Bolsonaro rompe com tradição brasileira de acolher imigrantes

O Brasil, na segunda metade do século XIX e na primeira do século XX, foi uma nação que recebeu imigrantes. Imigrantes que vinham da Itália, de Portugal, do Japão, do Líbano, da Alemanha, da Polônia e de outras partes do mundo. Imigrantes judeus marroquinos que foram para o Pará e sírios que foram para o Acre. Imigrantes alemães que foram para Blumenau e imigrantes poloneses que foram para Ponta Grossa. Imigrantes japoneses que foram para a capital paulista e imigrantes italianos que foram para as fazendas do interior. Em São Paulo, os italianos se concentraram na Barra Funda; os sírio-libaneses, na 25 de Março; os judeus, no Bom Retiro; os japoneses, na Liberdade. Surgiram os clubes Palestra Itália (Palmeiras), Juventus, Monte Líbano, Sírio, Germânia (Pinheiros) e Hebraica.

No governo, Bolsonaro pode fazer economia do Brasil regredir 100 anos

O país que Bolsonaro assumiu em 2019 detém apenas 85% da produção manufatureira registrada em 2013, quando o peso da indústria de transformação no PIB era a metade da registrada em 1985, o primeiro ano da retomada democrática. O corte atual dos ministérios da Indústria e do Trabalho, símbolos do exitoso ciclo da industrialização nacional iniciado na década de 1930, enuncia perspectiva econômica ao largo da produção manufatureira.

Em meio a retrocessos, ex-ministros se unem na defesa dos Direitos Humanos

Na celebração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um grupo de ex-ministros da área se prepara para defender as minorias em 2019. A Comissão Arns, em homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns, vai denunciar violações e promover ações legais de proteção dos direitos civis e políticos como forma de comemorar os 70 anos da Declaração.

Submissão do Brasil aos EUA pode prejudicar exportações à China, dizem especialistas

” O Brasil está totalmente refém nestas negociações entre EUA e China. Nem mesmo na soja, que somos grandes produtores, temos influência na formação de preços. Se os chineses quiserem ser duros com o Brasil, ainda mais num momento em que o novo governo dá sinais de que quer maior alinhamento com os EUA, poderá substituir facilmente os fornecedores do produto” – afirma Monica de Bolle, diretora do Programa de Estudos Latino-americanos da John Hopkins University.