Bolsonaro conseguiu desovar toda cloroquina

Todos os posts, Últimas notícias

Foto: CFMl/Divulgação

O Ministério da Saúde afirmou nesta quinta-feira (3/9) que o estoque de cloroquina está zerado e a pasta está distribuindo a medicação que foi doada pelo governo dos Estados Unidos, mediante demanda. De acordo com secretários da Saúde, há ainda o interesse do órgão na aquisição de mais comprimidos da cloroquina. Segundo o ministério, já foram distribuídas 5,6 milhões de unidades do medicamento.

“Como foi demonstrado nosso estoque de cloroquina está zerado e nós estamos distribuindo, mediante demanda, hidroxicloroquina que nos foi doada pelos Estados Unidos”, relatou o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco.

Para distribuir esses comprimidos doados pelos EUA, o ministério explicou que é necessário o fracionamento, já que eles foram doados em frascos com 500 e 100 comprimidos. Por ser um frasco com muitas unidades, há necessidade de fazer esse fracionamento.

“Nós estamos tornando público um guia de orientação para ajudar na ponta como fazer esse fracionamento”, indicou o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto. Esse guia orientará os gestores locais, secretários municipais e estaduais que desejam obter o medicamento.

“Fracionamento é você pegar uma troca, uma medicação que vem, por exemplo, em 100 unidades e dividir em parcelas menores para facilitar o uso, alterando para a quantidade mais adequada ao tratamento proposto”, esclareceu Angotti.

Durante a coletiva, o secretário ainda voltou a ressaltar a existência de evidências científicas que apontam que a hidroxicloroquina é eficaz em relação a covid-19.

“O fato é que, hoje em dia, temos evidências do nível 2-A sobre hidroxicloroquina, o regime terapêutico que está incluído na nota informativa. O que se tem hoje de evidência é que essa medicação (hidroxicloroquina), que consta na nota informativa, diminui o risco da pessoa ser hospitalizada, ir para tubo, e diminui risco da pessoa morrer por causa de covid. Isso, cientificamente, é mais que verificado em vários níveis de evidência”, disse.

Correio Braziliense