazio.Quanto ao coisa ruim,suas intenções passam milhas das dele.Crítica ao projeto do blog vai direto a qualquer coisa de qualquer ministério governista.Ao Caetano,puro preconceito,pelo estilo .alternativo meio tô nem aí.O Diogo odeia.Eles gostam da elite.Abraços

    • Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas tem um porém aì, retirado do orçamento – até onde eu sei, o oficial: 50 mil por mês para a Bethânia e 50 mil para o Andrucha?!!! É mais do que os deputados legislaram em causa própria!

      • Elisa
        Eu realmente não sei dos detalhes e não domino o assunto,apenas dei uma opinião.Não sei se um blog de poesias de uma artista famosa mas que não frequenta a mídia atual ,tem tanto apelo comercial.Não é justo favorecer a Bethânia em prejuízo de alguém desconhecido,se não for este o caso acredito que não há mal.Mas repito posso estar completamente enganada e existir diversas empresas querendo investir em cultura sem benefício.Quanto ao valor que eles vão retirar eu não faço a menor idéia da média do mercado,mas de fato é muito alto.Abraço

        • Oi Andrea,

          O problema são os itens e valores do orçamento, mesmo, já que saber se o artista precisa ou não precisa lançar mão da Lei é bem difícil – nào temos acesso a todas as variáveis para julgar; e se a obra procede ou não para a cultura nacional, é, convenhamos, subjetivo: cada um apenas opina, assim como os pareceristas que, a despeito dos critérios técnicos, sempre colocam seu olhar sobre cada pré-requisito. Discutir a Lei também é pano para manga… ela esta aí e tem distorções e politicagem, é óbvio, por mais que algum momento tenha sido um avanço. Agora, puxa, 50 mil de salário para cada um é dose, né? Acho que com isso todo mundo concorda, pegou mal à beça, até para quem, como eu, tá doido para só ver acerto no MinC da Dilma… Tem também uns exageros no orçamento da produção… Não estou com o link aqui, mas procurando um pouquinho da para achar o pdf que apresenta o parecer detalhado. É por isso que fecho com o Edu nisso aí!

          abraço!

          Elisa

          • Valeu Elisa ! Estou procurando me informar mais.Lendo alguns comentários percebi que estou por fora de muita coisa. Um abraço

    • “A Betânia já não é mais comercial,não sei se é tão fácil achar patrocinio para um projeto como o dela”. Ora, se é assim ,ela que vá procurar outra coisa para fazer. No dia que eu, cidadão comum, não for mais comercial vou ter que viver da miséria que me pagará o INSS ou arrumar outro modo de ganhar a vida.

      • Abel,
        É certo que muitas profissões ainda são muito mal remuneradas.Os salários da maioria da população estão bem abaixo do ideal.Apesar dos enormes avanços do governo Lula,são anos de desigualdade e descaso que necessitam ser reparados.Mas o tema abordado é a aréa cultural e suas leis de incentivo.quando o tema for a sua área de atuação ,que não conheço,terei prazer em dar minha contribuição reconhecidamente de leiga assim como neste caso.Um abraço

  • Caetano tenta justificar um erro (a ganãncia de bethânia rumo à teta do governo) com outros erros (todos os outros artistas que fazem o mesmo). De fato, ilegal não é, mas tampouco é ético. Num país de tantas carências (e a cultura é uma das maiores), dar-se uma remuneração de 600 mil reais (que é a quantia dos 1,3 milhões que pagará o serviço do diretor artístico, no caso, a própria bethânia) é uma afronta à moralidade e a todos nós. E se ela ainda não captou essa quantia, alguém duvida de que ela o faria? Alcançaria o teto liberado pelo MinC facilmente, não fosse a repercussão negativa do caso. Agora já não sei. Que amargue a rejeição popular.

    E Eduardo, é sempre bom reconhecermos nossas limitações, mas não se acanhe em discutir a “cultura dos cultos” pois que você também o é, além de a tão propalada cultura de alguns contituir-se mais de soberba e prepotência do que de cultura de fato.

    • Veja que interessante: uma moça veio no Twitter dizer para eu fechar os olhos e ouvir a música de Caetano e da Irmã. Ora, eu não questiono o inquestionável talento deles, mas o Estado dar dinheiro público para artistas cheios da gaita e que podem levantar dinheiro estalando os dedos. Ora, Caetano diz que a irmã vai declamar poesias na periferia. Por 1% do que ela cobra, tem muito grande poeta desconhecido que faria o mesmo. Ah, mas ela é Bethania… Ok, mas então que não venha passar a idéia de altruísmo. Pior que tudo é a lei Rouanet e ter opinião parecida com a de Azevedo. Brrrr

      • O curioso é que a sugestão da moça leva a discussão para outra seara. A idolatria faz com que as pessoas não admitam críticas ao Caetano, transforma automaticamente tudo o que o Caetano diz e faz em genialidades. Até mesmo a estupidez de chamar o ex-presidente Lula de analfabeto.

        Porém, há um fenômeno esquisito (fruto da mesma idolatria), se um outro gênio (Tom Zé, no caso) expressamente dizer, como realmente disse, “Caetano, VTNC”, tudo passa a ser lindo. Se um mortal igual a mim proferir a mesma frase genial sua alma estará condenada ao fogo ardente do inferno dos “ignorantes”.

        Em suma, as pessoas não entendem que não se discute a capacidade intelectual e o talento nato do Caetano, mas sim sua postura muitas vezes controversa.

          • Discordo totalmente. São sentimentos pessoais sendo divulgados como verdade na internet. Gilberto Gil sempre foi amado da mesma forma que Caetano Veloso. Igualzinho. Eram os baianos conquistando nossos corações. Eram amigos, pareciam irmãos. E ainda ganhamos as meninas Bethania e Gal. Quando fizeram os Doces Bárbaros foi um sonho realizado para muitos de nós. Ver os quatro juntos. Jamais ouvi uma única palavra sobre racismo, sobre divulgarem mais Caetano do que Gil. Informar como verdade algo que alguém apenas imagina, sem provas, é difamação e falta de ética.

      • Você não tem opinião parecida com ele… A única opinião do Reinaldinho Cabeção é a de que o Bento Carneiro, o vampiro brasileiro é o melhor, o mais preparado, etc… Ele só falou sobre esse esquema da Betânia (sim, uma grande artista, mas que incorre nas benesses do vil metal tanto quanto qualquer um de nós – e eu me incluo nisso, mesmo não tendo tanta grana quanto ela), porque atingiria o gov. federal, coisa que seu amigão do peito deve ter mandado fazer…

        Isso não quer dizer que aprovo o que ela fez… Tem muito mais artista precisando desse incentivo… Precisa ser tanto assim? Precisamos de gente pra verificar os preços que esses engraçadinhos colocam como “padrões de mercado”… Mas aí é fiscalização, uma coisa que é incipiente por aqui…

      • Pelo menos esse episódio fez a “opinião pública” começar a questionar, mesmo que de forma equivocada, a Lei Rouanet, que precisa ser reformulada sim.

  • E dai que algumas vezes nossas ideias ‘batem’ com as de pessoas com as quais normalmente nao concordamos? Isso prova que toda a unanimidade e’ burra, nao e’ mesmo?

    Nao se pode dizer nunca que ‘dessa ‘agua nao beberei’. O ‘castigo’ pode vir a cavalo ou tardar muito, mas um dia certamente vira’.

  • O que a Maria Bethania faz é legal, mas imoral. Essa lei Rouanet deveria ser aperfeiçoada e dar dinheiro público para os artistas menos conhecidos ou para desenvolver a cultura, promovendo o acesso do público ao teatro e promovendo o cinema nacional. A Maria Bethania não precisava disto.

  • Falta capitalistas nesse país,Edu.A Editora Abril,por exemplo,mama na teta do governo de São Paulo para pagar o salário de Reinaldo Azevedo:
    http://namarianews.blogspot.com/2010/10/viomundo-entrevista-namaria-250-milhoes.html

    Criaram a Lei Rouanet para ajudar os tais “formadores de opinião” que vivem como moscas no entorno da mídia comercial.Foi isso,junto com a possibilidade de sonegar impostos,que levou muitos empresários a apoiá-la.A sonegação,para muitos empresários brasileiros,é a alma do negócio.
    Aqui no Piauí,só para citar um exemplo,o maior empresário do estado ganhou 150 milhões de reais de isenção(em 2006)do ICMS em 10 anos.Muita gente diz que ele é o maior contribuinte de impostos do estado,sem saber que o empresário apenas arrecada para o governo por causa da lógica desse imposto:crédito na compra e débito na venda.Ele repassa o imposto para nós,consumidores.Além disso,financia campanhas de políticos e o atual prefeito da cidade é empregado dele.Trabalhou anos e anos na empresa dele.Alguém acha que o empresário(que dizem ter 5 mil propriedades em Teresina) recolhe o IPTU??
    A odiosa isenção foi dada pelo governador Welllington Dias,do PT.Não teve coragem de peitar o parasita porque ele dizia que tirava as indústrias e colocava no outro lado do rio Poti- no Maranhão.E daí?Quem dá emprego é o pequeno empresário!!!
    Só para ser justo,o empregado do empresário foi eleito como vice na chapa do antigo prefeito,do PSDB.
    Agora está vindo para cá o grupo Suzano,para implantar uma fábrica de celulose em Nazária,aqui perto de Teresina.Sabe-se lá o que ganhou de isenções fiscais,além de terreno e energia baratinha(a nossa vai ficar mais cara por causa disso).
    Com o dinheiro dessas isenções dava para tirar o ICMS dos produtos da cesta básica e aumentar o poder de compra do salário mínimo!!!!
    Nesse país temos pseudo-liberais,pseudo-libertários,pseudo-capitalistas e pseudo-artistas que adoram defender o mercado,mas não largam o osso de um bom dinheiro público.
    Só para terminar,nessa semana esteve em Teresina uma peça com o ator global Kaiky Brito.Um dos atores da peça(que ia ser apresentada na Assembléia Legislativa) colocou no Twitter que “…se existe um cú do mundo é aqui onde estou”,ou seja:em Teresina.
    A peça,provavelmente,deve ter dinheiro da Lei Rouanet porque para atores da Globo, e queridinhos do PIG em geral, sempre sai grana com facilidade,né?Uma vergonha!
    OBS:Isenções fiscais(bem como o dinheiro gasto na rolagem da dívida pública com o superávit primário)também são gasto público nos manuais de contabilidade pública e orçamento.

  • Edu,

    Você pode ficar bastante tranquilo, pois certamente as razões que fundamentam as críticas dos jornalistas de esgoto (como aqueles que você citou) não são as mesmas que as nossas. Eles sempre são movidos pelo que há de pior e mais atrasado. Já os progressistas criticam esse tipo de financiamento por acreditar que o Estado deve proporcionar a diversidade no setor da cultura, preocupar-se especialmente com a cultura popular, dar oportunidades para aqueles que sozinhos não possuem muitos meios para difundir seu trabalho. A crítica deles passa longe disso… Agora, o mais irônico é que o Caetano escolhe (como sempre) o jornalão O Globo para bradar contra aqueles que o criticam, justamente o mesmo veículo que tantas vezes o utilizou como instrumento para legitimar posições as mais ofensivas, conservadoras e preconceituosas possíveis. Eu acho é que o Caetano e o PIG se merecem. Que bom que existem artistas como o Chico e o Gil que, com elegância e coerência, passam longe desse tipo de postura que caracteriza a pessoa do Caetano.

  • Vou sair um pouquinho do tema (mas não totalmente), mesmo pq isso me parece uma questiúncula e me entedia.

    Esses projetos, como o Edu ressaltou muito bem, são movidos a dinheiro público que as empresas deveriam recolher aos cofres do governo, mas que a legislação permite ser diretamente encaminhado, pelo contribuinte, a um beneficiário de sua escolha, que faz propaganda dele.

    Em outras palavras, é um contribuinte decidindo onde o dinheiro público deve ser utilizado, e ainda usando esse dinheiro para pagar por sua própria propaganda.

    O Bolsa família, por sua vez, é dinheiro público que o Estado entrega aos beneficiários (que são contribuintes, diga-se de passagem, muito embora sejam miseráveis), para que eles o usem naquilo que necessitam.

    No primeiro caso, a direita bate palmas. No segundo, ela reclama. Mas, no fundo, no fundo, são essencialmente a mesma coisa, muito embora as escalas sejam completamente diferentes – 200 reais no máximo no caso do BF, e milhões de reais no outro.

    Dizem que o BF – os 200 reais – é “compra de votos”, mas e os milhões da Ruanet (e de tantos outros programas do tipo que existem a décadas)? Não é compra de votos tbm? Ou ao menos indiretamente, medianet a compra de financiamento de campanha? Onde estão os indignados da direita que não exigem o fim desses benefícios para as milionárias empresas, como exigem que se retire o dinheiro da comida dos miseráveis?

  • Caro Edu, as leis de incentivo por renúncia fiscal funcionam assim: o interessado manda seu projeto para o orgão responsável (MinC ou Ancine, no caso do audiovisual), no prazo fixado através de editais.

    Se a papelada foi devidamente preenchida, vai pra fase dois, uma análise do orçamento em si. Se não houver discrepâncias, o projeto praticamente é aprovado, pois há cada vez mais incentivo do governo. Não sei como é o rigor do MinC, mas a Ancine é bem rigorosa em relação a orçamentos.

    Quando o projeto é aprovado, o orgão emite um certificado que permite a captação de recursos no valor estipulado. Essa captação é feita através de um teto de, na média, 3% sobre o lucro da empresa.

    Ou seja, para grandes projetos, grandes empresas. Petrobrás, Vale, bancos. Aí depende da capacidade e poder do interessado em seduzir o setor de marketing dessas empresas.

    Enfim, empresas privadas decidem, de acordo com seus interesses particulares, como gastar dinheiro público.

    Os “pistoludos” sempre conseguem captar até o teto, enquanto que nomes pequenos e/ou desconhecidos têm uma imensa dificuldade em captar recursos.

    Essa pode até ter tido seus méritos há 15 anos atrás, mas hoje tem que ser substituída por algo que permita incentivar um renascimento da cultura brasileira, que se elitizou demais.

  • Pior que não é somente artistas brasileiros, o dinheiro do contribuinte também financia espetáculos de “estrangeiros” no Brasil.
    ………….
    Tudo isso é o pagamento pelo apoio do meio artístico durante as campanhas eleitorais.
    Retorno garantido.

  • Não se deve atacar a Bethânia, e sim questionar a lei Rouanet. Ela tem que ser mudada, pois como está é Empresa “tirando onda” de patrocinadora da cultura com dinheiro público o que é a mesma coisa que, me desculpem as moças do blog, “gozar com o pau dos outros”
    O que acaba acontecendo é que escolhem projetos de visibildade, ou seja, com nomes como o da Bethânia ou até da Ivete Sangalo!, agregam os nomes das suas marcas a essas celebridades e voilá, tem-se puplicidade bancada pelos contribuintes, qual sejam, nós

  • “A lei Rouanet da caviar pra quem come faisão!”
    Essa frase é de Idibal Pivetta, advogado de presos políticos na longa noite que começou em 1 de abril, teve que adotar o nome de César Vieira pra fugir da censura. além dessa lei ser imoral o povo não fica sabendo que é ele, e não a empresa, que está patrocinando os grandes medalhões. Essa lei foi feita pelo FHC (sempre ele) em cima de uma reinvindicação dos artistas que era simples: aumentar o verba do Minc pra 2% do orçamento, então alguém teve essa idéia onde o mercado escolhe quem vai receber a grana. Sou profissional de Artes Cênicas, na lingua tucana diria que sou Light Desingner, seja lá o que isso for, me apresento como iluminador e dou palestras em escolas e festivais de teatro sobre minha área de atuação, coisa de dois anos atrás fui dar uma palestra em um festival nacional de teatro e na parede nas minas costas havia um cartaz: “Empresa “tal” a maior patrocinadora de cultura do Brasil”, comecei a palestra desmontando a mentira e mostrando que essa lei tinha, inclusive, o poder de censura. Pergunte à Vale se ela patrocinaria, por exemplo, o Teatro Popular Unuião e Olho Vivo, a resposta é: não dá visibilidade. Ou tente escrever um espetáculo acusando a PM de genocídio com a tal desculpa que o morto é ‘traficante’, mesmo que voce tenha a Fernanda Montenegro no elenco ninguém vai te patrocinar: censura economica. e mais, nasceu a figura do ‘Captador” que leva de 10 a 30% da verba arrecadada.

    Sobre Bethânia, sempre vendo a legalidade da coisa, ela foi autorizada a captar 1,3 milhão para 365 filmes curtos nos mais variados cenários: favelas, avenidas, parques etc. Ela tem um diretor competente e por isso mesmo vai se cercar de técnicos competentes, de equipamentos decentes, e se você dividir o valor autorizado verá que cada filme vai estar dentro do preço de mercado. (isso tenho de reconhecer, os caras que analisam os projetos sabem fazer essa conta). a betHânia está sendo apenas o bode espiatório. O instituto FHC faz mais de três anos que não acerta suas contas com o Minc, isso sim uma irregularidade e ninguém põe o dedo na ferida.

    Deixando claro, não estou defendendo a Bethânia, muito menos a lei que é estúpida! Apenas acho que estão apontando o dedo pro lado errado. a lei precisa acabar e o Minc deve arrumar outra forma de financiar a cultura. e por favor, não me venham com o papo que governo não tem que dar grana pra cultura. Isso é pura falta de cultura! Com a execão dos estadunidenses, todos os governos do planeta financiam cultura. Só pra vocês terem uma idéia, a grana que o Opera de Paris recebe do governo francês e muito maior que o orçamento do nosso Ministério. Aliás, na época do Miterrand foi proposta uma lei nos moldes da nossa mas não prosperou exatamente pelos pontos que coloquei: Grana só pra medalhão e cencura econômica!

    O cabeção só está do mesmo lado que você por razões escusas, pode ter certeza!

    • Faltou a sua sugestão , deixar somente com o governo tambem não impedira que os amigos do rei sejam beneficiados.
      Não é necessario acabar com a lei só revisa-la, por exemplo limita a verba concedida por projeto ou beneficiado 100 000 reais ao ano, é pouco para uma Betania mas muito para quem está começando.

      • não é por aí. Existem formas artisticas que são mais dispendiosas que outras. Pegue o exemplo de um livro, uma peça baseada no livro e um filme idem… São custos diferentes, com demandas diferentes, embora sejja no fundo a mesma obra. Acho que o critério deve ser a relevancia, seu alcance social. e sim, o valor intrísico dos artistas envolvidos. Tem, também que tirar esse crivo do mercado, ele não pode decidir o que é cultura ou não. Deve-se incluir com mais enfase o ensino das artes nas escolas, pois a cultura é base fundamental para uma educação de qualidade. Para que com o tempo o financiamento público seja apenas de infra estrututa. Uma boa educação se baseada numa cultura sólida terá por consequência o aumento do ‘consumo’ de cultura tirando da mão do artista o eterno pires na mão.

        • “Acho que o critério deve ser a relevancia, seu alcance social. e sim, o valor intrísico dos artistas envolvidos”
          mas quem vai dizer o que tem valor artistico ou não?se for o estado voltamos ao inicio somente os amigos do rei vão ser beneficiados.
          Outra foi por causa do mercado que o artista teve a possibilidade de viver exclusivamente de arte.

  • ahhh sim ..já que o pecado dos outros é maior que o meu ..então eu posso continuar a pecar

    caracás Chaves?

    Esta lei Roaunet precisa ter um fim ..ARTISTA tem que trabalhar com patrocínio (inclusive fazendo empresário CORRER risco) e/ou com financiamento direto (pra ser pago, e não anistiado)

    Incentivo a cultura só pra comunidade ..pros tais PONTOS de CULTURA que nunca chegaram (ao menso não como prometiam) ..pros centros pra cidades com mais de 50 mil habitantes que CONTARIAM com cinema/teatro/banda/artesanato até balé e dança, tudo num só lugar .. estes tais pontos que também NUNCA saíram do papel e só ficaram no projeto

    Vc já parou pra pensar pq no país só entra filme alinhado com os EUA ? pq MILHARES de obras ficam de fora? ..já imaginou o que os CENTROS culturais poderiam fazer por isso ? ..por nossos artistas mambembes ..pela venda direta de artesanato comercializado por centenas, mas pagos em centavos aos seus artistas ? …pelo incentivo direto À atividade de caça-talentos?

    Me diz, com tanta coisa por fazer ..pq o país ainda insiste em encher a pança de artista famoso e rico?

    ..será que aqui esta mais uma forma de SUBORNARMOS os apoios políticos ? ..de corrompermos e desvirtuarmos esta nossa FICCIONAL democracia ? ..esta que nos convida a opinar somente por um dia dentro de um intervalo de QUATRO ANOS ?

  • É o mau das elites, usam meios legais para atitudes imorais e ficam indignadas com o comportamento dos políticos, jogam todos no mesmo saco e ainda , tentam passar para o povo uma falsa moral.

  • Eduardo, quanto à cultura popular, eu estabeleço, no meu blog Mingau de Aço – http://mingaudeaco.blogspot.com – um questionamento constante sobre a suposta cultura popular produzida pelos meios de comunicação, em detrimento de uma cultura popular (que nada tem a ver com os popularescos que um Hermano Vianna ou um Paulo César Araújo da vida, por exemplo, corteja) que não aparece na mídia.

    Fico pensando em quantos artistas regionais não têm onde divulgar seus trabalhos, enquanto até capatazes de fazendeiros podem criar “empresas de talentos” e recrutar uns coitados e inventar um grupo de “forró-brega”, conforme começam a aparecer denúncias no Cabaré do Timpin, o “Wikileaks do Forró”.

    Infelizmente, muita gente confunde essa “cultura popular” de proveta, que só por existir há muito mais de 20 anos (em certas tendências, até mais de 40) com o patrimônio cultural (hoje praticamente condenado ao recluso nos museus) que o povo pobre acumulou há séculos no Brasil.

    A propósito, uma pergunta pouco delicada: o que está fazendo Pedro Alexandre Sanches na imprensa de esquerda? Ele continua escrevendo como se ainda estivesse na Folha de São Paulo.

  • Enquanto isso, o empresário argentino Eduardo Constantini, fundador do Malba – Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, lançou um desafio aos empresários brasileiros: se conseguirem arrecadar 200 milhões de dólares para construir-se um museu semlehante em São Paulo, ele cederá parte do seu milionário acervo, inclusive o “Abapuru”, de Tarsila do Amaral. É o mais valioso quadro das artes brasileiras e, para vergonha nacional, foi comprado por esse empresário e levado para a Argentina.
    Será que o Brasil não dispõe de 200 milhões de dólares para instalar um museu moderno que abrigue nossas obras-primas, assim como de países vizinhos?

  • O resto eu não sei, mas sobre Caetano é fácil… Udenista de corpo e alma, e hipócrita profissional.

    Qto a artistas “famosos” pegarem dinheiro público, acho válido — só fico esperando ética — ou seja, que a quantia não seja superfaturada, que seja empregada em projetos sérios/reais. E que o governo antes de aprovar avalie de forma técnica e fiscalize o resultado do trabalho, e cobre de volta quando não houver.

    FHC, infelizmente, está ai pra mostrar que não é assim. Embolsou milhões para projetos que nunca sairam (ou sairão) do papel. E continua a pegar mais R$.

  • A Lei Rouanet financiou até Cirque du Soleil: um investidor nacional pra um projeto internacional (!!!)

    A lei,c omo está, é errada. Bethania tinha direito a pleitear essa grana, como muitos outros que conseguem sustentar sua arte via gravadoras ou via o próprio dinheiro absurdo que levanta com seu nome e carreira? Sim, tinha direito, mas moralmente é errado.

    Esse texto do Marcelo Rubens Paiva mata na mosca:

    http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/quem-paga/

    Só vou reproduzir o trecho final:

    “Porém, e o bom senso?

    É como se eu pedisse uma grana pública para financiar este blog, que ainda pode ser remunerado pelas leis do mercado.

    Na conta do polêmico projeto de Bethânia, sua remuneração seria de R$ 50 mil por mês, durante os meses que durariam o projeto.

    Temos o direito de captar dinheiro “público” para fazer arte.

    É lei.

    Mas também temos o dever de zelar pelas contas de um Estado que é de todos e tem muitas prioridades.

    É moral.”

    • Se o MinC está preocupado com cultura deveria utilizar a verba para melhorar a condição de vida e cultura de nossos educadores, que vão enriquecer a vida cultural de nossos jovens. Professores Federais, estaduais e municipais.
      Nossos Artistas, outrora reacionários ( contra o regime vigente na época ), hoje se acomodaram, viraram elite ( no passado o ingresso para assistir estes caras eram opulares, hoje, depois da famosidade, está o olho da cara ) e estão cometendo os mesmos erros que tanto condenaram no passado, sem precisar, porque acumularam fortuna. Esta atitude é cultural e agora com financiamento público.
      Cultura também é Esporte, artesanato, artes gráficas, livros, manifestação popular, museus e etc…estão contempladas na lei Rouanet?
      A Embrafilme, no passado, financiava a indústria cinematográfica brasileira, os “cineastas”, entre eles, Arnaldo Jabour pegava dois milhões, fazia um filme medíocre por 500 mil e embolsava o resto. viva o Brasil.

  • Edú,trabalhei na campanha de um irmão de um artista famoso aqui em Minas,e este irmão famoso,não ajudou em nada,porque um dos compromissos,e para qual seu escriório era chieo de lideranças culturais populares,era justamente com a cultura popular.Mas o dito famoso irmão é agarrrado as têtas do estado,e isto o prejudicaria.Lembrei-me até de uma pequena” revolta” nos meios artisticos e até na mídia local saiu notas contra,em que(não lembro a data) a atriz Lucélia Santos aqui esteve a pedir ao governo estadual financiamento para uma peça ou filme não sei.Este moço para qual trabalhei na sua campanha disse uma coisa e hoje ,mais do que nunca é muito atula a sua fala:”Se balançar esta vaquinha,vai cair muita gente,e olha que falo só do meio artistico”.

  • Bem, isso não é surpresa alguma.

    As elites desse país SEMPRE mamaram nas gordas tetas (cada vez mais gordas – graças a Deus, pois o Brasil vai assumindo seu tamanho).

    Inclusive as elites artísticas.

    Num país com saúde pública VERGONHOSA é SIMPLESMENTE INDECENTE renúncia fiscal pra apoiar MEDALHÃO “declanar poesia”.

    Depois quando o disco/filme/livro dessa turma cai na internet eles ficam todos bravinhos porque fizeram tudo com esforço “próprio”.

    Assim até eu vou declamar poesia.

    Parafraseando o slogan do governo Lula eu diria então que:

    Brasil: um país de “todos” OS ESPERTOS.

  • Uma boa notícia Eduardo: o Big Brother Brasil, um dos programas de maior audiência na Globo, vem caindo ano após ano no Ibope, a exemplo de outros programas da emissora. Veja a média de pontos das 11 edições do BBB:

    BBB1 40.3 pontos
    BBB2 36.6 pontos
    BBB3 39.2 pontos
    BBB4 45.3 pontos
    BBB5 47.5 pontos
    BBB6 43.1 pontos
    BBB7 41.3 pontos
    BBB8 37.2 pontos
    BBB9 32.4 pontos
    BBB10 30.7 pontos
    BBB11 24.7 pontos (média até agora)

    fonte: TV Foco

    É Eduardo, parece que as pessoas estão começando abrir os olhos!

    • Se analisados isoladamente os números da audiência do Big Brother, sim, teremos uma boa notícia. Mas, se vistos sob outros contextos, e de forma mais atenta, infelizmente, o diagnóstico deverá ser diferente. Não cito fontes, mas uma pesquisa rápida pela internet mostrará que o faturamento proveniente de inserções publicitárias no BBB 11 (a atual edição do programa) é o maior de todos os tempos.

      E como se explicaria uma queda tão brusca na audiência ao mesmo tempo em que a receita sobe às alturas?

      Verifica-se, hoje, um movimento de migração do espectador comum que desvincula-se gradativamente da televisão e alcança a internet. Então, na verdade, esses números citados demonstram que a TV está deixando de ser assistida, mas não que a programação da emissora em si está perdendo público. Esse movimento é ainda mais acentuado quando a faixa etária do público padrão corresponde aos adolescentes, mais aficionados pelas novas tecnologias.

      O lado bom é que, com a internet cada vez mais em uso, conteúdos alternativos àqueles produzidos pelas tradicionais emissores de tv ganham maiores possibilidades de acesso. Em última instância, cada vez mais blogs sujos poderão ser vistos por um número sempre crescente de usuários.

    • Acredito que o faturamento não seja tão importante como o poder que a televisão aberta tem de influir na política, na econômia, etc. Se as pessoas estão usando mais a internet, isso também não deixa de ser uma boa notícia. Além do mais, acredito que quem tem acesso a internet é uma parcela ainda restrita da sociedade, sendo que a grande maioria da população tem a televisão ainda como o principal, e muitas vezes o único, meio de comunicação social.

  • Acho linda essa coisa de que Caetano não pode ser contrariado.

    Isso tudo vai de encontro ao que diametralmente não vem a favor e se choca no espaço cósmico da musicalidade da Bahia, terra de Gil e de Gal, das manifestações culturais e religiosas ascendentes da mãinha África. É chique. É bacana. É bárbaro. Ou não?

  • A lei de incentivos à cultura pode ser ruim, ou péssima, mas, é obra do Congresso Nacional. Contra ele é que devemos, se for o caso, assestar nossas baterias, não contra quem, bem ou mal, apenas executa a lei. Um jornalista, no blog Acerto de Contas, postou que teria sido melhor para o Brasil que Chico Buarque fosse filho único. Aí um comentarista acrescentou: melhor ainda que Sérgio Buarque de Holanda não tivesse tido filhos. Já dizia o crítico literário Agripino Grieco que nós, brasileiros, somos hiperbólicos no louvor ou no deslouvor de nossos artistas, esquecendo-nos de que a seta que vai além, ou fica aquém do alvo, é sempre uma seta perdida. Portanto, menos companheiros. Se tivermos que atirar, façamo-lo contra os meninos do Congresso – eles sim e que são culpados. Melhor seria que o Governo, como já se cogitou, desse um vale para os trabalhadores comprarem livros ou entradas para shows, cinema ou teatro, ao invés de entregarem dinheiro nas mãos de celebridades.

  • A questão é “cultural”. Alimentada pelos velhos coronéis para que os súditos sempre vejam nele o pai, o padrinho, o patrão, o salvador da pátria.

    O Brasil carrega essa idéia de que o Estado pode tudo. Quando na realidade não pode. E se pudesse não deveria alimentar essa idéia paternal.

    Os que na verdade precisam estão em outra situação, estão na base da pirâmide. São os marginalizados, os excluídos. Mesmo para esses o Estado não pode ser o eterno paizão.

    Agora, essa gente que não precisa viciou-se a mamar nas tetas de governos e acha essa excrescência normal.

    Igualmente nojentos são os argumentos apresentados lado a lado. Este acha que pode mamar, mas o desafeto não. É o caso da família Noblat. O pai mama do Senado e o filho do Ministério da Cultura. E ainda têm coragem de criticar a Betânia. Falta de muita peia.

    • Não podemos generalizar, não são todos que “mamam nas testas do governo”. O Estado deve incentivar a cultura, através de verbas, para aqueles artistas e grupos que realmente precisam. Essa expressão “mamar nas tetas do governo” carrega em si a ideologia neoliberal do Estado minimo!

  • Bom,lendo os comentários vejo que conheço bem menos do funcionamento dessas leis do que pensei.Mas a Lei Rounet está aí a um bocado de tempo.Pelo oque eu li,já vem sendo mal aplicada a muitos anos.Então porque esse debate não foi proposto antes?Pegando um caso e fazendo dele a referência do debate,não sei se é muito produtivo.Julgar o caráter da Bethânia por este fato,além de afoito e desnecessário,é irrelevante para o que se pretende alcançar.Para quem não conhece bem esse processo como eu,pode parecer implicância ou coisa assim.Se por exemplo só tivesse visto a opinião do Coisa ruim.Falta informação para leigos.

  • Acho impressionante como o assunto “Cultura” tão ABANDONADO pelo estado no Brasil sucita tantos comentários !!
    Não é porque é o Caetano(claro que ajuda) mas se tirarmos o personalismo dos comentários do Caetano veremos que estamos falando de financiamento de “Cultura”.
    A Cultura esta “entidade” quase religiosa, como diz o Eduardo, desempenha um papel CENTRAL no desenvolvimento de qualquer sociedade.
    Acho que muitos podem acreditar nesta afirmação, sendo de senso comum, no melhor dos sentidos, portanto não devo estar molestando a inteligência de ninguém assumindo este pressuposto no comentário.Assim sendo:
    1- Independente do jornalismo de esgoto ou do estrelismo esperto, a ‘sustentabilidade’ de atividades culturais é latente em qualquer sociedade, em qualquer sistema político e vai ser definida por eles.
    2- Como Cultura participa de forma onipresente nas relações sociais, sempre será um veículo político com o uso permanente e espelhará a sociedade através deste uso.
    3- CulturA, como a Dinâmica social é um fato e o desenvolvimento no uso da ‘liguagem’ – esta que poderiamos chamar de ‘Tijolo” fundamental da Cultura – acompanha esta dinâmica, a gasolina que mantém este “motor” da Cultura em funcionamento pode vir fantasiada de diversas formas.
    Como o desempenho da cultura é “globalizante” por natureza. Mesmo local ele sempre adquire o significado Humano, o “software” da humanidade, para traçar um paralelo impreciso, mas da moda; ela é (auto)corrosiva por natureza e tem uma natureza adaptativa ‘quase’ Darwiniana.
    4- Diante disto, acredito que no atual contexto no Brasil e no mundo vivemos uma queda de braço titânica entre antigas formas de ‘sustentabilidade” da cultura e a perplexidade diante de uma nuvem de inovações tecnológicas que deu liberdade- mais pura e caótica possível- para a expressão cultural e colocando questões óbvias em um paradoxo de sobrevivência. É como se para descobrir o que está além do pricipício ao chegar lá, está se correndo o risco de cair nele sem ter dado tempo para a construção asas “confiáveis” para encarar o desafio que está posto.
    5- Gosto de pensar que existe público e financiamento para toda espécie de atividade cultural. Quero dizer que quem vai desafogar as máguas ou a libido num “megashow” de samba não tem a mesma propensão a curtir música de camara, embora no fringir dos ovos uma e outra podem interagir positivamente numa cabeça criativa, mas tem características de sobrevivência diversas e demandam respostas diversas para sobreviverem caso a sociedade decida que deva fazê-lo.
    6- A liberdate conquistada dificilmente volta ao estágio anterior como querem alguns.
    A lei rouarnet, precisa de transparência.
    A imprensa, inclusive os Blogs, precisam saber que a eleição acabou, que não é bipartidária e que o estado precisa se organizar dentro da complexidade que este assunto exige e nós cidadãos não podemos para de dar pitacos e participar do debate intensamente, não para tirar o dinheiro da cultura…mas para viabilizá-la e como muita coisa do governo de coalizão do PT para mais gente do que só aqueles que tem apoio da grande mídia ou tem sobrenome consagrado. Transparência e democracia direta ! E é absolutamente necessário reconhecer-se que na Cultura também existe o universo das minorias que, tal qual o ecosistema, funcionam como um incomensurável tesouro de idéias, uma espécie de reserva criativa que toda a humanidade pode se beneficiar.

  • Existem muitas coisas erradas que não consigo entender.
    Para obterem votos todos fazem acordos e os “artistas” se aproveitam.
    Seria chantagem?
    Por que a maite proensa continua a receber mais de R$ 15.000,00 de pensão porque é filha de um funcionário público já falecido?
    A quem um blog desses artistas faria falta?
    Por que um trabalhador tem que ganhar R$ 545,00 e dar graças aos políticos que apoiaram o governo ?
    O que você faz com R$ 545,00
    Enquanto isso os “aproveitadores” se dão bem e hipocritamente conseguem benefícios.

  • Ah, relaxe quanto a ter uma opinião parecida com a de Reinaldo Azevedo. Regra de lógica: num bom raciocínio, se as premissas verdadeiras, então a conclusão não pode ser falsa, mas não o reverso; ou seja, se você fez uma conta direito, então vai dar um bom resultado, mas num mau raciocínio o resultado pode sair certo por sorte.

    O jeito de Reinaldo Azevedo “fazer conta” você já sabe qual é: pegar um suposto ato ruim de uma pessoa, um uma pessoa ruim de uma ou, de preferência, umaspecto ruim de um governo para concluir que essa pessoa é uma idiota, consequentemente todas as pessoas da classe dela são e que o governo federal é o pior do mundo. Ele tem um monte de leitor burro e adora uma generalização apressada. (Aos maus debatedores quase sempre só resta um conselho: Introdução à lógica, de Irving Copi, capítulo sobre falácias.)

    Aí, fica fácil ver quais são os propósitos dele pra criticar: escolhe Caetano, que só faz meter os pés pelas mão pra caricaturar todos os intelectuais – levando Chico Buarque de lambuja -, dizer que o governo é idiota, todo tipo de pessoa que apóia o governo é idiota e, consequentemente (!!) ele, em sua cruzada antigovernista, é um Gênio.

  • Não estou por dentro do fato concreto a que você se refere neste post! Se puder esclarecê-lo no futuro seria ótimo! Pelo que percebi trata-se da lei Rouanet, e, também baseando-me na percepção que tive dentro da pequena quantidade de informações que possuo sobre esse espisódio específico(embora conheça bem o sitema da Lei Rouanet)afirmo que concordo com sua visão : Caetano, Bethânia ou qualquer outro artista famoso usar dinheiro público(sem contar “Noblatzinho Júnior” – esse deveria, seguindo o papai, captar dinheiro com os Marinhos ou com os EUA)é um absurdo, uma exploração, principalmente se pensarmos que existem milhões de artistas(tão bons ou até melhores que os irmaozinhos baianos)que vivem na penúria. Basta olharmos, para compreendermos melhor o quadro, o maravilhoso projeto dos pontos de cultura; iniciado no Governo Lula e continuado por Dilma; o qual transforma em “organizações” culturais inúmeros locais, existentes em todo o Brasil, onde já se produzia cultura popular de qualidade altíssima, que em nada deixa a desejar aos “irmaozinhos tucano-baianos”. Só para citar um exemplo : Em Pernambuco(ESTADO QUE MELHOR REPRESENTA O BRASIL, JÁ QUE AQUI ENCONTRAMOS TODOS OS ELEMENTOS QUE FORMARAM O PAÍS : O BRANCO, O NEGRO, O ÍNDIO, OS ÁRABES, OS JUDEUS, OS ORIENTAIS, TODAS AS ETNIAS QUE APORTARAM NESTE PAÍS, SUA PARTICIPAÇÃO NA VIDA SOCIAL E SUAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS PODEM SER VISTAS EM MEU ESTADO); pois bem, aqui podemos encontrar inúmeros pontos de cultura, entre eles o “Maracatu Estrela Brilhante” que, antes do projeto, vivia na penúria, enquanto via o dinheiro do povo a que também pertence ser entregue a “players” empresariais como os irmaozinhos baianos. Apesar disso, ainda existem inúmeros artistas populares na miséria em todo o país. Portanto, antes de pensar em usar dinheiro público para quem já tem recursos em excesso, devemos usá-lo para estimular todas as formas de expressão que reflitam a riqueza cultural de nosso país.

  • Eduardo, a teta no Brasil é tão grande e generosa que criou a cultura da dependência. Quem precisa se acostuma até depois de não precisar, e quem não precisa coloca suas fichas na possibilidade futura de precisar e assim vai se levando, se desculpando, sem pudor, sem senso critico, sem controle para não gerar o vicio. A maior parte, com poucas excessões, acabam se tornando eternos bezerros mamões da vaca publica. É um fenomeno nacional, os bem dotados da dialéctica tornam-se os carentes da cultura da ética.

  • Os projeto culturais deveriam apoiar os artistas independentes, ajuda-los a alavancar suas carreiras e não sustentar os mimos daqueles que já tem todo o sistema midiático e indústria fonométrica ao seu lado.
    Artistas consagrados como Chico Buarque e Caetano Veloso vira e mexe gravam novos cds, dvds, documentários, produzem espetáculos e etc, subsidiados pelo Governo Federal. E o para o povo encontra mais essa porta fechada. A Ministério da Cultura está serviços de quem? De todos que não é.

    Excelente texto Eduardo!!

  • Cultura…….cultura……para poucos não? Não estou interessada em blog de poesia de fulana. Querem me condenar? Pois me condenem, acho que a Bahia tem seu valor, mas convenhamos tem muito lixo circulando por aí, particularmente não gosto, acho que temos artistas bem melhores por aí e não são valorizados.

    Porque não pegar este benefício e distribuir cultura ao povo brasileiro menos favorecido? Nas escolas, onde muitas não tem nem livros didáticos. Acho um absurdo, uma deslealdade …….Oque na verdade significa todo esse benefício? troca de favores, leva o dinheiro e em troca erga minha bandeira. Como tudo no Brasil ou no ser humano, esperteza o lema.

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