Covardia político-midiática veta única solução real para o crack

denúncia

O desastre que a operação policial na Cracolândia de São Paulo encerra transtorna a vida da capital paulista e envergonha a cidade, o Estado e até o país, pois revela a mentalidade atrasada da sociedade brasileira e a covardia da nossa classe política e até da imprensa, que sabem que existe uma solução para o problema das drogas, mas a ignoram e escondem.

No mundo inteiro, a drogadição é uma tragédia. Contudo, alguns países – os mais avançados em termos sócio-econômicos – conseguiram reduzir drasticamente essas chagas sociais com políticas públicas realistas, dentre as quais sobressai a Política de Redução de Danos, representada pelas “narcossalas” ou “salas de uso seguro”.

A XXI Conferência Internacional de Redução de Danos, realizada no ano passado em Liverpool, na Inglaterra, expôs os avanços que as nações mais civilizadas do planeta alcançaram na questão das drogas através do uso das narcossalas, e se debruçou sobre a imperiosidade de expandir essa política pública para regiões menos desenvolvidas como a América Latina, nas quais sociedades conservadoras obrigam a classe política a adotar repressão e violência contra usuários de drogas.

O baixo nível cultural e educacional dos povos latino-americanos, entre outros, não se restringe às classes populares. As elites econômicas vibram com operações policiais truculentas por confundirem políticas de segurança publica reais e efetivas com vingança contra criminosos e até contra as principais vítimas do tráfico, os usuários.

A incompetência desumana da ação policial em São Paulo, na Cracolândia, onde o governo do Estado e a prefeitura da capital decidiram pela técnica de “sufoco, dor e sofrimento” contra pessoas mentalmente doentes e que não têm mais nada a perder na vida, exibe o assustador despreparo das autoridades locais e até da grande imprensa.

A conferência sobre redução de danos que teve lugar na Europa, ano passado, contabilizou o extremo sucesso dessa política pública que consiste na implantação de centros para viciados nos quais recebem drogas –  ou substâncias alternativas que produzem os mesmos efeitos da droga convencional, mas fazem menos mal – para consumo controlado e assistido e podem recorrer a tratamento de desintoxicação, se quiserem.

Vejam só o que ocorre na Cracolândia paulistana. Nem sob ameaça de uma polícia truculenta, mal-paga, inculta, despreparada e corrupta os viciados se intimidam. A “fissura” pela droga já se tornou a razão da existência desses seres humanos, de forma que não há nada mais assustador para o viciado em crack do que não ter como se drogar. Violência policial não intimida essas pessoas.

Por isso, na abertura da 21ª edição da conferência sobre Redução de Danos o sociólogo especializado em saúde pública Gerry Stimson, atual diretor da International Harm Reduction Association (IHRA), que organiza a conferência, considerou que o grande desafio hoje é conscientizar sociedades conservadoras do Terceiro Mundo.

Ano passado, a Conferência relatou que há hoje 93 países e territórios no mundo que adotaram a Redução de Danos. No entanto, em certos países em que o conceito foi adotado os resultados não foram tão bons porque os recursos investidos foram insuficientes. Esse é o grande erro, pois economizam recursos de um lado (na estrutura da Redução de Danos) e gastam em outro (no combate ao tráfico e na assistência médica aos viciados em estado terminal).

Vemos como os usuários de crack em São Paulo não se deixam intimidar ou convencer. Apanham, são escorraçados, humilhados, ameaçados e mesmo assim não cedem e nem cogitam fazê-lo simplesmente porque não podem, pois não há tortura maior para seus corpos e mentes do que ficar sem droga para consumir.

O mais trágico que a covardia da classe política gera pode ser visto nas meninas, algumas pré-adolescentes que parecem mais velhas pelos seus rostos envelhecidos e que carregam filhos na barriga que fatalmente engrossarão os contingentes de criminosos, drogados etc. Essas gestantes tão jovens sabem disso, mas o instinto maternal é suplantado pela “fissura” pela droga.

Entretanto, o vício poderia ser usado contra si mesmo, pois se os viciados fazem tudo pelo crack, por exemplo, basta lhes oferecer um local para consumi-lo sem terem que roubar, se prostituir etc. Nesse local, concomitantemente ao fornecimento de drogas haveria todo um trabalho psicológico e químico de desintoxicação, além de capacitação profissional. E que seria estendido a quem quisesse.

As experiências nesses países mais desenvolvidos como Alemanha, Holanda, Austrália e tantos outros mostram que, aos poucos, os viciados vão se deixando seduzir pela possibilidade de se reinserirem na sociedade. Nos países em que a política de Redução de Danos foi implantada de forma séria, com recursos suficientes, os gastos com saúde pública e com segurança diminuíram e, mais importante, o contingente de viciados também diminuiu consistentemente.

Por que não se faz isso no Brasil? Porque ninguém quer enfrentar uma sociedade atrasada, ignorante e preconceituosa que acha que a solução para esse drama é espancar ou até matar traficantes e suas vítimas – ou, na melhor das hipóteses, confiná-las em celas superlotadas ou guetos para não terem que olhar para o que a ignorância produz.

Então, leitor, saiba que solução existe. Ironicamente, no médio prazo seria mais barata do que essas dispendiosas operações policiais como a que está em curso na Cracolândia de São Paulo ou do que cuidar dos problemas gravíssimos de saúde que sobrecarregam o SUS quando os piores efeitos do consumo de drogas já se fazem sentir.

Há dinheiro para adotar essa solução e ela funciona, mas o país não a adota. Por que? Política, meu caro leitor. É a mesma coisa com o aborto. Todos sabem que é uma hipocrisia proibi-lo porque é praticado  à larga em todo território nacional, mas a lei funciona como uma espécie de venda social para a realidade.

Devido à covardia dos políticos e da imprensa, o debate sobre Redução de Danos jamais prosperou. Temem a escandalização que a proposta geraria entre os setores conservadores, que são maioria. Então nem tentam explicar. Uma campanha bem feita, porém, mostraria as vantagens dessa política pública. Mas quem terá coragem de empreendê-la?

95 comments

  • O “reality show” da cracolândia.

    A expressão foi cunhada pela jornalista Eliane Trindade, colaboradora da Folha de S.Paulo, e retrata bem em que se transformou a operação policial na região central da capital paulista. O “reality show” da cracolândia tem até mesmo um falso ex-integrante de banda de pagode, que virou celebridade instantânea ao mentir para as câmeras de TV.
    Em busca de personagens, repórteres vasculharam na quarta-feira,11, as ruas tomadas por policiais, e o resultado está nas páginas dos jornais nesta quinta, dia 12. A principal constatação é de que o contexto é muito mais complexo do que poderiam imaginar as autoridades policiais que planejaram a operação. Foi possível constatar, por exemplo, que muitos dos usuários que perambulam pelas ruas são também microtraficantes, que revendem parte da droga que compram para financiar seu próprio vício.

    Não poderia haver expressão melhor para definir o que está na imprensa: o desfile do elenco de miseráveis mostra a realidade de uma sociedade que não se preparou para o advento de uma droga de baixo custo e efeito devastador. Os protagonistas do “show” exibido pela televisão nos últimos dias têm a oferecer dramas que superam em muito a ficção das novelas.

    Leia mais: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_ldquo_reality_show_rdquo_da_cracolandia

  • Edu,

    O grande problema de tudo isso chama-se dinheiro ($).
    Tem muito $ envolvido e todo mundo sabe que só se combate a droga, de qualquer espécie, combatendo-se o tráfico. O resto é perfumaria pra marketing político. Todo mundo ganha com o tráfico de drogas, desde o micro traficante que trafica pra se drogar passando por policiais corruptos e até os políticos que recebem dinheiro sujo desse tráfico pra caixa 2 de campanha e enriquecer com dinheiro lavado. Por isso não acaba. Só essas encenações pra elite ver e acreditar que funciona.

      • Roberto, meus respeitos.
        Permita discordar de você.

        A descriminalização não é a solução.
        Acompanhe o caso da Holanda e reflita.
        Na própria Alemanha onde foram criadas zonas de liberdade, inclusive com assistência, a mortalidade na área livre, a violência que acompanha o “entorno” e a interferência de traficantes subiram assustadoramente.
        Agora não sei como está, não acompanho mais.

        A droga lícita chamada álcool, consumida com charme em qualquer canto, não tem ainda hoje nenhuma perspectiva de redução.

        Sinceramente?
        É muito difícil dizer-se o que poderia ser mais eficaz para combater esse problema.

        Só há uma certeza: nenhum ângulo da questão, atacado isoladamente, vai fazer efeito.

        Vício em drogas não atinge todo mundo que consumir uma vez.
        Tenho experiência com viciados para dizer que há uma predisposição genética para o uso,
        Quem tem ou teve filho viciado, sabe que boa família, boa educação, amor, compreensão, repressão, médico, tratamento, religião, nada disso basta quando o vício chega.
        É como se houvesse uma sede desde sempre e que se sacia quando começa a usar a droga.

        É complicado combater. Alguns especialistas dizem que é para conversar tudo com os filhos sobre o perigo das drogas. Outros, ao contrário, falam que não se deve falra para não despertar a curiosidade.

        Uns falam que devemos dar limites e buscar controlar amizades etc. Outros que o ideal é orientar e soltar, sem vigilância. Arre!

        O crack é pior do que os outros em rapidez de devastação e de se espalhar como fogo em rastrilho de pólvora. É claro que quando se junta com fome, desemprego, desnutrição e abandono, aí é praticamente viagem sem volta

        Mas na classe média e alta aqui no Nordeste, os sintéticos estão começando a fazer a diferença.

        Precisamos planejar e unir soluções e incrementar as pesquisas para encontrar uma vacina ou uma compensação química para o efeito dessas drogas no organismo.
        E compreender que descriminalizar não vai barrar os seus feitos nocivos, nem vai impedir a ação de traficante.

        • Taciana, achei sua postagem bem lúcida.
          Ressalto a parte em que diz que, “nenhum ângulo da questão, atacado isoladamente, vai fazer efeito.”, pois acho que, além das ilhas de acolhimento que devem ser colocadas à disposição dos usuários, próximas às “cracolândias”, onde pudessem encontrar orientação e tratamento, além da droga, para ser consumida controladamente e com registros, a ação da polícia deve, certamente, se fazer presente, de forma ostensiva, e repressiva, caso haja necessidade.
          Todos sabem da notícia de uma traficante que foi pega com nem sei quantas mil pedras de crack, e que, para desbaratinar, estava sempre com um filho à tiracolo.
          Alguém disse que existe um componente genético, com o que eu também concordo.
          Você fala do vício do álcool.
          Eu fumei como gente grande por longos 35 anos – faz 10 que parei – e sempre achei que meu organismo suportava bem esse vício.
          Diferentemente, o dito cujo nunca aguentou altas doses de bebida alcoólica!
          Até hoje, 2 ou 3 latas de cerveja, ou 1 ou 2 doses de bebida destilada – que eu abdiquei – já me deixam meio grogue!
          Quero dizer o que?
          Que essa chaga social nunca vai ser vencida, apenas, minimizada.

        • Parabens Taciana.
          teu escrito é o mais correto.o mais lucido.mais realista que encontrei nestes tempos amargos.
          e por incrivel que pareça o que mais me fortaleceu no,quem sabe,encontro de uma luz no fim deste tunel
          terrivel.sou medico emergencista,aqui no extremo sul do Brasil.Em pelotas.E te conto,a minha realidade não
          é nada agradavel.principalmente nos casos de viciados em crack.meus parabens

        • EU FUI MÃE DE UM VICIADO EM CRACK

          Lembro-me bem, quando nasceu meu primeiro filho!!! Era um bebezão, nasceu com mais de 4 KG.
          Era um menino bom, muito espiritualizado, mas muito tímido e com baixa alta estima. Por isso, procurava por pessoas e lugares errados.
          Acabou encontrando as drogas. E não foi com pessoas pobrezinhas e desamparadas, nem em um beco qualquer ou beira de linha férrea. Foi em um meio muito requintado e rico, com filhos de políticos influentes, daqui da cidade, que não sei porque o convidaram.
          Assim se iniciou sua caminhada no meio das drogas e começou também minha luta!!!
          “A gente nunca acha que vai acontecer conosco ou com os nossos conhecidos e amigos”.
          Sou bancária aposentada, divorciada, enfrentei muitas dificuldades na vida.
          Tenho 4 filhos, todos criados da mesma maneira, na retidão e honestidade. Era bastante severa, mas muito amiga, mesmo porque era pai e mãe de meus filhos.
          O mais velho se envolveu com drogas, como relatei acima. A princípio maconha, depois cocaína.
          Fiz de tudo que podia para tentar resgatá-lo, cheguei até a colocá-lo para fora de casa, porque minhas meninas ainda eram solteiras e poderiam ser prejudicadas. Adiantou, ele encontrou uma religião, me chamou pra fazer o curso com ele, eu fui. Ele ficou 7 anos sem drogas, bebidas e cigarro.
          Enfim esta religião foi embora da cidade, e ele foi atrás dos velhos companheiros. E daí foi para o crack. Parou de trabalhar, foi um caos. Até segui-lo nas madrugadas eu fazia.
          Orava sem parar, ia aos órgãos públicos a procura de ajuda, e me diziam que não poderiam fazer nada contra a vontade dele! Fui à delegacia de polícia fazer um BO, pois ele estava queimando crack dentro do guarda roupa, colocando assim nossa vida em risco. B.O. este que não registrei, porque me disseram que não podiam garantir que ele fosse internado. Procurei Advogado, Promotor, Juiz, Delegado, e nada, ninguém podia me ajudar.
          A PESSOA PRECISA QUERER SE INTERNAR. Mas como, se ele se tornou incapaz, um viciado em crack, não é capaz de decidir nada em sua vida. Até tomar banho, eu tinha que mandar.
          Foi embora seu computador, seus aparelhos eletroeletrônicos, sapatos, roupas,até seu carro.
          Até minha geladeira era assaltada. Ele pegava produtos alimentícios para trocar pela pedra maldita.
          Sua casa foi depenada, tiraram móveis, fios, e até pias.
          O QUE É ENTÃO UMA PESSOA INCAPAZ???
          Não se diz que o crack vicia na primeira usada???
          NO ÚLTIMO DIA O9/01/01,MEU FILHO FOI ASSASSINADO POR UMA MÍSERA PEDRA DE CRACK. E nem eu nem os órgãos governamentais e policiais pudemos fazer NADA.
          Dizem que o governo está agindo, arrumou bilhões para investir em formação profissional e clínicas de internamento.
          Desfizeram a cracolândia, (que grande feito), tinham que tirar o lixo do centro, inclusive os seres humanos, que como tal não foram tratados.

          Me desculpem gente, pelo desabafo, me ajudem a divulgar isso cada vez mais, este descaso pelo ser humano.

          Beijos,
          Jane Lopes

    • Os maiores inimigos da descriminilização das drogas são os traficantes, os policiais corruptos e os fundamentalistas religiosos.
      Este post Edu tem muito a ver com o último que fala da intolerância dos religiosos xiitas.
      Nesse sentido sou pessimista, pois o Brasil tem a péssima mania de achar que o que é bom para os EUA é bom para nós.
      E os Estates estão caminhando para a Idade Média. É estarrecedor o que está em discussão lá em função da eleição que se aproxima

    • As drogas no Brasil são um problema não porque a sociedade é mentalmente atrasada ou outros preconceitos do gênero e sim porque os politícos e a policia ganham muito dinheiro com o tráfico.

  • A chance de adoção de uma política consequente de “Redução de Danos”, neste estado de São Paulo que há quase 20 anos está entregue à quadrilha demotucana, por obra e desgraça de seu eleitorado, praticamente corresponde a um ‘zero absoluto’… Em São Paulo, atualmente, está vigente o ‘Império do Faz de Conta’: a administração do estado, que tem à frente um gravatinha da Opus Dei, Geraldo Alckmin, só cuida das aparências: em nenhuma área administrativa do estado adota-se medidas reais de saneamento que tragam benefício concreto à população. Seja na Saúde, na Educação, na Segurança Pública, nos Transportes, ou sabe-se lá onde mais, o governo estadual só faz maquiar; só toma medidas que tenham efeito apenas aparente e temporário, para resolver apenas problemas imediatos. Essa corrente política que, lamentavelmente, domina São Paulo há duas décadas, não tem competência, preparo, nem disposição para mudar a lúgubre realidade que, cada dia mais, vai se tornando inegável até aos olhos mais benevolentes da grande imprensa, que tradicionalmente presta serviços de “manutenção da imagem” àqueles no poder por aqui. São Paulo precisa acordar, e tem de fazê-lo já, nestas eleições de 2012. O marasmo que impera neste estado, contaminou até as forças de oposição, que até aqui não se mostraram capazes de oferecer uma alternativa atraente à velha corja demotucana, que há muito nos desgraça…

  • Eduardo, de alhos para bugalhos, sugiro um post a respeito do Centro Cultural que estava sendo construído na zona norte de São Paulo, pela Construtora Ubiratan, e que, simplesmente, veio abaixo deixando 1 morto e 11 feridos. A obra pertencia à Secretaria da Cultura do estado e a contrutora responsável vinha desenvolvendo um outro projeto para a Secretaria da Cultura, que já foi paralisado após este “insucesso”… Esse é um retrato fiel da situação da Cultura no estado de São Paulo, sob os desmandos de Andrea Matarazzo, que, aliás, pretende ser o candidato tucano à prefeitura da Capital, agora ao final do ano… De novo: Acorda São Paulo!

  • Enquanto o governo não fizer um trabalho sério de estancamento da entrada e drogas via fronteiras, e continuar com essa política idiota de vitrine no combate majoritário ao usuário final, nenhuma campanha terá sucesso. Na última campanha para a presidênca, o então candidato a vice na chapa de José Serra, Dep. Indio da Costa, acusou o PT de ter “envolvimento com o narcotráfico” . Então se pergunta: porque que não se faz um trabalho sério e efetivo de fechamento das fronteiras?

        • Caro Juliano
          O muro já existe, só se eles aumentarem os recursos materiais e humanos.Mas drogas não vem só do México, o vizinho Canadá que o diga.Ainda a CIA agradece.
          Saudações

    • O Serra poderia ter fechado as fronteiras do Estado de São Paulo? Por que não o fez? Se quebrasse a metade da entrada de drogas (o Estado não controla dentro dos aeroportos, mas controla os acessos) já teria feito muito. Mas os tucanos preferem se entender com o PCC sobre homicídios no centro da capital, em troca dos olhos fechados para as drogas.
      Como disse um especialista, o mega-traficante Abadia, para quebrar o tráfico em São Paulo basta fechar o Denarc… ele entende do assunto, não acha?

  • Edu,
    1-O Lula sempre teve ações com relação as drogas, muito melhores que as tais redução de danos. Muito mais muito melhores que os tais REDUÇÃO DE DANOS..
    2-O Lula foi um grande ajudante na questão FEMININA: Quer fazer controle de natalidade através de aborto? Sem problema eu facilitar sua vida.

    1- As pessoas entram no mundo das drogas por três razões que podem se retroalimentarem ou não:
    a) predisposição genetica
    b) falta de objetividade da vida, são os tais INÚTEIS SOCIAIS
    c) POBREZA.
    O primeiro não tem jeito, experimentou fica viciado. Tive uma amiga que tinha 4 irmãos, todos os 4 viciados em álcool. Professora de biologia, ela me dizia: Não posso colocar um gole na boca, não consigo parar. Uma vez eu tentei, tomei uma taça de vinho, gostei tanto que tomei o litro inteiro. Hoje não tomo o primeiro gole. Meu irmão já não tem força, um já morreu de cirrose, outro de infarto os outros dois estão um bagaço, eu não posso com uma unica taça de vinho, pois eu adoro e meu cérebro pedi mais.

    O segundo caso, nem precisa detalhar. Muitos rejeitados, negligenciados pelos pais se sentem fora da sociedade feliz, encontram na droga o alento que precisam.

    O terceiro caso é a mistura do segundo, são pessoas quando crianças os pais não lhes tinha tempo, e pelos abastados era humilhado. Sentiam-se também excluidos e o vazio e revolta lhes toma conta. Isso acontece no país de primeiro ou terceiro mundo, afinal sempre existirão os abastados e os humilhandos, na Holanda, Canadá, EUA e Inglaterra não é diferente, só que no terceiro mundo há o problema é maior muito maior.

    O Lula quando elevou a situação social, dizendo aos rejeitados: Vocês são gente, o estado se preocupa com vocês, vocês são muito importante para nós. Resolveu uma serie de problemas, a bolsa familia é pouco dentro do orçamento, investir nas bolsas é pouco no orçamento, capacitar o filho do trabalhador na técnica produtiva é pouco para o orçamento. Um real na prevenção economiza 3 reais na correção mesmo que seja de danos.

    ESTRANHAMENTE, na Europa a politica de redução de danos é recente é muito recente se confunde com as agruras do LIBERALISMO ECÕNOMICO. Coincidencias não existem, não existem de jeito nenhum. A situação holandesa é HORRIVEL e vai piorar a medida que problemas economicos se aprofundarem. Os mais atentos já percebem, os INCAUTOS perceberão só daqui a uma década. Já há traços na Grécia, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e logo será a boa e bela Holanda, pode escrever

    2- Politica, politica, politica é TUDO, e dependendo de que lado olhamos, parece uma coisa, se virarmos parece outra. Se todo mundo está de acordo que a classe média faz aborto seguro ( tenho duvidas se é tão seguro assim, afinal qualquer intervenção médica tem risco) e a pobre que também faz aborto SEMPRE MORRE ou fica sequelas O Lula esse cabra, ajudou até nisso. Quantas pessoas o Lula elevou para a classe média?Muitas são mulheres não é mesmo?
    Então não há tese que se sustente, a mais prudente seria: Acabar com a pobreza e assim as pobres não morreriam nas mãos dos açougueiros, não é mesmo?

    Sei…., sei que muita gente vai dizer : Professora como a senhora é hipócrita, está escondendo a cabeça dentro da terra, afinal viver na clandestinidade é feio, é muito feio, a senhora é horrorosa!Aborto clandestino, que horror, essa é sua grande solução ?
    Hipócrita? Até posso ser, mas hipocrisia maior é a classe média usar as pobres para seus fins sem observar que as vezes elas só querem atenção, dedicação, solidariedade e espirito humanitário, coisa que a classe média não está tendo com elas.

    Devemos tomar muito cuidado em levantar algumas bandeiras, mas principalmente em justificar seu tremular, pois ela fala muito sobre nossa egoismo inconsciente. No dia que a classe média se preocupar realmente com as pobres, a pobreza acabará…

    • Eu vi, in loco, essas políticas. Minha filha, que está na Austrália, está trabalhando junto comigo em um trabalho para esclarecer as pessoas. Não sou um curioso, nessa questão. Venho estudando o assunto há anos. Sei do que estou falando

      • Sabe Eduardo, tudo bem afirmar que a questão está ligada a estabilidade econômica do povo, com a piora econômica na Europa está havendo um aumento no consumo, e esse me parece um ponto importante.
        Mas já foram duas pessoas nos alertando sobre o “fracasso” da política de redução de danos por lá, e fica assim sem o contra ponto. Pergunto as duas senhoras que se colocaram contra a política de redução de danos: e nos EUA, Brasil, e outros, a “guerra contra as drogas” está dando certo? Estamos realmente melhor? Fico com os que se manifestaram acima, polícias, traficantes, e corruptos em geral adoram essa tal “guerra ao tráfico”. Nesses tempos de economia ultra liberal sem culpas, é só mais uma oportunidade de ganhar dinheiro.
        Eu estou com 54 anos de idade e sei dessa tal “guerra” desde que me conheço por gente, e a sociedade nunca vence. Eu intuo que trata-se de um fenômeno humano, o ser humano se droga desde antes de viver em sociedade. Também sei que proporcionalmente à população, o consumo de drogas se mantém mais ou menos estável através dos anos, só aumentou em números absolutos acompanhando o crescimento populacional.
        Um abraço.

  • Caro blogueiro,
    permita-me colocar, em seu espaço,a opinião do jornalista Sandro Vaia (huhhhhh, imagino que essa será a reação da grande maioria que frequenta essas plagas…):

    “Escândalos, paixões e correrias

    Estavam os habitantes da Cracolândia de São Paulo (que odeio chamar de “nóias”, uma palavra que tem acento pejorativo de gíria vulgar) postos em sossego em seu torpor de zumbis, quando chegou uma tropa da PM e os colocou pra correr.

    Escândalos,paixões e correrias,como alardeava uma velha canção de João Bosco e Aldir Blanc, popular nos anos 70.

    Imediatamente colocou-se em pauta não uma discussão racional sobre o destino das desafortunadas criaturas e as consequências da ocupação do espaço público, mas exatamente a primeira rodada antecipada do campeonato eleitoral municipal, que irá se desenvolver em outubro deste ano em São Paulo.

    Eles estão lá há 15 anos, e fora um sobressalto ou outro, parece que ninguém se preocupava muito com eles- com exceção, é claro, daqueles que eram obrigados por contingências pessoais a dividir e disputar o espaço com eles ou aqueles que, por razões profissionais tentavam, em silêncio e anonimamente, salvar os viciados de si mesmos.

    Com a ação policial ,aconteceu aquilo que costuma acontecer quando a TV acende seus holofotes em direção a uma torcida de futebol, que passa da apatia total ao entusiasmo enlouquecido assim que a luz os ilumina e a câmera começa a registrar sua súbita e descontrolada euforia.

    A luz acordou pelotões de políticos, jornalistas, especialistas, direito-humanistas, promotores, juristas, padres, pastores, sacerdotes, urbanistas, ativistas de toda espécie, cada qual com sua receita pronta para resolver o problema.

    O Ministério Público, que até então jazia em santa indiferença diante da ação dos traficantes da Cracolândia, anunciou que vai investigar a ação da polícia, pois a considera precipitada, uma vez que foi deflagrada um mês antes da inauguração de um centro de apoio que está sendo construído pela prefeitura perto do local.

    Sem esse centro de apoio, a ação policial de dispersar os viciados e dificultar a vida dos traficantes, não faria sentido.

    Talvez não fizesse de fato se a ação fosse apenas policial.O MP ignora, ou prefere fingir que ignora, que a Prefeitura tem 1.200 leitos psiquiátricos disponíveis para tratamento e que 150 agentes comunitários da Secretaria Municipal de Saúde trabalham, alternadamente, todos os dias da semana, inclusive aos feriados, junto aos dependentes químicos da região.

    Uma entrevista do coordenador de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, dizendo que a privaçao de drogas causa ao viciado “dor e sofrimento” , e que isso o levaria a pedir ajuda, foi usada para batizar pejorativamente a açao da polícia de Operaçao Dor e Sofrimento.Um nome que caiu do céu.

    Os humanistas profissionais correram a gritar contra a ação “higienista” , e estão pouco se lixando se a procura dos dependentes por ajuda dobrou desde o desencadeamento da operação.

    Eles não estão interessados na sorte dos zumbis da Cracolândia. Estão mais interessados em fazer praça de sua sociologia progressista e em industrializar seus bons sentimentos.

    Uma chaga aberta e sangrando rende mais demagogia e demagogia rende mais votos.”

    Pois é: todos estavam dormindo em berço esplêndido – MP, defensoria pública, blogueiros progressistas, etc- e não é que agora todo mundo tem a solução para o problema? Ou seja: colocar o PT no poder em São Paulo (estado e capital) e usufruir do paraíso em que São Paulo se transformará. Querendo ou não, nobre blogueiro, essa é a única meta daqueles humanistas tão preocupados com essas pobre criaturas dependentes de droga.
    De minha parte, que nem moro aí, torço ferreneamente para que essa meta seja alcançada e que haja uma sincera prestação de contas um ano depois desses iluminados tomarem posse. Torço, também ferreneamente, para que esse Estado e essa capital tenham um destino distinto, com suas marcas diferenciadas em termos de violência. Mas o nobre blogueiro já cantou a pedra antes: São PAulo não terá o destino da Bahia nas mãos do PT, posto que é um estado rico, e o que falta é a sincera vontade política de resolver os problemas.

    • Além de faltar vontade, falta competência. E um detalhe: é mentira que pessoas como eu não falavam da Cracolândia, como sabe qualquer um que lê esta página

  • Desgaste do governador e prefeito: PM libera retorno de viciados à Cracolândia no centro de São Paulo
    O desgaste político do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Paulistano Gilberto Kassab (PSD) que alegaram não saber que ocorria uma operação desastrada da Polícia Militar para explusar viciados da cracolância, levou o comando da corporação a mudar a estratégia de ação na região.

    Como o fim da tortura ‘dor e sofrimento’ emplantado por os dois governantes paulistas, mais de 200 consumidores voltaram no fim da tarde de ontem a se aglomeraram a 50 metros do local que concentrava usuários antes do começo da operação. Dezenas fumavam crack ao ar livre. Na ação, o policiamento de Choque deu tiros borracha usou bombas de efeito moral, gás pimenta e cassetete

    O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, disse que, ao contrário do que vinha ocorrendo nos primeiros dias de operação, ontem a ordem era não intervir nos aglomerados, mesmo quando estivessem bloqueando a rua. Camilo disse que o plano a partir de agora é conversar e explicar aos usuários que eles não devem impedir o trânsito.

    do blog Amigos do Presidente Lula

  • Oi Tio, como sempre um belo texto.
    É por aí mesmo, aqui é aquela velha política do mais rápido e fácil “só pra inglês ver” né?
    Joga a poeira debaixo do tapete pra ninguém ter que ver e lidar com aquilo, mas aquela poeirinha gera consequências cada vez maiores e uma hora vão ter que parar de cobrir o problema e dar um jeito de fato.
    Espero que já tenhamos chegado a esse ponto.

    Beijos pra vc e família!

  • Fiquei impressionada com a foto da Lilian Bastos. Não só pelo fato de ela, aos áureos 26 anos de idade, parecer uma senhora com mais de 50, descuidade e suja – mas principalmente por não entender como pode um bebê sobreviver e se desenvolver no ventre de uma pessoa que injeta cargas de droga pesada no organismo, praticamente sem descanso, sem se importar com pré-natal, alimentação balanceada, exercícios, vitaminas, enxoval e toda essa infinidade de coisas das quais se preocupa uma mulher grávida que não vive sob o efeito de drogas. O mais trágico é que muitas mulheres, digamos, “normais”, precisam fazer tratamentos para engravidar e tratamentos para manter a gravidez – isso quando não passam por sucessivos abortos até perder de vez a esperança de ser mãe. Mas a Lilian, meu Deus, essa criatura sobre quem me pergunto de onde terá vindo, a que família pertence, por quais situações passou até chegar a esse ponto, enfim, essa criatura perdida, envelhecida, embrutecida, trágica, carrega um filho na barriga. Vivo e prestes a vir ao mundo. É somente pelo instinto de sobrevivência? É a força da natureza? Ou é pura ironia?

  • Para os tucanos, isso não é problema, uma vez que estes pobres coitados não fazem parte da “massa cheirosa”

    Um Dado que chamou minha atenção:

    No nefasto periodo tucano(1995-2002),A Região Nordeste do Brasil formava apenas 1,4% dos Doutores do País.Já hoje(2011), a participação Nordestina na formação dos Phd Brasileiros já chega a 10,5% do total.
    É bom salientar que o programa de interiorização dos IFETs(escolas técnicas) ,dos CVTs(Centros vocacionais tecnológicos) e das Universidades federais irá provocar desenvolvimento, aumento da renda e empregos por aqui.O presidente Lula criou 240 Escolas tecnicas e a presidenta Dilma pretende realizar 208 novas em seu periodo.O PIG e a oposição fazem vistas grossas a tudo isso e irão se surpreeender novamente em 2014(não adianta brigar com a realidade) .DE 2003 para 2011, nosso Estado (Ceará) ganhou 02 novas Universidades federais- a UNILAB(afro-Brasileira) e a UFRCariri(Universidade federal regional do Cariri) ;
    OBS; Os tucanos não construíram sequer uma escola técnica por aqui entre 1995-2002.O que eles fizeram muito foi fechar agencias do Banco do Brasil ,da Caixa econômica deixando as populações de muitas cidades do interior sem domicilio bancário o que ocasionava transtorno e deprimia -as economicamente…

    • Já que você escreve o que bem entende, fugindo constantemente do tema do post, porque não abre um blog ?
      Sugiro um nome para seu blog; ” Cearense Copia e Cola”.

  • Nem sei o que dizer.Esta fotografia acabou comigo.Pensar que tem um bebê ali,completamente alheio ao mundo cruel em que será jogado,dentro em breve.A mêrce de uma mãe que já não consegue definir o que é realidade,sem poder contar com aquela que mais deveria protegê-lo,pois ela mesma está a mêrce de um estado falido moralmente,é profundamente triste.Não sei qual o melhor caminho a ser seguido,mas certamente não é aquele adotado.Esse bebê não está precisando de bordoadas,não precisa de gás lacrimogêneo e tampouco de gás de pimenta.Esse é um problema de saúde,não de polícia.Oh my,para alguém que junta animais na rua,como eu,essa foto foi um soco no meio do meu estômago.Alguém,por favor,salve esse bebê!!!

  • Para salvar a ação na cracolândia
    Publicado em 13-Jan-2012
    (Artigo de Zé Dirceu, publicado no Blog do Noblat, em 13 de janeiro de 2012)

    Uma escalada de erros que parece não ter fim compromete a ação que o governo estadual e a Prefeitura de São Paulo realizaram, há quase duas semanas, no centro da capital paulista, especificamente na região denominada cracolândia.

    Inicialmente programada para reprimir o tráfico, a operação se mostrou exclusivamente uma intervenção contra os usuários de crack e com uso apenas de forças policiais.

    Ficamos sabendo que a ordem para o início da operação foi dada pelo segundo escalão, sem o conhecimento do governador, Geraldo Alckmin, do prefeito Gilberto Kassab ou do comando da Polícia Militar.

    Poucos dias depois, noticiou-se que a ação foi antecipada pelo receio de que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciasse medidas para enfrentar o problema antes dos gestores estaduais e municipais, ou seja, prevaleceu a lógica do “faturamento político”.

    É por esse motivo que a ação foi deflagrada sem que estivesse pronto o centro de acolhimento aos usuários na região, com capacidade para 1.200 viciados. Um absurdo!

    O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar as irregularidades na ação, que classificou de “aparentemente desastrosa”, realizada “à base de cavalos, bombas de gás, balas de borracha, dor e sofrimento”. O saldo de combate ao tráfico foi a apreensão de meio quilo de crack pelos quase 300 policiais militares, 117 viaturas, 26motos, 40 cavalos, 12 cães farejadores e um helicóptero!

    É claro que houve ineficiência e despreparo, marcas sempre presentes nos governos do PSDB, que há mais de 16 anos governa o Estado de São Paulo e não conseguiu sequer elaborar uma política de segurança que abarcasse o combate às drogas.

    Vale destacar que, quando prefeito, José Serra iniciou um processo de abandono das políticas de recuperação e valorização do centro de São Paulo que haviam sido iniciadas pela prefeita Marta Suplicy.

    Mas, na raiz dos erros da ação, vigora a visão equivocada e parcial de que o enfrentamento é apenas uma questão de polícia. Não é, pois se trata de um problema social que não será solucionado com repressão aos usuários, como, aliás, demonstra a experiência mundial no combate às drogas.

    Da forma como foi feita, a operação se revelou higienista e ineficaz, servindo apenas para dispersar os usuários para outros pontos próximos da cracolândia. Não resolverá o problema, como se pode constatar na imprensa, que informa que o tráfico e uso do crack não deixaram de acontecer nas proximidades da cracolândia, mesmo com a presença policial.

    Portanto, o passo inicial é incluir os vetores da prevenção, educação e tratamento de saúde para os usuários de drogas e deixar o vetor policial para sufocar o tráfico. Exatamente como prevê o programa do governo federal “Crack, é possível vencer”, lançado em dezembro passado e que destinará R$ 4 bilhões até 2014 em ações articuladas de assistência médica, segurança pública e prevenção.

    Afinal, o usuário está doente e precisa de tratamento, e o tráfico se combate com ações de inteligência — ou ficaremos restrito aos fornecedores da ponta do tráfico, não aos chefes do crime organizado.

    No Rio de Janeiro, já se iniciou a parceria entre os governos federal e estadual e a prefeitura para colocar em prática o plano, unindo esforços para superar um problema que é de toda a sociedade. Essa visão de colaboração mútua entre os diferentes níveis de administração precisa se espalhar para os demais Estados.

    Há muita dificuldade em São Paulo de estabelecer um diálogo e ações conjuntas, porque o consórcio demo-tucano prefere antecipar uma operação mal planejada para passar a ideia de que age mais rápido do que o governo federal.

    No entanto, embora o problema seja urgente, não é a velocidade, mas a precisão e a eficiência que importam.
    É hora de os governos Alckmin e Kassab reconhecerem os erros da operação e mudarem de atitude. Precisam deixar de lado os interesses menores dos “ganhos políticos” e agir em conjunto com o governo federal para combater o crack.

    Só assim salvarão a ação na cracolândia. O crack é um problema de todos e disputas políticas só trarão prejuízos à população. Se munir esforços, a droga seguirá sua rota de ascensão. E não podemos deixar isso acontecer.

  • Precisamos reconhecer que isto acontece também em Estados governados pelo PT. Além do mais, Dilma também me parece absolutamente paralisada nessa questão, ainda que não seja competência específica da União tratar do problema. Todos têm culpa porque na verdade sempre se furtaram a enfrentar o problema. É óbvio que Alckmin age com vistas à eleição de 2012, mas você acha que Dilma também não?

    • Verdade, Augusto! Estava pensando agorinha nisso: me decepcionei com a Dilma logo no primeiro dia de governo quando ela disse que a política antidrogas continuaria exatamente como sempre foi – a de “enxuga-gelo”. Não votei na Dilma para ela continuar com políticas atrasadas e tenho certeza que metade dos eleitores dela também não. Precisamos de inovação, de coragem, de peito aberto, de ousadia na política antidrogas e isso quer dizer que devemos parar o que tem sido feito até agora e fazer algo completamente novo (pelo menos na América Latina).

      A Dilma foi uma decepção: pela política antidrogas e pela política de assistência à saúde das mulheres. Tenho medo até de analisar o resto…

  • O crack no Brasil, a metanfetamina nos EUA e a heroína na Europa: não há drogas mais devastadoras que essas. Eu conheci alguns meninos de rua viciados (um deles, por mais que me encontrasse dezenas de vezes, não me reconhecia). Moradora do centro de São Paulo, vi muitos ‘nóias’ (denominação bem mais acertada que ‘zumbis’, que serve mais aos usuários de heroína), sempre me compadeci deles. E sempre me perguntei como alguém, ao ver usuários de crack, quisesse aquilo para si (diferentemente do que se diz, não é uma única pedra que vicia , nem um único pico, nem um único tiro – você precisa insistir, pelo menos um pouco). Sou a favor do tratamento mais humanizado, quando é possível tratamento. ‘Redução de danos’ é uma política que eu pouco conheço, mas pode ser válida, por que não? Só me causa estranheza essa “legalização” do consumo – o consumo amparado pela justiça que deveria coibi-lo e pela saúde que deveria preveni-lo…

  • Eduardo não sei se você está sabendo da situação em que estamos vivenciando no Piauí, na luta da população contra a brutalidade da polícia e contra o cartel que domina o transporte público em nossa capital a mais de 20 anos, pois aqui o transporte público nunca foi municipalizado. Os atos de violência cometidos pela polícia contra os manifestantes repercutiram até no exterior e foram noticiados de forma deturpada no Jornal Nacional e 24h por dia nos meios de comunicação comprados daqui de meu estado, seguem algumas imagens da truculência que sofremos e notícias sobre os presos nas manifestações:

    http://www.youtube.com/watch?v=oLllUyIBrGY&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=w9dnQQJyVDI&feature=player_embedded

    http://sindsermthe.blogspot.com/2012/01/presos-politicos-no-piuai-narram-cenas.html?spref=tw

    http://180graus.com/geral/manifestante-que-foi-presa-revela-que-dormiu-no-chao-488130.html

    E esta é a situação em que nos encontramos, precisamos de todo o apoio possível!

    Abraço,

    Guilherme Cerqueira.

  • Mais Indústrias para o Nordeste :

    Crescimento

    Apodi e Mossoró (RN) receberão indústrias

    Rosalba Ciarlini comentou que o investimento e a atração de indústrias e empresas para o Rio Grande do Norte se volta para todas as regiões do Estado
    13 de janeiro de 2012 – 15:44 | 0 comentário(s)fonte: Corrigir |Imprimir |

    Mais uma fábrica será instalada em Mossoró. No final da tarde desta sexta-feira, 13, a governadora Rosalba Ciarlini se reunirá com a prefeita Fafá Rosado, no salão dos Grandes Atos da Prefeitura Municipal, onde discutirá a instalação de mais uma unidade empresarial na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

    “Um grupo de empresários tem interesse em investir aqui e nesta sexta-feira a gente vai conversar com a prefeita. Vamos trabalhar para que Mossoró continue no embalo do desenvolvimento”, disse a governadora.

    Rosalba comentou que o investimento e a atração de indústrias e empresas para o Rio Grande do Norte se volta para todas as regiões do Estado. Segundo ela, 19 indústrias já se instalaram no RN sob atuação do atual governo, por meio de incentivos fiscais.

    Nesta sexta-feira, em Apodi, a governadora assinará protocolo de intenções com a empresa Limestone Mármore do Brasil LTDA, que instalará uma indústria de extração de mármore e granito.

    Rosalba informou que a indústria vai gerar 300 empregos diretos e cerca de mil indiretos. “Estamos trabalhando para desenvolver o Rio Grande do Norte, gerando emprego e renda. Com isso, teremos uma economia mais forte e, consequentemente, mais recursos para investir em saúde, educação e segurança.”

  • O Nordeste cresce, mesmo que o PIG não mostre:

    Alagoas

    Plaxmetal

    Grupo gaúcho anuncia construção de fábrica em Marechal Deodoro

    Investimento é de R$ 10 milhões, com geração de 150 novos empregos
    13 de janeiro de 2012 – 15:04 | 0 comentário(s)fonte: Corrigir |Imprimir |

    A empresa gaúcha Plaxmetal ltda., uma das líderes nacionais na produção de componentes técnicos plásticos e metálicos, deverá iniciar suas operações no Estado até o primeiro semestre do próximo ano. O anúncio foi feito pelo diretor administrativo da Plaxmetal, Rafael Zorzi, durante reunião com o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Keylle Lima, realizada nesta quinta-feira, 12.

    A nova unidade da empresa será implantada na área B do Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro. Inicialmente, a Plaxmetal ocupará um espaço de 15 mil m², podendo se estender até três vezes mais. Para a instalação da indústria, serão investidos, durante sua primeira etapa, cerca de R$ 10 milhões em infraestrutura e aquisição de máquinas. A previsão da empresa é que sejam gerados 150 empregos diretos, número que poderá dobrar com uma possível ampliação da unidade.

    Por meio da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), o Governo de Alagoas articula a chegada da empresa desde o ano passado. A Plaxmetal vai atuar na confecção de metal e plástico para mobiliário escolar e de escritório, processos já realizados na matriz da empresa, situada na cidade de Erechim (RS), além de três novas linhas de produção.

    De acordo com o diretor Rafael Zorzi, desde 2009, a empresa estuda possíveis áreas para a implantação de uma unidade no Nordeste, região responsável por quase 35% do faturamento anual da empresa, que é de R$ 53 milhões. “Alagoas é um local estratégico para que a Plaxmetal passe a produzir e distribuir materiais para a região Nordeste. Acreditamos que, após o início das operações da nova unidade, vamos dobrar nosso faturamento anual”, explicou.

    Rafael Zorzi ainda destacou como pontos favoráveis para a escolha do Estado a consolidação da cadeia produtiva da química e do plástico e o esforço exercido pelos técnicos da Seplande desde as primeiras negociações. “Outro fator muito importante é a estrutura que encontramos no Núcleo de Tecnologia do Plástico (Ntplás), que vai nos oferecer mão de obra qualificada”, destacou o diretor administrativo da Plaxmetal.

    “O Governo do Estado aposta na atração de empreendimentos que assumam o compromisso de garantir emprego e renda para os alagoanos. Faremos o que estiver ao nosso alcance para acelerar a implantação da Plaxmetal em Alagoas”, disse o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Keylle Lima, que explicou ao executivo o processo até o início das operações da empresa, que se encontra em fase de concessão de incentivos.

    Fonte: Governo do Estado de Alagoas

  • Todo o cuidado do mundo com os viciados. Com essa futura “mãe”, da foto, mais cuidado ainda, com ela e com a criança. O estado em que ela esta é coisa do demonio mesmo. Educação é a via. Mostrar e esclarecer isso, principalmente, aos adolescente, a nosso ver, é fundamental. Por outro lado, esta lá. CUBA Caso GENERAL OCHOA. “…Quatro condenações à morte: o general Arnaldo Ochoa Sanchez e seu ajudante de campo Jorge Martinez Vales, António de Guardia e Amado Padron, responsáveis da secção MC (moedas convertíveis) de MININT (Ministério do Interior). A este macabro cálculo se juntam dez penas de prisão de 10 a 30 anos: não se tinha assistido a similar ajuste de contas debaixo das palmeiras da grande ilha desde a redução dos últimos focos de guerrilha contra revolucionária no anos 60. Tudo isso foi transmitido em directo diante da câmeras de televisão.

    Foi um terramoto nas altas esferas da nomenclatura que afectou tanto militares das altas fileiras como altos funcionários do MININT incluindo o Ministro do Interior ele mesmo José Abrantes (condenado a 20 anos de prisão e morte por enfarte em 1991) De que são acusados os culpados? Essencialmente de ter organizado ou ter escondido a diversos níveis um tráfico de 6 toneladas de cocaína e três milhões de dólares entre 1987 e 1989. Revelações que confirmam ou que intentam demonstrar desde anos os agentes americanos do DEA: o comprometimento de altos responsáveis cubanos no tráfico de drogas que envenena a região desde há muito tempo…”.

  • Eu gostaria de saber onde os viciados da Cracolândia conseguem dinheiro para comprar a droga. Leio que os traficantes ganham muito dinheiro. De onde vem esse dinheiro? De quantos reais por dia precisa um viciado? Há tantos viciados que permite os traficantes faturarem horrores?

    Não há ironia alguma no que pergunto. É realmente uma coisa que eu gostaria de entender.

  • Se especialistas nacionais e internacionais afirmam que essa política violenta e horrorosa c/ arma de fogo, bombas e espancamento, não soluciona o problema (e qq um percebe o reacionarismo disso), p q será que os tunganos a implantam?
    Como um governo no qual o líder máximo é médico, pode agir assim??????????????????
    Algo a se conscientizar de uma vez por todas…
    Se a constituição (federal e estadual), o estatuto da criança e os direitos humanos fossem realmente respeitados, o governador e o prefeito seriam depostos democraticamente por impeachment, não?

  • FHC defende THC. O Farol de Alexandria aderiu (depois de deixar a presidência, é lógico) à política de redução de danos e passou a defender a descriminalização, inicialmente, da maconha. Convenceu-se tardiamente de que a “Guerra contra as Drogas” fracassou no mundo inteiro. Isso é fato, fracassou mesmo. Pergunta-se: por que razão sua ex-Excelência ainda não escreveu nenhum artigo nos jornalões sobre a fracassada “Guerra contra as Drogas” em curso na cracolândia paulistana? Ele poderia defender sua tese para a elite paulistana. Afinal, tudo que ele diz vira dogma na boca da elite do atraso. Por que te calas, Fernandinho?

  • EU NUNCA VI EM TODA MINHA VIDA TAMANHA FALTA DE RESPEITO AO SER HUMANO COMO VEJO HOJE NO BRASIL E TAN MINISTRO QUE DIZ QUE EM 20 ANOS O BRASIL DEVE ESTA PERTO DOS PRIMEIROS PAISE DO MUNDO OU QUEM SABE NAO SEJA O PRIMEIRO ACREDITO QUE ISTO SO VENHAM ACONTECER SE OUVESE UMA GRANDE LAVAGEM CEREBRAL NA MENTE DE MUITOS POLITICOS CORUPTOS E LADROES QUE O NOSSO PAIS TEM NOS QUATRO CANTOS EM TODA SUA ESTENÇAO TEM QUE SER FEITO COM OS POLITICOS O QUE A IGRJA UNIVERSAL E OUTRAS IGREJAS DO PORTE DELA FAZEM COM O POVO BRASILEIRO QUE OS SEGUEM MUITAS DESTAS PESSOAS SAO ASALTADAS NA PORTA DESTAS IGREJAS COM MENTIRAS MIRACULOSAS SE ESTAS IGREJAS PAGASEM IMPOSTOS DO QUE ARECADA O NOSSO PAIS TERIA MUITO DINHEIRO PARA MUITAS OBRAS SOCIAIS A ARECADAÇAO NESTAS IGREJAS SAO MILIONARIAS OS SEUS ALTOS DIRIGENTES TEM AVIAO PARTICULARES LUXUOSOS O BISPO MACEDO O SILAS MALAFAIA E OS SEUS PARENTES E DICIPULOS TEM MAIS DINHEIRO DUQUE O EMPRESARIO EIKE BATISTA E NADA FAZEM PELO SOCIAL LAMENTAVELMENTE QUANDO VOCE VER SITUAÇOES COMO ESTA QUE MOSTRA ESTA SENHORA GRAVIDA DE 9 MESES E DE PARTIR O MEU CORAÇAO NAO DIGO O NOSSO PORQUE NAO SEI SE OUTROS PENSAM DA MESMA FORMA QUEIRA DEUS QUE SIM O QUE SERA DESTA CRIANÇA QUE POSIVELMENTE DEVE NASCER DEFORMADA POR CALSA DO USO DAS DROGAS AS DROGAS ESTAO MATANDO ATE DENTRO DOS PRESIDIOS COMO ACONTECEU AQUI EM PERNAMBUCO NO CABO DE SANTO AGOSTINHO EM UM PRESIDIO DE CRIANÇAS JOVENS E ADOLECENTES QUE PARECE MAIS UM CHIQUEIRO DE PORCOS OU SE FAZ ALGUMA COISA MUITO RAPIDO OU NOS VAMOS PASSAR POR UMA GRANDE VERGONHA MUNDIAL COMAS SITUAÇOES DRAMATICAS ACONTECIDAS NO RIO DE JANEIRO ESPIRITO SANTO E MINAS GERAIS EU VI A POUCO TEMPO NA TELEVISAO O RESULTADO DAQUELA GRANDE CATASTROFE ACONTECIDA NO JAPAO HOJE NAO SE VER PRATICAMENTE NADA QUE LEMBRE O ACONTECIDO QUANTO NO BRASIL PODE ACREDITAR COM TANTOS ROUBOS QUE ACONTECEM ESTAS OBRAS NAO SAIRAO NEM EM 10 ANOS E UMA VERGONHA QUE DEUS PROTEJA ESTES PROBES COITADOS EM GERAL QUE ESTAO PASSANDO POR ESTAS TRISTE SITUAÇOES COM A INDIGNAÇAO DE UM SIMPLES SERVIDOR PUBLICO ESTADUAL MIM DISPEÇO.JOSE PINTO DA SILVA

  • A classe política, a mídia e a populaçao brasilera em geral, preferem jogar o assunto “drogas e seus dependentes” para debaixo do tapete, assim como fazem sobre a superlotação dos presídios. Segue a máxima: o que os olhos não veem… Hiprocrisia e ignorância, pois o problema acaba explodindo na cara da gente.

  • Esse retrato deveria sair em todas as primeiras páginas de Jornais e revistas do Brasil,para ver se essa “elite” se sensibiliza com alguma coisa e devolveria o que eles roubaram do povo brasileiro,durante 500 anos. Nessas horas eu sou a favor do paredon.

  • Juliana Borges e Pedro Martinez
    Publicado em 11-Jan-2012

    Uma nova Segurança Pública em São Paulo: Um debate necessário.

    “Você sai de casa e não sabe se vai voltar.

    A sociedade está em apuros, quando isso vai mudar?

    Com sua violência e corrupção, a polícia não ajuda o pobre cidadão.

    Segurança é o que queremos!

    Violência é o que nos temos!

    Polícia decadente…decadente!”

    (Garotos Podres)

    Na última segunda-feira, assistimos a mais um exemplo da truculência e da brutalidade da Polícia Militar de São Paulo. Um estudante foi agredido de forma arbitrária e discriminatória por um sargento, enquanto guardas universitários e policiais militares tentavam expulsar, sem qualquer justificativa, um grupo de estudantes da sede do DCE-Livre da USP.

    Por meio de vídeos feitos pelos presentes, pudemos ver o policial pedindo identificação e partindo para cima do único jovem negro no local. A tentativa de diálogo do estudante foi respondida com empurrões, tapas e o policial chegou até a apontar a arma para ele. Os vídeos, que tiveram rápida circulação nas redes sociais, repercutiram também na mídia e resultaram no afastamento do policial e abertura de sindicância para apuração dos fatos.

    Em outro lugar de São Paulo, mais especificamente no centro da cidade, vimos outro exemplo de violência policial. A chamada “Operação Sufoco”, organizada pela Polícia Militar, Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo com o objetivo de “resolver o problema da Cracolândia” baseada na tática de “dor e sofrimento”. Os usuários de crack são tratados como animais, enxotados das ruas com bombas de gás e balas de borracha. Até agora, uma “grande operação” midiática, mas com resultados pífios.

    Não é uma novidade tanto para os estudantes quanto para a população esse tipo de atitude por parte da Polícia Militar. Infelizmente esse tipo de atitude por parte de policiais militares não se trata de um fato isolado, é recorrente em nosso estado, principalmente em relação a jovens e negros.

    Os jovens são as maiores vítimas da violência no país – estão mais presentes entre agressores e vítimas da violência. Já é comprovado por estudos que criminalizar a juventude, com políticas repressoras (taxando os jovens como problema), aprofunda este panorama. Existe uma percepção, difundida em nossa sociedade, de que os jovens são desordeiros e, para os jovens pobres e negros isso se agrava porque são vistos como “suspeitos”. É sob essa visão que são pensadas a maior parte das políticas e a ações do Estado – incluindo-se aí um cenário de violência institucional.

    O problema da Polícia Militar não está em sua presença na Cidade Universitária, que se trata de um ambiente com dinâmica diferente de outros espaços urbanos, a questão é a existência em si de uma polícia militar, que em sua concepção é incompatível não só com um ambiente universitário, mas com a Democracia.

    Além disso, Segurança Pública em São Paulo não é pensada de modo integrador, mas simplesmente como uma questão policialesca. Ou seja, a ações são focadas em policiamento ostensivo e em mais prisões, cadeias e praticadas de modo totalmente repressivo.

    As políticas de Segurança Pública deveriam ser pensadas junto aos cidadãos, com foco em prevenção, policiamento comunitário, capacitação e cursos sobre Direitos Humanos e sobre uso moderado da força, mecanismos de controle social da ação policial, o reforço aos valores democráticos, além de integrar políticas educacionais, culturais, de esporte, de saúde (com uma forte política de redução de danos), trabalho e renda.

    Apesar de alguns programas e ações já existirem nesse sentido em âmbito federal – como o Pronasci, pensado e articulado de modo transversal com o EJA, ProJovem (MEC), Paz no Campo (MDA), Segundo Tempo (Esportes), projetos de Economia Solidária que envolvem os familiares – é preciso que eles sejam articulados estadualmente. Mesmo porque, os programas federais neste sentido são direcionados para uma ação integrada entre estados e municípios, que são os responsáveis pela Política de Segurança.

    Infelizmente, nosso estado não só reforça políticas repressoras, como não participa eficazmente dos programas federais, seja não apresentando projetos seja, em alguns casos (principalmente dos programas educacionais), devolvendo verbas à União, que poderiam beneficiar milhares de cidadãos paulistas.

    O que ocorre na USP e na “Cracolândia” não são ações isoladas, fazem parte de uma política conservadora, higienista, autoritária e racista.

    Este é o momento de movimentos, juventudes partidárias progressistas e sociedade civil organizada debaterem e formularem conjuntamente um novo projeto de Segurança Pública para o nosso estado. A criação de uma Frente seria um bom começo.

    Juliana Borges é graduada em Letras pela USP e militante do PT e Pedro Martinez é estudante de Direito da USP, militante do Movimento ParaTodos e da JPT

  • O silêncio sepulcral de FHC sobre operação na Cracolândia
    – 13 de janeiro de 2012

    Por Wálter Fanganiello Maierovitch, em Terra Magazine (11-01-12)

    No ano passado, o ex-presidente Fenando Henrique Cardoso, que nos dois mandatos presidenciais se submeteu à política norte-americana de guerra às drogas (war on drugs) de seu guru, o então presidente Bill Clinton, virou casaca, trocou bandeira.

    FHC, em busca de um palanque internacional para concorrer com o então presidente Lula, reuniu antigos presidentes e dirigentes fracassados por adesão à guerra às drogas e submissão aos EUA para deitar sabedoria quanto às novas políticas sobre o fenômeno representado pelas drogas ilícitas no planeta.

    Assim, FHC subiu ao palanque adrede preparado e vestiu panos de líder progressista, a encampar, como próprio, antigos posicionamentos antiproibicionistas. Até foi preparado um documentário, do tipo laudatório para exibição em cinemas, que não se tornou campeão de bilheteria.

    Dentre a turma dos “vira-casaca”, que usam a desculpa do “nós reconhecemos que erramos e agora vamos mudar”, destacam-se:

    1) César Gaviria, ex-presidente da Colômbia ao tempo dos potentes cartéis de Cali, Medellín e Vale Norte. Gaviria admitiu que Pablo Escobar construísse, com recursos da venda internacional de cocaína, o presídio onde ficaria e poderia sair para passeios e dirigir, do banco de reservas, o seu time de futebol.

    O povo chamava o presídio de “A Catedral”, pois era o santuário de Escobar, com obras de arte nas salas de reuniões do “capo da cocaína” e sistema de segurança para evitar bombardeamento por aviões da norte-americana DEA (Drug Enforcement Administration). Mais ainda, Gaviria fazia vista grossa para a Tranquilândia, o megacomplexo onde Pablo Escobar, chefão do Cartel de Medellín, mantinha o maior centro latino-americano de refino de cocaína: o povo deu o nome de Tranquilândia, pois a polícia jamais entrava lá.

    2) Ernesto Zedillo, ex-presidente que decretou a falência do México, provocou uma crise econômica internacional até então sem precedentes e assistiu a indústria mexicana das drogas ilícitas obter lucros fabulosos.

    3) Kofi Annan, ex-secretário da Organização das Nações Unidas (ONU), e responsável, quando no poder, pela manutenção do proibicionismo criminalizante convencionado na sede das Nações Unidas em 1961: a convenção de Nova York continua em vigor e os estados teocráticos membros da ONU e os EUA são contrários a qualquer tipo de mudança.

    Como o tempo se incumbe de revelar farsantes, aquele que se promoveu a líder das causas corretas sobre políticas nacionais e internacionais sobre drogas, FHC mantém-se, passada mais de uma semana da operação iniciada na Cracolândia, em sepulcral silêncio.

    Morador do bairro de Higienópolis, popularmente dividido em Higienópolis de Cima e Higienópolis de Baixo depois da luta pela não instalação de uma estação de metrô que levaria à circulação de transeuntes indesejados, FHC foi cobrado pelos vizinhos. Afinal, a ação prevalentemente policial no bairro da Luz, onde estavam confinados os toxicodependentes de crack, resultaria na migração para Higienópolis.

    FHC, o novel especialista no fenômeno das drogas proibidas pelas convenções da ONU, não se manifestou sobre o denominado Plano de Ação Integrada Centro Legal, concebido pela dupla Alckmin-Kassab, respectivamente, governador do Estado e prefeito da capital.

    Pelo silêncio, nem se sabe se gostou da deferência do governador por destacar um contingente da Polícia Militar para impedir que dependentes químicos de crack, estimados em 1.664 (400 habitam na Cracolândia), ousem, ainda que assutados pela violência policial, migrar para o “aristocrático” bairro de Higienópolis.

    Com tal medida protetiva, FHC, certamente, vai poder abrir as janelas de seu apartamento sem risco de assistir a cenas motivadoras de algum pronunciamento.

    Pano Rápido. A meta da operação de Alckmin-Kassab é “limpar” a Cracolândia de “indesejados viciados em crack”, antes admitidos quando interessava a política de confinamento.

    O “limpa” vai dispersar os dependentes para novo “pogrom” na periferia, já que uma muralha de policiais militares evitará que ingressem nos bairros vizinhos de Higienópolis e Bom Retiro.

    *Wálter Fanganiello Maierovitch é jurista e professor

  • Edú, totalmente oof topic, mas acho importante: será que os governos da Europa vão começar a cortar as asas das tais “agências de risco”, que se tornaram (ou sempre foram?) meros instrumentos da especulação financeira?
    Com a queda do rating da França e outros países, e ameaça a quase todos, empresas como a Standard and Poor’s podem quebrar países (como fizeram com a Grécia), desvaloriza o euro ou o dólar (ou o real, quem sabe?), enfim, gerar um caos econômico mundial.
    Até quando esta economia de papel, ou virtual, vai dominar a vida dos povos e seus governos títeres?

  • Boa noite.
    Pela segunda vez leio um txt seu sobre drogas e dele discordo.
    Temos uma diferença básica em nossa linha de pensamento: droga é algo q sempre existiu na história da humanidade e sempre existirá, a questão é o uso q se faz dela. Freud era viciado em cocaína, Walt Diney em opel. Ray Charles em heroína, …
    Não faço apologia ao uso de drogas, sejam elas quais forem, mas acredito que cada um tem o direito de fazer o que deseja, sem prejudicar a outros.
    Pesquisa financiada pela UNESCO demonstrou que as escolas brasileiras são os principais pontos de difusão e comercialização de drogas no Brasil, por onde circulam 117 tipos diferentes de drogas, mas ninguém fala disso.
    Hoje, diversas pesquisas demonstraram que a droga que mais provoca danos ao usuário e a sociedade é o ÁLCOOL, matando no Brasil mais que o famoso CRACK.
    Entendo que a macro pergunta a ser feita não é como tratar os usuários de drogas, até porque alguns não querem ser tratados. mas a quem interessa que o espetáculo dantesco das cracolândias ocupem as mídias e nossas vidas ininterruptamente.
    Diversas outras tragédias humanas ocorrem diariamente em nosso mundo e ninguém fala delas. Vc quer escândalo maior que o dinheiro desviado pela corrupção no Brasil? Quantos poderiam ter melhores qualidade de vida com a utilização correta desses recursos?
    Para espanto de muitos, diversos estudos (o último feito pela OEA) demonstram que o setor que mais lucra com a proibição das drogas são os bancos, principalmente os que tem sede em paraísos fiscais.
    Dentro desse sistema perverso e sem escrúpulos que vivemos, acredito que só mudaremos esse quadro o dia que algum outro setor econômico extremamente poderoso descubra que pode lucrar mais com a legalização e regulamentação das drogas do que com a proibição, entrando pesado nessa briga.
    Enquanto isso não acontece, resta nos unirmos e nos prepararmos para a batalha, sabendo que podemos atrapalhar, mas não vencer.
    Abs do parceiro,

  • AS DROGAS estão tomando conta do interior… Nosso Delegado e Policiais fazem o que podem, prendem,então os “podres ” pegam bons advogados, e como nossa lei é fraca , frouxa e ultrapassada lá estão eles novamente…vendendo essas titicas de galinhas e enriquecendo as custas da desgraça alheia!!!!

    • Sirlei:

      Será que as polícias fazem mesmo o que podem? Sei não, aqui só pegam os lambaris, os tubarões continuam livres, leves e soltos.
      E não sei se a culpa é só delas, não. Obedecem aos políticos, especialmente prefeitos e deputados.

  • , vi uma noticia na record que uma “juiza” deu reintegraçao de posse para o NAJI(aquele que dava 80.000,00 por mes ao PITTA, cujo o tesoureiro era o KASSAB ) entao os incendios na favelas, desocupaçao da crakolandia e a quase retirada dos comerciantes da Sta. Efigenia tem um dono privatizador NAJI NARAS, parceiro do Daniel Dantas. Essa juiza contrariou o acerto com o governo federal, logicamente esta envolvida com os juizes ladroes que infestam o TJ/SP. Tudo isso daria outro livro, já que a PF tb esta totalmente no bolso do Serra??? Fora o ex-delegado Correa,aquele que fez de tudo para bloquear a SATIAGRAHA, envolvido em desvio de dinheiro no PAN/RJ??? A quadrilha de corruptos e corruptores, mais os ladroes privatizadores dos cofres publicos estao aparecendo debaixo das togas. Sao Paulo tem muitos ladroes elitizados a serem presos, precisa agora pegar os caras da GROUBO!!!

  • http://www.crprj.org.br/noticias/2011/1206-ato_contra_comunidades_terapeuticas_acontece_proxima_terca_participe.html http://www.crprj.org.br/noticias/2011/1209plano_crack_traz_retrocesso_ao_introduzir_comunidades_terapeuticas_outras_instituicoes.html

    O Conselho Federal de Psicologia vem travando uma luta mas ninguém divulga:
    “Inspeções realizadas pelo Sistema Conselhos de Psicologia confirmaram a violação de direitos humanos e de leis, sob alegação de tratamento de usuários de drogas em comunidades terapêuticas. Essas instituições, que permeiam suas práticas por discursos religiosos e morais, não se orientam por saberes técnico-científicos, e ainda assim, muitas vezes, recebem financiamento público. ”
    “No Rio de Janeiro, a inspeção passou por duas instituições: o Centro de Tratamento e Reintegração aos Dependentes Químicos Shalom and Life (Macaé) e a Associação ONG Portal do Renascer (que fica em Barra Mansa, mas fora do perímetro urbano da cidade). ”

    O ministerio da saude esta investindo em igrejas evangelicas para tratar drogados, completamente fora da realidade de paises desenvolvidos.

  • O MINISTRO DA SAUDE ESTA DANDO DINHEIRP JUSTAMENTE A QUEM NAO PAGA IMPOSTOS NO BRASIL QUE SAO AS IGREJAS QUE HOJE ALEM DE FAZEREM LAVAGEM CEREBRAL NA MENTE DE MUITAS PESSOAS PARA TIRAREM ATE OS ULTIMOS CENTAVOS TEM GENTE QUE DEIXA DE COMER PARA DAR O POUCO DE DINHEIRO QUE TEM ESES PILANTRAS ROUBAM O POVO USANDO A BIBLIA VENDENDO A PALAVRA DE DEUS COMO E O CASO DO TODO PODEROSO BISPO MACEDO E O SILAS MALAFAIA ESES HGOMENS SAO MUITOS SINICOS PEDEM DINHEIRO PARA PAGAR PROGRMAS DE TELEVISAO COISAS INVERIDICAS POS O DINHERO E PATA COMPRAR LANCHAS PROPIEDADES E AVIAO DE LUXOS PARA ELES IREM PARA ONDE QUEREM COM SUAS FAMILIAS E SEUS PARCEIROS E LAMENTAVEL QUE O GOVERNO ACREDITA QUE ESTAS IGREJAS ESTA FAZENDO ALGUMA COISA PARA ACABAR COM AS DROGAS NAO VEMOS EM NOSSA COMUNIDADE NADA SENDO FEITO POR NEM UMA IGREAJA O QUE VEJO SEMPRE E MUITOS DE NOSSOS IRMAOS E SEMELHANTES COM MENOS DE 15 ANOS SENDO MORTOS A TIROS POR ENCVOLVIMENTO COM AS DROGAS E COM A MARGINALIDADE EU LI UMA POSTAGEN QUE UM AMIGO RECLAMOU QUE FALO MUITO NA DROGA MEU CARO AMIGO EU HOJE TENHO 61 ANOS GRAÇAS A DEUS EU FUI UM MENINO DE RUA APARTIR DOS 8 ANOS DE IDADE POS OS MEUS PAIS SE SEPARARAM EU TINHA 3 ANOS DE IDADE O MEU PAI FICOU COM OS FILHOS EU ERA O CASULA DOS HOMENS ELE DIZIA QUE EU NAO ERA FILHO DELE ELE DIZIA QUE ERA O CULPADO PELA SUA SEPARAÇAO COM AMINHA MAE MAIS A CULPA SEMPRE FOI DELE QUANDO ELE CHEGAVA EMBRIAGADO BATIA EM TODO MUNDO MINHA MAE FOI EMBORA COM UM AMIGO DELE DO COPO EU SOFRE MUITOS ESPANCAMENTOS ATE OS 8 ANOS DE IDADE ELE BARIA NA MINHA CABEÇA COM TAMANCOS MIM BATIA COM FIOS DE TELEFONES A ULTIMA PISA QUE LEVEI DELE FOI COM OITO ANOS QUE PSEI DOIS MESES COM O CORPO TODO LAPIADO EM CARNE VIVA QUANDO EU MELHOREI FUGI DE CASA PARA IR AO ENCONTRO DE MINHA MAE ERA O QUE MAIS QUERIA EM MINHA VIDA MAIS O HOMEN QUE ELA VIVIA NAO QUERIA MAIS FILHO DELA COM ELE POS MINHA MAE JA TINHA LEVADO UM IRMAO MAIS VELHO DO QUE EU UM ANO COM ELA DAI NAO PODIA MAIS VOLTAR PARA CASA POS ELE I MIM MATAR ERA O QUE ELE DIZIA SEMPRE QUALQUER FILHO QUE FOSSE PROCURAR MINHA MAE FICASE LA NAO MAIS VOLTASE PORISTO MIM TORNEI UM MENINO DE RUA NUNCA FUI PROCURADO NAS RUAS FUI PRESO EM UM PRESIDIO PARA MENORES DELINQUENTES POR FURTO AOS 15 ANOS FICANDO LA ATE OS 18 ANOS SE EU NAO TIVESE SIDO PRESO TERIA MORIDO MAIS DEUS MIM PRESERVOU PERMITINDO QUE EU FOSSE PRESO E FICADO ATE OS DEZOITO ANOS NAQUELE REFORMATORIO ALI ENCONTREI DORMIDA COMIDA POS COMI MUITA COMIDA DO LIXI DORMIA NAS CALSADAS E DEBAIXO DE CHUVAS HOJE EU TENHO 61 NOS NAO TENHO UMA BOA SAUDE MAIS TENHO A MINHA DIGNIDADE O MEU AMOR PELA MINHA FAMILIA MEU NETINHO QUERIDO QUE AMO DEUS MIM DEU UMA FAMILIA POBRE MAIS E PARA MIM DEPOS DE DEUS O MAIS IMPORTANTE NA MINHA VIDA UMA FAMILIA ERA ISTO QUE EU QUERIA TER QUANDO PERAMBULAVA PELAS RUAS CHORANDO APANHANDO SENDO QUEIMADO NOS PES COM BUCHAS COM GASOLINA AO DORMIR E ISTO QUE AINDA VEMOS HOJE PORQUE MEMOS DEPOS DE MIS DE 50 ANOS NADA MUDOU EU SOU PRESIDENTE DE UMA ASSOCIAÇAO COMUNITARAI ONDE TENTO FAZER UM TRABALHO PREVENTIVO PARA CRIANÇAS JOVENS E ADOLECENTES PARA EVITAR QUE ELES SOFRAM O QUE SOFRE OU QUE VA AO ENCONTRO DAS DROGAS E DA MARGINALIDADE A ASSOCIAÇAO FOI CONSTRUIDA POR MIM E O MEU MAIOR SONHO ERA IMPLANTAR NELA CURSOS DE INSTRUMENTOS MUSICAIS COMPUTAÇAO CURSOS PROFISSIONALIZANTES ESCOLINAHAS DE FUTEBOL E ESTE O MEU MAIOR SONHO JA FIZ VARIOS APELOS A VARIOS PROGRAMAS DE TELEVIASAO PRA CONTAR MINHS HISTORIA EM TROCAS DESTES INSTRUMENTOS NESCESARIO PARA BOTAR PARA FIUNCIONAR A MINHA ASSOCIAÇAO QUE ESTA QUASE FECHADA POR FALTA DE APOIO ACHO QUE O GOVERNO ESTA PECANDO MUITO QUANDO DAR O DINHEIRO PARA IGREJAS EVANGELICAS PARA CUIDAR DE UM TRABALHO TAO SERIO E TAO IMPORTANTE QUE COMEÇA DENTRO DE CASA EU EM MINHA COMUNIDADE CONHEÇOS TODAS AS PESSOAS E AS FAMILIAS SEI ONDE ESTA OS PROBLEMAS E AS DIFICULDADES DE MUITAS FAMIAS COM SEUS FILHOS QUE PODEM CHEGAR AO QUE PASEI EM MINHA INFANCIA PORISTO MAMIGOS EU COMBATO MUITO ESTA MALDITA DROGA E PRECISO NOS NOS UNITMOS PARA O BEM DOS NOSSOS IRMAO E SEMELHANTES DEUS E NOSSO PAI ELE NOS AMAM A MIM A VOCE E TODOS OS DROGADOS DESTE PAIS MIM PERDOEM PROVA DE AMOR MAIOR NAO A AME VOCE TAMBEM DEUS ESTA CONOSCO TODOS OS DIAS DE NOSSAS VIDAS ACEITEM O MEU HUMILDE E SINCERO ABRAÇO NAO TENHO UM BOM NIVEL CULTURAL PELAS MINHAS ESCRITAS VOCES VEEM ISTO JOSE PINTO DA SILVA PAULISTA PERNAMBUCO BRASIL.81 96448083 81 86279214.

  • “Alguns países – os mais avançados em termos sócio-econômicos – conseguiram reduzir drasticamente essas chagas sociais com políticas públicas realistas, dentre as quais sobressai a Política de Redução de Danos, representada pelas “narcossalas” ou “salas de uso seguro”.”

    E você acha que aí está a solução para a cracolândia ? Trace um perfil dos usuários de drogas dos tais países mais avançados e você perceberá que são pessoas alfabetizadas, oriundas de famílias completas e com poder aquisitivo. Ou seja; estes drogadidos têm como comparar e aquilatar a vida que levam com a vida que poderiam ter caso abandonassem o vício. Para eles há uma luz no fim do tunel e as possibilidades de recuperação são altas.
    O viciado da cracolândia é analfabeto ( ou quase) , paupérrimo, com família desintegrada, histórico de violência desde a primeira infância, saúde péssima mesmo antes de ceder ao vício e a surpresa cotidiana de acordar e ver-se vivo. É uma pessoa destituída de referenciais do que seja ordem, paz, harmonia, amor, contemplação, felicidade. Ofereça uma “sala de uso seguro” e ele vai referenciar o local como seu paraiso e só a abandonará na morte.

          • Eduardo, não entendi. Outro dia li um texto (num dos blogs progressistas que acompanho, ou seja, devia ser o seu ou o do Nassif – nos últimos tempos tem sido os dois que tenho conseguido acompanhar) que se dizia contra a liberação das drogas no Brasil (não me lembro se o texto também fazia menção às narcossalas). Um dos argumentos que o autor do post se valia era de que o problema de se legalizar em nosso país era que isso prejudicaria principalmente as pessoas com menor poder aquisitivo, diferentemente do que ocorre em países europeus que adotaram medidas semelhantes. Eu não lembro quais eram as bases da argumentação (por esse motivo nem devia estar comentando, mas não me contive) mas me lembro que era uma análise séria.
            Agora reli novamente o comentário (realmente bastante preconceituoso) o qual você respondeu acima, e numa segunda leitura confesso que entendi melhor sua indignação. Mas, tirando todo o preconceito do comentário, não há alguma lógica no que ele disse, que também foi exposto (de outra forma, claro) nesse outro texto que eu citei?
            Desculpa pela ignorância. É a primeira vez que comento (e logo num assunto difícil, mas sempre tem a primeira vez), não queria bater de frente com sua opinião, que hoje para mim é uma referência para a formação da minha.
            Abraço

          • Eduardo, fiz uma pesquisa no blog do Nassif para ver se encontrava o artigo citado no meu comentário de alguns dias atrás, que argumentava sobre as dificuldades de se legalizar as drogas no Brasil tendo em vista que isso prejudicaria principalmente os mais pobres. Infelizmente não encontrei.
            Abraços,
            Lucas

  • Seria interresante uma operação policial (idêntida à que vimos na Cracolândia) para expulsar do Palácio dos Bandeirantes e do Palácio do Anhangabaú aqueles viciados em Poder.

    Seria bom ver os viciados em Poder do Palácio dos Bandeirantes e do Palácio do Anhangabaú passar pela crise de abstinência forçada que hoje tentam impôr aos viciados da Cracolândia.

    • Gerson:

      Você consegue sempre me surpreender com sua “inventiva”.
      Essa de “viciados em poder” é pra lá de ótima.
      Será que é o seu chapéu que lhe dá tanta inspiração? Me fale onde posso comprar um.

  • Na mosca Eduardo!

    Quando novo, tinha certeza que os endinheirados nacionais eram cultos, pois estudavam nas melhores escolas e universidades daqui e do mundo e, quando em férias, viajavam para Paris, Nova York, Roma, Londres. Ledo engano!
    Os anos passaram e há quase 4 décadas sei que os ricos daqui são burros e psicopatas ( rara união)
    Se existe a Cracolândia para esses coitados, existe também a Burrolândia e a Psicopatolândia para os enricados brasileiros.
    Seus estudos não eram para adquirirem novos conhecimentos e fazer avançar a sociedade brasileira. Eram para manter o estado de escravidão do brasileiro.
    E suas viagens são para mostrar onde o seu(?) dinheiro foi capaz de levá-los, além de trazerem bugigangas.
    Esses Neo-escravistas são dôtoris em sugar o povo. Nisso fizeram escola com a brasilinização dos EUA. Ricos cada vez mais ricos e pobres…
    Enquanto não ascender uma nova elite que ame o povo do Brasil, seremos palco de muitas desumanidades.

    Claro que isso para Flroinópolis não se aplica, Aqui tudo é perfeito…

  • “Nossa fronteiras estão desguarnecidas, a droga passa fácil e…” – Ora, que argumento mais falacioso e tosco esse, viu? Para os incautos que acreditam nisso, faço uma série de perguntas, todas com a mesma resposta:

    Qual o país mais desenvolvido do mundo?
    Que país tem as fronteiras, os portos e os aeroportos mais bem vigiados?
    Que país tem uma polícia federal, forças armadas, guarda costeira mais bem equipadas, treinadas e inteligentes?
    Que país combate o tráfico de drogas com mais rigor, tem o judiário mais célere, e penas duríssimas para esses crimes?
    Que país é o maior consumidor de drogas do mundo, apesar de não produzir um só pé maconha, de coca ou de papoula?

    Ora, a repressão torna o comércio de drogas muito arriscado, e porisso muito mais caro (e rentável). Se é bastante rentável, sempre haverá alguém disposto a encarar os riscos. Prende-se um traficante, aparecem 300 querendo ocupar seu lugar. Pior do que enxugar gelo. A repressão, contrariamente ao que se esperava, funciona com estímulo. E causa muito mais mortes e lesões do que o próprio consumo. Essa é a realidade que os hipócritas, religiosos ou não, teimam em não querer enxergar.

  • “Privataria tucana” em debate no Rio
    Livraria da Travessa – Shopping Leblon
    Horário: a partir das 19h
    Av. Afrânio de Mello Franco, 290 – loja 205A – 2o piso
    Tel. 21.3138 9600

  • Eduardo:

    Não conhecia o vocábulo “drogadição”, e olhe que já fiz um resumo do Aurélio pra uso próprio.
    Fui conferir e não foi cochilo meu, não, na edição que eu possuo não consta.
    Gostei e quero sair por aí usando, em que dicionário posso encontrar?

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