Humberto Costa: “Essa reforma é uma mentira contra os pobres”

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Foto: Ana Luiza Sousa

Com receio de a reforma da Previdência trazer prejuízos irreversíveis aos trabalhadores brasileiros e alargar ainda mais o fosso entre ricos e pobres no país, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), detonou, nessa terça-feira (9), a proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que está na pauta do plenário da Câmara dos Deputados.

Para Humberto, o Palácio do Planalto ainda não tem os votos suficientes para garantir a aprovação do texto e está mergulhado na política do “toma lá, dá cá”, com a liberação de bilhões em emendas e cargos para conseguir levar a proposição ao Senado.

O parlamentar entende ser inconcebível se aprovar uma reforma da Previdência sem antes combater as fraudes e que reduza à metade as aposentadorias enquanto se perdoa dívidas bilionárias de empresários com o INSS.

Ele afirmou que essa reforma não serve ao Brasil nem aos brasileiros, pois foi feita sob medida para o mercado, com quem o presidente tem faturas a pagar, e atende aos interesses do ministro da Economia, Paulo Guedes, um entusiasta do falido modelo chileno adotado pela sanguinária ditadura de Augusto Pinochet.

“Em diversos casos, o valor dos benefícios pagos pelo INSS ficará abaixo de um salário mínimo, que, por si só, já não é suficiente para custear uma existência digna. Então, isso não é combater privilégios. É sentenciar à morte milhões de cidadãos, especialmente os que estão na fase mais vulnerável da vida, que é a velhice”, resumiu.

Para Humberto, a reforma do governo Bolsonaro é pior que a de Temer e é o texto da exclusão, do massacre social, é a reforma que vai alargar o fosso entre ricos e pobres, lançando milhões de trabalhadores a um futuro de miséria. Não podemos retirar direitos dos mais pobres em benefício do mercado financeiro. O próprio partido do governo está dividido, com muitos deputados ameaçando votar contra”, ressaltou.

Do PT