Eduardo Paes fez o que qualquer um poderia ter feito

Opinião do blog

 

A esta altura, quase todo mundo já deve saber do episódio bizarro que envolveu o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e um escritor chamado Bernardo Botkay em um restaurante naquela cidade, no qual ambos se agrediram verbal e fisicamente

Caso alguém ainda não saiba: segundo relato do também escritor Francisco Bosco, filho do cantor João Bosco, o agredido e sua esposa postaram-se ao lado da mesa de Paes e passaram a insultá-lo gratuitamente. Paes se levantou e deu um soco no agressor verbal.

Detalhe: o prefeito do Rio não conhecia (agora conhece) os que vieram agredi-lo verbalmente com expressões como “bosta” e “vagabundo”.

Não tenho boas lembranças de Paes por conta de sua atuação durante o escândalo do mensalão, quando estava no PSDB. E pouco sei de sua atuação como prefeito. Contudo, isso não importa. Se for o melhor ou o pior político do mundo, sua reação foi absolutamente natural. Estava, como cidadão, exercendo sua privacidade. Além do que, é uma autoridade.

Se alguém invadisse a intimidade de José Serra ou de Fernando Henrique Cardoso e passasse a insultá-los publicamente com termos desse jaez, eu, que sou simpatizante do PT, diria o mesmo: é um absurdo. E, em se tratando de uma autoridade, o caso é ainda pior.

Claro que violência física não é solução para nada, claro que uma autoridade deveria tentar se manter sóbria, mas uma autoridade continua sendo um ser humano.

Paes não é um criminoso, é o prefeito de uma das maiores cidades do mundo. No mínimo, merece respeito. Ninguém tem o direito de agredir ninguém verbalmente. Em público, então, e sendo desconhecido de quem agrediu verbalmente, muito menos.

Paes foi humilhado diante dos amigos, da esposa e de um monte de estranhos. Não se pode admitir isso.

Não defendo a agressão física com que Paes reagiu ao ataque, mas o que ele deveria fazer? Como se livrar de outro cliente do restaurante que interrompeu sua noite para agredi-lo? Deveria mandar seus seguranças afastar o agressor verbal?

Provavelmente, sim. E, ainda assim, seria crucificado como “antidemocrático”, pois diriam que deveria ficar ali sendo humilhado. Político, porém, continua sendo um cidadão.

Talvez Paes tenha feito exatamente o que o agressor queria. Aliás, isso é quase certo. Mas pense bem, leitor: o que você faria em uma situação semelhante? Você consegue sustentar, diante de si mesmo, que agiria diferente de Paes?

O prefeito do Rio pode ter errado. Aliás, acho que errou ao cair na provocação. Mas eu entendo perfeitamente o que ele fez. E você?

138 comments

  • O que aconteceria se isso fosse nos EUA ou Inglaterra. Falta de educação é um esporte de contato. Quem agride não pode esperar rosas. Esse é o nível a que a mídia tem levado nossa política.

  • Se o Paes não tivesse cobrado meu IPVA em dobro, eu concordaria.

    Se o Paes não promovesse uma festança no TJ com IPTU declarado INCONSTITUCIONAL, eu concordaria.

    Se o Paes não tivesse jogado 50 milhões do Município numa DISTRIBUIDORA de VALORES e se ela não tivesse perdido tudo em 01 dia, eu concordaria.

    Não, não concordo com o Paes.

    Não o vejo jantando num restaurante, não deveria ser seu lugar.

    • Se ele (junto da Globo) não estivesse sabontando meu time, como demonstra a seguinte denúncia, talvezs eu entenderia:

      Caros amigos estou estarrecido, inconformado e pasmo com o que acabei de saber nesta tarde com o que acabei de ficar sabendo esta tarde.
      Hoje foi aniversário do pai de um grande amigo meu e fomos comemorar o aniversário dele hoje no Gávea Golf Club, em meio a comemoração dentre os convidados estavam Guilherme Paes, irmão do nosso dignissimo prefeito Eduardo Paes, no qual a sua filha Maria Eduarda é noiva do enteado do Marcelo Campos Pinto(executivo da globo) que estvam todos na festa, pois bem em meio a confraternização ei que surge o assunto do engenhão e pasmen com o que vou relatar agora.
      O Botafogo estava com o naming rights em torno de R$ 30.000.000,00/ano até o final de 2016 engatilhado com a Wolks, inclusive com amistoso acertado com o Wolfsburger para a comemoração, pois bem como seria de praxe e por contrato o Botafogo comunicou a prefeitura sobre o assunto e informando da concessão do nome para a Wolks, a mesma prefeitura sabendo disso informou a globo o ocorrido e pasmem veio uma “ordem” da Globo mandando o prefeito arrumar um jeito de evitar isso pois a CAIXA que era uma das interessadas naming rights do Engenhão deveria ter a prioridade e que não era do interesse da emissora que o Botafogo conseguisse este investimento, pois no interesse da emissora somente o Flamengo e o Fluminense no Rio de Janeiro deveriam possuir tais investimento, caso o botafogo conseguindo este investimento ficaria complicado pois o mesmo iria se reforçar e poderia dar trabalho para os favoritos ao titulo que interessariam a Globo casos de Cruzeiro, Corinthians, Flamengo e Fluminense.
      Como foi esta conclusão, conforme foi dito o laudo da empresa SBP que condenou o engenhão estranhamente apareceu 4 meses após ter sido encaminhado um primeiro laudo da empresa no qual foi desconsiderado e exigido uma “nova” análise que durou 2 semanas, a globo tem interesse de certos clubes briguem pelo titulo e certos clubes fiquem de fora.
      Estranhamente o laudo do engenhão já passou por 3 outras empresas e até mesmo pela Assossiação de Engenharia do Brasil que é o orgão mais respeitado em matéria de Engenharia e Arquitetura da América Latina que afirmam que o problema informado no engenhão não existe e mesmo assim a nossa prefeitura teima em não vai libera-lo.
      Agora o pior foi saber que o atual gerente do botafogo senho Sidney Loureiro e o gestor de futebol Chico Fonseca estão a par de tudo isso, a idéia é que o botafogo não não crie problema com a promessa do naming rights da Caixa vingar ano que vem com valores bem menores do que o acertato com a Wolks, e que por isso os mesmos se aproveitaram da situação e pediram o afastamento do Mauricio Assunção da presidência e que os unicos no botafogo não sabem dessa história seria o Carlos Augusto Montenegro e o Sergio Landau.
      Bom sei que pode parecer loucura mas a fonte disso tudo eu dou agora e boto a cara pra bater se quiser, quem passou tudo isso foi Ricardo Costa Martins o enteado do Marcelo Campos Pinto e namorado da sobrinha do nosso prefeito Eduardo Paes que estava bebaço e cuspindo para quem quisesse ouvir essa história sendo até repreendido pelo seu sogro Guilherme Paes.
      E então caros o que vocês acham dessa história ? e há algo que possamos fazer ?

      http://radiobotafogo.com.br/forum/topics/denuncia-urgente?id=5224978%3ATopic%3A500228&page=16#comments

  • Já diz o ditado: quem diz o que quer, ouve o que não quer. Não concordo com o murro de jeito nenhum, mas quem disparou a bomba foi o casal. Ninguém tem o direito de agredir o outro e ficar por isso mesmo. Este casal não teve um pingo de educação e nem respeito. Sinceramente, duvido que, por muito menos , um monte de gente , inclusive eu(dependendo do meu estado) , não reagiria da mesma forma. Nunca se sabe!

  • Não, “todo mundo poderia ter feito”, não. Ele é prefeito, é um político, se não tem condições psicológicas pra lidar com certas situações (até esperadas) não tem. Um prefeito de uma cidade como o Rio de Janeiro, conhecida mundialmente, o maior centro de turismo brasileiro, não poderia ter essa reação. É o que penso.

    • Concordo com vc. A liturgia do cargo exige que Eduardo Paes tivesse tido auto-controle e acionasse seus segurancas para afastar o casal ou mesmo acionar a policia para enquadra-los no crime de injuria e difamacao.
      Nao era o/cidadao Eduardo Paes que estava ali naquele restaurante, era o prefeito do municipio, pois nao existe desvinculacao entre a autoridade e o cidadao, sobretudo dentro de sua area de jurisdicao.
      Errou e errou feio Eduardo Paes.

      • Concordo.Paes não soube ouvir até o limite que seu cargo exige.O casal foi grosseiro,não soube conduzir suas críticas com inteligência.Erraram os dois,mas o murro partiu antes de esgotarem-se todos os argumentos…o que demonstra descontrole por parte do prefeito.Lamentável isso.

      • acho que quando a pessoa está com a família num ambiente público,está como cidadão.

        confundir cargo com a pessoa faz parte do dominío do fato que o PIG dissemina faz tempo.

        cuidado com a análise,separe melhor as coisas ,é bem simples.

  • Se um cara me xingasse na minha folga na frente da minha esposa eu não dava um soco, mas um tapão bem dado no meio da fuça do palhaço e depois partia para o resto…Não concordo com violência, mas concordo com legítima defesa..

    • Tapas e socos não são autodefesa contra insultos verbais. Imagino que o maluco que matou o casal em Alphaville por causa do barulho do salto de sapato também achou que estava se defendendo.

    • isso aí, esse palhaço quer notoriedade, ninguém conhece esse babaca. se fosse comigo batia nos dois, nele

      e na namorada. respeito e educação são valores inerentes a todos. em todo o caso esse palhaço obteve o

      que queria, ser conhecido no brasil todo, não por méritos, mas por ser grosseiro, sem educação,palhaço.

      tomara que o murro tenha deixado marca pra ele se lembrar.

  • Quando Kassab perdeu o controle e perdeu as estribeiras, gritou com um manifestante na frente de um hospital, em SP, ninguém perdôou. Nem eu. Por que acharia que o Paes está certo? Esse caso está todo errado. De ambos os lados. Imagina a Dilma fazendo isso com alguém que vá xingá-la? E se a moda pega?

      • Exatamente, mas por que o cidadão gritava protestando contra o péssimo serviço de saúde da cidade. Kassab não agrediu fisicamente, foi bem menos grave do que ocorreu com o Paes.

        • Era um senhor de idade,talvez um aposentado e não gritou.Foi conversar com Kassab,em tom bastante moderado,onde procurava explicar um problema com o bom andamento da saúde e do atendimento prestado aos pacientes.Kassab respondeu aos berros que ele era um vagabundo.Quem perdeu as estribeiras,em plena crise de estrelismo e de celebridade ,foi Kassab.

          • Caramba, até nisso vocês têm dois pesos e duas medidas?:
            Esqueçam o partidarismo e tentem analisar os fatos friamente.
            Uma autoridade do nível dos prefeitos não pode perder as estribeiras. Ponto final.
            Se não conseguem, são uns imaturos que não merecem o lugar que ocupam.
            Em qualquer outro lugar do mundo civilizado eles teriam que se retratar publicamente (e não através de notinha oficial). Alguns até seriam convidados a renunciar. Mas, depois da vergonheira da festa do guardanapo em que ninguém perdeu a posição privilegiada, neste país vige a teoria do vale tudo. Para eles.

  • É isso aí Pimon e ainda está privatizando a Saúde colocando profissionais não concursados ganhando o dobro ou o triplo do concursado ( fazendo a mesma função)

  • Acho que o agressor, num impulso incontido, deu vazão a uma vontade reprimida, um rancor guardado, ao provocar o prefeito, que, por sua vez, reagiu, também impulsivamente, como qualquer pessoa agredida, nessas circinstâncias. Ficou tudo resolvido,ali mesmo. Eu acho!

  • Eu, no lugar do prefeito, teria me levantado e ido para casa.

    Mas cada um é cada um e o espírito do post está correto. O sujeito pode não ser grande coisa enquanto político, mas continua sendo um ser humano. Muita gente boa por aí também perderia a cabeça, a verdade é essa.

  • Paez reagiu a uma provocação gratuita, de um desconhecido que passa a xingá-lo na frente dos outros e de sua esposa. Ele, como prefeito, poderia ter chamado seus seguranças, ou a polícia, quem sabe. Mas ele ao invés de fazer prevalecer sua autoridade com uma dessas atitudes, mostrou que não tem sangue de barata, e é um homem que merece, como qualquer outro cidadão, ser respeitado. Está de parabéns por sua atitude. O bobalhão que o insultou, provavelmente atrás de 15 minutos de fama, querendo, numa atitude desesperada para ficar conhecido pela mídia, ou atrás de uma possível indenização por danos morais, se deu mal. Parabéns prefeito.

  • Edu, tô com você. Nenhum cidadão pode insultar outro gratuitamente. Nem sendo o prefeito. Não votei nele, mas ele é um prefeito nota 6. Dá pro gasto. Mas se ele fosse nota zero – o que parece ser o veredicto do escritor, ainda assim não se faz o que ele fez.

  • Acho que o rapaz achou que estava no Facebook e só se deu conta de que não quando sentiu a bofetada nas fuças… Sem entrar no mérito do mérito dos xingamentos, não dá pra opinar sem ter presenciado a cena, mas pelo descrito, apesar de achar que o prefeito deveria ter recorrido à segurança da casa pra retirar o agressor, não dá pra culpa-lo pelo rompante, principalmente perante a humilhação diante da esposa e de amigos. Às vezes o sangue ferve. Acontece. Não foi numa muvuca, numa confusão de comício, numa multidão. O cara foi muito petulante.

  • Sou contra a atitude do prefeito…

    Deveria ter em mente desde o início a repercussão negativa que o caso teria, e mau exemplo que estava transmitindo, por se tratar de uma autoridade; poderia ter ignorado, e se afastado… pessoas que se sentam ao seu lado em um restaurante para lhe agredir verbalmente, só podem se tratar de idiotas, que merecem indiferença e piedade.

  • Eduardo Paes deveria se controlar diante das ofensas recebidas mas mesmo para um político experiente, escapar de determinadas situações é tarefa quase impossível. Afinal, ninguém é de ferro, e grandes personalidades já perderam a paciência quando se sentiram injustiçadas, foi o caso de Paulo Autran, o célebre ator, que na defesa da amiga Tônia Carrero, cuspiu na face do então crítico teatral Paulo Francis.

    Cuspi com prazer em Paulo Francis, diz Autran

    Ao encontrar Francis em um teatro, Autran não perdeu tempo: deu-lhe uma cusparada. “Juntei bastante cuspe e cuspi com prazer”, recorda ele. Em outra oportunidade, tentou dar um soco no crítico, mas não foi muito bem-sucedido. “Nunca havia dado um soco em ninguém. É difícil, sabe? O corpo se contrai, o braço fica sem força”, revela, bem-humorado, o ator.

    Fonte: Folha de S. Paulo

  • Espera-se que um homem público tenha uma formação em civilidade para enfrentar situações adversas, com naturalidade e, usar os princípios da diplomacia para não tropeçar nas armadilhas da barbárie. O que fazer, numa situação como essa? 1. Ignorar; ou 2. Chamar a polícia; ou 3. Retirar-se do local e deixar os agressores falando sozinhos…

    • Lamento muito que a maioria aqui discuta as razões do agressor verbal e as do agressor físico. Acho inaceitável essa mentalidade nacional de que se resolver a honra na porrada. Acho que qualquer pessoa equilibrada deve simplesmente saber ignorar tais insultos verbais, ainda mais protegido por seguranças de uma possível escalada da agressão verbal à física. Mas fazer o que, acho que sou minoria. Quando Edmundo chutou a câmera de um reporter no equador fiquei impressionado com o espanto de alguns repórteres sobre o fato de ele ter sido autuado e ainda reclamarem que no Equador ‘qualquer briga de rua’ dava autuação. Pois é assim no mundo todo.

  • Faria o mesmo, como você bem disse: “mas uma autoridade continua sendo um ser humano.” Com certeza esse provocador deveria estar fazendo isso por motivos políticos, e não por motivos particulares, então, não seria um momento oportuno para o cidadão xingá-lo perante outros clientes e perante sua família num momento de privacidade. Que fosse xingá-lo em outro momento, num palanque, num evento público, mas não onde foi feito. Então, merece PORRADA mesmo.

  • Eduardo, veja esse relato: http://lulacerda.ig.com.br/agressoes-entre-prefeito-do-rio-e-escritor/

    “E, finalmente, Francisco Bosco. dá um passo a passo dos fatos: “Uma certa Ana Maria Bonjour postou uma foto minha aqui no Facebook, dizendo que eu “estava sentadinho na mesa com Eduardo Paes e defendi a violência do prefeito” contra um artista chamado Botikay. Eu poderia processá-la por calúnia, e talvez venha a fazê-lo, pois havia mais testemunhas na mesa que podem provar o contrário. Deixem-me apresentar minha sucinta versão dos fatos. Em primeiro lugar, o fato de eu sentar numa mesa com Eduardo Paes em nada prejudica as minhas ideias políticas, que não são as mesmas que as dele: votei no Freixo, me manifestei publicamente sobre isso e permaneço pensando o mesmo. Nunca me beneficiei privadamente por sentar na mesma mesa com o prefeito. Considerar que pessoas de diferentes orientações ideológicas não podem sentar na mesma mesa, ou mesmo ser amigos, é um tipo de pensamento, esse sim, muito pouco político, no melhor sentido da palavra, pois a política democrática é feita de dissenso. Quero deixar claro aqui que não estou me justificando perante essa mulher que me acusa, pois não reconheço nela nenhuma grandeza que o mereça (ao contrário, ela se comportou infantilmente, estupidamente, e ainda agora o faz). Agora sobre as agressões: eu estava numa mesa com cinco pessoas, quando essa Ana Maria e Botikay passaram. Botikay passou e xingou o prefeito (chamando-o de “seu merda”, alguma coisa assim). Depois eles voltaram, pararam em frente à mesa em que estávamos e começaram a agredir verbalmente o prefeito e as demais pessoas que estavam na mesa (como se nós fôssemos pequenos burgueses e eles fossem anarquistas revolucionários; mas ambos comendo no mesmo restaurante caro de Zona Sul). As agressões verbais não paravam; então eu pedi a Botikay (que conheço, sem intimidade, há anos) que parasse com aquilo. Eu tinha bebido muitas cervejas, mas creio que pedi sem hostilidade, até com certo carinho. Mas eles não pararam. E as agressões eram destituídas de qualquer argumentação; puro xingamento e ironia pretensamente superior. Temendo que a situação se agravasse, me levantei para conversar com Botikay. Segundos depois, vi, para minha perplexidade, o prefeito agredindo Botikay, fisicamente. De minha parte, só o que fiz foi separar. Em seguida, fui conversar com Botikay, em solidariedade à agressão que ele sofreu, com a qual eu não compactuo, nem compactuei. Não voltei pra mesa com o prefeito, não estabeleci cumplicidade com esse ato, que acho lamentável. Entretanto, acho lamentável também toda a postura de Botikay e Ana Maria. Não acho politicamente aceitável que um homem público seja verbalmente agredido, e com insistência, enquanto exerce a dimensão privada de sua vida. Se fosse um canalha, um desses homens públicos brasileiros que lesam sistematicamente nosso país, eu engrossaria o coro, e jamais me sentaria com ele à mesma mesa. Não considero, contudo, que seja o caso do prefeito Eduardo Paes. Ele foi democraticamente eleito, com ideias de que discordo amplamente, mas que têm legitimidade. E quando não tiverem, devem ser questionadas no espaço público; do contrário, o próprio questionamento perde sua legitimidade, como ocorreu. Uma última palavra: se o modelo de conduta pública proposto por Botikay e Ana Maria é esse, o de pessoas que xingam as outras, sem nenhum argumento, e depois acusam levianamente um intelectual que procura, com honestidade de ideias e ações, colaborar com a construção de uma nova sociedade, então com isso eu não compactuo mesmo.”

  • DESNECESSÁRIO.
    Se tivesse que qualificar o ocorrido com uma palavra, seria exatamente esta.
    A atitude do prefeito do Rio de Janeiro foi pouco inteligente.
    Quem é Bernardo Botkay?
    Um ‘ilustre desconhecido’.
    Ao menos, é o que era até ter encontrado Eduardo Paes e tê-lo agredido verbalmente.
    Agora, devido a atitude de Paes, o escritor ganhou seus quinze minutos de fama.
    Algo semelhante ao que fazem aquelas milhares de garotas, que tentam ser atrizes, apresentadoras, ou qualquer coisa que traga alguma mídia.
    Se encostam em um jogador de futebol ou pagodeiro.
    Mas um prefeito deve ter um pouco mais de malícia que um jogador ou um pagodeiro.
    Por mais que ele (o agressor verbal) tenha feito por merecer, jamais o prefeito deveria partir para a agressão.
    Um político de alto nível está mais que preparado para debater.
    E ele poderia ter implodido seu agressor com palavras.
    Jamais com as mãos!!
    Ou, simplesmente, poderia ter se levantado e ido embora.
    Como fazemos, ao deixar um local infestado de insetos.
    Iria estragar sua noite? Provavelmente.
    Mas, de qualquer maneira, sua noite foi estragada.
    Porém agora, além de estragar sua noite, Eduardo Paes fez a felicidade do tal de Bernardo…

  • Ele é blindado pela midia.

    Assim, as pessoas de fora nao conseguem ver o quanto ele é autoritario, os muitos erros da administracao, etc.

    Mas aqui as criticas rolam soltas e, pelo visto, se ele consegue calar os jornais, tambem pensa que pode calar as pessoas.

    Por ultimo uma pergunta ( desculpas pelo caixa alta): SE POLITICO PODE REVIDAR COM SOCO AS CRITICAS E AGRESSOES, O LULA DEVERIA VIRAR LUTADOR DE BOX, CONCORDAM?

    • em tempo:
      Eduardo, pelo que eu escrevi da pra ver que eu DISCORDO RADICALMENTE DE VOCE NESTE CASO.

      Mas vc ta “perdoado”: vc nao conhece o cara direito pois a midia ao blindá-lo o faz ate mesmo de gente do rio.

      Por fim, a midia o brindara tb neste episodio. Alias, se politico nao quer ouvir criticas que nao va a restaurantes pois a mesma midia que protege o PAES e é protegida pelo partido dele ( vide o policarpo) é aquela que instiga o povo contra a classe politica. Acredito, sem saber dos fatos mas somente por percepcao do que vem acontecendo, que talvez o que aconteceu foram criticas a um politico que se acostumou a aplausos da midia e calar os descontentes. E assim perdeu a cabeca. Mas a midia vai brinda-lo criando ofensas mil por parte do raoaz.

      E ai volto pra pergunta: e se o lula revidasse a todas as agressoes?

  • É muito difícil não reagir, podem dizer que é incivilidade, mas a reação qualquer que fosse, seria criticada.
    Se chamasse os seguranças, seria criticado pelo uso do escudo da autoridade.
    Se fosse embora, seria chamado por alguns de frouxo.
    Isto implica que sempre haverá os que concordam e os que não concordam.
    Agora que o escritor é um moleque, ficar xingando chamando de bosta e vagabundo qualquer pessoa, mesmo que ela o seja, é atitude de um despreparado para ser cidadão.

  • Há o relato de que houve mais. Segurança segurando o escritor e a mulher, para sofrerem agressões.
    De qualquer forma, se o prefeito tem seguranças, ele errou, e feio, ao agredir e não tem “entendimento” para tal fato.

  • Concordo com sua explanação Edu, mas..

    Não só autoridades, todo mundo ao ser agredido verbalmente deve pensar mil vezes antes de revidar uma agressão com outra agressão, as autoridades principalmente, ao sair de casa, devem pensar em todas as coisa que podem lhes acontecer e meditar em que saidas devem apontar.

    Vide o caso do Genuino e Zé Dirceu, até o ministro do STF, Ricardo.
    Quando você for agregido verbalmente se contra-argumentar não funcionar, deixe o cara falando sozinho.

    Quantas vezes o Genuino não deixou o CQC falando sozinho? Cair na armadilha? JAMAIS. É isso que o outro lado quer e tem mais o mauricinho aí da foto ainda cheirava a leite. Olha a cara da criatura?

  • Eduardo,

    Este “escritor” consegui o que queria. Até ontem, ninguém tinha ouvido falar dele.

    Eu acho errado alguém agredir física ou verbalmente pessoas de que discorda ideologicamente. Mesmo apenas na Internet. Vamos ficar apenas na opinião divergente. No contraditório ideológico.

    O Paes, por sua vez, passou dos limites, ao socar o agressor.

    Mas, se pensarmos bem, como ele poderia saber se o sujeito iria ficar só na agressão verbal. Ele poderia cometer até um atentado. Na hora que eu vi a notícia, eu me lembrei do Olof Palme, 1º Ministro assassinado quando saía de um cinema na Suécia.

    João Paulo II se assustou muito quando o Beijoqueiro foi beijar-lhe os pés.

    Este incidente pode ser o início de um acirramento de ações entre posições políticas antagônicas. Acredito que teremos mais pancadaria depois desta. Botkay e Paes abriram a Caixa de Pandora.

    Um abraço,

    Edgar

  • Ele merece ser insultado, sim. Aliás, não apenas ele, quem exerce atividade na sociedade que mente, seja jornalista, seja político. E no caso de Paes, ele merecia voltar para a prefeitura com a cara toda platinada, mas como por aqui existem os efeitos manadas, espero que ele e Cabral ainda apareçam por aí com reconstruções faciais.

    Eles se sustentam politicamente pelo que pagam de publicidade à Globo. Ambos são um engodo, pau na moleira desses vagabundos. Bem feito. Não tenho pena de gente que mente, que faz trapaça, gente que engana, que cínica. Não tenho pena.

  • não sou autoridade nem nada mas por força da profissao e da estupidez alheia ja tive o desprazer de ser insultado e ameaçado. Fazer o que? Agredir fisicamente ao insultador? Não, né! – por mais que ele merecesse.

    Agora, meter um processo por calunia, difamação, etc parece um bom caminho…

    • Desculpe-me, mas “, meter um processo por calunia, difamação” o Cabralzinho perde, e, se houvesse justiça ainda teria que pagar indenização.
      Como diria meu pai: você pode estar coberto de razão (o q ñ é o caso) , mas agrediu fisicamente perdeu a razão.

  • Prezado Eduardo,
    Li seu texto sobre o episódio lamentável envolvendo o prefeito do Rio de Janeiro, minha cidade, com a atenção e a deferência que sempre dedico aos seus escritos. Todavia, embora eu compartilhe do respeito à pessoa humana e seja também avesso à agressão física, penso que a reação do prefeito ao insulto do jovem escritor Bernardo Botkay foi, por mais compreensível que seja, uma atitude de modo algum admissível para um político, menos ainda para o prefeito de uma das maiores e mais importantes capitais do Brasil, ao qual tenho restrições em relação a seu governo, mas não pessoais, por não conhecê-lo. A ele, faltou a percepção de que a agressão verbal que ele sofreu não poderia ter sido motivada senão por uma profunda insatisfação com seu desempenho como representante máximo da cidade. Faltou-lhe também a sabedoria de calar-se, não por covardia ou condescendência, mas como oportunidade para aprender a ouvir uma crítica, mesmo feroz e grosseira, de outro cidadão, e assim reavaliar com mais seriedade os feitos e malfeitos de sua gestão, ou mesmo para simplesmente arrefecer os ânimos. Tanto mais grave e criticável foi a reação do prefeito quanto mais se evoca o fato de que ele contava com a presença de seguranças, que poderiam auxiliá-lo a minimizar o constrangimento, e, mais amplamente, a contradição com suas ações “civilizatórias”, como a lei, em vigor a partir de julho próximo, que prevê multa de R$ 157 até R$ 3 mil a “todo cidadão que for flagrado jogando qualquer tipo de lixo fora dos equipamentos destinados para este fim nos logradouros públicos do Município do Rio de Janeiro” (Projeto de lei nº 55/2013). Resguardadas as devidas proporções, afirmar a “humanidade” do impulso do prefeito seria validar a “humanidade” das agressões entre motoristas no trânsito por causa de uma fechada, das agressões entre cônjuges por ciúmes, das agressões de alunos contra professores por causa de uma reprovação, etc. Em todos esses exemplos, ainda que se possa tê-los como exagerados, há alguém que também se sentiu humilhado de alguma forma. Por outro lado, é igualmente deplorável a atitude do escritor, jovem de classe média que vai a “restaurante caro com a namorada para gastar dinheiro para ter prazer” ( https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4513619172400&set=a.1143289436263.2020609.1648310800&type=1 ), que aponta para a vacuidade de sua manifestação, assim como para a gratuidade da ocasião. Sua audácia tornou-se sinônimo de tolice juvenil…
    Se o prefeito fez o que qualquer um poderia ter feito, fez também o que ninguém deveria fazer, e todos os cariocas saem perdendo, pois evidencia-se a imaturidade de comandantes e comandados no sempre penoso processo democrático.
    Um grande e fraterno abraço, com votos de saúde e sucesso.

  • A imagem que tenho de Paes, é ele no Congresso, agredindo verbalmente José Dirceu que falava aos deputados no episódio mensalão. Ele foi cruel com os petistas, era uma das vozes tucanas que a Globo sempre entrevistava! Ele sentiu na pele o que fez alguns anos atrás contra Zé Dirceu. Nada como um dia atras do outro!

  • Eduardo,

    Se tem uma coisa da qual me orgulho é de ter “sangue nas veias”… Parabéns ao Eduardo Paes. Se eu fosse a esposa dele estaria orgulhosa e não me interessa se o outro é um mero desconhecido, se Eduardo é pessoa pública… Acho que só uma pessoa sem orgulho próprio comportar-se como um monge budista (não sendo é claro) diante de uma atitude destas. Detalhe, eu respeito e não agrediria verbalmente nem o Serra, mesmo achando que ele não mereça respeito nenhum como político, por ser rasteiro de mais.

  • O prefeito Eduardo Paes fez aquilo que todos nós temos vontade de faze contra todos aqueles do PIG que ofendem diariamente o ex-presidente Lula.
    E, quem garante que o sujeito não era um pau-mandado dos tucanos?
    Parabéns pela postagem e meus cumprimentos ao prefeito carioca.

  • Prezado Eduardo: Quando o senhor Roberto Magalhães(ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal, ex-prefeito de Recife)filiado ao ex-PFL, atual DEM, foi prefeito do Recife, certa vez entrou numa emissora de rádio da cidade de Recife, armado com um revolver à procura de um “cara” que segundo o prefeito havia agredido moralmente a sua esposa.
    Olhe que o senhor Roberto Magalhães é advogado,homem culto, educado e cortês e tambem perdeu a calma.
    Realmente, há momentos em que o sangue ferve e o que se busca é a agressão física. Há pessoas que bem merece o troco só com cassete para aprender a respeitar os demais.

  • Acho o Paes um FDP mas neste caso ele mandou bem.
    Mas preciso dizer tambem, que se encontro o Serra por ai, iria tentar atirar umas bolinhas de papel.

  • Eduardo Paes…você perdeu ,…seu mané.
    Votei em você,apesar de não gostar de você…votei em você por causa da aliança da base aliada….torço por Dilma e Lula…mais você, seu mané..perdeu a chance de apesar de não ser flor que se cheire….se beneficiar do BEM que LULA e DILMA..representou pra você seu mané…”mané” repito ..você perdeu…, dançou ..´já era

  • Vi a notícia, e fiquei pensando.
    Sou professora da rede pública município do Rio. Na minha profissão, se eu reagir violentamente a uma agressão, certamente serei exonerada. Dependendo da situação, corro até mesmo risco de morte.

    Se eu, que sou uma simples professora, sei que não posso e não devo reagir com violência às agressões no meu trabalho, tendo que manter total autocontrole, acredito que o Prefeito também deveria aprender se controlar.

    Errado por errado, os dois estão, Paes e o escritor; mas Paes é que era a autoridade, por isso esperava-se DELE uma conduta mais apropriada, não do escritor. Paes podia não estar trabalhando, mas não deixa de ser o Prefeito só porque estava de folga. Por isso mesmo, nunca poderia ter dado este soco,

    Belo exemplo para os meus alunos… Passo o ano todo ensinando que temos que resolver tudo na conversa, que a violência não é solução, e me vem o Prefeito com uma dessas!!!

    Somente uma reflexão.

    Sem mais.

  • Agressões físicas, em certas situações, são compreensíveis, pois somos humanos?

    Um homem público, principalmente, deve ter auto controle suficiente para lidar com situações desse tipo e até muito piores.

    Lula é chamado de o maior ladrão da história do Brasil, e já deve ter escutado isso em locais públicos.

    Então deveria andar com uma metralhadora e descarregá-la.

    Quero que o Paes se exploda.

  • O prefeito não poderia ter agredido fisicamente seu agressor verbal. O prefeito recomendaria tal reação a um cidadão ou cidadã? Certamente não, e até se desculpou. Portanto, ele mesmo admite o erro. Ao invés, deveria ter solicitado apoio policial. Ou mesmo deixar o local.

  • Muito difícil prever nossas reações nessas horas.
    Peço a Deus pra não passar por isso.
    Não recomendo, mas nessas circunstâncias seria solidário a qualquer pessoa agredida.

    Na minha cidade venceu a oposição ao antigo prefeito, dizem que em 1º de janeiro dia da posse do atual alcaide, no momento da transmissão de cargo os “companheiros” do que assumia, vaiaram o ex, ele simplesmente ignorou, no outro dia a população considerou a vaia como baixaria, tipo:
    É esse tipo de gente que elegemos…?

  • Sim, ele fez o que qualquer um poderia ter feito. Mas um prefeito também? Sim, voce escreveu o que qualquer um poderia ter escrito,.Mas eu esperava mais de voce. Dele não, necessariamente. Se fosse voce a agredir alguém, na sua raiva santa, a imprensa não teria sido tão generosa contigo, esteja certo disso. Sempre concordei com seus comentários /artigos aqui, mas agora… sei lá… É bom saber COMO vc costuma resolver as suas diferenças com as pessoas hehehe. é melhor não contrariar voce…
    abraço

  • Já tive algo parecido com Roberto Freire em Recife. Estava em um restaurante, quando ele entrou. Pedi a conta o que o irritou muito. Deixei o local o chamando de mal caráter e venal. Tive o apoio da maioria dos presentes, pois Freire é odiando em Pernambuco.

  • O prefeito é ser humano e estava em um momento de sua vida privada. Fez o que achou conveniente. E acho que fez bem. Uma coisa é vc xingar uma autoridade numa passeata, outra é quando esta autoridade está com sua família e amigos. Aliás não se xinga ninguem sem esperar pelas consequencias. Sociopata de classe média o pobre infeliz. Todo o apoio ao prefeito e ao articulista.

  • BOM DIA SR.EDUARDO GUIMARAES E TODOS QUE COLOCAM SUAS OPINIÕES AQUI!
    SOCO BEM DADO E COM CERTEZA “BEM ACERTADO!!
    E, Nao venham me dizer que o prefeito saio da linha , agiu com “violencia!!! Violencia maior é o que as vezes a boca fala, boca esta sem limites!!!! E aqui no brasil tá assim: se vc aguenta desaforo é porque deve e serviu de chapéu , se vc reage ao podridão do que sai de certas bocas , dai vc é violento , baixou o nivel etc e tal. Na verdade me perdoem …. faria a mesma coisa que o prefeito fez, as vezes levar uma tocadinha na fuça alerta ou acorda quem acha que tem o direito de ofender, palavras ferem mais que levar um “casca cara” que sirva de lição ao ” filhote ” filhote este que está aprendendo a viver!!!!

    • sirlei

      Totalmente de acordo com sua postagem
      Digo mais, alem de um soco, chutaria-lhe os “tomates”, mandava prender pelos seguranças.
      Humilhar algem, que nem precisa ser autoridade, diante da familia e amigos, merece uma lição para não mais esquecer.
      As colocações do Eduardo estão mais que corretas. O moleque vai guardar por muito tempo a lição recebida em troca a sua falta de educação. .

  • As coisas no Brasil estão ficando extremamente tensas graças à infame provocação diária da mídia velha. Ela estimula uma reação de desrespeito e de ódio aos políticos do PT e da base aliada. As coisas ainda vão piorar. Quanto a este Bernardo com cara de mauricinho aí na foto, espero que tenha apanhado. Ele ganharia seus dez minutos de fama de qualquer jeito, ou alguém pensa que se o prefeito fosse pacificamente embora ou chamasse sua segurança as coisas não continuariam? Ficariam muito pior. Já imaginaram o agressor sendo arrastado para fora do restaurante por dois leões de chácara? Isto seria um escândalo. O que o Eduardo Paes fez foi o mínimo, o inevitável, aquilo que tem as menores consequências. Essas agressões são planejadas e de caso pensado. Ninguém se levanta de uma mesa de um restaurante num domingo à noite para agredir de maneira selvagem uma autoridade. Ele queria era se tornar um notável e vender seus livrinhos; deve ter se surpreendido de forma muito desagradável. É necessário que haja revide a estes abusos saindo pro pau, mesmo. Se as elites estão abusadas, saibam todos que se batermos os pés no chão elas correm para o esconderijo (onde vão se escandalizar mutuamente nos seus blogs anônimos) como baratas assustadas porque a luz da cozinha foi acesa.

    • Conordo plenamente. Tambem tenho certeza que esta postura politiqueira de extrema dirita c mostrada diariamente pos esta mídia ainda vai provocar mais isto.É preciso mostrar, denunciar as consequências do que faz a mídia, quando não cumpre o verdadeiro papeldela,

  • Caros senhores e senhoras.
    Desaprovar, esculachar, etc., a agressão física perpetrada pelo Prefeito Eduardo Paes no músico Bernardo Botkay é uma coisa. É óbvio e evidente que o mesmo perdeu as estribeiras, o prumo e a razão. Agora, ler alguns depoimentos aqui defendendo as atitudes do tal músico ou escritor, sei lá, me dá uma tremenda sensação de desgosto. São argumentações dignas de Blogs dos Reinaldo Azevedos da vida. As pessoas parecem não ter a dimensão das idéias e das palavras.

    Defender que Bernado agrida verbalmente Eduardo na frente de esposa e amigos em lugar público e privado é um acinte ao bom senso e a dignidade. Não existem “santos” mesmo que o sejam. Cada um de nós há ter em algum lugar um um inimigo, um desafeto, um inconformado por alguma coisa ou por vc simplesmente existir. Partindo da premissa aqui defendida por alguns (ou muitos) estes “inimigos” podem e devem externar suas “verdades” em nossa cara onde eles bem entenderem, temos que ficar quietinhos ou então nos retirar.

    Pedro Paulo Francisco João, entrou neste blog certo dia e ficou estarrecido com um post de Eduardo Guimarães defendendo José Genoíno. Que babaca!!!! Como pode este “merda” ainda defender este pústula. Escreveu umas verdades nos comentários, chamando o Eduardo (o Guimarães) de filho de mulher e tudo; contudo eram palavras tão ofensivas e de baixo calão que seu comentário não foi publicado. Mas, eis que de repente, não mais que de repente, Pedro Paulo Francisco João encontra Eduardo (o Guimarães) sentado na mesa do lado um restaurante jantando com suas esposas, filhos e alguns amigos.

    Pedro Paulo Francisco João então passa perto de Eduardo (o Guimarães) e vocifera: E aí seu bosta, merdalhão, safado, protetor de bandido. . Eduardo (o Guimarães) contemporiza, mas, o cara não para: Seu bosta, canalha, é o PT que tá pagando a conta? Vagabundo, sem vergonha………………………………….
    Depois de mais alguns insistentes impropérios Eduardo (o Guimarães) então, num gesto de extrema coragem, deixa a comida no prato, se levanta junto com a sua família, sai e ainda escuta: – Vai seu merda, cagão duma figa.
    Ora, ora. Eduardo Guimarães quer queira ou não, é uma pessoa pública, escreveu o que quis agora tem que ficar caladinho ouvindo o que não quer, é assim que funciona, não é mesmo?

    Eu mesmo, acho que vou esculachar o síndico do meu prédio, se eu o ver em algum restaurante, o canalha proibiu meu neto andar de bicicleta no corredor, filho de uma pu………..ra.

    AC Oliveira

  • Por favor, corrigindo mensagem anterior, onde se lê:
    Pedro Paulo Francisco João encontra Eduardo (o Guimarães) sentado na mesa do lado um restaurante jantando com suas esposas, filhos e alguns amigos.

    Leia-se: Pedro Paulo Francisco João encontra Eduardo (o Guimarães) sentado na mesa do lado um restaurante jantando com sua esposa, filhos e alguns amigos.

    Sem querer, transformei o dono do blog num bígamo, rs. Abraços. AC Oliveira

  • Segundo relato da CBN (que de petista não tem nada) o tal Bernardo Botkay foi embora depois de ter agredido verbalmente o prefeito e, em seguida, VOLTOU para continuar as ofensas.

    Da primeira vez, o Paes não reagiu, talvez esperando que o rapazote se sentisse aliviado depois de dizer uma meia dúzia de palavrões e fosse embora. Parecia que era isso mesmo o que ocorreria. Mas quando o sujeito voltou e recomeçou seus impropérios, o Paes lhe deu um soco.

  • Acredito que, se segurança fosse mais mediador e menos defesa terceirizada, daria mais certo, fosse para quem fosse envolvido. A própria segurança alertaria os donos do estabelecimento e evitariam o barraco. Autoridade para ser autoridade evita desgastes pessoais, por ser uma figura pública. Não quero, contudo, desqualificar Paes pela sua reação. Foi humana sim, falo inclusive, por me considerar uma pessoa de pavio curto. Cada vez mais, isso tem me ensinado a ser cautelosa, prudente , nesses tempos de intolerância em que tragédias ocorrem por questões banais. E, aproveito, para dizer que essa é uma das razões porque admiro o Lula. Tantos anos sob o ataque da imprensa corporativa, de toda a mídia, utilizando todos os programas possíveis para execrá-lo, e Lula mantém seu silêncio. Como grande mediador, sabe distinguir quando não há espaço nem clima para manifestar uma só reação contra os que lhes atacam. E fala e manifesta suas idéias políticas quando a oportunidade se apresenta. Paes deveria se inspirar nele, afinal, foi um dos seus maiores agressores quando deputado do PSDB.

  • Episódios assim, Edu, são grandes oportunidades de se colocar os pingos nos is. A divergência ideológica não pode ser o portal para as livres agressões e desrespeito a autoridades.

    Você, mais uma vez e com maestria, usa este espaço para a cidadania. Parabéns.

  • nele e na namorada. pra um marmanjo desses que depois dos 30 não tem educação nem respeito, acha que

    é o dono da verdade, pode humilhar de graça os outros.Batia mais.

  • Todo depende do contexto. Se Paes continua-se no PSDB ou fosse um cunha do PMDB seria um cara decente e corajoso por ter defendido a sua honra.
    pessoalmente eu teria dado 5 socos.

  • Edu, conheço a Ana Maria, namorada do Botikay. Fui ver no Facebook, na sua página, e vi que foi um tremendo barraco. Sei que ela bebe bem, mas todos estavam bem calibradinhos pelo que vi, o Eduardo Paes não sei quanto.
    Acho que todos estão errados. Talvez mais o prefeito, porque são ossos do ofício, e ele deveria saber se controlar, mesmo em situações limite.
    Mas para mim o que importa nessa caso é constatar que a campanha sistemática da mídia de desqualificação da política e dos políticos em geral, chegou a tal ponto que pessoas que teriam capacidade de protestar de maneira civilizada (sei que a Ana tem) acham que mandar o prefeito, de quem não gostam, “tomar no c.” é legítimo.

  • Eduardo Paes. Congratulações pelo realismo, coerente. E no caso em si formulado com oportuno senso equitativo, qualidade preciosa com que a Natureza te dotou. E isto está demonstrado, com tua presença nos caminhos da internet, no Blog da Cidadania.

  • o prefeito fez bem.
    uma autoridade (mesmo que seja de um partido que detesto) tem que ser respeitada, pois foi votada, foi diplomada.
    além disso o prefeito estava num jantar, com a família.
    o músico ou escritor…….sei lá…………..errou feio.

  • Quando o “mentirão” estava pegando fogo, o José Dirceu passou por situação semelhante em restaurante. Estava com seu filho, sua namorada e um casal amigo quando um sujeito se aproximou e passou a agredi-lo verbalmente. O filho quis reagir, mas J.Dirceu não deixou e pediu a calma a todos. Teve a frieza de ouvir tudo sem reagir até que o idiota fosse embora. Já o Paes reagiu. Eu, além dos socos, daria uma cusparada nas fuças desse Bolkay viadinho…

  • com uma”imprensa”dessa,até eu fico retardado.o q vejo são pessoas endeusando gente feito Datena,Marcelo Resende(q NADA contribuem),e CRIANÇAS feito Xuxa e Luciano Huck,só como exemplos.aliás:nossa sociedade é feita de crianças em forma de adulto.esse episódio bizarro mostra a q ponto chegou a velha mentalidade brasileira.chego a conclusão q nunca seremos potência mundial!

  • Se na época do mensalão, quando ele chamou a família do presidente Lula de bandido, se o presidente tivesse lhe dado um soco na cara, como ficaria? Não faça com outros o que não gosta para você. Eduardo Paes humilhou muita gente na CPI do mensalão. Ele não é de vidro.

    • Nas duas situações, o pecado continua errado, não pode variar com o pecador. Assim, todos devem ser tratados com respeito, até mesmo o pior dos entreguista, fhc.

  • Se o prefeito pode enfiar a porrada em qualquer um que fale m#$% para ele, então o Adriano pode segurar uma AR-15 e dar carona para traficante na Vila Cruzeiro?!?!?!

  • Grande Edu, nessa discordo de ti. =)

    Acompanho o blog há muito tempo, nunca comento, mas no geral, compartilho da mesma visão (política) de mundo. Agora, para o que este prefeito, homem público, fez não há justificativa. Ele serve aos cidadãos (mesmo os que o xingam) e não o contrário. Agredir fisicamente um sujeito, por pior que tenha sido a provocação verbal, resguardado por seguranças, é covarde e humilhante. E não foram apenas xingamentos de ordem pessoal do cidadão, ao que parece, houve alfinetadas em mazelas da cidade (que não são poucas) também.

    Como você bem ponderou, Paes é homem público, não lhe cabe agir assim. Veja a reação de Obama quando foi acusado há poucos dias de ser “assassino de muçulmanos” por uma ativista. Ok, o presidente norte-americano estava a trabalho, flagrado por câmeras oficiais e Paes, desprevenido, no seu lazer. Ainda assim, este é um dos “revezes” agregados a liturgia do cargo e o prefeito da segunda maior capital do País deveria saber disso; mas mostrou despreparo. Em outras palavras: não sabe brincar, não desce pro play. =)

    Sobretudo numa sociedade cada vez mais vigiada por câmeras e onde tantos andam “armados” com suas máquinas digitais pra todo lado.

    Sou morador do Rio, carioca da gema, e extremamente descontente com o governo deste senhor (e de Sérgio Cabral), mas nunca o agrediria verbal ou fisicamente, é claro. Porém, sou a favor de uns tomatinhos e ovos podres caso o dito cujo – ou qualquer político, de esquerda ou direita – seja comprovadamente flagrado em algum esquema de corrupção, por exemplo.

    Posso estar errado, mas aposto que muitos cariocas (alguns também leitores seus aqui do blog, inclusive) concordam comigo sobre o despreparo dos atuais (e anteriores) governantes de nosso querido e castigado Rio. Inclusive eleitores de Lula e Dilma que, ainda assim, não engolem a dupla administração dos 2 parceiros de PMDB. Um deles (adivinha qual?), já rodou tantos partidos que deixaria o leitor zonzo se os enumerássemos todos aqui. Tanto é que o próprio PT está dando carta branca a candidatura de Lindberg Farias a governador do estado ano que vem. Já deu.

    Só pra fechar – e desculpe se estou me repetindo -, não acredito em político “de segunda a sexta, de 9h ás 17h” (bom, no caso dos nossos, essa carga horária parece demasiado puxada e irreal.. heheh), acho que todos, sem exceção devem, sim, manter a compostura onde estiverem (fora, claro, nas suas casas, no particular). São muito bem pagos, desfrutam de regalias bancadas com o nosso dinheiro, suas decisões afetam milhões e o mínimo que cobramos de volta é responsabilidade em seus atos – e uma atitude sempre cidadã, sóbria. O prefeito é humano sim, mas também é figura pública. Deve dar o exemplo. Não o fez. Rebaixou-se tal qual um aluno pavio-curto da escolinha ao ser provocado pelo coleguinha na hora do recreio. Envergonhou-me como carioca.

    Aliás, falando em escola, que tal o prefeito (e o governador também, na sua seara) aumentar o salário dos humilhados-guerreiros professores do ensino público (que recebem “socos” mensais em seus contra-cheques), em vez de propagandear sua administração irregular via Banco Imobiliário (!!!), distribuído arbitrariamente nas instituições de ensino cariocas a custo de módicos 1 milhão e tantos reais? Serei o primeiro a “socar o ar” em aprovação ao mandatário.

    Um abraço grande, Edu, e continue o ótimo trabalho!

      • Edu, mas não corremos um sério risco caindo na “armadilha”? Todo mundo hoje tem câmera em celular… isso na campanha, editado… não sei, pode ter sido reação humana, mas temos que ser mais inteligentes que isso. Junte esse fato com o criminoso boato do Bolsa Família e temos um teste importante para o período da eleição de 2014. Fico bastante preocupado se estamos (base de apoio(?)) preparados para reagir com sagacidade…

  • Que é errado é, mas que lava a alma de muito carioca não tem como negar.
    Todo mundo que vive nesse inferno de cidade, graças a administração do prefeito e governador gostaria de um saco também. Só obra para “inglês ver”, tudo bancado pelo governo federal, tudo maquiagem, só piorando a vida da maior parte da população.

  • A reação foi perfeitamente natural para qualquer um que é agredido! É difícil ficar impassível diante de uma situação dessas. Quanto ao que fazer na ocasião é difícil decidir com calma no momento da agressão e, mais difícil ainda, agir com lucidez. E não vamos inverter a culpa! O prefeito é que foi o agredido, de início.

  • Eduardo Paes fez o que muitos imbecis que frequentam o presente blog, incluindo o autor do texto, fariam. Um sujeito normal , chefe do executivo municipal e que estivesse escoltado por seguranças, daria voz prisão ao sujeito que seria conduzido à delegacia mais próxima para ser autuado por desacato ou injúria/difamação e seria processado por dano moral.Um sujeito normal faria com Gilmar Mendes e Eraldo Pereira fizeram respectivamente com Zé de Abreu e Paulo Henrique Amorim. Na interpretação do autor do texto e de seus puxa sacos o vizinho que, no Rio de Janeiro, foi ao andar de cima e matou o casou que insitia em incomodá-lo com barulhos fez aquilo que qualquer um teria feito. Haja paciência!!!!

  • Caro Eduardo.
    Creio que vc soube do caso Brizola x Davis Nasser.
    David Nasser era repórter da Revista Manchete e achou de destratar numa reportagem o Governador Brizola com ofensa graves. Brizola arrancou a página da revista e guardou no bolso do paletó, dizendo: “Vou fazer esse moleque engolir isso. Ele não perde por esperar.”
    Um belo dia Brizola entra no saguão do Aeroporto do Galeão e lá estava o repórter. Brizola agarrou-o pelo colarinho, tirou do bolso a pagina da ofensa e tentou enfiar, como prometera, pela goela abaixo do agressor. Não sei se conseguiu. Os presentes separaram os dois.
    Humilhado, David desistiu de viajar. Brizola ajeitou o paletó, pegou sua passagem e foi feliz para seu Rio Grande do Sul onde também já fora Governador.
    Só pra lembrar: Brizola foi o único político que governou dois estados diferentes e, o do RJ duas vezes. .

    • Mas…. o Brizola foi o pior Governador q nós, aqui, tivemos. Talvez,. vc não tenha me entendido; eu pretendi afirmar q a despeito de ser a pessoa q era, o Brizola foi o pior governo q se viu, por aqui…. Ele conseguiu ser pior q os piores…. Bota, ai, o Gato Angorá, e os demais componentes da fauna. Aliás, o último, q me lembre, razoável, foi o Negrão de Lima…. perseguido q foi, o tempo todo, por tantos…. por ser personagem de esquerda.
      Qto ao Eduardo Paes, eu não vejo a ruindade apontada.;… De fato, não é pessoa confiável. Mas, está fazendo uma boa administração. Avaliando, nome a nome…. de todos os q se apresentaram, como candidatos, nos últimos anos…. Incluindo o desastre da Benedita…. O Paes tem se saído mto bem.. Agora, a verdade é q o Gov Federal tem dado respaldo aos governos, estadual e municipal.
      Qdo eu me lembro q o Brilzola fez da Cidade do Rio de Janeiro e do Estado do Rio, um campo pra suas lutas políticas, particulares…. dá um baita desânimo. Já vínhamos de um desmonte, consequência da mudança da Capital Federal; acrescido de tdo o mais q representasse valores políticos, físicos,. existentes no Rio, cidade ou estado; foi um horror. E o Cabral, mais o Paes, realmente, estão reconstruindo o caminho perdido… pro resto do Brasil.
      E o Rio não foi esvaziado, apenas, em consequência da mudança da Capital Federal, não. Foi esvaziado, pela poderio financeiro e econômico, q ostentava. Eu não estaria aumentando ou mentindo ao afirmar q tudo foi transferido, daqui, pra outra cidade, simplesmente, pq o esquema era esse; qual seja, o de esvaziar o Rio, já q não haveria reação, contrária, alguma….
      Basta ver essa, agora, dos “royalties”… A fraqueza política do Rio é tamanha, q comeram e cuspiram os ossos, pro lado…. A Federação foi afrontada, no q de mais sagrado: a integridade de alguns membros foi afrontada, descaradamente, atropelando, até, a Constituição, cidadã…. E está, ai, rolando, rolando, rolando…. Numa afronta ao posto, por escrito, na Lei Maior, por uma Assembléia Constituinte.

  • Lembrei-me do que o Eduardo Guimarães já disse aqui: a radicalização política no Brasil aumenta e poderemos chegar ao que ocorre na Venezuela, onde partidários de Herr Caprilles mataram nove partidários do chavismo, além de destruir prédios públicos.

  • Bernardo Botkay mostrou ser um homem sem escrupulos. Ofender um governante da forma como ofendeu é uma agressão não só ao prefeito mas a todos que votaram nele (a maioria), então o que esse M.E.R.D.A do Bernardo Botkay tem que levar muita P.O.R.R.A.D.A na cara pra aprender a respeitar os outros. E digo mais… Quem comprou o livrou ou ouvir as musicas deste mané é mais M.E.R.D.A do que ele.

  • Edu,

    Paes deveria ter conversado com o dono do restaurante e obrigado a retirar “alguém” que o estava importunando. Ele, ao pensar como macho brasileiro, só forneceu munição contra ele mesmo.
    Resolver no tapa não dá certo

    • Verdade. Foi uma burrada.

      O ocorrido só foi possível porque nossos políticos têm votos, mas não têm militantes. É a política de gabinete. Provavelmente muitos clientes que estavam ali votaram nele. Mas não foram defende-lo. Talvez nem se lembrassem mais em quem votaram.

  • Acho que o Prefeito errou,principalmente em se tratando de um politico tarimbado. Ele fez exatamente o que o provocador queria. Politico com cargo não deve frequentar lugares públicos.Principalmente se não estiver preparado para provocações e xingamentos. Ele deu um péssimo exemplo: a violência,os adversários agradecem.

  • Sou carioca, não sou eleitora do Eduardo Paes e tenho muitas restrições ao seu governo.Mas, no episódio em questão, acho compreensível a reação dele sob impulso.Com que direito um cidadão se põe ao lado de outro ,em momento de privacidade com a família e amigos,a insultá-lo?Queria o quê? um convite: sente-se, coma do meu pão, beba do meu vinho?O ideal seria que o prefeito tivesse sangue de barata e, simplesmente, não desse ouvidos ao agressor.Abriria as portas do céu,porque já seria puro e altaneiro espírito.Espero, sinceramente, que caiba algum tipo de processo contra o casal desordeiro,que desconhece canais, locais e trâmites adequados para demonstrar insatisfação com a gestão de um administrador.

  • Eu faria a mesma coisa se estivesse no lugar dele, quebraria a cara desse safado até ele se arrepender do dia em que aprendeu a falar, essa é a atitude que qualquer pessoa decente deveria tomar em uma situação de agressão como a iniciada por esse escritor demente. Por sinal, Paes perderia o meu respeito se tivesse mandado capangas, como é de praxe entre os poderosos, resolverem uma situação que era dele, já que as provocações destinavam-se a ele e vinham de uma única pessoa. Agiu corretamente e merece a minha solidariedade, já que agiu como homem. Não gosto do político Eduardo Paes, exatamente pelo mesmo motivo que você, a atuação dele durante o “mensalão”, quando pertencia ao PSDB e fustigava histericamente Lula(com direito a ofensas próximas das que recebeu agora, pelo jeito percebeu na pele o quanto ofender alguém é terrível). Além disso, jamais acreditei, e ainda hoje não acredito, na sinceridade de sua “conversão” posterior, onde virou aliado de Lula(com direito a pedido de desculpas por escrito, destinado a Lula e a D. Marisa), episódio a partir do qual sua carreira política deslanchou, conguindo; depois de deixar o PSDB e entrar no PMDB; o apoio de Lula que garantiu sua eleição para Prefeito do Rio, e posterior reeleição. Mesmo mostrando-se desde então um aliado fiel, com direito a “declarações de lealdade e agradecimento” feitas em público após as duas vitórias eleitorais para prefeito, principalmente a primeira, não confio nele. Contudo, nada disso me fará apoiar atitudes bestiais como essa, seja contra Paes ou contra qualquer um, ainda que inimigo de Lula e Dilma, e portanto além do apoio a Paes, devemos exigir que esse pilantra que o xingou seja punido, não somente proque xingou o prefeito de uma grande cidade(embora desacato à autoridade seja crime), mas porque desrespeitou um ser humano.

  • Concordo que qualquer pessoa poderia fazer o que ele fez.

    A questão é : Se fosse o contrario, se o músico tivesse agredido o prefeito o que teria acontecido ? Provavelmente estaria preso, porque o contrario não se faz ?

  • Paes é um bunda mole e so fez isso pq tinha a cobertura dos seus seguranças. muito me admira que um blog da ” cidadania” defenda o que esse mediocre prefeito fez. Se ele nao fosse autoridade e tivesse sido apenas uma briga entre dois desconhecidos iria falar algo do tipo: “a violência no Rio é muito grande, as pessoas se agridem até em recintos de paz, com um simples restaurante” ..Mas como o agressor é uma “otoridade”, o corporativismo fala mais alto. Se ainda o Brasil tivesse politicos exemplares, mas o xingamento do escritor ainda foi pouco, politicos nao estao acima da gente, sao muito bem pagos para fazer o servico deles bem e nao ofazem. Agora q aguentem as comsequencias!

  • Eu só vejo um desfecho para um caso desses no Nordeste, quem é da região sabe muito bem como o sangue ferve ligeiro, deve ser o calor: 1 – não ocorreria, porque ninguém é doido de desacatar um cidadão, seja ele o que for, junto a sua família; e, 2 – manchete do jornal no dia seguinte: Agressor de prefeito é assassinado! Não há outras hipóteses, simples assim!

  • Não, não entendo, Eduardo.
    Creio que os seguranças deveriam estar a postos e retirar o escritor(?), mas jamais o Paes poderia agredir alguém.
    Essa atitude não cabe em um Prefeito, mesmo sendo ele Prefeito do Lixo de Janeiro.

  • Edu, vou um pouco mais longe que vc.

    Não conheço pessoalmente Paes, nunca convivi com Paes e não faço a menor que tão de um dia ter essa oportunidade.

    Paes pra mim é quase nada, pois não moro no Rio e não vivo praticamente(presumo) nenhuma influência dele e suas atitudes.

    Agora, quanto a esse escritor(???) que atende pelo nome “Bernardo Botkay” e só foi possível escrever o nome dele graças ao copiar/colar do meu teclado, nunca ouvi falar em minha vida. A radiografia que faço deste fracassado(sem exagero!) é a mesma que faço dos abutres que esperam as sobras das feras: não passa de um parasita.

    Um parasita da situação, que teima em ver na imprensa golpista a única arma de “divulgação”, tendo sua imagem vinculada a de “…um pobrezinho que foi agredido pelo político ladrão”.

    Um artista(???) que envergonha a classe, que tenta substituir a falta de talento pelo oportunismo político nesta atitude de baixíssima hombridade.

    Um fortíssimo direitalha que anda louco pra vender seus serviços pra Revistas semanais, que pagam por textos delirantes de um Brasil falido e em crise.

    Neste momento, eu espero que a polícia investigue e puna devidamente essa figura que fez o desfavor de agredir uma autoridade.

    O dinheiro que ele ganhar com as aparições do “Casos de Família”, “Jô Soares” e “Altas Horas” ajudarão a pagar os advogados e indenizações.

  • Se alguém vier me xingar em público ou em particular, meto-lhe a mão na cara sem dúvida e simpatizo com a reação de Paes. De uns tempos para cá começaram a proliferar revoltadinhos cheios de direitos e sem nenhuma obrigação. Talvez não se lhes ensinou aquela lei da Física que diz que a toda ação corresponde uma reação gual e contrária.

  • Acho difícil justificar agressão física, exceto quando se está também sendo agredido fisicamente. Talvez fosse melhor pedir para os seguranças levarem o cara embora, ou simplesmente ir embora do restaurante.

    Mas, apesar de pensar isso, acredito que só estando na pele da pessoa para entender o que passa na cabeça nessa situação. Talvez eu fizesse o mesmo, ou até pior…rs

  • O prefeito Eduardo Paes é um ser humano, mas acima de tudo uma pessoa pública. Quanto ao episódio em que após ser ofendido verbalmente, o prefeito desferiu um soco em seu agressor, tenho que discordar do nosso querido Eduardo Guimarães. Creio que um erro não pode levar a outro, e ainda mais se tratando de uma pessoa pública. Imagina o que seria este mundo se todos procurassem resolver os conflitos na base do “olho por olho dente por dente”. Este mundo já está violento demais! Não podemos ficar dando razão a nenhuma das partes. O diálogo ainda é a melhor saída.

  • A melhor definição que eu ví foi essa: já que a oposição não consegue mais gente para ter raiva do PT, eles pensam que se ficarem com mais raiva a oposição aumenta.

    Na verdade o número deles só diminui, como prova mais uma pesquisa que mostra a popularidade da Dilma (e seu governo) subindo mais ainda.

    Desse jeito a minoria da oposição vai ficar com tanta raiva do PT, para compensar que estão minguando em números, que vão acabar explodindo.

    E o diabo que os carregue.

  • Eduardo,
    Não concordo com vc. Um Prefeito, em qq situação deve agir como a maior compostura, em qq situação; Não existe, essa, de a figura ter de reagir, à altura da ocasião; ainda, mais, se ofendido, verbalmente, em público. Não existe, isso, q vc colocou, Eduardo.
    Eu fico bem à vontade de afirmar, na forma q faço, por ser o tipo de pessoa com pavio, curto… E já ter, repetidamente, agido, insensata e erroneamente, da forma como o Prefeito o fez.
    Na verdade, o Prefeito não tinha o direito de agredir, como agrediu, seu ofensor. Nada lhe dá esse direito. E ele, na posição de autoridade, deveria ter se levantado, dado ordem de prisão ao sujeitinho e pedido q um de seus vários seguranças conduzisse o indivíduo, preso, à Delegacia de Polícia. É, assim, q se comporta uma autoridade, q presa a sua investidura. Ele, o Prefeito, não pode sair por ai, medindo forças com qq um louco q se apresente…
    Agora, veja, vc, Eduardo: O Paes não faz o meu jeito. Nunca fez. Houve momentos, por pouco, eu não juntei meia dúzia, pra dar uma surra o cara… Acontece, q já estava criando juízo e declinei dessa solução.
    Mas o cara, faz o gênero… Por isso, juntar uma turma, pra fazer frente…. É q ele andava com um bando de “homens fortes”…. risos
    Outra coisa., Apesar de ser um verdadeiro “piolho de rico”, o Pref Paes está se saindo mto bem, na prefeitura. A Cidade do Rio de Janeiro está se modificando e, ao q tudo indica, dentro de breve terá o destino q lhe pertence. Qual seja de ser a Cidade Maravilhosa, por completo. E pelas mãos do Eduardo Paes…. q está se mostrando um perfeito tocador de obras. Claro q o Gov Federal e Estadual estão dando o maior apoio/ uma dívida para com o Rio, desde os tempos do Juscelino, está sendo resgatada, finalmente.
    Em tempo: Eduardo, meu filho; a gente não pode sair, junto… Não vai dar certo.. Acho melhor.
    Abraqço, fraterno

  • Caro Edu,

    fico chocada com as reações dos comentaristas.
    Como a maioria faz apologia à agressão e violência como forma de revide e/ou defesa, não surpreende os níveis de violência no Brasil.
    Enquanto pensarmos e agirmos dessa forma, a violência só será alimentada e aumentada.
    A reação do prefeito pode até ser explicada, mas jamais justificada.
    Não há justificativa para a violência. Ele, como autoridade, deveria usufruir da prerrogativa a agir como tal. Acionando os mecanismos legais para coibir um ato de agressão/violência perpetrado contra ele.
    Só posso pensar que nossa sociedade está terrivelmente doente e insana.
    Além de chocada fiquei muito triste em verificar que alguns comentaristas que respeito (daqui e de outros blogs progressistas), apoiar uma atitude dessas.
    Fica até incoerente depois disso esses mesmos comentaristas reclamarem das agressões feitas pelo PIG e/ou da direita. Não podemos usar dois pesos e duas medidas.
    O Prefeito é uma autoridade e gostemos ou não termina sendo um modelo de autoridade para a comunidade. Se ele exerce sua autoridade desse jeito, o que esperar daqueles que o elegeram e vivem sob a sua liderança?

  • Aos incautos amigos que acham que a agressão ocorreu por conta de xingamentos estão enganados. O motivo é que o rapazinho disse coisas a ele que achava que fossem segredos guardados por ele e por um de amiguinhos do prefeito … é um grupinho de empresários. Ninguém me contou, eu vi!

  • Mereceria respeito se trabalhasse de verdade, ser prefeito não é sorrir para as câmeras e dizer que está tudo bem quando a cidade está em crise, quando morre mais gente no Rio de Janeiro que num país em guerra, quando mulheres são estupradas a luz do dia em lugares movimentados. Isso não é ser prefeito, socar o cidadão que fala a verdade não é atitude digna de respeito, e me espanta que alguém bem informado tenha uma opinião tão tosca como essa.

  • O prefeito deve ter seguranças para afastar agressores. Sua valentia com certeza foi seletiva. E se o xingador fosse um fortão, tipo Vitor Belfort? Teria a mesma atitude? Aposto que não.

  • Paes, poderia ter feito, e fez. Porém, deveria ter se lembrado que era prefeito de uma cidade que vai receber eventos internacionais em breve, Acho a análise do Bob Fernandes perfeita no que diz respeito a este caso: http://bit.ly/ZsUhWb

  • Não sou simpatizante do prefeito Eduardo Paes mas , na minha opinião, ele não está errado.
    Quem era esse Bernardo Botkay antes desse episódio ????? Pra mim, esse cara só quis aparecer.
    Um mau educado!!!

  • Um soco só, foi simbólico. Um recado para quem quer dizer tudo e ouvir nada. Eu encheria a cara dele de porrada. E não simpatizo nem um pouco com o Eduardo Paes. Não estou aqui a defendê-lo. Estou a ofender esse tipo de gente que usa a gressão verbal de forma injustificável e incontrolável.
    Trabalho com atendimento ao público e é comum sermos agredidos verbalmente por gente descontrolada. E não é a espera que faz a irritação descontrolada dessas pessoas. Elas já saem armadas de casa. Já sentam na fila tentando inflar os outros contra os atendentes.
    Aos 28 anos de trabalho como bancário, outro dia senti-me tentado pela primeira vez a tomar uma atitude parecida com a de Paes. Um sujeito (policial civil veterano mais velho do que eu pela aparência) interrompeu o atendimento que eu estava fazendo para tentar resolver o problema dele porque estava sem tempo. Diante da negativa de e da explicação de que só teria condições de atendê-lo consultando sistemas e portanto não poderia interromper o atendimento e que ele teria que aguardar a vez, o cara me chamou de babaca.
    Levantei imediatamente e com o dedo apontado bem no nariz do sujeito exigi respeito. O cara acovardou-se e negou que tivesse me chamado de babaca. Os meus colegas acorreram logo e a turma do deixa disso venceu.
    Depois, perguntado se daria um soco na cara dele se ele tivesse mantido a agressão verbal, respondi sem titubear que daria mesmo, nunca senti tanta vontade, minha mão coçava.
    Paciência tem limite e tem gente que não ouve nada a não ser o troco da agressão.

  • O ‘problema’ não é ideológico. O ‘problema’ não é partidário. O ‘problema’ é o ato. Independentemente quem deu vida ao fato, arque com as consequências. Explico. Eu, você, nós, vós, voz. Quem quer que seja, são merecedores de um mínimo de respeito. Voltando, eu, você, nós, voz em comentendo tal ato (agressão verbal, fisica e ou ambos) respondam por eles. O que está em jogo e ou evidência não são as pessoas envolvidas, mas tão-sómente, o que foi praticado, dito. Aqui prá nós, se os fatos aqui narrados realmente forem – e acredito que foram – como está posto, digo, sem medo de errar,

  • É mas quando o indivíduo que “agiu como qualquer um poderia agir” foi o ex-prefeito de São Paulo,
    Gilberto Kassab, não percebi essa complacência toda…. Ao contrário, o que houve foram várias
    manifestações de repúdio da blogosfera progressista demonizando o político paulista. Isso rememorando
    aquele episódio em que ele discutiu asperamente com uma pessoa dentro de um posto de saúde que
    inaugurava e culminou com o prefeito o chamando de “vagabundo”. Os dois eventos foram parecidos:
    o ex-prefeito também foi xingado e cobrado indevidamente e reagiu como qualquer pessoa normal, que
    não tem ‘sangue de barata’ agiria.

    Talvez porque o sujeito, na época, fosse oposição ao governo federal e um dos principais aliados do
    principal inimigo, na época, do projeto de poder petista, José Serra…. Percebo um certo ‘um peso e duas
    medidas’ na repercussão desses acontecimentos….

  • Quem desrespeitou primeiro foi o eduardo Paes, leiam o depoimento de sua namorada, Ana Maria Bonhour:
    “Parece que ainda existem alguns pontos a serem esclarecidos sobre o episódio entre eu e Botika e Eduardo Paes. Por ordem:

    1 – O desentendimento: Estávamos Botika e eu saindo do restaurante Yumê, no Horto, quando encontramos Eduardo Paes. Enquanto eu pegava minha bicicleta, Botika foi se despedir de Francisco Bosco, quando percebeu que quem estava sentado junto a ele era Eduardo Paes. Botika perguntou ao próprio se ele era Eduardo Paes, que respondeu ironicamente ser o César Maia. Botika chamou-o de “bosta” e se retirou, para ir ao meu encontro. Quando Botika disse ter encontrado nosso prefeito, eu disse que queria ir lá conversar com ele sobre as questões das remoções e do edital de cultura da prefeitura. Mais uma vez o prefeito disse ser César Maia e não Eduardo Paes. Ao me apresentar ao prefeito, ele perguntou qual era minha profissão. Eu respondi e outra vez ele foi irônico e desrespeitoso. Ainda calma, continuei tentando um diálogo mal sucedido com o prefeito, que permanecia arrogante. Percebendo isso, Botika pediu para irmos embora pois o prefeito era um babaca, um merda e tudo mais. Essa situação durou menos de 3 minutos. É necessário enfatizar dois pontos aqui. Primeiro: As minhas críticas e os xingamentos do Botika foram dirigidos unicamente ao prefeito. Segundo: Não houve, em nenhum instante, até então, uma postura exaltada de nossa parte. Logo após o Botika dizer que o prefeito era um bosta e me pedir pra ir embora, Francisco Bosco levantou-se para pedir a Botika que fosse embora. Eu ainda persistia em tentar um diálogo com o prefeito que, além de me ignorar, levantou-se subtamente para agredir fisicamente Botika. Nesse momento tudo ficou muito confuso, pois a atitude inusitada e violenta do prefeito suscitou uma série de ações simultâneas que envolvem seguranças, Chico Bosco, Botika e eu. Posso afirmar que: joguei minha bicicleta no chão e fui em direção a Eduardo Paes, em defesa de Botika. Fui impedida pelos seguranças, caí e machuquei meus joelhos. Um segurança afastou o Botika do local, agarrando-o pelo braço. Eu fui atrás e Chico Bosco também. Nesse momento, sim. Eu estava exaltada, gritando e irritada pelo fato de meu namorado ter tomado dois socos do prefeito. Carros retiraram Eduardo Paes do local. Francisco Bosco nos disse que apesar de violenta, o prefeito estava em um momento privado e que por isso era compreensível a atitude do mesmo. Sinceramente, isso foi a gota d’água, e deselegantemente iniciei uma discussão com Francisco Bosco.

    2 – Sobre a opção de retirara da queixa contra Eduardo Paes e seus seguranças: Quando dissemos que era necessário tirar o debate do âmbito criminal e leva-lo para o âmbito político, não foi mera retórica. Trata-se de uma intensa reflexão entre eu e Botika, mesmo estando nós no olho do furacão . Como pode ser visto nos detalhes do episódio descrito acima, o fato suscitado pela agressão do prefeito foi inusitado. Não saímos de casa com objetivos militantes, mas para um simples jantar de um casal. Porém, após o episódio, as atitudes devem sim ser pensadas. Não esperávamos agradar (nem desagradar) ninguém, muito menos sermos heróis. Tomamos uma atitude inusitada movidos por nossos afetos, e é a esses afetos, que resolvemos dar prosseguimento e profundidade. Ideologicamente não nos interessa criminalizar e castigar, dentro dos limites jurídicos, a agressão do prefeito. Isso significaria esvaziar a verdadeira questão do fato, que é política. Eu e Botika não saímos pela rua xingando as pessoas. Quem nos conheço sabe muito bem disso. O que aconteceu ali foi um grito de desespero engasgado de dois cidadãos que se sentem aniquilados por um modelo de gestão autoritário. O que sucedeu a isso foi um soco de um prefeito contra um cidadão. Não estamos falando de uma simples briga de boteco. Prosseguir com a queixa criminal teria como possíveis consequências: 1- O prefeito responderia seu ato de agressão física em foro especial, no Tribunal de Justiça, sem que pudéssemos ter um advogado nos apoiando na acusação, sem poder interferir no andamento do processo. Apenas o Procurador analisaria o fato e decidiria se o prefeito doaria cestas básicas ou não. 2- Botika seria processado por ameaça (devido aos posts no facebook e no twitter) e por desacato (pois somos o único país no mundo onde ofender qualquer membro do funcionalismo público constitui crime). 3- Relativizar a dimensão política do episódio para reproduzir o que se valoriza no Brasil: criminalizar e castigar (daí a decepção de nossa opção. Como assim, não prosseguir com a queixa?). Pois bem. Para nós o que é importante é discutir politicamente o que provoca um grito e porque se reage com um soco. A exposição a que se submeteu Eduardo Paes, enquanto prefeito, significa mais do que um julgamento interno e cestas básicas. Este jovem político repleto de ambições terá que lidar para o resto de sua carreira política com o fato de ter agredido publicamente um cidadão que o criticou. Eduardo Paes saiu de sua zona de conforto. Expôs seu carater autoritário, imaturo e egocêntrico. Nós, enquanto cidadãos, devemos questionar o prefeito eleito. É isto que esperamos de um governante? Se esta e a reação dele em um bar, imaginem as ações dele dentro do gabinete? Abrimos uma brecha política e de comunicação, mesmo sem termos calculado isso. Mas é isso que nos interessa e é isso que vamos manter. O crime cometido por Eduardo Paes e de sua gestão autoritária, agora em evidência, é o que colocamos em questão.

    3- Quero falar com Francisco Bosco: Para mim você é um dissimulado, em cima do muro e covarde. Essa é minha opinião pautada em toda a sua atitude desde o fatídico dia da porrada que o prefeito deu no Botika. Vamos lá. Primeiro: Não é calúnia afirmar que você defendeu o ato violento do prefeito. Se, depois do prefeito agredir violentamente meu namorado, você veio nos convencer de que por estar o prefeito em seu “momento privado” era compreensível a atitude dele. Isso para mim é defesa de um ato violento. Segundo: se esquivar do fato de que conhecia, faz tempo, o Botika, através de um jogo de palavras em que chama-o pelo sobrenome e com adjetivos distantes e levemente irônicos. Talvez seja pelo fato de Botika ter, sendo seco, porém educado, em mensagem particular, pedido para que não fossem mais amigos após sua atitude no restaurante. Aliás, cabe aqui ressaltar a educação e consideração do Botika, que nenhuma vez fez julgamento de valor em público sobre suas atitudes. Quem o fez fui eu. Mas sua metralhadora desesperada mirou contra Botika também. Vem aqui uma terceira atitude covarde: você distorceu os fatos ardilosamente, colocando-nos em uma posição que jamais nos propusemos: radicais, heróis e anarquistas. Nos classificar neste lugar facilita sua luta desesperada para se defender. Porque este desespero, Francisco Bosco? Porque te tiramos de sua zona de conforto, de trás da tela do seu computador em casa, escrevendo e distribuindo suas verdades? Pois, quem janta frequentemente com um prefeito autoritário, excludente e que vem fazendo o que faz com nossa cidade, deveria saber que estava exposto também. Eu não vou citar Focault nem Deleuse ou qualquer outro intelectual ou filósofo. Pois estou falando da rua, lugar em que você foi obrigado a estar nesta ocasião. E da rua o que vejo e um pobre autodenominado intelectual obrigado a se expor. Nesta situação desesperada, este pobre “intelectual” dispara pérolas que só comprovam sua fraqueza de personalidade. Um menino que enumera os mandamentos de um intelectual em um artigo absurdo (na tentativa desesperada de se defender, outra vez) e que confessa com toda a sua intelectualidade ter conseguido um quebra-molas em frente a sua casa após pedir ao prefeito. Este tipo de intelectual, para mim, pode ir pra prateleira. Para que tanto conhecimento? Por um quebra-molas? Vale ser amigo de um prefeito como este por um quebra molas?

    Enfim, agora você nos acusar de covardes por termos tirado a queixa demonstra, mais uma vez, ou seu desespero, ou sua personalidade. Considerar que levar a discussão para o âmbito político é faze-la acabar em pizza ou é covardia, é risível para um intelectual. Afinal, é um pensamento raso, pequeno burguês e de fácil digestão. Me considero corajosa de ter colocado mais uma vez a cara a tapa e defender questões políticas abertamente, ao invés de seguir o caminho fácil da acusação criminal (está sim terminaria em pizza, e ainda com Botika prejudicado, pois não estaria sendo julgado em fórum especial). Estou falando de política, Francisco Bosco, de brecha, de equilíbrio de foças, de desejos e de paixões. Não estou falando de um intelectual que com sua honestidade de posições políticas consegue um quebra molas ou que categoriza os adversários com conceitos mal definidos ou ainda que enumera passos do que é ser um intelectual para defender-se e uma acusação (pobres dos “intelectuais” que não passam pelo restaurante japonês com prefeito e seus adversários). Tudo, uma atitude desesperada de defender a sua frágil personalidade. Veja só, não acredito em heróis e respeito muito o anarquismo para ver ele sendo usado assim…. Não consigo dialogar com alguém tão superficial como você. Sua erudição não me serve de nada. Sobre ser obtuso e cheio de certeza, concordo, mas não somos nos que elencamos os mandamentos de um intelectual. Li sua coluna com preguiça e será sempre assim sempre que ver seu nome associada a ideias ou textos: preguiça e vergonha!

    Por fim, mais um ato de covardia. Francisco Bosco me bloqueou no facebook, o que me impossibilita responder suas criticas. Isso, sem que em nenhum momento eu tenha sido agressiva em sua página. Apenas utilizei o espaço para me posicionar quando meu nome foi citado. Mas a covardia faz com que o erudito bloqueie os rudimentares (sic). Não possuo uma coluna no jornal O Globo para utilizar a meu favor. Está aí, mais uma vez, um desequilíbrio de forças. Portanto, prezado Bosco, ou você abre a possibilidade democrática de diálogo e debate, permitindo-me responder as suas críticas diretas, ou peço a gentileza de não mais citar minha pessoa.

    Finalizando, fico pensando o que a retirada da zona de conforto de um político e de um intelectual articulista, pode provocar nas redes, na mídia e em todos nós. Reflito sobre a potência de um grito de desespero num instante (“instantaneidade do instante”, citando um intelectual transgressor e querido, chamado Ericson Pires). Penso se estamos nos lugares ao acaso. E estou certa que é melhor transgredir, abrir uma brecha e movimentar, do que distribuir sorrisos amarelos de conformação.”

  • Me senti inteiro ao ler as palavras da Ana Maria Bonjour. Ana, parabéns pela coragem, pela atitude, pela lucidez e por ter dado voz a tantos. Que bom que você existe! Botika não aprovei sua agressão verbal, embora devo reconhecer que serviu para desnudar o ex mascarado prefeito, que, definitivamente, não me representa. Usar seguranças para imobilizar um agressor verbal e socar a cara do sujeito é um ato covarde, doentio, perverso. O povo carioca, solidário por natureza, não pode ser representado por um homem-hiena cuja covardia FEDE!

  • O Eduardo Paes fez exatamente o que um homem público mediocre faria. Atitude lamentável para qualquer um, mais ainda para o prefeito da cidade. Lamentável também vir o Sr. achar normal a reação do prefeito, com a também mediocre justificativa de que o mesmo é ser humano e não tem sangue de barata, ou que reagiu a uma provocação prévia.

    Me posiciono para que não fique dúvidas: um homem público JAMAIS deverá responder a provocações grosseiras com gritos de vagabundo em posto de saúde (lamentável o comentário de alguns defendendo aquele asco que recem saiu da prefeitura), muito menos com agressões físicas. Jamais. Ele é o representante institucional maior de todos os munícipes.

    Os sentimentos pessoais não podem se misturar com os sentimentos do homem público. Não foi Eduardo Paes que agrediu o idiota que o insultou, foi o prefeito que agrediu um munícipe.

    Muito entristecedor este post Eduardo, vindo de alguém tão sóbrio como você. Te respeito profundamente e tenho certeza que um mundo com seus ideais é um mundo melhor. Por isso me permito discordar frontalmente deste seu texto. Grande abraço.

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