Reinaldo Azevedo na Folha é triunfo do carreirismo

Análise

As interpretações sobre a contratação do blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo pelo jornal Folha de São Paulo foram unânimes – até entre o antipetismo – e óbvias: o jornal trouxe para o seu time de colunistas um militante antipetista com vistas a combater com maior ímpeto e virulência a reeleição de Dilma Rousseff, ano que vem.

Ao pé do primeiro artigo do dito “pit bull” do “jornalismo” de direita no Brasil, a Folha como que oferece uma argumentação contra a tese de que teria “endireitado” com a presença de Azevedo em suas páginas. Enumera o time de colunistas do caderno Poder (política) em cada dia da semana. Ficou assim:

Segunda-feira: Ricardo Melo

Terça-feira: Janio de Freitas

Quarta-feira: Elio Gaspari

Quinta-feira: Janio de Freitas

Sexta-feira: Reinaldo Azevedo

Sábado: Demétrio Magnoli

Domingo: Janio de Freitas e Elio Gaspari

A Folha, obviamente, argumenta contra a tese de ter “endireitado” com o espaço maior (3 artigos na semana) dado a Janio de Freitas – que, apesar de ter em seu currículo fortes críticas ao PT, é acusado hoje pela direita de ser “petista” por ter divergido da forma como se deu o julgamento do mensalão.

O fato inescapável é o de que, à exceção de Azevedo, nenhum dos outros colunistas do caderno Poder da Folha pode ser considerado militante político, ainda que todos, à exceção de Janio, tendam para o antipetismo. Mas atuam no estilo uma no cravo e outra na ferradura. Mesmo Demétrio Magnoli, o segundo mais antipetista, mantém as aparências…

O que é significativo na contratação de Azevedo, portanto, é que, agora, a Folha tem um militante político em seu time de colunistas. Azevedo não faz jornalismo, faz política – o que é legítimo desde que seja bem explicado e assumido por quem faz e pelo veículo que lhe dá espaço, o que não foi feito.

A obviedade da razão da contratação de Azevedo, portanto, dispensa mais comentários. O que se quer aqui, então, é mostrar o péssimo exemplo que o novo colunista da Folha e ela mesma dão aos jovens jornalistas.

Para chegar ao ponto central deste texto temos que voltar a 2000, no estertor do governo Fernando Henrique Cardoso. Naquele momento, o ex-ministro das Comunicações (daquele governo) Luiz Carlos Mendonça de Barros funda a revista Primeira Leitura e contrata dois jornalistas para tocá-la: Rui Nogueira e Reinaldo Azevedo.

Primeira Leitura foi criada para vender teses neoliberais, para atacar o PT – que já se aproximava perigosamente de eleger o próximo presidente da República – e para combater, no PSDB, o grupo do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que era combatido por José Serra no âmbito da guerra entre “desenvolvimentistas” e conservadores (uma redundância) no governo tucano.

Em 2000, todos conheciam jornalistas como Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde, Dora Kramer, José Nêumanne Pinto, Elio Gaspari, Janio de Freitas e tantos outros, mas Azevedo era um ilustre desconhecido. Passou rapidamente pela Folha de São Paulo na década de 1990, onde teve atuação apagada – foi editor-adjunto de política.

Naquele ano, a revista Primeira Leitura e seu site chamaram atenção pelo nome de seu criador, o polêmico Mendonça de Barros, defenestrado do governo FHC no âmbito de um escândalo que, “no limite da irresponsabilidade”, deu visibilidade ao que ficaria conhecido como “A Privataria Tucana”.

Azevedo, então com 38 anos – e que hoje vem sendo tão festejado pela direita “nacional” –, tinha um perfil muito diferente do atual, quando se coloca quase como uma “divindade”, dizendo-se acima de seus críticos menos eminentes ou desconhecidos, conferindo a si mesmo a importância de uma “celebridade” ou coisa que o valha.

À época da Primeira Leitura, no limiar do novo século, porém, ele era um dos encarregados de mediar os comentários de leitores no site de Primeira Leitura – veja só, leitor…. E foi ali que nos “conhecemos” virtualmente.

Reconheçamos que Azevedo já era antipetista, à época. Era antipetista quando o PT era oposição e continuou sendo quando virou situação – mas deixou de ser governista quando o PSDB perdeu o poder, claro.

Em 2000, eu já era simpatizante do PT e fustigava o veículo chapa-branca em que Azevedo trabalhava através dos meus comentários de leitor. Por ser um veículo pequeno e inexpressivo, os dois editores da revista (Azevedo e Nogueira) mediavam os comentários e chegavam a responder aos comentaristas – que diferença do Azevedo de hoje, não?

Aliás, Azevedo chegava a enviar e-mails aos comentaristas. Por conta disso, eu e ele passamos a trocar mensagens, o que durou quase um ano – toda semana, mais de uma vez.

Este blogueiro, à época, já fazia um trabalho que hoje você confere na Blogosfera, mas que, à época, era feito via lista de e-mails. Eu tinha uma lista com centenas e centenas de endereços e, assim, incluí Azevedo, que, vira e mexe, comentava o que eu escrevia – e tenho tudo isso no HD de um computador velho e quebrado, que um dia irei resgatar.

Posso garantir que nunca, nos debates por e-mail que travei com Azevedo, senti-me perdedor. E, aliás, uma vez senti-me vencedor. Tanto que o próprio tratou de me oferecer espaço no site da Primeira Leitura para rebater o texto que eu e ele debatêramos por e-mail.

Eu, claro, não aceitei. Disse a Azevedo que não tinha interesse de me dirigir àquele leitorado reacionário e antipetista que, tal qual ocorre hoje em seu blog, infestava a caixa de comentários do site de Primeira Leitura. Mas considerei a oferta do então humanizado Azevedo – que trocava ideias com qualquer um – uma vitória moral naquele debate.

Azevedo não era ninguém. Era, isso sim, um ilustre desconhecido. Mas isso iria mudar.

Mesmo com ajuda do PSDB, a revista Primeira Leitura não vingou. Morreria em 2006 apesar de o governo tucano de São Paulo, então comandado por Geraldo Alckmin – que, naquele ano, disputaria a Presidência com Lula –, ter inundado o veículo com dinheiro público, como mostrou o Escândalo Nossa Caixa.

Em 2004, Azevedo e Nogueira “comprariam” a revista de Mendonça de Barros em “suaves prestações”. Tudo ia bem até que, em 2005, ventilou-se que o governo tucano de São Paulo enchia aquela revista, entre outros veículos, de dinheiro público. Logo em seguida, estourou o escândalo Nossa Caixa. Dali em diante, a fonte secou e, um ano depois, Primeira Leitura foi pro brejo.

Apesar de até 2005 ou 2006 Azevedo ter sido um jornalista apagado, nunca deixei de reconhecer sua capacidade retórica. Além de dominar muito bem o idioma, ele conhece todas as táticas dos grandes teóricos do debate e, assim, é capaz de manipular ideias separando frases, buscando pontos fracos em argumentações que distorce em favor de seus objetivos.

A “capacidade” de Azevedo foi logo vista pelo PSDB, via Mendonça de Barros. Assim, foi recomendado à Veja, que o tirou do ostracismo dando-lhe uma coluna na revista e um blog no seu portal na internet. A partir dali, devido ao imenso espaço que sua opção política lhe garantiu, tornou-se amplamente popular entre o que há de mais atrasado na sociedade.

Reinaldo Azevedo se tornaria, pois, o “herói” das viúvas da ditadura, dos homofóbicos, dos preconceituosos de todo tipo, enfim, de uma elite que não suporta a ascensão social e a redução da desigualdade, da pobreza e da miséria que se produziu no Brasil ao longo da última década.

O substantivo masculino carreirismo, para quem não sabe, deriva do adjetivo de dois gêneros carreirista. Segundo o Houaiss, o carreirista é “Aquele que, para vencer na vida com rapidez, usa de métodos moralmente condenáveis”. Com efeito, apresentar-se como “jornalista” em vez de militante político, como faz Azevedo, é moralmente condenável.

O novo colunista da Folha chegou aos 40 anos sem se projetar na profissão que escolhera. Então, resolveu se tornar um pistoleiro político e se deu bem.

A ascensão de Azevedo, que agora tem espaço no dito “maior jornal do país”, porém, é péssimo exemplo para jovens jornalistas. Coroa método de subir na profissão que afronta sua natureza. Em vez de assumir sua militância política, como faço, os Azevedos do jornalismo tentam enganar o público dizendo-se “isentos”.

Mesmo que não enganem a ninguém.

107 comments

  • Prezado Eduardo:
    O velho Leonel Brizola disse certa vez que “David Nasser não se vende, ele se aluga ”
    Parece que esse senhor que é o elemento central do texto de hoje, está seguindo os passos de David Nasser, da antiga revista O CRUZEIRO.

    “O substantivo masculino carreirismo, para quem não sabe, deriva do adjetivo de dois gêneros carreirista. Segundo o Houaiss, o carreirista é “Aquele que, para vencer na vida com rapidez, usa de métodos moralmente condenáveis”. Com efeito, apresentar-se como “jornalista” em vez de militante político, como faz Azevedo, é moralmente condenável.

    O novo colunista da Folha chegou aos 40 anos sem se projetar na profissão que escolhera. Então, resolveu se tornar um pistoleiro político e se deu bem.”
    A vida ensina que para muitas pessoas subirem na vida é preciso puxar o saco de alguem. afinal de contas para essas pessoas ” o saco é o corrimão do sucesso “.

      • Esse cara não aumenta assinaturas, e afasta quem ainda era assinante, pois sua pena alugada só prega a raiva. É por isso que os ex- grandes jornais não me representam!

        • Rio de Janeiro, 16 de junho de 2012

          O MEU JORNAL, O VERDADEIRO ( Cláudio José )

          O meu jornal não tem partido
          O meu jornal não comete injustiças
          O meu jornal não fabrica notícias
          O meu jornal é imparcial e atual
          O meu jornal não é tribunal
          O meu jornal não faz acordos
          O meu jornal tem um só dono, o leitor
          O meu jornal tem uma bandeira, a verdade
          O meu jornal tem parceiros, o jornaleiro e o povo brasileiro
          O meu jornal tem uma missão, informar buscando sempre, o bem do nosso povo e nação
          O meu jornal tem objetivos, conquistar e surpreender o leitor diariamente e positivamente
          O meu jornal é um sonho, de um cara do bem, de uma andorinha solidária, solitária
          Mas com muita esperança de dias melhores, para todos.

          Observação; esse poema também serve para quem trabalha, com o jornalismo em outros meios de comunicação.
          .

          • Não existe nem nunca vai existir.

            No livro “A Ilha” de Fernando de Moraes, que li a mais de 30 anos, o escritor pergunta ao chefe do único jornal cubano:
            “- A imprensa aqui é livre?”
            “- A imprensa sempre está a serviço de algo ou alguém, aqui ela está a serviço da revolução”. ”

            Escrevo de memória, portanto se quiser mais exatidão é só ler o livro.

            Concluo: para que a imprensa seja livre é preciso decidir, livre do que ou de quem? Se é livre de um pode estar preso a outro. Na melhor das hipótese estará sempre a serviço dos ideais de seu dono.

  • Poxa vida, meu caro Edu, hoje eu estava esperando um texto seu sobre a Cora Rónai – até porque o rola-bosta dos Civita já deu no que tinha que dar.

    • Por que não juízo de valor? pois nem todo juízo de valor pode ser considerado negativo, sua suposta argumentação é crítica-lo por ele ter dado um juízo de valor de um colunista que defende a pobreza, a desigualdade e a homofobia e alem disso defende a ditadura apenas para poder subir na sua carreira?
      O Eduardo Guimarães tem alto valor, pois ele é uma pessoa que assume as suas posições, não precisa puxar saco de ninguém, muito pelo contrário e ainda não precisa se utilizar de fakes, trolls ou outra forma de se esconder e ainda querer se mostrar ISENTO; enquanto isso seu adorável Reinaldo Azevedo além de não assumi nada se acha um grande colunista, ou seria colonista??

    • Quem tem algum valor não pode perder facilmente o juizo. Esse “jornalista” não tem valor algum e não perdeu o juizo. Vai continuar sendo o que sempre foi recebendo uns extras. Esse é o juizo dele.

  • Frei Leonardo Boff já o havia classificado (sintetizado) com maestria. Hoje você faz “por extenso”, o que já estava caracterizado na figura ilustre do besouro das invernadas.

  • Os leitores da Folha, me parece, ainda não decaíram ao nível dos leitores da Veja. A Folha, até agora, guardava um quê de “democrática”, ainda que isso seja uma ilusão, já que se trata de um jornal que emprestou suas caminhonetes à ditadura para o transporte de presos políticos a caminho da tortura (e da morte, para alguns).

    Com a chegada de RA e do geógrafo, antropólogo, politicólogo, estrategista, historiador (etc) Demétrio Magnoli, a conclusão é que a Folha está se armando para a guerra contra o PT em 2014.

  • Hoje li em um blog honesto a reprodução do artigo do Demétrio Magnoli no folha. Parece o samba do criolo doido. Transpira ódio irracional (desculpe a redundância). Produto de uma mente confusa que tem muita coisa para dizer e o espaço é curto, então ele alinhava tudo o que pode sem organicidade. Se for assim, a folha mais a imprensa velha continuam pondo em risco a democracia e o direito à informação correta apenas nas manchetes expostas nas bancas de revistas, em letras garrafais e com sensacionalismo, que é aquilo que a maioria das pessoas leem ao baterem o olho “en passant”. Para os que compram o jornal, trata-se da síndrome da conversão dos convertidos. Enquanto a imprensa de papel continuar vai ser assim, só que aumentar o ódio anti-Brasil, anti-povo, anti-goverrno, anti-PT não multiplica os votos na oposição e os fatos estão sempre mostrando isso.

  • Acho que o Otavinho Frias está dando um tiro no pé ou, no caso, no seu jornal. Azevedo tem os leitores dele, mas não creio que vão assinar a Folha ou comprá-la para ler sua coluna uma vez por semana. E é capaz de perder assinantes e leitores, pois ser conservador não é a mesma coisa que ser reacionário. Mas claro que o espaço dado a Azevedo e Magnoli mostram para onde vai a grande imprensa. Vai ser uma batalha dura.

  • Edu, sinceramente, não vai fazer diferença alguma. Quem lê a folha, em sua maioria, é a turma contra o PT, Lula, Dilma. O que está acontecendo é que o desespero bateu na turma da oposição. Estão derrotados e não há a mínima possibilidade, nos próximos 20 anos, de alterar a estrutura do governo federal ser petista, além de 2014, com tendência fortíssima, de governos estaduais dos principais estados brasileiros, serem conduzidos por petistas, inclusive São Paulo, Paraná, Rio e Minas. Francamente, se houver alguma alteração, será para menos.

    • Se já estamos quebrados ética e moralmente, imaginem mais 20 anos … Como pode pessoas supostamente esclarecidas defenderem uma presidente que mistura cachorros ocultos com crianças em seus discursos??? A dilma é paranóica e vocês a querem novamente ??? Isto se chama irresponsabilidade.

  • O RA dispensa comentários, há muito me recuso a ler ou perder meu tempo c/ este reaça travestido de jornalista. Qto ao Demétrio Magnolli, me recordo dos meus tempos de aluno de Geografia em meados dos anos 90, qdo em um congresso nacional da AGB(Associação dos Geógrafos Brasileiros) este senhor fazia parte de uma mesa de discussão e vários colegas de geografia, professores e membros da AGB já o viam com ressalvas, o tempo só confirmou que aquela turma não estava enganada. Penso que a grande maioria dos geógrafos se sentem envergonhada qdo este ser se apresenta como tal. Para mim ele é um mercador de opinião e a desenvolve de acordo com quem lhe pagar mais ou lhe der espaço. É assim por exemplo com as tv´s Bandeirantes e Globo, sempre que há uma discussão envolvendo temas polêmicos em pauta ele é contratado para expôr suas idiotices, foi assim em temas envolvendo a política de cotas, bolsa família, mensalão , dentre outros.

  • Continuo sendo contrário à política do blog de ficar repercutindo manchetes do PiG e dar destaque a indivíduos de 5ª categoria cuja existência deveria ser ignorada. Ficar destacando entidades e pessoas desonestas, do ponto de vista intelectual e informativo, é seguir o refrão dos picaretas: “falem bem ou mal mas falem de mim”. Que é o que o blog tem feito e eu discordo.

  • Com Reinaldo Azevedo ou sem Reinaldo Azevedo eu nunca li a Folha de São Paulo e nem lerei. O mesmo com relação ao Estadão e à Veja.
    Aqui no Rio de Janeiro parei de ler O Globo e de assistir à TV Globo há três anos, nas últimas eleições para presidente.
    Portanto, da minha parte, eu não estou nem aí.

  • Vc pode perfeitamente discordar dos ideais do Reinaldo Azevedo, mas daí a dizer que ele é preconceituoso, homofóbico, racista, um crápula, daí é uma grande distância. Ele é extremamente ácido, é verdade, mas nunca li ele instigando arruaças, gostando e incentivando algum tipo de crime. Vc é que faz isso ao dizer isso dele, mas ceio que ele nem se importe. No mais, é curioso vc dizer que ele virou um pistoleiro político, quando se tem um grande amigo como Paulo Henrique Amorim, esse sim um oportunista, sempre a favor do governo de ocasião, que batia até não poder mais no Lula quando ele era oposição, e que sai brigado de TODOS os lugares onde trabalha. Esse seu post me parece mostrar mais um sentimento de inveja seu em relação a ele, pois perto dele, vc é que é um nada.

  • Sorte a minha de não conhecer o pistoleiro político e colonista, ex-famiglia Civita e atualmente famiglia Frias, pois não leio o lixo produzido pela revista da famiglia Civita.

    Continuarei com sorte de não ler o pistoleiro político e colonista, pois não sou leitor da famiglia Marinho.

    Assim, ouço e leio sobre a figura sinistra e má intencionada através de comentários feitos pelo Eduardo Guimarães e outras pessoas sérias e honestas. Não vou enunciar o nome da figura sinistra e pistoleiro político ex-famiglia Civita e atualmente famiglia Frias para não dar importância à insignificância desse sujeito.

    Parabenizo o sempre honesto, lutador e nacionalista Eduardo Guimarães por sua lucidez e valentia.

  • Edu,me desculpe,mas não tive a menor paçiencia para ler seu texto,é muito espaço sdedicado a um monte de lixo,folha e reinaldo azevedo,eles não acrescentam nada a nada, a oposição,nada a reeleição de Dilma,e apenas asco de minha parte.

  • Edu e amigos, boa tarde.

    Bem, eu já não dou dinheiro à folha há muitos e muitos anos. As vezes tapo o nariz e leio alguma coisa. Segundo minhas contagens, com exceção de José Simão, que é estupendo (é o único sério dali!!!) e mais uma ou outra matéria, de um ou outro jornalista de peso (as vezes o Clóvis Rossi, as vezes o Jânio e raríssimas vezes o Dimenstein – este nem sei mais se trabalha ali), o resto é o mais puro lixo. São jornalistas 50 tons de marrom. Logo, Azevedo irá vomitar suas bobagens, suas paranoias, suas boçalidades, seus rancores e ses ódios no espaço certo, ou seja, numa pocilga, que é a denominação atual da folha. Nesta pocilga o homem de Cro-Magnoli é outra piada. Lógico que ele em alguma base, é inteligente, articulado etc., porém representa o atraso do atraso da elite radical que tantos males causou e causa ao Brasil… Por fim, isso não me surpreende e eu não dou dinheiro para eles!

  • Que se pode esperar de um jornal que participou fisicamente de sequestros, torturas e assassinatos? Faz-se mister lembrar que a FOLHA emprestava carros para que ilegais pudessem sequestrar, torturar e matar resistentes à ditadura militar nos anos 70. Peço desculpas pela aparente digressão que faço em seguida, mas é que há muitas formas de se apoiar ditaduras e crimes de lesa-humanidade. Infelizmente, o ódio e a inveja estão inspirando outros inimigos do atual processo trabalhista brasileiro. Entre estes, o novo rosto da extrema-direita histórica brasileira: Marina Silva. Esta senhora tornou-se uma Reinaldo Azevedo de chale. Pois bem.

    Há certamente várias formas de ser cúmplices de ditaduras. De todas as formas de ditaduras. Na Venezuela, entre 1958 e 1998, mais de 10 000 (dez mil) pessoas foram torturadas e assassinadas pelos governos aparentemente democráticos do regime dito de Punto Fijo. Um longo acúmulo de forças nos movimentos populares permitiu a eleição de Hugo Rafael Chávez Frías à presidência daquele país. E foi graças a este Hugo Chávez que o Estado venezuelano renunciou a torturar e assassinar cidadãs e cidadãos. Foi também ele que acabou com a censura implacável à imprensa, com os bombardeios de aldeias indígenas e campesinas e outros horrores. Pode-se fazer muitas críticas a este senhor, ao seu governo, aos seus correligionários, como de resto podemos criticar qualquer governo ou associação de seres humanos. Mas não se pode em hipótese alguma, sob pena de estar cometendo uma aberração, uma barbárie, dizer que o “chavismo”, “bolivarismo” ou como queiramos chamar esse processo, tem sido inimigo das liberdades e da democracia. O bloqueio cerrado de nossa mídia conseguiu enfiar na cabeça de muita gente de bem que aquele país vive sob autoritarismo. É compreensível que cidadãos comuns sem acesso à informação tenham caído na acusação falaciosa de autoritarismo feito a uma democracia avançada como a Venezuela. O que é absolutamente inadmissível, intolerável e absurdo é que a ex-militante do Partico Comunista Revolucionário Marina Silva ignore ou finja ignorar essas verdades insofismáveis. Esta senhora atacou a democracia venezuela durante sua campanha presidencial para conquistar votos de incautos e continua a fazer a mesma pregação odiosa. Isso é ser cúmplice de barbáries, de horrores que enrubesceriam muitos de nossos direitistas ferrenhos. Considero lamentável que continuemos a tolerar a cumplicidade desta senhora com os verdadeiros violadores de direitos humanos que enlutam a cada dia nossa afroindoamérica latina. Considero absurdo que pessoas de bem que a apoiaram ou que continuam a apoiá-la, mesmo com as melhores das intenções, não se manifestem em relação ao estupro da verdade recorrente cometido por esta senhora. Marina Silva não apenas repete mentiras absurdas sobre a Venezuela, mas ela se faz cúmplice de torturadores e assassinos que superam e muito seus colegas brasileiros. Alguém de peso, não eu que sou um pé rapado desconhecido, tem de cobrar isso dela e das pessoas generosas e bem intencionadas que a apoiam.

  • “Reinaldo Azevedo se tornaria, pois, o “herói” das viúvas da ditadura, dos homofóbicos, dos preconceituosos de todo tipo, enfim, de uma elite que não suporta a ascensão social e a redução da desigualdade, da pobreza e da miséria que se produziu no Brasil ao longo da última década.”

    Leio, assim como o blog Cidadania, Reinaldo Azevedo desde que seu blog apareceu e lhe asseguro que jamais li uma linha que denotasse homofobia, preconceito, ou desprezo a pobres. Se o blogueiro provar qualquer uma destas acusações, tiro o blog de Veja da minha lista de favoritos.

    Lembro ao blogueiro que Luiz Carlos Mendonça de Barros foi vitima da esquerda que o enredou numa série de acusações de favorecimento durante a privatização do Sistema Telebras. O ex-ministro foi absolvido por absoluta falta de provas.

  • Caro Eduardo, eu sou esquerdista por consciência e não por opção política. O que quero dizer com isso? Comecei a estudar ciência política e filosofia para entender melhor o jogo político e as ações de suas peças dentro dele que são os políticos, jornalistas, o povo e todos os seus elementos quer sejam engajados ou não. Como consegui isso? Estudando e comparando, inclusive observando gestos, frases e emoções daqueles que estão dentro do processo político, bem como daqueles que se interessam pela arte de saber enganar. Com raríssimas exceções, há aqueles que vez ou outra conseguem ter alguma sinceridade. O que me deu segurança para isso foi um livro do Arthur Schopenhauer “Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão”. Adivinhe de quem é a introdução, notas e comentários da edição brasileira? O filósofo direitista Olavo de Carvalho. Fui estudá-lo para ver se realmente Maquiavel tinha razão. Há mais ou menos uns dois anos comecei a ler os blogs de esquerda e vira e mexe vocês falam dos Senhores Azevedo, Constantino, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes e outros expoentes do chamado jornalismo político, e – para não fazer crítica sem conhecer o que pensa os criticados – fui atrás para saber como escreviam esses Senhores. Acredite. Não é exagero. Eles escrevem para antas, leitores de autoajuda, gente com pouco ou quase nenhum conhecimento sério sobre política. Gente que não sustenta um debate sério e argumentativo. Li um artigo do senhor Reinaldo sobre os Embargos infringentes. Pura retórica, tergiversação límpida. Disse isso a ele num comentário que fiz, inclusive o parabenizei pela capacidade de tergiversar com tanta propriedade com o intuito de embromar cabecinhas desavisadas, ou simplesmente seguidores afinados. Contudo, de todos os senhores citados, ninguém, pelo menos para mim , me pareceu mais cínico e pretenso intelectual de valor mais que o Senhor Fiúza. O artigo era também sobre os Embargos Infringentes. Acredite, ele conseguiu inserir no texto uma ANTALOGIA. Para justificar a não-aceitação dos Embargos mostrando como os Ministros eram partidários, usou o termo “lobby” (nada demais até aqui), dizendo que era uma palavra do português anglo-saxão. De onde ele tirou isso? Não sabe ele que o português é uma língua neolatina? Eu sugeri que ele fosse ler o sociolinguista Marcos Bagno (que para nossa felicidade é de esquerda). Essa explicação errada foi absolutamente irrelevante dentro do texto. Pura necessidade de se exibir. Os leitores dele devem ter achado o máximo. Devem ter aplaudido tanto saber.
    Caro Eduardo, como cada um de nós faz uso do saber do modo como lhe aprouver ou de acordo com o direcionamento do caráter e do interesse, penso que alguns desses Senhores conhecem, pelo menos um pouco, da arte de enganar sem precisar ter razão. Principalmente o Senhor Azevedo.

  • Carrerismo é um subproduto dos demotucanos….qual é a novidade?Quanto mais puxa, sacolinhas,mais aberturas encontram…Pig é um partido e fim!

  • Eu fico realmente pasmo de ver esses debates. Considero importante e até vital, essa preocupação de bloquear , de alguma forma, essa nojeira chamada mau-jornalismo, essa preocupação de querer o melhor para todos os brasileiros (o que se chamaria de democracia). O que certos senhores fazem, tipo RA e seus seguidores ou cúmplices, tem q ser chamado pelo correto nome, o que esses senhores praticam é CRIME, banditismo. Vc discutir em alto nível e usando a racionalidade com criminosos, é elevá-los ao nível de pessoas comuns, que não são. Eles são criminosos.. Como criminosos são esses donos da imprensa, que praticam todos os dias todo tipo de afronta contra as leis e os seres humanos – seus leitores. Por favor expliquem-me a diferença entre liberdade de expressão e crime contra as pessoas. Isso já passou da hora de ser esclarecido. Obrigado

      • Concordo, Edu. Parece perda de tempo falar do Reinaldo, mas na verdade é um grande alerta para a verdadeira guerra que se aproxima com as eleições. As armas da direita, como sempre, serão venenosas e traiçoeiras. A força da imprensa tradicional, ainda é imensa. Sem regulamentação, entregue apenas ao bom senso dos jornalistas e dos juristas, é uma arma perigosa . Com certas figuras uma verdadeira carnificina.

  • Sr. Eduardo Guimarães , como pode uma pessoa supostamente esclarecida, jornalista, ser militante apoiando pessoas sem o mínimo intelecto (lula) e com o máximo de esquizofrenia política (dilma) ??? Não precisa apoiar o PSDB ou coisa que o valha, mas apoiar o PT que se revelou de uma pobreza técnica e moral sem precedentes???

      • A maioria q elegeu Lula e Dilma (em segundo turno) está muito, muito distante de ser esmagadora!

        E assim como vc disse a respeito do comentarista, posso dizer a seu respeito:

        Sua opinião é apenas isso… A SUA opinião!

        • Eu jamais disse que minha opinião era mais do que a minha opinião. Agora, quem vem aqui no MEU blog tentar impor a SUA opinião, precisa saber disso, não eu.

  • Caro Eduardo e demais
    Até li, RA, em outras eras, tentei comentar, mas todos foram censurados, apenas por que discordei, sem ofender, sem palavrões.
    A democracia dele é ele e mais ninguém, seus seguidores são suas cópias.E venenosos.Falo, por ter conhecido alguns.
    Saudações

  • Mais lenha na fogueira: a ombudsman da Folha chamou Reinaldo de “rotweiller” e ele respondeu em seu blog comparando-a aos nazistas e à Al Qaeda.

    O mais importante é que Suzana Singer constatou que as manifestações dos leitores foram majoritariamente negativas. Tecla SAP: Suzana acha que a Folha perderá ainda mais leitores.

    Agora a questão para a Folha é: a prioridade é manter os clientes (leitores) ou fazer guerra aberta contra o governo?

    http://www.brasil247.com/+h71hh

  • O resultado prático desse endireitamento da Folha é que o número de leitores encolherá. Ficará restrito àqueles leitores que têm ódio ao PT e, mesmo assim, nem todos assinarão ou comprarão o jornal.

    Os veículos em papel – sejam de que tendência forem – estão em extinção. Jornais e revistas estão sendo engolidos pela internet. Segundo um executivo de empresa gráfica, conhecida revista masculina que publicava 1 milhão de exemplares hoje publica 100 mil, ou seja, queda de 90%.

    A Folha parece ter optado pelo “perdido por perdido, caio atirando”.

    • com essa contratação a Folha está atirando nos próprios pés. Como já disse em outros comentários essa será a eleição mais nojenta de todos os tempos . Toda essa movimentação serve a um único propósito, o golpe.

  • Ainda bem que você usa “capacidade” entre aspas , pois a única capacidade que vejo no Estranho é a de ser UM PERNÓSTICO INSUPORTÁVEL DA PIOR ESPÉCIE, QUE DEFENDE SUAS “OPINIÕES” UNICAMENTE CENTRANDO-SE EM REDUCIONISMOS, MENTIRAS, PRECONCEITOS, AGRESSIVIDADE E SIMPLIFICAÇÕES. Conheço o Estranho também de longa data, desde que ele escrevia na Primeira Leitura(“criada” por Luiz Carlos Mendonça de Barros, um vigarista que enriqueceu graças ao uso de informações privilegiadas que tinha por ser da equipe econômica do desgoverno FHC na época da maxidesvalorização do real. Quem quiser conhecer o “caráter” de Mendonça de Barros, leia o excelente livro “Cabeças de Planilha”, de Luiz Nassif). Nessa época o conheci através de suas “aparições” no Roda Viva(na época a Cultura já estava completamente aparelhada pelo PSDB, tornara-se o que é hoje, um TV Política do PSDB), e o Estranho aparecia no programa sempre agredindo(as “perguntas” de Azevedo eram ataques cheios de ódio)entrevistados ligados ao PT e/ou a qualquer ideia ou representação das forças populares ao mesmo tempo em que ficava de quatro quando o entrevistado representava a direita neo-liberal. Imediatamente tomei uma profunda antipatia por aquele sujeito, que conseguia transformar o “jornalismo” que se pratica no Brasil(obviamente entre os veículos da mídia conservadora, nos quais a Cultura foi incluída pelo PSDB)em algo ainda mais sórdido do que o que já estávamos acostumados, “transformação” na qual era acompanhado por outro notório fascista, Demétrio Magnoli, o qual aqui faço a ressalva de não ter merecido de você a devida atenção, já que é um nazista da mesma laia de Azevedo, sendo a diferença entre ambos a de que o Estranho é mais “pegajoso”, o que talvez seja a razão de ele ser mais percebido como representante do que existe de mais atrasado no Brasil E SER O “MUSO” DOS REACIONÁRIOS, RACISTAS, TORTURADORES, OPRESSORES E HOMOFÓBICOS(FALA SÉRIO!). CONTUDO, SURPREENDE-ME SEU ESPANTO, TALVEZ JUSTIFICADO PELO “DESTAQUE” QUE O JEITO LAMBUZADO DO ESTRANHO CRIA, DIANTE DA “CONTRATAÇÃO” DE AZEVEDO(TAMBÉM SURPREENDE-ME QUE PARECE TER SIDO ESSE O MOTIVO DE CYNARA MENEZES, UMA JORNALISTA SÉRIA, PROPRIETÁRIA DO EXCELENTE BLOG “SOCIALISTA MORENA”, SÓ AGORA TER CANCELADO SUA ASSINATURA DA FOLHA). AFINAL, COM OU SEM O “MUSO” DOS HOMOFÓBICOS MÍOPES, A FOLHA DE SÃO PAULO PRATICA SIM, E SEMPRE O FEZ, MILITÂNCIA POLÍTICA EXTREMA. O JORNAL MENTE, DISTORCE, DETURPA, CENSURA, DETURPA HÁ MUITOS ANOS, DESDE QUANDO APOIOU A DITADURA MILITAR(E AINDA SE CHAMAVA FOLHA DA TARDE), OU ANTES DISSO, PASSANDO PELOS SEUS GOLPES MAIS RECENTES, COMO O DE CHAMAR O MAIOR PRESIDENTE DA HISTÓRIA DESTE PAÍS DE ESTUPRADOR(SEM NENHUMA PROVA DE TAMANHO ABSURDO!)OU DE PUBLICAR UMA FICHA FALSA CONTRA A ENTÃO CANDIDATA DILMA ROUSSELF. ESSES SIM FATOS QUE DEVERIAM DEIXAR ALGUNS “SENSÍVEIS” DA ESQUERDA INDIGNADOS! E QUE ESTÃO LEVANDO O JORNAL À FALÊNCIA E AO DESESPERO, COMPROVADOS PELO QUE CONTAREI AGORA. MORO EM RECIFE, E AQUI JÁ TEMOS TRÊS JORNAIS DE EXTREMA-DIREITA(JORNAL DO COMMERCIO, DIÁRIO DE PERNAMBUCO E FOLHA DE PERNAMBUCO). POIS BEM, QUAL NÃO É MINHA SURPRESA QUANDO ONTEM RECEBO UM TELEFONEMA DA FOLHA DE SÃO PAULO, SUGERINDO-ME UMA ASSINATURA DO JORNAL, NO TIPO “PROMOÇÃO DO DESESPERO”, UM MÊS DE ASSINATURA DA REVISTA “PAIS E FILHOS” GRATUITAMENTE, JUNTAMENTE COM UM MÊS DO JORNAL A R$4,00, PARA APÓS O FIM DESSE PERÍODO DE “PROVA” DECIDIR PELA CONTRATAÇÃO OU NÃO DA ASSINATURA. RECUSEI-ME VEEMENTEMENTE, INFORMANDO À ATENDENTE TUDO O QUE PENSAVA DO JORNAL. ORA, O FATO DE TENTAR VENDER ASSINATURA NUMA OUTRA REGIÃO, EXPLICITA O GRAU DE INSOLVÊNCIA FINANCEIRA DA FOLHA(NÃO ME VENHAM FALAR EM TENTAR “TRAZER” O DISCURSO CONSERVADOR, ISSO OS TRÊS JORNAIS DAQUI JÁ O FAZEM, JUNTAMENTE COM A INTERNET E A GLOBO)E MOSTRA UM JORNAL À BEIRA DA FALÊNCIA, COMO O RESTO DA IMPRENSA ESCRITA, QUE DEVERIA LEVAR O ESTRANHO, NOVO EMPREGADINHO, A SE PREOCUPAR MENOS EM DERRUBAR O GOVERNO DILMA E MAIS EM SE RECEBERÁ SALÁRIO E PODERÁ PAGAR AS CONTAS NO FIM DO MÊS. No mais, o Estranho é insignificante e digno de riso e repugnância.

  • Caro Eduardo,
    Há redução da pobreza, da desigualdade e da miséria desde o governo FHC, e não apenas na ultima década. Para vc defender o PT, não precisa reescrever a história.

  • A Suzana Singer, ombudsman da Folha, chamou o RA de rottweiler:

    “Na semana em que o assunto foram os simpáticos beagles, a Folha anunciou a contratação de um rottweiler. O feroz Reinaldo Azevedo estreou disparando contra os que protestam nas ruas, contra PT/PSDB/PSOL, o Facebook, o ministro Luiz Fux e sobrou ainda para os defensores dos animais.”

    Ué, então a própria Folha não e´ tão “Reinaldista” assim. Parece que tem “petistas” também la que odeiam o “homi”. Não?

  • Sou leitor assíduo e comentarista eventual no blog Reinaldo Azevedo há mais de três anos. Assim como ele, eu também busco um partido conservador, não caricata, que nos represente e de quebra represente a maioria da população brasileira que, já comprovado por pesquisa recente, não compartilha da sua ideologia. Na falta, espero que não por muito tempo, deste, vou de PSDB mesmo… Fazer o que!? Também nunca tinha ouvido falar deste blog aqui e discordo de suas colocações sobre o profissional Reinaldo Azevedo, seu blog e sobre maioria dos comentarista de lá. Não sou ele, mas tenho certeza que caso queira, e deveria!, debater com ele, este não refugaria. E seria muito esclarecedor para todo o “leitorado” de ambos. Vamos! Coragem!

    • Por mim, na hora em que ele quiser. Agora, você acha que ele aceitaria? Iria se escudar naquela história de que é importante demais para debater com “qualquer um”. É assim que ele foge do debate

      • Isso falta no Brasil. Fica esse bate boca de um lado pro outro sem debate. Será que algum canal de televisão toparia um programa de conforntação de idéias, em clima cordial? Sem agredir os outros, sem fazer caricaturas grosseiras e ofensivas,….IDËIAS mesmo, não baboseiras apaixonadas??

  • Gente fala sério.Reaça é reaça e ponto.Não tem credo,posição social,time de futebol,diploma universitário,grau intelectual,etnia e quetais.Até de quem recebe Bolsa família você encontrará,reaças.

  • Reinaldo Azevedo(o “grande” nome da direita) x Paulo Henrique Amorim(o cara da esquerda).os dois “lados” estão mal representados.um é raivoso que sempre fala a mesma coisa,o outro apoia fervorosamente quem estiver no poder,independente de suas ideologias.não só o R.A mas a maioria em geral trata a politica como um torcedor fanatico,sempre tentando desqualificar quem não compartilha das mesmas ideias,simplesmente pq não é do mesmo “time”.

    • O PH Amorim virou petista roxo… Ele critica o mau jornalismo, mas acaba tambem fazendo um mau jornalismo dessa maneira, desperdicando a audiência grande e a experiência, uma pena.

  • Esse é reacionário de “mentirinha”, tomou uma porrada da Suzana (ombudsman ou ombudswoman, como queiram). Ela esta certa, o cara sai dando trombada em tudo.
    Esse cara me parece um reserva do Diogo Mainard, mas muito pior.

    Azar da folha, às 6as feiras compro o estadão.

  • Se voce procurar no reinaldo, ele nunca disse que colocar como isento no debate; ele disse que defende os proprios pontos de vista. Atribuir isencao é uma coisa que ele mesmo nunca o fez.

    • Ele não assume que é tucano. Tem que assumir. Eu sou “petista”, apesar de não ser filiado – e não precisa ser filiado. Ele faz o jogo do PSDB e não assume. Desonesto com seu público. E idiota, porque todo mundo percebe que ele é tucano.

      • Ate um tempo atras, me recordo de ter falado com voce (aqui) e voce nao ter se declarado petista, mas simpatico. Agora pelo menos assumiu que é petista.
        Quanto a ser tucano, sinceramente eu nao sei. Eu nao sou tucano, pelo contrario, pra mim o psdb assume muitas posicoes de esquerda que eu sou contra, nao tenho representacao no espectro politico, que é totalmente liberal. Na pior das hipoteses, eu voto no psdb por ser o unico com chances reais contra o pt, que eu considero pior, e muito mais estatizante. Parece que boa parte dos comentarios de reinaldo segue nessa linha, ja vi diversas vezes criticando caciques tucanos. Mas enfim, opiniao é dele, ele que defenda.

  • Um bom jornal faz a gente pensar. Precisa trazer pontos de vista antagônicos e a gente pensa como quiser.
    Eu detesto o PT e me considero “de direita”. Mas não sou radical, apenas acredito no liberalismo econômico. É crime?
    Mas como não encontro pontos de vista diversos nos jornais não abro mão de ler os blogs da internet. Todo dia sapeco um. Ver tudo por um só lado dá miopia. Arrogância.
    O RA é doido, fazer o que. Mas às vezes coloca o dedo na ferida. E os petistas ficam furiosos. Consideram heresia tratar do Lula sem endeusá-lo, escancarar que o PT faz corpo mole com Cuba ou que Cuba é sim uma ditadura. Ora, alguém tem que fazer oposição.
    Basta ver os comentários analogamente raivosos da “esquerda”. São intransigentes, até infantis, na defesa do indefensável. Mesmo no caso do “Mensalão”, tratar todos os envolvidos como vítimas imaculadas é exagero. às vezes respondem aos ateques com contra-ataques (“eles fizeram pior ainda”)… Isso é resposta?
    O RA cai no mesmo erro, do lado de lá. Não vejo ele tratar o escandalo dos trens como corrupção, apontar os erros do FHC, a privataria, nada.
    No cenário que temos, todo cuidado é pouco ao ler colunistas, SEJA LÁ DE ONDE E DE QUE LADO FOREM.

  • Prezado Edu,

    Sempre um prazer ler os teus textos. Só queria comentar um detalhe da tua avaliação sobre o que representa a figura do Reinaldo Azevedo, mais precisamente quando tu dizes:

    “Reinaldo Azevedo se tornaria, pois, o “herói” das viúvas da ditadura, dos homofóbicos, dos preconceituosos de todo tipo, enfim, de uma elite que não suporta a ascensão social e a redução da desigualdade, da pobreza e da miséria que se produziu no Brasil ao longo da última década.”

    Quando tento imaginar o perfil do(a) cidadão(ã) que encontra afinidades de valores ou ideológicas nos textos daquela figura, eu acabo por suspeitar que o símbolo Reinaldo Azevedo cativa um público que vai bem além da elite, se entendermos esta no sentido econômico (pessoal que detem os meios de produção e a maior parte do PIB). Penso aqui sobretudo na homofobia, no racismo, na crença de que o extermínio e a tortura podem ser a melhor solução para certos crimes (“pra que sustentar vagabundo e safado com dinheiro do trabalhador honesto?”, dizem alguns); penso, enfim, no moralismo ingênuo, simplificador, canhestro que muitas vezes acompanha essas patologias sociais. E a pergunta que sempre me faço é: até que ponto essas coisas estão difusas e enraizadas na cultura brasileira?

  • Caro Eduardo,

    o seu texto é muito melhor que o do Reinaldo Azevedo. Suas ideias são mais lúcidas e o conteúdo é mais honesto. Não há comparação.

    Apenas um porém. Talvez o melhor termo para descrever o Tio Reiacionário seja arrivista.

  • gostei do artigo por desmascarar a nova estátua erigida em folha
    e por ver que faz parte de uma cada vez mais duma afastada bolha
    pairando em ares raREFEITOS
    com gente tão ABALADA enjoada com as mudanças sociais
    que se esforça pra vomitar
    o que não consegue nem OBSERVAR
    quanto mais COMPARTILHAR…

  • eu não acho que seja legítimo um jornalista assumir a defesa de partidos políticos. pode defender quem quiser, mas não diga que é jornalista. todos sabem, nos bastidores, que esse escroto ganha muita grana da direita, via bornhausen e tasso jereisatti/serra. ele nunca foi jornalista, assim como seu colega b.casoy, fernando vieira de melo, otávio frias, todos envolvidos com a violência da direita no brasil.

  • Cifra
    Torcedores de futebol.
    Andrés Sanches ex-presidente do Corinthians será lançado candidato a deputado federal pelo PT. Naturalmente sua bandeira política será dizer que ele conseguiu o estádio itaquerão para o seu time.
    Corintianos em geral, não se esqueçam, foi usado dinheiro público para a construção. Sendo assim, este dinheiro aplicado no estádio e dinheiro nosso, meu, teu, Sabe aquele dia que você ou um parente procurou o SUS e foi pessimamente atendido, ou ainda quando você viu seu minguado salário ser corroído pela inflação e por exorbitantes impostos, deu para entender? É com este dinheiro arrancado do nosso bolso que construíram este belo estádio. Não vejo nenhum mérito neste candidato para receber um só voto, se ele tivesse trabalhado em prol de conseguir construir para o povo um belo hospital, onde corintianos, palmeirenses, são paulinos, santistas ou qualquer outro torcedor e suas famílias pudessem desfrutar, ai sim até eu votaria nele. Não se esqueçam torcedores precisamos com urgência aprender a votar.
    Paulo Luiz Mendonça.

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