A república dos canalhas

Opinião do blog

Mais um degrau foi galgado na escalada de canalhice que começou no fim do ano passado com aquela garota do interior de São Paulo que pregou o assassinato de nordestinos pelo Twitter, passando pelo crime impune de racismo cometido pelo deputado Jair Bolsonaro e que acaba de desembocar na apologia ao estupro pelo integrante do programa CQC Rafinha Bastos.

O “humorista” do programa da TV Bandeirantes faz piadas com estupro, aborto, doenças e deficiência física. Acaba de dizer que toda mulher que reclama de estupro é “feia” e deveria “agradecer” a violência. Segundo os adeptos desse tipo de “humor”, este não pode ser feito sem mau gosto, sem desumanidade e insensibilidade. A “graça” estaria em pisotear os que já foram pisoteados pela vida.

Esse homem, em reportagem do jornal The New York Times, foi considerado a pessoa mais influente do mundo no Twitter. Mas o que isso quer dizer? O que é ser influente nessa rede social que cada vez mais vai abrigando toda sorte de horrores? Significa ser “retuitado”, ou seja, as pessoas que lêem esse tipo de “pensamento” passam para frente, em efeito multiplicador.

Bastos é influente no Twitter porque tem cerca de DOIS MILHÕES de seguidores na rede social e eles não só compram as aberrações que diz, mas as difundem. Ele os influencia, portanto. Ou seja: faz com que essas pessoas, sobretudo jovens, emulem seu comportamento e suas idéias doentias. E o sucesso que vem fazendo só o estimula a ir cada vez mais longe.

Parece bastante razoável, portanto, dizer que a sociedade brasileira – e, sobretudo, nossos jovens – está moralmente doente. Uma geração em que há tantas pessoas frias, cínicas, empedernidas é a que irá governar o Brasil do futuro. Uma geração diferente de todas as que a terão precedido, capaz de rir das desgraças alheias e de pregar atos criminosos como afogar ou estuprar pessoas.

Como sempre, os adeptos dessa “ideologia” virão dizer que seu ícone não disse o que disse, ou buscarão desculpas para alguém que difunde (com inegável sucesso) um tipo de comportamento que, entre as mentes mais fracas, acabará incentivando a que passem da retórica à ação…

Como não é crime desejar, pregar, incentivar o desprezo pelos valores humanos mais essenciais, e como as autoridades de todos os níveis e instâncias parecem não dar a menor bola para o assunto, essa onda amorfa e repugnante só tende a crescer.

Caberia uma campanha publicitária de iniciativa do Estado exaltando valores humanistas e condenando esse tipo de mentalidade. Contudo, devido à sua crescente popularização a classe política demonstra claramente que não pretende se indispor com contingentes tão amplos de cidadãos. Enquanto isso, a onda vai crescendo.

Está se formando uma geração de bestas-feras, insensíveis, truculentas, perversas, que, um dia, terá poder sobre as vidas de todos os brasileiros. E não há autoridade que faça a menor menção de se opor a esse horror por conta dos interesses mesquinhos e da covardia da classe política. Espero não viver o suficiente para ver esse Brasil que está sendo gestado.

259 comments

  • Eu também acho preocupante esse comportamento. Esse mesmo sujeito há dois anos fez piada com o suicídio da atriz Leila Lopes em seu twitter. É o humor-canalha que está tomando do mundo. Parece que o “sucesso” subiu à cabeça do moço.

  • E logo eu que achava ele uma das poucas coisas boas daquele programa. Agora, parece-me que não sobrou mais nenhum, ou pode ter sobrado a Monica Iozzi. Enfim… já dei RT em muitos de seus comentários, e estes não me pareciam agressivos. Os que considero agressivos, eu simplesmente ignoro. Mas vejo que ultimamante ele tomou um rumo diferente e faz comentários, em sua maioria, desagradáveis. Triste. Eu até o acho engraçado quando ele comenta no CQC. Bom… já segui muitos integrantes do CQC e ele foi o único que sobrou da minha lista. Se continuar assim, ele vai me perder (porém, isso não importa já que ele nem sabe qum eu sou e não liga caso uma ou duas pessoas o parem de seguir).

    Outro que gostava e que não sigo nem vejo mais seus vídeos é o Felipe Neto. De tento ele querer falar sobre política sem entender (chamava Dilma de terrorista discaradamante no Twitter), ele provocou a ira do Pablo Villaça – que é um crítico de cinema que eu admiro muito – e se deu mal, já que não sustentava seus argumentos e provou ser um aborrecente que usa a internet para ficar falando o óbvio.

    No mais, é isso. Abraço a todos.

  • Eduardo, quem é Rafinha Bastos, nunca assisti essa bosta de programa que, como diria o Cazuza, “já veio malhado antes de nascer”. Portanto, esses caras são meros babacas a esplanar suas babaquices com audiência em 0,0001% do IBOPE. Quando eles falam em 10% de audiência, estão se referindo a São Paulo e a quantidade de aparelhos ligados (usam aquele tal de “shere” [é assim que se escreve?] não fazem pesquisa com seres humanos de verdade) na região, esquecem o resto do país ou mesmo o número presumido de aparelhos existentens em Sampa ( isso é o que se passa para o grande público [eu incluso], não posso dizer com certeza que é assim).

  • Existe uma teoria do Nelson Rodrigues que define bem esse pessoal,Edu.Chama-se “A revolução dos idiotas”.Segundo Nelson,antes eles se recolhiam à insignificância.Hoje em dia,conscientes da superioridade numérica,desejam fazer a revolução.

    Aqui está o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=pELtOSUgh7A

    “Durante 40 mil anos, o pateta sabia-se pateta e como tal se comportava. Os melhores pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Mas em nosso tempo, e só em nosso tempo, os idiotas descobrem que estão em maior número. E, então, investido da onipotência numérica, quer derrubar tudo. Diz o bom dr. Alceu que o grande acontecimento do século [XX] foi a Revolução Russa. Errou. Houve e continua uma outra muito maior, sim, muito mais profunda: – a Revolução dos Idiotas.(Nelson Rodrigues – O Reacionário, p. 100)

    • Pelo jeito, o Mais Preparado, o De Nascença, o Bolinha de Papel, este também quis pegar uma carona nesta Revolução dos Idiotas, associando-se a esta juventude que cresce como aquele que seria o mentor e motor das mudanças.

      Quem diria, Nelson Rodrigues influenciando o Almirante do Tietê, Uncle King e outros tantos; ha, ha, ha,…

  • O Casseta e Planeta foi um dos que usou e abusou da fórmula “sacanear os outros é engraçado”. E muitos aplaudiram. Depois vem as ridículas pegadinhas dos programas Gugu, Faustão. E continuaram permitindo e se divertindo. Mais tarde aparece o funk (Furacão 2000, etc), crianças na TV fazendo a dança da garrafa. Muitos achavam engraçadinho. Seguindo a sujeira, surgem Panico na TV, Big Brother, CQC e por aí vai. E nada fizeram. Os jovens riem, fazem goza’~oes pesadas, sacaneiam os outrose at.e se sacaneima, num frenesi absolutamente insano.
    Então, anos depois o Brasil colhe os resultados: massacres como o de Realengo, porradaria nos estádios de futebol, brigas brutais entre gangues, violencia contra minorias e por aí vai.

  • O Benvindo Siqueira falou sobre isso na fala dele, lembra? Ele não citou nomes, mas creio que a carapuça cabe direitinho nesse tal Rafinha. É como disse o Emir Sader, ganhamos as eleições, mas não a luta ideológica. E essa se trava cada fêz mais na internet. Por isso a importância de vocês, blogueiros progressistas, ou outro nome que se queira dar. Falar nisso, que tal “blogueiros cidadãos”?

  • Sou do tempo em que o HUMOR tinha como componente a CRIATIVIDADE. Hoje estão confundido humor com grosseria e apelando para o “abaixo o politicamente correto” para justificar esses espetáculos sem graça e deprimentes.

    E preocupa verificar que esse tipo de “humor” – não apenas por parte do Rafinha Bastos, embora ele seja um dos mais famosos – vem fazendo sucesso e, pior, fazendo escola. No twitter já encontramos várias manifestações de “humor” bastante duvidosas de gente que se diz “comediante” ou “humorista”. É como se a única forma de se chamar a atenção e conquistar a “fama” – no twitter expressa pelo número de seguidores e RT´s que se recebe – é apelando para esse modelo.

    Pensei outro dia se essa turma que idolatra Rafinha Bastos conseguiria compreender um Stanislaw Ponte Preta, um Millor, Arthur Azevedo, Veríssimo…

  • Gente,

    Este CQC é direita braba. O CQC-mor, o Marcelo Tas foi MC da Campanha do Serra. Precisa falar mais?!

    Eles ficam fazendo estas gracinhas agressivas, com os parlamentares (não que ache eles santinhos), mas o interesse destes caras é muito mais embaixo. Eles querem mesmo é demonizar o Congresso, para que a população desaprecie da democracia. Tem um plano por trás dessas gracinhas agressivas que fazem. E o que acho incrível é que estão amparados numa estação de TV, que é uma concessão pública. Fazem, premeditadamente, uma apologia a DITADURA. Devem fazer parte dos profissionais da uma certa mídia que acha que o Brasil teve uma DITABRANDA. Enfim…uns calhordas.

  • Eduardo, a elite, tanto daqui como em qualquer outro país, têm seus Rafinhas Bastos, seus Jair Bolsonaros, suas Globos, suas Vejas. Essa elite dificilmente mudará sua forma de pensar pois é “abastecida” diariamente pelo PIG! Aposto que os 2 milhoes de seguidores desse Rafinha Bastos são os mesmos que leem a Veja, os mesmos que acharam o governo Lula péssimo, os mesmos que comemoraram a morte de Bin Laden….

  • Nunca vi esse programa e nem pretendo!

    Stand-up? Estou fora! Daqui a pouco esses caras vão matar um peru para comemorar o dia de ação de graças, vão obrigar meus filhos a comemorar o Halloween, vão querer que eu me borre de medo do Osama, vão querer construir um muro entre o Brasil e a Bolívia, vão me processar por assédio sexual, vão transmitir a NFL ao vivo em horário nobre na Globo, vão querer arrumar uma guerra com a Venezuela.

    Espetáculos de Stand-up? Nunca fui e não pretendo ir nunca. Todos esses malas vieram desses tipo de espetáculo. Só vou assistir esses malas quando eu tiver saco de ver um musical da Brodoway ou terminar de assistir o “Todo mundo em pânico 1”.

    “Monica Iozzi”?? Nunca ouvi falar e pretendo não conhecê-la.

  • Só uma pequena correção ao seu texto (primoroso e certeiro como sempre), Eduardo: Rafinha Bostas, digo, Bastos tem um programa próprio chamado “A Liga”. Sabe como é: excremento costuma surgir em estado pastoso e, quando manipulado, faz liga. Não que o CQC não esteja no nível, ou seja, abaixo da escala.

    É preocupante o que os nossos jovens lêem como forma de “diversão”. Sim, o que antes era as discussões futebolísticas, as últimas da novela (quando tinha qualidade) e outras coisas do mundo jovem se reduziram às discussões em torno do que essas “coisas” vomitam no twitter.

    Com a ascensão da classe C, creio que o grande desafio do governo na verdade é saber como colocar a semente do pensamento crítico em pessoas que, por muito tempo, eram guiadas pela chamada “grande mídia”. Até porque teve muita gente que votou na Dilma que, por íncrivel que possa parecer, assiste o Jornal Nacional regularmente. E acredita nele quase que piamente.

    Abraços

  • Se souber de uma piada dele em relação ao fato de estarem colocando fogo em moradores de rua em sampa quase que diariamente, acho ele e dou uma cusparada em sua cara.
    Se ele pode perder a noção, tbm posso perder a minha.

  • É a cultura da perversidade explícita. Cultura esta que fundamenta o sarcasmo e o comportamento vil como exercício de superioridade intelectual. Pelo que me lembro, teve início e proliferou pela mídia com a “lei de Gerson” (“afinal, tem de se dar bem em tudo”). Uma idéia que acabou por se legitimar ao término da novela “Vale tudo”, em que as personagens vis não somente “se dão bem” ao fim da história, como demonstram sentir uma satisfação superior àquela sentida pelas personagens que espelhavam o reflexo ético. É muito desagradável acompanhar o inconsciente coletivo brasileiro e mundial (sim, isso é o mundo, não é apenas Brasil) seguindo adiante na reprodução inconsequentemente; em que o afastamento cínico do bem-estar coletivo é justificável pelo volume de vantagens pessoais. É ruim, ainda, verificar que, cada vez mais, pessoas que fizeram e fazem parte de nossas vidas, em vez de crescerem com idéias voltadas à ética e à coletividade, se ofendem em sua pequenez humana, ao verem diante de si idéias que não ecoam suas mentes egoístas. Pior de tudo, é mesurar o tamanho do próprio espírito e, como matéria e produto, não se enxergar melhor daquilo que se vê fora de si. É preciso muita coragem para subir degrau para além do mundo das aparenicas, e dar um salto real para o desenvolvimento do que falta na Terra : amor para além de si mesmo.

  • É simplesmente repugnante! Infelizmente eles têm mesmo uma influência muito grande, principalmente entre os adolescentes e jovens adultos, pq como disse o Rafael Castilhos em seu post, o programa se “traveste de anárquico” e isto gera identificação direto…muitas vezes tenho que interromper aulas para questioná-los sobre as ” verdades absolutas” ditas por aqueles “humoristas”. É duro!

  • Esse rapaz deveria repensar. É jovem e ainda pode mudar o rumo das coisas. Ele pode fazer sucesso sem isso, não precisa disso para vencer na vida.

  • Este programa nunca me enganou. Quando o CQC estreou, vi que o Marcelo Tas comandava e desliguei a TV na mesma hora. Não merece meu respeito alguém que ofende o Lula durante 8 anos, mas lança um livro sobre ele para ganhar dinheiro. É muito oportunismo.

  • Por isso que o Brasil, embora crescendo no cenário econômico e de libertação aos ditames internacionais, patina e cai, ou regride, no aspecto social. São legiões de jovens descerebrados e que veem no hedonismo, mesmo que este humilhe pessoas como nós, seu único caminho a ser alcançado.
    Os jovens brasileiros estão doentes. São viciados em drogas de toda rodem. A mídia e as autoridades públicas tem responsabilidade direta nesse desvirtuamento. Deixaram a “bangu” os valores morais e sociais.
    Um exemplo é a publicidade de bebidas alcoólicas. Ao final de cada encitamento à ingestão de álcool, apenas o “se dirigir não beba”, mas nada sobre o jovem não beber ou os danos que causam as bebidas consumida desde muito cedo na vida. Daí para as drogas ilícitas são milímetros de distância.
    Essa é liberdade dos democratóides. Liberdade que humilha, vicia e mata.

  • Olhando bem a foto acima dá para traçar o perfil psicológico do cara. Trata-se de um facistóide metido a besta. Filhinho de papai que acha que ter supre o vazio do ser, com complexo de superioridade, que por acreditar-se mais inteligente que a média pensa que pode prescindir da civilidade. Afinal, burros são os que não conseguem assimilar seu humor “refinado”. Um perfeito idiota da objetividade. Eu é que não vou dar ibope para esse lixo.

  • tua opinião é tua..

    Apenas venho aqui pra MAIS uma vez dizer que NÃO vi, e ninguém me convenceu, não vi nada nas palavras do Bolssonaro que pudéssemos afirmar taxativamente que ele é, ou que cometeu deliberadamente crime de racismo ..(aliás, só por ser contra as COTAS RACISTAS, o cara já demonstrou ser o contrário)

    Acho que tb é devido a estes excessos de vitimização, de choramingos sem sentido, de por qq motivo alguns chamarem pela mamãe ou pelo sindicato, acho que é desta fraqueza britânica que muitos dos outros encontram forças pra se subverter.

    ..sinceramente, muitos dos exageros dos tais “politicamente corretos”, de tão sem anexo (ou pela falta de senso prático e de justiça, às vezes de ciência mesmo) , já me deram no saco tb

    • É a suprema cara de pau: as leia de cotas raciais são leis “racistas”
      O bom pra gente como vc deveria ser no tempo da escravidão quando o negro que saísse da linha e enchesse o saco era só mandar pro tronco.

      Não é a toa que vc não vê nada demais no que esses caras falam, vc é igualzinho a eles.

      Acha que pode tripudiar sobre qualquer um baseado na sua “Liberdade expressão”.

      VC certamente (com esse nome italiano) deve ser branco e de boa condição social. NUNCA sofreu preconceito na vida.

      Vc era daqueles que sentavam no fundão na sala de aula e infernizavam a vida dos negros, tímidos e quatro-olhos que existiam na sala de aula.

      Parabéns para vc.

      • SIM ..a lei é racista, pede a uns e esquece de outros IGUAIS tb, pobres de outros matizes

        ..é tipo como alguns fizeram aqui antes de 1888, quando uns foram esquecidos em idos tempos

        ..em outras palavras, contemporaneamente, é um dilema tropical meio que comparado ao dos judeus que hoje cometem os mesmos pecados que um dia fizeram com eles, contra os palestinos, quero dizer

        ..pior, uma fórmula falha importada dos EUA, aonde vivos pagam por pecados de VIVOS, a inocentes VIVOS

        tem cunho eugenista, revisor, um que se faz de vítima, simplifica a vida e escolhe dum algoz, um que pede reparo de inocente vivo (a pobre bco por ex que paga IMPOSTO regressivo tb) por pecado de morto, portanto, muito parecido com a filosofia NAZISTA também

        nosso problema não é racial, mas fruto das escolhas sócio-econômicas que estão, lentamente, sejam corrigidas

        SIM ..já sofri preconceito (tipo como o seu, daí pra pior) ..NÃO, não era da turma do fundo

        Não tb, não acho que somos um país racista, eu NÃO sou, e não conheço NINGUÉM que tenha sido proibido de estudar por ser negro, mas por ser POBRE, isso sim

        Sou a favor das COTAS SOCIAIS, uma que reservaria as vagas em universidades públicas pra alunos carentes – 90% negros – (num primeiro estágio pra quem viesse de escola publica que é um LIXO) ..tudo com ajuda de custo e com direito a cursinho pra se reciclar ..a reserva seria feita de acordo com a procura pelos vestibulandos, ano a ano, curso a curso, aluno de escola publica competiria com o mesmo grupo de “iguais” ..tudo LIMPO ..um modelo auto-regulável, sem preconceito nem corporativismo, muito menos de achismos traduzidos em populismo barato e demagogo

        ..a minha porposta seria capaz de colocar 90% de pobres – de maioria negra – num curso de medicina, tipo uma USP (desde que quisessem) ..e eu não vejo nenhuma outra cota que seja capaz disso, que tenha coragem de propor isso ..aliás no RIO tem cota pra filho de policial morto, esquecendo-se de filhos de bandido, ou de vítimas mortas ..é o fim do mundo esta escolha de amigos, não acha?

        mais ainda, desconfio muito do modelo transitório que já vai ficando definitivo, um que mantém escola privada subsidiada e cheia (via PROUNI) e as federais desertas

        E não, eu não defendo e nem apoio o comportamento deste medíocre humorista ..só que tb acho que ninguém é santo, e a vida é feita pra ser vivida por gente grande, sem hipocrisia ..e tb acho que não devemos dar muita trela a poetas que vivem, tal qual criancinhas, chorando a todo momento por qq motivo

        Vamos a LUTA cumpadi, vc tb pode !!

          • quer um lenço também?

            e sobre propostas, tens? ..sobre cotas por exemplo, acha que o que esta aí é melhor do que eu proponho? ..sabe fazer calculo?

            tem alguma ideia ou vc só entra com a ofensa, com a torcida e o aplauso?

            ..francamente, reflita e releia o que escrevi pra depois proferir adjetivos que vc sequer conseguiria, com argumentos e equilibro, sustentar

          • Argumentar como com alguém que diz que uma política para minimizar os efeitos do racismo é “racista” e que diz que não há racismo no Brasil? Você, burro, não é. Então é canalha. Simples assim.

        • Tbm sou a favor das cotas sociais. Concordo que, *por ser a única cota existente*, ao usar o critério da raça, as cotas se tornam injustas com quem está na mesma situação dos negros, mas não o são.

          Acredito que as duas cotas são necessárias, por motivos diferentes: uma, para reduzir a desigualdade social através da igualdade de oportunidade de estudar, a outra para reduzir a desigualdade racial, que ainda existe, ao contrário do que imaginas.

          Mas não concordo que a oposição a essas cotas faça do Boçalnaro um “defensor da igualdade racial”. Ele é contra TODAS as cotas, ele nega a sua necessidade e sua justiça, genericamente, por princípio. Ele pode não ser um racista explícito (tbm não vi racismo no que ele disse à Preta Gil, mas homofobia), mas é um preconceituoso.

          Ele defende a discriminação por princípio, por a achar justa. Ele acha que homossexuais, pobres, “comunistas”, etc são, respectivamente, “anormais”, “merecedores de pobreza” e “criminosos” que devem ser desprezados e discriminados, quando não tratados como criminosos.

  • E usam uma concessão pública para esse tipo de coisa, é demais.
    Como sempre digo, gostem ou não, tudo que for público é necessário que seja “regulamentado” pela sociedade e esta tem por obrigação, usando seu “poder de polícia”, fazer a fiscalização.
    Não existe “autoregulação”, isso é conversa pra boi dormir.
    http://www.tijolaco.com/na-china-multi-fala-em-aumento-e-leva-multa/
    Acessem ao link acima e vejam como um Governo preocupado com sua economia age.

    • Este seu discurso poderia ser transportado para 1968 quando da implementação do AI-5, sem tirar nem por. Só muda o “bem intencionado” da época.

      • VC não deve ter nem noção do que vc está falando.
        Vc nem deve saber o que foi o AI-5 e o que ele permitiu que acontecesse nesse país.
        VC certamente não sabe que por comentários ou “Piadas” MUITO menos imbecis do que esse moleque fez, na França (aquela “ditadura”) recentemente teve um tipo desses que se explicar e na comissão de comunicações públicas e pedir desculpas públicas, além de levar uma bela multa no bolso.


  • E há tempos
    Nem os santos têm ao certo
    A medida da maldade
    E há tempos são os jovens
    Que adoecem

    Percebi o “talento” desse rapaz para morbidez na ocasião da morte da Leila Lopes quando ele se divertiu no twitter debochando da desgraça daquela mulher. Justo ele que também trabalha no veículo propenso a conceder fama efêmera (ainda mais em função da falta de criatividade).

    No Encontro de Blogueiros Progressistas do Rio de Janeiro, na mesa virtual em que estavam Beto Mafra, José de Abreu e Benvindo Siqueira, este último deu uma aula sobre o que é fazer o verdadeiro humor.

    Isso que esse moço Rafael Bastos faz não é humor, é escrotidão.
    Humor tem limite. O limite do humor é a graça. E não a escrotidão.

    Para quem quer aprender a fazer humor, deixo aqui uma dica, na verdade uma primeira aula:

    “Achaste mel? Come o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar”.
    Provérbios; 25, v16.

    Que saudade do Ronald Golias.

    “Espero não viver o suficiente para ver esse Brasil que está sendo gestado.”

    É o que exatamente está me segurando para não me tornar Pai. É preocupante trazer ao mundo uma pessoa para ser formada nesse Brasil de jovens prematuramente estragados. Não estou pronto para competir com esse mundo. Meu receio é que eu perca.


    Há tempos tive um sonho
    Não me lembro, não me lembro…

    Tua tristeza é tão exata
    E hoje o dia é tão bonito
    Já estamos acostumados
    A não termos mais nem isso…

    Os sonhos vêm e os sonhos vão
    E o resto é imperfeito…

    Dissestes que se tua voz
    Tivesse força igual
    À imensa dor que sentes
    Teu grito acordaria
    Não só a tua casa
    Mas a vizinhança inteira…

    E há tempos
    Nem os santos têm ao certo
    A medida da maldade
    E há tempos são os jovens
    Que adoecem
    E há tempos
    O encanto está ausente
    E há ferrugem nos sorrisos
    Só o acaso estende os braços
    A quem procura
    Abrigo e proteção…

    Meu amor!
    Disciplina é liberdade
    Compaixão é fortaleza
    Ter bondade é ter coragem (Ela disse)
    Lá em casa tem um poço
    Mas a água é muito limpa…

    Há Tempos – Legião Urbana

  • Pelo nível intelectual,de educação e alienação dos jovens e adolescentes da atualidade não é de se estranhar que esse cara tenha 2 milhões de seguidores no twitter. Na verdade essa porcaria de CQC é muito pior que o finado, ainda bem, Casseta e Planeta.

  • Edu, nunca dei audiência para esse programa. Desde que o vi pela primeira vez o achei fascista. E os seus apresentadores são (tais quais os cassetas) serviçais da direita, movidos por um pseudoanarquismo bem ao gosto dos exploradores da “mãe gentil”.
    É lamentável a influência dessa canalhada sobre milhões de jovens carentes de uma boa causa para dedicarem suas vidas.
    Deus tenha misericórdia de nós!!!

  • Canalha! Safado! Marginal! Verme! Pilantra! Diante de tamanho absurdo, queria saber se esse lixo pensaria o mesmo se fôssem a mãe, a irmã ou a mulher dele as vítimas de um ato tão cruel e desumano, quanto o propagandeado por esse cocô Rafinha Bastos! Já havia criticado o “programa” CQC aqui, quando da sua postagem sobre a a defesa que o outro verme que comanda aquela porcaria, Marcelo Tas, fez sobre a homossexualidade de sua filha, embora nem mesmo nesse episódio “largou” a bandeira reacionária do “programa”, já que paralelamente à defesa da filha, Tas e a garota defenderam que o monstro Jair Bolsonaro não fôsse punido pelos horrores que prega. Por isso, coloquei no texto que, a despeito de elogiar a defesa que Tas fez da filha, mantinha minha postura de deprezá-lo, como também a seu “programa”, e ao tipo de “humor” realizado pelos barões da comunicação, e por seus lacaios de plantão, um humor reacionário, violento, conservador, careta, fascista e retrógrado, destinado a atacar os oprimidos e reverenciar os poderes estabelecidos, humor praticado há muitos anos(o que eram, por exemplo, programas do passado como “Os Trapalhões” e “Chico Anysio Show”, os quais, destinavam-se a satirizar os negros, os homossexuais, e outros grupos oprimidos, ao mesmo tempo em que um trupe de coadjuvantes brancos exaltavam o tipo socialmente eleito pelos conservadores como o “ideal”, além de todo um padrão comportamental estabelecido como normal). Pois bem, o tempo, como também a perda de poder político das forças conservadores, só serviram para piorar essas características nazi-fascistas do “humor” praticado pela classe dominante e por seus jagunços de plantão(se compararmos as barbaridades, e/ou até mesmo a aparência careta – comediante de gravata é dose! – dos “comediantes” do CQC, ou dos globais “Os Cara-de-Pau” e “Zorra Total” com os humoristas conservadores do passado, os fascistas de outrora nos parecerão aprendizes da truculência que os “especialistas” atuais destilam); “características” que conseguem deformar completamente os verdadeiros sentido e objetivo do humor, o qual teve sua origem na contestação do establishment, no ataque aos opressores e na defesa dos oprimidos(observem o verdadeiro humor, praticado por mestres como o Barão de Itararé, Chaplin ou Machdo de Assis)e é transmutado por esses vermes em mais uma das tantas armas dos dominadores, e de sua estrutura midiática, destinadas a defender a opressão, a violência e o ódio. É por esse motivo que jamais veremos os vermes do CQC atacarem o Judiciário, os militares(com seus ritos e roupas patéticos); os latifundiários, o Capitalismo ou os barões da comunicação. Revelar a verdadeira faceta desse bando de lacaios canalhas é nossa obrigação(e de forma mais imediata puní-los pelos crimes que cometem : VOCÊ ESTÁ ENGANADO, ESTUPRO É CRIME E DEFENDÊ-LO É APOLOGIA AO CRIME, PREVISTA NO CÓDIGO PENAL, POR ISSO SUGIRO AO CIDADANIA QUE ARTICULE-SE COM OUTROS SETORES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA PARA ENVIAR UMA REPRESENTAÇÃO AO MP, EXIGINDO A PUNIÇÃO DE BASTOS, DO EDITOR DO PROGRAMA E DA EMISSORA, A QUAL ESTÁ PREVISTA NAS ESFERAS CIVIL E CRIMINAL). Denunciando-os ajudaremos a conscientizar os brasileiros sobre o perigo que representam(ainda acredito na existência de uma maioria de pessoas boas na geração desse verme, que por sinal, é a minha. Seu número de “seguidores” no Twitter não quer dizer nada : O que são 2 milhões de idiotas diante de 190 milhões de brasileiros. Até entre os que usam a web, o twitter é acessado apenas por uma minoria). Assim tenho certeza que ao escancararmos as barbaridades desse canalha, a maioria de bons lutará para que pague pelo que fez.

  • Caro Eduardo, a vida é curta. Portanto não dá para ficar perdendo tempo assistindo a porcarias como o programa que esse indivíduo participa. Para não dizer que não ví e não gostei, fui ver o rograma após ficar sabendo de sua existência e não gostei. Os “comentários” são apenas palhaçadas muito sem graça e sem imaginação, feitos entre uma “reportagem” e outra. Estas por sua vez seguem invariavelmente a fórmula de constranger pessoas em frente às câmeras, para ridicularizá-las, sob ameaça de satanização da mesma na TV, caso a vítima se recuse a ser seviciado moralmente diante das câmeras.

    Já ví no youtube, sob indicação de amigos, ocasião onde eles foram “aprontar” no lançamento de um “livro” do Reinaldo Azevedo, com o Serra e a corja toda. Impressionante como as “provocações” (se é que pode-se camar assim) foram muito diferentes daquelas que eles fazem com pessoas ligadas à esquerda. Falavam quase pedindo desculpas pelo incômodo e já levantando a bola para uma “saída honrosa” de cada pergunta por parte dos “entrevistados” (só faltou chamarem o Serra de patrão).

    Para mim é o suficiente. Mediocridade e uso politiqueiro (de direita) e absoluta falta de graça. Não assisto e pronto.

    Também para conhecer, fui ver as mensagens desse tal de Rafael Bastos no Twiter e achei serem abenas aquilo que os latino americanos de fala espanhola chamam de “tonterias”. Se ele é o mais influente no mundo com essas tonterias, é porque tem muita gente fazendo papel de tonto (e nesse caso não é o companheiro do Zorro).

    Por que essa gente medíocre ganha tanta notoriedade? Por absoluta falta de qualidade daquilo que é apresentado nos meios de comunicação em massa. Como diz um amigo meu, a falta de noção é tanta que se alguém derrubar uma bandeja, um monte de gente sai dançando por achar que é algum ritmo musical novo.

  • Acho que você não percebeu Edu , mas você está chamando todos que não te agradam de doentes.
    Acho que ainda não te apresentaram a Liberdade de Expressão.

    Obs: O Rafinha Bastos é um imbecil.
    Será que se acontecesse um estrupo com algum familiar dele esse comentário seria feito?

  • Abominável o comportamento desse tal Rafinha! Felizmente não vejo o programa mas urge se faça algo nos moldes em que vc propõe. A propósito, se vc ainda não viu , existe um filme alemão passado no Rio há cerca de dois anos chamado “A Onda”, que tem tudo a ver: recomendo vivamente. Abraços.

  • CQC? Bandairantes? Rafael Bastos (ou B…stas?) Isso tudo se resume num único anglicismo monossilábico: TRASH! Não perco tempo com isso.

    • Fábio, às vezes vejo aquele programa que passa na hora do almoço sobre esporte, mas apenas quando perde o corinthias, não pela derrota em sim, mas só para ver o tremendo chororo do Neto e outros, pois a tal da Renata Fan apresentando é qualquer coisa de deixar para lá de algum lugar perdido na selva de Saturno!!

  • O estilo adotado pelo CQC e sua troupe, RB com seu Na Liga e o showzinho Stand up apelativo por si só, mais um tempo, vai cair no lugar comum e sumir gradativamente de nosas vistas.

    O Casseta também conseguiu muita visibilidade, o elenco tinha fâs e simplesmente acabou sem deixar saudades.

    É a órdem da vida que segue. Quem usa de expedientes apelativos para a fama logo cai no ostracismo e engorda as estatísticas dos esquecidos, sem oportunidades, desesperados e depressivos .

    Ainda bem.

  • Pois é. A MTV foi “fuzilada” dias atrás ( e com toda razão), porque fez piada sobre autistas. A reação imediata e notas e notas de repúdio à emissora apareceram aos borbotões, que obrigou a emissora a divulgar nota de desagravo quase imediatamente. Nese caso a sociedade civil foi competente o suficiente pra colocar a emissora contra a parede. A emissora se comprometeu a se engajar e divulgar ações em prol dos autistas. Errou,mas foi legal por parte da emissora reconhecer o erro e tentar com ações práticas corrigí-lo.

    Será que esse Rafinha Bastos terá humildade suficiente pra reconhecer que errou??? Duvido muito. Esse pessoal do CQC, incluindo o TAS e o Danilo Gentili se acham a última bolacha do pacote. Vão inventar boas desculpas, mas custo acreditar que reconhecerá que errou. Espero estar errado sobre isso.

  • Você está vendo o resultado da cultura do “tudo para mim e que se danem os outros”, Eduardo. O que acha que aconteceria quando o sujeito comum é bombardeado o tempo todo que ele têm que ser um “superexecutivo” de multinacional para se considerar bem sucedido, e que se não for um então é um “loser”? E com o importante detalhe de que ele pode fazer o que quiser para chegar “lá”, mesmo que isso signifique pisar encima dos outros, mentir, roubar e até matar?

    Junte aí a tendência natural do ser humano para a selvageria (se não fosse a educação, todo mundo acharia normal eliminar os “concorrentes” por fêmeas e recursos) e temos uma bomba só esperando o momento de explodir. E dado que só uma mera voz no oceano e não tenho como fazer as pessas se respeitarem mesmo que na marra, então espero também não estar vivo quando essa bomba explodir.

  • Concordo com o articulista quanto ao humor de mau gosto. Mas discordo em atacar apenas o humorista. A coisa é bem mais complicada que isso. Se Rafinha Bastos é retuitado várias vezes com seu humor negro é porque a sociedade se deleita com o sofrimento alheio. Ou seja, ainda somos os mesmos do tempo da Roma Antiga. É preciso investir em educação e reformular nossa ética. Precisamos de novos brasileiro.

  • Para mim, fica evidente que o brasileiro não é “bonzinho” como a mídia gosta de retratar. Não temos empatia e senso de coletividade como fingimos ter. O grande mérito do CQC (se é que existe) é de deflagrar a hipocrisia nacional.

  • Não se deram bem imitando o Pânico na TV, e se transformaram no que existe de pior, tudo para buscar audiência. Difícil irem longe, apenas captam a atenção de alguns cabeças vazias, e mesmo estes acabam se dando conta do valor dos discriminados por conviverem com eles como todos fazem.

  • Isso me fez lembrar imediatamente do que o Bemvindo Sequeira falou no Encontro de Blogueiros Progressistas do Rio sobre o fato de que no humor deve haver, sim, limites. É muito claro que o que essa turma faz passa longe do humor (e muito menos de jornalismo, como o pessoal desse programa diz). Eles, na verdade, utilizam a visibilidade que possuem para destilar todo o tipo de ódio e preconceito que possuem. Além disso, são inoportunos, ofensivos e não respeitam o direito à privacidade das outras pessoas, tanto é que vez em quando vão parar na delegacia por envolver-se em algum tipo de consusão, fato que parecem achar muito engraçado. O meu espanto é que esses sujeitos infuenciam milhares de pessoas, não apenas via internet, mas por meio de seu tosco programa. Claro que em algum momento ele vai entrar em decadência, como ocorreu com o tal do Pânico na TV (que era o mesmo estilo,), mas e daí? Daqui a pouco outros o substituirão. Algo está errado mesmo com a nossa sociedade, que legitima um lixo como esse. Na minha opinião, só uma educação que estimule as pessoas a pensarem de forma crítica pode mudar essa realidade…

  • Todos esses programas e pessoas que disseminam preconceitos e violências nasceram na MÍDIA, notadamente na TELEVISÃO, e a partir dai, penetraram nos espaços sociais e institucionais. Portanto, não nasceu na escola como algumas pessoas sugerem. A escola, tanto quanto outras espaços apenas se torna permeável a determinados comportamentos, diga-se de passagem difícil de combater. Eu diria até, que na escola, é uma das poucas instituições que faz o contrapeso em relação a essa violência midiática. Inúmeros conflitos entre adolescentes, brigas de gangas de classe média, nasceram na internete, nas redes sociais, e se materializaram em brigas dentre do espaço escolar. Vi isso acontecer inúmeras vezes. Conflitos entre adolescentes que explodiam de repente no espaço escolar. Quando o conflito era pacificado e identificado, verificou-se que sua origem era a internete e as mídia em geral. Outro fator que comumente gera brigas de jovens nas escolas são as baladas do final de semana. Esses jovens arranjam encrencas nas baladas e vão resolver essas diferenças na escola. A escola tem suas mazelas próprias, mas essas me perdoem outros comentaristas, é injusto atribuir a essa instituição. As famílias, os meios de comunicação, as entidades, as associações, os partidos, o próprio ministério público, as vezes são “distraídos” em relação a certas ondas, e quando os efeitos dessas ondas se torna ameaçador, as pessoas gostam de jogar a responsabilidade nos ombros dos professores.

  • Logo de cara já via que esse programa seria uma tragédia para o Brasil, travestido de modernidade, recheado de palavras fáceis, cheio de símbolos e ataques infames, mostrava logo no seu 1º programa, para que serviria, para quem serviria e como seria seu “modus operandis”, quando soube que Marcelo Tas, uma espécie de Marcelo Madureira (Casseta & Planeta), estaria liderando o “Progrom da Band”, não tive dúvidas, nunca mais assiti ao mesmo!
    É um programa de viés político ideológico definido (direita radical), de mau gosto explícito e de orientação clara, o de estimular, principalmente dos adolecentes e jovens, ideias conservadoras e sentimentos violentos!

    Quem não se lembra de Marcelo Tas em 2009:
    “O humorista da Band, perdeu a compostura no twitter. Em seu microblog, o apresentador do programa CQC descarregou sua raiva contra os milhões de brasileiros que apoiam a candidatura de Dilma a presidência da República, chamando-os, de maneira pejorativa, de “pessoalzinho que apoia Dilma”. Marcelo Tas irritou-se após receber críticas de internautas pelas mensagens postadas contra Dilma no seu twitter, adjetivando-a de “fujona”, por ela ter preferido participar de um grande comício em Minas Gerais, Estado com o 2º maior eleitorado do país, ao invés de comparecer a um debate realizado quase a meia-noite pela TV Gazeta, que segundo o Ibope, teve a média de apenas 0,7 pontos de audiência.”

    Esta clara a razão da existência do CQC, é um instrumento da mídia partidarizada, que utiliza a mesma estratégia da campanha de José Serra em 2010, obscurantismo e ódio, assim como Danilo Gentili e os blogueiros do PIG, fazem parte do arsenal dessa mídia…

    Ao meu ver o CQC terá o mesmo fim do Casseta & Planeta, pois esse tipo de “progrom” não se sustenta por muito tempo, e o fim do DEM, irá agilizar esse processo…

    Por enquanto a única alternativa é mudar de canal…

  • Tava indo bem ate aqui “iniciativa do Estado exaltando valores humanistas”, como se o estado fosse melhor que a sociedade, as guerras e conflitos não foram e são pormovidas por estados?
    O estado não é o mesmo que deixa pessoas presas sem nenhuma condição humana, e poderia enumerar inumeros casos de “desumanidades” do estado exemplo é que não falta.
    Quem tem obrigação de ensinar valores humanitários é a familia não o estado, mas isso não faz parte da ideologia esquerdista.
    Eu creio que sua critica se baseia na ação critica do programa contra o governo atual, se o atual governo fosse outro talvez vc fosse apoiador do programa.

    • Sr Aliança Liberal, o Estado não é e nunca será melhor que a sociedade, mas pelo jeito você prefere que seu deus “Mercado” tome conta (kkkkkkkkk!) dos pobres e necessitados do Brasil!
      Sem um Estado que direcione os rumos de um país, como seu deus “Mercado” faria isso? O que me diz da crise do modelo neoliberal de seu deus “Mercado” em 2008 e 2009?

      Você acredita mesmo, que a sociedade sozinha e seu deus “Mercado”, iriam propor programas sociais de inclusão dos mais pobres no Brasil?

      Me diz o que fizeram estes, sociedade e Mercado nos 39 anos subsequentes ao golpe de 64, quando estiveram no poder os militares e neoliberais (PSDB/DEM), a não ser concentração de renda, usurpação dos direitos humanos e desesperança para a maioria da população brasileira, tudo em nome do Mercado?

      E como o Estado não tem obrigação em suas escolas de ensinar valores fundamentais para o ser humano, como respeito ao próximo e direitos humanos por exemplo? De onde você tirou isso?

      E por fim, quem promoveu a maior inclusão das massas da classe D e E, para a classe média C? Que governo fez isso (Lula), isso tudo registrado por orgãos internacionais?

      É Aliança Liberal, seu discurso é idêntico ao do CQC, você só não baixa o nível aqui porque não dá, pois se pudesse usaria as mesmas palavras de Danilos Gentilis, Rafinhas Bastos e Marcelos Tas da vida…lamentável…

    • Não existe essa entidade impessoal chamada “Estado”, assim como não existe a entidade impessoal chamada “mercado” – que vc com,o bom “liberal” deve IDOLATRAR.

      O que existem são pessoas que representam grupos de interesses muito bem definidos.

      Um Estado terrorista que se acha no direito de invadir qualquer país do mundo e depor governos ou matar qualquer pessoa, não faz isso impessoalmente, mas sim porque quem está no poder de fato naquele país é um grupo de direita aliado à indústria de armas e guerra. Por isso que tanto faz que esteja o Branco caipira bufão do Bush, ou o negro, sofisticado educado em Harvard (e com Prêmio Nobel da Paz e tudo) do Obama.

      O “mercado” quando faz terror econômico através dos jornais pelo aumento de juros aqui no Brasil quer só mais dinheiro no bolso dos “liberais” que querem que o Estado acabe, menos no “apoio” à “livre iniciativa” – como vimos os bancos nos Estados Unidos que torraram bilhões do governo dos EUA.

      Valores humanistas se ensinam sim, na escola também.
      Valores humanistas se ensinam combatendo barbáries de alguém dizer à guisa de piada que “só mulher feia” reclama de estupro.

      O governo “impessoal” da ditabranda aumentou a já indecente concentração de renda nesse país por duas décadas e meia, o governo “impessoal” do Lula retirou trinta milhões da pobreza e 28 milhões subiram de classe social em oito anos.

      Não há governo impessoal, há governo que governa SÓ pros ricos e governo que ao menos tenta equilibrar um pouco as coisas.

    • “poderia enumerar inúmeros casos de “desumanidades” do estado exemplo é que não falta.”

      Realmente, na America do Sul não faltam exemplos. Todos, sem exceção, ditaduras militares de direita, que derrubaram governos legítimos para defender a iniciativa privada, ou seja o “mercado”, contra a “ameaça” esquerdista.
      Esses liberais aliados acham que não temos memória, eu einh?

      • Livre mercado

        Uma coisa que talvez vcs não entendam é que não existe livre mercado desregulado, quem controla o livre mercado é a própria sociedade ou por meio do seu consumo consciente ou pela opinião publica.
        E com que base a sociedade regula o mercado através de sua cultura, da sua moralidade, dos seus costumes.
        Se vc abrir uma loja vendendo biquínis em um país onde isso fira a moralidade, digamos o Irã, vc vai a falência, aqui no Brasil deixamos este controle nas mãos do estado crendo que ele seja formados por pessoas virtuosas e não vão se deixar corromper, sabemos que na prática o que ocorre e a privatização do estado que passa a servir estas empresas mediante “contribuição”, o que elas desejam é empréstimo subsidia pelo BNDES e dificuldades para a formação da concorrência.

        Neoliberalismo

        Para os liberais o termo pejorativo “neoliberal” não existe como conceito liberal, ele pelo que a esquerda declara é a política econômica baseada no consenso de Washington, que em resumo e uma reforma do estado interventor apenas isso.

        A crise de 2008 é a falência do keyneseanismo, e isso não tem nada haver com libertarismo.

        • Eu sinceramente não acho que o Estado deva fabricar biquini, cara. Acho que está de bom tamanho o Estado garantir saúde e educação de qualidade e GRATUÍTA para a população. Está absolutamente provado que os serviços exenciais não podem ser privados por que a lógica do lucro caga e anda para o direito do cidadão. Fui claro?
          E o último parágrafo eu não devo ter lido aquilo, só pode ser ilusão ótica, tal a bizarrice da afirmação

  • Duas coisas.
    1ª esse cara é judeu.
    2ª essa é a geração pós contituinte de 1988, que só deu direitos e nenhum dever, tenho 54 anos e a muito tempo perdi a esperança nos jovens.

    • A etnia ou a crença do sujeito nada tem que ver com o peixe, por óbvio. A menção a ser judeu não tem razão de ser. É bom deixar claro que esse tipo de comentário é, além de tudo, ilegal. Sei que você não teve a intenção, mas isso é racismo. Cuidado.

  • É Edu, por caminhos e motivos diferentes, parece que se encaminha o surgimento de um exército de jovens fascistas, no Brasil e nos EUA, uma Neojuventude Hitlerista.

    Lá, incentivada pelos falcões, vingativa e hedonista, disposta a matar só para se regojizar com o poder do Império, como vimos nas ruas de Washington e de Nova York, depois da morte de bin Laden (reparou, por exemplo, na idade da maioria das pessoas que comemoravam? Pessoas que, à época dos ataques de 11 de setembro, eram crianças ou adolescentes).

    Aqui, incentivada por uma direita raivosa, rancorosa e agustiada com as transformações econômicas, a diminuição da desigualdade e a superação do “complexo de vira-lata”, responsáveis pela perda de privilégios de uma elite pequena e preconceituosa, nesses mais de 8 anos de governo petista.

    E a xenofobia européia? Como atua na cabeça de jovens bretões, franceses, espanhóis, alemães etc?

    Realmente não sei. Mas começo a temer pelo futuro deste planeta.

  • O tal Rafinha Bastos deferia aprender a fazer humor de verdade com o Roberto Freire, assim:

    “Lula é ruim de palestra e a história será severa com seu governo.”
    @freire_roberto

      • De esquerda é o PSOL, PSTU, PCR, PCB, PCO com os “milhões” de votos que receberam da massa reviolucionária operária e camponesa e que elegeram centenas de deputados, senadores, prefeitos, vereadores e governadores. Esses é que são os verdadeiros partidos do povo (só falta o povo saber disso).

      • não são, não.
        Mas chegaram lá.
        O einstein, ser de esquerda não é carimbo, nem status, nem objetivo supremo de nada.
        É um estado de espirito, que se externaliza em varios objetivos e ideais, e, dentro do marco democratico,
        é capaz de realizar uma ação politica transformadora. Por ex. Luiz Inacio Lula da silva e seu trabalho de
        30 anos, especialmente os ultimos oito anos.
        Eu seu que é duro voce engolir isso. Mas com quiabo e leite condensado vai.

    • E a piada do Marco Maciel ser conselheiro da CET??? E ainda receber R$ 12.000,00 por esse “serviço”. Viva a Kassabolandia, Serra Bolinha de Papel esses sim Grandes homens da nação.

  • Bom dia!
    Parabenizo pelo artigo e manifesto minha discordância.
    Em minha avaliação as frases “Uma geração em que há tantas pessoas frias, cínicas, empedernidas é a que irá governar o Brasil do futuro. Uma geração diferente de todas as que a terão precedido, capaz de rir das desgraças alheias e de pregar atos criminosos como afogar ou estuprar pessoas.” não correspondem à realidade.
    A escravidão, as grandes guerras, a ditadura militar dentre outros feitos da humanidade não são obra da geração desse moço. Tampouco foram deliberações tomadas pelas juventudes daqueles momentos.
    BJ!

  • Caro Eduardo,

    Ontem ele voltou a soltar uma piada sem graça, brincando com o sentimento das pessoas que são órfãos de mãe. Lamentável Embora ainda tenha minha mãe, senti-me atingido por ser órfão de pai, que não é uma escolha nossa, mas da vida.

    Ele talvez seja órfão de mãe e use essa maneira para esconder seus sentimentos, mas que guarde para aqueles que conseguem conviver com ele, pois se os que os cercam pensam como ele, que vivam felizes, mas deixem os sentimentos do demais livres desses absurdos.

  • Muito bom o post Edu. Você devia colocar aquele envelopinho do e-mail entre os ícones. Não entrei ainda na era do twitter e das redes sociais. Além de escrever carta, só sei mandar e-mail.

  • Pois é Edu.

    Essa revolução de idiotas se chama Geração Y. Mimados e superestimados, esta geração foi depositada a responsabilidade mudar o mundo.

    Porém esqueceram de um detalhe: se de um lado deram afagos e bens materiais, do outro faltou-lhes base moral, cultura coletiva, politização e respeito ao próximo. Resultado, uma geração ególatra, individualista, ultra competitivacompletamente despolitizada, mais preocupada com o seus bens materiais (vide o tumblr classe média sofre) do que com o próximo e o bem coletivo.

    O CQC é o espelho dessa geração.

    Engraçado é que existem defensores extremos deste programa, que agridem verbalmente qualquer um que ouse criticar esta atração medíocre

    • Já repararam na quantidade de anunciantes deste CQC? Muito estranho, em se tratando de um programa com 3% a 4% de audiência. Já reparam que as críticas são sempre dirigiidas ao presidente Lula, à presidenta Dilma e aos apoiadores do governo? Nada se fala sobre Serra ou Kassab, por exemplo. E, quando falam, são piadinhas respeitosas, com o devido espaço para direito de resposta.

      Cadê o Ministério Público para investigar quem está por trás desta arapuca????????
      LEY DE MEDIOS JÁ!!!!!

    • Assistia os primeiros programas desse CQC, até que fui percebendo que esse CQC produzia muitas “reportagens humorísticas” só contra petistas, que o seu palavreado começava a ter muita coisa de racismo contra homossexuais nas falas dos integrantes do CQC. Até que o CQC tomou posição a favor de José Serra através de seu humor tendencioso e denúncias “supra-partidárias” que envolvia um só partido: o PT.

      Já faz tempo que não assisto essa procaria, de baixo nível chamado CQC.

  • Edu, desculpe o local inapropriado, mas qual é seu endereço de e-mail? Eu queria te pedir um apoio importante via mail, para divulgação de um abaixo-assinado. Tenho certeza que você será solidário com a causa. Pra onde mando mail te explicando do que se trata?
    Abraço!

  • Sinceramente, não concordo com o tom do seu discurso. Menos ainda, com as piadinhas do Rafinha Bastos.
    Que os comentários foram de total mal gosto, não há nem o que se discutir, mas acho que dizer que ele cria um exército de desmiolados, que incentiva o menosprezo pelas pessoas, também é demais. A falta de valores e respeito já vem de casa, não vai ser criada pelo Rafinha Bastos ou quem quer que seja. O problema com a falta de sensibilidade das pessoas é bem anterior a isso.

    • Concordo com você. Pessoas que tiveram valores firmes e bem consolidados no berço, até poderão ouvir os rafinhas da vida, mas não se deixarão levar à ação propriamente dita. É como reportagem da Record que, por 10 minutos, tratou de relacionar os jogos eletrônicos violentos ao caso de Realengo. Um total absurdo, ainda que conte com opiniões de “especialistas”. Afinal de contas, na história humana sempre houve os “monstros’, criaturas com ações tão bárbaras que não são admitidos como “humanos”. Assim, responsabilizar os games é simplesmente uma resposta simplista para algo mais complexo.

      No mesmo sentido, acreditar que um Rafinha da vida é responsável ou mesmo colaborador de uma geração dita perdida é extrapolar a possível superinfluência deste no twitter. Aliás, apesar de muitas vezes encontrar-me em estado de desanimo e descrença com o mundo, realmente não acredito que esta geração seja assim tão absurda.

      A geração jovem dos anos 60/70 é superestimada, em minha opinião. Havia, claro, muitos idealizadores e verdadeiros guerreiros, que entregaram sua vida em nome de um ideal. Mas aqueles jovens eram mesmo o retrato de sua época ou uma anomalia? Penso que, em verdade, eram minoria, porquanto a maioria estava sentada em seus sofás, acompanhando os famosos folhetins globais daquele período.

      Portanto, penso que haja energumenos, jovens disprovidos de humanidade, mas ainda acredito numa maioria boa, de valores. E graças a pais como você parece ser, que transmite aos seus as crenças no bem (independente de credo religioso).

  • O programa do CQC tem feito muito sucesso. Eu estava assistindo com uma certa frequência, mas tem uns dois programas que não vejo, prefiro o Bem Amigos, futebol, blalabla e música.
    Percebi esse tom meio racista, sacana e muito “julgamento”, crítica seca sem um aprofundamento em busca de solução. Criticar governos, políticos, detonar o sistema é fácil, difícil é querer participar, fazer parte, se sentir cidadão e tentar melhorar o país. Sou Professor de Ensino Fundamental, falar mal é a coisa mais fácil. Ser jornalista também é uma beleza, é só descer o pau e pronto.Rafinha Bastos, Marco Luque, Danilo Gentile e Rafael Cortes são tudo sacana. Bons são Felipe Andreoli e Monica, são debochados sem desrespeitar o outro, fazem o humor razoável.
    Está muito difícil acreditar em Instituições e principalmente na Imprensa.
    Leio esse blog com frquência, na realidade, mais seus favoritos e estou tentando selecionar bem e ter opinião o mais justo possível, mas não é fácil. Sonhar.

  • Mesmo que seja indicada a educação como possibilidade de solução, resta a pergunta: quem vai educar o educador? Se for lembrado o dever educacional da família, vem a pergunta: que família, a que janta à luz da tv ligada?

    • Isso quando janta junto, Paulo.

      O sistema econômico, com as falsas necessidades criadas a todo momento, está, conscientemente ou não, destruindo as famílias abaixo da classe A.

      O que se vê é correria para trabalhar, estudar, empregados fazendo cursos durante suas férias para manter o emprego, crianças jogadas em creches, hipnotizadas em frente uma televisão de péssimo conteúdo ou de um computador com games enaltecendo violência.

      Como já acontece na Matriz, aqui surgirão mais Suzannes, Nardonis e Realengos.

      Débeis mentais bem sucedidos, como esse tal Rafinha, contribuem para isso, também conscientemente ou não.

      É preocupante, Eduardo Guimarães, concordo.

  • Bom dia, Eduardo,

    Então. Vou ter que discordar de TUDO que você disse nesse post.
    Não acredito que os adjetivos que você utilizou para descrever os adeptos do humor-negro sejam cabíveis.
    Primeiro porque é da natureza do próprio humor ter um alvo. Se não são algumas minorias mais “delicadas” (como deficientes, comunidade LGBTS, negros etc), são com alguns alvos mais tradicionais – eu diria até “banais” – como lusitanos, loiras, políticos, entre outras categorias, dentre todas que se pode imaginar. A questão principal é sempre o contexto em que o humor é utilizado, a procura, e a capacidade de discernimento do espectador.
    Rafinha Bastos é conhecidíssimo humorista e todos que o conhecem sabem de que tipo de humor ele costuma tratar – pelo menos mais recentemente. Se você vê graça nisso, se diverte com isso, tudo bem! Isso não vai te tornar um monstro, uma “besta-fera, truculenta, fascista ou “. Você sabe que é uma brincadeira, ácida, mas ainda assim uma brincadeira.
    Agora, se você começa a adotar como princípio e leva a sério brincadeiras (ou mesmo que não as sejam, que sejam opiniões) com temas polêmicos – as falas de Rafinha sobre estupro, por exemplo -, isso não necessariamente implica o humorista ser alguém desprezível, e sim que você é um imbecil que não tem capacidade de discernir humor do mundo real.
    É lógico que pessoas assim existem, e nelas está o maior problema de uma figura carismática como Rafinha Bastos disseminar o humor negro. Mas pessoas assim, tortas de idéias, às vezes até de caráter, são assim independente de existir um humorista como vetor. As idéias absurdas poluirão a mente dessas pessoas de alguma forma, mais cedo ou mais tarde, pois elas são criticamente frágeis e isso não se altera! Se você sabe que o conteúdo das palavras de fulano ou sicrano não te agradam, você deve, simplesmente, não procurar por isso! E, se de alguma forma chega até você, tens que ter a capacidade pra julgar o contexto em que tal conteúdo é exibido para saber o quão legal, ou até mesmo moral, aquilo é.
    Sou apreciador de humor negro, sou um dos milhões de seguidores do Rafinha Bastos no twitter e, nem por isso, dou abraço em estupradores, saio procurando como dar aperto de mão em pessoas com braços amputados ou cometo insensibilidades diante de qualquer minoria mais frágil. Sei bem o que é errado, independente das coisas que me divertem.
    Nossa condição de ser humano já nos torna moralmente duvidosos e é essa a graça do mundo. Se tudo tivesse que funcionar da maneira como projetado pela natureza, não teríamos atingido o grau de desenvolvimento que atingimos nem o alcançado o aparato tecnológico com o qual hoje contamos. Se cada indivíduo tivesse que ser moralmente perfeito, o que nos diferenciaria? E qual o propósito de um universo sem conflitos de qualquer natureza?
    Costumo concordar com muito do que você escreve, Edu. Mas, dessa vez, você escolheu o alvo errado. Se não és apreciador do tipo de humor de que o Rafinha Bastos se utiliza, ignore. Se existem ignorantes que levam como lema algumas das piadas dele, isso ocorreria independentemente da figura do Rafinha, pois pessoas assim não possuem capacidade de discernir entre o que é humor e o que é comportamento perante a sociedade.

    • Isso até que você seja atingido pessoalmente. Deve ter irmã, mãe, noiva, namorada, filha, sei lá… No dia em que sofrerem uma violência e forem alvo de piadas, aí você concordará comigo

      • Quem consegue rir não é atingido na pele.

        Será que você, Ramon, é deficiente, sofreu algum tipo de abuso sexual ou é nordestino?

        Duvido muitooooooooo.

        Porque só quem sabe a dor de ser ridicularizado por ser ou por passar por algo triste é quem vive.

        Sei muito bem diferenciar humor de comportamentos reais. Mas tenho sensibilidade pra entender que certas condições não são engraçadas posto que dolorosas para quem as vive.

        Sou nordestina e já fui vítima de diversas piadas sem graça. Preconceito difundido da forma mais estúpida. Como diria Gabriel, o pensador:

        Cresça e se esclareça

        “Crioulo quando não caga na entrada caga na saída;
        e preto parado é suspeito, preto correndo é ladrão.”

        Você acha graça dessas piadinhas?
        Bem, de qualque forma, você está, como todos nós, precisando ler isto aqui:

        Não podemos ser esse povo desnorteado e desvinculado de suas raízes tão ricas, comandado e manipulado por outras nações cujas riquezas se concentram quase que só mesmo nos bens materiais. É do primeiro mundo que importamos tudo aquilo que deveríamos estar constituindo por nós mesmos, de acordo com o nosso próprio passado histórico e cultural. É deste primeiro mundo que importamos até os problemas e as fraquezas ideológicas e intelectuais que tanto o perturbam. Um bom exemplo desse lixo que se transporta de fora para dentro do Brasil é o racismo (desde os tempos de Brasil-colônia).

        Este racismo que, perversa e sorrateiramente, vai crescendo na nossa sociedade – ou que, no mínimo, vai se mantendo presente, sem dar demonstração de decréscimo – graças a um sistema viciado que o suporta através dos meios de comunicação altamente estrangeirizados, das piadas e anedotas tão comuns sobre o assunto, e até mesmo, e principalmente, graças ao seu caráter falsamente inofensivo, que faz com que este preconceito seja transmitido de pai para filho naturalmente no dia-a-dia, sem a menor preocupação.

        Num país onde a união da população mostra-se totalmente necessária, esse tipo de discriminação só prejudica a todos e não beneficia ninguém, sendo ainda agravado pela constante crise social. Mesmo aqueles que possuem melhores condições financeiras, e que por isso poderiam ser caracterizados por uma maior capacidade de esclarecimento e um privilégio cultural e intelectual, por incrível que pareça, demonstram estar bem mais próximos da irracionalidade e da debilidade no que diz respeito ao posicionamento nessa questão tão importante. Absurdamente, essas pessoas das classes mais favorecidas são, no nível pessoal, os principais elementos sustentadores e difusores do racismo na nossa sociedade, assim como são os que mais facilmente se entregam às imposições culturais, ideológicas, estéticas e comportamentais vindas do primeiro mundo – fragilidade que pode ser comprovada pela adesão freqüente a variados tipos de modismos.

        Não há um exemplo a ser seguido no mundo de hoje. Sendo assim, é preciso criarmos a nossa própria estrutura se objetivamos uma sobrevivência digna na atual conjuntura.

        Não será com essa fraqueza encoleirada e importando todo o lixo que podemos que definiremos uma trajetória de OrDeM E PrOgReSsO, pois para isso, antes de mais nada, é preciso vestirmos uma bandeira e nos assumirmos como o povo de um país singular do terceiro mundo, e não como robôs ou fantoches do chamado ‘mundo desenvolvido’.

        E para começar, vamos acabar com atrocidades como o racismo, eliminando qualquer tipo de preconceito racial, regional ou social (coisas das quais devemos nos envergonhar) e parando com as piadinhas que perpetuam essas idéias absurdas contaminando os ouvidos de nossos filhos.

        Vamos ressuscitar a BRASILIDADE no coração e na mente de cada um de nós.

        VAMOS MATAR ESSAS IDÉIAS ANTES QUE ELAS MESMAS NOS MATEM.
        GABRIEL CONTINO
        ou GaBrIeL o PeNsAdOr,
        Rio, 03 de maio de 1992.

        • Exatamente. Os que difundem essas idéias não são importantes, são meros dutos – e dutos, como se sabem conduzem o esgoto, sendo apenas um canal de vazão. Há que tratar aquilo que o esgoto atinge, os corações e mentes da maioria

        • Concordo contigo, Manoela!
          Eu consigo rir porque ainda não fui atingido na pele. Se algum dia for (espero não ser), deixarei de achar graça, logicamente! Mas não vou crucificar humorista X ou Y por causa de uma minoria de fãs/seguidores que não sabem entender aquilo como humor, apenas. Apenas deixarei de acompanhá-lo, pois seu humor passará a atingir um território meu que é delicado!
          Apenas isso.
          Tem que ter maturidade para não se procurar a ofensa, também.
          E ofender-se ou entreter-se com aquilo que é dito depende muito mais do ouvinte do que do propagador!

          • Ramon, espero que consiga entender que não pode achar que porque VOCÊ não se deixa contaminar, os outros milhões de pessoas não se deixarão. Deve ser um bom rapaz, mas por seguir um energúmeno desses você, de alguma forma, já foi contaminado. Quer que ninguém se oponha a ele, o que só lhe dá mais força. É preocupante sobretudo porque você, pela foto, parece jovem.

          • Claro, Edu, entendo seu ponto!
            Na verdade meu objetivo não era exatamente defender o Rafinha Bastos especificamente, mas o papel de humorista, seja seu humor de qualidade duvidosa ou não, por acreditar que os formadores de opinião mais preocupantes não serem estes. Da equipe que apresenta o CQC, por exemplo, apesar da dose exagerada de humor negro do próprio Rafinha Bastos, acho ele o apresentador menos nocivo do programa – quase inofensivo, perto dos desprezíveis Danilo Gentilli e Marcelo Tas.
            Sim, muitos jovens com idade próxima à minha (em torno dos 23 anos) se deixam influenciar pelas piadas transmitidas por eles. Mas o que quero dizer é que, mesmo que não existissem Rafinha Bastos, Marcelo Tas, Danilo Gentilli, por uma questão de conduta, de formação familiar/social/educacional, essas pessoas acabariam por procurar uma fonte de opiniões equivalentes. Isso é o que tange a parte de homens como Rafinha Bastos serem, de certa forma, “formadores de opinião”. Para mim, alguém que forma uma opinião a partir deles é tolo o suficiente para formar a mesma opinião a partir de quem quer que seja, pois não sabe escolher as fontes certas para embasar-se.

            Sobre a questão da qualidade do humor característico de humoristas como o Rafinha Bastos, não acho que apreciar isso torne alguém menos humano. Eu, por exemplo, que aprecio humor negro, não me considero um mau caráter, ou besta-fera por apreciá-lo. Agora, se eu, por azar, tiver algum dos traumas atacados por este humorista e continuar achando graça das piadas, aí sim, pode me colocar a camisa de força. Mas, insisto, é principalmente uma questão de discernimento.

          • Ramon, você está caindo num erro lógico bastante curioso.

            Primeiro você diz que, caso seja alvo do “humor” (entre aspas), “”ácido”” (aspas duplas) do tal sujeito, aí sim vai se incomodar. Depois diz que é tudo questão de discernimento. Bem, segundo sua primeira afirmação não tem nada que ver com discernimento, mas com egoísmo. “Só me importarei com isso quando sentí-lo na pele”. Não é preciso muito esforço para mostrar que esse tipo de raciocínio não levaria uma sociedade muito longe.

            Seu argumento de que as pessoas buscariam outro no lugar desse rapaz para dar vazão às suas opiniões é bastante questionável. Isso não é argumento, pois no limite sua lógica sugere que nada pode ser mudado, que se não houvesse Bolsonaro seria necessário criar um. Bem, isso não é a questão. A questão é porque eles existem, e porque podem vir a surgir outros. São processos sociais, culturais, históricos, e a menos que você siga alguma doutrina determinista da história humana, vai concordar comigo que tais processos são passíveis de mudança. Certo? Portanto, não dar espaço ou aumentar os protestos e repúdio contra o “humor ácido”, como você chama, é uma maneira de combatê-lo.

            Eu gosto de humor negro. O Henfil sabia fazer humor negro. E não tem nada, nada a ver com essa exploração do “politicamente incorreto” que está virando moda nos últimos tempos. Trata-se de uma visão absolutamente leviana e apolítica dos nossos tempos, porque parte de uma inversão de uma ignorância gritante. Fazer piadas sobre negros é fácil. Difícil é fazer piada da burguesia, da classe média branca, do tradicionalismo da família brasileira, como fazia Nelson Rodrigues. Aquilo sim era humor ácido, porque esse humor sempre teve como motivação a crítica ao status quo. Não tem nada menos dominante, hegemônico ou estabelecido no poder do que o respeito pelas minorias: é preciso uma miopia histórica verdadeiramente monstruosa para dar conta de inverter esse cenário, como se estivéssemos vivendo hoje uma “ditadura do politicamente correto”. É essa inversão que está na base do humor “politicamente incorreto”, que entre muitas outras coisas reflete o quanto as escolas tem formado pessoas absolutamente incapazes de ter uma visão crítica da realidade.

            Acho os exageros do Edu nesse post interessantes, basicamente, no ponto em que geram polêmica e debate nos comentários. Aliás, os comentários aqui não caíram no Hitler nem no nazismo, tampouco em ofensas pessoais. Coisa rara na internet. Estão todos de parabéns!

            Voltando à vaca fria, acho importante a gente não achar que humor negro seja coisa para mentes sofisticadas. Se você gosta desse humor, o problema é seu. Se eu não gosto, o problema é meu. Se alguém se sentir ofendido e processar o menino, o problema é dele. E sou inteiramente a favor do sujeito ser processado pelo que disser, pois a liberdade de expressão não coloca nem deve colocar ninguém acima da lei.

          • Ramon entendi perfeitamente teu ponto de vista! E creio, como mãe, que precisamos educar, criar e fortalecer jovens como vc…É disso que nosso mundo precisa, seres que pensem, que analisem, que saibam separar o que é bom ou não para si…
            Não importa se vc está totalmente certo (certeza e verdades sempre dependerão de pontos de vista), o que importa é que tu pensas, é que tu tenta acertar, é que tu sabes separar o teu melhor, do melhor de todos.
            A idade te dará o equilíbrio…
            Rafinha é o mínimo em nosso mundo tão cheio de incoerências, somos seres humanos, estamos aqui aprendendo sempre, e não aprenderíamos se não tivéssemos oportunidades para tal…
            Hoje mais do que nunca, não podemos fechar os olhos, precisamos estar atentos; e, para podermos separar , escolher, saber, precisamos aprender, ver, conhecer, e, infelizmente, isso passa necessariamente pela consciência de que existem Rafinhas…
            Isso não quer dizer que devemos nos aquietar e deixar as coisas acontecerem, aceitar tudo como está aí,
            isso só quer dizer que está mais do que na hora de colocarmos nossas cabeças para pensar neh meu querido?
            Um grande beijo com amor a todos deste blog que eu curto em silêncio rsrs
            Fátima

          • Não é uma questão de discernimento, porque será que falta de respeito com o próximo é admitida em rede nacional???

            Da forma como você fala, Ramon, você isenta qualquer propagador nos meios de comunicação já que discernimento cabe sempre ao ouvinte. Dessa forma eu me pergunto até o que você faz nesse blog, ja que quem está aqui tem alguma noção do que “propagadores” já foram capazes de fazer, como foram capazes de manipular nossa história através da “falta de discernimento” dos ouvintes.

            É muito perigoso ver como inocente piadas maldosas e formadores de opinião.

          • Tá explicado: Consegue rir por que ainda não foi atingido na pele. Ou seja, pra que se preocupar com as pessoas que de fato são atingidas, não é isso?

            Creio que seja justamente a falta de noção básica de alteridade, de pertencimento e solidariedade que está faltando nessa geração, é sobre isso que o Eduardo está falando.

          • Existe uma coisa que se chama ética e responsabilidade ,com isto vem a empatia(se colocar no lugar do outro ) o que não tem acontecido com este humor desqualificado e rasteiro.Não há como procurar a ofensa ,ela está escancarada.

      • Não concordarei. Só é provável que pare de achar graça em piadas relacionadas ao trauma.
        Mas não verei quem enxerga graça nisso como um monstro, desumano. Pois é típico do humor.
        Sou gaúcho e levo as piadas de gaúcho numa boa, porque sei que é puro humor, e humor precisa de alvo pra chacota! Mas por ser gaúcho, não procuro essas piadas, só tolero.
        Eu sei que esse exemplo está longe da realidade de ser parente de vítima de estupro. Mas é uma questão de não procurar a ofensa. A última coisa que uma vítima de estupro, ou alguém próximo, deve procurar, é um show de humor do Rafinha Bastos. Mas ele possui um público alvo, se seu perfil não se encaixa, não tens que reclamar, tens que evitar assistir ou procurar, ou ignore. E não digo isso como se devêssemos ignorar qualquer ofensa. Cada caso é um caso, e isso se trata de um show de humor! É diferente do humorista X ou Y bater na porta de um deficiente e começar a ofendê-lo, bem diferente!

        • Ele tem espaço numa concessão pública para dizer suas sandices. Não é preciso procurar suas “idéias”, elas são entregues a domicílio

          • Olha, Edu, essas sandices eu não presenciei ainda na concessão pública. O público alvo do CQC é diferente do público dos Stand-ups do Rafinha Bastos – que são onde ele faz as piadas socialmente incorretas.

          • O CQC permitiu que ele se tornasse famoso. A concessão pública faz a propaganda de alguém que oferece o que ele oferece

          • E o pior, esse lixo não tem opção. As maiores redes transmitem a mesma porcaria. Não tenho tv paga, então quase não assisto tv. Domingo, então, nem pensar.

            É lamentável que adultos precisem utilizar fragilidades alheias para divertirem-se.

            Quanto aos zilhões de seguidores no twitter, pode ser fraude, algo como as “google-bomb”. Se não for fraude, resta esperar que neurônios amadureçam.

        • Ele está em rede nacional e é figura de destaque, como apresentador e comediante deveria compreender que esse tipo de “piada” é mais um difusor de preconceito. Pena que nem você consegue entender e vai reproduzi-las pra seus filhos um dia que, inconscientemente, olharão qualquer minoria com ar de superioridade.

          Um país como o nosso precisa de união. O subconsciente apreende coisas de todas as formas, inclusive pelo humor. Quem cresce ouvindo piadas de negros e nordestinos, como inferiores, pobres e nada dignos vão tratar as pessoas ou pelo menos vão olhá-las dessa forma.

          Não vejo humor nessas coisas e quem ri me parece insensível e sem capacidade intelectual.

          • Se te parece coisa de quem nao tem capacidade intelectual, o preconceito e seu, me desculpe.
            Sou frequentador do blog e consciente das inumeras reprovacoes ja explicitadas aqui aos formadores de opiniao. Mas creio que deva ser levado em conta o papel que desempenha determinada pessoa. Rafinha Bastos e um humorista, e eu nao baseio minhas opinioes em palavra de humorista. Eu reservo as palavras de humoristas unica e exclusivamente para o humor. Nao vou dar razao para quem ataca ao Rafinha Bastos ou qualquer outro humorista como quem esta criticando um redator/colunista que propaga tais sandices. Sao casos bem diferentes. E nao estou colocando toda a carga disso no ouvinte, mas existem diversas opcoes de programacao e TAMBEM e responsabilidade do espectador/ouvinte a busca pelo conteudo que mais lhe e compativel!

          • Desculpe, acabei colocando mal o adjetivo. Incapacidade intelectual não é o que queria dizer, o que caracteriza isso são os valores deturpados mesmo, apenas isso. Como disse um colega aqui, o problema é o egoísmo. Se atingir a mim, aí sim será ofensivo e partirei para outro tipo de humor. A falta de solidariedade e de noção das consequências inconscientes desse tipo de humor é o que você, infelizmente, não está levando em consideração.

            Rir da desgraça ou condição alheia perpetua valores escusos, dissemina preconceito. O humor é uma forma de entretenimento e o mesmo pode ser usado para formar opiniões TAMBÉM. Basta ver o vídeo do Marcelo Adnet sobre os ricaços em Miami…ali tem opinião política, valores e estereótipos ridicularizados apresentando e difundindo ideias e ideais.

            Não seja inocente achando que o humor difere tanto e totalmente de redatores e jornalistas. O @marcelotas vive difamando o Lula em suas piadas preconceituosas. Se isso não é formar opinião através do humor, nem sei.

          • Cuidado Ramon. Daqui a pouco eles estarão te chamando de tucanalha, amante da ditadura e outas cositas más. O Carlos Henrique já deve estar preparando sua catilinária.

    • Estupro virou tema polêmico para o tal de Ramon… bem se vê o porquê de ser seguidor desse imbecil que ganha dinheiro à custa de otários que se encantam com seu suposto “humor”… Essas pessoas pregam a separação dos “não normais”, a segregação do diferente, o riso sobre o carente. Isso é humor? Falar que a pessoa deve agradecer ter sido estuprada é humor? Fazer piada com quem perdeu a mãe é ser engraçado? Então, sr. Ramon, tens razão, não tenho humor suficiente para alcançar a beleza de rir da desgraça alheia. O sr. diz que quando acontecer contigo vai parar de achar graça: mais um exemplo clássico de alguém que só tem olhos para o seu umbigo. Construir uma sociedade menos violenta e com mais justiça para todos é impossível com esse tipo de cidadão. Lamentável, pense como quiser, faça valer o direito sagrado de dizer o que pensa, mas assuma suas responsabilidades, seja digno, não pense que esse direito lhe garante a impunidade sobre o mal que causar. Se por vias legais é difícil, a vida vai te ensinar que guiar-se por pensamentos subumanos o transformará em um animal solitário, degradante e infeliz, mesmo com 2 milhões de “seguidores”. Se acha tão engraçado e fácil destruir é porque tem enorme dificuldade de edificar uma obra positiva e que una as pessoas em torno de ações que elevem o grau de humanidade, que sejam a fonte de libertação desses parasitas da desgraça alheia. O mesmo mal que esses supostos humoristas parecem combater é o que fazem todos os dias, com a agravante de que se vestem de defensores populares contra o mal da política. O mundo já viu histórias assim, o final é conhecido, parece que não evoluímos para poder distinguí-los. Infelizmente você e os demais 1.999.999 só me fazem confirmar a pobreza do espírito humano: destrutivo, egoísta, dissimulado e medieval (mesmo tentando se fazer “moderno”).

        • Não acho que seja mero erro de interpretação.

          É pior.

          É uma mostra de que mesmo pessoas bem intencionadas, de boa índole, que é o que o Ramon parece ser, acabam engolindo esse discurso que vige hoje em dia.

          Isso é terrível, pois mostra que, ao contrário do que o seu texto fala, Edu, atribuindo a jovens mal criados, a pessoas de caráter duvidoso, o ato de seguir a esses pulhas, parece haver um anestesiamento moral até das pessoas de bem.

          Esse é o discurso que se ouve por aí. É o discurso pelo qual o “humorista deve fazer humor”, cabendo a outras classes, que não o humorista, o filtro da ética, a “imprensa deve apenas dar a notícia”, cabendo apenas ao leitor a opinião, o compromisso com a sociedade.

          É uma dissociação entre o fazer e o pensar, entre o papel que o indivíduo tem na máquina e a sua inteireza como ser humano, que é fruto da alienação imposta pelo sistema capitalista atual. É o homem sendo alienado de si mesmo, como bem explica Marilena Chauí.

          O humorista deve apenas gerar entretenimento, e às favas com a sua função social.

          As premissas e sua conclusão são:

          O humorista faz rir , insultar faz rir, portanto, nada mais natural que a utilização do insulto pelo humorista.

          Os padres, pastores, e congêneres que cuidem da ética, da moral, do senso de aalteridade, da compaixão pelo próximo.

          A triste conclusão a que chego é que essa é só uma da série de aberrações que estamos por ver em nossa degradada sociedade.

          Fazer o que…

        • Edu,
          Torço para que esteja certo e me incorporo junto àqueles que não separam as pessoas por suas opiniões, me guiando pela oportunidade do diálogo. Infelizmente a sensatez demonstrada em outras situações não o ajudou nesse momento, rogo para que reflita de modo mais amplo que apenas sobre SUA própria situação. E sugiro que assista, se já não o fez, ao filme A ONDA, uma excelente referência para casos de pessoas sensataz que seguem o absurdo mesmo sem perceber…

        • Engraçado. Para mim o Ramon está externando sua opinião em torno do assunto do post. Não concordo com a posição do Ramon mas a respeito. Dizer que é erro de interpretação é menosprezar a maneira diversa como os outros interpretam.

    • Eu Ramon, eu não me preocupo com os Rafinhas da vida, só esquento a cabeça com os seus seguidores, pois como os racistas de Sampa, como em reportagem do Jornal Hoje, de hoje, mostrou como são influenciados por ideias como essas difundidas por simples piadinhas. Essa gente mata! O que você sugere, que eles fiquem livres para agirem e depois de muitas violências praticadas façamos algo?? Aí meu caro, a Inês já estará mais do que morta!!! Sei que você está, no fundo, defendendo a liberdade de expressão, mas todos os nossos direitos possem ser mitigados perante um maior, que é o direito de um cidadão não ser achincalhado, mesmo com “bom humor” e/ou em nome da “profissão”. Como disse o personagem de Tom Hanks em “Código da Vinci”: “Estudar a história significa aprendermos a parar de nos matarmos” (ou assim, não lembro direito). Abraços.

  • É bem estranho protestar justamente um programa que protesta.

    Eu particularmente não gosto do Rafinha Bastos, sou bem humano e de modo algum apóio o estupro. Porém, o programa CQC é um fenômeno, incomoda políticos e mostra a realidade. Não faz parte dessa imprensa mercenária que vemos hoje. Peço a todos que assistam apenas um dia o programa e tirem suas próprias conclusões.

    Aos que realmente incomodam políticos e pessoas de grande influência, uma corrente de difamação já é esperada.

    “Posso até discordar com o que dizes, porém, lhe dou todo o direito de o fazer.”

      • Se acontecer, isso é incitação à violência e está tipificado em lei. Se acontecer, que a justiça se encarregue. Mas não precisamos de mais um blogueiro governista pregando o que o povo tem ou não o direito de ver na tv ou de ler no jornal. Chega!

        • Você não viu nada, é só o começo. Já que vocês da direita (agora) gostam tanto de liberdade de expressão, terão que aturar a minha

        • Aqui não existem ordens do que deve ou não ser visto na tv. Sinal que você não acompanha o blog.

          O que existe aqui são discussões saudáveis, pautadas na democracia, nos direitos humanos e no respeito ao próximo. O que existe aqui é uma visão crítica, canal de análise que não nos é disponibilizado através da mídia monopolista. Afinal, não somos obrigados a absorver todas as porcarias que nos são apresentadas e aplaudir como lobotomizados.

          Bem vindo.

      • E o senhor roda, roda, fala mal dos blogueiros progressistas, esculhamba o Eduardo Guimarães, mas acaba retornando aqui, hein. Isto porque em suas palavras no twitter “o @eduguim é o maior embuste intelectual da blogosfera”. Realmente o senhor representa bem a oposição.

          • kkkkk,Gerson este ex campineiro é uma pândega ,(como dizia minha avó).

            Tem gente que não dá pra levar à sério.Será que ele é a Carmem Leporace???????kkkkkkk

          • Se eu te achincalhar, Sr Ex-campineiro, quem vai me processar, afinal não estou nominando. Campineiro é quem nasce em Campinas?? Caso assim, teria uma população enomer a me processar!!! Vai te catar, ó Bozo!!!

          • O campineiro se acha um gênio.

            Ou é uma distorção de auto-imagem patológica.

            Ou é um serviço bem remunerado.

            Eu fico com o segundo.

    • Pois é Roberto, infelizmentenenhum deses humoristas atuais vão se submeter a humilhação. Para eles, é mais fácil humilhar os outros.

      E o que? vou falar mal do meu patrão? Só falo mal do governo, ele sim é minha fonte de piadas.

      Bons tempos de Trapalhões, Oscarito, Chico Anísio, TV Pirata, etc…

  • Nunca vi esse tal Rafinha, mas pelo jeito deve ser uma mistura de coisa nenhuma com o que não presta. Razão tinha o meu avô que, segundo o meu pai, lá no sertão quando aparecia uma cabra desse tipo a solução era muito radical: capava o cabra e, colocava umas cinzas no escroto para sarar logo. Normalmente o tarado mudava de lugar, ia para longe, se escafeder lá onde judas perdeu as botas. Oxente!

    • Violência nunca é solução, Nonato. Essa gente tem que ser combatida com um discurso ainda maior, mais amplo em favor do oposto que ele prega.

  • olá, eduardo. abraços para ti e para tua família. e um feliz dias das mães para tua esposa.
    humor para mim era Chico Anisio nos primeiros dias, inteligente, sagaz e realmente divertido.
    agora o que temos não é humor mas deboche cruel, racista, preconceituoso e com total falta de respeito ao ser humano. não sei o que certas pessoas vêm neste programas. o tal marcelo é totalmente grosseiro no seu humor assim como os demais componentes do grupo. eu não vi humor. eu vi apenas grosseria, falta de respeito e de humanidade. são os fiéis representantes desta direita que procura com sucesso em determinada parcela da popúlação dissiminar todos os sentimentos negativos que lhes é peculiar e que continuam apodrecendo a naçao porque eles têm a força que move o mundo, mas não as almas: poder econôminco.
    e a caixa de Pandora foi aberta pelo Serra e cúmplices.

  • Ele foi eleito o mais influente no Twitter. Me parece coerente. O Twitter é conhecido pela enorme quantidade de besteiras proporcional ao número de usuários que tem. A empresa Pear Analytics deu-se ao trabalho de contabilizar o que todo mundo com um mínimo de bom senso já sabe.” Apenas 8,7% das mensagens que estão por ali poderiam ser consideradas como tendo algum “valor” ou trazem “informações interessantes”. Além de enviar as ditas “bobagens”, usuários usam o serviço também para bater papo em tempo real. A relação existente entre o personagem mais influente e o público que o elege é direta.”

    Considero o rapaz apenas um aproveitador que resolveu explorar o lado bizarro da mente humana e encontrou público cativo. As desculpas desse público são as mesmas : é um programa que “fala a verdade”, ou “é um humor inteligente”, etc. Mais bizarro impossível, até pela convicção com que opinam assim. Nota-se sempre a mesma falta de critérios ou argumentos sem muita lógica e coerência nos que defendem o ilustre e influente programa humorístico. São laudas e laudas muitas vezes que espremidas dão uma ou duas linhas a ser consideradas. Cansei de observar isso já há um bom tempo. Antes mesmo da “fama” que lhes emprestaram.

    Enfim, Eduardo, sua revolta é compreensível. Mas não vejo solução simples. Talvez esperar que essa gente bizarra sacie seus desejos em piadas desse tipo e ao mesmo tempo ter alternativa a “isso”.

    Não é fácil.

  • Eduardo, tudo bom?

    O dia que o CQC acabar, ele vai ter uma penca de inimigos além de no mínimo uma meia dúzia de processos e sem o suporte da Band vai acabar ficando pobre por conta dos processos. Relaxa… cara!

  • Ramon, repetindo: espero que consiga entender que não pode achar que porque VOCÊ não se deixa contaminar, os outros milhões de pessoas não se deixarão. Deve ser um bom rapaz, mas por seguir um energúmeno desses você, de alguma forma, já foi contaminado. Quer que ninguém se oponha a ele, o que só lhe dá mais força. É preocupante sobretudo porque você, pela foto, parece jovem.

  • Mostrei seu blog a minha filha, e esta matéria, mostrei até onde pode ir a estupidez das pessoas. Como ela sabe manusear melhor as mideas sociais, twiter, facebook, etcc. pedi a ela endereçar o link desta matéria , replicar estes comentários a todos aos seus amigos e amigos dos amigos.

    Com certeza se mãe deste vagabundo for estuprada, ele vai mudar de idéia rapidinho.
    Se dependesse de mim esse canalha já estava preso.

    A vida segue……

    abrç

    • o nivel mais baixo, mas com uma roupagem “moderna”, “cool” e de “revelação”. ‘Vamos detonar, custe o que custar’ seu moto – de preferencia contra os politicos do PT e partidos do governo.
      Estes CQC são frequentemente chatos, inconvenientes, hipocritas, partidarios e, acima de tudo, SEM GRAÇA.

      Eu não tenho assistido, nem para lhes criticar. Vi a entrevista do BoçalNazi na web.

      CQC é LIXO de Direita com viés modernoso. Falsos democratas. Falsos libertários.
      Enganadores.

      (mas são o máximo pra turminha incauta entre 18-28 anos. “Pânico na Tv”, outra obra “humoristica” de Direita, leva os mais jovens, os menores de 20 anos.

      Isso é a tv aberta. Nas ondas da sociedade. Lamentável!

  • Ainda tenho esperança nos poucos como você, Edu, que propagam a justiça pelos meios que possui.

    Nunca fui de comentar com frequência, apesar de sempre acompanhá-lo por boa influência – a de meu pai, Eduardo Lemos.

    E que esse senso de justiça se dissemine mais do que o esgoto, limpando mentes e corações.

    Abraços!

  • “Ae órfãos! Dia triste hj, hein?”
    @rafinhabastos

    Domingo, 08 de maio de 2011, Dia das Mães.

    Não queria reproduzir isso aqui, mas diante da defesa apresentada pelo Ramon Facchin, decidi reproduzir para reiterar a denúncia feita pelo Eduardo Guimarães.

  • Eduardo parabéns, e sensacional sua resposta de que a direita que defende a ‘sua liberdade de expressão’ terá que tolerar a sua, ADOREI essa.
    E quanto ao ‘humor’ dos sujeitos em questão, infelizmente acredito sim que eles sao a representacão de sua geracão, os adolescentes e os jovens com quem convivo ou observo, e independe da classe social, são extremamente insensíveis, nao solidários, egoístas, consumistas e materialistas ao extremo, e na minha opinião os PAIS são os primeiros a desencadear essa falta total de valores em seus filhos e depois a sociedade em geral que ensina a eles que o que vale é o ter e de posse desse ter, te é lícito tripudiar sobre todos os que não são possuidores ou são diferentes em alguma medida de voce e de seus pares.
    Nao tenho esperancas de uma sociedade mais justa e solidária com uma base como a que temos, é daí pra pior infelizmente.

  • Caro Eduardo
    Não assisto CQC, mas de vez em quando dou um pitaco no João Plenário, a quem eu acho fantástico.
    Quanto a republica dos canalhas, somente agora, mais recentemente, ficamos livre deles, mas ainda temos governadores canalhas, deputados canalhas, senadores canalhas,e que ainda conseguem serem eleitos.
    Saudações

  • esperar o q de uma pessoa q tem uma tatuagem”Demoniaca”no braço esquerdo.esse”Twitter”e”FaceBook”reunem a maior quantidade de VAGABUNDOS por Metro Quadrado.ou”DESOCUPADOS DE PLANTÃO”!aqui em Recife,esses caras conseguiram parar a cidade na quinta-feira espalhando um boato de q o Recife iria sumir debaixo D´agua.o episódio foi tão constrangedor q até a Imprensa Daqui se posicionou A FAVOR do Governo.isso é apenas uma amostra do”tipo”de gente q tem nessas Redes!

  • Como disse alguém no twitter: o Rafinha Bastos para “fazer humor” utiliza recurso equivalente ao utilizado pelo vendedor que precisa mentir para vendeu a mercadoria. Ou seja, utilizam tais artifícios porque o produto não presta.

  • Edu
    Perfeito e importante esse texto, mostra o quanto a inércia mental e a ação alienada estão presentes na programação televisiva, principalmente. Ao ler um artigo de Emir Sader, achei fantástica sua argumentação: os brasileiros, agora, precisam aprender novos valores, uma ideologia consistente (mais ou menos isso)… É necessário que o saber deixe de ser “direito” das elites e que, em todos os sentidos, através do respeito, da compaixão, da troca, da vivência compartilhada e tantas outras premissas deixadas de lado, encontremos formas mais solidárias de nos relacionarmos. Portanto, acho que o papel da educação é fundamental, principalmente na figura central que é do educador, quando exerce seu papel com amor.

    Não podemos fazer com que esses programas tipo CQC saiam do ar, mas podemos, por meio de blogs como o seu, resgatar nossa humanidade.

    Seu texto, para mim, contém o que há de essencial para o desenvolvimento de um país.

    Bjs para você e para a Victória.

  • Não tenho o desprazer de conhecer essa figura ridicula conhecida pelo nome de Rafinha Bastos,nem tenho a menor vontade de conhecer,mas pelos comentarios que eu li,dá para perceber que ele é bem o retrato dessa elite decadente que existe em nosso pais.Em sendo assim,não me surpreende o seu humor grotesco,bem ao gosto de nossa classe dominante igualmente grotesca

  • Todos eles são cínicos ,debochados…..Conheci Tas pessoalmente ,tem complexo de Tommy ,o famoso “to my achando….Uns cretino absolutos Prefiro assistir ao seriado sueco Wallander na tv a cabo.

    Abraço a todos.

  • Eduardo Guimarães,
    não estou aqui como advogada de ninguém, porém tenho que deixar meu ponto de vista e indignação.
    Eu até então, gostava do humor do Rafinha Bastos, como gosto de muito humoristas sem muita profundidade, porém que me fazem rir (o que não é algo muito difícil, nem precisa de piadas muito elaboradas). Sei que não é só o Rafinha Bastos que pensa todas as barbaridades que twittou, mas é o único que se sente seguro tendo uma ‘platéia’ tão grande lendo e admirando tudo que ele fala. É triste saber que os jovens, dos quais eu também faço parte, achem graça de algo tão canibal. Porque pra mim só existe essa palavra. tudo que ocorria no Coliseu está se repetindo, nos divertimos com a dor de nossos semelhante. Porém, enquanto essas pessoas falarem e pregarem essas barbaridades , e outras pessoas acharem graça, e retwittar , nada terá mudado. Porque se não for o Rafinha Bastos, haverá outros.Resumindo: Peço desculpas por rir de piadas preconceituosas. Peço desculpas por dar ibope para programas que destroem os valores morais da família. Peço desculpas por não impedir humilhações com colegas meus na faculdade. PEÇO DESCULPAS POR MIM E MINHA GERAÇÃO!

  • Vendo estes auto intitulados comediantes modernosos de stand-up, que julgam-se descolados e inteligentes, tenho uma enorme saudade de mestres como George Carlin. Este sim, sabia fazer uma comédia inteligente sem deixar de lado a crítica social contundente. Carlin era um defensor dos direitos da mulher. Aprender sobre os grandes comediantes do passado é um ótimo remédio contra a soberba destes pseudo comediantes.

  • É engraçado… pois NUNCA achei a menor graça nessa patota de “stand-ups” classe-média, tipo piadinhas-de-manuais-de-piadinhas. Rafinha Bastos SEMPRE foi o pior deles, em minha opinião (muito antes de se tornar essa criança mimada que é hoje).

    Faz tempo andava zapeando pelos canais e parei nesse tal CQC (já havia ouvido falar e fiquei curioso). Mas eis que dou de cara com um Marcelo Tas dividindo tempo “conduzindo” o programa e ganhando dinheiro com os ‘mershans’. Entre uma câmera agitadinha aqui e ali (coisa para parecer moderninho, claro), um moleque barbudinho (coisa para parecer moderninho, claro) soltava um complemento sem pé nem cabeça e a ‘claque’ delirava. Coisa para parecer moderninho, claro.

    Eu não conhecia o tal Rafinha Bastos. Com o tempo, assistindo as repercuções de suas diatribes, percebi que o que dizia era, tão somente, IRRELEVANTE (nada tinha que ver com ele ser ou não preconceituoso). Simplesmente, seu “humor” SEMPRE foi esquemático, modelado demais, calculado demais, POUCO espontâneo. Simples assim. Eu nunca consegui entender o MISTÉRIO de tanta gente passar a achar graça no sujeito.

    O fato de ele sair cada vez mais com essas piadas ‘politicamente incorretas’, sinceramente, nada acrescenta a sua incrível INCAPACIDADE de fazer humor espontâneo. Após ter se embebedado de fama, como todo bêbado, passa mal, vomita e entra em coma alcoólico.

    Enfim, Rafinha Bastos está bêbado de fama.

    De minha parte, reservo-me o direito de rir dessa desgraça alheia em que se transformou esse moleque. Divirto-me com sua crescente falta de noção e seu crescente séquito de “faltas-de-noção”. Divirto-me, quando tenho notícias de suas estripulias de garoto mimado, com seu andar de bêbado, o que agrada a uma corte de sujeitos de uma classe-média que perdeu completamente o rumo do mundo.

    No fundo, Rafinha Bastos é irrelavante. Serve apenas para outros entrarem em uma fantasia que não é adequada a seu manequim. Só isso.

  • A piada foi dita num show de standup na casa que o cara abriu, e foi divulgada via uma entrevista na revista Rolling Stones.
    Se fosse eu quem tivesse feito a entrevsita, não deixaria passar uma simples pergunta ao pretenso humorista que poderia dar uma pista sobre o caráter da pessoa:
    “Se sua mães fosse estuprada, você continuaria usando essa piada no seu show?”

    • Marco,

      Você subestima a falta de caráter dessa gente.

      Pelo que eu já pude ver do sujeito, a resposta seria sim, seguida de sonoros risos de seu séquito de descerebrados.

  • Caro Edu e demais amigos,

    A LIGA é um programa de boa qualidade e traz o cotidiano de muitas pessoas, lugares, profissões, situações, etc. Considero-o muito bom, esclarecedor, pontual e não apelativo. Rafinha Bastos é um dos apresentadores, ou outro é o Thaíde, e uma moça que esqueci o nome. Vale a pena conferir

    Quanto ao CQC, deixei de assisitir pelos motivos óbvios: parcial, predatório, abusivo. Como fazem bem a Elite Pensante, não têem problemas de grana, tampouco temem a justiça. Posam de democratas, mas, só metem a mão na cumbuca que interessa ao seu amo

    Seus intengrantes (02 escapam) alcançaram um Status dado pelos seus twidores onde se acham e se colacam acima do bem e do mal. Acham que podem tudo. Acham que seus 2 milhões de seguidores lhe respaldam. Ao mesmo tempo que têem o incentivo e a proteção de seus amos, terão sempre a benevolência dos seus servos. Alguns até, gastarão seus dedos e sua verve para defendê-los. Com unhas e dentes se preciso for.

    O tipo de humor que estes “grandes humoristas” fazem é chamar o negro de macaco, o homossexual de viado, o autista de retardado e a estuprada de mal agradecida. Como podemos ver, 2 milhões de seguidores é muito pouco, eles são geniais. Parabéns à aqueles que os seguem.

    É só isso o que tenho a dizer

    AC Oliveira

  • EDÚ, o Tal Rafinha é borra-botas.

    É só um instrumento neste momento. Logo descartam o menino. A Veja fez isso com o repórter Diego Escosteguy … A Folha já dispensou alguns periodistas fieis. Só serviram pro servicinho sujo durante a campanha!

    Este rapaz, que pertence a uma “geração y” mais antiga (rs), logo logo não servirá mais para a BAND
    anote aí …

    o BondeBoca só está a serviço…

    Ecomo sempre digo: ele falar e um avisar businar é a mesma merda!

  • A liberdade de expressão não coloca ninguem acima da lei,realmente.Principalmente se levarmos em conta de que a propria liberdade de expressão é uma via de mão dupla,pois, se alguem fala algo que incomoda uma outra pessoa essa outra pessoa necessariamente irá contrapor sua propria opinião sobre o assunto que esteja sendo discutido,instaurando o necessario debate.O humor de Rafinha Bastos é o retrato daquilo em que está se transformando os meios de comunicação no Brasil:um verdadeiro perigo para a democracia.Já que a midia,da maneira como é configurada hoje,repudia o contraditorio,uma outra visão de mundo,uma opinião diferente.A midia,que resiste a um controle por parte da sociedade,é uma sementeira de persornalidades totalitarias.E essas personalidades totalitarias,autoritarias,por estarem num meio de grande projeção por toda sociedade,acabam moldando o comportamento de uma parte expressiva da sociedade.Rafinha Bastos não é o problema central,o problema central é o sistema que permite que um Rafinha Bastos,faça um humor de pessima qualidade e ainda angarie admiradores.

  • É por essas e outras que a burguesada incompetente e entreguista queixa-se das “ameaças” à liberdade de expressão. Aliás, “liberdade” não, mas EXCLUSIVIDADE. Eles temem que a democratização dos meios de comunicação retire das dinastias heredo-midiáticas o restinho de poder que ainda têm. Liberdade (exclusividade) de expressão eles querem muito, mas somente para si, pra poderem continuar manipulando, distorcendo a realidade e favorecendo a concentração de renda (e de conhecimento) nesse país. Ley de Medios já.

  • A republica dos canalhas
    A propósito da regulamentação das comunicações debatida no encontro de blogueiros progressistas do RJ neste fim de semana conjugado com essa libertinagem de um CQC, veja o ilustre Aliança Liberal, arauto do livre mercado e outros que acharam o tal do CQC ser inofensivo, todos sempre e por n motivos a criticar o Estado, quão importante é que haja alguma regulação das comunicações, tanto quanto já há por parte do Estado ou agencias estatais em outros países capitalistas de mercado.
    Nos outros países o Estado regula as comunicações e supomos todos, que lá também as famílias são tão responsáveis quanto as famílias brasileiras para cuidar que os meios tenham normas de cidadania aceitáveis.
    Portanto é sim função estatal regular essa pouca vergonha dos meios de comunicação do Brasil. Ainda mais se considerando que TV e rádios são concessões.
    Longe querer a hegemonia absoluta da unanimidade já que a Aliança Liberal com outros tantos think tanks, a doutrina norte americana de influenciar, ai sim com o pensamento único, se pautasse, por exemplo, serem a favor de se estabelecer também no Brasil as mesmas regras de outras economias capitalistas. Isso para não sobrecarregar as famílias brasileiras com essas libertinagens midiáticas, obrigando-as por dever de cidadania a ficar marcando quão esdrúxulas são essas libertinagens.

    Gostaríamos de considerar a Aliança Liberal um parceiro do lado do mercado eficaz como já o são quanto a banda larga os mercados de outras economias capitalistas de mercado, senão somos obrigados a considerar trolagem essa de querer atribuir exclusivamente às famílias a coibir essa canalhice do CQC.
    Não me canso de citar um Bresser Pereira, eminentemente um arauto do mercado eficaz que se posta a favor da banda larga, via Telebrás se necessário como o é, pois como ela foi deixada livre na privatização, o capitalismo brasileiro, como diz o Bresser é naturalmente predador em busca do lucro máximo não atende as expectativas do interesse publico como é a internet. O predador aqui transparece no sucesso conquistado por esse pulha do CQC

  • Quando o Lula faz sucesso e é homenageado pela influência, que bellllleeeeeza! Mas quando é o Rafinho Bastos, é um “canalha” com ideias que são “aberrações”.

    Ou seja: a inveja é uma m…

  • Isso se chama capitalismo. O capitalismo é quem gera essas coisas. Diminui a humanidade, o homem, em favor dos objetos, do dinheiro. O Homem não é mais importante, ele é transformado em um simples objeto. É isso que gera esse tipo de mentalidade. Se o homem é reduzido a um simples objeto, então por que ainda haveriam valores humanos? Se não existem mais humanos, isto é, se o homem é transformado em objeto, então como ainda poderia haver valor humano, mesmo os mais essenciais?
    E, vejam bem, não se trata de discutir se o capitalismo é mais eficiente ou não. É um fato, o capitalismo diminui o homem em favor dos objetos, ao ponto que o homem se torna um objeto, ou melhor, menos que um objeto, uma mercadoria.
    A questão é muito mais profunda do que simplesmente se exigir do Estado uma postura.

    O Rafinha Bastos é o mais influente do twitter, não porque ele aliena os jovens com suas ideias, não porque ele manipula os jovens. A própria mentalidade do Rafinha Bastos é um produto do sistema capitalista, assim como a mentalidade dos que pensam igual a ele.

    A questão, como eu disse, é muito mais profunda. Por que os valores humanos são mais desvalorizados hoje do que no passado? É porque o capitalismo, quando mais domina sobre o mundo, mais desvaloriza os homens. É da própria estrutura do sistema capitalista.

  • Entendo vc Edu, as vezes me pego pensando, quando assisto ao comédia MTV ou ao CQC, até onde pode ir o nonsense… acho complicado tratar desse assunto pq se não tomarmos cuidado resvalamos ou caimos no moralismo, por outro lado, será que devemos isentar de julgamentos morais tais coisas? É difícil, mas penso que basta tratarmos com cuidado, pois sei que existe gente boa que tá aqui, mas tá lá também entende? Determinados assuntos as vezes requerem mais cuidado, ternura e maleabilidade. Bola pra frente.

  • Não suporto esse programinha chamado CQC. Acham que podem achincalhar com a vida de todo mundo em nome da “liberdade de expressão” e do “humor”. Depois quando um político perde a cabeça é por que “não tem jogo de cintura”, mas ninguém analisa o quanto esses “humoristas” provocam e desrespeitam as pessoas.

  • dentro desta atitude rigorosa de querermos ser sempre mais reais que o próprio rei ..

    ..de termos má vontade com os que pensam diferente ..de não tentarmos separar a realidade da arte ..nessa de não perdoarmos os erros – ou eventais exageros – dos outros ..nessa de não podermos nem mais rir de nossas próprias desgraças (pratica MILENAR da humanidade)

    ..imagine o que vc faria com pessoas como estas, e de como sem elas a vida seria triste e mais desinteressante:

    http://www.youtube.com/watch?v=VNqRczYOFXc&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=eR_gsxLwte8&feature=related

    parabens a ambos ..e se alguém puder, leia pro grande Magela por mim

  • Xará,
    Definitivamente não precisamos desse tipo de “humor” e alguém que detem mais de dois milhões de seguidores em uma rede social tem sobre sí grandes responsabilidades pois acaba por influenciar sentimentos e ressentimentos de igual modo. Trata-se de um desserviço à sociedade e acaba por incutir nos mais influensiáveis, a sensação de que tudo é permitido, inclusive e principalmente com relação aos desvios de conduta que tendem a ser tolerados. Isso é muito perigoso e as posições do tal “humorista” não poderiam ser divulgados em rede pública, pois um mínimo de filtro e senso crítico dos produtores/diretores se faz necessários. A mim me parece apologia ao crime e cabe sim intervenção até do Ministério Público. Bestas é o que são!!!!!

  • Este é o país dos contrastes, antagônicos até.”ontem” comemorávamos a decisão do STF no caso dos relacionamentos homoafetivos,hoje falamos de um idiota e seus 2 milhões de imbecis,que devem ser o eleitorado do Bolsonaro,Serra e freqüentar a igreja do malafaia .O problema deste país em matéria de violencia,seja ela qual for,tem em um de seus maior incentivador a impunidade.Este jovem deve ser filho dileto de uma classe média conservadora que se acha,e que incute isso na cabeça dos filhos,como não recebem punição,mas ao contrário incentivos,ficamos a ver estes pequenos facistas a destilar baboseiras,acintes contra a dignidade humana como se isso fosse engraçado.Agora por exemplo a prisão especial para quem tem curso superior continua valendo.Enquanto não se por limites,com punições exemplares,esta turma vai continuando se achando,e o pior que são mesmo,infelizmente,pois todo nosso sistema social,politico,economico e judiciário foi feito na exata medida para eles fazerem o que querem.

    • Estou de pleno acordo com o que escreveu, Sr. Douglas. Esses pequenos fascistas herdam de seus pais os preconceitos. Não duvidarei se ainda aparecer uma dessas bestas querendo jogar bombas de nêutrons sobre Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador, para recolonizá-las com racistas sul-africanos.

  • Se Rafinha Bastos faz um humor canalha é porque uma parte da sociedade brasileira adora esse tipo de humor canalha.Se Rafinha Batos faz um humor preconceituoso é porque uma parte da sociedade brasileira parece achar graça nesse tipo de humor preconceituoso.É um humor violento e de gosto bastante duvidoso?Sim é o que parecer ser,mas não devemos esquecer que nossa sociedade é tambem violenta e tem um gosto bem para lá de duvidoso.Mas Rafinha bastos não está sozinho,junto a ele existem os Zorras Total,Os panicos na TV,Os domingões do Faustão,programas das Xuxas,programas das Ana Maria Braga,os Super Pop, programas esses que são verdadeiras fabricas de produção de imbecis em serie.Portanto os dois milhões de seguidores no Twitter desse cidadão,Rafinha Bastos,tem uma explicação bastante plausivel:o baixo nivel da educação que os brasileiros vem recebendo nas escolas e a péssima programação das tvs abertas.

    • O mais interessante dessa questão é a ambiguidade entre criatura e o criador. Se temos público, há quem o forme. Na dúvida de quem surgiu primeiro, se ovo ou galinha, os donos da voz bem podiam dar algum exemplo. O que se vê, então, à moda chique, é um prostíbulo onde a publicidade banca a bestialidade que atrai as almas perdidas. E tudo se repete, no nada se cria, tudo se copia.

    • Concordo e minha atitude foi o boicote definitivo. Não assisto mais a esse programa que se especializou em bestialidades. O Tas, Rafinha, Luke e Gentilli são os mais misantropos do programa. Na verdade, são os mais ignorantes, pois não consweguem fazer humor sem agredir, sem humilhar, sem atentr contra a dignidade das pessoas. Liberdade de expresão, humor, seja lá o que for, há que respeitar a dignidade das pessoas, prevista inclusive na CF. Se eles querem parecer os paladinos do Brasil, que comecem a ler nossa Constituição. Parabéns por seu comentário e tomara que os telespectadores cheguem à conclusão de que esse programa é uma afronta.

    • Sem contar as novelas, maiores fábricas de lunáticos pseudoconhecedores da realidade brasileira. Se existe algum instrumento com maior poder de alienação das pessoas do que novelas, eu aidna desconheço.

    • Baixo nivel da educação que os brasileiros vem recebendo nas escolas? péssima programação das tvs abertas? Mas meu caro, o assunto em pauta versa, basicamente, sobre uma parte da população que tem acesso a computador, seguidora de twiter, garotos e garotas “descolados” que incorporam valores deturpados e passam da teoria à prática: preconceito contra pretos, pobres, nordestinos, bolivianos, paraguaios, homossexuais, enfim, toda sorte de pessoas que não se encaixem em seu padrão de “mundinho perfeito”. Esses aventureiros da moral são filhos da classe média e estudam em escolas consideradas de alto padrão e, bem, TV aberta não condiz com a realidade dele.
      Embora se saiba que as escolas públicas(e também as particulares) precisam melhorar, embora também se saiba que a programação da tv aberta (e da tv paga também) precisa melhorar, colocar a culpa dessa pandemia de imbecilidade da forma como foi colocado é atribui-la somente aos pobres, o que não condiz com a realidade dos fatos.

    • Eu acredito que até o humor tem que ter um limite ético e do bom senso, então pegou muito mal a brincadeira realizada pelo integrante do programa CQC. Mas acontece, em linhas gerais o programa CQC é muito bom e recomendo.

      Também recomendo o blog http:cidadaniaemcordel.blogspot.com

  • É o vale-tudo do capitalismo. Se ofensas dão lucro, ofendamos e danem-se os ofendidos. Se falta de empatia é lucrativa, às favas as dores alheias.

    Limites e responsabilidades não são lucrativos, então que se explodam.

    Gente medíocre e sem talento como esses do CQC (aliás, a falta de talento do Tas chega a constranger) não tem muita opção de se destacar sem ser pela brutalidade, pela exploração do mais basilar, pela ofensa, pela polêmica. Querem aparecer – PRECISAM aparecer – a qualquer custo.

    Mesmo que o custo seja a própria humanidade ou a dor dos outros. Sempre haverá quem ria da desgraça alheia, e poucos são inescrupulosos o suficiente a ponto de usar a dor alheia pra se promover.

    Realmente, se a empatia é o que nos separa dos animais, gente como o Rafinha, e os que riem de seu “humor”, incapazes de reconhecer a si próprios como tal, por pura falta de empatia, não o são.

    É o que lhes permite rir da dor alheia. E dizer que deixarão de rir quando a dor não for mais alheia, mas própria.

    Mais do que sobrar egoísmo, falta-lhes humanidade e respeito por ela. Rafinha não se entende um humano. Ele se acredita superior, imune às dores deles, pois apenas ele, seus interesses e sua dor, importam.

    Mais do que rir e fazer pouco da dor alheia, esse tipo de gente se alimenta dela, como vampiros. Eles torcem pela dor, pela desgraça, e a veem apenas como fonte de lucro ou de diversão.

    Às favas com ele e com seus seguidores. Rafinha os explora e não os respeita, exatamente como merecem.

  • Agora estão distorcendo a verdade. Inveja de quê? O que Lula tem a ver com isso tudo. A direita é uma imitadora cruel. É formada, em sua maioria, pelos riquinhos da vida. Eu não vejo um pobre na sua cúpula, vejo o pobre emocionalmente sendo usado, conforme os ditames da atual psicologia aplicada à propaganda e publicidade. Ela, de uns tempos para cá, está usando todos os termos que a esquerda usou durante os últimos 8 anos de um covarde massacre contra governo anterior. Estão usando os termos: inveja, nunca antes… viúvas do… E assim por diante. Ela não cria nada; surrupia. Ela sim é despeitada, covarde, perigosa, dissimulada e invejosa, para não dizer outras coisas piores.

  • É a falta de inteligência. Não são só jovens. São muitos hipócritas. Joga-se qualquer merda nos olhos e ouvidos da população e ela aceita como se fosse correto. Seguem estas bestas humanas (humanas?).
    Os valores estão deturpados na humanidade. Vale mais quem mostra a bunda, de quem uma o cérebro. Um jogador de futebol ganha em um mês, mais do que um cientista, que descobriu um remédio para uma cura, ganha em um ano. Eu não perco meu tempo vendo estas porcarias.

  • Edu,

    Recentemente vi uma materia na carta capital que falava da educação bahai(não sei se eh assim que se escreve, a pronuncia é barrai) em uma cidadezinha do interior paulista a educação consiste em ensinar valores morais as crianças. É disso que estamos precisando. Lembro bem que no início do meu ginásio eu tinha duas materias que falavam muito sobre isso: Moral e Cívia e OSPB, agora esses valores sumiram das escolas públicas e das famílias.

  • Esse cafajeste e seus energúmenos seguidores só saberão o que é passar por situações de degradação, com a qual eles usam para fazer humor e se divertirem, quando suas mãezinhas, irmãzinhas e filhinhas passarem por uma situação semelhante, aí o bicho pega, se pá para capar.

  • Eduardo não podemos ser ingenuos, uma infima parte da sociedade brasileira pare Rafinhas Bastos a todo instante. Alguns Rafinhas obtem mais sucesso que outros, que são passados todos os dias pelo tubo de ensaio das grandes corporações midiaticas. Essas que, em ultima analise, são as mais ardorosas defensoras do direito constitucional, a tão defendida, e realmente necessária, liberdade de expressão, mas não querem se comprometer com a contrapartida da responsabilidade. Desfraudam hipocritamente essa bandeira na busca do aproveitamento de brechas como essas para passar subliminarmente suas mensagens de supremacia, ao mesmo tempo a sensação de que de se associam na busca dos interesses dos cidadãos. Mas, como vemos, antes pelo contrário, deixam claro sua marcação de posição, definem a sua fronteira. Vamos deixar claro, definem apenas para aqueles como voce e eu, com alguma percepção, sua auto avaliada supremacia humana, sobre os por eles definidos, ou sentidos, inferiores.
    A muito, para a maioria da cidadania, isso tem passado despercebido. Não ficava percptivel a existência dessa diferença que eles teimam firmar. Hoje, e desde sempre, essas diferenças sobre quem merece a cidadania, existiram. Sempre tiveram à mão um Rafinha da ocasião, como alter ego, seu boneco de ventiloco, para reforçar a mensagem subliminar de que sua supremacia precede sobre a cidadania daqueles que a sentem como direito de igualdade. O Rafinha só existe por que foi concebido e é nutrido, senão seria, como outros, descartado no tubo de ensaio.

  • Estou com vergonha de sentir vergonha por essa degradação moral e intelectual do meu povo brasileiro. Quando tudo é permitido, nenhum direito ou valor é respeitado: only the money.
    Passo bastante tempo na Holanda, onde surgiu o tal Big Brother na TV: lá durou duas ou três temporadas e acabou por falta de audiência e patrocínio. No Brasil parece-me que estamos na décima versão, dirigida por aquele filhinho do Boni, aquele que se orgulhava de jogar sacos de urina da sua cobertura na cabeça de pessoas pobres que passavam pela sua calçada. E o cara está solto, juro!
    O Brasil nos alegra em muitas coisas, e nos orgulha, mas sua comunicação está entregue aos piores canalhas. Não foi à tôa que o Reinaldo Fenômeno uma vez disse que preferia educar seus filhos na Europa, o que gerou críticas amargas da nossa mídia colonizada. Com vergonha, sou obrigado a concordar com ele. Embora o Uruguai, o Chile, a Venezuela, a Argentina, Cuba também sejam boas opções: igual ao Brasil, em termos de ignorância, não há páreo.

  • Edu, esse programa foi “importado” da Argentina : “Caiga quien caiga, conocido por sus iniciales CQC, es un programa de televisión argentino, que emite el canal Telefe, en Argentina. El formato fue adquirido por Globomedia para su emisión en España en 1996 e Italia (donde es conocido con el nombre de Le Iene Show), en 1997. El formato fue vendido posteriormente a Israel, Francia, Chile, Brasil, México, EE.UU., Portugal y Holanda.” Não gosto do humor deles, alias, acho que não é humor é mau gosto e falta de respeito mesmo. O trio argentino é bem melhor que o brasileiro, mesmo assim, não dá pra assistir.

  • Aonde estão os promotores de justiça, delegados e juízes para punir esse fulano que se diz, comediante humorista sei lá. Ele é um criminoso isso sim, faz apologia ao crime de estupro dentre outros. Liberdade de expressão e de imprensa tem que ter um limite, censura total neles. GOVERNANTES, TOMEM VERGONHA NA CARA.

    • Significado de Canalha

      s.f. A plebe mais vil, gente desprezível.
      S.m. e f. e adj. Pessoa sem moral, desonesta; patife, infame, velhaco.

      … e então ??

      • Eu diria que tudo o que você citou são características do tal programa do CQC.

        Eu assisti os primeiros programas e gostei, com o tempo comecei a perceber o quanto o programa foi se tornando uma cara da direita, protegendo as pessoas ligadas ao PFL , ao PSDB e a candidatura do finado José Serra e descendo o pau e com força em cima de pessoas do PT e à candidatura de Dilma Roussef.

        Faz um bom tempo que não assisto o que considero ser um lixo hoje: o CQC.

        • Se o tal Rafinha Bastos é uma pessoa destituida de carater,isso é patente pela falta de respeito contra seus semelhantes que o seu humor apresenta.Mas o que dizer das telenovelas que apresentam estilos de vida completamente opostos ao estilo de vida do brasileiro comum,recheadas de personagens destituidos de qualquer dimensão interior mais profunda movidos apenas pelas ambições mais vis,mais torpes?O que dizer de programas de variedades,que vendem futilidades,banalidades,como se fossem coisas essenciais para a vida das pessoas?Ninguem de bom senso,acredito,gostaria de ser o Rafinha Bastos,porque ninguem de bom senso gostaria de ter o sucesso que o Rafinha Bastos tem,posto que o humor que faz com que o Rafinha Bastos tenha o sucesso é um acinte,um tapa na cara das pessoas que são objeto desse humor sem graça alguma.Porem o Rafinha Bastos que faz ¨sucesso¨no twitter com seus dois milhões de seguidores é produto de uma midia que insiste em tratar a sociedade toda como se constituida fosse por debeis mentais.

  • O pior de tudo são as mensagens subliminares que a Rede Globo passa em suas novelas. Estava agora mesmo no You Tube vendo vídeos das novelas globais dos anos 70. Fixei-me em Irmãos Coragem, que sempre foi uma novela muito admirada por mim, e assisti vários vídeos, sendo o último deles, Pedro Barros controla o garimpo em Coroado. Alguém denunciou a Pedro Barros que tinha garimpeiro vendendo diamante para os gringos. Pedro Barros teve uma reação violenta e mandou torturar o garimpeiro que se não estou enganado era papel de Mílton Gonçalves. Observem a mensagem: o gringo bonzinho, muito bonzinho coitadinho, e o brasileiro mau, assassino, torturador, uma verdadeira bisca. Aliás, Pedro Barros, muito bem interpretado pelo ator Gilberto Martinho foi o vilão da novela.

  • Esse cara é medíocre,mesquinho,é pequeno demaisquanto mais as pessoas difundem suas idéias,mais ele se acha no direito de se manter enaltecido.Sou jovem mais não entendo como muitos jovens de hoje se comportam,omo exercem sua cidadania,e cada dia só tendem a piorar!

  • Esse cabeça de bagre RB é um simbolo da hipocrisia, mediocridade e racismo da nossa classe me(r)dia. Se identificam com ele. Q tristeza. mais um triste recorde p nosso país. Era de se esperar, povo sem educacao se torna perverso e bárbaro.

  • Eduardo, parece que este seu texto engloba muita coisa. Um Procurador quer responsabilizar o Lula pelo “Mensalão”. Ao mesmo tempo dá um entrevista dizendo que foi faxineiro e se tornou um Procurador da república e, demonstra um ódio enorme contra Lula e os pobres do país.

    Veja a entrevista que saiu na Revista Brasília em Dia.

    Manoel Pastana – ‘Lula é nova versão de Luís XIV’

    Data de Publicação: 16 de outubro de 2010

    Por: Marcone Formiga

    Para começar, o entrevistado desta semana é um “self made man”, ou seja, um homem que conseguiu tudo o que tem sozinho, com trabalho árduo e incansável. O paraense Manoel Pastana iniciou a vida como faxineiro, em Brasília (DF). Tendo sempre estudado em escolas públicas, autodidata também por iniciativa própria, Pastana conseguiu a ascensão profissional degrau por degrau, até alcançar, na atualidade, a posição de procurador da República em Porto Alegre (RS). De passagem pela cidade, para o lançamento da segunda edição de seu livro “De Faxineiro a Procurador da República”, Pastana concedeu a entrevista que segue. A obra é um calhamaço de 400 páginas, que revela os bastidores da política, do poder e até mesmo do Ministério Público Federal. Pela contundência do que Pastana narra na obra, ele acha que seu conteúdo poderia incomodar muitos homens públicos poderosos, mas ressalta que, “até agora, ninguém teve a coragem de me acionar judicialmente”. Em seguida, ele acrescenta: “Sei que muitos se movimentaram, mas recuaram, pois tenho provas de tudo o que escrevi. Sou ousado, mas não irresponsável; foi por isso que minhas ações foram acolhidas pelo Judiciário”.

    Sem qualquer relação partidária, os cargos que Pastana ocupou em toda sua trajetória foram conquistados mediante concursos públicos. Assim, ele exerceu o posto de procurador por quatro anos no Amapá. Por iniciativa sua, o então presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Fran Júnior, teve seu mandato cassado, a exemplo do que ocorreu também com o deputado federal Antonio Nogueira (PT). Durante sua permanência naquele estado, Pastana teve que ser protegido por seguranças diante das ameaças de morte que recebera.

    Nas suas críticas, ele não preserva nem mesmo o presidente da República. Pastana ressalta que Lula, embora tenha muitos poderes, “não está acima da lei”. O procurador argumenta que o presidente é um agente público com deveres e responsabilidades, que devem ser maiores do que os de qualquer outro servidor, até porque deve dar o exemplo.

    Manoel Pastana acrescenta que o presidente Lula violou flagrantemente a legislação (artigo 36 da Lei 9.504/1997) ao fazer propaganda eleitoral antecipada em favor de Dilma Rousseff. “Há bastante tempo que ele vinha fazendo isso e continua fazendo”, afirmou. Além disso, Pastana é categórico ao declarar que o presidente Lula pretende governar como Luís XIV, para poder sentenciar: “O Estado sou eu!”.
    – O senhor concorda que o presidente da República no Brasil tem poderes de um monarca?
    – Nos termos da Constituição Federal, o presidente da República tem muitos poderes, mas ele não está acima da lei. Ocorre que o presidente Lula parece pensar que é soberano e acaba fazendo o que bem entende, agindo como se fosse um monarca absolutista do tipo Luís XIV, que dizia: “O Estado sou eu”. Por exemplo, na licitação internacional para a compra de aviões caças para a FAB [Força Aérea Brasileira], ele antecipou o resultado do certame, no dia sete de setembro de 2009, sacramentando que o vencedor seria o modelo francês.

    – Mas ele recuou, não foi?

    – Criticado pela imprensa, por não ter aguardado a avaliação técnica dos militares da Aeronáutica, Lula disse que até poderia ouvi-los, mas a decisão de comprar era política. Logo, quem decidia era ele. Esse episódio deixou bem claro que Sua Majestade, digo, Sua Excelência, o presidente Lula, fala e faz o que lhe aprouver e, quando questionado, seus assessores lhe arrumam qualquer justificativa para ele silenciar os críticos.

    – E fica por isso mesmo?

    – Ora, a decisão de comprar ou não os aviões realmente é política, mas a escolha da aeronave a ser comprada não é política. É como, por exemplo, a construção de uma ponte: a decisão de construí-la, ou não, é política, mas a escolha da empresa construtora não é. A construção cabe àquela que vencer o processo licitatório. O critério de escolha da aeronave a ser adquirida deve pautar-se nos princípios que norteiam a espécie, consoante o disposto no artigo 37, inciso XXI, da Constituição Federal, sendo que não existe previsão legal que autorize o presidente da República excepcionar o certame internacional, postergando o julgamento objetivo (art. 42 da Lei 8.666/1993).

    – A compra não cumpriu as exigências?

    – A compra do avião preferido por Lula constitui absurdo aos princípios de legalidade, economicidade e impessoalidade. Quanto a este princípio, a ofensa decorre do fato de Lula ter deixado patente a preferência pelo modelo francês, não em razão do interesse público, porque ele entende de avião de combate tão bem quanto o Tiririca conhece as atribuições do Congresso Nacional.

    – Foi um precedente?

    – Em várias situações, o presidente Lula guiou-se por vontade própria, sem importar-se com mais nada, comportando-se como um autêntico monarca absolutista. Houve casos em que até seus auxiliares agiram ao arrepio da lei e ele ratificou. Por exemplo, Cesare Battisti foi condenado pela Justiça italiana, por ter praticado quatro homicídios qualificados. Contrariando o art. 3º, inciso III, da Lei 9.474/1997, que veda a concessão de refúgio a quem tenha sido condenado por crime hediondo [homicídio qualificado é crime hediondo pela nossa legislação], Tarso Genro, então ministro da Justiça, ignorou a lei e concedeu refúgio ao criminoso italiano, sendo que Lula o apoiou, não obstante o protesto da comunidade internacional. Parece que o fanatismo ideológico falou mais alto, porque Battisti lutou na Itália pela implantação do comunismo naquele país, na luta armada, a exemplo do que fizeram alguns companheiros por aqui, como Dilma Rousseff, José Dirceu, José Genoino…

    – O que aconteceu?

    – O STF declarou a ilegalidade do benefício concedido ao terrorista italiano, mas deixou a extradição a critério do presidente da República. Lula está enrolando, e tudo indica que terminará o mandato sem efetivá-la. Caso Dilma seja a sucessora, certamente Battisti permanecerá no Brasil, e não será surpresa se for contemplado com um cargo público ou uma aposentadoria a ser suportada pelo contribuinte brasileiro, a exemplo de tantas outras de finalidade análoga.

    – E quanto ao mensalão?

    – No episódio do mensalão, o então procurador-geral da República (PGR), Antonio Fernando, registrou na acusação formulada junto ao STF que o PT teria formado uma “sofisticada organização criminosa” para se perpetuar no poder. O curioso é que, embora o procurador Antonio Fernando tenha feito tão “grave acusação” contra integrantes do referido partido, colocando como líder da quadrilha José Dirceu, que é amigo pessoal de Lula, mesmo assim o presidente gostou tanto de Antonio Fernando que o reconduziu ao cargo de procurador-geral da República. E quando o substituiu, por vontade própria [porque Antonio Fernando pediu para sair], Lula o elogiou.

    – Por quê?

    – Ora, é público e notório que Lula, assim como o PT, não tolera críticas. Basta ver que antes ele adorava a imprensa, agora não; logo, não seria lógico que iria elogiar graciosamente o procurador que formulou “grave acusação” contra integrantes de seu partido e do governo… No livro “De Faxineiro a Procurador da República”, de minha autoria, revelo os bastidores da política e do poder. Entre outras coisas que não chegaram a público, relato fatos que indicam os motivos de Lula ter gostado da atuação do procurador que promoveu a denúncia do mensalão. Antecipo a absolvição de José Dirceu e dos outros caciques do PT, porque haverá punições apenas a integrantes braçais da quadrilha, como Marcos Valério e outros pequenos coadjuvantes.

    – Como está a tramitação desse processo?

    – O processo penal do mensalão é o maior da história do STF. Foram cinco sessões apenas para o recebimento da denúncia, transmitidas ao vivo pela televisão. O feito tem 183 volumes de autos principais e mais 460 de apensos [com quase 40 mil páginas]. Acredito que dentro de um ou dois anos deve chegar ao fim. Tudo indica que o gigantesco processo terminará em uma gigantesca pizza, a não ser que o STF se esforce ao máximo, mudando completamente a jurisprudência da Corte, para condenar, com base na responsabilidade penal objetiva, os caciques petistas, apontados na denúncia como os líderes do esquema criminoso. É que eles não assinaram nenhum documento, embora tudo indique que eles faziam parte do esquema.

    – Afinal, quem deixou as digitais?

    – Quem deixou as digitais no esquema criminoso foi Lula, que assinou os atos normativos (uma medida provisória e dois decretos), cujo objetivo ilícito, destinado a fomentar o esquema do mensalão, salta aos olhos. Porém, como Lula praticou os atos materiais (assinando os atos normativos), mas não foi acusado, é impossível chegar aos prováveis autores intelectuais, pois rompeu-se o elo probatório, para responsabilizar os que não deixaram rastros materiais, ou seja, não assinaram nada.

    – O que aconteceu depois?

    – O então PGR, Antonio Fernando, tratou Lula como um monarca absolutista, já que, apesar de ter baixado atos normativos que ensejaram a efetivação do esquema criminoso do mensalão, conforme a própria denúncia, o soberano Lula ficou incólume. Ora, a não-responsabilização só deveria acontecer em uma Monarquia absolutista, na qual o monarca não responde pelos seus atos, e não em uma República, fulcrada no princípio da responsabilidade dos agentes públicos, incluindo o presidente.

    – Por que ele tem tanta ira da imprensa, que o levou a chegar aonde está?

    – A trajetória do presidente Lula denota que ele muda de acordo com a situação. Assim, quando as notícias na mídia lhe favoreciam, tanto que o levaram a se tornar conhecido no Brasil e no exterior como defensor do trabalhador e da ética, ele era “paz e amor” com a imprensa. Depois, mudou de posição, quando a imprensa passou a divulgar fatos que destoam da imagem que a própria mídia fez dele no passado. Antes de assumir a Presidência, ele era absolutamente contrário ao Plano Real. Dizia que as altas taxas de juros, suporte do plano, alimentavam a especulação financeira; contudo, manteve o plano e continuou alimentando os especuladores financeiros, que nunca ganharam tanto dinheiro, até mais do que no governo anterior. As altas taxas de juros e a elevada carga tributária, que sustentam o Plano Real, o qualificam como um remédio tarja preta: só deveriam ser usadas quando isso for absolutamente necessário, ou seja, para derrubar a hiperinflação e suportar as graves crises econômicas, que assolaram o mundo no final do século passado e início deste, que ocasionaram a quebra de países (como a Argentina) e arruinaram economias (como a do México, da Rússia e de outras nações). Ora, nos cinco primeiros anos do governo Lula, a economia mundial “bombou”. Logo, não havia necessidade de manter a base do plano. E mais: a crise americana de 2008 foi financeira, e não econômica, como as do passado. Atingiu diretamente os bancos ianques, com reflexo pequeno para países como o Brasil, que exporta pouco.

    – Mas o Plano Real continua melhor…

    – Quase ninguém se preocupa com um dos principais efeitos colaterais do Real: o estouro da dívida pública interna. Quando Lula assumiu, estava em torno de R$ 700 bilhões, agora já ultrapassou R$ 1 trilhão e 500 bilhões, ou seja, o endividamento produzido no governo atual é de R$ 800 bilhões ou US$ 477 bilhões, no câmbio atual. Isso representa quase cinco vezes o endividamento que os militares produziram em 21 anos de governo, cerca de US$100 bilhões. Os militares construíram a hidrelétrica de Itaipu, em parceria com o Paraguai, mas o Brasil bancou o investimento; a hidrelétrica de Tucuruí e várias hidrelétricas de médio e pequeno porte; a ponte Rio-Niterói, portos, aeroportos, milhares de quilômetros de estradas, ferrovias, enfim, inúmeras obras que fomentam até hoje a infraestrutura do país.

    – Por que o senhor critica a estabilidade da economia?

    – Alguém tem conhecimento de alguma grande obra efetivamente construída no governo Lula? Promessas há muitas, mas de efetivo apenas o hiperendividamento. A manutenção do Real tem uma explicação: o governo não precisa pegar dinheiro emprestado no exterior, como no passado. A estabilidade da economia e as altas taxas de juros são atrativas para o capital especulativo alienígena. É por isso que a dívida externa se estabilizou com o Plano e a dívida interna explodiu.

    – E quanto à divida externa do país?

    – Sem precisar sair de pires na mão para correr atrás de recursos no exterior, o governo endivida o país sem pudor e ainda engana, alardeando que pagou a dívida externa. Em 2005, um ano antes da reeleição de Lula, foi alardeado que o Brasil havia pago a dívida externa, notícia que foi amplamente utilizada na campanha eleitoral de 2006. Ora, a dívida externa era de US$ 230 bilhões, o que se pagou foi apenas US$ 15,5 bilhões – a parte do FMI –, que representavam cerca de 6% do valor total da dívida. Portanto, a notícia de que a dívida externa fora paga era falsa. Porém, o absurdo maior é que a dívida com o FMI tinha sido negociada, pelo governo anterior, para ser paga até 2007 a juros de 4% ao ano. De forma absolutamente irresponsável, o governo petista pagou tal dívida, aumentando a dívida interna. Na verdade, trocou-se a dívida externa pela dívida interna. Ele pagou uma dívida barata, com juros de 4% ao ano, fazendo dívida cara, com juros em torno de 19% ao ano. Seria como se alguém pagasse uma dívida consignada em folha de pagamento, a juros baixos, pegando o limite do cheque especial, cujos juros são muito elevados. Para se ter uma ideia, naquele ano [2005], a dívida pública interna cresceu R$ 130 bilhões.

    – Afinal, por que isso?

    – Tudo indica que essa desastrosa operação para as finanças do país tinha finalidade eleitoreira e deve ter rendido milhões de votos para Lula. No ano passado, mais uma vez, um ano antes da eleição, a máquina de propaganda do governo alardeou que o Brasil tornou-se “credor” do FMI. Isso tem sido amplamente utilizado por Dilma na campanha, diz a candidata: “Antes, o Brasil era devedor do FMI, agora é credor”. A pergunta que todo brasileiro deveria fazer é: se o Brasil tem dinheiro para emprestar ao FMI, por que não paga a dívida interna?

    – Como assim?

    – O pagamento de juros da dívida interna consome a maior parte de tudo o que é arrecado com os impostos, e a dívida só faz crescer: deve chegar a R$ 1 trilhão e 700 bilhões neste ano eleitoral. O governo gasta 10 vezes mais com o pagamento de juros da dívida interna do que com o Bolsa Família. Antes, Lula se dizia inimigo da corrupção e defensor incondicional da ética na política; depois, fez aliança com políticos que ele mesmo tachava de corruptos, na época em que “defendia” a ética. Por ocasião da prisão do ex-governador José Roberto Arruda, ele afirmou que as imagens do recebimento do dinheiro “não falavam por si”. Quanta mudança!

    – Mas o presidente sempre combateu o assistencialismo.

    – Antes, Lula discursava contra o assistencialismo na política. Em 2000, ele deu uma entrevista, assim: “Lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico (…). E, lamentavelmente, você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento, ela é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribui tanto litro de leite. Porque isso, na verdade, é uma peça de troca em época de eleição (…). Você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou ao Brasil [referindo-se às bugigangas que o descobridor oferecia para conquistar os índios]”. Tempos depois, já no governo, em uma entrevista em Belo Horizonte, ele proferiu discurso completamente diferente: “Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola. O Bolsa Família é assistencialismo (…). Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala que o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas, porque quem recebe o Bolsa Família não quer mais trabalhar”. Como se vê, Lula muda de “opinião” e de atitude conforme a situação; portanto, não é de se estranhar que ele tenha mudado em relação à imprensa. Aliás, desde o primeiro mandato que ele deseja colocar freio nos meios de comunicação. Porém, parece que lhe faltou coragem, por isso recuou. Contudo, caso Dilma seja eleita, ele certamente irá ajudá-la a implementar as mais de 600 propostas aprovadas na Confecom [Conferência Nacional de Comunicação], que têm por objetivo realizar reformas legislativas para controlar a mídia. Sob tutela, Lula voltará a ser “paz e amor” com a imprensa controlada.

    – Qual é, então, o objetivo do presidente?

    – Aliás, o objetivo do Lula e do PT é controlar tudo. Por exemplo, a pretexto de evitar a sonegação, a Receita Federal está colocando em prática uma parafernália de absoluto controle das atividades das pessoas, ou seja, na prática, não haverá mais sigilo fiscal e nem profissional. O Sped [Sistema Público de Escrituração Digital] é um procedimento que está sendo implementado pela Receita Federal de controle em tempo real. As informações contidas no livro diário e nos livros fiscais serão migradas para um layout e enviadas diretamente ao fisco. Além disso, há um supercomputador capaz de prever até uma suposta tentativa de se escapar da Receita, ou seja, a vida profissional ou financeira do cidadão ficará inteiramente à disposição do governo, estratégia de todo governo autoritário.

  • Não seria o mesmo que apologia ao crime, a violência, ..ao estupro??? Isso não é crime?? Além do mais, esse tipo de humor não seria o “BULLYINGTV”. Já que Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou PSICOLÓGICA, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, “tiranete” ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Outro programa que se encaixaria com facilidade no “BULLYINGTV” seria o PÂNICO! Não adianta nada o esforço que se faz nas escolas se o que passa nesses programas é permitido e estimulado. Na televisão, a “valentia” vem do fato de os autores estarem a vários quilômetros de distância das vítimaS e estaS sim incapazeS de se defenderem e até mesmo acomodadaS (uma pena) também pela distância do agressor. Além do mais tem o agravante de serem pessoas (agressores) públicas de notório respaldo da audiência. O Estado fica entre a cruz e a espada, não quer reprimir pessoas públicas com legiões de “fãs” e ser taxado de autoritário, censurador, porém não pode se eximir do seu papel de defensor dos fracos e oprimidos. Resumindo.. tem que se fazer algo o mais rápido o possível para colocar LIMITES na busca dos pontinhos do ibope, mas o Estado as vezes precisa de ser provocado ou até mesmo colocado na parede para se sentir confiante para fazer o que tem por obrigação de fazer. Vejo isso mais como um “apoio” nas atitudes corretas, mas impopulares. Isso pode ser feito através do Movimento dos Sem Mídia, acho que tem tudo a ver com as bandeiras defendidas, é questão de CIDADANIA.

    Obs: desculpe-me pelos meus erros de português!:)

  • Caro Eduardo
    A existência de indivíduos do calão desse “rafinha” bastos é o motivo principal da minha defesa do porte de arma de fogo pelos cidadãos.
    Gente dessa espécie despreza o cidadão comum e só os temem, os cidadãos, se estes tiverem condições de retaliar. E tais condições são um convite irrecusável a que aquelas imundícies ambulantes engulam o seu preconceito, arrogância e estupidez, disfarçando-os em cortezia melíflua, e que deve ser vigiada a todo momento.
    São as bestas em suas mais variáveis roupagens. Enquanto estão adormecidas, a sociedade permite suas existências benignas. Fora disso, ela, a sociedade, reage dentro dos paradigmas morais, presentes em todos os dogmas religiosos desde a antiguidade. Afinal, a espécie sempre soube o quanto são perniciosas as feras humanas.

  • Eduardo,

    Concordo com tua análise sobre o Rafinha.

    Sobre humor … o proprio Tom Calvacante respondendo uma pergunta de outro cara do CQC, que perguntou se toda piada vale e se era permitido fazer com a tragédia do Japão (bem recente), respondeu algo mais ou menos assim:
    ” … toda piada vale, mas eu não faria essa neste momento”. Ou seja, não existe piada proibida, mas o comediante tem que ter sensibilidade de quando, onde, como e para quem fazer a piada. Concordo com o Tom.

    Quanto a tua conclusão de uma geração “perdida” de jovens … é a mesma conclusão batida de muitos dos senhores (para não dizer velhos) de cada geração. E provada errada em muitas épocas em muitos lugares, com alguma exceção que justifica a regra.

    Abraço,

    Manuel

  • Ontem vi, por acaso, pois não assisto esse programinha, um “humoristas” do CQC provocando o senador Requião para ver se ele o agredia e assim melhorar o ibope. É uma vergonha a total falta de respeito desse programa com as pessoas! O Ministério Público deveria tomar uma atitude!

  • Ninguem tem sangue de barata,o Requiao teve muita paciencia com aquele cara,depois culpam o senador.da nojo saber que existe um programa daquele.

  • Parabéns pela análise clara e contundente. Pessoas pequenas, que não têm formação sólida, qdo alçadas à posição de celebridade adquirem a “síndrome de Deus”, i.e., tudo podem. É o momento por que passam seguramente as pessoas desse programa. Apesar dos estragos, comumente não são influências longevas. Uma pena que uma tv tão combativa, com jornalismo de qualidade, permita-se levar ao ar esse tipo de programa.

  • Não apenas mulheres são estupradas. Crianças, meninos e meninas. Meu filho escapou de um porque foi um pouco mais esperto e era mais velho. Mas o amiguinho dele, na época com 5 anos foi levado, estuprado e abandonado na rua. No dia seguinte, outro menino que participava de uma atividade escolar foi levado para sala de uma igreja e estuprado. Se debateu até consegui fugir. Ninguém me contou. Eu fui na delegacia levar meu filho, para junto com os outros meninos fazerem reconhecimento. Será que ele também quer dar um abraço neste monstro? Eu fico com o pai do menino agredido que foi segurado pelos policiais para não surrar o estuprador. Quanto ao Rafinha, espero sinceramente que nenhuma pessoa próxima a ele se veja nesta situação, mas se isto um dia acontecer, que ele dê um forte abraço, neste ser que tanto admira.

  • Edu:

    Parabéns, texto primoroso e necessário. Esse cara é um misógino contumaz, a primeira vez que me repugnou foi quando disse que “Jesus Luz gosta de comer velha (Madonna)”.
    Comuniquei a grosseria ao fã-clube da popstar, que reclamou à emissora. Pelo visto, de nada adiantou.
    Um grandalhão que atende por Rafinha. Quanto a isso, tudo certo. Nome no diminutivo para um sujeito que é POUCO.

  • Quer seja bom ou ruim o humor de Rafinha Bastos, ele descobriu uma fonte inesgotável de risos e de lágrimas: a política brasileira. Para os políticos brasileiros — na falta da lei e da justiça — sobra a nossa risada sardônica, ácida, cruel. Nesse sentido, quanto pior, melhor.

  • keridos amigos , nao sei se vcs sabem (creio q sim!)mas este programa é uma licença de um programa daki de buenos aires, com o mesmo nome e q ja existe há 14 anos, da produtora 4 Cabezas, cujo um dos donos e criador desse formato é uma pe …soa ate q talentosa, mas q as vezes peca por total falta de compromisso, por arrogancia, por preconceituoso, por mal educado e ainda pousa de “cool”, em algum momento ja foi , é certo, mas perdeu a mao em algum lugar do passado , imerso em estupidezes e escessos, via de regra faz um humor barato e discrimina as minorias (gays, pobres, negros, judeus, mulheres ,etc), e me parece q uma das condiçoes para a licencia de uso do seu produto, seria q as pessoas q a compram devem manter as mesmas “ideias”, eu coloco ideias entre aspas , pq fazer humor com falta de educaçao, antisemitismo, preconceito e arrogancia desmedida, é bastante facil,tosco e lugar comum, pode ser qquer coisa , menos criativo, neh! as pucas vezes q vi ahi no brasil tive essa sensaçao feia , aqui ja nao vejo mais ha algum tempo, ja cansou isso d se fazer d lokinho , insultar as pessoas (q as vezes ate pode estar justicado o insulto!) mas se perde a razao qdo se coloca no mesmo nivel do agressor, ou da pessoa q cometeu alguma falta, em nome do engajamento politico, de paladino do creem ser justo, o dedinho acusador ja nao serve mais , neh!!! onde estao os argumentos inteligentes? afinal d contas , nao isso q se propoem fazer, humor com inteligencia??? e grosseria nunca foi inteligente, neh nao !?!?

  • “Está se formando uma geração de bestas-feras, insensíveis, truculentas, perversas, que, um dia, terá poder sobre as vidas de todos os brasileiros”

    O dia que um imbecil desse tiver poder sobre minha vida, mato ele a tiros e estouro meus miolos em seguida. Amarei ficar famoso por matar um idiota famoso!

    Simples de resolver! Simples!

  • Conquanto me pareça moralista, intolerante e mal-humorado, o artigo tem lá seu sentido e contém uma boa dose de realismo, sintetizada na derradeira assertiva: “Espero não viver o suficiente para ver esse Brasil que está sendo gestado.”

  • É uma lástima saber que comunicadores,formadores de opnião,espalhem idéias tao indiotas através de piadas , só para ganhar o seu maldito dinheiro. Estamos no Brasil, onde a violencia contra a mulher é altissima,tivemos a pouco o estupro e morte da jovem vanessa duarte no abc,e o monstro ainda não foi preso. É UMA PENA que pessoas da mídia fiquem cegos as coisas que acontecem no Brasile e usem seu poder de influencia para espalhar intolerancia e quem sabe até formar novos assassinos e estrupadores.
    Eu a partir de hoje boicoto o cqc, e acho que todo o cidadão que tem filhas , irmãs e que lutam por um brasil mais tolerante e justo pra todos os sexos, deveriam fazer o mesmo.
    Devemos fiscalizar a midia, pois somos nós que mantemos ou não maus elementos nos meios de comunicação.

  • Edu,

    Aquilo que o pessoal do CQC faz pode ser tudo, menos humor. CQC, Pânico e Casseta são lixos. Humor é Chico Anísio e Carlos Alberto de Nóbrega,

  • É horrível mesmo.
    É desagradável, é revoltante.

    Mas esta geração não é diferente das anteriores. Este tipo de “humor” cruel sempre existiu, de uma forma ou de outra. Demonizar o ser humano, seja um indivíduo, um grupo ou uma geração (“geração de bestas-feras, insensíveis, truculentas, perversas, que, um dia, terá poder sobre as vidas de todos os brasileiros”) afasta a compreensão do problema, e a consequente busca por soluções.
    E pregar a intervenção do governo não parece uma solução muito adequada. Até quando a população vai precisar de tutores?

  • concordo com a pessima programacao da tv aberta brasileira, exceto canal cultura
    mas nao concordo com a parte ana maria braga (um dos poucos prog brasileiros com qualidade) e a xuxa nao vejo nada de tao mal..

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