Brasileiros no exterior têm vergonha de Bolsonaro

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Enquanto o presidente Jair Bolsonaro segue em sua irresponsável cruzada pela volta à normalidade em meio à pandemia do novo coronavírus, dando sucessivos maus exemplos e confrontando quem tenta combater a doença, brasileiros que vivem na Nova Zelândia veem o país superar a Covid-19 com liderança e coesão política, ciência e disciplina. Com dimensões pouco inferiores às do Tocantins e uma população de menos de 5 milhões de habitantes, dos quais cerca de 5.500 brasileiros, o pequeno país da Oceania conseguiu “eliminar” o coronavírus, como apontou a prestigiosa revista médica britânica The Lancet neste sábado, 9.

“Foi um privilégio passar a pandemia aqui”, diz a coach paulistana Ísis Oliveira, 32 anos, que vive com o marido há dois anos em Auckland, a maior cidade neozelandesa. Até este sábado, 71 dias depois do registro do primeiro caso de Covid-19, o país governado pela primeira-ministra Jacinda Ardern tinha 1.142 infectados e 21 mortos. Nesta semana, apenas sete novos casos e duas mortes foram registrados.

A estratégia agressiva da Nova Zelândia no combate ao coronavírus, aconselhada por cientistas de universidades locais, foi colocada em prática em março, um mês depois do primeiro caso. Ardern anunciou um lockdown, com fechamento de fronteiras, quarentena rigorosa e testagem em massa. Àquela altura, o país ainda não havia contabilizado o primeiro morto pela infecção. “Senti os sintomas, fiz uma consulta online e falei o que estava sentindo. A médica fez meu encaminhamento online, fui à clínica e fiz o exame dentro do carro, tudo muito seguro”, relata a designer de interiores gaúcha Sabrina Ramos, 41 anos, que vive com o marido e um filho de 5 anos em Auckland desde março de 2019. O exame dela deu negativo para Covid-19.

O plano de entrada e saída do país da quarentena tem quatro níveis. O quarto, de isolamento mais agudo, foi ultrapassado no final de abril. Atualmente no terceiro nível, que permitiu a reabertura de parte das unidades de educação infantil e dos negócios, a Nova Zelândia pode avançar ao nível 2 na próxima segunda-feira, 11, caso haja certeza de que a transmissão comunitária cessou.

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