Bolsonaristas visitam Torres para evitar delação

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Os cinco senadores que visitaram ontem o ex-ministro da Justiça Anderson Torres no 4º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde está preso, relataram que ele está com aparência muito debilitada pelo tempo de detenção e emocionalmente abalado por estar desde o início de janeiro sem ver as duas filhas. Falando a Eduardo Gomes, Rogério Marinho, Magno Malta e Jorge Seif, do PL, e Márcio Bittar, do União Brasil, Torres se defendeu da acusação de ter-se ausentado do Brasil, onde atuava como secretário de Segurança Pública do DF, para facilitar o ataque dos golpistas às sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.

“No caso de Brasília, a Segurança Pública tem protocolos multilaterais, são várias forças que atuam nessa área, cada uma com uma função”, explicou ele aos parlamentares, para sustentar que aquele trabalho não dependia somente dele.

Abatido e bem mais magro do que quando apareceu em público pela última vez, Torres chorou muito no encontro com os parlamentares. Não parecia, porém, adoentado ou com dificuldade de se comunicar. Para os senadores, a aparência de Torres é decorrência de seu estado emocional. O ex-ministro negou que tivesse saído do país poucos dias antes do ataque dos golpistas para facilitar a ação dos vândalos. Explicou que foi para os Estados Unidos porque era a primeira vez que sua mulher fazia uma viagem internacional e queria dar a ela esse presente. À coluna, o senador Eduardo Gomes explicou que não discute se ele é culpado ou inocente, mas defende o mesmo ponto de vista emitido pela Procuradoria-Geral da República, de que Torres pode responder ao processo sem ficar preso. Também ontem, os pais do ex-ministro foram à prisão visitá-lo. Hoje, outros cinco senadores vão visitar Torres. Ele tem depoimento na Polícia Federal marcado para amanhã.

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