Danuza Leão é o símbolo vivo de uma elite inculta, egoísta e vil

Opinião do blog

Há um setor da sociedade que simplesmente não consegue enxergar e aceitar o processo civilizatório em que o Brasil mergulhou após os seguidos desastres administrativos, econômicos e sociais que governos medíocres, vendidos e ladrões lhe impuseram até 2002.

Talvez o mais eloquente símbolo do processo civilizatório em curso no Brasil seja estar se tornando raro famílias de classes média e alta terem “empregadas domésticas” que trabalhem de sol a sol por ninharias que não pagam refeição em um bom restaurante.

Agora, após séculos de verdadeira escravidão a que mulheres e até meninas pobres se submeteram trabalhando nessas condições para famílias de classe social superior, o Congresso criou vergonha e estendeu aos trabalhadores domésticos os direitos de todos os outros.

Um dos muitos avanços sociais para a maioria empobrecida do nosso povo que os governos Lula e Dilma vêm proporcionando está na raiz do ódio que a elite tem deles, pois acabou a moleza de madames como a colunista da Folha de São Paulo Danusa Leão terem escravas.

Eis que a socialite-colunista, que já andou vertendo seu ódio de classe devido à conquista dos aeroportos e viagens internacionais pelas classes “inferiores”, agora se revolta com os direitos trabalhistas serem estendidos também às “domésticas”.

Para tanto, como bem anotou o site Brasil 247, a socialite-colunista se valeu dos “argumentos” que há mais de século os escravocratas brasileiros usaram para manter este país como o único em que persistia a escravidão de negros.

Os escravocratas diziam que se os negros fossem libertados, seriam os principais prejudicados porque não conseguiriam se sustentar sem a “proteção” do senhor de escravos.

Agora, uma centena e tanto de anos depois, a colunista da Folha diz que dar direitos trabalhistas a domésticas seria ruim para elas porque, dessa forma, não conseguirão emprego.

Essa mulher é colunista do dito “maior jornal do país”. Espanta como alguém tão desinformada pode ter espaço em um veículo de projeção nacional para provar por escrito sua ignorância desumana.

Danusa é o retrato de uma elitezinha minúscula, iletrada, desinformada, egoísta, racista, sonegadora e pervertida. Leia a sua diarreia mental na Folha deste domingo. Prossigo a seguir.

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FOLHA DE SÃO PAULO

24 de março de 2013

A PEC das empregadas

Danusa Leão

Essa Pec das empregadas precisa ser muito discutida; como foi mal concebida, assim será difícil de ser cumprida, e aí todos vão perder.

A intenção de dar as melhores condições à profissional, faz com que seja quase impossível que o empregador tenha meios de cumprir com as novas leis; afinal, quem vai pagar esse salário é uma pessoa física, não uma empresa.

Vou fazer alguns comentários sobre as condições -diferentes- em que trabalham as domésticas aqui e em países mais civilizados.

Vou falar da França e dos Estados Unidos, que são os que mais conheço. Lá, quem mora em apartamento de dois quartos e sala, é considerada privilegiada, mas nenhum deles tem área de serviço nem quarto de empregada (costuma existir uma área comunitária no prédio com várias máquinas de lavar e secar, em que cada morador paga pelo tempo que usa); uma família que vive num apartamento desses tem -quando tem- uma profissional que vem uma vez por semana, por um par de horas.

É claro que cada um faz sua cama e lava seu prato, e a maioria come na rua; nessas cidades existem dezenas de pequenos restaurantes, e por preços mais do que razoáveis.

Apartamentos grandes, de gente rica, têm quarto de empregada no último andar do prédio (as chamadas “chambres de bonne”, que passaram a ser alugadas aos estudantes), ou no térreo, completamente separados e independentes da família para quem trabalham.

Essas domésticas -fixas e raras- têm salario mensal, e sua carga horária é de 8 horas por dia, distribuídas assim: das 8h às 14h (portanto, 6 horas seguidas) arrumam, fazem o almoço, põem a casa em ordem. Aí param, descansam, estudam, vão ao cinema ou namoram; voltam às 19h, cuidam do jantar rapidinho (lá ninguém descasca batata nem rala cenoura nem faz refogado, porque tudo já é comprado praticamente pronto), e às 21h, trabalho encerrado.

Mas no Brasil, muitos apartamentos de quarto e sala têm quarto de empregada, e se a profissional mora no emprego, fica difícil estipular o que é hora extra, fora o “Maria, me traz um copo de água?”. E a ideia de dar auxílio creche e educação para menores de 5 anos dos empregados, é sonho de uma noite de verão, pois se os patrões mal conseguem arcar com as despesas dos próprios filhos, imagine com os da empregada.

Quem vai empregar uma jovem com dois filhos pequenos, se tiver que pagar pela creche e educação dessas crianças? É desemprego na certa.

Outra coisa esquecida: na maior parte das cidades do Brasil uma empregada encara duas, três horas em mais de uma condução para chegar ao trabalho, e mais duas ou três para voltar para casa, o que faz toda a diferença: o transporte público no país é trágico. Atenção: não estou dando soluções, estou mostrando as dificuldades.

Na França, quando um casal normal, em que os dois trabalham, têm um filho, existem creches do governo (de graça) que faz com que uma babá não seja necessária, mas no Brasil? Ou a mãe larga o emprego para cuidar do filho ou tem que ser uma executiva de salário altíssimo para poder pagar uma creche particular ou uma babá em tempo integral, olha a complicação.

Nenhum país tem os benefícios trabalhistas iguais aos do Brasil, mas isso funciona quando as carteiras das empregadas são assinadas, o que não acontece na maioria dos casos; e além da hora extra, por que não regulamentar também o trabalho por hora, fácil de ser regularizado, pois pago a cada vez que é realizado? Se essa PEC não for muito bem discutida, pode acabar em desemprego.

P.S.: É difícil saber quem saiu pior na foto esta semana: se d. Dilma, dizendo em Roma que a culpa pelas tragédias de Petrópolis se deve às vítimas, que não quiseram sair de suas casas, ou se Cristina Kirchner, pedindo ajuda ao papa no assunto das Malvinas.

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No Brasil, com a revolução social da década passada – desencadeada a partir de 2004 – há cada vez menos pessoas dispostas a realizar trabalhos domésticos, sobretudo devido à falta de direitos trabalhistas e aos salários de miséria que gente como Danusa quer pagar para ser servida 24 horas por dia em troca de alguns trocados, um prato de comida e uma cama.

Se a elite que Danusa simboliza não fosse tão desinformada, iletrada, delirante e egoísta, saberia que o IBGE vem detectando que é cada vez menor o número de pessoas dispostas a atuar em tarefas domésticas.

No ano passado, por exemplo, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, apenas 6,6% dos brasileiros atuaram em serviços domésticos. Foi o resultado mais baixo desde 2003.

Danusa tenta preservar a escravidão no Brasil usando um argumento vazio, como se vivesse na época de seu ídolo Fernando Henrique Cardoso. Ela não sabe que a escassez de trabalhadores domésticos elevou o poder de barganha deles

Os salários dos empregados domésticos crescem sem parar desde 2003 e o nível de formalização (carteira assinada) é hoje o mais alto da história.

Nos últimos 12 meses, o salário médio de uma empregada doméstica aumentou 11,83%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do País, também apurado pelo IBGE.

Segundo o coordenador da pesquisa do IBGE, “Por causa da oferta baixa e da demanda crescente o preço das empregadas domésticas chegou num patamar em que muitas famílias estão abrindo mão do serviço todos os dias e optando por ter uma empregada duas vezes por semana, por exemplo, para não configurar um vínculo”.

Segundo o estudo, “A mudança na situação do mercado de trabalho doméstico foi sustentada por dois motivos: aquecimento na criação de postos de trabalho e melhora na educação do trabalhador. Esses fatores fizeram com que os trabalhadores domésticos conseguissem migrar para outros ramos de atividades”.

Mais dados da PME, do IBGE: “Entre 2003 e 2012, o porcentual de trabalhadores analfabetos ou com até oito anos de estudo recuou 15,5%. Já a quantidade de profissionais com 8 a 10 anos de estudo aumentou 27,7%, enquanto a parcela dos profissionais cresceu 139,4% no período”

A quantidade de trabalhadores domésticos, por conta disso, vem caindo, em média, 2,7% ao ano.

O coordenador da pesquisa do IBGE ainda explica que “Com a melhoria da educação e oportunidade de trabalhar em outros nichos, as trabalhadoras estão conseguindo se inserir principalmente nos serviços prestados a empresas, uma parte mais voltada para terceirização”.

Já o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho explica que “Em geral as pessoas não gostam de ser empregadas domesticas. Sempre que possível elas deixam essa profissão”. E as razões disso, a diarreia escrita de Danusa explica.

E o pior do texto dessa senhora é quando tenta fazer uma analogia entre os serviços domésticos no Brasil e nos países ricos.

A pesquisa do IBGE mostra que a mudança na estrutura do emprego doméstico no Brasil o tornará mais europeizado e americanizado. Segundo os pesquisadores do IBGE, “Em países de economia mais madura ter um trabalhador doméstico todos os dias da semana é considerado luxo. Quem trabalha no setor, por sua vez, se especializa e, obviamente, cobra mais”.

Minha filha Gabriela (26) vive há quatro anos em Sydney, na Austrália. Para pagar os estudos trabalhou como babá, ganhando o equivalente a 7 mil reais por mês, viajando ao exterior toda hora, comprando carro e trabalhando apenas seis horas por dia.

Nos países civilizados, empregados domésticos fazem muitas exigências e recusam vários serviços, como recolher roupas íntimas usadas e imundas que socialites deixam no box do banheiro e outras humilhações.

“A tendência é haver pessoas especializadas em serviços domésticos. Não vamos ter analfabeto fazendo esse trabalho, como era no passado. Teremos pessoas com mais escolaridade nessa função com uma remuneração mais elevada”, diz o economista Barbosa Filho.

Danusa, que como toda madame fútil quer se mostrar uma “expert” nas condições sociais e econômicas de países ricos, viaja a eles e não consegue entender o que vê. Assim, escreve as cretinices desinformadoras que escreveu naquele que se diz “maior jornal do Brasil”.

*

PS: a socialite que escreve na Folha deveria ler  a Folha, que mostra que Dilma não saiu “mal na foto” na semana passada coisa nenhuma, bastando ler a pesquisa Datafolha, que o jornal publicou, para entender isso. Mas acho que Danusa se referiu ao seu clube de desocupadas fúteis, iletradas e desinformadas, não ao povo brasileiro.

185 comments

  • Olá Eduardo,

    Escrevi um post sobre isso anteontem no Hum Historiador a respeito de um artigo do editor da revista Dicta&Contradicta que utiliza argumentação esdrúxula (tal como o de Danuza Leão) para atacar o fato de o congresso haver estendido os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas. Para este infeliz, Joel Pinheiro da Fonseca, “as empregadas domésticas entrarão em extinção”, pois apesar de elas quererem trabalhar e não terem outras opções de emprego, “existe algo que as proíbe de fazê-lo. (…) [São] nossos políticos, bem como sindicalistas e todos aqueles que defendem a ideia para lá de perniciosa dos direitos trabalhistas”.

    Busquei rebater absurdo atrás de absurdo que ele escreveu, e por isso tomo a liberdade de deixar o link para o post por aqui: http://umhistoriador.wordpress.com/2013/03/22/a-hipocrisia-humana-de-cada-dia/

    Grande Abraço,

    RB

    • Parabéns Rogério, li também o seu texto. Excelente. Gostaria de ter a capacidade que você e o Eduardo tem para por no papel as ideias que eu compartilho com vocês sobre o direito das empregadas domésticas. Tenho em meu trabalho várias pessoas que se queixam de não poder mais pagar por suas empregadas domésticas e tem isso como um “problema” criados pelos governos do PT. É estranho como gente esclarecida que posta diariamente pensamentos elevados e altruístas no facebook tem esse ranço político.

      • É difícil compreender esse ranço de classe. Convivo com pessoas que possuem razoável nível de formação, pelo menos no que se refere à formação educacional. Curso superior, diplomas.
        Mas por aí ficam, estacionam os aspectos positivos.
        Se informam pela TV, pela Veja e trocam “idéias” entre si. Chegam ao trabalho (serviço público) afiadas na argumentação rasteira mal adquirida, sem se dar conta disso.
        Repetindo: pessoas educadas, amáveis, amigas no trabalho. Trazem interiorizadas idéias arcaicas da ‘Casa grande’ reveladas em preconceituosas opiniões.
        Conviver com isso, diariamente, é um desafio.

        • Eu simplesmente, digo: “Vocês não procuram melhorar sua condição de vida ? Qualquer trabalhador também o faz. Se o emprego em outros setores é melhor que o de empregada doméstica, natural que as pessoas mudem. E assim fica mais difícil arrumar alguém que tope a função.”

          Aliás, é por isso que o povo continua votando e aumentando o voto no PT, são práticos: “no frigir dos ovos” o governo do PT e outros partidos consegue melhorar a vida do povo um pouco de cada vez mas de maneira, para que votar em outros ?”

          • Danuza sempre foi assim, como seu pai, amigo de meu avô…. não muito amigo.

            Nara era diferente…. meu avô dizia.

            Conheci por acaso…. pegou minha bola de futebol… o tal Jairo Leão.

            Reclamei com meu avô…. “vô, um cara pegou minha bola …. o Jairo…. falo com ele”.

            Nojentos!

            Danuza consegue ser mais reaça que o pai!

  • Se vivesse no século XIX essa “Sinhazona” estaria dizendo que a escravidão é uma forma de proteger os negros.

    O povo brasileiro é bom, o que nós temos de pior é a nossa elite, a mais incompetente, egoísta e mesquinha do mundo.

  • Edu, tem patrão que diz algo mais ou menos assim: “para quê vou dar aumento para meu empregado, ele vai gastar com pinga mesmo…”. Esse é o nosso Brasil. Em tempo: na França e Espanha, por exemplo, a maioria esmagadora das empregadas domésticas são imigrantes, especialmente norte-africanas, sendo que boa parte labora à margem do serviço de imigração. Quando não são imigrantes, veem das partes mais pobres desses países. Mesmo com toda essa situação adversa, veja só, não trabalham a troco de migalhas. O suposto encarecimento do trabalho doméstico no Brasil pode também abrir outras frentes de trabalho, como, por exemplo, a ampliação no setor de serviços. A criação de grandes lavanderias espalhadas pela cidade pode ser interessante. Ou seja, cada um que lave sua roupa. Cada um que limpe sua casa.

  • O que me espanta eh como ela entende pouco de Europa e empregadas domesticas poraqui. Ela certamente tem pouca experiencia no assunto ou escreve mal, pois distorce completamente a realidade.

  • Danuza foi um dia uma pessoa interessante, mas de uns anos para cá, ficou com um pensamento vetusto e ultrapassado.

    Ela perdeu um filho de forma trágica há alguns anos, não sei se isso influenciou.

    De qualquer forma, essa Danuza que estamos vendo não é a mesma outrora considerada uma das pessoas mais interessantes de sua geração.

    Uma pena.

    • A Danuza foi uma pessoa interessante, mas de uns tempos para cá… digo o mesmo com Nelsinho Mota, era uma pessoa que eu considera muito interessante, mas de uns tempos p/ cá deu p/ relinchar…

        • E todos esses citados acima tem uma coisa em comum: são adeptos das ideias de “modernidade” do PIG.
          São todos ultrapassados historicamente, fizeram sentido em épocas passadas, hoje eles não têm serventia nenhuma.

          Um exemplo disto é a última música sem conteúdo (bem idiota e bota idiota) do Caê.

          • Será que ficaram velhos razinzas ? é um tanto quanto típico. FHC será que está na lista ?

            Refletindo agora, eu mesmo acho que fiquei um pouco. Estressado por causa de doença ?

            Explica mas não justifica.

    • Cara Luiza…
      Não existe “involução”, ou seja, ninguém regride na forma de pensar ou sentir.
      Se Danuza Leão, Nelsinho Mota ou Caetano Veloso não diziam o que dizem agora é porque não haviam sido instados para tal. A verdade é que só conhecemos realmente as pessoas quando vemos suas reações diante de determinadas situações.
      Um grande abraço para você, o Eduardo Guimarães e todos os amigos desse rico Blog.

  • O pior nisso tudo é quando os comentários sobre a melhoria de vida das empregadas domésticas no Brasil são associados aos programas assistencialistas, em especial o Bolsa Família, de maneira negativa; “Aí o que o Bolsa Família faz, deixa ‘esse povo’ preguiçoso, só querem saber de vida mansa, se acomodam com essa miséria de dinheiro”.
    A elite não está nem um pouco disposta a ver seus luxos serem repassados para aqueles que outrora só viviam de tarefas árduas e desgastantes. Viver de maneira digna, sob essa perspectiva, é direito de quem pode pode pagar, e não um direito universal.
    Falta compaixão às pessoas.

  • não leio duas vezes o mesmo artigo de uma p*** como essa, li no 247 e li para minha tia de 94 anos que ficou revoltada.
    O mesmo que o MARCIO recomendo, que ela vá para os estados unidos, europa, sidney, italia, ou qualquer um desses paises que ela tanto visita e vá morar e por favor faça como Diogo Mainardi, FIQUE por lá, não sinta saudades do Brasil, ele deixou de ser pra gente como Danuza Leão.

  • Incrivel como distorce o obvio esta representante da elite inculta do Brasil. Vou tentar explicar como isto acontece na Alemanha onde vivo a mais de 5 anos:

    – Na Alemanha onde o bem-estar social eh prioridade numero um da sociedade, quando dizemos que alguem eh ou esta desempregado (sim, alguns “sao” desempregados por mais de 20 anos) significa que eles recebem casa pra morar e um salario de aproximadamente 700 Euros por mes. Algo proximo de R$ 2.000,00 pra quem nao precisa pagar aluguel e muitas outras coisas nao eh pouca coisa. Estes desempregados so saem de casa pra trabalhar se for pra ganhar bem, caso contrario encontram maneira de dizer para o governo que estao incapacitados para tanto. Um atestado de “depressao” basta pra tanto. Isto tudo porque na Alemanha se distribui renda e riqueza ate mesmo com os imigrantes legais.

    – Alem de distribuir renda com os desempregados, na Alemanha as oportunidades de desenvolvimento profissional e educacional sao inumeras e quase incomparaveis com as de outros paises. 40% dos jovens tem acesso a universidade de otimo nivel e outros 30% a cursos tecnicos profissionalizantes. Quem faz universidade e nao tem pais em condicoes financeiras de pagar os estudos, podem requerer que o governo pague e financie os estudos. Um salario mensal apenas pra estudar chega a quase 700 Euros. Estes jovens estudantes tambem ocupam praticamente 60% das vagas de garcons em restaurantes alem de outros empregos temporarios. Os jovens que optaram pela capacitacao tecnica, muitas vezes estudam e trabalham ao mesmo tempo, obtendo normalmente mais cedo um salario melhor do que aqueles que optaram por fazer faculdade pagas pelos pais ou pelo governo.

    – Sendo assim, empregos de domesticas e limpeza de condominios, escadas e banheiros de restaurantes, so sobram para os poucos estrangeiros que se submetem a isto. Poucas empresas e cidadaos arriscam empregar ilegalmente estrangeiros que estejam ilegais, mesmo que por tempo curto e temporario. Portanto, ao distribuir renda com desempregados e oferecer inumeras oportunidades aos jovens, uma empregada domestica disposta a trabalhar 5 dias por semana, 8 horas por dia ganha proximo de 2,000 Euros, Algo proximo de R$ 5.000,00. Claro que a maioria das domesticas nao trabalha tanto, e sao diaristas trabalhando muitas vezes 2, 3 ou no maximo 4 dias por semana, com um salario um pouco menor. Posicoes de trabalho como por exemplo frentistas simplesmente nao existem na Alemanha. Todos sabem abastecer o proprio automovel e pagar a conta na lojinha do posto. Ah, cobradores de onibus tambem eh uma profissao que nao existe na Alemanha.

    – Por ultimo, apesar de na Alemanha termos leis trabalhistas rigidas e sindicatos fortissimos, apenas se tem empregos ilegais se for pra favorecer os trabalhadores que as vezes querem ter mais que os 2 empregos possiveis e nao pagar impostos na fonte. Muitos empregadores anunciam nos jornais que apenas contratam de acordo com a lei e com registro. A mao de obra eh que demanda nao se registrado para poder arrumar 3 ou ate 4 empregos, principalmente nos finais de semana nos jardins de cerveja. Ah, ja ia me esquecendo. Os empregadores sao obrigados a pagar um plano de saude privado…. Tudo culpa e resultado da distribuicao de renda desejada pela sociedade alema.

  • A empregada doméstica no Brasil é a evolução do escravo, que ainda existe por aqui de forma disfarçada. Trabalhar, ganhar uma miséria que só dá mal para o sustento, sem nunca poder comprar uma casa, um carro, viajar de avião, comprar roupas e calçados de qualidade, estudar em escolas de qualidade, isso ainda é um quê de escravidão. O nosso querido Lula e Dilma estão mudando isso.

  • Pode espernear a vontade, o tempo da escravidão e semi-escravidão estão com os dias contados. Vagabundas e vagabundos terão que aprender a lavar seus próprios trapinhos de bunda se não quiserem pagar os DIREITOS trabalhistas desta categoria que já foi tão explorada.

  • essa sra,já gagá faz tempo não tem vergonha de andar escrevendo tanta baboseira,o pior deve ter meia dúzia de sra iguais a ela que ainda perdem tempo em ler o que a gagá escreve,emfim deveríamos escrever para ela dando umas saudações,quem sabe pro seu jornalzinho.

  • O desaparecimento da empregada doméstica semi-escrava e sem direitos é uma das características de países desenvolvidos. Mas, para dona Danusa e similares, país desenvolvido é bom para a elite visitar e contar vantagem. Para viver bem, só em país pobre e subdesenvolvido. Claro que só podem ser contra Lula e Dilma. Como o jornal (?) é destinado aos tais ´da elite´, fica tudo junto. O pior é ver pessoas que estão longe de ser da elite embarcando nessas ideias. No fim, serão desprezadas tanto pela dona Danusa quanto pelas atuais domésticas.

  • A colunista se equivoca quando fala que existem creches gratuitas para quem quiser na França. Não existem, a fila de espera é imensa e os horários de funcionamento não são articulados com os horários de trabalho das mães. Em Londres existem creches públicas, mas não são gratuitas e são muito caras para a maioria das pessoas. Só em casos especiais existem subsídios para os pais. Fácil escrever sem comprovar nada.

  • O que salta aos olhos é a capacidade intrínseca de considerar o nosso país composto de gente atrasada sem capacidade de evoluir. Note-se também que ela – como toda a nossa elite – sabe como deve ser o tratamento devido a quem trabalha, seja de que mneira for. Mas as coisas só devem funcionar acolá.
    É por isso que eu acho a representação da sociedade distribuída na forma de uma pirâmide, A Pirâmide Social, uma deformação, visto que o topo, de maneira burra e torpe, não consegue perceber que uma “base” forte e saudável é mais segura para ele.

  • Conheço uma senhora que trabalhava como copeira em um tribunal. Hoje está no quinto semestre do curso de Direito e é estagiária no tribunal aonde ela trabalhou como copeira.

  • Seu texto está dentro de uma isenção e transparência perfeita. Gostaria de “merecidamente” ver um Parque São Jorge inteiro aplaudindo de pé.

  • Eu li um artigo que a bruxa do Rio escreveu sobre a empregada dela. Deixou de comprar algumas iguarias porque a empregada ABRIA A GELADEIRA E COMIA.

  • Para essa “elite porca” é simples adaptar-se a nova lei, basta que eles deixem de jantar fora uma vez por mês que dá para pagar todos os encargos trabalhistas criados pela nova lei.

  • Minha mãe foi empregada doméstica, ela conta para seus filhos em quantas casas foi tratada com respeito, reconhecimento e teve alguma gratidão, foi sempre taxada e muitas vezes como uma roceira, analfabeta e empregadinha sem futuro, seus antigos patroes dizia serem “religiosos e tementes a Deus” e com raras exceções tinha ela como um ser humano que precisava do trabalho para sobreviver. Hoje assistimos essas mesmas situações de pessoas com nível escolar superior ou não tendo atitudes de senhores de engenho. Estas mesmas pessoas se considera com uma mentalidade “avançada, moderna e sofisticada” que Deus tenha pena de suas almas podres. Um dia desses aproveitando sobre o texto acima acerca de Danuza Leão uma pessoa lembrou que ela participou de um filme de Glauber Rocha Terra em Transe, Danusa faz o papel de Silva que troncando em miúdos seria sua própria essência fazendo papel de si mesma. Danuza Leão podia ser elevada a condição de musa da elite preconceituosa, racista, excludente, separatista e raivosa.

  • Danusa Leão ainda está na idade da Pedra e deveria se chamar Vilma. Neste caso, deve estar se sentindo muito deslocada neste tempo de progresso social e direitos humanos.

  • Sou casado e tenho dois filhos pequenos. Nós ficamos sem uma assistente durante meses. No meu trabalho tenho terças e quintas de folga enquanto minha esposa trabalha diariamente. Preciso de uma pessoa para fazer os trabalhos aqui de casa três vezes por semana. Passamos um aperto danado nos meses que ficamos sem uma pessoa que nos auxiliasse. Mas afinal, pra que servem a sogra? Para falar mal de mim e ajudar com os netos. Fiquei preocupado com a situação, pois só esse ano, já tivemos três pessoas diferentes. E o que acho disso? Viva o Lula e Dilma, pois essa é uma situação nova que nós, com certeza, iremos nos adaptar com o tempo. Digo isso sem demagogia. São seres humanos como qualquer outro que trabalha e tem sonhos para melhorarem de vida, estudar, ganhar melhor. Não podemos enxergar nas empregadas domésticas uma sub-raça semi-escrava para tratarmos como um objeto. Conheço caso de uma médica que proíbe sua empregada de comer carne. Casos de espancamento como se elas fossem um cachorro. Se bem que os cachorros dessa gente são tratados até com Spa para cães. São melhores tratados.
    Por isso, a sociedade deve aprender a viver com tais mudanças, respeitar os direitos de uma trabalhadora que nos faz tudo, ajuda a criar nossos filhos, limpam nossas casas, fazem nossos alimentos e acima de tudo, são humanas, tem filhos pra criar, casa pra limpar e comida pra fazer também para os seus. O que não se pode admitir é a formação de uma sociedade “Danuzaliada”, escrota, pervertida, intolerante e altamente preconceituosa. Que venham mais mudanças. Se é para o bem de nossa sociedade, sejam bem vindas. E se for para injuriar ainda mais a elite babaca, melhor ainda. E viva Lula e Dilma.

  • Alguns aspectos particulares.
    no centro urbano de pequenas cidades do nordeste (15 a 30 mil hab), mas situadas perto de um grande zona rural pobre,, existiram sempre dezenas de familias com “tradiçao”, e algumas posses. Nao eram nem ricas. Bastavam ativos nao conversiveis em $$, como sitios ja divididos via herança, lojas modestas ou gado em quantidades pequenas. Isso era suficiente para diferencia-las. E nelas a figura da mocinha adolescente pobre, alias duas + delas, fazendo tudo em casa da ‘patroa’, de sol a sol – sob humilhaçoes diarias e sem horizonte de nada. Em geral enviada pelos pais, conhecidos dos ‘senhores’. Escola? O salario? Quase nulo – mas havia umas sobras de comida, peças de roupa…
    Se vc pensar que sao pra lá de quatro mil municipios assim, o problema ja é ponderavel.
    Vi alguns casos disso com meus olhos e dava pena.
    Espero e com certeza terá mudado após nosso torneiro mecanico.

  • Edu,
    Essa PEC vai fulminar o maior resquício da escravidão que havia no Brasil e, infelizmente, tem guarida na Constituição. Outros casos de escravidão ainda há, mas são de forma clandestina e não acobertados pelo ordenamento jurídico.

  • Foi difícil ler o post até o fim… tive vontade de parar quando a Danuza Leão chamou a França e os Estados Unidos de ‘cidades’… dose pra matar leão, e no maior (?) jornal do país; como estamos bem servidos nesse país, aiai.

    Nessas horas agradeço por ter escolhido um curso superior que me possibilitou uma formação acadêmica que me faz entender esse sistema maluco e nojento em que vivemos. Acertei na escolha! Não consegui, ainda, libertar totalmente minha mente dessa alienação que o sistema causa, mas ainda é melhor do que ter tido uma formação que me enfiasse de cabeça nesse maldito capitalismo; e tenho pena dessas pessoas que se acham superior aos outros porque tem um pouco mais de dinheiro, não conseguem enxergar o contexto histórico que causou todas essas desigualdades e injustiças, ou fazem de conta que não enxergam por comodidade..

    E viva Lula e Dilma, pela revolução que realizaram nesse país… pessoas como Danuza Leão não terão outra opção a não ser se adequar a essa nova realidade, é um caminho sem volta… e torço pra que um dia, seus netos e bisnetos digam: ‘como eram estúpidos esses meus antepassados’.

  • Eduardo, boa noite!

    Foi com imenso prazer que na quinta feira passada pude imprimir e dar à minha funcionária (quinzenal) o texto que esclarece os direitos que ela terá a partir de agora.

    Ela trabalha de empregada desde os 8 anos, hoje tem 43. Raramente teve sua competencia valorizada financeiramente, porque no caso dela elogio não enche barriga, portanto pouca serventia tem além de fazer um agrado.

    Vi a alegria nos olhos de Nadir, o júbilo por ter a partir de agora todos osdireitos que todos os trabalhadores devem ter respeitado.

    É isso, respeito, coisa que certamente a tal colonista não admite, já que acha ser este um privilégio de quem tem seu anel beijado cerimoniosamente. Está gagá, coitada!

  • Eduardo ja disse isto varias vezes. Agora tenho certeza: voce não é deste planeta, pois ter estomago para ler editoriais do Pig e a coluna desta imbecil não é para pessoas normais. Posso lhe pedir um favor?? quando voce voltar para seu planeta será que posso pegar uma carona?? são só 3 lugares (eu, minha esposa e filha). Um grande abraço

      • Você tem razão, lhe admiro muito por este trabalho que voce faz. Infelizmente minha revolta é tão grande que não tenho mais estrutura para ler estas coisas. Parabéns Eduardo, precisamos de mais brasileiros como você,

  • Maravilha de artigo, Eduardo!!
    .
    Penso que, a certa altura, o grau de preconceito e o nível de egoísmo das pessoas começa a se confundir com um tipo de disfunção que já está nalgum nível de loucura. Os estudiosos do assunto, particularmente os psicólogos, ainda vão provar isso.

  • É sempre mais fácil enxergar, valorizar e defender o NOSSO direito, do que o direito do OUTRO. A sociedade ocidental se diz CRISTÃ, mas vive totalmente inversa e avessa ao que o próprio CRISTO selou, a opção pelos pobres (“É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico adentrar ao reino dos céus”). E o pior (e/ou melhor ??) é que É !! A sociedade ocidental é DEVOTAMENTE CRISTÂ !! Isto é, até o momento em que não mexam no seu queijo/bolso, porque aí eles/nós, os escolhidos, os iluminados, os predestinados, os coroinhas e carolas tuKKKanos, viramos o DIABO. Aproveitando o ensejo do Encontro da Juventude Latino-Americana com o PAPA no BRASIL, em breve, a reposta à pergunta “O que é ser cristão ,afinal ?? nunca foi tão imperativa.

    NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA BRADLEY MANNING JÀ !! FORA YOANI !! ABAIXO A DITADURA DO STF, MÍDIA E SEUS LACAIOS & ASSECLAS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

  • Pra bens Eduardo.
    Essa senhora com ares aristocratas porem analfabeta da realidade parece-me jamais ter lido a historia do Brasil.
    Viver nas rodas sociais de narizinho em pé, sem ver que um trabalhador doméstico tem direitos como qualquer outro é ser cega de princípios. Que vergonha (se tivesse) um grande jornal publicar tamanha diarréia mental (by Eduardo Guimarães.)
    É matéria para republicação e repasse para quem possa fazê-la.

  • Li e gostei do seu texto, Eduardo.
    Mas nao li a reproduçao do texto da megera. É que, para mim, ler o que essa… coisa escreve, seria como revirar a lixeira do banheiro para ver se encontro merda.
    Só faltou dizer que alem de ser uma pessoa absolutamente asquerosa, é feia demais. Horrorosa, mesmo. Acho que se eu desse azar e cruzasse com ela na rua, ia levar um susto e morrer de medo.
    Sai, zumbi!

  • A Danuza Leão repete o mesmo discurso do senador udenista José Agripino. Ele pede mais tempo para os senadores estudarem e analisarem essa PEC (provavelmente mais uns 40 anos), pois do jeito que está vai deixar um monte de pessoas desempregadas.

    Se a Danuza Leão quiser ter uma empregada doméstica, que pague muito bem essa empregada doméstica.

  • Parabéns, Eduardo, pelo texto! Aliás, mesmo às vezes discordando de alguns deles, é muito bom ler os seus textos, são muito ricos e interessantes. Aliás, você é um dos meus blogueiros preferidos e acompanho os seus escritos quase que diariamente.
    Nosso lindo país tem muitas potencialidades e condições fabulosas para se tornar numa grande nação, com um povo criativo, hospitaleiro, trabalhador, persistente e alegre. Entretanto, temos duas mazelas difíceis de erradicar e que estão umbilicalmente ligadas: a horripilante desigualdade de renda e oportunidades e uma elite estúpida, mesquinha, ignorante, sebosa em suas concepções de mundo, e triste em sua convivência com os demais brasileiros. O que eu mais lastimo nos governos petistas é o passo de lesma nas mudanças sociais e o medo inconcebível em lidar da forma correta com essa elite ignóbil, qual seja, aumentar-lhes os impostos e a fiscalização. Temos parâmetros de ação, como bem o demonstram os governos dos nossos vizinhos sulamericanos, que têm feito verdadeiras revoluções sociais em suas sociedades. É inadmissível, por exemplo, que um governo petista fique confabulando com golpistas que os atacam diariamente e apoiaram um regime fascínora por 21 anos. Está na hora de o PT começar a fazer o Brasil gostar de política e se envolver a fundo, como os governos Kirchner, Chavez, Morales e Correia têm feito. Apenas contar com os bons ventos da economia e se preocupar em fazer sala para cretinos piguistas não resolverá o problema, pois, na primeira tempestade, a casa pode ruir. É urgente fazer o nosso país sair da letargia política e criar mecanismos que nos façam querer saber de política diariamente e se posicionar de forma firme para que o legado de Lula e Dilma não se perca no primeiro vendaval que reverter a atual conjuntura econômica.

  • Novamente vou quebrar a sequência do pensamento do Post.. Como está agradável ler os comentários!!! Tenho certeza que o filtro do Eduardo está descartando 3/4 do que lhe chega. Quanto trabalho hein Edu!! Mas novamente lhe agradeço. Só para complementar, a justiça também está chegando nas oficinas de costura da Zona Leste, em que bolivianos, paraguaios e peruanos são feitos de escravos. aos poucos teremos um bom nível moral do trabalho.

    Abraços

    Douglas Quina
    Mogi Guaçu – SP

  • Vejo uma boa dose de ironia nos artigos de Danuza Leão. Ao mesmo tempo que mostra conquistas da nova classe C que lota os vôos internacionais e invade as capitais européias revela o obvio que é o fim de um regime de escravidão. Quem conheceu o nordeste de uma década atras sabe disso e compreende porque DILMA tem tanta popularidade naquela região.

  • Que lamentável esta coluna publicada pela “socialite” – afinal, o que é isso? Uma profissão?
    A gente vê nossos salários aumentarem, e continua querendo pagar ninharia para quem lava nossas cuecas e serve nossos pratos.
    A economia cresceu, a demanda idem, e a lei da oferta e procura é clara. Ignorante quem não enxerga isso.

  • Concordo com a sua análise do texto da Danuza Leão. Então, vou analisar como os veículos das Organizações Globo vêm tratando do assunto “direitos trabalhistas da empregadas domésticas”. Historicamente, a Globo sempre fez campanha contra a extensão dos direitos trabalhistas às empregadas domésticas pois poderiam “encarecer a contratação”, “provocar desemprego”, dos quais as “empregadas seriam as vítimas”, e outros argumentos neste sentido. Agora, com a expansão do ensino universitário aos mais pobres pelos governos petistas, as filhas das domésticas serão nutricionistas, analistas de RH, enfermeiras, e não mais seguirão o ciclo de servidão das suas antepassadas. Então, a Globo passa a louvar a extensão dos direitos trabalhistas para as domésticas, deixando de lado os argumentos contrários a sua implantação que usava no passado. Tudo para em uma tentativa patética, tentar demover as jovens filhas de empregadas domésticas de suas intenções de estudar pois agora, a doméstica “tem direitos garantidos por lei”, como diz, toda sorridente, a Patrícia “calada é uma” Poeta no Jornal Nacional. A Danuza Leão ainda não percebeu a novidade e continua com o velho discurso de espinafrar os direitos trabalhistas das empregadas.

  • Essa questão da categoria das empregadas domésticas tem sido analisada de uma maneira muito passional, partindo-se sempre de algumas premissas ou escravagistas, ou racistas ou falsamente progressistas.
    É preciso dizer, primeiro, que a empregada doméstica sempre teve tratamento legal diferente do empregado de empresa exatamente por se tratar de pessoa que presta serviço no âmbito familiar e não para uma sociedade que tem por fim o lucro. A legislação sempre partiu desse princípio, certo ou errado.
    Absurdo e racista dizer que a empregada doméstica também é um ser humano e merece o mesmo que os demais empregados, como se fosse necessário afirmar tal coisa. Trata-se de analisar as características de uma categoria de empregados que tem seus aspectos peculiares. Alguém pode achar que bancários e petroleiros têm as mesmas regras trabalhistas?
    A empregada de que muitos falam nos comentários, aquela escrava que presta serviços a sinhazinhas indolentes e mulheres ociosas não é hoje, definitivamente, a contingente maior da categoria. Empregadas que dormem no emprego muito menos.
    O serviço doméstico hoje é feito predominantemente por pessoas que vão trabalhar e voltam para suas casas no mesmo dia. A lei assegura salário mínimo ou piso regional quando esse for mais elevado, mas seria também correto afirmar que a maioria das domésticas recebe valor superior ao piso. Considerar que as empregadas domésticas de hoje são exatamente iguais àquelas que se viam até as últimas décadas do século passado é um erro de avaliação. Trata-se de uma categoria de trabalhadores(as) que tem representação sindical e muita consciência de seus direitos.
    A grande diferença introduzida na lei recente em processo de aprovação é o FGTS obrigatório, e esse é, sim, um fator que vai sacudir o mercado de trabalho das domésticas no Brasil. Para um empregador de classe média – maior mercado de trabalho – pagar além do INSS (12%) os 8% de FGTS e ainda ter que quitar 40% do valor dos depósitos na despedida da doméstica elevará o custo às alturas.
    O direitos devem ser assegurados, sem a menor dúvida, mas que restringirá imensamente o mercado de trabalho, não há dúvida alguma.
    Haverá uma corrida agora para as “diaristas”, estas totalmente desprotegidas, já que sem carteira assinada e sem vínculo de emprego não têm direito a nada. Isso sem falar que há jurisprudência firmada no TST no sentido de que aquela que presta serviço na mesma casa três vezes por semana é diarista e não empregada. Esse sim um absurdo dos grandes.
    Melhora-se a vida de alguns poucos em detrimento da desproteção total de grandes contingentes. Não sei se vai ser efetivamente melhor.

      • Eu li sim o texto Edu, conheço as mudanças na lei e falo com o conhecimento de quem trabalhou com isso a vida inteira. Eu fui juíza do trabalho e tive sob minha jurisdição milhares de processos de empregados domésticos.
        O problema hoje é a precarização chancelada pelo TST em relação às domésticas que trabalham alguns dias na semana. Esse grupo, que hoje predomina largamente, não tem proteção legal alguma. Pode trabalhar 10 anos numa mesma casa que, ao ser despedida, sairá de mãos vazias, porque seu vínculo empregatício não será reconhecido.
        Essa Danuza é uma idiota, que fala a partir do ponto de vista da “patroa”, todos nós a conhecemos de longa data. Eu falo do ponto de vista de quem conhece o mercado de trabalho doméstico e as dificuldades que existem em sua regularização trabalhista.
        Aviso prévio, férias de 30 dias com 1/3, 13º salário são direitos que o judiciário trabalhista concede às domésticas há longo tempo, por simples interpretação da CF. Jornada de trabalho é uma inovação da lei, altamente positiva, mas não totalmente factível. A empresa tem cartão de ponto, a casa de família terá o que? A efetivação do direito ficará sujeita à prova por testemunhas o que, eu lhe afirmo, é extremamente difícil em se tratando de empregada doméstica. Há que se inventar soluções criativas para esse problema, a lei só não é suficiente.
        E volto a dizer, o FGTS reduzirá drasticamente o mercado de trabalho doméstico formal. Não sou contra, evidentemente, mas é preciso ver a lei naquilo que ela trará de consequência sobre o conjunto da sociedade.
        E como eu já disse antes, tenderemos a ter o trabalho doméstico como ele é tratado em países mais desenvolvidos, mas sem os benefícios que estas nações oferecem. Aqui serão trabalhadoras sem proteção legal, porque terão status de profissionais liberais, e sinceramente não creio que isso seja positivo.
        Eu ainda acredito que a formalização do trabalho é melhor para qualquer trabalhador.
        Um abraço.

          • A CLT divide-se em onze Títulos que consubstanciam o cerne da legislação de proteção ao trabalhador brasileiro, além do Título VI-A, que estabeleceu as Comissões de Conciliação Prévia, e da legislação extravagante. O Título II apresenta as normas gerais de tutela do trabalho. Já o Título III estabelece as normas especiais de tutela, sendo certo que os quatro Capítulos deste Título instituem proteção ao trabalhador a partir da análise do elemento primordial que distingue estes obreiros tutelados em suas peculiaridades e individualidades enquanto categoria profissional. Fomentou-se, pois, a nacionalização do trabalho (Capítulo II) e protegeu-se o trabalho da mulher (Capítulo III) e do menor (Capítulo IV).

            O Capítulo I trouxe disposições especiais sobre a duração e as condições de trabalho, fazendo menção expressa aos bancários, empregados nos serviços de telefonia, músicos, ferroviários, estivadores, jornalistas, professores, etc.. Obviamente, cada uma destas categorias recebeu o devido tratamento diferenciado em razão de aspectos peculiares, sejam eles de ordem biológica, sociológica ou econômica. Tem-se que os aspectossingulares da vida cotidiana que diferenciam cada uma destas espécies de trabalhador impingiram à tutela especial, ampliada e rigidamente estabelecida. Logo, o legislador vislumbrou a importância da exceção, retirando estes trabalhadores de algumas das regras gerais previstas no Título II.
            No caso dos bancários, cujo regramento especial encontra-se nos artigos 224 a 226 da CLT, é fato irrefutável que a ampliada proteção no tocante à duração da jornada de trabalho decorreu de específica ordem biológica.

            Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/22549/o-contrato-de-correspondente-de-instituicao-financeira-e-a-natureza-juridica-do-vinculo-de-emprego-a-ordem-e-a-unidade-do-sistema-juridico/3#ixzz2OYk1B3BW

            http://jus.com.br/revista/texto/22549/o-contrato-de-correspondente-de-instituicao-financeira-e-a-natureza-juridica-do-vinculo-de-emprego-a-ordem-e-a-unidade-do-sistema-juridico/3

          • Mas ainda bem que ela respondeu, mesmo sendo o seu reply errado.
            Concordo com o q Zuleika disse, e ao mesmo tempo é preciso que se diga: Isso esbarra em impostos altos, custos altissimos de moradia, inflação etc.
            essa mudança vai gerar na nossa cultura, o que gerou na Europa (que por sinal está quebrada… #prapensar): Pouquíssimas pessoas tem empregadas domésticas em casa.
            No máximo diaristas sem vinculo.
            O que será feito da mão de obra flutuante que vai surgir ?
            Quem tem filhos, escola pra pagar, vestuário… haja despesa!
            Quem viver, verá.

    • Perfeita a sua análise. Apenas eu digo que uma diarista recebe por dia trabalhado em torno de 120 reais , café da manhã e condução. Pelo menos é o que pagamos aqui em casa.

    • Melhor comentário, muito esclarecedor e juridicamente correto. Não é apenas gritaria e escandalo. A figura da escrava já não existe desde muito tempo, mas é como uma mágica na cabeça das pessoas. Há uma tendencia muito clara e muito machista, principalmente na esquerda, de que ter um empregado doméstico é um crime moral, uma distorção de caráter. Não é. A grande maioria das pessoas não é Danuza Leão, essa criatura saida das trevas.
      Desde que respeitados os direitos trabalhistas, ter alguem em casa para ajudar pode ser muito necessário. Acontece que a maioria não está nem aí para o fato de sua mãe/esposa/irmã/filha, ter que trabalhar muitas horas por dia e ainda ter que chegar em casa e lavar, passar , cozinhar e limpar. Esse marido/pai/irmão/filho que ajuda nos afazeres doméstico é mais raro do que possa parecer.
      A questão dos empregados domésticos, tratada com tanta propriedade pela Dra. Zuleika, deve ser encaminhada com serenidade e respeitada a lei. A proteção das diaristas é tambem algo que deve sim ter uma regulamentação para que não aconteçam abusos. Mas não confundam as Danuzas retardadas com todas as mulheres trabalhadoras que necessitam de alguem para ajudá-las. Porque jornada dupla de trabalho, isso sim é escravidão. Além de trabalhar e ajudar no sustento da casa ( na maioria das vezes, sendo arrimo de familia mesmo), a mulher ainda é responsável pelos filhos, quando existem. E por essas jornadas duplas de trabalho não recebem nem um “muito obrigado”. Talvez um patético cartãozinho com frases feitas e um liquidificador no dia das Mães.

      • Belle, não é por nada não, a vida inteira, trabalhei fora, estudei, fui dona de casa, mãe, e nunca tive ajudante doméstico. Hoje sou avó, tenho 48 anos, ainda trabalho fora, no ano passado terminei a segunda faculdade. Faço todo serviço de casa, não tenho carro, ando muito, e agradeço muito, por isso estou em forma, pois também faço ginástica. As domésticas também tem suas casas, seus filhos e maridos para cuidar.

        • Desculpa, heim? Supermulher não se encontra todo dia. Não tenho a idade da senhora, mas aqui em casa não permitimos á nossa mãe esse tipo de escravidão.
          Sim, as domesticas tem sua casa e filhos pra cuidar, e fazem isso com o dinheiro que pessoas honestas, trabalhadoras e respeitadoras dos direitos trabalhistas pagam á elas. Como aliás, se faz em todo trabalho remunerado.
          Ou seja, pela sua fala, a senhora concorda que a mulher seja duplamente explorada e ainda agradeça por isso?

          • Não foi isso que quis dizer, digo sim que o trabalho doméstico deverá ser feito por nós mesmos, sendo homem ou mulher, ex: em uma casa com pai, mãe e dois filhos sendo uma moça e um rapaz. As tarefas deverão ser divididas em quatro pessoas, não importa o sexo. Claro que uma casa com idoso, não deverá ser dividido assim, a não ser que o idoso seja saudável e faz questão de trabalhar como a avó de milha filha, mora sozinha e faz todo trabalho doméstico, apenas tem uma faxineira quinzenal. Meu trabalho dispensa muito do meu tempo, trabalho na área de sistema bancário, não tenho feriado, geralmente quase todos os finais de semana e mesmo assim limpo meu próprio ap, cozinho, lavo e passo minhas roupas, faço ginástica em casa mesmo, e ainda arrumo tempo para estar aqui lendo os blogs e face. Não sou super mulher, apenas uma brasileira que está acostumada com batente. E penso que o futuro seja assim, como já é na Europa e EUA, onde doméstica custa caro, somente os que podem pagar tem. Digo isso porque já fiz faxina quando morei na Espanha.

    • Dona Zueica so uma correçao :A multa no valor dos depósitos na despedida dos empregados nao é de 40%, ela é de 50%, porem o que vai para o bolso do trabalhador é somente 40% os ou 10% ficam com o governo

  • Edu, a Danuza é o pior tipo de dondoca. A dondoca decadente. Ela não tem essa grana toda não. Já teve, agora é grãfina só na pose, é socialite remediada
    Por isso, ela está legislando em causa própria. Está desesperada porque acha que do jeito que vai não terá condições de manter uma mucamba 24 horas por dia. Imaginou, ter que lavar uma louça, estraga as unhas da madama!
    Agora, quem disse que ela tem um mínimo de preparo intelectual para manter uma coluna num jornal? Ela está na dela, falando as besteiras que as dondocas falam no cabeleleiro. A culpa é da Folha, que dá espaço

  • Essa triste figura é daquelas pessoas que quando pedem para agachar já estão ajoelhadas. A galeria é farta, figurinhas carimbadas pelo PIG et caterva. Não consigo ler nem assistir nada dessa gente. Seu trabalho, Eduguim, é de utilidade pública. Excelente artigo.

  • Sr. Eduardo, incrível como alguns desandam a escrever disparates nos jornais; outro dia um desse economistas da turma dos tucanos escreveu que o emprego em alta alimenta a inflação, gostaria de saber se ele e a familia dele iriam contribuir para o inflação cair ficando desempregados, o maior flagelo que pode acontecer a uma pessoa; demorou muito para o congresso aprovar esses direitos, aliás, para falar a verdade, quando se trata de direitos dos trabalhadores esse congreso é inutil.

  • Caro Eduardo, bom dia!!

    O que voiu contar, seus leitores não irão acreditar!!! Meu irmão trabalha para um detrminado milnionário residente no PANAMBY. Então a patroa desconfiou que os empregados da residência – um “modesto” AP de mais ou menos 400 metros quadrados – estavam comendo as frutas que ficavam sob uma mesa. Pois bem, sabem o que a dita cuja fez?! Mandou alguém contar as frutas todos os dias e informá-la se acso elas “desaparecessem”!! Numa outra situação, parece que houve uma mudança e , desta vez, o patrão, não contratou uma empresa especializada em transporte- ele é pobrezinho, coitadinho – mas utilizou os próprios empregados para fazer a mudança e no final não pagou nem mesmo um copo d’água para os pobres infelizes.

    • Não achei abusivo o fato do patrão contar as frutas. Se na empresa onde trabalhei eu pegasse folhas de sulfite pra levar pra casa para meus filhos desenharem (sic!), ou então um bocado do açúcar que fica na mesinha do café e colocasse na bolsa, eu seria formalmente demitida, concorda?

  • “Elite” é “elite” em qualquer lugar. Essa turminha foi terrível por toda a Europa, por exemplo… Por que mudou? Medo do povão que, cada vez mais lutava (brigava mesmo,e nas ruas) por seus direitos… No Brasil não será diferente. As domésticas que a tal Danuza comenta, estão estudando e colocando seus filhos em escolas. E, em breve, o povão passará como rolo-compressor sobre essa gentalha estúpida e preconceituosa: a “elite” brasileira.

  • nenhum, nem outro

    Claro que os benefícios trabalhistas e formais teriam que ter chegado às domésticas ..mas ..mas

    mas claro que também há exageros em muito do que esta contido em nossas leis.

    Oras, eu vivo dizendo que pelas últimas décadas o brasileiro, quando comparece, só o faz pra fazer o bebê, ..o resto, muitos ainda entregam ou responsabilizam o ESTADO pra que este faça valer os deveres deles, dos pais (e mães) irresponsáveis, ausentes e mal educados (ensinados de como proceder)

    Tudo começa da Camisinha e pilula gratuita (e já já, dependendo de alguns, mesmo que pro sexo libidinoso, o fornecimento do aborto indistinto e gratuito tb) ..depois vem o pré-natal, o enxoval, a maternidade, o pediatra, o berçário, a creche, o 1o e 2o grau com direito a material, vacinas, uniforme, alimentação e transporte, depois ainda tem a universidade pública e/ou a PARTICULAR de 5a qualidade hoje mantida com dinheiro da viúva e que ajuda a uma politicalha a encher as suas burras ..claro, como não, às vezes teve tb o dedo do estado que permitiu das visitas íntimas nas cadeias medievais, e isso com direito a renda pras famílias dos marginais

    pronto ..e se tudo der errado, ainda temos a aposentadoria famélica e/ou bolsa família com direito a assistência médica gratuita por toda vida, somados ainda a farmácia e restaurante popular, vale gás, dentadura, energia, IPTU e conta d´água popular..

    O que tento demonstrar, antes de censurar de forma indiscriminada, é que ao meu modo de ver há um certo exagero em todo este processo pois, convenhamos, quem paga por tudo isso neste sistema de imposto regressivo acaba sendo a própria pobre classe C/D e E via consumo..

    e não paga só pelos impostos mas mas tb pelos desperdícios, corrupção e abusos que os acompanham (na fiscalização, arrecadação e aplicação nos gastos que abrangem a Federação e todos os 3 poderes que no dinheiro acabam pondo a mão)

    e aí ..aí ainda temos leis trabalhistas que, sabendo que o nosso ESTADO é de brincadeirinha (o tal que arrecada como desenvolvido e devolve como terceiro mundista) vem as leis e ainda DUPLICAM muitos dos encargos, exigindo, por exemplo, em diversas situações, que o empregador (entenda consumidor) ainda de assistência médica, transporte, alimentação, creche e educação, ou mesmo moradia suplementares..

    ..e isso quando não vem política que pra agradar a classe de DEformadores de opinião oferece uma série de benefícios questionáveis pra quem ofertar “graciosamente” vale cultural e ou isenção pra ONG de todo tipo – tudo movido a renuncia fiscal – principalmente ligada a amigo e político

    difícil ..difícil mesmo esta falta de IDENTIDADE ..esta falta de se ter clareza sobre o que queremos e como pretendemos ser ..de entendermos que cada um dia nós é responsável pelo todo, e a ela devemos mais servir do que tirar ..que o ESTADO é mais um condomínio do que CASA DA MÃE em que cada filho desaforado entra e se serve sem perguntar quanto custa e quem paga a conta

    ..e enquanto impera esta esquizofrenia trabalhista eu termino aqui como comecei, achando que tanto a critica da Danuza esta desfoca (a critica da direita), como a defesa desta realidade TORTA que o Eduardo insiste em bancar (a da esquerda assistencialista)..

    ps – e depois tem gente que reclama e não entende o custo brasil, o preço dos produtos/serviços “nacionais” frente a RENDA da população ..ou a origem da nossa corrupção e desperdícios

    http://www.youtube.com/watch?v=zE4qLkk208A

  • Hum. Por um lado, a Danuza está certa em apontar que o custo para se ter uma empregada doméstica vai ficar alto, especialmente para os que mais precisam de tal profissional (o típico casal de classe média aonde ambos têm que trabalhar e alguém têm que cuidar da casa/filhos).

    PORÉM (em maiúsculas para facilitar para os que não conseguem interpretar o que lêem), TODA E QUALQUER profissão deve pagar o suficiente para a pessoa poder viver. Qual seria o ponto de se trabalhar de domingo à domingo na casa de alguém e mal conseguir pagar as contas do mês? A nossa “elite” não se importa com este detalhe fundamental porque eles estão acostumados à ver os outros como escravos ao invés de pessoas, e para eles escravo não merece salário digno.

    Moral da história? Não dá de sustentar a “doméstica barata” às custas da dignidade da mesma.

  • ESSA FOSSA AMBULANTE DEVERIA SER PRESA PELO MONTE DE PRECONCEITOS E DESRESPEITO HUMANO QUE RELINCHA NESTE “ARTIGO”, O QUAL SÓ PODERIA SAIR NUM JORNAL FASCISTA QUE FOI CÚMPLICE DOS ASSASSINATOS, SEQUESTROS E TORTURAS DA OPERAÇÃO BANDEIRANTES; JÁ QUE EMPRESTOU SEUS VEÍCULOS PARA A DITADURA REALIZAR TAIS BARBARIDADES. O MAIS DEPLORÁVEL DE TUDO ISSO, É QUE EMBORA MINORITÁRIA, ESSE MONSTRO NÃO É O ÚNICO DE SUA ESPÉCIE : NAS ELEIÇÕES DE 2010, LEMBRO-ME DE UMA VIZINHA DO PRÉDIO EM QUE MINHA ESPOSA MORAVA ANTES DE NOS CASARMOS, A TAL CAVALGADURA AFIRMAVA QUE VOTARIA EM JOSÉ SERRA(O QUE POR SI SÓ JÁ É REVOLTANTE, UMA PERNAMBUCANA VOTANDO NUM VERME QUE ODEIA O NORDESTE)E UMA DAS “RAZÕES” QUE LEVAVAM ESSA ABERRAÇÃO A VOTAR EM SERRA ERA EXATAMENTE A “FALTA” DE EMPREGADAS, CAUSADA COMO ELA MESMA DISSE PELO FATO DE LULA TER MELHORADO AS CONDIÇÕES DE VIDA DESSAS PESSOAS, O QUE AS LEVOU AO “ABSURDO”(NA VISÃO DESSA DEFORMADA)DE ESCOLHEREM OUTRAS FUNÇÕES OU PERMANECEREM NO TRABALHO DOMÉSTICO EXIGINDO SALÁRIOS MAIS DIGNOS. FELIZMENTE “PESSOAS” (SE É QUE ESSES MONSTROS MERECEM RECEBER TAL DENOMINAÇÃO; MELHOR SERIA CHAMÁ-LAS DE MONSTROS) COMO ESSAS DUAS SÃO MINORIA, MAS EXISTEM. CORRESPONDEM AO “PENSAMENTO” DE UMA ELITE E PARCELAS DA CLASSE MÉDIA, BRANCAS, QUE; NÃO APENAS NO SUDESTE, MAS EM TODO O BRASIL; AINDA POSSUEM UMA MENTALIDADE ESCRAVOCRATA E ACREDITAM VIVER NO PAÍS “ERGUIDO” SOBRE O HORROR DA ESCRAVIDÃO, QUE SEUS ASCENDENTES COMANDAVAM OU ERAM OS “AUXILIARES DIRETOS” DOS QUE COMANDAVAM(COMO O SÃO HOJE OS “EDITORES” E “JORNALISTAS” AMESTRADOS EM RELAÇÃO AOS BARÕES DA COMUNICAÇÃO), POSIÇÃO QUE ACABA COLOCANDO-OS, COMO A TODO JAGUNÇO, NA CONDIÇÃO DE “ASPIRANTE AO PRIVILÉGIO” (COMO DIZ MINO CARTA), SENTINDO-SE ASSIM MAIS “ELITE” DO QUE OS QUE VERDADEIRAMENTE O SÃO (“ELITE” EM RECURSOS, JÁ QUE MORAL E INTELECTUALMENTE SÃO ESCÓRIA) E ASSIM ADOTANDO TODOS OS PRECONCEITOS E A “IDEOLOGIA” FASCISTA DAQUELES A QUEM SERVEM. É essa gente que enxerga o trabalho doméstico no Brasil com uma visão escravocrata, não admitindo que essas trabalhadoras sejam tratadas exatamente pelo que são, trabalhadoras como outros quaisquer, que desde sempre deveriam ter tido acesso aos mesmos direitos trabalhistas conferidos aos outros : a “desculpa” esfarrapada de que esses trabalhadores eram pagos por pessoas físicas que não poderiam arcar com tais custos, se hoje já está mais do que superada pelo aumento de renda da população, mesmo no passado poderia ser respondida com o simples argumento de que, os que não pudessem contratá-las em tempo integral, empregariam-nas em regime temporário, as “diaristas”, o que se de um lado não estabeleceria vínculo trabalhista e tornaria menos oneroso a utilização de empregados domésticos por pessoas de menor poder aquisitivo, de outro libertaria as profissionais da prisão de um emprego fixo, permitindo-lhes obter ganhos em várias atividades). Assim, se agora o crescimento da renda da população torna impossível usar os custos trabalhistas para “argumentar” contra a libertação das empregadas de sua condição escravocrata, através da mais que obviamente justa extensão a elas dos direitos conferidos a qualquer trabalhador; no passado, quando não vivíamos o crescimento econômico atual, também teria sido possível tratar os trabalhadores domésticos como qualquer empregado, uma vez que sempre existiu a opção do trabalho “free lance” para que esses profissionais prestassem serviços àquelas pessoas sem condições de arcar com um trabalhador fixo e mantivessem a liberdade de possuir vários empregos e ter uma renda mais elevada; o que nos leva a inelutável conclusão de que a falta de direitos trabalhistas das empregadas domésticas nunca foi somente uma questão econômica, mas cultural, oriunda da visão preconceituosa com que os segmentos médio e alto observavam essas profissionais, vendo-as como trabalhadoras “menores”(escravas mesmos), garantindo a sobrevivência nas relações econômicas e sociais de um dos mais explícitos arcaísmos, entre tantos outros que ainda se mantêm velados, nascidos dos horrores da escravidão. É claro que também ajudavam a sustentar esse arcaísmo as condições de vida miseráveis em que estavam mergulhados os estratos sociais mais oprimidos, aos quais pertencem esses trabalhadores, antes da ascensão de Lula ao poder, condições que tornavam enorme a oferta de mão-de-obra barata para os serviços domésticos, sendo mais um fator a contribuir para que as relações sociais não evoluíssem no segmento, facilitando a oferta de salários baixíssimo e dificultando a possibilidade dos empregados domésticos trabalharem em horário parcial, prestando serviços. Assim, a extensão dos direitos de qualquer trabalhador às domésticas é, além da óbvia evolução econômica e social que representa, uma mudança cultural profunda a conferir dignidade para essas trabalhadoras(que em sua maioria são mulheres, outro segmento social oprimido)conferindo-lhes respeito e igualdade como profisisonais(e não escravas) que são e desse modo têm que ser tratadas. Dá para entender agora os “motivos” doentios da chiadeira da sinhazinha Danuza Leão. Sinhazinha apenas em seus delírios megalômanos, porque de fato é uma patética e decadente caricatura de um passado do qual a cada dia nos libertamos.

    • “ESSA FOSSA AMBULANTE DEVERIA SER PRESA PELO MONTE DE PRECONCEITOS E DESRESPEITO HUMANO QUE RELINCHA NESTE “ARTIGO””

      Se Danuza deve ser presa por desrespeito humano, pergunto ao comentarista qual deveria ser sua punição por chamar uma pessoa de fossa ambulante e que não fala mas relincha,

      Pensei que haviam novas normas para escrever aqui. A colunista expressou sua opinião. Creio que podemos demolir seus argumentos, mas jamais insultar a pessoa.

  • alguém lembra da música “A Banca do distinto”

    Não fala com pobre, não dá mão a preto
    Não carrega embrulho
    Pra que tanta pose, doutor
    Pra que esse orgulho
    A bruxa que é cega esbarra na gente
    E a vida estanca
    O enfarte lhe pega, doutor
    E acaba essa banca
    A vaidade é assim, põe o bobo no alto
    E retira a escada
    Mas fica por perto esperando sentada
    Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
    Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
    Todo mundo é igual quando a vida termina
    Com terra em cima e na horizontal

  • Acho e suponho que eles, as partes em comum acordo, vão pagar algum por fora. É lógico.
    proponho tambem que alguem altere – por acordo de lideranças por ex- aquele item dos 40 pct FGTS
    por uma possivel opçao bilateral que produza o mesmo ou melhor efeito: por ex. uma conta poupança em nome da empregada que receba parcelas mensalmente.Se gastou é problema dela! É para algo para debater e pensar.
    Isto é como o cigarro: um mercado HOJE de varios milhoes de consumo & adeptos mas em plena queda e encolhendo sózinho, sendo questao de tempo para tornar-se nada relevante.

  • “Antes tarde do que nunca”!
    É, estamos diante da possibilidade real de que após 125 anos, a Lei Áurea assinada em 13/05/1888, por Sua Alteza Imperial Princesa Dona Isabel Cristina Orleáns e Bragança, venha em pouco tempo, a valer também, para Empregadas Domésticas e Empregados Domésticos.
    Fiquemos atentos!
    A conferir!

    PS: Há setores do patronado nacional (de DNA escravocrata), sindicatos (traíras e disfarçados de trabalhadores), (e até setores do Governo Dilma?) e do Congresso Nacional que pretendem revogar a Lei Áurea através de uma tal Flexibilização das Leis Trabalhistas.

  • Perfeito, Edu!

    Engraçado é que essa gente sempre quer que o Brasil seja como os países de primeiro mundo, sempre fazendo comparações, mas só naquilo em que têm interesse, querendo manter o “status quo” encontrado em um país miserável no que não lhes aproveita.

    Ora, em países de primeiro mundo, de grande renda per capita, o empregado doméstico fixo é um luxo e raramente alguém da população trabalha nessas funções, porque o nível de escolarização lhes permite ter empregos especializados.

    Aliás, vale a lembrança das milhares de brasileiras que imigravam para os Estados Unidos até uns 10, 15 anos atrás, justamente para realizar essas atividades para os americanos, que não punham a “mão na massa”.

    Então, se no Brasil vem ocorrendo algo semelhante, é sinal de que o país está mais próximo da realidade dos países ricos, só que aí não interessa, aí é ruim pra essa gente a comparação. Desenvolvimento sim, desde que isso não mexa nas regalias deles.

  • Olha, moro na Europa a 11 anos e desconheço as novas leis brasileiras.
    Mas quero comentar que Danusa està muito errada quando diz que aqui (ta, na França, aqui do lado da Belgica) – ninguem descasque batata ou cenoura, que compra-se tudo pronto. MENTIRA. Fantasia da cabeça dela. Tem-se a opção de comprar pronto mas não e um habito diario.
    Eu concordo com ela que deveria regularizar o trabalho por hora. Aqui funciona assim. As empregadas são terceirizadas. E 99% da população NÃO TEM empregada fixa. Quem tem, contrata alguèm para vir limpar a casa de vez enquando (tbm terceirizada), ou para passar as roupas.
    No Brasil existe a exploração desse tipo de mão de obra porque è barato. Aqui não. Aqui tem -se o salàrio minino POR HORA que e determinado por idade e tipo de trabalho.
    Ela esta muito equivocada quando fala sobre os habitos europeus.

  • eu digo que o meu deus me sacaneou, levou a narinha e deixou essa merda por ai.
    observo que esse tipo de pessoa, é aquele que gostava de entrar clandestinamente na america e ser lá, simplesmente domestica,pois a sua capacidade intelectual só lhe reservava isso, e agora critica,bem ela e essa merda de folha se merecem.
    reinaldo carletti

  • Ridículo achar ou considerar que uma pessoa não tem direito aos direitos trabalhistas. Um ser humano adoece e precisa de respaldo , afinal somos parte da vida.De repente lembrou-me o passado. Na época,como professora , grávida e sem sala de aula e sem vínculo como efetiva em dois momentos fiquei sem remuneração. Na vinda do primeiro filho trabalhei praticamente até o momento do nascimento e retornei 3 meses após.No segundo o pai de meus filhos desempregado e doente tirei licença sem remuneração também. Foi difícil, fui socorrida por familiares e vendi todas as minha jóias.Portanto que estas dondocas lavem suas louças, morem em casas menores se não podem ter empregadas. Foi o que fiz por muito tempo e estou viva.Mas…que seja garantido o mínimo de proteção a um ser humano…eu sou testemunha viva do descaso social no passado.

  • O que esperar de uma infeliz que todo dia pela manhã toma um tremendo susto?
    A figura já é feia durante o dia, imagina quando acorda e se mira no espelho!

  • Edu.

    Uma criatura que esqueceu do passado e de envelhecer você quer o que?
    Com a ultima plástica virou sósia do Pinguim do Batman e merece um brinde (Veuve Cliquot, paga no cartão em 3 vezes) por pretender discutir corrupção, pobreza e mazelas afins sem se dar conta de que tudo isso é resultante de uma elite burra , analfabeta e mesquinha.

  • O engraçado – mais trágico que engraçado – é que esta gente acha ainda que existe um imenso contingente de mulheres que querem ser suas escrevas domésticas, como se elas, dondocas, estivessem fazendo um super favor social ao empregá-las. Essa gente não entende que já sem a lei, este tipo de trabalho já está se extinguindo aqui porque as antigas empregadas estão conseguindo melhores trabalhos e estudando mais. Essa elite escória está cada vez mais desnorteada.

    Já vi gente da classe média conservadora dizer que as empregadas domésticas estão acabando e são mais exigentes por causa do Bolsa Família. Segundo eles, as empregadas preferem deixar de trabalhar para gerar filhos e depender do estado e de nossos impostos. Eles acham que esta é a causa. Por isso que fazem parte dos 4%, e lá ficarão assim.

  • Eduardo, lembra daquela madame que não queria que a empregada usasse o mesmo elevador que ela? Já imaginou a cara da madame agora quando cruzar com a empregada no aeroporto? Como diz PHA, “Um horror!”.

  • POLITIZAR É SALVAR! ORGANIZAR É VENCER! UNAMO-NOS!
    Ajude um parente, um amigo, um conhecido, a salvar sua vida, a vida de nossa Pátria e da sociedade:

    POLITIZE-OS!

    Essa é a ideologia da direita satânica. Esses são os “argumentos” desses desgraçados direitistas: não é empresa, não podem pagar, vai ter desemprego, etc. etc. e “farofinha”. Qualquer avanço social, das massas, por minimo que seja, sempre terá forte, fortíssima oposição desses negadores/assassinos da vida dos outros claro.

    Essa direita capitalista falida, e hoje DESMASCARADA por quase toda humanidade, ainda tem muito poder de fogo. Basta ver sua midia intocada e tão temida/amada pelos politicos. ELES ESTUPRAM OS MINIMOS DIREITOS DOS POBRES, DA SOCIEDADE COMO UM TODO. ELES DETURPAM E ATUAM PARA DESORGANIZAR TUDO QUE É AVANÇO SOCIAL. ELES MATAM, ASSASSINAM E VÃO PARA AS IGREJAS REZAR. Eles acham que enganam a Deus.
    Nós estamos ENCARANDO O DIABO DE PERTO E EM PESSOA. E não raras vezes, com a “lábia doce” que lhe é peculiar.

    Nossa Guerra é uma GUERRA SANTA.

    VENCEREMOS!

  • pobre danuza…
    encomendou plástica de star e ganhou a cara da cheeta do tarzan…
    acho a ex-modelo até conformada pro tanto que deve ser RECALCADA

  • Sinceramente, não achei nada absurdo a materia da Danuza, pois é uma verdade, ao contrarar uma domestica, daria mais preferencia uma sem filhos, pois JAMAIS vou querer gastar mais, com auxilio ou algo parecido. É facil ficar falando…falando…mais a verdade é que quem é classe media e precisa de uma domestica em casa, nem sempre vai ter condições de pagar uma como se ele fosse uma empresa. Deveria sim rever e ajustar essas mudanças, e vamos parar de maquiar as coisas.Se não tiver cuidado, rola mais desemprego SIM.

  • No dia em que alguém me vir lendo coluna social e, ainda por cima, da execrável Folha, só poderá haver uma razão: enlouqueci! Daí, internem-me!

  • Bela análise.
    Acho que a questão pode ser dividida em duas dúvidas:

    1) Por que a elite precisa de empregados domésticos?
    Aí temos duas possibilidades:

    Se o empregado ou a empregada forem profissionais importantes para determinado lar, a extensão do direito trabalhista básico não será um grande problema. Afinal, é a existência desse empregado que faz com que o patrão possa trabalhar fora e ter sua renda. Nada mais justo que uma melhor distribuição.

    Mas se o empregado ou a empregada forem extravagâncias da elite brasileira, seguramente estes profissionais migrarão para outros setores, como já vêm fazendo. E como foi bem demonstrado pelo texto.

    2) Por que um empregado ou empregada que trabalha no lar deveria ter direitos trabalhistas diferentes de um que trabalha em qualquer outro lugar?

    Poderiam dizer que é porque está dentro da casa? Sim. E daí? O técnico da telefonia também tem seu serviço dentro dos lares. Há toda uma sorte de profissionais que trabalham dentro dos lares. Por que um empregado ou empregada doméstica não tem direito a FGTS e um profissional de portaria tem? Cuidar da recepção do condomínio é praticamente análogo a cuidar da recepção e manutenção de uma casa.

    A profissionalização do serviço doméstico só vai ajudar todo mundo:
    – O patrão ou a patroa terão um contrato formalizado, com um profissional mais motivado e bem remunerado. Com garantias trabalhistas.
    – O empregado ou empregada terá mais motivação e chances de crescer profissionalmente.

    E se alguém não puder pagar pelo serviço de um empregado ou empregada, não tem problema: temos certeza de que esse profissional vai achar um trabalho melhor.

  • Sem entrar no mérito, fico pasma quando ao comentar sobre uma mulher a beleza ou feiura entra em pauta, eta cabeças pequenininhas, ela não escreve nem pensa com a cara, olha o preconceito contra a velhice e contra a mulher.
    O principal vcs não viram, ou não comentaram…ela ,sem nexo nenhum, sem nada a ver com o artigo, deu um jeitinho de detonar a Dilma, isso foi o que me chamou mais a atenção, este pessoal coloca a Dilma e Lula em qualquer assunto, que paranóia!

  • Os comentários (em geral) da Dona Danuza seriam risíveis se não fossem o trágico retrato de uma parcela grotesca remanescente do que outrora foi uma ‘elite’. Hoje essas criaturas anacrônicas seriam apenas dignas de pena, mas como se atrevem a externar seus preconceitos chanceladas por veículos da mesma laia, merecem a justa crítica. Em compensação, fico feliz em ler comentários como os de Zuleica Jorgensen que, como os textos do Eduardo, me ajudam a pensar e refletir.

  • eU ACHO QUE A COLUNISTA NÃO ESTÁ ERRADA, COMO SEMPRE, AS PESSOAS MEDIOCRES COLOCAM A CULPA NAS CLASSES MAIS ALTAS, COMO SE TUDO FOSSE CULPAB DELA. O BRASILEIRO TEM QUE PARAR COM ESSA IDÉIA DE QUERER TER SÓ DIREITOS E COMEÇAR A ARCAR COM ALGUMA RESPONSABILIDADE TAMBEM!

  • Pensar que essa mulherzinha foi casada com o nobre Samuel Wainer, grande defensor do trabalhismo desde a época de Vargas e depois Jango!!! Como podia tanta diferença junta!!!!!! Mulherzinha que causa asco.

  • BANCO MUNDIAL: El mundo, y América Latina, parecen mirar cada vez más a Brasil, especialmente en temas de economía, sociedad y desarrollo. En el 2012, Brasil, se ha convertido en el país de referencia en reducción de la pobreza, igualdad de género y exportación de conocimientos, por ejemplo.
    Y es que Brasil está a la cabeza de muchos rankings globales: es la sexta economía del mundo, el quinto país más grande, el segundo con más aeropuertos, o el que tiene más especies de animales. Pero quizás lo más importante es que, desde el 2003, sacó a 20 millones de personas de la pobreza, y con el programa Brasil sem Miseria, pretende erradicarla para el 2015. VÍDEO: http://t.co/xYH6JX7vIy

  • Na Europa ninguém tem empregada. Só os mais ricos. Uma diarista, talvez.
    Agora: nem em todos os paises as creches são de graça. Depende da renda. E em todo caso, querida Danusa, as chreches têm horário, geralmente encerram às 16 ou 17, no máximo 18 horas… e quando a criança adoece? E quando a creche fecha por férias? Existe algo que se chama “vire-se”, na Europa, e nos Estados Unidos também. É só aprender.
    É só se acostumar a fazer o trabalho doméstico que não é tão terrível, além do mais trata-se da SUA casa, da SUA família… e nem sempre todos colaboram, fica no colo da mulher, na maioria dos casos. Precisa educar os homenzinhos a ajudar desde cedo!
    E já viu as familias europeias comerem todo dia em restaurante pela falta de empregada? Essa é uma piada! E também as verdurinhas que vêm já prontas… onde? Onde é que essa mulher foi? Brasileiras e brasileiros, saiam dessa mentalidade de casagrande e senzala e aprendam a cuidar do que é seu! Sem estress, sem choradeira. É o progresso, ou, como diria o velho Clinton, é a economia, estúpida!

    p.s. é verdade que a diarista não é tutelada como a mensalista, mas ganha muito mais.

  • A coluna na Folha desta parasita ilustra bem porque o jornalismo tradicional, sobretudo o impresso, passa por crise de credibilidade e consequentemente a tiragem despenca há duas décadas, que jornal responsável daria espaço para esta múmia vomitar seus delírios e escancarar sua ignorância! e mais incrível é que os donos deses veículos na sua estupidez pagam as Danuzas e os Mainardis da vida para rebaixar o nível de suas publicações e cair em descredito. a ignorância realmente é cega!

  • Um texto sem pé nem cabeça que tenta nivelar por baixo atuando em causa própria e pra conquistar uma parcela de mercado de pessoas retardadas que eventualmente existe. Que nojo!

  • A Sra Danuza está redondamente enganada, só disse inverdades. Ao contrário, tenho colega de trabalho que está p com Lula, pois, disse que está difícil doméstica, assim como está acontecendo com trabalhador de obras de construção, essas duas funções ficou caro e está faltando gente no mercado. Pois é Dona Danuza, agora, vai ter que lavar seu próprio banheiro, seu prato, arrumar sua cama, afinal você é a única responsável pela sua sujeira, assim como todos nós, pode ter certeza, limpar nossas próprias sujeiras é prazeroso. Varrer casa, quintal, garagem é muito bom para manter a barriga um tanquinho, além de deixar os braços definidos. E mover-se bastante, andar, agachar, levantar, subir escadas, é ótimo para deixar as coxas grossas e firmes.

  • Minha opinião:
    A nova legislação traz dignidade às trabalhadoras e aos trabalhadoras domésticos ao equipará-los às demais categorias celetistas.
    Desafio: elaborar legislação para proteger as/os diaristas.
    E quem não der conta de bancar um trabalhador doméstico, faça como o Monsenhor Bergoglio: cozinhe a própria comida!

  • Lendo alguns os comentários aqui lembrei de um momento histórico qdo os abolicionistas pediam o fim da escravidão, ao que respondiam os contrários a ela: “…se libertarmos os escravos, o Brasil quebra…”

  • Vi o senador Requião no twitter propondo uma discussão sobre abater do IRRF os gastos com o trabalhador doméstico. Parece uma solução embora não dê para garantir que isso vá devolver o sono a dona danuza. Tadinha…

  • Edu,

    eu também moro em um dito país civilizado (Canadá) e as coisas são bem diferentes do que ela descreve, no que se refere a empregadas domésticas e diaristas. Tem muita gente, sim, que tem empregadas domésticas.
    Por outro lado, creche gratuita é só na França. Na América do Norte é bem cara, a menos para pessoas que ganham bem pouco e têm subsídios. Alguns poucos (porque ganham muito pouco ou estão estudando – geralmente mães solteiras), não pagam nada.
    Mas a média de preço para uma creche aqui em Toronto fica entre $1200.00 a $1500.00/mês.
    E nos Estados Unidos as casas/apartamentos são pequenos? Só se for em alguns lugares de NY.
    E não é verdade que comer fora é barato. Nem na América do Norte e nem na Europa. Em que mundo essa senhora vive? Penso que a realidade que ela descreve é referente às décadas de 70/80 e não dos dias de hoje.

  • Não vejo na Europa, nem em casas de “elite” (como ex-ministros, deputados ou altos executivos) a presença de empregados domésticos como temos no Brasil. No máximo, diaristas com tarefas específicas, que trabalham em duas ou três casas por semana. Na Holanda, paga-se em média 40 euros por quatro a cinco horas de trabalho, repetido semanalmente.
    Esta madame realmente está descolada, não do Brasil, mas do mundo capitalista que tenta servir com mentiras e gossips..

  • Pobre Senhora…Tenho uma empregada que, na avaliação dela, tem padrão de vida de americano privilegiado. Que bom…Eu me orgulho de ser uma pessoa que respeita a minha doméstica, pelos bons serviços que presta. Minha empregada tem CNH, seu carrinho, seu marido trabalha com moto e estão, com a ajuda dos programas sociais, construindo moradia de sala, 2 quartos, banheiro e cozinha. É eternamente grata ao LULA e, com vigor, diz que somente a partir dele teve esperanças de melhorar a vida. Sei que é um luxo, mas ela, filha de pedreiro, conserta o impensável aqui em casa. DONA DANUSA vai se ver sozinha quando mais precisar.

  • E o também reacionário jornalista, José Paulo de Andrade, que há décadas comanda o programa de rádio “O Pulo do Gato”, pela Bandeirantes, vive pregando em seu programa sobre essa lei e cadê os direitos dos patrões??? Esse senhor que todo dia 31 de março faz uma ode em seu programa sobre a “revolução de 64”, é também contra as ciclovias e qualquer coisa que beneficie o pessoal de menor renda.

  • Caro Eduardo vc e Danuza estão falando a mesma coisa. O trabalho doméstico está desaparecendo, assim como já desapareceu em outros países. Na medida em que as pessoas dispostas a prestar este tipo de serviço são cada vez mais raras, a PEC e seus possiveis benéficos ou deletérios efeitos deixarão de ser importantes. De resto, só nos cabe aplaudir a situação para a qual nos encaminhamos, com cada ser humano cuidando de sua limpeza e organizando seu espaço caseiro. Serviço doméstico sempre foi e continuará sendo um eufemismo para trabalho escravo mais abjeto, porque mostra ao empregado que o serviço que ele faz é desnecessário, só existe como um luxo arrogante; para mostrar mesmo quem é que manda (coisa de senhor de escravos). Fora isto, só restaram seus ataques pessoais a Danuza e seu endeusamento do PT. Como diria o companheiro Lula: “Nunca na história deste país” , li uma babação de ovo tão grande.

      • Excelente colocação, Gonçalo Falatumbi
        Ocorre que grande parte da população está psiquiatricamente afetada pelas Paralaxe e Dissonância Cognitiva.
        Então não espere grande coisa da mesma…
        Se ainda defende a quadrilha petista, psdebista, pmdebista ou qualquer outra, sua mente está (talvez irreversivelmente) sequelada.

        Tenho que admitir que só restou o Bolsonaro mesmo, como candidato honesto, mesmo não concordando 100% com as ideias dele.

        O resto da politicada é membro de quadrilha, e o melhor benefício que poderiam trazer a nação seria morrerem todos ao mesmo tempo!

  • Eduardo,

    Já pensou em ampliar o debate dessa matéria para outro campo, o contábil, e nele a mesma tratativa a empregadores pessoa física e pessoa jurídica.

    Exemplos de abordagens:
    a) é verdade que todo o custo com funcionários (incluindo os indiretos, FGTS, INSS, etc.) pagos pelas empresas, pessoas jurídicas, são abatidos em alguma rubrica contábil: IR a pagar, abate-se do faturamento, reduz-se da renda líquida, outra alternativa?

    b) no caso da nova PEC, a que trata dos direitos dos empregados domésticos, se o empregador for pessoa jurídica ele pode usar o mesmo eventual benefício dos descontos legais? Se é que existe alguma diferença significativa?

    c) ao empregador pessoa física, em algum momento dessa contabilidade ele poderá se valer de algum benefício fiscal?

    Como se vê, há outros temas acessórios mais interessantes a compor esse debate, qual seja o de tratamento igual aos empregadores, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Como se sabe, temos um enorme déficit fiscal no passivo do Congresso a ser debatido. Lembro do IR de 27,5% descontado na fonte a partir do valor de 4.271,59. Esse patamar é o teto, ou seja, 27,5% são aplicados no salário informado e num de 50 mil reais. O novo Brasil desde Lula e agora Dilma apresenta outra realidade econômica que me parece faltar outras parcelas ou percentuais para melhor taxar o contribuinte de forma mais adequada. O salário isento de IR é Até 1.710,78. A partir desse valor já se desconta do salário o percentual de 7,5%.

    Esse debate é urgente, pois penso que já passou da hora de se discutir uma melhor divisão do imposto de renda. Eu não reclamo de pagar imposto, eles são necessários para se viver em sociedade. O que importa é debater a regra do jogo. Para quem não sabe, há países em que o IR na fonte chega a 54% do salário. Tal percentual é aplicado a valores salariais bem mais elevados, é verdade. Entre o céu e o inferno, entre o teto e o piso, não caberia nenhuma revisão?

    PS: Sou aposentado e moro em quarto e sala, lavo e passo minha roupa, e cuido da minha cozinha, e não tive nenhum dedo da mão inutilizado pelos serviços domésticos. E não tenho empregada de tempo integral. Uma faxineira uma vez por quinzena já resolve o problema. No interior de Minas, esse serviço me custa 60 reais dia. Uma merreca.

    • Sergio Vianna,

      Encantada com seus comentários. Um show de conhecimento fiscal e contábil. Se Danuza faz comentários sem pensar, movida apenas por seu apego escravagista, isto só o tempo dirá. Ou o número reduzido de empregados domésticos…. Muito obrigada. Gorete

  • O fim do trabalhador (ou escravo?) doméstico é importante sinal de desenvolvimento de um país.

    Só não enxerga quem olha apenas para o próprio umbigo e pensa apenas em seu próprio bem-estar.

    Pobre mulher abastada, esta Danusa!

  • Danuza leão está coberta de razão…o país não tem condições,vai ser desemprego na certa.o jornalista devia ser mais educadinho,pegou pesado…muito feio.

  • Caros amigos, tudo é uma questão de cultura. Outros países mais avançados em materia de direitos sociais e trabalhistas já passaram por esta fase. Reis e rainha possuiam fâmulos, ou pajens, que os ajudavam até a vestir-se, sem receber nem um simulacro de salário. Com a ascenção da burguesia e a industrialização, trabalhadores na Europa e nos Estados Unidos mourejavam 16 horas por dia, sem descanso, e remuneração praticamente fictícia. Nesses países, os trabalhadores organizaram-se, lutaram e conquistaram seus direitos, quase sempre à custa do sacrifício de muitas vidas. Se os serviços domésticos nesses países são caros, é porque os trabalhadores que os prestam tem a exata noção do valor de seu trabalho, e são qualificados, exigindo remuneração à altura. Os empregadore brasileiros, em sua grande maioria, tem uma relação de dominação com os empregados domésticos, julgam-se no direito de os distratar, e exigir serviços além do horário sem o respectivo pagamento. É de se anotar que o serviço do empregado doméstico deve ser encarado em sua exata dimensão: é um serviço pesado, cansativo, desgastante. Quem faz a faxina em uma casa ou apartamento, mesmo pequena, sabe do que falo. Portanto, esse serviço deve ser bem remunerado. Até hoje não o é porque a maioria das pessoas que a ele se dedicam, o fazem por absoluta falta de opção. E se sujeitam a todo tipo de humilhação, como entrar pelo elevador de serviço, não poder frequentar as áreas comuns dos prédios, etc. Com a abertura do leque de opções que as políticas de inclusão do governo vem proporcionando, o número de pessoas dispostas a encarar o serviço doméstico vem caindo, e isso tem levado a uma valorização do profissional, com o aumento da remuneração e, o que é tão importante quanto, com a incrementação dos direitos sociais e trabalhistas. Com o tempo, esses trabalhadores mais valorizados, mais conscientes, mais escolarizados, transformar-se-ão em profissionais mais qualificados, e imporão aos empregadores regras de convivência mais civilizadas. É ver pra crer.

  • E qual seria o poder de convencimento desta senhora, mesmo junto à minoria conservadora, reacionária e de ultradireita? A meu ver, mínimo! Junto à maioria? ZERO!

  • só quero comentar o comentário do topo do sujeito, que alem de não entender o texto do Eduardo, ainda não entendeu o texto daquela “senhora”, ta na cara que é um tucano disfarçado adorador do deus mercado e que não acha um domestica para escravizar mais.
    Wagner Gallano

  • O ranço da colonização. para os filhos as melhores escolas, para os da empregada, o resto da comida..”Elite” falida querendo ter empregada, somente no Brasil ainda existe isso.acoredem, estudem história e se quiserem algo, paguem por isso.. Compram no Shoppping mais caro, uma camisa por R$ 300,00, mas pagar 100 pra uma diarista é muito? Se toca né? Quer ter empregado? Entre na linha e pague os direitos, pois não é melhor que ninguém..

  • Eduardo, nota 10 para esta sua nota sobre as empregadas domésticas. E parabéns a elas pela merecidíssima conquista!!

    Feliz Páscoa, Fábio Faiad.

  • É… muitas dondocas e dondocos por aí já perderam a chance de tirar onda de barão e baronesa do séc. XIX, rodeados de mucamas.

    Quem não pode pagar por uma doméstica hoje, simplesmente não a tem, não adianta chorar.

    Tem funcionário quem pode pagar por ele. E o serviço já está caro. Que fique cada vez mais caro, com a futura especialização dos trabalhadores domésticos. E quem não puder pagar, que arregace as mangas, pegue seus baldes, suas luvas, rodos e vassouras e mãos à obra.

    Vamos trabalhar, Dona Danuza. Faz bem para a mente.

  • Já despedi, porque pagava R$1400 +INSS e não tenho mais condições. Se tivesse pagava ..
    Agora vou me organizar para 2 diaristas das 8:00 as 17:00 de segunda a quinta.
    Trabalho fora e preciso alguem que me ajude.. Elas podem deixar o jantar pronto.
    No final sobra até mais dinheiro. A diarista é R$ 100,00/dia sem encargos e gastar dinheiro com jantar.
    Resultado: 1 emprego formal por 2 informais.

    • É apenas ignorância. Você acha que fará falta, que chantageará as domésticas. O Brasil é o país que mais tem empregadas domésticas no mundo. Veja aqui no Estadão http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/01/09/oit-brasil-tem-maior-numero-de-empregadas-domesticas-no-mundo/ Isso ocorre porque trabalham por migalhas. Hoje, porém, uma diarista pode ganhar fortunas. Moro em um bairro de classe média alta de São Paulo. Aqui, uma diarista chega a tirar 5 mil por mês. Não querem. A padaria da esquina está há meses tentando contratar um balconista sem experiência. Oferece 1 mil reais, todos os direitos trabalhistas e hora para entrar e sair, ao contrário de madames exploradoras que acordam empregadas de madrugada para pegarem um copo d’água pra elas. Agora, minha filha, você vai ter que lavar sua própria roupa íntima e pegar seu copo d´água. Doméstica é para quem pode. Como em qualquer país desenvolvido.

    • Vou ser sutil: Solução brilhante a sua… Por que não dispensou a empregada há mais tempo? Teria feito uma poupança boa, ou sobrado mais dinheiro para o shopping.

  • Ao fim de toda essa discussão, uma triste realidade: empregadas que estão com família há anos, cujo relacionamento era mais informal e leve, pois elas podiam sair mais cedo, faltar sem ter que compensar etc, virou uma relação empresarial e a maioria perderá o emprego, ou seja, só as empregadas serão as prejudicadas, pois os ex-patrões podem contratar diaristas.

    • É o que escravagistas como você diziam quando argumentavam contra a abolição. Passou-se mais de um século e gente como você continua igualzinha. Empregados domésticos não precisam de favores, precisam de direitos.

      • Menos, colega, menos. A empregada recebia o justo salário, mas não era tratada como funcionária de uma empresa, e uma residência não pode suportar as despesas de uma relação trabalhista com todos os encargos, simples assim.

        • Quem não tem dinheiro para ter empregada, não tenha empregada. Em país civilizado empregado doméstico é coisa de rico. Vocês, gentinha ridícula, se maravilha com país do Primeiro Mundo só no que tem de turístico, mas não querem aqui a condição social de lá. Minha filha faz pós-graduação na Austrália e trabalha como babá pra pagar suas despesas. Ganha 80 reais por hora e só trabalha seis horas por dia e só quem pode pagar isso é gente de dinheiro, porque classe média se vira de outro jeito. E aqui vai ser assim, quer vocês, pseudoelite iletrada, egoísta e exploradora queira ou não, porque vocês são passado.

        • Com certeza, sem emprego as empregadas não ficarão. É que, como já foi dito, a maioria não quer mais trabalhar de doméstica. Isso é fato. Se tem emprego sobrando em outra áreas, elas preferem. As que querem se manter na área e são minimamente competentes, podem escolher onde trabalhar. Na zona sul do Rio já é assim. Não vi ninguém, no meu grupo social, demitindo empregada. Só apertando os gastos, para pagar mais à funcionária, ou colocando as crianças mais tempo na creche, para não precisar pagar pelas horas extras. Só resta à elite, espernear e ter que se virar no 30…..kkkk.
          Eu sempre morei na zona sul do Rio e me irritava com a folga de algumas amigas. Quando tive filho, há mais de 10 anos atrás, precisei ter uma babá-empregada. Comprometia um quarto do meu salário, pois pagava o equivalente à 3 salários na época, mais as passagens – que não eram baratas – e eu não queria, de forma alguma, que ela dormisse em minha casa. O que me revoltava nisso tudo, era ver que as madames, que optavam por empregada que dormisse, não pagavam nem um centavo a mais por isso, muito pelo contrário, até economizavam, já que viam-se livres do custo das passagens. E ainda tive que ouvir que eu é que era otária, por não exigir que a minha funcionária dormisse, assim, ficava impossibilitada de sair à noite e me divertir. Argumentavam que eu, que trabalhava tanto, tinha que me dar este direito! Lembro que algumas até exigiam que a coitada folgasse apenas de 15 em 15 dias. Eu não conseguia achar aquilo normal, embora fosse bem aceito na sociedade.
          E isso não tem tanto tempo assim. Fico feliz em ver como o país evoluiu neste período. Hoje, quem quiser ter este esquemão, terá que coçar MUITO o bolso!
          Claro que alguns ajustes vão surgindo, isso o próprio mercado vai dando o seu jeito. Sinto falta dos produtos de limpeza mas eficientes, facilmente encontrados nas prateleiras do países desenvolvidos. Acredito que a tendência agora será a entrada destes facilitadores do serviço doméstico, que antes não interessavam aos patrões, já que não eram eles que tinham que ficar de 4, esfregando.

  • Se a pessoa física não tem condição de dar uma situação minimamente digna a seu empregado, que não o tenha. Quem usufrui é a pessoa física, portanto deve perceber que quando uma pessoa física trabalha para outra pessoa física sem direitos e garantias, isso se torna escravidão, ainda que camuflada. Visitem meu blog para ver minhas charges e montagens ‘toscas’ ! http://salafehrio.blogspot.com.br

  • Eduardo, você está coberto de razão: tem empregados quem pode pagar por eles, com os direitos que todos os trabalhadores normais têm. Se alguém prefere contratar como autônomo, faça o que manda a lei: pague a cota de INSS prevista para o empregador de serviços de empregados autônomos, ou estará descumprindo a legislação. Ou simplesmente pague diárias. Temos: lavanderias, comida congelada, faxineiras que trabalham por diária, feira em casa, tudo o que uma empregada pode fazer. Se é para cuidar de alguém, a ocupação é outra: babá, cuidador(a), enfermeiro(a) e não empregado(a) doméstico(a). Em todos esses casos, quem trabalha nesses setores merece tanto respeito quanto qualquer trabalhador, e todos os direitos que competem aos que trabalham. A relação informal é bacana quando é baseada em solidariedade recíproca e autêntica, sem cobranças e sem ninguém levar vantagem indevida. Em muitos casos o que ocorre é uma espécie de chantagem: pago os estudos de teu filho mas tu cuidas de toda a minha família e de tudo o que possamos precisar. Te dou casa mas tu me dás devoção total e incondicional. Isso é servidão, típica do feudalismo, com trabalho de menores e todo tipo de distorções possíveis. Danusa é a expressão de sua classe: não engole um governo do campo popular, critica tudo antes de tentar entender. Não é típico desse grupo pensar de maneira abrangente. Vivem de justificativas e desculpas, inclusive para a própria opulência e a miséria alheia. Só que são justificativas e desculpas inconsistentes. Vivemos nessa sociedade de hipocrisia durante séculos – também diziam que libertar os escravos faria mal pois ficariam ‘abandonados à própria sorte’. Muitos ficaram, a obra do escravismo está sendo desfeita ao longo de mais de um século, inclusive com a discutida lei, mas ser livre é sempre melhor que ser escravo de alguém que se julga superior e mais merecedor de algo, seja por herança, seja por raça, seja por ter tido mais oportunidade de estudar.

  • Ela não falou nada demais. Ela teve a oportunidade de conhecer outros países, culturas e políticas. Mas tudo que ela falou, é a realidade. Qual o problema de se ter uma empregada doméstica? Caiamos na real, elas muitas vezes ganham muito mais do que muitos com diploma nas mãos. É apenas uma forma de trabalho, como qq outra. Minha família teve uma empregada que toda semana eles davam diversas coisas para ela. O salário era na média do que se paga, e ela vivia ganhando coisas como alimentos, eletrodomésticos, entre outros. No fim, ela foi pega roubando. Não estou falando que roubou porque é doméstica, mas sim pq seja em qual classe for, qto mais se dá mais se toma. Hj sou casada e não tenho empregada…. Eu que faço tudo…. Mas assim que possível, terei uma diarista. O correto é trabalhar para ganhar. Sem tanta bolsa-sei-lá-o-que, e óbvio, sem puxar sardinha pros endinheirados ou falsos fanáticos religiosos que ou sonegam ou não pagam impostos. Santa ignorância desse povo que quer meter o pau a qq custo nos outros!

  • Acho que essa mulher tem razão em querer exclusividade. Afinal ela é uma pessoa exclusiva. Exclusivamente idiota, preconceituosa e ridícula. E seu cirurgião plástico é exclusivamente incompetente.

  • QUEM ESTA RECLAMANDO É PORQUE TEM QUE PAGAR OS DIREITOS DO EMPREGADO, ACOSTUMADOS A ESCRAVIZA-LOS, AGORA TEM QUE CUMPRIR SEUS DEVERES PERANTE A LEI ESTA BURGUESIA MALDITA QUE SÓ SABE EXPLORAR DOS DESAFORTUNADOS (EMPREGADAS DOMESTICAS) QUE QUASE NÃO TINHAM DIREITOS, SÓ TRABALHAR E TRABALHAR…, IGUAL A ESTÁ INFELIZ E IDIOTA COLUNISTA DE MEIA TIGELA QUE ATENDE PELO NOME DE DANUZA LEÃO , TA DOENDO NO BOLÇO DELA É POR ISSO QUE ELA RECLAMA, COITADA DA EMPREGADA DELA!

  • quanta baboseira! Esse país não funciona e a política pão e circo parece ser a única forma de poder do PT, que a única coisa que fez de bom até agora é deixar o Brasil a deriva. Mas vamos culpar a elite e foder com a economia. E domésticas desempregadas pensem bem em cobrar educação decente desta merda de governo para quem sabe um dia seus filhos se profissionalizarem e não passarem fome.

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