PF faz operação contra campanhas eleitorais de milicianos

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Foto: Reprodução/ O Globo

Agentes da Polícia Federal cumprem, na manhã desta quinta-feira, 12 mandados de busca e apreensão, relacionados a Operação Sólon em residências, comitês de campanhas e empresas ligadas à prática de lavagem de dinheiro conexos a crimes eleitorais. Na investigação, foi identificado que os irmãos José Guimarães Natalino e Jerônimo Guimarães Filho, integrantes e fundadores da Liga da Justiça, uma das maiores milícias do Rio de Janeiro, estariam se preparando para conseguir cargos no legislativo e no executivo. Nas eleições de 2020 eles pretendiam retomar o poder que possuíam na Zona Oeste do município.

Durante as investigações, foram identificadas movimentações financeiras atípicas em empresas ligadas aos investigados a partir da análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (Rifs). Segundo a PF, esses recursos possivelmente seriam destinados para gastos de campanhas eleitorais.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Zona Eleitoral, divisão especializada em crimes praticados por organização criminosa, de lavagem de dinheiro e outras infrações relacionadas a crimes eleitorais. Entre os 12 mandados de busca e apreensão, oito são pessoas físicas, dois diretórios de campanha, uma drogaria e um restaurante.

De acordo com a PF, não houve a realização de prisões em respeito às regras da Justiça Eleitoral, que proíbe o cumprimento de mandados de prisão de candidatos a menos de 15 dias para o pleito e de eleitores a menos de 05 dias do dia de votação.

Os agentes apreenderam R$ 141 mil e $2.500 dólares em espécie e material de campanha de Carmen Gloria Guinancio Guimaraes Teixeira, a Carminha Jerominho, filha de Jerominho. Ela disputa uma vaga na Câmara de Vereadores pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB).

Em 2008, Carminha ficou 40 dias presa por crimes eleitorais e conseguiu se eleger vereadora e dentro da penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná, com mais de 22.000 votos. Na época, ela foi detida por ter se beneficiado de um curral eleitoral organizado pela Liga da Justiça, que impediu outros candidatos de realizarem campanha na região. No ano seguinte ela teve teve o mandato cassado por arrecadação irregular de verba.

Desta vez, as investigações da PF determinaram que os criminosos utilizavam as redes sociais para escolher os candidatos para concorrer nas eleições. Enquetes eram realizadas entre os membros do grupo, que votavam em seus preferidos e depois ainda financiavam e patrocinavam a campanha eleitoral dos escolhidos e ajudaram na disseminação de informações falsas sobre as eleições.

Miliciano e ex-deputado estadual, José Guimarães Natalino foi alvo da ação desta quinta-feira. Ele já condenado por chefiar a maior milícia do Rio e foi preso em um megaoperação da Polícia Civil que apreendeu um fuzil, duas escopetas, uma submetralhadora, quatro pistolas e dois revólveres no local, apontado como QG do grupo paramilitar que dominava a Zona Oeste. No mesmo dia, houve tiroteio entre milicianos e policiais, e alguns integrantes do grupo conseguiram fugir.

O irmão de Natalino, o Jerominho, também foi alvo dos agentes da PF. Ele chefiava a operação da milícia na Zona Oeste que se espalhou sob o comando de policiais e políticos. Vereador por duas legislaturas, foi preso em 2008 acusado de chefiar o grupo. Os irmãos foram soltos em 2018, após quase 11 anos na cadeia.

Ex-vereador, Jerominho desistiu de sua pré-candidatura à prefeitura do Rio, mas a família continuou representada na disputa. A sobrinha, a advogada criminalista Jéssica Natalino, de 29 anos, concorre ao cargo de vice-prefeita pelo PMB, na chapa liderada pela presidente da legenda, Sued Haidar.

Ao anunciar a desistência em um vídeo, Jerominho, de 71 anos, explicou que desistiu de concorrer à prefeitura do Rio por conta de problemas de saúde: “Apesar de eu ter desistido em virtude da minha doença no coração, a Zona Oeste continua forte, continua coração valente. E Sued Haidar pode fazer um grande trabalho já que aqueles prefeitos anteriores nada fizeram e os que estão vindo aí vão continuar na mesma de nada fazer”, afirmou.

Uma das empresas investigadas na Operação Sólon também pertence aos irmãos Jerominho e Natalino. Agentes da PF estiveram no Bar Farofão Empório e Confeitaria, uma loja de conveniência e depósito localizado na Estrada do Guandu do Sapê, em Campo Grande, Zona Oeste da cidade.

Jerominho e Natalino são apontados como os fundadores da Liga da Justiça, grupo que originou a maior organização paramilitar no Rio. Segundo o Ministério Público (MP), eles usavam o símbolo do super-herói Batman para marcar casas e estabelecimentos comerciais que pagavam pelos “serviços” dos milicianos.

De acordo com o MP, quem se recusava a pagar sofria violência ou era assassinado. Relatórios também indicaram atuação da quadrilha em Campo Grande, Guaratiba, Paciência, Cosmos e Santa Cruz.

Na época em que foram presos, a Liga da Justiça movimentava cerca de 2 milhões de reais por mês frutos da exploração do transporte alternativo, uma das principais formas de rentabilidade da milícia. Atualmente, estima-se que as milícias lucrem R$ 25 milhões por mês com diversos “negócios”, como o transporte em vans, venda de botijão de gás e até construção civil, com apartamentos para serem alugados.

O grupo surgiu entre 1995 e 1996, conhecidos como “Os Caras do Posto” por seus integrantes se concentrarem em um posto de gasolina Texaco na Rua Guarujá, próximo à estação de trens da Supervia no bairro de Cosmos, na Zona Oeste. Na época, O a Liga da Justiça era liderada por Ricardo Teixeira Cruz e Aldemar Almeida dos Santos, conhecidos respectivamente como Batman e Robin.

Em 2007, Ricardo Teixeira, Toni Angelo Souza Aguiar e Marcos José de Lima, o Gão, comandavam o grupo junto com os irmãos Guimarães. Todos ex-policiais, ganharam o controle econômico da área e praticavam assassinatos para se manter no poder.

O Globo

 

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