The Guardian tenta entender política de retrocessos bolsonarista

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A decisão de Bolsonaro de entregar o Meio Ambiente aos interesses do agronegócio, colocar em risco comunidades indígenas protegidas e praticamente liberar a Floresta Amazônica para a exploração econômica tem causado espanto no mundo e motivou críticas contundentes de publicações internacionais como as feitas pelo jornal britânico The Guardian.

“Bolsonaro parece disposto a levar uma marreta para a duramente conquistada reputação do Brasil como líder global na luta contra a mudança climática e anunciar uma nova era de demolição na Amazônia”, publicou o diário europeu no dia da posse do novo capacho da elite e dos interesses norte-americanos.

No dia seguinte à posse, terça-feira (2), o mesmo The Guardian voltou a publicar reportagem ainda mais em choque com o que havia feito o mandatário da extrema-direita em apenas 24h no comando. “Horas depois de tomar posse, o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, lançou um ataque às proteções ambientais e amazônicas com uma ordem executiva transferindo a regulamentação e a criação de novas reservas indígenas para o Ministério da Agricultura – que é controlado pelo poderoso lobby do agronegócio”, diz trecho da reportagem.

A publicação ainda mostrou a opinião de diversas lideranças indígenas que alertaram sobre a possibilidade de aumento do desmatamento e da violência diante das propostas já colocadas em prática por Bolsonaro. “Vamos passar por outro processo de colonização, é isso que eles querem”,lamentou o líder indígena Tuxá.

Por meio de nota, o PT também refutou as decisões do neoliberal e já se colocou à disposição para lutar pelos direitos indígenas e quilombolas.  O PT e suas bancadas na Câmara e no Senado lutarão com denodo e firmeza contra tal medida absurda e tomarão todas as iniciativas cabíveis para revertê-la. Por último, conclamamos os povos indígenas, as comunidades quilombolas e todas as instituições dedicadas à proteção de seus direitos e do meio ambiente a se unirem a nós nesta luta imprescindível”, informou o documento.

Do PT