As mídias e o dinheiro público

Opinião do blog

Considero-me uma das pessoas com mais autoridade para falar e escrever sobre o investimento de dinheiro público em mídias tradicionais ou alternativas porque devo ser o único autor da blogosfera que registrou em cartório sua posição sobre o tema.

Em 2007, em assembleia juntamente com mais de cinco dezenas de cidadãos – que podem testemunhar o que digo –, fundei a ONG Movimento dos Sem Mídia e, então, fiz inscrever no estatuto da entidade a proibição expressa de ela receber um único centavo de dinheiro público.

Fui chamado de trouxa para cima – ou para baixo – por criar um tipo de entidade que se caracteriza por se financiar com verbas oficiais e me recusar a recebê-las, mas entendia – e continuo entendendo – que o tipo de trabalho ao qual me propus tem que ser assim.

Como blogueiro, há alguns anos ignorei uma verba que a Secom disponibilizava para blogs. E teria todas as condições para receber meu quinhão, caso o critério de distribuição fosse “técnico”.

Penso, porém, que se a grande mídia tradicional recebe tanto dinheiro público a mídia alternativa tem todo direito de pleiteá-lo. Mas este blog, volto a repetir, não se interessa por esse tipo de financiamento pelas mesmas razões que seu signatário não se interessou quando criou uma ONG.

Por outro lado, penso que se um veículo qualquer – alternativo ou tradicional – for depender de dinheiro público para subsistir, está malparado. Sobretudo se tratar de política.

Explico: suponhamos que um veículo da mídia alternativa, por exemplo, comece a se sustentar por dinheiro vindo do governo do PT e, ano que vem, por alguma dessas infelicidades que a vida nos reserva um político tucano vencesse a eleição presidencial. Então teria acabado a vida de tal veículo, pois certamente o novo presidente lhe puxaria o tapete.

Já quanto à mídia tradicional, o ideal seria que as concessões públicas de rádio e televisão tivessem obrigação de veicular de graça tudo que o governo precisa divulgar, como parte da obrigação inerente à sua natureza de propriedade de todos explorada pelo setor privado.

Já a mídia impressa ou a internet, essas, sim, poderiam ser remuneradas se o governo entendesse que tais meios de comunicação fossem úteis a esta ou àquela campanha publicitária.

Nesse ponto, haveria que existir uma mescla de critérios “técnicos” (audiência) e estratégicos para a comunicação do país. Além da audiência, deveria ser estimulada a criação de novos veículos.

Só o que não entendo é o governo anunciar em veículos impressos como uma Folha de São Paulo ou o Estadão ou a Veja. Tal prática tem cada vez menos sentido. Quem compra jornal certamente tem acesso à internet e, assim, anunciar na rede seria muito mais barato e eficiente.

Eis por que o Brasil precisa de um novo marco regulatório para as comunicações. Todas essas questões deveriam ser regulamentadas em lei.

O que revolta é que a direita midiática vive acusando blogueiros simpáticos ao governo federal de serem financiados por dinheiro público, mas nunca conseguiu dizer quem são além de dois ou três que também atuam na televisão e, por isso, têm uma quantidade enorme de leitores.

A realidade é que 99,99% da blogosfera dita progressista não recebe um centavo do governo federal. Muitos blogueiros, porém, pensam diferente de mim e querem, sim, a parte que lhes cabe nesse latifúndio e tal pretensão é absolutamente legítima.

Este que escreve, friso de novo, entende que a natureza do trabalho que faz nesta página é incompatível com o recebimento de verbas públicas, pois elas não devem ser aplicadas com fins políticos e, como eu já disse mil vezes, tenho lado.

Mas se alguma empresa privada ou pessoa física quiser anunciar aqui e pagar por isso, para mim está ótimo. Ando precisado, pois fazer um blog bem feito e com bom público custa uma bela grana. Só não aceito propaganda da Veja e assemelhados.

85 comments

  • Edu, sobre o parágrafo que você aborda a puxada do tapete. É isso que ainda não entendemos quando o PT assumiu o governo. Porque não puxou o tapete da mídia do PIG retirando toda e qualquer verba publicitária. O PT e seus vários candidatos tinham sofrido na pele ataques de inverdades, meias verdades e edições (na tv) tendenciosas. Porque não tomou esta providência em 02/JAN/2003. Muito do ocorrido daquela data até aqui não teria acontecido. Você, Edu, que tem a capacidade de análise, pode nos dar algum esclarecimento? Desde já, eu e muita gente agradecemos. Abraços.

    • José, não é assim. O governo não pode usar o dinheiro público como se fosse seu. Tem obrigação de anunciar aquilo que precisa anunciar nos veículos de maior audiência. Isso é até uma imposição legal. O que digo é que um governo tucano não daria dinheiro para uma publicação de baixa audiência que fosse sustentada por seus adversários políticos. Muita gente na blogosfera faz essa confusão. Seria ilegal e errado o governo não anunciar na Globo, a maior emissora do pais. O público seria prejudicado. A Globo tem audiência e a divulgação do que o governo tem que divulgar tem que ser feita onde a publicidade seja melhor difundida.

      • Edu,

        Não é bem assim. O PIG recebe muito mais do deveria receber, principalmente a Globo, que teve um lucro de de 2,9 bilhões de reais, apenas 1 bilhão de reais menor do que todo o seu faturamento de dez anos. O governo parece mulher de malandro, quanto mais apanha do PIG, mais lhe dá boa vida. Ao passo que trata a pão e água os blogs independentes, que estão fadados a morrer de fome e de ataques jurídicos dos grandes, como acaba de ocorrer com o Azenha. Enquanto a presidenta for a Dilma e o ministro das comunicações for o Paulo Bernardo, que, não sei por quê, ainda é ministro e é do PT, a situação continuará como céu de brigadeiro para as seis famílias do oligopólio midiático. Quanto ao sistema de regulação da mídia, pode tirar o cavalinho da chuva, pois não virá. Para sobreviver, os principais blogueiros terão de se juntar.

        Reynaldo Motta.

        • Acontece que não é o Ministro das Comunicações quem define a verba publicitária do governo. Tudo bem que o Ministro Bernardo poderia ser mais ativo na democratização da comunicação, mas no caso da publicidade estatal quem responde é a SECOM, que tem gestão própria e se vincula diretamente a Presidência da República.
          Quanto a questão de não anunciar no PIG, isso só seria viável se houvesse outra alternativa com a mesma audiência e área de abrangência. O que está errado é pagar por essa publicidade mais do que ela efetivamente vale.

      • Esta complacência(preferiria dizer relação promíscua do governo)com “organizações” que abrigam mainards,jabores,leitões e outras nulidades e ajudam a lhes pagar a subsistência e garantir a continuidade de um clã bilionário que se lixa para os interesses do país e seu povo.Essa a imagem que faço d “as organizações” globo.

      • O certo não é esconder, como vcs fazem apenas do seu lado, por simples conveniência, mas sim mostrar sempre a verdade sem deturpações.

        Mas não faça esta pergunta a José, pois José apenas queria tirar toda e qualquer verba publicitária do estado para o PIG, e não censurar o PIG. Pois o PIG só funciona com verba do governo em sua opinião?

  • Nas TVs e isso inclui a Rede Globo até entendo o gasto com publicidade oficial, afinal a TV todos assistem, das classes mais baixas às classes mais altas. O trabalhador e o patrão. Agora não entendo por que o governo, pelo menos o federal, gasta um centavo que seja em propaganda oficial na revista Veja, aquela que a Marta delicadamente chamou de “revista vagabunda”. Um revista declaradamente contra o PT, contra o Governo Dilma e Lula.

  • “Só o que não entendo é o governo anunciar em veículos impressos como uma Folha de São Paulo ou o Estadão ou a Veja.”

    Se você não entende, não pode se arvorar em autoridade para falar e escrever sobre o investimento de dinheiro público em mídias tradicionais.

  • Caro Edu,

    Mas se quiseres financiar o blog com a venda de assinaturas, muitos, inclusive eu, irão topar.

    Na verdade queria falar de outra coisa. No momento em que escrevo já estamos no dia dois de abril, dia mundial de conscientização do autismo. Tenho um neto, o Arthur, que é portador da síndrome de Asperger, uma forma mais branda do autismo e um sobrinho autista, filho de meu irmão caçula, e da mesma forma que vivencio as dificuldades inerentes também vivencio as alegrias que o Arthur me proporciona. (Não vivo na mesma cidade que meu irmão, e por isso tenho pouca convivência com meu sobrinho), mas queria mesmo é aproveitar a data para desejar muita força para você, sua família e em especial para sua filha Victória. Tudo de bom pra vocês.
    Abraços,

    Jonas

  • Muito bom, Eduardo, e gostei muito do último parágrafo, rs: ” se alguma empresa privada ou pessoa física quiser anunciar aqui e pagar por isso, para mim está ótimo.(…). Só não aceito propaganda da Veja e assemelhados”. Abraço.
    .

  • Achei bacana a frase de que com a imprensa sobre cabresto muitas coisas não teria acontecido.

    Tipo, ninguém mais roubava no exercício do poder?

    Foi a imprensa que fez estes ladrões do dinheiro público??

    • Vários. A mídia, por exemplo, sustentou um golpe de Estado e uma ditadura que roubou o Brasil até cansar. Até porque, naquela época não se podia denunciar corrupção no governo porque isso era visto como “subversão” e o denunciante era preso, torturado e assassinado. Mais tarde, FHC foi inflado pela mídia, virou presidente, vendeu 100 bilhões de dólares de patrimônio público e o dinheiro virou pó, sumiu

        • Como você parece ser novo aqui, vou lhe explicar uma coisa: não publico provocadores. Quem quiser opinar, tudo bem. Mas quem fica me enviando provocações eu limo mesmo. Não haverá outro aviso

        • Einwanderer, tenho CERTEZA que há 20 anos atrás, se tiver mais de 35 anos você votava no Maluf. Vai dizer que não? Já discuti muito com pessoas como você, com esta mentalidade, você não passa de um direitista e sempre vai contra tudo que for social, como Maluf era o queridinho da mídia, todas pessoas como você votava nele. Então, meu caro, deixe de ser hipócrita.

      • Fazem 12 anos que o PT esta no poder.

        Pq não reviraram as contas para saber aonde foram parar os tais 100 bilhoes??

        Pq não fizeram nada em 12 anos.

        é mais fácil roubar mais do que repatriar aquilo que foi roubado antes??

        • “Pq não reviraram as contas para saber aonde foram parar os tais 100 bilhoes??”

          O livro Privataria Tucana está aí revirando as contas. Espere o outro “Privataria Tucana II” para completar. Mas, uma provável CPI disto vai dar em nada, vide a CPI do Cachoeira.

          E faz 10 anos e 3 meses que o PT está no poder, e não “fazem 12 anos que o PT esta no poder.”

  • A maioria da publicidade dos governos no Brasil é desnecessária. Propaganda da Petrobrás, Cemig, Cesp, governo disso, governo daquilo, não tem nenhum sentido, aliás, tem sim, calar ou diminuir as críticas contra.

  • eduardo você é ligadissimo. e incansável!
    noite passada, em meus vagares de aposentado, pensei em lhe sugerir abrir uma conta bancária pelo movimento dos sem mídia onde pessoas fracas como eu (tão distantes da publicidade quão pessoalmente conscientes da necessidade de mais solidariedade) depositariam doações ocasionais ou contribuições regulares.
    lembro das primeiras campanhas do lula quando escrevi panfletos com publicação financiada por ricos simpatizantes. na verdade UMA empresária ! inclusive, como ela vende produtos populares, não teve motivos para mudar apôio.
    lembro da campanha lula x collor quando ouvi duma empregada domesticada pelos patrões:
    NÃO VOTO EM POBRE IGUAL A MIM… O QUE QUE ELE VAI PODER ME DAR?
    essa eleitora ficou cega, não pode trabalhar, mas está amparada pelas NOVAS políticas governamentais pós lula.
    NOSSOS votos mudaram o brasil
    nossas contribuições ALÉM DAS ELEIÇÕES continuarão impedindo a volta do antigo brasil de ditadores & $EU$ continuadores.
    que tal uma CONTA MÍDIA BRASIL no banco do mesmo nome?
    eu soltaria de alegria por conta um foguete de 100 reais…
    na CONTA!

  • Prezado Eduardo:

    Não era bem assim que o senhor Antonio Carlos Magalhães – conhecido como Toinho Malvadeza – pouco “tava se lixando” para a lei. Ele simplesmente cortava e mandava cortar toda a publicidade dos veículos de comunicações ( rádios, jornais e tv ) dos quais não lhe eram simpáticos ou puxa saco.
    Nós pobres mortais somos obrigados a pagar Imposto de Renda, já os famosos veículos de comunicações cobram tudo ate campanha contra dengue e outras bichos mais.Só não cobram para fazer terrorismo midiático contra o governo e contra o povo.
    Quem não leu precisa ler o livro A DITADURA DA MÍDIA, aí vai ver porque o governo demonstra medo de enfrentar os poderosos senhores desses veículos.
    É bom que se diga que aquele papo de ” horário eleitoral gratuito” é puro papo para enganar os trouxas.As emissoras de rádio e televisão abatem o custo do tempo no seu imposto de renda.
    Concordo com você quando não quer receber verba de governo. É questão de honra. Lembro-me de um professor de latim que tive na 2° série do antigo ginásio – hoje correspondendo à 6° ou 7° série do ensino fundamental. Aquele velho professor sempre dizia para toda a classe ” é preferivel ser cachorro magro mas livre a ser cachorro gordo e viver na goleira”

  • Já mamaram tanto que não conseguem enxergar um palmo à frente… Tão enfastiados. O Brasil inteiro mudou e eles seguem dormindo, agarrados nas tetas, lançando mão de velhos truques que não enganam mais ninguém. E quando chega a eleição é uma surra de votos.

  • A possibilidade mais preocupante é a de um golpe de estado no estilo Honduras / Paraguai, ou seja, capitaneado ou apoiado pelo poder judiciário e tendo, por trás, a mídia golpista. O PIG ainda não desistiu.

    Dilma não quer fazer a lei geral das comunicações, que democratize a propriedade da mídia. Também não quer universalizar a banda larga pois, se quisesse, tiraria Paulo Bernardo, o office-boy das teles, do ministério das comunicações. Mas pelo menos ela poderia colocar em discussão a distribuição das verbas publicitárias.

    Coloco o link de ótimo discurso do senador Roberto Requião sobre a mídia: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=17W9vSUHSAA

    • Se a Dilma não quer democratizar a informação, temos de fazer com que queira, afinal ela é só a presidenta e assim deveria estar atenta ao que as forças populares precisam e querem, entre outras tantas necessidades.

      É irresponsabilidade da presidenta deixar que o povo continue refém do poder midiático reacionário. O estrago que esta situação causa é enorme, em cultura devastada, em consciência política sufocada, em lazer pernóstico.

        • Roberto, esta conversa roda e não se toma nenhuma providência. A quanto tempo falamos a mesma coisa? Será que somos tão impotentes ante os poderosos de pés de lama? Não temos força nem para conseguir assinaturas. Sabemos de antemão, que haverá um golpe de estado e não tomamos nenhuma atitude? Somos tão passivos que eles PIG, Judiciário, Fiesp, etc., todos os dias nos ofende e ficamos bovinamente quietos? Considerando que os leitores dos blogs sujos são minimamente inteligentes, achar que o povo
          lutará contra o golpe é ser muitíssimo ingênuo. Não esquecer que o povo somos todos nós. Nós não nos unimos, ELES SE UNEM E SABEM QUE NÓS JAMAIS LUTAREMOS POR NOSSA PÁTRIA. Esta história já aconteceu muitas vezes e tornará a acontecer.

          • Maria Líbia, falta força às organizações da sociedade. E a responsabilidade é das lideranças, que não lideram. O lado ruim de o PT ter se tornado governo é que boa parte da esquerda se acomodou, achando que agora não precisaremos mais de lutas sociais.

            Por outro lado, há que se reconhecer que o ser humano se mexe quando a situação (política ou econômica) fica insustentável. Nos dias de hoje, é mais fácil mobilizar os trabalhadores na Espanha, Itália ou Inglaterra – países onde o desemprego aumenta cada vez mais e os salários caem vertiginosamente – do que no Brasil, onde o emprego e a renda estão cada vez melhores. Mas isso não pode ser desculpa para que as organizações da sociedade sejam desmanteladas.

            O Walter Pomar deu uma entrevista ao Brasil de Fato, apontando essa acomodação que ocorre também dentro do PT. Está aqui: http://www.brasildefato.com.br/node/12517

        • Roberto, Marcelo e demais…

          A questão central é; o executivo tem mesmo todo esse poder que vocês estão afirmando que tem?
          Senão eu teria que concordar também com o direitista que escreveu que nós não fomos atrás dos tais 100 bilhões ou muito mais!
          Primeiro que os poderes são independentes e cada um tem seu papel a cumprir. Porque cobramos do executivo e não do legislativo tais mudanças? Porque sabemos que via parlamento não dá! E porque não dá? Porque lá temos no máximo uns 20%, sendo generoso, para verdadeiras mudanças institucionais.
          Alguém em sã consciência crê que Dilma e Lula não querem a democratização dos meios de comunicação? Porque Dilma não iria querer? Alguém imagina que seja uma posição do Bernardo? Claro que não! Reformas outras tão importantes quanto como a política ela e Lula não querem? E tudo isso porque não acontece?
          Esse nosso governo além de ser limitado em sua capacidade de atuação não só por ser parte do poder, más essencialmente porque a sua base de apoio é ideologicamente contrária a estas mudanças que vocês corretamente defendem!
          O que fazer então? Duas coisas: ganhar parte da população para essas reformas, o que não é fácil, começando por arregimentar os maiores interessados nelas, as entidades de classe e demais do movimento social organizado e simultaneamente alterar a composição ideológica deste parlamento.
          É por conta desse quadro que eu admiro muito nosso governo e acho que fazemos, dentro das possibilidades muito, embora possamos fazer mais.
          Para finalizar eu diria que caso fosse fácil as coisas, porque Franklin Martins ao invés de preparar um projeto para Dilma não fez antes?
          Essa gente que está ai havia sempre, não é boba não. É por isso que eu acho que temos que continuar com a nossa base aliada coesa dentro do possível para continuar transformando o Brasil. Para andar muito mais veloz do que isso pela via institucional só tem esse caminho o do poder político. É importante ter apoio popular porém não é suficiente pra tudo. Olhemos Jango e Getúlio!!!

      • Marcelo, concordo com você, regulação dos meios, é um direito do povo, a presidenta está sendo egoísta, não está pensando em nós, somos nós que corremos risco de um golpe.

  • O Pt não puxou o tapete da grande mídia porque sabe quem está por trás da mesma. Existem segmentos intocáveis no Brasil e em qualquer país dominado pelo sionismo. Excetuando-se Cuba, Coréia do Norte e Irã, o planeta está subjugado pelos asquenazes…

    • Edu, este comentário é racista, ofende os judeus (askenazis) e mostra a estupidez do comentarista ao assinar chaplin, ele próprio um askenazi. Não tenho religião, mas não aceito preconceito contra nenhuma etnia. Não precisa publicar. Forte abraço.

  • Edu com o dinheiro gasto pelas estatais como a Petrobras , Eletrobras, Correios, etc. o Brasil poderia salvar muitas criança e e jovens, só falta vontade política e boas ideias (projetos) faço a minha parte mandando sugestões para a presidência, mas como não sou filho de nenhum poderoso tenho, os meus projetos engavetados.

  • Edu com o dinheiro gasto pelas estatais como a Petrobras , Eletrobras, Correios, etc. o Brasil poderia salvar muitas crianças e e jovens, só falta vontade política e boas ideias (projetos) faço a minha parte mandando sugestões para a presidência, mas como não sou filho de nenhum poderoso tenho, os meus projetos engavetados.

  • O Bolsa PIG, ou Bolsa Família Marinho é um dinheiro que o governo Dilma gasta com quer quer ver, e logo, Luiz Inácio Lula da Silva na cadeia.

  • Eduardo,
    li há poucos dias uma sugestão, perdida no rodapé de uma postagem, em um blog que infelizmente agora não lembro. Portanto, não é ideia minha.
    Mas, achei que talvez valha um exame.
    Em resumo, a ideia era de que a verba publicitária do Estado para a área de internet (blogs ou grandes portais) fosse disponibilizada na forma de veiculação de banners, tal como hoje existem os do Google (AdSense) e de outras empresas (por exemplo, UOL).
    Neste sistema, inscreve-se quem quiser. E paga-se por cliques, ou por milhares de exibições.
    Os softwares para administração e controle não apresentam dificuldade. Em sua maior parte (senão todo), é desenvolvido pela comunidade de Código Aberto, ao redor do mundo. Não existe caixa preta. O Google adapta (além de apoiar), o UOL adapta. Seria até um estímulo a mais para os desenvolvedores brasileiros.
    Com isto, seria eliminada a intervenção de qualquer “critério político” (e as pressões correspondentes) na distribuição da verba destinada à publicidade pública na internet.
    Ganha quem de fato tem alcance (número de visitantes, número de page views).
    Dependendo, claro, de querer se inscrever para exibir os banners em seus sites, blogs, portais.
    É claro que essa ideia seria combatida. Pelos barões da mídia, por exemplo (exceto o de Itararé).
    Poderão dizer que exige muito trabalho, investimento numa estrutura, algumas concentrações etc. Claro. Dirão tudo que puderem.
    Mas, acho que a ideia merecia um exame.

  • Edu, ficou sabendo da proposta do Miguel? Uma agência de publicidade para blogs. Veja:
    http://agencia.ocafezinho.com/
    É bom realmente não contar com o governo. Li na Carta Capital que a Helena Chagas reconcentrou as verbas publicitárias, anulando a democrática pulverização feita pelo Franklin. Além de não avançar, eles retrocedem. Tá feia a coisa
    PS: Porque você não linka mais o Miguel?

  • Sou totalmente contra a veiculação de propagandas dos governos nos grandes meios como é feito hoje, pois não há limite para tantos gastos.

    Tal publicidade, quando se trata de dinheiro público, ou seja, do contribuinte, deveria ter um teto anual de, por exemplo, 12 ou 24 milhões de reais, o que daria 1 ou 2 milhões/mês e toda a diferença dos 100, 200, 300 milhões/ano ser aplicada em educação, segurança, infraestrutura, saneamento básico, moradia, etc, ou seja, que melhore a vida das pessoas, que faça o País se desenvolver, a Nação progredir.

    A virão os chupins dizer que 24 milhões/ano é muito pouco pelo valor que custa o minuto nas TVs e grandes rádios. Aí eu respondo: Todas estas empresas altamente lucrativas são concessões públicas e como tal, devem dar subsídios aos governos e empresas públicas.

    LIMITAÇÃO DOS GASTOS PÚBLICOS COM PUBLICIDADE JÁ !

    Em nome de um Brasil melhor a mais justo !

  • Eu acho Edu que todos os blogues deveriam ser também financiados com dinheiro público. Deveria ter cota de 30% para a blogosfera e pequenos jornais que sobrevivem á duras penas. O seu blogue que é de excelente qualidade e o do Azenha deveriam sim ter dinheiro de governos de qualquer esfera. Para mim é errado abrir mão desses recursos, que vão parar em mãos golpistas e ameaçam a democracia brasileira. É igual a bomba atômica ou todos tem ou ninguém tem, como quem tem não vai abrir mão vocês deveriam repensar essa questão. Quem gosta disso é a Globo, Folha, Veja e Estado, pois sobra mais dinheiro para eles tentarem derrubar o governo federal.

  • Dias desses li no conversa afiada um post onde se sugera a Dilma ir em cadeia nacional falar que como a mídia diz que ta tudo mau, que o Brasil ta quebrando, o governo vai tomar atitudes austeras e duras, mas como sempre a população pagava o pato, esse onus irá recair sobre as verbas publicitárias… Ou seja, o “corte” vai ser na publicidade oficial.

    Seria uma boa né!

  • Eduardo,
    Esta sua posição em relação às mídias e recursos públicos é correta e deveria ser seguida por todos. Infelizmente, no Brasil de hoje , me desculpe a sinceridade, trata-se de uma posição romântica demais. A grande mídia (Globo, Folha, Estadão, Veja, RBS e outros pelo país afora), utiliza-se de todos os recursos disponíveis, inclusive, os ilegais, para ganhar mais dinheiro e derrotar toda e qualquer oposição, seja ela qual for. Portanto, quem pretende combater este tipo de mídia predadora que temos no Brasil, tem que usar de todos os meios disponíveis, menos os ilegais, e dentre este meios, deveria, sim, exigir que o governo também destinasse uma parte de sua verba publicitária para os blogs e outras pequenas midias existentes pelo país afora, que lutam diariamente para que a verdade prevaleça. E, se este governo comandado pelo PT, há dez anos, tivesse um pingo de bom senso e um pouco de coragem, poderia, no mínimo, exigir que suas verbas para publicidade, fossem vetadas para veículos que mentem, distorcem (até a realidade) e fazem, abertamente, a defesa de um golpe de Estado.

  • Se a Veja, Estado de SP, Folha e Globo recebem milhões(bilhões) por ano em publicidade pública e continuam com suas posições de ataque contra o governo, imagina a verba fosse suspensa… teríamos um novo golpe !

  • Eduardo gostaria de ter sua opinião sua e de seus seguidores sobre uma ideia que julgo irá resolver muitos problemas nesta área. Sei que é quase uma utopia isso mas temos que tentar e só teríamos chances de sucesso se elaborarmos um projeto de iniciativa popular.
    Simples.
    1.Governo nenhum poderá ter mais autonomia em publicidade. Lei na constituição!
    2.Tudo seria implementado através de leis federais apenas. Estas teriam abrangências específicas aos estados e municípios, de acordo com suas respectivas economias.
    3.Os governos, três níveis, todos Brasil afora, seriam obrigados a prestar contas à sociedade, regularmente. Aí que entram as leis e estas vão classificar os estados e municípios de acordo com suas economias. Um município de 30.000 habitantes é muito mais simples que um de 11 milhões, como São Paulo, claro. Então, a complexidade da prestação de contas é diferente. O mesmo vale para os estados.

    A ideia é esta. A maneira de fazer é trabalho braçal. O que constar nos relatórios, a frequência, etc, são assuntos a serem debatidos. Mas a essência é isto aí.

    Vejam as três grandes vantagens:

    1. Redução drástica dos gastos com publicidade. Já imaginou?
    2. Cria-se a responsabilidade dos governantes para com à sociedade através de lei. E pode-se criar punições, por que não. Temos que mudar o foco. Os governos tem que passar a ter respeito pela sociedade que o confiou poder de administração. Logo, tem que prestar contas. É óbvio!
    3. Fim do uso político.

    Espero que um dia isto, ou algo assim, seja implantado.

    Abraços.

  • Vamos cobrar a Dilma e o PT.
    Mas em democracia partidária representativa, oque pensa os demais partidos para que possamos ter maioria e realmente fazermos a tal mudança, alguém sabe ou alguém já perguntou ?
    Ao escolher ou cotar verbas publicitaria oque poderia ocorrer judicialmente, algum jurista ja explicou isto ?
    Para mudarmos teremos que ter uma camará favorável ao tema, em tempos de eleição quem defende ou faz campanha para senadores e deputados federais favorável ao tema e denuncia os contrários.
    Veja sou meio leigo em politica e só queria entender.

  • Só que o “ter lado”(que é algo que todos têm)não torna ilegítimo o recebimento de verbas públicas, se o dinheiro público for distribuído entre todos os lados do espectro político. O problema é que o Governo Dilma; num misto de covardia, burrice, masoquismo, cumplicidade e cegueira; só distribui as verbas publicitárias entre a mídia de direita, exatamente o lado e os veículos do espectro político que, desde 2003, dedicam-se dia sim e outro também a sabotar os Goevrnos do PT, tentando não apenas transformá-los em incompetentes(a despeito das inegáveis melhorias que o Brasil atravessou no período, capazes de retirá-lo da falência em que o canalha FHC nos deixou e transformá-lo em um candidato à potência); mas também derrubá-lo via golpe de estado, impedindo até mesmo o PT de concorrer nas próximas eleições presidenciais. Respeito e entendo sua posição, mas é evidente que verbas públicas para COMUNICAÇÃO; QUE É UM BEM PÚBLICO; DEVEM FINANCIAR TODO O ESPECTRO DE COMUNICAÇÃO, PARA QUE ESTA CUMPRA A SUA CARACTERÍSTICA E FUNÇÃO INTRÍNSECAS COMO BEM PÚBLICO, QUE É REFLETIR TODA A DIVERSIDADE INFORMATIVA E IDEOLÓGICA QUE COMPÕEM O PÚBLICO, O QUAL É PROPRIETÁRIO DESSAS VERBAS PÚBLICAS QUE O GOEVRNO ADMINISTRA. Nesse conceito, por sinal, também está envolvida a diversificação até mesmo do espectro conservador. É evidente que a carência para a direita é bem menor, mas sem dúvida que existem setores entre os conservadores; principalmente localizados em nichos específicos que compõem a classe média; que gostariam de ver suas propostas divulgadas para além do monopólio das treze famílias que controlam as comunicações no país e definem a pauta, não somente censurando quaisquer assuntos relacionados às massas oprimidas, mas até mesmo estabelecendo a ordem de prioridades na agenda conservadora. É claro que o problema é infinitamente maior para as forças populares, que vivem sob o tacão de uma censura completa às propostas e ideias que difiram do decadente neo-liberalismo, apesar de não somente a História do Brasil e da América Latina, mas o momento de crise porque atravessa o outrora mundo “desenvolvido”, mostrarem a completa falência e irresponsabilidade das “ideias” econômicos-sociais defendidas por esse modelo econômico desumano e bárbaro. Contudo, esse debate; e tantos outros, como reforma agrária, política externa, modelo educacional, aborto; cultura e evidentemente a democratização das comunicações; estão completamente censurados devido a um modelo de comunicações estabelecido para garantir o controle da opinião e da informação pela classe dominante, mas precisamente pelas treze famílias dessa classe que controlam quase todos os grandes meios de comunicação do país : os que restam, se não as têm diretamente como proprietárias, pertencem a pessoas da mesma classe e estão a elas organicamente vinculados, tanto pela questão técnica, pois normalmente funcionam como repassadores das “matérias” produzidas pelos “grandes” veículos conservadores, tendo pouco espaço para matérias suas (que no entanto mantêm exatamente a mesma linha política) como pela questão administrativa-econômica, já que muitas vezes os proprietáreios dos grandes veículos de comunicação são “sócios” de veículos menores, existentes em outros partes do país. Como exemplo pode-se ter o fato de que os Marinho são sócios de quase todas as emissoras “afiliadas” da Globo que não fazem parte diretamente do grupo. Ou seja, vivemos uma completa ditadura de uma classe; na verdade de treze famílais dessa classe que controlam não apenas quase todos os meios, mas até mesmo quase todas as notícias que serão divulgadas; o que garante a divulgação em todos os meios de comunicação de apenas uma visão de mundo; que é vendida como Verdade universal e não como que é, somente uma opinião; e a censura COMPLETA a quaisquer pessoas e ou opiniões que divirjam dessa visão dogmaticamente imposta, caracterizando assim o uso de um bem público como arma política para a perpetuação do status quo defendido pelos conservadoers; que ainda é o dominante no Brasil; sendo reformado de maneira parcial, e para lá de limitada, pelos governos progressistas que ascenderam a partir de 2003, que no entanto nada fizeram para mudar o paradigma das comunicações, correndo o risco de verem sua obra ser demolida pela propaganda negativa ininterrupta dos conservadores que controlam os meios de comunicação, e lutam sofregamente para derrubar o arremedo de progresso que conseguimos com muita luta implantar no Brasil. E não é só uma questão de lutar pela defesa de um modelo econômico-social; que por si só já é importantíssimo e mais do que suficiente para justificar a luta pela democratização da mídia, como também não é o apenas o direito de usar um bem público da forma que ele deve ser usado, pelo público; mas toda a nossa identidade, valores, costumes, hábitos, regras, formação, sofrem enorme influência de uma mídia que só tem interesse em divulgar a visão de mundo de uma classe dominante unicamente comprometida com o desprezo pelo Brasil e por seu povo, com a idolatria aos valores do Capitalismo mais febril e desumano; com o desrespeito aos direitos humanos; com a violência gratuita e com a bestialização de uma população cujo progresso intelectual é visto pelos dominadores como uma ameaça. Assim, a covardia e a omissão de Dilma Rousself e Paulo Bernardo representam muito mais do que o abandono de uma bandeira histórica das forças progressistas as quais eles pertencem, mas a negação a valores humanos fundamentais; como democracia, pluralidade, educação, reinvindicação e cultura; e a capitulação aos que sempre desejaram destruir esses valores e aqueles que os professam(chegando mesmo a quase exterminar fisicamente a Presidenta no passado), representando uma inadmissível rendição em nome de uma “real politik” que é o disfarce do cinismo e um adesismo vergonhoso aos que amanhã não hesitarão em destruí-los. Temos que ir às ruas, exigir a democratização das comunicações, que passa pela discussão dobre a democratização das verbas públicas, mas chega à luta pela liberdade de expressão que temos que conseguir através do verdadeiro motor da História : a luta de classes.

  • Prezado sem rodeios e blindagens todos sabíamos depois da carta aos brasileiros, o PT não faria uma revolução no Brasil, mas o governo do PT, no qual voto desde 1989 me decepcionou em muitos aspectos principalmente com relação ao embate com os poderosos da mídia se acovardou mesmo e os barões sabem disso. Temor acentuado no governo DILMA com seu ministro Paulo Bernardo. Sempre na defensiva e numa espécie de Síndrome de Estocolmo midiática. Pragmatismo tem limite e no meu tempo de moleque quem suportasse, provocação sem ao menos esboçar qualquer tipo de reação estava arruinado e taxado como frouxo e isso não assegurava a tranqüilidade, pelo contrário.

  • Equilibradíssimo Edú, suas idéias (algumas registradas :-))o credenciam para de fato mudar esse país nos fatos discutidos aqui. Como você espera fazer isso sem um cargo legislativo? Não chegou a hora de pensar nisso?

  • As demissões na Telefonica/Vivo
    Enviado por luisnassif, qua, 03/04/2013 – 07:30
    Por Doug_SP

    Nassif, informação “pescada” em um outro fórum:

    A Telefonica / Vivo está demitindo brasileiros de seus quadros alegando “ajustes” após a fusão das empresas, ao mesmo tempo que está trazendo espanhóis para trabalhar aqui.

    Em 2013 a empresa já demitiu mais de 1.000 trabalhadores num PDV me-engana-que-eu-gosto, onde você é “convidado” a ser voluntário em sua própria demissão. Criou a empresa SP Telecom para onde transferiu parte de seu RH e com isso absorveu mais de 300 espanhóis nesta empresa. Tudo com o aval dos sindicatos “pelegos” e do Ministério do Trabalho, ambos ao lado dos interesses da colonizadora espanho

    Eduardo , li essa mensagem no nassi , vc sabe se ~e verdade ou nao , pq se for verdade ~e uma coisa terrivel , sempre fomos mal tratados la .

  • Ficamos assim então… à partir do texto original.

    1) Blogueiros simpáticos ao governo federal são acusados de serem financiados por dinheiro público. Muitos deles não são.

    2) Mas esses blogueiros não-financiados se acham no direito de receber dinheiro público e tal pretensão é absolutamente legítima.

    • O primeiro ponto está errado. Não é que “muitos deles não são”. Além de um dois ou três blogueiros famosos porque estão na televisão, a quase totalidade dos blogueiros progressistas não recebe financiamento algum. Sobre o segundo ponto, é absurdo que uma pessoa não possa ter pretensão contra a qual não existe lei nenhuma. Você quer controlar até as aspirações de um setor da sociedade? E por que só se pode dar dinheiro público à grande mídia? Não entendo isso? Os donos desses impérios de comunicação são cidadãos de primeira classe?

  • edu, discordo de alguns pontos de sua colocação:

    1) Voce se posiciona favorevelmente à remuneração de mídia impressa e de internet. Tanto essas mídas como as “tradicionais” são canais de comunciação… e, caminham para uma fusão. O que vc vê na TV UOL, vc vê no site UOL. O que vc vê na Glogo está publicado no G1… e por ai vai. Qualquer que seja o direcionamento de remunieação do estado para as mídias deveria ser igual para quaisquer delas (com a variante de abrangência, claro). Concordo com sua frase “existir uma mescla de critérios “técnicos” (audiência) e estratégicos para a comunicação do país” desde que aplicadas às mídas em geral.

    2) com relação ao “Só o que não entendo é o governo anunciar em veículos impressos …anunciar na rede seria muito mais barato e eficiente.
    O custo de anunciar na internet é o mesmo,(talvez maior), o que ressalta-se a a vantagem tecnológica de direcionamento da publicidade… (e, frente a isto, da cobrança mais adequada do custo. Visto que eu sei quantos e quem viu…).

Deixe uma resposta