Bolsonaro quer deixar transferência da embaixada em banho-maria

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, não pretende voltar atrás publicamente da decisão de mudar a embaixada do Brasil em Israel, de Tel-Aviv para Jerusalém. Mas tampouco deve avançar o sinal. A opção, até segunda ordem, é deixar o assunto em banho-maria, sem anunciar data para que a transferência ocorra.

Segundo um interlocutor frequente do futuro presidente, ele sabe que “há implicações geopolíticas importantes” e que mudar a embaixada “é um passo arriscado”. Está sendo aconselhado a implantar qualquer decisão “de forma paulatina”.

A abertura de um escritório de negócios em Jerusalém, por exemplo, poderia ser uma alternativa à mudança pura e simples do endereço da representação diplomática.

Um dos temas da conversa que Bolsonaro teve com o embaixador de Israel, Yossi Shelley, foi justamente a abertura de um escritório da República Tcheca em Jerusalém. O assunto foi puxado pelo diplomata.

O setor militar do governo é um dos que alertam para as possíveis consequências de um gesto mais radical. O general e vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, disse à Folha que a mudança da embaixada pode transferir o terrorismo para o Brasil.

Da FSP