O gigantesco e suspeito aparato publicitário contra Belo Monte

denúncia

A Amazonia Legal envolve nove estados brasileiros que têm problemas econômicos e sociais idênticos.  Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão somam 5.217.423 km², ou 61% do território brasileiro. Conhecer a região em que será (?) construída a usina hidrelétrica de Belo Monte é vital para deslindar a gigantesca e multimilionária campanha internacional para que a obra não seja construída.

A população da Amazônia Legal corresponde a pouco mais de 10% dos cerca de 190 milhões de habitantes do Brasil, reunindo cerca de 20 milhões de pessoas, o que dá menos do que a população da grande São Paulo. Nos nove estados da Amazônia legal residem 55,9% da população indígena brasileira, ou seja, cerca de 250 mil pessoas, segundo o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI), da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Entre os problemas sociais do Pará, sobressaem dois: o primeiro é a propriedade de terras, pois o estado é dominado pelo latifúndio, sendo que 1% das propriedades rurais ocupa mais da metade da extensão territorial do Estado, e o segundo é o alto registro de trabalho escravo.

Na saúde, a malária ainda preocupa por sua alta incidência e a taxa de mortalidade infantil é de 23 para cada mil nascidos vivos – bem acima da taxa nacional, de 19,4. Na Educação, analfabetismo, por exemplo, bate nos 11%, contra média nacional de 9%, sendo que, nos estados do Sul, a taxa cai para pouco mais de 4%.

Melhor nem falar de Saneamento Básico, Transporte, Segurança Pública etc.

A Amazônia Legal, portanto, é a região mais atrasada do Brasil, com índices de qualidade de vida entre os piores.  Nesse contexto, o Pará é a região mais sem lei da Amazônia Legal por ser a mais pisoteada pelo latifúndio e pelo trabalho escravo. Por certo todos se lembram da missionária Dorothy Stang, assassinada no Pará a mando de latifundiários que combatem a todo custo a chegada do progresso à região.

Não foi por outra razão que, em abril do ano passado, o ex-presidente Lula defendeu enfaticamente, em audiência pública, a construção de Belo Monte. Segundo disse naquela oportunidade, “Ficamos praticamente 20 anos proibidos totalmente de fazer estudos para a viabilidade da construção da hidrelétrica de Belo Monte. Não era fazer a hidrelétrica, não. Era a proibição de estudo”, disse.

Segundo Lula, o projeto foi alterado para que o governo pudesse dar todas as garantias ambientais: “Obviamente que o projeto que foi feito foi modificado. O lago [da hidrelétrica] é um terço daquilo que estava previsto anteriormente exatamente para que a gente possa dar todas as garantias ambientais e dizer a qualquer habitante do planeta Terra que ninguém tem mais preocupação de cuidar da Amazônia e de nossos índios do que nós”, declarou.

Lula, naquela oportunidade, também criticou a atuação de ONGs internacionais e seus protestos contra a construção da usina: “Vi nos jornais hoje que tem muitas ONGs vindo de vários cantos do mundo e alugando barco pra ir pra Belém pra poder tentar evitar que façamos a hidrelétrica“, afirmou.

Só para registro, Lula deu tais declarações durante discurso de abertura do 21º Congresso do Aço, em São Paulo. Abaixo, o vídeo com tais declarações.

As ONGs, ambientalistas e integrantes do Ministério Público e do Judiciário também já foram alvo de duras críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por imporem “obstáculos excessivos” à realização de obras necessárias ao país como a construção de Belo Monte. Palavras textuais do ex-presidente: “Que nos obriguem a cumprir à risca a legislação ambiental, mas não paralisem o país. O país tem fome de energia e fome de crescimento“.

Após os primeiros posts que publiquei sobre o assunto Belo Monte, decidi pesquisar mais. Entre outras coisas que me chamaram a atenção, dois ex-presidentes de distintas posições político-ideológicas e partidárias dizendo coisas tão semelhantes me fizeram ficar ainda mais desconfiado desse gigantesco e multimilionário aparato contra uma obra que certamente levaria civilização a uma parte do país que vive no século XIX, se tanto.

São peças publicitárias bem elaboradas, com deslocamentos de equipes de filmagens financiadas por milhares de ONGs estrangeiras, com o apoio de personalidades internacionais como Leonardo Di Caprio, Sigourney Weaver, James Cameron e Arnold Schwarzenegger, entre muitos outros, além, agora, de atores e atrizes da Globo que embarcaram na onda dos famosos internacionais e fizeram a versão tupiniquim do movimento “ambientalista”.

A campanha contra Belo Monte é cara e esmagadora. Vários comentaristas, aqui no blog e em redes sociais, disseram que meus posts recentes sobre o assunto tinham sido as primeiras posições diferentes que haviam visto até então. Contudo, estão enganados. Não faz muito tempo, o jornalista Paulo Henrique Amorim publicou em seu blog relatório que a Agencia Brasileira de Inteligência, a Abin, fez sobre esses movimentos  contra a construção da usina.

Quem quiser pode ler o relatório da Abin, publicado por PHA, clicando aqui. Contudo, se o leitor quiser poupar tempo, basta saber que além de elencar as ONGs estrangeiras que atuam na região o que o tal relatório revela – e que desperta desconfiança – é a informação de que governos estrangeiros estão financiando essas ONGs e as campanhas multimilionárias que vêm empreendendo contra uma obra que, a despeito dos danos ambientais, certamente levaria civilização a um Estado que mais lembra o Velho Oeste americano.

O relatório da Abin não levanta nenhuma ilegalidade, por enquanto, mas vídeo recente gravado em resposta ao do Movimento Gota D’Água, com os atores e atrizes da Globo, revela o tamanho dessa onda internacional contra Belo Monte ao citar o número espantoso de mais de 100 mil ONGs envolvidas na campanha, além das incessantes incursões de estrangeiros na região. Abaixo, o vídeo “Quem Manda no Brasil?”.

São mais do que conhecidas as ambições internacionais sobre a Amazônia e as personalidades e governos estrangeiros que relativizam a soberania brasileira sobre o território. Há até um site especializado que oferece informações sobre a cobiça estrangeira e que mostra que a preocupação ambiental de países que destruíram suas reservas naturais nem sempre é o objetivo de campanhas que, repito, podem manter 61% do território brasileiro no século XIX, se tanto.

Não se pode negar, claro, que existe muita gente de boa fé militando contra a construção de Belo Monte. Tampouco se nega que a construção dessa obra tem que ser feita sob intensa fiscalização para impedir abusos e violações ambientais e sociais. Contudo, de uma coisa o leitor pode ter certeza: a única forma de garantir a soberania brasileira sobre a Amazônia é levar o desenvolvimento sustentável à região.

O Brasil tem que tomar posse da Amazônia antes que algum aventureiro o faça “em nome da humanidade” enquanto gasta fortunas em peças publicitárias e expedições salvacionistas. Fortunas, aliás, que poderiam resolver os problemas sociais que castigam os exíguos contingentes populacionais daquela região sofrida e esquecida. O desenvolvimento, se vier, acabará com a farra de escravagistas, latinfundiários e seus pistoleiros no Pará.

202 comments

  • Belo Monte: Notícia ou Novela?

    Texto completo em: http://casatolerancia.blogspot.com/2011/11/belo-monte-noticia-ou-novela.html

    Alguns artistas da Rede Globo gravaram um vídeo sugerindo aos internautas assinarem uma petição eletrônica contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
    Neste vídeo, produzido pelo “Movimento Gota d´Água”, os atores listaram uma série de problemas relativos ao empreendimento e seus impactos.
    Vamos tentar ignorar a questão cênica, deixar sutiãs à parte e focar nas questões concretas, buscando avaliar se procedem ou não.

    Continua… >> http://casatolerancia.blogspot.com/2011/11/belo-monte-noticia-ou-novela.html

    • “Alguns artistas da Rede Globo gravaram um vídeo sugerindo aos internautas assinarem uma petição eletrônica contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.”
      Pois é,esses paus mandados do câncer do Brasil com certeza se fingem de esquecidos e não lembram do mico que a tal “namoradinha do Brasil”(será quem foi o puxa saco imbecilizado que deu a ela esse título?)pagou quando disse que tinha medo do Lula.Ela e esses lambe botas deveriam ter medo é do que o seus patrões são capazes de fazer para prejudicar o Brasil e o povo brasileiro. E eles ainda tem o displante de veicular um institucional dizendo que eles tem tudo a ver com os brasileiros.
      Só com os trouxas,idiotas,alienados e os que como eles,querem ver o Brasil ser capacho de interesses internacionais.

  • O jogo dos sete erros de Belo Monte:

    1 – os artistas entraram muito tarde quando o projeto já está em execução, depois de começar em 1975
    2 – os argumentos dos artistas foram superficiais e alguns falaciosos
    3 – não houve espaço para a argumentação contrária no video dos artistas
    4 – o video não tocou no ponto da economia de energia e incentiva comportamento consumista
    5 – a imprensa foi extramente omissa no processo de Belo Monte sem nenhum debate (e foi “furada” pelos artistas)
    6 – a área acadêmica de ciências humas não teve competência política para levar o debate à arena pública
    7 – o governo ainda não respondeu a todos os questionamento acadêmicos e indígenas

  • Já li e ouvi muitas pessoas escreverem e dizerem que as ameaças que pairam sobre a amazônia brasileira, vindas sabemos de onde, as publicações que mostram a Amazônia separada do Brasil não passariam de paranóia patrioteira.
    Os mexicanos também pensavam assim. Quando acordaram, estavam sem a Califórnia, Arizona, Nevada, Novo México, Colorado e o Texas. Era só estorinha do bicho-papão. Ou do boitatá. Paranóia regada a tequila ao som de mariachis..

  • Vamos fazer o contraponto:

    Alguém pode preparar uma petição a favor do Domínio do Brasil pelo Brasil.

    Assim daremos cabo dos gatos pingados do outro lado.

  • Há muito mais INTERESSES além dos ambientais em jogo.Como você falou em seu comentário, aquela região é a mais atrasada do País.Eu conheço-a pois já morei lá.É atrasada social e econômicamente,e onde também os poderes institucionais(presença do estado) é pequena.Nos dias atuais, com SENSORIAMENTO REMOTO, se pode saber até a composição do SOLO, seu teor de ferro,ou qualquer outro MINÉRIO.Muitas dessas ONGs representam interesses estrangeiros e/ou econômicos.Quanto mais deprimida estiver aquela região,mais facilmente será explorada por interesses não legitimamente nacionais.Será necessário INTEGRA-LA ao Brasil, de fato.Os ambientalistas não estão protestando contra a CHEVRON ? Por quê?

  • Fácil!!! Por lá tem problema demais em todas as áreas que são obrigação do Governo resolver. Pra não precisar resolver, vamos ALAGAR. Resolvido.

    • Estratégia neoliberal para se livrar de “indesejáveis”: afogar (não foi isso que Mayara Petruso sugeriu que se fizesse com os nordestinos?). E onde não puder alagar, faz o quê? Taca fogo (não é isso que acontece com as favelas de São Paulo cotidianamente?)

  • Peraí, gente! Esqueçam a UHE BElo Monte um bocadinho! De acordo com o vídeo, temos as seguintes indagações para serem respondidas:

    – 100.000 ONG’s estrangeiras na Amazônia? CEM MIL ONG’S NA AMAZÔNIA?
    – Índios ianomâmis sendo treinados nos EUA?
    – Proposta de Desmembramento do Território Ianomâmi do Brasil?
    – Urânio e minerais raros no subsolo da Amazônia Legal?
    – ONG’s internacionais atuando no Brasil com financiamento de governos estrangeiros?
    – Cineastra AMERICANO convocando Senadores AMERICANOS para um debate sobre Belo Monte?

    O pior é que essas notícias circulam na Web desde 2002! Tirando a questão da usina, os tópicos levantados acima deveria ser um escândalo nacional. São fatos gravíssimos! Agora entendi tudo. Ficou tudo muito claro na minha mente agora.

    • JORGE PREPARE-SE PARA O ACHINCALHE DOS QUE DESCREVEM COMO PARANÓICOS OS QUE ACREDITAM NA REALIDADE DE INTERFERENCIA E INVASAO QUE ESSAS ONGS DO INFERNO ESTÃO FAZENDO NO PAÍS, COMO DISSE UM COMENTARISTA ACIMA, QUANDO ACORDARMOS, INES ESTARÁ MORTA COMO ACONTECEU AO MÉXICO, TUDO PORQUE DAMOS TRELA E NOS ENVERGONHAMOS QUANDO APARECEM OS LESA PÁTRIA DESPREZANDO NOSSA DESCONFIANCA E ROTULANDO NOSSO MEDO DA “MISSÃO HUMANITÁRIA” DA OTAN QUE EM BREVE DESEMBARCA NO BRASIL,DE PARANÓIA.

    • Não se esqueça que o Brasil assinou a declaração da autodeterminação dos povos indígenas, reconhecendo portanto, o direito desses povos a autogovernar-se.

  • Engraçado. No artigo, há pérolas como: . “…me fizeram ficar ainda mais desconfiado desse gigantesco e multimilionário aparato contra uma obra que certamente levaria civilização a uma parte do país que vive no século XIX, se tanto.”
    Esse argumento de “levar civilização” é similar aos dos espanhóis e portugueses que vinham trazer a civilização e a fé.Essa civilização representada por Belo Monte é que está destruindo o mundo.

        • Como é que uma pessoa pode criticar um texto, seja ele uma reportagem ou qualquer outro texto, sem o ler ou citar o mesmo na crítica?

          O Eduardo não USA as reportagens, ele TECE CRÍTICAS a essas reportagens.

          Você tomou uma rasteira e na hora de tentar revidar ainda fez uma afirmação sem sentido.

          Como se diz na minha terra, acho melhor você ir dormir mais cedo porque hoje não é o seu dia.

  • Até agora não vi ninguem falar sobre o fato de que a não construção de Belo Monte vai implicar na construção de usinas termoelétricas que consomem óleo combustivel, gás ou combustivel nuclear, todas altamente poluidoras. Fontes alternativas deveriam estar sendo pesquisadas com maior afinco mas até o momento ainda não estão disponiveis. Portanto, para não poluir ainda mais, as hidrelétricas são de longe a melhor solução.

  • Belo post. O que irrita nessa discussão, ou melhor, da não-discussão desse tema Belo Monte é a petulância da estrangeirada em meter o bedelho onde não é chamada. Nunca vi nesses meus cinquenta e seis anos nenhum país do mundo dar pelotas para nós, brasileiros, quando da implantação de seus projetos, sejam ecológicos ou anti-ecológicos.
    Está aí: a China meteu os peitos e fez a maior hidroelétrica do mundo, a de Três Gargantas, com um lago que destruiu um valioso patrimônio cultural. Onde estavam os ongueiros e ongueiras? Os “roliudianos”? São bestas de se meterem com o outrora “Império do Centro”?

    Não vamos nos iludir: subjacente a toda essa onda há, sim, o interesse econômico pela Amazônia e, por outro lado, quererem fazer dela uma espécie de compensação pelo que fizeram nas terras dele. Ora, vão pentear macaco!

    O problema de Belo Monte é nosso! Esses artistazinhos da Globo deviam era criar vergonha na cara e deixarem de ser instrumentalizados pelos que atentam contra o seu próprio o país. Tenho certeza que 99% deles não sabem a diferença entre um Igarapé e um riacho. Só conhecem índios pelos filmes de “caubóis” americanos.

  • E a Marina defende o quê? Os interesses americanos. Não se vê uma “alma indignada” denunciando o trabalho escravo, a compra sem controle de vastas extensões de terra, por estrangeiros e brasileiros sem escrúpluos, a miséria no norte do Brasil, os conflitos entre índios e posseiros… Pq o “gota d´água” não faz um vídeo denunciando a Chevron e pedindo medidas fortes contra essa empresa, inclusive, exigindo a sua retirada. Aí todo mundo se cala. Marina Silva nem boceja, Serra não aparece para criticar. A Globo esconde a notícia. O Reinaldinho Cabeção (como chama a Tia Carmela) nem destila seu venono na VEJA. O jogo está claro. Aos poucos vamos vendo de que lado estão. Só espero que o povo tome conhecimento do que está acontecendo e não se deixe impressionar por esses discursos de pseudos ecologistas que só defendem os interesses americanos no Brasil e no mundo.

  • O autor misturou várias coisas diferentes, dizendo várias verdades, sem ir, no entanto, ao ponto: consequências da construção da usina, prejuízos ambientais e vantagens para o desenvolvimento. Quem disse que os latifundiários são contra a construção? Quem disse que a energia de Belo Monte vai levar desenvolvimento à população local? O que energia propicia é instalação de fábricas, daí ao desenvolvimento vai grande distância, ou o período de mais intensa industrialização do País, os anos do milagre, seriam também os melhores anos para os trabalhadores brasileiros. Será que foram? O fato de pessoas serem contra a construção de Belo Monte não as coloca como parte de um movimento internacional dirigido por governos de outros países, assim como defender a construção não significa que o sujeito está sendo financiado pelo governo federal. Pode ser bem intencionado também. Usar conceito de desenvolvimento como sinal de obras, fábricas etc. não parece mais adequeado numa época em que o maior problema do mundo (não se pode mais falar em nações isoladas) é a devastação do meio ambiente. Os indígenas brasileiros não contatados que vivem na floresta não vivem “no século XIX”, vivem em época muito mais remota, o que não significa que trazê-lo para o século XXI será dar-lhe desenvolvimento. Da mesma forma, o século XIX já significou progresso e desenvolvimento. Era quando crianças trabalhavam 14 horas por dia e adultos eram praticamente escravos das indústrias, como acontece agora no Pará (mas também em São Paulo, é bom lembrar). Pensar que a construção de Belo Monte é a solução de todos os problemas do Pará, que com ela a civilização vai se instalar, o trabalho escravo vai acabar, os latifundiários perderão o poder e deixarão de assassinar trabalhadores me parece tão radical quanto julgar que os ambientalistas brasileiros (e eu conheço gente que viveu na região, conheceu de perto o que está sendo feito e não considera o governo federal tão bonzinho quanto diz o grande presidente Lula no vídeo — gente inclusive que votou no Lula e na Dilma, gente que está do mesmo lado, mas leva em conta outros valores de vida que não apenas o desenvolvimento industrial predador, este sim do século XIX). Quando o regime militar destruiu Sete Quedas para construir Itaipu, o poeta Carlos Drummond de Andrade protestou num belíssimo poema. Se protestasse contra Belo Monte hoje seria chamado de poeta financiado por governos estrangeiros? Há cientista dizendo que as mudanças climáticas em curso na Amazônia, com as maiores secas do século nos últimos anos, podem tornar Belo Monte uma usina inoperante. Será que está a serviço de governos estrangeiros? Tenho lido notícias de protestos pelo descumprimento de promessas pelas empreiteiras da obra. Se agora os acordos com as comunidades já não são cumpridos, o que dizer do futuro? Isso de ONGs gastando muito dinheiro não significa necessariamente que são corruptas, porque qualquer campanha exige dinheiro. Ambientalistas que têm dinheiro não podem colaborar? E a campanha que defende a obra, também não gasta muito dinheiro? Enfim, o assunto é mais complexo. Toda argumentação deve ser considerada, sem maniqueísmo.

  • Onde tem essas ONG’s da Amazônia tem a Ford Foundation. Nesse caso, a principal opositora é a International Rivers Network. Joguem este nome e “ford” no google e vejam que patrocina.

    PS.: Não tenho opinião formada sobre a Usina, mas sempre desconfio de ONG’s metidas a salvar o mundo.

  • Eduardo, o fato dos dois ex-presidentes apoiarem esse projeto idealizado pela ditadura militar só mostra como PT e PSDB possuem convergências, isso não é surpreendente, é a demonstração cabal de que e PT guia suas políticas pelas diretrizes do latifúndio, ou você acha que o PSDB e Kátia Abreu (defensora dos neo-escravocratas) apoiam Belo Monte por causa do progresso daquela população. Um toque, “civilização” e “conspiração de ongs” são jargões dos ruralistas, que,por sinal, são entusiastas de BM. O pior de tudo é que você está usando informações da mesma ABIN que espiona os moviementos sociais e que não tem credibilidade( http://www.xinguvivo.org.br/2011/07/07/conversa-fiada-o-brilhantismo-da-abin-e-a-credulidade-de-paulo-henrique-amorim/ ) e um vídeo de reportagem da família Saad, que usa a concessão pública de TV para fazer a defesa mais verrina do latifúndio, não há isenção para nada que venha da band em matéria de meio ambiente e questões de terra.

    Melhor fica ligado, a Espanha pode ser logo aqui, quando as convergências forem tantas que não haverá distinção possível de se enxergar.

    Pra não faltar, as verdadeiras palavras de ordem que todos de esquerda deveriam proferir: FORA BELO MONTE E FORA NOVO CÓDIGO FLORESTAL!!!!

  • Acho que o PIG, em particular a GLOBO, desistiram do PSDB, do Serra, do FHC, do Aécio e estão apostando na Marina Silva para derrotar Dilma em 2014!!

  • Pior que tudo isso foi o comentário que ouvi sobre essa BANDALHEIRA: “Antes entregar tudo pro EIKE BATISTA, que é brasileiro, do que deixar pras ONGs e multinacionais…” Esta é a última máxima que o indústria da boataria e formação de opinião em massa está distribuindo pelo território nacional.

    O que precisamos é incetivar as pessoas a se APROFUNDAREM MAIS nos assuntos ANTES DE FORMAR UMA OPINIÃO, e depois analisarem MAIS IANDA ANTES de sair por aí proclamando o “EU ACHO”, que é o carro chefe do FEBEAPÁ de sempre. LER! Usar o tempo de navegação na web pra PESQUISAR sobre os assuntos, pelamordedeus! Todos querem ser doutores, mostrar que de tudo entendem seguindo o modelo dos formadores de opinião mais conhecidos aqui: JÔ SOARES, ARNALDO JABOR e até o NEWMANE PINTO! Valha-me Deus!

  • Edu,

    Eu sou contra qualquer uso de fontes de energia não-renováveis que causam poluição do ar, da terra e das águas: não adianta fornecer energia para que as pessoas vivam mais e produzam mais, porém sem que essa vida seja mais saudável.

    Todos os argumentos que muitos dão para defender usinas nucleares, termoelétricas, hidrelétricas e a exploração de combustível fóssil são baseadas única e exclusivamente em um modo de produção taylorista-fordista (industrial, linha de produção, etapas sequenciais) e em um modelo econômico neoliberal, que iniciou-se em uma época na qual a humanidade ainda estava muito longe de ter 5% do conhecimento ecológico, econômico, histórico, antropológico, médico e comunicacional que possui hoje em dia.

    Toda a justificativa que funciona como empecilho para a adoção de fontes de energia 100% limpas, renováveis e que não promovem desapropriações em massa, indenizações, processos judiciais infindáveis, a extinção da biodiversidade e a obrigatoriedade de fazer com que populações que não vivem no meio urbano sejam forçadas a viver de uma forma completamente diferente como que dissesse a elas “vocês são e estão atrasados e desenvolvimento é isto o que estamos lhes apresentando agora” é baseada em um único dentre tantos modelos econômicos e de gestão possíveis.

    A principal desculpa, a de que a energia das ondas do mar, o combustível das algas marinhas, a energia eólica e a energia solar são caras, está mais de acordo com os intere$$e$ de se manter a matriz energética atual assim como está porque evita o conflito com atores muito graúdos e centenários que comandam a política e a economia do planeta: os mesmos, se quisessem, já poderiam ter evoluído. Porém, não o fazem para poderem investir o mínimo e lucrar o máximo possível.

    Entendo que toda ruptura cause guerras diretas e indiretas – com ou sem derramamento de sangue. A índole de Lula e a governbilidade de Dilma dependem muito do diálogo constante, de ceder (muito além da conta, diga-se de passagem) e de compartilhar perdas e ganhos com esses mesmos poderosos que financiam pesadamente as campanhas de todos os partidos, sem exceção. O ideal é que não se parta para esse ponto.

    Por outro lado, a aceitação pura e simples de que a turbina eólica é cara; de que a placa fotovoltaica é cara e pesada; e de que nunca fizemos nada em relação à energia das ondas nem ao combustível das algas, etc. é uma desculpa – a meu ver – furada, pois bastaria ao Governo estudar e colocar em prática paulatinamente novas formas de incentivo e subsídio para essa nova matriz aproveitando o imenso potencial das universidades, das agências de fomento à pesquisa da iniciativa privada. Seriam parcerias juridicamente claras, sem o risco de privatizações, com uma oferta pública de ações de no máximo 50% -1 para parceiros locais e estrangeiros. Na China, toda empresa estrangeira é sócia do Estado. E esse é um modelo que ainda não testamos.

    Há tempos atrás, assisti no Discovery Channel a um programa que mostrou, na Costa Rica, o aquecimento da água (esterilização, cozimento de alimentos, banho, etc.) via painéis baratíssimos de papel-alumínio e placas baratas de alumínio facilmente montáveis por populações ribeirinhas. No Brasil, um professor da UFTPR utilizou um sistema de aquecimento que utiliza baratíssimas lonas de vinil foscas pintadas de preto e esticadas por sobre um sistema de tubos de PVC conectado a toda a rede hidráulica e alimentado via cisternas, que seria perfeito não apenas para residências como também para estufas.

    Na Alemanha, a despeito de tratar-se de um país muito rico que já utiliza-se de políticas ecológicas há muitos anos, o Governo compra a energia de quem instala placas fotovoltaicas em suas residências.

    Enquanto isso, a nossa construção civil não aposta em casas populares com alta insolação e alta taxa de circulação de vento, tornando a prática um produto caro e projetado por poucos arquitetos. Todo prédio recém construído já poderia ter sido projetado com espera por toda a sua superfície para placas fotovoltaicas e também para uma nova tecnologia

    • Temos um problema, então: não existe nenhum estudo sério sobre outra fonte viável e mais limpa de energia que não seja a hidrelétrica. Estou cansado de discursos sobre como é fácil resolver o problema energético do Brasil com fontes absolutamente limpas, mas que não apontam a alternativa. Quero um estudo sério, que seja considerado factível, que tenha custo suportável e que funcione rápido, porque em alguns anos vai faltar energia. Sugiro, Hélio, que além de me informar disso dê a sugestão ao governo, porque ou Lula e Dilma são malvados que querem judiar dos índios e destruir a natureza ou essa sugestão não existe. Aguardo.

      • Excelente comentário, Hélio. E há, sim, Eduardo, TROCENTOS estudos mostrando a viabilidade (inclusive ganhando valor em escala em médio prazo) das fontes alternativas ao modelo das usinas, que prevalece entre nós há mais de um século e já provou não ser sustentavel nem do ponto de vista ambiental, nem na dimensão social. O governo Lula/Dilma, gostemos ou não, ainda não se convenceu da viabilidade das fontes alternativas, mas vale lembrar que os caciques do PMDB são ligados (inclusive sócios em vários casos, como no Maranhão) aos grandes empreiteiros (os maiores beneficiados com o modelo das hidrelétricas) e isso não é qualquer coisa. Sugiro a leitura do excelente artigo “A miopia do debate energético”, de Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=32769
        Abrs
        Rogério Tomaz Jr.

        • Eu li,não consigo me lembrar agora onde,um artigo lascando o bambu na geração de energia eólica no nordeste do Brasil. Alguns dos argumentos dos como sempre,contra: interfere na migração das aves, “polui” o visual,é muito cedo para avaliar o “impacto’ ambiental.
          Ou seja,nunca estão satisfeitos.Estão sempre procurando atrapalhar,mas será que conseguem viver sem o conforto que a energia elétria proporciona?

  • Que absurdo considerar a região norte como atrasada e longe de civilização. Apenas demonstra sua total demagogia e ignorância em querer falar de algo que não se conhece profundamente. Insensato comentário seu.

  • Alo Edu: Tenho um livro chamado Máfia Verde. O ambientalismo a serviço do Governo Mundial.

    Como voce abriu a discussão sobre Belo Monte, procurei na internet a respeito desse livro. É um livro no mínimo controverso, mas muito interessante.

    Repasso um resumo encontrado na internet:
    MAIS SOBRE A COBIÇA DA AMAZÔNIA.

    O livro “Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do Governo Mundial” foi publicado pela revista-editora, Executive Intelligence Review. Consta como seu editor, Lorenzo Carrasco, seu diretor no Brasil, mas a responsabilidade intelectual pela obra é atribuída ao empresário norte-americano Lyndon LaRouche, proprietário da Revista. Dono também de idéias controvertidas e contestadas por facções ambientalistas do mundo inteiro. O texto denuncia fortemente o que há um “viciado radicalismo ambientalista imposto ao Brasil, com conivência do Governo Federal”. Sustenta que no Brasil, a própria palavra “madeireiro” virou sinônimo de criminoso. Em decorrência disso e através de uma “intensa lavagem cerebral promovida por um catastrofismo ambientalista que faz acreditar que as atividades humanas, principalmente as industriais, estão levando o mundo a um beco sem saída ambiental”. Argumenta se tratar de uma guerra (entraves) contra o desenvolvimento (não só o econômico, mas principalmente o desenvolvimento social) e a soberania nacional. Chegando a ser uma calamidade social, pois, além das pessoas que estão sendo desempregadas apenas nas cadeias produtivas florestais, agregam-se os outros setores produtivos diretamente afetados pelo radicalismo ambientalista-indigenista e os milhões de empregos que se estão deixando de produzir nas incontáveis obras de infra-estrutura paralisadas por exigências ambientais disparatadas e um irracionalismo que não responde às necessidades nacionais e pelas pressões internacionais dos grupos que agendam a pauta das principais ONGs no país. Defende também que as políticas ambientalistas de Lula não passam de miragem para enganar incautos que ainda restam dentro do próprio setor florestal. Destacando-se políticas de perseguição contra o setor madeireiro, que só confirmaram o alinhamento incondicional ao ambientalismo internacional, passando por cima do próprio Congresso Nacional. O editor do livro, Lorenzo Carrasco, subordinado do senhor Lyndon LaRouche, sendo aqui seu chefe-de-escritório desde 1985, foi convocado para depor na CPI das ONG´s do Senado Federal. Mas, não foi só isso que as idéias contidas no seu livro suscitaram. Despertaram a ira do Fundo Mundial para a Natureza, o WWF, tida como a principal ONG ambientalista do mundo, que insurgiu-se contra tais argumentos e proveu ações judiciais para impedir que o livro fosse vendido, pois, atinge a sua imagem institucional. A ação foi impetrada pelo escritório de advocacia Barbosa, Müssnich e Aragão, do qual um dos sócios, Francisco Müssnich (envolvido no escândalo de espionagem do Banco Opportunity, de seu cunhado Daniel Dantas), ocupava um lugar na diretoria do WWF-Brasil, tida no texto como controladora de grupos oligárquicos que manipulam o poder econômico do “Governo Mundial”. No livro, os autores apontam que a Rede Globo de Televisão tem aderido às campanhas ambientalistas da WWF-Brasil, sendo que, até há pouco tempo, José Roberto Marinho, vice-presidente da Fundação Roberto Marinho, era o seu Presidente no Brasil. De qualquer modo, a controvérsia está sob judice. De um lado, dissimulados protetores dos madeireiros, do delito ambiental e da exaustão sem limites dos recursos nacionais. De outro, uma ONG multinacional que vive das benesses do capital mundial sob o pretexto de proteger o que não lhe pertence. No meio, a natureza nacional (e mundial), cada vez mais desprotegida.
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    Fonte: http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1833244-m%C3%A1fia-verde-ambientalismo-servi%C3%A7o-governo/#ixzz1eMiAQ5zQ

  • Ainda não tenho elementos suficientes para me posicionar sobre o provavel impacto ambiental de uma obra de tamanha envergadura.Mas uma coisa é certa:se a Globo,sendo quem é,se posiciona contra a construção da usina de Belo Monte,isso significa que devemos apoiar a construção da usina de Belo Monte,até mesmo para que não corramos o risco de vir a perder uma parte substancial de nosso territorio,pois ja estamos carecas de saber que a Globo,muito mais do que qualquer outro integrante da midia vagabunda e corrupta,é ponta de lança dos interesses ianques no Brasil.Quanto a Marina Silva,quem já traiu o PT é bem capaz de trair o Brasil,porque é uma pessoa sem escrupulos e oportunista.

  • (desculpa, dei enter sem querer)… CONTINUA

    …Não é todo o lugar que precisa de indústria pesada para se desenvolver. Aliás, o que é desenvolvimento?! Sob quais condições?!

    O país perde uma chance enorme de ser pprotagonista de uma maneira diferenciada, não apenas seguindo a manada. O Brasil carece de inovação, pois a moeda de troca é o capital social compartilhado, no qual a colaboratividade e a participação crescente de todos atravessa a e é atravessada pela alimentação e transformação de sistemas de informação em conhecimento.

    A China cresce de maneira quase escravocrata e ditatorial, fornecendo bens de consumo ordinários de péssima categoria a preços canibalizados; a África do Sul cresce a partir do sanguinário contrabando de joias e de pedras preciosas; a Rússia criou um nicho de megacapitalistas acima da lei que agem como mafiosos. E o Brasil? Mesmo que por vias bem menos desonestas, pretende crescer apenas sustentando o consumismo e despejando baratas commodities pelo planeta?!

    É bom pensar na tese do decrescimento: as pessoas mais próximas da natureza, em convívio mais intenso com aqueles de quem se ama, evitando os supérfluos e preservando o meio ambiente. O problema é que quem se criou de uma maneira essencialmente urbana e considera o capitalismo como ele se apresenta atualmente dificilmente terá condições de pensar de uma maneira diferente.

    Até que ponto deve-se industrializar? Para produzir o que, para quem, como aonde?

    Li todos os teus posts sobre o assunto e tenho acompanhado essa discussão há muito tempo. Não me deixo levar pela onda do PiG, mas estou muito longe de estar covencido de que a manutenção da atual matriz energética é positiva para nós: quanto mais energia abundante estiver disponível, mais filhos as pessoas terão. Se já é extremamente complicado elaborar políticas públicas, proteger o nosso território e educar a nossa população com 200 milhões, imagina com 300 em menos de 100 anos!

    O Brasil também pode dar o exemplo para quando a nação estiver envelhecida adotando uma política bastante justa de migração controlada de pessoas da África e da América Latina – o que seria uma forma de ampliar substancialmente o nosso leque cultural.

    Por fim, o presidente da FAPESB, em visita a nós, na Unisinos, disse que a melhor maneira de fazer com que a população proteja o meio ambiente, proteja as fronteiras, reduza ao máximo o contrabando de substâncias químicas para laboratórios farmacêuticos estrangeiros, o tráfico de animais silvestres e de madeiras nobres e evite que se tome florestas para criar fazendas agropecuárias é a implantação de várias universidades em cidades de fronteira.

    O contexto atual é muito diferente daquele que originou Itaipu: esse modo de produção energética e a falta de preocupação socioambiental eram compatíveis com o nível de conhecimento que tínhamos no final da década de 1970 e início da década de 1980. Agora, muita coisa mudou.

    []’s,
    Hélio

  • O articulista tem razão em suas conclusões (nem vou discutir a curiosa fala, que me lembra outras épocas, sobre ambientalistas como inimigos). Minha questão é: desenvolvimento sustentável da Amazônia é sinônimo de construção de grandes barragens em áreas indígenas para fornecer energia elétrica para a indústria automotiva no Sudeste? Acho que não… É hora de começarmos a pensar seriamente em outras alternativas de desenvolvimento. Estas, que Dilma, Lula, FHC, Figueiredo, Médici e outros tantos vêm pregando precisam ser superadas.

  • Para azar da Imprensa urubu:

    Postado por APOSENTADO INVOCADO 1 às 15:11 1 comentários Links para esta postagem
    O plano do FMI para Espanha e amigos vai transformá-los em uma grande América Latina do século XX. Serão décadas de atraso !

    Enquanto isso , no Brasil que a Miriam Leitão detesta:”Exportações crescem e superavit chega a US$ 1,3 bi em novembro”

    As exportações superaram as importações na terceira semana de novembro, fazendo a balança comercial brasileira registrar superavit de US$ 282 milhões no período do dia 14 até 20. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
    Com o avanço das exportações no período, o resultado do mês fica positivo em US$ 1,314 bilhão. No período, as exportações alcançaram US$ 13,569 bilhões, e as importações US$ 12,255 bilhões. Na primeira semana do mês, foi registrado deficit de US$ 543 milhões.
    No ano, o superavit comercial acumulado atingiu US$ 26,702 bilhões, resultante das exportações de US$ 225,708 bilhões e importações de US$ 199,006 bilhões.
    O superavit, na comparação com o acumulado do ano do mesmo período de 2010, cresceu 75,8%. Em 2010, no período foi registrado saldo de US$ 15,184 bilhões.

  • Agora é a hora de fazermos Belo Monte e outras obras de infraestrutura nas fronteiras amazônicas.

    Essa crise econômica está deixando Tio Sam acuado, e nada é mais perigoso do que um animal acuado. Se tiver bombas atômicas, pior ainda.

    Realmente, nota-se que essas ONGs que militam contra Belo Monte são realmente endinheiradas. Mesmo sem o link do post, era óbvio que elas têm financiamento de governos.

    As riquezas da Amazônia são incomensuráveis, inclusive urânio.

    Acho que precisamos efetivamente integrar a região, e não é só pelo perigo de nos tomarem a Amazônia. É também uma questão de Europa e EUA não quererem que o Brasil se torne uma potência ainda maior. É só recuar um pouco no tempo, para a chamada Guerra do Paraguai. A Inglaterra manipulou conflitos regionais e induziu o Brasil a essa guerra, junto com Argentina e Uruguai. A motivação da Inglaterra era que o Paraguai tinha a vocação para se tornar uma potência regional e liderar toda a região. E a Inglaterra não queria isso, pois uma América do Sul forte seria também uma América do Sul que não se submeteria ao poder do Império anglo-saxônico.

    • E o Brasil nunca vai sentar no conselho de segurança da ONU porque não tem bomba atômica…

      EJimmy Carter confessou numa entrevista que pediu para a Alemanha não passar Knowhow para o Brasil, sobre enriquecimento de urânio…é só um pequeno exemplo

  • Aos que criticam a construção de Belo Monte:
    – alguém aí já mostrou uma laternativa factível e não poluente à construção da citada usina?
    – alguém aí sabe qual o percentual de energia não poluente poder-se-ia adicionar ao nosso
    energético em 5 anos, mesmo se todas os emprendimentos fossem direcionados para essas
    fontes?
    – alguém aí assumirá como normalidade a ocorrência de novos apagões, como os acontecidos
    no início da década anterior, por absoluta falta de investimentos na geração de energia?
    – alguém aí tem idéia do percentual de crescimento da geração de energia necessário para a
    manutenção do crescimento médio de 3% anuais?
    – alguém ai sabe que em todas as cidades onde foram implantados projetos de grande porte,
    como a citada usina, melhoraram muito o seu IDH?
    -finalmente, alguém aí ( incluídas beldades da TV) já morou numa palafita, cresceu sem
    escolas, sem saber o que é uma escova de dentes, sem saber para que serve um vaso sanitário?
    Não há como fazer omeletes sem quebrar ovos. Os que se derem a o trabalho de ver o projeto
    proposto para a usina ( acessível no Google) verão que as mudanças do meio serão muito pequenas,
    levando-se em consideração a magnitude do projeto. A área alagada é, comparativmente a outros projetos, muito pequena. Precisa-se sim da cobrança da execução do projeto passo a passo. Acho que boa parte das pessoas ainda não relacionou o tamanho da área do projeto às dimensões da Amazônia. A idéia que lhes passa é a de que o Pará se transformará num imenso lago. Basta comparar o seu lago com o Tucuruí, por exemplo.
    Por fim, acho que o Governo do Brasil deve governar para o Brasil, visando a sua integração e preservação. Quem defende a não construção de Belo Monte ou deseja o imobilismo governamental
    e a manutenção da escuridão cultural e material dos que ali vivem ou tem intersses escusos, entreguistas. Ou ambas as coisas.

  • Tinha que mandar todas essas Ongs para seus países de origem e esses canastrões que participaram dessa palhaçada também, lá eles teriam muito mais razões para protestos, e por coisas mil vezes mais escabrosas. Racismos, xenofobias, invasões de países para saquear, etc. Só não adiantaria protestar por questões ambientais porque la eles já destruíram tudo faz tempo.

  • hahahaha quase chorei de rir com essa aqui “O desenvolvimento, se vier, acabará com a farra de escravagistas, latinfundiários e seus pistoleiros no Pará.” Realmente é hilário, né, porque esses caras estão lá por causa desse tal “desenvolvimento”, e é uma baita desinformação (pra ser otimista) o queridão escrever isso ali. A construção da Belo Monte é de interesse elitista, não nacional. Nada pode justificar a destruição de 640km² de Floresta Amazônica. Se há falta de energia, que se recorra à energia alternativa, como a energia eólica, ou a energia a partir do bagaço da Cana-de-açúcar, que poderia produzir a energia de 3 usinas de belo monte. Além disso, é absurdo essa afirmação aí da legenda “(…) contra uma obra que levaria civilização a uma parte do país que vive no século XIX”, afirmando que os indígenas e ribeirinhos não são civilizados. É apenas uma outra forma de organização social (muito mais humana e muito menos predatória, que deveria, inclusive, servir de exemplo para essa “civilização” de barbárie que tem sido vivida e pregada, que prioriza interesses econômicos em detrimento dos interesses sociais) que deve ser respeitada e valorizada. Foi mal, Eduardo Guimarães, você é só mais um que não está do lado do povo 😉 .

  • Edu, veja quem a globo escalou: Uma atriz que recebe uma pensão ilegal do governo paulista, um sobrinho de humorista reacionário, atores, humoristas, modelos e atrizes de segunda linha que aceitam quaisquer ordens para perderem o emprego, credibilidade já era. Por fim, despolitizados.

  • Estou muito dividida sobre esse assunto… no geral, tendo a ser a favor, mas como responder ao argumento de que temos produção de energia suficiente para o nosso desenvolvimento, desde que não seja uma economia que se baseie em produção de bens primários como a produção do aço que precisa de muita energia e que esse tipo de produção é considerado um retrocesso econômico pela seu forte impacto ambiental?de que modo seria levado a “civilização” para essa região? Em Tucuruí não foi isso que aconteceu… em relação às duas experiências (Tucuruí e Itaipú) qual é a diferença de tratamento às populações atingidas? como controlar se os direitos dessas populações estarão sendo garantidos? outra questão é sobre o financiamento público da obra, vais ser mesmo 80% financiado pelo governo? quanto mais me informo, mais dúvidas aparecem… abração.
    patrícia.

  • Apesar de ter um pulha no poder (aliás, em ambos os lados), não foi com uma falácia, mais ou menos assim, que o Iraque foi invadido e os EUA encontraram e destruíram um mega arsenal imaginário de armas químicas, e nem notaram que lá haviam milhares de poços de petróleo?

  • Caro Eduardo,

    morei no Pará até o ano passado e o que vi por lá foi a pratica corrosiva do capitalismo primitivo (é, pior é que é do primitivo ainda) na maioria das negociações… E na condição de professora tive contato com muitas realidades diferentes (ainda que a maioria com pouca ou nenhuma renda — ainda tem gente que vive de favor). Incentivei meus alunos a se inscreverem para a ALPA porque seria uma promessa de emprego. Mas não… até pra funções pouco remuneradas a ALPA levou pra Marabá a maioria dos seus funcionários dizendo que os marabaenses não eram qualificados (se tivesse interesse na melhoria da cidade teria treinado esse pessoal)… e a Vale é igual. No início a maioria dos seus funcionários eram de outros estados. Depois a Vale fez uma “parceria” com a UFPA – campus Marabá para ter os cursos que eram de interesse da Vale, como engenharia de minas, por exemplo. A UFPA aceitou a parceria e findo uma levada de engenheiros prontos para o mercado a Vale rompeu a parceria e treinou de acordo com os interesses dela os neograduandos. Pagou a esses um salário bom mas muito inferior aos outros que eram de fora… e a Vale está cada vez mais rica. Já a população de Marabá e até muitos dos que vivem em Parauapebas, não tiveram nenhuma chance de melhorar de vida com a Vale… ao contrário. E essas construções dão prejuízos em tantos aspectos que não sei se é uma energia valida… Mas tem gente que pensa que não dá para usar outras energias, assim como tem gente que não come carne porque é matança mas usa petroleo… são as incoerências da vida capitalista que todos estamos vivendo, queira ou não.

  • Caro Eduardo,

    morei no Pará até o ano passado e o que vi por lá foi a pratica corrosiva do capitalismo primitivo (é, pior é que é do primitivo ainda) na maioria das negociações… E na condição de professora tive contato com muitas realidades diferentes (ainda que a maioria com pouca ou nenhuma renda — ainda tem gente que vive de favor). Incentivei meus alunos a se inscreverem para a ALPA porque seria uma promessa de emprego. Mas não… até pra funções pouco remuneradas a ALPA levou pra Marabá a maioria dos seus funcionários dizendo que os marabaenses não eram qualificados (se tivesse interesse na melhoria da cidade teria treinado esse pessoal)… e a Vale é igual. No início a maioria dos seus funcionários eram de outros estados. Depois a Vale fez uma “parceria” com a UFPA – campus Marabá para ter os cursos que eram de interesse da Vale, como engenharia de minas, por exemplo. A UFPA aceitou a parceria e findo uma levada de engenheiros prontos para o mercado a Vale rompeu a parceria e treinou de acordo com os interesses dela os neograduandos. Pagou a esses um salário bom mas muito inferior aos outros que eram de fora… e a Vale está cada vez mais rica. Já a população de Marabá e até muitos dos que vivem em Parauapebas, não tiveram nenhuma chance de melhorar de vida com a Vale… ao contrário. E essas construções dão prejuízos em tantos aspectos que não sei se é uma energia valida… Mas tem gente que pensa que não dá para usar outras energias, assim como tem gente que não come carne porque é matança mas usa petroleo… são as incoerências da vida capitalista que todos estamos vivendo, queira ou não.

    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/teoria-e-historia-o-brasil-e-o-capital.html
    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/aula-de-matematica-e-mail-enviado-e.html
    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/zeitgeist.html

  • todas as garantias ambientais pra quem cara pálida? “tomar posse da amazônia” é inundar ela? palhaçada, desenvolvimento continuará concentrado…
    discutir necessidade energética não é possível né… depois das 300 ou 400 hidrelétricas na amazônia quanto porcento da mata teremos? para quem é tanta energia assim? para indústrias? quem ganha com elas?
    qual a % de árvores, vida aquática, algas, etc. que podemos matar sem comprometer a vida na terra? tu acha que o Rio Madeira vai continuar com a maior diversidade de peixes do mundo? a prostituição e o caos nas áreas de construção? mitigar impactos? as favas meu amigo… grande palhaçada pra poucos lucrarem com a morte de muitos e da natureza…

    • “para indústrias? quem ganha com elas?”
      Vc é uma das pessoas beneficiadas ou vc está escrevendo e postando nesse blog graças ao o que?
      Ou não foi uma industria que proporcionou a casa ou o apartamento que vc mora? Não foi uma industria que possibilitou mobiliar sua casa,inclusive com eletrodomésticos?Ou não foi uma indústria que produziu todos os veiculos nos quais vc se locomove?Aqueles alimentos que vc consome só é possivel graças a agro indústria que inclui a produção de máquinas para plantio,colheita de grãos,do leite ,da pasteurização do mesmo.Não sei se vc tem costume de ir aos shopping centers,mas da próxima vez que olhar aquelas vitrines tentadoras,lembre do que há por tras delas. E a Belo Monte não acabará com a Amazônia e beneficiará todo o Brasil e não só aos locais,ou vc desconhece que o sistema brasileiro de energia é todo interligado?

  • levar a civilização? Sério mesmo que eu acabei de ler esse argumento paupérrimo, que mais soa como discurso político português na Era das Grandes Navegações?

    Discussão muito pobre. Nada se fala sobre as reservas indígenas da região e o pouco aproveitamento do potencial energético total da usina que está sendo construida.

    Somos a 6a economia do Mundo e precisamos investir em setores estratégicos de infraestrutura – transportes, energia, comunicação -, caso contrário, sofreremos com os gargalos que enforcam o “progresso” econômico.

    Porém, não adianta sair por aí construindo obras faraônicas com finalidades questionáveis e em locais pouco aconselháveis. Se tratando de setor energético, as hidrelétricas são nossas melhores opções, mas devem ser instaladas em locais onde os os impactos ambientais e socais sejam pouco sentidos.

    Planejamento é necessário, principalmente no momento que o país começa a alçar vôos mais altos. Nesse sentido, Belo Monte é um exemplo de como não devemos agir. Pouca responsabilidade social dentro de uma obra cara e de baixo custo-benefício.

    Quanto ao protesto dos Globais, me parece válido. Por mais que o vídeo também demonstre uma leitura pobre da situação que envolve Belo Monte, é inegável que muita gente alheia a situação passou a ter conhecimento (por mínimo que seja) sobre o que está acontecendo no Xingu.

  • http://www.youtube.com/watch?v=EUp-Mn4UkmQ&feature=youtu.be depois de assistirem o vídeo, os defensores dessa abominação devem se perguntar qual a autoridade moral dos idealizadores do projeto; do ministro Lobão, que diz que o problema índigena não existe; do governo, da oposição e das emissoras que bradam uma inexistente conspiração de ongs, que autoridade possuem para dizer que o projeto é condizente com os DIREITOS HUMANOS.

    • Esqueci, o governo por acaso se pronuncio sobre a morte do cacique Nísio Gomes? Vai tomar uma atitude quanto a escalada de assassinatos de lideranças índigenas e de movimentos sociais na amazônia*? Pois bem, será que se trata de coincidência todas as mortes destas lideranças justamente no momento em que as instituições e autoridades se mostram empenhadas com o desenvolvimentismo a todo preço?

      *digo atitude além das reações protocolares de sempre que não resolvem nada

        • Opa, vou me retirar da discussão então, quando eu conseguir os diplomas que me tornem apto pra opinar eu volto, mas eu gostaria de saber se quem opinou em favor do projeto também vai ser questionado sobre a capacitação técnica e acadêmica da mesma forma como eu estou sendo, ou isso é só pros incautos contra BM como eu?

          Por sinal, por que você diz que eu não avaliei o outro lado? Tomou essa conclusão só porquê sou contra? Não é possível ser contra avaliando os dois lados? Afinal, qual de nós dois já tomou como verdade absoluta aquilo que é dito por um dos lados?

          • Não me referi a você especificamente, Lucas. Disse que os dois lados têm argumentos e que tentar desqualificar um deles no grito é desonesto, mas não me refiro a você.

          • Pareceu dirigido a mim pela localização, vi a pouco também o comentário no twitter, já ficou claro. Engano desfeito. Boa Noite.

      • E VC JÁ COBROU DO GOTA DAGUA QUE TEM MUITO MAIS VISIBILIDADE NA MÍDIA? E SOBRE O VAZACHEVRON ALGUM VÍDEO? E OS INDIOS DO SUL DA BAHIA ALGUM DEFENSOR? OS PROTESTOS SÓ SURGEM QUANDO HÁ INTERESSES DOS GRUPOS POR TRÁS, ESPERE SENTADO POR MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DOS INDIOS DE MS E DA BAHIA, E EM MINAS TEM OS QUILOMBOLAS QUE O GOVERNO ESTÁ PERSEGUINDO E EXPULSANDO TAMBÉM, ALGUM DEFENSOR?

  • Já comentei isto aqui antes.
    Belo Monte não é obra do Lula ou do FHC. É muito anterior a eles dois. Não é um projeto de esquerda ou de direita. Belo Monte produzirá energia limpa, barata, abundante e renovável.
    É UMA OBRA DO BRASIL!

  • Edu,

    Concordo que a ingerência de ONG´s estrangeiras devem ser analisadas em perspectiva de interesses estrangeiros na amazônia

    No entanto os melhores argumentos que li até agora são dos professores Oswaldo Sevá Filho da Unicamp, e do professor Célio Bermann da USP que trazem muita luz à discussão. Até agora são as que mais me convenceram.

    O debate infelizmente já se perdeu . Ficou de um lado do ringue os estrangeiros e suas ONG´s contra o nosso desenvolvimento e no outro corner o Governo com sua tese de desenvolvimento e indeopendência.

    E existe um meio termo bem interessante defendido por ambos os professores…mas agora o assunto virou Fla Flu como em tudo nesse Brasil….uma pena !

  • Edu.

    Não custa lembrar que o consumo de energia per capita no Brasil ainda é muito baixo, e tente a aumentar bastante nas próximas décadas.
    É simples imaginar o modo como a crescente inclusão social que vem ocorrendo no Brasil vai afetar nosso consumo de energia, é só olhar o que vem ocorrendo nos aeroportos.

    A não ser que as ONGs e ambientalistas pretendam abandonar seus computadores, ipads, geladeiras, e consigam convencer boa parte do país a fazer o mesmo, criando um novo modelo de desenvolvimento, diferente de tudo que existe no resto do mundo, precisaremos gerar muito mais energia no futuro.

    Gostando ao não, é óbvio que não da pra atender o aumento todo com energia eólica, algum outro país consegue fazer isso?

    Na atual situação, as alternativa são:
    1) Hidrelétricas para o norte/centro-oeste/nordeste, onde o consumo vai aumentar bastante no futuro. Respeitando da melhor forma possível questões ambientais e sociais locais.
    2) Termelétricas, muito mais poluentes e caras,
    3) Energia Nuclear

    Na verdade, ambas as opções estão sendo adotadas no Brasil, junto com a pesquisa em novas fontes limpas, pois nenhuma delas daria conta sozinha do aumento de consumo que teremos.

    o Brasil é praticamente o único país do mundo que tem a maior parte de sua geração de energia em fontes limpas e renováveis (hidrelétricas), a maioria dos países sedes das ongs que estão por ai queimam petróleo e carvão para movimentarem suas indústrias e seus mil aparelhos eletronicos domésticos.
    Ongs serias deveriam estar atentas para seus próprios umbigos.

    Por fim,
    eu também gostaria de viver em um mundo mais bonito, melhor, só com pessoas boas, que respeitassem meus costumes e minhas vontades, mas não é bem assim né, que droga…..

  • As ameaças ao governo Dilma

    Recessão anunciada
    Delfim Netto
    CartaCapital

    O principal objetivo do governo Dilma – da mesma forma que no governo Lula – é claramente manter a economia brasileira crescendo o mais próximo possível do pleno emprego e, na medida em que as condições externas não se tornem determinantes, acelerar o ritmo do desenvolvimento. Em nenhum instante isso significou leniência diante das pressões inflacionárias, e sim uma atitude mais inteligente de combater a inflação dilatando apenas o prazo para que a taxa retorne ao centro da meta. Hoje, os agentes do mercado financeiro, antes reticentes, já trabalham com a expectativa de que o núcleo da meta seja atingido no fim de 2012.

    O Brasil está superando duas das três principais dificuldades que frequentemente interrompiam o seu desenvolvimento: as crises de pagamentos externos e a escassez de energia. O terceiro problema, o da autonomia alimentar, já estava sendo resolvido neste início de século e se consolidou de forma extraordinária por um processo de expansão da fronteira agrícola e de rápido crescimento da produtividade (inclusive na pecuária), fruto dos investimentos em pesquisa de empresas privadas e públicas, notadamente da Embrapa. Os investimentos desses últimos 30 anos foram premiados com a expansão do comércio exterior (basicamente com o aumento das compras asiáticas e chinesas), que elevou os preços das commodities.

    A ameaça de crises de pagamento e de falta de energia foi afastada quase que pelo mesmo fator, a confirmação das reservas petrolíferas do pré-sal. No caso da autonomia energética, é de justiça que se reconheça a participação decisiva e corajosa do presidente Lula e de sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, quando derrotaram as objeções das inúmeras organizações (supostamente não governamentais) no Brasil e no exterior, as quais conseguiam retardar o aproveitamento da hidroenergia dos rios da Amazônia.

    Muitas dessas ONGs foram sustentadas financeiramente (com mão de gato) por empresas petroleiras, carboníferas e de energia nuclear, a pretexto de defender o ecossistema, graças a incentivos proporcionados por seus governos. Trata-se de entidades estrangeiras interessadas em impedir o desenvolvimento sustentado da Amazônia e a soberania brasileira sobre o enorme potencial de riquezas já identificado num território das dimensões da Europa.

    Lula quebrou o tabu, ao apressar os procedimentos e autorizar o licenciamento das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, e a presidenta Dilma reafirmou, em entrevista recente, o caráter estratégico do aproveitamento dos rios da Amazônia para a consolidação da infraestrutura energética brasileira. Ela defendeu a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, dizendo que é um bom projeto, uma obra importante para o País, e que por isso vai ser feito. E aconselhou seus ministros a não se impressionarem com as habituais críticas na mídia estrangeira.

    Leia mais em: O Esquerdopata

  • Embora ele negue,o Vampiro conspirou,na constituinte, CONTRA os interesses da Zona Franca de Manaus(AM) e contra o FINOR (fundo de investimentos do Nordeste).O CIro falou isso abertamente e ele era do psdb naquela época.O Povo do Norte e do Nordeste sabem quem ele(o vampiro) representa e por isso não votam nele de jeito nenhum.Ele foi convidado a se retirar do templo de São fco de Canindé(CE) pelo pároco local durante a campanha de 2010.Nós Nordestinos sabemos quem ele é e quem ele representa.Aqui ele PERDE e perde feio,com pig,sem pig….

  • Eduardo, meu costume dizer que quem é contra Belo Monte é porque não quer que o Brasil se desenvolva, já que precisamos de energia para crescer. Acho que ele tem uma certa razão. Li sobre o projeto e conheço um engenheiro que esteve na construção e ele me disse que impacto ambiental tem sim, mas será o mínimo e que nunca se construiu, no Brasil, uma hidrelética que tivesse um impacto ambiental tão reduzido e, além disso, o número de habitantes beneficiados com a construção é infinitamente superior aos poucas dezenas que serão prejudicados. Afinal, devemos nos perguntar, já que não podemos viver sem energia: Que energia preferimos ter, a considerada suja (petróleo) ou a limpa e mais barata (hidrelética)?
    Essa é a questão a ser respondida.

  • Dormirei mais tranquilo com relação a Amazônia no dia em que explodirmos a nossa primeira BOMBA ATÕMICA e depois produzirmos o primeiro VETOR que fará a entrega do produto no endereço devido.
    Alguém precisa ser gênio pra saber a razão pela qual o ditador da Coréia do Norte tá vivo até hoje e Kadaffi e Saddam Hussein jazem em uma sepultura?

  • O que move essa ongaiada engatunada, a mando de seus governos mercenários, é simples de elencar:
    1 – O maior reservatório de agua doce do planeta;
    2 – Grandes jazidas de petróleo;
    3 – Imensas jazidas de nióbio;
    4 – Imensas jazidas de diamantes;
    5 – Grandes jazidas de urânio, ouro, ferro, cassiterita, etc…
    6 – A maior biodiversidade do planeta!

    É tudo isso e é simples assim!

    O que me espanta é ver brasileiros defendendo essa patacoada das Ongs!

  • “Pos mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
    disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
    roubou seu lugar”

    Vital Farias em 1984 – Cantoria I

  • Usina Belo Monte

    A usina do rio Xingu

    A usina de Belo Monte levará desenvolvimento à região de Altamira (PA) e municípios vizinhos e a melhoria das condições de vida de 4.500 famílias que residem em palafitas. A região também receberá uma compensação financeira anual de R$ 88 milhões.

    A UHE Belo Monte foi planejada para gerar no pico cerca de 11 mil MW e como energia firme, média, cerca de 4mil MW. Este é o arranjo de engenharia possível para Belo Monte gerar energia de forma constante com baixa impacto socioambiental e com a menor área alagada possível, que é o reservatório com 516 km quadrados. Belo Monte é uma hidrelétrica de “fio d’água”. Ou seja: quando a vazão é pequena ela gera menos energia. Ela não tem aqueles enormes reservatórios de reserva, como tem Itaipu, por exemplo.

    Um empreendimento como o da UHE Belo Monte exige a realização de estudos que atestem sua viabilidade. A Norte Energia não poupou esforços neste sentido: revisou os estudos de Inventário Hidrelétrico do rio Xingu, promoveu o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), realizou estudos Antropológicos das Populações Indígenas e também a Avaliação Ambiental Integrada (AAI).

    Para discutir a construção da usina, entre 2007 e 2010 foram realizadas 12 consultas públicas; dez oficinas com a comunidade que vive na área do empreendimento; fóruns técnicos em Belém e no Xingu; visitas a mais de quatro mil famílias; quatro audiências públicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com mais de seis mil pessoas, e 30 reuniões da Fundação Nacional do Índio (Funai) em aldeias com a participação de funcionários da Eletronorte.

    Setenta por cento da energia da UHE Belo Monte irá para o mercado cativo e distribuidoras. Dez por cento, para o produtor e 20%, para o mercado. As indústrias não receberão energia subsidiada.

    A obra não terá impacto direto sobre terras indígenas, mas haverá impacto indireto, embora não esteja prevista remoção de seus habitantes. Haverá mudança de vazão na área da Volta Grande do Xingu, mas o hidrograma proposto pelo estudo de impacto ambiental da obra garante as condições adequadas para a manutenção do modo de vida das etnias Juruna e Arara, que habitam a área conhecida como Volta Grande do Xingu.

    Quanto a realocação de pessoas, Belo Monte vai deslocar algumas centenas de moradores ligados à agricultura e cerca de duas mil famílias de Altamira, que vivem atualmente em situação precária. Suas casas, palafitas na maioria das vezes, ficam com água sob o piso no período da cheia do rio, e com lama na época da seca. Nesse ambiente, as crianças brincam e os moradores fazem suas necessidades, porque não há saneamento. Todos serão indenizados. Os agricultores serão transferidos para agrovilas e os moradores da cidade irão para casas com infraestrutura urbana e saneamento, em local com equipamentos públicos, como escolas e áreas de recreação e lazer.

    Os estudos de impacto buscaram saber o que é fundamental para as pessoas viverem, manterem suas atividades, e de que forma se pode diminuir ou compensar o impacto. Os habitantes das terras indígenas que estão próximas ao empreendimento (Paquiçamba, Arara da Volta Grande, Trincheira Bacajá e Juruna), cerca de 240 pessoas, não terão suas terras alagadas.
    Linha do Tempo

    A possibilidade de construção de usinas hidrelétricas na Bacia do Rio Xingu começou a ser analisada na década de 1970. Os estudos foram iniciados pela Centrais Elétricas do Norte do Brasil (ELETRONORTE S/A) e, posteriormente, transferido a Centrais Elétricas Brasileiras S/A (ELETROBRÁS), em conjunto com as construtoras Camargo Corrêa S/A, Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht.

    As ações foram desenvolvidas de acordo com a seguinte linha do tempo;

    1975

    Início dos estudos para o aproveitamento hidrelétrico da Bacia do Rio Xingu.

    1980

    Conclusão dos Estudos de Inventário e início dos Estudos de Viabilidade Técnica da Usina Hidrelétrica Kararaô (primeiro nome proposto para a usina).

    1988

    02/08- Portaria DNAEE nº. 43, de 2 de agosto, aprova os Estudos de Inventário do Rio Xingu.

    30/08- Portaria MME nº. 1077 autoriza a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte) a realizar estudos de viabilidade para o AHE Belo Monte.

    1989

    Conclusão dos primeiros Estudos de Viabilidade do AHE Belo Monte.

    1994

    Revisão dos Estudos de Viabilidade com diminuição da área inundada e não inundação das áreas indígenas.

    1998

    A Eletrobrás solicita à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorização para realizar, em conjunto com a Eletronorte, novos Estudos de Viabilidade do AHE Belo Monte.

    2000

    Em dezembro, Eletrobrás e Eletronorte firmam acordo para conclusão conjunta dos Estudos de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental da UHE Belo Monte.

    2002

    Os estudos são apresentados à ANEEL, mas não são concluídos por decisão judicial.

    2005

    Julho- O Congresso Nacional autoriza a Eletrobrás a completar os estudos por meio do Decreto Legislativo nº. 75/2008.

    Agosto- A Eletrobrás e as construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Norberto Odebrecht assinam Acordo de Cooperação Técnica para a conclusão dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental do AHE de Belo Monte.

    2006

    Janeiro- A Eletrobrás solicita ao Ibama a abertura de processo de licenciamento ambiental prévio. Começa a ser feito o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).

    Março- O Ibama realiza a primeira vistoria técnica na área do projeto.

    2007

    Agosto- O Ibama realiza vistoria técnica e reuniões públicas nos municípios de Altamira e Vitória do Xingu para discutir o Termo de Referência para o EIA.

    Dezembro- O Ibama emite o Termo de Referência para o EIA.

    2008

    Julho- O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) define que o único potencial hidrelétrico a ser explorado no Rio Xingu será o AHE Belo Monte. A ANEEL aprova a Atualização do Inventário com apenas o AHE Belo Monte na bacia do Rio Xingu.

    Novembro- O Ibama realiza nova vistoria técnica na área do projeto.

    2009

    Fevereiro- A Eletrobrás entrega a versão preliminar do EIA e do Rima.

    Março- A Eletrobrás solicita a Licença Prévia.

    Abril- O Ibama realiza nova vistoria técnica na área do projeto.

    Maio- O EIA e o Rima são entregues no IBAMA.

    Setembro- CNPE publica portaria que indica o projeto do AHE de Belo Monte como prioritário para licitação e implantação.

    Outubro- MME publica portaria com as diretrizes para o leilão de energia da UHE Belo Monte.

    Novembro- ANEEL coloca em audiência pública a minuta do edital de Belo Monte e MME publica portaria com a sistemática do leilão de energia da UHE de Belo Monte.

    2010

    Janeiro- Portaria MME nº.14 de 6 de janeiro de 2010 que define prazo para Declarações de Necessidade para os Leilões de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração e da Usina Hidrelétrica denominada UHE Belo Monte.

    Fevereiro

    1º – Ibama concede Licença Prévia da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

    5 – Aneel aprova estudos de viabilidade da UHE Belo Monte.

    12 – Portaria nº. 2 da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, que torna públicos os montantes de garantia física de Belo Monte.

    Março

    17 – TCU aprova previsão de custos para construção da UHE Belo Monte.

    18 – Ministério de Minas e Energia publica portaria que define a data do leilão para 20 de abril de 2010.

    18 – Diretoria colegiada da ANEEL aprova o Edital do Leilão nº. 06/2009 destinado à contratação de energia elétrica proveniente da Usina Hidrelétrica Belo Monte – UHE Belo Monte.

    Abril

    20- Realizado leilão para decidir qual grupo de empresas é responsável pela construção da usina, com a vitória do consórcio Norte Energia.

    Agosto

    11 – Constituição da SPE Norte Energia S.A., empresa que será responsável pelo aproveitamento Hidrelétrico Belo Monte.

    26 – Assinatura do contrato de concessão da Usina Belo Monte, que será a terceira maior hidrelétrica do mundo.

    2011

    Janeiro

    26 – Concedida Licença de Instalação (LI) para as instalações provisórias da UHE Belo Monte

    Junho

    1º – Concedida Licença de Instalação (LI) para UHE Belo Monte

  • Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011 – 01:17
    Belo Monte: Os fatos sobre a vazão reduzida na Volta Grande

    Do blog do Ale Porto.
    Hoje tive acesso a um panfleto do movimento XinguVivo carregado de inverdades sobre Belo Monte. Algumas primárias, como uma suposta ineficiência do ponto de vista energético à inviabilidade econômica do projeto. Mas resolvi criar esse post respondendo a um ponto específico. Diz o panfleto que, “Cerca de 100 km de rio secarão, deixando indígenas, ribeirinhos e agricultores sem pesca e navegabilidade, mas com muita malária, dengue e outras doenças”.

    Ele se refere à Volta Grande do rio Xingu, trecho do rio à vazante da primeira barragem, do Sítio Pimental (A). Como se pode ver na imagem abaixo, dessa barragem sai o canal (o projeto foi modificado, não serão mais dois canais, como mostra a imagem) para a barragem da Casa de Força Principal (B). Fiz questão de copiar essa parte do EIA Rima para que não permaneçam dúvidas de que esse impacto ambiental, nunca negado, está sendo enfrentado com soluções que não permitirão que o rio ‘seque’, que sequer inviabilze a vida sócio-econômica dos habitantes locais.

    Os críticos fazem questão de ignorar o que está sendo viabilizado para mitigar os efeitos negativos do projeto e os valores que serão investidos nessas e em outras ações, mais de R$ 3,7 bilhões, valor que representa muitos anos dos orçamentos de todas as cidades afetadas por Belo Monte.

    Texto retirado do EIA-RIMA da Usina de Belo Monte – Você já sabe que durante a operação do AHE Belo Monte o trecho do rio Xingu entre a barragem do Sítio Pimental (A) e a casa de força principal (B) sofrerá uma redução no volume de água, principalmente nos anos em que chover menos. Isto porque parte das águas do Reservatório do Xingu será desviada para geração de energia na casa de força principal.

    Esse trecho do rio Xingu tem 100 km de extensão ao longo da sua calha central e conta com ambientes muito importantes para os peixes e a fauna terrestre. Cerca de mil pessoas também moram nas áreas próximas ao rio nesse trecho, em especial na Ilha da Fazenda, Ressaca e em outras localidades. As Terras Indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu também estão localizadas ali, próximas ao rio Bacajá. O EIA fez uma análise cuidadosa dos impactos que poderão ser gerados no Trecho de Vazão Reduzida devido à diminuição da quantidade de água.

    Isto foi feito para se saber qual deve ser o Hidrograma Ecológico a ser liberado no rio Xingu, a partir do sítio Pimental, para diminuir os impactos negativos sobre o meio ambiente e os modos de vida da população. Veja, a seguir, quais são os principais impactos que vão ocorrer no Trecho de Vazão Reduzida e, depois, o Hidrograma Ecológico que é proposto pelo EIA.

    Impacto: Interrupção da Navegação no Rio nos Períodos de Seca

    O principal impacto que deve ocorrer nos períodos de seca no Trecho de Vazão Reduzida, ao se diminuir a quantidade de água nesse trecho, é prejudicar o uso do rio Xingu como meio de transporte das comunidades ribeirinhas e das comunidades indígenas que moram nas margens do rio, em especial no trecho entre o Sítio Pimental (A) e o rio Bacajá (C). Interromper ou prejudicar muito essa navegação significa impedir as pessoas de se deslocarem para locais, ao longo do Trecho de Vazão Reduzida, onde existem postos de saúde e escolas. Este é o caso da Ilha da Fazenda e da Ressaca. […]

    […] Para garantir a navegação no Trecho de Vazão Reduzida durante o período de seca, os estudos feitos no EIA mostraram que não podem ser liberadas pelo AHE Belo Monte, neste trecho, vazões menores que 700 metros cúbicos por segundo. Caso contrário, a navegação será interrompida em várias partes do Trecho de Vazão Reduzida. (Em alguns anos mais secos essa vazão mínima já chega a 450 metros cúbicos por segundo)

    Impacto: Perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais

    Os estudos feitos no EIA mostram que as variações das inundações nos períodos secos e de cheias são muito importantes para permitir a reprodução, alimentação e abrigo dos peixes e de animais, como os tracajás, no Trecho de Vazão Reduzida. Mudar muito esse processo natural representa grandes prejuízos para esses animais, que utilizam os ambientes formados nas margens do rio, dos igarapés e nas ilhas – as chamadas planícies aluviais.

    Diminuir a vazão no rio Xingu também causará efeitos negativos nas inundações que hoje ocorrem nos seus afluentes, principalmente nas margens do rio Bacajá (c). A entrada da água nas áreas laterais do rio Xingu e dos igarapés enriquece e torna as terras mais férteis. Quando as águas baixam, essa terra é lavada, levando para o rio substâncias que são alimentos para os peixes.

    Assim, fica claro que é preciso que a quantidade de água a ser mantida no Trecho de Vazão Reduzida permita, quando ocorre a enchente no rio Xingu, que as planícies aluviais sejam molhadas ou, pelo menos, que as raízes das plantas da Floresta Aluvial sofram os efeitos da umidade. Se isto acontece, boa parte do processo de floração e frutificação continua a ocorrer e os frutos continuam a ser transportados para o rio.

    Além dos peixes que dependem dos ambientes de inundação da Floresta Aluvial para continuar a se alimentar, reproduzir e se proteger, há outras espécies de peixes que estão ligadas a outro tipo de ambiente – os pedrais. Essas espécies de peixes são os acaris, os chamados peixes ornamentais.

    Os estudos feitos no EIA mostram que os pedrais são inundados, na cheia do rio Xingu, com quantidades de água menores que aquelas necessárias para que comece a molhagem e a inundação das planícies aluviais. Para vazões de cerca de 4.000 metros cúbicos por segundo boa parte dos pedrais no Trecho de Vazão Reduzida já é atingida pelas águas.

    Por outro lado, para que a água comece a chegar até, pelo menos, algumas ilhas e planícies aluviais, é preciso que se tenham vazões de cerca de 8.000 metros cúbicos por segundo.

    Assim, foram definidos no EIA esses dois valores mínimos de vazão para se diminuir a perda de ambientes para os peixes que dependem dos pedrais (4.000 metros cúbicos por segundo) e para aqueles, além de outros animais, que dependem das planícies aluviais (8.000 metros cúbicos por segundo).

    Impactos: Formação de poças, mudanças na qualidade das águas e criação de ambientes para mosquitos que transmitem doenças

    Vazões no rio Xingu muito baixas, como aquelas que ocorrem nos períodos de seca, formam poças em alguns locais do Trecho de Vazão Reduzida, principalmente ao longo dos primeiros 10 quilômetros rio abaixo, a partir do Sítio Pimental, junto à margem esquerda do rio. Como já se viu antes, é nessa parte do Trecho de Vazão Reduzida que fica o núcleo de referência rural São Pedro.

    As consequências negativas da formação de poças são muitas: a água fica parada, prejudicando não só a sua qualidade como também formando ambientes mais fáceis para a criação de mosquitos que transmitem doenças, como a malária.

    Além disso, piorando a qualidade da água fica também mais fácil o desenvolvimento de plantas aquáticas, como as chamadas macrófitas. Portanto, não se devem manter no Trecho de Vazão Reduzida, durante todo o ano, vazões muito baixas que façam com que essas poças se tornem permanentes. Se isto ocorrer, serão vários os prejuízos à saúde da população que mora nas áreas próximas.

    Impacto: Prejuízos para a pesca e para outras fontes de renda e de sustento

    Tanto a população ribeirinha quanto as comunidades indígenas que moram em áreas próximas ao Trecho de Vazão Reduzida são muito dependentes da pesca, seja para alimentação, seja para venda, inclusive na cidade de Altamira. Assim, se a vazão a ser liberada no rio Xingu na época das cheias não permitir a continuidade da reprodução de espécies de peixes tanto ornamentais quanto aqueles que são para consumo, a pesca será prejudicada. Como conseqüência, há perda de renda e de fontes de sustento da população.

    Além disso, se a vazão for muito reduzida, há maior facilidade, em um primeiro momento, para a captura de peixes, até porque muitos deles poderão ficar presos em poças.

    O que parece, a princípio, ser positivo, ao longo do tempo se transforma em prejuízo para as comunidades. Isto porque aumentando a pesca de forma não controlada, acaba por diminuir a quantidade de peixes, e isto também causará perda de renda e de fontes de sustento para a população. Podem ocorrer também alterações na fauna terrestre, prejudicando a caça, e dificuldade de acesso a recursos extrativistas vegetais. Isto pode se refletir em comprometimento das fontes de subsistência e de renda dos índios.

    O Hidrograma Ecológico Proposto no EIA

    A partir do estudo dos impactos no Trecho de Vazão Reduzida, o EIA chegou à conclusão de que quando o AHE Belo Monte entrar em operação se deve garantir, nesse trecho:

    • Na seca, valores mínimos de vazão que garantam a navegação; e

    • Na cheia, valores mínimos de vazão que permitam, pelo menos, um mínimo de inundação das planícies e Florestas Aluviais. Além disso, é preciso manter o ritmo de subida e descida das águas, entre esses valores mínimos. Assim procurará se repetir o ciclo das águas do rio Xingu no Trecho de Vazão Reduzida, importante para garantir a continuidade dos ambientes naturais e dos animais associados a esses ambientes.

    O EIA avaliou ainda que o ecossistema do Trecho de Vazão Reduzida poderá suportar, na cheia, períodos não maiores que um ano com vazões que não cheguem a inundar as planícies aluviais, mas que sempre garantam a inundação de boa parte dos pedrais. No entanto, na seca, a vazão nesse trecho do rio Xingu, em qualquer ano, deverá ser de, no mínimo, 700 metros cúbicos por segundo para garantir a navegação. Isto só não vai ocorrer em períodos mais secos do rio Xingu, em que as vazões naturais do rio já sejam menores do que 700 metros cúbicos por segundo.

    Considerando que o AHE Belo Monte é um projeto estruturante para o país em função do aumento da disponibilidade e da confiabilidade de energia para o SIN, e que liberar mais água para o Trecho de Vazão Reduzida significa gerar menos energia, chegou-se ao que se chama do Hidrograma Ecológico de Consenso proposto pelo EIA.

    Dados em metros cúbicos por segundo

    Esse Hidrograma Ecológico de Consenso busca o equilíbrio entre a geração de energia e a liberação de vazões mínimas, para o Trecho de Vazão Reduzida, que atendam as condições consideradas no EIA como muito importantes para manter o meio ambiente e os modos de vida da população nesse trecho. Assim, o AHE Belo Monte deverá ser operado de forma que, no Trecho de Vazão Reduzida:

    • Seja liberada, na seca, todos os anos, uma vazão mínima de 700 metros cúbicos por segundo. De acordo com o hidrogram proposto, as vazões mínimas entre 700 e 800 metros cúbicos ocorrerão no período de setembro a novembro.

    • Seja liberada, na cheia, todos os anos, pelo menos uma vazão de 4.000 metros cúbicos por segundo; mas

    • Se em um ano não passar no Trecho de Vazão Reduzida, na época da cheia, pelo menos uma vazão média mensal de 8.000 metros cúbicos por segundo, obrigatoriamente no próximo ano essa vazão média mensal de 8.000 metros cúbicos por segundo deverá ser garantida. Com isso, espera-se que as espécies que dependem da inundação das planícies aluviais sejam resistentes a uma menor vazão em um ano mais seco e que, no ano seguinte, essas espécies consigam se recuperar, se beneficiando de um maior volume de água.

    • Entre esses valores mínimos de vazão na cheia e na seca, deverão ser liberadas pelo menos, em cada mês, as vazões indicadas no quadro a seguir: Não basta, no entanto, que se libere no Trecho de Vazão Reduzida o Hidrograma Ecológico proposto pelo EIA.

    • Excelente colocação: os globais vão se reunir ( Marcos Palmeira, desculpe, você é o único que pode falar pq sabe, embora discorde de vc em alguns pontos…), será que vão postar vídeos no youtube pra protestar e se inbdignar contra o massacre dos guarani aí pertinho no Mato Grosso do Sul?

  • A despeito de algumas pequenas ressalvas em seu texto com relação à homogeinização negativa dos estados da região Norte; que possuem sim problemas sociais em suas áreas interioranas, comuns em maior ou menor grau em quase todas as áreas interioranas do Brasil; mas que também possuem metrópoles crescendo em ritmo acelerado, graças ao Governo Lula, o qual finalmente permitiu que os recursos da União fossem investidos nesses estados; e ainda ao equívoco de isolar o latifúndio como problema exclusivo daquela área : o latifúndio é um câncer a assolar todo o país, um dos pilares do modelo sócio-econômico excludente que ainda vigora no Brasil; pois bem, a despeito dessas divergências, NA ESSÊNCIA CONCORDO PLENAMENTE COM O ALERTA QUE VOCÊ FAZ A TODOS OS BRASILEIROS. É EVIDENTE QUE TRATA-SE DE UMA GRANDE ARTICULAÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL; ALIÁS, MUITO ANTES DE BELO MONTE JÁ PERCEBIA ESSE GOLPE(NÃO É DE HOJE QUE OS GRINGOS PENETRAM NA AMAZÔNIA, GERALMENTE OCULTOS. BELO MONTE SÓ INTENSIFICOU ESSA “INVASÃO DISFARÇADA”). QUANTO À ARTICULAÇÃO, FICA AINDA MAIS CLARA SUA EXISTÊNCIA SE PERCEBEMOS QUE EM APÔIO AOS INTERESSES DO CAPITAL ESTADUNIDENSE(GRANDE FINANCIADOR DESSA EMPREITADA E DAS “CONSCIÊNCIAS” AMBIENTAIS DO MIQUINHOS HOLLYWODIANOS, QUE NÃO ESTARIAM NOS TRÓPICOS, TENDO QUE ENGOLIR TODO O DESPREZO QUE NOS DEVOTAM, SE NÃO FÔSSEM GENEROSAMENTE RECOMPENSADOS POR SEUS PATRÕES)ESTÃO OS VELHOS E FIÉIS SERVIÇAIS NACIONAIS DOS INTERESSES DO IMPÉRIO, OU SEJA, A MÍDIA CONSERVADORA E OS POLÍTICOS DE DIREITA(NÃO NOS ESQUEÇAMOS QUE A PATÉTICA MARINA SILVA, UM DOS BIBELÔS DA EXTREMA DIREITA SERRISTA, TAMBÉM É UM DAS “GRACINHAS” DA DIREITA PARA ATACAR BELO MONTE). QUANTO AO PAPEL DA MÍDIA, BASTA ASSISTIRMOS AO VÍDEO E VEREMOS O SÚBITO E MIRACULOSO “DESPERTAR ECOLÓGICO” DE UM BANDO DE FÚTEIS GLOBAIS, INCAPAZES SEQUER DE APONTAR A LOCALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA NO MAPA(SERÁ QUE ELES AO MENOS SABEM APONTAR O MAPA DO BRASIL?)E REPENTINAMENTE TRANSFORMADOS EM “ECOLOGISTA DE CARTEIRINHA” PELO DINHEIRO E O AFÃ EM PUXAR O SACO DO PATRÃO. Os alertas de Orlando Villas-Boas(esse sim um verdadeiro ambientalista e defensor dos índios. Ao contrário dos globais “defensores de shopping centers e do patrão”) são mais do que plausíveis : ou alguém é tão ingênuo ou burro a ponto de não deduzir que; com a sua máquina midiática de fabricação de mentiras, o imperialismo dos EUA; que já invadiu o Iraque atrás de armas que nunca existiram; que genocidou milhares de civis líbios em defesa dos “direitos humanos”(na verdade “direitos de ganância” sobre o petróleo daquele país), atribuindo ao governo massacres que agora se sabe foram feitos pelas próprias forças estrangeiras invasoras ou pelos “rebeldes” que os serviam; não poderia TRANSFORMAR EM “APELOS EM NOME DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE” AS MENTIRAS, CANALHICES E DIFAMAÇÕES DE MEIA DÚZIA DE “ÍNDIOS”(SÓ NA GENÉTICA) E/OU “AMBIENTALISTAS”, DEVIDAMENTE TREINADOS PELA CIA EM SUAS “ESCOLAS” DE FORMAÇÃO DE TRAIDORES, QUE IMPLORARIAM AOS “DEFENSORES” DA DEMOCRACIA A SEPARAÇÃO DAQUELA REGIÃO DO BRASIL, ÚNICO CAMINHO PARA GARANTIR A LIBERTAÇÃO DE SEUS POVOS DA “MALVADA” DILMA ROUSSEFF. PARA QUEM JÁ CONVENCEU O MUNDO DE QUE UM DOIDO ISOLADO CONSEGUIU, ROMPENDO O MAIS EFICIENTE ESQUEMA DE SEGURANÇA DO MUNDO, ASSASSINAR UM PRESIDENTE; QUE OUTRO BANDO DE MALUCOS ROUBOU UM AVIÃO DE UM DOS MAIORES E MAIS VIGIADOS AEROPORTOS DO MUNDO, E DIRIGIU-O POR OITO MINUTOS SEM SER INCOMODADO ATÉ COLIDÍ-LO COM DOIS PRÉDIOS, TUDO NUM HORÁRIO EM QUE SÓ FORAM MORTOS SERVENTES E SECRETÁRIAS OU QUE OS EUA; QUE APLICAM A PENA DE MORTE PARA ADULTOS E A PRISÃO PERPÉTUA PARA QUALQUER UM, ATÉ PARA CRIANÇAS A PARTIR DOS 11 ANOS DE IDADE; SÃO UM “PARAÍSO DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE”, FABRICAR OUTRO “CONTO DA CAROCINHA” COM A AJUDA DE SUA MÁQUINA DA ALIENAÇÃO E CONVENCER O MUNDO, A COMEÇAR PELOS BRASILEIROS, DE QUE OS “ÍNDIOS QUE FALAM INGLÊS” DEVEM SEPARAR-SE DO BRASIL, É MOLEZA. POR ISSO DEVEMOS AGIR IMEDIATAMENTE CONTRA ESSA MÁQUINA, SEUS AUTÔMATOS, GLOBAIS E HOLLYWOODIANOS, E PRINCIPALMENTE CONTRA OS QUE A DIRIGEM, CUJO ÚNICA INTENÇÃO REAL É ROUBAR AS RIQUEZAS DO POVO BRASILEIRO;OS ESTRANGEIROS PARA SI E SEUS LACAIOS LOCAIS PARA ENTREGAREM-NAS AOS GRINGOS. CASO CONTRÁRIO, SE NÃO INICIARMOS NOSSA REAÇÃO, ATRAVÉS DA DENÚNCIA DAS REAIS INTENÇÕES DESSES CANALHAS E DA MOBILIZAÇÃO CONCRETA NAS RUAS, PERCEBEREMOS, AO IMAGINARMOS QUE BRASIL PRETENDERÍAMOS DEIXAR PARA NOSSOS FILHOS, QUE NÃO LHES RESTARÁ NENHUM PAÍS COMO HERANÇA.

    • Carlos, porque você está gritando?
      Não precisa usar caixa alta: não somos cegos e, além disso, perturba muito a leitura. Tente, se possível, evitar.
      Tudo bem uma ou outra palavra que se queira destacar, mas colocar TODO o texto em destaque não é razoável.
      Um abraço.

  • Caro Eduardo, vou me ater a seu texto: Queremos sim desenvolvimento e não a favor de ONG’s que tenham interesses escusos, muito menos, lideradas por celebridades que estão mais preocupadas com os holofotes do que propriamente se a usina vai fazer bem ou mal ao povo da floresta amazônica.
    Eu não tenho dúvidas também que muitos dos ardorosos defensores de hoje estão só preocupados com o hoje, o que essa obra vai render para seus bolsos, sem a mínima preocupação social para com os habitantes da região.
    Queremos sim Eduardo que a energia de Belo Monte nos traga benefícios sociais básicos os quais você reclama em seu texto. Porém, sabemos, a exemplos das outras megaobras, inclusive a Hidroelétrica de Tucuruí, que pouco, muito pouco nos deixa.
    Nós os amazônicos que questionamos Belo Monte, estamos cansados de espoliação.

    Um abraço a todos,

  • Edu

    A luta contra Belo Monte não tem relação com Governo A ou B. Essa é uma luta de décadas dos moradores da região, que devemos respeitar.
    Os índios que lá residem não tem nenhuma relação com nosso consumo desenfreado por energia, apenas querem permanecer no seu local de origem, que é deles por justiça.
    Não podemos neste caso tentar transformar isto em um cavalo de batalha porque os argumentos para a agressão ao meio-ambiente são frágeis.

    • O país precisa crescer, há gente na pobreza e na miséria. Não se quer trucidar os índios. O presidente Lula garantiu e as instituições funcionarão para garantirem que nenhum abuso será cometido. Quero saber como a militância anti-Belo Monte fará para militar virtualmente quando faltar luz para ligar suas traquitanas eletrônicas

      • Ahhh o presidente Lula garantiu…. Agora sim vou dormir tranqüila!
        Me poupe, por favor!
        Os tempos mudaram e os erros que o governo comete não desenvolvendo o Norte de outras formas não pode ser usado como justificativa dessa destruição.
        Não estamos podendo nos dar ao luxo de perdas ambientais por qualquer desenvolvimento que seja. Busquem outras alternativas, invistam o dinheiro que planejam desviar em tecnologias apropriadas… Desde o tempos em que eu estava no colegial, meus professores já falavam da devastação que as hidrelétricas já construídas causaram e das alternativas que já existiam. Isso já faz 15 anos.
        E essa história dos estrangeiros quererem tomar a Amazônia é coisa que já falavam antes de eu nascer. Mas só quem é totalmente ignorante pode acreditar nisso. Existe uma coisa chamada soberania … O que é alicerce da política internacional… Permitir que países tomem territórios uns dos outros seria hoje permitir o caos…
        Ahhh e ninguém me pagou pra escrever aqui, não tenho contato com nenhuma ONG e acho ridícula essa teoria da conspiração internacional que vocês estão tentando criar.
        A lógica é simples: sou cidadã e o meu país está prestes a fazer um grande investimento com grandes impactos os quais eu discordo e expresso minha opinião a respeito.
        Acabou a época em que todos os sacrifícios eram feitos pelo dinheiro. Faremos o sacrifício de perder dinheiro mas não perderemos mais coisas que jamais poderão ser compradas ou recriadas. Uma nova ordem mundial
        está chegando e é bom vocês se acostumarem. Para o bem de todos nós.

        • Newsalia,
          Você fala que o importante é a soberania e que nos devemos pautar por ela e que os argumentos utilizados para a defesa da construção de Belo Monte são frutos da teoria da conspiração.
          Só para ficar na soberania vou pontuar três países (longe de concordar com os regimes depostos e com as ações que foram feitas para isso).
          1) Em nome da soberania estadunidense e de europeus, tropas militares invadiram o Iraque em busca de armas químicas de destruição em massa. Nada encontraram. A invasão foi condenada por aquela que cuida da soberania internacional, a ONU. Mataram Saddam com transmissão do enforcamento ao vivo. O nome dessa soberania é: PETRÓLEO.
          2) Em nome da soberania estadunidense e européia, depuseram, estupraram e mataram Muamar Kadafi, que foi colocado lá pelos EUA. O nome dessa soberania: PETRÓLEO.
          3) Em nome da soberania estadunidense, européia e israelense o alvo agora é o Irã sob o argumento que tem programa nuclear militar. EUA, Europa e Israel o têm? Lógico que sim…. Mas o nome dessa soberania é o mesmo dos itens 2 e 3.
          Como a Amazônia, além de ser a maior reserva florestal e de água doce do mundo, tem ainda jazidas invejáveis de minerais diversos e, pasme, tem também PETRÓLEO, é de se ter em conta que os exemplos acima podem muito bem serem usados em qualquer parte do planeta. E o Brasil não é exceção.

        • Gostaria de ver você repetir esta sua frase:

          “Existe uma coisa chamada soberania … O que é alicerce da política internacional… Permitir que países tomem territórios uns dos outros seria hoje permitir o caos…”

          Para a população do Iraque.

          • Prezado Ruy,

            Fazer comparações diretas com o Iraque é simplificar demais a questão do Oriente Médio. Não dá pra comparar com a situação brasileira nem fazendo muita força.
            Para chegar a invasão ao Iraque uma série de acontecimentos históricos ocorreram …depois o Sadddam foi julgado e enforcado por seu próprio povo, os curdos, que sofreram décadas nas mãos do tirano. E os EUA não tomaram para si o território Iraquiano, como vc insinuou.
            Enfim, os nossos governantes não são bons mesmo, mas acho que eles não precisam temer ter o mesmo fim de Saddam e Kaddaf, se é essa a sua preocupação.

            Se as pessoas que defendem a belo monte utilizassem apenas argumentos de fundo econômico (que eu acredito serem os motivos reais) ficava mais o coerente o discurso.

            Vocês dizem que a região é tão importante que o mundo inteiro está de olho, mas é justamente pq eles estão de olho é que nós devemos fazer o que bem entendemos antes que eles venham e tomem da gente…. Faz algum sentido???? Se o mundo está de olho, devemos é preservar ainda mais, realizar estudos na região, reforçar nossas fronteiras …. E não destruir pq os gringos vão tomar da gente mesmo no final das contas…

          • Realmente os americanos não anexaram formalmente o território do Iraque. Eles colocaram um governo fantoche que faz tudo o que eles querem. No entanto eles mandam e desmandam no Iraque, cuja população até hoje só levou bala, bomba e viu sua vida se deteriorar.

            Isso o Império Romano já fazia a mais de dois mil anos e ao estudar história nós chamamos esses territórios de territórios anexados pelo Império. Acho que é disso que as pessoas falam quando dizem que a Amazônia pode ser anexada por potências estrangeiras.

            A questão não foi haver ou não haver um ditador. A Arábia Saudita é uma ditadura feroz, talvez o regime mais fechado de todo Oriente Médio, porém é um aliado dos EUA.

            A questão de invadir ou não não é impor uma democracia (até a frase é um paradoxo), como eles alegam, mas sim de controlar os recursos naturais de uma região. O resto é conversa mole usada como justificativa formal. Com certeza eles encontariam uma para a Amazõnia. O Brasil deve sim garantir sua soberania na Amazõnia e a preservação ambiental, aliada a um correto e sustentável manejo dos recursos da região é a forma correta de fazê-lo. Se Belo Monte é uma solução correta, apenas possível, errada ou desastrosa, é um assunto para nós brasileiros debatermos entre nós.

        • Concordo com a argumentação de que chegou a hora de contabilizar que desenvolvimento a “qualquer preço” sai muito caro. Acho que é uma questão técnica, que como sempre, foi transformada numa briga de torcidas. Com uma mais querida pela mídia. Apresentada como campeonato/ espetáculo pela mesma mídia que foi cumplice com os que inventaram as armas de destruição em massa para invadir a SOBERANIA do Iraque e MONOPOLIZAR o petróleo. Como submeteram enquanto puderam a SOBERANIA do Egito ao Mubarack. E como tiraram a soberania de tantas eleições na América Latina para fortalecer a SOBERANIA. Sempre atirando, prendendo, torturando 7 matando. SOBERANAMENTE.

        • Você discorda? Então aprenda que, democraticamente, você é minoria. Sua discordância será anotada e a obra, imprescindível para o país, continuará! Queira ou não a Ongaiada Engatunada!

        • “Permitir que países tomem territórios uns dos outros seria hoje permitir o caos…”
          É mesmo? Vá dizer isso isso ao Netanyahu.
          Não quero nem me aprofundar no que você escreveu porque o texto está recheado de sandices.
          Vá estudar um pouco.

        • Soberania!!!!!!! Você prestou atenção no que ocorreu na Líbia? Dizer que assistiu na globo (minuscula mesmo) não vale! Todo o mundo cobiça a riqueza que há na amazônia, ninguem deles está preocupado com efeito estufa, índios e animais.
          Abraço

    • Colocado dessa forma parece que Belo Monte é para suprir a voracidade da classe média por consumir tv de plasma, microondas, e demais aparelhos eletrônicos.
      Para mim está claro que é uma questão de levar progresso para uma região, onde há povos que vivem, não românticamente em comunhão com a natureza, mas sem acesso a serviços básicos. Saneamento básico, por exemplo, que coloca essas pessoas à mercê das mais variadas doenças.

    • País desenvolvido é aquele que tem inteligência de crescer com qualidade sem alterar o meio ambiente; e nem por em risco a cultura e o bem estar de uma comunidade seja indígena ou ribeirinha. Só para satisfazer: ego, ganância, status ou lob de Presidentes incensatos que querem se imortalizar através de obras faraônicas. O planeta está passando por processo de aquecimento jamais visto ou sentido em tal dimensão. Portanto, precisamos das florestas no seu devido lugar e de todas as bacias hídricas e das fontes em seu estado natural e intocável.

  • As histórias sobre essa tentativa de ocupar a Amazônia já tem alguns anos e realmente fazem sentido, principalmente vindo de países desenvolvidos que estão prestes a enfrentar uma crise de falta de recursos para seu consumismo extremo. Não duvido que países como os EUA financiam ONGs na Amazônia e em outras partes do mundo para que atendam aos seus interesses.
    A presença de tanta gente, e gente famosa e “importante” falando sobre Belo Monte também chama a atenção, podem estar sendo usados como ferramentas desse interesse internacional, ou apenas apoiando uma causa que acreditam. E os atores da globo fazendo o vídeo contra, foi legal, o vídeo ficou bom, mas uma das coisas que me perguntei foi por que não existem outros videos contra hidrelétricas no Pantanal, ou a que estão falando em construir no Araguaia, ou outras das inúmeras causas ambientais que temos? Fato, a Amazônia chama muita atenção, principalmente internacional.
    Em cima de tudo isso eu me sinto usado muitas vezes, por que sou contra a construção de Belo Monte. Estaria sendo influenciado pela mídia? Acredito que não, mesmo com essa possível realidade e mesmo que acabamos por atender interesses alheios, não seria melhor fazer o que é certo para a população? Perdas tão grandes valerão a pena em cima da quantidade de energia que ela vai gerar? E no final vai atender aos interesses públicos ou de uma minoria?
    O desenvolvimento na região Amazônica é urgente, não defendo a proteção de florestas por proteger! É necessário sim que as populações da região tenham uma vida digna, com acesso a educação, saúde, trabalho e vida de qualidade. Mas a população e principalmente o governo tem que empregar um novo modelo de desenvolvimento, um desenvolvimento sustentável.
    O Brasil precisa disso e precisamos proteger o que é nosso, mas de uma forma correta.

      • Então é hora de investir pesado em novas formas de energia. Por que algumas coisas no Brasil tem que ser tão “tradicionais” e antiquadas? Por que não criar novas formas de energia, com menores impactos socio-ambientais? Aliás, caso você não saiba o investimento em hidrelétricas no Brasil tem sido enorme nos últimos anos com a criação de pequenas e grandes hidrelétricas pelo pais todo, mas ao contrário de grandes empreendimentos como Belo Monte essas não recebem tanta atenção da midia, muitas por não serem na Amazônia e outras por causarem impactos mais pontuais. Esse problema energético é só a mesma desculpa de sempre para a exploração desses recursos.

          • Você está parecendo alguns hipócritas que conheço, a situação ou é 8 ou 80…tem que haver um meio termo sempre. Os protetores ambientais não vão conseguir proteger tudo como querem e os avanços sobre o meio ambiente também não vão ocorrer como querem os governos e grandes empresas. Desse jeito fica um empatando o outro, é preciso conversar e negociar.
            Da forma que você fala parece que você não faz questão disso, e da mesma forma que acho errado proteger por proteger, produzir por produzir se torna linha da mesma hipocrisia.
            Gaste um pouquinho de tempo pensando, não é tão dificil assim.

          • O Governo Federal está investindo pesadamente em energia eólica, energia solar e na conservação e otimização do uso da energia. Investe também em outras formas alternativas de produção de energia tais como biomassa, biogás, biocombustíveis, recuperação de pequenas centrais elétricas existentes, etc. Investe também na melhoria da rede de transmissão (com consequente redução de perdas) e no financiamento de substituição de equipamentos antigos por mais novos (que tem mais eficiência energética), tanto na área industrial quanto doméstica (financiamento de trocas de geladeiras antigas por novas, instalação equipamentos de aquecimento solar, etc).

            Mas acontece que essas iniciativas tem um tempo de maturação. Com tudo isso e mesmo aumentando ainda mais os investimentos nessas áreas, Belo Monte ainda é necessária.

            Não adianta ficar vociferando e reclamando, sem jirau e Belo Monte siplesmente vai faltar energia.

            Eu gostaria de ver os esforços de todos que se preocupam com essas usinas serem usados tanto para fiscalização da execução dos projetos, quanto para pressionar por mais investimentos ainda para as iniciativas citadas acima, de modo a evitar a necessidade de novas mega usinas.

            O Eduardo está certo, não dá para fazer tudo de uma vez e o Governo está sim fazendo um trabalho de meio termo. Nem está impondo o aumento puro e simples da produção d energia, nem está deixando que a situação chegue a um ponto de desabastecimento. Esdtá atuando em todas as áreas possíveis.

            O que eu noto é que muitas pessoas que citam as fontes alternativas de energia, principalmente eólica e solar, não conhecem essas tecnologias e muito menos as iniciativas do Governo Federal em relação a elas.

  • Eduardo, gostaria que você, como formador de opinião e estudioso, assistisse (se é que ainda não assistiu) esta entrevista do médico americano Patch Adams dada em 2007 no programa Roda Viva da TV Cultura. Talvez eu esteja um pouco atrasado, mas me emocionei muito com ela. Patch Adams fala sobre muitas coisas, entre elas, sobre o filme “O Amor é Contagioso” que foi baseado em fatos reais de sua vida; sobre a falsa democracia norte-americana; sobre mídia e manipulação; sobre a indústria farmaceutica, enfim, prato cheio Eduardo!

    Peço, encarrecidamente, Eduardo, que assista até o final e garanto que não vai se arrepender!

    Começei ver os vídeos faz 2 horas mas perdi o sono completamente!

    http://www.tipografiavirtual.blog.br/artigo.asp?id=144&pl=entrevista-de-patch-adams-no-roda-viva-finalmente-chega-ao-you-tube

    Obs: Não precisa publicar isto Eduardo!

  • Carissimos,já lhes falei da WWF “brasieira”,que teve como vice presidente um dos filhos do Marinho pai e tutor do golpe de 64.Essa ONG atua na Amazônia.Também lhes falei sobre os Yanomâmis.Pesquisem sobre isso.Já lhes reportei sobre um imenso território onde uma dessas famigeradas ONGS atua,onde é proibido,EU DISSE PROIBIDO entrar brasileiros,onde os índios falam inglês e o sub solo é riquíssimo.Houve o caso do Legacy,que no meu pouco entender foi algo orquestrado pela CIA.Se não me falha a memória,um dos passageiros é da CIA.Quem já derrubou duas tôrres gemeas e o edificio do FBI (por que?),quem já inventou armas de destruição (iguais as que possuem e já usaram) no Iraque.Quem matou Kadaffi por petróleo e OURO ,não hesitaria em financiar miquinhos da sempre traidora Globo,para alcançar seus objetivos.Só para entender melhor,tenho um amigo engenheiro que mora em Nashville.Este amigo me relatou que as crianças americanas aprendem em Geografia, que o AMAZONAS é deles.Também sabemos que usurparam terras do México,da Rússia ( Alaska)… e o farão aqui…CASO NÃO OCUPARMOS em tempo hábil,o território que cobiçam.De todos os grandes males,um dos piores é a ganância.Assim que faltarem os recursos de que necessitam,tal como fazem pelo petróleo,seremos a bola da vez.Então os “atores alienadinhos” da rede enGodo de manipulação descarada,haverão de sempre pegar um avião para chupar um P…icolé em Miami,ou mesmo morar lá…enquanto que nosotros,pobres de nós,ficaremos aqui,onde teremos que lutar com os verdadeiros terroristas do planeta.Calemos a boca dessa escumalha que apenas nasceu aqui,mas daqui nada sabem e tampouco querem saber.Dilma levará adiante Monte Belo,apenas se lhe garantirmos isso.Mão a obra pessoas! Mostremos que o Brasil é dos brasileiros. Lutemos pelo que é nosso e pelo futuro de nossos filhos.E DILMA,FAÇA A BOMBA .Os assassinos da humanidade,os criminosos que jamais sentam nos bancos dos réus só respeitam a força.Se alguém tem alguma dúvida,vejam como o PIG já está se orquestrando : Hebe entrevistará (piada) Marina.Hebe,como sempre,é aquela que apoiava Maluf,reza por Serra e abençoa Alckimin.Hebe é apenas mais uma. Sobre a rede TV,é a rede Globinho…sem tirar nem pôr.

    • faz assim ..quer ocupar? ..vai pelas bordas ..instale base áerea e fluvial ..incentive a industria bélica local ..marginalmente explore o gás e óleo pra sustento regional ..não precisa invadir pelo meio, cortando e abrindo a floresta ..facilitando a picada e a invasão de terra pra BOI pisotear e depois o agronegócio engolfar

      no mais, satélites, aviões espiões com tecnologia nacional (e não de israel) ..bombas feitas em casa ..investimento na aeronáutica

      200 mm de habitantes ..a 5a economia ..e os caras vem me falar de “invasão”?

  • Se não houver Belo Monte, haverá mais utilização de geradores a diesel e carvão.

    Embora o Governo Dilma esteja investindo em energia eólica como nunca antes neste país, essa forma de geração ainda é muito, muito cara. Sem mencionar que também provoca dano ambiental, pois exige uma imensa área desmatada.

    E, como eu já mencionei aqui, o carro elétrico só será viável se houver uma abundante oferta de eletricidade. Oferta que só é possível, no momento, com energia hidrelétrica.

    Essa campanha milionária contra Belo Monte tem, por trás, uma intenção de bloquear o crescimento brasileiro.

    • carvão? ..de onde, da Caatinga, como fazem as nossas siderúrgicas ?

      e o gás ? ..o que fazer com o gás do MARANHÃO (que tá la na região) ..o de Minas e Santos ..e o da p´re sal, que não tarda, vazará tb

      amigo, ou usamos ele (na queima) ou da na mesma, vai pra atmosfera

      pior ..o que fazemos hoje que “em troca de custos” jogamos ele fora, queimamos e sequer usamos os que saem hoje de nosso poços?

      Quem nos garante que a obra de Belo Monte não será uma Balbina e Tucuruí, esta que serviu a poucos, e empresas estrangeiras, e que o país todo pagou

      Quem não nos garante que os atrasos tipo as obras do S.francisco não se repetirão? ..e que esta obra é de interesse das empreiteiras( estas nossas maiores corruptoras e que já detém vastas porções de terras no Para ..fora a CRD já privatizada, claro)? nota – os herdeiros de Cecilio do Rego brigam pela posse de 4,7 MILHÕES de hectares, maior que Al, Se ou RJ ..no Acre, ate´bem pouco, tinha um outro cartorista que se pedia do mesmo

      e a Divisão daquele Estado, do Pará, em outros 3, sendo que um é só quase da CVRD, a quem interessa? Será que Belo monte e suas outras TRÊS usinas e lagos que ainda deverão ser construídas visam mesmo atender aquela gente que poderia ser abastecida por outras formas alternativas?

      E a energia Nuclear porque temem ..quem nos impede? ..e a eólica pra abastecer o NE, pq demora ?

      • Usando o seu prórpio raciocínio ao dizer:

        “Quem nos garante que a obra de Belo Monte não será uma Balbina e Tucuruí, esta que serviu a poucos, e empresas estrangeiras, e que o país todo pagou”

        A garantia que temos em relação à Belo Monte é a mesma que teríamos para as termelétricas a gás.

        Aliás o gás não é essa festa da cocada preta que você pinta. O gás recolhido junto com o Petróleo pode ser reinjetado no subsolo. As usinas termelétricas a gás, construídas em suficiente para produzir tanto quanto Belo Monte terão um impacto ambiental muito maior do que o da usina hidrelétrica.

        Se você não confia nas ressalvas ambientais de Belo Monte vai confiar na segurança de usinas nucleares por que? E o estrago ambiental da contaminação radioativa é muito pior do que o de Belo Monte.

        Usando seus próprios argumentos, aceitando a má-vontade e desconfiança que você declara pelo projeto da hidrelétrica, mas que reacem igualmente sobre as alternativas que você diz preferir, Belo Monte é a melhor opção sem dúvida.

        Por isso tudo, seus argumentos não convencem.

        • E tem mais: não entendem que o que foi feito na região no regime militar não é o que será feito em um governo democrático e com preocupação social e ambiental

          • vc sabe melhor do que eu que a nossa democracia ainda é omissa e inconsequente ..desproporcional, corporativa e NADA cidadã

            alás é uma que de tão absurda propõe reforma política OBRIGANDO o eleitor a votar ..mas que democracia hein ?!

          • A democracia é um regime muito falho, só é melhor que todos os outros.

            Novamente, se a democracia falha no caso de Belo monte, falhará também nos casos das alternativas que você aponta.

            Vams examinar outros argumentos porque esse é um falacioso.

        • não te tiro a razão não ..aliás, eu aqui tenho mais perguntas do que respostas

          sobre as termoelétricas ..a UNICA vantagem é que poderiam ser dispendidas no caso a caso ..não haveria perda na transmissão nem risco de apagão pela seca ..seriam fáceis de se modular e ficariam mais próximas do consumidor (tipo eólica, solar ou de ondas) ..e usariam recursos tb da própria região

          mas claro, como TODAS, tem lá de seus custos e riscos (prós e contras), tipo a nuclear (evidente)

          e sobre a usina ..a coisa é simples, vamos descobrir quanto aquela região, só ELA, e a sua população carente consome e/ou pretende consumir de energia ..talvez a chave que descortine as nossas dúvidas esteja aqui

          afinal, pra onde irá a energia de BELO MONTE e das suas outras TRÊS irmãs que ainda deverão sair do papel e compor aquele mega-projeto ?

  • Espero que estes artistas tão preocupados com o meio ambiente passem a protestar contra o desastre ecológico provocado pela petroleira americana.
    Sonhar não custa nada.

  • O que ? Politizou de vez , apelou pro nacionalismo, invasão ? ainda acho que o teu raciocínio é justo, mas carece de provas e argumentos, e que por isso soa até meio que esquizofrênico, paranoico, chapa branca mesmo..

    ..e se eu dissesse que desconfio quando vejo PTistas junto a Tucanos? ..que acho estranho o empenho midiático contrário, que poderia passar por espontâneo, e que o governo se vale dele pra dar curso a suas pretensões ? ..e isso prum projeto de ocupação fundamentado no BRASIL grande de Médici e seus militares ?

    ..ou que acho suspeito a ponto de dizer que seu artigo é de interesse das empreiteiras, as nossas MAIORES corruptoras e financiadoras de herdeiros e partidos, a construção daquela obra ? (empreiteiras, as mesmas que já nos tem em concessões de portos, estradas e ferrovias pelo próximo meio século, ou que detêm MILHÕES DE HECTARES invadidos inclusive no 1% do Pará que você cita)

    não não, argumentos tudo bem, mas desconstrução, tese de conspiração, ai tem

    Há outros BILHÕES de habitantes naquelas bandas que não só índios, ribeirinhos, garimpeiros, posseiros e /ou grileiros, há outros BILHÕES de vidas que NÃO falam e nem sabem se defender, há bilhões de animais e plantas também.

    Aqui já vi falarem dos desastres de Tucuruí e Balbina ..da ociosidade que será esta Usina de BELO MONTE que precisará de outras 3 (ou seja, de mais 3 lagos) pra se justificar e atender o que diz querer fazer ..já vi falarem dos efeitos no ecossistema, da perda de velocidade dos rios, da retenção de resíduos, da alteração das cheias e reprodução das vidas e seres, do efeito sobre a flora e fauna que uma obra destas traria ..e você vem me falar de Leonardo di Caprio ?

    Aqui também não foram poucos os que lembraram que HOJE já temos GÁS sobrando e sendo queimado, desperdiçado e JOGADO FORA ao invés de ir pras termoelétricas ..já vi gente lembrando da energia NUCLEAR e EÓLICA, das reservas de gás de Minas (pertim), do Maranhão (tá lá dentro) e de Santos tb ..do dano que a nossa sociedade de consumo faz ao desperdiçar a energia que já geramos ..da poluição de nossos rios, lagos e mares que não conseguimos remediar ..das invasões em encostas e áreas ricas em biodiversidade ..e você vem falando em invasão de estrangeiros na Amazônia LEGAL ? ..peraí ??!!

    Afinal, que tipo de gente calcula o CUSTO da geração de energia como se sendo só o que afeta uma planilha de MO e cimento ? ..e o custo que bate em DANO e em vidas, quem se atreve a calcular? ..veja, veja a sua volta e atente o que a nossa sociedade fez e ainda faz com a sua INVASÃO e progresso danoso ao meio ..com o atraso e desvios das nossas obras (cadê a do S.Francisco, hein ?) ..veja, observe, sinta e cheira os nosso esgotos ..a realidade, com ou sem aval do LULA, não é só esta poesia que vc fala…

    Amigo, a Amazônia é ilegal desde sempre ..desde quando uma população lá se instalou e insiste em viver da caça e pesca, da CATAÇÃO preguiçosa e predatória ..ou das maquiadoras importadoras disfarçadas em industria que detonam com as esperanças de desenvolvimento de uma tecnologia local ..e isso muito antes do ciclo da borracha

    Não Eduardo, desculpe ..mas apelar pra possibilidade de INVASÃO ou tomada da região ..isso prum país que é a 5a economia do mundo e tem quase 200 mm de habitantes, em tempo de satélite e avião, desculpe, mas isso não é argumento, é PARANÓIA e tergiversação !!! ..melhor então voltar a investir na industria bélica de em S.J.do Campos então…

    Olha reitero, pra levar energia pra quela turma (só pros habitantes famélicos como cita) as termoelétricas dão conta ..e melhor ainda se os retirássemos de lá atraindo-os pra outras regiões de mais estrutura e possibilidades

    Pense, ainda emparelham com a gente a Inglaterra, italia e França, países MUITO menores que o nosso, de menos população e de menos recursos naturais que o BRASIL ..dizer que hoje em dia precisamos avançar sobre aquela região pra nos fazermos grandes é assinarmos um atestado de que de FATO somos preguiçosos expropriadores do planeta ..TEMOS que aprender a fazer MUITO MAIS com o mesmo

    Aqui eu devolvo dizendo que a tentativa de Construção da Usina de Belo Monte (assim como o foi Tucurui e Balbina) pode esconder atrás de si outros interesses que a mim ainda não estão claros não

    ..fora que agora ainda querem DIVIDIR aquele Estado do Pará em outros 3 (mais governadores, deputados, secretários, dep,Federais, senadores etc etc ) ..outros 3 Estados pra nós sustentarmos e subsidiarmos ..sendo que um deles já será quase de toda CVRD (do BRADESCO) que provavelmente não pensará 2 vezes antes de surrupiar esta energia “barata” pra poder exportar o solo da pátria em produto primário pro resto da humanidade se esbaldar…

    eu hein

    ps – sou a favor da MORATÓRIA da pesca e caça comercial ..a humanidade, não é de hoje, grita por socorro, só surdos e insensíveis ainda não conseguiram ver isso ..quer comer peixe e carne, que crie racionalmente, ao menos aqui estará gerando riqueza, renda e emprego e tendo do que verdadeiramente se orgulhar

  • Esses dias mesmo passando os canais me deparei com um “documentario” do discovery cujo assunto era pesca na região, lá se dizia que umas corredeiras iam desaparecer e que a pesca na região ia sofrer muito. Há muito tempo deixei de assistir aos documentarios dessa emissora que a meu ver são muito enviesados, mas me chamou a atenção ese em particular. A observação procede, tem muito gringo metendo o bedelho numa questão que é brasileira, será que eles tem a mesma atuação na china por exemplo? O onde está o greenpeace que ainda não apareceu pra reclamar do desastre ambiental que a chevron provocou?

    • não gosto do greenpeace ..mas eles já apareceram, primeiro que o governo ..semana passada

      A propósito, a industria de alumínio a região Norte é da Alcan,Alcoa (americo-canadense) ..a CVRD já é de banqueiro (BRADESCO), e japoneses (e uma parte de funcionários públicos) ..os Chineses já tem muita sociedade com mineradoras, inclusive em metais e terras raras ..será mesmo que “os estrangeiros” só estão dum lado da questão ?

      a propósito, quantas empresas NACIONAIS estão no meio daquelas maquiadoras de Manaus?

      • Apareceram QUATRO! QUATRO integrantes do greenbosta para fazer ceninha em frente a VazaChevron. Que manisfestação heim? Que impacto que causou QUATRO manifestantes jogando tinta preta no chão …fiquei arrepiado com a ousadia desses greenbostas.

  • Até a múmia do FHC defende a construção da usina. Garanto que muitos direitóides, que são contra a construção só porque é o PT quem está realizando a obra, irão calar a boca. Quero ver o argumento dessa gente agora, já que o amo deles também era a favor. Vão dizer coisas do tipo: “Hummmm, mas não era bem assim a minha posição… blá,blá,blá….”

    • bom, ele vendeu a CVRD não foi ??a CVRD, uma empresa que deu retorno em 3 anos pros novos donos …uma que levou consigo riquezas não sub-avalidas, o MAPA DA MINA ..a CVRD esta no Pará não esta ? ..xá prá lá

      e sobre ser do PT ….re re re re ..vai sonhando ..com este governo de “sempre cabe mais um” que temos ..um que nos brinda com o MAIOR JUROS DO MUNDO (isso depois de cantar em verso, prova, filme e livro os momentos “felizes” em que vivemos) ..um que até aceitou Maluf, Jader e Sarney como caronas ..sei sei

      já disse aqui e repito ..NÃO sou contra Belo Monte, desde que me mostrem argumentos e transparência

      nesta gerra de FUMAÇA que alguns estão fazendo ..aí ..aí desculpe ..mas seguro morreu de velho

      • Bem que eu disse, apareceu aqui um sujeito com muito bla, bla, bla mesmo.

        Tentou puxar para o lado da CRVD, como se isto tivesse sido algo bom e justo. Quanto a CRVD, já discuti diversas vezes sobre esse assunto com outros direitóides mostrando o outro lado da moeda. É uma longa conversa.

        Falar dos juros mais altos do mundo é pura falta de argumentação e ainda, desonestidade intelectual, uma vez que estes próprios juros mais altos do mundo já estiveram em patamares mais do que insuportáveis no governo da coalizão direitóide.

        Eu não entendo os direitóides, por que acham ruim o governo do PT ter se unido a Sarney? Maluf e Jader, eu diria que não se chegou a haver a união, já que estes elementos já eram fortes aliados dos governos direitódes, pensei que vcs direitóides os amassem.

        Dizer que NÃO é contra Belo Monte, desde que mostrem argumentos é o exemplo do “hummmm…. não é bem assim”…. (ficaram sem jeito de dizer que são contras por causa do amo deles).

        Tá vendo o que eu disse, aconteceu…. deverá acontecer mais.

  • Faltou dizer como fará para postar comentários na internet quando faltar energia, apesar de que não deve faltar porque quem venceu a eleição foi Dilma, não Marina ou Serra. Os brasileiros estão escaldados com os militontos e os reaças

    • eu já substitui as lâmpadas incandescentes da minha casa ..falta substituir TODA cerveja a álcool por outra SEM, mas aqui governo não deixa, ele tributa uma como se fosse outra ;;ele quer nos ver bebados pra poder arrecadar em multa e fiança, só pode ser

      bem ..mas ajudando com o dilema que vc levou ao colega

      http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080223143458AAziqYg

      ps – lembro que quando da construção de Tucuruí o debate era parecido, nacionalistas x entreguistas ..,tudo pra desenvolver a Amazônia que vivia a febre da ocupação ..aí depois de pronta veio a conta, 30 anos pra pagar ..e mais da metade pra servir a industria de alumínio (naquele tempo os EUA já tinham decidido por produzir royalties e serviços, e por exportar suas industrias SUJAS e intensivas de energia – lembra de BOPAL ? )

      Olha, pra mim não faz sentido ..os 1,2 bilhões de chineses produzem 10 x mais que nós e e num território de área útil menor ..somos perdulários mesmo ..e servidores do capital

      http://www.youtube.com/watch?v=aTcpWd3NnnM

      • Quanto aos chineses, boa comparação. Eles estão construindo a maior usina hidrelétrica do mundo, a de Três Gargantas. Certamente não é por frescura, é que eles precisam, certo? Se até eles que são tão eficientes assim precisam de uma mega usina hidrelétrica, por que nós, que pelas suas afirmações parece que você acha que somos uns bostas, não precisaríamos. Seu próprio argumento atesta a favor da hipótese que tenta refutar.

        Em relação à internet você está esquecendo que ela não é composta só de PC’s domésticos, existem grandes data-centers onde servidores poderosos (e famintos por energia) implementam todos aqueles serviços online que conhecemos e amamos. Veja só:

        “A conta de energia elétrica representa cerca de 12% dos gastos de um data center na atualidade e significa o custo que mais cresce nesses ambientes, de acordo com relatório da consultoria Gartner. Os analistas informam que a situação tende a ficar pior nos próximos anos, o que exigirá uma nova postura dos gestores de TI.”

        http://cio.uol.com.br/gestao/2010/09/29/data-center-custos-de-energia-desafiam-os-departamentos-de-ti/

        • SIM, eles estão construindo 3 Gargantas pq dizem que será necessário a eles, será a maior do mundo, perdendo só pra bi nacional Itaipu ..dizem q não tem opção (eles tem o Himalaia dum lado e Gobi do outro)

          ..a matriz deles é SUJA, feita de petróleo e carvão ..recursos que estão buscando em outros países (inclusive na África e BR) e que prometem não abandonar, inclusive a nuclear ..lá eles precisam inserir em curto espaço 300 milhões que migrarão pras cidades

          Aqui discutimos se não existiriam de outras formas de se gerar energia ..os municípios que justificariam “o investimento” poderiam muito bem ser supridos por outras fontes menores (ou seja, a coisa não é exclusiva pra população e/ou região como querem nos fazer crer)

          ..NÃO sei qual será a perda de transmissão em 3 gargantas ..sei que aqui é de 15% ..numa usina que corre o risco de operar a 10% em períodos de seca ou mesmo de PARAR ..sei que a nossa tem maior impacto PERMANENTE no meio ambiente e que é um bioma muito mais rico e variado para a vida e planeta

          aliás, até usina nuclear é passível de se remover e abandonar ..já uma mega usina hidrelétrica, só o tempo dirá ..

          A propósito, suponhamos que Belo Monte opere a plena capacidade, e que em determinado momento do ano ela pare ou gire a 10% como esta PREVISTO ..me diga, de onde sairá a FONTE ALTERNATIVA pra preencher os 90% que sumiriam ..ou será que aqui o país irá parar tb e viveremos um apagão todo ano ?

          e sobre os outros 3 lagos e 3 usinas necessárias conforme noticiaram até no Brasilianas ..afinal, no todo, quanto isso irá nos custar pra se viabilizar ?

          são perguntas, duvidas que trago..

          Reitero, não trabalho com certezas e ainda não me considero contra Belo Monte ..apenas acho que é um capítulo que nos foi servido pronto e frio, já APROVADO ..e que agora aguerridos governistas querem que nós aceitemos tudo por amor a bandeira, partido, ou por uma questão de fé num credo pessoal

          ..é como diz o profeta

          fé de mais não cheira bem

          ps – olha, esta de falar só em energia barata interessa somente aos NEGÓCIOS ..pra população, sociedade, há mais outras questões em jogo ..por exemplo, o Japão trabalhou anos e anos com Nuclear, mais cara, não tinha opção (quase quebrou com o choque do petróleo) e deu show de produtividade, iniciativa, racionalidade por um bom tempo

          ..OU SEJA há inúmeros outros fatores envolvidos, inclusive culturais ..e pela essência nós sabemos que o ser humano é mais produtivo quando tem certeza de que seus recursos são finitos ..já aqui, como nos denominamos (depois dos Judeus) filhos de Deus, os ungidos em terra farta que nada falta, talvez só por isso já explique muito dos nossos desperdícios e muito da resistência dos que já viveram o suficiente pra saber que na maioria das vezes, aqui, tudo o que se promete, raramente se íntegra ou se PRESTA CONTAS (aqui, a razão das minhas críticas à “nossa” democracia)

          abrá

          • Em relação à transmissão de energia elétrica, na China a represa de três gargantas (a maior do mundo) fica no sul enquanto a maior parte do consumo estará no norte. As perdas na transmissão não são maiores no Brasil do que no resto do mundo. Existe constante pesquisa e evolução técnica para minimizar cada vez mais essas perdas, mas existem limites físicos. Alguns recurso, como o uso de supercondutores ainda não tem viabilidade econômica. Essa questão das perdas na transmissão é falsa, não vá por aí porque os números servem para impressionar, mas precisam ser analisados de forma técnica. Usinas termoelétricas podem ser feitas perto das cidades consumidores, mas as perdas de energia as turbinas a gás, que tem um aproveitamento térmico relativamente baixo, são maiores que os ganhos em relação às perdas de transmissão. Quem está citando as perdas de transmissão como desvantagem de hidroelétricas em relação a outras fontes está querendo introduzir uma falsa polêmica.

            “A propósito, suponhamos que Belo Monte opere a plena capacidade, e que em determinado momento do ano ela pare ou gire a 10% como esta PREVISTO ..me diga, de onde sairá a FONTE ALTERNATIVA pra preencher os 90% que sumiriam ..ou será que aqui o país irá parar tb e viveremos um apagão todo ano ?”

            O sistema elétrico brasileiro é integrado. Todos os anos os níveis de todas as barragens diminui na época de seca. Com aprodução de Belo Monte a água de outras usinas será poupada, mantendo os reservatórios mais cheios de modo que possam produzir mais durante o período de seca.

            Resumindo, Belo Monte irá operar em sinergia com as outras usinas hidroelétricas, aumentando a capacidade total de produção de energia no País através do manejo racional do potencial hídrico armazenado nas represas.

            É sempre bom lembrar que esse modelo de usina foi escolhido justamente por reduzir ao máximo o impacto ambiental da usina. O modelo tradicional teria um reservatório muito maior e não pararia o ano todo, mas geraria grande impacto.

            Acho que é importantíssima a preocupação ambiental, assim como é importante também a produção da energia necessária para o País. Acredito que é possível compatibilizar os dois objetivos.

  • Newsalia disse: Existe uma coisa chamada soberania … O que é alicerce da política internacional… Permitir que países tomem territórios uns dos outros seria hoje permitir o caos…

    INVASÕES AMERICANAS NO MUNDO
    Por GG 01/09/2007 às 01:50

    Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC):

    Entre as várias INVASÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:

    1846 – 1848 – MÉXICO – Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas
    1890 – ARGENTINA – Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para
    defender interesses econômicos americanos.
    1891 – CHILE – Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes
    nacionalistas.

    1891 – HAITI – Tropas americanas debelam a revolta de operários
    negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

    1893 – HAWAI – Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.
    1894 – NICARÁGUA – Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.
    1894 – 1895 – CHINA – Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.
    1894 – 1896 – CORÉIA – Tropas permanecem em Seul durante a guerra.
    1895 – PANAMÁ – Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.
    1898 – 1900 – CHINA – Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.
    1898 – 1910 – FILIPINAS – As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas – 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas
    11/15/1913) – 600.000 filipinos mortos.
    1898 – 1902 – CUBA – Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.
    1898 – Presente – PORTO RICO – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ dos Estados Unidos.
    1898 – ILHA DE GUAM – Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.
    1898 – ESPANHA – Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.
    1898 – NICARÁGUA – Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
    1899 – ILHA DE SAMOA – Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.
    1899 – NICARÁGUA – Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).
    1901 – 1914 – PANAMÁ – Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.
    1903 – HONDURAS – Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.
    1903 – 1904 – REPÚBLICA DOMINICANA – Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.
    1904 – 1905 – CORÉIA – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.
    1906 – 1909 – CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.
    1907 – NICARÁGUA – Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.
    1907 – HONDURAS – Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
    1908 – PANAMÁ – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.
    1910 – NICARÁGUA – Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.
    1911 – HONDURAS – Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.
    1911 – 1941 – CHINA – Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.
    1912 – CUBA – Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.
    1912 – PANAMÁ – Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.
    1912 – HONDURAS – Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.
    1912 – 1933 – NICARÁGUA – Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.
    1913 – MÉXICO – Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.
    1913 – MÉXICO – Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.
    1914 – 1918 – PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL – Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.
    1914 – REPÚBLICA DOMINICANA – Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.
    1914 – 1918 – MÉXICO – Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.
    1915 – 1934 – HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.
    1916 – 1924 – REPÚBLICA DOMINICANA – Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.
    1917 – 1933 – CUBA – Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.
    1918 – 1922 – RÚSSIA – Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.
    1919 – HONDURAS – Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.
    1918 – IUGOSLÁVIA – Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.
    1920 – GUATEMALA – Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.
    1922 – TURQUIA – Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.
    1922 – 1927 – CHINA – Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.
    1924 – 1925 – HONDURAS – Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.
    1925 – PANAMÁ – Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.
    1927 – 1934 – CHINA – Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.
    1932 – EL SALVADOR – Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional – FMLN –
    comandadas por Marti.
    1939 – 1945 – SEGUNDA GUERRA MUNDIAL – Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.
    1946 – IRÃ – Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.
    1946 – IUGOSLÁVIA – Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.
    1947 – 1949 – GRÉCIA – Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas “eleições” do povo grego.
    1947 – VENEZUELA – Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.
    1948 – 1949 – CHINA – Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.
    1950 – PORTO RICO – Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.
    1951 – 1953 – CORÉIA – Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais
    protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.
    1954 – GUATEMALA – Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.
    1956 – EGITO – O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal.
    1958 – LÍBANO – Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.
    1958 – PANAMÁ – Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.
    1961 – 1975 – VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático,
    que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.
    1962 – LAOS – Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.
    1964 – PANAMÁ – Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.
    1965 – 1966 – REPÚBLICA DOMINICANA – Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.
    1966 – 1967 – GUATEMALA – Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.
    1969 – 1975 – CAMBOJA – Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.
    1971 – 1975 – LAOS – EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.
    1975 – CAMBOJA – 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.
    1980 – IRÃ – Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*
    1982 – 1984 – LÍBANO – Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel – e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.
    1983 – 1984 – ILHA DE GRANADA – Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.
    1983 – 1989 – HONDURAS – Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras
    1986 – BOLÍVIA – Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.
    1989 – ILHAS VIRGENS – Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.
    1989 – PANAMÁ – Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
    1990 – LIBÉRIA – Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.
    1990 – 1991 – IRAQUE – Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de “Operação Tempestade no Deserto”. As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.
    1990 – 1991 – ARÁBIA** SAUDITA – Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.
    1992 – 1994 – SOMÁLIA – Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.
    1993 – IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.
    1994 – 1999 – HAITI – Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o
    que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.
    1996 – 1997 – ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) – Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ?Marines evacuam civis? iniciou.
    1997 – LIBÉRIA – Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.
    1997 – ALBÂNIA – Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros.
    2000 – COLÔMBIA – Marines e “assessores especiais” dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o “gás verde”).
    2001 – AFEGANISTÃO – Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.
    2003 – IRAQUE – Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de “Operação Liberdade do Iraque” e por Saddam de “A Última Batalha”, a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

    Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da “democracia” (deles).

    Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/red/2007/09/392656.shtml?comment=on

      • Preservação do Alasca pelos EUA:

        Exxon Valdez

        (atualmente chamado Dong Fang Ocean e anteriormente conhecido também como Exxon Mediterranean, SeaRiver Mediterranean, S/R Mediterranean e Mediterranean) é um navio petroleiro que ganhou notoriedade em 24 de março de 1989, quando 50.000 m³ a 150.000 m³ (aproximadamente 257.000 barris) do petróleo que transportava foram lançadas ao mar, na costa do Alasca, depois de o navio encalhar na Enseada do Príncipe Guilherme (Prince William Sound). Em conseqüência, houve um grande desastre ambiental. Centenas de milhares de animais morreram nos meses seguintes. De acordo com as estimativas, morreram 250.000 pássaros marinhos, 2.800 lontras marinhas, 250 águias e 22 orcas, além da perda de bilhões de ovos de salmão. Foi o segundo maior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos. Na época, o navio pertencia à ExxonMobil.

        http://pt.wikipedia.org/wiki/Exxon_Valdez

        Impressionante como eles tem moral para nos julgar, não é?

      • Protegem para roubar a dos outros primeiro, e deixar um trunfo pro fim. O mundo ficar dependendo de seus barris ultra caros. Essa é a estratégia.

        • é uma tese ..assim como a outra é que o aquecimento Global ajudaria a derreter a calota polar ..o que facilitaria a prospecção de petróleo no Polo Norte que já é disputado pela Russia ..fora de baratear uma barbaridade o frete indo dum ponto ao outro do planeta

          em tempo ..por estes dias os EUA irão inaugurar um oleoduto que virá da Russia até perto do estreito de Bering (irá parar nos poucos portos que ali não congelam) dando prosseguimento a um acordo fechado entre Bush e Putin ..enquanto isso o petróleo do Alaska que espere

    • Tá bom… Se Obama um belo dia acordar e decidir invadir o Brasil pra pegar a Amazônia, teremos nossa soberania ferida e teremos uma GUERRA.
      Mas o que isso tem a ver com construir ou não a belo monte? Pq acredito que nos distanciamos um pouco do ponto central…
      Continuo sendo a favor da preservação da região não importando o quanto os estrangeiros gostem dela… A questão é muito mais de desenvolvimentistas x ambientalistas… E é interna.

  • Eu odeio Belo Monte, eu odeio o pré-sal, eu odeio Itaipú eu odeio a Petrobrás, eu odeio automóvel, eu odeio elevador eu odeio luz elétrica, eu odeio internet, eu odeio lancha,avião,navio, borracha, plástico,fábrica.

    EU MORO NUMA CAVERNA.

  • Todos esses argumentos de tomada (nacionalismo) me lembra de coisas da ditadura…eles falavam coisas semelhantes, né?
    Ah fala sério! Olhei o tal documento da ABIN e acho dificil ser real, é uma simples pesquisa sobre umas 6 ONGs, coisa que qualquer um teria acesso na internet, mesmo assim é bem diferente das milhas de ONGs que alguns mencionaram por ai, financiando esse obstáculo ao progresso nacional.

    Acho que quem está tentando controlar a população são outras pessoas, ao contrário das ONGs e dos artistas, não mostram os rostos, mas o dinheiro sempre para nos bolsos deles.

  • Algumas informações que podem contribuir um pouco com o debate, Edu. São textos que colhi na net e que, assim como o seu blog, procuram ir além do “gosto” ou “não gosto”:

    http://edisilva64.blogspot.com/2011/11/esta-belo-monte-nao-esta-na-tela-da-tv.html
    http://edisilva64.blogspot.com/2011/11/demasias-contra-belo-monte-parte-1.html
    http://edisilva64.blogspot.com/2011/11/belo-monte-quem-manda-no-brasil.html
    http://edisilva64.blogspot.com/2011/11/porque-norte-americanos-querem-defender.html

    Este tem sido um momento em que a esquerda tem se dividido bastante, pois o assunto não é simples e alguns colegas chegaram a se exaltar. É claro que nunca vamos concordar em tudo, mas temos ao menos que nos informar além do PIG.
    Abraços e força nas suas lutas.

  • Uma perguntinha: – Os atores dessa campanha deixariam de lado o conforto tecnológico alimentado pela energia elétrica da qual dependem seus tablets, notes, smarts..? Creio que não, pois olham o próprio umbigo e ponto. Eita visão tacanha e mesquinha.

  • Edu, nasci em São Félix do Xingu, que fica acima de Altamira, subindo o rio Xingu. Meu amigo, hoje estou morando no Recife, mas minha família é toda de lá, pais, irmãos, tios, primos… Todos são contra Belo Monte, pois acham que nossa cidade será inundada com construção dela. A preocupação deles faz um pouco de sentido, pois no período das chuvas, Outubro a Abril, os rios Xingu e Fresco sobem muito e as casas próximas a eles ficam todas submersas e, com a barragem, eles temem que toda a cidade seja atingida. Espero que os governos das três esferas possam estruturar as cidades que vão ser atingidas pela construção da hidrelétrica. Abraço.

  • Nenhum invasor se estabelece no território invadido se não contar com a prestimosa colaboração de parte dos habitantes locais. Aqui o Brasil o que não falta é colaboracionista (inocentes ou não, mais sempre úteis aos objetivos dos espoliadores).

  • Muito convenientemente os referidos astros hollywoodianos parecem ignorar a tragédia da destruição do Alasca pelas petroleiras. Ou será que o Alasca já é um caso perdido, na concepção deles! Mas não posso afirmar que todos esses estrelados estejam ou não agindo de má-fé. Talvez estejam sendo usados, como os astros globais, salvo a Maitê, que é tucana de carteirinha! Mas sobre o referido site especializado, Eduardo, senti um nó na garganta ao ler o lema do mesmo: “Brasil, ame-o ou deixe-o” que, vc sabe bem, foi lema de um dos governos da ditadura, a do General Medici. Salvo essa referência desastrosa, de fato o site tem imformações bem interessantes sobre o tema da possível internacionalização da Amazônia. E continuo sem entender porque a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a ABIN e o Exército não monitoram essas pessoas e grupos estrangeiros que ficam parambulando pela região sabe-se lá fazendo o que!

  • Prezado Eduardo:Este assunto que hoje é focado, para mim é bastante instigante, ele nos faz ver como somos analfabetos em relação à Amazônia, não só a brasileira, mas toda aquela que está contida na nossa vizinhança, tais como Bolívia, Venezuela, Equador , Guiana, Colômbia e demais países que são por ela beneficiada. Antes, porem de falar da Amazônia , vamos ver o que é estratégia. Segundo o prof. Luiz Fernando da Silva Pinto, no seu livro O HOMEM, O ARCO E A FLECHA A estratégia num enfoque de objetividade sistêmica “ é um conjunto de ações e providências de uma corporação, instituição, setor, região, governo etc…, destinado a viabilizar o seu avanço, buscando-se navegar com maior segurança possível num universo de incertezas não só quanto ao futuro como também ao presente, mobilizando, motivando e condicionando colaboradores para atingir um elenco de objetivos previamente estabelecidos”. Espero que cada leitor reflita bem sobre cada palavra da definição acima. O que isso tem a ver com a Amazônia ?
    De 1817 a 1825 o presidente americano era o senhor James Monroe, aquele que deixou bem claro “ A América para os americanos”. De 1825 a 1829 o presidente americano era o senhor Jonh Quincy Adam, veja o que disse o cidadão O mundo deve familiarizar-se com a idéia de considerar o continente americano como nosso domínio natural”. E em 1836 o senador do congresso americano, senhor Preston disse que a bandeira desfraldada dos Estados Unidos iria prosseguir para o sul até flutuar no cabo de Horn” Vejam leitores que o cabo Horn fica no extremo sul da Argentina, é só olhar no mapa.O atual Texas pertencia ao estado mexicano de Coahiula, mas em 7 de novembro de 1835 os plantadores e escravocratas americanos organizaram uma revolta contra o governo mexicano e em 2 de março de 1836 proclmarama república do Texas.Em 1845 o Texas foi admitido como o 28° estado americano.Em 24 de janeiro 1848 um certo senhor Sutter descobriu ouro na Califórnia, com essa descoberta o México tava frito, pois, em 2 de fevereiro pelo tratado de Guadalupe, o México cedeu aos EEUU os estados de Texas, Califórnia, Arizona, Novo México, Nevada, Utah e metade do Colorado.Foram 2.490.000 km², mais da metade do seu território.Se fizermos uma comparação com o Brasil , isto equivale a 28,20% ( 8511996 x 0,2820) do território brasileiro e a 47,45% da Amazônia legal brasileira, a que teve seus limites estabelecidos pela lei n° 1806, de 6 de janeiro de 1953 (5.057.490 km).A maioria das desgraças que caíram sobre a amazônia foi mais intensificada com a chegada da SIL ( Instituto Summer de Lingüística) , também conhecido como Tradutores da Bíblia Wycliffe, que ficou provado que trabalhava para a Cia em várias partes do mundo, inclusive no Vietnã e em quase toda a América latina. Por trás da SIL estava também grandes empresários americanos que aliados a ditadores latino americanos queriam “pacificar e integrar os índios às economias nacionais cada vez mais sintonizado com o mercado americano. O SIL usou a bíblia para ensinar os povos indígenas a obedecer ao governo, porque toda a autoridade vem de Deus”.
    Veja a pérola do discurso de despedida do presidente Lyndon Johnson aos delegados da OEA no jantar da casa branca , em 23 de janeiro de 1968 “ trancados por trás das grandes montanhas e florestas tropicais … existem recursos desconhecidos.As novas fronteiras no coração da Amazônia do sul nos acenam.”
    Acredito que merece registrar que os EEUU vem se imiscuindo nos assuntos brasileiros desde a época da monarquia. “ o imperador percebia os EEUU como um foco de subversão, o que fez com que o imperador D. Pedro I, mandasse enforcar o marinheiro americano James H. Rodger, em 1824, por participar da sublevação em Pernambuco e uma das missões de Silvestre Rebelo, como plenipotenciário do Brasil nos EEUU, recebeu do ministro dos Negócios estrangeiros do Brasil, Luis José de Carvalho e Melo foi de investigar as ligações americanas com os subversivos brasileiros.A influência que os americanos exerciam não era somente ideológica. Os interesses comerciais e políticos levaram os americanos a se envolverem em quase todas as sublevações, como sabinada( Bahia 1837-1838), a cabanagem(Pará 1835-1840), a balaiada(Maranhão 1838-1841)e a farrupilha(Rio Grande do Sul 1835-1845).Em 1849 quando nos EEUU começou a campanha para forçar a abertura do Amazonas à navegação, o diplomata Sergio Teixeira de Macedo, representante do Brasil em Washington, advertiu Paulino José Soares de Souza, ministro dos negócios estrangeiros que a franqueza da navegação do Amazonas iria abrir à porta à formação de estabelecimentos americanos a uma grande imigração deles e, por conseguinte, à manobra que se verificou a usurpação do Texas”. Sergio Teixeira de Macedo dizia que não acreditava houvesse um só pais civilizado onde a idéia de provocações e de guerra seja tão popular como nos Estados Unidos”.
    Pergunto aos leitores deste blog: Será que a coisa mudou para pior ou para melhor.?
    Nos governos militares pos 1964 tivemos o projetos RADAM.. A quem foi entregue esse projeto?
    Qquais as firmas que foram contratadas para fazer um estudo global dosnosso sistema de transportes no tempo do ministro Mario David Andreazza? O Banco mundial entrou com a metade do dinheiro ( calculado na época em 8.500.000,00 dólares) e as empresas contratadas foram Coverdalle and Coldptts(norte americana),Nedeco(holandesa),Ingerroutte(francesa),Kaupmann, Klorulf & Saxild(dinamarquesa)Baulmeistein(alemã), Louis Berger( americana). Coincidência ou não todas as firmas pertenciam a paises da OTAN.
    Em 1993 tropas norte americanas , sob o comando do general George Julman fizeram exercícios militares na Guiana, na Colômbia e no Suriname, perto da fronteira com o Brasil.Os militares brasileiros sentiram o “prenúncio da teoria do cerco sobre a Amazônia brasileira” e responderam com a operação Sumuru, em Roraima. Ali foram empregados 6000 soldados, sendo 800 pára-quedistas , 37 aviões, quatro navios e quatro navios hospitais.É bom frisar que em 1991, o general brasileiro Antenor de Santa Cruz Abreu, chefe do comando militar da Amazônia – CMA , ameaçou transformar a Amazônia em um novo Vietnã, caso alguma potência tentasse internacionalizar a região .Seu substituto, o general Carlos Aníbal Pacheco manifestou o mesmo sentimento, caso alguma potência desejasse internacionalizar a Amazônia e foi a partir daí que as forças armadas do Brasil aceleraram a sua presença na região.
    Com a chegada dos tucanos ao poder o Brasil , o nosso presidente , o sociólogo cedeu às pressões do senhor William Perry, secretário de defesa de Bill Clinton e às do senhor Thomas F. McLarry III, vice-presidente da Kissnger McLarty Associates, para que aprovasse o contrato com a Raytheon, quando ele foi a Washinton, em 1994, ainda com presidente eleito.
    Para finalizar pergunto: Será que essa campanha contra a usina de Belo Monte é algo de ambientalistas ou de grandes capitalistas e de potências imperialistas desejando um grande butim no futuro ?
    Referências bibliográficas;
    1) A ocupação da Amazônia – Genival Rabelo
    2) Seja feita a Vossa vontade – Gerard Colby e Charlotte Dennett
    3) As Relações Perigosas Brasil – Estados Unidos – Luiz Alberto Moniz Brandeira.
    4) A Batalha da América Latina- Otto Maria Carpeaux
    5) O Homem, o Arco e a Flecha – Luiz Fernando da Silva Pinto

  • Qtos brasileiros se importaram,protestaram ou deram alguma notícia sôbre qualquer barragem nos EUA ou em qualquer outra parte do mundo?E a nossa mídia?Nosso complexo(que me perdoe o N. Rodrigues)não é de vira-latas,mas de colonos.
    Como permitir que celebridades(sic!)estangeiras venham dar pitacos sôbre política energética de um país soberano?E que as celebridades(sic!!!!) internas, como papagaios reverberem estas patacoadas globais(sempre a Globo).
    Temos um comentarista aqui no blog que disse:”Se a Globo é contra,sou a favor”.Sábias palavras.Quando esta poderosa “organização” foi a favor do Brasil?

    • Entendo a preocupação de seguir cegamente o que as celebridades falam e até concordo. Mas devo lembrar que muitas pessoas, já lutam por essa causa muito antes dos artistas quererem aparecer na campanha. E nesse ponto apoio a atitude, vai saber na cabeça de qual deles realmente queria lutar pela causa e quais só queriam aparecer. Tratando dessa forma fica tudo muito extremo e preconceituoso, colocando todo mundo dentro do mesmo saco. Eu sou totalmente contra atitudes como essa, e para mim seria o mesmo que por exemplo eu dizer que “todas os jornalistas se deixam levar por influências de poderosos que financiam seus meios de mídia.” Atitude preconceituosa e extrema.

  • Eduardo,

    Não sei se você sabe, mas o interesse pela Amazônia não é de agora, existe um livro chamado Política Externa, de Amado Cervo e Clodoaldo Bueno, que tem uma história interessante sobre a aquisição do Acre e, como o Barão do Rio Branco agiu para que o país não perdesse aquelas terras se, capitalistas ingleses e americanos, dentre eles, à época, um primo de Ted Roosevelt, este mesmo, o que aplicava a diplomacia do porrete.

    O Bolivian Sindicate arrendou terras para estes capitalistas extraírem borracha, mas, era preciso passar pelos rios da Amazônia. Se estes rios fossem navegados por Inglaterra e EU, o barão sabia que, cedo ou tarde eles reivindicariam isto como águas internacionais e, como havia a política expansionista americana que há havia engolido metade do México, o barão resolveu comprar aquele pedaço de terra da Bolívia, deu terras significativas do Mato Grosso ao Boliviano e ainda deu uma quantia em libras esterlinas. Detalhe, o barão enfrentou reação de Ruy Barbosa que ainda não tinha passado um tempo lá fora, quando do exílio e não estava se dando conta do que estava por trás de britânicos e americanos.

    Esta compra está consagrada no tratado de Petrópolis, se não me falha a memória, 1904 ou 1905. Não é de agora que se sabe o quanto há de riqueza naquelas terras e o quanto governos internacionais financiam Ongs e igrejas para penetrarem lá e fazer da Amazônia aquilo que chama de lugares comuns. Mas isto é só em relação à Amazônia.

    Enfim, há bastante interesses econômicos nisto, é como sempre, há uma elite interna que sempre jogou contra o país e seu próprio povo. Nisto não há nenhuma novidade.

  • Eduardo, boa tarde !!

    Há algumas semanas o Ricardo Kotscho fazia uma recomendação de leitura de um Livro chamado CRIME DE IMPRENSA.
    O adquiri através do site ” http://www.plenaeditorial.com.br ” e já estou terminando de ler. Fica a dica para quem quer saber um pouco mais sobre como age a mídia PSDBesta, como por exemplo num dos episódios mais vergonhosos da política brasileira como foi o da “bolinha de papel” na cabeça do Serróquio ( Serra + pinóquio ).

  • Eduardo, eu concordo com vc sobre a construção de Belo Monte mas existe um ponto que não foi colocado nem por ambientalistas nem pelos pró Belo Monte, a discusão sobre o modelo de desenvolvimento do país.
    Abaixo trechos de um texto do site do Nassif http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/epoca-belo-monte-e-o-bigode-do-sarney

    – Agora, digamos que nós concordássemos que a obstinação de construir Belo Monte, ainda que atropelando a população e talvez a Constituição, se devesse à necessidade de energia elétrica. E digamos que Belo Monte fosse de fato um projeto de engenharia viável e inteligente. As usinas hidrelétricas são as melhores opções para a geração de energia no Brasil de hoje? Quais são as alternativas a elas?
    Bermann – Não podemos olhar a questão da produção de energia sem questionar ou considerar o outro lado, que é o consumo de energia. Parece meio prosaico, porque envolve hábitos culturais da população. E a população sempre entendeu que energia elétrica se resume a você apertar o botão e ter eletricidade disponível. E por isso fica em pânico com a “Síndrome do Blecaute”. Mas é preciso pensar além disso. Não estou dizendo para fechar as fábricas de alumínio, de aço e de celulose no Brasil. O que estou dizendo é o seguinte: parem de ampliar a produção. Parem, porque diversos países desenvolvidos já fizeram isso. O Japão fez mais do que isso. O Japão produzia, em 1980, 1,6 milhões de toneladas de alumínio. Nós estamos produzindo quase 1,7 milhões de toneladas hoje. Só que a energia elétrica necessária para produzir alumínio tornou-se da ordem do absurdo. Então o governo japonês, as empresas japonesas produtoras de alumínio e os trabalhadores da indústria do alumínio realizaram um debate que culminou com o fechamento de todas as usinas de produção de alumínio primário no Japão, exceto uma. Isso ainda nos anos 80. Hoje, o Japão produz apenas 30 mil toneladas. De 1,6 milhões para 30 mil toneladas. Diante da necessidade de gerar muita energia para produzir alumínio, o que o Japão fez? O governo e a sociedade japonesa disseram: “Vamos priorizar a eficiência, o maior valor agregado. Nós não precisamos produzir aqui. Tem o Brasil, tem a Venezuela, tem a Jamaica, tem os lugares para onde a gente pode transferir as plantas industriais e continuar a assegurar o suprimento para a nossa necessidade industrial. A gente pega esse alumínio, agrega valor e exporta na forma de chip. Parece uma coisa tão besta, né? Mas foi isso o que os japoneses fizeram. Eles mantiveram o crescimento econômico e reduziram a demanda por energia. Nós estamos caminhando no sentido inverso. Estamos aumentando o consumo de energia a título de crescimento e desenvolvimento, e, numa atitude absolutamente ilógica, porque a gente exporta hoje a tonelada de alumínio a US$ 1.450, US$ 1.500 dólares. E, para se ter uma ideia, hoje falta esquadrias de alumínio no mercado interno, no mercado de construção brasileiro. O preço foi aumentado por indisponibilidade. Hoje, e fizemos um estudo recente sobre isso, é preciso importar esquadrias de alumínio porque a oferta no mercado interno é insuficiente. E, enquanto o Brasil exporta o alumínio por US$ 1.450, US$ 1.500, o preço da tonelada de esquadria importada é o dobro: cerca de US$ 3 mil a tonelada.

    – Para o senhor, a questão de fundo é outra…
    Bermann – Nós temos pouca capacidade de produzir alumínio com valor agregado. Então, não estou dizendo para fechar essas fábricas, botar os trabalhadores na rua, mas dizendo para parar de produzir alumínio primário, que exige uma enorme quantidade de energia, e investir no processo de melhoria da matéria-prima para satisfazer inclusive a demanda interna hoje insatisfeita. Agora, vai perguntar isso para a ABAL (Associação Brasileira de Alumínio). Veja se eles estão pensando dessa forma. Billiton, Alcoa, mesmo o sempre venerado Antônio Ermírio de Moraes, com a Companhia Brasileira de Alumínio. A perspectiva desse pessoal é a cega subordinação ao que define hoje o mercado internacional, o mercado financeiro. E é assim que o nosso país fica desesperado com a ideia de que vai faltar energia.

    • Olha, eles podem querer parar o que quiserem, mas o que me interessa é que não falte energia no Brasil. Estão querendo, apenas, exterminar ou paralisar uma grande indústria brasileira, a de minérios. Ora, não dá nem pra discutir isso. É assim, então? Quer dizer que meia dúzia de celebridades fazem vídeos e este país dá um cavalo de pau em um momento como este? Bah!

  • Ontem postei aqui comentário sobre necessidade de BOMBAS ATÔMICAS brasileiras para a defesa do território nacional, mas ao que parece foi censurado. Será que este vai ser censurado também? BOMBA ATÔMICA é palavra chave pra censura neste blog que recomendo a meus amigos?

  • Uma coisa que quero pontuar aqui, tirando um pouco o foco da questão energética do pais é que parece que não estão considerando o que a população mais atingida pelo empreendimento tem a dizer. Pra mim a opinião de qualquer brasileiro deve ser levada em consideração, mas aqueles que estão na área de construção do empreendimento devem receber uma atenção maior. Afinal são eles que receberam os principais “benefícios e prejuízos” da obra.
    Assim da mesma forma que é errado eu morando longe da Amazônia exigir que deixem a floresta em pé em propriedades do Pará enquanto a barriga da família está vazia. Também é errado o pensamento de muitos por ai, de fazer o empreendimento de qualquer forma, não importando quem será atingido, quem terá que deixar suas casas, ou suas terras, quem vai enfrentar as possíveis consequências dessa obra. Acho que está faltando isso principalmente por parte do governo.
    Volto a repetir acredito na necessidade de desenvolvimento, mas a forma que seguimos é arcaica e só vai nos levar onde os países desenvolvidos que vocês tanto mencionaram sem florestas, sem recursos estão. Com muito dinheiro, mas sem uma árvore em pé ou esperança de qualidade de vida pro futuro. Se vendo obrigados a roubar os recursos de outros países mais “fracos”.

  • Senhores,

    Percebo que existem movimentos de inferências sofistas nas opiniões de ambos os lados. Entretanto, chamo atenção para alguns fatos, que contra eles não há argumentos:

    A sede do ser humano pela natureza é crescente, bem como a população humana.

    Neste quadro, o meio ambiente sofre cada vez mais com as pressões por recursos.

    Existem outras matrizes energéticas, infinitas como a luz do sol, que não destroem a natureza e possuem preço compatível com a boçal quantia de dinheiro que vão gastar em belo monte.

    Agora, o que mais me perturba é a parceria que eles fizeram com empreiteras reconhecidamente gananciosas e capitalistas, conforme hotsite governamental de belo monte:

    “2005
    – Julho: O Congresso Nacional autoriza a Eletrobrás a completar os estudos por meio do Decreto Legislativo nº. 75/2008
    – Agosto: A Eletrobrás e as construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Norberto Odebrecht assinam Acordo de Cooperação Técnica para a conclusão dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental do AHE de Belo Fred Marcelo Monteiro”

    Enfim, a humanidade é uma criança mimada, que destrói um brinquedo e parte logo para o próximo, sem se preocupar com a finitude dos recursos.

    Destruir a natureza é um projeto de 1970. Em 2011 temos tecnologia disponível para que possamos ultrapassar o problema sem impactos ambientais. o Meio Ambiente não é nosso, não é Brasileiro, não é de ninguem, nós que somos do Meio Ambiente.

    Vale ver o vídeo ainda:

    http://www.youtube.com/watch?v=npoLn9pzJ5E&feature=youtu.be

  • é simples assim não tem mistério nenhum, quem é contra Belo Monte é traidor do Brasil e de sua soberania…são pessoas deslumbradas com a Europa, eua e hollywood e seu estilo de vida …esses deslumbrados do “primeiro mundo” e de seus modismos (treco que rico inventou para passar o tempo) são a praga do Brasil!!!

    concordo com o mucio…somente a Bomba atômica brasileira garantirá a nossa soberania!!

  • Também desconfio MUITO desse auê todo contra Belo Monte. Não é de hoje que o Tio Sam tem olho gordo naquela região. Tem muito garotão ixperto servindo a interesses da CIA e nem se dá conta.

  • Sinceramente, eu vejo assim:

    Para melhorar as condições de vida de uma região dessas não é preciso gastar-se bilhões de reais, simplismente pegam uma “merreca” ( em comparação ao custo da usina ) e melhora-se a vida desse povo.

    O governo não é, nem de longe, burro, e certamente têm consciência disso. Mas usa esse assunto pra dar desculpa pra construir essa usina.

    Hoje em dia o assunto “meio ambiente” em destaque no mundo todo, e a Amazônia é o “pulmão do mundo” ( pura besteira, pq, quem mais polui (EUA) e não nós e a Amazônia não é, de fato, o pulmão do mundo, existem outras “fontes” de O2 mais importantes) . Então é fácil encontrar pessoas , com muito dinheiro, e de todas as nações, dispostas a impedir um dano mínimo (comparado ao conjunto da obra) buscando reconhecimento e popularidade mas sem muita preocupação real com os principais problemas ambientais.

    Resumindo, isso tudo é uma total perda de tempo, onde cada um quer ver o seu lado e ngm se importa com os verdadeiros problemas, aliás como sempre foi…
    Quer resolver MESMO?
    – Vote direito e não coloque essas merdas no poder… Agora tem que aturar.
    – Não dê tanta importância ao que vê pelas principais “mídias”, aprenda a PENSAR POR SI!

    E é isso.
    Abraços

  • Sinceramente, eu vejo assim:

    Para melhorar as condições de vida de uma região dessas não é preciso gastar-se bilhões de reais, simplismente pegam uma “merreca” ( em comparação ao custo da usina ) e melhora-se a vida desse povo.
    O governo não é, nem de longe, burro, e certamente têm consciência disso. Mas usa esse assunto pra dar uma “desculpa” pra construir essa usina, que vai diminuir os custos com energia somente pra sobrar mais dinheiro pra eles, pq investir no que importa (saúde, educação, etc) todos sabemos que não ocorrerá.

    Hoje em dia o assunto “meio ambiente” em destaque no mundo todo, e a Amazônia é o “pulmão do mundo” ( pura besteira, pq, quem mais polui (EUA) não é o Brasil e a Amazônia não é, de fato, o pulmão do mundo, existem outras “fontes” de O2 mais importantes) . Então é fácil encontrar pessoas , com muito dinheiro, e de todas as nações, dispostas a impedir um dano mínimo (comparado ao conjunto da obra) buscando reconhecimento e popularidade mas sem muita preocupação real com os principais problemas ambientais.

    Resumindo, isso tudo é uma total perda de tempo, onde cada um quer ver o seu lado e ninguém se importa com os verdadeiros problemas, aliás como sempre foi…
    Quer resolver MESMO?
    – Vote direito e escolha a opção certa pra colocar no poder, se não achar NÃO VOTE.
    – Não dê tanta importância ao que vê pelas principais “mídias”, aprenda a PENSAR POR SI!
    Só pra começar…

    E é isso.
    Abraços

  • É inadmissível que alguns brasucas(obs: com exceção dos globais,afinal,estão brasileiros), sejam influenciados pelo MERCHANDISING dos Europeus e Americanos “BONZINHOS,LEGAIS”,menbros de ONG´S meramente a serviço de seus governos…Ah tá! Que venha as trevas,afinal viver num país num CONSTANTE APAGÃO ENERGÉTICO É UM BARATO! Os gringos acham chique!

  • Existe um fato incontestável:desde de que o “homo sapiens”foi despejado aqui no planeta que o meio ambiente vem sendo degradado(quiçá,talvez,até mesmo antes desta despejada) e,se estamos aqui,hj.desfrutando de um certo conforto foi à custa deste sacrifício!!Hj.em dia,pelo menos,existe a possibilidade de se estudar de que forma e quais os meios necessários para causar o menor dano ambiental possível,diferentemente do que ocorreu num passado recente!!!Agora…querer parar por aqui e não seguir adiante por conta disto,daquilo e de impactos que causem danos ao meio ambiente, aposto na impossibilidade deste “querer”!!!Qto.ao resto:empreiteiras tais e tais,capitalistas vorazes e selvagens abocanhando tudo e ainda querendo mais,superfaturamentos,cambalachos,desrespeito às leis ambientais,desrespeito ao cidadão que será atingido diretamente pela construção da usina,etc.etc.e tal,penso que deva-se exercer o direito de cidadania e fiscalizar!!!ahhhhhh!!!é difícil……mas a gente só vai aprender fazendo e a gente só vai fazer se tentar!!!

  • Engraçado um fruto aqui do cerrado goiano o PEQUI e utilizado para fazer a liga de um metal usando nos onibus espaciais ja foi patenteado pelos usa…
    Onde tem Pequei nos Uniteds states??? o brasil nao tem fabrica de onibus espaciais… ta na hora do brasil acordar vamos fazer o mundo passar fome quero ver eles virem aqui e trocar um ps3 um ipood em troca de uma garrafa mineral de agua de 200 ml um pacotinho de arroz ou em 250 gramas de bife…

  • O anti-americanismo é muito interessante. Os brasileiros invadem Miami, a Inglaterra levou nosso ouro, Portugal levou nossa mata atlântica, a China leva nossas montanhas de minério de ferro, os 3 poderes levam o dinheiro do saneamento básico, educação e saúde… Nós levamos uma vida ferrados tentando ter estilo de vida americano, cheio de jipão beberrão pelas ruas. A turma do Mato Grosso manda soja pra Europa e a floresta para o espaço, em Minas a siderurgia e mineração já detonaram o Cerrado… No dia em que virarmos um país “desenvolvido”, vai faltar recarga de lençol freático, para abastecer o rio, que nos trás “energia limpa e renovável”. Mais vale as plantações de soja para alimentar porco europeu, que a mata em pé pra biopirataria. Falando nisso, quanto é mesmo que o governo brasileiro investe em pesquisa (biologia e farmácia) na Amazônia? Viva o progresso material! Abaixo os gringos! Abaixo as florestas! Brasil sil!

  • Edu, posto este comentário com certo atraso. Estive meio “off” nos últimos dias. A propósito da interferência de ONGs estrangeiras na condução de assuntos estratégicos ou mesmo funcionando como via de acesso para a ingerência de outros países nas questões nacionais, pondo em risco nossa soberania, recomendo que vc assista ao vídeo a seguir. Trata mais especificamente da questão boliviana (que, aliás, tem passado por mais uma polêmica, desta vez em torno da construção da rodovia que cortaria o Território Indígena Parque Nacional Isidoro Sécure), mas evidentemente que a problemática abordada é comum a todo o continente latinoamericano. O que temos visto é um verdadeiro movimento de um ONGuismo conspiratório, banhado de dinheiro estrangeiro, para atuar em defesa de interesses corporativos nem um pouco comprometidos com as causas de fachada dessas organizações até mesmo mafiosas. Vou deixar o link para a primeira parte do documentário que se encontra dividido em cinco partes de aproximadamente 10 min cada uma. Caso ainda não tenha visto, e se tiver tempo para ver, acho que pode valer a pena. Abraços.
    http://www.youtube.com/watch?v=ar3TEFq-yeA&feature=related

  • Parabéns por este excelente artigo.
    Além de muito bem redigido, tem embasamento.
    Isso sim vale a pena compartilhar.

    Galera se esquece de que globo serve para fazer novela, e não para formar opinião.
    Pena que muita gente tem caído na onda.

  • Belo Monte
    O mundo hoje tem tecnologia que dispensa qualquer atitude ensandecida de grupos facciosos, com interesses solertes, em continuar agredindo a natureza. Cada pedaço de ecossistema que se perde, provocado pela voracidade humana, a natureza responde com catástrofes climáticas. Mas os “imbecis terráqueos tupiniquins”, com interesses camuflados de tirar vantagens pecuniárias sob todas as formas, não se preocupam e com falácias tentam convencer incautos que o Brasil pode inviabilizar-se em energia se não construir hidrelétricas. Trata-se de uma estupidez vertical contra a vida na terra.

    O manancial verde, que brota na grande Amazônia e que já foi rapinado em grande parte do país, guarda riquezas vivas que representam o equilíbrio do ecossistema, e não pode, de forma alguma, ser exterminado para dar guarida a interesses de grupos especulativos irracionais, que só querem desmontar o que a natureza sabiamente construiu.

    Paralelamente, testemunhamos também o governo brasileiro atropelar a racionalidade ao se lançar com vultosas verbas para a exploração de petróleo em águas profundas no chamado pré-sal. Quando se discutem em nível mundial as alternativas para buscar fontes de energias limpas e que não agridam ao meio ambiente, sob todas as formas, o país investe desnecessariamente para extrair petróleo das profundezas do Atlântico, com riscos sensíveis de sermos acometidos por grandes tragédias de vazamento de óleo em nossos mares, como recentemente ocorreu no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ), quando deveríamos já trabalhar para buscar fontes alternativas não poluentes.

    Belo Monte não pode servir de pretexto para justificar uma necessidade nacional a um país em desenvolvimento. Desenvolvimento não se conjuga com irracionalidade ambiental. Grande parte das florestas do planeta já foi dizimada. Não importa agora condenar os erros alienígenas. Nós temos o dever de não cometer os mesmos equívocos de outros povos. Se a população brasileira está crescendo e precisa de mais energia, deveria haver políticas públicas responsáveis para equilibrar esse crescimento dentro de padrões de sustentabilidade de vida sem agredir a natureza, e implantado outras fontes alternativas de energias não agressivas que a tecnologia já conhece. Por exemplo, a energia eólica, solar, vegetal ou biomassa etc.

    A inundação de Belo Monte lembra o extermínio demoníaco dos judeus por Hitler. O que se pretende é praticar um morticínio criminoso contra todos os tipos de vidas naturais, que dão sustentação equilibrada àquele ecossistema. Não há dinheiro do mundo ou justificativa que possa substituir a vida natural de Belo Monte pela fábrica de energia que vai sepultar para sempre a vida daquela região. É preciso que tenhamos mais responsabilidade pela vida na terra e que saibamos respeitar o que a natureza nos deu.

  • Nada a ver essa ideia de defender Belo Monte, Bela Merda, isso sim. Por quê o Sul desenvolvido não é o melhor lugar do mundo. A Região Sudeste não está no Séc. XXI e tem um dos piores sistema de educação, saúde e segurança do mundo? Será que o problema da falta de educação e da saúde na Região Norte está na construção de um hidrelétrica ou está na atenção que não é dada? Estão na hora de reverem seus valores.

  • Nada a ver essa ideia de defender Belo Monte. Por quê o Sul desenvolvido não é o melhor lugar do mundo. A Região Sudeste não está no Séc. XXI e tem um dos piores sistema de educação, saúde e segurança do mundo? Será que o problema da falta de educação e da saúde na Região Norte está na construção de um hidrelétrica ou está na atenção que não é dada? Estão na hora de reverem seus valores.

  • Penso que a presença do Brasil na Amazônia brasileira precisa ser orientada e intensificada com urgência e que a usina de Belo Monte deve ser construída mais rapidamente possível,se o Brasil não agir agora,no futuro poderá haver um lamento Histórico.

  • muito interesante tanta informação. o caso é que estão esquecendo que quem mandou tanta gente pra cá foi o propio governo…tribos idigenas antes do sudeste , nordeste….outro dia um goiano soltou perolas contra indigenas dos quais ele não sabia nem como nasceram…na Bahia isso não existe mais. certo?
    Eu condordo que deva haver mais fontes de desenvolvimento finaneiro social pro país. agora copmeçar um discurso usando a população indigena fruto de uma migração forçada pra tentar convencer. Tenha mais respeito com os que até apenas cursaram o ensino basico!
    A obra já iniciou e seria muito maior o retrocesso desta. VAmos alem, agora por favor: menos dircursos separatistas. O norte-parte mesmo que pequenas- do pais tem evolução economica sim e vcs sabem disso, porem fingem segueira. arrumem outra desculpa para ir alem.

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