Movimento dos Sem Mídia agregou mais de mil filiados

Ativismo político

Da semana passada para cá, a campanha de filiações ao Movimento dos Sem Mídia se revelou um surpreendente sucesso. Em três posts, 1387 pessoas responderam à exortação do Blog para agregar novos membros à ONG e pediram suas fichas de filiação.

Apesar de ainda não ter conseguido enviar todos os e-mails com as fichas, estimo que já tenha conseguido atender a quase todos – falta responder a umas 200 pessoas. E dos quase 1400 e-mails que enviei, mais de mil já foram respondidos com a ficha de filiação preenchida.

Como foi dito anteriormente, essas fichas irão compor o novo cadastro da ONG e durante o mês de julho será convocada uma reunião com os membros novos e antigos de São Paulo e região, na qual passaremos a discutir os planos da organização diante do novo momento político do país.

Contudo, devido ao grande número de novos e antigos filiados no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília, estimo que, em breve, poderemos fazer reuniões nessas capitais.

Há, também, o plano de um sistema para reuniões virtuais que ainda não posso antecipar, mas que espero colocar no ar nos próximos meses. Por esse sistema, pessoas de todas as partes do Brasil e até do exterior poderão se reunir para as discussões.

Peço apenas um pouco mais de paciência a quem não foi atendido, porque estou sem assistente nestes últimos dias – a pessoa que me ajuda está fortemente gripada.

Eis que nossa organização vai assumindo um papel vital no atual momento político. Ao longo do mês de junho, o Brasil mudou radicalmente. A desorientação política da sociedade é gritante. O avanço da direita ao longo de junho turvou as perspectivas futuras do país.

Pelas centenas e centenas de contatos que fiz, pude constatar o desalento de muitos com tudo o que ocorreu no pais no mês passado. Relatos compungidos de desânimo, decepção, enfim, de pessoas que pensam em desistir.

Não é esse o caminho, meus amigos. O Brasil não acabou e o jogo não está perdido. O que precisamos é de união e discussão. Tempos difíceis se avizinham e só com tenacidade, serenidade e determinação poderemos evitar o retrocesso.

Tenho muitas ideias, sei que vocês têm outras e, assim, quero discutir com todos como poderemos ajudar o país.

O primeiro passo, pois, será a reunião de São Paulo. Já consegui um auditório para 200 pessoas que não custará nada. Nessa reunião – cuja data ainda será marcada –, precisaremos organizar uma distribuição de tarefas entre um grupo de membros.

Você que quer ajudar o Brasil e que se desencantou com a política ao longo do fatídico mês de junho, não desista. Venha para o MSM e vamos buscar caminhos. Desistir não é solução. O país não pode jogar fora seus avanços da última década.

Aos que acabam de se filiar ao MSM, dou boas-vindas e informo que suas fichas de filiação estão sendo ultimadas e logo estaremos em contato.

Um abraço a todos

Eduardo Guimarães

101 comments

  • Edu, não tem porque desistir. A direita avançou, mas se pensarmos bem, era irreal que ela não reagisse em algum momento. Aconteceu no governo Lula, e fatalmente iria acontecer agora.
    A direita não ia ficar assistindo o governo petista navegar em mares tão tranquilos. E já que a oposição partidária nada conseguia fazer, nem com a ajuda do pig, articulou-se via redes sociais, e deu o bote nesse junho maldito.
    Nós da esquerda temos como reagir. O problema é que acho que não caiu a ficha do governo que existe grupos nacionais e internacionais promovendo terrorismo para sabotá-lo. E só o governo tem estrutura para combater isso

    • Justamente como penso. Não podemos contar com um pacto (ainda que subentendido) de união nacional como o que catapultou a Inglaterra ao grande desenvolvimento econômico, nem como o que fez a transição para o fim do regime franquista na Espanha (o, qual, aliás, tem mostrado de novo suas garras).

      Além da previsível sabotagem das grandes potências, temos uma elite econômica burra, provinciana, excludente e – o que é pior – entreguista (e entreguista principalmente pelo motivo mais patético possível: deslubramento com o “primeiro mundo”, ao qual só eles, por aqui, pretendem ter acesso). Essa elite controla o PiG, que pauta a ridícula oposição ao governo federal, o qual, por sua vez, tem alguns ministros lamentáveis, na condução de suas pastas, a começar pela da Justiça.

  • Olá Eduardo.

    Também gostaria de me filiar. Leio teu blog todos os dias, mas raramente comento.

    Admiro muito teu trabalho para nos manter informados e para nos deixar alerta quanto ao golpe que se aproxima.

    Abraços,

  • Caro Edu, como eu sei que você, criteriosamente, que passe a considerar o e-mail que identifica este comentário. A razão é a seguinte: moro em Governador Valadares e na rua onde moro só há disponibilidade de internet de 1 mega, provido pela Velox. A GVT já atua na cidade, mas também não atua na minha rua. Liguei para a Oi Velox e dei um ultimatum: ou aumentava a velocidade para pelo menos 5 mega ou eu cancelaria a assinatura. Cancelei. Primeiro, tentaram me seduzir com ofertas meia-boca, Depois, tentaram me chantagear com ameaças tipo multa. Não teve jeito: cancelei. Por isso, vou ficar sem internet instalada em casa por um bom tempo. O jeito é usar a internet aqui no trabalho (não haverá qualquer custo adicional para o órgão) e o meu e-mail institucional pessoal, que segue com este comentário.

    Se possível, remeta a ficha para o novo e-mail.

    Abraços.

  • Edu, o comentário anterior saiu truncado. A primeira frase é a seguinte: “Caro Edu, como eu sei que você, criteriosamente, lê os comentarios que são feitos aos seus posts, aproveito este para solicitar que passe(…)” e segue o resto.

    Abraço.

  • Eu tô no movimento dos sem mídia. Exatamente para combater coisas como esta:
    Do blog da Cora Ronai:
    “Longa vida ao Egito e aos nossos grandes líderes militares!”
    A coisa deve ta com saudades deste editorial do seu execrável patrão:
    editorial de “O Globo”, em 02/04/1964
    “Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.”

  • Edu, você viu no Tijolaço? Estão lá fortes evidências de que a Datafolha deturpou essa última pesquisa. Parece que reduziu bruscamente a “quantidade de pobres” em sua amostragem.
    É possível agregar essa denuncia ao processo do MSM?

  • Estou publicando, hoje à noite, este artigo no meu Blog:

    Por que eram tão pacíficas as nossas mobilizações?

    Nos anos 80 íamos para as ruas pelos mais elementares direitos para uma vida digna: emprego, moradia, terra. Óbvio que às vezes os ânimos acirravam e incidentes aconteciam, alguns graves. Não ocorria, porém, a violência sistemática, que em poucos dias dos protestos atuais já fez várias vítimas, como em Ribeirão Preto e agora, no Rio Grande do Sul, além de danos patrimoniais consideráveis. Não obstante o esforço da mídia para evitar que os protestos sejam maculados, isso começa a tornar-se impossível.
    O que diferencia as manifestações de inconformismo de ontem e de hoje? Antes de tudo é preciso esclarecer que o vandalismo que vem se verificando não é obra de “marginais” sem causa, que espontaneamente aparecem para aproveitar a ocasião. Já está comprovada a ação orquestrada, de grupos de extrema-direita, interessados na desestabilização institucional. E por que este pessoal age agora e não o fazia no passado? Simples: a indignação tardia que explode em nossos dias, tardia porque acontecem quando há muito menos razões que possam justificá-la do que a uma década atrás, acaba servindo a interesses muito evidentes. Noves fora os casos inegáveis de corrupção, que por sinal aparecem porque há hoje apoio e total liberdade para apurá-los e puni-los, estamos sob um Governo com diferenças fundamentais em relação aos que vigoraram até dez anos passados. As diferenças principais são o esforço para a implementação de um modelo de crescimento com distribuição de renda, e a defesa da soberania nacional e do protagonismo brasileiro no cenário internacional. Para os setores inconformados isso significa a perda de mamatas como a privatização da Petrobrás, o fim da era de juros escorchantes para a sociedade, mas geradores de lucros fáceis para os especuladores, e, de quebra, a insolência, o atrevimento de um Governo que rejeita a submissão, ao contrário, torna-se uma pedra no sapato das potências falidas do chamado primeiro mundo. A desestabilização é, portanto, um interesse convergente de sanguessugas da economia e militantes fascistas ou assemelhados. No meio deste turbilhão estão exércitos de pobres ingênuos, envenenados pelas baixarias das redes sociais, a acreditar que quem Governa hoje é a própria “embaixada do mal” em nosso País.
    Acompanhando os noticiários dos últimos dias fico a me perguntar: quantos são os que estão protestando nas ruas indignados por Lula ser hoje um dos trinta homens mais ricos do planeta? Quanto da revolta não seria consequência da malfadada bolsa-prostituição que nunca existiu? E se o motivo for o mensalão, quantos sabem o que realmente ocorreu, e o que consta nos autos do respectivo processo? E entre os que vociferam contra o “caos na saúde”, quantos sabem o que é uma UPA, quantas estão em construção em todo o Brasil, e qual será o seu efeito sobre a melhoria da saúde, quando todas estiverem funcionando plenamente?
    Por tudo isso é impossível não admitir que muito disso que chamam de indignação é na verdade fachada para disfarçar um ódio alimentado por mentiras e calúnias. Impossível, da mesma forma, negar que o ódio alimentado por mentiras e calúnias das redes sociais e o ódio sem causa dos vândalos destruidores de patrimônio e assassinos de caminhoneiros “fura-greve” é o mesmo veneno, variado somente na dosagem.

  • Eduardo

    Algo errado está acontecendo. Quando clico no link que o MSM me enviou aparece a seguinte mensagem:

    “Sem permissão para visualizar rascunhos.”

  • Gente, o que me dá esperança é a grande incompetência da Direita demonstrada em seus governos tipo FHC, Aécio, Marconi Perillo, Roberto Arruda. Por isso, basta fazermos um movimento inteligente para a defesa e progresso do Brasil.

  • Edu, não estaria na hora do MSN ter uma conta no Facebook, no Twitter e/ou outras mídias, de maneira que os filiados, e somente estes, tivessem acesso e pudessem postar suas sugestões?

    Orlando Fogaça Filho

  • Eduardo, estou dentro dessa irmandade do bem. Se ainda consta meu nome, quando do início do MSM, aguardo o e-mail. Qualquer coisa faço o recadastramento. abraço.

  • Edu,
    Tal qual aconteceu com outros, não consigo acessar o post que vc nos recomenda por meio do link que vc nos enviou. Quando clico no link aparece a mensagem: ” Sem permissão para acessar rascunhos”.
    Aguardo uma orientação, se estiver ao seu alcance.

  • Desanimar nuuuuuunca, Edu! Nossa luta é eterna, querido! Já recebi e-mail de confirmação e com as novas notícias. Um grande abraço e, pela milésima vez, muito obrigada por lutar, tanto e com tanta dificuldade, por amor ao nosso País. Tamo junto!

  • Edu, com certo atraso, mas engajado à causa, também aguardo seu email para me “alistar” oficialmente. Parabéns, amigo! E grande abraço!

  • Já me filiei e digo aos amigos do Brasil,NÃO É HORA DE DESISTIRMOS DE LUTAR .Aos poucos a tentativa de golpe vai sendo claramente desnudada. Vamos em frente .Será uma tarefa difícil,pois todas as tvs abertas estão a serviço do golpe.Não temos o apoio da grande mídia ,para nos ajudar a divulgar absurdos como essa pesquisa do datafalha. PRÁ FRENTE BRASIL

  • Eduardo,

    De minha parte, os acontecimentos de junho tiveram um efeito contrário aos que muitos afirmaram e ganhei muito mais ânimo para continuar lutando pelas conquistas que o país obteve nos últimos anos. Em minha visão, é necessário sim uma radicalização de tudo que aconteceu, no sentido de não deixar as bandeiras reacionárias ganharem espaços. É fortalecer os pensamentos (e palavras de ordem) progressistas que os fascistas não poderão jamais cooptar essas bandeiras.
    Tudo isso se dá com a ampliação dos debates que foram possíveis a partir das movimentações de junho, é mostrar que democracia não é apenas gritar nas ruas, mas sim o de apontar sempre os horizontes de transformações possíveis, no sentido de fortalecer as instituições democráticas!
    Daí que lutas como essa, na qual você sempre esteve engajado, é fundamental e essencial para o aprofundamento do espírito democrático e republicano para a nossa sempre cambaleante democracia.
    Lutemos!

  • Estou em viagem de trabalho e devo responder ao e-mail do MSM nesse próximo final de semana. Quanto às sugestões, entretanto, adiantarei algumas que podem ajudar em futuras discussões deste espaço e da sociedade civil em geral. O momento é gravíssimo, as “manifestações” da extrema-direita juvenil, e não tão juvenil assim(todos eles, representantes da minoria da classes média e alta da sociedade, portanto, reacionários, preconceituosos, direitistas, ignorantes e fascistas) , foram apenas o pretexto organizado(com muita antecedência, capaz de esperar o momento certo para inicar uma ação para lá de orquestrada), para a deflagração de uma espiral golpista, na qual os “centros” de comando estão obviamente entre aqueles que concentram muitos recursos, empresários e EUA, uma vez que há claros sinais do uso de militância paga, na INTERNET e nas ruas, sendo que investigação da polícia civil de Minas mostra que existem grupos de baderneiros sendo deslocados para o país para participarem de desordens em diversos estados. Após essa etapa das “manifestações”, que começa a arrefecer, os golpistas passaram para a segunda fase, promovendo greves e contando com o apoio da mídia, que sempre anabolizou as “passeatas”, e agora esmera-se em criar um clima de caos no país, capaz de destruir a popularidade da presidenta ou até mesmo levar ao seu impedimento. Por enquanto, essa segunda ofensiva ainda não tomou grande corpo, mas é necessário que haja uma ação rápida do Estado para destruí-la; investigando as greves de caráter puramente político, descobrindo quem está por trás delas, predendo os falsos líderes e descobrindo quem os financia). Uma iniciativa boa nesse sentindo foi a revelação de que o “sindicalista” que liderava o lock-out dos caminhoneiros, que vem paralisando as estradas da Região Sul do Brasil ao longo desta semana, é na verdade um EMPRESÁRIO DOS TRANSPORTES, DONO DE UMA FROTA DE 39 CAMINHÕES. PORTANTO ELE ESTÁ PRATICANDO CRIME CONTRA A LIBERDADE DO TRABALHO, SUJEITO A PENA DE UM ANO DE CADEIA, AO USAR UMA GREVE EM PROL DE SEUS INTERESSES PESSOAS. É evidente que esse “sindicalista” de araque é peixe pequeno, por mais que tenha uma frota de 39 caminhjões, é pouco para imaginar-se que lideraria, e engendraria, sozinho um ato tão grave. Há mais gente por trás dele(Dilma deve conhecer história e saber que a CIA patrocinou lock-out de caminhoneiros no Chile, em 1973, para derrubar Allende; e novamente na Argentina, em 2011, desta vez fracassando, para tentar derrubar Cristina Kirchnér). Essa é apena uma das “greves” suspeitas. Em Recife, os motoristas de ônibus, liderados por uma tal “oposição ao sindicato”, que manda mais do que o próprio, continuam em greve desde segunda-feira e sustentam, desde ontem, a ilegalidade do movimento, determinada pelo TRT, que estabeleceu uma multa diária de R$100.000 por descumprimento da ordem de voltar ao trabalho. Só hoje, o descumprimento já colocou a tal “oposição ao sindicato” em débito nesses cem mil, que amanhã(quando a greve continuará), dobrarão para duzentos. Quem paga esse valor!!!!!!!!!??????? Não conheço nenhum sindicato, com estrutura financeira, que encare pagar tamanha multa. Como essa tal “oposição ao sindicato”, consegue encarar com tamanha serenidade o pagamento dessa multa em suas costas!!!!!!!!!!!!???????????? Quem arcará com as despesas!!!!!!!!!!??????? É a partir da inevstigação de acontecimentos “estranhos” como esse que o Governo, se tiver coragem para fazer tais investigações, poderá denunciar o golpe à Sociedade, desmoralizando-o e mostrando quem o patrocina(mídia, empresários e EUA). A sociedade civil precisa pressionar o governo para realizar essas investigações com coragem, como também deve levar a cabo pessoalmente outra bandeira reativa, que pela postura adotada desde seu início, não será encampada pela Presidenta: Falo da democratização dos meios de comunicação que, agora e sempre, usam essa crise, da qual são criadores, como arma para a imposição de seu projeto político(inviabilizar a reeleição de Dilma e talvez derrubá-la antes do fim do primeiro mandato), usando para a obtenção desse fim a censura prévia às forças políticas progressistas, que tentam mostrar a Sociedade uma outra visão sobre os acontecimentos atuais, como também fatos concretos que corroboram essa visão, como as duas “greves” que citei anteriormente. Isso apesar desses meios serem concessões públicas e/ou sustentarem-se com dinheiro público. Realizar passeatas de verdade, na frente das sedes das empresas de comunicação(principalmente a Globo, que ainda detém um semi-monopolio das comunicações no Brasil)é vital para pressioná-las e forçá-las a mostrar ao Brasil; ainda que de maneira deformada e limitada, mas que cada será menos possível de deformar; que existem setores da sociedade que as contestam, começando por retirar do homem comum a “aura” de credibilidae que ainda envolve, ao menos para um parcela da população, a atuação de uma mídia que, violando todas as regras da democracia e do jornalismo, porta-se com não como um partido(o que já seria um crime, legal e jornalístico), mas mais do que isso, como um grupo terrorista de oposição, no qual a mentira e censura prévia à divergência são a regra a transformar esses impérios de comunicação em inimigos da democracia e da vontade dos brasileiros. Passemos para a prática imediatamente.

  • Edu, estou em Recife, mas a partir do dia 25 estarei em SP, pronto para as batalhas, , pois temos que ter um super-organizaçao, por causa dos inimigos do Brasil, os infiltrados e dos de direita.

  • Oi, não estava sabendo da iniciativa, pois estou em viagem aos EUA desde o dia 22/06. Se ainda puder mandar a ficha de inscrição, agradeço.

  • Olá companheiro Edu, como vai?

    Eu acompanho e participo como militante desde 2007/8 (mais ou menos) do MSM e partilho muito de seus textos e suas ideias. Na época eu era secretário de imprensa de minha confederação (hoje sou secretário de formação).

    Sou diretor do Sindicato dos Bancários em SP e também da Contraf-CUT. Minha agenda é caótica principalmente porque coordeno as questões do BB em nível nacional. Como vc, às vezes trabalho para o movimento que sou responsável umas 16 horas/dia.

    Mas espero poder ajudar como for possível. Você tem razão. Pouca gente (até do movimento organizado) tem a leitura clara que este grupo que estamos criando tem em relação à mudança de rumo que o Brasil tomou a partir de junho.

    Tamo junto! Abraços, William Mendes

  • Eduardo, já preenchi minha ficha e reenviei de volta. Quanto a sua proposta de construir alternativas para discussão em grupos pela internet, utilizar o skype por ex. eu acho ótimo, é uma oportunidade para interagirmos, analisar e avaliar a conjuntura política atual, permitindo a concientização política, espaço esse que não existe mais nos partidos de esquerda e sindicatos que estão burocratizados.

  • Sempre leio o teu blog. Vale participação consciente, mas não ativa? Isso é, participo para dar volume, pois concordo com quase tudo que é dito, mas, no momento, não tenho como participar ativamente.

  • Olá! Sou do Rio de Janeiro e também quero participar do movimento. Por favor me enviem uma ficha.
    Abraços

    “Ter bondade é ter coragem”

  • Eduardo, gostaria de um auxílio, recebi um questionamento de um aluna do ensino médio que está acompanhando essas manifestações, sei que você elabora textos didáticos, claro que vou falar do MSM, mas achei muito legal o interesse dela. Não precisa publicar no blog, responda no meu e-mail se possível, desde já agradeço e forte abraço. Segue abaixo o e-mail que ela me mandou:

    Olá, Marcelo.
    Gostaria de esclarecer algumas dúvidas com você, pois sei que você não é leigo, como eu, neste assunto. Contudo, resolvi mandar por email para não atrapalhar o seu serviço e para que você responda quando puder.
    Hoje eu li um texto que falava sobre o possível sucesso ou fracasso das manifestações ocorridas em nosso país. Em certa altura do texto, o autor dissertava sobre a importância dos partidos políticos e eu, como não sei quase nada, fiquei com muitas dúvidas.
    O texto dizia que os partidos políticos são muito importantes em uma democracia, pois funcionam como canais entre o Estado e a população, além de serem eles os responsáveis por grande parte da participação das pessoas na sociedade. Outro ponto a favor da existência dos partidos é que eles têm tendência maior à esquerda do que à direita, o que favorece o equilíbrio entre as classes sociais. Porém, o mesmo texto fala que algumas pessoas são contrárias à existência dos partidos porque não se pode mais confiar em seus interesses e integrantes.
    Sendo assim, gostaria que você me explicasse o que eu poderia fazer se fosse filiada a um partido político, mas que não me candidatasse a nenhum cargo público, ou seja, eu, como integrante da população, gostaria de me filiar a um partido para contribuir com alguma coisa, mas não tenho interesse em assumir nenhum cargo na administração do país. Será que eu poderia ajudar na escolha dos candidatos daquele partido ou contribuir para a elaboração de propostas dele?

    Caso seja possível, peço su ajuda para sanar essas dúvidas, pois preciso escrever uma dissertação sobre isso.
    Desculpe-me pelo incômodo e sinta-se à vontade caso não queria falar sobre esse assunto.
    Desde já agradeço,
    Gabriella.

  • CONSIDERAÇÕES SOBRE O BRASIL ATUAL VERSUS ESTADO BURGUÊS

    Sistema Econômico

    O sistema capitalista é, por natureza, concentrador de riqueza. Se não há um contrapeso nessa acumulação (concentração) assimétrica da renda, chegará um tempo, que a balança se inclinará por um lado posto, que só um prato, restou. Pois bem, neste limiar dos tempos, não haveria como realizar a superprodução capitalista dado que a renda concentrou-se do lado do “Capital” – como vender, se a “Força de Trabalho” acumulou neste limiar dos tempos, zero de renda?

    O Estado

    Prosseguindo neste passo, trago para análise, o aparecimento do “Estado Burguês” que, se manifesta através da “Super Estrutura de Poder”, aparato estatal representado nesta toada pelos Três Poderes quais sejam: o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. Este ente abstrato, concessão da classe dominante – a Burguesia, é o que vai garantir, através de suas instituições, a Propriedade Privada e dirimir, no limite de aceitação da classe acima aludida, as controvérsias geradas pela concentração desproporcional da renda entre os atores sociais, no Modo de Produção Capitalista – o capital e a força de trabalho.

    Análise l

    Pois bem, do arrazoado supra, fica subentendido que o estado para desempenhar o papel acima referido, tem que buscar nas diversas rendas sociais, através dos tributos, sua sobrevivência posto que sem estes, suas atribuições consentidas, seriam inexequíveis.
    A descompressão das controvérsias retro mencionadas obedece a prioridades que, variam conforme governos. Os de orientação de esquerda destinam mais verbas àquela porção da sociedade mais desamparada os de direita, trabalham no limite da reprodução da força de trabalho, o estado se presta mais à acumulação privada. Resta mencionar que a carga tributária é dada, por isto, atende-se segundo as ditas prioridades e, caso fosse totalmente elástica todas as necessidades seriam atendidas e, por certo, estariam afastadas todas as mazelas deste mundo. Conclui-se que governos de esquerda tendem ao tamanho de estado o mais próximo possível das necessidades já o de direita, ao estado mínimo.

    História I

    Do exposto acima, passo, doravante, situar o momento vivido pelo País nos últimos dias. Antes, porém, cabem algumas considerações sobre o Brasil dos últimos cinquenta anos, período este, que de algum modo vivi, inicialmente, em trânsito à juventude dado que em abril de1964 eu ainda tinha 13 anos de idade e desenvolvendo um espírito crítico mais agudo a partir de 1973, após o golpe em um governo democraticamente eleito e Socialista, no Chile de Salvador Allende. Encontrava-me naquela oportunidade estudando na UnB, desde 1972, em Brasília anos depois, residindo em São Paulo e por fim em Belo Horizonte, a partir de 1986.

    Um pouco de Macroeconomia

    Pode-se afirmar, objetivamente, que o país jamais experimentou uma quadra tão alvissareira e vitoriosa quanto esta dos dois últimos governos senão vejamos: incorporação de 40 milhões de pessoas à classe média, outros tantos milhões saíram da miséria; quase 400 Bilhões de dólares de reservas cambiais; inserção independente e soberana no cenário internacional sem se submeter aos interesses forâneos tal como a ingerência do Fundo Monetário Internacional em nossa política econômica, como ocorrera até então. A assertiva é corroborada por alguns indicadores macroeconômicos tais como o Consumo das Famílias, Taxa de Juros Reais, Inflação, Taxa de Câmbio sendo que os três primeiros indicadores jamais foram tão bem comportados até então, senão vejamos: o primeiro retrata o boom do consumo jamais experimentado em nosso país; o segundo espelha uma taxa real de juros nunca dantes vistas por estas plagas; o terceiro mostra uma inflação comportada dentro da meta e, por fim, a Taxa de Câmbio que é determinada por proporções endógenas e exógenas, ou seja, internamente, por nossas Autoridades Monetárias e o Comércio Internacional e externamente, via políticas expansionistas ou contracionistas dos parceiros internacionais. Cumpre realçar também, nossa taxa de desemprego de 5,6%, podendo mesmo considerar que chegamos ao Pleno Emprego posto que aquela taxa de desemprego pode ser considerada friccional – pessoas que se desempregam de um trabalho para procurar outro ou quando se obedece a um período de transição de um trabalho para outro, dentro de um mesmo seguimento.
    Saliente-se, no campo da Educação, a criação de mais de duas centenas de Escolas Técnicas Federais, Universidades Federais, a criação das Cotas Raciais, do ENEM, do PROUNI, todos com o objetivo único de democratizar o acesso às Escolas Públicas e Privadas sendo para estas últimas parcialmente verdadeiro o acesso, quando se aceita a prova do ENEM e totalmente verdadeiro, no caso do PROUNI.

    Política Econômica

    Cabe ressaltar, também, que o governo Dilma impôs uma perda jamais vista no mundo, pelo menos de que eu tenha notícia, a um seguimento social como a imposta ao Setor Financeiro e só obteve êxito pela existência dos nossos bancos públicos como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o todo poderoso BNDES. Como foi possível tal feito? Primeiro baixando a taxa SELIC a níveis jamais vistos e tendo como corolário, a imposição de perdas aos rentistas internos e externos como os Fundos de Pensão de diversos países, através da dívida mobiliária.

    Interpretando I

    Para resumir, os dois últimos governos petistas, praticaram políticas econômicas na contramão dos interesses dos países centrais, leia-se: EUA e diminuíram, sensivelmente, a concentração de renda. Todos os estratos sociais ganharam, mas por certo a base da pirâmide foi contemplada com uma proporção maior do crescimento do bolo, assim: por exemplo, pensemos em uma sociedade de duas classes somente, A (classe alta) e B (classe baixa) e renda no ano UM de 100 unidades monetárias (U.M.). Imaginemos que suas participações na renda sejam no ano UM, de 80% e 20%, respectivamente. Prosseguindo, a sociedade experimentou crescimento de 20% no ano DOIS passando a uma renda total de 120 U.M. Grosso modo, como realce das políticas praticadas pelos governos petistas, estes, destinaram 15% a A e 40% a B posto que 15% de 80 são 12 e 40% de 20 são 8 resultando pois na Renda Total do ano DOIS, 120 U.M. [(80+12=92 de A e 20+8=28 de B) = 92+28= 120]. O fato é que a pirâmide transformou-se em uma figura irregular, posto que parcelas substanciais da base piramidal ascenderam do ponto de vista econômico. Ou seja, as classes A e B, experimentaram um crescimento de 15% e 40%, respectivamente. Pode-se, entender também, que à medida que se caminha na pirâmide da base para o teto todos os estratos de renda correspondentes ganharam, mas certamente os ganhos percentuais foram cadentes.

    Do dito no parágrafo anterior, o que se esperar do estado, dada a atual carga tributária e as escolhas de alocação dos recursos? Pode-se depreender dos dados fáticos acima proferidos que, apesar da correlação de forças congressuais desfavoráveis o governo, mesmo assim, atendeu demandas jamais consideradas e, o fato é que parcelas significativas de nossa sociedade foram incorporadas não só ao consumo de bens não duráveis, mas também, ao consumo de bens duráveis. Vejam, por exemplo, a grandeza de nosso mercado de automóveis. A renda do trabalho e o crédito possibilitaram o acesso a este mercado de quase todos os estratos sociais. Pode-se discordar da contradição deste crescimento vis a vis ao descompasso do crescimento de nossa infraestrutura de transporte, mas estão em curso investimentos que mudarão este cenário até porque, dentre outros, uma nova malha viária multimodal está colocada e, muito em breve, atenderá a imensidão de demandas estruturais acumuladas por diversos governos e nunca atendidas.

    Análise Sociológica

    De posse das considerações supras concluo por não acreditar na consciência política e quiçá de classe dos movimentos ocorridos no país no mês de junho que, pautadas pela mídia burguesa, faz transparecer uma massa crítica própria para se proceder a uma revolução. O cômico, é que grande parte das demandas, é dissonante aos interesses do estado burguês, mas não importa o que vale é fustigar o governo do PT mesmo quando a demanda é da competência de outras esferas de governo, a edição e o filtro das diversas mídias cumprem o papel que lhes cabe – será? – emparedar o governo central e pavimentar o caminho para a volta da oposição ao governo, aquela do estado mínimo, o das reformas estruturais e outros que tais que redundam sempre em desemprego e, para não me alongar em demasia, penalizam uma perna da relação social no Modo de Produção Capitalista, a força de trabalho. A acreditar em um movimento consciente, posso debitá-lo a uma classe média que jamais votou em PT e nunca votará em um partido de esquerda, e que, segundo Marx, é a classe que se acha aliada do capital, mas que na verdade é usada como massa de manobra dos interesses capitalistas quando necessária, mas prescindíveis, nos demais.

    O Pulo do Gato da Direita

    Como explicar um movimento paredista de caminhoneiros em todo o Estado Nacional. Neste movimento reside, de fato, a verdadeira força capaz de desestabilizar qualquer governo no Brasil, posto que quase 100% do abastecimento nacional se faz por transporte rodoviário. Onde estão a Polícia Federal e a ABIN para monitorar este movimento? Há que se infiltrar agentes no meio das lideranças e, creio, piamente, encontrar provas robustas de que um financiamento está em curso. Parece-me inverosímel um movimento com esta ordem de adesão, dado o histórico de outros atos de caminhoneiros, apesar das demandas suscitadas serem justas, mas nem por isto, exequíveis. Há com certeza um conluio entre Dirigentes Sindicais e Forças Poderosas dos seguimentos, que apesar de continuarem ganhando, perderam em proporção fatias da Renda (PIB). Ontem, assisti a uma verdadeira guerra entre uma maioria que quer trabalhar e aquela Direção cooptada pelo grande capital. É, de fato, por inferência, uma prova robusta de que a pauta orquestrada, repito, com algumas bandeiras defensáveis, não está a serviço dos interesses daquela categoria, mas reflete os interesses de outra classe social, O Capital, que quer como representantes na Superestrutura Estatal, políticos de direita, aqueles que comungam com seus interesses de classe.

    História II

    É salutar relembrar o ocorrido no Chile de Salvador Allende, há 40 anos. A queda do presidente, constitucionalmente eleito, começou pelo movimento paredista dos caminhoneiros daquele país. Havia, naquela oportunidade consciência de classe? Claro que não, a categoria serviu a interesses antagônicos aos seus e que as condições objetivas estabelecidas, ensejaram a retomada do estado para o prosseguimento da acumulação privada. Sabe-se hoje, que a Central de Inteligência Americana – CIA – financiou o movimento que resultou no golpe militar e o estabelecimento de uma ditadura, mas, enfim, o que importa, contando que continue sendo um mercado vantajoso para as trocas comerciais americanas.

    Opinião

    Falta, pois ao governo petista, um aparelhamento de fato do aparato estatal, pois o que se nota é que este já o foi por aqueles que não ganharam as eleições, mas continuam pautando o noticiário e o que deve e o que não deve aos outros poderes. Como tolerar ministros que mais parece serem representantes de outros interesses que não os programáticos. Chega de tibieza, tem que partir para cima desta corja de direita, que governa mundo afora, sempre privilegiando uma ínfima parcela da população, mas agora, quer que nosso governo, atenda toda sorte de demanda, que, como se sabe, nem sempre se pode atender, dadas as escolhas e o volume das receitas tributárias. O certo é que quando, no poder, a direita atende na medida das necessidades de reposição da força de trabalho, nada mais, mas aos interesses capitalistas, está sempre disponível para ajudar na acumulação.

    Falando de Ideologia

    A consciência de classe se manifesta quando a partir de quaisquer leituras o leitor procura ver os interesses subjacentes da informação partindo daí, medindo seus prós e contra e sendo um indivíduo racional, certamente tomará partido consoante sua classe social. O que se tenta neste parágrafo, é mostrar a manifestação do espírito crítico na leitura das informações oriundas das diversas mídias. É mister que se contextualize sempre a informação no tempo. Veja de modo retrospectivo toda informação prestada por aquele veículo. E faça sempre uma pergunta, a quem interessa esta notícia? Se for à sua classe é notícia senão, ideologia, que nada mais é do que incuti nas mentes e corações que aquilo que se comunica é de interesse geral, mas na verdade é a expressão de um interesse específico (de uma determinada classe). Portanto, a ideologia é um termo relativo. Se é ideologia para uns é noticia para outros e, vice-versa.

    Conclusão

    Concluo após a miscelânea de temas abordados, que se entrelaçam na compreensão da política, que com um índice de confiança de 99% um golpe está sendo urdido pelos diversos interesses internos e externos contrariados pelos governos populares do PT. Para contraditá-los, o governo tem que envidar esforços nos seguintes itens:
    – Regulamentação da Mídia;
    – Troca urgente ministros, daqueles, sobejamente sabidos (Zé Cardoso, Paulo Bernardo, Helena Chagas e Hoffman);
    – Postura de um governo de esquerda, etc., etc., etc..
    É isto aí.

    BH, junho de 2013

  • Edu,
    quero participar do MSM, por favor me mande a ficha de inscrição.
    Abs e continue firme . Vc é um exemplo de resistência democrática

  • Olá, Eduardo,

    Gostaria de participar desse movimento. Já estou de saco cheio dessa mídia subserviente ao que existe de mais retrógrado nesse país.

    Um abraço.

  • Como vc citou que futuramente haverà possibilidade de quem esta’ no exterior participar, manifesto meu interesse em fazer parte da iniciativa. Moro fora do Brasil, mas tenho muito interesse no futuro do meu pai’s.

  • Penso que um importante ponto a ser analisado é o de se poder fazer contribuições voluntárias, para manutenção e expansão da ONG, com total controle, transparência e informação, da forma mais simples e segura possível, com a abertura de uma conta para que se possa fazer transferência eletrônica.

    Desenvolvimento de palestras esclarecedoras de como podemos atingir os objetivos programados e o devido entendimento político em busca de soluções para o desenvolvimento do nosso país.

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