Religiosidade e intolerância

Crônica

Esperei que passasse a indignação para registrar episódios que corroboraram minha percepção de que a intensidade da religiosidade de um indivíduo pode ser proporcional ao seu grau de intolerância não só ao que contraria dogmas religiosos, mas até aos valores primordiais que tais dogmas impõem, tais como solidariedade, tolerância e compaixão.

A religião deveria tornar o indivíduo melhor, mais humano, mais solidário, mais generoso, mais piedoso, mas, na prática, nem sempre é o que acontece. Quanto maior o nível de religiosidade, maior parece ser a incapacidade de amar ao próximo como a si mesmo.

O que feriu profundamente a mim e à minha família foram novas demonstrações de intolerância de moradores do edifício em que resido, que fica em um bairro no qual, ao menos em tese, as pessoas deveriam ser mais esclarecidas e civilizadas. Esses moradores vêm implicando com a minha filha Victoria, de 13 anos, portadora de severa paralisia cerebral.

Detalhe: são moradores que frequentam intensamente paróquia da igreja católica próxima de minha residência, paróquia na qual exercem atividades voluntárias.

Victoria, por sua condição de saúde, usa serviço de home care. Por conta disso, minha residência parece um hospital. Sete dias por semana, já no alvorecer, começa uma romaria de profissionais de saúde em casa, tais como enfermeira, terapeutas e médicos.

A enfermeira que cuida de minha filha enquanto eu e minha mulher trabalhamos relata broncas que levou de moradores do prédio. Uma dessas broncas se deveu à fisioterapia que a menina faz às nove da manhã e às quatro da tarde, e a outra ao passeio matinal que a enfermeira faz com ela.

Minha filha não anda, por isso tanto a fisioterapeuta da manhã quanto o fisioterapeuta da tarde colocam um equipamento em suas pernas que as mantém retas, pois a tendência causada pela enfermidade neurológica é a de que fiquem sempre dobradas. Com o extensor colocado, os profissionais fazem a menina “andar”.

Por causa da mobília do apartamento, que interfere no percurso da caminhada que minha filha tem que fazer amparada pelos fisioterapeutas, é preciso usar o corredor do andar. Victoria, porém, costuma emitir sons característicos de bebês antes de aprenderem a falar e, como os profissionais “conversam” com ela, a terapia provoca algum barulho na área comum do prédio.

O vizinho do andar do meu apartamento, um juiz aposentado e solitário que perdeu a esposa faz poucos anos, adora esses horários em que a minha filha sai ao corredor. Ele também sai e se delicia com a menina fazendo terapia. Brinca com ela, conversa com os terapeutas.  Diz que Victoria é a sua “alegria”.

Acredite quem quiser, mas a vizinha de outro andar, conhecida no prédio como “beata”, foi ao meu andar, quando a menina saiu ao corredor para fazer terapia, e reclamou do “barulho” que ela, a enfermeira e a fisioterapeuta da manhã faziam não havia mais do que vinte minutos.

Já durante o passeio matinal, a enfermeira tem que driblar a escada do saguão do prédio para ter acesso à rua com a cadeira de rodas. Outro vizinho, também freqüentador assíduo da mesma paróquia que a “beata”, reclamou da demora que a falta de uma rampa gera e que obriga quem está entrando ou saindo do prédio a esperar. Esse vizinho, então, exigiu que a enfermeira saísse com a minha filha pela garagem, o que eu a proibi de fazer novamente.

Essa situação é recorrente. Vira e mexe essas pessoas reclamam do que expus. São pessoas que vivem enfiadas na igreja, exalando cânticos e orações, fazendo profissões de fé, pregando justamente o que lhes falta.

As religiões também são os piores entraves a direitos civis para homossexuais, a direitos da mulher, a métodos contraceptivos, enfim, são verdadeiras usinas de intolerância contra minorias, mas não só. Pessoas exageradamente religiosas frequentemente têm menos paciência, até quando se trata de uma criança que padece tanto quanto a minha filha.

Não, não há, aqui, uma generalização. É claro que ter religião não torna ninguém intolerante com a diferença e insensível com seus semelhantes. O que espanta é que a religiosidade exacerbada, aquela que beira o fanatismo, também leva o indivíduo a ter comportamentos como o que descrevi. Ratos de igreja, salvo exceções, são pessoas mal-humoradas, pouco solidárias e preconceituosas.

Não deveria ser o contrário? Quem se dedica mais a religiões que pregam tolerância, amor ao próximo, piedade e solidariedade não deveria ser alguém que tem mais desses atributos em vez de menos? E se muitos dos que se expõem exageradamente a dogmas religiosos agem assim, as religiões não acabam sendo responsáveis por suas carências espirituais e morais?

Sou de família católica. Estudei em escolas católicas. Casei-me no religioso e batizei meus filhos. Contudo, constatar fatos como esses durante a vida me afastou da igreja. Apesar de ter fé em Deus, ver o que religiões causam à alma me fez rejeitar intermediários com o Criador. Errar sozinho eu sei. Redimir os erros, também.

240 comments

  • É o que sempre respondo quando me perguntam sobre religião: “não preciso de intermediários para falar com Deus”, e gostei muito do seu complemento, Eduardo: “Errar sozinho eu sei. Redimir os erros, também”. Vou usá-lo daqui pra frente. Grande abraço!

  • Eduardo, pessoas que agem dessa forma mereceriam piedade se não fosse tão apegadas à religião, mas como são ratazanas de sacristia merecem mesmo é desprezo, indiferença.

  • É o mesmo evento encontrado em pessoas que estudam muito, que ganham muito dinheiro, que se exrcitam muito, nos que são muito críticos, muito politizados, que são muito descrentes, enfim que tiveram muito. Encontrado tambem em quem teve medianamente essas coisas e em quem teve pouca.

    A conclusão é que uma minoria da população em geral são psicopatas e os fatores comuns entre eles não é religiosidade. Se fossse assim ateus seriam imunes.

    Os grupos religiosos em nada são diferentes dos outros grupos por serem compostos dos mesmos seres humanos.

      • E torna. É inegavel que uma minoria muda para muito melhor, uma maioria muda pouco para melhor ou pior e uma fração pequena porem barulhenta se torna muito pior.

        Em um país onde a religiosidade é tão presente quanto no Brasil seria mais interessante vermos a comparação com os outros países que são sinônimo de respeito aos direitos humanos. Co fesso que ñ seiqual país seria esse. Talvez Japão.

        O que existe de diferente la ja que são tambem seres humanos. Essa é minha duvida.

      • Até onde eu saiba, professar uma fé (ou não) não modifica o comportamento, o caráter ético ou pessoal, ou ainda a personalidade de seus seguidores. Mesmo os pastores, sacerdotes e gurus podem comportar-se de forma adversa à sua doutrina, e isso, no máximo, terá sido um desvio daquilo em que que se crê, nunca um resultado desta profissão de fé.

          • Religiosidade pode contribuir para uma pessoa se tornar marginal ou para um marginal se tornar sociavel. Existem varios exemplos dos 2 casos.

            Julgar a fonte da religião como sendo o mal seria o mesmo que condenar o conhecimento, a arte, os esportes, a cultura como fontes de depravação e corrupção. Há de se fazer diferença entre os inumeros fenomenos e fontes de religiosidade que produzem outra enormidade de reações.

          • Pessoas que têm religiosidade exacerbada julgam-se, muitas vezes, as únicas corretas, as únicas com direito à salvação. Conheço algumas que se sentem no direito de doutrinar os familiares e vizinhos, e chegam a causar constrangimento a quem não se submete a esse doutrinamento.

            “Imagine there’s no countries/ It isn’t hard to do/ Nothing to kill or die for/ And no religion too/ Imagine all the people/ Living life in peace”

      • Eduardo,
        Muito recentemente, passei por uma situação de constrangimento exatamente pela exacerbação religiosa de uma conhecida. Creia, esta forma visceral de viver uma religião, na minha percepção, não passa de arrogância, egolatria usando a religião como pretexto. Se alguém é capaz de acreditar num criador de todas as coisas, um ser capaz de toda compreensão e amor, como pode imaginar que servirá de interlocutor junto a esta divindade para socorrer a outros ou a interesses próprios? O que é isto senão arrogância? A possível compreensão de Deus estará, forçosamente, na aceitação do próximo. De eleitos bastam os nossos. Um solene palavrão indicando para onde estas criaturas devem ir, é a única resposta possível.

  • Grande texto Eduardo e como me fez bem, pois sinto a mesma revolta que voce e as vezes até me culpo por causa disto. Tenho a mesma formação religiosa que voce e, se não me engano, uma das coisas que Cristo mais abominava era a HIPOCRISIA. Voce ja imaginou se Cristo viesse hoje como um pobre miseravel e resolvesse caminhar pelo seu bairro???? Grande abraço

  • Eduardo,

    toda religião é tolerante. Desde que você concorde com o dogma de de cada uma. No livro dos cristão (novo e velho testamento) encontramos inúmeras passagens de coisas sórdidas, preconceituosas e de intolerâncias.

    Não é questão de rotular, mas se a pessoa é uma crente radical, é melhor ter cuidado!!!

  • Caro Eduardo, concordo com você, mas discordando em partes.

    O que faz a pessoa tão individualista, quanto você comenta, não é o fato dela ser beata ou qualquer outro adjetivo que você dê, que o torna um pouco preconceituoso.
    O que os torna pessoas tão “más” é sua própria angústia e infelicidade.
    Você diz em seu texto que não deseja generalizar, mas o faz.

    Eu concordo com você que há muitas pessoas, mesmo religiosas, que são mesquinhas, individualistas.
    Parece que são pessoas diferentes, personalidades diferentes. Uma dentro da igreja/sinagoga, outra nas ruas. Eu canso de comentar com minha esposa que quando eu entro na igreja (sou católico), eu olho para as pessoas que estão em volta para cumprimentá-las, para dizer um bom-dia/boa-tarde, mas elas abaixam suas cabeças como se estivessem evitando conversar com esses “seres estranhos, que insistem em me dirigir a palavra”. Depois, cantam felizes e oferecem as mãos na hora do abraço da paz.
    Para mim, isso é inconcebível. É por esse motivo que um dos padres, certa vez, fazia o “abraço da paz” antes da missa. Ele dizia “vamos cumprimentar seu vizinho e desejar-lhe paz e bem”. Esse, para mim, seria o correto, pois você irá conviver com essa pessoa pelo menos por uma hora.

    Mas, voltando à questão, deixe essa religiosidade ou falta dela de lado e exija o respeito sem citar religião. As pessoas devem ser boas e pacientes por humanismo, não por temer um Deus rigoroso e vingativo.
    Pode ser que você encontre um ateu que não se importe com a individualidade, mas se você clamar por humanidade, talvez todos o atendam.

    Desejo-lhe muita saúde e paz neste ano de 2012.

    Um abraço.
    Luiz – Curitiba

  • Sou ateu convicto. E esse é o aspceto sobre a religião e seus crédulos que mais me intrigou a vida inteira. Como pode um conceito (o religioso) filosoficamente tão elevado – repleto de bondade, respeito, compaixão, perdão, etc., ser capaz de apoiar os momentos mais perversos de nossa história moderna e contemporânea: a escravidão, a perseguição, o genocídio (procurem a história do verdadeiro holocausto provocado pelo sacerdote católico Junipero Serra(?!?) aqui nas nossas américas) a benção de bombas (desde que jogadas nos pagãos), etc. Como é que podem censurar violentamente aqueles não religiosos que defendem posições contrárias a alguns dogmas religiosos e são absolutamente silenciosos em relação aos crimes praticados pelos padres, pastores ou sacerdotes de suas crenças… Incrível!

  • eduardo

    certa vez, li um pensamento de um poeta, que acredito ingles e cujo nome me esqueci ( e to com preguiça de “googlar” pra descobrir- rsrs), que dizia mais ou menos assim:

    ” Pessoas boas fazem coisas boas,

    Pessoas más fazem coisas más

    Para que pessoas boas façam coisas más é necessário a religião.”

    Nunca me esqueci disto e passou a ser a minha “régua” para o assunto.

    Por fim, baseado neste conceito, raramente falo ou aceito qq assunto sobre religião.

    Meu amor ao contraditório não é suficiente pra tanta hipocrisia que vejo por aí.

    ADOREI O SEU POST POIS TIVE DOENTE TERMINAL NA FAMÍLIA E PASSEI POR COISAS DESAGRADÁVEIS. GOSTEI TANTO DO SEU POST QUE ATÉ ROMPI O MEU SILENCIO SOBRE O ASSUNTO.

    Desculpas pelo caixa alta……..
    ,

    • em tempo: gosto muito do seu blog pois ele, além de político, é humanista…..
      me emocionei com o post, em especial com o seu problema pessoal e relembrei coisas que passei, conforme relato acima.

  • Caríssimo Eduardo

    Como já lhe disse, quando o assunto é “nossa” querida Victoria, eu apareço neste espaço. Desta vez, infelizmente, para comentar algo de que eu sempre fujo: religião. Pois, na condição de ateu, sou sempre suspeito quando o assunto é este, uma vez que meu argumento frequente é minha dúvida quanto à necessidade das pessoas terem uma religião, uma vez que o bem (ou o mal) pode ser praticado por qualquer ser humano, independentemente de sua crença (ou descrença). Sou convicto de que o acusador mais implacável, assim como o juíz mais severo de nossas ações, é nossa consciência. E nosso caráter, nossa honra, nosso código de conduta é alicerçado pelo legado de nossos pais, condimentada pelos conhecimentos adquiridos ao longo de nosso aprendizado de vida, sem necessidade de quaisquer influências do sobrenatural. Tenho 63 anos, sou casado como uma católica e sou pai de 4 filhos, aos quais dou plena liberdade de escolha. Respeito a crença de qualquer pessoa, mas, infelizmente, quando professo a minha descrença, sou satanizado. Não os culpo por essa mentalidade, pois sei o quanto é penoso sofrer uma condenação por pensar diferente. Mas acredito piamente que a tolerância, a caridade, a solidariedade e tantas outras virtudes do ser humano, independem de sua profissão de fé, mas sim da sua educação, no sentido que esta palavra tem de mais amplo.

    Respeitosamente,
    Carlito.

  • São os tais fariseus hipócritas, túmulos caiados… belos por fora mas cheios de podridão por dentro… tão denunciados por Jesus em seu tempo.
    É assim mesmo, religião não tem nada a ver com espiritualidade. E de Jesus também: “Nem todos que dizem Senhor, Senhor entrarão no Reino dos céus” ou “Quero misericórdia e não sacrifícios”.
    O caminho do meio Eduardo… do meio!

  • Edu, apegos exagerados a dogmas e verdades absolutas,no meu modo de ver,tornam as pessoas mais intolerantes justamente pela dificuldade delas compreenderem outros pontos de vista.Viver não é fácil.O tempo todo temos que fazer escolhas,e nem sempre acertamos.Mas se estivermos munidos de boa intenção e espírito solídário,vamos caindo e levantando,enfrentando tempos bons e tempos ruins.Enfim pagando o preço de viver sabendo que não somos donos da verdade ,e que não existe apenas uma verdade.
    O apego aos dogmas e a essas verdades prontas,cria essa falsa segurança do não erro,.uma proteção na vida.Como consequência a intolerância é quase uma defesa.Bom Edu,é apenas uma forma que vejo.
    Isso é mesmo uma armadilha que prega o amor , mas impede que esse amor seja realmente praticado.Esses seus vizinhos só amam a eles mesmo ,e covardemente se escondem da vida.
    Como você fui criada em uma família católica,e não estou me referindo a todas as pessoas religiosas.Conheço muitas que são praticantes,e de maneira nenhuma agem assim.
    A esses covardes,que a vida lhes de o troco.
    Caro Edu a você e a minha querida Vitória todo o meu carinho e solidariedade.Abraço.

  • Eduardo, eu entendo o seu texto, mas permita-me discordar de vc em alguns pontos.

    A religiosidade – crença, no meu entendimento, é fórum íntimo; a igreja enquanto instituição, tem as suas mazelas e dificuldades, mas é preciso que saibamos diferenciar o que é originário de Cristo é o que é opinião pessoal e dogmas institucionalmente estabelecidos.

    O que difere um cristão do outro, seja ele fora ou dentro da Igreja, seja ela qual for, é exatamente o seu grau de relação com Cristo. É para Cristo que todo e qq cristão deve olhar, longe disto, é pura balela e falso cristianismo em qualquer um de nós. “É preciso que esvaziemos daquilo que estamos cheios e que nos enchamos daquilo que estamos vazios”.

    Só nos transformaremos se olharmos para Cristo. Posso passar a vida inteira na igreja, pregar, fazer trabalho missionário, devolver dízimos, visitar doentes, mas se não houver em mim, uma transformação interior, nada disto é útil. É apenas formalismo religioso, os quais estamos cheios.

    O relato da mulher do fluxo sanguíneo nos ajuda a compreender isto: Jesus estava a caminho da casa de Jairo e todos que estavam ao seu redor, tentavam de alguma forma tocá-lo, ouvi-lo, aproximar dele. Estava totalmente comprimido pela multidão. De repente, alguém o toca e Jesus faz uma pergunta incompreensível aos olhos dos discípulos: Quem me tocou? Mestre, todos te tocam e tu perguntas quem te tocou? Alguém me tocou porque de mim saiu virtude. Todos tocavam o Senhor, mas aqueles tocam não passavam de curiosidade, algum benefício que alguém queria, mas um toque de fé, de verdade, de vontade de mudança, foi sentido apenas por aquela mulher que, curiosamente, pelas leis mosaicas, era impura, não podia ir à igreja, tinham todas as restrições impostas.

    Isto se aplica a nós, hoje, enquanto cristãos, e me incluo nisto aí, pelo meu mau testemunho. Não adianta eu falar de Cristo, pregar Cristo se não tenho em mim as virtudes originárias de Cristo, pois como ele mesmo afirmou a mulher samaritana, aqueles que o adorassem o adorariam e espírito e em verdade e quem bebesse desta água jamais terá sede.

    O que quero dizer com tudo isto? Que na Igreja, na vida, olhemos não para os outros, mas para Cristo, quando olhamos para Cristo, sabemos de fato discernir o certo do errado, o joio do trigo e quem de fato é o sal da terra. Mas é preciso que lembremos que a igreja é a arca de Noé. Tem animal bravo, fétido, louco, lúcido, doente, desorientado, mas é ela que é a menina dos Olhos do Senhor na Terra.

    E não digo isto enquanto Igreja instituição, pois há uma só fé, um Senhor, que é sobre todos e por todos, quem complica tudo isto é o homem, nós; mas em relação a igreja o joio crescerá junto. O que de fato existe é que, a verdadeira igreja militante e que se tornará gloriosa, está em todos os lugares, cristãos ou não. Quanto ao comportamento da sua vizinha, isto não tem nada a ver com aquilo que ela professar crer, mas quem vive neste ambiente sabe que ela precisa passar por um processo chamado conversão.

    Existe uma coisa chamada convencimento e outra coisa conversão. Conversão é mudança de atitude, crescimento espiritual e transformações de vida. Pessoas que optam por isto. Não estou de dizendo que a graça de Cristo não poderá alcançá-la e que de alguma forma ela não poderá buscar, mas depende dela e só dela.

    Mas é preciso que se saiba que a igreja somos nós, não ela enquanto instituição. Mas cabe a cada um de nós, nos nossos altos e baixos, lutarmos contra a nossa própria natureza, pois como diz o profeta Jeremias, “Se não fossem as misericórdias do Senhor, já teríamos sido consumidos.” O homem, bíblicamente é má, a bondade que há nele é divina.” Ele não tem vida e amor em si mesmo, isto é dom de Deus.

  • Eduardo, eu entendo o seu texto, mas permita-me discordar de vc em alguns pontos.

    A religiosidade – crença, no meu entendimento, é fórum íntimo; a igreja enquanto instituição, tem as suas mazelas e dificuldades, mas é preciso que saibamos diferenciar o que é originário de Cristo é o que é opinião pessoal e dogmas institucionalmente estabelecidos.

    O que difere um cristão do outro, seja ele fora ou dentro da Igreja, seja ela qual for, é exatamente o seu grau de relação com Cristo. É para Cristo que todo e qq cristão deve olhar, longe disto, é pura balela e falso cristianismo em qualquer um de nós. “É preciso que esvaziemos daquilo que estamos cheios e que nos enchamos daquilo que estamos vazios”.

    Só nos transformaremos se olharmos para Cristo. Posso passar a vida inteira na igreja, pregar, fazer trabalho missionário, devolver dízimos, visitar doentes, mas se não houver em mim, uma transformação interior, nada disto é útil. É apenas formalismo religioso, os quais estamos cheios.

    O relato da mulher do fluxo sanguíneo nos ajuda a compreender isto: Jesus estava a caminho da casa de Jairo e todos que estavam ao seu redor, tentavam de alguma forma tocá-lo, ouvi-lo, aproximar dele. Estava totalmente comprimido pela multidão. De repente, alguém o toca e Jesus faz uma pergunta incompreensível aos olhos dos discípulos: Quem me tocou? Mestre, todos te tocam e tu perguntas quem te tocou? Alguém me tocou porque de mim saiu virtude. Todos tocavam o Senhor, mas aqueles tocam não passavam de curiosidade, algum benefício que alguém queria, mas um toque de fé, de verdade, de vontade de mudança, foi sentido apenas por aquela mulher que, curiosamente, pelas leis mosaicas, era impura, não podia ir à igreja, tinham todas as restrições impostas.

    Isto se aplica a nós, hoje, enquanto cristãos, e me incluo nisto aí, pelo meu mau testemunho. Não adianta eu falar de Cristo, pregar Cristo se não tenho em mim as virtudes originárias de Cristo, pois como ele mesmo afirmou a mulher samaritana, aqueles que o adorassem o adorariam e espírito e em verdade e quem bebesse desta água jamais terá sede.

    O que quero dizer com tudo isto? Que na Igreja, na vida, olhemos não para os outros, mas para Cristo, quando olhamos para Cristo, sabemos de fato discernir o certo do errado, o joio do trigo e quem de fato é o sal da terra. Mas é preciso que lembremos que a igreja é a arca de Noé. Tem animal bravo, fétido, louco, lúcido, doente, desorientado, mas é ela que é a menina dos Olhos do Senhor na Terra.

    E não digo isto enquanto Igreja instituição, pois há uma só fé, um Senhor, que é sobre todos e por todos, quem complica tudo isto é o homem, nós; mas em relação a igreja o joio crescerá junto. O que de fato existe é que, a verdadeira igreja militante e que se tornará gloriosa, está em todos os lugares, cristãos ou não. Quanto ao comportamento da sua vizinha, isto não tem nada a ver com aquilo que ela professar crer, mas quem vive neste ambiente sabe que ela precisa passar por um processo chamado conversão.

    Existe uma coisa chamada convencimento e outra coisa conversão. Conversão é mudança de atitude, crescimento espiritual e transformações de vida. Pessoas que optam por isto. Não estou de dizendo que a graça de Cristo não poderá alcançá-la e que de alguma forma ela não poderá buscar, mas depende dela e só dela.

    Mas é preciso que se saiba que a igreja somos nós, não ela enquanto instituição. Mas cabe a cada um de nós, nos nossos altos e baixos, lutarmos contra a nossa própria natureza, pois como diz o profeta Jeremias, “Se não fossem as misericórdias do Senhor, já teríamos sido consumidos.” O homem, bíblicamente é má, a bondade que há nele é divina.” Ele não tem vida e amor em si mesmo, isto é dom de Deus. Não minha igreja há seres humanos de todas as espécies, mas a bondade e a paciência do Senhor é com todos nós, até que nos tornemos seus filhos espirituais e deixemos de ser apenas criaturas suas.

    _________________________________________________________________________________

    A História do autor deste hino é bastante interessante, quem se interessar, estão os sites abaixo

    Perdido, me Encontrou!

    Esta afirmação é fiel e […] Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. 1 Timóteo 1:15

    Oh, graça excelsa de Jesus!
    Perdido, me encontrou!
    Estando cego, me fez ver;
    Da morte me livrou!

    Entoado por congregações e corais, tocado na gaita de foles ou executado por um solista a cappella, “Graça Excelsa” (HASD, nº 208) é um dos hinos mais queridos de todos os tempos. Tanto a letra quanto a melodia atingem o íntimo de nosso ser com poder sem medida.
    John Newton compôs “Graça Excelsa” provavelmente entre 1760 e 1770 em Olney, Inglaterra. A origem do hino na vida de Newton, no entanto, é bem mais antiga.

    Nascido em Londres em 24 de julho de 1725, Newton era filho do capitão de um navio mercantil que viajava pelas águas do Mediterrâneo. Aos 11 anos, John se uniu ao pai e fez cinco viagens ao seu lado.

    Aos 19 anos, John se alistou no H.M.S. Harwich, um navio de guerra. Desertou, mas logo foi recapturado, açoitado publicamente e rebaixado de posto, passando a servir como marinheiro comum. A seu próprio pedido, começou a trabalhar num navio negreiro que realizava viagens para Serra Leoa. Finalmente, Newton se tornou o capitão de seu próprio navio, também um navio negreiro. Irreligioso e libertino, logo abandonou as convicções religiosas incutidas por sua mãe.

    Foi então que, em 10 de maio de 1748, experimentou a salvação de Deus – duas vezes. Seu navio foi apanhado por uma tempestade violenta. Temendo que a vida da tripulação e o navio se perdessem, clamou: “Senhor, tenha misericórdia de nós!” Deus livrou da destruição John e o navio. Mais tarde em sua cabine, refletiu no que havia dito e passou a crer que Deus usou a tempestade para revelar-lhe Sua graça.

    Pelo resto da vida, John Newton celebrou a data de 10 de maio de 1748 como o dia de sua conversão. A graça o libertou e seu temor levou.

    A graça libertou-me assim,
    E meu temor levou.

    O Restante da História

    Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e Sua graça para comigo não foi inútil; antes, trabalhei mais do que todos eles; contudo, não eu, mas a graça de Deus comigo. 1 Coríntios 15:10

    A história que descreve a conversão de John Newton – homem irreligioso, libertino e negociante de escravos – após ter clamado a Deus ao ver seu navio quase afundar já foi muitas vezes contada. Porém, há muito mais detalhes nessa história extraordinária.

    Aos 25 anos, John se casou com Mary Catlett, por quem fora apaixonado durante muitos anos. Quatro anos mais tarde, desistiu da vida de capitão marítimo e se tornou medidor de marés em Liverpool, Inglaterra. Ali entrou em contato com George Whitefield, um grande pregador, e também com John Wesley, fundador do metodismo.

    John Newton decidiu se tornar pastor. Enfrentou momentos difíceis no início, mas finalmente foi ordenado ministro da Igreja da Inglaterra e recebeu o chamado para pastorear a paróquia de Olney, em Buckinghamshire. Multidões se juntavam para ouvi-lo pregar; a igreja precisou ser ampliada. Logo Newton estava pregando em outras partes do país.

    Vários anos depois, o poeta William Cowper se estabeleceu em Olney. Sua chegada e a amizade que travou com Newton resultaram num novo e mais amplo ministério. Cowper auxiliava Newton nos cultos realizados em Olney e em outros lugares também. Juntos deram início a uma série de reuniões de oração semanais com o objetivo de compor novos hinos em cada um dos encontros. Como resultado, foram publicadas várias edições do Olney Hymns [Hinos de Olney]. A primeira delas foi lançada em 1779 com 68 hinos compostos por Cowper e 280 por Newton.

    “Graça Excelsa” (HASD, nº 208), sem dúvida, é o hino mais conhecido de John Newton, mas ele também compôs vários outros hinos dos quais gostamos e cantamos até hoje. “A Semana Já Passou” (HASD, nº 529) e “Grandes Coisas, Mui Gloriosas” (HASD, nº 557) são dois exemplos.

    Em 1780, Newton se mudou de Olney para Londres. Ali atraiu a atenção de grandes multidões e influenciou muitas pessoas, inclusive William Wilberforce, que se tornou líder da campanha abolicionista. Newton continuou pregando até o último ano de sua vida, quando estava com 82 anos e cego.

    Que linda história sobre a graça divina! A graça liberta. A graça transforma. Graça excelsa, sem dúvida!

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    http://www.youtube.com/watch?v=HsCp5LG_zNE&ob=av2e

  • Edu,

    Mio nonno era anarquista e sempre discursava num dialeto miliano (milanes+ brasiliano) que :
    A MELHOR RELIGIÃO DO MUNDO E NÃO FAZER MAL PARA OS OUTROS

  • Revoltante essa situação…de que adianta falar em Deus e não ter o mínimo de consideração com o ser humano? Espero que esses seus vizinhos se curem…

  • Toda essa religiosidade, em grande parte desses indivíduos, encobre “pecados”, defeitos no caráter e outras doenças (Algumas terríveis) da alma humana.

    Desconfio desde muito tempo de pessoas religiosas demais.,fanáticos e outros tipos comportamentais estranhos.

    Não, como diz o texto, também não estou a exagerar. Falo isso empiricamente. Fruto de muita e meticulosa observação.

    Há quem possa dizer que meu mundo é pequeno demais (e é mesmo) para oferecer amostra suficiente do que afirmo , mas cada um que já tenha se dedicado a tal observação que o diga. Ao final, teríamos concluído que religiosidade esconde em grande parte dos indivíduos, diversos comportamentos incomuns.

  • Caro Eduardo,

    Vou discordar de você. Há uma inversão na sua expectativa. Essas pessoas são intolerantes, odeiam a tudo e todos porque se odeiam, também. Frequentam igrejas ou cultos para disfarçar a própria infelicidade. Fiquei, por dois anos, em um colégio interno, de freiras. Umas eram tão perversas que deixavam crianças pequeninas, que faziam xixi na cama, as cinco horas da manhã nuas, com as calcinhas e as mãos na cabeça, na área, por mais de uma hora. . Uma das freiras era tão má que dava surra de vara nas meninas, por motivos bobos. Puro sadismo. As outras freiras não contestavam esses abusos. Todas participavam da missa, pela manhã e da reza do terço, a tarde, todos os dias. SEM REMORSO OU CULPA. Este colégio era para crianças pobres. Já no colégio de classe média, que frequentei também, me expulsaram porque minha mãe foi me visitar e as freiras disseram que alí era “colégio para brancos” Meu pai era louro, mas minha mãe é mulata.(negra). É comum essas pessoas procurarem colégios, hospitais, presidios, manicômios para melhor exercer seu sadismo. O que não as impedem de fazÊ-lo pelos corredores dos prédios, em que residem. Vitória é amada pela família e por todos nós do blog. DÊ DESPREZO para essa gentalha. Abraços, Ertha.

    • A tese é de que a religião deveria tornar as pessoas melhores e, em contradição, quando abraçam essa religião com muita força acabam agindo igual ou pior aos piores que não têm religião

  • Eduardo, sou ateu, mas costumo respeitar muito as escolhas das outras pessoas. Por isso, respeito quem acredita em Deus e tem uma religião. Mas há muito percebi que a religião e a crença em Deus, com exceções é claro, como no seu caso por exemplo, leva as pessoas a agirem exatamente da maneira contrária aos mandamentos e aos ensinamentos desse mesmo Deus. Parece que as pessoas se sentem liberadas para cometerem aquilo que julgam ser pecado, exatamente por terem uma religião e por acreditarem em Deus. A crença e a religião que deveria orientar as pessoas a agirem corretamente e a respeitarem as outras pessoas acaba tendo um efeito contrario. Quando se sentem com a consciência pesada, vão à igreja, pedem perdão a Deus, algumas confessam com o padre e pronto, voltam a se sentir livres limpas e liberadas para voltarem a cometer os mesmos erros novamente. Para a maioria dos cristãos, pode parecer contraditório, mas as pessoas mais preocupadas com as outras pessoas, as mais solidárias e tolerantes, são ateias. Talvez por não terem a quem pedir perdão por seus erros a não ser a quem prejudicou e por terem que se entender com a sua própria consciência.
    Acho uma coisa totalmente inútil os tais dos Dez Mandamentos, até porque a maioria dos ditos cristãos nunca se lembram deles. Um único mandamento, poderia substituir todos os outros e se fosse seguido por todos, o mundo seria muitíssimo melhor. “Não faça aos outros o que não quer que façam a você”

  • Edu, sei que você não terá coragem para publicar este meu comentário com o link, mas terá curiosidade em lê-lo. Leia e reflita.

    Ideologia, Religião e Impunidade:

    Mandei anteriormente, não sei se recebeu…

  • Que pena! Essas pessoas estão perdendo uma excelente oportunidade de concretizar os ensinos de Cristo. Elas seriam certamente as maiores beneficiadas. Espero, Edu, que você encontre nesta linda e desafiadora caminhada com sua filha, um número muito maior de pessoas solidárias . Cristãos de verdade! Acredite! Eles existem!

    • Sim, existem, Selma. Mas não estão entre os fanáticos religiosos. Entre esses, parece haver uma contradição entre o que a fé prega e o que ela os faz excercer

  • Prezado Eduardo e leitores do blog

    Da mesma maneira que você me ensinou a ter compreensão e carinho pelos afrodescentes que queriam atirar meu filho nos trilhos porque ele era branco, porque não ter compreensão às pessoas que implicam com sua filha. Peerdoe-lhes . Isso faz parte da conduta cristã. Talvez sja cansaço, idade das pessoas. Nós temos que compreender.

    • Compreender, sim; aceitar, conformar-se, jamais. Idade não é desculpa, é agravante – se a pessoa for lúcida como são esses aos quais me referi. Não reagi. Apenas mandei recado de que não vou mudar nada. Mas a dor ficou

    • É necessário conhecer a fundo o que João Paulo II fez para fazer qualquer critica vendo apenas estas imagens.

      O que eu vejo nas imagens é um chefe de estado ditador (pinochet) recebendo outro chefe de estado (que em nenhum momento foi condescendente com este ditador basta ver as homilias feitas no chile). O que se queria? que o chefe da igreja nao poderia visitar o povo chileno porque era governado por um ditador????

      O seu post é `típico do PIG: mostra uma parte da história…e ignora a outa parte.

      É uma pena ((pela primeira vez) que vejo Eduardo Guimarães concordar com este tipo de atitude pigniana.

      Já pensou Edu, se publicassem fotos tuas conversando com nossos antagonistas do PIG? Pois vc mesmo já disse várias vezes que teve vários contatos com ” colonistas “do PIG.

      • É waldir, mais infelizmente a pior imagem do papa João Paulo, ainda não é esta. A pior é a aliança que ele fez com o Reagan para implantar o neoliberalismo. Quanto a visita ao Chile, voce só esta esquecendo de um pequeno detalhe, ele apareceu com o Pinochet na sacada da residencia oficial para cumprimentar o povo, não havia necessidade disto, poderia o encontro ser só no palacio do governo. Mais o pior foi quando o vaticano condenou o arcebispo de EL Salvador ( o verdadeiro critão Dom Romero) a morte por não lhe ter dado apoio. Acho que muita gente na cupula da Igreja Católica tem as mãos manchadas de sangue e pior, muito sangue de verdadeiros cristãos.

          • A ditadura chilena foi tolerada, ou melhor, implantada por conservadores (incluindo a igreje católica) para assegurar que os “vermelhos” não comessem as nossas criancinhas. O povo cubano vive de seus ideais socialistas até hoje, mas paga um preço enorme por isso. Pergunte-se: onde as multinacionais conseguiram entrar e fazerem seus jogos sujos, em Cuba ou no Chile? Tudo na vida tem seu preço, o desenvolvimento e a riqueza, inclusive das nações, não seriam diferentes.
            O monopólio é uma coisa horrivel, mas entre um e outro, fico com o exemplo de Cuba.
            Será que você compreendeu meus sofismas?

  • Religião é isso, procurem conhecer:

    01 – Jesus Esse Grande Desconhecido (do jornalista Juan Arias – do El Pais)
    02 – O Livro Negro do Cristianismo (para os afro-brasileiros principalmente – navios negreiros); na web.
    03 – A Vida Secreta dos Jesuítas ( o cristianismo e o nazi/fascismo); na web.
    04 – A Farsa de Fátima; na web.
    05 – A Farsa de Aparecida; na web.
    06 – Entrar no sítio “ceticismo.net/religião” ( A MAIOR FARSA DE TODOS OS TEMPOS – sobre os mitos da
    religião)
    07 – A Inquisição; na web.
    08 – Desmascarando a Bíblia vols. 1 e 2; na web
    09 – A Vida Sexual dos Papas – este eu ainda não li, só vi propagandas – mas já está nas livrarias.

    Vocês vão entender a razão disto que que o Edu denuncia e de muitos acontecimentos mundiais.

  • Inacreditável mesmo, Edu. Como pode uma pessoa que se diz religiosa cheia de fé e etc e etc não se solidarizar com o sofrimento da Victória?
    Mas não é de se espantar se você vê o que pregam os candidatos republicanos à presidência dos EUA, todos religiosos fervorosos e beatos, é claro.
    Defendem entre outras coisas, botar cerca entre o México e os EUA; proibir aborto em todos os casos, estupro, feto anencefalo, incesto, risco de vida para a gestante e etc; nenhum direito para gays; diminuir imposto para os ricos; invadir o Irã e last but not least manter as torturas em Guantânamo.
    Tudo muito cristão, né?

  • Eduardo,
    Há um aforismo que é ilustrativo para a situação:

    “Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas más farão coisas más. Porém para pessoas boas fazerem coisas más, é preciso religião.” Steven Weinberg (físico)

    Continue com sua luta. Se for o caso, entre na justiça pelo direito que você tem.

  • Eduardo.
    “Errar sozinho eu sei. Redimir os erros, também”. Grande!
    Tambem não preciso e nem uso intermediários nas minhas súplicas ao Criador.
    Minha saudosa mulher dizia que via em sua igreja, loas direcionadas a Deus porem
    sabia que a maioria não passava do teto da igreja.
    Em pensamento, em qualquer lugar, silenciosamente se “fala” com Deus.
    Só o que precisa é ter fé.

  • Prezado Eduardo: Quem quiser´pode me chamar de analfabeto, não ligo.Para mim a religião cristã(sou cristão batizado e crismado) resume-se em tres frases.
    1° – ” O reino de Deus está dentro de vós” – Lucas, 17, 21.
    2° – ” Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”
    Mateus – 22, 37.
    3°- “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”- Mateus- 22, 39.
    Para mim o resto é balela e conversa para caranguejo nadar de costas.
    Acredito tambem que para falar com Deus não precisamos de intermediários. No final do século XI, na França foi criada o Catarismo- uma seita que procedeu exatamente dessa forma.Essa seita foi considerada uma ameaça à fé e à unidade cristã e por isso foi atacada pelas cruzadas, principalmente a cruzada Albigense(1209 a 1229).Em 1244, em Montségur , na presença do bispo de Narbonne, mais de 200 pessoas foram queimadas em uma grande fogueira. Parece que as beatas que você fala no seu texto e o nosso bispo de Narbonne, não leram as lições de Cristo e se leram, não praticaram e se praticaram foi tudo diferente do que está no livro sagrado dos cristãos.

  • Edu, costumo dizer que quem vive enfurnado nas igrejas é porque tem excesso de culpa, sendo esta real ou imaginária. Daí vira um círculo vicioso. Elas “pecam” porque são intolerantes com o diferente, logo após sentem culpa pela conduta “pecaminosa” e voltam a se enfurnar na igreja para se redimir da culpa. Só que voltarão a ter o mesmo comportamento e vira um moto-contínuo.
    Abraços procê.
    NilvaSader

  • Geralmente, os chamados “ratos” de igreja, sofrem de sentimento de culpa irremediável. Acham que cometeram pecados irreparáveis. Por isso são tristes e preconceituosos.

  • Eu me tornei ateu depois que li a Bíblia. É um verdadeiro manual de tudo o que de pior o ser humano pode fazer. Intolerância, preconceito (contra deficientes!!!), misoginia, homofobia, incesto, ameaças, limpeza étnica, guerra, covardia, genocídio a mando do deus dos hebreus. A lista de monstruosidades é enorme.
    Tudo escrito sob a inspiração de um deus intolerante, vaidoso e mau.

    • Então tornou-se ateu por tão pouco!
      A Bíblia nada mais retrata o pior e o melhor que há no ser humano.
      Grande parte dos acontecimentos dela não foram como lá está registrado. Triste de quem a leva ao pé da letra.
      Por trás desses registros há um contexto histórico, cultural, social, etc onde a Bíblia está inserida e foi escrita.
      Lá Deus mostra suas múltiplas faces, mas Jesus Cristo ao fim vem para mostrar que Deus é amor.
      Paz e bem.

    • Não é de admirar sua postura, ainda mais vindo de uma pessoa que usa uma foto de Stálin, um dos maiores genocidas da história, para identficar-se.

      • So um detalhe Sr Abel, Hitler talvez o maior genocida da história era Cristão e pasme!!!! o nazismo foi financiado pelos capitalistas cristãos alemães que contou com a vergonhosa cumplicidade do vaticano.

        • Hitler era um demente, antes de mais nada. O que fez nada teve de inspiração cristã. Stálin, por exemplo, se dizia ateu e veja só…

          Quanto ao Vaticano apoiar o extermínio de judeus, raça de Jesus, acho pouco provável. Me aponte a fonte que vou verificar.

          • Bem Abel vamos falar de outro genocida o Busch filho que era cristão. Bem voce falou que o Hitler era demente, bom então os capitalistas cristãos alemaes que deram dinheiro para o nazismo tambem eram todos dementes. Assim fica facil né??? é só dizer que era demente e esta tudo resolvido. Ahh tem tambem o Mussolini na Italia onde por acaso fica o Estado do Vaticano, tambem deve ser demente, tem o Salazar, outro demente que foi apoiado pelos dementes da Igreja, enfim deve ser tudo um bando de dementes!!!

  • A BALA DE PRATA DA TURMA DO PT

    A Privataria Tucana acerta o alvo e alvoroça ninho tucano

    Nada como um dia após o outro
    e uma noite no meio,
    momento em que acontece
    as reviravoltas da vida

    O livro Privataria Tucana está causando preocupação no ninho tucano, pois desvenda as atividades suspeitas de caciques do PSDB no governo de Fernando Henrique Cardoso, e aponta indícios de enriquecimento ilícito de José Serra, membros de sua “famiglia” e empresários ligados a Serra como principais beneficiários de falcatruas cometidas com as privatizações na época que Serra assumiu cargo de ministro no governo de FHC.

    A preocupação é tanta que a cúpula do PSDB resolveu abaixar a artilharia que a muitos anos estavam apontadas para Lula, Dilma e seus aliados no governo detonando denúncias, grande parte sem provas, com o objetivo de enfraquecer o governo do PT com o objetivo dos tucanos retornar ao poder. A prova de que a Privataria Tucana atingiu o alvo é o teor do recente balanço que a Turma do PSDB fez recentemente analisando o governo Dilma como se pode constatar na nota publica na coluna de Ilimar Franco no portal do O Globo. Confira a baixo.

    O PSDB é tão bonzinho…

    Ilimar Franco, O Globo

    A Executiva do PSDB amenizou balanço do governo Dilma feito pelo vice-presidente do partido, Alberto Goldman. A primeira providência foi tirar os adjetivos “medíocre”, “amorfo” e “insípido”. Também não foi aceita a caracterização de “nono ano do governo Lula”.

    E os tucanos rejeitaram o rótulo de fantoche para Dilma. Outra alteração foi retirar a afirmação de que a presidente é tolerante com a corrupção. “O ex-ministro Palocci, nas palavras da presidente, saiu porque quis”, dizia o original. O partido optou ainda por substituir “constrangedora sucessão de fracassos” por “sérios problemas em diversas áreas”.

  • Caro Eduardo, que são as diferentes religiões, senão a institucionalização (no pior sentido do termo) de um sentimento natural e espontâneo que é a Fé e percepção de Deus? A maioria dos “religiosos radicais”, provavelmente, nunca experimentou a Deus; eles apenas sentem-se membros, acreditam ser parte das instituições religiosas (as diferentes igrejas), as quais, antes de mais nada, são associações ou organizações de caráter religioso mas, essencialmente, HUMANAS (e não divinas), TERRENAS (e não celestiais) e MATERIAIS (e não espirituais), inclusive e especialmente no sentido financeiro deste útimo termo (MATERIAIS). Assim sendo, os seguidores radicais das igrejas estão, certamente, sujeitos às falhas e fraquezas de espírito e de caráter, que envolvem os planos Humano, Terreno e Material… O “sectarismo” (termo aliás derivado de “seita”), que é sinônimo de “intolerância”, nada mais é que uma exacerbação dessa visão estreita e intransigente da realidade, que acaba resultando num comportamento proselitista (de busca incessante de novos membros para suas associações ou organizações) em relação aos semelhantes… Essa
    visão e esse comportamento típicos, lamentavelmente, estão amplamente difundidos entre as muitas religiões. Finalmente, pelo que você escreve (“…ver o que religiões causam à alma me fez rejeitar intermediários com o Criador.”), posso ver que compartilhamos visão religiosa semelhante: diria que somos “Agnósticos” ou seguidores do “Agnosticismo”; e essa é uma forma de ver a Deus, na minha opinião, altamente evoluída e que vale a pena ser compreendida (sem querer ser proselitista!).

  • Caro Amigo Edu…

    Uma das minas maiores alegrias na política se deu por conta do Pastor da Igreja em que congrego, ao participar ativamente da campanha e fazer questão de me apresentar para a comunidade com “um candidato na igreja” e jamais um “candidato da igreja”…

    E por incrível que pareça…

    Uma das minhas maiores decepções na política também ocorreu na mesma igreja…

    Um dos membros durante o pleito do ano de 2010 veio me ameaçar dentro do templo por minhas opções e posturas…

    Cheguei a uma óbvia conclusão…As igrejas, ao fazerem parte dessa sociedade decadente e preconceituosa, estão se submetendo ao que há de pior no ser humano…A HUMANIDADE!!!

    Saudações amigo e que o Deus Eterno em sua Infinita Misericórdia continue Abençoando você, sua família e em especial sua Princesinha!!!

  • Por isso que adotei a frase “Mais Jesus e menos religião” há tempos, apesar de frequentar uma igreja cristã. Quando se fala e não se vive dá nisso: o preconceito e a intolerância fazem a festa. Viver a Cristo e tudo o que Ele ensinou transforma as pessoas em seres melhores apenas se o sujeito praticar o mandamento máximo e pra mim o único: “Amar ao próximo”.

  • Caro, Edu.

    Nestes momentos sentimos na pele quanto nos fere a intolerância.Certas pessoas colocam suas atitudes e baixezas acima da religião a que professam. Meu filho nasceu prematuro com menos de 500gr.
    Depois de quase um ano em UTI, sobreviveu. Mas pela quantidade de O² de que precisou, houve lesão cerebral. Ele anda fala alguma coisa, mas precisa de acompanhamento constante.
    É uma luta diária, como não bastasse existem aqueles que ainda olham torto.
    Entendo você perfeitamente.
    Abraços e, muita força
    Muitos beijos na Vitória

  • Mantenho-me afastado de religião para manter-me próximo a Deus.

    Tive uma colega de trabalho que de cada 10 frases que pronunciava 07 variavam entre “o sangue de Jisuis tem pudê”, “tá amarrado em nome de Jisuis”, e “Ôh Glória, Pai!”. E é a pessoa mais rancorosa, maldosa e invejosa que conheço.

    Saravá, meu Pai.

  • Não sei se alguém já postou comentário semelhante antes, mas para mim, a questão toda se resume ao fato de acreditar que frequentar diuturnamente um templo confere às pobres almas uma “superioridade moral” sobre todas as demais… (“Estou cumprindo com as minhas ‘obrigações’, logo, estou mais próximo da Salvação”). Particularmente, acho que tem mais a ver com a satisfação do ego do que qualquer outra coisa. Uma pena, já que são capazes de decorar os ensinamentos bíblicos de trás pra frente mas não são capazes de colocar uma vírgula dos mesmos em prática…

    Mas não esquente a cabeça… pentelhos – independentemente de qualquer religião – existem em qualquer condomínio ou vizinhança. Força!

  • QUANTAS VEZES AS MENINAS DO BBB SE MASTURBARAM?
    POIS O “CADERNO DE CULTURA” DO GLOBO CONTOU E REVELOU PARA SEUS LEITORES

    Em entrevista publicada em seu blog, o pintor Antonio Veronese faz duras críticas à Tv Globo e ao Jornal O Globo.

    – “Duas meninas fritam ovo na cozinha, conversam abobrinhas e o país quase todo assiste a isso” …

    – “É a ‘estupidificação’ coletiva” …

    – “Televisão é concessão de Estado. Tem que ter contrapartida de interesse pública. TV não é só diversão, só circo …”

    – “Dizer que o povo gosta de porcaria é conversa afiada. O povo consome o que lhe é dado. A televisão não custa nada. Mas ir ao cinema, ao teatro custa dinheiro. Aí, o povo, consome esta porcariada toda. Essa televisão vazia, com falsos talentos…”

    – “O país da Bossa Nova, quem diria, acabou no Irajá”

    – Com todo respeito, “Dr Roberto Marinho se virou no tumulo.. ”

    Entrevista imperdível:
    http://www.youtube.com/watch?v=lzefF9i_Ucw&feature=player_embedded

  • Edu, tenho exemplo em casa do mal que o excesso de religiosidade sem consciência faz, o mal que o fanatismo provoca. Sofro muito isso e me causa problemas gigantescos! Vc descreveu tudo isso muito bem em seu relato. O correto seria que quando mais religioso fosse o individuo, se seguisse a máxima de ” amai-vos” uns aos outros, mais solidário e tolerante com as agrúrias alheias ele tb fosse. Vejo isso em muitas religiões e por isso hoje me situo como pessoa sem religião, porém crente em Deus. Que vizinhança estupida essa. E pior é que mesmo mudando para outro lugar voce encontra pessoas desse tipo. Força Edu e tolerância com esses ignorantes. Que Deus os perdoe eles não sabem mesmo o que fazem. Fazem o mal para si mesmo! Quem semeia colhe!

  • Sempre acreditei que tem algo superior a este pobre mundinho que vivemos??? frequentei varias religioes e filosofias, mais todas tem falhas, pois o ser humano é falho??? hoje, sou espirita alan kardec, mais com toda a hulmidade possivel e nao sou fanatico a nada, tudo tem o meio termo, tudo pode e deve ser dialogado, pois a verdade suprema nao nos pertence, pois ainda estamos em evoluçao……??? mas, o sofrimento infelizmente, ainda é o melhor remedio para curar o homem!!! Sei que a sua luta não é facil, mas se foi dada a vc, é porque vc tem a capacidade e obrigaçao de passar por isso!!! Mas temos que acreditar que existe algo mais que isto que vivemos, senão será o caos total??? Parabens, por superar esta fase e continuar essa luta!, que tb é nossa, pois precisamos de voce…..!!!

  • Edu, que HORROR! Freud afirmava que quem procura a religião, tem a sua personalidade fragmentada. Marx, grande pensador Alemão/Judaico, que a Religião é o ópio do Povo. O Fanatismo torna o ser humano cego. Lamento pela intolerância dos ou das PAPAS HÒSTIAS, não têm compaixão nem pra consigo próprio. Ás vezes a Religião que deveria religar essas pessoas com o Criador, as desligam, e se tornam INTOLERANTES, elas se acham o CRIADOR. É de doer o coração seu relato. Daí, ter me afastado do Intermediário do Criador. Me Considero, um cidadão, desde que me afastei do dogma judaico/cristão. Acredito que Deus está dentro de cada homem e não de um só homem ou instituição religiosa. Boas ações é o que importa. Continue sempre Cidadão. E continue assim….de Belo Horizonte.

  • O problema das religiões é que cada uma delas se considera A VERDADEIRA. Todas as outras levam ao inferno. Isso torna a pessoa sectária contra “os outros”, aqueles que irão para o inferno.

    Quando compro passagens aéreas, às vezes compro em agências, ao invés de comprar direto com a Companhia. Mas entre eu e Deus prefiro não ter intermediários.

  • É um terreno arenoso rotular que as atitudes egoístas dos vizinhos vem da religião. Acredito que a religião tenha apenas uma função de anestesia, de fazer o egoísta acreditar que ele é um bom samaritano. Mas o centro do problema não parte da religião, parte do homem.

  • Diante do relato,eu como pai,como ser humano só posso tentar em não me influenciar pela pequenez destas pessoas,aliás é pena o sentimento que vem de chofre.Outro é vergonha por Victória que deve viver em um ambiente de amor ,não só por sua condição de saúde,mas por ser uma criança.Um abraço a você Edu, a sua família,e presto aqui minha solidariedade,e um abraço muito especial a nossa querida Victória.

  • As religiões criaram um Deus à moda da casa. Um Deus castigador,chegado à apocalispes, um Deus que salva uns mas deixa outros morrerem, ou seja , as religiões ditas cristãs inventaram um Deus só pra eles, e vêm escravizando as pessoas por milênios, pois padres e assemelhados se acham dignos intermediários entre nós mortais e a divindade para a qual só eles têm acesso. Por isso fizeram as pessoas “religiosas” serem “tementes à Deus”.
    As ovelhas podem fazer as maiores barbaridades durante a semana, mas no domingo zeram tudo com um beijo na mão do padre e uma mastigação em uma bolacha sem sal. Estão livres do pecado,vão para o céu, e podem começar tudo de novo a partir da segunda-feira. Esses beatos,ratos de igreja, são na verdade pessoas que praticam o pior do ser humano, e vão lá só para procurar absolvição e “comprar” indulgências, como se houvesse um Estatuto do Carola, que lhes dá carta branca para praticar o mal, assim como o Estatuto do Menor livra a cara de adolescentes bandidos.

    • “uma mastigação em uma bolacha sem sal.”
      Colega, respeito é bom e a gente gosta. Ninguém está ofendendo ninguém.Estão é bom não começar para não descambar para a ignorância e ofensa. Tem muita gente que frequenta esse blog que acredita na comunhão.

    • “uma mastigação em uma bolacha sem sal.”
      Colega, respeito é bom e a gente gosta. Ninguém está ofendendo ninguém.Estão é bom não começar para não descambar para a ignorância e ofensa. Tem muita gente que frequenta esse blog que acredita na comunhão.

    • Roberto, você misturou as coisas. Não entendi a parte final, fazer comparações com o ECA foi uma digressão. Mas, na primeira parte, concordo contigo. Que o diga os Torquemadas pelos tempos idos e os futuros!

  • Bom, a ICAR nunca foi exemplo de religiosidade pra mim (e olha que tenho formação católica)…

    Sobre isso, fica a mensagem da Helena Blavatsky:

    “As religiões organizadas contém um pedaço da Verdade, mas acham que a conhecem de todo. Só a união de cada um desses pedaços fará com que conheçamos a Verdade oculta”.

    É claro como o dia que isso está há milênios de acontecer.

    Fica também um conto pertencente às “Lendas do Povo de Deus”, de Malba Tahan, colhido no Talmud ( e revisado um pouquinho por mim 😉 ):

    Um rabino, em sonho viu-se diante dos portões do Céu, onde o Profeta Elias o recebeu, o acolheu e levou-o para dentro, dando-lhe rica cadeira para sentar-se. O rabino não se fez de rogado, sentou-se e começou a verificar seus vizinhos. Um deles era certo carpinteiro, homem tido como rude e inculto, que nunca ia à sinagoga, e estava sentado numa cadeira tão rica e resplandecente que a do rabino.

    Nisso o rabino acordou, pensando “porque é que aquele homem inculto tem uma cadeira tão rica quanto a minha no Reino dos Céus? Vou visitá-lo para ver como ele segue sua vida.”

    E lá foi o rabino, à casa (e oficina) do tal carpinteiro. Chegando lá, pergunta ao mesmo: “notei que você não frequenta a sinagoga, vim perguntar porque você se abstém de fazê-lo”. O carpinteiro olhou para o rabino e disse: “Mestre, tenho muito desejo de frequentar a sinagoga, mas trabalho doze horas por dia para meu sustento e de minha família, e todo o resto de tempo livre que possuo dedico a ajudar meus pais, que são bem velhinhos e precisam de cuidados. À noite, os entretenho com um pouco de música e os ajudo no que for possível, e não sobra tempo para mais nada”.

    Ao que o rabino lhe respondeu: “esqueça, terei muito orgulho de ser teu vizinho no Reino dos Céus”, retirando-se em seguida, deixando atônito o carpinteiro.

    E o carpinteiro voltou aos seus afazeres, pensando: “bem que gostaria que meus pais estivessem aqui para conhecer esse Mestre tão sábio, eles haviam de conversar muito com ele”.

    Por isso, Eduardo, o castigo desses desprezíveis senhores está guardado, pode escrever que de um Karma desses ninguém escapa… Especialmente por desprezar alguém que deve ter um trabalho muito importante nos outros Planos como Victoria, a ponto de precisar que você e sua família a ajudem no Plano Físico (ou Plano da Terra).

  • O quê que é isso, gente? Logo com a Victoria?
    Não liga não, Victoria, as centenas de tios estão contigo. Anda à vontade.

    Também sou católico e acho que as pessoas que agem dessa maneira, se leram, não entenderam nada da vida de Jesus Cristo.

    • Se lembram dos livros que, devido a denuncias ou casos contados por ex-membros, expuseram os meandros dessas religiões? Como se falou de “católicos” neste artigo, como sugestão para ver como funciona a cabeça da maioria dos religiosos, aí vai a dica do livro Onde a religião termina, do ex-frade Marcelo da Luz. Assim deixa de ser surpresa determinados comportamentos.

      • Para quem já leu livros sobre Opus Dei, eles são favoráveis a existência da sociedade por castas e eles, estão no topo, lógico. Os pobres, pretos, feios e outros “detestáveis” são assim porque Deus já os condenou ao inferno. Daí a frase “dor e o sofrimento”. Percebem que há um viés religioso na atuação da PM?

        • Luiz, pensei exatamente a mesma coisa logo que li as primeiras manchetes sobre o assunto: querer tratar uma outra pessoa através de “dor e sofrimento” só pode mesmo passar pela cabeça de quem se compraz com isso a ponto de andar por aí com um cilício apertando espetando a carne… E é essa gente que está governando SP.

    • A religião deveria tornar (DE FATO TORNA) o indivíduo melhor, mais humano, mais solidário, mais generoso, mais piedoso, mas, na prática, nem sempre é o que acontece. O RESTO E BOBAGEM DE QUEM NUNCA ENTROU EM UMA IGREJA CATOLICA E FICA FALANDO DE COISAS QUE NÃO TEM CONHECIMENTO. As falhas são tante que lembram as babozeiras da rede globo e da abril.
      Averdade é que a IGREJA CATOLICA É O MAIOR BALUARTE DO CRISTIANISMO E OS CAVALHEIROS DO APOCALIPSE SEBEM DISSO. Partem do seguinte pressuposto “distruindo o Catolicismo distruiremos o Cristianismo”.

      • Rapaz, você é um dos vizinhos papa-hóstias do Edu?
        Discurso de carola fervoroso e, como geralmente ocorre nestes casos, de um facista de carteirinha.
        Se existe apocalípse, a besta é teu chefe, o papa…
        Aliás…se não existe, ele continua sendo.

      • Flavio,

        Tenho um pouco de experiencia na religião católica: sabe nasci e cresci nela, Fui ministra da eucaristia por 3 anos levando comunhão ( a hóstia ) a enfermos e idosos. trabalhei em um distrito com jovens e adolescentes. No final do meu currículo como católica estava coordenando 6 grupos entre estes 3 eram de jovens ( adolescentes ). Por que tudo acabou? por que virei ateia? Simples , muito simples, a igreja prega uma coisa e segue outra. Prega que devemos seguir os passos de Jesus e faz completamente ao contrário.E não venha com o discurso a Igreja é santa e pecadora. Asneiras ela é totalmente pecadora no sentido literal da palavra,aqueles que deveriam dar o exemplo não o fazem. Toda a riqueza que ela tem daria para matar a fome do mundo todo e ainda sobrava muito. Os padres que deveriam dar o exemplo aos jovens são os piores. E não venha me falar são poucos lá dentro. Mentira a maioria é assim. E olha que conheci muitos. E se acham orgulhosos a ponto de não gostarem de ser chamados atenção. Jesus ensinou isso? orgulho, riquezas, avareza, luxuria, etc? Acho que não e se ensinou não está na bíblia de vocês. Eu ainda não encontrei uma passagem em que ele diz juntai riquezas na terra pois é de lá que vem o reino dos céus. Não encontrei vá e pequeis pois estarás comigo no reino do céus. Pois é, Flávio, não sei se você participa de uma igreja mas se não te chamo a fazer isso e quando estiver la dentro sua decepção será tão grande que você também como eu procurará fazer o bem sem olhar a quem.
        Casos como o de Vitória não são isolados, E sim corriqueiros frente a essa sociedade hipócrita.

        • Maria, também fui criada como católica. Hoje sou agnóstica, mas posso dizer que deixei de acreditar na religião muito antes de deixar de acreditar em Deus – e pelos mesmos motivos que você apresentou.

      • A meu ver o Eduardo não criticou a religião Católica ou qualquer outra, somente constatou uma verdade que ocorre com as pessoas adeptas de qualquer religião, o fato da pessoa ouvir falar de amor, perdão, etc e não praticar isso na sua vida.

  • Imagino sua dor, Eduardo.

    Se Deus existe, deve se perguntar a cada instante: “O que foi que eu coloquei no mundo?”.

    Viva a Vitória!

    “Não somos o que pensamos. Somos o que fazemos. E nem sempre agimos segundo os princípios que abraçamos.” Frei Betto

  • Escutei uma vez o Senador Marcelo Crivela falar numa entrevista que: ” A FÉ LIBERTA E A RELIGIÃO ESCRAVIZA.” Fiquei muito tempo depois matutando sobre essa frase, principalmente por vir de um pastor evangélico, e concordei inteiramente com ele. Já religiosos fundamentalistas, para mim, são pessoas frustradas, infelizes e que culpam os outros por suas mazelas e, por isso, tornam-se pessoas perigosas.
    Eduardo, sua Vitória é um anjo enviado por Deus para iluminar sua casa, acredite nisso e feche os ouvidos para os infelizes intolerantes dos seus vizinhos.

    • “Vamos pedir piedade, Senhor, piedade!
      Pra essa gente careta e covarde
      Vamos pedir piedade, Senhor, piedade!
      Lhes dê grandeza e um pouco de coragem”

      Cazuza nunca foi tão atual…

      Força, Eduardo. Essas pessoas ainda não entenderam a mensagem de Jesus. Ele disse “conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Esse “libertará” se refere a tudo isso, a verdade (a palavra do Cristo) nos libertará do preconceito, da intolerância, da raiva e do rancor, da mesquinharia, da pequenez, da mentira. Enfim, nos libertará de tudo de ruim, deixando em nós apenas amor e paz.

  • E NOSSA GLORIOSA MÍDIA PIG ADORA COMPARAR O BRASIL COM A CHINA:

    Chineses da linha de produção do Xbox ameaçam suicídio coletivo

    Cerca de 300 chineses que trabalham na Foxconn, a maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo, anunciaram no último dia 3 que iriam cometer um suicídio coletivo caso seus salários não fossem elevados.

    Vermelho. org – 12 de Janeiro de 2012 – 8h42

    Os funcionários, que trabalham na linha de montagem do console Xbox, da Microsoft, teriam ameaçado jogar-se do topo do edifício depois que a companhia negou-lhes o pedido de aumento salarial. Eles permaneceram na cobertura do prédio por dois dias.

    Segundo o jornal britânico The Sun, a Foxconn sugeriu que os insatisfeitos pedissem demissão e recebessem o salário deste mês. A companhia, contudo, não cumpriu sua parte do acordo, o que desencadeou a revolta dos funcionários.

    O suicídio só foi evitado quando o prefeito de Wuhan convenceu o grupo de operários a retornar para o interior do prédio. Em entrevista à emissora norte-americana CBS, um porta-voz da Microsoft, uma das clientes da Foxconn, disse que sua empresa “leva a sério as condições de trabalho nas fábricas de seus produtos e que está investigando o caso”.

    Fábrica de suicídios

    Segundo matéria publicada pelo site italiano Linkiesta e reproduzida no Brasil pela revista Samuel, em 2010, 14 funcionários da Foxconn cometeram suicídio em protesto contra as péssimas condições de trabalho e as baixas remunerações.

    A companhia, então, comprometeu-se a rever o número de horas de trabalho, os salários e as horas extras de seus operários. A Sacom (Estudantes e Acadêmicos contra o mal-comportamento corporativo, na sigla em português) revelou, contudo, que a promessa não foi cumprida.
    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173066&id_secao=9

  • Mais INVESTIMENTOS, mais renda,empregos e desenvolvimento:

    No Ceará

    Suzlon fecha contrato de 24 MW- Mais 01 Parque Eólico

    12.01.2012

    O empreendimento será construído em uma área de três mil hectares, que receberá 12 turbinas de dois MW de potência
    O projeto foi contratado pela Servtec e a Rio Bravo Investimentos e será instalado no município de Ibiapina

    Mais um parque eólico começa a sair do papel, neste ano, no Ceará. Com capacidade para 24 megawatts (MW), em uma área de três mil hectares, no município de Ibiapina, o Parque Bons Ventos da Serra deverá consumir recursos da ordem de R$ 80 milhões, sendo cerca de 70% a serem financiados pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Para execução do projeto, o Grupo Servtec, em parceria com a Rio Bravo Investimentos, assinou contrato com a Suzlon Energia Eólica do Brasil, subsidiária do Grupo Suzlon, quinto maior fabricante mundial de turbinas eólicas, e que, atualmente, implanta fábrica de pás no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, aqui no Estado. O investimento é de R$ 50 milhões, em uma parceria com a fabricante Aeris Energy.

    O acordo assinado entre a Servtec, a Rio Bravo e a Suzlon prevê o fornecimento de aerogeradores, a implantação, operação e manutenção do projeto eólico, que receberá 12 turbinas de dois MW de potência.

    Prazos

    A construção do empreendimento será comissionada em fases até dezembro de 2013, quando a obra deverá estar concluída, com início das operações previsto para o começo de 2014. O Parque Bons Ventos da Serra é um dos vencedores do leilão de energia realizado em agosto do ano passado.

    Licenças

    Segundo Pedro Fiúza, diretor do Grupo Servtec, o empreendimento está na fase de regularização das licenças, sobretudo ambientais – atualmente possui apenas a licença prévia.

    “Estamos no processo de pleito da Licença de Instalação na Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Acreditamos que no fim do primeiro trimestre deste ano, ela saia”, afirma. “Em paralelo, estamos contratando os financiamento de longo prazo com o BNDES. Nossa expectativa é de que as obras comecem no início do segundo semestre”, completa.

    Parceria

    Esta é a segunda parceria entre a Servtec e a Suzlon, que já implantou quatro parques da empresa no Ceará, os Bons Ventos, sendo três em Aracati e um na Taíba, totalizando 155 MW de capacidade eólica.

    “A Suzlon é líder de mercado e tem grande experiência em energia eólica em economias emergentes. Temos confiança em trabalhar com eles neste segundo empreendimento, são os parceiros certos para a expansão dos nossos investimentos em energia renovável no Brasil”, comentou Lauro Fiúza, presidente do Grupo Servtec, sobre a aliança firmada.

    “É um contrato muito importante para nós. Estamos felizes em trabalhar nesse segundo projeto com a Servtec, o que ressalta a satisfação do cliente com o desempenho de nossas máquinas e serviços no atual projeto Bons Ventos”, afirmou Arthur Lavieri, CEO da Suzlon Brasil.

    ANCHIETA DANTAS JR.
    REPÓRTER

  • Nesta vida conheci um monte de gente que vivia enfurnados nas igrejas e eram grandes FDP
    Nesta vida conheci um montão de gente que não vivia enfurnados nas igrejas e tb eram grandes FDP

    Nesta vida conheci um monte de gente que vivia enfurnados e eram gente boa pra caramba…
    Alguns me estenderam a mão na hora que precisei!
    Tb conheci gente que NUNCA ia numa igreja e eram pontas-firmes …

    Olha, Edu, me perdoe … mas esta coisa de achar que o sujeito vai na igreja e é legal, civilizado etc .. não vale!

    Sua opinião, me parece, desculpe se tiver errado, que o sujeito que vai na igreja tem que aceitar tudo, ser bonzinho… Deveria. Mas não é … Vai na missa, toma a hóstia, mas é incapaz de dar um aperto de mão no cara do lado. É um fudido (a)!

    Meu cunhado é ateu. Quando cai uma bola no quintal dele, acredite, ele passa a faca. Ele já tem até uma faca pontudinha pra rasgar a bola da meninada (rs). Já tivemos quebra paus homéricos. Mas o cara é FDP deste que veio para este mundo. Fazer o quê? Se ele fosse um beato, seria um beato FDP, entendeu?

    Meu melhor amigo desta vida – o Betão. Nos conhecemos desde o grupo escolar. Já vivemos um monte de perdas juntos. É ateu convicto. O cara é um doce. Eu brinco: ele é uma moça. Todo sabado tá lá em Heliópolis dando aula como voluntário pra meninada.

    Então, essa coisa de achar que o cara que vai na igreja tem que se destacar neste mundão de Deus, não rola, entendeu?

    Ademais, EDU: um tremendo 2012 para vc e sua família. Com muita saúde, alegrias e Vitoria.
    E pros Blognautas daqui: tb um ano muito legal com saúde, alegria e boas discussões.

    abs – alex

    • Paz e bem!

      Alex:

      O que incomoda
      é que o ensino cristão
      prega que devemos servir aos irmãos
      (especialmente os mais fracos);
      daí aparecem estas beatas
      e fica doloroso,
      elas “são túmulos caiados:
      bonitos por fora,
      podres por dentro”
      pior ainda tentam colocar
      nos ombros dos outros
      um peso que elas nem tentam carregar,
      não fazem e não deixam fazer nada de bom.

      Como disse noutra resposta
      à esta postagem,
      tenho fe,
      sou católico,
      franciscano secular.
      E talvez justamente por isto
      situção como esta me doem muito,
      mas não me deixo abater.

  • Off Topic :

    Carta a presidente Dilma Rousseff

    Segundo lideranças do Pinheirinho, o senador Eduardo Suplicy (PT) entrou em contato para dizer que entregou em mãos à presidente Dilma a carta sobre a situação da ocupação, em São José dos Campos, na tentativa de evitar a desocupação violenta da área. A entrega do documento ocorreu durante a assinatura de um convênio para construção de 97 mil moradias populares, em São Paulo.

    Fonte: Vnews(Globo)

    Pinheirinho em São José dos Campos : Massa falida da empresa Selecta/SA. Atualmente mais de 1600 famílias ocupam o local há oito anos. Juíza havia negado até ontem a ordem de reintegração. Representante do Ministério das Cidades relatou “resistência” por parte da prefeitura e da juíza.

    Aguardemos os próximos acontecimentos.

  • Somos solidários com tudo isso que está acontecendo com você,Eduardo.Que vc continue tendo esta força pra superar todos os obstáculos,mas q/continue esta luz brilhando para muitos.

    Um abraço,

    Henrique Luz

  • Edu,

    Existem católicos, evangélicos e cristãos (falo nessas correntes religiosas por serem as que conheço por dentro, não significando que desejo ignorar as outras).

    Católicos e evangélicos são pessoas que frequentam, respectivamente, igrejas destas duas correntes doutrinárias, que, independente de seu grau de frequência, podem ou não aprender o que ali é ensinado, dependendo apenas de ter a humildade necessária a todo aquele que deseja ser aprendiz seja do que for.

    Sem essa humildade, o homem se escora apenas em suas convições pessoais, e não deixa que sua vida e sua visão de mundo seja transformada pela palavra de Deus.

    Dessas pessoas, o próprio Cristo falou:

    ” ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens”. (Mateus, 15:8-9).

    O cristão, não o nominal, mas o verdadeiro, é aquele que, independente da igreja que frequente, é um seguidor dos ensinamentos de Cristo. É alguém que se preocupa em conhecer, mas sobretudo, em viver, as palavras de Jesus.

    A quem acha que um bom cristão é aquele que participa de todos os rituais de sua igreja, mas não se importa com as necessidades de seu próximo, deixo aqui uma mensagem do Mestre (dita por Jesus aos religiosos de sua época):

    “Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios ” (Mateus 9:13)

    Espero que pessoas como essas que você descreveu no post possam ler esta mensagem e refletir.

    Fábio

  • Você disse o que muitos dos não-hipócritas gostariam de dizer a muitos “crentes”.
    Ore por eles (não estou brincando). É mais fácil Deus mudá-los com exemplos do que nós com 1 milhão de palavras.
    Nos acostumamos, a maioria na sociedade, a acreditar que os atos externos e o verniz do verbo bonito nos tornam candidatos ao paraíso.
    Abraços.

  • O povo explica: “a diferença entre o veneno e o remédio é a dose”. Mesmo para religião isso parece válido. Incrível a perspicácia do povo.

  • Edu, não liga para vizinho chato….ainda bem que tem o juiz aposentado que é gente fina.
    Tudo de bom para a nossa querida Victoria, que ela ande por onde queira ou precise e que o resto espere!!! ora bolas!!

  • Caro Eduardo,
    Quero ser solidária a voces, imagino a dificuldade de conviver com criaturas tão mesquinhas, independente de ter religião ou não, as pessoas tem o dever praticar o BEM, principalmente se pregam isso, se cristãs devem ficar atentas ao que foi pregado por seu mestre. Um forte abraço tenho certeza que vocês merecem todo o carinho e respeito.

  • E, a VICTÓRIA não tá nem ai para essa tranqueiras da espécie”homosapiens” na verdade eles é que semudem…que saiam do caminho da VICTÓRIA’ e podes ter a certeza que não são todos que ali moram que concordam com uns como disse “tranqueiras” esses mesmos que deveriam de dar forças a sua familia, e fazem o contrário. Esses mesmos que vão lá na igreja, usam o nome de DEUS, mas as suas atitudes provam o quanto não estão preparados para conviverem com”seres humanos mesmo” Palmas para eles …bravo….medalhas de ouro para suas obrigações dedo dia a dia de enfernizar o seu semelhante um grande lugar os espera ….os dias voam e ninguem sabe do amanhã…lá no inferno tem um diabinho batendo palmas…palmas e esperando eles com a porta aberta!!!!e não esqueçam eles todo diabo tem garfo , todo anjo tem asas!!!!!!!!!!VIVA OS NOSSOS ANJOS!!!!!!!!

  • Quem diz que a religião é o cultivo da bondade não foi religiosamente educado na negociação com o medo. Seja do inferno, do outro, do fracasso, da solidão, da morte, da prisão… A mais interesseira & burocrática solução – praticada pelos insensíveis vizinhos da sua filha LIGADA AO MUNDO MAIS POR SENTIMENTO QUE COMPORTAMENTO * – é menosprezar (convenientemente) humanos e se escravizar (convenientemente) a um deus fiel. Amém…
    * Tive irmão, com síndrome de Down, onde admirei a sensibilidade sem os freios da hipocrisia.

  • Estimado Eduardo,
    Eu como padre da Igreja Católica Apostólica Romana, sinto-me envergonhado pela atitude destas pessoas que se dizem “católicas”. Elas podem ser tudo, menos católicas e menos ainda cristãs. Peço-lhe perdão por elas serem tão ignorantes. São os famosos sepulcros caiados dos quais Jesus falava, são as pessoas hipócritas as quais Jesus tanto abominava.
    Na minha opinião você deve procurar o padre que administra a paróquia que estas pessoas frequentam e denunciar a ele que espécie de pessoas estão fazendo parte daquela paróquia. Estas pessoas não têm Deus no coração, creio que nunca leram a Bíblia, pois se a lessem viveriam a prática de Jesus, que passou pelo mundo fazendo o bem e vivendo o amor ao ponto de se entregar por nós para que tivéssemos a salvação.
    Estimado Eduardo você tem a minha solidariedade; a luta da Vitória pela vida é a nossa luta é a nossa vitória.
    Abraços para você e toda a sua família, muitas bênçãos de Deus para vocês.
    Conte sempre com a minha amizade, simpatia e solidariedade.
    Um beijo no coração da Vitória.

    • Eu aproveitaria a presença do Padre Antônio, para explicar o significado de CATÓLICO, que vem de KATOLIKO. Tenho certeza que ap aprenderem deixarão de dizer que são “católicos”, para não se confundirem com os membros da IURD.

  • Eduardo, por esse exemplo que vc coloca, sobre a sua filha e a intolerância de muitos que deveriam ser os primeiros a não ter esse tipo de atitude, é que abandonei religião faz tempo. Tenho fé em Deus, na Mãe Universal, em Jesus e em todos os Seres Celestiais, e pronto. Admiro as pessoas que não discriminam as que têm outras idéias religiosas, pessoas que respeitam a religião de cada um, e, principalmente, vivem de fato as mensagem que o Ser que direciona sua religião deixou, e não o que chefes religiosos, que “comandam” a religião, dizem. Muita força e muita fé, na graça divina, vc, sua filha Victoria e sua família vão vencer mais essa batalha. Abraço.

  • Religiões só pregam a Generosidade, a Tolerância , a Solidariedade, a Disciplina, o Amor e a Fé em seus escritos primordiais! No funcionamento institucionalizado são estruturas reacionárias, atávicas, dedicadas a disseminar o ódio, a ignorância, a opressão, o controle e a subservioência, ou seja, adequam-se perfeitamente ao tipo de canalha que adota o patético papel de beato. Assim, são aberrações desse tipo, com todas as características negativas do grupo a que pertencem, que estão “incomodados” com o tratamento de sua filhinha, algo de uma crueldade inimaginável, em se tratando de alguém com problemas de saúde e que é apenas uma criança inocente e ingênua. Se as amolações continuarem não tenha dúvidas : RECORRA À JUSTIÇA, TANTO PARA GARANTIR O DIREITO DE VICTORIA REALIZAR SEU TRATAMENTO SEM TER IDIOTAS IMPLICANDO COM ELA, QUANTO PARA PUNIR OS QUE DE ALGUMA MANEIRA FORAM HOSTIS À CRIANÇA. Pode contar com a minha solidariedade e apoio, caso necessite de qualquer abaixo-assinado contrra esses atos deprimentes.

  • Edu, assino embaixo! Perfeita avaliação da ocorrência. No escritório em que trabalho não são poucos os que ostentam suas bíblias abertas durante todo o dia sobre suas mesas e não perdem a oportunidade dos comentários malediscentes quando não atuam em confronto com a ética e moral cristãs. É a hipocrisia, em minha opinião uma das mais fortes características de nossa “elite”. E hipocrisia misturada com falta de solidariedade e empatia com grande dose de messianismo religioso… dá em nazismo, basta ler a história!

  • Edu
    Minha solidariedade a você e a Vitória.
    Mas também dizer que ser Católico/a (que a maioria siquer sabe o significado, principalmente os mais beatos) não é obrigatóriamente ser CRISTÃO. Exemplo foi meu pai, que tendo sido criado por país extremamente católicos (ele rezava o terço todas as noites antes de deitar), aos 20 anos, ao sair mundo afora fez uma reanálise e se tornou ateu (que na verdade penso que ele confundia com ser agnóstico). E ele só me contou que se tornara ateu, quando eu também me afastei da ICAR, acabei anos depois me encontrando no Kardecismo.
    No entanto, vi poucos cristãos, no verdadeiro sentido, como meu pai, se dizendo ateu.
    Então acho, como já colocou alguem ai acima, que essa beatisse na verdade é fuga de sí mesmo, se suas tendências negativas, e que acham que sendo carolas estão se penitenciando ou se absolvendo. Duro engano.
    Um abraço.

  • É, acho que concordo, com isso, Edu.
    Aliás, faço um breve relato, que tem a ver com esse assunto:
    faz uns meses, fui ao aniversário de uma sobrinha da Dona Onça, no Playland do Shopping Aricanduva.
    Quando saímos, eu e minha família, vi um carro – um Fox – estacionado em frente a uma das portas de saída, com um letreiro grande, na lateral traseira, que dizia: “Deus não escolhe os capacitados, mas, capacita os escolhidos”.
    O sangue subiu, na hora!
    Quis abordar o idiota arrogante que estava ao volante – afinal, só um idiota arrogante mandaria escrever tal bobagem naquele lugar, num carro de passeio – no que fui, é lógico, impedido por minha mulher.
    Fui embora, ruminando.
    Quem ele pensa que é, aquele merda!
    Então, quer dizer que Deus o escolheu, e me deixou de fora, sem capacitação?
    Que seitas são essas, que pretendem elas, ao fazerem esse tipo de pregação!
    E que gente ignorante, de miolo mole, que frequenta esses lugares!
    Bem, não sei qual a saída, para acabar com a proliferação dessas seitas religiosas alienantes, uma vez que o Estado não pode enquadrá-las, como empresas que são, pois teria que enquadrar, também, a ICAR, e o Papa não iria gostar nadinha, disso!
    Por hora, é aguentar.

    • Paz e bem!

      “Deus não escolhe os capacitados,
      mas, capacita os escolhidos.”

      Décio:

      A ideia que a frase procura passar é
      que não é proque fulano ou beltrano
      aparentemente é o mais capaz
      (ex. um ótimo ordor)
      que será uma pessoa que sirva aos irmãos e à Deus.

      Um gago, um cego, um tetraplégico
      podem estar muito mais abertos
      à responderem ao chamado divino
      e à auxiliarem os seus próximos.

      A frase busca incentivar os tímidos,
      mas tens razão
      há um bom viés de arrogância
      incluida na frase.

      • Eugênio, não!…não concordo com seu argumento, uma vez que a frase indica que, sintaticamente, seu sujeito é Deus e a única ação registrada é sua escolha, direcionada a predestinados.
        A frase apela à predestinação, com claro objetivo de convencimento, deixando, entrelinhas, que ao “resto”, não está reservada a salvação.
        E essa simples frase contempla toda estratégia adotada pelas igrejas, para aumentar o número de seus fiéis………e o faturamento.
        Eugênio, minha convicção é a de que as igrejas deveriam pagar impostos, como qualquer empresa.
        Além disso, as autoridades deveriam abandonar a permissividade e questionar seus métodos de convencimento, muitos dos quais, são perfeitamente enquadráveis na lei 171.

  • Esse tipo de fariseu que tenta perturbar a menina Vitória faz me lembrar do apóstolo Paulo em Ato dos Apóstolos, acho que no capítulo 13:

    “Todavia, Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo e fixando os olhos nele, disse:

    10 – Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?”

    Mas Edu, é assim mesmo. Aqui, na minha própria família, vejo exemplos desse tipo: carolas ao extremo mas incapazes de um gesto de tolerância com os semelhantes.

  • Caro Edu:
    Você se diz não religioso praticante, mas o que você descreveu e fazendo dobradinha com o padre Antônio Claret representa o maior sermão que já ouvi sobre o que as religiões deveriam ensinar aos seus adeptos.
    Não pratico nenhuma religião apesar de ter nascido numa família católica onde me acostumei ver muitas pessoas se comportarem da maneira descrita por você.
    Por isso durante minha infância tomei uma certa aversão pela Igreja Católica e tudo o que lhe dizia respeito, mas fui superando à medida que passei a entendendo os fundamentos da Vida Universal, conforme descritos na Bíblia, que descobri após ler quase todos os filósofos da antiguidade aos contemporâneos.
    Leio quase que diariamente o Sermão da Montanha procurando abrir a alma aos fluidos maravilhosos canalizados pelas palavras de Jesus.
    Com isso esqueci completamente o que é sentimento de discriminação e intolerância com outras pessoas e nesse momento elevo os meus pensamentos às alturas me solidarizando com a pequena Victoria, uma vencedora que merece a admiração de todos nós. Ela haverá de superar tudo isso.

  • Religião é um negócio muito complicado de se discutir. Mas sou contrário à tese de que religião não se discute. Por mais espinhoso que seja, precisa sim ser discutido.

    Muitos dos casos de intolerância ao redor do mundo não raro são cometidos em nome da religião. A guerra santa no Oriente médio é talvez o exemplo mais claro disso. Mas existem vários e vários exemplos envolvendo a igreja católica. Talvez a caça às bruxas seja o exemplo mais forte de intolerância envolvendo essa insituição. Temos também do próprio Lutero, padre que resolveu questionar os dogmas da igreja, foi expulso e teve de se refugiar para não ser capturado.

    Evidentemente é injusto generalizar. Existem pessoas comedidas e existem paróquias que entendem de fato os ensinamentos deixados por Jesus Cristo cujo exemplo maior de tolerância ele próprio deu, deixando ser capturado por seus algozes e sofrendo humilhações o que culminou com sua morte pregado em uma cruz..

    O problema é que as religiões tem sido um terreno fértil para a propagação da intolerância. E isso se dá não porque os ensinamentos são errados mas sim porque pessoas com fraco poder de discernimento acabam interpretando as escrituras de uma forma errada. Parte também por culpa dos próprios líderes.

    Edu, é uma pena que existam pessoas que conseguem ter o coração tão duro ao ponto de promoverem intolerância com uma criança tão especial como é a Victória. Mas Deus é maior e Deus não tem religião.

    Abraços

  • Caro Edu,
    é por isso que Jesus não deu bola para os grupos religiosos do seu tempo (essênios, zelotas, saduceus, fariseus). Invés de doutrinar e alimentar a religiosidade no Templo de Jerusalém, ele preferiu ir pro meio do povo, dos pecadores, das prostitutas, dos feirantes. Nestes, ele viu mais fé, mais humanidade, mais sinceridade.

    As poucas vezes que Jesus entrou no Templo foi para desmascarar a hipocrisia dos sacerdotes e homens da lei. E pra completar, certa vez ele disse: a salvação não está aqui dentro, fiquem sabendo que o povo que vcs consideram impuros, condenados, as prostitutas, os leprosos, lhes precederão na eternidade.

    Portanto, não é somente um sem religião como vc que se indigna com a falta de humanidade e de espiritualidade dos nossos irmãos crentes, mas também um pobre padre como eu. Seu texto é altamente profético, além de ter sido um Biotônico Fontoura na minha oração desta noite. Oxalá chegasse nos telhados da nossa gente católica, talvez, pudesse fazer o mesmo rebuliço que provocou em mim.
    Muito obrigado.

  • Victória, nosso anjinho, essa benção irlandesa (pagã) embalará você………

    “Que a estrada se erga ao encontro do seu caminho
    Que o vento esteja sempre às suas costas
    Que o sol brilhe quente sobre a sua face
    Que a chuva caia suave sobre seus campos
    E até que nos encontremos de novo,
    Que a Deusa a guarde na palma da sua mão.”

    “Que o caminho seja brando a teus pés, o vento sopre leve em teus ombros.
    Que o sol brilhe cálido sobre tua face, as chuvas caiam serenas em teus campos.
    E até que eu de novo te veja, que Deus te guarde nas palmas de Suas mãos…”

    Beijos
    Paula

  • Quantas mortes, quantas torturas, quantas injustiças, quanto ódio e intolerância foram causados pelo radicalismo religioso. A religiosidade é algo um tanto contraditório. As religiôes que mais conhecemos são assim: Deus é infinitamente bom e misericordioso, mas se você contrariá-Lo vai para as profundas do inferno, e sofrerá eternamente por seu erro, a menos que compre uma indulgência plenária. Ou seja, quem não conhece nenhum sacerdote está condenado ao fogo eterno por qualquer pecado. Os sacerdotes, ou ministros de Deus são homens como todos os outros, e os seus beatos também, com todos os vícios e defeitos de qualquer um.

  • Quando o Cristo carregou a cruz com certeza não emitiu nenhum barulho, os beatos não suportam isso pq não conseguem se concentrar na decoreba do missal; ao em vez que praticar a caridade preferem se desfarçar de santos. Quando reclamarem, peça que carreguem as chibatadas e a cruz que o Cristo carregou por todos nós. E mil sorrisos para a Victória, junto com agradecimentos especiais aos que cuidam dela com carinho, e ainda aturando estes beguinos de cara amarrada…

  • Caro Eduardo,
    Um absurdo essa falta de compreensão, compaixão e solidariedade. Revoltante. Todavia, não me espanto com esse tipo de atitude. Quanto mais religiosos e mais fanáticos, mais prepotentes, arrogantes, preconceituosos e egoístas, independentemente da religião que professem, pode acreditar nisso. Religião nenhuma é garantia de ética e respeito pelo outro.
    Abs.,
    Maria Luiza

  • Esse povo sem paciência e sem piedade, espia culpas psicológicas adquiridas desde a tenra idade, provavelmente inculcadas por pais rigorosos nos costumes, generosos com a intolerância e econômicos no amor.
    Apenas não transija onde é seu direito, pois tolerância nada tem a ver com abrir mão de direitos da cidadania, e mostre a todos eles como é uma família levada pelo amor e compaixão… Que aprendam a identificar onde há amor, ou morram de inveja.
    Um abração.

  • É uma pena, Edu, que você tenha precisado sentir no próprio couro pra perceber isso e se manifestar contra isso. LAmento profundamente o seu transtorno, mas sublinho que ele não passa nem perto do que todos os não frequentadores de igrejas e/ou ateus/agnósticos passam todos os dias.
    Outro dia o Papa, aquele impostor, vomitou na imprensa: o casamento gay ameaça a humanidade. A grande ameaça sempre foi, é e continuará sendo, infelizmente, a RELIGIÃO!

  • Fé de verdade quem tem mesmo são os mexicanos, que fazem de um velório uma festa, nada de tristeza. O maior medo do ser humano em geral, é o medo do nada, vencer esse obstáculo é o motor da evolução.

  • Paz e bem!

    Eduardo Guimarães escreveu:

    “São pessoas que vivem enfiadas na igreja, exalando cânticos e orações, fazendo profissões de fé, pregando justamente o que lhes falta.”

    1 Eu sou uma pessoa de fé, franciscano secular, casado e com filho.

    2 Entendo que no Cristianismo a chave fundamental está expressa em Mt 25 (O Juízo Final) “tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber etc.”.

    2.1 Desta passagem (que é a chave de minha espiritualidade) me chama a atenção o fato de que não é avaliado se se crê em Deus, se se frequenta algum templo, se se reza ou paga o dízimo.

    2.2 Tem uma postagem que isto é desenvolvido: http://brasilfranciscano.blogspot.com/2011/12/etica-e-mais-determinante-que-as.html

    3 Minha esposa, que é oblata beneditina, tem perplexidades similares às tuas; tem dificuldade de participar de grupos na paróquia pois fica espantada com mesquinharias que rolam.

    3.1 Um exemplo: Em 2010 quase me apedrejaram no movimento de casais pois deixei claríssimo que apoiava a Dilma (uso de camiseta (que eu fiz e paguei), fotos nos perfis etc., registre-se que nunca peço a palavra para pedir voto em ninguém.

    Chegaram a me banir de ambientes virtuais, depois veio a vingança ** que eu não pedi **: ocorreu a troca de pároco e quem veio é acessor de deputado petista.

    Na minha fraternidade franciscana secular, não tive estes problemas, pois já me conhecem e sabem que me posiciono, mas não faço proselitismo partidário.

    3.2 Minha esposa não entende como grupos que deveria ser para nos fazer melhores, acabam por nos fazerem piores e pondo na liderança piores e que continuam assim piores. Como boa parte de minha vida cristã participei de grupos (jovens, Pastoral Universitária etc.) tenho uma casca mais grossa e guento mais o tranco, mas tenho limites: já deixei grupos que passaram a ter características fundamentalistas. e intolerantes.

  • Aconselho-o a aumentar a equipe que acompanha Victória.Há que providenciar um psiquiatra e um psicanalista dos bons,para que enquanto Victória ensaia seus primeiros passos,suas primeiras palavras e exerce seu direito inalienável de ir e vir…esses desprovidos de razões para viver,podem tratar suas neuroses.Sobre religião,não tenho.Nada contra Cristo.Tudo contra o que fizeram em seu nome.O dia que eu precisar que alguém me diga o que é certo,o que é digno,o que realmente importa,podem fechar meu caixão,pois estarei morta,há muito,por dentro.Agora,não bastava uma carola?Tinha que vir acompanhada?Isso prova que o raio (que os parta ao meio),pode sim,cair duas vezes no mesmo lugar. NOTA:Pensei antes de escrever que os parta ao meio.Mas como já disse,não tenho paciência com provalecidos,arrogantes,preconceituosos metidos a santos.Tenho um sobrinho autista,que também necessita de acompanhamento diário.Se algum imbecil achar que porventura é melhor,ou mais capacitado que ele,apenas porque consegue dizer´e fazer idiotices,semelhantes a essas,que fazem com Victória…eu não respondo por mim.Há limites para tudo,inclusive para a minha paciência com os torpes.

  • Eduardo,
    No prédio onde moro, aqui em Curitiba, também têm umas “beatas” como essas. Não bastasse a intolerância, ainda são fofoqueiras. As apelidamos de “rádio condomínio”, pois elas sabem tudo o que acontece e tratam de “divulgar” a todos (risos).
    Esses dias presenciei uma cena lamentável. A zeladora estava limpando as escadas, após um dia chuvoso, e colocou dois tapetes na entrada, para o pessoal limpar e secar bem os pés, não sujando novamente as escadas. Tinha saído e quando voltei limpei bem os sapatos nos dois tapetes. Sentei ali no hall de entrada e fiquei batendo papo com a zeladora (aliás, ela disse que sou o único morador que conversa com ela), e observando o pessoal que entrava. As locutoras da “rádio condomínio” fizeram questão de entrar com os sapatos sujos e cheios de barro para sujar novamente a escadaria, creio eu que só para a coitada limpar tudo de novo. Comentei com ela e para minha surpresa, ela disse ser normal o pessoal desviar dos tapetes só para sujar tudo de novo e fazê-la limpar novamente. É mole?!
    Também fiquei sabendo que as “beatas” são as campeãs nesse quesito.
    Força para sua filha.
    Abraços fraternos!

  • Edu:

    É simples explicar: “relacionar-se com Deus” é muito mais fácil do que relacionar-se com outros seres humanos. Afinal, “o Inferno são os outros”, no dizer de Sartre. Relacionamento com pessoas exige troca (é preciso dar para receber). Já o pretenso Deus “adorado” por pessoas mau-humoradas é uma espécie de marionete que você maneja à vontade e sempre concorda com tudo o que você decide (mesmo que seja matar o vizinho). Afinal, quem cala, consente. E se Deus cala, Deus consente. E Deus, depois dos tempos de Moisés, ficou mudo.

    Para exemplificar, uma vez (dentre muitas) fiz uma série de benefícios a uma pessoa. Havia resolvido “dar-lhe uma mão”, sem interesses ocultos (juro!). Pois a cada benefício recebido, a tal pessoa me tratava como a um vaso de flores artificiais desbotadas, e agradecia a N. S. Aparecida. É que agradecer a mim poderia ser a confissão de uma dívida, e agradecer a um ser mitológico não gera qualquer obrigação. A teoria dela é que eu lhe fazia benefícios porque N.S. assim havia me determinado. Se eu parasse com o benefício, N.S. arranjaria outro executor. Resolvi testar cientificamente a validade da teoria da Marina (chamava-se Marina). Interrompi os benefícios. Esperei dias, meses, anos, pela minha substituição por outro trouxa. Parece que a santa não achou outro trouxa, e eu ganhei a eterna inimizade daquela pessoa e de pessoas a ela ligadas.

    Agora já não acredito em intermediários (santos ou padres ou pastores ou bispos) nem em mitologias originárias da Babilônia (como a Bíblia). E continuo me compadecendo de pessoas sofredoras, e até de animais sofredores. Fruto da educação que recebi, e não de ensinamentos eclesiais.

  • Sou ateu, mas considero que as religiões podem ter um papel positivo na vida de algumas pessoas. Vejo exemplo de intolerância tanto entre meus colegas ateus quanto em religiosos. Pelo menos sei que, nesse caso, não se trata de uma postura de qualquer igreja, mas sim de alguns degenerados que não conseguem entender que existe mais gente no mundo além deles.

    Em vez de exemplos a não serem seguidos, como esse, porque esses “religiosos” não se miram em exemplos como os desses? http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1033831-cristolandia-vira-refugio-de-dependentes-apos-operacao-da-pm.shtml

    É difícil não se magoar com um caso desses, mas com certeza você é maior que essa gente, Eduardo. Abraços, e muito sucesso para a Vitória!

  • “Pessoas exageradamente religiosas frequentemente têm menos paciência, até quando se trata de uma criança que padece tanto quanto a minha filha”

    Senhor Eduardo,

    Entendo a sua situação, pois eu sou também portador de necessidade especial. Portanto, a generalização é um grande erro dos homens.

  • Foram hipócritas como os que ferem a você e sua família que me afastaram da Igreja Católica também, e já fui coroinha por três anos (meudeus….)

    Estou cada vez mais convicto de que não dependemos de instituições como essa para desenvolvermos conceitos como solidariedade, compreensão, sensibilidade. Aliás, elas, ao negarem o questionamento acerca dos dogmas que tanto defendem, contribuem para a construção de uma massa que fica presa às suas meias verdades sem relacioná-las com o mundo em que se vive.

    Abraço.

  • achei este relato no Wikipedia, vejam que interessante:

    “Heródoto nos fala que, de acordo com a lenda, Cambises conquistou Pelusa com uma estratégia inteligente. Os egípcios adoravam certos animais, como o gato e não teriam coragem de machucá-los. Cambises, sabendo disso, ordenou que seus homens lançassem gatos em direção aos egípcios. Os egípcios não atirariam suas flechas com medo de ferir os animais, e assim Pelusa foi tomada. Depois da batalha, Cambises tomou a oportunidade de mostrar sua superioridade aos egípcios. Ele mesmo carregou gaiolas com os animais sagrados e as lançou na cara dos conquistados.”

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Pel%C3%BAsio_(525_a.C.)#Marcha_sobre_Pelusa

    por que achei este relato interessante? porque infelizmente ainda há pessoas com certas crendices e que são alvos fáceis de hipócritas religiosos… portanto, atitudes como prepotência, arrogância, preconceito e egoísmo desses indivíduos, são a pá de cal do verdadeiro sentido do espírito religioso, que deveria conduzir o ser humano a ser um indivíduo melhor, mais humano, mais solidário, mais generoso, mais piedoso, como você disse, Edu.

    portanto, hipócritas religiosos, cuidado com o “gato que vêm em sua direção” !!!

  • As igrejas estão lotadas de fariseus hipócritas. Pensam que usar o nome de Deus em vão e louvá-lo em rituais lhes assegura um lugar no céu (como se Deus fosse um ególatra necessitado de elogios incessantes).
    Não por acaso, as melhores almas que conheci estavam fora delas.
    A fé sem obras é morta.

    • Religião e/ou religiosidade não transforma e nem deixa as pessoas melhores.
      Ser religioso é uma coisa, e ser espirituoso e outra.
      Pessoas com esse perfil na verdade nunca se converterão ao verdadeiro evangelho de Cristo, apesar de arrogarem como donos da verdade.
      Tenho aversão a religião, mas amo a Deus, o Pai de Amor sobre todas coisas.
      Não sou nenhum santo e pouco até ser mais pecador que você, porém afirmo sem medo de errar que a verdadeira religião é a quela de socorrer o necessitado e ajudar sem saber a quem.
      Em suma, Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo – Esta é a verdadeira religião.
      “Pelas suas práticas o conhecereis”.

      • Arimatea:

        Falou que a verdadeira religião é socorrer os necessitados? COM CERTEZA! Eis a razão de eu ter dito que a fé sem obras é morta (tá na Bíblia).
        Um caso bastante ilustrativo:
        Passava eu pela praça central. Hora de missa, igreja lotada de fiéis. Numa das laterais, um sem-teto deitadinho sobre míseros panos.
        Detalhe: era inverno e um dos raros dias terrivelmente frios nesta região. Corri pra casa, juntei o que pude e lá voltei, com agasalhos e comida.
        Tirei foto do necessitado e publiquei no meu jornal – encerrando o texto com a mesma frase ( A fé sem obras é morta).

    • As pessoas não deveriam ser rotuladas por frequentarem ou não uma igreja. Mas, concordo com você e também com o Eduardo, quando falam da “hipocrisia” das pessoas.

      Tem um conto do Machado de Assis que eu gosto muito: “A igreja do diabo”. Esse conto trata bem das contradições das pessoas. E das adequações das religiões. Penso que vale a pena: (http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=58)

      Ainsa sobre igreja? http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2012/01/das-igrejas.html

  • Embora eu tenha nascido e crescido seguindo a igreja católica, há algum tempo me identifiquei com a doutrina espírita. Por que estou dizendo isso, não estou aqui para defender os espíritas, são tão hipócritas quanto os outros.
    Quero dar um exemplo de ignorância de pessoas que dizem amar seus irmãos, mas defendem a segregação. Ontem, 12 de janeiro estava assistindo ao programa “consciência” na TV Mundo Maior de cunho espírita e a entrevistada dizia que o Movimento dos sem Terra era formada por “espíritos atrasados” e que incitava a violência, que era preciso ser combatidos.
    Mas não disse sobre a violência praticada por fazendeiros no campo e da grande disparidade entre ricos e pobres.
    Aliás me parece que sua teoria é a mesma dos carismáticos católicos, a diferença é acrditar na reencarnação. O que pregam, é que se estou sendo roubado, meus direitos estão sendo surrupiados, devo aceitar com resignação, pois, é providência divina.
    Não melhor teoria para defender os interesses das elites.
    Concluindo, as religiões existem para manter o status quo, não estão nem aí para o povão.

  • Como o velho Marx já dizia, as religiões são o ópio do povo. E na atualidade, em minha humilde opinião, quanto mais “religiosa” uma pessoa, mais egoísta, individualista e egocêntrica se torna. Para mim, a única “religião” a que deveríamos prestigiar e buscar perpetuar é a Humanidade em suas múltiplas formas, cores, culturas, pessoas, sentimentos, pois o que realmente podemos e devemos fazer enquanto vivos (pois após a morte ninguém sabe ainda o que ocorre) é buscar nos tornarmos melhores pessoas e melhorar nossas relações com nossos semelhantes para melhorar nossa vida num planeta que é de todos nós. Louvar e acreditar em algo que ninguém sabe se existe é muito simples, não requer esforçor algum, mas respeitar e reconhecer o semelhante como um igual em termos de párticipe da Humanidade exige um bocado de renúncia de si mesmo. Por isso que hoje vemos os templos religiosos abarrotados de gente, pois poucos são os que querem arregaçar as mangas para melhorar o que quer que seja nesse mundo. É por isso que sou agnóstico, pois para mim a discussão sobre a existência ou não de deus é uma questão de foro íntimo e que não agrega nada em termos de ação para melhorar a sociedade. Tanto faz se sicrano é de religião A ou se fulano é de religião B, o que importa é o que cada um individualmente e como membro de uma coletividade faz para transformar esse mundo num lugar melhor para todos.

  • Eduardo, me solidarizo com você e com a Vitória. Gostei muito de sua crônica e sei que você está certo. Depois de muitas caminhadas, sei que o que conta mesmo é a busca por mundo mais justo e fraterno. Aos trancos e barrancos vamos caminhando e, acredito em Deus e nos Orixás que nesta caminhada coloca gente bacana na nossa estrada e nos faz crer que outro mundo é possível. Com relação a intolerância religiosa , você está certo: algumas religiões são usinas mesmo de intolerância e violência. Muitos que se dizem cristãos de carteirinha não sabem o que é ser solidário e fraterno. Fazem da Igreja um show midiático cujo unico sentido é alienar os fieis, transformam Jesus em garoto propaganda para vender seus produtos e dão pouco valor aos que não podem consumir… na verdade não entendem o evengelho; outros cristãos há, que transformam o diabo em seu marqueteiro na função de manter seus fiéis alienados e aí que a intolerancia come solta. Eles nem sabem muito de Jesus. Discriminam, são preconceituosos, perseguem as religiões de matriz africana, não possuem um pingo de amor e compaixão pelo próximo.Na minha opinião a religião tem servido mais para domesticar as pessoas…. amor mesmo pelo próximo não possuem. É certo quem falou que a religião é o ópio do povo. Porém, vendo esse universo maravilhoso, pessoas humanas como você, um guerreiro que desbrava caminhos na busca de um mundo melhor, um pai maravilhoso, ver a Vitória lutando pela vida, fica difícil deixar de crer em Deus.. e ver tanta gente crendo num mundo fraterno com pessoas conscientes… é Deus…são os Orixas que estão conosco. Muita força e saúde…

  • Todos os tipos de intolerância derivam da cegueira causada pelos pontos de vistas míopes e hipócritas, perpetuados por aqueles que são incapazes de se formar pelo bom senso e pelo respeito ao seu semelhante. No coração do intolerante predomina o egocentrismo e a presunção de se achar melhor que os outros simplesmente porque tem melhor sorte na vida, mas se esquecem que a sorte pode virar. O próprio Jesus diz que o intolerante e hipócrita é semelhante a um sepulcro caiado, branco por fora na aparência, mas podre por dentro na essência.

    A intolerância deverá sempre ser combatida pela denúncia da injustiça cometida e do ato discriminatório, ser exposta publicamente em discussões para toda a comunidade e julgada sob os princípios a lei instituída para todos. A liberdade individual e também coletiva não deve jamais ser cerceada pela truculência de alguns que se acham o supra-sumo da sociedade. A intolerância religiosa causa asco, principalmente porque a religião seria, teoricamente, a instituição que tinha por princípio nobre e elevado melhorar cada ser humano para que o mundo fosse melhor, ensinando as lições de humildade e porque deveriam estar convictos que perante o Deus, o Ser mais justo e humilde do Universo, todos os seres humanos são, por nobre alma, merecedores da mesma justiça universal e do mesmo respeito mútuo

  • Eduardo, minha solidariedade à você e sua família. Meu carinho em Vitória. Sei de sua luta há anos e fico muito triste em saber que fanáticos religiosos estão lhe criando problema. Infelizmente essa gente é numerosa no Brasil, seja católica ou de outras denominações. O Brasil está correndo o perigo de se tornar uma república religiosa.
    Paz e confiança!

  • Olha Eduardo.
    Intolerantes tem em toda camada social, credo ou partido. Onde estiver seres humanos haverá de ter intolerantes.
    Abro aspas pra você ” Quanto maior o nível de religiosidade, maior parece ser a incapacidade de amar ao próximo como a si mesmo.” Eu colocaria de outra forma, penso que a religiosidade não é uma coisa em si mesma, nas resultado de uma ação humana. Quanto mais intolerante é a pessoa, mais as suas ações demonstrarão isto. Quanto aos ensinos bíblicos posso dizer que eles são diametralmente opostos a estas atitudes tomadas pelas pessoas em lume, no seu texto. Veja o que está escrito: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” Tiago 1:27. Outro texto:”E o Senhor vos aumente, e faça crescer em amor uns para com os outros, e para com todos, como também o fazemos para convosco; “1 Tessalonicenses 3:12
    Fique na paz.

  • Eduardo,

    Por conta disso, observando o comportamento dessas pessoas nas ruas, no trânsito, no bar e no trabalho, e depois, DENTRO DAS IGREJAS, é que me tornei ATEU. Os mais religiosos, são os mais injustos, hipócritas, verdadeiros vermes sociais.

  • O gratificante foi saber que o vizinho de andar, juiz aposentado, curte de montão a nossa Victoria.
    Barulho do Bem só incomoda a quem é da turma oposta.

    Também já enfrentei intolerância em condomínio, mas não tinha a ver com religião. Queriam impedir a acompanhante que contratei para meu irmão de utilizar o elevador social.
    O zelador veio me comunicar :
    “Sabe, dona Geysa, as madames não gostam de dividir o mesmo espaço com as empregadas…”
    Cortei o papo:
    “Pra começo de conversa, não conheço nenhuma madame que more em 100 m2.
    Madames são minhas clientes (era corretora de imóveis), que têm aptos. de no mínimo 500 mil dólares. E eu não disse a ninguém que a moça é minha empregada. Por que ela é morena? Ora, e se for minha irmã adotiva?”
    Venci a “peleja”. Mas aguentei nariz torcido enquanto morei lá (rua Ministro de Godoy, Perdizes).

  • No meio disso tudo existe uma expressão mágica “sou evangélico”. É uma expressão que NÃO precisaria ser usada em vão, basta ter carater, ser honesto, ter dignidade e realmente acreditar na existencia de Jesus, filho de Deus.
    Hojes estamos assistindo no nosso meio o uso dessa expressão “sou evangélico” para dar rasteira, chantagear, corromper e mentir. Diante disso, devemos nos precaver contra essas pessoas e devemos também acreditar sim nas pessoas que no seu dia-a-dia pregam a palavra de Deus em harmonia com seus atos, como ser honesto, ter caráter, honra e não ter medo de encarar as pessoas nos olhos.

  • A memória me trai para declinar o nome do frei capuchinho. Contaram-me aqui em Curitiba. Rodeado de senhoras, o frei lhes pede: “Quando eu morrer, enterrem-me em pé”. Ao que elas retrucam: “Que isso! Por que, frei?” E ele: “Simples, porque assim já fico na posição para dar um pontapé na bunda das carolas que forem lá cemitério me encher o saco”.

    A essas beatas e beatos, mencionados por você, Edu, caberia a penitência de ler cem vezes o sermão da montanha. Serviria como lição para atribuírem menor importância ao ritual repetitivo que cansa, limita, frustra, emburrece e desvia o foco da essência cristã: a fraternidade.

    Permita-me especular: Acho que sua Victória lhe dá o tom e o estimula em seu idealismo. Quero lhe dizer que às vezes discordo do foco prioritário de seus textos e de algumas generalizações suas principalmente quando se refere às esquerdas, mas o respeito e admiro profundamente. Alíás, fui dos primeiros a pedir, num blog onde mais entro, para prestarem atenção no Eduardo Guimarães em suas iniciativas ousadas e generosas. Hoje muitos o acompanham e lhe dão importância, mas na época não.

    Se é mesmo possível transmitir energias positivas, receba com suas emanações o pouco que lhe posso oferecer. Um abraço caloroso.

    • Deve ser o mesmo do qual eu dei o pira.
      Não entro, mas continuo espiando. Hoje mesmo vi uma charge do Bessinha campeã, sobre as máquinas tucanas.
      Acertei?

  • Eduardo, a minha total e mais irrestrita solidariedade com a sua preocupação e com a luta que você e a sua esposa têm com a menina Victoria, aliás, o ser especial que simboliza o que significa lutar e vencer. Da minha parte também temos, eu e a minha mulher, uma menina especialíssima em nossa casa, que também não consegue andar, porque sofreu a chamada PC pouco após o nascimento. A questão é a falta de solidariedade humana de muitas pessoas com o semelhante. Tais pessoas pensam que é virtude o seu egocentrismo mas, ao contrário, só demonstram fragilidade de formação e de caráter. Às vezes gente deste tipo tem muito mais consideração, apreço e cuidados com o cãozinho de estimação do que com um semelhante faminto e abandonado. Deveriam aprender na Igreja que frequentam que o egoísmo é a morte de qualquer sistema, organização, grupo. Ouvem os sermões e no entanto são surdos. Vêem o que amanhã poderá lhes acontecer, mas estão cegos. E quando abrem a boca, ao invés de edificarem, construírem, elevarem os que com que eles convivem, de sorte que eles mesmos possam crescer moral e civicamente, ao invés de agirem com bom senso, falam um amontoado de tolices. Pessoas assim desconhecem completamente a benção, a realização que traz o exercício do amor. São infelizes, amargas, dignas de pena. Não desanime nunca Eduardo. Como o título do último livro já tão falado, “a vida quer é coragem”. E isto você e a sua família já demonstraram ter de sobra.

  • Este é o Deus ou Natureza de Espinosa:
    Se Deus tivesse falado:“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que Eu quero que faças é que saias pelo mundo
    e desfrutes de tua vida.Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
    Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
    Minha casa está nas montanhas, nos bosques,nos rios, nos lagos, nas praias.Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual
    podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
    Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho…Não me encontrarás em nenhum livro!
    Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Pára de ter tanto medo de mim.
    Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.Pára de me pedir perdão.Não há nada a perdoar.Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
    Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar
    para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso? Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
    A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
    Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.Ninguém leva um registro.Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar,de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.E se houver, tem certeza que
    Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste…
    Do que mais gostaste? O que aprendeste? Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada,
    quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.Pára de louvar-me!
    Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
    Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.
    Baruch Spinoza.

  • Eduardo, agnóstico e irreligioso, talvez eu tivesse pouco a dizer sobre o assunto, a não ser uma ou outra vociferação contra religiões em geral e tudo mais.
    Mas, como sempre faço, encaminhei seu texto, por e-mail, para um grupo de amigos.
    Um desses amigos – Márcio Tadeu – me respondeu com uma mensagem que achei bastante interessante; no caso dele, com a visão de um cristão.
    Após autorização, colo abaixo a resposta que ele me encaminhou:

    “Meus queridos,
    Infelizmente o que posso dizer da “religião” é que ela mata a pessoa e as
    pessoas ao seu redor.
    Jesus Cristo lutava contra tudo isso quando esteve conosco. Os maiores
    opositores de Jesus eram os religiosos e doutores da lei de sua época.
    A religião nunca conseguirá moldar alguém. Somente as pessoas que buscam ter
    um relacionamento verdadeiro com Deus podem dizer que têm uma vida
    modificada.
    Sou um cristão protestante ou evangélico e infelizmente o que vejo ao meu
    redor não é diferente disso. Mas, felizmente em meu caso e no caso de minha
    esposa Marilda, podemos dizer que Jesus Cristo – e não a
    religião – mudou nosso viver.
    Estaremos apresentando essa menina em oração para que Deus possa fazer uma
    mudança em sua vida e na vida de seus pais, para que, com tudo que esteja
    acontecendo, essas pessoas “religiosas” a sua volta possam ver a luz que
    ilumina o dia de cada um através da vida dessa família, pois, como diz o juiz
    apresentado, ela realmente é um presente de Deus àquele prédio.
    Abraços,
    Tadeu”

    Abraços para você e família, Edu, e um beijão para a Victoria.

  • Caro Eduardo

    Sempre me comove muito a tua dedicação à grande Victória, que aprendemos a amar ao conhecer seu sorriso e olhar seguro de pessoa muito amada. Creio que a maturidade na fé significa entender que ser cristão não significa necessariamente “seguir” uma religião, mas sim viver a mensagem do evangelho. Tenho certeza que você iria adorar ler o último livro do Leonardo Boff: Cristianismo – O mínimo do mínimo.
    Tenha certeza, pessoas mesquinhas serão mesquinhas em qualquer religião, partido político, enfim, onde estiverem. O importante é o enfrentamento com dignidade, que você nos ensina a cada dia!
    Um grande abraço
    Maria Luiza

  • Edu,

    Será que não seria o contrário ?
    Há pessoas que incorporam a religiosidade na sua forma de relação com o próximo no dia-a-dia e talvez por isso, sintam menos NECESSIDADE de estar na igreja para exercer sua relação com Deus.
    Por outro lado, outras ainda não conseguem vivenciar o Evangelho, ou a Torá, ou o Talmude, ou o Baghavat-Gita (ou outro ensinamento “sagrado”) e por isso sentem essa URGÊNCIA em estar na igreja, nos templos e nos locais religiosos para buscar exercer sua religiosidade.
    Claro que do ponto de vista moral, há excelentes religiosos nos templos de fé e péssimos ateus fora deles, de forma que não dá para apontar nem o fato de se frequentar assiduamente uma religião nem o fato de não se frequentar o mesmo local como indícios de virtude.
    A virtude está justamente em conseguir levar para o dia-a-dia na prática do lar, do trabalho, do convívio com vizinhos, parentes, amigos e estranhos as ações de boa convivência (Quem não se lembra da resposta de Jesus quando questionado quem é o nosso próximo ? Aliás, sobre isso tem um excelente vídeo circulando na internet sobre generosidade, no link abaixo)

    http://youtu.be/nwAYpLVyeFU

    e atuar de forma ativa na sociedade para o seu melhoramento. Exatamente sobre isso, parabéns pela militância neste blog que tenho acompanhado de longa data, sempre com um ponto de vista diferente do que vemos ordinariamente na mídia (mesmo que não concorde em todos os pontos).

    Um grande abraço a você e à Vitória.

  • CARO SENHOR EDUARDO VENHO ATRAVEZ DESTA LHE PERGUNTAR SE EREI EM COLOCAR MINHA HISTORIA DE VIDA EM SEU BLOG SE COMETE PODE MIM RESPONDER PEÇO DESCULPA SE COMETE TAL ERRO SOU CRISTAO PORQUE TEMO A DEUS E AMO O MEU SEMELHANTE QUE DEUS NOS ABENÇOEM A TODOS .ZE PINTO

  • Saudações!
    Compartilho sua angústia perante os fatos relatados, sendo que também sou pai dedicado à família, tal qual você demonstra ser. E este fato (o dedicar-se assim), permita-me por favor, devo dizer-lhe que a meu ver deveria ser todo o seu conforto! Indubitavelmente você faz o máximo que pode, e, isto me parece o suficiente para que prossiga em Paz, com a Força que tudo sustenta, no caminho da Luz e do Amor.
    Quanto à religião, fazem já alguns anos que compreendi isto: religião não salva ninguém. Pelo menos é o que me parece. Mas, também não coloco-me na posição de ser contra a religião. Nasci católico, fui batizado, crismado, fiz 1ª comunhão, estudei em colégio de padres, até cheguei a sonhar em ser padre um dia, mas, depois me casei, e, minha vida tomou outros rumos… Hoje, sou agnóstico, não sigo religião alguma, porém respeito a toda e qualquer religião.
    Assim como existem pessoas que necessitam de acompanhamento especializado com determinados apetrechos e tecnologia condizente, para que possam melhor prosseguir, há pessoas que necessitam da religião, sem a qual simplesmente perdem-se na estrada… Agora, o fanatismo religioso, este, é realmente algo terrível… Pessoas fanáticas (ratos de igreja?) são, infelizmente, regra geral, quase que absolutamente desprovidas do uso do bom senso e do exercício da razão. Veja o caso de Leonardo Boff por exemplo, um dos mentores da Teologia da Libertação, pessoa a quem muito admiro, devido à atenção dedicada à Natureza e às pessoas que sofrem, em especial, aos miseráveis desta nossa sofrida latinoamérica. É, no entanto, extremamente mal compreendido, deturpado mesmo, e, até abominado, justamente pelo mesmo tipo de gente a que você se refere em seu artigo, ou seja, pessoas que demonstram não haver compreendido sequer uma vírgula, das palavras e principalmente do exemplo de vida de Jesus Cristo. Veja em: http://leonardoboff.wordpress.com/2012/01/05/em-busca-de-uma-sintese-integradora-os-tres-reis-magos/
    De tal forma, apenas persista em seu caminho, carregue “a sua própria cruz”, pois parece-me que está no Evangelho: “Quem quiser seguir-Me, pegue a sua cruz e siga-Me”… Não é isto? Combata o bom combate pela garantia da obtenção de seus direitos, pois afinal, você é cidadão brasileiro, sujeito de direitos. E contente-se, mas sobretudo, agradeça a oportunidade que você mesmo tem, de ser quem você é… Meus parabéns! E sucesso!!!

  • Edu, esse povo retrata perfeitamente a visão do ‘faça o que eu falo mas não o que eu faço”…
    O que tem deste tipo por aí (e por aqui, em SC) não tá no gibi. Lá dentro da igreja todo mundo é santo, canta, reza, ora, sabe tudo de cor e salteado. Paga dízimo, leva até o padre, pastor ou o que seja pra almoçar em casa. Tem uma prima minha que traz o pastor e a familia dele de outra cidade até pra dormir na casa dela. Fora da igreja, o barraco vem abaixo. Provavelmente minha prima protagonizaria uma destas cenas que voce descreve em seu predio.
    Mas faz o seguinte: prioriza o bem-estar da sua querida Victória e manda o resto á . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . mais próxima igreja rezar… hehehe (não é lá que eles se sentem e se acham?)
    No mais, felicidade, alegria, paz, saúde e prosperidade, desejados a você, sua familia e todos os que me lêem, por um sujeito que não acredita em padre, bispo, pastor e freira faz uns anos, e nem por isso faria parte de uma papagaiada tão grotesca como a descrita no post.
    abraços
    Luciano

  • Como disse Jesus, uma árvore é reconhecida pelos seus frutos. Assim, um grande homem é aquele que faz grandes coisas. Não importa a religião adotada, importa o que vc decide fazer com o ensinamento que lhe é ofertado pela religião, importa que as pessoas encontrem o amor, a bondade, a fé, que aprendam a perdoar, que procurem ser mais tolerantes, que cultivem coisas boas, pensamentos positivos, solidariedade, amizade, honra, honestidade, coragem, fé, determinação. Cada um planta o que quiser, mas a colheita é obrigatória. Ta na hora das pessoas pararem de usar a religião com fins políticos e econômicos. Religião deve ser vista como aperfeiçoamento moral. É olhar para dentro de si, procurando superar os próprios defeitos, é ajudar o próximo, é praticar o bem.

  • Caro Eduardo,

    Já há algum tempo leio seus escritos e seu blog já está entre meus favoritos.

    O que contou neste texto é muito triste. A atitude mesquinha e intolerante de alguns de seus vizinhos é algo a se lamentar, seja qual for a religião – ou não-religião – da pessoa. Não é possível generalizar, uma vez que religião ou falta dela não define caráter de ninguém por si só, mas é alarmante notar como algumas das pessoas que mais lesam e ofendem o outro por ações, omissões e palavras são justamente aquelas que batem no peito na missa ou no culto para falar em amor e caridade… Acreditam estar acima dos demais mortais e que não importa o que tenham feito, já que Jesus teria pago na cruz pelos pecados da humanidade toda basta uma confissão aqui, uma doação ali para a igreja e “lavou, tá novo”.

    Tudo de bom para vocês e para a menina Victória. Que vocês tenham sempre força e alegria em toda a vida e possam sempre encontrar tolerância, carinho, amor, empatia, apoio – e sorrisos bons como os de seu vizinho de andar.

    Um grande abraço.

  • Eduardo,é nessa hora que me socorro de pessoas ou espíritos(tanto faz)como os de Chico Xavier,Dom Helder Câmara,Bezerra de Menezes,Madre Teresa de Calcutá,Irmã Dulce,entre tantos outros.Os bons SEMPRE serão maioria.
    Continue sua luta.Beijos em Victória.

  • O Senhor Jesus Cristo disse: Deixai o Joio ( anticristo ) crescer entre os trigos ( Verdadeiros Cristãos ), pois no dia da colheita ( Juízo Final ) serão separado e lançado no fogo ( Inferno ).

    A Igreja Católica sempre teve uma preocupação especial com os enfermos, como por exemplo a Caritas, que atua em mais de 200 países.

    Ser um verdadeiro Católico, não é frequentar a Igreja, ser biata ou biato, ser um verdadeiro Católico, tem que obedecer as ordens do Senhor Jesus, ´´Amais uns aos outros, como eu vos amei“

  • Sendo pastor, já apanhei muito de gente religiosa. Aliás, quanto mais religioso, mais “beato”, com uma Bíblia gigante debaixo do braço e uma língua idem na boca, mais me arrepia. Certo estava o escritor inglês C. S. Lewis: “dos homens maus os religiosos são os piores”.

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