Execução de brasileiro na Indonésia por tráfico é barbárie

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Daqui a cem anos, a história registrará que execuções bárbaras ocorriam com ampla concordância de grande parte dos então 7 bilhões de habitantes do planeta. Serão consideradas bárbaras pelo método e pela causa.

Para discutir essa questão, abordo o caso dos brasileiros presos na Indonésia por tráfico de drogas e condenados à morte pelo crime.

O brasileiro Marco Archer era instrutor de voo livre e foi preso ao tentar entrar na Indonésia, em 2004, com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. O brasileiro conseguiu fugir, mas foi preso duas semanas depois.

Outro brasileiro, Rodrigo Gularte, também foi preso em 2004, mas a data da execução da pena ainda não foi definida.

Desde o governo Lula o Brasil vem trabalhando diplomaticamente na tentativa de comutar a pena de Archer de execução para prisão perpétua. As tratativas continuaram ao longo do governo Dilma, mas foram inúteis. No último sábado, o governo indonésio matou Archer a tiros . Gularte terá o mesmo destino em pouco tempo.

Deveria surpreender que a execução do brasileiro tenha valido críticas ao governo Dilma por tentar revertê-la e, também, por não ter conseguido reverter. Contudo, hoje, no Brasil, há uma horda considerável de psicopatas que culpam a presidente da República até por fazer chuva ou sol, de modo que não surpreende que até nesse caso tenham dado um jeito de criticá-la.

O que parece mais interessante do que darem um jeito de enfiar críticas a Dilma em qualquer assunto é a opinião do público sobre esse assunto em particular. Este blogueiro fez um comentário nas redes sociais sobre o caso, o que gerou reações surpreendentes.

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As reações a esse comentário podem ser classificadas em 3 tipos básicos, que têm subclassificações.

1 – Contrária à pena de morte, contrária à condenação à morte por tráfico e favorável à intervenção do governo brasileiro

2 – Contrária à pena de morte, mas favorável à condenação à morte por tráfico e contrária à intervenção do governo brasileiro por “respeito à cultura e/ou às leis indonésias”

3 – Favorável à pena de morte, favorável à condenação à morte por tráfico e contrária à intervenção do governo brasileiro

A originalidade das visões sobre o assunto gerou até uma matéria da BBC Brasil sobre brasileiros que apoiam a execução dos compatriotas em solo indonésio.

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Alguns comentários na matéria da BBC indicam parte das visões “curiosas” que essa questão desencadeou.

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Porém, as visões sobre o assunto são ainda mais diversificadas e surpreendentes. Foi o que o Blog apurou ao promover a enquete abaixo, no Facebook.

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Reproduzo, abaixo, algumas opiniões sobre essa enquete que enriquecem ainda mais o debate por revelarem que nem a rejeição à pena de morte é suficiente para condenar o que fez o regime indonésio, visto por muitos como “ditatorial”.

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A enquete rendeu mais de 100 comentários. Quem quiser ler todos, pode acessar o material no Facebook clicando aqui.

O que se percebe, porém, é que mesmo as pessoas que rejeitam pena de morte têm uma visão sobre a proibição do consumo de drogas e sobre o que chamam de “soberania” ou “cultura de outro povo” que vai de encontro ao que existe de mais avançado no mundo na questão das drogas.

Em primeiro lugar, o que choca no caso de Marco Archer é que, apesar de ter passado 11 anos preso à espera da morte – uma tortura inimaginável –, ele é tratado como “traficante” até por pessoas com visão mais humanista da vida.

Uma prisão indonésia deve ser quase tão ruim quanto uma brasileira. Archer foi preso quando tinha 42 anos e foi executado aos 53. Passou todo esse tempo assombrado por uma execução bárbara, a tiros, que muitas vezes obriga o carrasco a dar um “tiro de misericórdia” na cabeça do condenado por a saraivada não ter sido suficiente para mata-lo.

Archer cometeu um grave erro. Por 10 mil dólares, jogou sua vida fora. Provavelmente achou que poderia pagar a viagem à Indonésia fazendo um carregamento para algum traficante. Porém, dizer que era “traficante” só por ter sido preso com 13 quilos de cocaína é uma visão tremendamente intolerante.

Se por alguma ironia da vida um filho de alguma das pessoas que exigem a morte do traficante estivesse na situação de Archer, por certo a opinião dessas pessoas seria diferente.

Mas o pior mesmo talvez seja essa visão de que a lei indonésia deve prevalecer, como se qualquer lei que um país tiver fosse inquestionável. Um bom exemplo disso é a lei sul-africana do Apartheid. Pela lógica dos que defendem o império da lei indonésia, o mundo deveria respeitar o apartheid, a segregação de negros, que foi lei durante décadas na África do Sul.

Mas não é só isso. O mundo caminha para a abolição completa de penas bárbaras como a pena de morte e também para descriminalização das drogas. Ano passado, por exemplo, pela primeira vez a Organização das Nações Unidas pregou a descriminalização das drogas. Veja a matéria.


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Ano passado, o mundo se surpreendeu com a notícia de que Holanda estava fechando prisões por falta de criminosos. Países europeus que descriminalizaram as drogas e que têm prisões que cumprem o princípio fundamental da privação de liberdade, que é ressocializar o preso, e que têm distribuição de renda justa estão conseguindo criar sociedades utópicas.

Veja, abaixo, cela de uma prisão holandesa.

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Claro que a cantilena recorrente afirma que os holandeses podem fazer isso por serem uma espécie de “raça superior”, onde, por serem loirinhos e de olhos azuis, os condenados seriam melhores do que os nossos. Mas é bobagem, claro.

O que acontece em países como Holanda, Suécia e outros que descriminalizaram as drogas é que entenderam que o crescente aumento da massa carcerária em países como EUA ou Brasil decorre, em ENORME proporção, da penalização criminal do tráfico.

Eis que o processo de esvaziamento de prisões por falta de bandidos avançou na Holanda e, agora, o país está alugando vagas para países que ainda não conseguiram equacionar tão bem seus conflitos sociais.

Eis que em um mundo que caminha, inexoravelmente, para entender que o consumo de drogas não justifica o aparato repressor montado para impedi-lo, impor pena de morte ao “tráfico” só demonstra resistência da humanidade ao processo civilizatório.

Nenhuma lei, de país algum, é inquestionável. Foi assim com a lei sul-africana do apartheid, é assim com a lei indonésia de penalizar de forma tão selvagem o tráfico de drogas. Além disso, o brasileiro recém-assassinado a tiros na Indonésia foi punido com mais de uma década em uma prisão extremamente dura, mas a pecha de “traficante” faz com que pessoas decentes achem pouco.

Cumpre ao sistema educacional e à mídia explicar os avanços sociais que o mundo está experimentando e que, cedo ou tarde, espalhar-se-ão pela Terra. Pode demorar décadas, mas a humanidade irá rever conceitos bárbaros como o que matou Marco Archer.

Que descanse em paz.

 

191 comments

  • Edu,

    sou contra a pena de morte para qualquer tipo de crime, por isso lamentei a sentença recebida pelo brasileiro, ainda mais que na Indonésia muitos dos crimes contra a vida não merecem pena de morte, então considero hipócrita esta pena para um traficante.
    Mas discordo de vc quando considera que o Archer deu só um passo em falso ao traficar esses 13 quilos de cocaína “para pagar a viagem”. Lembro-me, na época em que foi preso, de ele dar entrevistas se vangloriando de ter feito mais de MIL viagens exitosas traficando drogas, e orgulhoso de nunca ter feito outro trabalho na vida e sempre ter tido vida de luxo nas melhores cidades do mundo. Então, era um traficante sim. Profissional. Encarou os ossos do ofício.

      • Caro Eduardo…

        Você já parou pra pensar em quantas vidas esse cara destruiu?

        Ademais, tenho dúvidas se morte é a pior das penas, a mim parece que a prisão perpétua é muito mais inclemente, afinal, não devemos nunca esquecer que todos nós estamos “condenados” a morrer de uma forma ou outra.

        A morte é natural e ainda que seja inesperada, não deixa de ser natural.

        • Se essa coisa de “vidas que destruiu” fosse mesmo verdade, a questão das drogas ja teria se resolvido espontaneamente com o desparecimento gradativo dos usuários, “darwinisticamente”. Se até a ONU recomendando a legalização, então dê uma repensada nessa conversa de “vidas destruídas”, meu amigo Wilson. O que destrói vidas é o proibicionismo.

        • E a propósito Edu, o cara era mesmo trafica de carreira. A grande questão é como voce colocou: a barbarie da pena de morte a perpectiva de tempos de legalização e regulamentação.

      • Não, Edu, não é simples assim.
        Não se trata aqui de ser contra ou a favor da pena de morte.
        Trata-se de cumprimento da lei.
        O presidente da Indonésia elegeu-se com essa plataforma. Isso significa que o povo da Indonésia aprova a pena de morte pra traficantes.
        Sou contra, você é contra, tem um monte de gente contra, aqui e na Indonésia, porque sabe que não funciona.
        Só que o país é soberano e seu povo idem. Portanto parece-me coisa de tia velha ficar discutindo sobre sistema judiciário/penal de um país e povo soberanos.
        Ademais, Edu, é bom que consideremos que o tal brasileiro sabia da pena e mesmo assim arriscou-se. Arriscou-se porque o prêmio era grande: se a pena é capital, o valor da droga aumenta e o brasileiro “experto” ia ganhar uma bolada.
        Não deu certo. O cara se estrepou e pronto.
        Use-se a lei. É burra, uma idiotice, o escambau.
        Mas é a lei de um país soberano e TEM que ser respeitada.
        Forte abraço, companheiro.

    • Tem psicopatas que ganham dinheiro fuzilando a fé dos outros, tem psicopatas que fuzilam jornalistas e psicopatas que apoiam a pena de morte. Simples assim.

  • O que é a barbárie ? depende dos olhos de quem vê

    ..pra mim traficar, incentivar, estimular e facilitar, lucrar com o consumo e dependência de jovens, com o esfacelamento da sociedade, das famílias, por causa das drogas, tb o é.

    Hoje o Canadá e EUA saíram na frente ..as cepas mais turbinadas da maconha (que causam inclusive PARANÓIA) já rendem US$ 7 bi/ano ..daí hollywood incentivar tanto ..o interessante é que hoje é mais bacana cair de bêbado e ficar no barato, do que se fumar um cigarro (a menos pior pra sociedade e pra 3os de todas as drogas ..vaio entender ?).

    A droga já dizimou civilizações ..vide a China e a guerra do ópio ..de o BRASIL e a imensidão e jovens descaminhados.

    Não creio que sua liberação no BRASIL faria BANDIDOS e assassinos, desocupados de todos os tipos, tomarem jeito na vida e buscarem trabalho ..falta oportunidade e infinidades estruturas ..absurdo se basear na Holanda.

    Há muitas funções que podemos atribuir às penas – reeducação, ressocialização (ambas BALELA), castigo, vingança e EXEMPLO pra quem pensa em transgredir ..aqui é que situo o caso dos brasileiros na Ásia ..e a falta destes exemplos por aqui

    Acho que a INDONÉSIA tem suas leis e valores que devem ser respeitados ..entendo a ação do governo brasileiro no caso (embora ele pudesse ser coerente e MENOS hipócrita ao, por exemplo, assistir a família dos executados com o traslado dos corpos ..só que não)

    Por meus valores ..por serem simples MULAS, primários e por não terem cometido crimes violentos (ao menos é o que falam) acho que foi um exagero mesmo.

    De bom é que agora todos sabem que se levar droga pra Indonésia, que lá a coisa pega. (aliás, tal qual no mundo árabe de uma forma geral)

    O país já não dá conta dos custos com o cigarro e o álcool ..drogas que por séculos foram incentivadas e permitidas ..penso que não é o momento de liberarmos outras que tb tem se mostrado nocivas ..abrir é fácil, se provado o erro, fechar vai ser impossível.

    educar, esclarecer, insistir ..valer-se de todas as mídias se possível ..penso que isso ainda é o menos pior dos caminhos a ser tomado ..a coerência diante dos fatos, do conhecimento e da ciência

    • 1º mito: “esfacelamento da sociedade, das famílias, por causa das drogas,”
      2º mito: “cepas mais turbinadas da maconha (que causam inclusive PARANÓIA)” (e olha só quem fala em paranóia hahaha).
      O proibicionismo é a raiz do mal. Simples assim.

  • Caro Eduardo, imagine se o helicóptero dos Perrelas tivesse feito um pouso em Jacarta na Indonésia (com 450 kgs de cocaína). Faltaria bala para executar tanta gente!. Venhamos e convenhamos, pena de morte (por fuzilamento) na Indonésia chega a ser mais branda e transparente que a pena de morte imposta pelo tráfico no Brasil. Não sejamos hipócritas e paremos para pensar e chegaremos a conclusão que diuturnamente, morrem dezenas de milhares de pessoas ligadas ao tráfico (usuários, traficantes, policiais) e famílias inteiras são destruídas e desestruturadas.

  • Boa tarde Eduardo.
    Tema espinhoso, dolorido. Tirar a vida de um semelhante…isso é muito forte. A dor se faz, em função de que quem esta baixo a mira de um fuzil, é um ser humano. Por outro lado, cada país tem suas leis, (é soberano), e cabe a cada um que o visita ou vai viver ali, submeter-se as leis deste país. Sem querer justificar a selvageria de tirar uma vida, (poderiam ao menos ter comutado para prisão perpétua), a pessoa que intenta entrar em um país como a Indonésia com 13 Kg de cocaína, esta assumindo um grande risco. É 50% de possibilidade de não passar nada e 50% de possibilidade de ser condenado a morte. E provavelmente, no mês de fevereiro, assistiremos “mais do mesmo”. Para aqueles que creem como eu, em um Deus Criador, peço que orem pela alma deste ser humano que se foi. Se foi barbaramente, condenado pela lei dos homens. Que Deus tenha piedade e misericórdia por sua alma.

    • Prezado, alguém diria que um negro ir viver na África do Sul seria uma temeridade, sabendo que lá vigia o apartheid. Só por um país ter uma lei não significa que ela seja civilizada. A humanidade tem que combater essas leis despóticas e selvagens

    • A ser verdadeira essa reportagem, não muda nada. Mais de dez anos preso é pena suficiente para tráfico aqui e em qualquer parte. A lei indonésia é bárbara

      • Caro Edu, parece-me que a matéria é digna de credibilidade. Numa primeira e rápida leitura sugeriu-me que o perfil dos brasileiros condenados, e as suas respectivas famílias, não se enquadram no perfil de eleitores de Lula e Dilma. Eles são fruto de um grupo social abastado mas que resolveram se dedicar a uma profissão-diversão, e numa infindável vida norteada pelo princípio do prazer, algo corriqueiro na moçada riquinha. Há pouco os brasileiros quase elegeram um deles pra presidente. Nas conversas de salão deles defendem a pena de morte para pobres, pretos e outros…não pra eles. E se tivessem traficado, ganhado bastante dinheiro e se safado tava tudo bem em casa. Ainda, pareceu-me que os condenados e seus familiares achavam que poderiam comprar os indonésios, e em parte conseguiram comprando os privilégios na prisão, ma não conseguiram negociar a pena de morte por pena pecuniária. Deixo claro que sou contra a pena de morte por razões práticas: não reduz a criminalidade, está sujeita a erros obviamente irreversíveis.

  • Eu sou CONTRA a pena de morte por três motivos:

    1 – erro judicial e armação pela polícia
    querendo mostrar serviço, principalmente no caso de crimes bárbaros que choquem a população, a possibilidade de armação pra achar um culpado é enorme. Ainda ontem li uma matéria excelente e longa sobre um caso no Texas e é assombroso: condenam gente por lá a pena de morte com provas meramente circunstanciais e depoimentos “confissões” forjados por policiais e promotores inescrupulosos.

    2 – só os 3 Ps acabariam sendo condenados à pena de morte.
    Pretos, pobres e putas por aqui, e os fudidos, negros e imigrantes e pobres nos EUA. Ou alguém acha que um jovem de sangue azul da zona sul ou dos jardins que cometesse um crime bárbaro numa orgia de drogas seria condenado a pena de morte? Jovens de classe alta entediados queimar índios e mendigos? “Imagina, são de boa família, precisam de orientação”

    3 – Acho que o Estado que tira vida de alguém que já está preso e pagando por seus crimes se torna tão assassino quanto um marginal que mata pelas ruas. É barbárie.

    Dito isso, todos sabemos que muitos pobres – principalmente negros, são ~justiçados~ todos dias nas periferias e a maioria nem toma conhecimento ou dá de ombros. Como são só filhos de pobres que morrem a gente sabe como, ngm tá bem aí. Então essa grita toda contra a morte desse brasileiro na indonésia me parece uma hipocrisia danada.

    Eu sinceramente acho um simplismo imenso comparar a Holanda, Suécia, países com população menor que a da cidade de São Paulo (a Suécia tem apenas 9 milhões de habitantes), com igualdade de renda, extremo bem-estar social com um país de 200 milhões de habitantes e a mais indecente concentração de renda.

    Acho inclusive que pregar a descriminalização das drogas, achando que isso vai “esvaziar as cadeias e acabar com a criminalidade” pura idiotice.

    • O que fez esses países ter a qualidade de vida que têm é encararem todos os seus cidadãos como iguais. Que tal explicar por que população pequena permite descriminalizar as drogas e população grande não permite?

  • O que eu percebi na internet é que muitos estavam hoje festejando a morte do cara porque a Dilma estava chocada com a barbárie, e estava recorrendo até ao Papa para tentar reverter essa pena.

    Foi um prato cheio: “ela defende criminosos; se o país tivesse leis assim, tudo seria diferente bla bla bla; deveria ter pena de morte aqui para o José Dirceu e o José Genoíno; viva a Indonésia, isso é que é país bom, etc… ” .Basta procurar no Yahoo, nas reportagens sobre a pena, que vai ter lá mais de 2000 chorumes bem fedidos.

    Mas se a Dilma, digamos, tivesse ignorado o fato, essas mesmas pessoas estariam se expressando contra a pena de morte. Ou se ela tivesse não ignorado, mas intencionalmente tivesse dado as costas ao brasileiro condenado, a internet ia explodir de ódio contra o que eles iriam chamar de mulher “desumana”

    Pouco tempo depois que o rapaz foi preso, me lembro como se fosse ontem, a mãe dele deu uma indireta ao governo, dizendo que este estava fazendo pouco pelo filho. Me lembro que o Jornal Nacional, como sempre, deu a entender que a mãe estava certa, e que o Lula estava pouco se lixando… Acho que houve uma pequena comoção, mas as redes sociais praticamente não existiam da forma como conhecemos hoje, então não dá para falar como o povo reagiu.

    O perigo hoje é que parece que a maioria não tem mais opinião própria. Tudo o que o governo expressa, deseja ou propõe, as pessoas combatem com um discurso de ódio e contrário a ele, mesmo que o cidadão tenha que abandonar opiniões que ele já tinha formado para poder combater o discurso do governo.

  • São muitos e complexos os temas. Vou me concentrar em apenas dois pontos.

    Primeiro, a pena de morte é uma insensatez. Quem acha razoável dar ao Estado – que pode, como bem sabemos, ser dominado por um pequeno grupo de pessoas a qualquer momento – o poder de definir o que constitui crime, como apurá-lo e qual crime é apenado com a morte, deveria procurar, urgentemente, um psicólogo.

    Instituir a pena de morte e dar a quem controla o Estado o poder sobre a SUA vida e morte. É abrir mão de poder demais para um grupo de pessoas que deve, sempre, estar sob nosso controle e não o contrário.

    Há, tbm, a questão ética: se o Estado pode matar, então não há nada de fundamentalmente errado em tirar uma vida. Ora, se não é essencialmente errado, então a única razão pela qual eu não devo cometer assassinatos é pq a lei proíbe.

    E leis podem ser mudadas.

    O segundo ponto é em relação a essa ideia de que, como é a lei da Indonésia, então a execução é certa.

    Ora, se a lei estabelecida é sempre certa, pq mudá-las? Pior, isso significa que qualquer lei que revogue uma lei anterior é fundamentalmente errada antes de ser promulgada. Estaremos nós, então, revogando acertos pra colocar erros em seu lugar?

    Se a lei da Indonésia é certa, apenas por ser a lei de lá, então a lei da anistia, aqui, é perfeita e não deve ser contrariada ou mudada?

    Não devemos reclamar do Código Florestal pq ele é lei e, portanto, é certo aprioristicamente?

    • E é bom lembrar que a pena de morte é ilegal diante da lei internacional. Não sei se a Indonésia assinou a declaração dos direitos do homem, ou se o fez com ressalvas, mas a lei é bem clara.

  • Em primeiro lugar, deve-se perguntar: o que é a Indonésia? Quem patrocina? (lembram o Timor Leste?)
    Recomendo buscar respostas nas reportagens do Andre Vltchek.
    Quanto ao patrocinador, USA, veja o regime de trabalhos forçados em benefício de empresas privadas no sistema penitenciário americano (lembram Auschvitz?).

  • Olá, sem entrar no mérito – mas tenho aqui minhas convicções -, sempre é bom ter mais informações (que podem ou não justificar algo). Por isso aí vai um link para uma matéria interessante, tem outras matérias por aí sobre o assunto, que passaram batidas. Abraço.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-perfil-de-marco-archer-por-um-jornalista-que-conversou-com-ele-4-dias-na-prisao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-perfil-de-marco-archer-por-um-jornalista-que-conversou-com-ele-4-dias-na-prisao

    • Como já disse várias vezes, a questão é a pena de morte para tráfico, uma lei selvagem. Mais de uma década numa cadeia indonésia é pena mais do que suficiente para um crime como esse

  • Todos nós brasileiros sensibilizados, solidários, e contra a pena de morte. E na tv o amigo dele dizendo que recomendava parar e ele retrucava ,Só mais essa, juro que será a ultima, e foi.
    Ontem pra mim foi um dia muito triste, chorei muito e ainda estou pra baixo, sempre que morre um uma pessoa dessa maneira, barbaramente, me diminui como ser humano, estou abalada…

  • Quanto ao Marco Archer ser ou não traficante, há uma entrevista em que ele próprio, em 2005, quando ainda acreditava que escaparia vivo assim se definia:

    “Sou traficante, traficante e traficante, só traficante”.

    Demonstrou até uma ponta de orgulho: “Nunca tive um emprego diferente na vida”.

    E foi além:

    “Ora, em todo lugar do mundo existem leis para serem quebradas”, disse, mostrando sua peculiar maneira de ver as coisas: “Se eu fosse respeitar leis nunca teria vivido o que vivi”.

    E desafiou o repórter: “Você não faria a mesma coisa pelos 3,5 milhões de dólares”?

    O perfil de Marco Archer por um jornalista que conversou com ele 4 dias na prisão:

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-perfil-de-marco-archer-por-um-jornalista-que-conversou-com-ele-4-dias-na-prisao/

    • Mesmo sendo verdadeira, essa matéria não muda o fato de que pena de morte por transportar 13 quilos de cocaína é barbárie. Pode ser traficante, mas ficou mais de uma década preso no inferno. O mundo se revoltou contra o assassinato do brasileiro que já havia pago por seu crime

      • É um assunto cujo debate pode se estender por mais de uma década.

        Vejo nisso a oportunidade de debatermos nosso sistema jurídico cujo ordenamento jurídico é propenso a absolver os crimes do legislador. Ou de quem tenha tanto dinheiro e influência quanto.

        Sabe o que o Perrela pai falou sobre uma possível investigação de eventual envolvimento do filho no caso da meia tonelada de cocaína flagrada no helicóptero da família?

        “Meu filho não será investigado”.

        Ao mesmo tempo em que nos indignamos porque alguém morreria/morreu por causa de 13,4 quilos de cocaína (e não é pouco), ao mesmo tempo nos indignamos porque alguém não foi punido porque traficava meia tonelada de pasta base de cocaína.

        Tem alguma coisa aí que está errada e precisa ser debatida.

        Não vejo civilidade em um ordenamento jurídico que permita que um playboy vindo da balada arranque e jogue no esgoto o braço de quem está indo trabalhar, vai na delegacia, paga a fiança e vai pra casa dormir. Programar a próxima balada. Isso também não é civilizado.

    • Ninguém discute que o cara não presta. O ponto nunca fois esse.

      Pq, afinal, se o critério pra decidir quem “merece” o que for a opinião subjetiva de cada um sobre o caráter de quem sequer se conhece pessoalmente, é evidente que não existirá justiça de forma alguma.

      Todos os que acham que a pena de morte é “merecida” por causa do caráter do condenado e, por isso, é “justa”, estão redondamente errados.

  • Eduardo. O óbvio é ululante! A criatividade do gênero home, tanto para o bem ou para o mal, e por diversos motivos e interesses, é capaz das piores torpezas humanas. Esta idelologia ignominiosa de combate às drogas sempre foi utilizada pelos poderesosos para dominar “politica”, econômica, psicológica e, por que não dizer, militarmente. Esta estrondosa campanha, apoiada pelas Mídias (meios de enganação de massa) de combate a narco-traficantes, subversivos, terroristas etc , ganhou relevo com o Presidente Reagan e sua “guerra nas estrelas”. E hoje ela é universal graças às tecnologias da Informação e Comunicação jamais alcançada e em tempo algum, utilizando-se do “medo” e do “terror” como forma de dominação de “massas” e perpetuação dos seus privilégios. A nossa Mãe Natureza que criou todos os “elementos” de que despomos para a nossa sobrevivência não criou nem uma “droga”. São todos “dádivas divinas”.Eles quando usados apropriadamente por todos os seres vivos têm “miríades” de utilidades, mas quando usados “inapropriadamente” são transformados em “drogas”. A obviedade é gritante, mas os grandes interesses políticos, econômicos, financeiros e que tais tentam permanentemente esconder esta realidade. Vamos a um exemplo gritante que as Mídias com o seu poder avassalador de” enganação” escondem : O elemento “água”, no nosso Brasil mata mais que o elemento “cocaína” diàriamente. Pelo simples fato de mâes, por ignorância, ao se utilizarem-se de água contaminadas, dão aos seus bebês, e como consequência a diarréia infecciosa em poucas horas se encarrega de matá-las. Este tema “combate às ‘drogas’ é um tremendo “embuste” universal. E é, simplesmente, um “me engana que eu gosto”.

  • ” Porém, dizer que era “traficante” só por ter sido preso com 13 quilos de cocaína é uma visão tremendamente intolerante”

    Pesquise aí a realidade da prisão indonésia em que ele esteve preso. Comprava guardas, fazia festas, etc.

    Também não se “sujou” por 10 mil, não. O cara foi mula por 25 anos. Tremendo vagabundo que nunca fez nada na vida, a nao ser traficar…

    • E outro erro seu de interpretação, pois não se trata de manchete, mas se trata de um tema da postagem do blog…

      Manchete é em jornais e revistas, sabia? tsc, tsc, tsc…

  • Se um sujeito pular do oitavo andar de um prédio, provavelmente deverá morrer.

    Acho que não adiantará pedirmos ao Altíssimo que revogue a Lei da Gravidade.

    Se um sujeito trafica num País onde o tráfico é punido com a pena de morte, provavelmente morrerá.

    Talvez adiantasse pedir ao líder do País em questão que, ao menos nesse caso, revogue sua lei.

    Talvez…

    • A comutação da pena para pena perpétua também é lie na Indonésia.

      O argumento que vcs estão levantando não faz o menor sentido. Se toda lei fosse correta apenas por ser lei, ainda estaríamos usando a de Talião, e jamais mudaríamos uma vírgula nelas. Aliás, seria errado mudá-las, pois a lei nova, antes de ser promulgada, seria sempre errada.

      O AI5 foi lei aqui no Brasil. Estava certo por causa disso? A Escravidão, idem. O Apartheid.

      Um negro que fosse para a África do Sul não poderia reclamar da discriminação pq sabia que era lei por lá?

      O argumento não se sustenta. Não estamos lidando com uma força da natureza, incontrolável, como a gravidade, mas com uma lei humana – aliás, que foi estabelecida há apenas 14 anos, em 2000! Não é sequer uma medida tradicional na Indonésia! O brasileiro foi apenas a SEGUNDA vítima desa lei. E TODAS as vítimas dela até agora são estrangeiras! E só resolveram aplicá-la agora por pressão de um general, um daqueles milicos tipicamente reacionários que quer matar todo mundo que não se enquadra e não “sabe o seu lugar”.

      Bem do tipo que conhecemos… e que quer aparecer, quer fazer uma carreira política com o sangue dos outros.

  • Hummmmmmmmmmmm, não lembro de o humanista Eduardo Guimarães ter classificado de barbárie as execuções por fuzilamento promovidas pelo estado cubano em razão de o sujeito traficar ou simplesmente por facilitar a fuga de cubanos da ilha, como ocorreu em 2003. Engraçado é que o Brasil condena, mas financia infra-estrutura em um país que também executa pelos mesmos crimes pelos quais o brasileiro foi fuzilado!

  • É constrangedor querer cobrar alguma coisa da Indonésia tendo um judiciário que impõe multa a guarda de trânsito por ter multado juiz infrator.

  • EDUARDO:
    Pergunto, se um de seus rins estivece com cancer vc não faria uma intervenção para elimina lo?
    Ou voce ficaria esperando a solução de um novo medicamento…
    As drogas foram e são utuizadas para destruir nações como ocorre aqui no BRASIL.
    No livro do AMAURI R. JUNIOR A PRIVATARIA TUCANA ele denunciou que 1500 jovens a vida para
    trafico sÓ em BRASILIA … faz tempinho!!
    Acho que o termo BARBRIE deve ser de ambos os lado não só pro lado do PÓ…

  • Pena de morte pra tráfico é exagero? Talvez, não sei. Mas, quantas pessoas já morreram vítimas do tráfico? crianças inocentes, milhares milhões,.mais ninguém se ressente, principalmente no Brasil onde o tráfico e a “lei“ andam juntas. Talvez não mata-lo, só deixa-lo apodrecer até o último dia de sua vida. o fato é que ele invadiu um país tentando passar com drogas, sendo q o país possui leis rígidas, aí o governo brasileiro vai lá e diz não mate eh só droga, deixa ele livre devolva pro Brasil, o governo da Indonésia não pode fazer concessão pois abriria um precedente muito perigoso, permitindo q sua lei fosse violada. Se ele queria pagar conta no hospital por q não buscou ajuda? em vez disso foi atrás do q ele fez a vida toda, o crime, então parem de chorar por um bandido, q na sua profissão de traficante ka deve ter sido responsável direta e indiretamente de muitas vítimas em sua grande parte inocentes, ele traçou seu destino, não há por q reclamar.

  • Barbarie. Simplesmente barbarie.
    Nenhum Estado tem o Direito de tirar a vida.
    Sobretudo o crime de trafico nao eh um pecado mortal que mereca o fuzilamento.
    Eh tambem uma grande hipocrisia Indonesia .
    Serah que o Estado Indonesio se preocupou em descobrir e ir atras de quem receberia a droga.?

  • O cara era um babaca e um bandido. Não prestava e causou um monte de danos com seus atos irresponsáveis e canalhas. Um dos piores exemplos de seres humanos, do tipo que só pensa em si mesmo. Não tinha a menor preocupação com o dano que causava, desde que se beneficiasse com isso.

    Não tem ninguém que vá dizer algo diferente do cara.

    O problema é se esse meu julgamento é suficiente pra justificar a sua morte pelo Estado.

    Se for, então o julgamento de qualquer um é suficiente pra justificar a pena de morte. Incluindo o julgamento de um Olavo de Carvalho, de um Lobão, de um RA, etc, etc, etc.

    E quem é que esses caras julgam que merecem morrer?

    Justiça não é vingança. Pena não é punição. Porque vingança e punição são “justiça” apenas subjetivamente, individualmente. Cada um vai achar que alguém diferente merece uma punição diferente.

    E não se faz justiça.

  • ♫ Não contesto o fato da pena de morte não funcionar como dissuasor. Já aplicar a pena de morte por um crime cometido uma só vez, hediondo ou não, é barbárie.
    Não há quase nada sobre o assunto na Internet, MAS PARECE que o sentenciado contrabandeava havia um bom tempo cocaína para a Indonésia. NESSE CASO, acho que as autoridades da Indonésia agiram corretamente.
    A pena de morte não deve funcionar apenas como vingança, mas sim como meio de impedir que criminosos irrecuperáveis voltem a cometer crimes – mormente os hediondos.
    Agora, vamos e venhamos: quem não gostaria de ver (pelo menos) os grandes traficantes presos e sentenciados à morte? Quem já perdeu um filho para o tóxico sabe como é a sensação de vulnerabilidade e impotência. Não é o meu caso, mas solidarizo-me com eles.
    O tráfico de tóxicos é fruto da ganância; e não venham os americanóides dizer que é “livre iniciativa”. Vejam o filme “Inside Job”, que comenta o consumo desenfreado de cocaína pelos que jogaram o mundo na atual crise econômica. Não é causa e efeito, mas as duas coisas estão indissoluvelmente ligadas.

    • ♫ Estou me sentindo o próprio Alfred E. Newman. “Who? Me?” Pelos comentários, só eu não sabia que o cara era mesmo traficante; ou então não sei mesmo procurar as coisas na Internet… Poor me…

  • no mundo real ,leis são regras estabelecidas de acordo com a história de cada povo, você pode até discordar mas é bem melhor que ausência total , matar não é lei matar é um crime, Há pouco no episódio da cocaína em Minas ,não teve ninguém punido tudo dentro da lei?

  • Ninguém tem direito de assassinar outra pessoa.
    Se o assassinato é cometido pelo Estado,é gravíssimo.
    O Estado determina os que serão condenados à morte ,
    de acordo com suas conveniências políticas.

  • Fazem um bicho de 7 cabeças porque um traficante foi condenado a morte na Indonesia. Aqui no Brasil qualquer cidadão que anda pelas ruas das grandes cidades está sujeito a pena de morte praticada por adolescentes , traficantes ou motoristas alcoolizados. Ontem um motorista matou 6 pessoas e fugiu; se isso não é pena de morte então eu não sei mais nada.
    Centenas de pessoas morreram em 2014 assassinadas friamente e não vi ninguém do governo lamentar a morte dessas pessoas.

    • Não é pena de morte pq não foi cometida pelo Estado. É um crime cometido por um indivíduo, ponto. A lei prevê que ele seja acusado, julgado, condenado e preso. Não há permissão pra matar. Se o cara conseguiu fugir e ficou impune é outra história.

      Quem desrespeita os direitos humanos das pessoas são os bandidos.

      É isso que devemos ser?

  • Srs. Vicente Donadon e Fábio Hedeki, e todos que são
    a favor apena de morte por tráfico, então como que fica o
    caso do Perrela, amigo do Aécio Neves, que muitos brasileiros
    sabem que foi pego com 420 de cocaína pela PF e deu em
    nada? É claro que não foi diretamente o Sr. Perrela que estava com
    a droga, mas no vídeo no Yutub mostrava que a aeronave
    era dele e a fazenda também, agora porque que o vídeo foi
    tirado do Yutub?

  • É triste ver como uma grande parte da população brasileira é favorável ao assassinato de um ser humano, ainda mais de uma forma tão brutal. Lendo alguns comentários, me lembra cenas daqueles filmes sobre a gladiadores, inquisição, guillhotina, fogueira, onde os idiotas ficavam assistindo e aplaudindo a violência.

  • “Archer cometeu um grave erro. Por 10 mil dólares, jogou sua vida fora” . Erro gravíssimo: 10 mil dólares é que ele gastou comprando a droga. Se tudo corresse bem(pra ele) ele iria faturar muito mais. Acrescentando, eu sou a favor da pena de morte. Quanto aos erros da justiça, erros acontecem em qualquer lugar, basta ajustar a leis, tipo o indivíduo que na soma das penas superar 100 anos, automaticamente é condenado a pena capital. O cara que tem mais de 100 anos de pena a cumprir com certeza não é santo. Nesse perfil temos um monte de traficantes no Presídio Presidente Bernardes(Beira-mar, Marcola). Isso é só uma sugestão de um cara leigo.

  • O cara se achou esperto ao tentar entrar na Indonésia com substância não permitida por lei. Foi pego e agora? Não acredito que desconhecesse a lei e é elementar no direito o fato de que a ninguém é dado o direito de desconhecer a lei. Me pareceu que sua prepotência e arrogância não lhe permitiu ver o risco que estava correndo. O que a Indonésia fez foi simplesmente aplicar a legislação em vigor. Se a lei é bárbara, desumana ou ultrapassada somente sua população e/ou seus legisladores podem atualizá-la, torná-la mais humana e menos bárbara. Até que isso aconteça me parece salutar não tentar dar uma de esperto por lá. Existem leis ou sua falta em vários países no mundo e ninguém solicita modificação. Será que citar Guantánamo é suficiente? Países atacam países com base em suspeitas infundadas e fica por isso mesmo. E quanto as inocentes mortes ocorridas? Lembram do caso de um pastor de igreja protestante que se deu mau ao tentar, também, ser esperto e entrar com dinheiro não declarado nos EUA. Pegou uma cana. Todos os dias, centenas de pessoas tentam entrar com contrabando em nosso país. Alguns são pegos mas a maioria não. São espertos ou a fiscalização que é frouxa? Por aqui há, e todos sabem, duas leis. Uma, benéfica, para quem tem dinheiro e outra, bastante rigorosa, para os que não tem dinheiro. Precisamos mudar nossas leis ou, pelo menos, unificá-las.

  • A ONU sugere que o uso de drogas não seja mais crime.

    Concordo com o que v. disse, caro Eduardo, ” Daqui a cem anos, a história registrará que execuções bárbaras ocorriam com ampla concordância de grande parte dos então 7 bilhões de habitantes do planeta”

  • Me desculpem mas cada vez que disserem que a execução foi uma barbarie, é preciso que se diga que ele tambem praticava barbarie. Os milhares de mortos -vivos por causa das drogas , além dos milhares de mortos literalmente falando pesa mais.

  • Hoje discutindo o assunto no FB, desejaram duas vezes que eu ou minha família fôssemos vítimas de uma catástrofe. E me condenaram ao esquartejamento uma vez.

    Discussão de altíssimo nível, não?

    E ainda querem decidir quem vive e quem morre…

  • HOJE AQUI NO RIO DE JANEIRO ACONTECERAM MUITAS EXCUÇÕES SUMARIAS. NO MORRO DO JURAMENTO E ADJACENCIAS, A QUE MAIS ME CHAMOU A ATENÇÃO FOI DE UMA CRIANÇA DE 11 ANOS QUE ENTREGAVA QUENTINHAS . AQUI NÃO HÁ PEDIDO DE CLEMENCIA!!! O QUE ESCANDALIZA NÃO É A PENA DE MORTE!!! O QUE ESCANDALIZA É SER APLICADA DE FORMA LEGAL!!! QUAL A DIFERENÇA ENTRE O PRESIDENTE QUE APLICA A PENA DE MORTE EO PRESIDENTE QUE PERMITE OS TRAFICANTES APLICAREM ????

    • Os bandidos não matam com permissão de ninguém. Ao contrário, eles quebram a lei ao matar. Violam direitos humanos. E ninguém está “deixando” que façam isso.

      Agora, com a pena de morte, eles continuarão a fazer a mesma coisa. Com a diferença de que poderão dizer que ninguém pode condená-los moralmente, pq permitem – ou melhor, MANDAM – que se mate.

      Se hoje o sangue está apenas nas mãos de quem viola a lei e comete um crime, com a pena de morte haverá sangue nas mãos de todos nós.

      Quem viola od direitos humanos é criminoso. É isso que vc quer ser?

  • Situação complexa. O cara não era grande coisa, concordo. Não concordo com a pena de morte, mas ele se sujeitou a lei em vigor ao traficar. Ação – reação.
    Hoje quem controla o tráfico é anônimo e consequentemente não paga impostos, acredito que se as drogas fossem legalizadas os * teriam nomes, mesmo chamados de empresários agora. Acredito que com a legalização, o consumo poderia subir durante um período e depois ficaria em uma média.
    Tenho orgulho da lei antitabagismo no Brasil, lembro das propagandas de cigarro de 20 anos atrás e vejo como essa questão veio sendo bem trabalhada. Como o consumo foi reduzido.
    Que se legalize o consumo de algumas drogas e que as empresas detentoras desse comércio se responsabilize legalmente pelos problemas de saúde decorrentes do uso de seus consumidores.
    Não esqueçamos que a fármacias (irônicas drogarias) possuem vários medicamentos controlados (que causam dependência física e/ou psicológica) que podem ser adquiridos facilmente. Mas são chamados e respeitados como laboratórios os detentores do direito de produção.
    Claro, sem começar a puxar um gancho para a corrupção e o que seria uma política tolerável.
    Sem mencionar os problemas decorrentes do álcool…
    Não tem como comparar o Brasil com a Holanda, concordo, pela política, cultura e extensão.
    Em todo esse contexto, só entendo uma coisa, do jeito que estamos… Não dá mais pra ficar. Não falo de esquerda ou de direita, falo de um caminho, uma direção.

    • Prisão perpétua é “passar a mão na cabeça”???????

      Qualquer coisa menos que a execução covarde é o mesmo que não punir?

      Ora, então pra que parar na morte? Pq não tortura? Esquartejamento em praça pública? Pq não salgar a casa onde morava? Queimar a família e amigos pra dar exemplo?

      Ora, tenha a santa paciência. Quando começam a clocar as coisas dessa forma, como se qualquer coisa menor que uma pena de morte é “benevolência” – e isso sem falar no respeito aos direitos humanos -, estamos caminhando para a barbárie.

      É sede se sangue demais.

  • Álcool também é droga e mata da mesma forma que as demais.

    Pode causar a morte de quem usa e até de quem não usa.

    Se beber álcool fosse crime no Brasil ( há países em que é crime ) e levasse à pena de morte, não seria uma barbaridade?

  • A Indonésia não foi aquele país que teve aquela terrível tsunami? Por que será que essas tragédias acontecem nesses países? Seria talvez porque eles ainda têm pena de morte? Não sei, só deixo para reflexão.

  • Da Putanésia não espero nada, caro Eduardo! Essa merda de país é e sempre foi o maior centro de tráfico de drogas e prostituição do mundo! Eis um lugar que eu destruiria sem perdão se tivesse poder para isso. Ponto final!

  • Eu sou contra até prisão perpétua, que dirá da pena de morte.
    Sou contra pois acredito que nenhuma das duas resolvem problemas e mascaram inúmeras questões envolvidas, vindo a recair a pena somente na mula. Os produtores e chefões, como sempre, escapam.
    Sou o primeiro a gritar pelas garantias da soberania de um país. Por outro lado, pensando que o Brasil vem crescendo no cenário mundial e quer ser respeitado, acredito que deveria vir uma resposta dura em questões bilaterais comerciais e até mesmo proibição de cidadãos indonésios adentrar ao país.
    Logicamente que estou afirmando isso sem ter em mãos as planilhas de prejuízos financeiros.
    Com relação às drogas, já fui contra descriminalizar, hoje sou a favor pela simples razão de sempre enxergar que por trás de tudo tem um chefão ganhando dinheiro e as mulas caindo, e quando digo chefão penso em empresários e políticos.
    Por outro lado, novamente, o SUS teria que ofertar vagas para dependentes, uma vez que temo criarmos uma sociedade ‘noiada’.

  • Parabéns, Eduardo, pela lúcida análise a respeito do assassinato de um CIDADÃO brasileiro, que até pode errado a enveredar pelo comércio ilegal de drogas, mas que jamais poderia ter sido fuzilado de forma cruel por um governo atrasado, que desrespeita os mínimos direitos humanos. Com a sua morte, Marco Antonio Archer transforma-se em um mártir pela luta de todos os democratas pela revogação de penas crueis, que são aplicadas ainda hoje por vários países de cultura retrógrada. A respeito de Marco Archer, faltou dizer as razões que o levaram a ingressar por este caminho. Talvez, por ter crescido em uma país onde até 1985 prevalecia o ditadura militar e o desrespeito aos direitos humanos, acreditou que a impunidade lhe acompanharia ao resto de sua vida. Movido pela ganância, quem sabe, atreveu-se a conquistar novos mercados. Se aqui ficasse, principalmente no Rio de Janeiro teria clientes dispostos a pagar o que pedisse pela cocaína que vendia. Por motivos ainda nebulosos, nada de sabe de sua clientela no Brasil. Quem sabe, entre eles, não estivesse um certo político queridinho do PIG?

  • eu tô é saturado de hipocrisia…as pessoas que defendem a pena de morte, quando diz respeito a seus filhos, parentes ou quaisquer interesses, mudam de opinião descaradamente, sem nenhum pudor. ..é o caráter deformado de boa parte dos brasileiros, em especial, dos paulistas.

  • Eduardo, você diz repetidamente que 10 anos é pena suficiente para ele pagar seus crimes… vamos supor que então ele seja solto e seja pego novamente traficando naquele país (ou num outro): você continuaria pensando assim?

  • Antes de ler este artigo, neste fim de semana defendi exatamente o mesmo ponto de vista. Fui apedrejado pela maioria das pessoas.
    Nunca cheguei perto de drogas ilícitas, mas tenho certeza que alguns dos interlocutores pensam que execrei esta execução absurda em causa própria.
    Impressiona-me o ódio das pessoas e a confusão que fazem com os diferentes tipos de crimes. Para muitos entrar num país de mentalidade medieval com 13 Kg de narcótico é pior que assassinar um semelhante.
    Lamentável.

  • Achei bem interessante a discussão de vcs.

    Eu sou contra a pena de morte e também concordo em parte que não é esse o modo de tratar o problema.

    Mas ao mesmo tempo, não consigo sentir pena dele, bem, a lei na Indonésia é assim e pronto. O que eu acho mais estranho, e estou falando isso de boa, é que bem, ele era traficante há um bom tempo, não foi um erro pontual, ele fazia isso há tempos, então ele meio que zombava da lei, correto? E de novo, não foi um erro pontual, ele foi para lá porque queria lucrar a base do vício dos outros, mas se deu mal.

    O fato de que ele vivia a base do sofrimento alheio me incomoda bastante e não me faz compreender o porque da defesa dele.

    Não sou a favor da pena de morte, mas entendo que não podemos ser hipócritas temos que entender que somos responsáveis pelos nossos atos, e a justiça deve aplicar as sanções que a Lei permitir. Quantas famílias ele destruiu mundo afora por ter levado as drogas “as suas casas”?

    A pena de morte para traficantes já existia na Indonésia antes dele pegar o avião pra lá… Por mais que eu não concorde com esse tipo de pena, com certeza ele procurou e causou a própria morte.

    • Perfeito seu comentário. Parabéns! Aliás o debate aqui é excepcional. Não creio que tenhamos que avaliar este episódio sob a otica das leis da Indonésia, e sim aprofundar a discussão sobre a pena de morte. Acho um tema extremamente polêmico, mas não acho que seja solução. Aliás, onde ela existe o tráfico continua. Do mesmo modo, acho difícil implementar legalização de drogas num país com a nossa cultura. Problema extremamente dificil!!

      • “Bonella esteve na Indonésia no fim de semana e acompanhou através da mídia e de relatos de contatos a execução de Marco Archer. Embora faça questão de criticar a opção do brasileiro pelo tráfico, a australiana disse ter ficado chocada com o desfecho de um dos personagens mais citados em Nevando em Bali – numa das passagens, Bonella conta que Archer dominava o fornecimento de maconha em Bali e tinha até registrado a marca de um tipo de erva que vendia, a Lemon Juice”

    • Aind abem que vc não compreende a defesa dele. Pq ninguém o está defendendo.

      Pelo menos, vc não perdeu tempo tentando compreender o que ninguém está dizendo, né?

    • Sou a favor da pena de morte .
      a lei é clara . A pura infração da lei é desrespeito às autoridades constituídas sobre o povo , de forma direta ou indireta , sob quaisquer regime de governo : socialista , democrata ; direita ou esquerda . É o pagamento pelo serviço prestado pelo pecado , ou seja , o salário do pecado é a morte ; e no entanto , muitos que deveriam ser e que não são punidos rigorosamente . E o caso do extermínio de jovens no Brasil pela guerra civil não declarada ; as famílias não estão sendo destruídas pelo mal ? Todos os dias no noticiário o que se vê é homicídio sobre homicídio e ninguém não toma partido nisso . É notável , que se queira resgatar um indivíduo que não quer resgate ; não adianta resgatar o corpo , tem que ser resgatado é o caráter , é o brio , a família e não um indivíduo que está pedindo para ser fuzilado como recompensa pelos seus atos .

  • Não conhecia essa pesquisa que diz que a maioria, embora apertada, é contra a pena de morte. Agradável surpresa. Eu tinha quase certeza que era o contrário. Deve ser porque como disse a socióloga da matéria, os que são a favor são mais barulhentos na internet.
    Sinal de amadurecimento da sociedade brasileira. Aguardo que ela acabe percebendo que a proibição do consumo e venda de drogas está na origem da violência do tráfico. O Mujica não virou celebridade porque anda de fusquinha? Ouçam o que ele tem para dizer

    • Meu caro, o Papa Chiquinho foi aquele que disse que esmurrava o Gaspar se ele falasse mal da mãe dele… enquanto o próprio CHEFE ensinou que, quando levasse um tapa na face, desse a outra…

      • Quando foi que Jesus disse que se cuspissem na sua MÃE, vc deveria oferecer a outra face? Ou terá sido oferecer a outra face DELA?

        Vc TEM mãe?

        Parece que não.

        Entregou-a quando a vendeu?

  • o único digno de tirar a vida é Deus, do contrario prisão perpetua com o preso trabalhando dentro do presidio para sustentar família e ele próprio, a maior parte que pede pena de morte, são os que se dizem religiosos, e digo mais são fascistas

  • Só é contra pena de morte quem nunca sentiu na pele o assassinato bárbaro de um filho ou parente. Os Direitos Humanos só defendem bandidos. Quando queimaram um ônibus em São Luiz do Maranhão e uma pobre menina ficou quase que totalmente queimada, a ordem veio de dentro do presidio. Ao ser entrevistada na ocasião a Ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário só queria saber como os presos estavam sendo tratados.

    • A pena de morte já existe no Brasil. Mais bandidos são mortos pelo Estado no Brasil do que nos EUA. Se pena de morte resolvesse, o Brasil seria o país mais seguro do mundo. Aqui, os bandidos são condenados à morte pela polícia, julgados e executados atrás da viatura em vielas escuras de norte a sul do país. Aliás, conheci alguém como você. Dizia a mesma coisa até que o filho foi assassinado pela polícia por estar dirigindo em alta velocidade. Hoje, essa pessoa defende direitos humanos.

      • Ë claro que existe, porem se ela nao acontecesse de maneira `tão velada, seria mais efetiva. O criminoso tem que saber que vai morrer…………pela lei, pela ordem.

    • Quer dizer que quem é parcial e sente ódio de quem o prejudicou é mais capaz de dar uma sentença justa do que quem é imparcial?

      Quero ver vc defender esse argumento…

  • Alguns anos atras, o Cardeal Don Vicente Sherer foi assaltado e estuprado na zona sul de Porto Alegre. Ao ser entrevistado logo após o ocorrido falou:
    – Esses animais deveriam ser mortos.
    É muito cômodo ser contra a Pena de Morte; a maior parte deles são demagogos.

    • Querer uma declaração coerente de quem acaba de sofrer uma violência é um despropósito. Aliás, essa história parece mais uma dessas lendas que circulam na internet. Mas mesmo se fosse verdadeira, não diria nada. Como já disse, o mesmo vale para você, caso, um dia, um ente querido seu seja morto pela polícia.

      • Ser morto pela polícia é diferente do que ser morto na mão de bandido??? Talves antes de ser morto na mão do bandido seu ente querido seja estuprado, torturado, desmembrado e aí sim receba a clemencia da pena de morte. Veja o caso Champinha, vai fazer o que com ele? Você vai levá-lo pra casa? Cuidar dele? Ou se está longe de você não te afeta? Deixemos de ser hipócritas! PERGUNTO DE NOVO: O QUE SE FAZ COM OS CHAMPINHAS???

    • O cardeal, se teve mesmo essa reação, foi sob a pressão e a angústia pós-traumática decorrentes de ato bárbaro (torço que seja falso!), passível a qualquer ser humano nas mesmas condições. Mesmo não tendo passado por nada parecido, ouso crer que, sinceramente, o religioso, em reflexão mais detida, pode ter perdoado seus agressores, a exemplo do que fez o Mestre.

    • E…????

      O que é que isso prova, além de que é humano sentir raiva de quem nos fere?

      Isso, por acaso, confere à reação do Cardeal algum semblante de justiça?

      Ou o Cardeal é infalível ou porta-voz de Deus e, por isso, devemos nos convencer de que o certo é nos render a nossos instintos mais animalescos e matar quem nos fere?

      Não entendo a razão de se comentar algo assim. Não há argumento algum, não há razão alguma que ao menos sugira que a morte é uma punição mais justa do que outras. Há apenas um exemplo de como a paixão supera a razão, imediatamente depois de uma violência.

      Mais nada.

          • Cara, vc está sugerindo que a vida humana tem preço. Mata pra resolver problemas da forma mais simples, por ser mais fácil, por ser econômico, é isso?

            É simplesmente repugnante.

            É um descaso pela vida tão grande quanto o dos criminosos que se pretende “combater”.

      • Primeiro, não tem como afirmar que cadeia não resolve, pois não se tem como comparar com um país onde não exista a prisão.

        Segundo, mesmo que fosse verdade, e nem cadeia, nem pena de morte resolvessem, então pq alguém escolheria a pena de morte?

        Diversão?

        • Já foi dito isso: economia de recursos da sociedade (moradia, vestuário, comida, etc.) para com os presidiários. Note que eu não estou afirmando isso, mas se foi dito que a única função da prisão é separar os “maus” dos “bons” (ou sendo honesto os “menos maus”) chega-se a isso. A literatura está cheia de “sociedades distópicas” onde se chegou a essa conclusão…. infelizmente…

          • Matar por economia?

            Dá pra começar a levar a sério uma sugestão indecente como essa?

            Como é que uma sociedade ou um grupo de pessoas que justifica o assassinato de alguém como uma medida de economia – ou seja, que coloca um preço na vida das pessoas – pode pretender ter a isenção e a superioridade moral de julgar e condenar alguém?

            E se é correto matar alguém que foi condenado pra economizar uns cobres, será correto tbm matar um inocente, por ser economicamente benéfico?

            Quando começarão as matanças dos mais pobres? Vão começar pelas favelas?

            É incrível como estão deixando de lado todo o mínimo da decência humana.

  • Tantos Países,para traficar,e o cara vai a um que tem LEIS RÍGIDAS,é duvidar destas LEIS,foi desafiar,e se deu mal,que sirva de lição,aliás todo traficante,deveria ser fuzilado,pois são assassinos em potencial,só não vendem drogas,para a sua família.

  • A repressão ao tráfico é uma guerra perdida. A prisão ou a morte de traficantes só tornam a atividade mais arriscada, cara e atraente. Para cada elemento preso ou morto, aparecem 1000 dispostos a correr o risco. Alguns países já praticam outras formas de combate, pois a simples repressão violenta, em vez de combater, só estimula a atividade.

  • Pena de morte é uma barbaridade, e a evolução da abordagem sobre as drogas, torna-a ainda mais absurda. Por sinal, a horda de psicopatas, travestido de “decentes moralistas”, que pulula na INTERNET, adora condenar aqueles que já estão numa situação opressiva, taxando-os com epítetos simplistas e preconcebidos, característicos daqueles que não se preocupam em conhecer uma situação a fundo, preferindo usá-la para expor suas taras e indiossincrasias reacionárias, mas mudam completamente seu discurso truculento quando a barbárie que defendem para o outro; principalmente se esse outro for pobre ou ao menos um desconhecido, atinge alguém próximo a eles ou que pertença às suas “simpatias”. O que diriam esses bastiões do fascismo se ao invés de Marcos Archer, o condenado à morte na Indonésia fosse um filho ou irmão de um deles; ou mesmo algum ator global, queridinho midiático ou político conservador, vendidos pela mídia para os robôs que a seguem como exemplos de virtude e “decência”(aquela “decência” construída pela seletividade dos donos da mídia, que censuram quaisquer denúncias capazes de atingir seus aliados e somente divulgam aquelas, verdadeiras ou não, que atinjam os membros das forças de esquerda)???????!!!!!!!! Garanto que mudariam o sinal de sua “indignação” fascista e seu “respeito” à barbárie na Indonésia. DEFENDER OS DIREITOS HUMANOS É UM PRINCÍPIO MORAL, VALE PARA TODOS OS SERES HUMANOS E NÃO SOMENTE PARA AQUELES QUE ACHAMOS “BONZINHOS”. ASSIM, QUEM DEFENDE OS DIREITOS HUMANOS SABE QUE A PENA DE MORTE É UMA VIOLAÇÃO A ELES. DO MESMO MODO QUE SABE QUE TRATAR-SE USUÁRIOS DE DROGAS COMO CRIMINOSOS, E NÃO COMO DOENTES, CONSTITUI UMA BARBARIDADE QUE A HUMANIDADE JÁ VEM ABOLINDO HÁ ALGUM TEMPO. O Brasil agiu corretamente ao condenar a execução de Marcos Archer e a pena de morte na Indonésia(como condena o genocídio dos palestinos por Israel e deveria, se já não o faz, condenar as as violações aos direitos humanos na prisão de Guantámo, pertencente aos EUA); porque foi resultado de uma barbárie, que precisa ser condenada em todo o mundo(como obviamente nenhuma Lei, de nenhum país, é inquestionável. Sempre será questionável se afrontar princípios humanos básicos, que a Humanidade e o conceito moral de Bem consideram como invioláveis); como também o fez em tentar salvar a vida do barsilerio, apesar dos canalhas midiáticos tentarem atribuir a condenação como uma derrota de Dilma, o que é de uma imbecilidade só comparável ao fanatismo desses animais a serviço dos barões que controlam as comunicações, e a opinião e a informação no Brasil. E é também em nome dos mesmos princípios de respeito à dignidade humana, que as drogas devem ser descriminalizadas para que tratemos dos doentes que as consomem. Do mesmo modo, também a descriminalização serviria para acabar com a indústria do tráfico, da qual os EUA e as classes dominantes da Ame´rica latina muito se beneficiam. Os primeiros, por usarem as drogas para entorpecerem as massas oprimidas de nossos continentes e como desculpa política para intervirem em várias nações latino-americanas. e as segundas, por também terem nesse entorpecimento das massas, e na sua submissão a hordas de traficantes, uma boa anestesia à milhões de excluídos que, de outra forma, estariam ainda mais engajados na luta por direitos que vem acontecendo em nosso continente e na conscientização sobre ao processo de histórico de opressão e exclusão de que são vítimas. Do mesmo modo, o poderio ianque já estaria esfacelado se essas massas em seus países, ou as massas de vítimas das drogas nos EUA, compreendessem o mecanismo social de dominação que elas sustentam. Ou seja, a Globo(e seus semelhantes em outros países), o latifúndio e o 1% que detêm mais da metade da riqueza nacional; a arrogância ianque e o próprio modelo social cada vez mais excludente da Sociedade estadunidense, já teriam acabado, ou estariam em processo de questionamento, se os milhões de zumbis ou sequestrados, como drogados ou reféns dos traficantes, se libertassem dessa condição e buscassem os direitos que lhes não são negados historicamente nas Sociedades que eles e seus a ancestrais ajudaram a construir. Essa é a compreensão que falta aos “decentes”; por burrice ou mau caratismo mesmo, e precisa ser jogada na cara desses fascistas, travestidos de “rigorosos”, que não passam de psicopatas.

  • Eduguim, voce tem todo o direito de ser contra a pena de morte assim como metade da população brasileira. Fico com a outra metade que é a favor. O caso de Don Vicente Sherer é verdadeiro e na época não havia Internet.

  • Depois de ler no Viomundo esta reportagem com os condenados, http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/renan-antunes-de-oliveira-na-balada-da-morte-na-indonesia.html reforcei minhas convicções de que a pessoa que realmente está arrependida do que fez de errado na vida não se vangloria dos (mal)feitos. Não é o caso dos dois condenados. Sou contra a pena de morte, mas penso que eles não poderiam ficar soltos, nem lá nem aqui. Já que nunca trabalharam na vida, poderiam ser “condenados” a trabalhar na cadeia por décadas. Pena de morte não! Quem se arrepende do fundo do coração fala dos crimes com vergonha e para servir de alerta para os jovens. De tudo que o Marco Archer passou e o Rodrigo está passando, segundo a reportagem do Viomundo, eles estavam em Hotel 5 estrelas perto dos demais condenados na Indonésia. Drogas, o nome já diz tudo!

  • Veja bem, cada pais tem sua lei e soberania, então aplica-se a lei. No entretanto, houve por parte do governo brasileiro o pedido de não execução, que não foi atendido, então somente resta ao Brasil criar uma lei que de tratamento reciproco aos estrangeiros, e vejamos como, QUE NO CASO DE CRIMES PRATICADOS POR ESTRANGEIROS NO BRASIL, O MESMO SEJA JULGADO E CONDENADO NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO MAIS GRAVOSA…( a brasileira ou se seu país e origem,) …. inclusive aplicando a PENA DE MORTE se for o caso……………. fica ai minha sugestão……

  • O que ocorreu na verdade, é que o Marco foi vitima da própria droga.

    Usou, gostou, viu possibilidade de ganhar muito dinheiro, mão se importando com as famílias de ninguem, destruindo seus lares etc…
    Deve-se respeitar as leis de outros países, sim. O grande problema é que os brasileiros achavam que iam achar um jeitinho Brasileiro de resolver o pepino, e não deu certo.
    Leiam materia no DCM. Tem relato dele que ele fez isso a forma de ganhar a vida, pouco importando com a vidas dos joven que ajudou a matar com o vício.(mesmo estando preso, consumia drogas e era tratado no bem bom)
    Poderia ter sido meus filhos, ou seus filhos, e daí?????
    Em parte da nossa imprensa porca e nogenta, e de alguns blogs, pouco falta para torná-lo um herói.
    Cada país tem suas leis, e sua obrigação é aplica-las. Foi feito respeitando as leis deles, e ponto.
    Se as lei brasileiras fossem aplicadas com seriedade como as deles… nosso país seria outro, não estaríamos travando tal discussão, o que aliás é saudavel.
    Vejam, que ele ficou hà 9 ou 10 anos preso, ou seja não foi uma decisão no calor de um ou duas discussões. .
    .-.-..-.-….
    O Fato do Eduardo comentar que em nosso país existe pena de morte, não existe não, o que temos é condescendência ao crime, à barbárie, por conta de um Judiciário incompetente, “CEGO”
    Alí não se aplica lei, e sim banditismo

    Não me sensibilizo nem um pouco com a morte dele, assim como os franceses que morreram, por pura arrogância e ignorância.
    Apostaram alto demais, substimaram o poder de reação do inimigo.
    Perderam……….

  • Bom, como já disse em outro comentário SOU CONTRA a pena de morte, nem tanto por dó de culpados condenados – gostemos ou não há gente além da possibilidade de recuperação, mas por causa de que muitos inocentes e só os já fudidos que não podem pagar adEvogado bacana seriam pegos pela tal pena.

    E também porque acho bárbaro a morte Estatal. O cara já tá preso. Bota o cabra pra quebrar pedra sei lá, mas matar não soluciona nada.

    Porém, acho que podemos parar de chorar pitanga pelo fuzilado. ele não era flor que se cheirasse.

    E não foi por 10 milzinho não, Eduguim, eram Três milhões e meio de dólares. O cara sempre foi traficante, viveu disso a vida toda. Não foi mula inocentinha não.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-perfil-de-marco-archer-por-um-jornalista-que-conversou-com-ele-4-dias-na-prisao/

    Evidentemente, o fato de não ter tanta pena desse camarada, não me faz esquecer como livraram CORRENDO a cara de uns ~bacanudos~ poderosos aqui no Brasil com o caso do Cocacóptero lá de MG… Não tem dono… HAHAHAHAHAHAH

    HAJA HIPOCRISIA

    • quem transporta 13 kg de droga na própria bagem é multa. Grandes traficantes não movimentam 3 milhões, movimentam centenas de milhões e toneladas de droga, e nunca fazem o serviço pessoalmente

  • Não sou contra, em princípio, à pena de morte, embora concorde que ela não é A solução. Também concordo com o blogueiro que a pena de morte já existe no Brasil, é só ver quantos bandidos se conhece com mais de 40 anos. Se a polícia não mata, os outros bandidos matam, Bandidos (os comuns, claro) não vivem muito.

    Sobre as drogas, sou a favor da descriminação, também em princípio, já que cada um deve poder fazer o que quer. Claro que a discussão não é tão simplória, mas a guerra às drogas está sendo perdida há muito tempo.

    Agora, o que penso sobre esses assuntos não tem nada a ver com a defesa do brasileiro condenado. Ele foi pra lá porque quis, levando 13 quilos!!!!!! de cocaína, ou seja, não foi um aviãozinho a toa, ele sabia bem o que fazia e onde estava se metendo, e, claro, conhecia as leis de lá. Por isso não acho que cabe defendê-lo. Colheu o que plantou.

    • Valdir, essa matéria foi feita um ano após a prisão. Traficantes de drogas não carregam pacotinhos de 13 kg na própria bagagem, movimentam toneladas e milhões e milhões de dólares e nunca aparecem. Esse Marco era o que chamam de “mula”

  • Gostaria que me esclarecessem uma coisa: O traficante carrega consigo a droga? Os grandes traficantes são usuários de droga? Pelo que já li a respeito, a resposta é não. Esses dois brasileiros são usuários de droga desde moços. O curitibano desde os 13 anos e o carioca desde os 17 anos. Não adianta dizer que eles sabiam do perigo. Os cérebros corroídos pela droga, não assimilavam esse perigo. Faltou talvez há muitos anos, a percepção e atitude das famílias para tentar tratamentos. É uma situação muito complexa. Se as mentes desses brasileiros estivessem sadias, seus feitos se restringiriam ao Brasil, pois 13 Kg de cocaína, levaram ao fuzilamento. Mas… 450Kg pegos no helicóptero no Brasil, até agora não vi culpados, nem nomes de traficantes e todo mundo leve e solto. Garanto que esses não eram usuários. As cabeças estavam lúcidas e espertas.

    • É fácil entender o motivo destas antas decidirem traficar drogas justo para a Indonésia, onde a legislação é tão dura, afinal, um quilo de coca lá, alcança o valor de 300 mil dólares na alta temporada.

      Uma curiosidade:

      Como cada quilo de pasta base rende 5 de cocaína, os 450k no helipóptero dos esparrela valeriam em Jacarta a módica quantia de U$675.000.000, ou R$1.822.500.000, e isso já descontados os 50k do pedágio/escala no Spa… Fica até difícil ler, né? Prestenção: Um bilhão, oitocentos e vinte e dois milhões, e quinhentos mil reais! Suficiente para construir algo como 40 mil casas populares…

  • Sou frontalmente contra a pena de morte em qualquer circunstância. Entretanto, da mesma forma que queremos respeito as nossas leis, temos que respeitar a lei dos outros paises. Não significa que não possamos fazer movimentos políticos para que a pena de morte seja extinta no mundo inteiro. A Indonésia adotou a pena de morte para traficantes de drogas, entre outros crimes, com muita clareza. Todo aquele que chega ao país esta ciente desta lei. No caso presente este cidadão deu uma longa entrevista a um jornalista brasileiro onde afirma que sua ocupação era ser “traficante, traficante, traficante…”. Portanto, sabia do risco que corria pois não foi o primeiro a ser condenado a morte e executado.

  • Vc vai me desculpar EDU, mas dessa vez não concordo com vc, mermão … A lei Indónesia penaliza tráfico com pena de morte, que eu não apóio, mas enfim, é a LEI por lá. os Brasileiros sabiam disso e mesmo assim se arriscaram. Tiveram o que mereciam. Barbárie é o que acontece no Brasil, onde os traficantezinhos pés-de-chinelos mofam em cadeias medievais e os HELICOCAS DOS PERRELAS com toneladas de pós passam batido.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    • Vc acha que o traficante morte não era pé de chinelo?

      Quantos grandes traficantes foram presos e condenados à morte na Indonésia?

      ZERO.

      É a MESMA coisa que aqui. Lá, a lei que pune o tráfico com morte é de 2000. É a bandeira eleitoral de um militar, um Bolsonaro. O presidente foi eleito prometendo matar 5 por mês.

      TODOS pés rapados.

      E ainda estou esperando qualquer um dos que acham que “é a lei de lá” e, portanto, não pode ser condenada ou contestada, me responder se o Apartheid, a escravidão, o AI-5, etc tbm não deveriam ser contestados por serem leis de países soberanos…

      Até agora, ninguém conseguiu responder a isso. E pq? Pq o argumento não faz sentido. Ser lei não significa estar certo. Leis são escolhas e não forças da natureza sobre as quais não temos controle.

      E a lei internacional renega a pena de morte, o que faz da lei doméstica ainda mais condenável.

      • Ninguém falou que a LEI BÁRBARA não deve ser contestada. pelo contrário, como disse no começo do meu comentário, sou totalmente contra a PENA DE MORTE. Mas o engraçado é que a gente só se lembra dessa lei bárbara quando ocorre um evento brutal desses. Depois todos voltam a cara para o cocho e continuam a engolir a sua ração…. Que tal um abaixo assinado mundial pelo fim da pena de morte para traficantes pé-de-chinelo na Indonésia ?!? Assino na hora. Cadê o AVAAZ ?!?

        “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

  • A pena de morte é indefensável.

    Ela não corrige o problema. Não dificulta a ida de ninguém para o crime. Se não, o perigo INERENTE da atividade criminosa, onde bandidos vivem se matando e a expectativa de vida é bem pequena, já teria dado conta do crime.

    A prisão perpétua retira o criminoso da sociedade e o impede de retornar ao crime da mesma forma.

    Então, pq defendem tanto a pena de morte?

    Por vingança. Pra saciar o ódio que sentem pelo criminoso. A quantidade de vezes qaue sugerem que “só quem sofreu tem condições de falar” é sintomática. Quem sofreu na pele não é imparcial. Sente ódio. Seria a última pessoa que teria condições de decidir de cabeça fria a punição adequada. Mesmo assim, apenas pq a vítima tem sede de vingança, atribui-se a ela a “legitimidade” de decidir a pena. Ora, se for assim, o que vai ter de gente morrendo por ter dado um tapa em alguém não está escrito!

    Além da satisfação da sede de sangue, há quem defenda a pena de morte por ser econômica. Deixar o cara preso é custoso, então melhor matar pra economizar um trocado. A vida humana, pra essas pessoas, tem um preço.

    Pros criminosos que elas desprezam, TAMBÉM!

    Outra razão comumente levantada é “o criminoso não é humano”. O crime, dizem, desumaniza. Coitados dos cães e gatos. Todos eles devem merecer a morte por não serem humanos, né?

    No final das contas, quem defende a pena de morte bate no peito e afirma possuir uma superioridade moral tal que lhe permite julgar e condenar os outros. Mas em NADA são diferentes dos criminosos. Não se importam com a morte, a desejam, até. Colocam preço na vida. Encaram a morte de alguém como uma forma de solucionar um problema.

    Moralmente, estão exatamente no mesmo pântano dos criminosos. E querem nos transformar, todos, em homicidas.

    Se a pena de morte vier a ser implantada por aqui, queria que cada um dos que hoje a defendem sejam empregados como carrascos. Queria ver quantos deles reteriam ao menos uma resga de humanidade pra não apertar o gatilho, quantos cairiam na real do que significa tirar uma vida no momento em que tivessem que fazê-lo. Que percebessem a covardia de assassinar alguém que sequer pode se defender.

    Queria ver quantos não perceberiam que estariam fazendo exatamente o mesmo que aquele que está sendo executado. Quantos perceberiam que aquele ato é repugnante e que a pena de morte é uma aberração.

    E quantos apertariam o gatilho com prazer.

  • Ao que parece, o que se discute, não é somente o caso do Marcos, mas outro qualquer em que um indivíduo tenha carregado drogas para lá. Suponhamos que fosse a primeira vez. Um primário e tivesse que pagar com a vida, através de um fuzilamento. Acredito que no meio daqueles presidiários deve haver casos assim. A pessoa cometeu o primeiro crime e é fuzilado. Aí, eu creio que seja uma pena forte demais.

  • O que eu gostaria de dizer é o seguinte:

    Aqui no Brasil um helicóptero foi pego com meia tonelada de cocaína. Ninguém está preso, o helicóptero foi devolvido, e o proprietário e seu grande amigo estão cheios de prestígio entre os coxinhas favoráveis à pena de morte para traficantes.

    Isto é o que eu chamo descriminalizar o tráfico ao extremo. Este país não tem solução.

  • Não resta a menor dúvida que o ocorrido na Indonésia com o brasileiro Archer foi uma barbárie. O mundo civilizado, as pessoas com o mínimo de sentimento humanitário não podem aceitar, os organismos internacionais têm que se mobilizar para a extinção dessa prática nefasta, ainda, no mundo.
    Solidarizo com os familiares do brasileiro e lamento a fatalidade, apesar dos apelos da nossa chefe do Estado brasileiro, Dilma Roussef.

    • Foi por tráfico?

      Não, foi por espionagem. Um ato de guerra.

      Mas vc cinicamente finge que é a mesma coisa e quer comparar pra fingir que a condenação que fazemos é hipócrita.

      Patético.

  • Deixarei de comentar este post em virtude de que este caso é complicado demais pra ser destrinchado em um comentário de algumas linhas, haja visto que o próprio post é um dos mais extensos que já vi aqui no blog.
    sds

  • Criticado internacionalmente pela execução, no dia 11 de abril de 2003, de três homens acusados de sequestrar, uma semana antes, um barco de passageiros com o qual pretendiam fugir de Cuba para os EUA, o ditador Fidel Castro diz que elas foram legais, mas reconhece que trouxeram “um custo”.
    “Fomos obrigados a tomar medidas. Medidas legais, por meio de julgamentos, não de execuções extrajudiciais”, afirmou Fidel em entrevista concedida na semana passada, em Buenos Aires, aos jornalistas Ricardo Kirchbaum, Oscar Raúl Cardoso, Eduardo Van Der Kooy e Julio Blank, do diário argentino “Clarín”.
    O ditador acusa os EUA de incitarem ações como aquela. “Há pessoas ali que querem provocar um conflito entre EUA e Cuba e querem que o problema de Cuba se resolva da mesma forma que o que aconteceu em Bagdá”, disse.

    • Vc copia a “notícia” do UOL, que traduziu do Clarin, que chamava o Fidel de “ditador” apensar dele ser eleito e ter o apoio do povo cubano, e cujo “repórter” tentou fazer uma pegadinha com ele, com uma pergunta capciosa.

      Vc acha mesmo que eu vou dar crédito a essa versão completamente facciosa?

      Só os MUITO trouxas – daqueles que usam o cérebro como peso de papel – tomariam uma só letra do que está escrito numa “reportagem” facciosa como se fosse verdade.

      Trouxas tipo vc, trollzinho.

      E querer comparar terrorismo com tráfico de 13 kg de cocaína é só mais uma coisa de trouxa. Daqueles cínicos,que se acham muito mais espertos do que realmente são…

  • Edu, vc foi ao cerne da questão, reproduzo esta parte do teu texto:

    “Mas o pior mesmo talvez seja essa visão de que a lei indonésia deve prevalecer, como se qualquer lei que um país tiver fosse inquestionável. Um bom exemplo disso é a lei sul-africana do Apartheid. Pela lógica dos que defendem o império da lei indonésia, o mundo deveria respeitar o apartheid, a segregação de negros, que foi lei durante décadas na África do Sul.”

    Não é só vc que está sendo afetado ou atacado com essa mentalidade tacanha (é assim que deve se chamar essa postura desse pessoal conservador mal assumido), isso começou ainda no ataque da revista na França. Tem perfis radicalizando ao extremo a questão rotulando quem critica com o conteúdo da revista como pessoas “coniventes” com o jihadismo (extremismo islâmico) ou desviando o foco da discussão pra acusação vazia pura e simples. Ao fazerem isso eles provocam uma reação emocional e passional ao extremo desse pessoal que muda de opinião facilmente e começam a trivializar ou justificar todo tipo de abuso e absurdo no mundo, quando a discussão sobre a publicação passa bem longe disso (participação da França nos conflitos do OM, Estado Islâmico, OTAN etc).

    É consenso na esquerda brasileira a posição contrária à pena de morte. Se alguém se diz de esquerda e se diz a favor disso, precisa rever como chegou até a esquerda pois não foi por um viés político consciente e sim por uma rejeição ao PSDB e o neoliberalismo deles (não deixa de ser uma forma de se chegar ao outro lado tb mas não o único e o mais consistente que é o da formação e conscientização política).

    Entra nisso aquela questão que eu comentei pra vc em outros posts do que acabei rotulando como “gurus”. O papel desse pessoal na rede é subestimado, eles provocam ondas de “indignados” de forma instantânea e isso vai se disseminando rapidamente (que é a função do FB). Esse pessoal com muita gente adicionada e volúvel acaba reproduzindo o discurso extremado deles ou fazendo uma reação oposta também extremada e isso se espalha aos milhares pela rede como vc pode ver nesse discurso de pessoas tentando relativizar e dizer que “não pode criticar leis de outros país” (quem escreveu que ninguém não pode criticar leis equivocadas de outros países? De onde eles tiram isso só pra silenciar a crítica?). Não só pode como deve, até porque o Brasil sempre foi criticado historicamente por estrangeiros sem haver uma reação interna dos brasileiros sobre isso, só que os tempos são outros, o brasileiro consciente hoje não precisa se omitir como um “oprimido” em relação a aberrações em outros países, não só brasileiros ou qualquer pessoa no mundo que queira expressão indignação contra injustiças e leis abusivas e desumanas.

    Parabéns pelo papel humanizador e humanista do post pois esse pessoal anda precisando ler coisas assim e não reações extremadas de gente que por não entender o contexto externo começa a fazer “jihad” de pensamento naquela rede.

    • Como eu não sei se o link da foto apenas aparece no post (devido ao html), coloco o link, mas tem o nome na foto, veja a Casa da Cultura do Recife, antigo presídio do estado:
      http://turismourbano-pe.blogspot.com.br/2013/04/pontos-turisticos-principais-da-cidade.html
      Link do blog (tem mais fotos):
      http://turismourbano-pe.blogspot.com.br/2013_04_01_archive.html

      Se esse pensamento de “não criticar leis de outros países” (e mesmo abusos internos por motivações religiosas) reinasse, esse presídio jamais teria sido desativado e não serviria hoje como casa de turismo e artesanato.

      Por sinal, da última vez que entrei aí (na Casa da Cultura) eu disse que os prisioneiros antigamente (no período colonial) tinham prisões mais “luxuosas” que as masmorras atuais do país. Disse em tom de ironia pois se o Bolsonaro visitasse esse antigo presídio iria dizer que “preso antigamente tinha regalia demais”, de tão brutalizado que é a mente daquele tipo de indivíduo que o PSDB abraçou com carinho.

      É triste constatar isso mas o Brasil regrediu à barbárie com o regime civil-militar de 1964, há uma ideologia de barbárie no país disseminada na população e não é algo fácil de combater. Aquela ideologia desumana e fascistoide (na maneira de “combater quem considera inimigos”) e privatista daquela UDN faz estragos no país até hoje e é a ideologia vigente da direita brasileira.

  • Veja que coisa curiosa…

    O traficante é um grande canalha. Ele não se importa com as vidas que arruína com a droga que vende. Não se importa com as vidas que são perdidas por causa disso. Tudo o que ele quer é a grana e só se preocupa com o próprio umbigo.

    Realmente, é um dos degraus mais baixos da espécie humana, por qualquer ângulo que se olhe.

    Mas, verdade seja dita, ele não deseja a morte de ninguém. Ele não vende droga envenenada. Ele não mata ninguém diretamente, mas sim indiretamente.

    Até aqui, acho que ninguém discute e todos estamos de acordo, certo?

    Agora, aí vem alguém e o julga e condena e sentencia: esse eu quero ver morto.

    Ele QUER a morte do cara, diretamente.

    Eu falho em ver em que o que deseja a morte de alguém, por mais certo que acredite estar, qualquer tipo de superioridade moral em relação a quem não se importa com a vida alheia e com as conseuências de seus atos sobre elas.

    Adicione a isso o fato de que quem quer a morte do sujeito o faz por odiá-lo. Odiar seus atos, sua indiferença, sua canalhice, não importa. É ódio do mesmo jeito.

    E aí qualquer tipo de pretensa superioridade moral vai por água abaixo. Um não se importa com a vida de ninguém, o outro quer a morte de quem odeia.

    Dá pra sair alguma coisa civilizada disso?

    Não creio.

    Por fim, queria fazer uma pergunta a quem defende a pena de morte… quando é que vcs vão começar a pedir a morte dos fabricantes de armas, de bebida, dos que vendem bebida em botecos, etc?

    Afinal, se um merece a morte por vender algo que eventualmente matará alguém e não se importa nem um pouco com isso, o mesmo vale pra quem fabrica armas, quem as vende, quem fabrica bebidas – que matam mais do que as drogas, e já destruíram mais famílias do que elas – e de quem as vende. Nenhum deles se importa muito com as consequências de seus atos, que cometem por dinheiro.

    Tem alguma diferença? Eu não vejo!

    Adotar a pena de morte é matar a própria consciência. Desejar a morte de alguém não pode ser chamado de humanidade e menos ainda de civilidade. É a sujeição da razão ao instinto animal, ao ódio, à sensação de impotência diante das injustiças.

    E não e e nunca foi justiça.

    Não manchem suas mãos de sangue e as coloquem na consciência.

  • eles foram para la sabendo que tinha pena de morte por trafico de drogas. e mesmo assim tentou lubriar as autoridades com o tal jeitinho brasileiro , pensando em se dar bem. tentou achando que é igual no brasil , que a lei so pune os pobres e os plabois ninguem poe a mao, e se deu mal. eu sou contra o trafico de drogas de todas as formas , e tambem nao sou a favor da pena de morte. mas no meu caso , eu sabendo que tem pena de morte no pais , eu nunca que iria entrar com droga la. os indonesios nao pediu para eles ir la , e eles foram porque quis e ainda por cima com drogas para vender ou para consumo e deu no que deu. eu espero que pelo menos sirva de exemplo para muitos.

    • Quantos traficantes de peso estão presos na Indonésia?

      ZERO!

      Prostituição infantil, trabalho escravo, trabalho infantil, estupros, terroristas que são soltos, pedófilos que recebem multa…

      Como a justiça lá funciona bem, né?

      Só pq mataram um brasileiro, vcs estão todos alegres. Viram sangue, aplaudem.

      Que desgraça!

  • A pena de morte já deveria ter existido a muitos anos no Brasil. Se verificarmos, os paises que tem pena de morte possuem os menores indices de criminalidade no planeta. No Brasil existe somente a barbarie…ninguem é punido. A lei é falsa…Quem faz a lei é criminoso, quem faz cumprir também…

  • Poucos dias após a execução de Marco Archer, o surfista Ricardo dos Santos foi executado barbaramente, em SC, por um policial militar – a troco de nada, diga-se de passagem – sem nenhum direito a pedido por clemência da parte de nossos mandatários. E a vida segue. Sem paz. Este é o Brasil, país que aplica a pena de morte, extra-oficialmente, mas que adora olhar com ar superior as mazelas que vem de fora, como a pena de morte institucionalizada da Indonésia. Sou contra a pena de morte, registro. Por isso me causa ojeriza o nível de violência no qual nos encontramos mergulhados. Atoleiro que já quase nem percebemos, de tão insensíveis que, pouco a pouco e sem nos darmos conta, estamos nos tornando.

    Anote-se: dizem que a inoperância ululante de nosso ministro da justiça, notada por cronistas políticos como Luis Nassif, desde sempre, tem contribuído um bocado para este estado das coisas. Quanto ao despreparo das polícias, a despeito de ser supérfluo fazer qualquer comentário, cumpre lembrar o ocorrido outro dia mesmo, quando fomos agraciados com o vídeo de um PM disparando nada mais nada menos que dez tiros de fuzil contra um carro em que viajavam perigosos jovens que voltavam da diversão – desarmados. Uma menina morreu alvejada pelo policial sem noção que acionou o gatilho feito um Rambo ou um Paul Kersey do filme “Desejo de matar”.

    A pena de morte é uma realidade em nosso país, infelizmente.

    • Clap, clap clap !!!

      Comentário perfeito, companheiro. De leve…

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO &
      & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    • Ele(o surfista), foi executado por que, não tem pena de morte no país, pois se tivesse o bandido fardado, que o fez seria executado e nunca mais; nunca mais mesmo, ele iria matar inocentes.

  • Conforme destaca a reportagem da BBC: não é porque aqueles que são favoráveis à pena de morte são mais “zoadentos” que necessariamente espelham a opinião da maioria. Há muitos e muitos que se posicionam no campo das ideias de modo desfavorável à pena de morte. Inclusive por conta de reportagens, veiculadas na mesma imprensa, dando nota do fechamento de cadeias na Holanda. É certa uma coisa: leva tempo para que se produzam grandes mudanças de consciência. Inequívoca, ainda, uma outra coisa: o nível da população vem sendo elevado, em matéria educacional, o que faz com que ela passe a olhar para além do seu quarteirão, vislumbrando o mundo em sua totalidade, e busque, a partir do “todo”, a compreensão para os problemas que vão surgindo por conta do convívio em sociedade. As coisas têm jeito – ainda.

  • O que aconteceu com o brasileiro na Indonésia é a maior barbariedade. A Indonésia adota o direito penal do inimigo, não punindo os fatos mas a pessoa pelo rótulo, no caso, traficante, independente da gravidade da conduta. E pior, covardemente, executando “mulas” e deixando os grades de fora. Isso é abominável e vai totalmente de encontro com a moderna dogmática penal adotada nos países civilizado, que obviamente, não adotam a pena de morte, que é obsoleta, traduzindo em uma verdadeira irracionalidade institucionalizada. Não é possível que alguém em sã consciência possa achar que ” transportar drogas”, no caso do brasileiro e dos outros executados no último sábado, possa ser algo tão grave a incidir uma pena de morte ou mesmo prisão perpétua. Ora, a Indonésia é uma país atolado de corrupção até a alma. Não pode servir de exemplo pra ninguém. Por acaso tinha dentre os executados algum policial, político ou grande traficante!? E o escandaloso caso da “vovó inglesa ” que está no corredor da morte pois aceitou fazer a delação premiada e a sentenciaram com a pena de morte (!?), algo absurdo além de uma fraude processual, enquanto os “grandes” que ela denunciou só pegaram no máximo 10 ( dez) anos!? Aí, dizem que este presidente é sério e o querem no Brasil. Pelo amor de Deus, praticamente todos os países que adotam a pena de morte são países do oriente médio. Serve de exemplo?

  • Não pode ser considerado barbárie por se tratar de uma Lei daquele país. Quem vai fazer tráfico de droga por lá vai sabendo que a pena é a morte .Barbárie é o traficante querer o perdão e desmoralizar as leis locais. Foi porque quis. Babarei seria fuzilamento se não existisse a lei. Barbárie é deixar preso no Brasil pessoa cuja pena já venceu ou que estão presas sem julgamento por tempo indeterminado.

  • O argumento da legalidade não torna a pena de morte legítima em nenhum lugar. Aliás, a legalidade também foi utilizada para justificar o nazismo, tanto é que hoje não devemos mais falar em Estado de Direito e sim em Estado Democrático de Direito, reconhecendo os direitos humanos e naturais como fontes primárias.Também, esse argumento de que o cara sabia que o país adotava a pena de morte não justifica esta pena aplicada, ainda mais quando ela só é aplicada aos mais fracos. Aliás, essa questão só ratifica o fato de que ninguém deixa de cometer crime porque existe pena de morte, por exemplo. Isso é uma falácia. A pena de morte só é utilizada pra estigmatizar o indivíduo e para fins de perseguição política. Neste caso, foi utlilizada como plataforma política do governo da Indonésia e mais uma vez, chamo a atenção para o fato de que só foram executados os ” mais fracos”, simples mulas e não os mais fortes, o que demonstra que o sistema é totalmente injusto e perverso. Pensem bem, na Indonésia é prevista a pena de morte para crimes contra a economia, inclusive corrupção. Nunca ninguém foi executado por isso, apesar dos vários escândalos ocorridos naquele país… E ainda falam em legalidade!? A lei deve ser igual para todos.

  • “É melhor viver dez anos a mil do que mil anos a dez”, dizia o cantor Lobão (muito apreciado por este blogue, por sinal). Eis aí a máxima de quem se arrisca como transportador, nos moldes do executado Marco Archer. Isso é o que tentam fazer aqueles que levam a vida de “mulas” pelas plagas da Ilha de Bali. Festas, vida regada a muito sexo, drogas e algum esporte radical para desintoxicar, tudo isso em um cenário paradisíaco. Seria mesmo desperdício arriscar a vida pelas glórias prometidas pelos paraísos artificiais?

    Em uma entrevista concedida em 2005, ainda com a sua condenação quente, Marco Archer chegava a se vangloriar de nunca ter trabalhado formalmente na vida, tendo tido por único labor, até ali, a lida como mula do narcotráfico. Isso a despeito do fato de ter conhecido todos os lugares do mundo que lhe despertaram interesse, recantos onde levou a vida que desejava, com os luxos que melhor lhe apeteceram. Risco? Havia. Mas achava-se, até ali, que era mínimo – e, sobretudo, que não incluía o perigo de morrer com o corpo crivado de balas.

    Foi uma escolha mais ou menos consciente. Àquela altura, 2005, Marco Archer já sentia pesar sobre si a condenação à morte por tráfico de drogas. Mas, pensava ele, em algum momento a pena viria a ser comutada, ser-lhe-ia concedida a clemência, enfim, algo ou alguém tiraria seu corpo da mira dos fuzis. A Indonésia, até então, não executava seus condenados ocidentais por tráfico de drogas. Houve, recentemente, uma alteração nessa diretriz. A partir daí, ao que parece, a antiga alegria do hoje falecido Marco Archer e do que agora espera, Rodrigo Gularte, converteram-se em melancolia.

    Dizem os mais açodados que a Indonésia, agora sim, ver-se-á livre dos traficantes de tóxicos. Ledo engano. A disposição de muitos e muitos por uma vida de luxuosa diversão, conquistada à base de muita adrenalina, continua à toda. Muitos outros arriscarão o pescoço levando drogas para o país, a despeito da execução recente dos ocidentais. “Vale o risco”, alguns pensarão. Sempre haverá quem prefira a máxima de Lobão com que iniciei essa breve divagação. E, sobretudo, teremos sempre, no topo da cadeia, quem se aproveite da coragem de figuras que desperdiçam – será mesmo desperdício? – a sua “eterna juventude” com esse tipo de atividade, para lhes oferecer um dinheiro que compra o céu em troca do risco da morte. Em uma sociedade em que a vida honesta impõe tantos riscos, cobrados com os números da violência urbana de nosso país, que mata os jovens como países em guerra, receio que não será difícil encontrar quem se disponha a correr o perigo enfrentado pelos condenados da Indonésia.

    Marco Archer, dizem, ao longo de sua empreitada como mula teria amealhado a soma de três milhões de dólares. Comparo com trabalhadores honestos: todo dia, p.ex., jovens corajosos perdem a vida ou a saúde em acidentes ocorrido enquanto voavam em motos sobre o asfalto de nossas grandes cidades. Em troca de um salário miserável. Coragem é o que não falta em nosso país, para enfrentar a morte. Estão aí nossos trabalhadores jovens, os motoboys. Disposição existe, e muita. Ainda mais quando há uma boa quantia à vista! A pena de morte não põe fim à ousadia do ser humano.

  • o único que têm direito de tirar a vida do ser humano é deus , o soberano e autoridade suprema de todas as nações desta terra, mesmo ele tendo errado deus lhe daria uma segunda chance , e com relação a esta lei demoníaca e aos povos da indonésia cuidem -se porque cada um prestará contas ao nosso deus no dia do juizo final , aqui na terra os reis reinam mandam matar , fuzilar e exterminar as pessoas, um dia chegará a morte desdes que mandaram tirar a sua vida , e se não se arrepender , vai passar a eternidade nas profundezas do inferno.

  • A pena de morte, simplesmente por matar, quando analisada pelo ponto de vista de que se “retira permanentemente” um indivíduo da sociedade é muito frio, por isso o caso concreto deve ser analisado, não adianta falar sou a favor ou sou contra, depende do caso, poderia citar vários como o que acabei de ver na Record (06/05/2015 às 09:00) em que um homem invadiu uma casa estuprou e matou uma moça, aguardou a irmã dela chegar a estuprou e matou também; o sr. Champinha e seus companheiros que, não satisfeitos com matar o rapaz que acampava com a namorada, a estupraram e torturaram por dias, POR DIAS, o pai dela declarou que: “ainda bem que ela morreu”, o PAI DELA DISSE ISSO: “AINDA BEM QUE ELA MORREU”, imagina para um pai dizer isso o estado que deixaram-na, um pedaço de carne triturada (http://noticias.r7.com/sao-paulo/fotos/caso-liana-friedenbach-um-dos-mais-barbaros-da-historia-do-pais-completa-dez-anos-relembre-27112013?foto=14); o traficante que decepou a cabeça do repórter da Globo; os assassinos no trânsito, que bebem e atropelam e matam grávidas, crianças e idosos em pontos de ônibus; sem falar dos políticos corruptos que promovem a degradação da sociedade. Então, não sejamos hipócritas, dependendo do crime e da sua reincidência sou a favor sim, veja, um assassino pode matar quantas pessoas conseguir, mesmo que seja preso e fique detido por cada um deles, li algo aqui sobre o preço da vida humana, creio que uma vida não pode valer mais que uma vida, então se o indivíduo tirou uma vida SUA COTA JÁ DEU! Mas, não havendo pena de morte ou perpétua ele pode muito bem, assim que possível, repetir seu ato.
    Sou à favor, com a ressalva de que deve-se investigar e analisar com muita cautela cada caso e em último caso, mas sou muito mais favorável à pena PERPÉTUA!

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