A policial despida à força

Opinião do blog

É de cortar a alma ao meio a cena em que aqueles depravados que deveriam resguardar a lei despiram uma garota insensata que se envolveu em um caso como esse. Ainda assim, não ficaria surpreso se, ao fim, ficasse provado que a menina passou por tudo aquilo à toa por ser inocente da acusação de “concussão” que lhe foi feita.

Surpreso mesmo, fiquei ao saber que existiu uma corrente de opinião que defendeu aquele abuso inadmissível contra a mulher. A corregedora da Polícia Civil apoiou aquilo. Isso é o que mais espanta, o machismo feminino.

Sob que argumento defendem essa barbaridade? De que tem que fazer cumprir a lei sem perda de tempo, porque a moça seria evidentemente culpada, etc., etc.?

Pergunto, então: cumprir uma lei descumprindo outras? Como assim? Lei é lei. Há lei para punir e há lei para defender o cidadão, inclusive no caso de esse mesmo cidadão ter errado. E aquele cidadão que acha que se deve punir de forma descontrolada quem delinqüe, inclusive com uso de violência desnecessária ou tortura mesmo, é um criminoso em potencial.

As pessoas que apóiam justiçamentos só entenderão como são inaceitáveis no dia em que um ente querido der um mau passo e por isso for punido além da medida. Devassar a dignidade humana daquela menina, expondo sua genitália a um bando de homens, doeu-me na alma. Lembrei de minhas filhas, de que jovens são freqüentemente insensatos.

E que ninguém duvide de que um filho seu pode cometer um erro. Eu, por exemplo, tenho duas filhas moças exemplares, corretas, sérias, esforçadas, trabalhadoras e belas. Sei a criação que lhes dei. Mas sei que somos humanos, falíveis e, assim, todos passíveis de errar…

Em minha opinião, os homens e mulheres que compactuaram com aquele crime devem, no mínimo, ser afastados da atividade policial. No mínimo e definitivamente.

PS: este post foi alterado. Havia menção a uma pessoa que me havia feito uma cobrança grosseira no Twitter para que eu escrevesse sobre este assunto. A pessoas se desculpou e eu achei que não valeria a pena deixar aquela parte do texto. Afinal, o que nele importa é só a parte que ficou.

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Assista, abaixo, ao vídeo da indignidade que é esse caso:

111 comments

  • Parabéns, Edu. Quando eu já imaginava que seria mais um texto politizado, pra desancar o governo do estado de SP, li esse belo texto humanista, muito acima das questões políticas que poderiam ser levantadas.

    Faria muito bem ao Cidadania e à blogosfera dita progressista se você usasse mais vezes o lado humano ao invés do político.

    Parabéns mais uma vez.

    Abraço!

  • O poder de polícia é inimaginável. É algo a ser pensado. Muitos advogados dizem que é melhor nem discutir, pois quem tem este poder se acha acima da lei. É preciso restringi-lo.

  • Fiquei revoltada quando vi a reportagem na Band, Eduardo. Para mim, o que eles fizeram foi uma tentativa de estupro. Todos que estavam na sala cometeram o mesmo crime, estupro. Mesmo que a moça fosse culpada, e o dinheiro na calçinha não prova nada, pois muitas mulheres escondem dinheiro na calçinha e no soutien, esses tarados violaram a dignidade da pessoa e, também, mentiram em depoimento. Com tudo isso, o MP arquivou o processo. Deprimente. E tem amigos que me perguntam por que nunca advoguei. Não tenho estômago para a justiça brasileira.

    • Emília, concordo com sua colocação. Além disso, assistindo ao vídeo, não ficou claro se o dinheiro estava REALMENTE na calcinha da policial. Não consegui ver isso. Será que a sanha do policial em revistar de qualquer jeito a moça, naquela hora, e na presença dele, não pode deixar a dúvida de que havia alguma coisa já “preparada” para o flagrante, encontrar a prova do crime? Isso tudo precisa ser devidamente respondido pela SSP e pela Corregedoria, que, até a divulgação do vídeo, se omitiram vergonhosamente em apurar a violação dos direitos da acusada.

  • Infringir uma lei para se cumprir outra. Infelizmente é o que ocorre ali. Além do mais, o vídeo mostra duas policiais na sala… Por quê elas não revistaram a policial corrupta?

    Os policiais cometerem um abuso grave e devem ser devidamente julgados e punidos de acordo com o código penal. A policial corrupta também deve ser julgada e punida, mas nada justifica o que eles fizeram para obter a prova do crime.

  • Boa Tarde Eduardo. Parabéns pelo texto. Você usou ingredientes que as pessoas estão excluindo do seu dia a dia. Pensar com o coração, se colocar no lugar do outro, imaginar que possa acontecer com quem amamos e por aí vai. Fiquei decepcionada quando tomei conhecimento do vídeo. Não discuto se o dinheiro encontrado estava escondido ou guardado. Não cabe a mim. O que me causou indignação foi a maneira que trataram um ser humano que naquele momento estava indefeso. Ela não se negou a tirar a roupa. Queria apenas que o mesmo fosse feito por uma mulher. Na hora me lembrei do caso da jovem Vanessa Duarte… o pavor sentido pelas duas na hora em que foram brutalmente despidas, por não saber qual seria o desfecho, na minha opinião de mulher, foi o mesmo. Uma foi abusada e morreu infelizmente, e a outra, provavelmente ficará psicologicamente marcada pelo resto da vida. Dizem que na vida tudo passa…. Nem sempre! Um abraço!

    • Você tocou em um ponto essencial: essa moça acaba de dar uma entrevista à Record dizendo que não consegue dinheiro e tem vergonha até de sair à rua. Uma menina teve a vida destruída e ninguém sabe se ela não é, inclusive, inocente. Por isso atendi ao “pedido” daquela moça do Twitter, porque sua indignação faz sentido.

      • Também acabei de ler na Folha Online, que tudo isto aconteceu em junho de 2009. Se em quase dois anos ela ainda tem vergonha de sair às ruas, o dano psicológico que mencionei se concretizou. As emissoras de TV que hoje estão ganhando audiência com o caso, tem a obrigação de ir até o final desta história e se comprovado o que a Record está apurando, a retratação por parte do “envolvidos” deveria pelo menos ter a mesma duração dos 12 minutos de vídeo, em horário nobre. Seria o mínimo! Duas linhas com a notícia ao final de um jornal escrito, não seriam suficientes.

  • E a postura e ação do promotor de justiça, que deve fiscalizar a correta aplicação da lei e punição das ilegalidades na sociedade, dá um parecer concordando com o arquivamento do chocante caso, e na sua argumentação só falta dizer, que como o estupro ou violência sexual não se consumaram, então não houve crime algum !!!

    E a única manifestação do governador Alckmin do PSDB sobre o caso até agora, que se tem notícia, foi para externar sua preocupação com o ” vazamento do vídeo na internet ” !

    Entendo que o suposto delito atribuído a Escrivã deve ser objeto de investigação e punição nos termos da lei, mas o problema é como isso foi feito por esses policiais da Corregedoria. Para investigar um suposto crime, cometeram vários outros, em seqüência.

    – E a violência empregada pelos brutamontes contra a moça, as ameaças, a coerção moral e psicológica, pois a mulher foi algemada, subjugada e jogada ao chão, com um brutamontes lhe arrancando a calça, ficando nua da cintura para baixo, imobilizada e com a genitália exposta na frente de vários homens, dentro de uma delegacia de polícia, sob qualquer ponto de vista, isso é completamente inadmissível. Isso é produção e colheita de provas ?

    A pergunta que não quer calar é: qual seria a opinião e postura do Governador do Estado e desse digníssimo promotor de justiça que oficiou no caso, se por uma infelicidade desta vida a escrivã fosse sua parente, membro da sua família ou amiga, será que o distinto representante do Ministério Público de São Paulo e o Governador teriam a mesma postura e opinião a respeito dos fatos, será que achariam tudo o que aconteceu nos conformes ?

    Num estado democrático de direito que vivemos (ou será que em São Paulo vigora um Estado de Exceção?) a lei tem que ser aplicada de forma uniforme na sociedade, não se pode esperar mais ou menos rigor e empenho das autoridades conforme a importância da pessoa na escala social, grau de parentesco ou de amizade, afinal diz nossa constituição federal: todos são iguais perante a lei, tanto em deveres, como em direitos.

    E a OAB FEDERAL, não vai se manifestar nem fazer nada nesse caso chocante ? Vai continuar em cima do muro ?

    • Doni, a OAB já havia alertado a Corregedoria do caso. E foi ignorada. E o pior: acabam de descobrir que o dinheiro encontrado na calcinha da moça é falso. E pior: há dúvida de que não tenha sido plantado. Acabei de ver na Record

  • Já tinha visto no Nassif e confesso que não dei muita importância. Não por concordar com aquilo, é claro. Mas é que infelizmente comparado ao que acontece nas delegacias Brasil a fora, aquilo acaba não causando tanto impacto.
    Já estive detido em delegacia por estar junto a amigos “macoheiros”. Pude então destemunhar como policiais “tratam” suspeitos pé de chinelo. Vejam bem que o “elemento” em questão nem foi pego no flagrante, apenas estava em “atitude suspeita”. Cascudos, homofobia, racismo, humilhação e todo tipo de agressões morais e físicas. Isso sem direito a dar um pio em defesa própria
    Tudo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Mas o pior é que não é natural, mas é cotidiano

  • Eduardo, o artigo do Professor Vlad que alguém indicou num comentário desta matéria é excelente, recomendo sua leitura e até a colocação do blog do Vlad no link do Cidadania, pois tem tudo a ver com o que significa o conceito e termo cidadania.

  • Uma jovem policial que foi torturada e exposta para todo o Brasil. O que será de sua vida agora? Terá o seu emprego de volta? Nao há qualquer prova que ela estivesse envolda em qualquer falcatrua. Não me surpreenderei se os verdadeiros corruptos forem os policiais que a expuseram a tão degradante situação.

  • Bela polícia essa de SP, que nojo. Mais o pior de tudo foi a tal da Corregedora achar que foi normal o procedimento. ABSURDO ( sendo ela culpada ou inocente) !!!

  • Eduardo,

    Comungo com vc a indignação por esse episódio… A população de São Paulo, acho – pois não tenho uma aferição, em sua maioria, deve ter apoiado os algozes daquela moça, a mesma maioria que mantem e vota naqueles que expressam seu espírito… se por um lado ficamos arrasados com aquelas imagens, elas poderão servir para acelerar a queda da disnatia paulista/paulistana que, a cada dia, por ações ou omissões, nos envergonham a todos que respeitam os fundamentos da democracia e da justiça.
    Está mais que na hora de a população do estado de São Paulo demande um pouco mais de respeito e dignidade por parte de seus governantes (ou seriam algozes ?)…

    Aproveito para discordar de sua interpretação sobre o gesto da Presidenta Dilma de comparecer às festividades da FSP… acredito que a decisão da presidência de atender ao convite deve ter sido feita escolhendo entre pautar as críticas pela esquerda, em vez de alimentá-las pela direita… aquela que o PIG desrespeitou e continua a desrespeitar foi a estrela da festa, colocando aqueles frios e velhos políticos na evidente situação de envergonhados… viva a dialética !!! o espírito daquela reunião foi, contrariando e diminuindo seus idealizadores, de profundo constrangimento, imposto pela presença da nossa querida presidenta.

    Novamente, parabéns por seu blog – exemplo de diginidade e de indignação.

    Rogério Rais

  • Se fazem isso com uma policial, não é difícil imaginar o que fazem com mulheres comuns. Se forem pobres então!… Mas esse é o nível da polícia tucana. 16 anos de destruição do serviço público paulista dá nisso! Covas, Serra e Alckimin criaram uma polícia de dar inveja à GESTAPO de Adolph Hitler!

  • Edu, vc ainda não escreveu sobre o Kadafi, sobre o dumping comercial da China, sobre a proibição de fumar em parques de Nova Iorque, sobre a extradição do Lassange, sobre o direito do Bruno de jogar bola na cadeia, sobre a represa de Belo Monte, sobre a fome na Índia, sobre o frango do Julio Cesar no jogo contra o Bayern de Munique, sobre os processos contra o Berlusconi, sobre a ação da polícia no camelódromo do Rio, e nem muito menos sobre quantos anjos podem dançar na cabeça de um alfinete!!!

    Anda logo, rapaz! Ao trabalho!

  • Eduardo. Isso tudo é uma barbaridade que ninguém pode defender.
    Mas gostaria de tocar em outro assunto que está na ordem do dia:
    Que vergonha a submissão dos clubes à TV Globo na questão do televisionamento do campeonato brasileiro.
    Na Argentina, de uma penada só, o televisionamento passou para a TV pública e o PIG de lá está se remoendo até agora.
    A verdade seja dita: o futebol no Brasil sempre foi um instrumento utilizado pela direita para seus objetivos políticos. Temos que lutar contra isso também. CHEGA! O FUTEBOL É DO POVÃO. FORA, ZELITES FRACASSADAS. TIREM AS MÃOS DO NOSSO FUTEBOL!

  • A princípio pensei”quem foi o canalha que vazou isso na internet?”. mas o fato é que,não fosse esse vazamento,os vagabundos que fizeram isso ainda estariam dando risada por aí.
    a internet taí pra estremecer impérios.

  • belo texto. Aquilo para mim significa uma coisa: eles queriam estupra-la e estupraram-na. Soltaram seus piores instintos. Sera que eles tem filhas esposas? No minimo devem concordar com aquilo mulheres sao as primeiras a jogar pedra uma na outra. Aquela senhora disse que nao viu nada de anormal. Ah esqueci nao era parente dela! Edu onde estao os movimentos feministas? No minimo prestando atençao no porque que a quina da folha esta dobrada. Abraço

  • Não gosto do Twitter Eduardo, muito guri arrogante como essa e muita baixaria Não sei de onde tiras paciência, tens mesmo uma vontade de servir espantosa mas cuidado para não te tornares um trouxa na mão desses energúmenos. Do caso da policial deu vontade de chorar

  • Serra condenava o governo LULA no guia eleitoral pelo fato de “esse governo tem relações com regimes que apedrejam mulheres”. Acontece que a polícia do Serra, comandada por ele, faz coisa muito pior: meia dúzia de brutamontes não apedrejam, mas DESPEM mulheres, diante das câmeras.

  • Moro na Canada e trabalho numa Universidade onde tb faço doutorado. Mostrei o video a alguns colegas canadenses. Inicialmente, tds achavam que se tratava de algo combinado. Depois, ao notarem o desespero da acusada, passaram a levar mais a sério. Obviamente nao entendiam os dialogos. Quando expliquei que os homens eram policiais do setor da corregedoria e que a situaçao ocorria dentro de uma delegacia numa metropole, a reaçao de todos, ao final da cena lamentavel e inadmissivel, foi de absoluta incredulidade.

  • A cena é chocante! eu como mulher me senti ultrajada e desrespeitada, mas perplexa fiquei ao ler as noticias sobre o caso e saber que o Ministerio Publico tinha requerido o arquivamento do caso, logo o MP que tem o dever de zelar pela proteçao dos direitos de cidadania e pelo respeito da dignidade da pessoa humana.. Devere este constitucional. Lamentavel saber que somente agora, 2 anos depois, com o caso ja arquivado è que os delegados foram suspensos e o caso, somente, retomado em decorrencia do clamor publico !! OU seja a Justiça no Brasil, ainda, nao è igual para todos.!!

  • Lamentável!!! O que mais posso dizer??? Indignação total ao ver esse vídeo!!! O pior é que esse tipo de atitude venha de pessoas que deviam zelar pela lei.

    Edu, bem que a esquentadinha do Twitter poderia vir aqui no seu blog dar o seu parecer.

    Abçssssssssss

  • Mais uma da seção blogosfera corta os pulsos:

    Em mais um compromisso que não consta em sua agenda oficial, a presidente Dilma Rousseff recebeu na manhã de hoje a apresentadora Hebe Camargo.
    Dilma gravou uma participação especial que deverá ir ao ar no programa de estreia de Hebe na Rede TV!, em 15 de março.
    O encontro foi no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
    Hebe chegou por volta das 8h30. Elas tomaram café da manhã juntas. Acompanhadas das câmeras, as duas caminharam abraçadas nos corredores do Alvorada e visitaram a capela do lado de fora do prédio principal.
    As imagens foram captadas pelas redes de TV do lado de fora do Alvorada.
    A apresentadora deixou o local por volta das 11h. Em seguida, a presidente seguiu para o Palácio do Planalto.
    Está prevista ainda a gravação de uma participação especial da presidente no programa de Ana Maria Braga, na TV Globo.
    Segundo fontes, Dilma teria atendido os pedidos em virtude das comemorações do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/880422-dilma-rousseff-grava-participacao-em-especial-da-hebe.shtml

    Para os defensores da Dilma, qual a estratégia dela agora ?

  • Caro Eduardo,
    Gostaria de saber a opinião da Senadora do PT a Marta Suplicy sobre o caso. Parece que até o momento ela não deu a mínima para o acontecido.

    • Penso que esse tipo de cobrança é complicada. Por que Marta Suplicy? Por que não todas as outras mulheres públicas? E os homens que não disseram um A? O que disse o marido de Marta? Enfim, parece-me o mesmo que fizeram comigo no Twitter: como não tinha comentado um assunto comentado à exaustão, vieram dizer que provavelmente eu deveria estar apoiando o que fizeram com a garota. Não vejo aonde esse tipo de coisa leva.

    • Se antes do comentário você tivesse consultado o Google, não teria cometido essa asneira.

      Blog Vermelho 22 02 2011

      “Marta Suplicy condena abuso policial contra escrivã em São Paulo

      Ao comentar as recentes imagens vazadas na internet de uma ex-escrivã sendo submetida a revista íntima por parte de policiais do sexo masculino em São Paulo, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) manifestou sua indignação contra o fato. Filmado em 2009, o vídeo mostra delegados da Polícia Civil de São Paulo cometendo abusos contra a ex-escrivã.

      “As imagens, para quem pode ver, não deixaram dúvidas da truculência e do abuso da autoridade policial. A escrivã, acusada de receber propina, foi revistada por policiais homens que lhe tiraram as peças íntimas, alegando que precisavam confirmar a prova incontestável do delito”, explicou a senadora.

      Marta Suplicy disse que o Código de Processo Penal estabelece que “a busca em mulher será feita por outra mulher”, ou seja, a revista em mulheres deve ser realizada por policiais mulheres. A senadora afirmou que o vídeo mostra que havia uma autoridade policial feminina na sala no momento do abuso, ocorrido na 25ª DP na zona sul da capital paulista.

      – Foi um horror ver aquilo – afirmou a senadora, acrescentando que fatos desse tipo ocorrem diariamente em várias delegacias, cadeias e presídios Brasil afora.

      Para Marta Suplicy, é necessário um melhor preparo e capacitação dos policiais e autoridades brasileiras para que a violência contra mulheres deixe de ser comum nos sistema penal do país.”

  • E quem foi no blog do Prof Vlad pode ver uma cena ainda mais violenta. Aliás, BEM MAIS VIOLENTA.

    Dois brutamontes da polícia baiana espancando de forma brutal e selvagem um adolescente.

    Socos e chutes de jogar longe a pessoa.

    Desferidos com ódio selvagem e para machucar mesmo.

    Em plena luz do dia!!!!

    Como é possível?

    Que tipo de treinamento recebem essas pessoas pra tratar cidadão desarmados e indefesos que não esboçam a menor reação dessa forma?

    O Brasil ainda tem um longo caminho até o primeiro mundo. Economicamente pode até não estar longe, mas em termos de valores estamos cem anos atrasados.

  • Quando prenderam aquela moça do Pará em cela masculina, a mídia tucana achou um exagero, um auê danado, pois a governadora na época era do PT. Agora cadê a rede bobo pra falar dessa barbaridade da polícia tucana paulista?

    • Elias, muito bem lembrado, todos recordamos o verdadeiro escarcéu que a grande mídia fêz, incluida a rede Globo, até com matéria no jornal nacional sobre aquele episódio. Não acho errado não, toda ilegalidade tem que ser denunciada e punida na forma da lei. O que não pode haver é dois pesos e duas medidas dos meios de comunicação.

      Porisso este caso envolvendo os policiais da Corregedoria de São Paulo deve ser emblemático e a punição a todos os envolvidos, de todos os níveis de cargos deve ser EXEMPLAR, para que isso nunca mais aconteça com ninguém dentro de uma delegacia de polícia, seja mulher ou homem, afinal a população tem que confiar em sua polícia e não ter medo, pavor de seus agentes !!

  • Edu, como mulher, mãe de 4 garotas, fiquei revoltada com a cena, coloquei-me no lugar da escrivã, e como mãe dela também, pois a cena foi chocante d um dia não sabemos pode acontecer com qualquer pessoa da minha família. Em momento nehum ela se recusou a ser revistada só que ela pediu o tempo todo para ser uma mulher o que lhe foi negado pelo delegado que comandou toda a ação estapafúdia e de abuso de autoridade, temos que sim nós mulheres fazer um abaixo assinado cobrando das autoridades um fim para esse tipo de abuso contra nós mulheres por uma grande parte dos homens que se acham os tais e esquecem que são filhos de uma mulher, pois ainda o homem não gesta ninguém.
    Um abraço

  • Pouco ou quase nada pode-se dizer, além do que já dito por muitos cidadãos, neste e em outros espaços. Ainda assim, da minha parte cabe apenas revolta em relação aos promotores e corregedores envolvidos, exemplos pífios de entidades corruptas em uma sociedade também corrupta e corrompida, uma sociedade que diz respeitar direitos e não cumpre com os mais básicos, sociedade que abriga alguns exemplos dos tipos daquelas senhoras que defendem os direitos do animais mas que já foram frequentadoras de clínicas de aborto. Também daquelas que se dizem indignadas com tanta falta de segurança mas que, tendo falhado com mães e educadoras, doaram para a sociedade seus rebentos, futuros homens de tipos bem rasteiros que desrepeitam e que agridem minorias. Acreditem, a sociedade está cheia destes pequenos exemplos de falta de civilidade.

  • Caro Eduardo
    Repetirei história acontecida e contada aqui: certa vez, em palestra com empresários, o orador anterior a Luís Carlos Prestes disse e repetiu que “todos têm um preço”.
    Prestes, no seu momento, deu o recado com o brilhantismo que lhe era peculiar e encerrou a palestra com uma resposta a provocação do antecessor: “é verdade: todo homem tem um preço, e o preço de alguns é a própria vida”.
    Dessarte, afirmo que o atentado contra a honra de alguém pode ser mais violento que outro contra a própria vida d’algum cidadão, ou cidadã.
    Indecente foi a postura do Ministério Público do Estado de São Paulo que, aparelhado pelo corporativismo e descaso aos princípios básicos da decência, arquivou a investigação da patifaria infame, perpetrada pelas autoridades policiais de dois delegados corregedores.
    Esse arquivamento foi repugnante e retrata bem a penúria moral que cerca a Ministério Público e o Judiciário no estado de SP.
    Definitivamente, não existe estado de direito em São Paulo.
    Infâmia!

  • Caro, Edu.

    Quando assisti ao video da escriva de policia sendo completamente invadida em sua intimidade, fiquei triste, triste por saber que nos dias de hoje ainda vemos cenas tão deprimentes.

    Não custava nada, absolutamente nada, trazer policiais femininas para executar esta ação, não consigo entender o porque de tanta agressividade, com uma pessoa que estava disposta a acatar o pedido policial, caso fosse uma policial feminina.

    O que fica deste caso é apenas uma sensação de tristeza, desânimo e frustração, pois mesmo com toda a evolução do homem, com toda a diversidade de direitos ao cidadão, ainda vemos cenas como essas serem completamente ignoradas.

    Um dia, quem sabe, seremos seres evoluidos.

    Grande Abraço.

      • Se eles, os delegados, tanto insistiram em estarem acompanhando a revista, não duvidaria se viesse a baila a informação de terem sido eles os “plantadores” da tal prova.

        Quem não garante terem sido eles aqueles que receberiam R$ 500,00 ou mais para justamente em assim agindo, desacreditarem até quem sabe outros desenrolares do processo original em que a escrivã estava envolvida. Desviar a atenção de fatos reais, sempre foi a opção para desacreditar ações de uns poucos íntegros; a polícia está cheia de exemplos, além é claro dos políticos e seus pares na mídia.

        Salvo alguns exemplos isolados, a polícia de modo em geral e da maneira como hoje é percebida, gera mais descrédito na população do que a confiança que deveria merecer.

      • Fariam o mesmo com os que tentaram subornar o delegado no caso Daniel Dantas? E com o próprio? Não é o caso do Gilmar Mendes condenar o estado policialesco brasileiro, já que chiou por botarem algemas no amigo Daniel?

  • que lei , a lei é para proteger bandido . e bandido de farda , eles nao estao nem ai , se desgraçados respeitassem a lei , nao haveria casos como esse , tortura , assassinatos cada vez mais frequentes dentro da policia. a lei é para proteger bandido e rico. e mais nada . publica meu comentario

  • Edu,
    a grande questão policial no Brasil é confundir autoridade com autoritarismo. Tivemos muitos anos de ditaturas ao longo do século passado, e nossas forças policiais ainda não entendem o conceito de democracia e direitos individuais. É pau, pedra e porrada. Precisamos de uma reforma conceitual na segurança pública. E na cabeça da sociedade, também.
    Grande abraço e ótimo texto.

  • Não costumo ter pena de mulheres corruptas. Muito menos de policiais corruptas.
    Este tipo de atitude é um tiro pela culatra : ou seja, o crime cometido contra a escrivã, se tornou maior que o crime dela ! Bando de policiais idiotas !!
    E assim tem sido a policia paulista: consegue anular uma prova importante por não agir de acordo com a lei !, por atropelar e se acharem acima da lei!!

  • Um fato triste, deprimente. E a certeza da impunidade? Tanto é que filmaram. Diante disso, imagino o que acontece nas delegacias de polícia nesses grotões brasileiros. E o destino dos R 200? Ah… os “Intocáveis” fizeram uma boa rodada de cervejas.

  • O que esperar da policia paulista?
    Não esperem qualquer ato de civilidade, de respeito!
    Fique numa delegacia e veja os sentimentos que a policia lhe desperta:
    Sinto pena, porque trabalham em condições precárias, baixos salários, sem valorização
    Raiva, porque se tornam corruptos por culpa da falta de condicões e da fraqueza humana.
    A policia paulista é violenta.
    Ela bate em mulheres, jovens, adolescentes. Bate em professores !!
    Bate em trabalhador ! Basta ser negro, pobre, jovem ou nordestino !

    A policia é espelho do Governo do Estado….

  • Caro, Edu

    Também me surpreendeu essa corrente de opiniões a favor desse ato tresloucado.
    Sobre esse caso, repito abaixo o comentário que fiz em outro post seu:

    Constituição da República Federativa do Brasil

    Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

    …………………….

    III – a dignidade da pessoa humana;

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    ………………………..

    III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

    …………………………

    Fora isso, convenhamos que empregar todo esse aparato da corregedoria (e com abuso de poder) para pegar um peixe pequeno (enquanto os tubarões dão risada) é de uma ineficiência um tanto quanto suspeita.

  • A moça que “forçou” o Eduardo Guimarães é minha seguidora no twitter e está indignada com o fato mostrado no vídeo desde o primeiro dia em que a reportagem foi exibida na Band. Entendo perfeitamente a indignação dela.

    O caso é repugnante. Consehui assistir ao vídeo uma única vez. Muita corvardia do “delegado” que comandou aquela barbarie. E o caso estava abafado e o Serra, agora o Alckmin, com todo aquele trololó de “bons administrados do Estado”. Dá mais nojo ainda.

    Portanto Edu, peço que releve a moça que arrancou suas calças para escrever esse texto.

    Ela está apenas indignada e da forma dela está fazendo com que o caso não caia no ostracismo.

    Um abraço, Mestre.

  • Afastados definitivamente e indiciados pelo crime de tortura, mas claro que seria pedir demais.
    Na faxina estaria incluída a corregedora, que ao endossar a barbárie, provou que não sabe o que é legal, imoral ou engorda. Ou é inepta, ou está gagá.
    Já que achou normal, os repórteres podiam ter perguntado a ela se topa ser despida de igual jeito, com direito a vídeo na internet.
    E a escrivã tem que ser imediantamente reintegrada à função, pois foi expulsa com base em provas ilícitas e relatório DESLAVADAMENTE MENTIROSO, documento falso de fio a pavio.

  • O mais absurdo desta história é que foi justamente a Corregedoria quem acatou o video como prova…foi com base neste video que a moça escrivã, foi julgada, sentenciada e condenada!!! Eduardo, estão todos loucos ou a gente que é muito otário??? Agora, a pergunta que não quer calar da vez é a seguinte..Quem vai vigiar a Corregedoria?? E, como que um video deste pode ser usado para condenar a vítima e libertar os delegados??
    Precisamos de uma Corregedoria para a Corregedoria!!!
    Afinal, não podemos esquecer que é atributo da Corregedoria….” preservar e promover os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, economicidade e publicidade dos atos de gestão, bem como da probidade dos agentes públicos estaduais. ”
    é de fazer a gente vomitar!!!

  • O pior de tudo foi ver o respaldo dado à infamante cena pela corregedora e pelo promotor. Vergonha inominável. Todos deveriam ser severamente punidos, inclusive os que tentaram justificar a deplorável atitude dos brutamontes.

  • Acabou de ser anunciada a demissão da Corregedora da Polícia de São Paulo em decorrência de sua atuação lamentável no caso da escrivã, quando declarou que tinha sido normal e legal a atuação dos delegados brucutus paulistas.

    As próximas cabeças que devem rolar são a do próprio Secretário da Segurança de São Paulo, que frise-se, é o mesmo Secretário que comandava a segurança paulista na época dos fatos no ano de 2009 !!!

    Espera-se também que o Ministério Público do Estado de São Paulo tenha um mínimo de dignidade e amor à lei vigente e investigue a atuação do promotor público que deu parecer pelo arquivamento dessa barbaridade.

    A sociedade aguarda a manifestação e ação do Ministério Público paulista para sanar essa nódoa que paira sobre a instituição, que deve fiscalizar a correta aplicação da lei e ser o defensor da sociedade e proteger os direitos dos cidadãos.

  • Boa tarde, Eduardo e comentaristas,

    Fiquei sabendo da notícia na manhã do dia seguinte à reportagem. Me arrependi de ver os e-mails logo que acordei.
    Fui no link, li a matéria, mas até agora, não tive coragem de ver o filme até o fim! Aquela conversa constrangedora deixou a impressão que tudo aquilo era uma encenaçao, pura desculpa para fazerem o que fizeram. Dizem até que o dinheiro que seria a tal da prova, apareceu na mão do policial de forma pouco convincente.
    Fico pensando o quanto as mulheres ainda estão expostas a esse tipo de situação pelos próprios colegas de trabalho, estudo (lembram o caso da garota do vestido cor de rosa?), enfim, pessoas com as quais convive e seria natural uma relaçao de camaradagem.
    Mas que nada, nem camaradagem, nem empatia e, às vezes, nem o apoio da família, que em aluns casos ainda tenta responsabilizar a vítima pela agressão sofrida.
    É de enlouquecer, de fazer perder o controle e até ser mal interpretada quando percebe que o caso não está tendo a visibilidade que merecia.
    Assim entendo a reação da Safira – uma doce guerreira, uma grande companheira que, quem tiver a curiosidade de conhecer melhor, vai ter uma grata surpresa. Apenas não ficou paralisada pela tristeza, como eu, e muitas outras.
    Afinal, haviam policiais femeninas naquela sala, a corregedora elogiou o trabalho daquele grupo…
    Todas mulheres… 🙁

    Abraços a todos,

    Luzia

  • Em nenhum momento, pensaram na dignidade da moça. Mesmo a autoridade, seja ela policial ou não, deve atuar dentro da ótica da lei. Afinal, legalmente, a obtenção de provas não deve se basear na lei. Ou estou errado?
    O caso, como um todo, é um absurdo. Desde o abuso para obtenção da suposta propina; à exposição da jovem; desrespeito à figura da mulher; inépcia da Ministério Público que propôs, até onde sei, o arquivamento do caso quando da ocasião dos fatos; da declaração (dada em entrevista à Band recentemente) de uma agente da Corregedoria de que seus membros, naquela DP, atuaram corretamente e foi necessária àquela atitude.
    Um dos colegas acima resume bem: alguns policiais, realmente, confundem autoridade com autoristarismo.
    Espero que, dada a repercussão exaustiva e seriedade do caso, os policiais sejam demitidos a bem do serviço público, pois, honestamente, acredito que são possuem condições para o exercício que o cargo requer.

  • “E aquele cidadão que acha que se deve punir de forma descontrolada quem delinqüe, inclusive com uso de violência desnecessária ou tortura mesmo, é um criminoso em potencial”.
    Perfeita colocação de quem tem boa educação como vc Eduardo. Eu diria outras palavras. Diria…

  • esses guardas deveriam era levar uma malha porque isso nao se faz nao ha direito o que fizeram um abuso duro e cru por mais criminoso ela fosse mas que ali houve abuso houve
    deviam ter uma pena perpetua para os guardas

  • e quem me dira se nao foram os guardas a colocar o dinheiro no bolso porque nao se ve o guarda a tirar o dinheiro da roupa dela mas eles os guardas deveriam ser presos ela tem o direito de punir os guardas ela nao e uma selvagem para ser tratada assim

  • Tenho certeza que aquele dinheiro foi “plantado” ali, isto é, a moça não estava com a quantia, já que, a descoberta do valor seria a única forma, na ótica daqueles degenerados, de “justificar” a monstruosidade que cometeram! SÓ QUE NÃO HÁ JUSTIFICATIVA PARA ESSA BARBARIDADE, MESMO QUE TIVÉSSEMOS CERTEZA ABSOLUTA DE QUE A POLICIAL ESTAVA COM DINHEIRO DE CORRUPÇÃO(LEMBREMOS QUE, O FATO DE ENCONTRAR-SE DINHEIRO EM SUA ROUPA ÍNTIMA, NÃO PROVA EM NADA QUE A ORIGEM DOS RECURSOS SERIA ILEGAL). Embora, volto a repetir, mesmo que tivessem certeza da origem ilegal dos recursos; NADA, VOLTO A REPETIR, NADA; daria direito àqueles animais de fazerem o que fizeram : O MÁ[XIMO QUE PODERIA ACONTECER ALI SERIA UM REVISTE À POLICIAL, FEITO POR POLICIAIS FEMININAS, REVISTE ESSE QUE(COMO TODOS SABEM)IRIA LIMITAR-SE À PROCURA, ATRAVÉS DA ANÁLISE TÁTIL, DE QUALQUER MATERIAL SUSPEITO NAS ROUPAS DA JOVEM, ISTO É, O REVISTE, MESMO QUE REALIZADO POR MULHERES, É FEITO COM A SUSPEITA VESTIDA : NÃO HÁ LEI OU DETERMINAÇÃO LEGAL QUE PUDESSEM OBRIGAR A JOVEM A FICAR NUA! Isso é um ultraje, uma monstruosidade, uma barbaridade, um canalhice, uma ignomínia que reflete uma Sociedade machista, que ainda trata as mulheres de forma opressiva(além da violência física, lembremos da “objetização” da mulher, transformada em mercadoria de consumo sexual do Capitalismo); sem contar na convivência doentia que nossa Sociedade tem com a tortura, transformada em prática policial oficiosa(ou oficial)por um país que não puniu os monstros torturadores de sua ditadura militar e convive, juntamente com a tortura policial, com a aceitação tácita dessa prática por boa parte da população; muitos por mau caratismo e oportunismo; mas outros por completa ignorância do respeito que merecem como seres humanos. Como homem; que sempre admirou e aprendeu muito com a sensibilidade e a inteligência femininas, quero pretar minha solidariedade a essa jovem, além de, como leitor deste blog, gostaria de sugerir ao Cidadania juntar-se numa luta, a qual espero que surja, de toda a Sociedade Civi, destinada a garantir a punição desses animais. Como servidor público(embora de uma área completamente diferente da policial)também apelo para que a punição desses canalhas comece com a exclusão definitiva do serviço público, que desonram; , e redunde na prisão, a qual mostrará que o Brasil não mais aceita essa e outras torturas que ocorrem diariamente.

  • Edu,

    Eu me senti tão agredida que não consegui ver até o final,parei de assistir no momento em que algemavam ela e ela pedia socorro ao “doutor”.Me senti violentada junto com esta mulher,aquilo foi claramente um estupro e aqueles homens o fizeram num gozo preverso e criminoso!
    Não podemos deixar que esse assunto “morra” e seja superado por outras “novidades”,se fizeram isso com uma colega policial imaginem o que não fazem com mulheres em situação mais vulnerável?!
    Esses animais sórdidos,canalhas e perversos atingiram a todas nós mulheres e aos homens que respeitam suas mulheres.
    Desculpem a força do desabafo,mas me senti atingida junto com essa moça!

    • Há coisas que de tão deprimentes eu só consegui ver uma única vez. Foi o caso dos filmes “Dogville” e “Bicho de Sete Cabeças”. Soma-se agora esse vídeo que revela a covardia desses policiais contra essa moça.

  • A verdade é a seguinte: os peudo defensores da moralidade são os maiores violadores do Código Penal e suas vertentes. E se os delegados forem prestidigitadores? E se tudo for uma armação? Quem sabe um flagrante forjado?
    Qualquer rábula sabe que há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã corregedoria…

  • Edu, eu acho que a menina não cometeu crime algum. Acho que foi tudo armação. Se não fosse armação, a polcia chegava e falava assim (já que eles tinham copia xerox do dinheiro): “ta bom, entrega o dinheiro, nós sabemos que voce está com ele”. tenho certeza que ela, ante a ameaça de ser revistadas por homem, entregaria o dinheiro e não seria revistada, presa porem! O objetivo era “plantar”” o dinheiro nela. Não tive coragem de rever o video, ante a brutalidade, mas dizem que falta trinta segundos do video, no momento que enconram o dinheiro.
    Abraço,
    js

  • Ridículo, não precisaria isso não. Tinha duas policiais mulheres lá dentro. Bastava fechar a sala, fazer as duas policiais mulheres revista-la, e então prende-la. Cadeia pra esses animais.

  • Tinha policias mulheres no local. Porque não solicitaram para elas fazerem a revista.

    Fica cada mais vez evidente, que o dinheiro estava com o delegado.

  • Edu, desculpe-me, mas acho desnecessário postar aqui o vídeo dessa brutalidade. O debate é válido, mas mostar aqui a violência não se justifica e não contribui em nada. Os desejosos podem ver em outros sites, se quiserem. A distância entre este blog e o programa do Datena, graças à Deus, é muito grande. Não me leve a mal por este comentário. Um abraço

  • Por essa e muitas outras razões é tão dificil viver no Brasil. A violência passou a ser um ingrediente do cotidiano e desgraçadamente, como neste caso, cometida por aqueles que deveriam ser guardiões (?) da cidadania. Agora temos até que ter medo de ir ao banco, já viu! obrigada por expor de forma contundente sua humanidade. Ajuda viver no Brasil!

  • Eduardo, parabéns pelo seu post, expressa muito bem o que houve. Também fico chocado com algumas opiniões que tratam de defender esses pseudo- “justiceiros” que, por possuirem algum tipo de autoridade (mesmo que seja mínima), acham que podem praticar todas as barbaridades possíveis e imaginárias. Gostaria de chamar a atenção para o fato de que isso ocorre todos os dias pelas nossas cidades. Um claro exemplo disso são esses seguranças (muitos deles policiais que fazem bico) que espancam, torturam e por vezes até matam cidadãos de forma gratuita. Já soube de vários casos de agressão, por exemplo, dos seguranças do metrô aqui do Rio de Janeiro, que são violentos, agressivos e que batem nos usuários por razões as mais banais possíveis. E a empresa de forma vergonhosa mantém esses bandidos contratados, não obstante os diversos relatos. Infelizmente, o Brasil possui uma polícia que por vezes age da mesma forma que os bandidos que ella deveria combater, e que é fruto de uma cultura anti-profissional, autoritária, violenta e que não tem a menor noção de cidadania.

  • Pior do que tudo isso que está nesse vídeo, é a declaração do governador Geraldo Alckimin de que “o vazamento das imagens era grave”!
    Como assim???
    Quer dizer que o ato de covardia de um bando de maníacos sexuais é menos danoso do que a exposição desse ato que revela a todos uma face vergonhosa da polícia??? Se esse vídeo tivesse ficado esquecido em algum canto então estaria tudo bem, segundo o governdador!
    Me assusta a falta de humanidade, de sensibilidade e a falta da capacidade de se colocar no lugar do outro nem que seja por alguns instantes…

  • Eduardo,o que me causa especie é que existam não so pessoas.dentro da propria corporação policial, que tenham defendido esse verdadeiro ato de barbarie contra uma pessoa suspeita de haver cometido um crime.O que me choca profundamente é que existe uma corrente de opinião bastante forte que acredita que uma vez cometido uma infração,não é permitido a quem é imputado tal infração,invocar o respeito à sua dignidade,como pessoa humana que é.Ou seja contra um suposto criminoso todos os tipos de arbitrariedades podem ser cometidos em nome de uma mais suposta ainda segurança da sociedade.Daí a pecha de amigos de bandidos que os militantes pelos Direitos Humanos,como eu ,levam.Sendo que os Direitos Humanos,pela sua propria natureza,dizem respeito a todos os seres humanos,sem exceção,incluindo criminosos,por mais hediondos,reprovaveis e repulsivos que tenham sido seus crimes.

  • Absurdo incalculável o que fizeram com a ex-policial. A lei está aí para disciplinar, não para constranger. Se ela errou, que responda por isso. É a maneira que o direito tem de penalizar: fazer valer-se das leis. Mas, daí, usar o subsídio de ser “delegado” para obrigar uma pessoa a aceitar que seja abusada… Isso pra mim está além do aceitável. Quero ver se fosse a esposa ou uma filha do delegado, se ele deixaria meia dúzia de homens tocá-la “em nome da lei”. Isso não tem cabimento.

  • Eu acho que você foi ao cerne da questão. Grande parte daqueles que denunciam o abuso cometido sentem a necessidade de inocentar a vítima de qualquer culpa, seja omitindo seu crime, seja dizendo que os policiais plantaram a prova. Contudo, ao que me parece, ela, uma policial civil, realmente cometeu o crime de aceitar suborno, ou mesmo de solicitá-lo, para livrar um suspeito de cometer um crime da acusação. Ela, supostamente, é, também, uma criminosa.
    Mas o fato de ser uma criminosa não dá, aos policiais corregedores, defensores, teoricamente, da lei e da ética profissional, o direito de cometer um crime para colher as provas necessárias para prendê-la, ou à sociedade, no caso de condenação, de cometer crimes ainda piores para puni-la.
    Aceitarmos as condições que nosso sistema prisional impõe aos detentos é mais absurdo do que a conduta desses policiais corregedores.

    • Pelo que vi no vídeo, sem saber das circunstâncias anteriores, houve excesso.
      De um lado, da suspeita. Sua atitude foi denunciadora. Embora suplicasse que não a desnudassem, não gritou que era inocente ou algo nesse sentido, parecendo concordar com a imputação inicial. Como se tivesse se sentindo flagrada. Implorava para não ser despida ou revistada, ou para não ser ultrajada pela descoberta da materialidade do crime ou pela vergonha da exposição do corpo. Se foi assim, optou pela violência que se seguiu ao invés da outra, que seria a de, sob a coação que se viu, apresentar o dinheiro, antecipando a prova contra si (que, de qualquer sorte, irregularmente ou não, estaria prestes a ser coletada).
      De outro lado, dos policiais, que, tendo condições de providenciar na busca pessoal da maneira procedimental mais pertinente, precipitaram-se da forma mostrada no vídeo.
      Não foi possível observar caráter lascivo no ato. Mas é certo que não se notou necessidade de urgência na diligência que permitisse o uso da excessão processual de dispensar o exame por outras mulheres.
      No fato em apreço, tratando-se a suspeita de policial, e nesta condição – como grande parte das policiais femininas-, deve ter participado de diligências em que impingiu buscas pessoais em homens. Como tem-se visto na televisão, policiais femininas ordenando posições de busca, com afastamento de braços e pernas de homens e apalpando suas genitálias. Ou, quando prestes ao encarceramento, ordenar aos presos a retirada das vestes e proceder ao agachamento. Não seria, nesta comparação, as buscas nela procedidas, tratando-se de policial, algo tão incomum a sua rotina.
      Certo é que o mecanismo legal (CPPB) deveria ser atualizado e consignar igual procedimento: homens para homens, mulheres para mulheres e evitar raciocínios transversos em casos desse tipo.
      Os regulamentos procedimentais nas Academias e cursos, nestes aspectos, também deveriam sofrer atualizações. As lacunas favorecem os abusos e as impunidades.
      Resta perguntar se o caso é pontual ou, de modo geral, a Polícia é beligerante, hipócrita e abusiva. Neste caso, trata-se de vício de origem, como má orientação nos cursos de formação ou influência doutrinária de ordem política? O assunto é inesgotável.

  • Prezado Eduardo,

    Vou fazer uma mea-culpa.

    Finalmente vi o video até o final e ficou claro para mim que a indignação dela não passa de encenação. Ela parou de gritar e espernear assim que acharam o dinheiro. E estava pelada. Ao invés de chorar, de se indignar ela ficou calada, esperando a reação deles.

    Qualquer pessoa decente ficaria arrasada com isso. Estranhamente, ela não!

    Não sei se há outra maneira da polícia proceder, mas deveria. No meu modesto entendimento, o fato é que ela não foi vítima de nada. Se não queria que os policias lhe tirassem a roupa, que entregasse o dinheiro. Resta evidente a obstrução da justiça.

    De início achei tudo isso um absurdo, mas vendo essa gritaria fingida fiquei foi com nojo é desse oba oba todo.

    Os caras se concentraram no dinheiro, o tempo todo no dinheiro, ou seja, na prova material do delito. Também tenho uma menina e me causa mal estar este tipo de coisa, mas não é possível aceitar policial corrupto na corporação. E se as policiais militares no recinto não fossem confiáveis?

    Se ela não quisesse mesmo ser despida na frente de homem que entregasse o dinheiro. Com todo o respeito à tua opinião, mas tudo indica que não passa de uma vigarista e fingida.

    Vendo até o final, fico com a sensação que está havendo uma enorme reversão de valores. Esse vazamento deve estar ligado a uma estratégia da defesa. E no meu entendimento, o que não pode é criminoso posar de mocinho, como está acontecendo.

    Se os corregedores cometeram alguma irregularidade diante da lei, está aí a justiça para apurar. Mas resta evidente que esta filme tem de ser entendido em um contexto investigativo mais amplo.

    • Leonardo:

      Vc não é aquele que também se fez de isento no blog do Azenha para em seguida “machistar”, dizendo que a moça devia submeter-se à revista dos “bem-intencionados corregedores”?

      Talvez não tenha percebido, mas não estamos mais na Idade da Pedra.
      Já que diz ter uma menina, imagino que, ao invés de ser pedida em casamento, prefira que algum macho selvagem a arraste pelos cabelos com o porrete na mão. Que delícia, não?

      Vc pode me explicar por que a Corregedoria apareceu exatamente no dia da suposta propina? Nisso concordo com vc, estavam sedentos à procura do dinheiro. O que lhes dava tanta certeza?

  • Não havia urgência para que a revista (e a retirada da roupa) fosse feita pelos delegados corregedores. teria sido muito melhor esperar vir uma policial mulher ou se contentar com a revista feitas apenas pelas guardas femininas presentes. mas parece que os delegados estavam mesmo mal intencionados, queriam vê-la nua como já declarou a pm mulher presente.
    por uma questão de respeito deveriam ter esperado um mulher. a maneira como ele a suspendeu e jogou no chão me pareceu uma agressão física desnecessária. mas o pior de tudo foi que nos seus relatórios os delegados mentiram e disseram que a revista foi feita apenas pelas mulheres e que a servidora tinha sido algemada por recusar ser revistada por aquelas.
    tudo muito errado , feito com pressa . só poderia acabar como acabou

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