Geórgia, Flórida e Carolina do Norte definirão tudo

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Foto: Eva Marie UZCATEGUI/AFP

A apuração dos votos que vão decidir as eleições dos Estados Unidos pode avançar madrugada adentro, e até se prolongar por semanas, caso haja disputa judicial.

No entanto, há três estados-chave cujas urnas fecham relativamente cedo e podem indicar qual dos candidatos, Donald Trump ou Joe Biden, está no caminho para se tornar o próximo presidente: Geórgia, Flórida e Carolina do Norte.

Os três são swing states, ou “estados-pêndulo”, que podem alterar a contagem de votos do Colégio Eleitoral. A Geórgia e a Carolina do Norte são tradicionalmente republicanas e não costumam oscilar, mas pesquisas mostram Biden e Trump tecnicamente empatados. Na Flórida, considerada o bunker de Trump e conhecida por decidir eleições devido aos 29 votos de Colégio Eleitoral, o democrata lidera por apenas 0,9 pontos percentuais. Somados, os votos dos três estados poderiam dar a presidência a um dos candidatos.

A votação na Flórida será encerrada às 19h locais (21h do Brasil). Além disso, o estado já computou todos os votos antecipados – em número recorde de quase 9 milhões de cédulas –, que mostram empate entre republicanos e democratas.

A não ser que a margem de vitória seja mínima – o que é muito comum na Flórida –, as chances de que os resultados sejam anunciados ainda na noite de terça-feira são altas, reporta o jornal americano The New York Times.

Na Geórgia, as urnas também fecham às 19h, e os resultados finais podem ser liberados em poucas horas. Meia hora depois, as urnas da Carolina do Norte também deveriam encerrar as operações, mas deve haver um atraso de pelo menos 45 minutos, segundo a emissora americana CNN, porque o conselho eleitoral estendeu a votação em quatro locais que estavam tendo problemas na manhã desta terça-feira.

Contudo, assim como na Flórida, a maior parte da votação antecipada na Carolina do Norte já foi contada, fazendo deste outro estado que provavelmente terá resultados sólidos na noite da eleição.

Se Biden não ganhar em nenhum desses três estados, os resultados da Pensilvânia, Michigan e Wisconsin ganham mais importância. Em 2016, Trump ganhou dos democratas nestes três estados, mas as pesquisas deste ano mostram Biden à sua frente. Se o atual presidente mantiver o resto de seu mapa de vitórias da eleição passada, ele precisa manter apenas um dos três para ser reeleito.

Só que esse é um grande “se”, já que o republicano corre risco claro de perder ao menos seis dos estados que conquistou em 2016. Por isso, segundo o Times, tudo pode ser resolvido na Pensilvânia, onde pesquisas mostram Biden ligeiramente à frente de Trump. Apesar da votação se encerrar às 20h locais (22h do Brasil), o estado só começará a contagem na manhã de quarta-feira, 4, e pode levar dias para ser concluída.

Embora seja esperado que a votação presencial seja majoritariamente republicana, podendo fazer com que Trump pareça estar à frente no início das apurações, a votação antecipada teve maioria democrata.

Segundo uma previsão do site político 270toWin, que projeta quem vai ganhar as eleições presidenciais dos Estados Unidos, os estados-pêndulo (ou estados em disputa) que tendem a votar pelo democrata são Minnesota, Michigan, Wisconsin, Pensilvânia, Arizona e Nevada.

O que tende a votar pelo republicano é o Texas – apesar das especulações sobre a primeira vitória democrata no berço republicano desde 1976. O terceiro grupo, dos incertos, contêm estes três estados que devem revelar seus resultados cedo: Flórida, Geórgia e Carolina do Norte (além de Ohio e Iowa). É importante ficar de olho em todos esses estados.

Sem contar os incertos, Biden garante 290 delegados – suficientes para ser eleito presidente –, e Trump teria apenas 163. Contudo, excluindo os estados-pêndulo que “tendem” a um dos partidos, Biden teria 217 e Trump, 125.

Para chegar a 270, Biden teria uma série de caminhos. Caso ele ganhe a Flórida (que tem 29 votos do colégio eleitoral), a Geórgia (16 votos do colégio eleitoral) e a Carolina do Norte (15 votos) – grupinho dos incertos –, o democrata atinge 277 votos e vence a corrida à Casa Branca. Será, também, o caminho mais veloz para a vitória.

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