Mulher de Queiroz finalmente coloca tornozeleira

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Foto: Fabiano Rocha / Fabiano Rocha

Márcia Oliveira de Aguiar, mulher do ex-assessor Fabrício Queiroz, colocou a tornozeleira eletrônica na manhã desta sexta-feira. Ontem, o desembargador Milton Fernandes de Souza mandou intimá-la para comparecer à central de monitoramento no prazo de 24 horas para colocar o aparelho.

Márcia está desde sábado em prisão domiciliar junto com Queiroz, no apartamento deles na Taquara, no Rio. Anteontem, o casal se apresentou pela primeira vez ao Ministério Público no caso da rachadinha, 19 meses após a primeira convocação, mas preferiu permanecer em silêncio. Tanto Márcia quanto Queiroz apareceram na varanda do apartamento e foram flagrados por fotógrafos.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou em nota que Márcia Oliveira de Aguiar esteve, nesta sexta-feira, no local indicado para a instalação de tornozeleira eletrônica.

“A mesma recebeu as orientações necessárias e cumpriu todos os trâmites de praxe para o cumprimento da decisão judicial”, informa a nota.

Ela e Queiroz, ambos ex-assessores de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), tiveram a prisão preventiva decretada em junho, mas foram autorizados pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, no último dia 9, a permanecer em casa.

Pela decisão do STJ, os dois serão monitorados por tornozeleira eletrônica. Queiroz já saiu do Complexo de Gericinó (Bangu 8), na Zona Oeste do Rio, com o aparelho, enquanto Márcia tinha até cinco dias úteis após notificação feita pela Justiça, para se apresentar à Secretaria e instalá-la, conforme decisão judicial. A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que ela colocou nesta sexta-feira a tornozeleira.

O casal é investigado no caso da “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. Queiroz foi preso no dia 18 de junho em Atibaia, no interior de São Paulo, em um endereço que é identificado como um escritório de Frederick Wassef, advogado que representava Flávio no procedimento de investigação do Ministério Público do Rio até o momento da prisão do ex-assessor. Depois da repercussão da operação, Wassef deixou o caso.

Márcia não foi encontrada no dia da ação e nem se entregou às autoridades e, por isso, era considerada foragida. Ela se apresentou apenas no último sábado, quando já havia a decisão do ministro autorizando a prisão domiciliar.

A ação do MP foi batizada pelos investigadores de “Operação Anjo”. Esse nome foi dado por causa do apelido do advogado Frederick Wassef. Ele era chamado de “Anjo” pelo clã bolsonarista na intimidade e por Queiroz e familiares em trocas de mensagens.

O GLOBO mostrou que, durante a ação de busca e apreensão no apartamento de Queiroz e Márcia, feita em dezembro do ano passado, o Ministério Público do Rio apreendeu uma agenda em que a ex-assessora fez uma espécie de ensaio do depoimento que prestaria aos promotores que investigam as suspeitas de rachadinha no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Alerj. Em quatro páginas manuscritas, Márcia listava as funções de um assessor parlamentar.

O Globo