Diretor do Datafolha fala ao Cidadania

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Na noite de ontem (30/08), este blogueiro participou de palestra que o diretor do instituto Datafolha, Mauro Paulino, proferiu em um auditório do campus da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) no bairro da Liberdade, em São Paulo. Ao fim de sua exposição, o palestrante se dispôs a responder a perguntas da platéia. Este blogueiro fez as suas em público e, ao fim do evento, conversou com Paulino em particular. Este post contém um relato que faço de cabeça, pois não fiz anotações, mas que garanto ser fiel ao que ocorreu.

Antes de prosseguir, porém, cumpre-me relatar que o diretor do Datafolha foi bastante gentil, sereno e democrático nas respostas que me deu. Durante a pergunta que lhe fiz ao microfone diante de uma platéia com algumas dezenas de estudantes, revelou que é leitor deste blog. Depois da palestra, quando conversamos em particular, ainda me disse que fica “emocionado” com minha “história de vida”, em alusão ao caso da minha filha Victoria.

Quero esclarecer, também, que nada tenho contra os profissionais da Folha de São Paulo, individualmente. O que me incomoda é o conjunto da obra do jornal, conforme explicação que dei ao palestrante. E como lhe prometi fazer uma matéria correta daquilo que vi e ouvi – e sabendo, agora, que ele me lê –, coloco este blog à sua disposição para que contradiga qualquer impropriedade que julgue que cometi ao relatar o que conversamos.

O auditório em que o diretor do Datafolha palestrou teve ocupação de menos da metade de sua capacidade. Estimo que o evento reuniu cerca de cem pessoas, se tanto. Um público composto, essencialmente, por estudantes de jornalismo. De pessoas maduras, eu, paulino, uma professora da universidade – que fez a abertura e o encerramento da palestra – e um professor da instituição de ensino que estava na platéia e que, ao se manifestar ao microfone para perguntar a Paulino, também se disse leitor deste blog, cumprimentando-me.

A exposição de Paulino, em minha opinião, foi promovida com um viés de demonstrar coerência do trabalho do instituto que dirige diante do que descreveu como uma onda de difamações contra ele.

O diretor do Datafolha reiterou insinuações sobre um caso de erro no registro de pesquisa do instituto Sensus em abril e fez insinuações sobre a metodologia do instituto Vox Populi, repetindo matérias da Folha de São Paulo publicadas em abril que inclusive geraram a representação do Movimento dos Sem Mídia à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação do próprio Datafolha e dos outros três grandes institutos de pesquisa.

Também enumerou princípios do Datafolha como o de não trabalhar para partidos ou sindicatos e que supostamente o tornariam superior a outros institutos em termos de lisura do seu trabalho.  Ao fim de sua exposição, fiz o questionamento que tinha a fazer e que foi o que me levou ao evento.

A seguir, reproduzo, de cabeça, os questionamentos públicos e particulares que fiz ao diretor do instituto de pesquisa da Folha.

Em 6, 10 e 26 de abril, o jornal Folha de São Paulo publicou matérias que aludiram a metodologias e outros procedimentos dos institutos Sensus e Vox Populi de forma a insinuar que haveria favorecimento deles à candidatura de Dilma Rousseff. Por outro lado, a blogosfera – os ditos “blogs sujos” a que fez menção o candidato José Serra – passou a levantar suspeitas sobre as sondagens dos institutos Datafolha e Ibope.

Diante desses fatos, a Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia ingressou com representação na Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação dos quatro grandes institutos de pesquisa – Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi. A Procuradoria, através da vice-procuradora-geral-eleitoral, doutora Sandra Cureau, acolheu a representação da ONG e oficiou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para que abrisse inquérito policial a fim de investigar os institutos representados.

Por que o jornal Folha de São Paulo, dono do Datafolha, não informou ao seu público que seu instituto de pesquisa está sendo investigado assim como fez no âmbito de seus questionamentos à metodologia dos institutos Sensus e Vox Populi? O jornal não estaria furtando informação do seu público e decidindo o que ele deve ou não saber?

Paulino respondeu que o Datafolha ainda não foi formalmente informado do inquérito da Polícia Federal e que eu deveria questionar a Folha por não informar aos seus leitores os fatos que apresentei.

Questionado por mim sobre que institutos achava que acertaram mais levando em conta que, em abril deste ano, Sensus e Vox Populi já davam empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra enquanto que o Datafolha dava uma vantagem de até 12 pontos percentuais para o tucano, Paulino explicou que como o seu instituto não dá informações aos entrevistados que podem materializar a decisão que ainda irá tomar quando souber que candidato é de que partido ou qual deles é apoiado por Lula, os institutos concorrentes podem ter captado antes o que ocorreria porque deram esses dados aos entrevistados. E explicou, ainda, que o Datafolha prefere obter um “instantâneo do momento” ao pesquisar as pessoas sem lhes dar informações que esclareçam melhor quem é quem entre os candidatos.

O diretor do Datafolha ainda criticou duramente a “difamação” do instituto e assegurou que as acusações a ele são improcedentes. Para mostrar acertos, usou como exemplo a eleição de 1998, quando Mário Covas quase perdeu para Marta Suplicy a vaga no segundo turno da eleição para governador de São Paulo. Contudo, não fez maiores comparações sobre o presente, sobretudo sobre as recentes – e amplas – diferenças entre os números de seu instituto e os de Sensus e Vox Populi.

Diante disso, disse a ele que as acusações e críticas da blogosfera não poderiam ser tão improcedentes porque a Procuradoria Geral Eleitoral acolheu a representação do Movimento dos Sem Mídia e mandou a Polícia Federal investigar, também, o Datafolha. Ao que respondeu que não se admirava por a representação ter sido aceita devido ao grande burburinho que se produziu contra as pesquisas. Contudo, não considerou que as matérias da Folha acusando os institutos concorrentes do seu tiveram algum papel no que considerou estardalhaço imotivado.

Ao fim do evento, a professora da FMU que abriu os trabalhos encerrou-os fazendo duras críticas a estudantes que também questionaram o Datafolha em suas perguntas ao palestrante e que, no entender dela, foram até lá para fazer “campanha política” com suas “bandeiras” e que tal não seria correto porque, sempre em seu entender, jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas. Vale ressaltar que estava visivelmente nervosa e com a voz bastante trêmula.

102 comments

  • Dizer que não faz pesquisas para partidos e sindicatos é única carta de credibilidade que apresenta o Mauro Paulino? Isso é álibi. Depõe mais contra que a favor. O Datafalha virou bureau dos tucanos. É engraçado que na hora que a Folha suprime uma informação do leitor, se deve dirigir a ela nas reclamações. Mas quando o noticioso abre campanha contra outros institutos, a simbiose não é questionada.

    • Como não faz pesquisa para partidos? O pig é o que? É inclusive, o maior partido de oposição, nas palavras da dona Judith, presidente da ANJ e funcionária da Folha, dona do DataFalha. Ou seja, tudo ação entre amigos, né?

  • Caro Eduardo, compreendo o fato do Sr. Mauro ter sido gentil com você, mas como se diz lá em minas; você não esperava que ele fosse entregar a rapadura! Edu, esta frase "jovens ainda não deveriam ter opiniões opiniões políticas e certezas tão plenas" diga-me, esta "professora" é fessora de que mesmo?

      • Nossa! essa fessora pensa que os jovens são uns débeis mentais, tal igual ao PIG e a direitona que pensa que o povão é bobo e burro. Vão ter uma resposta em 3 de outubro e não será nada animadora para eles, rsrs, aguardemos pois.

  • Sobre o fato de uma professora questionar a manifestação crítica dos alunos em uma instituição de ensino superior brasileira, até aí, sem novidade. O mundo acadêmico, particularmente nos cursos de comunicologia, tem seguido, galopantemente, a orientação pela glamorização do mercado, tanto como modelo ideal de conteúdo, quanto de ofício. Nisso, se confunde o saber crítico com o saber pasteurizado, cuja cultura industrial, é muito bem expressada por meio dessas grandes corporações. Apenas o que me admira é a forma tão contraditória com que a palavra "certeza" é utilizada aqui, quando o evento, pelo que noto, envolve exatamente o questionamento da postura de expressão da dúvida ao estabelecido.

  • Quanto ao rótulo de "partidário" em torno de quem se pronuncia em direção contrária ao que diz a Imprensa Grande, e seus mecanismos de controle da opinião, só devemos, mais uma vez, lamentar esse verdadeiro crime que se comete contra os jovens nas salas de aula, que é o de concebê-los como assexuados politicamente. Essa postura sugere ser possível analisar a sociedade de costas para suas contradições e conflitos de interesse, em que a mídia – e sua forma gritantemente partidária de operar no Brasil – é uma espécie de bússola da certeza e do discurso único. De qualquer forma, parabéns pela iniciativa do MSM.

  • Desculpe ..não fiquei comovido ..pra mim tem alguém mentindo ..e a julgar pelos dados e artifícios, tudo leva a crer que é a turma do Otavinho ..mais, da minha parte continuo cobrando respeito, seriedade e celeridade ..pro BRASIL, o melhor que pode acontecer é se esclarecer e se PUNIR som severidade quem atenta contra a verdade…

  • Edu (nosso orgulho) como vai?
    Atenho-me ao comentário da professora da FMU pois estudei direito lá por alguns anos e sei o quanto são tendenciosos.
    Tenho opiniões políticas desde os treze anos quando à revelia de meu pai que era de direita li "o Capital" e desde então carrego a "bandeira" cravada na alma.
    Um carinho especial à Victória
    Magali

  • Quero apenas comentar sobre o último parágrafo, sobre a professora que disse "jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas". Assumiu sua idade (independente de quantos anos tenha) e sua condição ideológica de verdade: Velha! Ultrapassada!

  • A imprensa, diante do fracasso de Serra, assumiu de vez a campanha do candidato.

    Isto está visível na dobradinha Serra-Globo-Veja, como por exemplo nesta notícia transmitida em cadeia nacional para todos os grotões do Brasil.

    Em seu papel de partido de oposição a imprensa já sentou Dilma na cadeira presidencial, já deu posse aos ministérios, dentre eles o Ze Dirceu e, por último, promoveu a reforma da previdência.

    Isso é muito perigoso, como eu havia antecipado, o esquema Honduras iria ser colocado em prática, é o que está acontecendo.
    Lula, sabendo do que iria enfrentar pela frente, tratou de fazer uma ampla aliança, mas nem isso foi suficiente par aplacar a fúria do latifúndio da mídia.

    Neste interessante texto de Luis Nassif onde fica claro o engajamento da imprensa para eleger Serra:

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/estou-fi

  • "E explicou, ainda, que o Datafolha prefere obter um “instantâneo do momento” ao pesquisar as pessoas sem lhes dar informações que esclareçam melhor quem é quem entre os candidatos." Este é o DNA da FSP e de seu Instituto: não dar informações que esclareçam nada de assunto nenhum, principalmente quando for de política.

    • Exatamente. São poderosos instrumentos de reprodução da exploração, corrupção e conservadorismo. Chega a ser asqueroso!
      Um retrato 'instantâneo do momento' é o narrado aqui:
      presidente do instituto de pesquisas do maior jornal do país + professora de jornalismo de uma faculdade privada = manipulação descarada, não aceitam críticas nem debate e agem com violência e rancor quando questionados com suas fraquezas.

  • Caro Eduardo, pena que não consegui ler o nome da tal professora, pois gosto de contestar nominando! Tenho 70 anos, comecei fazer política com 16, fui presidente da UCE União Campograndense de Estudantes (MS), na época de zé pedágio(Tenho a pretenção de conhecer bem o bicho!). Acho que a dita (professora) deve ter ficado irritada com o fato dos estudantes questionarem o istituto que se presta deslavadamente a favorecer o zé pedágio! Voce não observou se ela tinha os brincos de ouro com a figura de um tucano? Essa dita(professora) deveria ter saber que o ser humano já nasce político e ao nascer já vem contestando o modo como fui puxado pelo parteiro(a)! Essa dita(professora) deve ser fruto ainda da ditadura militar que castrou a militancia política dos estudantes cujo resultado é a falta de pessoas com estofo fazrndo política no Brasil!!! Um abraço, A. S. Braga

  • É isso ai Eduardo, você é mesmo um cara destemido. Bom, me parece que o diretor do Datafolha segue a risca o manual do patrão e usa os argumentos estranhos do jornal para suas justificações. Agora falar que acertou na eleição que a Marta perdeu. Poxa meu, todo mundo sabe que aquilo foi manipulação feia de dados, tava na cara que São Paulo era Marta, e as pesquisas davam Covas discaradamente. O Instituto, naquela época com uma blogosfera ainda tímida e as vendas do jornal nas alturas, teve papel decisivo nas eleições como em tantas outras. Hoje não é mais assim…graças aos céus, e ao MSM. Valeu Eduardo.

  • O diretor do DataFolha está cumprindo seu papel institucional: negar o inegável. E continuo a esperar uma resposta para o estranho fato de seu instituto ter alterado continuamente, a partir de dezembro passado, a metodologia dos levantamentos que realizava. Por que?

    Quanto à professora da FMU, sua censura é lamentável. É desde a juventude que a consciência política deve ser construída, mesmo com os excessos que a impetuosidade juvenil possa carregar. Além disso, é profundamente pedagógico para os barões da Mídia perceberem que a sociedade acompanha criticamente suas ações de cunho sectário, que em nada se confundem com jornalismo.

  • Eduardo, me desculpe, mas tirar foto com essa gente duvidosa é mico!

    Não vou comentar o evento porque decidi que tudo que vem da Folha, Globo e demais integrantes desse bando de surrupiadores da liberdade de imprensa e expressão é nocivo. E como veneno não é coisa pra se tocar, cheirar provar ou até mesmo se expor fisicamente, mantenho distancia segura. Assepsia é indispensável nessas ocasiões. Te aconselho um bom banho com arruda, sal grosso, enxofre e alecrim.

  • Ao Edu…
    Parabéns pelo ÓTIMO "sitio" que criou, um lugar onde as ideais são expostas sem preconceito.

    A Mauro Paulino, seja bem vindo, um grande pais se faz com discussão de ideais e aqui "SEM DUVIDA" vc sempre sera ouvido e respeitado.

    Abraços a todos

  • "….jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas. " É inacreditável o que essa senhora disse. Se jovens não pudessem ser politizados não teríamos produzido uma Dilma em plena ditadura, inclusive o que contribuiu para ela ter a liberdade de falar essa bobagem: "…jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas."

  • Ou estes jornalistas da Folha são muito burros para escreverem todas estas besteiras contra o governo Lula e estão a enganar o Otavinho Frias ou estão submetidos ao maior tacão patronal da história.

  • Os jornalões ainda estão mal acostumados a, do alto de sua sabedoria e conhecimento, ver suas opiniões como a expressão da verdade.

    Para eles, ainda, não há espaço para crítica, principalmente para aquela que, por mais bem fundamentada que seja, como a de Eduardo, irritam-nos a ponto de as definirem como "difamação", "burburinho", "trololó petista" – este último fica a cargo do Serra.

    É como se criticá-los fosse uma espécie de heresia, cuja prática sucita reações raivosas e taxações que, por desqualificarem a pessoa que critica, ou por previamente definirem uma razão para que ela o faça, desqualificam a própria crítica, a fim de que não haja por que considerá-la. Trata-se de esquivos arrogantes.

    A decadência dessa arrogância pode ser vista no nervosismo dessa professora. Esta, ao dizer que "jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas", tem toda a razão para estar nervosa. Com um pensamento desse, logo estará desempregada.

  • Eduardo,
    Fiquei espantado com a postura da magister – professora do curso de jornalismo. Sou diretor em uma faculdade particular e incentivamos a formação de profissionais críticos, sintonizado com a diversidade de pensamento e concepções ideológicas mas impulsionando uma definição política e atuação cidadã, em cumprimento ao preceito da LBD – Lei de Diretrizes e Base da Educação – lei nº9.394/96. Em nossa instituição de ensino, professores com tal concepção teórica não é admitido, expressa miséria conceitual.

  • Lendo o seu relato tenho apenas um comentário a fazer. Formei-me recentemente em comunicação em uma universidade federal aqui do Rio Grande do Sul. No transcorrer do curso, sempre percebi esse mesmo comportamento da citada professora na ampla maioria dos professores da área de comunicação. Uma espécie de não-envolvimento que, volta e meia, aparentava alienação. Tratei do assunto com estudantes de outras universidades e o mesmo foi constatado. Nas universidades privadas então, temas políticos eram esquecidos e de certa maneira censurados. Nas universidades públicas os raros professores que permitiam/catalisavam o debate eram os mais reconhecidos pelos graduandos.
    Então fica a dica para os professores em geral e principalmente para os universitários: permita o debate. Incentive. Traga a tona os assuntos e não tenha medo da repercussão. O pior de todas elas é o risco do não pensar.

  • Jovens não devem ter opinião política? De que planeta saiu esta senhora? Espero que nenhum professor, nenhum pedagogo leve esta fala à sério, posto que ter opinião política, não é a única, mas é uma das grandes finalidades da educação para a cidadania.

  • Eduardo, primeiro o Diretor da folha falou e não disse nada. Segundo, temos que continuar em cima desta ação independente do resultado da eleição. Terceiro, esta mulher não merece ser chamada de professora, lamentavel saber que estes elementos estão ensinando nossos jovens.

  • A professora quiz dizer que os estudantes de jornalismo devem sim assistir a Globo e ler a Folha de São Paulo, Estadão e o Globo e que não devem inteirar-se e discutir política. Que tipo de professora é essa!

  • O dono da FMU é pessoa ligada a Maluf. Portanto, a coordenadora do evento teve uma postura que segue a doutrina daquela faculdade. O diretor do Datafolha segue a linha do patrão. O enredo é o mesmo do ombudsman que você contou no blog. Quando eu era diretor de sindicato também tentava separar a questão política e ter uma relação pessoal com meus adversários. Cara, não é fácil. Tem que ter conhecimento profundo dos fatos e opinião firme. E o mais importante, transparência total. Como você tá fazendo. Joga tudo no blog, que você tá pisando em terreno minado.

  • Do Luis Nassif, agora, em seu blog:
    "(…) Tem-se duas pesquisas: uma (da Vox) que mostrava Dilma na frente; outra (do Datafolha) que mostrava Serra na frente. As diferenças superavam a margem de erro. Como descobrir qual era a pesquisa manipulada? Bastaria aguardar a marcha dos acontecimentos e saber qual estava certa e qual estava errada. A errada era a do Datafolha, óbvio.

    E aí se entra no segundo ponto – bem mais delicado – do caso Datafolha: o inexplicável salto de 10 pontos de Serra às vésperas da sua indicação como candidato à presidência.

    Diferenças entre dois institutos podem ser explicadas por razões metodológicas. Quando, no momento mais crucial da campanha, uma determinada pesquisa de um instituto destoa das demais pesquisas do mesmo instituto, tem gato na tuba.

    Enquanto não houver uma explicação satisfatória para a infausta pesquisa de 28 de março – por satisfatória, entenda-se, até admitindo erros técnicos – pesará eternamente sobre o Datafolha e a Folha a suspeita de manipulação.(…)"
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-datafo

  • eduardo, quanto ao comentário da professora, a meu ver a questão é simples e comezinha: quem fez "campanha política" e carregou "bandeiras" foi ela ao promover, dentro da faculdade, uma palestra exclusiva sobre um tema tão complexo e controverso. melhor papel teria prestado à democracia e aos seus alunos se tivesse promovido um debate e convidado representantes de outros institutos de pesquisa.

  • Belo texto, Eduardo. Acho que você deveria lecionar no lugar da professora que fez um péssimo comentário sobre a juventude. E o pior é que tem muito professor como ela que atrofia o cérebro dos alunos não permitindo que eles pensem por si. E o Datafolha já perdeu a credibilidade pelo menos para mim.

  • Lamentavelmente meu caro Eduardo, o dirigente do Data Folha nada esclareceu sobre os questionamentos que você fez e que fazemos até hoje sobre o comportamento deste instituto. Aproveito pra dizer que torço com todas as minha forças por uma vida melhor pra Vitória e pra toda a família.
    http://easonfn.wordpress.com

  • Eu tenho uma solucao para o datafraude: fazer pesquisas de intencao de voto, e contar so as de Serra.

    Da 100% pro Serra, sem duvida alguma! Hey, meu plano nao pode falhar!

  • O pensamento dessa professora reflete, com fidelidade absoluta, o pensamento médio dos professores de jornalismo do país. Sou formado nesse curso e a grande maioria dos profssores da minha universidade possuíam esse pensamento “avançadíssimo”. Quando convidam alguém da grande imprensa, que eles consideram acima de qualquer crítica, aí ficam ainda mais medíocres, na tentativa de bajulação explícita. Quanto à palestra em si, não vi novidade alguma, tudo continua igual e o Datafolha não explica absolutamente nada. Qualquer um que lê a Folha e que tem o mínimo de dissernimento sabe que o grupo todo é partidário, partidaríssimo, o que ainda não consigo entender é como pessoas inteligentes (acho que o Paulino se inclui aí) conseguem defender com tanta energia o pensamento otaviano. Emprego, apesar de ter melhorado no Brasil, ainda é difícil, eu sei. Só isso explica.

  • (OFF TOPIC:

    Alguem por favor poderia me informar porque ha um W azul perto do meu gravatar e como me livrar dele? Eu nao o coloquei la evidentemente, e nao sei de onde apareceu.

    Obrigado.)

  • Esse viés de “imparcialidade” da grande mídia brasileira é criminoso. A negação da verdade à maioria do povo, sob os auspícios de uma suposta “isenção” da imprensa, que se nega a mostrar a melhora que a população vem tendo em termos de qualidade de vida, e fica fazendo uma verdadeira campanha eleitoral, como essa que vemos o Jornal Nacional fazer, ao mostrar reportagens que apresentam o brasil como um Haiti continental.

    Não falo isso por levantar bandeira de partido. Sou a favor que se tenha no país uma oposição ao governo, forte e de posições marcadas, pois isso é salutar para a democracia. Mas não quero essa oposição que está aí, que, quando esteve no poder levou o país a duas quebras econômicas e vendeu a preço de banana boa parte do patrimônio nacional, e hoje posam de bons moços querendo morder o osso de novo a qualquer custo.

    Fazer críticas ao governo, mostrar o que está errado, é bom, e acho que isso é papel não só da oposição, mas principalmente daqueles que votaram nos que hoje governam, pois devem fazer valer o seu voto, cobrando os compromissos assumidos.

    Mas, fazer esse papel sujo de difamação e desinformação que hoje se vê na mídia que mostra um descarado trabalho em favor dos vendilhões do país, isso eu não aceito e compactuo com a indignação manifesta por todos aqui.

    Obrigado.

  • Edu,

    o grande mérito nessa história toda foi sua ida lá. Só a sua presença e seu questionamento tem um peso enorme. Não era ali que iria ser provado qualquer coisa. Você foi elegante e coerente, foi lá porque você é um cidadão e tem esse direito e colocou seu ponto de vista. É claro que eles iriam discordar! Mas você se fez pesente. É assim que todos devíamos fazer. Muito bom você não ter levado adiante questionando muito a fundo os números, a data de liberação das pesquisas, o universo de pesquisados, eles já sabem o ridículo papel ao qual estão se prestando. Parabéns, vencemos mais uma vez e para aqueles que estavam na platéia e ainda não perceberam o que representa o Datafolha e a Folha de São paulo, não devemos esquecer que a verdade é filha do tempo e o tempo desse PIG já está se esgotando.

  • O grande erro do diretor do Datafalha foi ter atacado os institutos que divergiam do seu, insinuando que beneficiavam a candidata governista. Com isso, ao verificar-se que a Vox e o Sensus estavam certos, colocou todas as suspeitas sobre si mesmo. Teria que ater-se apenas a defender sua pesquisa e sua metodologia. Na verdade a grande dúvida é se o erro deu-se por falha de metodologia, como apontou o blog do Nassif, ou por fraude mesmo. Ou seja, a gente chama seu instiuto de Datafalha ou DataFraude?

  • Que coragem desse Paulino, será que a Cantanhêde pediu para ele fazer um exame de corpo e delito ,depois de ter participado desse ato democratico,para ver se fora mordido por um dos "cães ferozes da internet "?

  • Fiquei estarrecida com a atitude da professora. De acordo com a opinião expressada por esta professoa, posso concluir que jovem de 16 anos não podem votar ," jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas". Então fechem os diretórios acadêmiocs, os grêmios estudantis! Pois se é da juventude que vem a força da mudança.Falo com conhecimento de causa advinda da campanha do Passe Livre,nos últimoas anos na minha cidade, luta de qual , nós velhos, ainda tiramos lições de coragem , discernimento e foco., para seguir adiante nas lutas sociais.

    • Provavelmente devem ter montado o "circo" para convencer os jovens alunos a aderirem às sua convicções. Como "não deu liga", a irritação da tal "professora". Deve ser Serrista com dor de cotovelo.

  • Desculpe-me Eduardo, mas achei vc um pouco ingenuo com este cidadão. Quando se trabalha para uma organização, como o Sr Paulino, não acredito em emoções e se ele le este Blog, é com segundas intenções. Mas PARABENS pela entrevista, mesmo que eu, muito modestamente, ache que o dito cujo estava tripudiando e medindo até onde pode chegar.

  • Fico imaginando a cara do tal Paulino e da professora da FMU quando se deram conta que na plateia estava o Edu !
    Um abração, meu caro Eduardo Guimarães.

  • Caros, eu sou o professor de metodologia que fez perguntas e declarou-se leitor do blog, como anunciou o Eduardo no início.
    Quero opinar, não é tão relevante, mas havia muito mais que 100 alunos no auditório. Como o Eduardo estava nas primeiras fileiras não teve uma visão completa do auditório, deveria haver por baixo 250 pessoas.
    O Mauro Paulino respondeu a todos mesmo com muita elegância.
    É preciso fazer uma distinção entre os dados da pesquisa e a forma como eles são divulgados nas manchetes e analisados nos editoriais e pelos colunistas. Caso contrário o debate fica muito esvaziado pelo viés político.
    Claro que há diferenças metodológicas entre os institutos. A técnica do Datafolha produziu resultados históricos como a ida do Lula ao segundo turno em 1989.
    o ponto de inflexão, quando o Datafolha ganhou credibilidade, foi a vitória da Erundina em 1988. O instituto foi o primeiro a captar o crescimento da intenção de voto na candata.
    Metodologias precisam ser revistas periodicamente, essa debate é bom e quanto mais publicidade sobre ele, melhor.
    Não acho "mico", como alguém escreveu acima, aparecer em fotos com quem se propõe a debater em público. A palestra era de estudantes de jornalismo e achei as perguntas muito relevantes e realmente incisivas.
    Att.,
    Professor Irineu Barreto

    • Caro Professor Irineu. Acredito que o auditório fosse para umas 300 pessoas e sua lotação era de menos da metade do espaço. Paulino de fato foi elegante, mas deu respostas de político às questões que fiz. Não respondeu nenhuma a contento. Sobretudo no que diz respeito à Folha esconder do seu público que os institutos de pesquisa estão sendo investigados pela PF.

      • Augusto, eu não acredito em neutralidade da mídia. Concordo com você que a FSP munou muito nesses 20 anos, em 84 ela apoiou as Diretas Já com enorme boa vontade. Hoje, penso qeu pode ter sido uma estratégia mercadológica.
        Não, não acredito em papai noel. Quanto às pesquisas, não acho que a questão seja acreditar ou ter crenaç. Todas devem ser lidas de forma crítica.
        Caro Eduardo, parabéns pela fantástica repercussão do teu espeço!

      • "Paulino de fato foi elegante, mas deu respostas de político às questões que fiz." . Você acabou de definir o significado do e-mail que o Paulino lhe mandou e que você exibe com a empáfia que lhe é peculiar.

    • Professor, na década de 80 a Folha de São Paulo criticava, como criticou, a atitude da TV Globo ao "patrocinar" a tentativa de golpe ao Brizola.
      Já se passaram mais de VINTE ANOS das datas citadas por V. Sa.
      Acredita que nos dias de hoje, com maior refinamento político, mecanismos mais sutis, a Rede Globo patrocinaria aquele golpe da mesma forma?
      Pois bem, acredita também que Datafolha, FSP, Globo, Veja, atualmente são tão imparciais?
      E no Papai Noel, acredita também professor?

  • É difícil justificar o injustificável, o Datafolha agiu em nome do PIG e por isso está marcado como parcial e agora está tentando recuperar alguma credibilidade. Vc foi mto bem, Eduardo, e parabéns pelo fato do blog ser lido por pessoas de pensamentos tão "opostos" como o diretor do instituto.

  • O DataFalha tenta recuperar o seu nome e que ele próprio jogou no lixo. Agora já é tarde, o DataFalha é para sempre DataFalha, um instituto sem credibilidade e ligado aos interesses mafiosos das famiglias do PIG.

  • Parece que o povo não é tão imbecil quanto eles pensam. Trololó da oposição o zé povinho já cansou. Quer ver atitudes. O PT, com todos os seus milhões de defeitos, tem atitude. Botou a mão na massa e aceitou ser vitrine. Alguns pagaram caro, com a própria sobrevivência política, pra não desmontar o partido todo e a governabilidade. Funcionou, porque o partido está forte como nunca. Acabou com a concorrência.

  • Caro Eduardo, gostaria de parabenizá-lo pelo blog e por contribui infinitamente ao amadurecimento da democracia e a conscientização política da população.

    Bom, estive ontem na palestra e ao meu ver foi clara e objetiva relativa ao tema “A metodologia de pesquisas eleitorais, bem como erros e acertos da mídia ao usá-las”.
    O palestrante explanou bem sobre assunto, frisando a importância e responsabilidade da “mídia” na interpretação dos dados da pesquisa. Mas realmente suas respostas as perguntas da platéia foram diplomáticas e superficiais.
    Relativo ao comentário da professora acredito ter sido positivo na formação de jovens universitários no intuito de mostrar a importância das opiniões, porem não em tom de ataque e deselegância, como foi proferida.

    Um Abraço
    Jorge

    • Acredito que não houve tom de ataque e achei que a visão da professora sobre jovens não deverem ter paixão política foi deseducadora para a cidadania

      • A forma a qual o estudante se expressou me passou esta impressão. E “a visão da professora sobre jovens não deverem ter paixão política” seja não para os jovens de um modo geral, mas para contribuir com formação da imparcialidade dos estudantes de jornalismo.

        • Esse discurso da imparcialidade é que para mim é idiota.

          Como se o jornalista devêsse ser mero narrador da realidade.

          Só que não existe narrativa pura.

          Todo discurso, quer queiramos, quer não, está carregado com toda a massa ideológica na qual foi forjada a formação do emissor do discurso. Quando falo em formação não me limito à formação acadêmica, mas expando esse conceito para a formação familiar, religiosa, do grupo socio-cultural, entre outros.

          Essa carga ideológica também vai influenciar o modo como o receptor da informação vai filtrá-la, de forma que o discurso nunca vai ser cópia fiel da realidade e nunca vai ser recebido como tal.

          Aliado a isso temos que levar em conta o papel social do profissional da comunicação, que deve nortear seu trabalho, que (deixo claro que isso é opinião minha) há que se voltar para uma melhoria da sociedade que o cerca.

          Portanto, no momento que o Jornalista se abstém do discurso político, ele simplesmente cruza os braços e se põe ao lado da manutenção do status quo vigente.

          Esse tipo de atitude revela então, uma posição política velada, que se disfarça de “imparcialidade”.

          Então, contrário a professora, penso que o engajamento político é tão importante para a a formação acadêmica quanto as disciplinas regularmente oferecidas pelo curso.

          No mais, essa dissociação dos papéis de estudante e cidadão é bem conhecida, pois foi muito usada na ditadura militar, quando os reitores, em obediência àcartilha dos generais, repetiam à exaustão a ladainha “estudante tem que estudar, política tem que ser feita por político”.

          Fazer o que…

  • Essa professora tem tudo de uma "mal-amada".
    Terá ela, filhos? Não quero criar idéias soltas sobre ela, mas dá para entender ou imaginar ser ela uma serrista. Os alunos provavelmente fizeram perguntas que não agradaram ao seu fígado e daí sua postura com eles.
    Quanto a você Eduardo, mais parece um domador de leões, aqueles que entram na jaula e fustiga o bicho. Parabéns pela postura de combatente destemido. Você é um formador de opinião. Creio que o Lula, se não lê, é informado do seu trabalho corajoso. Quando vi o Presidente agradecer aos blogueiros, senti um "cheiro de MSM".

  • A palestra de ontem foi um tanto estranha e julgadora por parte da platéia perante ao palestrante. Primeiramente pelo que eu entendi, ele estava alí para demonstrar como o Datafolha trabalha em suas pesquisas eleitorais e não para defender lado “A” ou “B” da política tão séria deste país.
    Segundo, ele foi infeliz na questão de julgar outros institutos de pesquisa e defender seu próprio peixe, mas enfim, acho que qualquer um faria isso. O que não achei conveniente foi o fato do espaço para questões na palestra virar palanque político. Nem sempre o que se mostra é algo tendencioso, às vezes nós temos que parar com essa síndrome da perseguição ou de achar que sempre existe um lado político por de trás dos fatos. Quanto ao seus questionamentos Eduardo, estava coerente no inicio e depois para minha pessoa, ou houve uma empolgação por parte da sua pessoa ou houve a perda do eixo central do questionamento em sí. Tanto é que pela atitude da platéia e do palestrante ficaram todos com cara de “eu não entendi o que ele falou” seguido do “ufa” da platéia em geral ao final dos seus questionamentos e o “quais informações o Sr. precisa mesmo?” Por parte do Diretor do Datafolha. Isso para você mesmo ver o quão confuso foi tudo o que disse pelo menos isso para quem estava nos fundos do auditório. Quanto a atitude da professora eu achei correto em partes, em uma palestra a atitude é de contestar os fatos e não de atacar o palestrante por militância política e devido ao “ataque” automaticamente houve uma questão partidária no caso. A política neste país é como torcer por times de futebol cada torcedor vai achar o seu time o melhor, assim como o candidato escolhido e no final quem ganha com tudo isso são eles, os políticos e os jogadores de futebol. E a gente que fica se matando aqui por eles levamos apenas mais uma no rabo, aliás se realmente fosse tão séria a política deste país a propaganda eleitoral gratuita não pareceria o Stand Up Comedy que é hoje.

    • Aquela platéia que levantou a mão quando ele perguntou quem votava em cerra? Eu dando informação de que a Polícia Federal está investigando o DAtafolha e aquela PARTE da platéia que não queria ouvir? Bem, enfim, cada um enxerga o que quer, não é. Do meu ponto de vista, o caro Paulino agiu como agem os políticos quando questionados, e com a incoerência dele ao fazer acusações a concorrentes enquanto reclamava de difamação. Agora, a cereja do bolo foi a professora desequilibrada que acha que jovem não tem que ter paixão política.

      • Eu fui o único no recinto que levantou a mão alegando que vou votar no Plinio. Eu acho que o tal da "plateia não queria ouvir" foi uma consequência de uma questão não direta e não objetiva, foi basicamente uma segunda palestra. E no meu ponto de vista a colocação da professora não foi desequilibrada, o desiquilibrio veio por parte dos ataques ao palestrante. Uma palestra não é um debate se fosse um debate o nome não seria palestra.

        • Não foi um ataque ao palestrante. Que absurdo. Quer dizer que questionar as diferenças descomunais do Datafolha para os outros institutos é atacar? Não foi feita consideração sobre o palestrante. Agora, você querer que diante da barbaridade que o Datafolha fez as pessoas não questionem, só mostra porque extrema esquerda e extrema direita se dão as mãos e não chegam a lugar nenhum hoje

    • Amigo, você está brincando ou não tem a menor consciência do que diz?
      Você qualifica o exercício político (aquele que pode em última instância decidir o destino de um povo, ou o destino de uma pessoa), neste país como TORCER POR TIMES DE FUTEBOL?
      Desculpe-me, mas SANTA IGNORÂNCIA, em que o seu time de futebol pode mudar seu destino ou o destino de qualquer pessoa, ou melhor O DESTINO DE UM POVO. Onde estudou, aprendeu, ou praticou isso? Através da midia existente no nosso país?
      Que o Eduardo possa, eventualmente, ter se excedido em suas argumentações (PELO QUE SEI DELE ACHO MUITO POUCO PROVÁVEL), é uma coisa perfeitamente admissível em função do disparate que foi a apresentação da pesquisa Datafolha citada. Qual o propósito deles? Sabemos com quem eles estão afinados? Isso, por acaso, representa o primeiro e único erro em pesquisa no país? E a agressividade deles quanto ao Vox e Sensus? E a sua soberba, como donos da verdade, de onde vem isso?
      Você vem aqui reclamar de "política séria neste país", citando "Stand Up o cacete"?
      Qual a sua parte de responsabilidade nisso, amigo? Tem coragem de questionar quem faz um trabalho sério, exatamente colocando em xeque os beneficiários desse sistema? Quer arrefecer os ânimos daquele que luta contra as indignidades dos que não têm escrúpulos de se vender muitas vezes por um parco salário?
      Desculpe-me Eduardo, pelos termos, mas foi demais.
      Augusto G. Sperandio

      • Não me excedi em nada. Fui comedido e respeitoso e o Mauro Paulino pediu aos tucanos da platéia que me deixassem falar porque queria me ouvir. A seguir, reproduzo e-mail que recebi hoje do diretor do Datafolha comentando este post e que dirá mais do que alguém que está tentando criar uma fantasia:

        \”Caro Eduardo,

        Considero que seu texto está correto e coerente com suas convicções, que não são as minhas, obviamente. Eu descreveria o evento de outra forma, de acordo com minhas convicções. Acho que é com embates respeitosos de ideias que avançamos na democracia. Por isso, fiquei sinceramente gratificado por tê-lo na plateia.

        Um abraço,

        Mauro Paulino\”

  • Eu sou aluna da Instituição FIAM e participei da palestra ontem, portanto eu presenciei o que aconteceu. E esse post que deveria transcorrer exatamente o que aconteceu lá, como você Eduardo já nas primeiras linhas disse que tentaria fazer, acabou-o não fazendo. Você acusa a professora de algo que ela não fez. Sim, ela respondeu ao aluno que fez uma pergunta totalmente absurda e com carga emocional e partidária visível, quando na verdade, pelo o que eu aprendi, jornalistas deveriam tentar ser o mais imparciais possíveis. Mauro Paulino pelo que sei, estava lá para dar uma palestra, informar e responder perguntas cabíveis para o assunto, e não foi o que aconteceu, em nenhum dos 'lados', se é que existiu um. Em nenhum momento a Profa. Marcia, que é coordenadora do curso de Jornalismo da FIAM (uma ótima profissional e pessoa), disse essas palavras: 'jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas', você como mesmo disse: 'Este post contém um relato que faço de cabeça, pois não fiz anotações, mas que garanto ser fiel ao que ocorreu.', talvez não esteja relatando tão fielmente assim ou então tenha interpretado pessimamente o que ela disse. O aluno, de quem ela 'chamou a atenção' foi lá sim 'levantar bandeiras' e foi totalmente extremista e parcial, foi mais que visível.
    Aliás achei este seu relato um bocado de 'sardinha' sendo roubada para o seu lado, mas claro que você faria isso. É um orgulho mesmo saber que pessoas tão importante lêem seu blog. Parabéns por isso, mas acho que não precisa de tanto.
    Você foi tedioso e ofensivo na pergunta que tentou fazer, não obteve uma boa resposta, porque enrolou e demorou tanto para fazê-la que na metade da pergunta a maioria dos alunos que lá estavam já haviam dormido. Não satisfeito com a resposta do Mauro você voltou a contestá-lo, o que eu não achei ruim, mas sim cansativo, já que parecia que só você queria falar. Todas suas contestações foram respondidas gentilmente pelo Mauro, mas você deveria ter percebido que não havia somente você lá. Não era uma conversa de boteco, nem um debate político, era uma palestra e mais pessoas queriam fazer perguntas.
    As perguntas na verdade, (quase todas) foram totalmente irrelevantes e com pretexto de continuar uma palestra mais parecido com um monólogo. Acredito inclusive que nenhum dos alunos estavam lá para ver isso. Aliás os comentários que estou lendo aqui estão sendo mais tendenciosos que qualquer coisa.
    Na verdade, pra mim, o que faltou mesmo, é o que sempre falta em palestras ligadas a pesquisas políticas e afins, que é ouvir melhor, pensar mais e julgar menos. Ontem tudo me pareceu muito confuso, das informações passadas pelo Mauro as perguntas feitas pelo público, que ganharam o status dos alunos (que você disse acima não serem 'maduros') de 'deveríamos ter ficado na sala de aula aprendendo sobre como interpretar melhor os textos'.

    • Esse discurso da imparcialidade é que para mim é idiota.

      Como se o jornalista devesse ser mero narrador da realidade.

      Só que não existe narrativa pura.

      Todo discurso, quer queiramos, quer não, está carregado com toda a massa ideológica na qual foi forjada a formação do emissor do discurso. Quando falo em formação não me limito à formação acadêmica, mas expando esse conceito para a formação familiar, religiosa, do grupo socio-cultural, entre outros.

      Essa carga ideológica também vai influenciar o modo como o receptor da informação vai filtrá-la, de forma que o discurso nunca vai ser cópia fiel da realidade e nunca vai ser recebido como tal.

      Aliado a isso temos que levar em conta o papel social do profissional da comunicação, que deve nortear seu trabalho, que (deixo claro que isso é opinião minha) há que se voltar para uma melhoria da sociedade que o cerca.

      Portanto, no momento que o Jornalista se abstém do discurso político, ele simplesmente cruza os braços e se põe ao lado da manutenção do status quo vigente.

      Esse tipo de atitude revela então, uma posição política velada, que se disfarça de “imparcialidade”.

      Então, contrário a professora, penso que o engajamento político é tão importante para a a formação acadêmica quanto as disciplinas regularmente oferecidas pelo curso.

      No mais, essa dissociação dos papéis de estudante e cidadão é bem conhecida, pois foi muito usada na ditadura militar, quando os reitores, em obediência àcartilha dos generais, repetiam à exaustão a ladainha “estudante tem que estudar, política tem que ser feita por político”.

      Mas, filha, se sua formação não te permite mais fundo que essa opinião dada aqui e você engole esse discurso da imparcialidade, dizendo que “pelo que aprendi, jornalistas devem ser o mais imparciais possíveis”(sic), só me resta lamentar que gente com formação como a sua esteja entrando no mercado.

      Fazer o que…

      • Primeiro, eu não sou sua filha. Segundo, eu não tenho problemas com meu ensino, pelo contrário, tenho muito orgulho em poder fazer parte dessa Instituição. Terceiro, acredito que tenha deixado bem claro a minha oopinião a respeito do que acho sobre a imparcialidade, ainda mais tratando-se de estudantes de jornalismo. Quarto, você, pelo visto, não entendeu um terço do que eu dise aqui. Quinto, não vou discutir contigo, pois desde o momento que você usou do cinismo e me chamou de ‘minha filha’, voce perdeu a razão. Portanto, sem mais.

        • Mila, você precisava ouvir o que o Fabio disse, e talvez muito mais. Do jeito que está sendo formada, você deverá ter uma bela carreira nos atuais meios de comunicação, conservando sua imparcialidade para manter o status quo. Quem definiu esse status quo, foram exatamente aqueles que atualmente se beneficiam do poder atual.
          Resumindo, se você souber escrever sobre qualquer assunto, seguindo a cartilha do status quo, que o seu diretor lhe dará, você terá chance de fazer uma bela carreira, brilhante, porém será que futuramente poderá se orgulhar dela?
          Certamente o Eduardo poderá se orgulhar do que faz, e seus filhos também, com certeza.

        • Mila, sua boba:

          “minha filha” é um termo genérico e carinhoso que as pessoas

          “mais velhas” costumam usar quando se dirigem a jovens. Garanto

          que o Fábio falou isso foi no sentido de deixá-la à vontade e até

          protege-la. A sua indignação é típica de meninas com menos de 18 anos.

          Liga não. Com certesa voce chegará lá. É assim mesmo, as coisas

          funcionam assim mesmo. A vida é um aprendizado constante. Fique na sua.

  • O problema não é a metodologia da Folha, mas o fato de a pesquisa ser divulgada sem nota explicativa sobre a grande diferença entre seus resulltados e os de outros institutos. Aí se entra no terreno da má fé.

  • Edu,
    Seria interessante dizer o nome desta professora.
    Afirmar que jovens não devem ter opiniões políticas é um absurdo e vai de encontro ao meio acadêmico.

  • Sei que você mantém altíssimo nível no seu blog, Eduardo, mas não encontro outra palavra para descrever essa professora: ela é uma besta quadrada.
    A juventude é justamente a época de ter certezas plenas. A maturidade é que traz dúvidas, ceticismo, um certo cinismo – no sentido filosófico.
    Por isso a juventude, no que tem de melhor, é empolgada, idealista, generosa. A maturidade, no que têm de melhor, pode produzir sábios.

  • Só não decidi ainda quem é mais cínico : Paulino ou essa professora? Talvez opte pelo empate, mas, com uma importante diferença : Dentro da "super-estrutura", como diria Marx, de alienação ideológica dos donos-do-poder, Paulino ocupa um posto bem mais importante, e nefasto, que a professora. Essa talvez não ocupe posto algum, apenas destila as indiossincrasias reacionárias que alguém convenceu-a no passado serem a expressão do "único mundo possíve", cujo desmoronamento deve assustá-la. Mas, voltando ao diretor do "Dataserra"(sob a professora, falarei um pouco no final : não dá para não comentar uma colocação tão retrógrada quanto a feita por ela ao término da palestra). Sob Paulino, é "interessante" que mostre-se chocado com uma suposta campanha difamatória realizada contra seu instituto, QUANDO ELE NÃO CANSA DE FAZER INSINUAÇÕES, SEM QUALQUER BASE CIENTÍFICA(E ELE SABE DISSO!) CONTRA SENSUS E VOX POPULI. Continua…

  • Continuação : Aliás, ainda que acreditemos que não sabia, OS RESULTADOS DO "DATASERRA", CORRENDO PARA IGUALAR-SE AO QUE SENSUS E VOX POPULI SEMPRE APRESENTARAM, SERIAM UMA PROVA IRREFUTÁVEL. E a desculpa da "fotografia do momento", ESSA DOEU! Uma pesquisa que não esclarece o eleitor, principalmente num país de populção ainda muito despolitizada como o nosso; não está "fotografando" momento nenhum : ESTÁ INTERESSADO EM ENGANAR O PESQUISADO, PARA OBTER UM RESULTADO ARTIFICIAL. Por um motivo bem simples : o que interessa numa pesquisa eleitoral é sua capacidade de "prever" o que ocorrerá nas urnas e, quando for votar, o eleitor estará bombardeado por informações, saberá perfeitamente quem é candidato de quem(COMO JÁ ACONTECE AGORA, POR ISSO DILMA DISPAROU AINDA MAIS)e será "esse momento" que interessará, E NÃO O MOMENTO EM QUE O ELEITOR NÃO SABE DE NADA, SIMPLESMENTE PORQUE A ELEIÇÃO NÃO ACONTECERÁ NESSE PERÍODO. Continua…

  • Continuação : Portanto, pesquisas como as de Sensus e Vox Populi, ao esclarecerem o eleitor sobre o candidato, estão criando a "situação real", que será a existente em 3 de outubro. Para exemplificar a grosso modo : Paulino age como o médico que auscultou o coração de um paciente(que deveria ser observado após o esforço)sem que o doente tivesse realizado o esforço e, além de querer convencer-nos de que seu método é certo, ainda critica o colega que submeteu o paciente ao esforço, simulando a situação real diante da qual pretendia-se analisar o coração do doente : ESSA GENTE PENSA MESMO QUE SOMOS UM BANDO DE RETARDADOS! Diante disso, alguém poderia explicar o motivo da teimosia do "Dataserra" em fazer um "pesquisa do nada", afinal apresenta a "radiografia de um momento" que não interessará à eleição, pois reflete uma situação que não ocorrerá no dia da votação? è facílimo deduzí-lo. Continua…

  • Continuação : Pesquisas tornaram-se verdadeiros "instrumentos" eleitorais, seus números, além do óbvio poder de manipular o eleitor(ainda vivemos numa Sociedade em que muitos votam "em quem está ganhando"), também têm outras "funções" tão ou mais importantes. por exemplo, aproximam ou afastam os financiadores, que não investiriam em um "candidato derrotado". Portanto, apresentar uma pesquisa artificial(que retrata a opinião de um eleitor que não existirá no dia do pleito), na qual Serra tem os seus votos "inchados"(por confundir-se, na cabeça de muita gente, como o candidato de Lula)é vital para a arrecadação de fundos do tucano. Como reagiriam os financiadores se, há meses da eleição, todos os institutos já mostrassem a ascensão de Dilma? Continua…

  • Outra coisa : PENA QUE VOCÊ NÃO PERGUNTOU QUAL O "MOMENTO" QUE PAULINO PENSAVA EM "RADIOGRAFAR" AO ENTREVISTAR EM SUAS PESQUISAS APENAS PESSOAS COM TELEFONE, NUM PAÍS EM QUE SÓ 45% DA POPULAÇÃO TEM TELEFONE FIXO E APENAS 75% TEM CELULAR! SERÁ O "MOMENTO DOS RICOS"? OU QUAL SERIA O "MOMENTO" QUE O DATASERRA ALMEJAVA CAPTAR AO ALTERAR A DISTRIBUIÇÕES AMOSTRAIS EM SUAS PESQUISAS(SEMPRE AUMENTANDO A PARTICIPAÇÃO DE SP)EM RELAÇÃO AOS DADOS DO IBGE, UNIVERSALMENTE ACEITOS?SERIA O "MOMENTO" DE SP? OU O "MOMENTO" DA ELEIÇÃO DE SERRA PARA GOVERNADOR? Continua..

  • Continuação : Por último, mesmo correndo o risco de alongar-me excessivamente, não poderia dexiar de comentar as "colocações" da "professora"(que coroaram o "momento PFL" após as explicações de Paulino) : COMO UMA EDUCADORA PODE FALAR TAMANHO ABSURDO? QUER DIZER QUE ELA ESTIMULA OS JOVENS A NÃO TEREM POSICIONBAMENTOS, ACHA QUE TÊM OBRIGAÇÃO DE, POR SUA TENRA IDADE, SEREM VOLÚVEIS E MANIPULÁVEIS(COMO SE JÁ NÃO VIVÊSSEMOS NUMA CIVILIZAÇÃO MUNDIAL POR DEMAIS VOLÚVEL), PROVAVELMENTE PARA TORNAREM MAIS FÁCIL SEU CONTROLE POR "INSTITUIÇÕES" COMO O DATASERRA OU "PROFESSORES" COMO ELA. PARA ELA, QUANDO O DATASERRA USA O SEU JORNAL PARA DIFAMAR SENSUS E VOX POPULI, AÍ PODE!(SERÁ PORQUE NO INSTITUTO SÓ TRABALHAM "MADUROS" OU SERÁ PORQUE O DATASERRA DEFENDE O ESTABLISHMENT?). MAS QUANDO JOVENS CONTESTAM AS MANIPULAÇÕES DO DATASERRA, AÍ NÃO PODE. A REBELDIA DEIXA ESSA SENHORA APAVORADA. vOCÊ NÃO SENTIU-SE MAL APÓS ESSA PALESTRA?

  • A mila (filha de quem?) data venia,,entende de institutos. Nao sei se institutos de educaçao ou institutos de pesquisa.
    Passa pela cabeça de mila que a datafrias tenha sido parcialíssima e que, em funçao disso, era bem previsivel que uma duzia de estudantes da plateia se ergueriam, nessa circunstancia parcialíssimos CONTRA o datafraude. O estranho seria se engolissem a paulinologia estatistica com casca e tudo.
    Ocorre que o paulino se defendia como galo de briga e a Profa. defenderia o pesquisador por ser a hostess do evento.
    A ligaçao automatica entre chamar de filha e perder a razao é conclusão sem premissas. Logica elementar ajuda.
    Isso, mila, não muda nada o JOGO manjado do data alguma coisa pro Serra. Mila e profa. na proxima vez convidem tambem o Marcos Coimbra. Talvez o montenegro pós onda vermelha ajudasse.

  • "jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas."

    Todos os dias quando acord Não tenho mais O tempo que passou
    Mas tenho muito tempo Temos todo o tempo do mundo…

    Todos os dias Antes de dormir Lembro e esqueço Como foi o dia
    Sempre em frente Não temos tempo a perder…

    Nosso suor sagrado É bem mais belo Que esse sangue amargo
    E tão sério E Selvagem! Selvagem! Selvagem!…

    Veja o sol Dessa manhã tão cinza A tempestade que chega É da cor dos teus olhos
    Castanhos…

    Então me abraça forte E diz mais uma vez Que já estamos Distantes de tudo
    Temos nosso próprio tempo Temos nosso próprio tempo Temos nosso próprio tempo…

    Não tenho medo do escuro Mas deixe as luzes Acesas agora
    O que foi escondido É o que se escondeu E o que foi prometido Ninguém prometeu
    Nem foi tempo perdido
    Somos tão jovens… Tão Jovens! Tão Jovens!…

    Tempo Perdido – Composição: Renato Russo

  • Bom dia meu caro,

    Estava lendo seu blog quando me deparo com alguns aspectos peculiares.
    Devemos acreditar ou levar em consideração suas informações? Seriam elas pertinentes e verdadeiras? Duvidoso… Se uma informação banal como a quantidade de pessoas presentes na palestras ou sobre a maturidade das mesmas me parece deturpada, que dirá as outras informações…
    Sou estudante de jornalismo da Instituição FIAM e também estava presente na palestra. Vamos aos fatos: Uma palestra é uma palestra, certo? O diretor do Datafolha foi convidado para passar informações de como são feitas as pesquisas do seu instituto, obvio. Quanto ao senhor, me pareceu, que foi lá apenas para afrontá-lo, fez perguntas desnecessárias para a ocasião criando um clima de hostilidade de forma totalmente irresponsável. O questionamento é uma das principais ferramenta do jornalista e que sem ela não há apuração dos fatos e nem busca pela verdade, no entanto, meu caro Eduardo, acredito que sem ética e bom senso não há um jornalismo sério e respeitável.

    Mas, quero muito de agradecer sua presença, pois, pude ver de perto o tipo de jornalista que eu não quero ser.

    A professora Márcia foi muito feliz em sua colocação e tenho orgulho de tê-la como coordenadora do curso.

    • Em primeiro lugar, não sou jornalista – sou um comerciante. Em segundo lugar, você deveria ter aprendido que se a Justiça Eleitoral instaura uma investigação na Polícia Federal contra os quatro maiores institutos de pesquisa do país e o jornal dono do Datafolha, envolvido na investigação, esconde esse fato dos seus leitores, está sonegando informações às quais eles têm direito.

      E tanto é verdade que minha formulação não foi agressiva ou desrespeitosa que o Mauro Paulino foi o primeiro a pedir ao pessoal do seu grupo, que declarou voto no PSDB ou em Marina quando perguntado pelo palestrante em quem iria votar, que me deixasse falar. Não bastando, depois me enviou o seguinte e-mail sobre o post que você comenta e sobre minha atuação na palestra:

      \”Caro Eduardo,

      Considero que seu texto está correto e coerente com suas convicções, que não são as minhas, obviamente. Eu descreveria o evento de outra forma, de acordo com minhas convicções. Acho que é com embates respeitosos de ideias que avançamos na democracia. Por isso, fiquei sinceramente gratificado por tê-lo na plateia.

      Um abraço,

      Mauro Paulino\”

      Como se vê, minha cara estudante, além de você estar se tornando mais uma jornalista partidarizada devido à escassez de oportunidades na grande mídia, não tem aquela curiosidade jornalística imprescindível ao bom profissional da área. Aposto que não sabia que a JUSTIÇA ELEITORAL BRASILEIRA considerou meu questionamento às pesquisas amplamente pertinente. E o que é pior: acha que esse não é um fato jornalístico.

      Lamentável.

      • Pelo visto as escolas de jornalismo, principalmente de São Paulo, vão continuar a despejar um monte de jornalistas "imparciais" prontinhos para servir com extrema dedicação ao pig. Está difícil de ver um futuro mais promissor para a grande imprensa tupiniquim

    • “Uma palestra é uma palestra, certo?”

      Premissa genial para as conclusões que vêm depois. Faz cairem por terra quaisquer argumentos em contrário.

      “Fez perguntas desnecessárias para a ocasião”

      Eu pensava que afirmações desse tipo, que estabelecem juízo de valor sobre o que é ou não necessário devessem vir acompanhadas de argumento que as justificasse. Deve ser o novo jornalismo. Tio Rei está fazendo escola.

      Eu estou muito triste de ver que a próxima geração de profissionais da comunicação vai conseguir a proeza de ser pior do que essa, pois um jornalista que escreve com esse arremedo de construção de idéias…

      Bom… Fico por aqui. Não quero ofender ninguém, apenas externar minha tristeza. A menina não tem culpa, apenas reproduz o que ouve na sala de aula, Tomara que a vida lhe ensine a refletir melhor sobre o que fala e o que escreve, e consiga ver, no futuro, que o que estamos fazendo aqui não é atacar uma instituição ou uma professora, mas discordar de modos de pensar que durante muito tempo fizeram do Brasil o que ele era.

    • Que vergonha! Nem bem "saiu" do ninho e já se porta como um "abutre" do direito, da liberdade. Não quero nem entrar no mérito da competência. Lamentável! Espero que esteja no primeiro ano e que, no tempo que resta para concluir o curso, aprenda alguma coisa.

  • É interessante ver pessoas dando os seus PONTOS DE VISTA referente a tal caso. Eu como aluno de jornalismo da instituição em questão, entendo como uma palestra perdida essa em que o Sr. Mauro nos apresentou. Não por causa dele, ele estava apenas defendendo a sua opinião, do Datafolha e acusações. No caso do aluno, o achei muito audacioso ao falar daquele modo e como ele foi TOTALMENTE parcial, também estava defendendo o sue ponto de vista, frustrado, mas estava. O mesmo que estamos fazendo aqui.

    Agora, você como aluno, pagante e interessado em ver uma palestra de qualidade, viu um espetáculo de individualismo por parte do blogueiro, um palestrante um tanto acuado com os acontecimentos em que o cerca. Na minha opinião, o Mauro estava mais interessado em si defender do que mostrar os critérios das pesquisas políticas e o pior, o nosso momento de perguntar sobre a palestra foi desperdiçado por questões políticas e não acadêmicas.

    Não sou jornalista, quero aprender para depois me portar como se deve um profissional da área. Por que política está em todo lugar e no dia das eleições, não será numa urna que vou estar e sim no primeiro bar que tiver o meu grupo, as pessoas que fala de política no meu idioma!!!

    Obrigado

    • Me conta qual é o bar que você vai que eu vou denunciar.

      Esqueceu da lei seca?

      Outra coisa, meu jovem. Alguem que produz um texto como esse que eu vejo você postar aqui, já mostra o nível da instituição na qual que você está matriculado.

      Não estou te ofendendo. Só estou te alertando para um fato. Vocêestá sendo enganado. Estão te cobrando uma mensalidade por aquilo que é mero arremedo de ensino superior.

      Já que não fazem uma seleção séria, filtrando quem realmente tem condições de ingressar em um curso de graduação, deveriam pelo menos te dar aulas de língua portuguesa, da qual você não tem o domínio necessário para produzir os textos requeridos pela vida acadêmica (qualquer que seja o seu curso – pior ainda se for jornalismo).

      Me entenda, sei que você não tem culpa dos deficits na sua formação básica, mas entendo que uma instituição de ensino superior deve ter o compromisso de entregar à sociedade profissionais que atendam às suas demandas à altura de um portador de diploma de graduação.

      Desculpe se fui duro, mas meu alvo não é você, mas as instituições de ensino superior que hoje proliferam no país, oferecendo algo que passa longe do que dizem oferecer.

      • "Eu vou te denunciar" Cara, caso queira também, pode contar para a minha mãe, eu não me importo, ela sabe o filho que tem e não precisa me avaliar por um texto. Sim, o ensino básico em nosso pais é fraco. Você uma pessoa preparada e "eloqüente" talvez tenha estudado em ensino particular e se sente mais preparado que eu..

      • O fato é que estou escrevendo em um blog e assumidamente declarando as minhas opiniões, não se trata de um artigo. Alem do mais, sou estudante e vou melhorar a minha comunicação. Você é o contrario, deve ter uma boa formação (de berço) a ponto de criticar a instituição e seus alunos. Não estávamos em uma palestra falando de metodologia, o que falhou devido a POLITICA. De repente você faça parte deste grupo que da atenção a assuntos paralelos.
        Agora si a minha gramática é insatisfatória (2º seu ponto de vista) sou melhor falando. Vamos nos encontrar e discutir o assunto. Mas não me denuncie caso eu esteja com cerveja, por favor. Si prefiro sair e beber no dia das eleições, não por falta de interesse e sim uma escolha, que na minha concepção é valida.

  • Olá sou estudante de jornalismo da FIAM, e também estava na palestra… Em primeiro lugar queria deixar bem claro que não defendo partido nenhum, mas não porque não me enteresso por politica, mas porque não me indentifico com os ideais de nenhum dos que temos hoje em dia…E também acredito que nenhum deles está realmente preocupado com nosso país e o futuro do nosso povo.

    Bom outra coisa é que acredito que o Eduardo fez a pergunta que achou importante e . Mas em nenhum momento foi mal educado e grosseiro com o Mauro Paulino, que dava aquele palestra como convidade, a quem deviamos uma boa educação no minimo. Não querendo dizer que tinhamos que acreditar ou concordar em tudo que ele estva nos passando.

    • Carolina, é um alento ver alguém repor a verdade aqui. E saber que há estudantes de jornalismo dispostos a defender a verdade, mesmo que, neste momento, pareça que ela não os conduzirá aonde acham que será melhor, em termos profissionais. Meus parabéns.

  • Mas o estudante também da FIAM que se pronunciou e "fez a pergunta" foi muito grosseiro e mal educado. Acredito que ele não tinha o direito de questionar o titutlo da palestra, acho que por falta de atenção não notou que o Mauro citou que os jornalistas precisam estar atentos as pesquisas e saberem ler os dados para não transmitirem informações erradas ou falsas. E uma coisa óbvia é que se o Mauro é do DataFolha o lógico é que ele fale do Instituto em que trabalha.

  • E acredito que todos que ouviram o comentário da prof Marcia (foi quem fez a utima fala, prefere entender a sua maneira) para ter quem criticar, já que nosso convidade não deu espaço.
    O que entendi não é que a professora disse para jovens não terem possição politica e sim que como jornalistas na hora de questionar devemos levantar fatos relevantes para o publico já que nossa função é informar e não apenas questionar para mostrar que é contra aquela pessoa ou aquilo atingindo de uma forma rude e desnecessária.

    E um jornalista ético, o que falta em nosso país não deve colocar sua opinião pessoal a frente das informações.

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