Bolsonaro reitera “sonho” de ver “todo mundo armado”

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Foto: Aílton de Freitas

Em um aceno aos seguidores da ala ideológica, o presidente Jair Bolsonaro zerou ontem a alíquota de importação de armas de fogo. A medida foi publicada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), que retirou a cobrança de 20% a partir de 1º de janeiro de 2021.

Bolsonaro, que tem na flexibilização da posse e porte de armas uma de suas principais bandeiras, exaltou a medida logo cedo em suas redes sociais.

“A Camex editou resolução zerando a alíquota do Imposto de Importação de Armas (revólveres e pistolas)”, escreveu, junto a uma foto sua com arma em punho em um estande de tiro.

O presidente ressente-se de não ter realizado alterações mais significativas na área até agora e frequentemente diz, quando cobrado por apoiadores, que já fez o que estava ao seu alcance e agora as mudanças dependem de apoio do Congresso. Bolsonaro também já declarou que gostaria de ver “todo mundo armado” no país pois isso seria garantia de liberdade.

Horas após anunciar a medida, o presidente dedicou sua agenda a eventos voltados a alas de sua base mais fiel, dos militares e conservadores. Em almoço de confraternização no Clube da Aeronáutica, disse que se comportou “muito bem” na gestão da pandemia de covid-19, que já matou mais de 178 mil pessoas no país.

A declaração ocorreu um dia depois de governadores dos Estados terem cobrado do governo um plano efetivo para início da vacinação no país contra o coronavírus.

“O Brasil olha para nós. Tem um presidente e um vice que são militares. Buscam com lupa possíveis defeitos. Buscam de todas as maneiras até mesmo nos desacreditar. E passamos neste ano um momento dificílimo com a pandemia”, argumentou. “Juntamente com os nossos colegas, ministros civis, nos comportamos muito bem. Não só na questão da economia bem como na busca de diminuir o sofrimento de nossos irmãos.”

O presidente tem sido criticado dentro e fora do país por sua condução na pandemia. Ao longo do ano, chamou a covid-19 de “gripezinha” e tentou sabotar medidas de restrição da atividade econômica adotadas por governadores e prefeitos para diminuir o contágio pelo vírus. Recentemente, chamou o uso de máscaras de “o último mito a cair” em relação ao combate ao alastramento da doença e fez propaganda de um medicamento sem eficácia comprovada.

Bolsonaro foi ao evento acompanhado de alguns de seus principais ministros militares e do vice, Hamilton Mourão.

A exemplo de Bolsonaro e dos ministros presentes, a grande maioria dos convidados permaneceu quase todo o evento sem máscara, contrariando recomendação de autoridades de saúde.

Mais tarde, o presidente participou em cerimônia fechada no Planalto do lançamento da “Estratégia Nacional de Fortalecimento dos Vínculos Familiares”, pauta coordenada pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

Valor Econômico

 

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