Direita xucra ignora que Hitler perseguiu judeus e comunistas

Reportagem

 

 

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“Dizer que o nazismo foi de esquerda é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram”, segundo Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário disse recentemente à BBC.

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Na verdade, é mais do que isso. Não é só ignorância. Não raro, essa releitura histórica absurda é espargida por nazistas “naturais” que não sabem que são nazistas – e muito menos o que foi o nazismo.

O nazismo entrou em pauta por conta dos choques de neonazistas e supremacistas brancos contra grupos antirracistas na cidade universitária norte-americana de Charlottesville.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas neste sábado(12). Durante o confronto, um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

A vítima, que segundo a imprensa norte-americana uma mulher de 32 anos, não teve a identidade divulgada.Além disso, dois policiais morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Charlottesville.

Vale ver ou rever reportagem sobre o caso para entender a origem de um surto que acometeu a direita xucra tupiniquim, nazifascista pela própria natureza.

Sou nazista, sim“, berrava o MBL norte-americano no último sábado (12). Os nazistas ianques pelo menos sabem que são nazistas. Os daqui, além de não saberem imputam sua ideologia – e os próprios métodos – à esquerda, em um rasgo quilométrico de burrice, falta de instrução e problemas psicológicos sérios.

Uma mocinha no Twitter definiu bem o que acontece no Brasil

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Mas, afinal, o nazismo foi um movimento de esquerda ou de direita? Há uma corrente nova de historiadores que fala em “confusão de conceitos” e afirma que o nazismo se apresentava como uma “terceira via”, não sendo, portanto, “nem de direita, nem de esquerda”…

Igualzinho ao partido inventado por Gilberto Kassab.

“Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial para enfrentar o socialismo marxista que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917, afirma Denise Rollemberg, professora de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Porém, como no caso da Venezuela, não importa quantas provas apareçam que a direita xucra não aceita e fica repetindo – e contaminando outros ignorantes – que o nazismo foi de esquerda e que Hitler era uma espécie de Lula…

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Apesar de alguns dizerem que o nazismo também não gostava da direita, isso é ridículo. Eu e tantos outros aproveitamos a onda fascista que engolfou o Brasil em 2013 – e que ainda não refluiu – para estudar a ascensão do nazifascismo na Alemanha dos anos 1920, 1930 e sabemos que tudo isso é uma enorme besteira.

Por acaso o nazismo perseguiu empresários que não fossem judeus? Por acaso o nazismo perseguiu capitalistas? Não. O nazismo foi, também, uma caça interminável e irrefreável a judeus e comunistas. Essa era a base “popular” do nazismo: apontar judeus e comunistas como “inimigos da pátria” e jogar tudo de ruim nas costas deles.

Assim como fazem em um certo país gigante da América do Sul com comunistas e nordestinos.

A história não mente e seus fatos não comportam interpretações.

Em 8 de março de 1933, Hitler aumentava a repressão ao Partido Comunista da Alemanha cassando os mandatos de seus deputados. Dirigentes foram presos ou perseguidos e, uma semana depois, a agremiação foi proibida, segundo a Deutche Welle.

A tropa de assalto nazista marchou com suas tochas pelo Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, dia em que Hitler foi nomeado chanceler. Políticos conservadores não acreditavam que ele permanecesse por muito tempo no poder, mas o homem do uniforme marrom estava obcecado pela conquista do mundo e começou amplas reformas na Alemanha.

Ditadores tratam e começar suas ditaduras por uma onda de reformas, para salgar a terra em que antes vigia a democracia.

Poucos dias depois, no final de fevereiro, porém, o Reichstag (sede do Parlamento) foi destruído por um incêndio. Os nazistas, muito provavelmente os autores do atentado, aproveitaram a situação para impor uma série de medidas repressivas contra os comunistas.

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O ministro Hermann Göring apresentou novas medidas voltadas principalmente contra os comunistas, acusados por Hitler de ser mentores do atentado incendiário.

Wilhelm Pieck, membro do Comitê Central, já havia advertido para o perigo nazista em 1932. Num apelo aos seus camaradas, sugeriu a movimentação em massa contra os fascistas e defendeu a aliança com a União Soviética.

No dia 15 de março de 1933, o Partido Comunista Alemão (KPD) foi proibido, colocado na ilegalidade, assim como fizeram as ditaduras militares sul-americanas no século passado.

De volta à Alemanha nazista, cada vez mais comunistas eram presos. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, prometeu, então, que não deixaria a perseguição aos opositores apenas ao encargo da polícia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o movimento esquerdista reorganizou-se. Na Alemanha Oriental, comunistas e social-democratas criaram o Partido Socialista Unitário. De alguma forma, a República Democrática Alemã (RDA), dita Alemanha Oriental, foi resultado da perseguição de Hitler à esquerda.

No Brasil, a perseguição destro-midiático-nazifascista contra a esquerda e o comunismo tem muito da perseguição de Hitler à esquerda e ao comunismo alemães do início do século passado… Às vezes a história se repete como tragédia mesmo, como sugere o vídeo abaixo.

*

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91 comments

  • Bom dia Edu!

    Até quando o mundo vai tolerar pessoas que pregam intolerância! O episódio da manifestação nazista nos EUA prova isso que estou falando! E a parcela dos eleitores do Boçalnaro que são militantes agem exatamente igual aos nazi! Será que a plutocracia quer mesmo provocar uma guerra civil neste país? A troco de quê???

    Um abraço!!!

  • E outra coisa Edu: esse argumento falacioso de que o nazismo é de esquerda é para convencer as pessoas menos informadas à seguir a ideologia da extrema direita! Simples assim!

  • ..será que ajuda ..número de mortos

    China 20.000.000
    URSS 24.500.000
    Polônia 6.000.000
    Indonesia 4.000.000
    India 2.600.000
    Indochina 2.000.000
    Iugoslávia 1.700.000

    Alemanha 8.800.000
    Japão 3.238.000
    Itália 410.000

    curiosidade entre países com MENOS de 1 milhão

    França 600.000
    Inglaterra 388.000
    EUA 300.000

    nt – a verdade é que ganha força a visão de que os EUA, ao entrar tardiamente na guerra com muitas das Nações já estraçalhadas pela violência, foi a maior Nação vencedora do conflito, visto que coube a ela, com o MENOR esforço, a maior parte do butim

  • Quando ao lance da Alemanha Oriental, o que você falou foi bobagem: ela surgiu por influência da antiga URSS após a segunda guerra mundial! Simples assim!

    • Não é bobagem, absolutamente. Ele disse “de alguma forma”. De alguma forma, sim, a RDA foi resultado da perseguição de Hitler aos comunistas.

      • Ao final da 2a Guerra ocorreram duas conferências, em Ialta e em Potsdam, nas quais EUA, URSS e Inglaterra traçaram o futuro da Alemanha derrotada, dividindo-a em zonas de ocupação. A parte soviética logo se transformou em RDA, estado satélite da URSS, que expoliou grande parte de suas riquezas, do que resultou um país mergulhado em pobreza, sob exacerbado totalitarismo e controle total da sociedade e economia pelo novo Estado. Dizer que a Alemanha Oriental resultou da perseguição aos comunistas é uma rematada asneira, e um insulto ao povo que por décadas sofreu sob o jugo comunista, e que tentava em vão fugir daquele inferno a qualquer custo.

        • “Que expoliou grande parte de suas riquezas”.
          Quais? Você sabe o que a parte oriental da Alemanha produzia?
          Sabe que o maquinário e todas as melhores empresas estavam na parte ocidental e que foram “gentilmente cedidas aos americanos” juntamente com vários cientistas e inúmeros agentes da Gestapo que passaram a trabalhar, primeiro para a OSS e depois para a sucessora, CIA?
          O que a URSS retirou da RDA? Maquinário velho (máquinas-ferramenta desgastadas)? Produção agrícola? Quanto e o quê?
          Que agricultura existia na parte oriental da Alemanha que poderia ser “espoliada” pelos russos?
          Quanto ao “sofrimento” do povo alemão, podemos discutir também o papel dos alemães no sofrimento dos povos da URSS nos anos de guerra, quer? Você tem alguma ideia do que aconteceu lá?
          Quanto ao mergulho na pobreza, podemos discutir o papel dos alemães na destruição de gigantesca parte das riquezas da URSS, quer? (ou até das riquezas da França, se quiser.)
          Bem, a Alemanha Oriental não mais existe, mas parece-me que agora TODA ela, “reunificada”, é dominada por uma potência estrangeira que mantém 179 (ou já aumentou?) bases militares em seu território.
          E essa tal potência estrangeira não é a Russia.
          E a Rússia tampouco mantém bases no Japão, outro derrotado na SGM.
          E nem na Itália do Duce!
          Mas é melhor mudar de assunto…

          • Mudar de assunto por quê? Os alemães que morreram no Muro de Berlim queriam sair da
            Alemanha Oriental por quê? Houve algum alemão ocidental querendo ir viver na Alemanha Oriental ou tentaram ir para lá para resgatar parentes que se viram “enjaulados” do lado que lhes impuseram? Por acaso os países citados estão reclamando do que lá foi instalado no pós guerra? Será que querem voltar ao que eram antes? O Japão, que tanto sofreu na mão dos aliados hoje é uma potência graças à sua genialidade em saber fazer do limão uma limonada. Povo capacitado, povo educado, disciplinado que aprendeu a não se guiar por ideologias idiotas. Pare você de defender atrocidades. Defendendo a União Soviética, responsável pela morte de mais de 20 milhões de compatriotas. A Alemanha Oriental parou no tempo e, naquilo que se sobressaiu, o esporte, hoje está comprovado que seus atletas eram máquinas adubadas com dopping. Quem defende aquele regime torna-se cúmplice de todas essas atrocidades. Defendem uma ideologia que está morrendo por ser comprovadamente ineficiente.

          • Belíssima resposta, Scan. Mais uma alma santa que consegue rebater esses trolls. Mas eu, sinceramente, não gosto de alimentá-los e não vejo a hora de não vê-los mais por aqui. Porque estamos cansados de saber que não é pela discussão que estão aqui, isso é o que me chateia. Se fosse, eu seria a favor, mas não é. De toda forma, valeu!

  • Apostei no face um twiter da Camilinha em que ela retrata esta direita.”O Brasil é um país onde pobre é liberal,mulher é misógena,gay vota em pastor,a terra é plana,latino é supremacista e nazismo é de esquerda.

  • Postei no face um twiter da Camilinha em que ela retrata esta direita.”O Brasil é um país onde pobre é liberal,mulher é misógena,gay vota em pastor,a terra é plana,latino é supremacista e nazismo é de esquerda.

  • Nesta mesma linha tem um artigo no Tijolaço, Os Supremacistas, ambos excelentes, complementares e que precisam ser repassados, coisa que farei. O fascista é o tipo que tem em altas doses o narcisismo e o autoritarismo ocorrendo ao mesmo tempo. Como narciso só ele tem razão, só ele é belo e digno de atenção. Como isto não é verdade ele passa a odiar tudo e todo mundo. Só a autoridade vai resgatá-lo porque permitirá a ele se impor. Estes aspectos da personalidade, um ou outro, todos temos em variadas doses, mas o fascista é aquele tipo arrogante, chato e insociável que ninguém quer conviver. O problema é quando ele encontra “os seus”. Quando ele se enturma e aí ele não é mais um estranho, ele tem estes sentimentos reforçados e potencializados. Aí formam grupos, partidos, falanges. Se saíram do armário e estão nas ruas batendo nos outros (nas pessoas fáceis de se identificar que não são iguais a eles, logo são culpados), se existem, enfim, os bolsonitos no pedaço, a culpa é nossa porque permitimos que isto aconteça. Não será com tolerância e atitudes politicamente corretas (nova definição de covardia) e nem mesmo com democracia que desqualifica a si mesma por aceitar porções antidemocráticas no seu meio que pode destruí-la (uma contradição em termos, semelhante à tolerância em relação à intolerância), que este problema será resolvido. Cristo não fez assembleias e tampouco encontros para debates quando expulsou os vendilhões do templo. Eles sabiam porque estavam sendo escorraçados e nenhuma ideologia, nenhuma tolerância, nenhuma campanha política os faria mudar de ideia.

  • No Brasil essa revisão histórica não é somente burrice. Isso foi difundido por jornalistas reaças e por vlogueiros financiados por partidos de direita e de extrema direita, e eles sabiam muito bem o que estavam fazendo.

    Exatamente porque somos latinos, multiétnicos, pega mal adorar o nazismo alemão. E como tudo o que é ruim no mundo, do satanismo, passando pela criminalidade, até o nazismo, a direita brazuca joga nas costas da esquerda, essa revisão facilita a doutrinação dos incautos e ajuda a manter a doutrina fascista menos contraditória por aqui.

  • Esses ignorantes se apegam à nomenclatura “nacional socialismo’ para defender sua tese ignorante. O nacional socialismo tem tanto de socialismo quanto o partido social democrata brasileiro, vulgo PSDB tem de social.
    E atenção, o Bolsonaro virou ecologista, pois vai entrar no PEN, partido ecológico nacional. Isso embora ele tenha dito que esse negócio de ecologia é coisa de viado

  • 1) o q Hitler tem a ver com a direita?

    Seu problema é ignorância ou desonestidade?

    2) kd o post dizendo das perseguições q as revuluções comunistas fizeram na Rússia, China, Camboja, Coreia, Cuba, etc, etc, etc?

    E ainda chama pra debate!?

    Ridículo!

    • Você que é burro demais meu caro!!!

      Nazifascismo é de extrema direita e apesar de ter promovido intervenção estatal na economia (os burgueses viram que era necessário não somente para concertar o estrago que o liberalismo fez na economia mundial no pós primeira guerra mundial e principalmente na crise de 1929, como também para combater o comunismo que foi triunfante na Russia! E sim: o nazifascismo era favoravel plenamente ao capitalismo e as grandes empresas apoiaram a ascensão de seus líderes! Vai estudar história babaca!!!

      Olha esse video do discurso de Hitler seu m****: https://www.youtube.com/watch?v=fcdvrlCfk3U

    • Você pergunta o que Hitler tem a ver com a direita? Tem a ver e muito. O socialista que ele que colocou no nome do partido foi para atrair trabalhadores, mas ele tinha todo o apoio do empresariado alemão. O Partido Nazista era ”socialista” para atrair trabalhadores, mas o compromisso dele era com os empresários. Hitler era de extrema direita.

      Passando ao Brasil o PPS tem socialista no nome e no entanto fechou questão a favor das reformas contra os trabalhadores, ameaçando de expulsão quem votasse contra.

      Quanto aos posts sobre as perseguições comunistas, ele não precisa de colocar. Já tem muito site que faz isso, e você pode pesquisar e ir lá, em vez de vir aqui.

    • A velha tática da tentativa de mudar de foco através da desconstrução. O assunto aqui é sobre o nazismo e a similaridade dos ideais reacionários da direita brasileira com o movimento neonazista. Quer colocar em debate, aponte as similaridades entre a perseguições efetuadas pelas revoluções comunistas e as pela esquerda brasileira. A ideologia que persegue e descrimina aqui no Brasil é a sua e não a da esquerda.

    • http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-39809236

      Pra quem souber ler e tiver um pouco de interesse…

      A lógica (?) adotada aqui é: O Nazismo era contra o comunismo… LOGO SÓ PODE SER DE DIREITA!

      Classificar o Nazismo como de direita pq ele era inimigo do comunismo é de uma imbecilidade única!

      assim como classificar o Nazismo como de esquerda pq ele tinha “socialista” no nome…

      Infelizmente, pros idiotas. o mundo não é binário, “preto x branco” ou “direita x esquerda”…

      Essa tática é muito (bem) usada pela esquerda:

      “Nós, da esquerda, queremos um mundo melhor, o fim da fome, a paz mundial, o fim da pobreza, escolas pra todo mundo (de graça), um céu azul e sol no fim de semana!

      E quem não for de esquerda (qualquer bosta q possa existir), EVIDENTEMENTE é de direita fascista!”

      É liberal? É da direita fascista!

      É homofóbico? É da direita fascista!

      É pedófilo? É da direita fascista!

      É corrupto? É da direita fascista! (os corruptos da esquerda são chamados de “presos políticos”)

      É nazista? É da direita fascista!

      Sério q essa é a melhor argumentação de vcs?

      Sobre as atrocidades cometidas pelas revoluções comunistas, nem achei nada neste blog.

      Estranho, né?

      PS: é esse o “maxu” q ainda finge q quer debater e vai “acabar” comigo? Só se for de tanto me fazer rir! rsrs

  • Bom dia, Eduardo. Qual sua opinião sobre o Estado de Israel? Foi justo sua criação? E como ele aje hoje em relação aos povos vizinhos (principalmente Palestinos)? Obrigado…

    • AOS CIDADÃOS NORTE-AMERICANOS
      Como os árabes vêem os judeus (*)

      Carta de SM, Rei Abdullah ibn Hussein
      Data: Novembro de 1947, à revista “American Prospect”, Nova York, EUA

      É prazer especial dirigir-me ao público norte-americano, porque o trágico problema da Palestina não será jamais resolvido sem a simpatia dos norte-americanos, sem seu apoio, sem que compreendam. Já se escreveram contudo tantas palavras sobre a Palestina – é talvez o assunto sobre o qual mais se escreveu em toda a história -, que hesito.

      Mas tenho de falar, porque acabei por concluir que o mundo em geral, e os EUA em especial, sabem praticamente nada sobre a causa pela qual os árabes realmente lutam.Nós, árabes, acompanhamos a imprensa dos EUA, talvez muito mais do que os senhores pensem. E nos perturba muito constatar que, para cada palavra impressa a favor dos árabes, imprimem-se mil a favor dos sionistas. Há muitas razões para que isto aconteça.Vivem nos EUA milhões de cidadãos judeus interessados nesta questão. Eles têm vozes fortes, falam muito e conhecem bem os recursos da divulgação de notícias. E há poucos cidadãos árabes nos EUA, e ainda não conhecemos bem as técnicas da propaganda moderna.Os resultados disto têm sido alarmantes.

      Vemos na imprensa dos senhores uma horrível caricatura de nós mesmos e lemos que aquele seria nosso verdadeiro retrato. Para que haja justiça, não podemos deixar que esta caricatura seja tomada por nosso retrato verdadeiro.Nosso argumento é bem simples: por quase 2.000 anos, a Palestina foi quase 100% árabe. Ainda é preponderantemente árabe, apesar do enorme número de judeus imigrantes.

      Mas se continuar a imigração em massa, em pouco tempo seremos minoria em nossa própria casa. A Palestina é país pequeno e muito pobre, quase do tamanho do estado de Vermont. A população árabe é de apenas 1,2 milhão de pessoas. E fomos obrigados a receber, contra nossa vontade, cerca de 600 mil judeus sionistas. E nos ameaçam com muitos mais centenas de milhares.

      Nossa posição é tão simples e natural, que surpreende que tenha sido questionada. É exatamente a mesma posição que os EUA adotaram em relação aos infelizes judeus europeus. Os senhores lamentam que eles sofram o que sofrem hoje, mas não os querem em seu país.Tampouco nós os queremos em nosso país. Não porque sejam judeus, mas porque são estrangeiros. Não queremos centenas de milhares de estrangeiros em nosso país, sejam ingleses, noruegueses, brasileiros, o que sejam.

      Pensem um pouco: nos últimos 25 anos, fomos obrigados a receber população equivalente a um terço do total de habitantes nativos. Nos EUA, seria o mesmo que o país ser obrigado a receber 45 milhões de estrangeiros, contra a vontade dos norte-americanos, desde 1921. Como os senhores reagiriam a isto?

      Por nossa reação perfeitamente natural, contra sermos convertidos em minoria em nossa terra, somos chamados de nacionalistas cegos e anti-semitas impiedosos. A acusação seria cômica, se não fosse tão perigosa.

      Nenhum povo da Terra jamais foi menos antissemita que os árabes. Os judeus sempre foram perseguidos quase exclusivamente por nações ocidentais e cristãs. Os próprios judeus têm de admitir que nunca, desde a Grande Diáspora, os judeus desenvolveram-se com tanta liberdade e alcançaram tanta importância quanto na Espanha enquanto a Espanha foi possessão árabe. Com pequenas exceções, os judeus viveram durante séculos no Oriente Médio, em completa paz e amizade com seus vizinhos árabes.

      Damasco, Bághdade, Beirute e outros centros árabes sempre incluíram grandes e prósperas comunidades de judeus. Até o início da invasão sionista na Palestina, estes judeus receberam tratamento mais generoso – muito, muito mais generoso – do que o que receberam na Europa cristã. Hoje, infelizmente, pela primeira vez na história, aqueles judeus começam a sentir os efeitos da resistência árabe ao assalto sionista. Muitos judeus estão tão ansiosos quanto os árabes e querem o fim do conflito. Muitos destes judeus que encontram lar acolhedor entre nós ressentem-se, como nós, com a chegada de tantos estrangeiros.

      Por muito tempo intrigou-me muito a estranha crença, que aparentemente persiste nos EUA, segundo a qual a Palestina sempre teria sido, de algum modo, “terra dos judeus”.

      Recentemente, conversando com um norte-americano, desfez-se o mistério. Disse-me ele que a maioria dos norte-americanos só sabem, sobre a Palestina, o que lêem na Bíblia. Dado que havia uma terra dos judeus no tempo de que a Bíblia fala, pensam eles, concluem que nada tenha mudado desde então.

      Nada poderia ser mais distante da verdade. E, perdoem-me, é absurdo recorrer ao alvorecer da história, para concluir sobre quem ‘mereceria’ ser dono da Palestina de hoje. Contudo, os judeus fazem exatamente isto, e tenho de responder a este “clamor histórico”. Pergunto-me se algum dia houve no mundo fenômeno mais estranho do que um grupo de pessoas pretenderem, seriamente, reclamar direitos sobre uma terra, sob a alegação de que seus ancestrais ali teriam vivido há 2.000 anos!

      Se lhes parecer que argumento em causa própria, convido-os a ler a história documentada do período e verificar os fatos.

      Registros fragmentados, que são os que há, indicam que os judeus viviam como nômades e chegaram do sul do Iraque ao sul da Palestina, onde permaneceram por pouco tempo; e então moveram-se para o Egito, onde permaneceram por cerca de 400 anos. À altura do ano 1300 a.C. (pelo calendário ocidental), deixaram o Egito e gradualmente dominaram alguns – mas não todos – os habitantes da Palestina.

      É significativo que os Filisteus – não os judeus – tenham dado nome ao país. “Palestina” é, simplesmente, a forma grega equivalente a “Philistia”.

      Só uma vez, durante o império de David e Salomão, os judeus chegaram a controlar quase toda – mas não toda – a terra que hoje corresponde à Palestina. Este império durou apenas 70 anos e terminou em 926 a.C. Apenas 250 anos depois, o Reino de Judá já estava reduzido a uma pequena província em torno de Jerusalém, com território equivalente a 1/4 da Palestina de hoje.

      Em 63 a.C., os judeus foram conquistados pelo romano Pompeu, e nunca mais voltaram a ter nem vestígio de independência. O imperador Adriano, romano, finalmente os subjugou em circa 135 d.C. Adriano destruiu Jerusalém, reconstruiu-a sob outro nome e, por centenas de anos, nenhum judeu foi autorizado a entrar na cidade. Poucos judeus permaneceram na Palestina; a enorme maioria deles foram assassinados ou fugiram para outros países, na Diáspora, ou Grande Dispersão. Desde então, a Palestina deixou de ser terra dos judeus, por qualquer critério racional admissível.

      Isto aconteceu há 1.815 anos. E os judeus ainda aspiram solenemente à propriedade da Palestina! Se se admitir este tipo de fantasia, far-se-á dançar o mapa do mundo!

      Os italianos reclamarão a propriedade da Inglaterra, que os romanos dominaram por tanto tempo. A Inglaterra poderá reclamar a propriedade da França, “pátria” dos normandos conquistadores. Os normandos franceses poderão reclamar a propriedade da Noruega, “pátria” de seus ancestrais. Os árabes, além disto, poderemos reclamar a propriedade da Espanha, que dominamos por 700 anos.

      Muitos mexicanos reclamarão a propriedade da Espanha, “pátria” de seus pais ancestrais. Poderão exigir a propriedade também do Texas, que pertenceu aos mexicanos até há 100 anos. E imaginem se os índios norte-americanos reclamarem a propriedade da terra da qual foram os únicos, nativos, ancestrais donos, até há apenas 450 anos!

      Nada há de caricato, aí. Todas estas aspirações e demandas são tão válidas e justas – ou tão fantasiosas – quanto a “ligação histórica” que os judeus alegam ter com a Palestina. Muitas outras ligações históricas são muito mais válidas do que esta.

      De qualquer modo, a grande expansão muçulmana, dos anos 650 d.C., definiu tudo e dominou completamente a Palestina. Daquele tempo em diante, a Palestina tornou-se completamente árabe, em termos de população, de língua e de religião. Quando os exércitos britânicos chegaram à Palestina, durante a última guerra, encontraram 500 mil árabes e apenas 65 mil judeus.

      Se uma sólida e ininterrupta ocupação árabe, por 1.300 anos, não torna árabe um país… o que mais seria preciso?

      Os judeus dizem, com razão, que a Palestina é a terra de sua religião. Parece ser o berço da cristandade. Mas, que outra nação cristã faz semelhante reivindicação? Quanto a isto, permitam-me lembrar que os cristãos árabes – e há muitas centenas de milhares de cristãos árabes no mundo árabe – concordam absolutamente com todos os árabes, e opõem-se, também, à invasão sionista da Palestina.

      Permitam-me acrescentar também que Jerusalém, depois de Meca e Medina, é a cidade mais sagrada no Islam. De fato, nos primórdios de nossa religião, os muçulmanos rezávamos voltados para Jerusalém, não para Meca.

      As “exigências religiosas” que os judeus fazem, em relação à Palestina, são tão absurdas quanto as “exigências históricas”. Os Lugares Santos, sagrados, para três grandes religiões, devem ser abertos a todos, não monopólio de qualquer delas. E não confundamos religião e política.

      Tomam-nos por desumanos e sem coração, porque não aceitamos de braços abertos talvez 200 mil judeus europeus, que sofreram tão terrivelmente a crueldade nazista e que ainda hoje – quase três anos depois do fim da guerra – ainda definham em campos gelados, deprimentes. Permitam-me destacar alguns fatos.

      A inimaginável e imperdoável perseguição aos judeus não foi obra dos árabes: foi obra de uma nação cristã e ocidental.

      A guerra que arruinou a Europa e tornou impossível que estes judeus se recuperassem foi guerreada exclusivamente entre nações cristãs e ocidentais. As mais ricas e mais vazias porções do planeta pertencem, não aos árabes, mas a nações cristãs e ocidentais.

      Mesmo assim, para acalmar a consciência, estas nações cristãs e ocidentais pedem à Palestina – país muçulmano e oriental muito pequeno e muito pobre – que aceite toda a carga. “Ferimos terrivelmente esta gente”, grita o Ocidente para o Oriente. “Será que vocês podem tomar conta deles, por nós?” Não vemos aí nem lógica nem justiça. Não somos, os árabes, “nacionalistas cruéis e sem coração”?

      Os árabes somos povo generoso: nos orgulhamos de “a hospitalidade árabe” ser expressão conhecida em todo o mundo. Somos solidários: a ninguém chocou mais o terror hitlerista do que aos árabes. Ninguém lastima mais do que os árabes o suplício pelo qual passam hoje os judeus europeus.

      Mas a Palestina já acolheu 600 mil refugiados. Entendemos que ninguém pode esperar mais de nós – nem poderia esperar tanto. Entendemos que é chegada a vez de o resto do mundo acolher refugiados, alguns deles, pelo menos.

      Serei completamente franco. Há algo que o mundo árabe simplesmente não entende.

      Dentre todos os países, os EUA são os que mais pedem que se faça algo pelos judeus europeus sofredores. Este pedido honra a humanidade pela qual os EUA são famosos e honra a gloriosa inscrição que se lê na Estátua da Liberdade.

      Contudo, os mesmos EUA – a nação mais rica, maior, mais poderosa que o mundo jamais conheceu – recusa-se a receber mais do que um pequeníssimo grupo daqueles mesmos judeus!

      Espero que os senhores não vejam amargura no que digo. Tentei arduamente entender este misterioso paradoxo. Mas confesso que não entendo. Nem eu nem nenhum árabe.

      Talvez tenham ouvido dizer que “os judeus europeus querem ir para a Palestina e nenhum outro lugar lhes interessa.”

      Este mito é um dos maiores triunfos de propaganda, da Agência Judaica para a Palestina, a organização que promove com zelo fanático a emigração para a Palestina.

      É sutil meia-verdade; portanto, é duplamente perigosa.

      A estarrecedora verdade é que ninguém no mundo realmente sabe para onde estes infelizes judeus realmente querem ir!

      Imaginar-se-ia que, tratando-se de questão tão grave, os americanos, ingleses e demais autoridades responsáveis pelos judeus europeus teriam pesquisado acurada e cuidadosamente – talvez por votos -, para saber para onde cada judeu realmente deseja ir. Surpreendentemente, jamais se fez qualquer levantamento ou pesquisa!

      A Agência Judaica para a Palestina impediu-o.

      Há pouco tempo, numa conferência de imprensa, alguém perguntou ao Comandante Militar norte-americano na Alemanha o que lhe dava tanta certeza de que todos os judeus quisessem ir para a Palestina. Sua resposta foi simples: “Fui informado por meus assessores judeus.” Admitiu que não houvera qualquer votação ou levantamento. Houve preparativos para uma pesquisa, mas a Agência Judaica para a Palestina fez parar tudo.

      A verdade é que os judeus, nos campos de concentração alemães, estão hoje sob intensa pressão de uma campanha sionista, por métodos aprendidos do terror nazista. É perigoso, para qualquer judeu, declarar que prefere outro destino que não seja a Palestina. Estas vozes dissonantes têm sofrido espancamentos severos e castigos ainda piores.

      Também há pouco tempo, na Palestina, cerca de 1.000 judeus austríacos informaram à organização internacional de refugiados que gostariam de voltar à Áustria e já se planejava o seu repatriamento.

      Mas a Agência Judaica para a Palestina soube destes planos e aplicou forte pressão política para que o repatriamento não acontecesse. Seria má propaganda, contrária aos interesses sionistas, que houvesse judeus interessados em deixar a Palestina. Os cerca de 1.000 austríacos ainda estão lá, contra a vontade deles.

      O fato é que a maioria dos judeus europeus são ocidentais, em termos de cultura e práticas de vida, com experiência e hábitos urbanos. Não são pessoas das quais se deva esperar que assumam o trabalho de pioneiros, na terra dura, seca, árida da Palestina.

      Mas é verdade, sim, pelo menos um fato. Como estão postas hoje as opções, a maioria dos judeus europeus refugiados, sim, votarão por serem mandados para a Palestina, simplesmente porque sabem que nenhum outro país os acolherá.

      Se os senhores ou eu tivermos de escolher o campo de prisioneiros mais próximo, para ali vivermos a vida que nos reste, ou a Palestina, sem dúvida também escolheríamos a Palestina.

      Mas dêem alternativas aos judeus, qualquer outra possibilidade, e vejam o que acontece!

      Contudo, nenhuma pesquisa ou escolha terá alguma utilidade, se as nações do mundo não se mostrarem dispostas a abrir suas portas – um pouco, que seja – aos judeus. Em outras palavras, se, consultado, algum judeu disser que deseja viver na Suécia, a Suécia deverá estar disposta a recebê-lo. Se escolher os EUA, os senhores terão de permitir que venha para cá.

      Qualquer outro tipo de consulta ou pesquisa será farsa. Para os judeus desesperados, não se trata de pesquisa de opinião: para eles, é questão de vida ou morte. A menos que tenham certeza de que sua escolha significará alguma coisa, os judeus continuarão a escolher a Palestina, para não arriscarem o único pássaro que já têm em mãos, por tantos que voam tão longe.

      Seja como for, a Palestina já não pode aceitar mais judeus. Os 65 mil que havia na Palestina em 1918, saltaram hoje para 600 mil. Nós árabes também crescemos, em número, e não por imigração. Os judeus eram apenas 11% da população, naquele território. Hoje, são um terço.

      A taxa de crescimento tem sido assustadora. Em poucos anos – a menos que o crescimento seja detido agora – haverá mais judeus que árabes, e seremos significativa minoria em nossa própria terra.

      Não há dúvida de que o planeta é rico e generoso o bastante para alocar 200 mil judeus – menos de um terço da população que a Palestina, minúscula e pobre – já abriga. Para o resto do mundo, serão mais alguns. Para nós, será suicídio nacional.

      Dizem-nos, às vezes, que o padrão de vida árabe melhorou, depois de os judeus chegarem à Palestina. É questão complicada, dificílima de avaliar.

      Mas, apenas para argumentar, assumamos que seja verdade. Neste caso, talvez fôssemos um pouco mais pobres, mas seríamos donos de nossa casa. Não é anormal preferirmos que assim seja.

      A triste história da chamada Declaração de Balfour, que deu início à imigração dos sionistas para a Palestina, é complicada demais para repeti-la aqui, em detalhes. Baseia-se em promessas feitas aos árabes e não cumpridas – promessas feitas por escrito e que não se podem cancelar.

      Declaramos que aquela declaração não é válida. Declaradamente negamos o direito que teria a Grã-Bretanha de ceder terra árabe para ser “lar nacional” de um povo que nos é completamente estranho.

      Nem a sanção da Liga das Nações altera nossa posição. Àquela altura, nenhum país árabe era membro da Liga. Não pudemos dizer sequer uma palavra em nossa defesa.

      Devo dizer – e, repito, em termos de franqueza fraterna -, que os EUA são quase tão responsáveis quanto a Grã-Bretanha, por esta Declaração de Balfour. O presidente Wilson aprovou o texto antes de ser dado a público, e o Congresso dos EUA aprovou-o, palavra por palavra, numa resolução conjunta de 30 de junho de 1922.

      Nos anos 1920, os árabes foram perturbados e insultados pela imigração dos sionistas, mas ela não nos alarmou. Era constante, mas limitada, como até os sionistas pensavam que continuaria a ser. De fato, durante alguns anos, mais judeus deixaram a Palestina, do que chegaram – em 1927, os que partiram foram o dobro dos que chegaram.

      Mas dois novos fatores, que nem os britânicos nem a Liga nem os EUA e nem o mais fervoroso sionista considerou, começaram a pesar neste movimento, no início dos anos 30, e fizeram a imigração subir a patamares jamais imaginados. Um, foi a Grande Depressão mundial; o outro, a ascensão de Hitler.

      Em 1932, um ano antes de Hitler tomar o poder, só 9.500 judeus chegaram à Palestina. Não os consideramos bem-vindos, mas não tememos que, àquele ritmo, ameaçassem nossa sólida maioria árabe. Mas no ano seguinte – o ano de Hitler -, o número saltou para 30 mil. Em 1934, foram 42 mil! Em 1935, 61 mil!

      Já não era a chegada ordeira de idealistas sionistas. Em vez disto, a Europa jorrava sobre nós levas de judeus assustados. Então, sim, afinal, nos preocupamos. Sabíamos que, a menos que se detivesse aquele fluxo gigantesco, seria a catástrofe para nós, os árabes, em nossa pátria palestina. Ainda pensamos assim.

      Parece-me que muitos norte-americanos crêem que os problemas da Palestina são remotos, que estão muito distantes deles, que os EUA nada têm a ver com o que lá acontece, que o único interesse dos EUA é oferecer apoio humanitário.

      Creio que os norte-americanos ainda não viram o quanto, como nação, são responsáveis em geral por todo o movimento sionista e, especificamente, pelo terrorismo de hoje. Chamo-lhes a atenção para isto, porque tenho certeza de que, se se aperceberem da responsabilidade que lhes cabe, agirão com justiça e saberão admiti-la e assumi-la.

      Sem o apoio oficial dos EUA ao Lar Nacional preconizado por Lorde Balfour, as colônias sionistas seriam impossíveis na Palestina, como seria impossível qualquer empreitada deste tipo e nesta escala, sem o dinheiro norte-americano. Este dinheiro é resultado da contribuição dos judeus norte-americanos, num esforço pleno de ideais, para ajudar outros judeus.

      O motivo foi digno: o resultado foi desastroso. As contribuições foram oferecidas por indivíduos, entidades privadas, mas foram praticamente, na totalidade, contribuições de norte-americanos, e, como nação, só os EUA podem responder por elas.

      A catástrofe que estamos vivendo pode ser deposta inteira, ou quase inteira, à porta de suas casas. Só o governo norte-americano, voz quase única em todo o mundo, insiste que a Palestina admita mais 100 mil judeus – depois dos quais incontáveis outros virão. Isto terá as mais gravíssimas conseqüências e gerará caos e sangue como jamais houve na Palestina.

      Quem clama por esta catástrofe – voz quase única no mundo – são a imprensa dos EUA e os líderes políticos dos EUA. É o dinheiro dos EUA, quase exclusivamente, que aluga ou compra os “navios de refugiados” que zarpam ilegalmente para a Palestina: as tripulações são pagas com dinheiro dos EUA. A imigração ilegal da Europa é montada pela Agência Judeus Americanos, que é mantida quase exclusivamente por fundos norte-americanos. São dólares norte-americanos que mantêm os terroristas, que compram as balas e as pistolas que matam soldados ingleses – aliados dos EUA – e cidadãos árabes – amigos dos EUA.

      Surpreendeu-nos muito, no mundo árabe, saber que os norte-americanos admitem que se publiquem abertamente nos jornais anúncios à procura de dinheiro para financiar aqueles terroristas, para armá-los aberta e deliberadamente para assassinarem árabes. Não acreditamos que realmente estivesse acontecendo no mundo moderno. Agora, somos obrigados a acreditar: já vimos estes anúncios com nossos próprios olhos.

      Falo sobre tudo isto, porque só a franqueza mais completa pode ser-nos útil. A crise é grave demais para que nos deixemos deter por alguma polidez vaga, que nada significa.

      Tenho a mais completa confiança na integridade de consciência e na generosidade do povo norte-americano. Nós, árabes, não lhes pedimos qualquer favor. Pedimos apenas que ouçam, para conhecer a verdade inteira, não apenas metade dela. Pedimos apenas que, ao julgarem a questão palestina, ponham-se, todos, no lugar em que estamos, nós, os palestinos.

      Que resposta dariam os norte-americanos, se alguma agência estrangeira lhes dissesse que teriam de aceitar nos EUA muitos milhões de estrangeiros – em número bastante para dominar seu país – meramente porque eles insistem em vir para os EUA e porque seus ancestrais viveram aqui há 2.000 anos?

      Nossa resposta é a mesma.

      E o que farão os norte-americanos se, apesar de terem-se recusado a receber esta invasão, uma agência estrangeira começar a empurrá-los para dentro dos EUA?

      Nossa resposta será a mesma.
      _________________________________

      (*) REI ABDÁLLAH I. “As the Arabs see the Jews”. The American Magazine, novembro, 1947. Na internet, em inglês, em http://www.kinghussein.gov.jo/kabd_eng.html , com a seguinte introdução: “Esse fascinante ensaio, escrito pelo avô do rei Hussein, Rei Abdállah I, foi publicado nos EUA, seis meses antes do início da Guerra de 1948, entre israelenses e palestinenses”. Em português, pode ser lido, dentre outros blogs, em Blog do Nassif, http://blogln.ning.com/profiles/blogs/como-os-arabes-veem-os-judeus. Trad. Caia Fittipaldi, SP. Tradução de trabalho, para finalidades acadêmicas, sem valor comercial.

      
Dia 29/11/1947, a Assembleia Geral da ONU votou e aprovou a divisão da Palestina entre os palestinos nativos e colonos judeus majoritariamente europeus. O plano de partição assegurava aos colonos (1/3 da população) 57% da terra; e aos habitantes originais (2/3 da população) 43%.

      Dia 30/11, os colonos iniciaram a conquista militar da Palestina, expulsando de lá centenas de milhares de palestinos. Declararam seu estado, no dia 14/5/1948. Dos 37 judeus que assinaram a “Declaração do Estabelecimento do Estado de Israel”, apenas um era nascido na Palestina, o marroquino Behor Chetrit. Os palestinos rejeitaram o plano, que os expropriava de terras suas. Exércitos árabes intervieram para fazer parar a expulsão dos nativos, mas falharam e mais centenas de milhares de palestinos foram expulsos. Os colonos conquistaram o território a eles atribuído pelo plano de partição da ONU, plus metade do território que a ONU atribuíra aos palestinos.

      

O plano de partição estipulava que até 47% da população do estado judeu seria composta de árabes; e que a população do estado árabe teria menos de 1% de judeus. O plano insistia em que os dois estados ficavam proibidos de expulsar ou discriminar contra suas minorias. Para a ONU, “estado judeu” significava estado que pregava e defendia o nacionalismo judeu, sem discriminar contra não judeus; e a definição de estado judeu e estado árabe não permitia limpeza étnica, razão pela qual os colonos judeus a aceitaram imediatamente. Mas, desde então, os colonos e seus descendentes insistem em que, para eles, o “estado judeu” pode discriminar, mediante leis e políticas, contra, por exemplo, não judeus; e promovem limpeza étnica.

      

A ONU afirmou o direito dos refugiados, de retornar às próprias casas e receberem compensação pelas perdas; Israel recusa-se a cumprir o que a ONU afirmou. Depois que Israel ocupou 22% da Palestina restante, em 1967, e estabeleceu mais colônias nos territórios ocupados, mais resoluções foram aprovadas na ONU, de condenação às violações pelos israelenses, da lei internacional.

      — Joseph Massad
      professor associado de Política Moderna
      e História Intelectual Árabes, na Columbia University

      […] No fim de semana passada, encontrei a vila de Huj – mas a placa na estrada dizia “Sderot”. O mundo conhece a antiga vila, hoje, como Sderot, a cidade israelense atingida pelos foguetes do Hamás. Os habitantes de Huj eram todos palestinos árabes muçulmanos e, ironia das ironias, davam-se muito bem com os judeus da Palestina.

      Devemos agradecer ao historiador israelense Benny Morris a redescoberta da história deles, tão sombria quanto carregada de dor e tristeza.

A tragédia de Huj tem data conhecida: 31/5/1948. Foi quando o 7º Batalhão da Brigada Israelense do Negev, que tentava escapar do avanço do exército egípcio, chegou à vila. Nas palavras de Morris, “a brigada israelense expulsou os moradores da vila de Huj (…), para a Faixa de Gaza”.

      

Morris elabora: “Huj, tradicionalmente, era vila amiga dos israelenses; em 1946, os moradores haviam escondido homens do Haganah, que estavam sendo perseguidos por uma brigada inglesa. Em meados de dezembro de 1947, durante visita a Gaza, o mukhtar (prefeito) e seu irmão foram assassinados por um grupo que os acusou de ‘colaborar com o inimigo’. Mas no final de maio, dada a proximidade da coluna egípcia que avançava, a Brigada do Negev decidiu expulsar os habitantes da vila. Em seguida, os israelenses saquearam e destruíram as casas.” 

Quer dizer: o povo de Huj ajudara o exército de judeus do Haganah a escapar dos britânicos; como agradecimento, foram expulsos para Gaza, como refugiados.

      Segundo Morris, três meses depois da expulsão, os três líderes dos kibbutzim judeus mais próximos chegaram a protestar, em carta dirigida a David Ben Gurion, primeiro primeiro-ministro de Israel, contra o tratamento dado aos seus antigos vizinhos. Bem Gurion respondeu: “Espero que o QG dê atenção ao que vocês contam, e, no futuro, evitarei esse tipo de ação injusta e sem justificativa, e cuidarei para acertar essas contas com o passado, o mais depressa possível.”
      Mas Ben Gurion não instruiu o novo exército israelense a permitir o retorno dos moradores de Huj. 

No mês seguinte, os palestinos pediram para voltar. O Departamento Israelense de Assuntos Domésticos observou que aquelas pessoas mereceriam tratamento especial, porque haviam sido “leais”, mas o exército israelense decidiu que não voltariam. Por isso, os palestinos de Huj tiveram de permanecer em Gaza, onde seus descendentes vivem até hoje, ainda como refugiados.

      — Robert Fisk, The Independent, UK

      Visão de mundo? Israel rouba terras, os palestinos são roubados. Não há outra coisa para ver. 
      E assim mais uma fatia da terra palestina escorregou pelo ralo. Mais uns mil acres de terra palestina roubada pelo governo de Israel – porque… “apropriação” é roubo, não é? – e o mundo já apareceu com as desculpas de sempre. 

      Os norte-americanos acharam o roubo “contraproducente” para a paz, o que é reação bastante amena, se se considera o que os EUA diriam/fariam se o México roubasse 1.000 acres de terra do Texas e resolvesse construir casas ali para imigrantes mexicanos ilegais nos EUA.

      — Robert Fisk, The Independent, UK

      • Nossa! Que tapa na cara esses artigos! Hoje em dia você não pode nem criticar os judeus senão a patrulha do “politicamente correto” o acusa de anti-semita, de racista, de neonazista, etc…

  • Você que é burro demais meu caro!!!

    Nazifascismo é de extrema direita e apesar de ter promovido intervenção estatal na economia (os burgueses viram que era necessário não somente para concertar o estrago que o liberalismo fez na economia mundial no pós primeira guerra mundial e principalmente na crise de 1929, como também para combater o comunismo que foi triunfante na Russia! E sim: o nazifascismo era favoravel plenamente ao capitalismo e as grandes empresas apoiaram a ascensão de seus líderes! Vai estudar história babaca!!!

    Olha esse video do discurso de Hitler seu m****: https://www.youtube.com/watch?v=fcdvrlCfk3U

    • Você acha que o marxismo é sinônimo de socialismo?
      O termo socialismo é anterior ao marxismo.
      O nazismo era socialista porque era “coletivista”.
      O marxismo também era “coletivista” e logicamente socialista .
      Já o liberalismo é individualista.

      • Pessoal, perdoe-me a grosseira e o vocabulário chulo, mas a boçalidade tem um efeito devastador em mim! Não dar para fazer de conta que a imbecilidade quer passar-se por conhecimento,quando na realidade, carece inclusive, de lógica para entender que cu é cu em qualquer corpo que ele exista. E todo corpo vivo tem um.

        Ó Oneide Teixeira!
        O ovo é anterior a galinha, os dois têm cu.
        Mauricio, Ramiza, Marcita, Oneide — os quatro também têm cu.
        Como são um coletivo de cus, são portanto, nazistas. Porque toda “coletividade é nazista”.
        O neoliberalismo é um amontoado de ricos e pretensos ricos, portanto, uma coletividade de endinheirados, cujo objetivo, único e simples é ferrar com os mais pobres. Segundo sua teoria da coletividade são também nazistas.
        Em vocês, nem a boçalidade é individualista.
        Maria Antônia

        • Liberdade (s.): Não pedir nada. Não esperar nada. Não depender de nada. Ayn Rand
          ….
          De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades. Comunista.

          • Ou seja, você é um cu de nazifascista, tal qual seus assemelhados citados pela Maria Antônia Ferreira Monteiro.

        • Liberdade (s.): Não pedir nada. Não esperar nada. Não depender de nada. Ayn Rand
          ….
          De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades. Comunista.

          • A baranga com fama de filósofa, judia, fugitiva da revolução russa, Ayn Hand, foi também colaboradora ativissima da Comissão do psicopata Joseph McCarthy. Para Noam Chomsky, ela é um dos personagens mais perversos da história intelectual moderna. Ayn Hand ensinava que liberdade de opinião era impedir aos comunistas de falar com os próprios meios de divulgação e propaganda, mas sem dar porrada nem legiferar contra eles.

            Para falar dela escolhi um texto do hebreu de raça chamado Uri Avnery, escrito em 2012, traduzido pelo coletivo Vila Vudu.

            Uri Avnery: «O velho Uri Avnery tem 89 anos (2012) e ainda luta. De fato, escritor mundialmente conhecido, ainda é um dos maiores guerreiros da esquerda de Israel, ainda exige paz com os palestinos, paz com o Hamás, um estado palestino nas fronteiras de 67 – com pequenos acertos de território para um lado e outro. Ainda crê que Israel pode ter paz, amanhã ou na próxima semana.» —Robert Fisk

            A nascente [Romney, Ryan e o Instituto Milênio]

            25/8/2012, Uri Avnery, Gush Shalom [Bloco da Paz], Israel
            
http://zope.gush-shalom.org/home/en/channels/avnery

            O nome do homem que será indicado candidato a vice-presidente dos EUA na chapa do Partido Republicano absolutamente não me interessava, até que surgiu, associado a ele, o nome de Ayn Rand.

            O que se diz é que Ayn Rand é uma das fontes inspiracionais que anima o específico pensamento filosófico de Paul Ryan, candidato a vice-presidente dos EUA. E, dado que o mesmo Paul Ryan está sendo apresentado não como político mequetrefe padrão, como Mitt Romney, mas como profundo pensador de política e economia, a tal fonte inspiracional merece algum exame.

            Como no caso de muita gente em Israel, Ayn Rand entrou na minha vida como autora de The Fountainhead [A nascente], romance lançado quatro anos antes do nascimento do Estado de Israel e que rapidamente se tornou bestseller. O filme baseado no romance, com Gary Cooper no papel principal [no Brasil e em Portugal, Vontade Indômita,1949 tornou-se ainda mais popular.

            É a história de um arquiteto de gênio (semelhante, que segue o próprio estilo individual e desdenha as preferências das massas. Quando seu projeto arquitetônico para uma casa é modificado pelos construtores, o arquiteto destrói os prédios e, em seguida, defende os próprios atos nos tribunais, num apaixonado discurso a favor do individualismo.

            Comecei a ler o segundo bestseller da mesma autora, Atlas Shrugged, 1957, no qual expõe detalhadamente a própria filosofia. Nesse caso, tenho de confessar que, para minha eterna vergonha, não consegui avançar e jamais concluí a leitura.

            Um dia, em 1974, meu amigo Dan Ben-Amotz telefonou-me para pedir que eu recebesse Dr. Moshe Kroy. “Um gênio!”, disse ele. […]  Tinha 24 anos e era impressionantemente erudito, já professor na Universidade de Telavive, com óculos grossos e conversa muito altamente filosófica. Fiquei impressionadíssimo.
            Logo ficou bem claro que era Crente Fiel dos ensinamentos de Ayn Rand, apresentados pela autora como “objetivismo”. O objetivismo ensinava que o principal e básico dever de todos os seres humanos é o egoísmo.

            Qualquer tipo de envolvimento ou compromisso social é pecado contra a natureza. Só quando luta pelos próprios interesses pessoais, limpando-se de qualquer traço de altruísmo, o ser humano realiza o destino para o qual veio ao mundo. A sociedade só progride quando constituída de e baseada em indivíduos assim furiosamente egoístas, cada um lutando para promover só os próprios interesses pessoais. […]

            AYN RAND foi pseudônimo de Alisa Zinovyevna Rosenbaum, nascida em São Petersburgo, que depois foi Petrogrado, que depois foi Leningrado. Tinha 12 anos quando eclodiu naquela cidade a Revolução Bolchevique. […]
             
            Sua história inicial, em certa medida, explica o ódio imorredouro que o Comunismo sempre lhe inspirou, como todas as modalidades de coletivismo, inclusive a social-democracia, além do ódio a todas as formas de religião ou estatismo. Para ela, o Estado é o inimigo do indivíduo idealmente totalmente livre. Esse ideário levou-a naturalmente a abraçar um capitalismo de laissez-faire absolutamente desatinado (que Shimon Peres chamou de “capitalismo swinish [lit. “suíno”] e a rejeitar toda e qualquer forma de estado de bem-estar e rede de proteção social. Tudo isso aparecia bem estruturado na filosofia dela, que foi adotada por crentes adoradores em todo o mundo.  […]
            Com toda a probabilidade, foi também racista do tipo furioso: durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, disse que “homens civilizados enfrentavam selvagens” e comparou ou israelenses aos brancos, nos EUA, enfrentando bárbaros peles vermelhas. 

            Não surpreende que, no post-mortem, Ayn Rand tenha-se tornado leitura preferencial dos fanáticos do Tea Party, que hoje dominam o Partido Republicano. Não surpreende tampouco que o candidato à vice-presidência Paul Ryan refira-se a ela, orgulhosamente, como um de seus mais importantes mentores intelectuais. (Ayn Rand morreu em 1982, com 77 anos. Ao funeral compareceram vários crentes devotos, entre os quais Alan Greenspan, um dos coveiros da economia dos EUA. [E é cultuada até hoje, no Brasil, pelo Instituto Liberal e pelo Instituto Milênio, que co-editam seus livros. […] 
             
            Ayn Rand era ateia e odiava tudo que não fosse doentiamente racional. Mas o Tea Party é movimento religioso (não interessa a religião). Ayn Rand era apaixonada defensora do aborto… mas Ryan é antiabortista fundamentalista fanático. Farejo problemas. […]

            ——–

        • Liberdade (s.): Não pedir nada. Não esperar nada. Não depender de nada. Ayn Rand
          ….
          De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades. Comunista.

        • E os que não conseguem argumentar dentro das regras do bom debate tem um efeito circense em mim. Me responda onde a esquerda deu certo no mundo. E não me venha com socialismo nórdico. Mesmo porque se já os visitou pode bem ver como funciona a questão ariana por lá.

          • A esquerda sempre deu certo em todo o lugar do mundo. Se a direita não sabe dar certo, problema dela.

            Agora pare de falar em sexualidade e vamos falar de política!

          • Oneide e ramiza, quem quer comunismo no Brasil? O PT nunca quis, nunca tentou e nunca implementou comunismo. Essa tentativa de reduzir a quem voce odeia(pois voces sabem que no intimo, é puro odio de classes e boçalidade de sua parte mesmo) a um elemento de ogeriza coletiva, nao funciona mais.

  • Estão dizendo que vão criar um partido com a sigla PCBr, que significa, Partido Capitalista do Brasil.
    Dizem que a ideia do criador desse partido foi criar uma agremiação que realmente combata o capitalismo no Brasil. Ou seja, será um partido anti-capitalista.
    Quando ao nome, oras, não quer dizer nada. Nome é só nome.(!!!!!)

  • O que mais me intriga com relação à essa extrema-direita tupiniquim, é que assim como outras jaboticabas típicas do nosso país, é a única no mundo que trata do do Nacionalismo de forma retórica.

    Digo isso pois, do discurso do Pastor Everaldo (entre outros) até o do Bolsonaro, a posição predominante é a do ultra-Liberalismo econômico e uma política externa totalmente subserviente aos interesses norte-americanos, bem como a Israel de Netanyahu, por tabela.

    Além das afirmações irônicas que a “Camilinha” colocou na imagem acima, eu incluiria: Esse é o único país onde um Fascista é neoliberal e entregusita.

    • Marcia, acabou não indo em frente porque os ataques fascistas também diminuíram, veja que faz tempo que não ocorrem casos de agressões políticas em lugares públicos.

  • Você é tão “experto” mas vai atrás da mídia de acordo com sua conveniência.
    …….
    Quando um muçulmano joga um carro ou um caminhão contra uma multidão, a mídia nos ensina que não devemos condenar todos os muçulmanos por causa de um lobo solitário, mesmo sabendo que a essência dos ensinamentos do islã é violenta, totalitária, racista, e contraria aos valores ocidentais.
    Falar em terrorismo islâmico é considerado inaceitável.
    Quando um integrante do “black lives matter” mata 8 policiais no Texas, ele é tratado como um lobo solitário, um doente mental, quando apenas esta seguindo a retórica racista do movimento. Lembre que ate o presidente Obama convidou o movimento para visitar a casa branca.
    Quando membros da Antifa, o grupo que se autodenomina anti fascista, mesmo se comportando como membros das SA nazistas, ou das camisas negras de Mussoline , atua nas ruas produzindo violência e destruição.Eles são tratados como defensores da liberdade e uma resposta a legitima ao discurso de ódio.
    Quando um eleitor de Bernie Sanders, vai ate um jogo beneficente com um fuzil e alveja congressistas republicanos, ele não representa os democratas em geral, é apenas um maluco que esta reagindo a um discurso de ódio de Trump, a culpa e dos dois lados.
    ……..
    Agora quando um supremacista branco comete um atentado terrorista jogando um carro contra uma multidão de esquerdistas, ele é apresentado como um tipico representante da direita e eleitor de Trump, mesmo que a direita condene com veemência este tipo de ato e postura,neste caso não há cuidado para não generalizar e para evitar a “brancofobia” . https://www.youtube.com/watch?v=Uj9_-hYrOpE

    • Oneide, nenhuma leitura Sagrada de qualquer religião no mundo (se tiver alguma, mostre aqui) prega a violência física e/ou moral contra os seguidores de outras ceitas, crenças e etnias.

      As pessoas que dizem representar estas religiões, é que estão sujeitas a praticarem toda sorte de abusos em nome de seus deuses.

      Por isso, quando um muçulmano atira seu carro contra uma massa de civis, não é porque o Islã diz que as pessoas devem atentar contra a vida de outras. Mas, porque o cidadão ou é um extremista (Jihadista); ou um Psicopata; ou alguém em estado psicológico de grave depressão, cuja vontade suicida se extrapola, em levar a vida de outros ao mesmo fim que sua própria.

      Isso é completamente diferente de um Supremacista, cujo grupo no qual se insere, prega abertamente o repúdio, a expulsão ou “coerção” de todos aqueles que não se encaixam no seu seleto grupo social.

      E, de ter feito o atentado justamente quando uma manifestação de grupo contrário ao seu, ocorria ali.

      Do ódio enrustido, para o ódio explícito (que pode levar as pessoas a cometerem atentados contra a vida) é um pulo.

      Quanto ao Black Lives Matter, não estou sabendo desse atentado de um negro contra 8 policiais, conforme o senhor descreveu. Se possível, peço que insira o Link da matéria (não por desconfiança, mas porque realmente estou curioso).

      De toda forma, adianto que o movimento social desde que foi criado, tem como único objetivo a luta contra discrimação racial, em especial as mortes de jovens negros pela polícia, em distritos violentos.

      Não há em suas diretrizes organizacionais, qualquer menção a supressão de direitos ou perseguição, a quem pense diferente de seu grupo.

      • O texto e referente ao link. Apenas foram 5 em Dallas e 3 em Baton Rouge.
        http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/07/ataques-policiais-provocam-mudancas-no-black-lives-matter.html
        ….
        “E, de ter feito o atentado justamente quando uma manifestação de grupo contrário ao seu, ocorria ali”
        Quem criou o ambiente para isso foi o prefeito que não impediu que os “antifa” se manifestasse no mesmo tempo.
        Se os “antifa” não estivessem lá na mesma hora nada disso estaria acontecendo.
        …….
        Os Black Lives Matter justificam os Supremacista, e o contrario tb.
        De intolerante a intolerante o mundo não vai ficar melhor com certeza.
        ……
        Sobre religião, a religião pode tudo depende só de interpretação.
        Mas neste momento o Islã quer é acabar com qualquer cristão no mundo. Mesmo um moderado não condena nada do que o Islâ radical faz. São os moderados que financiam os radicais.

        • Oneide, na própria matéria postada, da pra ler claramente que o movimento em si mudou não só criticou duramente a atitude desses ativistas trasloucados, como também se solidarizou com os policiais fazendo uma releitura da defesa de vidas: contra toda forma de violência policial a qualquer grupo, ainda que preferencialmente aos negros. E contra qualquer radicalismo. É só ler a matéria em questão.

          Já os Supremacistas, têm desde suas origens teóricas (na experiência eugenista e nazista) o combustível da xenofobia e da discriminação. É algo que jamais mudará, pois representa exatamente sua forma de pensar o mundo. Pela intolerância direta.

          Não tente criar chifre em cabeça de cavalos, nesta discussão.

          Sobre a algazarra toda, concordo: Cabia à polícia da localidade (ao prefeito), ainda que não impedisse as manifestações no mesmo dia, pelo menos limitar a passagem dos militantes adversários pelos mesmos trajetos, tendo alinhado com as lideranças e orientado previamente o caminho pelo qual seguria cada grupo.
          Acredito que aí, foi determinante a inexperiência de uma pequena cidade/distrito, que jamais teve volume tão grande e transtornado de pessoas, de uma só vez.

          Quanto à religião, sua linha de raciocínio é de dar enjôo. Quem patrocina radicais, são igualmente radicais, mas que perante a comunidade internacional não podem mostrar suas verdadeiras intenções.
          Que o diga a Arábia Saudita e seus conhecidos centros de formação de jihadistas no front Sírio.

        • “Neste momento quem esta matando cristão é o Islã, não o contrario.”

          Deixe de mentir, as invasões dos EUA em busca de petróleo e o total apoio dos EUA à Israel já matou milhares de muçulmanos. Fora a venda de armas que os EUA fez e faz. Os EUA fazem de tudo para movimentar a indústria bélica deles, e nesta brincadeira, seu governo de “cristãos” já matou muito mais muçulmanos (de qualquer seguimento) que os terroristas muçulmanos já mataram.

          • Como você sabe que foram “cristãos” e não ateus ou mesmo muçulmanos que os EUA estão enviando para a guerra.
            E o motivo é a religião?
            Ou é a geo politica ou imperialismo.
            Você já viu um grupo de “cristãos” criar uma “célula terrorista” e explodir artefatos como feito no Islã?

          • “Como você sabe que foram “cristãos” e não ateus ou mesmo muçulmanos que os EUA estão enviando para a guerra.”

            O governo estadunidense é formado basicamente por uma maioria “cristã”, envolvendo muitos protestantes. Lógico que existem ateus no meio, e muçulmanos devem ser raros. Mas isto não desfaz o meu argumento que contra-ataca a sua falácia de que somente muçulmanos matam cristãos e não o contrário.

            “E o motivo é a religião?
            Ou é a geo politica ou imperialismo.”

            O motivo de tudo isto é muito mais histórico, geopolítico e imperial que religioso.

            “Você já viu um grupo de “cristãos” criar uma “célula terrorista” e explodir artefatos como feito no Islã?’

            Já vi governos carregados de “cristãos” bombardear nações muçulmanas e praticar seu genocídio por causa de seus interesses econômicos e geopolíticos, o que também os tornam terroristas canalhas e cínicos.

        • Onde, pobre coitada?
          Onde os muçulmanos estão matando cristãos?
          Afeganistão? Líbia? Iraque? Síria? Iemen? Chifre da África?
          Não sei o porquê de eu perder tempo com gente absolutamente ignorante que nunca abriu um livro na vida.
          Não acrescenta nada, não tem desafio algum, sempre a mesmice indigente e QI igual ao número do sapato…
          Tadinha…

          • Se você não sabe onde os cristãos são mortos. não vai ser eu que vou lhe falar .
            ……..
            O seu fanatismo impedirá qualquer alusão a isso, serei sempre um mentiroso para você..

          • Um direitista xucro chamando os outros de fanático. Deturpa e mente e quer dar uma de gostosão depois de ser desmascarado..

  • O nome do burro xucro fascista é Bolsonazi. Tá explicado que ele é fascista e apoia o movimento nazifascista que está ocupando a cabeça vazia de parte consideração de nossa classe mérdia, como sempre xucra.

  • Caro Edu,
    não estranho essa “confusão mental” dessa turma.
    Conheço pessoas que juram que o Brasil não é capitalista!
    Disseram que ouvem muito um tal de Olavo de Carvalho.
    É mole???!!!
    Grande abraço.

  • Caro Eduardo
    Se apropriar do nome para enganar o povão, não foi só Hitler.
    Temos o DEM, com ninguém menos do que o Caiado. Ele é tão democrático, como Hitler era socialista.
    Faz parte da direita, precisa mentir sempre para enganar sempre, para tentar ganhar sempre.
    A direita precisa mentir.
    Saudações

  • Sobre Nazismo.
    Evidente que você já deve ter visto o vídeo do ideias radicais sobre o tema. https://www.youtube.com/watch?v=PCTGDSI1Xjg
    …..
    Mas podemos ver que o nazismo era de esquerda por que era “coletivista” , assim como o marxismo é “coletivista”.
    O liberalismo é individualista.
    …….
    A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

    O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

    A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

    A propriedade governamental “de fato” dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

  • O nazismo perseguiu judeus e comunistas. Isso é inegável.

    “Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial, contra o socialismo marxista – que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917 -, mas também contra o capitalismo liberal que existia na época. É por isso que existe essa confusão”

    Essa frase é da mesma Professora citada no post, mas teve o final suprimido malandramente para colocar o nazismo na conta do capitalismo (direita).

    Logo o nazismo definitivamente não é de esquerda, mas também não é de direita, apesar da mania dos esquerdistas de chamarem todos os capitalistas de nazistas ou fascistas. Parafraseando vcs mesmos “Vão estudar história”.

      • Entendi…

        Vc coloca uma fonte confiável que diz que o nazismo não é de esquerda, eu uso essa mesma fonte que diz que o nazismo também não é de direita, que era uma terceira via, e vc se ofende!?

        Se a direita que diz que o nazismo é de esquerda é xucra, podemos dizer que a esquerda que chama capitalistas de nazistas também é xucra.

        Se vc realmente leu o texto da professora de onde tirou essa frase (ou a parte dela que te interessava) sabe que tenho razão. E se aprendeu um pouco de história já pode parar de chamar a todos que discordam de vc de nazistas.

        Ficou ofendido?

        • Há dois links no texto, eu endosso o segundo texto, não o primeiro. Você fala em “malandramente”. Não fiz nada “malandramente”. Se fosse querer fazer algo desse modo não divulgaria o link e pronto. Não seja burro

      • Essas pessoas que querem contradizer o post e afirmam que violentos são os que abraçam a ideologia de esquerda, não conseguem fazer uma discussão respeitosa e fundamentada, não citam um livro, só postagem da internet e olhe lá. Além disso, só sabem agredir e ofender, tratando quem pensa diferente deles como se fossem seus inimigo. Taí, esse pessoal é de direita, declaram isso, e agem com o mesmo ódio cego dos nazistas em relação aos que não eram de sangue alemão “puro”. A diferença é que desmerecerem, desrespeitam, desapreciam, desvalorizam e ridicularizam os contrários ao seu modo de pensar, batucando no teclado. Por enquanto.

  • Em resposta ao argumento ridículo de Oneide Teixeira: uma coisa é o governo alemão pôr a indústria do país a serviço do esforço de guerra. Em 1932, aqui em São Paulo, várias indústrias participaram do esforço de guerra da Revolução Constitucionalista. Outra coisa é expropriar as empresas. Adolph Hitler jamais expropriou as indústrias alemãs. Muito antes pelo contrário: as indústrias alemãs se fartaram do uso da mãe de obra escrava dos campos de concentrações. Bayer-IG Farben, Siemens, Thyssenkrupp, Hugo Boss, Volkswagen, todas elas. Pagaram indenizações milionárias depois da guerra.

    Portanto, deixa de se valer de desonestidade intelectual ao querer atribuir à esquerda os horrores nazistas. Até porque Gustavo Barroso, Plínio Salgado, Integralismo, Bolsonaro e todas essas porcarias, ideologicamente mais próximos de Hitler do que de Marx, sempre se identificaram como direitistas e não como esquerdistas. Chega de falsear o debate.

    • Você acha que o socialismo nazista é como o marxista, este é seu engano.
      No socialismo nazista a propriedade tinha que cumprir uma função social (pela nação).
      “uso da mãe de obra escrava dos campos de concentrações.” e isso é capitalismo?
      ….
      Você já ouviu falar da “Nova Política Econômica”,NEP, onde Lenin restaura o “capitalismo” na URSS.
      Você já ouviu falar do “Titoísmo”,socialismo autogestionário , que era meritocrático e permitia a propriedade privada.
      ….
      Você acha em todo o caso que na URSS, o politburo eram “pobres”? Eles tinham o mesmo statos dos nazistas e a versão JBS de agora, usando dinheiro público para se dar bem.

      • Socialismo nazista é ótimo!
        Deve ser parente do Nazi-comunismo.
        Essa retardada aí é daquelas que confundem anarco-sindicalista com síndico anarquista.
        Ah, Senhor! Porque permites pessoas com apenas o sistema nervoso periférico autônomo funcionando?
        Pobrezinha…

        • E o “Socialismo de Mercado” da China?
          A China é comunista ou é liberal?
          Ou é um regime totalitário com economia de mercado?
          Ela é de esquerda ou é de direita?
          ……
          Não existe apenas um tipo de socialismo.
          Existe inclusive uma “cristâ”, temos o Juche da Coréia do norte, o Titoismo da Iugoslávia, o maoismo da China,a “Via birmanesa para o socialismo” que é de Myamar etc..
          Na verdade não Existe apenas um socialismo , reintero, cada país faz a sua versão, assim como a Alemanha vez com o nazismo. E todas são de esquerda.

          • Não diga besteira. A China é comunista. A Alemanha nazista é um exemplo clássico de regime de extrema direita. Cada vez que vocês dizem essas asneiras desafiam todos os mais eminentes especialistas, desafiam os livros de história e a própria logica: Hitler perseguiu furiosamente a esquerda

  • Olá Edu, tudo bem? A direita conservadora (pleonasmo) é assim mesmo. O maior valor deles é o medo e sua principal forma de ação é utilizar a própria ignorância para fazer os outros sofrerem. Assim eles amenizam a dor de sua pobreza humana, apropriando-se da riqueza física e intelectual de todos. É isso que move o jogo dos conservadores.

  • Exatamente! Acrescentando, as únicas diferenças do nazismo entre as demais lógicas fascistas são o ódio aos judeus e a supremacia ariana. Ao meu ver fascismos são formas psicóticas de manifestações coletivas.

  • Prezado Eduardo:

    “Por acaso o nazismo perseguiu empresários que não fossem judeus? Por acaso o nazismo perseguiu capitalistas? Não. O nazismo foi, também, uma caça interminável e irrefreável a judeus e comunistas. Essa era a base “popular” do nazismo: apontar judeus e comunistas como “inimigos da pátria” e jogar tudo de ruim nas costas deles.”

    1. Em setembro de 1919 , em Munich, Anton Drexler, ajustador mecânico das oficinas de manutenção das ferrovias alemãs, com mais cinco amigos , fundaram o Partido do Trabalhador Alemão, em uma sala da cervejaria chamada Sternecker Brau. Neste mesmo mês Hitler é convidado para assistir uma reunião.

    2. Algum tempo depois da data acima Hitler assumiu o comando do partido e alterou o nome para Partido Nacional –Socialista do trabalhador Alemão e introduziu a bandeira suástica , como símbolo de uma cruz gamada que em sânscrito significa Vida Feliz. A suástica ornamentava as moedas da mesopotâmia há mais de 3.000 anos antes de Cristo.

    3. O partido começou a participar de eleições a partir de 1928.

    4. Em 1932 Hitler apresentou-se para concorrer às eleições para presidente da Alemanha e foi derrotado pelo marechal Hindenburg, herói de batalha contra os russos.

    5. Em 30 de janeiro de 1933, Hindenburg nomeou Hitler como Chanceler do Reich.

    6. Em 5 de março de 1933nova eleição parlamentar deu aos nacional-socialistas maioria absoluta no parlamento REICHTAG. OS deputados aprovaram um projeto dando plenos poderes para Hitler durante 4 anos, por 441 votos a favor e 94 votos contra.

    OBS: Será que tem alguma semelhança com o nosso parlamento que cassou a presidenta Dilma e está aprovando tudo que o senhor Michel Temer está propondo. ? 7. De 1933 a 1938 o povo alemão deu 4 vitórias à Hitler.

    8.Em 12 de novembro de 1933 a Alemanha votou contra Versalhes, ao decidir por 40.600.000 votos contra 2.100.000 a retirada do Reich da Sociedade das Nações.

    9.Em 19 de agosto de 1934, se votou a unificação do Reich sob o manto do Fuhrer(Guia ou Líder), simultaneamente para presidente e chanceler do Reich.

    Vejamos agora o que aconteceu a partir de 1934:

    Em janeiro de 1934, ao jornal Tatscha Retsch o líder sionista declarou “ nossos interesses judaicos exigem o definitivo extermínio da Alemanha, do povo alemão também ,caso contrário é um perigo para nós , por isso é impossível permitir , que a Alemanha sob um governo contrário, se torne forte. !!!

    Em 24 de maio de 1934, o editor do American Hebrew, de Nova York informou ao escritor norte americano Mr. R.E. Edmondson, de Oregon: “ nós estamos agindo para levar uma guerra à Alemanha”.

    Em 16 de abril de 1936 o jornal judaico The Youngtows Jewish Times, de Ohio, USA, publicou: “ após a próxima guerra não haverá mais uma Alemanha. A um sinal a ser dado de Paris, a França e a Bélgica , assim como os povos da Tchecoslováqui, se movimentarão para envolver o colosso alemão num mortal ataque.Eles separarão a Prússia e a Baviera e destruirão a vida nestes estados.”

    No livro The Forrestal Diaries, New York – The Viking Press, pag. 122( 27 december 1945), lemos:Bullitt’s( William C. Bullirr, them Ambassador to France)he said, kepp telling Roosevelt that the Germans wouldn’t fight, Kennedy that they would overrun Europe, Chamberlain, he says, stated that America and the world Jews had forced England into the war.” Se isso é ou não verdade está no livro do secretário americano e isso nos leva realmente a dizer – a história nos esconde muitas coisas. Ao longo do tempo este povo de uma história tão rica e sofrida também é vítima de seus líderes

    Em 1939 o marechal polonês Rydz-Smigly e o embaixador polonês em Paris disseram:

    “que os franceses se ocupem dos italianos e nós nos encarregaremos dos alemães .Dentro de um mês o exército polaco desfilará em Berlim, passando por baixo da porta de Brandenburgo”.

    “Poucos dias depois, no final de fevereiro, porém, o Reichstag (sede do Parlamento) foi destruído por um incêndio. Os nazistas, muito provavelmente os autores do atentado, aproveitaram a situação para impor uma série de medidas repressivas contra os comunistas. “

    No livro A Anatomia do Fascismo, pag. 180, de Robert O.Paxton, Ed. Paz e Terra, o autor diz. “ hoje em dia a maioria dos historiadores acredita que Marinus van der Lubbe(um jovem comunista holandês, meio retardado) de fato ateou fogo, e que Hitler e seus correligionários, tomados de surpresa, realmente acreditaram que um golpe comunista havia começado. Um número suficiente de alemães compartilhou desse pânico, dando aos nazistas uma liberdade de movimento quase ilimitada”

    “Vale ver ou rever reportagem sobre o caso para entender a origem de um surto que acometeu a direita xucra tupiniquim, nazifascista pela própria natureza. “

    Um filósofo italiano disse “ o fascismo significava deixar de lado a democracia e o devido processo legal na vida pública, ao som da aclamação vinda das ruas “, citado por Roberto O. Paxon, no livro que citei acima.

    O que vemos no Brasil da atualidade: autoridades dizendo que tem que ouvir as vozes das ruas, passando por cima das leis; coisa típica de fascistas.
    Quanto ao último vídeo, meu repúdio total.
    Vejo muita gente fazendo confusão entre fascismo e nazismo.São coisas distintas embora sejam de direita e para mim nada mais são do que ditaduras e como toda ditadura, têm que ceder lugar à democracia, mas não a democracia pregada pelo tio SAM e seus lacaios.

    • “…hoje em dia a maioria dos historiadores acredita que Marinus van der Lubbe(um jovem comunista holandês, meio retardado) de fato ateou fogo, e que Hitler e seus correligionários, tomados de surpresa, realmente acreditaram que um golpe comunista havia começado.”

      Realmente.
      Mesmo “estudos” feitos por escritores, historiadores ou não, eivados de apaixonado anti-nazismo, foram obrigados a concluir que não há provas cabais e definitivas da responsabilidade dos nazistas pelo ocorrido.
      Jacques Delarue, um dos mais exaltados, bem que tentou, propagandeou que obtivera provas incontestes, mas ao final teve que recuar. Morreu antes de conseguir suas provas.
      A estória do túnel que ligava a sala de Goering ao Reichstag, usado por seus acólitos para atearem fogo, não se sustenta.
      Assim, apesar da não existência de falsa bandeira, os nazistas foram espertos em conduzir o sentimento alemão contra os comunistas.
      Mas não foram muito espertos ao colocar Georgi Dimitrov no banco dos réus…

  • Dizer que o nazismo tem qualquer relação com o Socialismo É UMA IMBECILIDADE monstruosa, que só pode vir das “mentes” medíocres dessas cavalgaduras concurseiras do Ministério Público e da “justiça”, como o promotorzinho nazista que relinchou isso no twitter, ou de algum fanático de direita da mesma laia dele. Nazismo foi uma forma extrema do Capitalismo, como o neoliberalismo(que é muito mais parecido com o nazismo do que podemos imaginar), tanto que a classe dominante alemã apoiou o nazismo desde o início(desde as ações terroristas das SA, uma espécie de MBL alemão), tanto porque contava com ele para combater os comunistas, como porque desejava apropriar-se dos capitais pertencentes ao empresariado judeu e assim usá-los para financiar-se enquanto burguesia em seu projeto de desenvolvimento capitalista tardio, uma vez que a Alemanha, por ter-se formado como nação apenas em 1874, iniciou seu projeto de desenvolvimento nacional com atraso, quando as principais fontes de matéria-prima e os grandes mercados consumidores já estavam controlados por Inglaterra e França. É SÓ LER E TER CÉREBRO, DEIXAR DE SER UM ROBÔ TELEGUIADO PELA GLOBO, PARA SABER-SE DISSO. O fato é que essa gente precisa ser combatida no Brasil e quando FALO COMBATIDA É COM POLÍTICA, RUA E PORRADA SE ELES PARTIREM PARA ISSO. Este país chegou à situação em que está por falta de compreensão da esquerda de que TUDO O QUE ACONTECIA AQUI ERA POLÍTICA E TINHA COMO PROTAGONISTAS A CLASSE DOMINANTE BRASILEIRA E OS EUA, QUE PRETENDIAM E CONSEGUIRAM DAR UM GOLPE DE ESTADO NO BRASIL. A lava jato foi isso desde o início e deveria ter sido EXTIRPADA com política. Esses caras do MP e da “justiça” jamais deveriam ter recebido o poder que receberam(LEMBRA DA PORRA DO “REPUBLICANISMO”, QUE VOCÊ DEFENDIA!!!!!!!!!?????? NUNCA VI TAMANHO DESPAUTÉRIO)e se ainda quisermos ter alguma chance mínima de triunfar contra esse golpe vai ser se finalmente entendermos isso e passarmos para a política. Mas não é o que vem acontecendo. Chego a ficar revoltado quando leio aqui, e em outros espaços, pessoas conjecturando se o TRF – 4 vai condenar Lula por que os três reacionários que analisarão o caso seriam mais “técnicos”(pausa para rir!!!!!!!!). Eles vão condenar Lula sim. Não interessa ONU(que só condenará o Brasil, depois que Lula estiver impedido de participar das eleições. A ONU é comandada pelos EUA) e não existe essa babaquice de “técnica”.; A única “técnica” que eles respeitam é a de defender o status quo. Essa é a “técnica” dessa gente. Tem idiota iludindo-se porque os cara inocentaram Vaccari.. Eles fizeram isso como cortina de fumaça, exatamente para mostrarem que “olha aí, absolvemos um petista. Se não fizemos o mesmo com Lula, é porque ele era culpado”. Tanto é verdade que, apesar de absolverem Vaccari, os vermes resolveram mantê-lo preso, usando como “argumento” um absurdo. Alegaram que outro processo obrigava Vaccari a continuar preso, só que o “fundmento” que justifica a prisão de Vaccari no outro processo é a sua condenação no primeiro, já revertida pelo TRF 4. Precisa desenhar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ou vamos para as ruas ou vamos ser derrotados e Lula será condenado em segundo grau(andei revendo num programa o clima que levou ao golpe de 64, é exatamente igual ao que construiu o atual. Além da campanha midiática e do financiamento ianque, outra coisa permanece a mesma, a burrice da esquerda que “não acredita” nos golpes da direita e confia na legalidade) . A última esperança de fazer este país ferver são as jornadas de Lula pelo Brasil, que começam daqui há alguns dias no Nordeste., Estarei no Ato em Recife e, se o povo não for às ruas agora, seremos esmagados enquanto lemos códigos

  • A direita propala várias mistificações porque se ela demonstrar realmente o que é não conseguirá convencer ninguém exceto a minoria detentora do poder econômico.
    Lí sem nenhuma surpresa diversas dessas mistificações nos comentários da trollagem que infesta o blog com suas infinitas repetições das mentiras das cartilhas reacionárias.
    Só parei para abordar uma dessas mistificações que por vezes não recebem a resposta adequada pelo fato de se priorizar a respostas a outras mentiras propaladas em conjunto, hábito típico daqueles que não querem argumentar e portanto disparam frases feitas aos borbotões.
    Uma mistificação que é passada por força de repetições e falta de reflexão é a de que a direita defenderia ao respeito à propriedade privada e a esquerda não. Ora, a direita defende o direito à propriedade dos ricos e poderosos, mas a propriedade privada dos trabalhadores e dos desvalidos eles desrespeitam constantemente. O pobre pode ter poucas propriedades, mas o pouco que tem lhe é de grande importância, justamente por não ter nada mais. O morador de rua pode ter apenas um cobertor velho e rasgado, mas é dele, é sua propriedade e portanto o direito que ele tem a esse bem é o mesmo que um milionário tem em relação aos seus bens. Sob um ponto de vista humanitário seria até maior, já que sua própria sobrevivência depende dessa propriedade, por mais simples e precária que seja, enquanto o milionário não depende de seu jatinho ou sua fazenda para usa sobrevivência. Mas como a direita é desumana e não tem respeito pela vida não vou nem entrar nessa seara, atentando apenas para a questão lógica. O mesmo canalha que diz defender o direito à propriedade manda a Guarda civil roubar os cobertores dos moradores de rua em total desrespeito ao mesmo direito que diz defender. É que quando a direita fala sobre a propriedade está se referindo apenas às grandes fortunas dos poderosos e não à propriedade do cidadão comum, dos desvalidos e da classe trabalhadora.Portanto é mentira, a direita não defende o direito à propriedade, quem faz isso é a esquerda que defende os trabalhadores e os desvalidos em seu direito à propriedade daquilo que é fruto do seu trabalho.
    Em tempo abordarei outras mentiras que são propaladas aos berros e repetidas vezes na tentativa de fixar-se no imaginário coletivo sem a devida reflexão.

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