Morte do neto de Lula pode ter erro médico

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Há cerca de um mês, o neto de Lula Arthur, 7 anos, faleceu, supostamente, de meningite meningocócica. Semanas depois, o ex-ministro e atual deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), médico da família, denuncia conspiração que envolve a prefeitura tucana de Santo André e o hospital em que o neto do ex-presidente estava internado. Ambos mentiram!

Não se sabe exatamente o que foi que aconteceu, mas o fato é que a prefeitura de Santo André, a Vigilância Sanitária e o Hospital Bartira (onde o neto de Lula faleceu) MENTIRAM sobre a “causa mortis” do menino.

A prefeitura da cidade de Santo André (SP), governada pelo tucano Paulo Serra, agora nega que a morte de Arthur Araújo de Silva, aos 7 anos – neto do ex-presidente Lula –, tenha acontecido em consequência de uma meningite. O neto de Lula morreu no dia 1º de março.

Durante o mês de março, a doença vinha sendo divulgada como a razão do óbito do garoto. A informação, inclusive, veio do Hospital Bartira, onde a criança deu entrada no dia de sua morte, e da Secretaria de Saúde de Santo André. O neto de Lula chegou ao hospital com sintomas como febre, dor no corpo e enjoo e seu quadro rapidamente se agravou.

Agora, porém, o ex-ministro da Saúde e atual deputado federal por São Paulo Alexandre Padilha (PT) deu várias entrevistas afirmando que a causa da morte de Arthur, de 7 anos, não foi meningite meningocócica. O hospital Bartira e a Vigilância Sanitária da prefeitura de Santo André divulgaram dados falsos sobre a causa-mortis da criança.

Procurado pela imprensa, o hospital Bartira, onde Arthur faleceu, não quis se pronunciar sobre a razão

O caso todo é muito estranho. Segundo o deputado Alexandre Padilha, a morte do garoto foi transmitida pela internet 9 minutos após ocorrer. Nem a família do menino havia sido avisada. Quem divulgou foi o colunista de O Globo Ancelmo Gois.

A divulgação de diagnóstico incorreto é mais grave do que parece. Padilha informa que houve pânico na cidade de Santo André. Multidões saíram desesperadas em busca de vacina contra meningite que custa em torno de R$ 1,5 mil. Enquanto isso, a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Saúde nada diziam sobre o caso.

Análises de material colhido da criança falecida, porém, sugerem que Arthur faleceu de uma outra enfermidade. A divulgação da morte do menino pelo colunista de o Globo, por sua vez, sugere que as coisas andam muito mal nesse hospital. Além do vazamento ilegal para o colunista, o neto de Lula pode ter recebido tratamento inadequado.

Se o jovem Arthur faleceu após diagnóstico de meningite meningocócica, o tipo mais mortal de meningite, será que o tratamento dele foi adequado? Não terá tomado medicamentos e sofrido procedimentos errados? Por que o caso só veio à luz após o deputado do PT denunciar? E a política, é certeza que não tenha influído no tratamento do garoto?

O Brasil exige saber a verdade. Urge que uma investigação oficial seja aberta. Até para punir erro médico. Ou coisa muito, muito, muito, mas muito pior mesmo!

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