Ocorrido durante intervenção federal, assassinato de Marielle tem ex-MDB como possível mandante

Até o presente momento pesava sobre Brazão apenas a suspeita de plantar uma testemunha para incriminar o vereador Marcelo Siciliano (PHS) –adversário pela hegemonia eleitoral em áreas da zona oeste do Rio dominadas por milícias.

Ex-parlamentar e conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Brazão foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido por agentes da PF no último dia 21 de fevereiro.

Ex-interventor do RJ diz que poderia ter anunciado quem “acha” que matou Marielle

– Nós fizemos todo um trabalho. Não procuramos um protagonismo. Eu poderia ter anunciado quem a gente acha que foi, ou dito ao (general) Richard (Nunes, secretário de Segurança Pública durante a intervenção, para que o fizesse), mas quisemos fazer um trabalho realmente profissional – afirmou o ex-interventor nesta sexta-feira, no evento de transmissão de cargo do comando do Exército, em Brasília.

Mortes causadas por PMs aumentam, mas general considera intervenção no RJ ‘missão cumprida’

Na cerimônia, o general Braga Netto afirmou que os objetivos propostos foram atingidos. Mas não tocou em assuntos sensíveis, como o aumento do número de homicídios decorrentes da intervenção policial. Tampouco mencionou nenhuma operação específica, como as que ocorreram na Vila Kennedy, no início da intervenção, que pretendiam transformar a comunidade num modelo de ação.