Josias de Souza: Só a PF pode tirar caso Marielle do rumo do brejo

Um dia depois de afirmar que a polícia civil ofereceu “uma resposta importante” à sociedade na “elucidação de um crime bárbaro” como a execução da vereadora Marielle Fanco e seu motorista Anderson Gomes, o governador Wilson Witzel afastou do caso o delegado Giniton Lages. Ou seja: a “resposta” era cenográfica e a “elucidação” era ficcional.

Em novo escândalo, Flávio Bolsonaro será investigado por crime eleitoral na Procuradoria do RJ

A investigação, que não tem relação com o caso do ex-assessor Fabrício Queiroz, trata de transações imobiliárias de Flavio antes de ele assumir o cargo de senador. O caso tramita desde março de 2018 na PRE-RJ e apura possível crime eleitoral praticado pelo parlamentar ao declarar ao TSE imóveis comprados em “negociações relâmpago”, por valores supostamente abaixo do praticado no mercado.

Divergências e sumiço de provas marcam investigação do caso Marielle

O possível desaparecimento de provas consolida divergências que não são novas. Nos últimos meses, a 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal (PIP), com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), conseguiu, numa apuração paralela, dados novos. As duas promotoras responsáveis pelo caso, no entanto, mantêm sigilo sobre as descobertas.