A ideologia do governo Dilma

Opinião do blog

Há algumas semanas, conversava com um parlamentar de convicções socialistas e, lá pelas tantas, ouvi dele que o governo Dilma estaria “dando uma guinada à direita”. O dizer do parlamentar reflete uma percepção que vai se tornando cada vez mais ampla.

Há uma profunda frustração de setores da esquerda com a atuação de Dilma, em torno de quem a esquerda se uniu em 2010 de forma a barrar a eleição do político que hoje simboliza a direita brasileira em sua graduação maior de reacionarismo, José Serra.

A começar pelo comparecimento da presidente da República à festa de aniversário do jornal Folha de São Paulo no início do ano passado, sobreveio uma longa lista de medidas e gestos políticos inaceitáveis para a esquerda, inclusive para a mais moderada.

Possivelmente, portanto, vem faltando compreensão da natureza de um governo que se elegeu através de uma aliança em que o partido da presidente, apesar de ser o de maior peso, é apenas um dos componentes ideológicos.

As diferenças entre os governos Lula e Dilma começam pelos vices de cada um. José Alencar pertencia a um partido inexpressivo (PRB) e sua atuação resumiu-se a ser uma espécie de fiador de Lula junto ao capital. Michel Temer é outra história. É presidente do PMDB, o segundo maior partido do país, logo atrás do PT.

No governo Lula o PMDB era um aliado, mas não tinha o peso que tem no governo Dilma por ter elegido seu vice-presidente. Ou seja: o PMDB de Dilma é muito mais influente do que o PMDB de Lula, inclusive pela legitimidade que tem para influir.

E o que é o PMDB se não um partido de centro-direita tanto quanto o PSDB? Com esse e outros partidos conservadores na aliança que o sustenta, se excluirmos o PT esse governo tem uma base majoritariamente de direita, ou de centro-direita.

O governo Dilma, portanto, tem contas a prestar tanto à esquerda quanto à direita.É um governo que se pretende de união nacional, um governo que pretende fazer divergências ideológicas intransponíveis coabitarem sob o guarda-chuva do poder.

Não vai, aí, nenhuma crítica ao governo Dilma ou ao PT. O fato é que este partido jamais chegaria sozinho ao poder. A alternativa seria o Brasil eleger um governo muito mais à direita, sem um só partido de centro-esquerda na aliança.

Entre a militância de esquerda frustrada pelos rumos do governo Dilma, portanto, falta a compreensão de que ele deve satisfações ao seu quadrante conservador. É um governo apoiado por banqueiros, latifundiários, sindicalistas, movimentos sociais…

Não se está, aqui, fazendo apologia a essa aliança entre o capital e o trabalho que elegeu o governo Dilma, apenas se está constatando um fato:  não existe traição nesse governo, mas composição entre ideologias.

O governo Dilma é uma experiência inédita na história política pós-redemocratização. Jamais houve uma aliança parecida entre esquerda e direita, mesmo que seja entre esquerdistas e direitistas moderados.

E, goste-se ou não, tanto uma quanto outra ideologia têm legitimidade idêntica para influir neste governo. O eleitor conservador não é mais nem menos do que o progressista. Pretender que o governo Dilma se paute pela visão unicamente esquerdista, é um equívoco.

Há, finalmente, uma reflexão que a esquerda precisa fazer: queimar pontes com o governo Dilma por não entender sua natureza de governo de conciliação ideológica significa jogá-lo nos braços dos conservadores que o sustentam tanto quanto os progressistas.

O governo Dilma é o que se pode conseguir em um país ainda extremamente conservador que segue dogmas religiosos com um fundamentalismo impressionante mesmo quando se constituem em verdadeiros absurdos.

Refletindo serenamente, constata-se que um governo temperado por direita e esquerda é preferível a outro totalmente de direita como seria o de José Serra ou congêneres. Como socialista, não gosto desse fato. Mas não tenho como fazê-lo sumir.

  • wilson araujo

    A relação de comparação na influência de mando da esquerda e da direita dentro da composição do governo não está ao menos perto da igualdade. Até porque o PT que detem maior influencia não pode mais ser considerado de esquerda.

    • Jose Olavo

      Para a extrema esquerda, PSOL e PSTU tudo a direita deles é direita…

      • Canena

        O PSOL de esquerda é brincadeira, vejam as votações no Congresso, está sempre com o DEM/PSDB.

      • André Dantas

        Engraçado o que é percepção… Já a mim parece que para quem é dilmista tudo à esquerda do DEM é esquerda… Sendo que se o DEM estiver na “coligação” é esquerda também…

        • Paulo Geroldo

          Sua percepção então é míope e daltônica.

          • André Dantas

            Segundo meu oftalmologista você tem razão. A miopia – pelo menos a física – corrigi com uma cirurgia, já o daltonismo me acompanhará por toda a vida.
            Já em relação à minha miopia política ouso discordar, mesmo correndo o risco de ser agredido por você novamente.
            Segundo outra crítica que a “criança” que represento recebeu, não apresentei provas de minhas sacrílegas alegações de que sacrossanto PT se uniria até ao DEM (com outros partidos sequer há corar de faces na hora das coligações) para ganhar eleições.
            Pois bem. Na querida Bahia todos sabemos que o Governador é do PT e responde quando chamado de Jacques Wágner. O que alguns não sabem é que o Vice é Otto Alencar hoje filiado ao PSD. Esta autoridade foi por toda sua vida política ligado a Antônio Carlos Magalhães – ACM até a a morte deste, inclusive sendo Governador da Bahia por ordem e graça de ACM. ACM (vulgo “Toninho Malvadeza) e seus correligionários são a cara da “esquerda” baiana desde o regime militar.
            Nesta mesma eleição em que se reelegeu, Jacques Wagner pretendia que um dos candidatos a senador em sua chapa fosse César Borges hoje no PR (para quem não sabe, senador e governador pelo PFL) em detrimento de um dos candidatos de sua base histórica que acabaram eleitos (Lídice da Mata e Walter Pinheiro). O arrumadinho só não deu certo, pasmem, pois César Borges recusou a oferta, mantendo-se fiel à sua história, o que Wagner não fez (tudo isto está bem documentado nos jornais e tvs).
            Na última eleição municipal, na Paraíba, PT e DEM se uniram em mais de 50 municípios. Nada mais a esquerda que isso…
            Na última eleição para Prefeito de Belo Horizonte sagrou-se vencedor Márcio Lacerda do PSB com o inusitado apoio do PSDB e do PT – no site da Globo tem uma foto linda com Aécio (PSDB), Pimentel (PT) e o prefeito eleito de mão dadas. Certamente todos esquerdistas de carteirinha. O engraçado é que essa eleição foi contra o PMDB que, neste caso, deve (em nome da governabilidade) representar a direita retrógrada…
            Para não me alongar demais cito por derradeiro o caso mais recente, o do “militante da extrema esquerda” e atual alcaide de São Paulo, Gilberto Kassab. Como é de conhecimento notório, o PT, em face da administração exemplar do Prefeito, fez de tudo para conseguir uma aliança com esse cidadão que, por fim, preferiu manter-se fiel ao seu líder, Zé Serra. Kassab, se não me engano, antes de criar um partido pra chamar de seu, foi filiado por míseros 16 anos ao PFL/DEM que, por sinal, em razão da minha miopia, daltonismo e infantilidade, “birrei” de dizer que faz alianças com o PT…
            Desculpem a extensão do texto. Eu poderia ter simplesmente respondido no mesmo tom chamando meus interlocutores de “feio”, “chato” ou “ficar de mal” como a criança que sou deveria agir, mas acredito que este é um ambiente para debatermos ideias e se somos realmente esquerdistas não devemos utilizar os expedientes dos conservadores, entre eles, o de desqualificar o mensageiro ao invés de contrapor a mensagem.
            Forte abraço.

        • Carlos Lenin Dias

          Canena utilizou fatos,vc pende ao subjetivo,criança.

  • Douglas Otaviani Tôrres

    Mas ,partindo de sua análise.há que saber dosar as coisas.Afinal ela foi eleita,em grande parte pela luta das “esquerdas progressistas”,sindicatos,movimentos sociais,e os chamados blogs sujos.O que a presidente tem feito é literalmente dar as costas a estes e assumindo uma agenda quase na totalidade conservadora.Desculpe Edú,mas não é porque vamos nos decepcionamos e vamos abandonando o Barco deste governo,nossa luta continua,nos não dependemos de “boa vontade governamental para isso,aliás os progressistas deste país sempre conseguiram avanços com muita luta.Lógico que perdemos com esta guinada do governo,em que a unica coisa que mantem em comum com as suas bases é o programa de transferência de renda,como o Bolsa família,pois sem ele seria um suicídio eleitoral,fora isso a identidade de progressista,de centro esquerda deste governo e desta presidente quase não existem mais.A oposição a este governo está sendo estimulada e construída em suas bases.Uma oposição muito mais orgânica,organizada,com propostas,e com a internet começa a fazer contraponto a velha mídia.Se este governo não começar a reavaliar seus caminhos,e seguindo esta cartilha economica com influencia da direita,como se alerta ja alguns sobre a desindustrialização em curso no país,o cenario a médio prazo não é bom para o país.Ela ira enfrentar fogo dos dois lados,de uma direita que não a aceita,e de uma base com gosto de traição,que é o que realmente este governo é , TRAÍRA.

    • Wagner

      Aqui no nordeste, a cartilha econômica é outra. Reindustrialização, progresso, melhoria da qualidade de vida e elevação social são as palavras de ordem. No centro oeste também. A omelete não pode ser feita sem quebrar os ovos. Eu sou de esquerda, mas não posso aceitar todo o receituário esquerdista, que em alguns casos extrapola o real.

      • Douglas Otaviani Tôrres

        “há que saber dosar as coisas”,isto está no meu comentário,outra coisa o grande eleitorado oriundo da classe C é do nordeste,que foi privilegiado no governo anterior,do LULA,um grande humanista.O que se esta colhendo,com você diz no nordeste é graças a ele.O que digo é que se continuar a atual politica econômica,que é de viés direitista,até seu nordeste vai sofrer as consequências.Não confunda meu comentário como de um “fundamentalista do PSOL,PSTU,Tenho um senso de realidade muito critico,e sei que não se pode avançar em algumas coisas,mas este governo herdou,e foi eleito por uma base que lutou muito,tem condições de avançar ,mais que o anterior.,esta é a decepção.ele caminha para traz.

  • Ataíde

    Independente da ideologia ,esquerda ,direita centro,a presidenta já percebeu que o proncipal inimigo do seu governo é esse sistema politico baseado em fisiologismo,tanto na esquerda quanto na direita,alguns colocam a faca no pescoço em publico mesmo,falta uma cobertura isenta da imprensa em ez de ficarem procurando mais uma derrota paralmentar do governo.

  • é um contraponto ao texto de “Realpolitik e a pata manca – A constante reação assustada à bancada evangélica é uma combinação de leitura errada, covardia, e teriomania.” Por Tiago Costa de Thuin
    http://revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9785%2Frealpolitik-e-a-pata-manca postado pelo Idelber Avelar no facebook.

  • Luiz

    Quem sabe que aos poucos a sociedade deve depender cada vez menos de governos e estes, devem apenas serem bons gestores das coisas públicas. Quanto aos deputados, fazer leis e fiscalizar para que haja boa gestão por parte do executivo. Quanto à justiça, que faça o seu papel e pare de azucrinar os outros poderes.

  • Fatima Pereira

    Perfeito Edu. Mesmo para uma semi analfabeta política como eu, era fácil imaginar que o governo Dilma seria muito diferente do governo Lula em função das alianças. Há situações onde me sinto decepcionada com atitude do governo porém, quando penso no Serra lá… tudo passa.
    Ah!! e eu, passarinho. (rsrsr)
    Bj

  • Daniel

    Dilma está respaldada pela maioria de seus eleitores. Não deve temer seguir sua ideologia e a de seu partido político, que historicamente sempre apoiou movimentos sociais e das minorias. Esta guinada à direita é pisotear no estatuto do seu partido. As consequências virão, outros partidos não pisam na sua história.

    • Marino Piccoli

      Outros partidos não pisam na sua história?? Que história?

  • Caro Eduardo:

    Vou bater novamente numa tecla que venho insistindo faz tempo.

    Melhor do que essas duas velhas opções (esquerda e direita), que tal uma nova, inteligente, humana, patriota, feliz, honesta, competente, justa, confiável, estimulante e BRASILEIRA?

    Devagar, mas com pressa, ir afastando toda essa laia de carrapatos de todos os poderes e da mídia. Hoje, com a internet, esse sonho não é tão impossível: http://bit.ly/d1QRdx

    Parabéns! E um grande abraço.

    • Na lata, essa é a solução, e os dois governos do PT está possibilitando essa tomada de atitude. Não adianta ficar chorando e se lamentando. Como você disse: Criemos então o sistema político ideológico de esquerda brasileiro.

      • impossivel evoluir politicamente o país enquanto os governos forem refens da midia bandida conluiada com politicos bandidos, bandidos de toga, etc.

        Se ao menos se tivesse um sistema de comunicação DEMOCRATICO, talvez, talvez, o povo poderia se conscientizar e respaldar a suposta vontade do governo Dilma se livrar dos “carrapatos corrutos”…

        a internet para isto é quimera. Povão ouve radio e ve tv, compra jornal de R$0.25, internet é pra namorar… não adianta achar diferente.
        Discutir politica como Edu tenta fazer aqui é coisa muito focal, amplitude limitada – infelizmente.

        ainda gostaria de ver o Edu num programa de tv discutindo as coisas como faz aqui. Uma hora por semana, rede nacional… seria possivel?

        Em qual canal? Só vou acreditar se visse… Mas, se ele tivesse uma seita “evangélica”…

  • jose marcos

    As vezes Eduardo fico com raiva e um pouco frustrado, porém quando olho em volto e vejo a sociedade em que vivemos, na sua maioria imbecilizada, reacionária e preconceituosa aos extremos, passo a compreender as dificuldades deste governo.Para se ter uma idéia da dificuldade da luta, ontem na edição do jornal Valor Economico- conforme diz o PHA um PIG light- teve uma matéria de meia pagina dando destaque a um protesto de menos de 100 bestas fundamentalistas lideradas pelo ultra reacionário bispo de Guarulhos, um tal de Dom Bergo não sei das quantas, distribuindo aqueles folhetos anti PT em função do aborto e dando apoio ao Serra (ou seja aborto no Chile pode). Portanto, veja bem, a luta é dificil, pois se até um jornal voltado para o mercado financeiro da destaque a esta bobagem, imagine a dificuldade de se modificar alguma coisa neste pais na velocidade que gostaríamos. Infelizmente não temos alternativa, pois o PSOL se fosse fazer o que diz que faria, particularmente não acredito,não duraria um mes no poder. Lembra quando a tal de HH disse que faria um decreto reduzindo os juros de uma tacada só para menos de 6%, pois é não preciso dizer mais nada.

    • Fernando Dias

      reduzir os juros a 6% numa tacada só arrasaria o REAL, é preciso criar condições para que se possa reduzir os juros dessa forma.

      A pergunta é : Porque os juros são tão altos?

  • Prezado Eduardo Guimarães,
    mais que um comentário, quero manifestar meu apreço pelo seu blog. Não é de hoje que sou leitor assíduo.
    Neste texto magnifíco você me justifica, se justifica.
    Compartilho de sua visão 100%.
    Espero que outros canais da blogsfera divulgue esta “fotografia” tão bem feita de nosso Brasil e do governo da Presidenta Dilma, que como vcoê bem definiu “é uma experiência inédita na história política pós-redemocratização”. Neste contexto, apoiá-lo torna-se um ato de cidadania e de patriotismo verdadeiro.
    Olhar nosso querido país com um olhar realista ajuda muito a torná-lo sempre mais aquele país que desejamos: soberano, livre, equilibrado e justo.
    Meu abraço.

    • eduguim

      Um abraço

  • Chico do peixe

    A Dilma está fazendo um governo de “concertacion”, igualzinho aquele governo supostamente de esquerda daquela presidenta do Chile, que o povo mandou às favas. A direita retornou ao poder no Chile e o mesmo pode acontecer no Brasil pós-Dilma. O que deve ser questionado é se o eleitorado da Dilma (maioria, portanto) aprova essa “concertacion”, porque se for pra governar em beneficio dos mais privilegiados, que volte a direita, tanto faz. Todos os presidentes que passaram por Brasilia foram eleitos com votos da esquerda mediante promessas de avanços sociais. Nenhum cumpriu o prometido, mas já era esperado. Mas a Dilma é de esquerda, se notabilizou no cenário politico nesse campo ideológico, e portanto, não pode se esquivar disso sob pena de traição.

    • snd

      apoiado. O que aconteceu no Chile pode bem acontecer no Brasil. PT é o partido dos trabalhadores, como pode pactuar com a retirada dos direitos trabalhistas e privatização dos serviços públicos? tá parecendo governo Serra-FHC-Collor. O Padilha dá mais dinheiro para as instituições privadas que públicas. Cade a qualidade dos serviços médicos? em consutas de 5 minutos. Volta Lula!

  • Remindo Sauim

    Eu verifico que a Dilma está mais a esquerda que o Lula. O ex-presidente se formou na luta sindicalista, e Dilma na guerrilha. Lula governou com os mesmos que a Dilma governa e nunca os peitou. Já a Dilma peita quem não apoia sua liderança. A direita está tão apavorada com a Dilma, que tirou o time de campo no cenário nacional para disputar prefeitura. Podem acusar a Dilma de não ter o mesmo jogo de cintura que o Lula, mas em termo de política, enquanto a oposição está indo, ela já está voltando.
    Banqueiros, latifundiários e endinheirados em geral, apoiam qualquer governo, pois suas fortunas lhes protege das ações políticas dos dirigentes. Estes milionários aprenderam a muito tempo que ganham mais sendo a favor do que contra.

  • Fabio Amaral Di Fini

    Este seu post, Eduardo, é um chamado ao juízo para aqueles que, como eu, estão bastante decepcionados com o governo Dilma. O que resta a nós, esquerdistas, diante dessa configuração de “conciliação ideológica”, que tem o governo que ajudamos a eleger? A meu ver, desse governo, não podemos esperar muito mais que o que, até aqui, nos foi oferecido… Como diria o velho Vladimir Ilyich, então, “Que fazer?”… A meu ver só nos resta uma alternativa: voltar às ruas e usar da boa e velha pressão popular, para, digamos, facilitar ou acelerar as questões que mais nos afligem… Esquerda que é esquerda, não pode se distanciar de suas raízes populares; e num governo como esse, que tem de contentar gregos e troianos, a via essencialmente institucional está, no mínimo, muito congestionada para render qualquer resultado prático… Restam, então, as manifestações de rua, as greves, os movimentos organizados, a pressão popular e outros instrumentos do gênero, entre eles os blogs sujos, para puxar novamente o governo à direção esperada… Mas esse é um caminho difícil, árduo, extremamente trabalhoso e que, sinceramente, não sei se há agora, no Brasil, clima e vontade política de quem quer que seja, para empreedê-lo…

    • eduguim

      Fábio, agradeço por tanta atenção que dá ao meu trabalho.

    • jose marcos

      Perfeito Fabio, é isto mesmo!

    • PedroAurélioZabaleta

      Prezado Fábio,
      Concordo 100%, sem trocar uma vírgula, com o texto do EduGuim.
      Tua manifestação é clara, muito sincera, e transparece teu sentimento.
      Permita-me, guerreiro, lembrar-te que há uma musa bela, sedutora e irresistível, que faz bater forte o coração de todo humanista: a Esperança. E sem ela, não há vida possível.
      Não podemos “afrouxar o garrão” (= pegar com menos força), mas menos ainda, podemos jogar a Presidenta aos cães.
      Abraço e boa luta.

    • Fabio Amaral Di Fini

      Eduardo, a atenção que dou ao seu trabalho é diretamente proporcional à qualidade do mesmo; acho que o Cidadania é, atualmente no Brasil, um dos bons referenciais alternativos a essa mídia sem-vergonha que temos… José Marcos, obrigado por ler meu comentário e fico feliz que vejamos da mesma forma.

    • Talita

      Pelo visto, Fábio, não há no momento nenhuma possibilidade de grandes mobilizações populares que pudessem impulsionar o Governo Dilma a avançar politicamente. E sem apoio e respaldo popular não esperemos de Dilma ou de qualquer outro presidente esses avanços políticos mais profundos.
      Como escreveu o Eduardo “O governo Dilma é o que se pode conseguir em um país ainda extremamente conservador que segue dogmas religiosos com um fundamentalismo impressionante mesmo quando se constituem em verdadeiros absurdos.”
      Estou certa que a maioria do povo brasileiro não se considera de esquerda,como de resto vemos acontecer na Europa.Com toda a crise,na Espanha há quatro meses, elegeram um governo de direita,embora grandes massas de indignados estivessem nas ruas se manifestando contra a crise econômico-financeira que,por enquanto, assola especialmente os EUA e a Europa ocidental. E na França parece que tudo caminha para essa mesma tendência,ainda que o país esteja varrido por greves gerais e protestos nas ruas,quase diários.
      Atribuo esses fatos ao poder da mídia, das organizações políticas e religiosas mais poderosas que em uníssono e ininterruptamente fazem um combate às esquerdas desde que surgiram no cenário mundial,depois da Revolução Francesa.Ou seja,o poder econômico empenha-se e consegue moldar a mente e os corações das forças do trabalho, os tais 99%.É uma campanha muito bem feita e que conta com muitos recursos,essa que leva os povos a se iludirem com as idéias neoliberais.
      Certamente a História não acabou nem acabará nunca enquanto a humanidade habitar o planeta. Mas o ritmo das transformações não é dado pelas vontades de líderes ou presidentes.Há que haver um povo dotado de consciência crítica,determinado e disposto a lutar por transformações profundas,um povo que trace um projeto político para o país,sabendo onde quer chegar. E se movimente.
      Ainda ontem vimos isso acontecer no Equador,quando a população de Quito e de várias cidades equatorianas foi em massa para as ruas defender o overno do Presidente Correa de uma nova ameaça de golpe. E temos visto isso acontecer na Venezuela,na Bolívia. Por terem povos mobilizados os governos desses países vêm conseguindo grandes avanços políticos e sociais.
      Que um dia tenhamos a mesma sorte. Por ora,é essa lenga-lenga morna e tudo sobre o controle da direita.
      A Dilma,como aconteceu com o Lula,também tem que entender os limites que a Carta aos Brasileiros traçou. O Brasil é um país capitalista,as grandes corporações financeiras e industriais em nossas plagas são transnacionais.Elas é que mandam. Está tudo dominado, num jogo de cartas marcadas.
      Nesse quadro,enfraquecer o Governo Dilma é mesmo a pior viagem. Lula e Dilma significam um bafejo da sorte, o melhor que poderia ser dentro desse quadro difícil. Talvez os mais simples,tenham intuido assim. E por isso votaram neles e,em silêncio, sem muitas esperanças,aguardam dias menos sombrios.

      • snd

        o problema na espanha e demais que elegeram a direita é que eles tinham um governo de esquerda que se portou como direita, principalmente apoiando a retirada dos direitos trabalhistas, flexibilizando estes direitos, precarizando o trabalho, como FHC e Collor, que iniciaram isto. Na china isto acontece, mas o governo conseguiu agregar tecnologia, não que isto seja aceitável. mas aqui e AL isto se sucede e nós só vemos defasagem de serviços e tecnologia, com lucros enormes sendo remetidos para o exterior pelas multis. um governo não deve se pautar por um lado só, mas há coisas que são inegociáveis, ou vc fica de “direita”. não queremos só bolsa-família, queremos direitos e patrimônio nacional respeitados

      • PedroAurelioZabaleta

        e além de tudo isso, Talita: o PMDB é o fiel da balança.
        Ruim com o PT, muuiiiiiiiiiiiiito pior sem…
        abraço e boa luta.

  • alex

    Oi, Edú.. como vai?
    Que tal uma enquete aqui neste BLOG:
    Quem está com a Dilma nesta escalada contra o fisiologismo?

    • eduguim

      Seria legal, né? Preciso criar essa ferramenta…

      • Décio – Atibaia/SP

        Já deveria ter criado, faz tempo.
        Eu entro nessa.

  • Miguel Oliveira

    Não entendo o que os decepcionados querem. O Brasil de Dilma atinge a menor taxa de desmprego da história, as classes D e E migram para a classe C e os da classe C migram para A e B. O governo se esforça para melhorar a educação, com várias ações nesse sentido, como o saber sem fronterias, exige cumprimento de piso salarial para os professores, tem grande atuação na melhoria da saúde pública, trabalha diuturnamente para proteger a economia nacional, diga-se o emprego do povo, etc, etc. O que eles querem? A implantação do comunismo à la Fidel Castro e Lenin? Isto é a coisa mais ultrapassada do Globo. Parece que adormeceram nos anos 50 e acordaram sem saber o que aconteceu no mundo de lá para cá.

  • Emília

    “O EQUILÍBRIO É O CAMINHO DO MEIO”. A Dilma jamais esquecerá a esquerda, mas ela não governa somente para a esquerda. Infelizmente, o mundo é dominado pelas grandes corporações que são conservadoras. Como você disse, Eduardo, o PT precisou e precisa do PMDB (partido que nunca votei, não gosto dele) para ser governo, assim como qualquer outro partido que chegar ao poder. A esquerda , se quiser fazer alguma coisa boa para o Brasil, tem que entender isso e procurar fazer uma ponte entre os dois lados, senão quem sai perdendo é o povo brasileiro, eu incluso.

    • Claro como a água da fonte…

    • Gilson

      Emília, vamos vez por outro ângulo.
      Na década de 70, vivíamos uma ditadura, de extrema direita. Se criassemos um risco para separar a direita da esquerda, quem estava do lado esquerdo do risco? O MDB. Com o tempo se transformou em PMDB.
      O tempo passou. Olhando novamente o risco divisório, o PMDB está do lado… direito. Por duas razões:
      1. O PMDB mudou e tornou-se um grupo de oportunistas. Os progressistas do antigo MDB migraram.
      2. Hoje de forma geral o Brasil é um país muito mais à esquerda do que estava há 9 anos atrás. Então o bloco da direita ficou parado e risco divisório é que se movimentou.
      Os resultados estão aí. Nossa realidade está longe do socialismo. Mas olhando do lado de lá do risco… arrepios!

      • Gilson

        perdão
        … olhando para o lado de lá… arrepios.

  • José Zanetti Gonçalves

    EduGuim
    Acompanho o Blog da Cidadania e como sempre você reflete segurança e credibilidade no que diz. Por isto é respeitado e admirado por seus leitores. Observo que vez por outra há quem aqui escreve cobrando da Presidenta Dilma e de seus assessores medidas ou ações mais enérgicas, ora em relação à Lei de Médios, Comissão da Verdade…etc. E o texto acima me deixou um pouco mais tranqüilo. Foi através de alianças partidárias que o PT elegeu Lula e Dilma. Reconhecemos que os governantes do PT eleitos através de alianças não podem se tornar refém dos partidos aliados. Mas, também podem ignorar os acordos feitos. Daí a importância do seu trabalho e de outros cidadãos através dos “blogs sujos” procurando informar os leitores/eleitores a nossa realidade sócio política. Entretanto é necessário que os cidadãos se organizem para discutir as questões sociais, econômicas e políticas brasileiras e também para acompanhar os eleitos lhes oferecendo apoio e condições de, respeitando as adversidades de um governo de coalizão avançar nas conquistas de políticas públicas que levem em conta uma sobrevivência digna e um país melhor para todos. Porém, não podemos nos esquecer que os bens naturais são finitos. E, sem respeito à natureza não haverá futuro. Mais do que se preocupar com o viver bem é necessário construir a sociedade do BEM VIVE, do BEM CONVIVER.

  • Junior

    “Refletindo serenamente, constata-se que um governo temperado por direita e esquerda é preferível a outro totalmente de direita…”
    Eu completaria: e também é preferível a outro totalmente de esquerda.
    Ideologias não são unanimidades, portanto governos que queiram representar uma nação grande como o Brasil, tem que ter representantes de todos os segmentos do espectro ideológico, mesmo que tenha um viéis mais á esquerda, como o atual governo, ou mais à direita.

  • Maisa

    Para ser governo, infelizmente é preciso acender uma vela pra “DEUS” e outra o pro…! Verdade inescapável. O acontece é que após a hercúlea luta pra a eleição da Dilma, esperávamos que ela sequer acenasse pra direitona, quanto mais tomar chá e degustar acepipes com os seus(nossos!!) detratores. Difícil de assimilar, mas a realidade fática não deixa espaços para os nossos sonhos de uma noite de verão, nossos devaneios, nossas paixões.
    É preciso, sim, sentar-se com essa gente pois eles são parte do jogo, são membros legítimos do governo que ajudaram a eleger.
    De outra sorte, é inegável que é preciso enfrentar esse mesmo “parceiro” de caráter fisiologista e descompromissado com o futuro do país.
    Alguém tem que enfrentá-los para dizer que a sociedade está exigindo um novo paradigma nas lides políticas. Talvez seja esta a função da Dilma, mas é preciso algumas correções de rumo e dar oportunidade para novas lideranças surjam para dar e buscar, na sociedade, o apoio tão necessário à manutenção do sistema democrático. As velhas “lideranças”, raposas e cobras ao meu ver, deverão ser destronadas e postas de lado, no ostracismo que lhes caberá.

  • André Dantas

    Mais uma vez aqui neste brilhante espaço observamos o jogo da direita sendo jogado – o jogo do medo.
    Como já não é possível vender a ideia de que o Governo Dilma é de esquerda (a realidade já não pode ser engolfada pelos discursos) caimos no velho governo de “conciliação nacional” e, como tal, este deve satisfações a todos os seus integrantes, sejam eles bancos, empresas, governos estrangeiros ou nós (nesta ordem…).
    O Eduardo bem observa que esse Governo tem uma ala de esquerda (parte do PT e parte do PC do B) e outra de direita (o resto do PC do B e do PT e os demais partidos) e que para funcionar precisa agradar a ambos. Mas o Governo Dilma tem um problema – só quem vota nela é o povo da esquerda, pois o povo da direita vota em outro candidato (apesar de participar do Governo que não elegeu…).
    Assim sendo, o Governo Dilma para ver se consegue o voto de quem governa com ela (mas não vota nela) cede aos conservadores, pois, na esquerda “tá tudo dominado”.
    Só que esta “política” já está dando muito na cara e está ficando difícil convencer os movimentos sociais, a blogosfera, a militância a engolir mais esse sapo – grande, gordo e espinhoso.
    Aí é que entra o jogo do medo.
    O discurso é “eu sou ruim, mas sem mim é o caos”. “Eu sou o capitalismo humanizado, eles são o capitalismo selvagem”. E, principalmente, “Não há outro caminho para a salvação que não passe por mim”.
    Hoje a estratégia de quem defende o Governo é mesma utilizada pelos conservadores para evitar a chegada do Governo Lula. Diziam que a economia iria sucumbir, que o Brasil não teria mais crédito, que haveria um desmanche na prestação de serviços, um “retrocesso” com a estatizações, etc, etc e etc.
    Pois essa tese não me pegou em 1989 quando Lula era o “comedor de criancinhas”, não será hoje que me pegará.
    Quando a direita voltar ao poder não nos culpem. Continuamos aqui lutando pelo mesmo que lutávamos antes. Foi o PT que preferiu se adequar aos “usos e costumes palacianos” e todos pagaremos o preço. A Bíblia, na crista da onda na Esplanada dos Ministérios já advertia: “Ninguém pode servir a dois senhores”; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus (ou o povo) e às riquezas (ou o mercado).
    Dilma ainda será eleita em 2014. Depois? Depois veremos… Por enquanto a história caminha para se repetir como farsa.

    • Dimas Antonio Granado de Pádua

      Perguntaram a Lord Keynes sobre a situação da crise de 1929,a longo prazo e a resposta dele foi sucinta e brilhante:¨Alongo prazo eu não sei,mas a medio prazo todos estaremos mortos¨.

    • Araquem

      Fora o fato da profunda desonestidade intelectual usada na campanha para convencer os eleitores que era um programa de esquerda.
      Dilma nunca disse num comício ou na TV que seria homofóbica. Nunca disse que iria parar a reforma agrária. Nunca disse que seria amiga da motoserra.
      Mentiu (ou omitiu) para a população.
      Governo de coalizão: votos de esquerda e políticas de direita.

    • Chico do peixe

      Complementando o que disse o André Dantas eu gostaria de perguntar àqueles que dizem que o governo Dilma é de equilibrio esquerda/direita, o seguinte: Qual politica do atual governo tem como escopo beneficiar o segmento pobre da população? O bolsa-familia não vale, pelo amor de Deus! E nem a politica de manutenção e criação de empregos, pois isso todo governo faz, inclusive e principalmente os da direita. A diminuição dos impostos em alguns produtos (carros, geladeiras, etc) que o governo realizou propagandeando ser em beneficio dos consumidores mais carentes, na realidade visava evitar a quebra de muitas empresas. Enfim, o que se vê é o governo trabalhando para a classe A e B enquanto as demais comem das migalhas que caem da mesa. A melhora na classe C tão alardeada pelo PT foi resultado de um boom na economia graças à politica de exportação de produtos primários para a China, que enriqueceu figuras como E. Batista e Outros, cujas sobras foram distribuidas à classe média. Nada, portanto, está sendo feito efetivamente objetivando a população de baixa renda. Isso é governo de esquerda?

  • Milton F. Nunes

    Caro Eduardo e leitores,

    “Como socialista, não gosto desse fato. Mas não tenho como fazê-lo sumir.” Este trecho reflete exemplarmente meu sentimento e a avaliação que faço do Governo Dilma. Dizer que ela mudou de rumo em comparação ao Governo Lula é também, para mim, um equívoco e eum exagero. O combate à extrema pobreza e a geração de trabalho e renda ainda são fundamentos do Governo; as obras em infraestrutura, inclusive as de preparação para a Copa e as Olimpiadas são o mote do desenvolvimento nacional; as últimas medidas econômicas e a reunião de ontem, dia 22/03, com grandes empresários para incentivar maior investimento são provas incontestes da preocupação em frear importações e investir ainda mais na industria nacional (lembremos que o embate entre o Governo e o presidente anterior da Vale tinha como centro a ótica do investimento na indústria local, caminho oposto ao que a Vale trilhava). Reconhecer que este Governo tem limites claros em sua ótica e em sua atuação, inclusive no tocante ao relacionamento com sindicatos e movimentos populares é uma crítica que deve continuar sendo feita e que contribui com o Governo. No entanto, afirmar simplesmente que o Governo é de direita, ou pior, que não diverge em nada dos governos de direita (PSDB/DEM), é apenas fazer o jogo que o PIG e os mais conservadores querem, e deste jogo estou fora!

  • A expressão do Temer é por demais esclarecedora.
    Vou dar uma rasteira nessa Tia. Ela agora vai conhecer a “ditadura” do fisiologismo e do toma-lá-dá-cá.
    Vou deitar e rolar nas verbas federais.

  • Dimas Antonio Granado de Pádua

    Sem a pressão das ruas,esse governo vai continuar refem de setores conservadores.Como dificilmente essa pressão das ruas virá,por conseguinte,o governo continuará sendo refem dos conservadores.Se bem que qualquer coisa é muito melhor do que um governo comandado pelo consorcio do inferno PSDB-DEM.Caso Dilma se candidate em 2014 e certamente se candidatará,meu voto será para ela,porque é a alternativa mais civilizada que nós temos,mesmo com os muitos senões que se possa ter com relação ao governo de coalizão presidido por ela.Ou alguem poderia imaginar um Brasil governado por José Serra,aliado a Silas Malafaia e o fundamentalista bispo de Guarulhos,dom Bergonzini?Poderiamos dizer adeus à democracia,já que estaria aberta a temporada de caça às bruxas.Ou um Brasil governado por Aécio Neves,homem dado à pratica de orgias nas noites cariocas,regadas a alcool e drogas?Não temos opção:ou Dilma,com todos os reparos que possam ser feitos ao governo dela ou a barbarie,o caos,a catastrofe.

  • Décio – Atibaia/SP

    A Dilma vai indo muito bem, apesar da carga de uma coisa chamada pacto de governabilidade.
    Mas, quem pensa que o problema dela é com a chamada direita, engana-se.
    O que não está fácil, é satisfazer as expectativas de um eleitorado que esperava outra coisa de alguém que foi eleita, graças à iparticipação decisiva, do maior cabo eleitoral que esse país já teve, o Lula.

  • juliano santos

    Exato, Edu. A princípio você nem precisaria escrever isto, que deveria ser óbvio para todos. No entanto, você o fêz no timing certo, pois vários eleitores estão esquecendo de olhar para o governo e ver qual é a cara dele.
    A cara dele é a que está na foto. Post didático

  • Carlos Sapa

    Perfeito. É tudo isso que você disse.
    Impecável sua avaliação.

    Abraço

    • eduguim

      igualmente

  • Delano Pessoa

    A Dilma está destruindo a noção de direita / esquerda, com ela agora é, está com ela ou não está com ela, e assim vai ser no governo dela. Que na minha opinião tem uma enorme credibilidade.

  • Almir

    Qualquer coisa é melhor do que Serra/Alckmin/Aécio na cadeira de presidente, apoiado pela redebobo, revista (in)veja, jornal FolhaSP, e com base parlamentar formada por Agripino, Efraim, Marco Maciel, Jereissati, Mão Santa etc, sem falar na cambada de milicos empijamados exercendo cargos de “conselheiros”.

    Do jeito que está o governo Dilma, pode até não ser o modelo ideal para os esquerdistas históricos, mas com toda certeza é menos ruim do que o “staff” acima enumerado.

    • André Dantas

      Nisso eu concordo. Certamente qualquer coisa é melhor do que os demotucanos.
      Em verdade muita gente concorda com isso, inclusive o Governo – sabe que se fizer qualquer coisa será melhor que os demotucanos.
      Sigamos tendo qualquer coisa…

  • Olha, Eduardo, o que ocorre é que devemos encarar a opinião pública como uma coisa mutável, e não estática.

    A opinião pública é moldada por diversos fatores: a mídia, a militância política (no mundo virtual e no mundo físico) e a qualidade de vida da população.

    Os argentinos, teoricamente, são mais conservadores do que os brasileiros. Buenos Aires se vê como uma capital europeia na América Latina. No entanto, o kirchnerismo conseguiu transmitir uma forte consciência política aos argentinos. O PT, faz 20 anos, parou de fazer isso. Deixou para o PIG a tarefa de moldar as opiniões políticas dos brasileiros. Não fosse a Blogosfera, o PIG teria o monopólio da comunicação, monopólio esse dado de presente pelo medroso PT.

    “Eu digo a todos os jovens que não se preocupem com as coisas que dizem esses meios de comunicação, eles são centros de emissão de poder que justificaram a ditadura e a repressão; os jovens são o mais maravilhoso deste movimento popular”. Essa frase é de Cristina Kirchner. Enquanto isso, Dilma faz omelete.

  • ramiza

    Ela seria incompetente, como vem demonstrando ser, tanto à esquerda quanto à direita.
    Não tem capacidade política. É uma gerentona. E o artigo fala fala e não chega a conclusão alguma.
    Parece mais uma desculpa para a pífia atuação do governo.

  • ed.lima

    Na última eleição, ai do Pefeitinho,Deputado,Governador e Senador, de qualquer que fosse o Partido,principalmente do PMDB,que não tivessem uma foto com o Lula e louvando-lhe o seu Nome nos comícios. Tudo pra enganar o pobre do Eleitor Incauto,e ganhar votos,nas costas do NUNCADANTES.Muitos Dêstes,hoje,estão Congresso e Senado,Chantagiando à Dilma.São Fariseus Hipócritas,fisiólogicos e ladrões até a medula.

  • Svibra

    Edu, muito bom!

    A estratégia de Serra está cada vez mais se tornando cristalina e Dilma já a identificou com clarividência de estadista.

    Serra está pouco se lixando para os partidos – ele ainda não vê, com alguma razão, a plena democracia neste país. Tendo perdido seu discurso enganador, ele quer a Direita, onde quer que ela esteja porque sabe que com ela ele terá a mídia ao seu lado. Quem está errando é o PSDB, como muito bem aponta o artigo de Alberto Carlos de Oliveira no Valor Econômico que conclui com o novo lema deste partido: “Em time que está perdendo não se mexe”

    http://www.valor.com.br/cultura/2583360/com-serra-o-psdb-so-tem-perder

    É sintomático também o incrível artigo do “jornalista” Neiron Cruvinel publicado no Diário da Manhã de Goiana em 21/3 defendendo a liberação dos jogos de azar e aproveitando para fazer apologia escancarada da ditabranda, no nível que nem mesmo os jornais mais conservadores tiveram a ousadia de fazer.

    http://www.dmdigital.com.br/novo/?ref=dmsite#!/view?e=20120321&p=20

    Vamos para mais um grande embate: O único representante das classes até recentemente dominantes com o apoio irrestrito da mídia, jogando um tudo ou nada, arregimentando todos aqueles que ainda preferem continuar bobos (além claro, dos que se beneficiam da expropriação do patrimônio público) contra um grande massa já convencida há tempos da necessidade de uma maior igualdade e prosperidade, agora somada a uma outra grande parcela da sociedade finalmente desperta por obra de Lula.

    A Dilma precisa garantir a continuidade das ações iniciadas por ele e neste contexto, sangrar as hordas de Serra. Isto tem um preço, chama-se política e a esquerda precisa entender isto. Na medida que a democracia for avançando, este preço será cada vez menor e maiores conquistas serão possíveis.

    Penso que os atuais custos já são significativamente menores dos que existiram no passado.

    A título de ilustrar um assunto do momento, um futuro Presidente do Brasil – qualquer que seja seu partido político, poderá dizer ao presidente da FIFA – olha, este negócio particular de vocês, valem aí fora. Aqui este assunto é do Estado e se não gostar, vá fazer esta Copa em outro lugar. E neste sonhado momento, será ovacionado pelo povo brasileiro.

  • Svibra

    A estratégia de Serra está cada vez mais se tornando cristalina e Dilma já a identificou com clarividência de estadista.

    Serra está pouco se lixando para os partidos – ele ainda não vê, com alguma razão, a plena democracia neste país. Tendo perdido seu discurso enganador, ele quer a Direita, onde quer que ela esteja porque sabe que com ela ele terá a mídia ao seu lado. Quem está errando é o PSDB, como muito bem aponta o artigo de Alberto Carlos de Oliveira

    É sintomático também o incrível artigo do “jornalista” Neiron Cruvinel publicado no Diário da Manhã de Goiana em 21/3 defendendo a liberação dos jogos de azar e aproveitando para fazer apologia escancarada da ditabranda, no nível que nem mesmo os jornais mais conservadores tiveram a ousadia de fazer.

    http://www.dmdigital.com.br/novo/?ref=dmsite#!/view?e=20120321&p=20

    Vamos para mais um grande embate: O único representante das classes até recentemente dominantes com o apoio irrestrito da mídia, jogando um tudo ou nada, arregimentando todos aqueles que ainda preferem continuar bobos (além claro, dos que se beneficiam da expropriação do patrimônio público) contra um grande massa já convencida há tempos da necessidade de uma maior igualdade e prosperidade, agora somada a uma outra grande parcela da sociedade finalmente desperta por obra de Lula.

    A Dilma precisa garantir a continuidade das ações iniciadas por ele e neste contexto, ganhar uma fatia das hordas de Serra. Isto tem um preço, chama-se política e a esquerda precisa entender isto. Na medida que a democracia for avançando, este preço será cada vez menor e maiores conquistas serão possíveis.

    Penso que os atuais custos já são significativamente menores dos que existiram no passado.

    A título de ilustrar um assunto do momento, um futuro Presidente do Brasil – qualquer que seja seu partido político, poderá dizer ao presidente da FIFA – olha, este negócio particular de vocês, valem aí fora. Aqui este assunto é do Estado e se não gostar, vá fazer esta Copa em outro lugar. E neste sonhado momento, será ovacionado pelo povo brasileiro.

  • João Carlos – SP

    Comentário muito lúcido.

    Setores de esquerda ( e outros, como gays) querem que Dilma faça o que é o dever deles, ou seja, fazer crescer suas posições na sociedade, no eleitorado.

    Se são fracos nas urnas, não é Dilma que vai resolver, nem Lula o fez.

    A pauta da Dilma era bem conhecida, ela está fazendo o que disse que faria.

    Tragédia seria Serra como presidente.

  • Antonio Carlos

    Mas…sempre o mas….se este governo não der certo, o PT leva a bronca com a mídia toda contra. Se der certo aí surgirão os aliados, com toda razão, e com a mídia apoiando o lado “bom” do governo. Será o mesmo que fizeram com a tal “semente do Real”, da “estabilidade” herdada por Lula, do PSDB.
    Mas há tempos enxergo exatamente isto mesmo. As pessoas esquecem que Lula/Dilma são um projeto, digamos assim, permitido pelas elites brasileiras, diante o fracasso do PSDB.

  • Pedro Cruz

    B ravos, Eduardo. Concordo plenamente com o texto. Esta interpretação de um governo de coalizão PT-PMDB-PDT-PSB-PCdoB-PP-PR_etc, faz com que Dilma não avance o quanto gostariamos em questões como: Lei dos médios, reforma política, reforma agrária, reforma tributária, comissão da verdade e da justiça, dentre outras. Mas, por outro lado, permite que a sociedade comece a discutir estes temas. A sociedade civil é quem vai determinar o quanto quer avançar sobre eles. Ao mesmo tempo mantem e procura avançar com as políticas de crescimento economico com inclusão social, defesa de empregos e aumentos de renda, defesa de nossas industrias, inovação tecnológica. A inserção dos movimentos sociais no processo é quem vai determinar o quanto avançaremos. Quanto mais mobilizações, quanto mais reivindicações, quanto mais participação, mais conquistas teremos. Acho que era voce quem dizia: um passo a cada dia. É isso aí : Um passo a cada dia. Quando não: um passo atrás, dois para a frente

  • Filipe Rodrigues

    O presidencialismo de coalização é uma merda.

    Lula foi um grande presidente, teve muito mais acertos que erros. Mas seus erros ameaçam Dilma.

    Se a herança maldita de FHC foi a economia, a do Lula foi a política.

    Lula se preocupou muito mais em se agradar o fisiologismo e parlamentares que o apoiavam apenas por interesse, do que construir uma maioria parlamentar qualificada. Dilma provou que não entende de política, se ela imaginava que ia enfrentar todos esses problemas, por que não alertou Lula antes de virar presidenta?

    Dava para os maiores partidos de esquerda (PT, PC do B, PSB, PDT) eleger uma bancada de duzentos e pouco deputados, mas Lula não utilizou sua alta popularidade e o crescimento econômico brasileiro para alavancar sua base política de esquerda.

    Não teve a esperteza política de Sarney no plano Cruzado (1986) e FHC no plano Real (1994) que usaram a economia para alavancar seus partidos no Congresso.

    OBS: Sempre fui contra Michel Temer na vice-presidência, Ciro Gomes deveria ter sido o vice de Dilma.

  • Rodrigo

    Edu, tenho uma posição um pouco diferente, ainda que respeite muito a sua.
    Dilma para se eleger precisava do PMDB e sua penetração nacional. Era um nome desconhecido e sabia que a direita viria com tudo pra meter a mão no Pré-sal. Vem fazendo uma política amena, quase irrelevante, em relação ao PMDB e os partidos nanicos da base aliada. Sua preocupação é muito mais com o desenvolvimento econômico e fortalecimento dos inverstimentos, do que com as opiniões dos colunistas políticos e palanques de esquerda. Sabe que isso é a chave do sucesso do país, não a Lei da Copa, o Código Florestal, que, apesar de suas importâncias, não são estratégicos.
    O PMDB é um estorvo do qual todo governante precisa mas que, aos poucos, vai precisando cada vez mais dos governantes que apoia.
    Hoje o PMDB está cada vez mais fraco e duvido muito que componha a chapa de 2014. Dilma, com o governo que faz, é reeleita com tranquilidade, pois Serra estará em 2014.
    Resumo: como o Governo não está na dependência que estava do Congresso, a tendência é o PMDB se desidratar e seguir o caminho do PSDB/DEM caso seja alijado em 2014. A força que surge é o PSB.
    Se essa for a estratégia de Dilma e esses fatos ocorrerem, sua importância para o País terá sido muito maior do que acabar com a miséria. Terá acabado com o PMDB, que é uma outra miséria.

    Acho que isso todos gostaríamos de presenciar.

    Grande abraço.

  • Vinicius Dantas

    Pô, não quero desrespeitá-lo, mas PSDB é um partido de direita? PMDB é de direita? Meu Deus!

    Pergunte para um direitista genuíno (como eu, por exemplo) e todos vão dizer “PSDB é centro-esquerda; PT é de esquerda e PMDB é fisiológico”. Qualquer pessoa sabe disso, menos você, Edu. O PSDB é a direita que a ESQUERDA quer, mas nós, direitistas, sabemos que não existe um partido de direita no Brasil (a única democracia que não existe um partido sequer de direita).

    Sem falar que o PMDB não tem ideologia nenhuma; é um partido fisiológico, uma garota de programa que faz o serviço a quem pagar melhor.

    Portanto, aconselho o senhor a estudar um pouco mais, senhor Edu socialista.

    ALiás, os 100 milhões de pessoas mortas por causa do socialismo mandaram um abraço pra você!

  • Eduardo, essa análise é realmente a mais lúcida que vi nos últimos oito anos,
    pena que o pensamento esquerdoide tomou conta da mente e do espírito da militância,
    até mesmo os mais intelectualizados não atinaram para a real dimensão do que
    aconteceu com a eleição de Lula e agora com Dilma. E digo mais, se os partidos
    de esquerda não tomarem tento e não retornarem com urgência aos movimentos
    populares na base a direita vai cooptar todo mundo, e aí babau.

  • alex

    TÁ NAS BANCAS, PESSOAL ..

    TCHAÚ ..TCHAÚ, SENADOR!

    “Os 30% de Demóstenes”

    Por Leandro Fortes* – revista CartaCapital
    23.03.2012 18:04

    A Polícia Federal tem conhecimento, desde 2006, das ligações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

    Três relatórios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, então chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (DRCOR), da Superintendência da PF em Goiânia, revelam que Demóstenes tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino, calculada em, aproximadamente, 170 milhões de reais nos últimos seis anos.

    íntegra: http://www.cartacapital.com.br/politica/os-30-de-demostenes/

  • Acredito que o governo Dilma seja de transição democrática, ou seja, aquele governo que ansiávamos com Tancredo/Sarney, mas a verdadeira transição está se dando agora e só está sendo possível graças ao desenvolvimento econômico promovido por Lula, e ascensão de uma nova classe média, que não anseia apenas por consumo, mas quer melhor Educação e Saúde, além de igualde jurídica, por assim dizer .
    Todos sabemos que existe a lei para os pobres e a dos ricos. Esta estrutura arcaica e tão incrustada na nossa sociedade, precisa mudar para atender as novas demandas da sociedade que está se formando no País e se solidificando. è preciso transparência e agilidade. Dilma vem a atender estes dois extremos, o Brasil antigo e o novo, do futuro ainda em formação e sofrendo com a resistência do anacrônico.
    Um abraço, Zé Luis

  • ProfeGélson

    Alguém avise a Dilma: o governador Tarso/PT/RS não está cumprindo a LEI!!!!!!!!!!!!

  • Marcelo Rodrigues

    Daria até para entender se houvesse procura por alguma forma de equilíbrio, mas o que estamos assistindo é o governo escancarado às pressões da elite predatória e surdo aos gritos da esquerda. Por exemplo, por um lado estão bloqueadas a reforma agrária e a lei da mídia , por outro foram velozes em passar à iniciativa privada a administração de aeroportos e está sendo rápida a tramitação do projeto que dá aos banqueiros a administração da aposentadoria pública, talvez em troca da queda da taxa de juros, vai saber.

    O governo é tímido com o capital especulativo que ameaça nossa economia, abrindo assim o flanco para a destruição da indústria nacional, mas é firme e ousado em seu propósito de promover a desoneração da folha e flexibilização CLT. Ou seja, tanto o trabalhador, quanto o empresário produtivo estão sendo sacrificados para atender aos parasitas financeiros.

    Lembro que o Estadão publicou editorial sustentando que já passou da hora de iniciar uma nova rodada de reformas para recuperar a competividade do País. Vindo de quem vem, para o trabalhador esta lenga-lenga quer dizer mais exploração e menos direitos.

    Por outro lado, as coisas boas que o governo tem feito, e há muitas, podem ser catalogadas como boa administração, mais isso, oras, nada mais é do que fazer o obrigação.

  • alex

    EDÚ .. olha que campanha legal

    Privataria Tucana em edição popular. Contribua !

    Campanha Brasil de Fato – Especial Privataria Tucana

    O jornal Brasil de Fato quer levar o Privataria Tucana a todos os recantos do Brasil. A ideia nasceu do fato de que, mesmo com preços promocionais, o livro tem um custo alto para boa parte dos orçamentos: cerca de 30 reais. Além disso, por problemas de distribuição, o livro não chegou ainda aos lugares mais distantes dos grandes centros do país.

    Portanto, a edição especial do Brasil de Fato servirá ao mesmo tempo para fazer propaganda do livro e matar a curiosidade de muitos leitores que não conseguem comprá-lo.

    http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/03/23/privataria-em-edicao-popular-contribua/

  • Raimundo Costa

    Edu… faço parte dos inumeros brasileiros que acreditaram nas bandeiras do PT. Choramos tristeza, nas eleições na qual o LULA perdeu para o que havia de mais reacionarios no Brasil. Choramos de alegria na primeira eleição para presidente ganha pelo Lula… veio a segunda… veio a terceira com Dilma, sempre na esperança de ver colocado em pratica as bandeiras ao qual lutamos e o PT prometia.
    O que acontece hoje? é uma imensa frustação apesar de haver ainda esperança de uma virada, está dificil mas como Brasileiro que deixa tudo para ultima hora, quem sabe, não?
    Veja como é a vida, cade a cobrança do PT para levar ao conselho de ética o Demostenes? Até o PT discursou prestando solidariedade a este sujeito, quando este mesmo sujeito gritava e vituperava contra os PT e governo Dilma.
    Cadê a CPI da privataria? Meu Deus do céu… o que está havendo com o PT??

  • Zé Giannelli

    Caro Edu Gui, explicação excelente! A propósito tem um blogueiro sujo que escreveu uma história pessoal para explicar porque não critica o governo do PT, que é muito boa e vem totalmente a calhar com teu texto; para quem não conhece deixo o link:
    http://tudo-em-cima.blogspot.com.br/2008/11/s-para-deixar-claro-porque-no-critico-o.html
    abços
    Zé Giannelli

  • Haroldo Azevedo

    Só sei de uma coisa, Não caio mais nessa, Dilma tô fora!!!

    • Dimas Antonio Granado de Pádua

      Claro que vc está fora,vc nunca,jamais,em nenhum momento votou na Dilma.A quem vc pensa que engana?

      • Haroldo Azevedo

        Só lamento por você Dimas Paduá (tipo Porra Louca das antigas). Eu realmente sei quem sou, cheguei até Dimas, a perder emprego por conta da eleição da Dilma que se revelou uma Decepção, ela perto de LULA é Nada. Dilma tem ‘sorte’ dos blogueiros progressistas igual ao Eduardo Guimarães, o Miro, o Azenha e muitos outros, não estão fazendo as cobranças na qual o seu Ministro das Comunicações Paulo Bernardo (o covarde)se comprometeu e Nunca cumpriu e nem vai cumprir, como a ‘lei dos médios’, PNBL, entre outros, pois estão comprometidos com o PIG. Até o momento Dilma não apresentou algo novo, um avanço se quer, faz uma política ‘água com açúcar’ sem novidades e a sensação que temos é que tem medo. Quanto a mim PLA, estou há anos na linha de frente dos movimentos sociais desde época de Miguel Arraes em PE, desde movimento cultural do emérito Prof. Paulo Freire, de alfabetização em massa em PE. E quanto a você não passa de PLA, só lamento.

        Haroldo Azevedo

        • Dimas Antonio Granado de Pádua

          O que vc sugere que Dilma faça?Que ela enfrente o PIG de frente e corra o risco de sofrer algum tipo de impedimento?Melhor Dilma com essa politica banho maria,do que um governo do consorcio do inferno PSDB-DEM.Qualquer coisa é melhor do que Serra,Aécio et caterva.

          • Haroldo Azevedo

            Volto a repetir ‘Só sei de uma coisa, Não caio mais nessa, Dilma tô fora!!!’ Alguns dias atrás eu vir o Eduardo Guimarães se lamentando no Facebook, neste sábado eu descobrir porque!! A veja diz tudo. Só lamento. Até a próxima Crise Midiática, se é que ouve alguma!!

  • Antonio Sousa

    Eduardo, sei pouco sobre você.
    Acompanho seu blog há algum tempo e nunca encontrei argumentos para discordar totalmente dos seus pontos de vista expostos em seus comentários.
    Uma ou outra dúvida no varejo, nada no atacado.
    Aquele seu poema sobre os órfãos do Pinheirinho trouxe-me lágrimas aos olhos.
    Você é muito lúcido.
    Em uma das eleições que o Lula disputou, um colega inconformado com o leque de alianças disse-me que perderíamos a identidade enquanto esquerda se, de fato, nos coligássemos com alguma parcela da direita.
    Lembro-me de ter-lhe respondido que para preservar a identidade bastaria guardá-la no bolso.
    Tenho 52 anos e prefiro mil vezes um governo com tantos tensionamentos e conflitos internos à placidez homogênea do fundamentalismo direitóide.
    É óbvio que o PT abriga, a exemplo dos demais partidos, muitos oportunistas e um ou outro pilantra contumaz.
    Isso não torna o governo Dilma semelhante a um possível governo do PSDB ou do DEM.
    Seu comentário sintetiza com rara competência a situação política que vivemos.
    Um abração e parabéns.

    Antonio Sousa

    • eduguim

      valeu

  • Jose do Ceará

    Eduardo, outro texto de primeira qualidade.Na mosca !

  • Para mim, o jeito Dilma é o que revela a essência de sua personalidade,
    e que consta nos anais daqueles tempos de Dilma menina no país da ditadura militar.
    O seu passado, suas atitudes, sua conduta dão uma visáo bastante clara
    do que se poder'[a ver em seu governo.
    Dilma é uma mulher idealista e guerreira, preparada para escrever bem estas páginas
    de sua história e a História do Brasil.
    ” A virtude está no centro. O meio é o ponto de uniáo dos opostos, o meio é o centro da força.”Vejo

    Vejo com bons olhos os próximos tempos. Deixa a Dilma respirar.

  • Adilton Jore Ferreira Cruz

    Caro Edu.
    Assino embaixo, sem alterar uma vírgula. Acho que conheceremos o governo Dilma, mesmo, só a partir do próximo ano.
    Abraços.

  • o comentarista politico Rudá Ricci, da rádio BANDNEWS/BHZ vem batendo insistentemente na tecla que PT e PSDB são partidos irmãos e mais dia, menos dia, irão se unir, que é besteira seus militontos insistirem em se digladiar internet afora e tals…

    Parece ser mesmo esta a proposta do atual governo federal. E quanto mais o governo federal estimula suas alianças a torto e à DIREITA (as usual), mais o PT “autêntico” hipotrofia e caminha rumo à morte politica… não pode se “arriscar” a lançar candidatos próprios, a fazer aliança com partidos de “esquerda”… só pode alimentar pseudo-alianças com a centro-DIREITA, cuja vontade em geral prevalece. Até quando poder-se-á suportar isto?

    A gente não quer só comida…

    Acho que não vejo tudo isso com bons olhos, do fundo do coração. Não tem como dar certo.

    E nada de Lei de Meios, nada de colocar a midia bandida sob as vistas do MP, nada de politicas que protejam minorias sexuais cada vez mais agredidas, nada de Educação, de Educação para a diversidade, nada de uma midia diversa e democrática…… é só comprar, é só fundamentalismo pseudo-cristão… tá ficando dificil, muito dificil.

    (vem aí a privatização das águas, atenção!) >>> que cara de pau desta reca de politicos neoliberais de quaisquer bandeiras que temos, que safadeza rapaz! (E não temos quem nos represente/defenda!!!)

    :/

    • Danilo Morais

      Desculpe meu caro, mas o que faz o Ruda Ricci é repetir com um monte de contradições e com ares de análise de conjuntura, os argumentos da esquerda acadêmica mais consistente. Quando fala da suposta convergência futura entre PT e PSDB está repetindo a hipótese do ornitorrinco, do Francisco de Oliveira – que, em minha análise está completamente equivocada quando se observa, sem necessitar grande acuidade, que as bases de PT e PSDB, que já tiveram maiores convergências, a cada eleição se distanciam cada vez mais. Uma união entre ambos seria pragmaticamente, sem dúvida, a ruína eleitoral de ambos. Ruda Ricci já usou também das análises de Luis W. Vianna, ao afirmar que o governo Lula e Dilma representaria o retorno da “modernização conservadora”, esta entendida como sinônimo de desenvolvimentismo – discordo também desta análise, mas isso mostra a contradição de Ricci, pois ou o PT está se aproximando do PSDB (neoliberalismo) ou está promovendo retorno da “modernização conservadora” (velho desenvolvimentismo). É uma coisa ou outra. Bueno, mas quando é para bater no PT, Lula, Dilma e afins, mesmo analistas de esquerda, quando estão a serviço da “grande imprensa”, falam o que dá na telha e ninguém contesta.

  • Jacó do B

    A Dilma, assim como foi o Governo Lula, faz o Governo possível e não o ideal, para nós esquerdistas! todo cuidado é pouco pois o Santo é de barro…

  • JA

    Pois eu acho que a Pres. Dilma precisa chamar alguns caras politica e eticamente fortes (independentemente de partido) e, com esse apoio, buscar força no Parlamento para poder governar de fato prescindindo das tais alianças partidárias.
    Será que ela não consegue uns deputados e senadores mais comprometidos com sua idéia de Brasil do que com siglas partidárias? Mesmo porquê nossos partidos não têm programas nem compromissos. Então que se arrgimentem os nomes e se abstraia dos partidos.
    Aí ela vai mostrar serviço.

    “A perfeição é alcançada, não quando não há mais nada a incluir, mas quando não há mais o que retirar.”
    Antoine de Saint-Exupéry.

  • Leonardo

    Estou decepcionado. Sou funcionário público federal e o governo nem repõe as perdas inflacionárias do meu salário. Estou empobrecendo, e ao mesmo tempo vejo meia dúzia de empreiteiras enchendo as burras construindo estádios. Era melhor ter votado logo no Serra, pelo menos não estaria comprando gato po lebre. Dilma, a “Dama de ferro” brasileira… Saber que até panfletei para ela. Se perdeu, coitada. Quando vejo meus colegas direitistas a elogiando, dizendo que seu governo é técnico, não político, perco de vez as esperanças. Mas ela vai ter o troco, 2014 está aí.

  • Wilson Araújo

    O que é ser de esquerda???

    http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2012/03/22/o-que-e-ser-de-esquerda-no-seculo-xxi-segundo-o-filosofo-ruy-fausto

    Texto e palestra simples de um tema hoje complexo. Qual a diferença notória de Dilma e Lula??? Lula, com seus acertos e erros, fugiu menos do cerne da questão. Evidenciou que existia uma classe popular que precisava do apoio estatal para diminuir o abismo chamado desigualdade. Dilma não. Aliás, o PT que está hoje a frente não o faz mais.

    De certa forma a mera aceitação da ideia de que esquerda e direita neste governo detêm mesma força ja nos leva ao problema da caracterização errônea do paraíso presente. No momento em que o governo busca uma atuação de centro, agradando a “todos de igual forma” ou como diziam no tempo de FHC “fazendo o bolo crescer para depois dividir” encontramos o povo, em sua hipossuficiência diante dos detentores e manipuladores do capital novamente sem representação. Não basta que as pessoas estejam felizes com o pouco que detêm para achar que o céu é aqui. Aprovação popular é fenômeno comum entre pessoas pobres detentoras de muitos menos do que merecem mas possuidoras de algum bem material ou ao menos esperança de que a vida vai melhorar. É necessário que o povo entendam que não está vivendo bem diante do instituído na constituição federal e almeje intensamente chegar lá.

    Voltando a esquerda, a busca mais do que justa pela igualdade, encontramos um PT preocupado em atender um agenda própria dos detentores capitalistas. No momento que se busca essa “parceria” o dilema vem a tona: os lobos vão dividir os ganhos com as ovelhas??? Os que hoje são chamados a entrar cada vez mais na administração pública, perto do próprio poder de intervir nas políticas públicas e nas arcas dos impostos, aqueles que sempre roubaram os brasileiros e são os reais culpados da enorme desigualdade vão agora ajudar a cuidar da grande massa chamada povo ou irão aumentar imensamente seus lucros, deixando migalhas para “o resto”??? Não tenho a menor dúvida de que irão apresentar dados reais de um novo milagre econômico enquanto a desigualdade na base é diminuída a passos de tartaruga com Alzheimer

    Por último, me parece extremamente incoerente a defesa irrestrita de um modelo político na campanha eleitoral financiado pelo Estado e cada vez mais estes mesmos “empresários doadores de campanha” dominando o setor dito público, consolidando a influência daqueles que buscam o lucro a todo custo sobre o Estado que deveria no Brasil ser naturalmente de esquerda, pois ser de esquerda é buscar acima de tudo (e de todos) a igualdade. Igualdade esta que será cada vez mais difícil de buscar dado o novo distanciamento dos movimentos sociais do poder, as tentativas de doutrinação (punição mesmo) aos movimentos sindicais, simplificação débil de que partidos de cunho mais ideológico não prestam por que não prestam, o apego ilusório de que “chegou a vez do Brasil e o povo está vivendo já muito bem” além da própria definição hoje da crítica como sendo tentativa de golpe pois quem está “do lado do bem” tem que concordar com o que governo/demotucanos não importando o que seja dito somente favorecem o aumento da desigualdade.

    O mal do fisiologismo nesse país não tem sido combatido com a informação e educação ao povo. O remédio equivocado aplicado hoje pelo PT se chama “lealdade acima de tudo” mesmo que isso signifique matar o conceito de “ser de esquerda”. A infabilidade quase que papal hoje na auto avaliação do PT ja está cobrando seu preço não somente junto aos que vivem do fisiologismo mas também, e com efeitos mais desastrosos, junto aos “de esquerda”. De esquerda estes que se sentem cada vez menos a vontade de dizer que este é “seu governo”.

    • Wilson Araújo

      Somente confirmando o que disse (ainda não havia lido essa matéria por sinal) é um erro acreditar que o Estado vá impregnar a iniciativa privada de bons costumes altruístas ou de que vá dividir os ganhos do desenvolvimento financeiro com o Povo. Isso nunca aconteceu, o empresariado de maneira geral transforma imediatamente qualquer incentivo concedido em maximização do lucro e por fim continua em uma guerra constante para retirar benefícios dos trabalhadores. A história mostra isso.

      http://brasil247.com/pt/247/poder/49517/Dilma-fala-a-Veja.htm

    • Lucas Costa

      Aqui está o ponto. Diga uma vírgula sequer que não seja elogio ao governo e seja chamado automaticamente de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, etc. Uma forma perigosamente TOTAL de encarar a vida política. Não há partido político imune a críticas, como querem muitos querem fazer crer que é o PT.

      Ser produtor de um governo melhor que aquele do PSDB não é antídoto absoluto anticríticas. O PSDB no poder, com suas crises, seus achatamentos, seus arautos da pobreza do país, como o jornalista Ali Kamel, está abaixo da crítica.

      O PT colocou o país em uma situação indubitavelmente mais digna. Mas ainda há muita coisa para ser feita para remover o atraso. E as blindagens anticríticas não querem ver isso. O perigo é a militância do PT terminar se moldando de vez pelo atraso, com tamanha aversão ao contraditório…

    • Haroldo Lima

      Bom.. Acho que você não entendeu nada no texto aqui em destaque , simplesmente preferir expor uma análise sem fundamento, sem definir o quanto é bom ou ruim para nossa sociedade, mas eu não culpo , isso já vem da nossa cultura , entra e sai geração não muda, o povo pode ter mais acesso a informação mas na hora de absorver e interpretar, o ponto que é mais importante, acaba pecando, nessa questão que foi colocada da esquerda sofrer mudanças , isso é normal, a direita tambem sofreu mudanças , nossa política como um todo, sofreu mudanças, é um fluxo natural que deve ocorrer, como foi mencionado no texto em destaque os partidos formam alianças com a direita ou vice-versa, exatamente porque um depende do outro, existe uma coisa em baixo dos panos chamado interesses, não depende só de um , e sim de um ao todo, e infelizmente há essa distinção, creio com evolução da maneira de pensar de nós brasileiro que vem ocorrendo aos poucos isso deve acabar, eu acredito nisso, e tenho esperança , porque se não lutarmos por nossa terra quem lutará por nós. Não estou aqui pra apoiar nenhum partido político, só quero abrir ainda mais seus olhos

  • Ronaldo Sanches

    Alo Edu, mais um ótimo texto de análise da situação politica do Gov Dilma. Só acrescentaria o fato de que o PSDB quando no poder não usou seu tempo no governo para ocupar aquilo que pregava que seria um partido social-democrata. Sendo que o PT quando assumiu ocupou essa vaga com mais competencia jogando os tucanos prá direita juntamente com o DEM e o PPS.

  • jd

    Eu como eleitor de Lula e Dilma (jamais em candidato da direita), acho que podemos nos frustrar com determinados temas, mas não com a postura da Presidenta Dilma num sentido mais amplo. Não podemos desconsiderar o caráter nacionalista e soberano que esses governos têm, o que não encontrariamos em nenhuma alternativa viável. Evidente que a esquerda tem que desempenhar seu papel não deixando o governo resvalar para a direita, ou seja, passar a linha do centro, mas não vejo problema nenhum, uma pequena migração para o centro, desde que para aumentar a chance de prolongar a estadia, na governança, da aliança que tem como base os partidos de centro-esquerda, o que é melhor para a construção da nossa nação, com soberania, liberdade, desenvolvimento e democracia consolidada. Não basta ser de esquerda, tem que ser viável.

  • Luiza

    Eduardo, o governo que temos é o mal menor. Quem suportaria os demotucanos no poder novamente? Seria o inferno na terra.

  • A questão colocada é clara prá muitos já há um bom tempo. A esquerda sempre ruma à direita, temos exemplos de pessoas que, historicamente, era de esquerda e hoje é direita. Um exemplo, é o Tilden Santiago, suplente do Aécio Neves que foi do PT, inclusive embaixador no governo Lula em Cuba.
    Agora o contrário, direita tender à esquerda, nunca vi. Portanto, esperar que a esquerda influencie no governo Dilma para contrabalançar a direita, é ilusão.
    Ao mesmo tempo, se a Dilma quer atrair a direita, é bom lembrar que a direita é fiel a ela mesma. Jamais apoiará Dilma contra um direitista autêntico.

  • Caro Eduardo, em 2004 eu fui em uma reunião no centro da cidade, onde estavam lideranças históricas do PT, que poucos meses depois sairiam do partido para formar o PSOL. Entre eles estava o senador Eduardo Suplicy, que não saiu do PT e que fez um discurso reclamando exatamente da mesma coisa, que o governo Lula estaria “dando uma guinada à direita”, que havia uma profunda frustração de setores da esquerda com a atuação de Lula e que essa era uma percepção que estava se tornando cada vez mais ampla.

    Eu não concordei, poderando de forma muito semelhante aos argumentos que você está colocando em seu texto.

    O PSOL foi formado, Heloísa Helena comemorou votações aos abraços com os maiores expoentes da direita, mas esse partido não fez a diferença na política nacional e muito menos para a sociedade como um todo.

    O governo Lula produziu grandes avanços econômicos e sociais e fez toda a diferença.

    Vejo muitos paralelos entre os dois eventos e prefiro apostar no projeto político iniciado no governo Lula e ao qual entendo que o governo Dilma está dando continuidade.

    Isso não significa que não haja o que criticar. As forças progressistas, os movimentos sociais e todos nós enfim, precisamos manter a mobilização, defender nossas causas e cobrar do governo. Só não concordo que os rumos estejam errados. Os avanços são muito menores e mais difíceis que o ideal e não existe garantia contra o retrocesso, mas os rumos do governo Dilma não são de forma alguma antagônicos aos do governo Lula, muito pelo contrário.

  • alexandre silva

    Um bom artigo também no blog do Altamiro
    O momento de Dilma Rousseff
    Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:
    http://migre.me/8pf6c

  • Lucas Costa

    Mino Carta faz as suas críticas (http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed686_a_tv_cultura_nao_e_publica_ela_e_tucana):

    “Fomos boicotados durante os dois mandatos de Fernando Henrique e nem sempre contamos com o trato isonômico dos adversários que tomaram seu lugar. Fizemos honestas e nítidas escolhas na hora eleitoral e nem por isso arrefecemos no alerta perene do espírito crítico. Vimos em Lula o primeiro presidente pós-ditadura empenhado no combate ao desequilíbrio social, embora opinássemos que ficou amiúde aquém das chances à sua disposição. E fomos críticos em inúmeras situações. Exemplos: juros altos, transgênicos, excesso de poder de Palocci e Zé Dirceu, Caso Battisti, dúbio comportamento diante de prepotências fardadas. E nem se fale do comportamento do executivo diante da Operação Satiagraha. Etc. etc. Quanto ao Partido dos Trabalhadores, jamais fugimos da constatação de que no poder portou-se como os demais.

    Hoje, confiamos em Dilma Rousseff, de quem prevemos um desempenho digno e eficaz. O risco que ela corre, volto a repetir na esteira de agudas observações de Marcos Coimbra, está no fruto herdado de uma decisão apressada e populista, a da Copa de 2014”.

  • Claudio Cercal

    E Com O Serra seria como Pensem nisso. Melhor com a Dilma e alguns da direita doque o Serra com toda a direita

  • SôniaG.

    Eduardo:

    O texto convida à conciliação e ao entendimento das dificuldades do governo de coalizaõ, os dados mostram que há e houve equívocos e de leve, alguns recuos, -a regulamentação da mídia por exemplo, que mesmo o ex-ministro Franklin vem cobrando do PT – e por fim …..”…é preferível a outro totalmente de direita como seria o de José…” o que acaba com qualquer debate possível.

    Quem é de esquerda deve cobrar, incentivar a mobilização, mesmo e inclusive na internet, em seus fóruns profissionais, (como o tem feito as feministas/Saúde) exatamente para concorrer com esse poder absurdo que a direita (religiosa e afins) vem demonstrando no parlamento e junto ao governo federal, e sabedores dos desafios gigantescos de se administrar o país com essa caterva de políticos à Demos-tene e cia. e empresários ídem.

    Mesmo ao PT a gritaria poderia tirá-los da letargia e das liturgias/salamaléques do poder.
    À Presidenta, penso que deveria soar como ‘apoio’, já que uma sociedade participante, cobradora de direitos e de justiça é uma sociedade VIVA, atenta aos rumos de seu país.

    E concordo com os comentários e análises do W.Araújo-08h47.

  • Heráclito Moura

    “Jamais houve uma aliança parecida entre esquerda e direita, mesmo que seja entre esquerdistas e direitistas moderados.” Bateu-me uma abissal perplexidade, ao vê-lo classificar José Sarney, Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves, Jáder Barbalho, Fernando Collor, Romero Jucá, Edson Lobão e o Lobinho, como “direitistas moderados”. Do senhor, sempre esperei que os classificasse como “bandidos moderados”.

  • O que me preocupa particularmente na atual situação é o isolamento do Palácio do Planalto.
    Por um lado, como vc bem colocou, os setores mais à esquerda e os movimentos sociais vão sentindo um mal estar por não conseguirem maior influência num governo de coalizão.
    Por outro lado, os partidos fisiológicos da base aliada, em especial o PMDB, vão se frustrando diante das negativas do governo em participar da lógica do “toma lá, dá cá”. Como esses partidos não têm grandes compromissos ideológicos (se é que têm algum), não custa nada deixarem a base aliada para fazerem uma oposição sectária.
    Enquanto isso a grande imprensa vai exaltando o governo “técnico” e “moralizador” da presidenta, incentivando esse duplo distanciamento — em relação à militância histórica (o ponto forte de sustentação) e em relação aos aliados de ocasião (os partidos fisiológicos, ponto fraco de apoio ao governo). Se acontecer de o governo ficar isolado, não duvido que a imprensa dispare uma “bala de prata”.

  • Madureira

    Eduardo Guimarães:

    “Não se está, aqui, fazendo apologia a essa aliança entre o capital e o trabalho que elegeu o governo Dilma, apenas se está constatando um fato: não existe traição nesse governo, mas composição entre ideologias.

    O governo Dilma é uma experiência inédita na história política pós-redemocratização. Jamais houve uma aliança parecida entre esquerda e direita, mesmo que seja entre esquerdistas e direitistas moderados.”
    °°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°
    Isto me lembra uma música que foi veiculada na internet, pelos militantes pró Dilma, durante a campanha a presidência.

    Um trecho dela diz isto:

    se acaso acontecer uma mulher na presidência é sapiência é sapiência…
    se acaso acontecer uma mulher na presidência é sapiência é sapiência…

    “SE SURGIR UMA MULHER QUE OCUPE A PRESIDÊNCIA, LUCRARÁ MUITO A NAÇÃO, PONDO FIM ÀS DIVERGÊNCIAS…”
    ————–
    *”Mulher na presidência”

    Música de Aniceto do Império, escrita 26 anos antes da eleição de Dilma…
    Aniceto foi profético!

    Clip Mulher na Presidência:
    http://www.youtube.com/watch?v=sBNAiRpTeV4

  • Hildermes Jose Medeiros

    Essa a questão: a esquerda, ou parte dela, desde 2003 está no governo, mas longe de deter o poder. Lógico que os políticos mais fisiológicos, à esquerda ou à direita, dominam o cenário político. Quem for mais consequente à esquerda tende a ficar de fora, porque há um arranjo de poder. Tanto isso é verdade, que continua sendo tocado, e aprofundado em muito de seus fundamentos, o modelo econômico neoliberal. Pouco ou nada que cheire a trabalhismo, muito menos socialismo está na pauta ou foi implantado. Nem tentativa houve. Até agora, só assistencialismo para os que a pobreza tem deixado fora do mercado. De efetivo mesmo, só medidas que fortalecem o neoliberalismo, deixando o Estado sem cumprir suas obrigações na saúde, na educação, na previdência, no sistema financeiro e na segurança, deixando as maiores fatias dessas áreas para o mercado. Este ente misterioso que é o cerne do neoliberalismo, continuam com toda força com os famigerados e exploradores planos de saúde; beneficiando-se do PROUNI que garante mercado para os barões do ensino; induzindo pessoas e direcionando servidores públicos para ficarem dependentes de bancos e financeiras em planos fajutos de previdência; a ciranda financeira continuando para os ricos e rentistas, os bancos e as financeiras escorchando, roubando mesmo a população através das taxas de juros (verdadeira agiotagem) que praticam. Os investimentos na segurança são insuficientes e a criminalidade continua bem alta. A concentração de renda, por mais que dourem a pílula, continua a se agravar. Distribuição só entre as classes médias. Por isso o governo não enfrenta o PIG (Partido da Imprensa Golpista) que é sustentáculo do neoliberalismo, principalmente em suas vertentes internacionais, porque mesmo ficando o governo com rédeas curtas, atua no seu mesmo campo de operação. E ficamos nós nessa encruzilhada: não podemos enfraquecer o governo, porque a opção é a direita mais conservadora ainda e representante do neoliberalismo sem disfarces. Até agora, de efetivo, algo com consistência, pouco ou nada foi possível. A direita continua no poder. O governo toca, no essencial, um projeto de poder da direita. Há tão somente uma acomodação com parte da esquerda, que permite a continuação do modelo neoliberal no país.

  • Marcellus

    Concordo Eduardo, mas havemos de convir, o jogo de concessões está ficando feio de se ver. Penso que se esteja subestimando a ascensão de religiosos a doutrinar o fazer político com dogmas inaceitáveis a um mínimo de bom senso. Essa classe é corporativista, emergente, unida e pautada cegamente por preceitos bíblicos. Já viu o slogan “Bíblia sim, Constituição não”? http://www.youtube.com/watch?v=MGY-lWiS_Og
    Ou Crivella, ora ministro, na Tribuna condenando a medida que retirou das ruas outdoor de conotação homofóbica, um trecho bíblico, defendendo o fato de que nada na Bíblia poderia ser alvo de objeção? Trata-se de um Ministro de Estado de altas ambições, não tenho dúvidas disso.
    É claro que o conservadorismo e o reacionarismo não são ‘privilégios’ apenas de religiosos, mas estou começando a ficar muito cabreiro a esse respeito e sinto o governo demasiado acuado por pressões sobretudo indignas, e por que não dizer, obscurantistas.

  • Francisco Costa

    Enquanto nos preocupando em categorizar ideologicamente o governo, deixamos de avaliar seus métodos e critérios administrativos.

    Deixamos do lado o FISIOLOGISMO, o grande câncer do Brasil.

    É necessário um novo pacto federativo. Extinguir o inútil e caro Senado, repensar a proporcionalidade de estado inexpressivos na câmara, distribuir competências administrativas entre União, estados e municípios.

    Mas nada disso ocorrerá enquanto a sociedade não exigir.

    E aí vamos continuar como estamos. Discutindo se o menos corrupto é o PSDB ou o PT, para deleite dos grandes canibais de recursos públicos do Brasil PMDB, PTB, PDT, PP, PR…

    Abraço.

  • Pero Vaz

    “A verdade não está com os homens, mas entre os homens”. Sócrates

    Essa é minha verdade, e dependendo de seu ponto de vista, pode ser relativa ou não!

    http://www.marizieh.blogspot.com.br/2012/03/comunismo-ditadura-anistia-um-unico.html

  • Pero Vaz

    “A verdade não está com os homens, mas entre os homens”. Sócrates

    Essa é minha verdade, e dependendo de seu ponto de vista, pode ser relativa ou não!

    http://www.marizieh.blogspot.com.br/2012/03/comunismo-ditadura-anistia-um-unico.html

  • Vivian

    Sem uma reforma política e financiamento público de campanha, é muito difícil cortar os vínculos criados entre os empresários (contribuintes de campanha,sempre a espera de favorecimentos futuros).Existem aqueles que pensam que o Brasil é sua loja de conveniência.E seus eleitos são os vendedores de balcão,os barganhadores e traficantes de influência.Governar com esses políticos viciados e corruptos,não deve ser nada fácil.Dilma deve se reportar ao povo e governar para ele.Essa aproximação com a velha classe média e a direita,é perigosa.A aproximação com a mídia nativa pode ser fatal.Não fazer as reformas necessárias,será um atraso para o país e uma dívida para com os eleitores.Não há como agradar todos e isso não deve sequer ser tentado.Mas Dilma não pode jamais,se afastar daquilo para qual foi eleita.Promover a IGUALDADE.E isso a direita despreza,assim como,mesmo encabulada hoje,por que a economia inibe maiores críticas,despreza Dilma e qualquer governo que não venha do capital.

  • Antonio José Di Túlio Abreu

    Meu comentário foi censurado?

  • Márcio Oliveira

    Esse é o presidencialismo de coalizão. Quem desafia a proporção partidária no Congresso ao compor os ministérios se lasca. A única possibilidade de termos um governo mais à esquerda é aumentando a quantidade de parlamentares com esse viés ideológico, o que é extremamente difícil. Essa é a lei de ferro da democracia brasileira.

  • jornalista de merda.

  • luiz caetano

    como agradar a todos os políticos do brasil , principalmente os dos grandes ?
    convocar um plebiscito para voltar os militares para ordenar o pais e prender os foras da lei . pois quando Jânio quadros pronuncio e ele escreveu na renuncia ( forças ocultas ) , o que seria ? senadores , deputados , ja se impondo seus interesses particulares e partidários . então hoje entendo o janio sempre foi inteligente e nao quis se sujar .
    Aqui no brasil quando se fala em publico , todos querem um pedaço mais ninguém é dono . quem é o dono do brasil ? os humildes trabalhadores ? NAO e sao obrigados a votar , criado pelos governantes que pensam que sao donos do brasil . O brasil foi ou ainda é o primeiro país por usarem votaçao por aparelhos eletronicos Entao temos que eleger ( os patriotas) e quem sao eles , o mais proximo que chegue dos conterraneos .
    o brasil todo cada estado , acerta as contas anualmente , a equipe de grupo de tecnocratas economistas e administradores . se sobrar fica para o proprio estado , investir em melhorias geral ( saúde , educação , segurança , e conforto para seu povo . o estado que nao der resultado passa para as forças armadas ou seus militares , compartilhar da administração e ser como ( auditores) de cada estado , se for comprovado fraudes ou algo parecido .
    Isto por que as leis brandas nao , concertam o erro e os militares tomarão as providencias que o caso requer , pois o brasil com seus jeitinho nao estão preparado para uma democracia plena e liberdade total .
    Vejam a Dilma e o Lula reclamaram de quando eram jovens ( chamando de repreção) aquilo que agora mostraram suas ousadias tiveram, pois nas suas maos , mas preferiram comprar o adversarios para o brasil andar , só que os seus sangues falaram mais alto , e quiseram para eles a ponte maior . agora falou mal dos militares que eles sim foram educados , para amar a patria e é claro nao ser amigos de baderneiros e agora ladroes da patria confirmados . Nos anos que eles ficaram no poder embora como politicos que nao era conhecida deles o brasil nao tinha nem muros , apredes pichados .vejam agora a democracia nojenta que ficou do salve e so quem puder . vamus mudar o sistema pois aqui é brasil .