Presidente da Câmara tentou fazer Bolsonaro calar a boca

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Foto: Miguel Schincariol / AFP

Uma conversa entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Arthur Lira (PP-AL) precedeu a ida do presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o encontro com Luiz Fux. Na segunda-feira, antes da crise de soluço escalar e ganhar contornos hospitalares, Bolsonaro disse estar alinhado com o Judiciário a despeito dos ataques recentes a ministros como Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na conversa, Lira apontou para Bolsonaro que os ataques estavam sendo prejudiciais ao próprio presidente. O que aconteceu com o projeto sobre o voto impresso tornou-se, segundo o presidente da Câmara, o maior sintoma de que a verborragia atrapalha. Há um mês, Lira dizia para quem lhe perguntasse que o tema seria aprovado pelos deputados na medida em que até parlamentares de esquerda (PDT, por exemplo), estavam tornando-se favoráveis à medida.

Como Bolsonaro passou a dar declarações ameaçadoras sobre a realização das eleições de 2022, ministros do STF e presidentes de partidos se mobilizaram para derrubar o voto impresso nas últimas semanas. Deu certo. Embora a base bolsonarista tenha manobrado na sexta-feira, último dia antes do recesso, e adiado a votação da proposta na comissão especial, Lira está convencido que o governo será derrotado em agosto e não haverá voto impresso no ano que vem.

O deputado do PP também considera que os confrontos estimulados pelo presidente alimentam ainda mais o ambiente de denúncias contra o Planalto e seus aliados. Em duas semanas, seu nome apareceu no noticiário de escândalos da Saúde como ainda não havia ocorrido. No programa Roda Viva da segunda-feira passada, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) deixou correr a informação, sem desmentir, de que Lira teria sido o deputado que colocou o dedo na cara do ex-ministro Eduardo Pazuello ameaçando-o com a sua queda. O presidente da Câmara nega ser o personagem do enredo.

Nos últimos dias, Lira conversou com dois membros da CPI da Covid preocupado com o fato de o senador Renan Calheiros, seu rival alagoano, tentar colocá-lo no relatório final da comissão parlamentar de inquérito: o amigo e correligionário Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), lhe garantiram que ele não é foco da comissão. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), contudo, seguirá como alvo dos trabalhos em agosto.

Mesmo o PP estando no foco dos escândalos da Saúde ao lado dos militares, o espírito de união na sigla segue sem existir. Arthur Lira e Ricardo Barros mantêm a rivalidade de anos. O presidente da Câmara se recorda dos tempos em que era líder do PP e Barros, ministro da Saúde. Por deixar parlamentares esperando por horas para serem recebidos na Esplanada, Lira dizia que Barros agia como se tivesse o rei na barriga. Desde essa época, é cada um de um lado no PP. Desde junho, quando o presidente da Câmara estimulou o deputado Luis Miranda a levar à frente as denúncias sobre a aquisição da vacina indiana Covaxin via empresa Precisa, a vida de Barros não é mais a mesma. Lira ainda trabalha para vê-lo fora da liderança do governo no segundo semestre.

O Globo 

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