General golpista mantém clima de tensão com STF

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Foto: Reprodução

O mal estar entre o Exército e o Supremo Tribunal Federal ganhou dois novos lances ontem, pelas redes sociais. O ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas – ou quem escreve em seu lugar nas redes sociais – não parece ter digerido as críticas feitas ao livro “General Villas Bôas, conversa com o comandante”, editado a partir de entrevista do general ao professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Celso de Castro.

Na obra, Villas Boas revela bastidores de sua manifestação pelas redes sociais às vésperas do julgamento de um habeas corpus que garantiria liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018. O habeas corpus foi negado e Lula permaneceu preso por um ano e meio.

Depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, soltar anteontem uma nota classificando a pressão militar sobre o Judiciário de “intolerável e inaceitável”, o general comentou ontem, no Twitter, uma postagem que reproduziu reportagem de “O Globo” sobre o tema. “Três anos depois”, ironizou.

A ironia de Villas Bôas ao retrucar Fachin não passou despercebida ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que respondeu horas depois também pelo Twitter.. “A harmonia institucional e o respeito à separação dos poderes são valores fundamentais da nossa república. Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!”, escreveu.

No livro de Castro, Villas Bôas defende o tuíte de abril de 2018, dirigido aos integrantes do STF que, no dia seguinte, julgariam o habeas corpus (HC) de Lula: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”. Em seguida, num segundo post, ele acrescentou: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?” As publicações tiveram ampla repercussão na imprensa, entre autoridades da República e na sociedade civil. No livro de Castro, Villas Bôas relatou que a postagem “teve um ‘rascunho’ elaborado pelo meu staff e pelos integrantes do Alto Comando residentes em Brasília”.Para Villas Bôas, tratou-se de “alerta”, não de “ameaça”. A explicação não sossegou Fachin, que foi o relator do HC referido pelo general.

Em uma nota divulgada segunda-feira,,Fachin lembra o papel delimitado pelo artigo 142 da Constituição às Forças Armadas, e sugere que o recente paradigma americano no tema deveria inspirar os militares brasileiros. “Frustrou-se o golpe desferido nos Estados Unidos da América do Norte contra o Capitólio pela postura exemplar das Forças Armadas dentro da legalidade constitucional. A grandeza da tarefa, o sadio orgulho na preservação da ordem democrática e do respeito à Constituição não toleram violações ao Estado de Direito democrático”, escreveu Fachin anteontem.

Valor Econômico 

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