Maioria acha que Bolsonaro pensa mais nos ricos, diz pesquisa

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Foto: Jorge William / O Globo

O povo brasileiro não reconhece em Jair Bolsonaro uma liderança confiável na travessia da crise da pandemia. Nada menos do que 60% das pessoas dizem que o presidente pensa mais nos empresários do que no bem-estar da população brasileira. É o que atesta pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi, em levantamento realizado entre 18 e 26 de abril, com 1.500 pessoas em todo o território nacional. A margem de erro da amostra é de 2,5%, com intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas por telefone. A pesquisa foi encomendada pelo PT e apresentada na quarta-feira (29), durante reunião do Diretório Nacional. É a primeira sondagem do PT sobre a crise sanitária.

De acordo com a pesquisa, nada menos que 64% dos entrevistados afirmam não confiar no que o presidente da República fala sobre a pandemia do coronavírus. E 53% dos entrevistados consideram que Bolsonaro está atrapalhando no combate à doença. O levantamento mostra ainda que 63% não acreditam no uso da cloroquina – o medicamento que vem sendo propagandeado pelo governo para o tratamento do Covid-19.

O instituto perguntou aos entrevistados se Bolsonaro tem capacidade para governar o Brasil em um momento como este que o país atravessa. E 52% responderam que o presidente não tem capacidade para liderar o país, enquanto 43% consideram que sim. Sobre o isolamento social, 66% defendem que a medida é importante para proteger a população. Também 69% avaliam que o governo erra ao não promover testes em massa.

A Vox Populi revela ainda que 89% das pessoas entrevistadas acham que o governo deve garantir uma renda mínima à população até que a economia se recupere e 53% acham que diante da crise, o mais correto é a prevalência de um Estado forte. E 68% dos ouvidos pelo Vox Populi avalia que o desemprego vai aumentar e 70% revelam que não têm dinheiro para se manter sem o salário que recebem.

O levantamento destaca que 87% avaliam que a oposição fez certo para brigar pelo pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aprovado pelo Congresso Nacional. A pesquisa mostra que 60% sabem que foi a oposição quem garantiu o seguro quarentena, que o governo queria limitar a R$ 200, como propôs o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Na percepção da maioria dos entrevistados, 75% consideram que os cortes de R$ 22 bilhões promovidos pelo governo federal no Sistema Único de Saúde (SUS) prejudicaram o país no enfrentamento da pandemia. Ainda sobre saúde pública, 47% dos entrevistados consideram que o Brasil estaria em situação melhor se os médicos cubanos ainda estivessem trabalhando no país, enquanto 39% avaliam que estaria igual.

Pt