Lorenzoni incrimina Bolsonaro com suas ameaças

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Foto: Cristiano Mariz/VEJA

Onyx Lorenzoni e Élcio Franco reuniram a imprensa para esclarecer o caso Covaxin.

Esclareceram mais do que gostariam.

No meio de muito lero-lero irrelevante, reconheceram que no dia 18 de março existia uma invoice cobrando pagamento antecipado. E que essa invoice foi corrigida no dia 23. Já seria uma história estranha porque ninguém manda invoice se o pagamento não for devido, mas porque se passaram cinco dias até a retificação? e o que aconteceu entre o dia 18 e o dia 23?

O que aconteceu é que no sábado, dia 20 de março, Ricardo Miranda comunicou a Jair Bolsonaro que vinha sofrendo pressões indevidas para efetuar um pagamento antecipado e irregular. Não há registro de que Bolsonaro tenha informado a denúncia à Polícia Federal, e o fato é que na terça-feira 23, apareceu uma invoice retificada — que, providencialmente, esvaziava a denúncia.

Ao tentar proteger o governo, Lorenzoni e Franco lançaram uma sombra de suspeita de corrupção sobre o próprio presidente da República.

E, como tudo indica que Bolsonaro recebeu a denúncia e não tomou providência, isso se enquadraria em crime de prevaricação.

Além disso, Lorenzoni ameaçou e intimidou as testemunhas (o que é em si, crime), elevando brutal e desnecessariamente a temperatura da crise — Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues deixaram claro que o que se o ministro insistir nessa atitude, será preso.

Lorenzoni e Franco deixaram claro que não pretendem investigar nada a respeito do caso, e fugiram, deixaram muitas perguntas sem resposta.

O ministro e o ex-secretário fizeram o serviço completo: aumentaram as suspeitas, deterioram a relação com a CPI , comprometeram a pessoa do presidente e acirraram a crise.

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