Julian Assange responde à Blogosfera

entrevista

Reproduzo, abaixo, a entrevista que o ciberativista australiano Julian Assange concedeu à jornalista Natalia Viana, que tem um blog hospedado no portal da revista Carta Capital e que propôs à blogosfera que estimulasse seus leitores a enviarem perguntas ao editor do Wikileaks. Leia as respostas de Assange às perguntas que a jornalista selecionou e lhe enviou.

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Vários internautas – O WikiLeaks tem trabalhado com veículos da grande mídia – aqui no Brasil, Folha e Globo, vistos por muita gente como tendo uma linha política de direita. Mas além da concentração da comunicação, muitas vezes a grande mídia tem interesses próprios. Não é um contra-senso trabalhar com eles se o objetivo é democratizar a informação? Por que não trabalhar com blogs e mídias alternativas?

Por conta de restrições de recursos ainda não temos condições de avaliar o trabalho de milhares de indivíduos de uma vez. Em vez disso, trabalhamos com grupos de jornalistas ou de pesquisadores de direitos humanos que têm uma audiência significativa. Muitas vezes isso inclui veículos de mídia estabelecidos; mas também trabalhamos com alguns jornalistas individuais, veículos alternativos e organizações de ativistas, conforme a situação demanda e os recursos permitem.

Uma das funções primordiais da imprensa é obrigar os governos a prestar contas sobre o que fazem. No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes. Em outros países, usamos a equação inversa. O ideal seria podermos trabalhar com um veículo governista e um de oposição.

Marcelo Salles – Na sua opinião, o que é mais perigoso para a democracia: a manipulação de informações por governos ou a manipulação de informações por oligopólios de mídia?

A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa, porque quando um governo as manipula em detrimento do público e a mídia é forte, essa manipulação não se segura por muito tempo. Quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas como os interesses ou afiliações perniciosas da mídia e de seus donos permitem abusos por parte dos governos. O exemplo mais claro disso foi a Guerra do Iraque em 2003, alavancada pela grande mídia dos Estados Unidos.

Eduardo dos Anjos – Tenho acompanhado os vazamentos publicados pela sua ONG e até agora não encontrei nada que fosse relevante, me parece que é muito barulho por nada. Por que tanta gente ao mesmo tempo resolveu confiar em você? E por que devemos confiar em você?

O WikiLeaks tem uma história de quatro anos publicando documentos. Nesse período, até onde sabemos, nunca atestamos ser verdadeiro um documento falso. Além disso, nenhuma organização jamais nos acusou disso. Temos um histórico ilibado na distinção entre documentos verdadeiros e falsos, mas nós somos, é claro, apenas humanos e podemos um dia cometer um erro. No entanto até o momento temos o melhor histórico do mercado e queremos trabalhar duro para manter essa boa reputação.

Diferente de outras organizações de mídia que não têm padrões claros sobre o que vão aceitar e o que vão rejeitar, o WikiLeaks tem uma definição clara que permite às nossas fontes saber com segurança se vamos ou não publicar o seu material.

Aceitamos vazamentos de relevância diplomática, ética ou histórica, que sejam documentos oficiais classificados ou documentos suprimidos por alguma ordem judicial.

Vários internautas – Que tipo de mudança concreta pode acontecer como consequência do fenômeno Wikileaks nas práticas governamentais e empresariais? Pode haver uma mudança na relação de poder entre essas esferas e o público?

James Madison, que elaborou a Constituição americana, dizia que o conhecimento sempre irá governar sobre a ignorância. Então as pessoas que pretendem ser mestras de si mesmas têm de ter o poder que o conhecimento traz. Essa filosofia de Madison, que combina a esfera do conhecimento com a esfera da distribuição do poder, mostra as mudanças que acontecem quando o conhecimento é democratizado.

Os Estados e as megacorporações mantêm seu poder sobre o pensamento individual ao negar informação aos indivíduos. É esse vácuo de conhecimento que delineia quem são os mais poderosos dentro de um governo e quem são os mais poderosos dentro de uma corporação.

Assim, o livre fluxo de conhecimento de grupos poderosos para grupos ou indivíduos menos poderosos é também um fluxo de poder, e portanto uma força equalizadora e democratizante na sociedade.

Marcelo Träsel – Após o Cablegate, o Wikileaks ganhou muito poder. Declarações suas sobre futuros vazamentos já influenciaram a bolsa de valores e provavelmente influenciam a política dos países citados nesses alertas. Ao se tornar ele mesmo um poder, o Wikileaks não deveria criar mecanismos de auto-vigilância e auto-responsabilização frente à opinião pública mundial?

O WikiLeaks é uma das organizações globais mais responsáveis que existem.

Prestamos muito mais contas ao público do que governos nacionais, porque todo fruto do nosso trabalho é público. Somos uma organização essencialmente pública; não fazemos nada que não contribua para levar informação às pessoas.

O WikiLeaks é financiado pelo público, semana a semana, e assim eles “votam” com as suas carteiras.

Além disso, as fontes entregam documentos porque acreditam que nós vamos protegê-las e também vamos conseguir o maior impacto possível. Se em algum momento acharem que isso não é verdade, ou que estamos agindo de maneira antiética, as colaborações vão cessar.
O WikiLeaks é apoiado e defendido por milhares de pessoas generosas que oferecem voluntariamente o seu tempo, suas habilidades e seus recursos em nossa defesa. Dessa maneira elas também “votam” por nós todos os dias.

Daniel Ikenaga – Como você define o que deve ser um dado sigiloso?

Nós sempre ouvimos essa pergunta. Mas é melhor reformular da seguinte maneira: “quem deve ser obrigado por um Estado a esconder certo tipo de informação do resto da população?”

A resposta é clara: nem todo mundo no mundo e nem todas as pessoas em uma determinada posição. Assim, o seu medico deve ser responsável por manter a confidencialidade sobre seus dados na maioria das circunstâncias – mas não em todas.

Vários internautas Em declarações ao Estado de São Paulo, você disse que pretendia usar o Brasil como uma das bases de atuação do WikiLeaks. Quais os planos futuros? Se o governo brasileiro te oferecesse asilo político, você aceitaria?

Eu ficaria, é claro, lisonjeado se o Brasil oferecesse ao meu pessoal e a mim asilo político. Nós temos grande apoio do público brasileiro. Com base nisso e na característica independente do Brasil em relação a outros países, decidimos expandir nossa presença no país. Infelizmente eu, no momento, estou sob prisão domiciliar no inverno frio de Norfolk, na Inglaterra, e não posso me mudar para o belo e quente Brasil.

Vários internautas Você teme pela sua vida? Há algum mecanismo de proteção especial para você? Caso venha a ser assassinado, o que vai acontecer com o WikiLeaks?

Nós estamos determinados a continuar a despeito das muitas ameaças que sofremos. Acreditamos profundamente na nossa missão e não nos intimidamos nem vamos nos intimidar pelas forças que estão contra nós.

Minha maior proteção é a ineficácia das ações contra mim. Por exemplo, quando eu estava recentemente na prisão por cerca de dez dias, as publicações de documentos continuaram.

Além disso, nós também distribuímos cópias do material que ainda não foi publicado por todo o mundo, então não é possível impedir as futuras publicações do WikiLeaks atacando o nosso pessoal.

Helena Vieira – Na sua opinião, qual a principal revelação do Cablegate? A sua visão de mundo, suas opiniões sobre nossa atual realidade mudou com as informações a que você teve acesso?

O Cablegate cobre quase todos os maiores acontecimentos, públicos e privados, de todos os países do mundo – então há muitas revelações importantíssimas, dependendo de onde você vive. A maioria dessas revelações ainda está por vir.

Mas, se eu tiver que escolher um só telegrama, entre os poucos que eu li até agora – tendo em mente que são 250 mil – seria aquele que pede aos diplomatas americanos obter senhas, DNAs, números de cartões de crédito e números dos vôos de funcionários de diversas organizações – entre elas a ONU.

Esse telegrama mostra uma ordem da CIA e da Agência de Segurança Nacional aos diplomatas americanos, revelando uma zona sombria no vasto aparato secreto de obtenção de inteligência pelos EUA.

Tarcísio Mender e Maiko Rafael Spiess Apesar de o WikiLeaks ter abalado as relações internacionais, o que acha da Time ter eleito Mark Zuckerberg o homem do ano? Não seria um paradoxo, você ser o “criminoso do ano”, enquanto Mark Zuckerberg é aplaudido e laureado?

A revista Time pode, claro, dar esse título a quem ela quiser. Mas para mim foi mais importante o fato de que o público votou em mim numa proporção vinte vezes maior do que no candidato escolhido pelo editor da Time. Eu ganhei o voto das pessoas, e não o voto das empresas de mídia multinacionais. Isso me parece correto.

Também gostei do que disse (o programa humorístico da TV americana) Saturday Night Live sobre a situação: “Eu te dou informações privadas sobre corporações de graça e sou um vilão. Mark Zuckerberg dá as suas informações privadas para corporações por dinheiro – e ele é o ‘Homem do Ano’.”

Nos bastidores, claro, as coisas foram mais interessantes, com a facção pró- Assange dentro da revista Time sendo apaziguada por uma capa bastante impressionante na edição de 13 de dezembro, o que abriu o caminho para a escolha conservadora de Zuckerberg algumas semanas depois.

Vinícius Juberte – Você se considera um homem de esquerda?

Eu vejo que há pessoas boas nos dois lados da política e definitivamente há pessoas más nos dois lados. Eu costumo procurar as pessoas boas e trabalhar por uma causa comum.

Agora, independente da tendência política, vejo que os políticos que deveriam controlar as agências de segurança e serviços secretos acabam, depois de eleitos, sendo gradualmente capturados e se tornando obedientes a eles.

Enquanto houver desequilíbrio de poder entre as pessoas e os governantes, nós estaremos do lado das pessoas.

Isso é geralmente associado com a retórica da esquerda, o que dá margem à visão de que somos uma organização exclusivamente de esquerda. Não é correto. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e justiça – e isso se encontra em muitos lugares e tendências.

Ariely Barata – Hollywood divulgou que fará um filme sobre sua trajetória. Qual sua opinião sobre isso?

Hollywood pode produzir muitos filmes sobre o WikiLeaks, já que quase uma dúzia de livros está para ser publicada. Eu não estou envolvido em nenhuma produção de filme no momento.

Mas se nós vendermos os direitos de produção, eu vou exigir que meu papel seja feito pelo Will Smith. O nosso porta-voz, Kristinn Hrafnsson, seria interpretado por Samuel L Jackson, e a minha bela assistente por Halle Berry. E o filme poderia se chamar “WikiLeaks Filme Noire”.

22 comments

  • Sobre a resposta sobre a escolha do globo/folha, só tenho a dizer: QUE RESPOSTINHA “SAFADA”, NÃO É SR. ASSANGE? QUER DIZER QUE, SE O VAZAMENTO FOSSE HÁ DOIS ANOS ATRÁS, EM HONDURAS TERIA SIDO ESCOLHIDO O GRUPO QUE DERRUBOU O PRESIDENTE?
    O sr. Assange parece desconhecer que o “cablegate” não se refere somente a governos, mas a toda a elite de um país. É por isso que no Brasil, por exemplo, temos referências a Serra, Heráclito Fortes, etc. Assim, é claro que a mídia iria proteger o grupo que ela apoia. No caso SERRA/CHEVRON,por ex., foi patético, pra dizer o publicável, o que o Globo fez para esconder o fato. Moro no RJ e de todos a quem eu pergunto sobre o caso Serra/Chevron recebo a maior cara de espanto.
    O Sr. Assange diz que é mais perigosa para a democracia a manipulação por parte da midia e neste ponto estamos de acordo. PENA QUE NA PRÁTICA, PELO MENOS EM RELAÇÃO AO BRASIL, O SR. ASSANGE NÃO TENHA SE PREOCUPADO COM ESTE GRANDE PERIGO.

    • complementando:
      já que o cablegate se refere a toda uma elite política, empresarial, etc., o wikileaks deveria ter procurado ISENÇÃO nos seus parceiros, e não querer efetuar uma balança de poder. Para a informação circular de forma democrática , esta balança de poder é uma ABERRAÇÃO.

      A desculpar o Sr. Assange, somente o fato de que seria mesmo imposssível escolher órgão de mídia isento no Brasil.

    • Na minha opinião a corrupção é muito grande no Brasil. Porém a imprensa é muito mais corrupta do que os próprios políticos. Aliás, a imprensa é a instituição mais corrupta deste país e a principal força do atraso.

    • Me chamou a atenção essa parte também. Essa lógica que serve para os EUA não serve para o Brasil. Nos estates o pig é restrito basicamente à Fox, aqui é toda a grande mídia.
      Então acontece isso que você falou, O Globo pegou a informação sobre a relação Serra-Chevron e não divulgou. Achou mais importante revelar que o filho do ditador coreano é fã do Eric Clapton

    • Eu acho o seguinte sobre Julian Assange… ele ter escolhido folha/globo (PIG) para suas divulgações foi infeliz de sua parte, mas não retira a grande importância deste indivíduo. Só o fato dele ter divulgado documentos estarrecedores sobre as mazelas da grande potência bélico-econômica do mundo, já valeu por tudo. Que o Wikileaks continue a “vazar” estas informações escondidas para o mundo.

  • Não confio nesse WikiLeaks. Qual o interesse por trás? Dizer que está do lado do povo, ok, mas de que povo? Eis a questão. Os documentos vazados não eram novidade, todos sabemos como as coisas funcionam. Não ví nada de novo até agora. E outra porque os documentos são disponibilizados para a imprensa em primeiro lugar, porque ele não disponibiliza na internet primeiro e a gente avalia, lê, entende e assim temos acesso a informação sem intermediários e distorções? Qual a tua Sr. Assange? E outra quem garante que ele disponibiliza todos os documentos? Ou será que faz um filtro do que deve ou não ser divulgado? Tenho muitas ressalvas com o WikiLeaks dizer que é somente para ajudar o povo? Papo mais que furado! O que tem por trás disso? Quem financia? Na transparência total também gostaria de saber a lista dos doadores $$ do WikiLeaks.

  • Esse tema ai tem importancia. POR isso,gentes, mereceria uma resposta “da capo al fine” pelos melhores internautas desta esfera, (entre os cuais nao estou).
    Assim entendo eu. O assange é inteligente, articulado e vivo
    E arrisco dizer mais. Porem pode estar fazendo mais ou menos o papel [atual] de Bin Laden: o barbicha está “vivo” em algum lugar do pakistão porque, morto nao serviria lá muito bem aos interesses do império, né mesmo?
    Diz e justifica o cara que, por nao poder vazar nada que nao seja certo e bem checado,…vAI ver que é POR ISSO que o Wiki dele nao revela quase Josta alguma sobre os assuntos MAIS importantes, agudos, palpitantes e decisivos
    no mUNDO de hoje:
    >o onze de setembro e o pós onze…
    >os acontecimentos dos anos 90 na ex-yuguslavia,kosovo, o link Otan etc.
    >o brutal orçamento de defesa e seu financiamento internacional
    >as ligaçoes do dinheiro do trafico no seu escalões mais altos e financeiros…

    :> a china e seus segredinhos diplomaticos na ofensiva por materias primas
    > as estrepulias permanentes dos dois Lobbies mais poderosos dos EUA : o lobby judaico
    e o de armamentos.
    Com essa desculpa do nosso (sem duvida) heroi assange, em poucos anos se saberá se ele
    está mais pra inocente util ou agente duplo. A conferir mas esperamos a visao dos internautas.

    >

  • Tirando a resposta sobre a natureza do controle da informação(que desde os primórdios do homem, e, na mais minúsculas de suas organizações)é usado como uma forma de poder, considero a entrevista superficial e cheia de “definições padrão”, que parecem tiradas de um “manual do discurso politcamente correto”, mas que têm profundidade nula. Assim, Assange evoca uma suposta “neutralidade” da mídia que nunca existirá, uma vez que os órgãos midiáticos não são entidades puras, mas instrumentos de classe que sempre servirão aos interesses de seus grupos. Esse é o motivo de lutar-se pela democratização da mídia, para que ela permita a formação do equilíbrio informativo, o qual será construído pelo próprio público ao ouvir diferentes opiniões e versões dos fatos, oriundos de veículos com perfis diversos. NINGUÉM ACREDITA QUE UM VEÍCULO DE MÍDIA, DE DIREITA OU DE ESQUERDA, SEJA PURO! Acreditar nessa “isenção” é um dos argumentos da direita, que o usa para esconder a necessidade de democratizar-se as comunicações e termos outros veículos midiáticos, que não sejam os da mídia privada empresarial. Assange adota esse discurso, o qual tem relação com sua primeira resposta : alegar que fazer parceria com Folha e Globo é uma forma de contrabalançar o fato de termos um Governo de esquerda. Argumento que é de uma cara-de-pau atroz! Esses veículos; que não são de centro-direita, mas de extrema-direita; exercem um controle da informação no país; que é dominada por eles, não pelo Governo; decidindo o que deve ou não ser dito e, do que for dito, como será contado(e sem que haja um contra-peso midiático, de perfil ideológico contrário, para equilibrar o poder que exercem; domínio que torna a parceria com eles uma contra-senso e uma contradição absurda, para uma organização que se diz adepta da liberdade informativa. Fora isso, também observei algumas outras declarções para lá de hipócritas de Assange, como a de que luta “pela Verdade e Justiça”, e isso não está apenas na esquerda. Está sim nos ideais de esquerda(não praticados por boa parte da esquerda, é verdade); mas jamais seria encontrado no ideário conservador. Ou alguém vê Justiça em Adam Smith? Ou ainda o “desejo” de ver apenas atores negros representando-o(nada contra esses atores, mas o exagero soa-me politicamente correto demais); ou ainda a afirmação de que só o público sustenta o Wikileaks( o que é um absurdo, nenhuma organização com a estrutura que possui, os interesses que fere e a penetração que alcança o Wikileaks conseguiria sobreviver sem o apôio de forças poderosas da Sociedade, que têm interesses, por isso envie enviei uma perguinta a Assange sobre a relação do site com esses interesses). Apesar de apôiar a organização, senti-me decepcionado com a entrevista.

  • Minha paciencia esta totalmente estorricada com esse wikileaks. Esta sendo usado como continuacao da histeria mediatica, aonde informacoes microscopicas sao retiradas pra enfasis na media enquanto as cabeludas a respeito dos que sao blindados pela media sao ignoradas.

    Virou festa de extrema direita.

    Ja me estorricou a paciencia. Eu nao acredito mais.

  • Uma certeza eu tenho: o Wikileaks não pôs o governo dos EUA & cia em polvorosa por causa das informações publicadas, e sim por causa das que ainda pode publicar… A ver…

  • em resumo a imprensa é mais corrupta e sempre vai ser. mas nao sozinha , sempre vai ter aliados dentro da politica , no judiciario maldito. sobre a esquerda e a direita. ta certo que tem gente ruim dentro da esquerda , mas a direita ja nasceu ruim e com interesse proprio. essa é a diferença. os politicos que passam para a direita , isso nao é verdade , eles sempre foi da direita, so que ainda nao descobriu.

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