Lula e Biden se “encontrarão” em live sobre o clima

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Foto: ANNA MONEYMAKER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O reencontro de Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden, em meio ao mal-estar diplomático dos últimos dias, está marcado para esta quinta-feira (20). Os dois vão participar de uma cúpula online para discutir mudanças climáticas, o Fórum das Grandes Economias sobre Clima e Energia (MEF, na sigla em inglês).

A cúpula é uma iniciativa do governo americano. Biden convidou Lula antes da viagem do mandatário brasileiro à China e aos Emirados Árabes Unidos. O presidente confirmou presença. O fórum é composto pelas 26 maiores economias do mundo, inclusive China e Rússia. A previsão é que Biden faça o discurso de abertura e passe a palavra para os outros líderes. Auxiliares de Lula ainda estão definindo qual vai ser a linha do discurso dele.

Embora o evento já estivesse programado, assessores do presidente veem positivamente o momento em que o encontro vai acontecer. Avaliam que é uma oportunidade de baixar a fervura, de o Brasil virar a página da crise diplomática com os Estados Unidos – num assunto em que há total convergência com Washington – e reafirmar a equidistância nas disputas entre Ocidente e Oriente.

O mal-estar começou durante a viagem de Lula à China e aos Emirados Árabes Unidos, em que o presidente brasileiro fez declarações críticas à dependência do dólar nas transações comerciais e ainda acusou os Estados Unidos e a União Europeia de não trabalharem para o fim da guerra na Ucrânia.

Ainda assim, a expectativa no entorno de Lula era de que não houvesse nenhuma declaração formal de Washington, o que não se confirmou.

A vinda ao Brasil do chanceler russo, Sergei Lavrov, agravou as tensões. Ao lado de autoridades brasileiras, o representante de Vladimir Putin afirmou que Brasil e Rússia tem posições similares sobre o conflito na Ucrânia.

Em tom ácido, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, afirmou publicamente que o Brasil “papagueia” as posições de Moscou.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, respondeu que não concorda com as alegações de Washington e lembrou que o Brasil assinou a resolução na ONU que condena a invasão russa ao território ucraniano. Já o assessor especial para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, disse em entrevista à Globonews que o governo americano está exagerando.

Na terça-feira (18), a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse que o governo brasileiro não está dizendo a verdade quando afirma que os Estados Unidos e a União Europeia estão colaborando para a continuidade do conflito. Ainda assim, ela disse estar confiante na força da relação entre Estados Unidos e Brasil.

G1