Lula será julgado em 2ª instância por juízes que absolveram Vaccari

Sem categoria

trf4 capa

Repercutiu mal para alguns e bem para outros a entrevista dada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, ao jornal O Estado de São Paulo.

O que está causando polêmica é que o presidente daquela Corte deu a entender que ela concorda com a sentença de Sergio Moro contra Lula. Dali em diante, sucedeu-se o já conhecido efeito derrotista que costuma assolar os simpatizantes do ex-presidente quando vislumbram possibilidade de revés.

PORTO ALEGRE RS 04/08/2017 EXCLUSIVO DOMINICAL POLITICA  O Presidente do TRF da Quarta Região, desembargador Thompson Flores. FOTO JEFFERSON BERNARDES / ESTADAO
PORTO ALEGRE RS 04/08/2017 EXCLUSIVO DOMINICAL POLITICA O Presidente do TRF da Quarta Região, desembargador Thompson Flores. FOTO JEFFERSON BERNARDES / ESTADAO

Apesar de alguns terem conhecimento para julgar, o que foi dito pelo presidente do TRF4, e as condições em que foi dito, está faltando um esclarecimento cabal da situação.

Flores Lenz, o manda-chuva do Tribunal Federal da 4ª região, disse que a sentença em que o juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, “é tecnicamente irrepreensível”.

Não é pouco. Até porque, ele declarou que não conhece o processo.

Ele ainda comparou a decisão de Sérgio Moro à sentença que o juiz Márcio Moraes proferiu no caso Vladimir Herzog – em outubro de 1978, quando condenou a União pela prisão, tortura e morte do jornalista. Isso apesar de aquela ter sido uma decisão a favor do Estado de Direito, enquanto que a de Moro contra Lula infringe o Estado de Direito.

Mas vamos em frente.

O TRF-4 é a segunda instância de julgamento dos recursos da operação Lava Jato. Foi a ela que o ex-presidente recorreu da condenação que lhe foi imposta por Moro. Se antes mesmo de julgar o caso, sem conhecimento do caso, sem chance de a defesa de Lula se manifestar o presidente da Corte elogia a sentença que o condenou, as pessoas só podem entender que o destino do ex-presidente está traçado, certo?

Errado.

Primeiro, temos que contextualizar a situação. O presidente do TRF4 é um conservador. Conviveu com o avô, que o Estadão diz “quase homônimo” e revela que foi ministro do Supremo Tribunal Federal indicado pelo general-presidente Costa e Silva durante a ditadura militar 1968.

É mole?

Continuemos.

O Estadão reflete o elitismo do presidente daquela Corte ao citar que é jogador de tênis “assíduo” e curte a “combinação da gravata com o lenço no bolso do terno”. Ou seja: não deve ter gostado muito de ver o Brasil governado por um “pau-de-ararara” que fala errado e não tem curso superior.

Foi constrangedora a apologia que fez da sentença criminosa promulgada por Sergio Moro contra Lula. Disse que apesar de “não ter lido a prova dos autos” entende que “o juiz Moro fez exame minucioso e irretocável” d essas provas.

E que sua sentença “vai entrar para a história do Brasil”, no que este blogueiro concorda, mas não pelas mesmas razões que Thompson Flores. Para esta página, entrará para a história pela porta dos fundos, como decisão infame que tentou encarcerar um inocente apontando provas inexistentes como “provas indiciárias”, um eufemismo para meros indícios inconclusivos.

Diante da babação de ovo da sentença fajuta de Moro, foi erguntado pelo Estadão – veja bem, leitor, pelo Estadão – se aquela não seria “uma forma de dizer que confirmaria [a sentença], se fosse da Oitava Turma”.

Resposta; “Eu digo, em tese: se eu fosse integrante da Oitava Turma, e se estivesse, depois do exame dos autos, convencido de que a sentença foi justa, eu teria muita tranquilidade em confirmar”.

Ora, ora… Vá lamber sabão, excelência. Se “estivesse convencido” de que a sentença foi justa? Mas se não sabe se a sentença foi justa, por que a elogiou tanto?

Perguntando pelo repórter sobre o que deveria conter a sentença para “ser justa”, disse que teria que ser idônea. E o que há de idoneidade em uma acusação de delatores sem provas? O que há de idoneidade em aceitar como “prova” o “testemunho” de vizinhos e de um ex-porteiro (que virou candidato a vereador dizendo-se “o porteiro que denunciou Lula”) de que o ex-presidente meramente visitou o imóvel?

Como esses fatos podem ser provas?

O presidente do TRF4 repisou o blábláblá de Dallagnol de que “indícios são provas” e começou a citar a visão do avô que serviu a ditadura militar quando defendia uso de indícios para jogar pessoas no cárcere.

É uma temeridade…

A entrevista com

O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz conclui a entrevista fazendo apologia de Sergio Moro. Sim, chega a ser preocupante, mas gente como ele chega a esses cargos por conta de arreglos políticos, de modo que é esperável que esses magistrados de Cortes Superiores ajam politicamente.

Seja como for, ele não vai julgar Lula. Graças aos deuses essa tarefa ficará a cargo da oitava turma do TRF4, que, recentemente, deu uma excelente demonstração de independência.

Nas mãos de três desembargadores está o futuro de Lula. Caberá a João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luis dos Santos Laus, todos da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), a missão de julgar os recursos contra a sentença que o juiz da Lava Jato Sérgio Moro, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, impôs ao petista, condenando-o a nove anos e seis meses de prisão.

8a turma

Na foto acima, da esquerda para a direita, Gebran, Paulsen e Laus.

O colegiado poderia concluir o julgamento até agosto de 2018, ou seja, dois meses antes das eleições presidenciais que Lula planeja disputar. A previsão de que o caso terá um veredicto em pouco mais de um ano, porém, é do presidente do TRF4, desembargador Carlos Eduardo Thompson.

Só esse fato já seria escandaloso. O ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo foi condenado a vinte anos de prisão em 16 de dezembro de 2016, um ano e oito meses atrás, e até hoje não foi julgado em segunda instância e não há previsão. Detalhe: contra ele há provas até de cheques de propina emitidos em seu nome por corruptos.

Aécio Neves foi pego em flagrante corrompendo-se. Foi obtido uma  gravação dele pedindo propina, além de aludir ao assassinato do primo, teve lista de nomes contendo a denominação “lista de CX. 2” apreendida em seu apartamento” e, apesar de tudo isso, além de não ter tido prisão decretada ainda está de volta ao Senado como se nada tivesse acontecido.

Como condenar Lula em menos de um ano sob meros indícios?

A biografia do magistrado que fizer isso estará irremediavelmente manchada. Para magistrados pilantras que só querem aplausos em restaurantes frequentados por fascistas, pouco importa.

Mas para ao menos dois dos desembargadores que julgarão o caso de Lula a biografia de um homem parece ter valor.

Gebran, Paulsen e Laus são magistrados de visões aparentemente diferentes. O primeiro (Gebran) é amigo íntimo de Sergio Moro. Ele diz que “colaborou decisivamente com sugestões e críticas” para um dos livros dele. Ambos fizeram mestrado com o mesmo orientador na Universidade Federal do Paraná no início dos anos 2000.

As ligações de Gebran com Moro fizeram os advogados de Lula pedirem sua suspeição acusando-o de ter “estreitos e profundos laços de amizade com o juiz Sérgio Moro”.

Paulsen e Laus, não. São independentes e conhecidos pela objetividade técnica. Pelas mãos de Gebran, Paulsen e Laus passou, por exemplo, uma ação contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, a quem Moro condenou a 15 anos de prisão. Nesta ação, os desembargadores derrubaram a sentença do juiz da Lava Jato – o relator, Gebran, amigo de Moro, votou pela manutenção da pena imposta a Vaccari, mas o placar sofreu uma reviravolta porque Paulsen e Laus, vencedores, votaram pela absolvição.

Não é mole o que Paulsen e Laus fizeram. Acabaram com Moro reformando de cima a baixo uma sentença duríssima contendo os mesmos “argumentos” usados para condenar Lula.

A menos que Paulsen e Laus ajam de forma absolutamente suspeita e mudem a visão deles sobre uso de indícios como provas – eles dizem que delações sem provas não são provas -, devem absolver Lula como absolveram Vaccari.

Não se deve cair na besteira de sair por aí dizendo que Lula está condenado. Nada aconteceu e, se não derem um jeitinho de trocar os juízes da segunda instância, Lula será candidato no ano que vem.

Além disso, na visão de muitos juízes e juristas é praticamente impossível que tirem da sucessão presidencial o candidato mais forte. O Brasil pagaria um preço altíssimo entre a comunidade internacional. Pelo mundo afora o país está se desmoralizando a passos largos por aliviar a barra dos adversários de Lula enquanto pesa a mão com ele.

Tenha paciência, leitor. Tudo tem seu tempo. A justiça será feita, Lula será eleito presidente e vamos desfazer todos os males causados pelos golpistas. E aí espero que você se lembre de que foi esta página quem avisou o que aconteceria. Só peço que ninguém se esqueça do que está lendo aqui.

SALVE O BLOG DA CIDADANIA

O Blog da Cidadania faz parte da história política do Brasil. As primeiras manifestações contra a mídia durante o governo Lula surgiram através desta página. Representações contra a mídia, contra institutos de pesquisa, contra Gilmar Mendes e contra Sergio Moro, idem. E o post que fez a Lava Jato adiar o sequestro de Lula por uma semana.

O Blog da Cidadania incomoda. Diante disso, seu autor foi sequestrado pela operação policialesca antipetista apelidada de “lava jato” e iniciou-se uma perseguição sem tréguas ao editor desta página, que teve seu trabalho como trader inviabilizado por perda de clientes decorrente da difamação engendrada pela ofensiva oficialista contra si.

Em seguida, a página começou a sofrer ataques virtuais. Há algumas semanas, o Blog foi invadido e seu conteúdo apagado. Os técnicos conseguiram recuperar quase tudo, mas perderam os últimos seis meses de postagens, que serão reinseridas artificialmente no banco de dados da página, futuramente.

O Blog precisa de recursos para se modernizar e se manter. Os custos para manter-se no ar – servidores dos bancos de dados e da estrutura do site, memória para suportar os acessos, técnicos back end e front end, telefones, deslocamentos etc. demandam milhares de reais por mês.

O trabalho do editor desta página pagava esses gastos, mas a ofensiva da Lava Jato contra si, a campanha feita pela mídia conservadora expondo Eduardo Guimarães no Jornal Nacional e outros telejornais várias vezes acabaram com seus negócios comerciais.

Ajude o Blog a pagar seus gastos. Faça uma doação. Qualquer valor ajuda.

PARA DOAR COM CARTÃO OU BOLETO CLIQUE AQUI

PARA DOAR VIA CONTA CORRENTE ENVIE E MAIL PARA [email protected]

28 comments

  • Correto, Eduardo.
    O fato de o presidente do TRF-4 estar falando muito e, consequentemente, estar “brilhando” na mídia, pode significar que o “establishment” não bota muita fé nos dois integrantes “não amigos” de Moro na corte.
    Alguém aí duvida que Globo e seus satélites já não tentaram assediar os dois desembargadores ou adulá-los com algum gesto de simpatia ? O fato de, em vez deles, estar falando muito um cara que nem vai julgar o processo pode ser sinal de que não ouviram o que queriam ter ouvido dos dois membros da oitava turma.
    E sabemos bem, declarações como a daquele presidente têm um objetivo de criar um fato consumado na opinião pública para amaciar a coisa para os desembargadores que vão revisar a sentença de Moro.
    Minha opinião é que a esquerda infelizmente ajudou muito a “naturalizar” a condenação de Lula. Moro pode até ser louco, mas tem juízo suficiente de saber que sua sentença, num país que não estivesse em absoluto torpor não teria a menor condição de sequer ser aventada. Não vamos, pois, agora em segunda instância, repetir o erro de achar “natural” q Lula seja condenado também em grau de recurso.
    Ah, e não nos surpreendamos se o tal Flores vier a ganhar o “Faz a diferença”!

  • Essa elite não está nem aí com desmoralização internacional, Eduardo. Se tiverem que tirar Lula eles tiram.

    E a esquerda não pode depender apenas do Lula. Os brasileiros não votaram na esquerda nas eleições municipais e não elegerão um Congresso mais progressista agora.

    Acredito que Lula possa ser absolvido pela oitava turma, mas eleger-se presidente, acho quase impossível, tamanha rejeição pelo eleitorado. Vai ter Dória, Bolsonaro, o PMDB, os evangélicos, o PSOL e o PSTU batendo dia e noite no PT.

    Para isso acontecer, o empobrecimento da população vai precisar ser mais severo, mais medidas austeras terão de ser tomadas. A direita radical agora conquiatou corações e mentes inclusive dos mais pobres.

  • Prezado Eduardo:
    “Só esse fato já seria escandaloso. O ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo foi condenado a vinte anos de prisão em 16 de dezembro de 2016, um ano e oito meses atrás, e até hoje não foi julgado em segunda instância e não há previsão. Detalhe: contra ele há provas até de cheques de propina emitidos em seu nome por corruptos.

    Aécio Neves foi pego em flagrante corrompendo-se. Foi obtido uma gravação dele pedindo propina, além de aludir ao assassinato do primo, teve lista de nomes contendo a denominação “lista de CX. 2” apreendida em seu apartamento” e, apesar de tudo isso, além de não ter tido prisão decretada ainda está de volta ao Senado como se nada tivesse acontecido.

    Como condenar Lula em menos de um ano sob meros indícios?”

    Eduardo: a gente aprende na vida que Deus e os diabos estão nos detalhes e neste caso o detalhe é o seguinte:

    LULA é do PT e os outros dois são do PSDB. Já estou ficando careca de tanto ler sobre acusações e provas contra elementos do PSDB. Quantos foram presos até agora ?

    • Pois é, seu amado Temer deu dinheiro a rodo para a imprensa amiga dele, e sufocando outros que o criticam. Isto é que é crime, panaca.

    • Não acho justo você dizer que os nossos blogueiros recebem de Minas e Bahia, coisa não verdadeira, pois você recebe de todo o PSDB e a gente nem fala nada. O Generoso paga muito bem seus serviçais.

  • Mal sinal, este juiz com gosto por holofotes. Os mestres do Direito sempre ensinaram que o juiz “fala nos autos” dos processos que julga. Não há nada fora, ou além dos autos. Mas, a derrota da Rede Globo na tentativa de tirar o golpista que ela mesmo colocou no Planalto poderá, para os mais argutos, sinalizar que a “famíglia” Marinho não é invencível. E, portanto, que contrariar a Rede Globo absolvendo Lula, a única decisão possível tendo em vista apenas o processo, não seria o “fim do mundo” para os juízes do TRF-4.

  • Não existe pensamento político no presente
    sem a consciência histórica do passado

    FORA DA PAUTA

    No mes passado o Eduardo Guimarães — como de costume — deu espaço a um comentarista ignorante e abusado como os que aparecem aqui no Cidadania para disturbar e desviar o foco dos temas propostos pelo blogueiro. Naquela ocasião o Eduguim foi ”provocado” com papo furado tipo « você sabe quantos russos morreram nas mãos de Stalin? de chineses por Mao Tse Tung? todos mortos em nome da ‘esquerda’ ? » etc.

    Ontem, 6 de agosto, foi lembrada a bomba atomica sobre Hiroshima. Um analista politico escreveu: ”Não é exagerado afirmar que a história do terrorismo de Estado começa com o bombardeio nuclear dos EUA ao Japão”. Aproveitando a ocasião desse terrificante aniversário, volto a propor o comentário já postado aqui no Cidadania.

    Stalinismo foi movimento contra-revolucionário interno à revolução russa. O stalinismo NAO foi a continuação do marxismo-leninismo. Comunismo e socialismo nada tem a ver com stalinismo. Stalin foi a personalização de uma burocracia de coxinhas usurpadores, que anulou a classe operária e o campesinato depois de ter exterminado todos os stalinistas e trotskyistas revolucionários. O leitor interessado no assunto pode seguir no YouTube a palestra-debate — O que foi o stalinismo — ministrada por Rui Costa Pimenta, link: https://www.youtube.com/watch?v=A9jHGmOaRI8
    Quem quiser encurtar o tempo pode iniciar do ponto 52′:44 (aconselho a visão completa da palestra). Stalin não matou milhões de ”conterraneos” como . O Rui Costa Pimenta explica isso no ponto – 1:36:30 – Na origem desse mito está o livro de um autor estadunidense sobre a coletivização forçada na URSS.

    OS MORTOS EM NOME DA DIREITA — O Ataque nuclear de Hiroshima, uma monstruosidade que se repetiu três dias depois com a outra bomba atômica sobre Nagasaki. Na primeira contagem as duas explosões mataram cerca de 220 mil pessoas (140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki). A esmagadora maioria de vítimas era civil, já que essas cidades não abrigavam contingentes militares importantes, sendo que a metade dessas vitimas teve melhor sorte porque morreu no dia do atentado.

    No inicio de 2016 o jornalista italiano Maurizio Torrealta entrevistou o veterano estadunidense que partecipou de “Desert Storm” e que hoje acusa o governo dos EUA de ter testado uma pequena bomba nuclear de penetração do solo com potência de cinco quilotons na zona do Irak entre a cidade de Basra e a fronteira com o Iran. Para certificar-se das declarações do veterano, Rainews24 pesquisou se durante a primeira guerra do Golfo tinha sido registrado algum evento sismico equivalente a cinco quilotons. Consultando o arquivo on line do “International Seismological Center” a redação encontrou exatamente na zona descrita pelo veterano, o registro de um evento sísmico de potência equivalente no último dia do conflito.
    Mesmo não sendo uma prova definitiva — poder tratar-se de coincidência — a redação optou pela publicação da entrevista porque a situação sanitária a Basra atingiu níveis de perigo alarmante: as mortes anuais por tumor, segundo o responsável do setor oncológico do hospital de Basra, Dr. Jawad Al Ali, dos 32 casos de 1989 (anterior à “Desert Storm”) passaram a 660 casos em 2002.

    O Departamento de Defesa, interpelado sobre as denúncias do veterano, garantiu ao jornalista que durante “Desert Storm” foram utilizados somente dois cabeções tipo ”Maradona”, de fabricação napolitana.

    Link: http://www.pandoratv.it/?p=7179&doing_wp_cron=1460701886.5386009216308593750000

    Pepe Escobar, Telesurtv.net: «[…] Washington já tentou derrubar mais de 50 governos desde o fim da 2ª Guerra Mundial, a maior parte deles plenamente democráticos; bombardeou populações civis de mais de 30 nações; assassinou dezenas de líderes estrangeiros; eprimiu movimentos nacionalistas em mais de 20 nações; interferiu em incontáveis eleições que sem a intervenção dos EUA, teriam sido plenamente democráticas; ensinou tortura mediante manuais a “instrutores” e “conselheiros”; e a lista continua.»

    Somente em 2016 o governo Obama lançou 26.171 bombas com uma média de 72 diárias, 3 bombas por hora. Os países mais atingidos foram Síria (12.192), Irak (12.095), Afganistão (1.337), Libia (496), Yemen (34), Somalia (14), Paquistão (3). Os ataques com drones autorizados por Obama foram 10 vezes superiores aos do Bush. Com Obama aumentou verticalmente o número de Forças Especiais deslocadas em 70 % dos paises do mundo com um incremento de 130% em relação a Bush.

    André Vltchek e Noam Chomsky no livro ”On Western Terrorism” fazem saber que o governo dos EUA já assassinou algo entre 55 e 60 milhões de pessoas do fim da 2ª Guerra Mundial até hoje, em guerras e intervenções no mundo inteiro. «Os EUA promoveram o enfraquecimento ou a destruição de todos os rivais industriais (Alemanha, França, Japão). Nunca foram atacados em casa e triplicaram a própria produção industrial às custas dos rivais. Para tanto, restabeleceram a dominação dos empresários e o enfraquecimento dos sindicatos. Quem pagou o pato foi a classe trabalhadora e operária internacional. Os EUA reprimiram meio mundo, instalando colaboradores fascistas e nazistas.» Chomsky: «esse é o primeiro capítulo de qualquer libro de história, sério, do pós-guerra.»

    Resumo histórico parcial e sintético mas esclarecedor:

    1. Os EUA decidem que o resto do mundo é fonte de matérias–primas e mercado pra eles. O governo Woodrow Wilson demonstra o significado prático do ”Grande Porrete” da doutrina Monroe ao invadir o Haiti e a República Dominicana, assassinando, destruindo e demolindo sistemas políticos vigente, delegando às empresas dos EUA o controle de tudo e preparando o terreno para futuras ditaduras brutais e corruptas, todas de direita.

    2. Itália — Quando as forças estadunidenses avançaram pelo sul, botando banca de libertadoras, sabiam que o campo já estava desimpedido: homens e sobretudo mulheres combatentes antifascistas de base operária e camponesa, liderados pelo Partido Comunista italiano, enfrentaram seis divisões alemãs durante a guerra e liberado o Norte da Itália (1o mil nazistas por divisão).
    Os EUA, seguindo o planejamento do maior estadista canalha da história moderna, o britanico Winston Churchill (considerava a Itália país vencido, de gente inferior aos ingleses), impuseram uma ditadura fascista de direita liderada pelo marechal Badóglio, desarmaram e dispersaram a vitoriosa e heroica resistência partigiana italiana e impuseram integralmente a estrutura básica do regime mussoliniano anterior à guerra. A Itália dos nossos dias sofre as consequências daqueles acontecimentos. A direita italiana quer alterar uma das Constituições mais grandiosas do mundo ocidental, escrita por antifacistas e comunistas (esse foi um dos motivos do recente pé na bunda do Renzi).
    A direita fascista, a Santa Sé e a força da mafia (essa última, um legado da CIA) dominam a Itália de hoje.
    Extra: na lista do Information Research Department com os nomes dos lacaios e dedos-duro ao serviço dos ingleses, estão diretores dos maiores jornais italianos e fascistas de peso. O destaque dessa lista é o monsenhor Giovanni Battista Montini, o futuro Paolo VI. — Em novembro de 1945, seis meses depois de terminada a Segunda Guerra, Churchill em coloquio com o núncio apostólico de Londres, leu o futuro na sua bola de cristal: USA e URSS vão consignar a penísola itálica na área de influência exclusiva da Gran Bretanha que irá exercitá-la como melhor entender. E ressalta: «A única coisa que faltará à Itália é a total liberdade política». O resultado foram mais de setenta anos de permanente condicionamento de governos e partidos, controle da grande midia, planejamento de atentados e sequestros (Piazza Fontana, Aldo Moro), destruição da vida pública e fisica de grandes homens como Alcide De Gasperi, Enrico Mattei e Aldo Moro, etc.

    3. Grécia — Os nazistas retiraram-se e os britanicos ocuparam o lugar impondo um regime tão corrupto que provocou nova indignada resistência. Em 1947 os EUA apoiaram a guerra civil grega que resultou em cerca de 160 mil mortes. Foi guerra de tortura e exílio político para dezenas de milhares de gregos, de “campos de reeducação” para outras dezenas de milhares, destruição de sindicatos e partidos, inviabilizando, desta maneira, a independência política e a normalidade da vida grega. A Grécia ficou literalmente colocada nas mãos de investidores estadunidenses e dos ”tucanos” corruptos locais; grande parte da população teve que emigrar para sobreviver. Lucraram os colaboradores dos nazistas, traidores da pátria, recolocados no poder. Pagaram o pato todos os trabalhadores e os camponeses da resistência antinazifascista, liderada pelos comunistas gregos. Hoje a Grécia é pais literalmente fudido e a direita europeia é quem comanda com mão de ferro.
    Extra: Jannis Mavrov, um dos fundadores do Syriza é também o fundador e presidente do Comitê Nacional para os Direitos dos Danos de Guerra alemão, fundado em 1996!! — Mas se a Guerra acabou em 1945 por que esperaram até 1996? — Mavrov explica: a Grecia abrira a conferência de paz de 1945/46 em Paris mas o assunto dos danos foi protelado para a conferência de Londres programada para 1953. Na conferência londrina a NATO, macomunada com os alemães, argumentou a improcedência de exigir débito de guerra vultoso a um pais dividido. Os gregos retiraram-se e ficaram esperando por uma reunificação que nem sequer estava no horizonte geopolitico mais otimista, segundo analistas.
    Em 1990 aparece pontualmente um emissário grego com o pedido na mão, agora amarelado e velho de 44 anos mas o ministro alemão recebeu na porta deixou entrar e pediu-lhe para esperar mais cinco anos, tempo necessário ao seu governo para enfrentar o processo de reunificação. Em 1995 um embaixador grego toca a campainha da porta do ministro alemão para discutir uma solução amigável entre as partes. O alemão olhou pela espia e não abriu a porta.
    Mais recentemente o atual governo Tsipras enviou o mesmo pedido e foi tratado com idêntico desprezo. O débito da Grecia com bancos alemães e europeus que não chega a 1/100 do débito da Alemanha com a Grecia. A Merkel, forte da proteção dos gangsters da NATO, encerrou unilateralmente a questão dos danos de guerra com um sincero ”foda-se”; e não achou necessario dar explicações à comunidade internacional. O Comitê Nacional grego estabelecera os danos em categorias: — idenização às familias das vitimas — idenização de guerra à Grecia — devolução do patrimȏnio arquelógico e artistico roubado durante a ocupação.
    O presidente Mavrov declarou que os governos e partidos gregos de pós guerra foram todos corruptos e lacaios dos interesses da Siemens e Oktis, dois colossos alemães. Também pesa o fato da Grecia não ter enfrentado a questão dos colaboracionistas fascistas, traidores da pátria e entreguistas, que continuam agindo ainda hoje sob proteção europeia e estadunidense, o que explica o desacato alemão: a falta de respeito e a perda da dignidade dos gregos por não terem enfrentado e virado essa página do passado deles.

    Essa situação serve de exemplo aos brasileiros, o único pais latino-americano onde prevalece a impunidade. Até os meios de comunicação partícipes do golpe de 64 não podem ser investigados pela Comissão, proibida também de investigar os grandes grupos empresariais, a embaixada estadunidense e o alto comando das FFAA. Dizem que esses vetos partiram do próprio governo Dilma (o muquirana Celso Amorim teve o descaramento de afirmar à CV –em nota oficial– que não ocorrera tortura nos quartéis. Logo ele, o chanceler valente que não tirou os sapatos para o Bush. Hoje temos a impressão que aquele gesto de aparente dignidade foi por causa do chulé, da meia furada e da unha suja).
    A lei que garantiu toda essa merda foi aprovada sob pressão no Congresso. No dia da votação, na abertura do Seminário Latino-americano de Justiça de Transição, realizado no Rio, as galerias da Câmara dos Deputados estavam ocupadas por milicanalhas a paisana. Por isso internacionalmente somos vistos como seres inferiores. Não me refiro ao atual governo ilegitimo: basta assistir o documentário que trata dos crimes da Volksvagem durante a ditadura militar de 64 com prisão, espancamento, tortura, desaparecimento e lista negra de operários, em colaboração com o Dops. Além do milicanalha brasileiro na direção do setor de segurança, a Volks trouxe para trabalhar naquela mesma área o famigerado Franz Stangl, assassino reconhecido e procurado, comandante dos campos de extermínio de Sobibor e Treblinka. Stangl trabalhou no Brasil com o seu próprio nome (o debochado Carl Hahn, ex-presidente do grupo, entrevistado, responde com a sua cara de merda e sua boca torta que ele não sabia e que a direção da Volks não tinha decorado à memória os nomes dos comandantes nazistas).

    A revista «Isto é» na edição de 03-06-1992, na página 60, traz a noticia que a RTL alemã, Rede de Televisão de Luxemburgo, exibiu por duas semanas um comercial de chocolates nos intervalos noturnos da programação de filmes pornográficos com o Hino Nacional brasileiro e a nossa bandeira como pano de fundo. O Itamaraty reclamou mas deve ter recebido em troca um sonoro ”o que elas querem é poder”. Nada foi modificado ou retirado no comercial dos chocolates suíços OnKiss. A classe dominante brasileira além de indigna sempre foi lacaia dos interesses alienos. Foi preciso o operário Lula e o PT no governo para demonstrar que não somos todos como a nossa ”elite”. — Lula Presidente em 2018! Independência ou morte! Link do documentario: http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/07/autora-de-documentario-sobre-a-volks-quis-entender-relacao-do-brasil-com-o-passado

    4. Japão — Em 1947, o governo dos EUA imbuido das melhores intenções, reprimiu sindicatos, forças democráticas e colocou o Japão firmemente nas mãos dos malvadissimos fascistas imperiais japoneses; criaram um sistema misto de poder estatal e privado que dura até hoje, praticando a censura e o revisionismo histórico. Ser prisioneiro politico (comunista) no Japão, hoje, é como viver nas prisões da idade média europeia. A direita prevaleceu.

    5. — Coréia. Quando Os EUA entraram na Coréia, em 1945, dissolveram o governo popular local, composto basicamente de antifascistas, que resistiram aos fascistas japoneses, inaugurando uma repressão brutal, usando a polícia fascista japonesa e coreanos colaboradores. Cerca de cem mil pessoas foram assassinadas na Coréia do Sul antes daquilo que foi chamado Guerra da Coréia. Inclusive, foram mortas entre trinta e quarenta mil pessoas durante a repressão de uma revolta camponesa, na pequena região da Ilha de Cheju. A direita prevaleceu na Coréia do Sul.

    6. — Timor-Este. Em 1975 a Indonésia invadiu a colonia portuguesa e praticou massacres por cinco anos consecutivos contando com total apoio militar, politico e logistico dos EUA e do Canada, no mais completo silêncio da midia estadunidense. Até 1980 os indonésios exterminaram cerca de 250 mil pessoas. Para os historiadores a questão de Timor-Este foi o pior ato de genocidio praticado depois do holocausto. A midia estadunidense nunca permitiu que vazasse para a opinião publica a real dimensão das atrocidades praticadas com o apoio de Washington. Em Timor-Leste a direita prevaleceu.

    Bem antes do inicio do genocidio de Timor-Leste, em 1968, os EUA iniciaram o bombardeio do Vietnã e continuaram por cinco longos anos. A Cia estimou a morte de cerca 600 mil vietnamitas entre 1970 e 1975. Os EUA destruiram literalmente o pais. Numero muito superior de sobreviventes tivera sorte infinitamente pior e sucumbiram em virtude da selvageria estadunidense. Foi essa condição infernal que floresceram os Khmer vermelhos, até então figuras de segundo plano, que passaram a contar com os camponeses. Como notou Chomsky essa é a historia verdadeira até 1975.

    A partir daquela data a midia começou a falar de genocidio praticado pelos ”vermelhos” com a intenção de enganar a opinião publica. No mais completo deboche o titulo do livro mais vendido nos EUA, naquele periodo, foi ”Homicidio de uma Doce Terra” (Murder of a Gentle Land). O governo mentindo despudoradamente, vendera a ideia que até abril de 1975 aquela era uma região de gente pacifica e sorridente até a chegada de Pol Pot, responsável pela morte de cerca dois milhões de pessoas, cifra absolutamente falsa e sem alguma prova, usando até fotos falsas que teriam impressionado um tipo como Stalin. A cumplicidade criminal da midia não permitiu que atrocidades infinitamente maiores das quais Washington fora diretamente responsável, chegassem ao conhecimento publico. Os norte-americanos massacraram 3,5 milhões de vietnamitas, e quase mais outro milhão de cambodianos, para “defender a democracia” no sudeste da Ásia. 

    As tentativas enganosas de Kissinger, dizendo que visava com elas a assegurar uma “paz honrosa” para os EUA na guerra do Vietnã mereciam, no mínimo uma seção de socos e chutes no saco dele. Aquelas infindáveis negociações promovidas por Kissinger conseguiram estender a guerra por mais quatro anos, ao custo de 22 mil norte-americanos e incontáveis vietnamitas mortos. Segundo o pesquisador Larry Berman da University of California, os acordos de paz negociados por Kissinger não foram negociados para funcionar, mas exclusivamente para servir como cobertura para uma guerra aérea brutal e ininterrupta, a partir do primeiro momento em que foram violados. Berman escreve que “Nixon reconheceu que a vitória e a paz eram objetivos inalcançáveis (a vitória era impossível); e que ele planejou um impasse sem fim, para o qual usou os bombardeiros B 52s para segurar no cargo o governo do Vietnã do Sul até o final de seu mandato em Washington (…). Poderia talvez ter dado certo, não fosse o ‘evento’ Watergate.”

    7. — Guatemala: o país mais importante da America Central, o primeiro governo democrático da história da Guatemala, inspirado no New Deal de Roosevelt, provocou raiva nos EUA. Em 1954, com Eisenhower, a CIA transformou a Guatemala num inferno em terra. Desde então, manteve-se assim, durante os governos Kennedy, Johnson, Carter, Reagan e Bush. Até o criminoso Kissinger reconheceu que as FFAA guatemaltecas cometeram massacres contra os civis. De 1954 até o final da década de oitenta, morreram cerca de 83 mil pessoas, 100 mil refugiaram-se no Mexico e cerca de 1 milhão foram transferidas. A Guatemala tornou-se o açougue que é até hoje, com a intervenção regular dos Estados Unidos sempre que as coisas ameaçam sair fora da linha. A Igreja do Verbo, seita fundamentalista estadunidense, apoiada por seitas protestantes, transformou-se em centro de poder; A direita prevaleceu na Guatemala.

    8. — Na Nicarágua houve real e substancial esforço em resolver as injustiças da posse da terra e em estender serviços médicos, educacionais e agrícolas às famílias de camponeses pobres. A Nicarágua é tão importante para o empresariado americano que ela poderia sumir do mapa que ninguém perceberia. A mesma coisa com El Salvador. Mas ambos foram submetidos a assaltos homicidas pelos EUA, com o custo de centenas de milhares de vidas e muitos bilhões de dólares. A razão? Perigosos como exemplo. Se uma ilha pequena e pobre como Grenada pode ser bem-sucedida, alcançando um melhor nível de vida para seu povo, em outro lugar que tenha mais recursos as pessoas poderão perguntar: “E nós, por que não?” João ”santo subito” e seu pastor alemão B 16 destruiram a Teologia da Libertação e as experiências das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e dos conselhos de leigos nas paróquias, na base de uma demoníaca e psicopática perseguição. A repreensão pública ao padre Ernesto Cardenal, aliado dos sandinistas e as ostensivas repreensões a dom Oscar Romero, deram o ”via” à malhação com o desfecho mortal durante a celebração da missa.

    
Em dezembro de 1989, os EUA comemoraram a queda do Muro de Berlim invadindo o Panamá de modo fulminante, matando centenas ou talvez milhares de civis inocentes (ninguém sabe ao certo). Os covardes do Pentagono usaram até o sofisticado Stealth para bombardear bairros pobres da perferia. Com isso, restauraram o poder da direita branca e corrupta, que havia sido destituída por Torrijos, assegurando-se um governo lacaio na mudança administrativa do Canal.

    • Em sintese é o “Destino Manifesto” e politica do “Big Stick”. O mais vergonhoso e encontrar brasileiros que adotam o complexo de viralatas ao adularem os americanos do norte

  • A entrevista do golpista, Tompson, presidente do TRF4, neto do Tompson ex-presidente do STF, mostra o quanto a nossa vergonhosa justiça é corporativa e porque não dizer hereditária. A justiça brasileira está no esgoto.É uma ustiça da casa grande eminentemente branca, está de costas para o Brasil real do povo que tem a cara do presidente Lula.

  • ” A menos que Paulsen e Laus ajam de forma absolutamente suspeita e mudem a visão deles sobre uso de indícios como provas – eles dizem que delações sem provas não são provas -, devem absolver Lula como absolveram Vaccari.”

    Tem que ser muito ingênuo para ignorar a pressão dos blogs sujos sobre os dois desembargadores já que não contam com o voto de Gebran.

    A maioria dos blogs progressistas são inexpressivos e passam batido pela opinião pública mas teimam em vociferar uma importância que, não obstante o lulopetismo ter caído no semiostracismo, já não possuem mais.

    Faltam uns 14 meses para a decisão do TRF4. Até lá, blogueiros como o Eduardo irão tonificar seus posts com a cantilena do golpismo até que a dura realidade os atinja mostrando-lhes aquilo que eles mais temem; Lula levará todos nas sua queda.

      • O problema, Eduardo, é dar espaço na sua sessão de comentários a pessoas como esse tal de Luiz, que infelizmente, não vêm aqui para fazer críticas construtivas com um contraponto respeitoso a você.

        Só servem para acusá-lo de tudo quanto é adjetivo ou, como no caso desse cidadão boçal aí acima, sugerir bobagens sobre seu caráter dizendo que irá “cair” junto.

        Isso não é ser um moderado democrático, mas suicida, já que muitos comentaristas responsáveis e dispostos a um bom debate, acabam se afastando devido a esse nível de trollagem.

        Sinceramente, espero que no projeto do novo formato do Blog, esteja sendo considerada a rejeição de comentaristas que “cagam pelos dedos”.

        Desculpe a sinceridade.

    • Imbecil, Lula pode cair, mas a sua ideia de governo persistira’, palerminha. E foi nela que votamos em 2002, 2006, 2010 e 2014. E assim continuara’, enquanto houver democracia.

  • Cada caso é um caso.
    Lembre-se que muitas sentenças foram até ampliadas. Para isso existem os recursos. Ainda mais numa “justissa” composta por imbecis do cursinho pré concurso- ajuda a minimizar as inevitaveis falhas.

  • Todos que apoiam o Lula são obrigados a repetir o mantra “Não há provas”, mas na sentença que foi TECNICAMENTE muito bem feita o juiz Moro desmente isso.

    Aliás é a mesma coisa que o presidente do TRF4 diz, mas não leu o processo todo (alguém aqui leu?) tudo que ele fez foi elogiar a sentença que certa ou errada foi TECNICAMENTE bem feita.

    Mas a esquerda diz que não existem provas (baseado em que?) que o desembargador usa lenço e joga tênis, logo é coxinha (preconceito puro), que o cidadão tem culpa porque o avô tinha escravos ou porque o pai foi juiz durante a ditadura, na Coreia do Norte prendem a família inteira de um cidadão quando ele comete um crime o que me parece um absurdo mas aqui a esquerda culpa todos pelos erros de seus antepassados. Ridículo.

    No mais o Brasil é o único país do mundo com 4 instancias jurídicas o Lula já perdeu em uma, tenho certeza que a esquerda vai diminuir o TRF4 como fizeram com o Moro se o Lula for condenado, o mesmo vai acontecer com o STJ e depois com o STF. É mais fácil para os doutrinados acreditar que o Lula é honesto e todo o resto está errado, do que o contrário.

    • Guilherme, também sou contrário a essa forma de acusação, mas é usada por todo o espectro político e não apenas pela esquerda. Sempre farão argumentação contrária, ad hominem, ou tentando pegar supostas manchas no passado de familiares das figuras que querem criticar.

      E isso não é exclusividade do nosso país. Em diversos países de democracia eleitoral, é uma tática de desconstrução de imagem.

      Agora, a posição dos juristas críticos ao processo do apartamento de Guarujá, como um todo, leva em consideração dois pontos fundamentais: Lavagem de dinheiro não se faz com ocultação de patrimônio e, não se pode argumentar sobre “posse de fato” de uma propriedade se, não há no registro de imóveis associação do mesmo ao nome do suposto proprietário.

      E para se usar laranjas, o mesmo deveria ter permanecido em nome de pessoas terceiras de confiança, permitindo a lavagem de dinheiro de determinada contrapartida feita por aquele político. E, nem suposta ação ou a contrapartida tem PROVAS da sua correlação.

      Não sou nenhum profissional ou estudioso de Direito, portanto, não posso opinar sobre o fato da construção da sentença condenatória ter sido tecnicamente “perfeita”. O que entendendo, a partir de opiniões até de profissionais contrários politicamente à esquerda, Lula e ao PT, é que a argumentação da peça acusatória trabalhada pelo MPF, e acatada em boa parte pelo juiz Moro, é frágil exatamente pela ausência do elo comprobatório entre a suposta propina, contrapartida e lavagem de dinheiro por ocultação (que chega a ser paradoxal por natureza).

      Agora, se a esquerda vai ou não “diminuir” o TRF-4, é parte do jogo político e um direito de expressão.

      Lembre-se que Janot, Procurador-Geral da República foi chamado de Procurador petista por editorial de um dos maiores jornais conservadores de São Paulo.
      Apenas por ter proposto o afastamento de Temer, com áudios e arquivos relacionados ao caso JBS.

  • Edu, espero estar enganado, mas acho que você encontrou um novo “Dallari” pra ficar sonhando com esta justiça.
    Não acredito. O Lula será condenado em segunda instância e dependerá de outro recurso a instâncias superiores.
    O que vem de pressão em cima dessa moçada ainda não mostrou 1% de sua força.

  • O unico com 4 instâncias juridicas, mané ? Acaso o aecio ja passou por alguma?
    So que no ano anterior ao golpe contra Dilma e tres antes da eleiçao de 18, ”por acaso” passou a nova Lei de tornar ficha suja quem caisse em apenas DUAS instâncias.
    Isto veio bem a calhar, mané.

  • Vão tentar matar o lula através de muito “stress” como fizeram com a Marisa com êxito. Processos, encheções de saco, tudo que pode abalar a saúde mental e física do ex presidente. Caso não funcione, poderão matá-lo da maneira comum mesmo. É preciso muito cuidado quando viajar para fazer campanha, se puder, terá que usar colete à prova de bala. A intenção é acabar e riscar do mapa o mito Lula. Desta vez, estão unidos todos que querem o poder, os barões da corrupção estão dispostos a tudo. A intenção é poder roubar sem ser mais incomodados por ninguém. A coisa vai ficar feia. Vão tentar comprar e intimidar todo mundo. 2018 promete muita confusão e um das eleições mais complicadas do Brasil.

Deixe uma resposta para marcosomag Cancelar resposta