Enquanto houver Marietas Severo, Faustões não passarão

Foi um domingo de efervescência política, mas, à diferença de outros domingos assim que o país tem vivido, o último teve oposição à intolerância, ao ódio e à estupidez. Se Faustão fez um discurso derrotista e paranoico, Marieta Severo contrapôs lucidez e esperança; se imbecis agrediram Guido Mantega, o restaurante os expulsou e um pensador escreveu uma bela reflexão que quase compensa aquela burrice; se um grupelho fascista quis melar a inauguração da ciclovia da avenida Paulista, uma maioria esmagadora tomou o local e fez uma festa justificada por bela matéria do Estadão.

Vire à esquerda, presidenta

É impossível contemporizar com aqueles que fizeram bonecos de pano simulando a presidente da República e seu antecessor e os penduraram pelos pescoços em viadutos, sugerindo linchamento físico de ambos. Só com quem Dilma pode dialogar é com os setores progressistas que a reelegeram e que, se voltarem para seu lado, permitirão que ela enfrente o golpismo e a sabotagem do país.

Não dá para chegar a um acordo sobre os protestos… Ou dá?

Vejam que esses grupos que protestaram contra a Copa incluíram na categoria “presos políticos” os que mataram o cinegrafista da TV Bandeirantes. Se for possível algum diálogo com essas lideranças, portanto, muito bem. Do contrário, paralelamente às tentativas de diálogo a polícia deve localizar os mentores intelectuais de tudo isso, que estão pouco se lixando para quem vai preso.