Operação contra Witzel derruba secretários

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Foto: Adriano Machado / Reuters

Dois dias após ser alvo de operação da Polícia Federal, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, exonerou o secretário da Casa Civil, André Luis Dantas Ferreira, conhecido como André Moura, e o secretário de Fazenda, Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho. A saída foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio nesta quinta-feira, 28.

Presidente estadual do PSC em Sergipe, Moura assumiu a Secretaria da Casa Civil em setembro de 2019. Deputado federal por dois mandatos, foi um dos principais aliados de Eduardo Cunha e atuou como líder do governo de Michel Temer no Congresso. O agora ex-secretário também foi prefeito do município de Pirambu por dois mandatos consecutivos. Nesta quinta, no Twitter, ele elogiou Witzel e escreveu que o governador tem sido “correto” e dado autonomia para seu trabalho na pasta.

 

O engenheiro agrônomo Luiz Claudio foi Secretário de Estado da Fazenda de São Paulo e fiscal tributário no Mato Grosso do Sul.

Witzel, que ainda não se manifestou sobre a exoneração dos secretários, nomeou Raul Teixeira e Guilherme Macedo Reis Mercês para a Casa Civil e Fazenda, respectivamente.

Mercês foi economista-chefe da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e atualmente estava na Subsecretaria de Indústria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Em sua página do Linkedin, Teixeira diz que foi procurador do Estado e atuava como subsecretário jurídico da Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança do Rio.

A troca de dois dos secretários mais importantes de Witzel se dá dois dias depois de o governador e sua esposa, Helena Witzel, terem sido alvos da operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão. A Operação Placebo investiga desvios de recursos durante a pandemia do novo coronavírus.

O Ministério Público Federal apontou “vínculo bastante estreito e suspeito” entre a primeira-dama do Rio e a empresa DPAD Serviços Diagnósticos Limitada, de Alessandro de Araújo Duarte, apontado na investigação como suposto operador do empresário Mário Peixoto.

Estadão