PSOL replica e o Blog treplica em debate da candidatura Giannazi

Debate

Foi com satisfação que recebi carta do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) enviada em réplica à carta aberta ao candidato desse partido a prefeito de São Paulo, Carlos Giannazi, que escrevi há alguns dias. Quem assina a resposta é Maurício Costa de Carvalho, presidente do PSOL paulistano.

Quando menos, os termos em que os dois textos foram escritos constituem salutar exercício de debate político em alto nível, tão escasso nesta época de ataques rasteiros, maledicências, xingamentos, calúnias e tudo mais que vem degradando a política brasileira.

É sob tal espírito que este Blog publica – e treplica – a réplica do PSOL a considerações que fez não apenas sobre a (excelente) candidatura do professor e deputado estadual Carlos Giannazi – que só faz engrandecer a disputa pelo cargo de prefeito da capital paulista –, mas sobre o próprio partido.

—–

É possível mudar São Paulo sendo coerente

Caro Eduardo Guimarães,

Há alguns dias, após um debate promovido pela revista Fórum, você escreveu uma “carta aberta” ao candidato a prefeito do PSOL em São Paulo Carlos Giannazi. Embora teça elogios pessoais ao psolista, sentimos que a ideia da “carta” é mais um esforço de tentar colar em Giannazi a pecha de “bom político, mas incapaz de governar” e assim indiretamente ocultar as imensas contradições da candidatura Haddad que você defende.

Carlos Giannazi, a quem você tece elogios sinceros por sua trajetória irreparável de luta e coerência, não poderia ser candidato a prefeito nem estar em outro partido. O mesmo pode ser dito de Plínio de Arruda Sampaio, Marcelo Freixo, Luciana Genro, Heloísa Helena e tantos outros, muitos que saíram ou “foram saídos” do PT justamente pelo mais importante de suas histórias: a coerência com suas bases sociais e a convicção de que é possível fazer política sem se vender.

Por tudo isso faço questão de responder em nome do PSOL e de maneira respeitosa e franca a sua carta. Em respeito também àqueles moradores de São Paulo que acreditam na necessidade histórica de superar os seguidos desgovernos da direita elitista representada pelo PSDB, queremos discutir a necessidade de fortalecer uma alternativa que infelizmente o PT de Haddad não representa, precisamente porque fez a opção de moldar sua política na fôrma que tucanos forjaram.

Vamos aos pontos.

O preço das alianças

A afirmação de que o PSOL não faz alianças não é verdadeira e foi prontamente respondida por Giannazi durante a entrevista (aos 39min15s). O PSOL faz alianças, mas com limites e princípios. Vejamos o caso de Maluf. Maior corrupto brasileiro, criminoso procurado pela Interpol, já foi preso, teve seus bens bloqueados, foi condenado a devolver R$ 716 mi aos cofres públicos do estado e ainda deve outras dezenas de milhões que roubou da cidade de São Paulo em suas desastrosas gestões com Pitta e Kassab.

Esse sujeito e seu partido são entulhos da ditadura militar. Maluf construiu o Cemitério de Perus para abrigar as ossadas dos desaparecidos políticos e regularizou o centro de tortura do DOI-CODI. Estamos opostos a Maluf em termos humanitários, políticos, administrativos, éticos, morais… Como então nos aliarmos para um projeto de cidade? Para o PSOL é impossível, para o PT de Haddad não.

As alianças são muito mais do que divisões por tempo de TV. A de Lula com Maluf concedeu ao PP o Ministério das Cidades, terceiro maior orçamento da esplanada, responsável pelas obras da Copa e pela construção de metrôs nas cidades. Hoje é um duto de corrupção do pior tipo, em consórcio com as empreiteiras. Não por acaso as obras da Copa são um desastre e “falta verba” para o metrô em São Paulo. Fico me perguntando qual a secretaria ocupada por Maluf em um hipotético governo Haddad. Das finança$? Das obras? Da segurança, para colocar “a Rota na rua”? Ou da educação, para quem “professora não é mal paga, é mal casada”?

Na esteira da chapa petista a vereadores desse ano está gente como Wadih Mutran, com imensa coleção de escândalos na cidade, tendo “milagrosamente” dobrado seu patrimônio milionário em 4 anos. Qual a diferença entre eleger “a direita demo-tucana e seus satélites” e Mutran? Contando que a maioria dos vereadores da atual legislatura – inclusive vários do PT – são financiados por empreiteiras e construtoras que transformaram a prefeitura e a câmara em reféns, como fazer para mudar esse quadro? Nenhum vereador – do PSDB, do PT ou do PSD – teve coragem de lutar por uma CPI contra a Máfia dos Imóveis de Kassab. Por que será?

Para quem se administra?

Caro Eduardo, nossas diferenças com o PT não são administrativas, como você sugere, são estratégicas, de projeto. Você afirma em sua carta que a redução de gastos da educação em 6% e a criação de taxas que oneravam diretamente os pobres e os trabalhadores no governo petista seriam “medidas administrativas inevitáveis”. Tal visão reproduz uma velha máxima da direita tucana: distribuir as sobras do orçamento para os pobres quando a maré vai bem e retirar direitos dos mesmos – o elo mais fraco da corrente – quando vai mal.

Por que a prefeitura petista não engordou os cofres com a cobrança da imensa dívida ativa de grandes empresas e especuladores? Por que não taxou transações financeiras do município e as grandes fortunas paulistanas? Por que não atacou os corruptos? Diga-se de passagem, a redução de verbas da educação e a criação das taxas do lixo, da luz, etc. foram construídas por Haddad enquanto ele era chefe de gabinete de João Sayad, ex-secretário de Serra, ex-ministro de Sarney e o responsável no governo tucano de hoje por promover o desmonte que a TV Cultura vem passando.

É possível fazer mudanças reais com coerência

Como Haddad poderá ser o novo de São Paulo se recebe R$ 90 milhões na campanha das mesmas construtoras, empreiteiras, bancos e multinacionais que financiam Serra? Ser “factível, racional, prevendo todas as dificuldades” é saber especialmente o preço que se paga pelas opções e compromissos na política.

É justamente por sabermos o preço das alianças e das opções que são feitas na política que optamos por outro caminho, criterioso e coerente. O PSOL é o partido mais bem avaliado do Congresso não só porque tem excelentes quadros, parlamentares, com experiência parlamentar e administrativa como Chico Alencar, Ivan Valente, Jean Wyllys e Randolfe Rodrigues. Nossa virtude é que não abandonamos o que há de vivo na política: a organização independente da sociedade e o compromisso com o povo.

Aliás, foi fundamentalmente assim que Edmilson Rodrigues, atual candidato a prefeito de Belém pelo PSOL com 47% das intenções de voto, governou a cidade em uma experiência que muitos petistas abandonaram. Vale conhecer a história do Congresso da Cidade, da mobilização e dos enfrentamentos feitos por Edmilson que o tornaram a grande liderança popular na cidade. E, por favor, isso nada tem a ver com “um projeto autocrático sob discurso de que um prefeito pode fazer tudo o que quiser coagindo o Legislativo com grupos de pressão”. Essa “reginaduartização” da política não ajuda nem um pouco no debate.

Greve das federais: um exemplo

Cito outro caso que ilustra bastante nosso debate: a atual greve das universidades federais. São quase 100 dias de greve contra um modelo construído por Haddad que se iguala ao projeto educacional do PSDB no governo paulista na expansão precarizada da educação e no arrocho salarial dos profissionais de educação. Ainda pior: como na USP PSDBista, o PT mandou reprimir os estudantes e ainda propôs o corte de ponto dos grevistas. “Modernidade administrativa” você diria? “O pior do modelo de direita da criminalização das lutas sociais”, diríamos nós.

Aliás, pela gravidade do tema, aproveito para fazer um apelo. Nesse momento onde a mídia corporativa simplesmente se calou diante de uma das maiores greves universitárias da história, não consegui achar no seu blog da cidadania nenhuma linha de apoio, de solidariedade, de crítica ao governo por nem ao menos ter sentado para negociar com os professores e trabalhadores das universidades em meses.

A mudança que São Paulo quer

Por fim Eduardo, quero deixar claro que coincidimos em um ponto: São Paulo precisa de mudança e do fim da velha política de PSDB e satélites. Contudo é impossível ser “o novo” que a cidade precisa reproduzindo a essência dessa velha política no financiamento de campanha milionário, nas alianças, na política econômica, nas práticas corruptas, nos candidatos impostos desrespeitando a base partidária e a história do partido, como faz o PT.

A mudança que São Paulo precisa não pode ser pincelar um verniz do “novo” em uma estrutura devorada pelos cupins. E política não é guerra de torcidas, não é competição de marketing nem de quem tem mais tecnocratas. É disputa de projetos, de opções.

E nós acreditamos que é possível, caminhando com os pés firmes no chão, construir uma nova rota em direção a uma vida onde a justiça social e a liberdade não sejam mera fraseologia. Para tanto é necessário que as contradições do deserto do real sejam enfrentadas com independência, firmeza e coerência, o que falta à miséria da política que vemos hoje.

Como disse ao Rovai, espero uma nova oportunidade de debate sobre os projetos de Giannazi e do PSOL para São Paulo.

Saudações ensolaradas, 

Maurício Costa de Carvalho

Professor, geógrafo e presidente do PSOL na cidade de São Paulo.

—–

Tréplica do Blog ao PSOL de São Paulo

Caro Maurício,

Devo iniciar refutando vossos sentimentos (do PSOL, imagino) sobre a natureza da carta aberta que escrevi ao deputado Carlos Giannazi: não fiz esforço algum para tentar colar coisa alguma nele, até porque o desempenho eleitoral do PSOL, desde a sua criação, mostra que a “pecha” de partido com bons políticos, mas incapazes de governar, já está colada nele.

Não é por outra razão que o PSOL não tem um único vereador na capital paulista. A população de São Paulo, com efeito, ainda não sentiu confiança no partido para lhe dar sequer um assento no Legislativo, situação que se espraia pelo país, onde o PSOL tem uma representação para lá de diminuta, tendo apenas três deputados federais e um senador.

Tampouco defendo qualquer “contradição” da candidatura Fernando Haddad; apenas simpatizo com ela. No máximo, então, posso estar enganado quanto ao candidato no qual pretendo votar. Atribuir-me “defesa de contradições” de quem quer que seja é uma forma de desqualificar meus argumentos relativos a Giannazi e ao PSOL.

Sobre as “contradições” que o seu grupo vê na candidatura Haddad, Maurício, que, obviamente, referem-se ao desempenho do ex-ministro à frente da pasta que pilotou ao longo do mandato de Lula e durante o período inicial do atual governo do Brasil, discordo delas.

Em minha opinião, o desempenho de Haddad como ministro foi excelente. Destaco as cotas para negros e pobres nas universidades públicas, o Prouni e o Enem, políticas aprovadas por maioria esmagadora dos brasileiros e que estão produzindo um fenômeno que a sociedade já começa a perceber: os eternos excluídos do ensino superior finalmente estão chegando a ele.

Só esse ponto da obra de Haddad à frente do Ministério da Educação já mostra que não é verdadeira a sua premissa de que o PT “fez a opção de moldar sua política na fôrma que tucanos forjaram”, haja vista que estes combatem ferozmente as políticas afirmativas petistas que estão levando centenas de milhares de jovens pobres e negros à universidade.

Sobre o “preço das alianças”, em primeiro lugar há que dizer que foi inútil expor a este blogueiro quem é Paulo Maluf e tudo o que pesa contra ele, pois, afinal, estou entre aqueles que mais combateram esse político ao longo de mais de trinta anos. Isso sem falar que fui o primeiro a criticar a aliança entre o PP e o PT paulistanos, tendo, inclusive, feito denúncia contra Maluf um dia antes de ser formalizada a aliança com seu partido.

Apesar de concordar com você, Maurício, que essa aliança foi um erro porque agregará muito pouco benefício ao grande desgaste que gerou inclusive no próprio PT – o que mostra que o partido mantém sua coerência –, penso que o discurso do PSOL sobre alianças políticas é representativo da falta de visão do partido sobre a natureza da democracia representativa.

Vale registrar que é conversa que o PP ganhou o Ministério das Cidades por ter se aliado ao PT na capital paulista; esse ministério foi entregue ao PP muito antes de sua aliança com o PT ser formalizada.

Sobre alianças, há Malufs em quase todos os grandes partidos, menos no PT – aponte-me um só político como ele filiado ao PT, se puder. Se não puderem ser feitas alianças com os grandes partidos porque o povo decidiu eleger alguns desses Malufs a eles filiados, não sei como qualquer sigla governará qualquer coisa no Brasil…

Aliás, a quase inexistente experiência administrativa do PSOL desde a sua criação mostra exatamente isso, que, sem alianças, o máximo que um partido pode fazer é ficar gritando e acusando sem realizar nada.

Sem alianças, o Brasil não seria o que é hoje, em que pese tudo de descomunal que ainda resta fazer neste país. Preciso dizer quanto o Brasil mudou porque o PT aprendeu a fazer alianças? Não preciso, o povo brasileiro e o mundo, em maioria avassaladora, reconhecem o que foi feito. Se o PSOL não reconhece – assim como o PSDB, o DEM e a mídia –, paciência.

A democracia representativa, porém, obriga a classe política a respeitar mandatos concedidos pelo povo. Se o povo vota “errado”, é outra história. Maluf – bem como seus congêneres – foi brindado com mandato popular, ou seja, representa um setor da sociedade. Há que reconhecer esse fato e a Constituição brasileira, que nos obriga a tanto.

Outro fato que me preocupa, caro Maurício, é sua carta-resposta desconhecer a situação em que estava São Paulo quando Marta Suplicy assumiu sua prefeitura. Preocupa-me ainda mais você desconhecer a imensa obra social dela e um dos melhores projetos para a Educação, os CEUs, desmontados pela gestão demo-tucana posterior.

Pior ainda é você criminalizar as doações de campanha a Haddad como se ele fosse uma exceção. Ora, as regras do jogo são essas. Como ele ou qualquer outro político farão campanha sem dinheiro? Melhor seria defender o financiamento exclusivamente público de campanhas, um projeto que o PT, em boa parte, defende.

Sim, Chico Alencar, Ivan Valente, Jean Wyllys e Randolfe Rodrigues são excelentes políticos. Votaria em qualquer um deles, mas há bons políticos em várias legendas. Isso só mostra que não se pode criminalizar partidos inteiros. Quando muito, pode-se divergir de suas linhas programáticas.

O discurso moralista e acusatório do PSOL ainda não pode ser levado a sério. Só no dia em que o partido administrar cidades e Estados é que poderá ser testado. O PSOL, como você bem mostrou em seu texto, ainda não administrou praticamente nada, de forma que não se sabe que resultado teria sua política de não fazer alianças.

E, claro, só quando o PSOL começar a governar mesmo é que saberemos se é realmente esse partido de anjos como se apresenta ou se a natureza humana, que sempre abriga exceções desonestas, pode se fazer sentir nessa honrada legenda.

O mote de sua resposta, Maurício, é o de que é possível mudar São Paulo sendo “coerente”. Preocupa-me o que você chama de “coerência”, que pode ser outro nome para fundamentalismo. É coerente querer governar alguma cidade, Estado ou o país sem alianças políticas, só colocando o povo para pressionar parlamentares nas galerias?

Você me disse que Giannazi respondeu que o PSOL faz, sim, alianças, mas com “limites e princípios”. Ora, isso é muito vago. Ele não me respondeu com quem governaria São Paulo. Sendo franco: enrolou. Faria aliança com o PT, com o PSDB, com o DEM, com o PMDB ou com o PSD? Pelo que o PSOL diz desses partidos, não faria.

Ora, como vou entregar o governo da minha cidade – que está um caos – a um partido que não terá sequer base de apoio legislativo para mudar qualquer coisa? Explique-me, de forma convincente, e levarei a sério a candidatura do partido a prefeito de São Paulo.

Dê-me o direito de não acreditar nessa candidatura, meu caro. Até porque, infelizmente boa parte dos Legislativos é composta por representantes de setores organizados e poderosos da sociedade, sobretudo de grupos econômicos, de forma que a maioria dos vereadores daria uma banana à pressão das galerias e agiria sob os interesses que a elegeram.

Política é negociação. Não se pode, simplesmente, desconhecer que aqueles políticos daquele determinado partido receberam um mandato de um setor da população para representá-lo. Há que respeitar esses mandatos, por mais que se discorde de terem sido concedidos. Isso se chama democracia. É ruim? Talvez, mas ainda não inventaram nada melhor.

Quero lhe garantir, Maurício, que não tenho qualquer vínculo com o PT, com sindicatos, com movimentos sociais de qualquer tipo – menos com o Movimento dos Sem Mídia, do qual sou fundador e presidente. Dessa maneira, meu intuito é só o de ajudar a eleger o melhor candidato para São Paulo.

Estive no Pinheirinho, estive na Cracolândia, vejo o higienismo que a prefeitura demo-tucana promove em São Paulo. A nossa cidade está indo para o buraco, Maurício. Temos que livrá-la dessa gente. Todavia, ficará mais difícil se o PSOL fizer, mais uma vez, o jogo da direita, ajudando-a a derrotar o único candidato capaz de derrotá-la: Fernando Haddad.

Saudações “ensolaradas” a você também, companheiro.

Eduardo Guimarães

127 comments

  • Eduardo, como o presidente do PSOL explica, alianças que seu partido fez com o PP do Maluf em alguns municípios? Não sei quem ele está querendo enganar.

    • Edu, sua resposta foi dez. E os comentários aqui também foram bem enriquecedores. De fato, como eles querem governar sem alianças? Ou será que esse discurso é só para fazer para política que são oposição? Afinal, vi comentário aqui que eles fizeram alianças com PP malufista em outros municípios. Li também um aqui que o tal de Rondolf é amiguinho do Demóstenes. Sinceramente, é uma amizade incompátivel com os princípios que o partido defende. Não estou também dizendo que o PSOL não tenha bons nomes.

  • É bom não se esquecer que o psolista Randolfe Rodrigues sempre foi um grande amiguinho do Demóstenes Torres, chegando inclusive a ajudá-lo na redação do discurso de defesa que esse bandido do DEM/PFL fez na tribuna do Senado.

    Será que ele não sabia nadinha da realidade do Demóstenes no submundo do crime?

    Tenho ouvido muitas notícias de associações do PSOL com vários partidos e pessoas estranhas pelo Brasil afora (vide Stanley Burburinho no Twitter).

    A pior aliança do PSOL tem sido, indubitavelmente, a que fez com a direita e com a mídia, ajudando a Oposição a infernizar a vida de Lula e de Dilma. Simplesmente para atazanar sem argumentos.

    Para mim continuam a ser um bando de revoltados, incapazes de debater politicamente para corrigirem o que julgam errado.

    • Esse Randolfinho é a famosa mariposa. Não pode ver um holofote, que lá está ele, fazendo poses, bicos e beicinhos. Principalmente para a Rede Bobo, ops, “Globobo” !! É o queridinho da mídia porca e fazem o trabalhinho direitinho para a a “Direitinha” !!! Bando de incompetentes e amargurados !!! Botina neles, pau puro nessa gente !!!! E vão levar outro ferro, dentre tantos que já levaram….!! Arre !!

  • Muito bom o debate, tenho que concordar que os dois lados tem bons argumentos e verdadeiros.Agora você continua sem falar na greve dos servidores federais.

      • Eduardo, você diz que não há recursos, mas isentar impostos é uma prática recorrente do governo Dilma a grandes empresas, e o dinheiro das isenções só reforçam ainda mais o lucro de tais empresas, o valor repassado aos consumidores não mereceria tanto. A população não precisa comprar mais carros! precisa sim de transporte público com qualidade. Em relação, ainda, há falta de recursos para negociar com os servidores públicos, você já deu uma olhada no orçamento da união? Quase a metade é pra pagamento e amortização de dívidas, os credores, sabemos quem são….há décadas. Auditoria dessa dívida já!

          • Não concordo, uma coisa exclui a outra, sim, na medida em que coloca água na fervura, que é o problema deslocamento das pessoas, nas grandes cidades.
            Na verdade, o governo está mais preocupado com a arrecadação proveniente dos impostos gerados a partir da produção industrial, além da montanha de dinheiro, que vem da folha de pagamento dos trabalhadores, valor muito próximo do que se paga de salários formais, nesse país.
            O trânsito?
            Ora, o trânsito que se dane, afinal, numa hora qualquer da noite ou da madrugada, as pessoas acabam conseguindo chegar em casa, de carro, de ônibus, de metrô, ou a pé, não é mesmo?

        • Daniel, que papo besta é esse de que “a população não precisa comprar mais carros”?
          De onde você tirou essa ideia?
          Aposto, 10 contra um, que você tem o seu carrinho, né, Daniel?
          Deixe-se de tolices, homem!

          • Vai ver o tal de Daniel acha que o trabalhador que produz carros não precisa mais trabalhar. Vai saber se o tal não acredita que o único beneficiado na compra de um automóvel é o dono da fábrica.
            Mentalidade típica de esquerdóide militonto.

  • Processo seletivo em curso

    Engenheiros da região na mira da Posco para construir a Companhia siderúrgica do Pecém-(Ce)- CSP

    21.07.2012

    Empresa de engenharia e construção do grupo coreano quer selecionar 300 profissionais de nível superior até 2014

    A expectativa é de que em 2014, no pico da obra, 23 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados na construção da siderúrgica do Pecém-CE
    Engenheiros brasileiros de todas as especialidade estão sendo visados pela Posco Engenharia e Construção (PEC) – a empresa sul-coreana responsável pelas obras da estrutura física da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). De acordo com informações repassadas com exclusividade ao Diário do Nordeste pela PEC, 66 pessoas já foram contratadas e “o processo seletivo permanece contínuo”. No total, a expectativa é de contar com 300 profissionais desta e outras áreas, para a edificação da CSP, em 2014, quando estará em curso o chamado pico das obras.

    O profissional buscado pela PEC irá trabalhar diretamente na aplicação do projeto da siderúrgica, assim como na gerência dos trabalhos executados por outras empresas, contratadas pela construtora coreana para executar tarefas específicas da obra – como a Craft, responsável pela terraplenagem.

    Com o início da cravação das estacas da CSP na última terça-feira, 17, a estimativa é de aumento do número de empresas geridas pelos engenheiros da PEC e, segundo a companhia detalhou, estas poderão ser do Ceará ou até mesmo da Coreia.

    Caberá a estas empresas o alcance dos 23 mil postos prometidos somente com a construção da siderúrgica – com pico de 17 mil trabalhadores -, conforme o anunciado desde o lançamento do projeto da CSP.

    Caráter gerencial

    O número reduzido de profissionais contratados diretamente pela Posco Engenharia é explicado pelo caráter mais gerencial dos cargos, diferentemente do exigido para a mão de obra s selecionada pelas empresas que serão geridas por estes engenheiros. Deles, é exigido, além da formação em nível superior, inglês fluente. A gigante coreana ainda explica que, no futuro, outros setores deverão ser selecionados, principalmente, da área administrativa.

    Os interessados nas vagas abertas devem encaminhar currículo para o email: [email protected], que é administrado pela Gerência de Recursos Humanos da empresa. A PEC informou também que um banco de currículos está sendo feito e “os candidatos serão chamados quando abrirem vagas”.

    Atualmente, a empresa conta com dois escritórios no Ceará – um no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) e outro em Fortaleza – para operacionalizar suas ações.

    Profissionais vindos de fora

    Para ocupar funções relacionadas ao projeto e à construção em si da siderúrgica do Pecém, a Posco Engenharia e Construção informou ainda que tem a expectativa de ter, morando e trabalhando em terras cearenses, 100 coreanos até o fim deste ano. Para 2014, quando estiverem no chamado pico da obra, a meta é contar com 150 profissionais vindos da Coreia do Sul. Eles, assim como os brasileiros que foram e serão contratados pela construtora asiática, deverão coordenar os trabalhos das empresas subcontratadas.

    Já sobre a quantidade de profissionais vindos do país asiático, a PEC afirmou que não há número fixo de funcionários em atuação nos escritórios do Estado. Isso deve-se ao regime de trabalho praticado, o que estabelece uma prática de idas e voltas da Ásia para o Brasil. Expatriados, ou seja, fora do país de origem, eles permanecem no Ceará por no máximo quatro meses e, então, devem voltar para a Coreia.

    Mais coreanos no Ceará

    Além dos coreanos vindos pela PEC, ainda importarão mão de obra do país asiático outras empresas que serão contratadas pela Posco Engenharia para a execução de obras específicas da siderúrgica, segundo estimativa da própria construtora.

    Completam a lista de importadores de mão de obra sul coreano para a CSP as próprias empresas do setor siderúrgico Posco e Dongkuk. Atualmente, a reportagem apurou que encontram-se na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) empresas vindas da Ásia no próprio Pecém, assim como no Cumbuco e região costeira de São Gonçalo do Amarante.

    O contrato assinado para a construção da CSP – empreendimento de propriedade compartilhada entre a brasileira Vale (50%) e as sul-coreanas Posco (30%) e Dongkuk (20%) – aconteceu dezembro de 2011.
    ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA
    REPÓRTER

  • Aço Cearense: do Pará ao Pecém-CE

    Publicado em 21/07/2012 – 4:58 por Egídio Serpa | Comentar

    Há um rio no meio do caminho do Projeto Aline que a Aço Cearense, do empresário Vilmar Ferreira, quer implantar em Marabá, no Sul do Pará, em parceria com a Vale.

    O projeto siderúrgico – incentivado pelo Governo paraense – prevê uma laminadora para produzir aços planos.

    Mas, para sua viabilização, torna-se necessária a dragagem de longo trecho de um dos rios que cortam Marabá.

    O Governo do Pará, pelo alto custo do serviço, recusa-se a fazê-lo, irritando a Vale e a Aço Cearense.

    Assim – diante desse impasse e acreditando que o futuro da siderurgia é a produção de aço laminado – Vilmar Ferreira pensa no Plano B.

    Seu Plano B é a construção, na ZPE do Pecém, no Ceará, de uma unidade laminadora, cujo projeto também seria batizado de Aline, nome de sua filha.

  • E ENTÃO, CONHEÇAM MAIS SOBRE O PSOL:::quarta-feira, 18 de julho de 2012
    PSOL aceita ser vice dos partidos de Maluf, Sarney, Renan, Collor e Kassab
    Quando os deputados e senadores do PSOL falam em frente aos holofotes do Jornal Nacional, condenam alianças dos outros partidos de esquerda com partidos de centro e de centro-direita. Chegam a chamar de alianças “espúrias”.

    Mas no escurinho dos bastidores a conversa é outra. O PSOL participa de centenas de alianças municipais, praticamente com todos os partidos (inclusive o DEM), indiferente de cores e ideologias partidárias (pode-se consultar aqui).

    Alguns arranjos bizarros (quando confrontados com o discurso) chamam atenção, porque o PSOL em vez de ser apoiado, apoia o cabeça de chapa de outro partido a quem costuma chamar de “espúrio”.

    Na cidade de Sete Lagoas (MG), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PMDB de Renan Calheiros e José Sarney:

    Na cidade de Sento Sé (BA), o PSOL ofereceu-se como vice de uma candidata a prefeita do PP de Maluf:

    Na cidade de Aguanil (MG), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PTB de Collor e Roberto Jefferson:

    Na cidade de Tefé (AM), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PSD de Kassab e Kátia Abreu:

    O PSOL tem direito de fazer suas alianças conforme achar que deve, de acordo com cada realidade municipal e regional, mas não deveria continuar fazendo “propaganda enganosa” como se fosse a última virgem de ferro, sem ser.

  • Muito bom Edu!! Parabéns,adorei seu texto, a resposta foi perfeita. Apesar do PSOL ser o que é, uma grande ajuda para a direita, eu confesso que prefiro o debate com eles, é mais alto nível, a baixaria do PSDB cansou a gente né…. Eu sempre gostei do seu texto, desde quando o blog estava no início.
    Edu, de forma análoga à crítica que se faz ao PSOL,e eu concordo com tudo, será que em determinado momento os blogueiros não deveriam entrar para um partido? Sei lá, às vezes a gente fala com muito orgulho de não pertencermos a nenhum partido, mas isso também limita nossa ação na sociedade, nossa capacidade de sustento e estratégia de informação. Talvez não, é um outro tema para debate.
    Bjs.
    ps: Precisamos de um Haddad aqui no RJ….

  • Acompanho o seu blog quase diáriamente, sei de sua capacidade para pesquisar sobre o assunto (greve universidade) e opinar.
    Parabens pela resposta ao Psol, concordo com muitos pontos de vista do partido, mais já ficou claro que no nosso modelo de democracia temos que negociar e graças a Deus, tivemos durante oito anos o melhor negociador do mundo na presidencia e já algum tempo, colhemos os bons resultados.
    A presidenta Dilma, precisa se inspirar mais em seu criador politico do que no inimigo numero um do Brasil, a grande midia, a ministra do planejamento não percebe que qundo a globo lhe oferece o microfone é porque ela está fazendo exatamente o que a elite que comandou esse país por quinhentos anos quer que seja feito.
    Não sou PT, sou LULA, acho que se o governo querendo, pode melhorar e muito a situação dos servidores publico de um modo geral. Existe um estudo feito pelo sindicato ligado ao Ministerio da Fazenda que comprova isso, os gasto com pessoal está em torno de 36% da arrecadação enqunto que a Lei de Responsabilidade Fiscal permite ir até 50% .
    Faça um estudo e opine, é um pedido.

  • Prezado Eduardo,

    Concordei totalmente com você nas duas cartas.

    PSOL, um partido que vive nas nuvens com os anjos ( e um partido sem ao menos coerência)

    PSOL aceita ser vice dos partidos de Maluf, Sarney, Renan, Collor e Kassab

    Quando os deputados e senadores do PSOL falam em frente aos holofotes do Jornal Nacional, condenam alianças dos outros partidos de esquerda com partidos de centro e de centro-direita. Chegam a chamar de alianças “espúrias”.

    Mas no escurinho dos bastidores a conversa é outra. O PSOL participa de centenas de alianças municipais, praticamente com todos os partidos (inclusive o DEM), indiferente de cores e ideologias partidárias (pode-se consultar aqui).

    Alguns arranjos bizarros (quando confrontados com o discurso) chamam atenção, porque o PSOL em vez de ser apoiado, apoia o cabeça de chapa de outro partido a quem costuma chamar de “espúrio”.

    Na cidade de Sete Lagoas (MG), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PMDB de Renan Calheiros e José Sarney:

    Na cidade de Sento Sé (BA), o PSOL ofereceu-se como vice de uma candidata a prefeita do PP de Maluf:

    Na cidade de Aguanil (MG), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PTB de Collor e Roberto Jefferson:

    Na cidade de Tefé (AM), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PSD de Kassab e Kátia Abreu:

    O PSOL tem direito de fazer suas alianças conforme achar que deve, de acordo com cada realidade municipal e regional, mas não deveria continuar fazendo “propaganda enganosa” como se fosse a última virgem de ferro, sem ser.

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/psol-aceita-ser-vice-dos-partidos-de.html

    • Osvaldo, matou a cobra e mostrou a cobra morta, ao contrário do PSOL, que diz que matou a cobra, mas só mostra o pau, deixando a cobra vivinha, vivinha para com ela se aliar às escondidas, como você mostrou.

  • Prezado Eduardo:Concordo totalmente com você sobre a resposta dada ao PSOL. A melhor colocacao que se pode fazer, a meu juízo, e: Poderia o governo Lula ter tirado tanta gente da linha da pobreza, se nao tivesse que “conviver” com os Maluf, Sarney, Renan, etc? Claro que nao! Mas ,mais do que isso, esse beneficio para a populacao foi construído sem um único tiro e com participação ZERO do PSOL. Abs.

  • Caro Guimarães!

    Pelo que entendi desse “arrozoado” todo, do presidente do PSOL, a tucanagem deve estar adorando…. que argumentos!

  • O único capaz de derrotar Serra é Russomano, a única petista capaz disso era Marta, que lula escanteou. E ela ainda é o melhor nome para derrotar o PSDB e Kassab para o governo do estado.

  • O PSOL é o PSOL,o partido da esquerda que a direita adora.Quem não se lembra de Heloisa Helena vociferando contra Lula e PT,afinando seu discurso inclusive com proceres demotucanos,no episodio do mensalão,que quase levou à queda de Lula?Como acreditar num partido que se diz de esquerda mas que nos momentos de crise sempre esteve ao lado dos setores reacionarios?Não confio no PSOL e em seus quadros,por mais que Ginazzi queira parecer um bom moço.

  • Adorei a resposta. Também não dá para esquecer a comemoração da ex-senadora Heloísa Helena, ao lado dos maiores cardeais do PSDB e do DEM, quando ajudou a impor uma grande derrota a Lula no Congresso Nacional. Essa foto circula de vez em quando na rede. Fazer alianças, para mim, é justamente isso!

  • Sempre aprecio a sua análise lúcida e engajada
    Continuemos essa luta Eduardo. Os meses que se aproximam serão duros e colocarão à prova a nossa capacidade de resistência e luta.
    Abraços
    MJDS

  • Eduardo,

    Muito interessante a discussão. Alguém disse que são “incapazes de debater politicamente para corrigirem o que julgam errado.” Me faz lembrar quando da discussão da cpmf no Senado Federal e o papel do PSOL naquela discussão. Não é correto afirmar que o PSOL não negocia, pelo menos nesse caso esse partido parece que participou de todas as negociações com o psdb e dem e pps para derrotar a cpmf e entregar quarenta bilhões de reais, por ano, sabe lá Deus para quem…

    • Principalmente para os sonegadores que com ela não tinham como ocultar suas transações obscuras, espertas e marotas, como caixa 2, por exemplo.

  • “Falta verba para o Metrô em SP”.
    De 1994 a 2002, o FHC/PSDB governou o Brasil, período em que governou SP (governa até hoje).
    SP teve toda a verba disponível p/ fazer esse Metrô, se não terminou ainda é porque essa obra é pretexto pra todo tipo de maracutaia. Terminá-la pra quê?
    100% da imprensa esconde que ministérios públicos de países da Europa conhecem bem melhor a história Metrô/CPTM-SP, muito mais que 99% da população da Capital e do Estado.
    Siemens e Alstom são velhas conhecidas do Tucanato Nacional.
    Alguém precisa apresentar essa história ao PSOL-SP.
    Aproveito para propor ao Dep. Gianazzi a idéia da construção de um Memorial às Vítimas da Cratera do Metrô.

  • Caro Eduardo,

    Ainda hoje lembrava a um fraterno amigo, agora no PSol, que o partido flertou em vários momentos no Congresso Nacional com a aliança conservadora PSDB/DEM. 

    Para mim, o momento  mais emblemático foi o PSol ter votado, a reboque do bloco parlamentar conservador, contra a prorrogação da CPMF em 2007, ajudando  a tirar do SUS mais de R$ 40 bi/ano. Sem contar que fez a festa dos sonegadoeres, dado o caráter antievasivo daquele tributo.

    Nem entrei no mérito de que, para mim, as duas candidaturas presidencias do partido, em 2006 com HH de forma mais escancarada, serviram muito mais aos interesses eleitorais da direita do que propriamente à construção de uma alternativa à esquerda do PT. 

    Tampouco comentei sobre o vezo Udenista que enxergo no discurso do PSOl e de como seu único senador, no início do caso Cachoeira, se pôs, solícito, a serviço de Demóstenes Torres, inclusive lhe auxiliando na redação de discurso.

    Claro que, embora não seja filiado a partido, fui lembrado por esse amigo das más companhias que cercam o PT e o governo (Sarney, Maluf etc). 

    Além do problema da governabilidade que impõe esse tipo de aliança (Lugo é só o exemplo mais recente de que esse aspecto não pode ser descuidado), já que a esquerda sozinha tem força política e social conduzir o processo,a diferença fundamental é que, no caso do PT, as más companhias são coadjuvantes e aderentes ao projeto hegemônico de centro-esquerda, enquanto no caso do PSOl, quando se soma ao bloco parlamentar conservador, é ele que acaba por se constituir em um reforço e uma adesão  à direita, não conseguindo alterar em nada o projeto oligárquico desse grupo.

    Abraço.

    Yuri Carajelescov.

  • Acho que você não entendeu bem o que o Presidente do PSOL paulista quis dizer Eduardo. A frase dele foi :

    “(…)e assim indiretamente ocultar as imensas contradições da candidatura Haddad que você defende.”

    No meu entendimento ele quis dizer que você defende a candidatura do Haddad, e não suas contradições. Mesmo porque, pela sequência de sua tréplica você nem mesmo concorda que elas existam.

    Gostaria que comentasse se possível, o ponto pra mim que é o grande problema da gestão Haddad no MEC, o projeto de lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Projeto aprovado no Congresso com apoio integral do PT e que já foi repudiado por todas as instâncias de controle social e dos movimentos sociais da área de saúde e seus históricos militantes, que entendem ser este projeto a abertura das portas para a privatização dos serviços de saúde dos Hospitais Universitários.

    Me parece que as candidaturas do PSOL e do PSTU país afora estão incomodando justamente porque vão tocar em feridas e expor estas contradições de uma forma que nenhum outro campo político vai fazer, afinal o restante da oposição se restringe hoje a representantes do pensamento de extrema-direita alojados no PSDB e no DEM.

    Acho um papo furado danado dizer que estas candidaturas do campo de esquerda vão “fazer o jogo da direita”, quando o que na verdade elas tem o potencial de fazer em alguns locais como São Paulo, é introduzir nos debates aspectos e temas que ficariam sob total silêncio se a disputa se polarizasse entre os partidos tradicionais.

    Em tempo, faltou em sua tréplica responder ao questionamento sobre as greves (técnicos, estudantes e professores) nas Universidades Federais.

    • Caro Flavio,
      começo pelo fim: também faltou ao presidente do PSOL tocar em pontos que toquei na minha carta aberta, mas isso não lhe desqualifica as ponderações. Nem às minhas. Cada um aborda os pontos que achar relevantes.
      Sobre a greve, acho que os dois lados estão travando uma disputa democrática: direitos versus possibilidades. E a sociedade julgará em um país que tem muitas prioridades e não pode contemplar adequadamente a todas, ainda…
      Não sou eu que não entendi a frase sobre “contradições”. Ela que é, no mínimo, ambigua. Dá margem a dois entendimentos. Um deles, um tanto desairoso.
      Não formei opinião, ainda, sobre o projeto de lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), mas ele, de forma alguma, desqualifica toda a gestão Hadd

      • Eduardo;

        Sobre o impasse da greve, a disputa democrática se mantém enquanto os dois lados estão na mesa negociando. Se é que podemos chamar de negociação quando apenas um dos lados tem proposta. Os professores finalmente tiveram a deles (ruim mas tiveram), mas os técnicos tem sido sistematicamente enrolados desde o fim da greve de 2007. Mas, o que pra mim foge ao jogo democrático são atitudes como a de mandar cortar o ponto dos servidores em greve e a tentativa de criminalizar o movimento como houve na paralisação dos mesmos técnicos no ano passado. Muito pior que não conceder o reajuste previsto na Constituição, é a postura autoritária que o Governo tem tomado nesta situação.

        Sugiro belo artigo do Frei Betto (do qual só discordo da análise que faz das forças armadas) onde aborda o assunto:

        http://www.brasildefato.com.br/node/10150

        Não acho que o projeto da EBSERH desqualifique toda a gestão Haddad, mesmo porque concordo com os avanços que você citou em seu texto com exceção do PROUNI, principalmente em sua fase atual onde 15 BI foram perdoados de instituições particulares enquanto o que foi oferecido aos professores das federais não chega a 4. Acho que o PROUNI em sua primeira edição cumpriu um papel importante mas se virar regra perdão das dívidas em troca das bolsas as faculdades particulares terão encontrado um nicho pra lá de lucrativo ao se utilizar de recursos públicos pra enriquecer. Voltando à EBSERH, o link a seguir expõe alguns dos motivos da crítica à proposta e traz um alista enorme de fóruns e entidades que se manifestaram de forma contrária:

        http://www.contraprivatizacao.com.br/2012/03/manifesto-contra-ebserh-leia-informe-se.html

        Por fim, esperemos então que minha interpretação da frase sobre “contradições” seja a correta, afinal me parece mais próxima do perfil do candidato que fiquei conhecendo pelo seu blog.

        • sobre a EBSERH, concordo que é um projeto que prejudica o serviço público da saúde, que deveria dar acesso primordial e eficiente a quem não tem recursos. tanto foi contraditório que lula não assinou o projeto enquanto presidente. também sou contra este projeto, como trabalhador da saúde pública, porque é o mesmp projeto que o PSDB adota em SP. mas acredito na palavra de Haddad, que em fóruns de discussão dos setoriais da saúde, se comprometeu com SUS 100% público. Em SP, é sempre bom lembrar, o PSDB, que tb começou como o partido dos honestos, em contraponto ao PMDB, principalmente quercista, adota esse projeto há muito tempo, com as suas fundações de apoio a USP e de direito privado, que privatiza a saúde pública, ao criar a dupla porta: o sem dinheiro fica na fila e os conveniados ou particulares são atendidos na hora, como acontece no HC-SP. fora os médicos que ficam ricos usando os pacientes do SUS como cobaias para testar novos remédios, para depois repassar os experimentos ao sírio libanês e semelhantes.quando acaba esses pacientes são jogados fora (vide o que aconteceu com a casa da AIDS, em SP). quando a gente denuncia isso somos ameaçados de punição pelo governo PSDB.

      • A defesa que você faz de Haddad é pifia. As cotas não são aprovadas pela “maioria esmagadora”. Num debate, Haddad vai se ver em apuros quando for questionado sobre o kit gay, os erros propositais em livros didaticos e o mais constrangedor; as patetices do Enem.

        • Éhhh, realmente, de tanto você tomar choques elétricos para condicionar os seus instintos, você se tornou uma máquina repetidora dos discursos do PIG.

    • O governo concedeu um reajuste de 45% (QUARENTA E CINCO PORCENTO), mas esses profes ficaran igualzinho ao ídolo Randolfe: fazendo beicinho e achando pouco.

      Seguinte ó: ajudem a eleger o Serra (ou o Aécio, tanto faz) em 2014, que você terão o reajuste que merecem.

      De quanto seria esse reajuste que o Serra (ou o Aécio, tanto faz) daria “procês”?

      Bem. é só ver quanto ganham os professores da rede pública de SP (ou MG, tanto faz). Tá bom, num tá?

      • Almir, é surpreendente como alguém com acesso a internet pode, ainda hoje, mais de uma semana depois, ainda acreditar e reproduzir esta mentira dos 45%. As redes sociais já tem farto material desmentindo essa informação. Aliás, curiosamente, foi o PIG quem ajudou a propagandear este embuste (sim o PIG também ajuda o Governo quando o tema é arrochar o salário do trabalhador) em todos os grandes canais de TV e nos “jornalões” . Esse índice além de não considerar que aquilo que o Governo chamou de proposta seria parcelado em 3 anos (terminando em 2015) não levando em conta a inflação projetada para o período, esconde o fato de que ele só seria concedido pra 7% dos professores universitários. Este é o percentual de professores TITULARES, que não pode ser confundido com os EFETIVOS. Professor titular hoje não compõe a mesma carreira, é uma classe à parte com vagas limitadíssimas.

        • Mentira não senhor. EU VI, EU VI as tabelas. E não foi no PIG não, tá?

          Vou avisar mais uma vez:

          “Ajudem a eleger o Serra (ou o Aécio, tanto faz) que vocês terão o reajuste que merecem. De quanto seria esse reajuste? É só ver quanto ganham os professores da rede pública de SP (ou de MG, tanto faz). Tá de bom tamanho, num tá?”.

          • Aonde o senhor ou senhora ([email protected]) viu as tabelas que garantem 45% pra mais de 7% dos professores? Favor enviar o link:

            O que o Serra e o Aécio tem a ver com o assunto? Não apele, referencie suas afirmações e vamos debater.

            Grato;

  • Antes que eu me esqueça: em Mato Grosso do Sul o PSOL foi comprado de porteira fechada pelo candidato da situação (e reeleição) para governador. O PSOL em MS foi linha auxiliar do PMDB contra o PT… então, as alianças existem e como existem! Agora é ver como será nas municipais. É certo que na capital Campo Grande, o PSOL irá ser linha auxiliar contra o PT…

  • Na minha humilde opinião, diria que o PSOL deveria fazer um estudo sobre a política latino-americana, e em especial a história recente do Paraguai.
    Um dos motivos que levou ao golpe contra Fernando Lugo foi exatamente uma séria falha de Lugo em não desenvolver uma política de alianças com algumas lideranças de partidos conservadores.
    E aqui no Brasil, caso Lula não tivesse feito a política do fisiologismo principalmente peemedebista, não teria suportado a pressão de 2005.
    Se o PSOL acha que pode governar sem apoio de coligações partidárias, é um direito que lhe assiste. E realmente um governo pode gerir seu mandato sem coligações. Mas isso tem um nome: Ditadura.

    • Apoiado. Mas há um mecânico aqui onde moro que idolatra o PSOL. Já argumentei com ele nesse mesmo sentido do seu comentário e ele é cabeça dura, não aceita. Insiste que Lula é um traidor da classe trabalhadora.

        • Caro Décio, sua equação não procede. A equação certa é:

          PSDB = Partido da Social Democracia Brasileira – Social Democracia Brasileira + do Neoliberalismo sem Limites

          O PSDB paulista (frisando aqui o “paulista”, por que são os pretensiosos “luminares” do PSDB paulista os principais causadores dos males que afligem o partido) governou, a meu ver, apenas para uma parcela da população. Penso que o PSDB de SP teve oito anos de oportunidades e não fez várias coisas que deveria. Deitou-se sobre os louros do Plano Real e descansou, sem seguir em frente e fazer algo mais pelos desfavorecidos.

          Até nas privatizações, o PSDB de SP perdeu oportunidades de favorecer a população: ao invés de privatizar empresas para a classe média, via bolsa de valores (como fez a inesquecível Margareth Tatcher), privatizou para grandes grupos, e eventualmente, com recursos nacionais do BNDES.

          Não se pode comparar programas de primeira dama (e olha que tenho admiração por Dona Rute Cardoso) com programas de estado, de amplitude infinitamente maior. O PSDB paulista (e considero isso uma pena, pois votei duas vezes em FHC) entregou “de bandeja” a bandeira da social democracia ao PT e seus aliados, que arrebatou o mote com sucesso.

          Assim, o PSDB paulista (frisando novamente o “paulista”) perde eleição atrás de eleição. Merecidamente.E infelizmente, por que não considero bom para a democracia termos uma oposição tão ruim, ao ponto de depender da mídia para ter algum destaque.

  • Sinceramente o psol vive num mundo à parte, quantoa carta elogiar Heloisa Helena, tá de brincadeira ela vivia abraçada ao sr demostenes só por que ele falava mal do lula, não deveria ter sido coerente com as suas chamadas bases, e não se valer do discurso de um agora provadamente corrupto? Será que HH se ainda fosse senadora, não teria se enganado novamente e votado pela permanência de demostenes, como aconteceu com o estevão? Alias na época ela foi defendida pelo PT.

  • O que mais dizer, Edu, senão que concordo em gênero, número e grau, com o teor de sua coerentemente brilhante tréplica. Parabéns… É isso ai, companheiro…

  • Sem alianças não só é difícil governar, como se eleger também…

    Em Fortaleza, dois excelentes nomes do PSOL, Renato Roseno e João Alfredo, foram candidatos em 2010 a deputado federal e estadual, respectivamente. Obtiveram bem mais votos do que muitos deputados eleitos, mas como o PSOL é ‘isolado’, sem alianças, eles não ficaram com as vagas.

    Achei uma pena, certeza que seriam ótimos deputados…

  • O Edu escreveu uma carta aberta ao PSOL.
    Eu mando um recado ao PSOL.
    Conheço e bem os mais a esquerda,principalmente os que estão ou os que passaram pelo PT.
    Grandes teses belos discursos exelentes oradores,mas……..
    Usam extruturas prontas como bases, aquelas que nunca tem que colocar a mão no bolso e tenha um minimo de conhecimento e informação pois é ai que discurso cola mesmo que seja uma minoria.
    Um bom trabalho podera render alguns voluntarios,e este trabalho sem remuneração levara muitos a gritar para no final eleger os poucos e mesmos caciques,sempre os mesmos.
    Manter o grito e discurso garante a sobrevivencia dos caciques,assim mesmo no PT ou em qualquer partido eles nunca assumem cargos que tenha que fazer,pois o fazer mata o discurso,Ministro secretario,Sub prefeitura indicar alguem mataria o discurso.
    Assim quem milita,quem gosta de politica e busca informação sabe e conhece o PSOL,PSTU.PCO,pois eles tem em comum com estes o fato de estarem onde estes encosta,Sindicato,faculdadeaté algumas igrejas.
    Mas onde esta o Psol ou os mais a esquerda em se tratando de periferia,lugares onde tem que ter bases politizar,informar,colocar a mão no bolso,fazer militancia na bases que não seja classe media ai não temos os mais a esquerda.
    Nucleos,Diretorios zonais envolve gasto,mas grana do partido tem que garantir a eleição dos caciques.pois defendem a tese que não podem perder estes ,tornando isto um circulo vicioso.
    PSOL deveria postar, mostrar onde esta seu trabalho nas periferias das cidades,que não seja encostar na casa de algum filiado.
    PT manteve nucleos,dzs.e todo os gastos que para manter e promover estes até que possibitou a todos serem conhecidos nacionalmente,isto foi mantido por doações,por acordos que possibilitou ter mais eleitos e assim pagarem mais ao partido,usaram tudo isto sem nunca questionar,os encostados quando perceberam que poderiam ter uma verba federal que manteria os caciques dentro de um novo partido sairam .
    Sairam para manter o velho discurso dos que nada fazem ,pois ser governo impossibilitaria ou garantiria a eleição dos mesmos,de novo so o deputado do BBB.que passa o dia falando de novela no twtter e da Globo.
    Erundina,H.H,Marina, e outros so foram estrela quando no PT ao sairem viraram coadjuvante infelizmente.
    Aliança enquanto cabeça de chapa faz Sarney e outros votar projetos e programas sociais do PT,pois isto é fazer,mudar.

  • Tira o Chico Alencar da lista de políticos sérios. O Chico é um picaretaço, abraçou-se em lágrimas com o Ronaldo Caiado na sala de espera do aeroporto Santos Dumont quando Zé Dirceu caiu. Não tem compromisso nenhum a não ser com ele próprio. O Randolfe ainda “está por provar-se”!. Parece mais um candidato à Cristovam Buarque, financiado pelo PSDB…

    • Pelos comentários que eu li acima, o PSOL tem que tomar vergonha na cara e deixar o seu cinismo de lado.

      Se em alguns lugares o PSOL aceita a ideia de alianças com qualquer partido (isto mesmo qualquer partido), por que em São Paulo e no âmbito das eleições nacionais este partido se diz o único puro e que não se mistura com ninguém?

  • Avanço do emprego formal é irreversível, diz especialista

    Publicado em 21-07-2012

    Impulsionado pelo aumento da escolaridade do brasileiro, o avanço no emprego formal desde 2002 é irreversível. Na avaliação dos autores de pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), nem a atual desaceleração da economia, que tem reflexos na criação de empregos, é capaz de fazer a informalidade voltar a subir.

    Segundo Rodrigo Moura, um dos autores do estudo, a educação é justamente o fator que impede o retorno dos empregos precários, por causa da conscientização em relação aos direitos trabalhistas e previdenciários. “A população mais educada aceita menos o contrato informal. Essa tendência é observada para qualquer ano em que a taxa de informalidade cai”, explica.

    Com direitos previdenciários e trabalhistas assegurados por lei, quem passa por um emprego com carteira assinada não quer voltar ao mercado informal. Funcionária de uma lanchonete, Fernanda dos Santos, 30 anos, está no primeiro emprego formal. Há dois anos começou como auxiliar, mas foi subindo de posto até ser promovida a gerente. Ao comparar a experiência com o trabalho anterior, ela constata que o emprego legalizado dá segurança.

    Antes da lanchonete, Fernanda trabalhou oito meses como recepcionista, sem carteira assinada, num curso de inglês, de onde foi mandada embora sem aviso prévio. “Quando você trabalha sem carteira assinada, você está entrando sem nada e, com certeza, vai sair sem nada”, constata. Outro problema de não ter carteira assinada, destaca, é a dificuldade em comprovar o tempo de experiência no trabalho. “O empregador pede o registro na carteira para verificar os trabalhos anteriores”.

    O vendedor de produtos de informática Rodrigo Castro, 21 anos, também está no primeiro emprego formal e lista os benefícios do trabalho legalizado. “Trabalhar com carteira assinada tem muitos benefícios de que não posso abrir mão, como aposentadoria”, ressalta Rodrigo, que também não quer voltar à informalidade. Antes do atual emprego, ele trabalhava numa lan house no interior da Bahia sem carteira assinada. “Não trabalharia novamente num emprego informal”, diz.

    Em épocas de desaceleração da economia, como a atual, a geração de empregos formais está em queda. Segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho, 250,3 mil postos de trabalho formais foram criados no país nos cinco primeiros meses do ano, o nível mais baixo para o período desde 2009. Apesar de uma possível estagnação no mercado de trabalho, o professor da FGV acredita que não haverá reversão no processo de formalização da economia.

    “Mesmo que o nível de emprego se acomode, há um fluxo muito alto do trabalho informal para o formal. Quando uma vaga de emprego informal é destruída e uma vaga formal é criada, só ocorre uma mudança entre setores, o que deve continuar”, alega.

    Da Redação do O Estado ONLINE
    Fonte: Agência Brasil

    OBS : O PIG e o PSDB continuarão ignorando essas mudanças na sociedade e perderão mais eleições…

  • Petrobras anuncia aprovação de contratos para construção de plataformas do pré-sal

    A Petrobras informou ontem (19), por meio de nota, que aprovou a assinatura de dez contratos, que somam US$ 4,5 bilhões, para a construção e integração dos primeiros seis módulos topside (planta de processo, utilidades e alojamento) das oito plataformas replicantes do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere petróleo e gás).

    A aprovação ocorreu em comum acordo com os parceiros no empreendimento, a BG Group, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec, e por meio de suas afiliadas Tupi-BV e Guará-BV. As unidades estão sendo construídas no Brasil para o desenvolvimento dos projetos do pré-sal nos blocos Bacia Marítima de Santos 9 (BM-S-9) e Bacia Marítima de Santos 11 (BM-S-11), localizados na Bacia de Santos.

    As FPSOs (todas do tipo replicante – do mesmo modelo) serão utilizadas na primeira fase de desenvolvimento definida pelos parceiros dos blocos BM-S-9 e BM-S-11. O processo de contratação dos dois módulos de topsides e dos pacotes de integração restantes para as oito FPSOs replicantes deverá ocorrer nos próximos 18 meses.

    Paralelamente, o consórcio do Bloco BM-S-11 optou por iniciar o processo de contratação de pelo menos uma FPSO adicional, a ser afretada e usada em áreas que necessitam de plantas de processo diferentes daquela adotada para as replicantes.

    O consórcio do Bloco BM-S-11 é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil (25%) e Petrogal Brasil (10%). Já o consórcio do Bloco BM-S-9 é operado pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%).Os contratos serão assinados nos próximos dias.

    Segundo a nota da estatal, serão contratadas para a realização dos serviços as empresas DM Construtora de Obras/TKK Engenharia, IESA Oleo e Gas, Tome Engenharia/Ferrostaal Industrieanlagen GmbH, Keppel FELS do Brasil, Jurong do Brasil Prestação de Serviços e Mendes Jr Trading Engenharia/OSX Construção Naval. Os contratos serão assinados nos próximos dias.

    Da Redação do O Estado ONLINE
    Fonte: Agência Brasil
    OBS : Como inserido no texto, as Plataformas e sondas estão sendo construídas no BRASIL, diferentemente do tempo dos tucanos (1995-2002), quando eram compradas NO EXTERIOR (Gerando empregos lá fora)

  • O PSOL tenta, ms não consegue disfarçar o seu papel de linha auxiliar dos tucanos nesta eleição. O partido não consegue formular um mísero esboço de projeto de governo e centra seus ataques em Fernando Haddad , não escondendo o tanque de mágoas com relação ao PT. O candidato Giannazi até pode ser bonzinho e ingênuo, mas parece totalmente despreparado para a disputa. Uma pena que o partido que se propunha a apresentar algo de novo viva remoendo o passado se se preocupar com o presente.

  • PSOL,PSTU,PPS, Venho me convencendo cada dia mais com a frase do Mercadante “enquanto a esquerda Brasileira brinca de revolucionaria a presidente e o PT tem um pais para governar”

  • Imagino como o PSOL financia suas campanhas sem dinheiro de empresas. Talvez sejam suficientemente ricos para usarem seus próprios bolsos.

  • Considero que o PT errou gravemente quando, na década de 80, começou a pular fora do movimento popular. A desculpa foi de que o PT assustava a classe média.

    No lugar da força dos sindicatos, movimentos e associações da sociedade civil, vieram as concessões e alianças deploráveis.

    Note-se que governantes como Chávez, Cristina Kirchner e outros governam sem a direita. Será que os povos de seus países são mais “à esquerda” do que o povo brasileiro. Duvido.

    O resultado é que as conquistas sociais que tivemos foram muito pequenas se comparadas com o que esses países conquistaram.

    Ao deixar órfão o movimento popular, o PT abriu seu flanco para partidos como PSOL, PSTU, PCO e outros. Eles não têm, originalmente, raízes no movimento de massas. Mas agora estão começando a ter. E isso é ruim, pois não os considero partidos capazes de agir de maneira a avançarmos em nossas conquistas.

    O que de mais ruim vejo no PSOL é que ele não reconhece a importância da luta contra o PIG. Pior, seus militantes costumam ir às reuniões com a Veja debaixo do braço, para repercutir as “denúncias” da revista porta-voz do crime organizado.

    Quanto à aliança com Maluf, concordo com Gianazzi que ela terá um preço. Provavelmente será a Secretaria Municipal de Habitação, que é onde os malufistas gostam de estar para fazer negócios.

  • O PSOL é o PT de ontem. Acho que o PSOL tem seu valor e dá sua contribuição funcionando como um pêndulo à esquerda, isso é positivo, porém esse efeito é anulado e até revertido como força à direita, principalmente em períodos eleitorais, por não termos democracia na informação de massa. Isso é lamentável.

  • Eduardo, o debate está bom e se não prosseguir, terá valido. De qualquer forma, fica patente que:

    a) O PSOL ainda não mostra consistência. Está ajudando a direita, isso sim.

    b) Haddad é o melhor, seguido por Chalita, em minha humilde opinião.

    Sobre Serra, não sei como é que ele ainda está na disputa. As denúncias do livro “Privataria Tucana”, em qualquer país com um Poder Judiciário sério, já o teriam posto fora de combate.

    • Quem sabe, Luiza, o Ministério Público não tenha oferecido denuncia contra Serra simplesmente porque as provas que o Amaury cita não se sustentam.
      Muita gente apostou numa CPI da privataria que não foi aceita tambem pelos mesmo motivo. Há suspeitas que Protógenes esteja envolvido com a quadrilha de Cachoeira e, por isso, ninguem o apoiaria sob pena de, caso se confirmem as suspeitas, acabar dentro de uma intriga desconfortável.
      Serra é um político profissional, ingenuidade pensar que , em caso de malfeitos, deixaria provas que o incriminassem.

      • Quem tentou incriminar o delegado Protógenes foram os demotucanos. As acusações não foram à frente.

        Por que Protógenes é tão temido pelos demotucanos? Simples: foi o delegado que prendeu Daniel Dantas, o heroi da privataria. E foi o deputado que primeiro propôs a CPI da Privataria, logo depois do lançamento do livro do Amaury Ribeiro Jr.

        O mesmo procurador Gurgel que sentou em cima das provas contra Demóstenes é o que finge não saber da existência das provas contra Serra.

      • O livro de Amaury está recheado de provas incontestáveis. São extratos, certidões, cópias autênticas de contratos, demonstrativos financeiros, históricos lançamentos, o escambau. Não é como aquelas denúncias fajutas baseadas em recortes de jornal oligárquico não, tá, seu bocó manipulado?

        E a CPI da Privataria vem aí. Já está aprovada e só aguardando um momento mais propício para ser instalada.

      • A “suspeita” de que o Propógenes “participa” do esquema de Cachoeira se baseia no fato de que ele conhece o Dadá, araponga do contraventor. Ora bolas, então todo mundo do serviço secreto da Aeronáutica , do SNI, da Polícia Federal, com quem Dadá trabalhou antes de se vender ao Cachoeira, é suspeito. Isto é apenas mais um sofisma de quem não tem argumentos para se defender de suas falcatruas.

      • Behaviorista, sobre o livro “Privataria Tucana”: se o que estiver escrito ali for verdade (e digo-lhe que fiquei chocada ao ler o livro), este seria um caso não de candidatura à Prefeitura de SP, mas de hospedagem no “PF Hilton”.

        Vamos ver se o PSOL realmente faz uma inquirição séria a Serra, ao invés de ficar no bla-bla-blá contra Haddad (um homem sério) e o PT (um partido que, com todos os problemas, tem feito muito pelos desvalidos deste País).

        • As tais “provas incontestáveis” já eram conhecidas dois anos antes do livro do Amaury , logo, se elas tivessem relevância, alguem do MP (sempre há quem queira aparecer) já teria encaminhado denuncia.
          Seu texto revela uma pessoa educada e com escolaridade superior, espanta-me que você nao tenha considerado a exequibilidade desta linha de argumentação.

          • Caro Behaviorista, obrigada pelo elogio ao meu estilo, mas mesmo assim, pergunto a você: quais provas? Conhecidas por quem? São muito vagas suas afirmativas. De qualquer forma, dada a elevada impunidade que grassa em nosso País, pode ser que o jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr tenha, sim, razão. Por que não? Especialmente por que o que “salta aos olhos” no livro é o “fogo muy amigo” entre Aécio Neves/mídia mineira e José Serra/mídia paulista. Não vi o dedo do PT ou de partidos aliados ao governo no livro; ao contrário, há críticas fortes do autor a uma parte de políticos do PT.

      • Caro Décio, poupe-me a mim você de uma frase tão sem embasamento. Qualquer denúncia séria e embasada contra pessoas que ocupam ou pretendem ocupar cargos públicos de relevo não deveriam, então, ser levadas a sério? Ora essa!

        Não importa se a ação virá do Poder Judiciário ou de outro Poder, o que não faz sentido é ignorar. O que saiu no livro “Privataria Tucana” foi forte demais. Se for verdade, meu caro, é de entristecer.

        Pessoalmente, tenho simpatia por Aécio Neves e, muito especialmente, pelo governador Anastasia, um bom gestor. Não gostei da forma como Aécio Neves foi torpedeado, nas últimas eleições, em suas intenções de disputar prévias com Serra. Não acho que o PSDB de SP é dono do Brasil, como pensa que é.

        • Luiza, um dos debates mais candentes do atual momento político, é a dúvida sobre o julgamento do mensalão do PT, mais precisamente, do Zé Dirceu, ter bases técnicas, ou politicas.
          É disso o que falo, portanto, só não vê embasamento quem não quer.

  • Edu, sei que é chover no olhado, mas seu artigo está irretocável.
    Da gosto ler, todo dia, o que você posta.
    Da gosto esperar, todo dia, por um artigo seu bem escrito, bem cuidado e irrepreensível em forma e conteúdo.
    Obrigado, Edu, e parabéns!

  • Caro Eduardo,

    Li com alegria sua tréplica ao candidato do PSOL, à Prefeitura da Cidade de São Paulo.

    Não há o que duvidar das bandeiras do PSOL em favor das lutas sociais. Contudo, existe um erro grostesco de estratégia deste partido em girar sua metralhodora discursória contra o PT, a ponto de , todos viram que a ex-senadora Heloísa Helena comemorar junto com a diretia reacionária, ACM e companhia várias derrotas do governo Lula, no Senado Federal.

    Certas alianças do PT, é fato que são incomôdas do ponto de sua história de combate às muitas forças a quem hoje se alia. É fato também que aliança não fizesse com parte da direita brasileira, jamais Lula teria ganho as eleições e sequer teria governado, principalmente com a ameaçado de um golpe branco em 2005, pelas forças conservadoras que hoje, o PSOL, muitas vezes se alia apenas pra fazer oposição cega e sistemática ao PT.

    Sua estratégia de combater o PT, de todo modo, a qualquer custo, levam os psolistas a esquecerem que o verdadeiro inimigo das esquerdas é a direita reacionária, que adora quando o PSOL e outrospartidos de esquerda destilam seu ódio,que parece mortal, contra os governos Lula-Dilma.

    Ademais, como bem foi pontuado, o PSOL faz uma oposição onde se diz o dono da verdade, principalmente , no campo do sindicalismo, onde muitos de seus militante chegaram a agredir verbal e fisicamente muitos miltantes petistas, só pelo fato de estes , em que pese discordem veementemente do tratamento dado aos servidores, jamais querem a derrocada do Governo Lula-Dilma.Mesmo porque a maioria das greves no serviço federais, portanto , contra o governo foram dirigidas por entidades sindicais dirigidas por petistas, entre os quais, entre os quais era eu um deles(2004 a 2007)

    Por fim, vale salentar que o discurso do purismo de esquerda do PSOL, está caindo por terra, uma vez que várias candidaturas psolistas estao aliadas aos mesmos partidos de direita, centro direita que estão no governo Dilma. E pior estão coligados inclusive com o DEM , PSDB ferozes inimigos do PT e de toda a esquerda.

    O PSOL tem contribuido com o debate democrático mas seu discurso estreito e muitas vezes hipócrita, acentua sua contradição e perigosamente nos diz que ele nao foi ´só criado para ajudar na construçao da democracia e no apoio ás lutas sociais, mas também para combater impiedosamente, em todos os francos o PARTIDO DOS TRABALHADORES. Neste sentindo ele está prestadno um relevante e grande serviço à direita mais reacionária brasileira.

    O PSDB, DEM e PPS agradecem a valiosa contribuição do PSOL.

    BLOG DO IRINEU MESSIAS
    http://www.irineumessias.blogspot.com
    IRINEU Messias
    Editor

      • Ué? As “reportagens” da Veja (a revista oficial do crime organizado) já geraram tantos processos.

        No caso do livro, diferentemente da Veja (a revista oficial do crime organizado) o autor embasa suas denúncias em farta documentação.

  • Um dia na cadeira de prefeito e esse cidadão…Parece algo messiânico, eu e o povo…Ou mudava rapidamente ou por unanimidade sairiam com ele. Isso é fazer política consequente?
    Uma das contradições do PSOL é utilizar as instituições já conhecidas e conservadoras como a PGR e o STF para buscar notoriedade outra é alinhar-se a oposição e a grande mídia.
    Parece sem importância para eles, as conquistas que tivemos para os mais sofridos e esquecidos nos mais de 400 anos de Brasil, isso deve ser algo irrelevante para eles! Se melhorar as condições de vida das pessoas não for um princípio básico de um partido de esquerda, o que será então?

  • Caro Eduardo
    Nenhum petista em são consciência desconhece a história do Maluf, o que o PSOL coloca, não é nenhuma novidade, e os petistas ainda querem que o Maluf pague por tudo o que ele fez, a aliança é com o PP, que também considero reacionário e onde o Maluf se abriga, e é sua estrela maior. Os malufistas que conheço, não votarão no PT, simplesmente, o ódio deles pelo PT, é maior do que o “amor” pelo Maluf.A hora agora é de derrotar, não só o Serra, mas o grupo mais reacionário de quem ele é o representante.E o PSOL neste momento, está diretamente, dividindo setores da sociedade a tirar o voto do Haddad e ir para o PSOL, fortalecendo diretamente ao Serra e ao grupo que voces combatem.
    Saudações

    • Caro Amigo Avelino,
      Concordo plenamente com suas observações.
      Parece que o PSOL, nao quer que as coisas dêem certo só poder fazer eterna oposição, de preferência ao PT.
      Tantos milhões de brasileiros que tiveram uma vida melhor,mas isso para quem quer fazer uma oposição e sistemática ao PT, não vale de nada!

  • A quem esse PSOL quer enganar,gente!Há um mês atrás ouvi na FM/Bandeirantes entrevista com o Dr.Jatene sobre o setor/saúde no Brasil.Aí veio um dado que eu ainda não tinha sobre a tal CPMF,lembrando que à arrecadação de tal imposto na época tinha como extratificação de que 75% do arrecadado era da elite/nacional:FIESP e FEBRABAN.Bem aí veio seu Jatene com essa:Quando do início/arrecadação descobriu-se que dos 100 maiores tributáveis,62% nunca tinham declarado IR.E esse moço me vem falar de Heloisa Helena que como marketing/visual,nunca trocava à calça/lee e aquele camisinha branca,fala sério!!!
    Edu tenho guardado no meu arquivo/política aquela foto dela ao lado da direita/reacionária,quando da derrota do governo na CPMF.OBS:Ela está do ladinho do paim/ACM.São a tal esquerda/festiva que no passado deram em nomes como Roberto Freire/Aluiso Nunes/Gabeira/Cesar Maia/ AlbertoGoldman/etc.

  • Eu não votaria em Randolph, principalmente depois de assistir sua entrevista ao Kennedy Alencar. Perguntado se havia algo contra algum jornalista por envolvimento com o Cachoeira, ele respondeu que absolutamente não. Na época, já choviam na internet as denúncias de ligações do Policarpo Jr. com Cachoeira. Nunca vi um psolista falar mal da imprensa golpista e nem de tucanos. Só os vejo falando mal do PT, e com os discursos iguais aos dos tucanos. Para eles o mensalão foi exatamente como a TV Globo e a (não) Veja o descreve. E isso é muito difícil de aceitar, pq uma esquerda verdadeira não pode cooptar com os Marinho e Civitas.

  • Dizem que o ressentimento é um copo de veneno que você toma para o inimigo morrer. O PSOL tem bons quadros. Eu mesmo sou eleitor e admirador do trabalho de Giannazi na Assembleia Legislativa.

    Mas o partido só se tornará uma real alternativa quando deixar o discurso anti-PT de lado e formular propostas coerentes com a esquerda que defendeu.

    Se ficar no ressentimento, se igualará a DEM e PSDB, de forma pior ainda, pois ao ser anti a qualquer custo, reproduzirá os mecanismos insensatos dessas duas pragas da direita.

  • Dois pontos relevantes, a meu ver:
    1. “Ora, como vou entregar o governo da minha cidade – que está um caos – a um partido que não terá sequer base de apoio legislativo para mudar qualquer coisa? Explique-me, de forma convincente, e levarei a sério a candidatura do partido a prefeito de São Paulo.”
    Comentário meu: perfeito. Por outro lado expõe, por extensão, o que um partido apinhado de poderosos reacionários poderá fazer contra a maioria do povo, nesta cidade. Mesmo assim os deslumbrados contam com um candidato desagregador e promotor de vendetas como jamais se viu antes o que, de forma até certo ponto inesperada, acaba por se tornar o calcanhar de Aquiles de uma elite desvairada.

    2. “Dê-me o direito de não acreditar nessa candidatura, meu caro. Até porque, infelizmente boa parte dos Legislativos é composta por representantes de setores organizados e poderosos da sociedade, sobretudo de grupos econômicos, de forma que a maioria dos vereadores daria uma banana à pressão das galerias e agiria sob os interesses que a elegeram.”
    Comentário meu: Aí está o Pinheirinho. Deram uma banana e tanto para a maioria da sociedade que não aprovaria jamais tanta perversidade e crueldade ao ponto que chegou, com a cumplicidade criminosa do PIG. Com todo o respeito ao PSOL, o povo humilde não é tão burro assim. Apostar no quanto pior melhor é um erro crasso. E, pelo que me consta, o PSOL teria boas propostas, mas, prefere talvez o percurso mais demorado e a maioria do povo não quer mais esperar tanto, pois descobriu que pode almejar melhores condições em prazo curto, guardando distãncia destes três partidos: PIG, PSDB e DEM, com seus satélites e corolários privateiros e entreguistas.

  • EDU,

    É verdade que a última pesquisa em Belém aponta Edmilson Rodrigues do PSOL (Ex-prefeito do PT/Força Socialista) com 47% de intenção de votos.
    Edu, Edmilson não governou sozinho, governou com um partido e seus movimentos sociais, no entanto, a campanha de Edmilson é um rosário de legado das propostas do Partido dos Trabalhadores quando do mandato da prefeitura.
    EDU, sobre Edmilson Rodrigues e seu grupo político, onde a maioria migrou para o PSOL, precisaríamos de muito espaço em seu blog para dialogarmos e esclarecermos ao público muitos fatos.

    EDU, para não perder o diálogo que concede esse blog da cidadania, vou elucidar apenas dois:
    Em primeiro lugar, Edmilson Rodrigues jamais negociou o Plano de Cargos e Salários para a educação no município de Belém. Mas, com muita dificuldade, Ana Júlia negociou um Plano de Cargos e Salários, e o atual governador Simão Jatene (depois de uma greve duríssima dirigida pela CUTPARÁ) cumpre o piso nacional para os professores, mesmo que parcelado. Vale ressaltar EDU, que o ex-prefeito Edmilson, infelizmente, contrariando o partido dos trabalhadores e, seguindo seu núcleo duro(extinta força socialista) reprimiu fortemente uma greve de professores tão qual se refere e acusa ao Haddad, o candidato do PSOL em São Paulo;
    Em segundo lugar, e finalmente, o ex-prefeito Edmilson Rodrigues sem negociação com o partido dos trabalhadores e os movimentos sociais da educação, transferiu autoritariamente e autocraticamente a conta-salário dos servidores públicos municipais do Banco do Brasil para o Banco ITAÚ, ou seja, de um banco público para um banco privado. Isso é fato.
    Receba um forte abraço de um blogueiro sujo de Belém do Pará que dirigiu greve no setor de informática contra Edmilson Rodrigues e seu núcleo durissímo da extinta força socialista.
    Antonio Carlos @jurubebadigital

  • O PT anterior a 1988 era um partido exclusivista, que tinha a mesma visão do atual PSOL: ele era o partido que representava o anseio popular, já os demais partidos (o PT citava o meu PCdoB como um partido burguês que se vendia aos interesses da burguesia e traia os trabalhadores) defendiam interesses das classes dominantes.

    Mas felizmente para o PT, para o povo brasileiro e para o país, o PT conseguiu enxergar a necessidade de fazer alianças com partidos que o PT considerava estar no mesmo campo seu, apesar de terem defeitos burgueses (na época estes partidos com defeitos burgueses eram: PCdoB, PSB, PDT e o antigo PCB). Em 1988, o meu PCdoB já conclamava pela união das forças de esquerda. Em São Paulo o PT concorda em criar a coligação Partidos do Povo (PT, PCdoB e PCB), que recebe o apoio informal do PDT alguns dias antes da realização do pleito municipal e ganha a eleição de 1988. No ano seguinte o PT acertadamente cria a coligação Frente Brasil Popular (PT, PSB e PCdoB) e não cita mais os demais partidos de esquerda como partidos com vícios burgueses. O PT aprende que é necessário se aliar a partidos que tem ideologias de esquerda. Mas ainda assim não foi suficiente para ganhar a eleição. Em 1994 o PT apresenta a Coligação Frente Brasil Popular pela Cidadania (PT – PSB – PCdoB – PPS – PSTU – PV). Em 1998 foi a Coligação União do Povo Muda Brasil (PT – PDT – PSB – PC do B – PCB)e finalmente em 2002 entrou um partido de centro-direita, o PL , formando a Coligação Lula Presidente (PT-PL-PCdoB-PMN-PCB). O PT aprendeu, nós aprendemos que é necessário ampliar as alianças para ganhar as eleições. Em 2006 era necessário ganhar as eleições e ter uma base de partidos que ajudassem na sustentação do governo no Congresso Nacional. Em 2006 a coligação foi formada por PT, PRB e PC do B. Em 2010 o PT conseguiu abriu mais a sua aliança e conseguiu colocar o PMDB (um histórico partido que se aluga para os governantes, desde que ele ganhe algo) e fez a coligação com os seguintes partidos PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PC do B, PSC, PRB, PTC e PTN.

    O Brasil mudou e mudou para melhor, o PT teve que engolir alguns sapos, inclusive os partidos de esquerda (entre os quais o meu PCdoB), mas que eram necessários para poder ampliar os avanços sociais. Isto até hoje o exclusivista, o puro e o ético PSOL não entende e por não entender não vai ganhar nada. O PSOL tem que saber que existe partidos que defendem as causas populares, não é só ele, que estes partidos tem opiniões diferentes sobre muitos assuntos, mas isto não impede de haver as alianças. No entanto, na cabeça do PSOL, somenteo PSOL presta. Já os demais partidos de esquerda, são burgueses e vendidos. Parece que o PSOL não conhece a história política de 1985 para cá, pois comete os mesmos erros que o PT cometia antes de 1988.

  • Eduardo, não é lá muito próprio meu ficar de rasgação de seda, mas a clareza, articulação e pertinência de seu texto é um primor de perspicácia. Assino tudo em baixo. Diria até, perdoe-me a forma chula, que é muito fácil ser “picudo” quando não se tem a responsabilidade de governar nas mãos. Todos aqui, se não esquerdistas, ao menos simpáticos a ela são, à exceção dos trolls infames que infestam a web e não poupariam esse espaço, compreende-se o porque. Mas faz parte. As críticas do PSOL são absolutamente pertinentes até o ponto em que viram moralismos de ocasião, que deveriam ser aceitos no terreno do pessoal, nunca do coletivo, no qual a política se insere. Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, o papel da oposição é o da crítica, mas a porca torce o rabo quando numa discussão polarizada o PSOL une-se ao PSDB para atacar o PT, com o qual deveria ter maior afinidade e “compromisso ideológico” (a despeito das concessões que o exercício de governar EXIGE de quem está no poder). Perde toda a razão e se transforma em uma voz útil aos propósitos do outro lado. É muito claro que o PT cansou de dar murro em ponta de faca, e percebeu que se não jogasse o jogo, jamais chegaria ao poder, logrando a oportunidade de mudar a vida de milhões de brasileiros da forma como mudou e de plantar os alicerces para continuar mudando como plantou. Mas a ala mais “radical” afaga seus egos “incorruptíveis” com esse tipo de discurso do “não me misturo”. Ok, tem todo o direito. Mas cabe uma auto crítica sobre a que propósitos acabam servindo no jogo político e se desejam continuar sendo um partido menor e de influência limitada.

  • PT e PSOL – eu sou você amanhã.

    O PSOL é o que eu mais admirava no PT. Partido de oposição, aguerrido, baseado em “princípios e valores”, repleto de intectuais coerentes, bom para apontar os defeitos dos governantes. Mas não passava disso.

    Mudei com o PT. Hoje prefiro um governo que atue pelo povo e pela nação, apesar das contradições.

    Poderia elencar uma grande quantidade de aspectos que me contrariam nos governos federais do PT. Vou ficar apenas com os que considero mais importantes, que são questão de vida ou de morte: agrotóxicos e trangênicos.

    Mas pelos oito anos de PSDB e dez anos de PT não tenho dúvidas. Voltarei a votar na Dilma de olhos fechados. Só de pensar na chance da volta da privataria tucana me encho de convicções.

    Apesar de não residir em São Paulo frequento muito a cidade. Pelos parentes, pela cultura, pela gastronomia, pelos eventos, etc., e percebo a degradação contínua que ela vem sofrendo. Gostaria muito que a dinastia do PSDB fosse apeada e, se possível, no estado também.

    Desejo a vitória do Haddad e desejo vida longa ao PSOL.

    E elogio as partes deste debate epistolar, mantendo o nível bem acima da atuação dos “bicudos”. Eduardo, contamos com você.

    Ronaldo

  • Perfeito Edu. Pena que não existam milhões de Edus por aí, com sua educação e clareza política.

    Embora reconhecendo a importância do PSOL para a democracia, creio ser muito difícil os puristas entenderem que muitas coisas na vida não são compatíveis com uma separação rígida entre o bem e o mal, principalmente na política. Sabemos hoje que isso deveria ser coisa de adolescente, escoteiro (ou fundamentalista). Não de quem almeja ser representante de uma população extremamente heterogênea e muitas vezes contraditória e, mais importante, que não quer esperar as calendas gregas para ser salva pelos anjos, arcanjos, querubins e os demais ingressantes nos exércitos do bem. Na verdade, o pessoal do quanto pior melhor, não entende os grandes desafios da política de massas no contexto da democracia. Quando no cipoal de possibilidades existentes, as lideranças populares precisam rapidamente decidir de que maneira é possível passar as propostas que irão beneficiar a maioria da população, principalmente, as que interessam o povo mais simples.

    Esse pessoal “desmemorizado” esquece que no passado os comunistas eram extremamente úteis nas alianças com candidatos conservadores, desde que não fossem cabeça de chapa e sim meros apoiadores. Ai podia e os comunistas (os “radicais” de então) eram não apenas bem vindos, mas considerados extremamente úteis com sua militância, pois estavam mais próximos ao povo (nos sindicatos, por exemplo). Ora, com Haddad estamos exatamente na situação oposta, onde candidatos conservadores apoiam, mas não são cabeça de chapa e, portanto, não irão determinar o eixo central das políticas que serão implementadas. Caramba que inversão! Como não perceber esse fenômeno?

    Pior. Como não entender essa coisa tão simples, se foi exatamente o que ocorreu durante os 2 mandatos de Lula. É interessante como a grande mídia na época (e ainda hoje) combatia as alianças que Lula fez pela governabilidade (Sarney, Renan, Collor, etc.). O pior é que sem elas Lula teria sido rapidinho expelido do poder, tal como ocorreu com Arbenz, Jango, Zelaya, Lugo, etc. No episódio da aliança de Haddad, o cinismo da mídia é gritante, pois com Serra o partido de Maluf poderia ficar, jamais com o Haddad. Ora, ora, ora, mas que coincidência estranha (ou macabra?) do ponto de vista do povo (ou se quiser de tática política): Essa é exatamente a posição do PSOL! Infelizmente, não dá para acreditar que o PSOL esteja pautando a grande Mídia.

    O problema na verdade é outro. A política tem uma regra de chumbo: De boas intenções o inferno está cheio. No popular: Quem não souber jogar o jogo dança, sem perceber nem onde o galo canta. O que o pessoal precisa entender (e nisso Lula é política na veia), é que nossa elite tem 400 anos de prática política e sabe muito bem o que lhe beneficia, pois se movem guiados única e exclusivamente pelos concretos interesses de classe – o que muito facilita o jogo deles. Ou seja, decidem de bate pronto. É por isso que na classe dominante, infelizmente, não tem amadores. Sabem exatamente o que querem.
    Quem menospreza esse pessoal é louco ou deveria mudar de atividade.

    Já no chamado campo progressista, esse me parece ser um dos problemas básicos. Contamos com uma numerosa legião de amadores bem intencionados (apesar do esforço, ainda me considero um), cuja consequência maior é a dificuldade real de definir táticas políticas com reais chances de sucesso. Portanto, não há dúvidas: nesse momento é Haddad lá! Esperamos também o apoio sincero do PSOL nessa conquista e, certamente, suas críticas visando aprofundar o processo serão muito bem vindas.

    Finalmente, para que a opinião acima não seja desqualificada a priori, informo que embora tenha sido no passado distante (década de 80), não sou mais militante do PT. Contudo, reconheço a importância e o sucesso de seu projeto nacional e também da tática política adotada em SP.

    Edu, mesmo a distância admiro sua luta nessa grande trincheira democrática que é o blog da cidadania. Continue tranquilo e na sua paz.

  • Perca de tempo com um candidato do PSOL. Poderiam fazer isso com Haddad para nós o conhecermos melhor, na tentativa também, de ajudá-lo a pelo menos chegar ao segundo turno.

  • Qualquer partido que não seja uma linha auxiliar ao PT é ruim. Direita ou esquerda não é a questão. A única questão que se impõe é a relação do partido com PT. PP de Maluf é de direita, PSOL é de esquerda. O PP é melhor que o PSOL nesta eleição pois apoia o PT. Basta explicar isto ao PSOL e resolve-se esta questão. Sem réplica ou tréplica.

  • O lobo mais perigoso é aquele que veste a roupa da ovelha.
    O sol ainda não nasceu para o PSOL. O psolismo está se transformando na profissão mais antiga da humanidade.
    Faz suas alianças às escuras, por eventual e instantânea conveniência.

  • Vejo que o sonho de consumo do famigerado psol, é ser o LULA , o PT e sua Militância amanhã. É um Partido sectário….costumo falar que é como um barco de bostas que navega sobre a urina, tocado pelos ventos do Conservadorismo histórico Brasileiro. O Psol age na fôrma da direita, e na forma como um partido reacionário de um purismo angelical fundamentalista, sempre agirão com HIPOCRISIA, só eles acreditam em suas leviandades. Quero distância desses sectários que servem a Direita nativa e o PIG. de Belo Horizonte.

  • Excelente reflexão e resposta Edu! Ótimo e salutar debate!
    Concordo inteiramente com você quanto ao significado da passagem de Hadadd pelo Ministério da Educação. Além das políticas afirmativas o crescimento das universidades públicas e a sua interiorização, por mais dificuldades que passem nestes momentos iniciais, são fatos que não podem ser questionados e cujo impacto social se fará sentir cada vez mais fortemente. Acho lamentável o PSOL repetir as criticas que a direita faz a Hadadd.
    Torço, à distância, para que o povo de São Paulo tenha a sorte de ser governado por Hadadd!

  • Perda de tempo discutir com esses “esquerdistas”, renegados. Seu principal inimigo é o PT, para isso se aliam (como não fazem aliança??) com toda a direitalha na Câmara Federal e no senado. Quem não viu Heloisa Helena abraçada com Demostenes, Artur Vergilio, Alvaro Dias e outros “mosqueteiros da ética? O grande objetivo desses renegados é se aliar à direitalha para derrotar o PT. Esse sempre foi papel dessa gente: servir de braço auxiliar da direita reacionária. A velha doença infantil. Bem lembrou, Eduardo, quantas cadeiras êles têm no Legislativo da cidade de São Paulo??/ Esses pseudos esquerdas não têm voto, não tem representatividade nos movimentos sociais, não tem representatividade nos sindicatos. Quantos votos será que pensam ter em São Paulo??? 3%??? É isso que esses porraloucas querem para o movimento social??? O isolamento, ter 3% dos votos. Mais uma vez ajudarão o Serra contra o PT. Contem para esses porraloucas a História do golpe no Paraguai. Contem para esses porraloucas o que queriam fazer com o Lula em 2005. Comtem para esses porraloucas o que está acontecendo no Acre. Não adianta, esses renegados sempre serão o braço auxiliar da direita reacionária. Assistam ao papel que desempenharão nessas eleições.

  • Grande Edu! Parabéns por esse “confronto” lindo com o povo do PSOL. Vi toda a entrevista com o Giannazi, analisei bem e acho que você está com a razão. Obrigada pela luta por nossa cidade. Abraços.

  • Lula deu aula e os bons alunos vão aprendendo.

    PSOL, como sempre, não aprende. Mas também não precisa. Os fundamentalistas já encontraram a VERDADE. Não tem mais nada pra aprender.

  • É engraçado esse PSOL, não vejo nenhuma crítica contra o PSDB/DEM. Que vergonha Sr. Maurício Costa de Carvalho fazendo a parte suja da direita. Sabia que a privataria tucana matou mais brasileiros, ajudada pelo PSOL. Outra coisa, o Sr. demonstra total desconhecimento do que é democracia. Vejo essa batalha do PSOL contra o PT com uma desconfiança e uma dúvida: será que por debaixo do pano o PSOL não recebe alguns, talvez não do PSDB/DEM, mas clas classes da direita desta país?

  • Não é a toa que existe um pensamento popular muito antigo: “a esquerda é burra”, e com certeza nem com o exemplo maior de governar um País sem maioria no congresso o PT foi capaz de avançar e mudar muita coisa no Brasil é motivo suficiente para que o Psol e outros aprendam que não “adianta nadar contra a correnteza do rio” mas sim usando alianças ainda que intragáveis mas que possibilitem as mudanças que se fazem necessárias. A partir desta visão os demais partidos de esquerda terão oportunidades e qualificações para pelo menos chegar próximo de seus objetivos, enquanto isso, na verdade só estarão fazendo o “jogo da direita”.

  • Durante a última campanha eleitoral para a prefeitura de Porto Alegre quem mais bateu no PT e tentou desqualificar os 16 anos de governo da frente popular, foi indiscutivelmente a então candidata a prefeita pelo PSOL, Luciana Genro. O governo do PMDB, de direita (que foi reeleito) não teve uma crítica tão contundente por parte da candidata. A “sua” disputa era com o PT. O fato desta cidadã ser filha de um ministro de Lula (o atual Governador Tarso Genro) e dela ter saído do PT fez de seus argumentos uma potente arma contra a credibilidade do PT; Os argumentos sectários e moralistas de Luciana faziam coro com o discurso da mídia, de uma forma oportunista e rasteira. Se engana quem vê nisso coerência, idealismo, purismo, ou coisa parecida…
    Felizmente, e curiosamente, agora (uma vez que papai foi eleito Governador em 2010), as leis eleitorais impedem que Luciana seja novamente candidata. Tô com uma pena…

  • O esforço do PSOL enquanto partido é o de se manter coerente a princípios marxistas básicos, elementares a qualquer partido ou movimento social que pretenda ser de esquerda. Certos aspectos estruturais do sistema eleitoral e político brasileiro atual colocam aos partidos socialistas uma questão delicada: a de escolher tornar-se um partido forte no jogo político nacional e tornar-se contraditório em relação aos fundamentos ideológicos deveriam guiá-lo ou se opor às estruturas políticas estabelecidas e dificultar sua penetração no jogo político.

    Apenas para dar um exemplo, que foi mencionado, inclusive, na carta do PSOL, o atual sistema eleitoral brasileiro é fortemente dependente das “doações” privadas para campanha, que, como diz o deputado Ivan Valente (PSOL), são em realidade investimentos, pois empresa nenhuma doa (ou alguém aqui acredita que a Vale e a Camargo Correia financiaram a campanha do PT por “amor ao país”?). Pois bem, curiosamente, o governo Dilma tem sido bastante pro-ativo na realização de mega-obras de utilidade social questionável e impactos sociais e ambientais imensos e no sucateamento de instituições federais como o IBAMA e a FUNAI, cujos funcionários inclusive emitiram carta pública dizendo que estão sendo pressionados para aprovar, em tempo relâmpago, a realizaço de obras relacionadas ao PAC (para não mencionar a polêmica permissão concedida pelo IBAMA à Vale, em tempo record, para exploração do minério na Serra dos Carajás, transformando a região na maior mina do mundo).

    O PSOL decidiu não seguir este caminho e, ainda assim, apresentou um aumento significativo de sua representação nos executivos e legislativos municipais este ano de 2012. Desta forma, equivoca-se Eduardo Guimarães quando aposta na insignificância do PSOL na política partidária: os resultados, no fim e ao cabo, provaram que há muito eleitor desejoso de uma política mais coerente ideologicamente, com menos dessa tal real politik. Contudo, mesmo que não fosse desta forma, política não se faz só na esfera partidária: a luta da esquerda envolve movimentos sociais, envolve debate e confrontação política constante, envolve, em resumo, um amplo leque de estratégias e a criação de um partido de esquerda é uma delas. O partido é ferramenta, não objetivo. O PT, enquanto máquina eleitoral, colocou a própria existência afrente de princípios socialistas básicos e hoje seu governo claramente beneficia as grandes forças econômicas do país, muitas vezes atropelando grupos sociais que, por princípios, deveria defender, como as sociedades tradicionais (ex. indígenas do MS e AM afetados diretamente pela agroindústria e empreiteiras) e os trabalhadores (ex. a ausência de um projeto de reforma agrária consistente, em oposiçao ao incentivo aos gigantes agroindustriais, grande parte atualmente levantando a bandeira do biodiesel).

    Para terminar, muitas pessoas estão colocando o partido afrente da reflexão e da luta socialista. Isso é um erro imperdoável a todos aqueles que se dizem de esquerda.

    PS. As justificativas feitas por Eduardo Guimarães às alianças espúrias entre partidos são inaceitáveis. O autor acha que a obrigação, elementar e necessária a qualquer democracia moderna, dos políticos e partidos estabelecerem uma relação republicana entre si, justifica a situação lamentável das alianças entre partidos com programas e ideologias díspares, com objetivos meramente eleitorais. Isso é uma afronta a qualquer pretensão de democracia representativa e contribui para esvaziar o sentido dos partidos, hoje já bastante desacreditados em meio à população. As alianças são bem vindas desde que feitas com coerência, e o PT não é um bom exemplo disso, sendo a parceria com o Maluf apenas a expressão mais promíscua de uma história bastante antiga.

Deixe uma resposta para Luis CPPrudente Cancelar resposta