Anielle Franco, irmã de Marielle, escreverá texto para livro sobre afeto e resistência

O desenho “Ninguém solta a mão de ninguém”, que viralizou após as eleições, serviu de inspiração para o livro “Ninguém solta a mão de ninguém — manifesto afetivo de resistência e pelas liberdades” (Claraboia).

A publicação tem 23 textos inéditos, entre eles um de Anielle Franco, irmã de Marielle Franco, e será lançada no dia 3 de abril, em São Paulo.

Ocorrido durante intervenção federal, assassinato de Marielle tem ex-MDB como possível mandante

Até o presente momento pesava sobre Brazão apenas a suspeita de plantar uma testemunha para incriminar o vereador Marcelo Siciliano (PHS) –adversário pela hegemonia eleitoral em áreas da zona oeste do Rio dominadas por milícias.

Ex-parlamentar e conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Brazão foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido por agentes da PF no último dia 21 de fevereiro.

Josias de Souza: Só a PF pode tirar caso Marielle do rumo do brejo

Um dia depois de afirmar que a polícia civil ofereceu “uma resposta importante” à sociedade na “elucidação de um crime bárbaro” como a execução da vereadora Marielle Fanco e seu motorista Anderson Gomes, o governador Wilson Witzel afastou do caso o delegado Giniton Lages. Ou seja: a “resposta” era cenográfica e a “elucidação” era ficcional.

Maria do Rosário: Quem mandou matar Marielle Franco?

A prisão dos ex-policiais Elcio Vieira de Queiroz, piloto do carro em que partiu os tiros contra Marielle e Anderson, e Ronnie Lessa, que puxou o gatilho da arma, é um importante passo, ainda que tardio. Os ex-policiais que puxaram o gatilho neste crime não são os policiais honestos que protegem pessoas. São aqueles que abusam de autoridade, viram criminosos e assassinos de aluguel. Estes usam a farda e a arma do Estado, mas traem seus colegas e a sociedade. Estão entre os piores bandidos.