Três perguntas sobre Belo Monte

Opinião do blog

Esse debate sobre a usina de Belo Monte é alvo de uma tática de quem é contra a obra de complicar a discussão para não ter que se explicar. Recebi links de matérias com opiniões de “especialistas” que comprovariam que a obra não deve ser feita, mas só o que encontrei foram afirmações sem provas de que FHC, Lula e Dilma querem que a nova usina seja construída porque se mancomunaram com José Sarney, com as empreiteiras e até com a China para dilapidarem o patrimônio nacional e torturarem alguns índios.

Opiniões políticas e ilações sobre o caráter e as intenções supostamente obscuras dos dois últimos ex-presidentes da República, da atual governante do país e – como não poderia deixar de ser – de José Sarney e de todo aquele abecedário de políticos que não há um dia em que não estejam sendo malhados pela mídia foram tudo o que me deram. Nada além de ataques a políticos e meras opiniões em lugar das respostas a questões objetivas que se fazem os cidadãos que querem o melhor para o país, e que são as seguintes:

1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?

3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?

Há cerca de uma década, o Brasil teve que racionar energia elétrica por quase um ano e ainda teve que pagar muito mais caro por ela. Os danos que aquele racionamento causou ao país não foram apenas desligar ar-condicionado ou tomar banhos curtos. Conheci indústria com cem funcionários que quebrou porque mudou de sede para crescer e não conseguiu energia nem para fazer funcionar as máquinas que já tinha. Resultado: desemprego.

Não estou inventando nada. Já aconteceu. Seria um desastre para 190 milhões de brasileiros, portanto, se tivéssemos que passar DE NOVO pelo que já passamos. Ainda mais em um momento de ouro para a economia brasileira, em um momento em que legiões de jovens cidadãos chegam ao mercado de trabalho, em um momento que é o passaporte desta nação para o futuro. Há quem ache que esse momento é uma invenção, mas essas pessoas perderam a eleição do ano passado, por mais que não queiram se conformar com isso.

Alguns dizem que é tudo ilusão, que colocaram em nossas cabeças essa coisa de falta de energia iminente. Bem, se foi ilusão o que vi acontecer há uma década no meu segmento de atividade, em minha vida privada e na de todos os que conheço por conta do apagão do fim do governo FHC, aquela foi uma ilusão para lá de real. Creio, portanto, que as respostas que o governo Lula e o governo Dilma JÁ DERAM às três questões objetivas que elenquei acima, esgotam a discussão.

Essas questões foram feitas em audiências públicas e depois foram terçadas na Justiça. O país, que tem instituições, decidiu sobre o assunto de forma democrática. Porque não estamos falando do parque de diversões ecológico de um bando de celebridades do Jet set internacional ou dos interesses que se escondem por trás do financiamento que governos estrangeiros, segundo a Abin, têm dado a ONGs para combaterem, aqui no Brasil, a construção de Belo Monte; trata-se do interesse maior de toda uma nação.

Apesar de entre os antagonistas da usina proliferarem os especialistas de ocasião que, sem credenciais para fazerem tais decretos, tratam questão dessa complexidade como se seus argumentos fossem incontestáveis, não é bem assim. O governo sustentou suas respostas às três questões acima em incontáveis audiências públicas e o que tem sido oposto a elas são nada mais do que meras suposições sobre intenções “perversas” desse governo quanto aos índios e ao meio ambiente.

Justiça, Congresso e Poder Executivo já responderam às queixas dos descontentes, mas há quem diga que as respostas não são satisfatórias. Contudo, quem diz o faz através de ilações. Repito, pois: dizer que Dilma (só para ficar no atual governo) quer vender a Amazônia a empreiteiras, à China, ao bigode do Sarney e, de quebra, quer judiar de alguns índios, é pouco – ou nada. E não é só para mim. A obra vai sair porque tem licenças, tem anuência dos poderes constituídos, tem estudos, tem respostas.

Não é porque ONGs e governos estrangeiros (que têm interesses não confessos na Amazônia) contestam que o Estado brasileiro tem que se curvar. Este país elegeu Dilma e o processo legal para construir a usina foi empreendido. Todos podem contestá-lo, até, mas indo ao Judiciário e/ou ao Legislativo. Podem acampar no meio da obra, mas terão que sair porque é assim que funciona na democracia. Dei um mandato a Dilma e só aceito que ela não possa executar o programa de governo aprovado nas urnas se a derrotarem legalmente.

Agora, sempre se pode construir o conhecimento. Quem tiver respostas objetivas a essas questões, que as apresente. Nada de links, nada de enrolar. São três perguntas que podem ser respondidas em poucas linhas. Se alguém tiver essas tais respostas tão óbvias, pode postar que tratarei de levá-las a quem pode respondê-las e me comprometo a colocar o resultado aqui. E garanto que, se surgirem respostas convincentes, apesar de isso não mudar nada importante, poderá mudar minha opinião. Basta me convencer.

154 comments

  • Também aguardo as respostas e ainda acrescento que FHC, na tentativa de solucionar a questão participou da abertura do gasoduto Brasil x Bolívia que, apesar da boa intenção, colocou muitas indústrias numa camisa de varas com o aumento do preço do combustível além de ser um elemento extremamente poluente em relação as demais matrizes..Matrizes múltiplas, eficiência energética e outros substantivos abstratos já estão em prática, mas a priori e para a região Norte e Nordeste não são suficientes…

  • Serra, amigo da Chevron

    Segundo documentos do WikiLeaks, na campanha do ano passado o candidato tucano prometeu a Patrícia Pradal, diretora da Chevron, que mudaria os contratos do pré-sal para beneficiar a empresa: “Deixa esses caras [do PT] fazerem o que quiserem. Nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava. E nós mudaremos de volta”. O vazamento no Rio abalou vários privatistas e entreguistas nativos!

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  • 1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?
    Tucaneiro: Claro que não faltará… Os Governos FHC deixaram o país absurdamente independente em termos de energia elétrica… e quando voltarmos ao poder, se por acaso, faltar energia é fácil resolver o problema: vendemos a Amazônia e deixamos que os novos donos criem as hidrelétricas necessárias para todo o planeta, não só o Brasil. É tudo uma questão de governar, e governar bem.

    2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?
    Tucanista: Claro que sim… os grandes conglomerados internacionais estrão aptos a nos ajudar no que for preciso, afinal temos a Amazônia e o Pré-Sal como instrumentos de barganha.

    3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?
    Tuca Cardoso: Claro que não… aquele é o local mais acertado para o empreendimento… entendo que na Amazônia não é o local apropriado para que o Governo Brasileiro construa qualquer coisa lá… A Amazônia é do mundo, não é do Brasil… e ó Goberno Brasileiro não pode tirar este direito dos grandes congflomerados internacionais interessados em melçhorar a qualidade de vida dos terráqueos e dos brasileiros.

    Edu, espero ter respondido às suas questões…
    um abraço,
    Tucanista, Tucaneiro e Tuca Cardoso

          • tem razão ..bem lembrado, culpa de S.Pedro, era o que era mais falado ..mas eu me lembro TAMBÉM do E.Jorge (antigo PFL) culpando a falta de linhas de transmissão ..dizendo que o nosso modelo era isolado, não era integrado etc ..enfim

            ..falta de chuvas, mais um motivo pra em épocas de aquecimento global e mudança de clima, mais um motivo pra pensarmos em energia alternativa que não dependa só do ciclo da água (aliás, já do jeito que é, Belo Monte irá operar em 10% na seca ..já pensou ..)

          • No mesmo lugar de agora: o lugar daqueles que estão ávidos para colocar as termeletricas em funcionamento 24 horas por dia para poluir mais que qualquer hidreletrica, mas elas podem já que são PRIVADAS e darão lucros àqueles que tem que obrigatoriamente ser beneficiados no país: os empresários e amigos e multinacionais que não tenham nenhum compromisso alem do lucro escorchante em cima do nosso lombo.

          • Cara Maria

            ..quando falo de termoelétrica, penso em equipamentos que podem funcionar com diversos combustíveis ..variando de acordo com a oferta e disponibilidade do lugar

            ..penso em equipamentos modulares que a qq momento podem ser removidos, substituídos por outros mais eficientes ao longo do tempo, ao contrário do que acontece com uma barragem por ex. que causa um tremendo impacto no meio selando o destino de todo o seu entorno

            As termoelétricas podem ser abastecidas de diversas formas

            -via usinas GEOTÉRMICAS – absolutamente não poluentes (embora necessite de estudo de impacto dos lençóis freáticos)

            -movida a biomassa – que de qq forma libera carbono

            -o biogás – que tb é solto na natureza

            -álcool, óleo, gás (dvs deles) e resíduos industriais

            enfim ..a versatilidade é imensa, quase não há a perda, e é muito apropriada pra atender pequenos vilarejos ..fora que muita da poluição pode ser reciclada, contida e minimizada

            e pra outra pergunta, eu morava em SP ..convenhamos, o apagão foi BARBEIRAGEM sim, não foi só obra de S.Pedro como tentaram nos fazer crer ..faltava integração, geração e transmissão ..dependíamos demais das hidro (hoje, 85%) ..por anos os investimentos foram adiados, era a pressão pela privatização

            agora ..passados 2 anos +/- a coisa tinha sido remediada ..o que para um o país, e para este setor que depende de investimento de LP, é pouco tempo ..

            abrá

      • Acertadamente é isso aí, Edu!
        A César o que é de César e a FHC o que é dele.
        FHC defendia o projeto, mas…
        Quem iria construir?
        O Amilcar Lopes talvez tenha razão, pois a grandiosa obra não seria no Brasil e sim na Amazônia, que não nos pertenceria mais

      • Eu acho que é partáidária sim, Edu…
        afinal, FHC/PSDB pretendia construir a hidrelétrica como?
        para atender a quem?
        para quem administrá-la?
        como FHC/PSDB pensa a Amazônia?

        existe algum lugar onde podemos tirar estas dúvidas?
        eu vou procurar amanhã… não sei se vou achar.

  • Respostas certas: SIM – NÃO – NÃO.

    Quando a Bacia Amazônica foi inventariada (há uns 40 anos atrás), a usina de Belo Monte (antiga Kararaô ou Volta Grande do Xingú) ficou posicionada, longe, em primeiro lugar, em termos de (dólares / kwh) de energia produzida.
    Isso foi feito na época do regime militar, ou seja, não tem nada a ver com política de direita ou esquerda.

    A propósito, o termo “inventariar” significa fazer um levantamento de todas as condições associadas à construção da usina, como área inundada, população atingida, energia média, potência instalada, volume d’água, etc.

    Considerando, ainda, uma magnitude de potência instalada em Belo Monte do porte de Itaipu, país nenhum do mundo abriria mão dessa energia limpa, barata, abundante e renovável que a natureza nos proporcionou.

    Mãos à obra, Dilma, você foi eleita para governar.
    Chega de demagogia barata!

  • estamos chovendo no molhado ..estas informações secretas a nossa democracia não abre (e acho que poucas o fariam)

    ..e agora vc não quer de outras fontes, não quer de LINKs ..talvez não queria nem contraditório nem crítica, só elogio ..quem sabe você quer falar com Deus diretamente ? ou só com Dilma ? OK ..bota a Dilma na linha

    ..e como já disseram, este programa de integração e INTERIORIZAÇÃO já esta dado de idos tempos, desde os militares, quando não havia nem celular ..e não será o BLOG ou o povo que terá forças pra torná-lo mais transparente ..isso é tipo GOELA ABAIXO ..o PODER esta nas mãos dos mesmos ..muita gente já esta lá esperando pelo progresso lá ..já disse de gente que tem MILHÕES DE HECTARES por lá (família de Cecílio R.Almeida, Daniel Dantas entre tantos) , MILHÕES de hectares (detalhe, na Bolívia, 5 mil hectares já é latifúndio)

    e agora é tudo ao acaso, tudo coincidência ..vc já ouviu falar na margem esquerda do rio (o limite pro desmatamento, então? metade do Pará vai sumir) ..quem teve esta idéias de GIRICO de partir aquele Estado de coisas chamado Pará em 3 ? Hein ? ..e o BRASIL tem que aceitar ..e pagar quieto ? eu hein ..haja cidadania ..haja coincidência, né mesmo

    eu tb gostaria de me sentir convencido ..mas com essa democracia, mídia e poderes constituídos ..com as nossas práticas invasivas e destrutivas ? uma que sequer permite definirmos o que seria um lobista ..com exemplos vívidos de Alcan/Alcoa, Tucuruí, CVRD e Balbina ..dizer o que, que acredito? ..vai sonhando

    1. Pode faltar energia ? ..pois é ..ano a ano, cadê o consumo previsto ? ..consumo de que ? residencial e industrial, por região ? que tipo de industria, nacional ou estrangeira ? ..pra atender ao mercado local ou a chinês ? ..tb gostaria de saber da previsão de oferta de OUTRAS energias tb ? quem as tem ? isentas e limpas, dizendo das fontes ? custo a custo por KW/h ..baseado em que crescimento? o do BC, governo ou mercado ..com ou sem crise externa e desaquecimento interno?

    e o custo ao meio ambiente? …como se calcula isso ? o assoreamento ? dizendo que nossas terras já não são mais verdes nem nosso céu tem mais estrelas ?

    ..aliás, se os dados forem falsos ou precários, nós temos legislação pra enquadrar os mentirosos, omissos e negligentes que fariam com que fôssemos levados a tomar decisões erradas só pra atender aos seus interesses ? ..quem sabe o PIG e a info-folha consiga ..sei sei

    2. lá vem vc com energia mais BARATA outra vez ..cara, aqui tb é uma decisão política ..assim como seria se resolvêssemos a bem das florestas criar boi integrado e não solto no pasto (e o consumir de alcatra que pagasse) ..ou se resolvêssemos declarar moratória pra caça e pesca comercial (não seria uma maravilha que talvez pudesse ajudar a repovoar nossos rios e mares? fora de criar milhares de empregos ) ..de produzir gasolina SEM CHUMBO como faz o mundo e a Petrobrás ainda não entrega ..ou como na Alemanha que quer acabar com a energia nuclear pra eles (um país que tem grandes reservas de carvão BARATO)

    ..quem disse que Belo Monte saindo a R$ 30, 40 ou 50 bi, que pra ser construída levará década ..uma que chegará a usar só 10% em períodos de seca ..uma que terá que contar com OUTROS 3 LAGOS e mais 3 usinas pra se dar bem (é o que dizem, que não iremos parar por aí ..este DADO que o governo ainda omite) .. quem disse que isso sairá barato ? ..quem garante, se o CUSTO do barril do petróleo ainda é só de US$ 10, o custo, DEZ US$ ..e no nosso caso, com gás sobrando e vazando pra atmosfera, quem garante que Belo Monte é competitiva ?isso com o SOl e vento que temos ..por acaso Tucuruí foi, se computarmos todos, TODOS os custos envolvidos?

    ademais, ENERGIA é tipo segurança alimentar ..nem tudo é só custo ..e tomara que não se esqueçam das linhas de transmissão desta vez como fez THC e seu bando

    olha, dizem que só com transmissão se perderia 15% ..isso dá quanto? quantas termoelétricas que poderiam ficar mais perto das populações ?

    Reitero, Alemanha, inglaterra, França, China (todas com industria automobilística) com bem menos território útil e menos população (exceto China) tem PIB maior que o nosso ..não sei se precisamos invadir daquela área agora ..precismos sim é cuidar bem do que já temos e desmatamos ..recompor o que destruímos e poluímos (tipo o tietê, rio dos sinos, são francisco, das velhas etc)

    ..pra mim isso tem de outros interesses que não aquela população ..estes podem ser atendidos com termoelétricas (a gás do Maranhão por ex, eólicas, NUCLEAR), pequenas quedas, mais rápidas e flexíveis de se construir, e que gerariam emprego tb, e isso num setor que também detemos e precisamos da tecnologia

    verdade é que o mundo precisa de determinados insumos e produtos, e escolheram o BRASIL por suas diversas fontes de energia pra lhes suprir ..e a onça e tau que paguem da conta

    sobre audiência pública ..isso não diz nada ..já as tivemos, será que vc não consegue estas informações que deveriam ter sido posta lá? e se foram, quantos tiveram acesso ?

    ..afinal, vs acha que as nossas Instituições dão satisfação? lembro que disseram que Daniel Dantas não foi apertado corretamente quando foi na CPI ..Delúbio se calou ..ou agora, com a Comissão de Justiça aprovando anistia e centenas de projetos em pacote e por debaixo do pano ..ou ainda como com as cotas racistas que, quando vi, já estavam valendo e foi obra e idéia de THC adotada por Lula

    ..pra mim este tema é questão de fé ..e aqui, infelizmente, a julgar pelos atores e suas peças até agora, pelo conjunto da obra eu digo com grande chance de não errar ..aqui o passado NOS condena

      • cara ..UAI ..na tal Comissão o governo já deve ter respondido a tudo e TODOS (segundo você) , lá já deve constar as respostas que agora vc e eu queremos saber, não é mesmo ? aliás, nem sei pq vc insiste ..será que vc perdeu aquele capítulo e agora esta curioso ?

        mas verdade, eu sei sim, vem cá ..eu te conto ..mas só pra vc

        .é que o PROCESSO NÃO foi e NUNCA será transparente nesta nossa democracia, compreende ? ..as respostas, entenda, AINDA não são dadas para o cidadão comum ..as informações aqui tem PREÇO e ainda são privilegiadas ..delas participam poucos que vão lá e compram terras por ex ..e nós não fomos convidados, entende ?

        agora falando sério ..eu não tenho as respostas não Eduardo ..aliás, é por isso que estou cheio de dúvidas e não paro de fazer analogias e a lançar de outras perguntas como você

      • Deus meu.. Quanto blablablá para não responder nenhuma da três pergunta. Ler tudo isso na esperança de que no fim da “lauda” sairia uma resposta convincente, dá sono.

    • De repente me lembrei daquele desenho animado do Papa-Léguas e o Coiote.
      Muitos cálculos, enrolação e no fim tudo dá errado.
      Que rolo sem fim, Coiote!

    • Você fala muito e não diz nada. Quer apenas criticar por criticar.
      Quer respostas para essas tuas perguntas, leia o Plano Nacional de Energia 2030 elaborado pela EPE – Empresa de Planejamento Energético (do MME), pois nos governos Lula e Dilma, ao contrário do FHC, se planeja, sim. Aliás, fique sabendo que falta de linha de transmissão é falta de planejamento TAMBÉM.
      Lá no PNE você vai ficar sabendo porque Belo Monte é, há muito tempo, a maior e mais econômica das usinas previstas para integrar a matriz energética brasileira .

      A crítica que se faz a Belo Monte é que ela tem un baixo fator de capacidade, ou seja, uma potência média gerada de 5.4 mil MW para uma potência instalada de 11,2 mil MW.
      Essa característica da usina é o resultado da preocupação em diminuir a região inundada pelo reservatório, reduzindo-se, portanto, a capacidade de armazenamento d’água da usina.

      Sabe como os ESTUDOS DE PLANEJAMENTO (inexistentes no governo FHC) compensam esse déficit?
      Através da interligação elétrica com a Região Sudeste, pois, devido à diversidade hidrológica entre as duas regiões, na época de cheia na Região Norte as usinas do Sudeste poderão economizar água em seus reservatórios.

      E tem mais, sabe qual a relação (potência instalada / área inundada de Belo Monte)?: 21,8
      A de Itaipu?: 10,4

      Abrir mão de Belo Monte seria um completo sucídio econômico para qualquer país.
      Quer atacar o governo, arranja outra.

      • nota – Não gosto de pensar que estão achando que pq questiono eu estou criticando o governo ou exaltando a oposição ..aliás, se bem explicado, das respostas podemos extrair muito mais certezas e sustentação às nossas próprias convicções ..mesmo pq parece que o projeto é um consenso que vem desde os militares e da época do BRASIL grande, não ?

        eu apenas tenho duvidas, não acredito na transparência e neutralidade das partes envolvidas, tem muita política nisso (tipo com a defesa ou critica da CPMF)

        Reitero que ainda acho estranho a defesa exaltada, e a ofensa tanto dos que são a favor, como dos que são contra

        Como tudo, acho sim que falta transparência ..pois só agora, com o projeto aprovado e sendo tocado é que muita informação chegou pra sociedade ..isso é ridículo e a maioria nem se dá conta disso ..é o velho método do PIG, avisar depois do “leite derramado” ..será que é assim que deveria de ser ?

        e quer dizer que pra vc qq duvida dum cidadão só pode ser esclarecida se ele resolver mergulhar e estudar milhares de papéis ..não lhe passa pela cabeça que a informação e satisfação tb tem que ser convertida em linguagem comum (estranho, até o corporativismo da classe médica já acha isso ao receitar medicamentos)

        ..e isso pra eu não falar muito do desencontro de dados que normalmente esbarra em interpretação e transcrição ..veja

        vc mesmo fala em potencia instala média de 5,4 ..em outros lugares leio 4,6

        vc cita a eficiência de BM com base na capacidade plena ..já se formos usar a média a coisa muda

        1)Belo Monte (Pará): 11.233 / 516 = 21,77

        ..aqui, SE ENTENDI, se usarmos 4,6 o resultado cai para 8,83 ..e se usarmos apenas 10% nos momentos de seca (que nestes níveis é exclusivo dela), ai despenca para 2,9 ..equivale a Ilha Solteira, um projeto da década de 60 do século passado (a quase 60 anos atrás) ..é isso ?

        2) Jirau (Rondônia): 3.450 / 258 = 13,37

        3) Santo Antônio (Rondônia): 3.150 / 271 = 11,62

        4) Itaipu (Paraná): 14.000 / 1.350 = 10,37

        5) Tucuruí (Pará): 8.370 / 2.850 = 2,94

        6) Ilha Solteira (São Paulo): 3.444 / 1.195 = 2,88

        outra questão ..sei sim que o projeto se integrará ao sistema ..mas entre o topo, média e baixa geração falamos duma queda de 90%(uma ITAIPU) ..se assim, com o sistema nacional continuando a funcionar, é de pensarmos que Belo Monte é um back-up, pois pra este período ele não “nos faria falta” ..e então, se o raciocínio estiver certo, quem nos suportara lá ?

        e mais, NOVAMENTE pergunto aqui ..é verdade que pra viabilizar BELO MONTE outras 3 usinas e lagos precisarão ser construídos no Rio Xingu (conforme li no Brasilianas) ? ..se sim, a que impacto ..pq já não nos escancaram esta verdade de vez ?

        http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/belo-monte-e-o-impasse-dos-ambientalistas#comments

        • Você é realmente muito esperto nos teus cálculos.
          Usa a média para Belo Monte e, para as outras, vale a ponta.
          Vou repetir pra ver se você entende de uma vez:

          O baixo fator de capacidade de Belo Monte é compensado pela sua integração (via linhas de transmissão) ao sistema elétrico da Região Sudeste (ou você acha que essa energia toda será consumida na Região Norte?). Quando a vazão do Rio Xingu estiver no máximo não será preciso jogar água fora (pelo vertedouro) pois essa energia excedente à capacidade de armazenamento dos reservatórios de Belo Monte poderá ser transferida para o Sudeste, já que existe uma diversidade hidrológica entres as duas regiões.

          Dessa forma, a água que não pôde ser armazanada em Belo Monte, o será nos reservatórios das usinas do Sudeste. Deu pra entender?
          Em todo o caso, repito, leia o Plano Nacional de Energia – 2030 da EPE ou qualquer estudo de planejamento de longo prazo feito pela Eletrobrás desde a década de 70.

          Deixe de bancar a criancinha birrenta que quer melar o jogo porque os seus políticos favoritos abandonaram o planejamento energético do país e deram com os burros n’água.
          Belo Monte não é um projeto do PT, do PSDB ou dos militares. É uma obra do Brasil.

  • Edu

    Depois daquela da OEA se intrometer em questões energéticas soberanas, deu para perceber que a luta seria feroz. Estão morrendo de medo do Brasil tomar posse de vez da Amazonia e expulsar esses estrangeiros com chutes no traseiro.
    Eles foram derrotados até lá, o cara que recebeu a queixa na OEA até cascou fora da instituição, é aquele argentino ou espanhol ( não me lembro mais) maluco saiu de mansinho depois da tese humanitária de atentado aos indios do xingu não ter se sutentantado na primeira investida da autoridade brasileira. Ficaram com a cara de tacho.

    Enfim eles perdem todas, mas continuam insistindo. Agora aquela do Cameron em falar que iria ao Senado estadunidense para impedir a construção da USINA BELO MONTE foi o maior descaramento contra a soberania que eu já vi. Só aquilo por si só já daria para acabar com a tese de preocupação com a causa indigena.

    Os INOCENTES UTÉIS tem aos montes pelo mundo e aqui no Brasil os eco-capitalistas de plantão são irrestivilmente risiveis. Oh gentinha fraquinha de conteudo , de argumentos…

    Essa da Chevron e dos indios do mato-grosso foi das boas. Estão tão caladinhos. Para eles só existe indio na Amazonia e só quem extrai petroleo no Brasil é a petrobras.

    Tá fácil pegar essa gente verde que adora uma verdinha ianque…

  • Olá Eduardo, venho aqui informar que tomei liberdade e copiei este texo em uma rede social que faço parte, claro que com todos os direitos e creditos a vocês.
    Seria de grande importância uma visão de fora dentro de nossa rede social, vou deixar o link pra todos darem uma olhada em nossa rede !
    link : http://migre.me/6dkIX

  • Vou dar minhas respostas de leigo com algum conhecimento de engenharia e contato com pessoas do setor elétrico:

    1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?
    Sim, pois o Brasil continua crescendo, apesar da forte crise na Europa e EUA. A demanda por energia só tem aumentado.

    2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?
    Não, não há alternativa mais barata, limpa e viável. A que mais se aproxima disso é a geração eólica. Porém, ela exige um grande desmatamento (para alojar as gigantescas torres) e é caríssima. As hélices fazem um barulho infernal, causando impactos nos animais e na população. Não há tempo hábil para construir os parques eólicos que seriam necessários. Apesar disso, o Governo Dilma tem feito investimentos recordes em energia eólica, principalmente no Nordeste, que tem o melhor regime de ventos para isso. Na região Norte, o regime de ventos torna praticamente inviável essa forma de geração.

    3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?
    Não. As regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste já aproveitam praticamente todo potencial hidrelétrico. Os poucos locais em que poder-se-ia construir hidrelétricas são muito povoados e a região Norte é a única que ainda tem esse potencial inaproveitado, justamente por ser a menos desenvolvida de nosso país.

  • Para os neocolonizados, entreguistas e colaboracionistas, ONG nacional é tudo pilantra, sugadora de dinheiro público a troco de nada. Mas, porém todavia contudo, entretanto, ONG estrangeira, financiada pela banca internacional (Greenpeace, WWF entre outras) é tudo “do bem”. Perceberam o complexo de vira-latas?

    • Rapaz, é mesmo, você tocou num fato muito interessante. As Ongs nacionais que trabalham com o governo são todas corruptas. Já Ong estrangeira que trabalha contra o governo é defensora das matas,da fauna e dos povos indígenas. Só mesmo tendo um QI de “artista’ da Globo para acreditar nisso

  • Eduardo, peço licença para discordar de vc em um só ponto,
    “interesses não confessos” que nada,
    estão mais do que claros,
    para quem quer ver e ouvir.

  • Alguns teleguiados demotucanos dizem que estamos vivendo uma ilusão, que o Brasil faliu e nós estamos todos hipnotizados e não percebemos.

    Deve ser uma hipnose poderosa, pois até as agências de risco aumentam a pontuação do Brasil. Além disso, o país é elogiado por economistas como Paul Krugman (prêmio Nobel), Jim O’Neill, economista da Goldman Sachs, criador do termo BRICs (*) e muitos outros profissionais especializados.

    E o mais importante: os brasileiros estão, em sua maioria, se sentindo mais felizes, com mais dinheiro no bolso e reservas. Não é à toa que a venda de material de construção não para de subir.

    (*) Quando Jim O’Neill criou o termo BRICs, certos “especialistas” brasileiros, todos na esfera de influência dos demotucanos, o questionaram, pois acharam um absurdo o conceito de que o Brasil era um país emergente e disseram, nas entrelinhas, que o Brasil não merecia essa honra. Haja complexo de viralatas…

    • Ilusão vivem eles, assim como todos aqueles que acreditam nas vejas, globos, folhas e assemelhados, que têm preguiça ou incapacidade de raciocinar e de olhar ao redor de sí. Ou que pensam com o fígado e não com o cérebro, se tiverem.

  • O Eduardo nunca pôs em discussão reforma agrária e modelo de desenvolvimento aqui e quer encerrar um debate com três perguntas?… Aliás, não sei bem se isso pode ser chamado de debate aqui, porque Belo Monte já está em andamento…

    Faço minhas perguntas, ainda mais simples:
    Itaipu foi uma obra coerente?
    Podemos trazer as Sete Quedas de volta?

    Quem NÃO puder responder ao menos à minha segunda questão… não tem problema, voces podem refletir tranqüilos, a vida toda, até trazerem uma boa resposta…

    • Pergunte-se como faria para postar suas opiniões na internet se não existisse Itaipu. Desligue a usina e verá do que estou falando. Só não terá como me dizer, a menos que venha me visitar pessoalmente.

      • se daquela época já pensássemos outro modelo de desenvolvimento, quem sabe hoje, eu e vc estáriamos recebendo nosso alimento, entre outras coisas, atravéz dos trens, por exemplo. Qual a isenção pra equipamento de energia solar pra uso residencial, já que são os nossos computadores que demandam essa usina e sabe-se lá mais quantas?

          • se preocupa não, Belo Monte já está a todo vapor… “impávida como Mohammed Ali… – Índio, C. Veloso” Na outra encarnação discutiremos erros, modelos de desenvolvimento, isenção etc… Toca os “tratores”

          • complementando; dinheiro e vontade política pra usina tem… já pra reforma agrária… é que esta não diz respeito às necessidades básicas das pessoas, ops!… do lobby mercadológico-predatório. Êta governinho de esquerda…

          • é um governo social democrata. a reforma agraria está sendo feita dentro de um projeto conhecido que ganhou a eleição, mas você sempre pode reclamar, apesar de que meus amigos do MST dizem que a coisa não é tão feia quanto você pinta, provavelmente porque fala sobre o que não sabe

        • Ricardo, as energias alternativas gozam de diversas formas de incentivo e isenções. Mesmo assim, ainda são muito caras.

          Se a humanidade conseguisse voltar no tempo, poderíamos fazer tudo diferente. Apostaríamos mais fichas no carro elétrico (vários dos primeiros experimentos foram com veículos elétricos, mas foram abandonados), na energia solar fotovoltaica (descoberta de Einstein que foi mal aproveitada), etc, etc.

          Se eu pudesse voltar no tempo, pediria aquela garota do ginásio em namoro.

          Se, se, se.

          Não se governa com “se”. Governa-se com “temos que fazer”.

          Quanto à reforma agrária, é outro assunto. O fato de o Governo tergiversar nessa questão da distribuição de terras não quer dizer que ele tenha que vacilar também na questão energética.

    • Ricardo, Itaipu custou 30 Bi US$ para fornecer energia limpa e barata por mais de 50 anos, vc não encontrará nenhum modelo energético que supere essa eficiência, mesmo tendo sido construída a mais de 30 anos.

      Relacionar 7 quedas com Belo Monte é sofismar, pois o impacto ambiental de BM é ínfimo, basicamente 500Km2 de área majoritariamente já desmatada por madereiros. É provável que se tivéssemos a tecnologia atual e um governo democrático como hoje (lembrando que 7 quedas é do tempo da ditadura), talvez o impacto seria menor e não perderíamos 7 quedas, mas não posso garantir isso pois não sou técnico no assunto.

      Eu assino embaixo o que o Edu fala para ti sobre o conforto e facilidades da tecnologia que permitem que vc poste comentários nesse blog, sentado em um ambiente com ar condicionado e luz.

      A única hipótese para atender o seu desejo de modelos e paradigmas totalmente sustentáveis é acabando com a inovação, revolução tecnológica e modelo capitalista. Vc acha que a grande maioria está disposta a fazer isso ? O mundo tem bilhões de ex-pobres e novos consumidores, ansiosos para consumir e trazer um pouco mais de conforto para suas vidas. Temos que louvar iniciativas de energia solar, dos ventos, marés…..mas tudo isso é totalmente incapaz de suprir a necessidade do mundo atual, só servem para o bancar o cafezinho de uma sociedade que quer se deliciar em um banquete.

    • Não me parece que o Eduardo tenha colocado as perguntas para encerrar o debate. É evidente que a intenção foi estimular a discussão e apresentar argumentos (são argumentos, mesmo feitos em forma de pergunta porque sabemos as posições dele pelo texto anterior).

      É debate sim. Se fosse um julgamento seria inútil porque a obra já está em andamento, mesmo assim poderia ser um julgamento para parar a obra.

      Mas não é julgamento e ninguém espera que seja tomada uma decisão aqui (você talvez). É um DEBATE, que pressupõe o enfrentamento de idéias através da retórica e portanto pode ser feito a qualquer momento, inclusive depois da usina pronta.

  • Prezado Eduardo: Vejo que propositadamente ou por ignorância, tem gente confundindo DEMOCRACIA com TIMOCRACIA. Enquanto o primeiro é um regime político, o segundo diz respeito aos donos do dinheiro, aqueles que sempre acharam que têm 99% das ações ordinárias do mundo.
    Quanto ao seu texto, tem um parágrafo que você diz ” não é porque ONG,s e governos estrangeiros….podem ir acampar no meio da obra, mas terão que sair porque é assim que funciona na democracia”.Vou contar uma história que me foi contada por um engenheiro da CODEVASF( COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DO VALE DO SÃO FRANCISCO).Quando da construção da represa de Sobradinho, um grupo de pessoas quis acampar tambem lá num dos canteiros de obra.Depois do segundo ou terceiro dia de acampamento, chegou um helicóptero do exercito e de lá desceu um general. Os acampados e não acampados esperavam que o mesmo viesse fazer palestras sobre as suas necessidade e reivindicações. O que me disse o engenheiro ” o general desceu, passou pela multidão sem dizer uma única palavra e lá na frente disse – com o apoio ou sem o apoio de vocês sobradinho será construida.Quem não quiser morrer afogado vá embora enquanto é tempo”. Saiu do mesmo jeito que entrou, não disse mais nada.Entrou no helicóptero e voltou para Salvador.O engenheiro estava lá.Considerando que todos os trâmites legais já foram percorridos com relação à Belo Monte, creio que só está faltando um general em tudo isso.
    Agora uma pergunta: Por que o governo brasileiro não cassa a licença de muitas ONG,s e expulsa esses estrangeiros do pais? Será que na terra deles estrangeiros teriam toda essa liberdade ?

  • Gostaria muito de acreditar que seu nobre posicionamento a favor de Belo Monte fosse em benefício do país e não em defesa de um partido político. Infelizamente não é.

    • Como pode fazer uma afirmação dessas sobre alguém que não conhece? Que interesses você afirma que tenho nessa questão além do interesse cidadão? Se soubesse de alguma coisa teria respondido às perguntas em vez de fazer acusação leviana.

    • Queria muito acreditar que sua preocupação sobre o que motiva Edu fosse pelo benefício do país e não em defesa de um partido político. Infelizmente não é.

      Viu como é fácil? Agora acusar Edu, que já discordou fortemente do governo e do PT em diversas ocasiões, que está entre os mais sinceros e verdadeiros da blogosfera, de ocultar suas verdadeiras intenções é de uma levianidade ímpar.

    • Há diferentes partidos a favor de Belo Monte. Eu não sou filiado ao PSDB, mas me alinho mais comas ideias tucanas do que petistas. E sou a favor de Belo Monte e do projeto do governo. Conheço muitos como eu.

  • A xenofobia é um dos pilares do fascismo. Esses resmungos em comentários contra ONGs estrangeiras parecem mais o que se chamava “tentação totalitária” nos idos de 70.

    Se pensarmos Belo Monte sob a dinâmica do capitalismo selvagem que campeia no Brasil, as perguntas do blogueiro são irrespondíveis.
    Entretanto, como diz o Fórum Social Mundial, “outro mundo é possível”. Quem sabe, talvez um amplo debate com a sociedade, sem passar rolo compressor, sem trapacear, sem golpes desleais, aponte uma solução diferente da lógica perversa de destruir para crescer?

    • Mais uma vez, sem resposta. Você pode até querer fazer a revolução socialista, mas para isso tem que vencer eleições ou dar um golpe de Estado. Temos um governo constituído e uma necessidade premente do país. E aparece gente querendo revolucionar o país a partir de um movimento encabeçado por celebridades bonitinhas que só conhecem índios por fotos ou em excursões turísticas

      • Acho meio desonesto falar em “uma necessidade premente do país”. País é uma abstração. Quem tem necessidade premente é o capitalista dono da fábrica, para produzir mais, para lucrar mais, para explorar mais os seus trabalhadores. Dessa gente ninguém cobra sacrifício, racionalidade, altruismo.

        Dos índios, dos ribeirinhos, dos trabalhadores rurais, dos pequenos produtores de alimentos das margens do Rio Xingu exige-se que se submetam em nome do progresso e do desenvolvimento.

        Perverso, né?

        • coincidentemente é o capitalista dono da fábrica que paga os salários. Sem energia ele quebra. Vi isso de perto. Ele quebrando, as pessoas perdem os empregos. Vi isso também na época do apagão. Aí vou mandar baterem na sua porta para você encher as barrigas dos filhos deles com a sua revolução socialista

          • “… com a sua revolução socialista…”

            Minha não, nossa. Entendo que quem frequenta esse blog está nesse grupo, exceto os trollzinhos conhecidos.

          • Eu nunca pretendi fazer uma revolução socialista no Brasil simplesmente porque o povo brasileiro não quer. Até toparia fazer desde que houvesse um amplo debate, uma plataforma eleitoral clara e que o povo soubesse onde estaria se metendo. Talvez fosse até melhor. Só que isso é um delírio, no mundo de hoje. Eu vivo na realidade. Eu e Lula, que aceitou a realidade e mudou o Brasil

          • Acho que o Brasil é capitalista, mas é, também, socialista. Temos o SUS, com todos os defeitos. Temos aposentadoria de estado. Temos programas sociais gigantescos de estado, especialmente aqueles criados pelo estimado e eterno presidente Lula e ampliados pela presidenta Dilma. Agora, temos o Enem, que dá mais chance aos pobres de estudar em boas universidades.

            O que o País precisa é melhorar bastante seus dois lados, o capitalista e o socialista. O lado capitalista poderia ser melhorado por meio de um Poder Judiciário que colocasse na cadeia, efetivamente, os colarinhos brancos, como acontece em países como um Judiciário menos ruim. E seria relevante punir com rigor certos fatos, como por exemplo, o desastre ambiental que a Chevron criou no litoral brasileiro nos últimos dias e que o PIG faz o que pode para esconder ou passar despercebido.

            Já o lado socialista precisa ser melhorado via melhoria da saúde, educação básica, justiça. A justiça neste Brasil, por exemplo, não é justa. São apenas poucos, mas bons exemplos. Teríamos vários outros.

    • SEM INTERFERENCIAS ESTRANGEIRAS PRINCIPALMENTE! NÃO PRECISAMOS QUE ONGS E ARTISTAS E QUAISQUER ORGANIZACÕES ALIENÍGENAS VENHAM DOS DITAR O QUE FAZER, O QUE FAZER E COMO FAZER, SE NÃO FOREM NOSSOS CONVIDADOS QUE VAO CUIDAR DE SUAS FLORESTAS (?) INDIOS (?) E NOS DEIXEM CUIDAR DOS NOSSOS PROBLEMAS, É UM ABSURDO A INTERFERENCIA DE ORGANISMOS ESTRANGEIROS EM NOSSA VIDA.

  • voce tá equivocado, locatelli. Bem…talvez
    Ja me disseram que as hélices -altas e enormes- Sao como um ventilador de teto: afastam os mosquitos ,carapanãs e cia. O que, alem de contribuir para o turismo e bem estar, reduz a Malária.

  • A construção da Usina de Belo Monte é um caminho sem volta,não ha porque não construi la,até mesmo porque vivemos em uma civilização dependente em quase cem por cento de energia eletrica.Portanto os que são contra a construção da Usina,devem se conformar com a derrota.Primeiro porque ela já está em construção e segundo porque o Brasil precisa ampliar sua capacidade de produção de energia para atender à demanda crescente dos proximos anos.Mas o que está em jogo nao é apenas o impacto ambiental em uma obra de tamanha importancia.Mesmo que Belo Monte não fosse importante(e é)trata se de estabelecer a soberania brasileira sobre uma vasta porção do territorio nacional.Só mesmo os ambientalistas de fim de semana,os ambientalistas de araque,como os ¨astros¨globais ou politicos inescrupulosos e oportunistas como Marina Silva,para serem contra uma obra tão fundamental para o futuro e principalmente para a integridade territorial de nosso pais.

    • Na falta de políticas públicas faz-se um monumento à imagem do Deus Mercado para ocupar o vácuo… aliás, tem certeza mesmo de que esse investimento representa a soberania de uma nação, na acepção da palavra?

  • Edu, tb é bom lembrar que o RS foi o único estado do Brasil que não sofreu com o apagão!!!! e quem ocupava a secretária responsável pela área de energia do estado na época????????? e de que partido era o governador?????

    me lembro de escutar numa rádio de porto alegre estavam entrevistando um grupo de rock que foi tocar em um programa de tv de SP…ai a apresentadora perguntou para eles como estavam indo de apagão o vocalista disse…que apagão no RS não tem dessas coisas( ou algo parecido)!!!!!…kkkkkkk

    • Não deu apagão pq os reservatórios estavam com 80% da sua capacidade e pelo que sei secretário nenhum tem o poder de fazer chover.

      Nâo sei se sabe mais em 2009 TODAS as termoelétricas foram acionadas durante meses para recompor o nivel dos reservatórios.

      Menos militontisse por favor.

  • Eduardo,boa tarde!

    Eu acredito que há muitos curiosos,oportunistas e “especialistas”nesse caso.
    Sugiro que você faça uma entrevista ou uma consulta com a pessoa mais adequada e preparada para falar de um assunto tão complexo quanto esse.
    Mauricio Tolmasquim é o atual presidente da Empresa de Pesquisa Energética, uma entidade afiliada ao Ministério de Minas e energia.
    Acredito que ele terá o maior prazer em esclarecer pontos polêmicos desse projeto tão importante para o Brasil.Abraço,

  • Os interesses americanos estão explícitos na obra de NOAM CHOMSKY, O IMPÉRIO AMERICANO HEGEMONIA OU SOBREVIVÊNCIA. Só a leitura da obra já é suficiente para calar os críticos da Belo Monte. Quem não ocupa é ocupado. A Amazônia é brasileira. No futuro será??????????

  • PORRA! Sete quedas?

    Acabei de ficar UMA HORA sem energia DE NOVO em menos de duas semanas e moro a SETE KM do centro de São Paulo e o pessoal falando de sete quedas e meia dúzia de índios e um monte de playboy desocupado e famoso internacional cheirador de cocaína que nas horas vagas é “ambientalista”.

    Ah, vão arrumar o que fazer.

    Neguiinho reclamando de Itaipu a uma hora dessas é brincadeira.

  • A discussão, no fundo, é uma só: ou você é a favor de explorar a amazônia para benefício do país ou você é contra.

    E daí cada lado vai fantasiar desculpas para defender seu ponto.

    Quem é contra vai falar em conspiração, em Sarney, em pouca rentabilidade da usina, enfim, vai ter argumento de todo tipo — porque não quer e pronto.

    Eu sou a favor, acho que o Brasil tem um patrimônio natural fantástico e que deve ser usado com responsabilidade. Usar o Rio Xingu para gerar energia não vai destruir a Amazônia. Não usar, é irresponsabilidade.

  • Edu desculpe o fora de pauta, mas também é um assunto relevante no momento essa entrevista do Fernando Siqueira da Aepet ” Associação dos Engenheiros da Petrobrás” dada a Carta Maior.

    “Após caso Chevron, é preciso rever lei que reparte o pré-sal através de leilões”
    Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), diz que tragédia ambiental na bacia de Campos é oportunidade para rever lei do pré-sal. Para ele, Petrobras, escolhida como operadora da área, poderia administrar sozinha todo o processo exploratório sem depender de estrangeiras selecionadas através de leilões.

    Marcel Gomes

    São Paulo – O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira, espera que o vazamento de petróleo em um poço explorado pela companhia Chevron, na bacia de Campos, sirva de impulso para a revisão da lei do pré-sal, com o objetivo de garantir exclusividade à Petrobras na exploração da área.

    A lei, sancionada em 2010 pelo presidente Lula, determina a realização de leilões para definir qual empresa explorará cada poço, mas caberá à Petrobras o papel de operadora, com 30% da futura sociedade exploratória. Para Siqueira, o know-how da Petrobras em águas profundas diminui os riscos do processo e garante que o produto será utilizado em benefício dos brasileiros.

    “Na época dos debates sobre a nova lei, eu perguntei a assessores do governo Lula por que manter os leilões, e me responderam que não havia respaldo político na sociedade para acabar com eles. Para isso, seriam necessários pressão popular e povo nas ruas. Eu tenho feito 80 palestras por ano justamente para defender essa causa”, disse ele à Carta Maior.

    Nesta entrevista, Siqueira também analisa o acidente da Chevron, diz que o problema teve natureza técnica (“sucessão de erros e mentiras”) e que não acredita que a empresa estivesse tentando atingir o pré-sal (“a sonda que eles estavam usando tem mais de 35 anos e, portanto, é obsoleta para o pré-sal”). Leia os principais trechos a seguir.

    Carta Maior – O que causou o acidente?
    Fernando Siqueira – O presidente da Chevron disse na TV Globo no dia 18 que “nossos engenheiros subestimaram a pressão do reservatório”. É uma declaração evasiva para fugir da realidade. A Chevron já possui poços em produção no mesmo reservatório que vazou, portanto conhece a pressão. O que eles erraram foi o dimensionamento da lama de perfuração [mistura de argila, aditivos químicos, água, entre outros produtos, que é injetada no poço por meio de bombas]. A lama tem a função de refrigerar a broca, expelir o material retirado e equilibrar a pressão do poço, para impedir que as paredes desmoronem. Quando eles finalizaram a perfuração, o pico de pressão já era um indício de que o controle do poço estava perdido.

    CM – Não havia como retomar o controle?
    FS – Havia, mas eles cometeram um outro erro. Ao perceber o problema, aplicaram uma pressão forte demais para retomar o controle do poço e fraturaram o reservatório. Isso é muito preocupante, porque é difícil mapear a localização de fraturas. A Chevron já “matou” o poço com a aplicação de cimento, e agora precisa correr atrás das fraturas.

    CM – Foi uma sucessão de erros.
    FS – De erros e de mentiras. Primeiro a Chevron não percebeu o vazamento, que foi detectado pela Petrobras. Depois a empresa insinuou que o óleo era do campo de Roncador, da própria Petrobras, o que foi descartado pelo nosso centro de pesquisa [da estatal] após análise do DNA do petróleo. Confirmado a origem, a Chevron ainda subdimensionou o vazamento.

    CM – Então o senhor acredita em erro técnico? Descarta a hipótese que surgiu de que a Chevron tentava atingir a camada pré-sal?
    FS – Não acredito nessa hipótese. A sonda que eles estavam usando tem mais de 35 anos e, portanto, é obsoleta para o pré-sal. O aluguel dela custava à empresa 315 mil dólares por dia à empresa, enquanto uma plataforma adequada para aquela profundidade custaria 700 mil dólares.

    CM – Diante de tantos erros, faltou fiscalização dos órgãos de controle?
    FS – Constatados os erros sucessivos, teria de suspender a Chevron. Há a possibilidade de aplicação de multa, mas os valores que praticamos no Brasil são irrisórios perto do montante envolvido com um negócio desse tipo.

    CM – A maior ação judicial contra uma companhia norte-americana fora dos Estados Unidos tem como ré justamente a Chevron, no Equador, em um montante estimado em US$ 27 bilhões, por degradação ambiental e contaminação de comunidades inteiras. Houve o recente problema com a BP no Golfo do México. Como melhorar o controle sobre essas companhias?
    FS – Todas essas empresas têm histórico de poluição e depredação ambiental no mundo todo. A Shell destruiu a biodiversidade do delta do rio Níger de tal maneira que a Nigéria hoje importa peixe. Por isso eu defendo mudanças na política do país para o setor, com o fim dos leilões, simplesmente porque quem detém hoje a tecnologia de exploração em águas profundas é a Petrobras. Já que a lei do presidente Lula, corretamente, definiu que a Petrobras será a operadora de todos os campos, para que precisamos de um parceiro internacional que pode desrespeitar nossas leis e ainda levar metade do petróleo?

    CM – A Petrobras tem condições executar toda a exploração sozinha?
    FS – Na verdade ela é uma intermediária, mesmo papel que as empresas do exterior irão fazer. Nesse caso, deveríamos optar pela melhor intermediária, que é a Petrobras. Os três gargalos da exploração em água profundas são perfuração, operação no fundo do mar e linha flexível entre fundo do mar e navio. A perfuração é feita por um conjunto de empresas internacionais que oferecem o serviço, não são as petroleiras, e a Petrobras participou do desenvolvimento de todo esse know-how. O sistema de operação no fundo do mar, através de válvulas remotamente controladas, também foi 60% desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Petrobras. Por fim, a linha flexível é um serviço oferecido por uma série de empresas. Enfim, a Petrobras pode intermediar toda essa tecnologia melhor do que qualquer um.

    CM – O debate sobre a lei que rege a exploração do pré-sal se concentrou no debate entre concessão e partilha e no volume dos royalties para Estados produtores. O fim dos leilões e a elevação da Petrobras a um papel mais central foram questões secundárias. Por quê?
    FS – Na época dos debates sobre a nova lei, eu perguntei a assessores do governo Lula por que manter os leilões, e me responderam que não havia respaldo político na sociedade para acabar com eles. Para isso, seriam necessários pressão popular e povo nas ruas. Eu tenho feito 80 palestras por ano justamente para defender essa causa. Na década de cinqüenta, quando o petróleo era apenas um sonho, houve um grande movimento cívico por essa causa. Agora que o sonho se tornou realidade e o Brasil virou o Iraque da América do Sul, temos obrigação de manter esse bem para o povo brasileiro.

    Fotos: Aepet

  • Uma plêiade de estrelinhas e asterisco globais preocupados com a sorte de meia dúzia de índios do Xingu. Que bonitinho! Alguém precisa avisar a esses neo-ambientalistas de ocasião que os índios pataxós do Sul da Bahia e os da tribo Pankacararu em Pernambuco estão sendo dizimados a bala desde 1500, e que esses neo-indigenistas de araque jamais deram um pio a favor daquelas gentes.

    • POIS SE NEM NO PISCINÃO DELES, O MAR DO RIO AGREDIDO PELA VAZACHEVRON ATÉ AGORA NÃO DERAM UM PIO, QUE DIRÁ DOS POBRES DOS INDIOS QUE ESTÃO FORA DO TERRITÓRIO COBICADO PELOS ESTRANGEIROS…

  • Preocupante a informação de que mais de 100 mil ong´s agem na região amazônica para impedir a efetiva ocupação do territorio .
    Denuncias dão conta de que chefes indigenas de varias tribos da região estão sendo levados para os EUA para prepara-los para no futuro tomar a liderança de suas nações.
    O affair Kosovo mostra que o Imperio não esta de brincadeira na percecussão de seus objetivos estratégicos, baseado no doutrina de defesa de minorias.
    A reserva indigena Serra do -Sol situada na zona de fronteira apesar da legitimidade de sua criação não deixa de ser um calcanhar -de-aquiles que atua em nosso desfavor.
    O proprio gal. Heleno manifestou opinião que a criação de uma reserva continua numa região de fronteira é um erro estratégico.

    • pois é, será que é a energia que cada um de nós gasta que pode acabar com a energia total do país ou as grandes empresas é que estão preocupadas e por isso a Belo Monte vai acontecer… são as grandes empresas que gastam muita energia e que pagam pouco por ela, não as pessoas como você ou eu… ou esses CARAS que dão as CARAS na CARAS …

      E, bom, vamos concordar com uma coisa: se todos nós fossemos educados a economizar energia essa discussão poderia ser melhorada. E, francamente, ter energia na região não representa distribuição adequada e nem uso adequado. Como já disse (mas o Eduardo deleta porque sou contra a Belo Monte) morei no Pará e a Tucuruí que esta pertinho de Marabá, portanto o acesso é perto, não faz com que essa energia seja mais barata ou acessível para a população de física. Já a população jurídica tem a energia mais barata e uma serie de outras vantagens. Algumas nem pagam a energia, nem o terreno, só para “gerar emprego” para a região que paga a conta.
      E, vamos combinar, não somos nós que gastamos a energia que se faltar pode prejudicar alguém… são as grandes empresas, como a Vale e tantas outras.

      http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/qualquer-que-seja-o-motivo-teoria.html

      • Por questões técnicas, Clairy, em usinas de grande porte a energia já sai em tensões elevadíssimas e alimentar diretamente a região vizinha requer, muitas vêzes, gastos inviáveis em transformação da tensão.

        Portanto, não é má vontade, não. O que é preciso, sem dúvida, é integrar essa área ao sistema elétrico da região.
        Para isso existe uma coisa chamada PLANEJAMENTO, que tem gente que não gosta.

        • É, não gosta e não faz… Mas vendem a imagem “energia para todos”… Mas lá em Marabá o povo é esperto e faz um negócio chamado “gato” e os que não fiscalizam a conta de energia pagam por esses…

  • Teve alguém sugerindo que se instalassem parques eólicos no semi-árido nordestino, notadamente nas áreas que estão em avançado estágio de desertificação. Seria uma boa idéia, não fosse por um detalhe, que conheço muito bem: no interior do Nordeste os ventos são fracos e inconstantes. Durante a maior parte do dia os ventos não são suficientes pra mover sequer as palhas de um coqueiro, quanto mais as paletas de aerogerador.

  • bom, vamos concordar com uma coisa: se todos nós fossemos educados a economizar energia essa discussão poderia ser melhorada. E, francamente, ter energia na região não representa distribuição adequada e nem uso adequado. Como já disse (mas o Eduardo deleta porque sou contra a Belo Monte) morei no Pará e a Tucuruí que esta pertinho de Marabá, portanto o acesso é perto, não faz com que essa energia seja mais barata ou acessível para a população de física. Já a população jurídica tem a energia mais barata e uma serie de outras vantagens. Algumas nem pagam a energia, nem o terreno, só para “gerar emprego” para a região que paga a conta.
    E, vamos combinar, não somos nós que gastamos a energia que se faltar pode prejudicar alguém… são as grandes empresas, como a Vale e tantas outras.

    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/qualquer-que-seja-o-motivo-teoria.html

  • Apesar de não ser uma expert no assunto,penso que: 1-Sim,o Brasil está se desenvolvendo e necessitará de muita energia. 2-Não.A energia eólica é limpa,mas dispendiosa.Além de não ser viável em determinadas regiões do país. 3-Não creio.Qualquer emprendimento desse porte causa danos ambientais.Há que cercar-se de estudos profundos e preservar o máximo,além de respeitar os povos que ali se encontram. Sobre as ONGS,Orlando Villas -Boas,em 15 de junho de 2003 diz o seguinte: “Cuidado com as ONGS estrangeiras na Amazônia.Os EUA LEVARAM 15 chefes Ianomâmis – brasileiros e venezuelanos-para aprenderem inglês e serem treinados politicamente,para que ao retornarem,criem um contecioso internacional com o objetivo de fazer com que a “COMUNIDADE INTERNACIONAL” declare a CRIAÇÃO de um ESTADO ÍNDIO,tutelado pelos EUA,cujo território seria as atuais reservas Ianomâmis brasileira e venezuelana.São as maiores reservas de URÂNIO do planeta.NÃO CANSAREI DE ALERTAR todos os brasileiros.CUIDADO COM AS ONGS ESTRANGEIRAS DITAS AMIGAS DOS ÍNDIOS.Que de amigas não tem Nada”.www.expedicão villasboas.com.br Ainda sobre as ONGS,segundo a ABIN,a região Ianomâmi,ou seja,a Raposa -Serra do Sol,guarda em seu subsolo,minerais preciosos e estratégicos,bem como a maior reserva de Urânio do planeta,além do maior veio de ouro do mundo,assim como uma grande jazida de diamantes e uma riqueza incalculável de minérios de uso nuclear,muito importante para as indústrias BÉLICAS,espaciais e informáticas. Essa região se encontra sob assédio de “missionários” e ONGS ESTRANGEIRAS.Nem as FORÇAS ARMADAS,nem a PF,podem entrar na reserva indigena,por força da lei.(com a aquiciência da FUNAI).Na reserva Ianomâmi há movimento no sentido de torná-la “território sob a PROTEÇÃO DA ONU.(logo de quem,não é mesmo?nota minha). Ainda segundo a ABIN,há interesse estrangeiro na demarcação contínua de território indigena,que se iniciou no governo Collor.(Collor foi colocado no governo pelo setor de marketing da Globo.WWF é uma ONG estrangeira que já teve como vice presidente um Marinho,da Globo.A WWF é uma ONG criada pelo príncipe Tampax – digo Charlie.Nota minha).Questiona-se,que a FUNAI atua em conjunto com as ONGS internacionais,conforme relatório da ABIN – as ONGS internacionais bancaram financeiramenteo trabalho d demarcação das terras indígenas. Chega a 115 o número de ONGS atuantes na Amazônia Ocidental,mapeando e detalhando as riquezas minerais,biodiversidade-sem o devido controle do governo. Tudo indica que as ONGS são PEÇAS de um grande jogo em que atuam países hegemônicos para manter e ampliar SUA DOMINAÇÃO. As ONGS servem de cobertura para seus serviços secretos. A ABIN chama os movimentos ambientalistas de “Clube das Ilhas” e os classifica em 3 setores: 1-Elabora as diretrizes gerais. 2-Planeja as operações. 3-É a chamada LINHA DE FRENTE,que executa a ação direta,como uma tropa de choque.NOO TOPO ESTÃO: UINC,WWF do príncipe Charlie(Reino Unido),que tem como diretor geral o banqueiro Joseph Safra ..SI,criada pelo príncipe Philip (Reino Unido). CIMI,da Igreja Católica,que criou o Conselho Indigena,onde defendem a AUTONOMIA E AUTO DETERMINAÇÃO DOS INDÍGENAS,cuja organização recebeu entre 1992 -1994,o equivalente a 84 milhões de dólares da Fundação Nacional para a Democracia,mantida pelos EUA e dirigida pelo Congresso Americano.(não são umas gracinhas?Tudo issodesinteressadamente.Antigamente,a Inglaterra e países colonialistas,se valiam de saques,pirataria e guerras.Hoje o mundo moderno dos atuais usurpadores,preguiçosos e ladrões,se valem de ONGS!!! nota minha).Ainda segundo a ABIN,o GREENPEACE e os AMIGOS DA TERRA,são as ONGS mais estruturadas,capazes da ações mais radicais a serem executadas.www.ojornal.jor.br/jornal22/amazonia.htm.Procurem por jornal 20 e jornal 34. Em 24/04/2008,Jobim e Tarso Genro (ministério da Defesa e Ministério da Justiça) anunciam planos para o controle militar sobre ONGS,grupos relacionados e estrangeiros,por entenderem que praticam crime de biopiratariae mantém interesses de nfluenciar indígenas para se apropriarem de suas terras.As Forças Armadas também se preocupam com “hipotéticos” cenários de INVASÃO e OCUPAÇÃO da amazônia,por potências estrangeiras.Os ministros da Justiça e da Defesa enviaram ao Congresso uma nova lei sobre as ONGS,para impedir que essas sirvam de fachada para atividades ilegais (Deus,conserve Lula,Chaves,Dilma e Evo com saúde.nota minha). Em 15 de abril de 1991,o príncipe Charlie promoveu a bordo do iate real Brittania,no rio Amazonas,um seminário d 2 dias,que versava sobre a AMAZÔNIA.Estavam lá David Triper,ministro do meio ambiente da Inglaterra…William Really,diretor da agência de proteção ambiental dos EUA…Carlo Ripa di Meana,cordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia…Robert Horton,presidente da Bristish Petroleum e José Lutzemberg,ministro do Meio Ambiente de COLLOR (o fantoche da Globo.nota minha). CURIOSO é que em 15 de novembro de 1991,sete meses após,JArbas Passarinho ASSINA a PORTARIA 580 CRIANDO A DITA RESERVA IANOMÂMI de 91 MIL kilometros quadrados.(é mole ou querem mais?Quem será que manda na reserva?os indíos é que não.nota minha).A FERSA :A nação Ianomâmi é uma patifaria,uma ficção histórica indígena,que vem se criando e se desenrolando em conivência com os interesses internacionais.Os índios que lá se encontram foram levados por ONGS internacionais controladase financiadas por intere$$e$ e$trangeiro$,com a AJUDA DA FUNAI a partir dos anos 70.LEIAM a FARSA IANOMÂMI,do coronel Carlos Menna Barreto. Movimentos e ONGS estrangeiras aqui,só no caminho do aeroporto,com passagem paga de ida…sem volta.O BRASIL TEM QUE SER MONITORADO E CUIDADO POR BRASILEIROS.Não precisamos e não queremos colonialistas, farsantes,assassinos, embusteiros e ladrões per seculum seculorum agindo aqui.Mandem embora esses perpetuadores da miséria humana (nota minha).

  • Edu, seguem minhas respostas, objetivas:

    1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

    Sim. Sem dúvida. O Brasil está crescendo e precisa desesperadamente de energia elétrica. Somente os artistas da Globo do vídeo aqui mostrado não entendem isso.

    2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?

    O MWh hidrelétrico, mesmo com aumento de custos ambientais, ainda dá de vários gols a zero contra o custo do MWh de outras tecnologias. Mas se houver necessidade de energia urgente, não dá tempo de fazer hidrelétrica, tem que ser usina térmica.

    3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?

    Prepare-se para usinas térmicas, com custo de energia altíssimo (sem falar na poluição).

  • Eu to cansado de de responder a amigos e parentes que mandam este videozinho de m…dos globais,com petição para assinar.Tenho texto pronto,respondendo porque não assino,mais agora este seu Edu,e tambem do Nassif,que reproduzo no Face. :

    Belo Monte e o impasse dos ambientalistas
    Enviado por luisnassif, ter, 22/11/2011 – 19:11
    O Escriba – Bora discutir Belo Monte sem falcatrua?

    Ok, vamos discutir Belo Monte? Mas que tal fazermos isso com base em dados reais? Sim, porque qualquer discussão baseada em suposições, falseamento, mentiras, não vai levar a lugar algum. Só vai desvirtuar o debate e promover mais ignorância. Então, a partir dos dados fidedignos, podemos nos posicionar contra ou a favor e, melhor, podemos exigir que se cumpra o combinado. Foram décadas de discussão sobre o projeto, que foi alterado para atender muitas das demandas, como não-alagamento de terras indígenas, diminuição dos impactos na região, melhoria das condições de vida das populações das cidades do entorno.

    p>Não podemos cair na ‘esparrela’ das Reginas Duartes da vida, que aparecem aqui e ali pontuando com a cara constrita que estão “com medo”. Ainda mais quando a causa do medo é informação deturpada. O pior é ver ambientalista tarimbado alimentando essa falcatrua, comemorando por exemplo o sucesso de um vídeo de artistas que em vez de jogar luz sobre o assunto, prefere fazer terrorismo barato, com base em informações defasadas, falsas até – chegaram a afirmar que o Parque Nacional do Xingu, que fica mais de 1.300 km ao sul do local da usina, poderá ser inundado!! Pô, aí não, vai… muita apelação! (não acredita? Veja aqui a distância de um para o outro)
    Como bem disse o Gilberto Camara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), recentemente em seu blog, os ambientalistas estão perdendo a oportunidade histórica de conseguir avançar, exigindo que o governo e a iniciativa privada promovam a sustentabilidade em seus projetos. Em vez disso, estão apelando para o obscurantismo, a desinformação, o marketing raso, e com isso perdem credibilidade. Uma pena. Quando sentam para discutir e negociar honestamente, conseguem boas vitórias – como a moratória da soja, que envolveu sojeiros da Amazônia, Greenpeace e até o McDonald’s. É assim que funciona numa democracia moderna: os diferentes sentam à mesa, colocam seus argumentos, ‘senões’ e ‘poréns’ e tentam chegar a um denominador comum. Isso foi feito com Belo Monte, tanto que o projeto mudou da água pro vinho nesse meio tempo e hoje tem tudo para ser exemplo para outras obras do tipo que virão – e virão, não tem pra onde correr – para a Amazônia.

    Mas enfim, vamos aos fatos sobre Belo Monte, que estão longe do bicho-papão pintado por aí:

    * O lago de Belo Monte terá 503 km2, dos quais 228 km2 já são o leito do próprio rio Xingu. E boa parte da área restante já está desmatada por criadores de gado, agricultores e madeireiras ilegais. O desmatamento efetivo por conta da usina, portanto, é muito pequeno se comparado com o tamanho do empreendimento, a energia que fornecerá e os benefícios que trará à região. E o lago, uma vez criado, servirá para proteger o entorno de cerca de 28 mil hectares (280 km2), já que vira uma Área de Preservação Permanente (APP).

    * É normal que empreendimentos hidrelétricos, e quase todas as fontes de geração de energia, tenham uma capacidade de geração e um fator de potência – ou seja quanto dessa capacidade será possível gerar em média em um ano. No caso de Belo Monte, que tem capacidade instalada de 11.233 MW, a geração média é de 4.571 MW, ou 41%. Esse número é o suficiente para abastecer 40% do consumo residencial de todo o Brasil. Ao longo de sua elaboração, o projeto Belo Monte foi modificado para restringir os impactos que poderia causar ao meio ambiente e à população da região, reduzindo-se a área de inundação prevista em 60% em relação ao projeto inicial. Isso diminuiu a geração média de energia, mas foi importante para a diminuição do seu impacto.

    É pouco? Nem tanto. Dá uma olhada nos dados que este blog compilou sobre a média em outros países (na China é 36% e nos EUA, 46%) e mesmo no Brasil, em outras usinas já em operação, como Itaipu, Tucuruí.

    * A média nacional de área alagada é de 0,49 km2 por MW instalado, em Belo Monte essa relação é de apenas 0,04 km2 por MW instalado.

    * 70% da energia a ser produzida por Belo Monte destinam-se ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e apresenta o segundo menor valor por MW / hora entre todos os empreendimentos elétricos dos últimos 10 anos (R$ 78 por MW/h). Aquele papo de que a energia de Belo Monte beneficiará apenas esta ou aquela empresa, é balela, lenda. A energia gerada pela usina será conectada ao SIN e, com isto, gera energia para todo o país. O mesmo acontece com TODAS as demais usinas construídas por aqui.

    * Há duas maneiras de se construir uma usina hidrelétrica: basear-se exclusivamente no critério de eficiência, em que tería que dispor de um lago enorme, como era o projeto original de Belo Monte de 1980, alagando amplas regiões, ou um sistema energeticamente menos eficiente – o de geração de energia em cima da corretenza do rio, denominado fio d’água – justamente para privilegiar questões ambientais. Belo Monte é desse segundo tipo, não sendo tão eficiente como a média das hidrelétricas brasileiras (na faixa de 50%) justamente em respeito a questões sociais e ambientais.

    * Nenhum índio terá que sair de suas terras por causa do projeto e os ribeirinhos que serão realocados vivem, em sua maioria (quase 7 mil famílias), em palafitas nos igarapés de Altamira, em condições sub-humanas. O governo pretende realocar essas famílias para condomínios habitacionais que ficam em torno de 2 quilômetros de distância de onde estão hoje. São cerca de 18 mil pessoas. A promessa do governo é que essas pessoas receberão casas em locais totalmente urbanizados, com saneamento básico, postos de saúde, escolas e locais de lazer, tudo antes do final de 2014. É anotar e cobrar.

    * Substituir a energia de Belo Monte por eólicas e energia solar parece fácil, mas é praticamente impossível. Precisamos de 5 mil MW por ano de energia adicionada ao sistema para garantir o mínimo necessário para que o país continue se desenvolvendo e gerando emprego e renda, e garantindo a inclusão de milhões de brasileiros que hoje estão à margem de todo e qualquer consumo. Isso não é possível, no curto/médio prazo, com eólica e solar. O Brasil até tem investido bastante nessas duas formas de geração de energia, somos o país que mais tem atraído empresas do setor para cá, mas é coisa para médio-longo prazo. Enquanto isso, fazemos a transição – mas com energia de baixo impacto e limpa, como a hidrelétrica. Nenhum outro país do mundo consegue isso – EUA, China, Europa, Ìndia, todos estão fazendo investimentos em energia renovável (eólica, solar, etc) com base numa economia sustentada por energia suja – nuclear, térmicas a carvão ou óleo diesel.

    Para se ter uma ideia, para ter o mesmo potencial energético de Belo Monte, seria necessário instalar mais de 6 mil aerogeradores, de 3MW cada, ocupando uma área de 470 km2 – ou quase o tamanho do lago de Belo Monte (503 km2).

    Bom, tem muito mais coisa para se pontuar, mas já tem um bocado aí pra refletirmos, né mesmo? As coisas nem sempre são tão simples como querem fazer crer uns e outros, nem o diabo é tão feio.

    Tem mais informação boa circulando por aí, seguem algumas dicas – quem quiser indicar outros bons textos, coloca na área de comentários que acrescento à lista abaixo:

    Belo Monte: vídeo de globais é teatro

    Os Belos e Belo Monte

    Prefeita de Altamira fala sobre Belo Monte

    Belo Monte: Os fatos sobre a vazão reduzida na Volta Grande

    Eu não assino petições contra Belo Monte

  • Prezado Eduardo: Ao leitor Roberto Locatelli(às 14:48) – Quando o termo BRIC foi criado e os especialistas não enguliram o autor da sigla, os nossos especialistas demonstraram uma grande ignorância, pois, em outubro de 1964 um brasileiro chamado PImentel Gomes lançou um livro intitulado O BRASIL ENTRE AS CINCO MAIORES POTÊNCIAS NO FIM DESTE SÉCULO – EEUU, URSS, CHINA, BRASIL e INDIA. Isso é mais uma prova de que esses democratas e tucanos só têm bico e horror ao pais.
    À leitora Vivian( às 18:45) .O professor Arthur Reis escreveu um livro em 1965 A AMAZÔNIA E A COBIÇA INTERNACIONAL(não conheço essa obra) Ele é citado por Genival Rabelo no livro A ocupação da Amazônia. Veja o que diz o professor” um grupo de vanguarda composto por cientistas norte americanos que vieram à Amazônia sugerira que a operação( que o senhor Paulo Berredo Carneiro havia sugerido ao governo brasileiro no final da década de 1940 criar um organismo de pesquisa a nivel internacional para pesquisa agronômica.Como o governo brasileiro na época não deu a devida atenção, o senhor Paulo Berredo procurou a Unesco, em Paris.Essa entidade acolheu jubilosamente o pedido e promoveu sobre o assunto conferência em Paris, México, Belem do Pará e Iquitos) fosse feita dentro da seguinte forma:
    1.As pesquisas deveriam ser feitas em instituições independentes das que existiam na àrea. 2.A direção deveria ser constituida por cientistas recrutados e treinados nos EEUU.3. Os membros do colegiado deveriam ser indicados pela academia de ciências dos EEUU. 4. Que o colegiado de Direção seja localizado em Washington” . Esses caras estão de olho na Amazônia há muito tempo e com suas manobras solertes e cumplicidades de algumas autoridades e maus brasileiros, estão lentamente chegando ao seu objetivo que é tomar a Amazônia .

  • Eduardo,

    Acho que esse artigo, “chupado” agora mesmo do Nassif. pode botar algumas respostas às suas perguntas:

    O Escriba – Bora discutir Belo Monte sem falcatrua?

    Ok, vamos discutir Belo Monte? Mas que tal fazermos isso com base em dados reais? Sim, porque qualquer discussão baseada em suposições, falseamento, mentiras, não vai levar a lugar algum. Só vai desvirtuar o debate e promover mais ignorância. Então, a partir dos dados fidedignos, podemos nos posicionar contra ou a favor e, melhor, podemos exigir que se cumpra o combinado. Foram décadas de discussão sobre o projeto, que foi alterado para atender muitas das demandas, como não-alagamento de terras indígenas, diminuição dos impactos na região, melhoria das condições de vida das populações das cidades do entorno.

    p>Não podemos cair na ‘esparrela’ das Reginas Duartes da vida, que aparecem aqui e ali pontuando com a cara constrita que estão “com medo”. Ainda mais quando a causa do medo é informação deturpada. O pior é ver ambientalista tarimbado alimentando essa falcatrua, comemorando por exemplo o sucesso de um vídeo de artistas que em vez de jogar luz sobre o assunto, prefere fazer terrorismo barato, com base em informações defasadas, falsas até – chegaram a afirmar que o Parque Nacional do Xingu, que fica mais de 1.300 km ao sul do local da usina, poderá ser inundado!! Pô, aí não, vai… muita apelação! (não acredita? Veja aqui a distância de um para o outro)
    Como bem disse o Gilberto Camara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), recentemente em seu blog, os ambientalistas estão perdendo a oportunidade histórica de conseguir avançar, exigindo que o governo e a iniciativa privada promovam a sustentabilidade em seus projetos. Em vez disso, estão apelando para o obscurantismo, a desinformação, o marketing raso, e com isso perdem credibilidade. Uma pena. Quando sentam para discutir e negociar honestamente, conseguem boas vitórias – como a moratória da soja, que envolveu sojeiros da Amazônia, Greenpeace e até o McDonald’s. É assim que funciona numa democracia moderna: os diferentes sentam à mesa, colocam seus argumentos, ‘senões’ e ‘poréns’ e tentam chegar a um denominador comum. Isso foi feito com Belo Monte, tanto que o projeto mudou da água pro vinho nesse meio tempo e hoje tem tudo para ser exemplo para outras obras do tipo que virão – e virão, não tem pra onde correr – para a Amazônia.

    Mas enfim, vamos aos fatos sobre Belo Monte, que estão longe do bicho-papão pintado por aí:

    * O lago de Belo Monte terá 503 km2, dos quais 228 km2 já são o leito do próprio rio Xingu. E boa parte da área restante já está desmatada por criadores de gado, agricultores e madeireiras ilegais. O desmatamento efetivo por conta da usina, portanto, é muito pequeno se comparado com o tamanho do empreendimento, a energia que fornecerá e os benefícios que trará à região. E o lago, uma vez criado, servirá para proteger o entorno de cerca de 28 mil hectares (280 km2), já que vira uma Área de Preservação Permanente (APP).

    * É normal que empreendimentos hidrelétricos, e quase todas as fontes de geração de energia, tenham uma capacidade de geração e um fator de potência – ou seja quanto dessa capacidade será possível gerar em média em um ano. No caso de Belo Monte, que tem capacidade instalada de 11.233 MW, a geração média é de 4.571 MW, ou 41%. Esse número é o suficiente para abastecer 40% do consumo residencial de todo o Brasil. Ao longo de sua elaboração, o projeto Belo Monte foi modificado para restringir os impactos que poderia causar ao meio ambiente e à população da região, reduzindo-se a área de inundação prevista em 60% em relação ao projeto inicial. Isso diminuiu a geração média de energia, mas foi importante para a diminuição do seu impacto.

    É pouco? Nem tanto. Dá uma olhada nos dados que este blog compilou sobre a média em outros países (na China é 36% e nos EUA, 46%) e mesmo no Brasil, em outras usinas já em operação, como Itaipu, Tucuruí.

    * A média nacional de área alagada é de 0,49 km2 por MW instalado, em Belo Monte essa relação é de apenas 0,04 km2 por MW instalado.

    * 70% da energia a ser produzida por Belo Monte destinam-se ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e apresenta o segundo menor valor por MW / hora entre todos os empreendimentos elétricos dos últimos 10 anos (R$ 78 por MW/h). Aquele papo de que a energia de Belo Monte beneficiará apenas esta ou aquela empresa, é balela, lenda. A energia gerada pela usina será conectada ao SIN e, com isto, gera energia para todo o país. O mesmo acontece com TODAS as demais usinas construídas por aqui.

    * Há duas maneiras de se construir uma usina hidrelétrica: basear-se exclusivamente no critério de eficiência, em que tería que dispor de um lago enorme, como era o projeto original de Belo Monte de 1980, alagando amplas regiões, ou um sistema energeticamente menos eficiente – o de geração de energia em cima da corretenza do rio, denominado fio d’água – justamente para privilegiar questões ambientais. Belo Monte é desse segundo tipo, não sendo tão eficiente como a média das hidrelétricas brasileiras (na faixa de 50%) justamente em respeito a questões sociais e ambientais.

    * Nenhum índio terá que sair de suas terras por causa do projeto e os ribeirinhos que serão realocados vivem, em sua maioria (quase 7 mil famílias), em palafitas nos igarapés de Altamira, em condições sub-humanas. O governo pretende realocar essas famílias para condomínios habitacionais que ficam em torno de 2 quilômetros de distância de onde estão hoje. São cerca de 18 mil pessoas. A promessa do governo é que essas pessoas receberão casas em locais totalmente urbanizados, com saneamento básico, postos de saúde, escolas e locais de lazer, tudo antes do final de 2014. É anotar e cobrar.

    * Substituir a energia de Belo Monte por eólicas e energia solar parece fácil, mas é praticamente impossível. Precisamos de 5 mil MW por ano de energia adicionada ao sistema para garantir o mínimo necessário para que o país continue se desenvolvendo e gerando emprego e renda, e garantindo a inclusão de milhões de brasileiros que hoje estão à margem de todo e qualquer consumo. Isso não é possível, no curto/médio prazo, com eólica e solar. O Brasil até tem investido bastante nessas duas formas de geração de energia, somos o país que mais tem atraído empresas do setor para cá, mas é coisa para médio-longo prazo. Enquanto isso, fazemos a transição – mas com energia de baixo impacto e limpa, como a hidrelétrica. Nenhum outro país do mundo consegue isso – EUA, China, Europa, Ìndia, todos estão fazendo investimentos em energia renovável (eólica, solar, etc) com base numa economia sustentada por energia suja – nuclear, térmicas a carvão ou óleo diesel.

    Para se ter uma ideia, para ter o mesmo potencial energético de Belo Monte, seria necessário instalar mais de 6 mil aerogeradores, de 3MW cada, ocupando uma área de 470 km2 – ou quase o tamanho do lago de Belo Monte (503 km2).

    Bom, tem muito mais coisa para se pontuar, mas já tem um bocado aí pra refletirmos, né mesmo? As coisas nem sempre são tão simples como querem fazer crer uns e outros, nem o diabo é tão feio.

    Tem mais informação boa circulando por aí, seguem algumas dicas – quem quiser indicar outros bons textos, coloca na área de comentários que acrescento à lista abaixo:

    Belo Monte: vídeo de globais é teatro

    Os Belos e Belo Monte

    Prefeita de Altamira fala sobre Belo Monte

    Belo Monte: Os fatos sobre a vazão reduzida na Volta Grande

    Eu não assino petições contra Belo Monte

    http://www.advivo.com.br/emvideo/modal/688731/425/350/field_video/youtube/Z0eCshTvJ9g

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/belo-monte-e-o-impasse-dos-ambientalistas#more

  • Eu votei na Dilma, fui um dos idealizadores/organizadores do “Abraço da Contorno à Dilma” no dia 23/10 em BH, sou leitor assíduo do Eduardo Guimarães, apóio totalmente sua (nossa) luta a favor de uma imprensa livre e democrática e sou contrário á construção de Belo Monte, especialmente nos moldes em que ela ocorre.

    Sou um cidadão de segunda categoria por causa disso?

  • Alo Eduardo: Desculpe mas não resisti a esse fora de pauta:

    O blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo — e “macaquitos” locais — deu uma tremenda “barriga” sobre a eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR ao afirmar que a chapa “Nós vamos invadir sua praia” é uma espécie de filial de movimentos da direita de outras universidades brasileiras.

    De acordo com integrantes da chapa, ela é formada por estudantes comuns que objetivam estreitar os laços com a comunidade acadêmica como um todo e também com as entidades estudantis congêneres (UPE e UNE).

    “A chapa surgiu da necessidade de termos um DCE mais participativo e democrático”, diz Bruno Lopes, representante da chapa em Palotina, que nega relação com a direita. “Pelo contrário”.

    Alguns membros da chapa “Nós vamos invadir sua praia” são simpáticos ao PDT, PT e PCdoB. A maioria não tem filiação partidária.

    O candidato a presidente da chapa, Victor Meireles, flerta com o “socialismo moreno” pedetista.

    O DCE da UFPR é comandado pelo PSOL, PSTU e LS (Liberdade Socialista). A eleição no diretório acontecerá nos dias 30 e 01 de dezembro.

    A seguir, um pingue-pongue com o líder estudantil:

    Blog – Você é de direita?

    Victor – Nem a pau Juvenal!

    Blog – Mas o blogueiro Reinaldo Azevedo, da Veja, saudou a chapa “Nós vamos invadir sua praia” como sendo parte daquele movimento de direita…

    Victor – Somos um movimento suprapartidário. Entre nós temos estudantes ligados ao PT, PMDB, PCdoB, PDT, etc.

    Blog – Você é filiado a algum partido?

    Victor – Sou membro da Juventude do PDT.

  • Hum… Esta conversa de ONGs a serviço do Tio Sam (sim, também as há…) para invalidar as críticas aos empreendimentos governamentais é conhecida desde os tempos do Figueiredo. Elas são bacanas quando estamos na oposição, e o demo quando assumimos o poder.
    Mas, sobre argumentos técnicos, veja: http://g1.globo.com/platb/natureza-philipfearnside. Já sei, vão dizer que é um gringo e, portanto, um demo, apesar de ter dedicado trinta anos de sua vida a trabalhar na Amazônia. Mas como é gringo, é mal… Mesmo assim, é um dos maiores especialistas no ecossistema amazônico (desculpe, Zé de Abreu, mas Belo Monte está, sim, na Amazônia…).
    Mas é o governo (ou melhor, são os governos desde a década de 70…) que focalizam o debate nesta ou naquela represa. O debate sequer é sobre a adequação do uso de energia hídrica, mas do tamanho das represas construídas e seus impactos e interesses envolvidos. O que está em questão é um modelo de desenvolvimento centralizador. Afirmar que 70% da energia gerada pela empresa irá para o SIN (o que é verdade) não resolve muito, quando sabemos que •nas regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste habitam 64% dos brasileiros e estas são regiões são em média importadoras de eletricidade já que produzem cerca de 75% e consomem cerca de 79% da energia elétrica do país (http://www.abrasil.gov.br/infra/energia/sul.htm). Portanto, adivinhe quem vai, de fato, consumir esta energia que entrará no SIN?
    Estamos todos perdendo, em virtude de viéses partidários, uma oportunidade única de discutir o modelo de desenvolvimento do país e sua própria matriz energética porque nos dividimos em “eles” (os do mal) e “nós” (os do bem). Quem são “eles” e “nós” só depedende do que cada um está defendendo. E assim seguimos no mesmo rumo de sempre. O mesmo de quarenta anos atrás. Triste.

  • Reponderei às três questões, só que não da forma que os miquinhos amestrados da globo e de hollywood, e os lacaios deles que aparecem para tulmutuar este espaço desejam, mas, ao contrário apresentarei as razões que embasam a necessidade de construção urgente da Usina de Belo Monte. Se pode faltar energia elétrica nos próximos anos? Sim, é certo que faltará se o país não ampliar sua capacidade de geração, uma vez que com o crescimento incontestável de nossa Economia(que não é opinião política, é fato comprovado numericamente. Discordar dele é questionar a matemática)o país aproxima-se do limite de sua rede elétrica, ou seja, EM POUCO TEMPO TEREMOS MAIS PESSOAS E EMPRESAS NECESSITANDO DO QUE ENERGIA SUFICIENTE PARA ATENDÊ-LOS, o que, como já dito, se não solucionado levará o país à estagnação econômica e ao desemprego(o PSDB conhece bem essa “realidade” : apagão, desemprego, estagnação, miséria, recessão). Se há alternativa mais barata e limpa que a energia elétrica? Não, não há. Ao menos no curto e médio prazos(e o Brasil necessita ampliar sua capacidade elétrica no curtíssimo prazo). Deverá haver no futuro, provavelmente através de outras fontes que também possuímos em abundância, como a energia eólica e a solar. Mas isso é coisa para o longo prazo(hoje essas fontes são caras e geram uma quantidade pequena de energia. Ou seja, são inviáveis). Se há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais? Não, não há. O Brasil já usou grande parte de sua capacidade hidrelétrica; as bacias das regiões Nordeste, Sul, Centro- Oeste e Sudeste encontram-se no limite máximo de exploração; portanto não há como construir novas hidrelétricas, ao menos de grande porte, nas bacias dessas regiões, restando somente as bacias da Região Norte, com enorme potencial hidráulico, mas ainda pouco exploradas. Quanto aos danos ambientais e sociais, sua ocorrência será mínima. Como já falei em um comentário anterior, a área alagada será a menor possível, o que garantirá um prejuízo mínimo ao meio ambiente e às populações indígenas que, mesmo no caso daquelas deslocadas de suas aldeias, permanecerão dentro da região em que sempre viveram e com a qual mantêm uma relação antropológica de convivência. As novas tecnologias hidrelétricas permitiram que o lago inicialmente imaginado para Belo Monte(cujo projeto de construção é antigo, mas estava engavetado por pressão dos “ambientalistas” a serviço dos EUA e do próprio Império)fôsse diminuído em extensão, sem que isso afetasse a capacidade da usina. Respondidas essas questões(lembrando que todas as respostas que dei não são fruto de opinião política, mas conclusões de verdadeiros especialistas do setor, obtidas através de estudos científicos), podemos perceber a importância de Belo Monte e os verdadeiros motivos daqueles que opõem-se à construção da usina : impedir o crescimento do Brasil, destinado a ser um player global e um opositor à ação do Imperialismo decadente dos EUA na América Latina; garantir que o desenvolvimento não chegue às áreas interioranas da região Norte(que possui metrópoles muito belas e desenvolvidas : Manaus e Belém são duas cidades maravilhosas)e, com o bloqueio ao desenvolvimento, permitir que continue o processo, já em curso há muito tempo, de invasão estadunidense na Amazônia, através das “ONG’s” à serviço do Império, que todos os dias cooptam principalmente índios para futuramente; usando a desculpa esfarrapada de “defesa” do meio ambiente(dada pelos mesmos gringos que destruíram completamente a natureza de seus países); separar a Amazônia do Brasil para poder saqueá-la. E nesse saque não irão lembrar-se de índios ou de meio ambiente. Não é à toa que Globo e sua turma estão nessa. Como também é por esse motivo que os debilóides do cinema lixo de Hollywood resolveram dar o ar de suas caras fúteis nos trópicos que tanto desprezam. HÁ MUITO EM JOGO NESSA LUTA, MUITO QUE SE REFERE À DEFESA DE NOSSAS RIQUEZAS, JÁ TÃO SAQUEDAS PELO IMPERIALISMO(PRIMEIRO O INGLÊS, DEPOIS O IANQUE, HÁ SÉCULOS)E NÓS NÃO PODEMOS NOS OMITIR NA PROTEÇÃO DE NOSSO FUTURO.

  • Eduardo, por favor publique, a imprensa guasca caladinha, afinal as denúncias contra o PDT aqui, não tem a mesma projeção das denúncias em nível federal 0 Ministério do Trabalho.\

    22/11/2011 10h58 – Atualizado em 22/11/2011 10h58
    Instituto de Ronaldinho Gaúcho pode ser alvo de CPI em Porto Alegre
    Vereador Mauro Pinheiro levanta suspeitas nos convênios entre a prefeitura e o projeto social do jogador. Tema será analisado nesta terça na câmara

    Instituto de R10 tinha Assis como principal gestor

    Ronaldinho corre o risco de ser alvo de uma CPI na Câmara Municipal de Porto Alegre. Na tarde desta terça-feira, convênios da Secretaria Municipal de Educação (Smed) com o Instituto Ronaldinho Gaúcho serão avaliados pela Comissão de Educação, Cultura, Esportes e da Juventude (Cece). O pedido de CPI foi feito na última quarta-feira pelo vereador Mauro Pinheiro (PT), que suspeita de irregularidades nos acordos de repasses de verbas da prefeitura para a instituição de caridade. As informações foram divulgadas pelo Jornal Extra desta terça-feira.
    Em sua página na internet, o vereador Mauro Pinheiro explica os motivos do pedido de CPI. Em cerca de quatro anos de atividade do projeto de R10, foram seis convênios firmados entre a prefeitura e o instituto. Segundo o vereador, o valor total dos repasses chegam perto de R$ 6 milhões, algo próximo de R$ 4 mil por dia. O Instituto Ronaldinho Gaúcho era comandado por Assis, irmão e empresário do jogador.
    – Tenho dúvida de que esta parceria signifique uma boa aplicação de recursos públicos. Quais foram os resultados efetivos destes convênios? – argumenta Pinheiro em seu blog.
    Na página, ele detalha as suspeitas. Uma delas envolve a ONG Instituto Nacional América (INA), com sede na cidade de Camaquã. Segundo ele, a INA foi contratada pelo Instituto Ronaldinho Gaúcho para cuidar de parte da parceria assumida com a prefeitura. Mauro Pinheiro diz que teve acesso a 13 notas fiscais emitidas pelo INA em favor do IRG, todas com valores entre R$ 40 mil e R$ 200 mil. A seqüência numérica das notas é alvo de questionamento. Ele argumenta ainda que o dinheiro pago à INA foi obtido pela prefeitura no Ministério da Justiça através do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Segundo Pinheiro, um instituto como o de Ronaldinho não teria competência para cuidar de assuntos ligados à segurança pública.
    Em entrevista ao Extra, Mauro Pinheiro reclama ainda que alguns itens teriam sido comprados a preços elevados: 140 bolas de futebol a R$ 9 mil, 50 pares de bandeiras por R$ 5 mil e 1.490 refeições em restaurante por R$ 41.720.
    – A população acreditava que o Ronaldinho bancava tudo – afirma.
    O Instituto Ronaldinho Gaúcho cuidava de aproximadamente 700 crianças em Porto Alegre, e fechou as portas no início deste ano. Na época do encerramento das atividades, o motivo divulgado foi justamente a recusa da prefeitura em aumentar os recursos. Em agosto deste ano, quando o Flamengo foi enfrentar o Inter em Porto Alegre (empate em 2 a 2), houve protesto na porta do Beira-Rio pelo fim do projeto social do capitão rubro-negro.

    Crianças protestaram contra o fim do projeto em agosto deste ano (Foto: Alexandre Alliatti/Globoesporte.com)
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  • Caro(a) colega comentarista, você é a favor ou contra a Construção do Metrô de São Paulo assassinar pessoas?
    Enquanto for obra dos tucanos, o PIG será a favor.
    Lembram da Cratera do Metrô?
    Só as famíliam choram a perda de seus entes queridos.
    O PIG nunca mais tocou no assunto, neste caso, para o PIG o que importa é o “progresso”.
    Frio, calculista e desumano, para o PIG, dane-se a Vida Humana.
    Essa história “global” contra Belo Monte é uma tremenda sacanagem.
    Malandros!

  • O Neoliberalismo conseguiu falir a economia de um continente(a Europa) e estragou a da maior economia mundial (Estados unidos).Enquanto isso, os sacerdotes do Deus mercado continua insistindo em suas pregações absurdas por aqui com o intuito de nos quebrar também.Cuidado com o psdb e a Globo, eles querem de volta o estado mínimo,privatizações,retirada de direitos trabalhistas,Um Brasil só para poucos .Se não deu certo na Europa e nos EUA, por que daria certo por aqui ? Esse sistema faliu, está caduco. Como disse Marx: Toda ideologia traz consigo os germes da sua própria destruição.Como um sistema que enriquece poucos em detrimento da maioria pode servir de modelo ? Países ,antes prósperos, agora, estão quebrados e sem perspectiva.Lembrem-se |: o psdb ainda acredita em tudo isso(privatizações,estado mínimo,desregulamentação,…etc) eles não mudaram de lado , não se enganem. A lealdade deles à elite é muito maior do que se imagina….

  • Acabei de conversar com uma pessoa do setor elétrico.

    Essa pessoa trabalha em uma empresa que pretende iluminar, com energia solar, um grande espaço público. Os custos são de estarrecer.

    Energia hidrelétrica – R$ 150,00 o megawatt.hora.
    Energia fotovoltaica – R$ 600,00 o megawatt.hora (quatro vezes mais)

    Detalhe: a Aneel está dando, para a energia solar, um desconto de 80% na tarifa de transporte, que é o pedágio que os elétrons pagam quando passam pelas linhas de transmissão sob jurisdição da Agência. Mesmo assim, temos esses custos.

    Com a energia eólica não é diferente. Com o agravante de que o investimento inicial é muito maior.

  • Para pensar em exemplos…

    “Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. (…) [Hoje] já não é admissível a um general vitorioso mandar fazer inscrições dizendo que construiu uma pirâmide com as cabeças dos inimigos mortos, ou que mandou cobrir as muralhas de Nínive com as suas peles escorchadas. Fazem-se coisas parecidas e até piores, mas elas não constituem motivo de celebração.” Antonio Candido

    Vejam o número que assinaram o Manifesto e, se possível, divulguem o manifesto: http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/06/manifesto-de-educadores-e-estudantes.html

    • Esse abaixo-assinado é contra o novo código florestal, não tem relação com Belo Monte. Parece até a tática do pessoal do ‘Ocupa’, que diz ser anônimo e apartidário mas divulga a agenda do PSOL, na qual figura de maneira destacada a oposição a Belo Monte, os 10% para a Educação – enquanto o PSOL não administrar nada, claro – a campanha contra o Código … Até a legenda do ‘mundo melhor possível’ está em todas as ocupações e Plínio, no blog do OcupaSampa, é a primeira pessoa a saudar os ocupantes: quanta coincidência! Quanto a Belo Monte, a oposição é mais política que qualquer outra coisa: a cada argumento derrubado eles aparecem com mais cem. Hidroeletricidade é energia limpa e renovável, abundante no Brasil. A obra não ocupa reserva indígena. Há compensações sociais e ambientais. Então …

    • Os ambientalistas chatos atacam por todos os lados, Eduardo.

      A Rainha da Suécia e as amarras ambientais

      Foto:
      No Brasil e, em particular, na Bahia, a burocracia trava tudo a pretexto de preservar o meio ambiente. Na prática, afora o resort da Rainha da Suécia, no Baixo Sul do Estado, a coisa vai andando, escreve o jornalista político Levi Vasconcelos24 do 11 de 2011 às 18:40

      Por Levi Vasconcelos_Bahia 247

      Reis e rainhas, nem os de antes e nem os de agora, nunca vieram da Europa para cá fazer caridade. Antes como agora, sempre vieram tirar. Mas também antes como agora, um mérito não se lhes pode negar: o bom gosto na escolha dos locais que queriam ou querem para ficar ou explorar.

      Com a Rainha Sílvia Heideberg, da Suécia, não é diferente. São delas as paradísacas terras da antiga fazenda de Chiquinho Ventura, em Barra dos Carvalhos, Nilo Peçanha, no Baixo Sul, um enclave oceânico que separa o continente da ponta norte da Ilha de Boipeba, em Cairu, tudo beleza pura, visual encantador, poluição zero.

      Claro que a realeza hoje, onde ainda há, é outra coisa. Joga o jogo de um plebeu endinheirado qualquer. Bota o dinheiro em empreendimentos vários na expectativa de obter lucro. Assim o é com rainha Sílvia. Ela associou-se ao investidor paulista João Paiva Neto na expectativa de fazer em Barra dos Carvalho um resort de seis estrelas e 120 casas para serem vendidas na Europa a 1,5 milhão de euros (algo em torno de R$ 3,3 milhões) cada, um investimento de R$ 500 milhões, com a pretensão de gerar 500 empregos diretos, de saída.

      Para um local de pequenas comunidades cuja economia é incipiente, um pouco de agricultura e quase toda dependente da pesca artesanal, tal empreendimento tem a força de uma revolução, com a natural expectativa de se abrir novas fronteiras. Mas o projeto pena com uma longa espera de mais de quatro anos mofando nas gavetas dos órgãos ambientalistas baianos juntos com outros 12.784. Sinais de cansaço Paiva Neto já tinha dado, falando na possibilidade de transformar o projeto num loteamento comum. Finalmente uma luz: o resort da rainha vai sair.

      AMARRAS LEGAIS

      Vá lá que Barra dos Carvalhos é um santuário ecológico e qualquer empreendimento que se pretenda fazer lá exige cuidados especiais. Mas convenhamos, nem aqui e nem na conchichina resort algum criou problemas ambientais em tempo nenhum. Muito pelo contrário, por necessidade, ter a natureza limpa é um imperativo do negócio. E em muitos casos empresários bancam a logística dos ambientalistas.

      E por que as travas? Questões da legislação baiana temperadas com condimentos do arcabouço das regras nacionais travam tudo em matéria de licença ambiental. Se no caso nos resorts o dilema é desse porte, imagine na indústria e na agricultura.

      Veja o caso dos 1,2 mil produtores filiados à Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade que congrega 95% dos dois milhões de hectares de terras produtivas do oeste baiano. Cem por cento deles têm algum tipo de ilegalidade.

      Para abrir um poço artesiano, tem que ter licença. Para fazer um pivô, também. Abrir uma pista de aeroporto de 1,2 mil metros por 20 de largura, além da licença, ainda se tem que provar que emprega determinado número de mulheres, coisa que nada tem a ver com a questão principal, a supressão vegetal. Sem falar na licença para a produção agrícola em si. Com o detalhe: todas as licenças têm que ser renovadas ano a ano.

      Nos cálculos de Sérgio Pitt, vice da Aiba, botando uma média de mil hectares para cada produtor, isso quer dizer que teriam duas mil licenças para serem renovadas a cada ano. É uma demanda e tanto, na grande maioria dos casos, desnecessária. Em suma, no Brasil e, em particular, na Bahia, a pretexto de preservar o meio ambiente travou-se tudo burocraticamente. Porque na prática, afora o resort da rainha, a coisa vai andando.

      LAC, A MUDANÇA DA POLÊMICA

      A trava baiana embute vários motivos. Um deles, já eliminado: as licenças tinham que passar pelo crivo do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram), criado há quase 40 anos, no rastro da implantação do Polo Petroquímico de Camaçari. Ano passado, o governador Jaques Wagner mandou para a Assembleia o projeto de lei que passou o poder de carimbar as licenças para a área executiva.

      Dizem os ambientalistas que apenas 3% dos projetos tinham que passar por lá. Diz o governo que liberar licenças é função administrativa e não de conselhos como o Cepram, cuja missão principal é discutir e aprovar normas, diz o secretário Eugênio Splenger.

      Por isso ou aquilo, o fato é que quando a nova lei começou a valer, em maio, alguns fatos revelados são no mínimo curiosos. Dos 12.784 pedidos de licença que lá dormiam, foram apreciados até outubro último 4.883. Exatos 193 foram concluídos, 456 estão aptos para análise técnica, 1.570 foram notificados para a apresentação de documentos, 535 foram arquivados e 2020 extintos porque não tinham razão de ser. Coisas como, indústrias que queriam trocar o telhado, algo que não precisa de licença ambiental, mas elas pediam, não tinham resposta alguma.

      Agora, o governo baiano mandou para a Assembleia outro projeto, em vias de ser votado, que simplifica mais ainda as questões. Por ele, elimina-se a licença prévia para empreendimentos de pequeno porte, como se fosse uma declaração de Imposto de Renda, em que o cidadão obedece às regras primeiro para depois o governo conferir. E também acaba a necessidade da renovação das licenças anuais.

      Acendeu a polêmica. De um lado, os ambientalistas com uma única esperança, o Ministério Público, que mandou para a Assembléia, a título de colaboração, um arrazoado sugerindo uma série de ajustes no projeto original. Segundo o próprio MP, as mudanças previstas no projeto alteram profundamente a política de meio ambiente do Estado.

      O MP critica a supressão de atribuições do Cepram, mas o ponto nevrálgico atacado é a LAC, a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, um expediente pelo qual empreendimentos de micro, pequeno e médio porte não precisariam pedir a licença antecipada e sim fazer uma declaração de compromisso em cima de condições pré-estabelecidas.

      A questão é nuclear e divide a Bahia. De um lado estão o governo e todos os segmentos organizados do mundo empresarial. De outro, os ambientalistas e o MP. O assunto está em tramitação na Assembleia ainda sem data para entrar em pauta, mas vai dominar o debate baiano nos próximos dias. Sabe-se lá no que é que vai dar. O certo é que como está, por mais que se tente ter boa vontade e com as regras vigentes, não dá para entender. Em nome da proteção ao meio ambiente, tranca-se tudo. E abre-se a porta para a ilegalidade, na qual tudo é permitido.

      PONTO E CONTRAPONTO

      Veja algumas posições do tiroteio travado em torno do assunto:

      Documento de protesto divulgado pelos ambientalistas:
      “O governo prossegue em sua política de esvaziamento do controle social sobre a matéria ambiental (…) Tais denúncias são feitas à sociedade para que cobre de seus deputados a necessária reação contra mais essa insensatez do atual governo estadual”.

      Jaques Wagner, governador:
      “Tenho dito que sou contra os fundamentalistas da motosserra e os fundamentalistas da contemplação. O que queremos é fazer algo racionalmente sustentável, modernizando a legislação. Não há sentido em projetos de pequeno porte, como perfurar um poço artesiano, requerer um pedido de licença antecipada. É como se fosse uma declaração de Imposto de Renda, em que o sujeito se manifesta primeiro e o governo fiscaliza”.

      Eugênio Splenger, secretário do Meio Ambiente (sobre a diminuição dos poderes do Cepram):
      “A escravidão também era cultura. Práticas repetidas ao longo do tempo, por mais antigas que sejam, não querem dizer necessariamente que são boas. A função do Cepram é discutir a aprovar normas. Liberar licenças é função do Executivo, de técnicos que levam em conta laudos e afins”.

      Nilson Sarti, presidente da Ademi-Ba:
      “A instituição da LAC vai ajudar a aumentar a responsabilidade dos indivíduos e empresas com a proteção do meio ambiente. Além disso, o projeto de alteração da lei em vigor cria novos mecanismos de fiscalização para o órgão ambiental estadual, como por exemplo, delegar a fiscalização para outros órgãos, como a polícia estadual”.

      João Lopes Araújo, Presidente da Assocafé
      Membro dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente e Recursos Hídricos:
      “Estamos impedindo a entrada de milhões de reais e a criação de milhares de empregos no campo, aproveitando o bom momento da nossa agricultura, por falta de licença ambiental. Ninguém está propondo o desrespeito à lei nem ao meio ambiente, mas a modernização legal do licenciamento”.

      http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/poder/4053/A-Rainha-da-Suécia-e-as-amarras-ambientais.htm

      O Porto Sul – Neste, dona Globo também quer dar pitaco onde não é chamada.

      http://www.osarrafo.com.br/v1/

  • Impressionante a força deste tema, com centenas de comentários. Vejo aqui até comentaristas que só chegam ao blog para discordar da opinião do blogueiro, neste caso concordando com ele. Uma coisa se revela, a pouca politização e conhecimento limitado que a imensa maioria tem sobre o tema. Vamos quantificar. A área a ser inundada pela represa, em Belo Monte, gira em torno de 550 km2. A energia hidrelétrica é das mais limpas. Os RIMAs – Relatórios de Impacto Ambiental, possivelmente aprovados, já que no Brasil pelo menos isto existe. A geração de Belo Monte será de quase 12.000 MW a terceira maior do mundo (no Congo , ou seria no Gabão, será construída uma de 40.000 MW, que será de sobras a maior das maiores, quero ver quem impedirá). O país precisa, desesperadamente, até 2017, de mais 70.000 MW de potência instalada. Uma termelétrica grande gera em torno de 900 MW. Façam as contas. Onde se arruma os 70.000 MW? Turbinas eólicas? Oh Deus, conseguiríamos um parque de pelo menos 2.000 MW? Onde, em que projeto? E o custo deste empreendimento eólico que é altíssimo? Um leitor aqui já demonstrou que se houvesse potencial eólico para tanto, o custo de 12.000 MW a ser suprido por Belo Monte não sairia por menos de US$ 35 bi.
    Não quero perder tempo com o apagão da era FHC. O governo dele fechou com um rombo monstruoso nas contas. As reservas do país estavam no fundo do tacho (15 bi de US$). Quase tudo já tinha sido privatizado, rendeu mais de 100 bi de US$ que sumiram pelo ralo e o país continuava nu e descalço, de pires na mão. Não tinha dinheiro para nada, para investir, para construir. Estava falido. A Petrobrás, que hoje, após o governo do “ladrão” Lula investirá, até 2014 mais de US$ 100 bi no pré-sal, seria vendida pela gang Serra- FHC- Davizinho pela bagatela de US$ 15 bi. Nenhum novo empreendimento energético saia do papel por falta de financiamento. O apagão fernandista foi administrativo. Deixou uma herança maldita. Aos que dizem que sobrou uma estabilidade econômica eu pergunto: de quem? Qual a estabilidade econômica de um desempregado? E o que restou mesmo foi o maior desemprego da nossa história.

    Vejamos quem é politicamente correto, os Bushs, Al Gores, Clintons, Obamas, Republicanos e Democratas americanos e esta gente que mantém ONGs recheadas de espiões que vêm aqui espionar as nossas riquezas e cooptarem os nossos Calabares. Alguém se lembra da Serra do Navio? Reservas de manganês, um mineral altamente estratégico para aços especiais, empregados na indústria de ponta. Os americanos, os queridinhos da mídia, pegaram um Calabar tupiniquim a quem se associaram (de fachada) e se apossaram da serra, no Amapá. Levaram todo o manganês e deixaram, no lugar da Serra do Navio, um grande buraco. Ecologicamente perfeito? Claro que um crime com a cumpliciade nossa e da mídia;
    Vamos além. É possível que a maioria aqui saiba bem sobre as areias betuminosas do Canadá! Trata–se, possivelmente, do maior crime ecológico contra a humanidade. Vejam aqui, vale a pena :
    http://dirtyoilsands.org/files/Dirty_Oil_Sands_1.pdf
    e também aqui, é instrutivo:
    http://oilsandstruth.org/
    Compare-se: é a maior reserva de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita. Estima-se 175 bilhões de barris de petróleo (o pré-sal está estimado em 80 bilhões). Até 2018 estarão extraindo 3 milhões de barris por dia. Todos para suprirem os EUA e a sua formidável máquina de guerra e de assalto aos países soberanos. Bem, o que há de especial ali? Compare com Belo Monte, são 175.000 km2 de areia misturada em óleo e com uma floresta em cima. Belo Monte cobre uma área de 500 km2 para produzir energia limpa. Compare-se com a área da Grande São Paulo, de 10.000 km2. Pois uma floresta inteira, nestas dimensões da Grande São Paulo e vinte vezes maior do que Belo Monte já foi derrubada ali, a areia retirada por retro-escavadeiras cada uma do tamanho de um edifício de 3 andares e o processo de refino em pleno curso. Cada barril de petróleo a ser gerado consome outros cinco barris de água da região e o resíduo é tóxico. Trata-se de um escândalo ecológico sem precedentes e os EUA vêm aqui nos dar lições.
    Pergunta: quantos artistas de Hollywood estão fazendo campanha sistemática, em grupo, na FOX, CNN e outras mais, contra o petróleo que é estratégico para o governo imperial? Quantas ONGs impedirão esta ação criminosa? E o que estão a esperar estes artistazinhos, “celebridades” mundiais da Globo para fazerem uma campanha em plenos States, juntando-se às ONGs espiãs de lá, que aqui deitam e rolam?

  • Caro Edu, tomei posse em 21/de Setembro/2011, no Sindicato dos Detetives de Polícia de Polícia de Minas, nível Terceiro Grau. Suas agruras, são minhas. Sinto o que sente. Darei o meu melhor. Sobre o PIG. O Nosso SINDICATO, fará a sua Parte. Aguarde! Sobre o PIG. de Belo Horizonte. David, de Belo Horizonte.

    • Isso mesmo… um bom brasileiro pensa no Brasil, em sua soberania e o bem estar do seu povo.
      Estrangeiros que querem obstar o progresso do Brasil nao sera bem-vindo. Qual a personagem brasileira que vai meter o bedelho em outros paises? Nao conheco nenhum. Porque vamos aceitar essas intromissoes em nosso pais, em nossas riquezas e, sobretudo, incentivar o nosso prórpio povo a se revoltar contra a nacao.
      Belo Monte vai sair porque é bom para o Brasil e seu povo.

  • Gostou do texto pelo visto Eduardo.

    Vou responder a titulo de desafio pq como já falei sou a favor da construção mesmo pq não temos opção atualmente, a questão é o que fazer no futuro.

    A resposta:

    1- Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

    Mantido o atual modelo de desenvolvimento do país faltará luz no país de qualquer forma seja daqui a dois anos ou daqui a vinte anos não importa.

    O país tem focado seu desenvolvimento em produtos de baixo valor agregado que consome a maior parte da energia disponível, desta forma mantendo se este padrão de aumentar a produção de produtos primários e construir se usinas cedo ou tarde a geração de energia não vai dar conta.

    Sendo assim a solução não passa em aumentar a geração de energia e sim a mudança do modelo de desenvolvimento para um que consuma menos energia.
    Isso vai de encontro com outras considerações feitas aqui neste site.

    Evidente que não se pode fazer isso da noite para o dia é um processo de transformação que tem que ser feito para que o país tenha um desenvolvimento sustentável no futuro.

    A 2 e a 3 já são respondidas pela 1 com a mudança do modelo industrial brasileiro.

    ………………………….

    No texto que o Eduardo se refere mostra o exemplo do Japão.

    O que estou dizendo é o seguinte: parem de ampliar a produção. Parem, porque diversos países desenvolvidos já fizeram isso. O Japão fez mais do que isso. O Japão produzia, em 1980, 1,6 milhões de toneladas de alumínio. Nós estamos produzindo quase 1,7 milhões de toneladas hoje.

    Só que a energia elétrica necessária para produzir alumínio tornou-se da ordem do absurdo. Então o governo japonês, as empresas japonesas produtoras de alumínio e os trabalhadores da indústria do alumínio realizaram um debate que culminou com o fechamento de todas as usinas de produção de alumínio primário no Japão, exceto uma. Isso ainda nos anos 80. Hoje, o Japão produz apenas 30 mil toneladas. De 1,6 milhões para 30 mil toneladas.

    Diante da necessidade de gerar muita energia para produzir alumínio, o que o Japão fez? O governo e a sociedade japonesa disseram: “Vamos priorizar a eficiência, o maior valor agregado. Nós não precisamos produzir aqui. Tem o Brasil, tem a Venezuela, tem a Jamaica, tem os lugares para onde a gente pode transferir as plantas industriais e continuar a assegurar o suprimento para a nossa necessidade industrial. A gente pega esse alumínio, agrega valor e exporta na forma de chip. Parece uma coisa tão besta, né? Mas foi isso o que os japoneses fizeram.

    Eles mantiveram o crescimento econômico e reduziram a demanda por energia. Nós estamos caminhando no sentido inverso. Estamos aumentando o consumo de energia a título de crescimento e desenvolvimento, e, numa atitude absolutamente ilógica, porque a gente exporta hoje a tonelada de alumínio a US$ 1.450, US$ 1.500 dólares. E, para se ter uma ideia, hoje falta esquadrias de alumínio no mercado interno, no mercado de construção brasileiro.

    O preço foi aumentado por indisponibilidade. Hoje, e fizemos um estudo recente sobre isso, é preciso importar esquadrias de alumínio porque a oferta no mercado interno é insuficiente. E, enquanto o Brasil exporta o alumínio por US$ 1.450, US$ 1.500, o preço da tonelada de esquadria importada é o dobro: cerca de US$ 3 mil a tonelada.

    ……………………..

    Outra questão, mas já fora um pouco do foco, a questão do preço da tarifa elétrica no país que é MUITO cara, muito disso se deve ao fato de que o consumidor comum “subsidia” os grandes consumidores que pagam menos que o consumidor residencial.

    E a formação de preço da tarifa elétrica é muito confusa tem uma infinidade de taxas, cobrança de encargos etc é uma cadeia de cobrança onde cada um tira um pouco pra si. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tarifa_de_energia_el%C3%A9trica

    De que adianta toda esta discussão sobre energia elétrica se ela não for acessível aos mais pobres.

  • ‎1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

    R. Sim, assim como em qualquer outro país do mundo. (Perguntinha pra causar pânico em desinformados.)

    2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?

    R. Pra começar não existe isso de necessidade urgente de mais energia, mas não cabe responder aqui. Existe sim, opções boas como a eólica, solar, geotérmica, nuclear… (todas muito boas se feitas com uso adequado do dinheiro e da tecnologia existente) E por sinal essa usina não tem nada de barato. Muito político vai ganhar $ pro resto da vida com essa.

    3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?

    R. Óbvio que tem alternativas, ainda mais num país continental e com muita exposição solar como o nosso.

    Pra embasar um pouco o que eu disse, recomendo: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/8355-produo-energia-elica-compensa-custo-de-hidreltrica-no-longo-prazo

    • boa tentativa de lobby!! mas o momento nacional é mais delicado do que isto: ter energia para inserir o país (todo!) no séuclo XXI.

      por sermos um país continente podemos elencar diversos (e variados) segmentos industriais, objetivando o bem social em primeiro plano; contudo, estamos no Brasil (ainda ‘montado’ pra não funcionar!!), com desníveis sociais absurdos (barreiras devidamente p-l-a-n-t-a-d-a-s para tal!!) e políticos desclassificados (devidamente p-l-a-n-t-a-d-o-s para tal!!); haja visto a recentissima discussão sobre os “royalties!” do pré-sal…

      e voltamos ao paradigma do ‘ovo’ ou a ‘galinha’…

      Márccio Campos
      rio de janeiro

    • Só uma pergunta ao autor da postagem: em que tábuas ou livros sagrados, decreto, lei, norma, ou seja lá o que for, está escrito e garantido que na construção de parques eólicos, usinas de energia solar, temoelétricas, usinas nucleares, enfim, qualquer outra forma de produção de energia, que não seja a hidrelétrica de Belo Monte, “Muito político” não irá “ganhar $ pro resto da vida” ?

      Que eu saiba, todas essas formas alternativas de produção de energia demandam obras, necessitam de empreiteiras e também são feitas com dinheiro público, e, se não forem fiscalizadas, igualmente podem ser alvo de roubalheira, com um agravante, quanto mais se espalham e seccionam obras, mais difícil é de “tomar conta”.

  • 1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

    Minha reposta: Obviamente. Se você coloca mais indústrias e consumidores domésticos no sistema, a geração de energia precisa aumentar na mesma proporção.

    2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?

    Minha resposta: Não existe uma “alternativa fácil”, cada forma de energia que temos atualmente vai conseguir cobrir um requisito e não vai conseguir cobrir o outro. Como exemplo a energia solar é mais limpa, mas é cara e não é viável gerar a produção de uma usina hidrelétrica de grande porte usando painéis solares com a tecnologia atual. Uma usina nuclear é mais viável (têm o porte necessário e dá de colocar teoricamente em qualquer lugar), mas é mais arriscada de se operar.

    3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?

    Minha resposta: Novamente, “não existe almoço grátis”. Daria de construir a usina em outros lugares, mas não é trivial escolher o lugar para se construir uma hidrelétrica (precisa-se até levantar qual seria a maior cheia possível e imaginável para o rio em questão, mesmo que tal coisa acontecesse somente uma vez em 100 anos), usinas a gás precisam de uma fonte constante e se possível próxima de gás natural e têm impacto ambiental (menor, mas não zero), usinas solares ocupariam espaço demais para suprirem uma demanda de grande porte.

    Mas há um detalhe no caso de uma hidrelétrica, os danos sociais e ambientais são meio relativos. Por exemplo, nada impede de se realocar uma comunidade para um local mais alto que ficará a beira do lago que será formado, e essa comunidade passaria a ter um lago ao invés de só um rio. O maior problema ao meu ver não seria deslocar pessoas e animais, mas o tratamento _correto_ desse deslocamento (por exemplo, entregar para os desalojados terreno e casa do _mesmo_ valor do que eles tinham ao invés do que fazem muitos advogados criminosos de tentar indenizar com menos da metade do que deveriam)

    • Acho que de todas as imbecilidades que leigos com ares de especialistas disseram sobre isso foi que o governo deveria construir várias pequenas hidrelétricas em vez de uma “grande”. Quando me deram esse “argumento”, desisti de debater. Essa gente simplesmente quer estar certa sem ter uma gota de razão. É que posar de ambientalista é chique

  • fora de pauta ..mas dentro do assunto

    Governo conclui 11% do PAC2 ..74 ficam prontos até 2014 ..26% pra depois, entre elas, BM

    quem disse que o PIG só derruba ?

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1010132-governo-diz-que-finalizou-11-das-obras-do-pac-2.shtml

    por se falar em derrubar, ontem o JN noticiou que o MINISTRO DA JUSTIÇA disse que o nosso sistema penitenciário esta um CAOS ..e que ele, só agora, depois do grupo dele nos governar a 9 anos, agora ele tem a solução (poxa)

    em tempo, o déficit noticiado bate em 200 mil vagas pra todo país ..e disseram tb que das 26 detenções pra jovens prometidas, NENHUMA foi entregue ..assim como ainda não compramos os Caças, não adiantamos os submarinos, atrasamos TODOS os navios que estão sob a guarda da Transpetro, adiamos as obras do S.Francisco e o código de ética pro PIG entre outros

    Vivemos tempos de governar ..a campanha é pra depois ..agora é o momento de criticar, cobrar, propor ..ou fazemos isso, ou Themer e Sarney chegam na frente e pedem pra eles

    • Roma isso se deve ao centralismo do estado brasileiro.

      Nem sei se ente federal tem atribuições sobre a segurança prisional, creio que é coisa para ente estadual.

      Mas como +de 50% dos impostos gerados vão para o federal os estados ficam estrangulados com orçamentos comprometidos ate as cueaca.

      Exemplo é o meu Rio Grande do Sul, a Grécia do sul, Tarso Genro para conseguir verba para governar colocou um “pacotarso” na assembléia que consiste em não pagar parte dos precatórios e a criação de novos impostos. Mas veja o RS gera 12 bilhões de reais em impostos federais e retorna apenas 8 bilhões , diferança que faz falta ao governador do PT.

    • Bem vindo ao mundo real. Quem pensa que executar obras gigantescas é como fazer desenho animado pifpaf e pronto, está quadradamente enganado. Tem de enfrentar toda uma gama de obstáculos: sendo mo pricipal deles o fato de milhares de promotores, juízes, parlamentares, delegados, PIG , o escambau, todos ganhando salários acima de 20 mil reais por mês, e todos tentando “botar terra” no trabalho de um engenheiro que ganha salário 7 mil. Uma tarefa duríssima (pro engenheiro). Um adendo: no governo fhc essa “taxa de conclusão” era de 100% instantaneamente: 100% de ZERO = ZERRO.

  • Artigo de Gilmar Piolla: “Belo Monte: Atores da Globo prestam desserviço ao Brasil”
    23 de novembro de 2011 – 09:34 – Comente agora

    A usina de Belo Monte e os atores da Globo

    por Gilmar Piolla*

    Gilmar Piolla.
    Esse movimento de atores da TV Globo contra a usina de Belo Monte presta um desserviço ao Brasil. Faz o modismo da hora e mais desinforma do que informa.

    A energia é a questão central em todo o debate sobre desenvolvimento e meio ambiente, e não é assim simples para ser resumida em um vídeo com atores descolados, e um texto ágil e bem editado, porém com uma mensagem que só convence aqueles que não entendem a complexa questão da energia no mundo atual.

    Dizer que preferem energia eólica à Belo Monte, como sugere um dos atores. Ora! É só fazer a conta para descobrir a quantidade absurda de aerogeradores que seriam necessários para igualar a produção de energia de Belo Monte. E cobrir uma paisagem inteira de ventiladores gigantes não gera impactos ambientais? E como ficam as rotas das aves migratórias?

    Convenhamos, seria praticamente inviável colocar um parque industrial dependendo de energia eólica pra funcionar, porque energia eólica não tem como ser armazenada, como se faz com a energia hidráulica (em que a energia é armazenada na forma de água, mas como armazenar o vento?).

    E se parar de ventar, vamos todos soprar pra gerar energia? Isso para não falar nos custos de produção, quatro ou cinco vezes maiores, já que se trata de uma tecnologia importada. Mesmo assim, o Brasil tem avançado muito na exploração de energia eólica. É um dos sistemas mais competitivos do mundo e não depende de subsídios do governo para se viabilizar, como em alguns países como a Espanha, por exemplo.

    Um dos golpes baixos do vídeo é dizer que Belo Monte não vai gerar o ano inteiro. Ora, isso é justamente para atender a critérios ambientais. A usina poderia gerar o dobro de energia se optasse pela formação de um imenso reservatório. Mas para poupar florestas, será uma geração a fio d’água. Com isso, a área de alagamento foi reduzida em 60%.

    Falando em florestas, Belo Monte terá uma área de preservação permanente de aproximadamente 1 milhão de hectares, próximo às terras indígenas, área que equivale a quase duas vezes o território do Distrito Federal. É de se perguntar se o agronegócio pouparia tal território na Amazônia.

    Belo Monte não irá alagar terras indígenas, que estão a montante da barragem. Nenhuma aldeia será realocada. Além disso, existe o compromisso de não criar nenhum novo empreendimento a montante, justamente para não prejudicar terras indígenas.

    Não existe sociedade moderna sem energia, assim como não existe atividade humana sem impacto ambiental. O Brasil cresceu bastante nos últimos anos, mas ainda há muita desigualdade. O país precisa colocar uma Itaipu a cada dois anos (ou 7.000 megawatts ao ano) em seu parque gerador se um dia quiser ter uma sociedade mais justa e mais igualitária.

    E quando se melhora a renda de uma família miserável, o que acontece? As pessoas compram geladeira, ferro de passar, ventilador… E quem já tem isso? Compra ar condicionado, computador etc. Ou seja, o futuro é eletrointensivo. A não ser que a sociedade brasileira não queira evoluir e não queira os confortos da vida moderna, então pode abrir mão de Belo Monte.

    Pêra aí, gente! Levamos mais de 500 anos para ser o País do futuro e quando estamos prestes a ingressar nesse novo tempo, vêm nos dizer que devemos continuar reféns do atraso, da dependência e do subdesenvolvimento? É muito fácil para a atriz carioca, no seu apartamento climatizado na Barra, utilizando seu Ipad, dizer que não quer Belo Monte.

    Mas a verdade é que não há como ter um sistema elétrico robusto e confiável sem grandes unidades geradoras. E unidades que proporcionam essa confiança são as hidrelétricas e as usinas térmicas movidas a combustíveis fósseis e nucleares.

    O Brasil fez uma opção acertada pelas hidrelétricas, pois essas não geram gases do efeito estufa como as térmicas a gás, diesel e carvão. Se, no lugar de Belo Monte, o Brasil optasse por gerar a mesma quantidade de energia em uma térmica a gás, iria lançar 16 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.

    Além disso, a hidreletricidade é capaz de viabilizar outras fontes renováveis como solar e eólica, como vem ocorrendo no Brasil. Isso para não falar da complementariedade entre o regime de chuvas e o de ventos, dando uma combinação muito eficiente entre a geração hidrelétrica e a eólica.

    Enfim, é um assunto que rende muito debate e há muita informação na internet para quem quiser se aprofundar e entender melhor o tema. A sociedade brasileira empregaria melhor a sua “energia” se, no lugar de tentar barrar o empreendimento, cobrasse do governo para que todos os compromissos sociais e ambientais de Belo Monte sejam cumpridos.

    • me permita, cobrar como ?

      Penso que não faz muito sentido nós só nos pedirmos por aumento de mais energia, SEM que também não debatamos um melhor uso e racionalidade do que já dispomos, do modelo que admitimos ..ou sem que reflitamos melhor sobre qual demanda uma maior oferta atenderia (já ouvi que prioritariamente o aumento seria pra atender a produção e EXPORTAÇÃO a preço baixo de intensivos como vidro, siderurgia e alumínio) ..enfim

      Aqui tb acho cabível refletirmos de o porque gritos isolados de artistas e da mídia, de fragmentos da sociedade, tem tanto impacto ..será mesmo que eles não tem o direito de defender o que defende ? mas se só agora, pq ? será que tiveram chances antes de se expor ? e o processo, mudou, foi transparente ? Quando ?

      ..mais, INDEPENDENTE de partidos e governos ..falo de CIDADANIA .. será que tb não é interessante nós refletirmos de o porque a SOCIEDADE, ecologistas, alguns técnicos e índios no caso, teimarem em NÃO acreditar no que dizem as nossas autoridades ? pq isso acontece ?

      Afinal, pq todos duvidam e desacreditam ? eles tem motivos ? ..será que o BRASIL nos últimos tempos deu mesmo mostras de que hoje é mais consequente, plural, transparente ? ..será que hoje as nossas autoridades e POLÍTICOS são efetivamente cobrados por suas promessas e compromissos assumidos, e punidas por desvios ?

      ou será que ainda é bom fazermos valer a máxima de que “cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça hein ?”

      não sei não ..só sei que neste jogo de empurra daqui e dali quem perde é a massa que continua sendo sovada ao gosto do padeiro

      abaixo 2 exemplos noticiados hoje pra provar que a coisa é difícil, e que qq capítulo que envolva o tema, trás muita coisa, menos unanimidade

      http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sp-gasta-ate-r-3-mi-por-ano-para-reaver-desvios-,801730,0.htm

      http://g1.globo.com/ceara/noticia/2011/11/moradores-de-trairi-ce-questionam-instalacao-de-parque-eolico-na-regiao.html

      • Vocês da direita e da mídia golpista só querem é botar areia.
        Da mesma forma que no caso da pseudo-corrupção, só pensam é no enfraquecimento do governo visando as próximas eleições presidenciais.
        Não têm nenhuma racionalidade em seus argumentos. Agora, com essa ridícula campanha do midiático golpista-mór e seus serviçais contra a construção de Belo Monte (que aliás tenho o imenso prazer de jamais ter assistido pois tenho mais o que fazer), querem atingir a obra mais importante do PAC.
        Porque não abriram a boca na época do regime militar, que tanto apoiaram, quando essa obra foi planejada?

        Só pensam em 2014, 2014, 2014.
        Pois bem, continuem pensando pois outra surra histórica os espera. Podem, desde já, ir tirando o cavalhinho da chuva.

  • Recuperar equipamentos desgastados de usinas antigas pode adicionar 8 mil megawatts ao estoque de energia gerada hoje. Não é nova a tese de que uma boa revisão nas hidrelétricas com mais de 20 anos poderia gerar grande parte da demanda estimada de energia elétrica para o futuro próximo.

    Mas a construção de uma grande usina novinha significa uma fonte inesgotável de propinas e roubalheira.

    • É mesmo? Rapaz, você deve ser aquele nerd que ninguém entende, mas considera-se um gênio… ignorante que sou nunca ouvi tal teoria e mesmo que verdadeira (uai, porque nunca vi um “especialista” falando nisso?) a construção de uma usina é mais ainda do que oferta de energia, filho. É estimulo a desenvolvimento regional, algo que o pessoal aqui do sudeste teve há 80 anos atrás e não entende que já passou da hora de outras regiões terem o mesmo direito… caramba, eu tô ficando de “saco cheio” de gente de visão curta… EDU, TÁ DIFÍCIL!!!!!!

  • Prezado Edu e demais,

    Sou frequentador assíduo deste blog e pela 1ª vez resolvi me manifestar.

    A grande maioria das suas reflexões está de acordo com as minhas.

    Acompanho esta usina desde que se chamava Kararao, por ter trabalhado na área ambiental de empresa do SE (Setor Elétrico) e ter participado de comite nacional que estudava os custos ambientais dos empreendimentos do Setor, usinas de geração: hidrelétricas, térmicas (carvão, óleo e gás) e nucleares, e a transmissão e distribuição associadas que culminaram no estabelecimento de um Plano Diretor de Meio Ambiente para todas as intervenções do SE, com atualizações sistemáticas (~5 anos) incorporando as obras do planejamento de longo prazo (~30 anos) e as novas tecnologias. Hoje, ao que eu saiba, boa parte destes estudos e ações passaram para a Empresa de Pesquisa Energética – EPE.

    Essa hidrelétrica passou por varios estudos e reformulações para atender, ou melhor, compatibilizar a necessidade de geração com os requisitos ambientais e sociais que obras deste tipo costumam causar (que não são poucos e nem pequenos).

    A idéia básica é a de minimização dos impactos negativos, mesmo que para isto não se maximize os benefícios da energia gerada.

    Por óbvio os impactos tangíveis são mais facilmente solucionados. No caso da intangibilidade de alguns dos impactos, a solução é a compensação através de ações como abertura de estradas, construção de delegacias, hospitais, criação de cooperativas para os reassentados, etc, etc.

    Já pensou se ao chegarmos em casa tivéssemos que ligar um gerador de energia ao invés de apertar um interruptor, ou se tivessemos que subir de escada por não podermos ter um elevador? Qual o custo ambiental decorrente, considerando que o impacto seria local tanto como o benefício?

    O maior problema das obras de porte, principalmente as do Setor Elétrico, é que os impactos são localizados (regionais) e os benefícios são generalizados (nacionais).

    Até por isto os Estudos de Impacto Ambiental tem que provar que existe viabilidade ambiental de um empreendimento, ou seja: ao se cotejar os impactos e as medidas compensatórias com os benefícios o resultado tem que ser positivo para estes últimos.

    Como uma boa reflexão para todos que querem discutir um assunto desta magnitude sem um conhecimento mais aprofundado do SE é que se insiram nos órgãos que tem o dever de decidir sobre as políticas de longo prazo na área.
    Tenham certeza que estarão escolhendo uma bela motivação de vida, por muitos e muitos anos.

  • trecho

    A luta e até mesmo a guerra entre os países tem como fundo de pano o controle das diferentes energias. Vide Iraque, Líbia e Afeganistão. O Brasil que é um País abençoado com milhares de rios, riachos e igarapés tem acesso e facilidade para se beneficiar com a energia proveniente das águas, que é considerada limpa e segura, contanto que sejam respeitados os relatórios e os cálculos dos engenheiros, geólogos, geógrafos, ambientalistas e outros profissionais que participam do esforço da construção de Belo Monte, um projeto de quase 40 anos que enfim está a sair do papel.

    O Governo que há anos tem enfrentado batalhas jurídicas e as vencido, agora tem de, finalmente, começar a importantíssima obra do PAC, que vai gerar 80 mil empregos e vai ofertar luz e energia para os brasileiros do norte, que poderão ter mais uma oportunidade para desenvolver suas cidades e seus estados. Enquanto nossos artistas “globais” manipulam a informação para confundir a sociedade brasileira, os moradores nortistas querem a obra, porque sabem que através do acesso à energia poder-se-á ter indústrias, modernização da lavoura, surgimento de comércio, como padarias, supermercados, frigoríficos, construção civil, hospitais, escolas e todo tipo de segmento econômico e social. Sem energia não há desenvolvimento. Esta é a verdade.

    Obviamente que eu também prezo pelo controle e fiscalização para que os impactos ambientais não sejam maiores dos que os previstos. E é o que está a ser feito. O resto é conversa dissimulada de gente que não conhece esse assunto e vai participar de vídeo que beira ao ridículo. O que esses atores pensam que o cidadão brasileiro é? Um idiota? Que não sabem como a banda toca em suas vidas, suas realidades e dificuldades? Será que eles pensam que os brasileiros nortistas não querem o que os do Sudeste tem, que é o desenvolvimento, apesar das contradições e paradoxos sociais?

    É assim que funciona o sistema midiático associado aos interesses do capital internacional. E parte da classe média que passou 40 anos a ver a Globo e a ler publicações como a Veja compartilha dessas “ideias”. Mas o que me chama a atenção mesmo é a hipocrisia dos atores da Globo. Eles dizem que Belo Monte é o diabo encarnado em um vídeo que lembra o teatro comercial que eles há anos fazem e ainda o chamam de arte. Não é possível que por questões ideológicas, políticas ou apenas implicância que a TV Globo e alguns de seus atores participem de um vídeo que tem por objetivo travar e boicotar o desenvolvimento do povo brasileiro, principalmente o que mora na região norte.

    Então, viva a internet e as redes sociais! Ministro Paulo Bernardo: cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias? Cadê a Confecom 2? Por onde anda o projeto do Franklin Martins? Vossa Excelência o engavetou? Com a palavra, o ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.

    fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/11/23/a-globo-vai-perder-outra-juliana-e-maite-contra-belo-monte/

  • Edu, fiz alguns cálculos simples:
    Considerando que:
    Energia solar média por metro quadrado incidente sobre o equador = 350 J/s (Watts)
    Eficiência de conversão de uma célula foto-voltaica de silício cristalino = 15 ~18% (relação entre energia elétrica efetivamente produzida / energia recebida do sol)
    Eficiência de conversão de uma turbina hidráulica = 85 ~ 95% (relação entre a energia elétrica efetivamente produzida / energia cinética da água que passa pela turbina).

    A energia solar média recebida por metro quadrado num período de 24 horas no equador = 350 J/s x 3600 segundos x 24 = 26 x 10 **6 J.
    Como apenas 18% (no MELHOR caso) desta energia solar é transformada em elétrica, temos:

    26 x 10**6 J x 0,18 = 4,7 x 10**6 J / dia ou arrendondando, 5 MJ / dia.
    ______________________________________

    A energia potencial de 1 metro cúbico de agua a 60 metros de altura pode ser calculada como: m x g x h onde:

    m = massa de 1 metro cúbico de agua = 1000 kg
    g = aceleração da gravidade = 9,8 m / s**2
    h = altura da massa considerada com relação ao nível da turbina = 60 m

    A energia potencial será: 1000 x 9,8 x 60 = 588.000 J = 588 kJ
    Como o rendimento da turbina é de 85% (PIOR caso), a quantidade de eletricidade gerada será:

    588 x 10**3 J x 0,85 = 500 x 10**3 J = ou 500 kJ.

    Dividindo-se os 5 MJ / 500 kJ = 10
    Ou seja: se tivéssemos uma caixa d’água a 60 metros de altura com um volume de 10 metros cúbicos, fizéssemos um buraco no fundo calibrado para escoá-la totalmente em 24 horas e utilizássemos este fio d’água para girar uma turbina colocada no chão, 60 metros abaixo, conseguiríamos a mesma energia fornecida por um painel solar de 1 metro quadrado no mesmo período.
    10 metros cúbicos de agua!
    E tem gente que quer nos convencer de que painel solar é uma alternativa atualmente viável…

    Antes que os puristas me ataquem acusando-me de ser simplista, já antecipo que os cálculos são, sim, simplistas e grosseiros e têm como objetivo apenas ilustrar minimamente o tema, uma vez que os ditos “ecologistas”, os “especialistas” de prateleira e quejandos raramente sabem física do secundário e, quiçá, fazer contas.
    Além disso, acredito que quaisquer refinamentos, considerações e adequações nos cálculos pesarão CONTRA a energia solar.
    Recomendo a leitura do artigo de Severin Borenstein, de 2008, a resposta dada pelos seus críticos e sua tréplica. Todas podem ser encontradas aqui:

    http://faculty.haas.berkeley.edu/borenste/PVwork.html

    Um abraço.

  • Uai, se já é “sabido que esse projeto está cheio de irregularidades” porque não as apresenta aqui para nós? Ajude-nos, oh grande sábio energ[etico!!! E aproveite para encaminhar ao MP, afinal esse é o papel de um cidadão, se tem irregularidades sabidas, deve se posicionar e não ficar aqui escrevendo bobagens sem quaisquer comprovações, aqui não floresce esse tipo de “fofoca”, mala!

  • ONDE ESTÁ VOCÊ, PAULO BERNARDO?

    Do Blog Palavra Livre
    http://jblog.jb.com.br/palavralivre/

    (…)

    Contudo, os homens e as mulheres da imprensa não tem voto e também, para o desgosto deles, não tem mais a primazia do controle total da informação como tinham em outros tempos. Por isso, eles combatem a disseminação da banda larga pelas mãos do Governo Federal. Então, viva a internet e as redes sociais! Ministro Paulo Bernardo: cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias? Cadê a Confecom 2? Por onde anda o projeto do Franklin Martins? Vossa Excelência o engavetou? Com a palavra, o ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.

    É assim que funciona o sistema midiático associado aos interesses do capital internacional. E parte da classe média que passou 40 anos a ver a Globo e a ler publicações como a Veja compartilha dessas “ideias”. Mas o que me chama a atenção mesmo é a hipocrisia dos atores da Globo. Eles dizem que Belo Monte é o diabo encarnado em um vídeo que lembra o teatro comercial que eles há anos fazem e ainda o chamam de arte. Não é possível que por questões ideológicas, políticas ou apenas implicância que a TV Globo e alguns de seus atores participem de um vídeo que tem por objetivo travar e boicotar o desenvolvimento do povo brasileiro, principalmente o que mora na região norte …
    (…)
    Portanto, faço mais uma pergunta que não quer calar: como o Brasil, que tem um mercado interno poderoso e importante vai atender suas demandas sem energia, porque a TV Globo e a imprensa comercial privada, ONGs financiadas por banqueiros e parcela conservadora da sociedade brasileira querem porque querem que a hidrelétrica não seja construída.

    Pense bem. Imagina um coisa insensata dessa? Afirmo e repito: a imprensa privada não tem compromisso com o Brasil, porque ela é alienígena e faz parte da estrutura do sistema de poder dos mercados nacionais e internacionais. Belo Monte tem de ser construída e depois inaugurada. É uma questão de estratégia e de sobrevivência e independência do Brasil. É isso aí.
    Íntegra: http://jblog.jb.com.br/palavralivre/

  • Isso tudo está muito complicado e cheio de pros e contras. Mas eu fico preocupado quando um vídeo emocional, com dados parciais e superficiais leva em poucos dias a mais de um milhão de pessoas se posicionarem por um lado, particularmente numa sociedade como a nossa com pouca participação. Se a moda pega e os recursos midiáticos forem “bem” usados ao que pode chegar? Assim como ao se votar,aqui também não da para desapoiar. Emoção, descrença e açodamento não são bons juízes.

  • Bem, mesmo com todo esse pugilato que estamos aqui, na imprensa, na internet ou qualquer mídia, será o governo que decidirá se a usina será construída ou não. Quem viver mais dez ou vinte anos verá se a usina deu certo ou não.

    Eu li o que o governo escreveu sobre a usina, li sobre a discussão, assisti o vídeo do povo da Globo falando sobre isso (o que me lembrou a Campanha do Desarmamento) e tudo isso. Não entendo do assunto por isso não vou opinar se pode ser construído ou não. Deixo para os engenheiros e afins tomarem conta.

    É o velho “Quem viver, verá!”.

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