Pandemia explode no México

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Foto: El Universal

O México se tornou o quarto país no mundo com maior número de mortes em decorrência do novo coronavírus. O Ministério da Saúde mexicano informou neste domingo (12/07) ter contabilizado um total de 35.006 óbitos pela covid-19.

Assim, o país latino-americano ultrapassou a Itália, que já registrou 34.954 vidas perdidas pela doença, ficando atrás apenas de Estados Unidos, Brasil e Reino Unido.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse que o desenvolvimento da pandemia no México “é positivo, é bom”, ressaltando, em mensagem nas redes sociais, que apenas nove dos 32 estados do país tiveram aumentos de infecções. “Em 23 estados, existe uma diminuição”, afirmou. “Estamos cuidando para que não ocorra um saturamento dos hospitais desde o início da pandemia.”

Ele garantiu que a epidemia “está perdendo intensidade” no país e insistiu que existe uma “outra pandemia”, que é a “do alarmismo e da imprensa marrom”, termo usado para se referir a veículos considerados sensacionalistas.

No entanto, em três dias da semana passada registraram-se recordes diários de novas infecções. O secretário de Prevenção e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde mexicano, Hugo López-Gatell Ramírez, informou que o total de casos confirmados do novo coronavírus chegou a 299.750 no domingo.

Em números absolutos de infecções, o México se encontra em sétimo lugar no mundo, atrás de Estados Unidos (3,3 milhões), Brasil (1,86 milhão), Índia (878 mil), Rússia (726 mil), Peru (326 mil) e Chile (315 mil), de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Em total de óbitos, o país latino-americano perde para os Estados Unidos, onde até este domingo foram contabilizados cerca de 135 mil mortos, Brasil, que tem mais de 72 mil vítimas, e Reino Unido, com quase 45 mil.

Nas últimas semanas, a América Latina se tornou um novo foco da pandemia, com mais de 144 mil mortes registradas oficialmente, segundo levantamento da agência de notícias AFP. Depois de Brasil e México, Peru, Chile e Colômbia são os países mais afetados.

DW